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Material teórico sobre Sistemática de Comércio Exterior: aborda comércio internacional, a estrutura organizacional do comércio exterior brasileiro, sistemas operacionais e habilitação de empresas, contexto histórico (abertura dos portos em 1808), definições, vantagens e links.

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Comércio Exterior
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Carlos Magno Toledo
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
Sistemática de Comércio Exterior
v1.1
5
• Comércio Internacional
• Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro
• Estrutura atual do Comércio Exterior Brasileiro
 · Nesta unidade, o principal objetivo é que você se familiarize com o comércio 
internacional e visualize toda a estrutura organizacional que envolve o 
comércio exterior brasileiro, os sistemas operacionais e a habilitação das 
empresas para sua inserção no mercado internacional. 
Nesta unidade, você encontrará uma visão fascinante dos aspectos estruturais e sistêmico 
do comércio exterior brasileiro.
Considerando que o comércio internacional seja uma atividade milenar, pode-se dizer que, 
no Brasil, é recente, tendo uma atuação de somente dois séculos.
O ano zero de comércio exterior no Brasil data de 28/01/1808, quando D. João assinou a 
Carta de Abertura dos Portos as nações amigas, rompendo o pacto colonial, e assim iniciando 
a autonomia econômica e comercial brasileira.
Com a leitura da unidade, você terá conhecimentos gerais relativos ao comércio internacional 
e, também, a visão da estrutura organizacional e sistemática do comércio exterior brasileiro.
Não se esqueça de acessar os links desta unidade, nos quais encontrará material bastante 
interessante e complementar a seu estudo e aprendizagem.
Boa leitura!
Sistemática de Comércio Exterior
6
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Contextualização
Vamos iniciar esta unidade discorrendo sobre o Comércio Internacional e sua importância 
e abrangência para o desenvolvimento de um país. 
Abordaremos o cenário do Comércio Exterior Brasileiro destacando os organismos que 
interferem para o perfeito engajamento das operações, a habilitação para realizar operação 
de compra e venda internacional e os sistemas que possibilitam as interfaces entre todos os 
importantes agentes, órgãos gestores e anuentes no Comércio Exterior Brasileiro.
Com intuito de entendimento da importância do comércio internacional para um país e 
sua inserção global, reflita sobre a matéria publicada no Estadão que traz o alerta contido 
no relatório anual da Organização Mundial do Comércio – OMC –, publicado em Genebra. 
Este artigo salienta que o Brasil tem uma das mais baixas taxas de integração no comércio 
internacional, segundo a OMC.
Fonte: http://goo.gl/0kAcDe
7
Comérico Internacional
No que se refere ao Comércio Internacional, podemos afirmar que é a troca de capitais, 
bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Embora o comércio 
internacional esteja presente em parte da história, sua importância econômica, social e política 
tem aumentado nos últimos séculos.
Para satisfazer as necessidades internas, todos os países precisam de produtos e serviços. 
Para atender a demanda de produção de bens e serviços há a exigência de recursos, uma 
vez que nenhum país é autossuficiente e dispõe de todos os recursos de bens e serviços que 
necessita. Tem de recorrer a comprar de outros países o que não pode produzir ou que produz 
menos do que suas necessidades exigem. Da mesma maneira, ele vende a outros países os 
produtos excedentes.
Geralmente, nenhum país é autossuficiente. Ele depende de outros países para adquirir 
mercadorias que não estão disponíveis ou não se encontram em quantidades suficientes para 
atender à necessidade de produção.
O inverso é também verdadeiro: ele pode exportar bens que se encontram em excesso em 
sua produção. 
O comércio internacional envolve diferentes moedas de diferentes países e é regulado por 
leis, regras e regulamentos internacionais e internos.
A industrialização, as empresas multinacionais, a terceirização e a globalização exercem 
um impacto significativo sobre o sistema de comércio internacional. O aumento do comércio 
internacional é de suma importância para o crescimento e a competitividade de um país.
A adoção de medidas que incentivem o comércio internacional é de crucial importância 
para o desenvolvimento de uma nação. Sem a prática de um comércio internacional, os países 
estariam confinados aos bens e serviços dentro de suas próprias fronteiras.
O comércio internacional não se limita somente à movimentação de mercadorias. Podemos 
obsevar também a movimentação de operações de serviços, mão de obra e tecnologia.
Todos os países necessitam manter relações econômicas com o exterior. Ao manter relações 
internacionais entre países, as nações passam a depender umas das outras e, assim, passa a 
existir uma interdependência econômica entre elas.
Dentre vários fatores favoráveis à prática do comércio internacional, faz-se necessário 
apresentar algumas vantagens relevantes. Dentre elas, destacam-se:
• Ganhos monetários: os países passam a ter um fluxo maior de capital oriundo de suas 
operações de exportação (venda) e importação (compra);
• Variedade de produtos: uma maior oferta de produtos aos consumidores;
• Melhoria na qualidade das mercadorias: aumento na oferta de produtos com qualidade e 
preços competitivos;
8
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
• Concorrência tanto internacional como local;
• Fomento à competitividade: melhoria na produção local para concorrer com o produto 
importado;
• Troca de knowhow técnico; 
• Incremento na empregabilidade local.
