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Sinapses Processo pela qual as células nervosas se comunicam com as outras células Precisa ter: • Rapidez • Precisão • Grandes distâncias Fluxo bidirecional Não processa a informação, apenas a transmite – importante no desenvolvimento neuronal Transmissão ultra rápida Acoplamento entre as células – pode ser alterado e interrompido pela variação de pH (os conexons das células ligadas abem-se com pH baixo) concentração de cálcio (elevado nível de cálcio) *também são encontradas nas células de glia, em músculos cardíacos e liso e em células não excitáveis que usam sinais elétricos Tipos de sinapses • QUÍMICA Impulso elétrico gera liberação de neurotransmissores, fenda sináptica, 20-40nm Provavelmente, no processo evolutivo, ocorreu das sinapses elétricas Permitiu maior complexidade de circuitos funcionais no sistema nervoso Possui estruturas que permitem a contiguidade mas sem continuidade COMPONENTES: 1. Fenda sináptica (matriz proteica adesiva) 20- 40nm 2. Transmissão unidirecional (elemento pré- sináptico e elemento pró-sináptico) 3. Zonas ativas 4. Vesículas sinápticas e grânulos secretores 5. Receptores de membrana pré e pós sináoticos 6. Tipos de receptores pós-sinápticos FENDA SINÁPTICA (matriz proteica adesiva) ELEMENTO PRÉ E PÓS SINÁPTICOS CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA E FUNCIONAL *excitatória – provoca despolarização na membrana pós sináptica (PPSE) *inibitório – provoca uma hiperpolarização na membrana pós sináptica (PPSI) SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS FISIOLOGIA 1. Síntese, transporte e armazenamento do neurotransmissor 2. Controle da liberação do neurotransmissor na fenda sináptica (PA chega no terminal, abrem- se os canais de Ca++ e este entra no terminal, o aumento de Ca++ provoca a abertura dos poros para liberação do NT/Neuromediador na fenda sináptica) 3. Difusão e reconhecimento do NT/Neuromediador pelo receptor pós sináptico 4. Deflagração do potencial de ação 5. Desativação do neurotransmisso SINAPSES INTERNEURONAIS – ocorre entre neurônios JUNÇÕES NEUROMUSCULARES – relação com células musculares (placa motora) ➢ 3 componentes o Terminal axonal pré-sináptico (vesículas de neurotransmissores e mitocôndrias) o Fenda sináptica o Membrana pós sináptica da fibra muscular (placa motora terminal) JUNÇÕES NEUROEFETUADORAS VISCERAL – relação com células musculares cardíacas, musculares lisas e com células secretoras (corpo celular localizado em gânglios) • ELÉTRICA Curta distância entre os neurônios – continuidade citoplasmática do impulso elétrico por continuidade. 3nm; corrente iônica Existe entre neurônios juvenis e células gliais Acontecem através de JUNÇÕES COMUNICANTES (gap) Canais iônicos – CONEXONS – 6 unidades proteicas (conexinas) e um poro (2nm) *sinapses elétricas ajudam os neurônios a sincronizar suas atividades DOENÇA CHARCOT MARIE TOOTH Doença neurológica de base genética: mutação do gene conexina 32 (ligada ao cromossomo X) expresso na célula de Schwann Impedem essa conexina de formar o canal de junção comunicante funcional essencial para o fluxo normal de metabólitos Desmielinização (bainha de mielina dos neurônios é danificada) ZONAS ATIVAS Regiões especializadas para liberação de neurotransmissor Vesículas e grânulos a. Ancoragem: se organizam próximas da zona ativa b. Priming ou iniciação: elas se ligam à membrana tornando-as competentes para sua abertura c. Com a entrada de cálcio elas se fundem e o liberam o neurotransmissor d. São recicladas VESÍCULAS SINÁPTICAS GRÂNULOS SECRETORES LIBERAÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES/NEUROMEDIADORES Inativação dos neurotransmissores/neuromediadores Síntese e reciclagem de acetilcolina RECEPTORES PÓS SINÁPTICOS CANAIS IÔNICOS Tipos de canais iônicos: • Canais dependentes de ligantes (receptores de neurotransmissores) • Canais voltagem dependentes – voltagem que existe naturalmente na membrana entre o interior e o exterior da célula nervosa AÇÕES DIFERENTES DE UM MESMO NT – RECEPTORES IONOTRÓPICOS E METABOTRÓPICOS ESTÍMULOS Um estimulo mais intenso libera mais neurotransmissor/neuromediador Integração sináptica: • Somação temporal • Somação espacial AS VIAS INTEGRAM INFORMAÇÕES DE MÚLTIPLOS NEURÔNIOS PIPS = potencial inibidor pós-sináptico PEPS=potencial excitatório pós-sináptico TIPOS DE SINÁPSES Caso Clínico 1. Onde e como age a toxina butolínica? Age fazendo com que os músculos se contraiam, os nervos libertam a acetilcolina. Esta se liga aos receptores nas células do músculo e faz as células musculares contraírem. A toxina botulínica impede a liberação da acetilcolina e, consequentemente, impede a contração das células musculares. 2. Identifique qual a principal substância química envolvida nesse tipo de sinapse Inibição da sinapse,não permite que a acetilcolina se ligue aos receptores nicotinicos, paralisia muscular 1. Identifique qual a principal substância química responsável por se ligar aos receptores afetados pela Bungarus multicintus α-bulgarotoxina 2. Descreva o evento sináptico esperado nas células envolvidas Inibição da sinapse,não permite que a acetilcolina se ligue aos receptores nicotinicos, paralisia muscular