A despeito de todas as vontades elencadas acima, importante também se faz apresentar 
algumas desvantagens que podem ser observadas no comércio internacional, destacando-se:
• A produção local pode sofrer oscilações.
• A concorrência internacional pode prejudicar a empresa local.
• Os países ricos podem influenciar os assuntos políticos em outros países e ganhar controle 
sobre as nações mais fracas.
Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro
Um breve histórico
A estrutura do comércio exterior brasileiro, até o ano de 1990, era composta por 
alguns órgãos governamentais com poder de decisão que eram ligados diretamente ao 
Ministério da Fazenda. 
A estrutura do comércio exterior nesta época era composta pelos seguintes órgãos de decisão:
• Conselho de Comércio Exterior – CONCEX; 
• Banco Central do Brasil – BACEN; 
• Carteira de Comércio Exterior – CACEX (era ligada ao Banco do Brasil S.A);
• Conselho de Política Aduaneira – CPA; 
• Conselho de Desenvolvimento Industrial – CDI;
• Secretaria da Receita Federal – SRF. 
A CACEX, a CPA e o CDI foram extintos em 1990 e suas funções foram transferidas para o 
Departamento de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento – MEFP. 
No ano de 1992, houve a criação do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo 
– MICT (hoje Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC), que 
criou a Secretaria de Comércio Exterior – SECEX. As atribuições da CACEX e da CPA foram 
migradas para a SECEX. Vinculada também ao MICT, foi criada a Secretaria de Política 
Industrial – SPI – hoje, Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP –, que agregou as 
funções que eram a cargo do CDI. 
9
Estrutura atual do Comércio Exterior Brasileiro
Câmara de Comércio Exterior – Camex 
A Câmara de Comércio Exterior – CAMEX – é um órgão vinculado ao Ministério do 
Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior de grande importância ao comércio exterior 
brasileiro, sendo a Camex um órgão formulador da política de comércio exterior, propiciando, 
além de outras competências, a inserção do Brasil de maneira competitiva no cenário da 
economia mundial. O Decreto 4732, de 10/06/2003 estabelece as competências da Camex. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde há as competências do referido órgão.
De acordo com o art. 1º do Decreto 4732, de 10/06/2003 a Câmara de 
Comércio Exterior – CAMEX –, do Conselho de Governo, tem por objetivo a 
formulação, adoção, implementação e coordenação de políticas e atividades 
relativas ao comércio exterior de bensúnico, computadorizado, de informações”. 
Os órgãos responsáveis pela administração do Siscomex é a Secretaria de Comércio Exterior 
– Secex –, a Secretaria da Receita Federal – SRF – e o Banco Central do Brasil – Bacen.
A habilitação ao sistema é realizada com utilização de senha por pessoas autorizadas e em 
caráter pessoal e intransferível. O agente habilitado ao acesso ao sistema terá condições de 
realizar as operações de importação e exportação. 
33
Dentro as principais vantagens do Siscomex, encontramos: 
• Harmonização de conceitos e uniformização de códigos e nomenclaturas; 
• Ampliação dos pontos do atendimento; 
• Eliminação de coexistências de controles e sistemas paralelos de coleta 
de dados; simplificação e padronização de documentos; 
• Diminuição significativa do volume de documentos; 
• Agilidade na coleta e processamento de informações por meio 
eletrônico;
• Redução de custos administrativos para todos os envolvidos no Sistema; 
• Crítica de dados utilizados na elaboração das estatísticas de comércio 
exterior.
Fonte: http://www.mdic.gov.br/siscomex/siscomex.html
Para que seja efetuada uma exportação ou importação de mercadorias, por meio do 
Siscomex, o interessado deve providenciar, junto à Secretaria da Receita Federal (SRF), 
sua habilitação, por meio de senha, para operação no sistema e o credenciamento de seus 
representantes para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro.
De acordo com o art. 11 da Instrução Normativa 1288/2012, “poderá ser credenciado a 
operar o Siscomex como representante de pessoa física ou jurídica, no exercício das atividades 
relacionadas com o despacho aduaneiro:
I. despachante aduaneiro;
II. dirigente ou empregado da pessoa jurídica representada; 
III. empregado de empresa coligada ou controlada da pessoa jurídica representada; 
IV. funcionário, ou servidor especificamente designado, nos casos de órgão da 
administração pública direta, autarquia e fundação pública, órgão público autônomo, 
organismo internacional e outras instituições extraterritoriais.”. 
Como podemos observar, de acordo com o referido artigo, somente as pessoas relacionadas 
podem ter o seu credenciamento aprovado para registro no Siscomex. 
Ao registrar uma operação de exportação ou importação pela primeira vez no Siscomex, 
a inscrição no Registro de Exportadores e Importadores – REI – da Secretaria de Comércio 
Exterior – SECEX – ocorrerá de maneira automática, não necessitando de nenhuma ação 
por parte dos importadores ou exportadores. Uma vez inscrito no REI, não será necessária 
qualquer providência adicional do importador exportador, para manutenção do registro
Com a implementação do Siscomex o comércio exterior brasileiro passou a atuar de maneira 
mais significativa no cenário internacional. No Siscomex encontra-se todos os tratamentos 
administrativos e tributários incidentes sobre as operações de importação e exportação.
34
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Sistema de Informações Banco Central – Sisbacen
Sisbacen – Sistema de Informações Banco Central é um sistema eletrônico de 
coleta, armazenagem e troca de informações que liga o Banco Central aos agentes do sistema 
financeiro nacional, sendo então, um conjunto de recursos de tecnologia da informação, 
interligados em rede, utilizado pelo Banco Central na condução de seus processos de trabalho. 
Visto ser obrigatório o registro de todas as operações de câmbio realizadas no País, o Sisbacen 
é o principal elemento de que dispõe o Banco Central para monitorar e fiscalizar o mercado.
É por intermédio do Sisbacen que os contratos de câmbio são celebrados para recebimento 
ou envio de divisas do exterior. Essas operações são realizadas por bancos autorizados em 
operar em câmbio e são controladas pelo Banco Central. 
O Siscomex e o Sisbacen possuem uma interface de comunicação finalizando as operações 
de comércio exterior, isto é, concluídas as operações de importação ou exportação pelo 
Siscomex é por meio do Sisbacen que oficializa o recebimento ou envio de divisas, finalizando 
processo operacional de comércio exterior.
35
Material Complementar
Sites:
Sites interessantes:
http://www.camex.gov.br/
http://www.investexportbrasil.gov.br/
http://www.receita.fazenda.gov.br/
36
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Referências
VAZQUEZ, J. L. Comércio Exterior Brasileiro. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
LABATUT, E. N. Teoria e Prática de Comércio Exterior. 3ª ed. São Paulo: Aduaneiras, 1989.
SILVA, A. Economia Internacional. São Paulo: Atlas,1985.
KRUGMAN, P. R., OBSTFELD, M. Economia Internacional Teoria e Política. 4ª ed. 
São Paulo: Makron Books, 1999.
BARBOSA, P. S. Competindo no Comércio Internacional. Uma Visão Geral do Processo 
de Exportação. São Paulo: Aduaneiras, 2004.
Sites pesquisados:
http://www.fiscosoft.com.br/
http://www.desenvolvimento.gov.br
http://www.camex.gov.br/
http://www.comexbrasil.gov.br/
http://portal.siscomex.gov.br/informativos/noticias-orgaos/secex
http://www.receita.fazenda.gov.br/
http://www.mdic.gov.br
http://www.aduaneiras.com.br
37
Anotaçõese serviços, incluindo o turismo.
Segundo o art. 2o do Decreto 4732, de 10/06/2003, compete à CAMEX, 
dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos da política de 
comércio exterior: definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação 
da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na 
economia internacional; coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem 
competências na área de comércio exterior; definir, no âmbito das atividades de 
exportação e importação, diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos, 
estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos 
ao comércio exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral; orientar a 
política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda; 
formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação; 
estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do 
comércio exterior; estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações 
relativas a práticas desleais de comércio exterior; fixar diretrizes para a política 
de financiamento das exportações de bens e de serviços, bem como para a 
cobertura dos riscos de operações a prazo, inclusive as relativas ao seguro de 
crédito às exportações; fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção 
de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial; opinar 
sobre política de frete e transportes internacionais, portuários, aeroportuários 
e de fronteiras, visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio 
exterior e ao aprimoramento da concorrência; orientar políticas de incentivo à 
melhoria dos serviços portuários, aeroportuários, de transporte e de turismo, 
com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a 
usuários oriundos do exterior;  fixar as alíquotas do imposto de exportação, 
fixar as alíquotas do imposto de importação, fixar direitos antidumping e 
compensatórios, provisórios ou definitivos, e salvaguardas; decidir sobre a 
suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios;  definir diretrizes para a 
aplicação das receitas oriundas da cobrança dos direitos de que trata o inciso 
XV deste artigo; e alterar, na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercado 
Comum do Sul – MERCOSUL –, a Nomenclatura Comum do MERCOSUL.
10
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
A Câmara de Comércio Exterior – CAMEX – é formada por um Conselho de Ministros 
composto pelos seguintes Ministros de Estado:
I. do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que o presidirá;
II. Chefe da Casa Civil da Presidência da República
III. das Relações Exteriores;
IV. da Fazenda;
V. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
VI. do Planejamento Orçamento e Gestão; 
VII. do Desenvolvimento Agrário.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC 
A estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC – é 
composta pelos seguintes órgãos:
• Secretarias de Comércio Exterior – SECEX; 
• Desenvolvimento da Produção - SDP; 
• Secretaria de Inovação – SIN; 
• Secretaria de Comércio e Serviços – SCS. 
Secretaria de Comércio Exterior – SECEX 
A Secretaria de Comércio Exterior – SECEX – é uma entidade vinculada ao Ministério do 
Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, e dentre suas várias funções pode-se destacar 
o controle, o planejamento, a normatização do comércio exterior, atuando de maneira 
significante no gerenciamento e controle comercial. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 
2010, em seu artigo 15, estabelece as competências. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo em 
que apresenta as competências do referido órgão.
11
Compete à Secretaria de Comércio Exterior – SECEX –, segundo o 
art. 15 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010: formular propostas 
de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas 
necessárias à sua implementação; propor medidas de políticas fiscal e 
cambial, de financiamento, de recuperação de créditos à exportação, de 
seguro, de transportes e fretes e de promoção comercial; planejar, orientar e 
supervisionar a execução de políticas e programas de operacionalização de 
comércio exterior e estabelecer as normas necessárias à sua implementação, 
observadas as competências de outros órgãos;  propor diretrizes que 
articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de 
política de comércio exterior, bem como propor alíquotas para o imposto 
de importação e suas alterações e regimes de origem preferenciais e não 
preferenciais; participar das negociações de atos internacionais relacionados 
com o comércio de bens e serviços, nos âmbitos multilateral, hemisférico, 
regional e bilateral; implementar os mecanismos de defesa comercial; 
regulamentar os procedimentos relativos às investigações de defesa 
comercial; decidir sobre a abertura de investigações e revisões relativas 
à aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, 
inclusive preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou 
bilaterais, bem como sobre a prorrogação do prazo da investigação e o 
seu encerramento sem a aplicação de medidas; decidir sobre a abertura de 
investigação da existência de práticas elisivas que frustrem a cobrança de 
medidas antidumping e compensatórias, bem como sobre a prorrogação do 
prazo da investigação e o seu encerramento sem extensão da medida; decidir 
sobre a aceitação de compromissos de preço previstos nos acordos 
multilaterais, regionais ou bilaterais na área de defesa comercial;  apoiar 
o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior; 
orientar a indústria brasileira com relação a barreiras comerciais externas 
aos produtos brasileiros; articular-se com outros órgãos governamentais, 
entidades e organismos nacionais e internacionais para promover a defesa 
da indústria brasileira; administrar, controlar, desenvolver e normatizar o 
Sistema Integrado de Comércio Exterior  –  SISCOMEX–, observadas as 
competências de outros órgãos; formular a política de informações de 
comércio exterior e implementar sistemática de tratamento e divulgação 
dessas informações; elaborar e divulgar as estatísticas de comércio exterior, 
inclusive a balança comercial brasileira, ressalvadas as competências de outros 
órgãos; promover iniciativas destinadas à difusão da cultura exportadora, 
bem como ações e projetos voltados para a promoção e o desenvolvimento 
do comércio exterior; articular-se com entidades e organismos nacionais e 
internacionais para a realização de treinamentos, estudos, eventos e outras 
atividades voltadas para o desenvolvimento do comércio exterior; propor 
medidas de aperfeiçoamento, simplificação e consolidação da legislação de 
comércio exterior e expedir atos normativos para a sua execução; dirigir 
e orientar a execução do Programa de Desenvolvimento do Comércio 
Exterior e da Cultura Exportadora; assessorar e coordenar a participação do 
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no Comitê 
de Financiamento e Garantia das Exportações, no Comitê de Avaliação 
de Créditos ao Exterior e na Comissão de Programação Financeira do 
Programa de Financiamento às Exportações. 
12
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Medidas de 
Sanvaguardas
 Medida adotada na fronteira, em geral de natureza tarifária, que incide em 
caráter provisório sobre importações de bens que causem ou ameacem causar 
prejuízo grave a uma determinada indústria doméstica que produz bens iguais 
ou similares. Tem por objetivo proporcionar o tempo necessário para que a 
indústria afetada possa enfrentar um processo de ajustamento. Geralmente 
é imposta após a realização de investigação na Parte importadora para 
determinar se o prejuízo grave ou a ameaça de prejuízo grave afeta a indústria 
devido a importações súbitas.
Fonte: http://www.sice.oas.org/dictionary/SF_p.asp 
Acessadoem: 28/03/2015
Na SECEX, encontra-se uma estrutura administrativa subdividida em cinco departamentos: 
• Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (DEAX);
• Departamento de Competitividade no Comércio Exterior (DECOE);
• Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX);
• Departamento de Defesa Comercial (DECOM);
• Departamento de Negociações Internacionais (DEINT).
Departamento de Estatística e Apoio à Exportação – DEAX
O Departamento de Estatística e Apoio à Exportação – DEAX é um órgão vinculado à Secex 
e é responsável por divulgar informações de comércio exterior, mais precisamente da área de 
exportação. Reportando às suas funções, pode-se destacar a promoção e qualificação de 
profissionais do setor público e privado na cultura exportadora no país, divulgar informações 
de comércio exterior, dentre outras. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu 
artigo 19, estabelece as competências do DEAX. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são expostas as competências do referido órgão.
13
Reportando ao Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, estabelece 
em seu art. 19, que compete à DEAX propor, assessorar e acompanhar 
o planejamento, a formulação e a execução das políticas e programas de 
comércio exterior; formular propostas de aperfeiçoamento da legislação 
em matéria relacionada ao comércio exterior;  planejar, coordenar 
e implementar ações e programas visando ao desenvolvimento do 
comércio exterior brasileiro e da cultura exportadora, em articulação 
com órgãos e entidades de direito público ou privado, nacionais 
e internacionais, bem como propor a celebração de convênios, 
acordos ou ajustes semelhantes para a implementação dessas ações e 
programas; planejar e executar programas de capacitação em comércio 
exterior;  elaborar e editar o material técnico para orientação da atividade 
de comércio exterior; manter e coordenar a Rede Nacional de Agentes 
de Comércio Exterior; participar e acompanhar, em fóruns e comitês 
nacionais e internacionais, os assuntos relacionados com as estatísticas 
e o desenvolvimento do comércio exterior; coletar, analisar, sistematizar 
e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior, 
bem como elaborar e divulgar a balança comercial brasileira; elaborar 
estudos, publicações e informações sobre produtos, setores e mercados 
estratégicos para o comércio exterior brasileiro;  gerenciar sistemas 
de consultas, análise e divulgação de informações de comércio 
exterior;  manter, desenvolver e gerenciar o Sistema de Análise de 
Informações de Comércio Exterior; coordenar e implementar a Rede de 
Centros de Informações de Comércio Exterior; e propor a articulação 
com entidades e organismos nacionais e internacionais para a realização 
de treinamentos, estudos, eventos e outras atividades voltadas para o 
desenvolvimento do comércio exterior. 
14
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Departamento de Competitividade no Comércio Exterior – DECOE
O Departamento de Competitividade no Comércio Exterior – DECOE é um órgão vinculado à 
SECEX e tem como objetivo a promoção comercial do Brasil no exterior e também é responsável 
pela harmonia da normatização relacionadas ao comércio internacional. O Decreto 7096, de 
04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 20, estabelece as competências do DECOE. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são apresentadas as competências do referido órgão.
De acordo com o Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, art. 
20, o DECOE é responsável por  estabelecer normas e procedimentos 
necessários à implementação de políticas e programas de 
operacionalização do comércio exterior; implementar diretrizes setoriais 
de comércio exterior e decisões provenientes de acordos internacionais e 
de legislação nacional; coordenar, no âmbito da Secretaria de Comércio 
Exterior, ações sobre o Acordo de Facilitação ao Comércio em curso junto 
à OMC, e participar de eventos nacionais e internacionais; coordenar, no 
âmbito do Ministério, ações referente ao Acordo sobre Procedimentos 
de Licenciamento de Importação junto à OMC; executar os serviços de 
Secretaria-Executiva do Grupo de Facilitação de Comércio da CAMEX; 
coordenar a atuação dos agentes externos autorizados a processar 
operações de comércio exterior; manter e atualizar o Cadastro de 
Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior, bem 
como examinar pedidos de inscrição, atualização e cancelamento de 
Registro de Empresas Comerciais Exportadoras constituídas nos termos 
da legislação específica; examinar e apurar prática de fraudes no comércio 
exterior e propor aplicação de penalidades; promover o aperfeiçoamento 
da legislação de comércio exterior;  opinar sobre normas para o 
Programa de Financiamento às Exportações  -  PROEX pertinentes a 
aspectos comerciais; acompanhar as diretrizes para a política de crédito 
e financiamento às exportações, especialmente do PROEX, bem como 
do Seguro de Crédito à Exportação; participar das reuniões do Comitê 
de Avaliação de Créditos ao Exterior, do Comitê de Financiamento e 
Garantia das Exportações, e da Comissão de Programação Financeira 
do Programa de Financiamento às Exportações; administrar o benefício 
fiscal de redução a zero da alíquota do Imposto de Renda no pagamento 
de despesas com promoção comercial, comissionamento e logística de 
produtos brasileiros, no exterior; desenvolver, administrar e aperfeiçoar 
o Sistema de Registro de Informações de Promoção; planejar, propor 
e acompanhar o registro no SISCOMEX de informações de despesas 
no exterior, vinculadas a operações de exportação; planejar ações 
orientadas para a logística de comércio exterior; e formular propostas 
para aumento da competitividade internacional do produto brasileiro, 
especialmente de âmbito burocrático, tributário, financeiro ou logístico. 
15
Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX
O Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX – é também um órgão 
vinculado à Secex e é responsável pela implementação, manutenção e aprimoramento de 
todas as informações dos sistemas de gerenciamento do comércio internacional. O Decreto 
7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 16, estabelece as competências do DECEX. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde estão expostas as competências do referido órgão.
Com base no art. 16 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, 
ao DECEX compete:  desenvolver, executar e acompanhar políticas e 
programas de operacionalização do comércio exterior; acompanhar, 
participar de atividades e implementar ações de comércio exterior 
relacionadas com acordos internacionais que envolvam comercialização 
de produtos ou setores específicos, referentes à área de atuação do 
Departamento;  desenvolver, executar, administrar e acompanhar 
mecanismos de operacionalização do comércio exterior e seus sistemas 
operacionais;  analisar e deliberar sobre Licenças de Importação, 
Registros de Exportação, Registros de Vendas, Registros de Operações 
de Crédito e Atos Concessórios de Drawback, nas operações que 
envolvam regimes aduaneiros especiais e atípicos; drawback, nas 
modalidades de isenção e suspensão; bens usados; similaridade e acordos 
de importação com a participação de empresas nacionais; fiscalizar 
preços, pesos, medidas, classificação, qualidades e tipos, declarados nas 
operações de exportação e importação, diretamente ou em articulação 
com outros órgãos governamentais, respeitadas as competências das 
repartições aduaneiras; coordenar o desenvolvimento, a implementação 
e a administração de módulos operacionais do Sistema Integrado de 
Comércio Exterior – SISCOMEX – no âmbito do Ministério, assim 
como coordenar a atuação dos demais órgãos anuentes de comércio 
exterior visando à harmonização e operacionalização de procedimentos 
de licenciamento de operações cursadas naquele ambiente;representar 
o Ministério nas reuniões de coordenação do SISCOMEX; elaborar 
estudos, compreendendo: a) avaliações setoriais de comércio exterior e sua 
interdependência com o comércio interno; b) criação e aperfeiçoamento 
de sistemas de padronização, classificação e fiscalização dos produtos 
exportáveis; c)  evolução de comercialização de produtos e mercados 
estratégicos para o comércio exterior brasileiro com base em parâmetros 
de competitividade setorial e disponibilidades mundiais; d)  apresentar 
sugestões de aperfeiçoamentos de legislação de comércio exterior; 
e  participar de reuniões em órgãos colegiados em assuntos técnicos 
setoriais de comércio exterior, e de eventos nacionais e internacionais 
relacionados ao comércio exterior brasileiro. 
16
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Departamento de Defesa Comercial – DECOM
O Departamento de Defesa Comercial – DECOM – é um órgão vinculado à SECEX, responsável 
pela melhoria e controle da defesa comercial do Brasil e também atua na proteção e controle 
das práticas desleais do comércio. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 
18, estabelece as competências do DECEX. Para um melhor entendimento e enriquecimento do 
conteúdo, observe o quadro abaixo onde estão expostas as competências do referido órgão.
Reportando ao art. 18 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, ao 
DECOM compete: examinar a procedência e o mérito de petições de abertura 
de investigações e revisões de dumping, de subsídios e de salvaguardas, 
inclusive as preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou 
bilaterais, com vistas à defesa da produção doméstica; propor a abertura 
e conduzir investigações e revisões, mediante processo administrativo, 
sobre a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de 
salvaguardas, inclusive as preferenciais, previstas em acordos multilaterais, 
regionais ou bilaterais;  propor a aplicação de medidas antidumping, 
compensatórias e de salvaguardas, inclusive as preferenciais, previstas em 
acordos multilaterais, regionais ou bilaterais; examinar a conveniência e 
o mérito de propostas de compromissos de preço previstos nos acordos 
multilaterais, regionais ou bilaterais na área de defesa comercial; examinar 
a procedência e o mérito de petições, bem como propor a abertura e 
conduzir investigação sobre a existência de práticas elisivas que frustrem a 
cobrança de medidas antidumping e compensatórias; propor a extensão a 
terceiros países, bem como a partes, peças e componentes dos produtos 
objeto de medidas antidumping e compensatórias vigentes; propor a 
regulamentação dos procedimentos relativos às investigações de defesa 
comercial;  elaborar as notificações sobre medidas de defesa comercial 
previstas em acordos internacionais; acompanhar as negociações 
internacionais referentes a acordos multilaterais, regionais e bilaterais 
pertinentes à aplicação de medidas de defesa comercial, bem como 
formular propostas a respeito, com vistas a subsidiar a definição da posição 
brasileira; participar das consultas e negociações internacionais relativas à 
defesa comercial; acompanhar e participar dos procedimentos de solução 
de controvérsias referentes a medidas de defesa comercial, no âmbito 
multilateral, regional e bilateral, bem como formular propostas a respeito, 
com vistas a subsidiar a definição de proposta brasileira; acompanhar as 
investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra as 
exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador, em 
articulação com outros órgãos governamentais e o setor privado; elaborar 
material técnico para orientação e divulgação dos mecanismos de defesa 
comercial;  orientar o setor produtivo nacional com relação a barreiras 
comerciais externas; fazer o levantamento permanente das restrições às 
exportações brasileiras e recomendações para seu tratamento em nível 
externo e interno; e formular propostas aos outros órgãos governamentais 
a fim de implementar ações em defesa da indústria brasileira.
17
Dumping
Introdução de um bem no comércio de outra parte por preço inferior a seu valor normal 
se o preço de exportação do bem exportado de uma parte para outra for inferior ao preço 
comparável, no curso ordinário do comércio, do bem similar, quando destinado a consumo 
na parte exportadora. Venda de mercadoria em outra parte por preço inferior àquele pelo 
qual a mesma mercadoria é vendida no mercado doméstico, ou venda dessa mercadoria 
por preço inferior aos custos incorridos em sua produção e transporte. O dumping ocorre 
quando bens são exportados por preço inferior ao valor normal, o que em geral significa 
que são exportados por preço inferior àquele por que são vendidos no mercado doméstico, 
ou no mercado de outras terceiras partes ou por menos do que o custo de produção.
Fonte: http://www.sice.oas.org/dictionary/SF_p.asp 
Acessado em: 28/03/2015
Departamento de Negociações Internacionais – DEINT
O Departamento de Negociações Internacionais – DEINT – é um órgão da SECEX e é 
responsável pela diminuição de barreiras comerciais dos produtos produzidos no país, bem 
como incrementar a exportação de bens e serviços. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 
2010, em seu artigo 17, estabelece as competências do DEINT. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde há as competências do referido órgão.
Com base no art.  17 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 
2010, ao DEINT  compete: participar das negociações de tratados 
internacionais de comércio de bens e serviços, em coordenação com 
outros órgãos governamentais, nos âmbitos multilateral, hemisférico, 
regional e bilateral; promover estudos e iniciativas internas destinados 
ao apoio, informação e orientação da participação brasileira em 
negociações internacionais relativas ao comércio exterior; desenvolver 
atividades relacionadas ao comércio exterior e participar das 
negociações junto a organismos internacionais; coordenar, no âmbito 
da Secretaria, os trabalhos de preparação da participação brasileira 
nas negociações tarifárias e não-tarifárias em acordos internacionais e 
opinar sobre a extensão e retirada de concessões; participar e apoiar 
as negociações internacionais relacionadas a bens e serviços, meio 
ambiente relacionado ao comércio, compras governamentais, política 
de concorrência relacionada ao comércio, comércio eletrônico, regime 
de origem, barreiras não tarifárias e solução de controvérsias; coordenar 
a participação do Brasil nas negociações internacionais referentes 
a regimes de origem preferenciais e os procedimentos relacionados 
a estes, bem como no Comitê de Regras de Origem da Organização 
Mundial do Comércio  –  OMC –, acompanhando as negociações 
do Comitê Técnico de Regras de Origem da Organização Mundial 
das Aduanas  -  OMA e prestando auxílio aos setores interessados; 
administrar, no Brasil, o Sistema Geral de Preferências  – SGP – e o 
Sistema Global de Preferências Comerciais – SGPC –, bem como os 
regulamentos de origem dos acordos comerciais firmados pelo Brasil e 
18
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
dos sistemas preferenciais autônomos concedidos ao Brasil; coordenar, 
internamente, os Comitês Técnicos no 01, de Tarifas, Nomenclatura 
e Classificação de Mercadorias, e no 03, de Normas e Disciplinas 
Comerciais, da Comissão de Comércio do Mercosul – CCM –; estudar e 
propor alterações na Tarifa Externa Comum – TEC e na Nomenclatura 
Comum do Mercosul – NCM –; e promover articulação com órgãos do 
governo e do setor privado, com vistas a compatibilizar as negociações 
internacionais para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro. 
Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP 
A Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP – é uma entidade vinculada ao 
Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, e dentre suas várias funções pode-
se destacar como órgão regulador, apoiador e gerenciador da política industrial,exercendo um 
apoio ao desenvolvimento e promoção do setor produtivo brasileiro incluindo os problemas 
das cadeias produtivas relacionadas à concorrência internacional. O Decreto 7096, de 04 de 
fevereiro de 2010, em seu artigo 10, estabelece as competências do SDP. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde estão expostas as competências do referido órgão.
Dialogando com o art.  10 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro 
de 2010, observa-se que à SDP compete: formular e propor políticas 
públicas para o desenvolvimento da produção do setor industrial; 
identificar e consolidar demandas que visem ao desenvolvimento 
da produção do setor industrial; estruturar ações que promovam o 
incremento da produção de bens no País e o desenvolvimento dos 
segmentos produtivos;  formular, coordenar, acompanhar e avaliar, 
no âmbito da competência do Ministério, as ações que afetem o 
desenvolvimento da produção do setor industrial; manter articulação 
com órgãos e entidades públicas e instituições privadas, visando ao 
permanente aperfeiçoamento das ações governamentais, em relação 
ao desenvolvimento do setor produtivo; buscar a simplificação da 
legislação aplicada à atividade produtiva; viabilizar ações junto às 
secretarias estaduais e aos representantes de organismos regionais 
de desenvolvimento e de outros órgãos públicos ou privados com 
atribuições nesta matéria, visando a elaboração e implementação de 
ações de política de desenvolvimento da produção regional; incentivar 
práticas de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável 
no setor industrial; articular esforços para o aproveitamento dos ativos 
ecológicos do País; executar e acompanhar os projetos e as ações 
voltadas para o aumento da competitividade das cadeias produtivas, 
articulando, para tanto, a participação do governo, do setor privado e 
dos trabalhadores; apoiar e acompanhar as negociações internacionais 
referentes aos setores produtivos do País; e identificar, divulgar e 
estimular a difusão de experiências exemplares de promoção de 
desenvolvimento da produção regional, incluindo programas e projetos 
de investimento, realizados nos níveis local e estadual. 
19
Secretaria de Inovação - SIN 
A Secretaria de Inovação – SIN – é uma entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento 
Indústria e Comércio Exterior. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão que 
tem como meta a promoção e inovação das empresas nacionais, apoiando seu desenvolvimento 
e regulando as políticas de inovação, atuando também no desenvolvimento dos incentivos 
fiscais, financeiros, assegurando que os produtos e serviços das indústrias nacionais possam 
ser competitivos. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 25, estabelece 
as competências do SIN. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde encontrarão as competências do referido órgão.
Reportando ao art.  25    do Decreto 7096 – de 04 de fevereiro 
de 2010, compete à SIN: contribuir para a formulação da Política 
de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nos aspectos 
relacionados à inovação e à política tecnológica, para o desenvolvimento 
sustentável nos sistemas produtivos; Planejar, estabelecer, supervisionar, 
coordenar, avaliar e controlar políticas, estratégias, atividades e recursos 
referentes a: a) inovação tecnológica nos sistemas produtivos; b) 
tecnologias inovadoras e estratégicas; c) infraestrutura tecnológica; d) 
metrologia, normalização e avaliação de conformidade; e) propriedade 
intelectual; f) transferência de tecnologia; g) prospecção, articulação, 
aperfeiçoamento, disseminação, promoção, incentivo e fomento 
da inovação, das competências inovadoras e do conhecimento; h) 
aceleração do processo de inovação nos ambientes produtivo e social; 
i) incorporação de tecnologia aos produtos, processos e serviços; j) 
promoção, incentivo e fomento ao investimento privado em inovação 
e desenvolvimento tecnológico; k) promoção, articulação, incentivo 
e fomento da cooperação internacional em inovação, competências 
inovadoras e transferência de tecnologia; l) promoção, articulação, 
incentivo e fomento de parcerias e alianças estratégicas e tecnológicas, 
com organizações brasileiras, estrangeiras e multilaterais; m) promoção, 
articulação, incentivo e fomento da inovação para o desenvolvimento 
sustentável dos sistemas produtivos; e n) difusão da cultura de 
inovação; participar do planejamento, normatização, supervisão, 
coordenação, avaliação e controle de políticas, estratégias, programas, 
ações e atividades no que se refere a: a) desenvolvimento científico e 
tecnológico; e b) aplicação de recursos públicos destinados à inovação 
e ao desenvolvimento tecnológico nos sistemas produtivos; formular 
propostas e participar de negociações de acordos, tratados e convênios 
internacionais; coordenar a elaboração, promover a execução, 
acompanhar e avaliar os seus programas e ações; e planejar, estabelecer, 
supervisionar e coordenar as ações decorrentes de tratados, acordos e 
convênios internacionais relativos aos assuntos de sua competência. 
20
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Secretaria de Comércio e Serviços – SCS
A Secretaria de Comércio e Serviços – SCS – é uma entidade vinculada ao Ministério do 
Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como 
órgão responsável por formular, coordenar, normatizar e implementar políticas públicas para que 
possa ocorrer o desenvolvimento necessário dos setores de comércio e serviços. O Decreto 7096, 
de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 21, estabelece as competências do SCS. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são apresentadas as competências do referido órgão.
Ainda analisando o Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em 
seu art. 21, observa-se que a SCS tem como competências formular, 
coordenar, implementar, avaliar políticas públicas e estabelecer normas 
para o desenvolvimento do sistema produtivo nas áreas de comércio e 
de serviços; coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito do Ministério, 
as ações e programas que afetem a competitividade dos setores de 
comércio e serviços relacionados ao processo de inserção internacional 
e ao fortalecimento das cadeias produtivas, em coordenação com outros 
órgãos governamentais e entidades privadas representativas desses 
setores; analisar e acompanhar o comportamento e tendências dos 
setores de comércio e serviços no País e no exterior, em conjunto com 
outros órgãos governamentais e as entidades de classe representativas 
desses setores; formular propostas de políticas e programas de 
comércio exterior de serviços e estabelecer as normas e medidas 
necessárias à sua implementação; administrar, controlar, desenvolver 
e normatizar, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria 
e Comércio Exterior, o Sistema Integrado do Comércio Exterior de 
Serviços, observadas as competências de outros órgãos;  presidir 
a Comissão Administradora do Sistema Integrado do Comércio 
Exterior de Serviços;  coordenar a implantação da Nomenclatura 
Brasileira de Serviços- NBS, bem como a sua harmonização nos 
fóruns internacionais; formular e estabelecer políticas de informações 
e estatísticas sobre comércio e serviços e do comércio exterior de 
serviços, bem como implementar sistemática de coleta, tratamento 
e divulgação dessas informações e estatísticas; formular propostas 
setoriais, em articulação com o setor privado, para a coordenação 
de projetos, ações e programas de cooperação internacional voltados 
ao incremento do comércio e investimentos recíprocos no setor 
de serviços; apoiar e acompanhar as negociações internacionais 
referentes aos setores de comércio e serviços do País, articular com 
entidades e organismos nacionais e internacionais para realização de 
treinamentos, estudos, eventos, projetos e outras atividades voltadaspara o desenvolvimento do comércio exterior de serviços;  exercer 
a Secretaria Técnica do Fórum Permanente das Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte, no âmbito do MDIC; propor, elaborar 
e implementar políticas para a melhoria da qualidade e produtividade 
21
dos serviços do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades 
Afins, no País; publicar as normas e diretrizes gerais do Registro 
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, estabelecidas e 
consolidadas pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio – 
DNRC –; coordenar os órgãos incumbidos da execução dos serviços 
do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, exercer 
a Secretaria-Executiva do Comitê Gestor da Rede Nacional para a 
Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios – 
REDESIM –; participar do Comitê da REDESIM.
Integram ainda a estrutura do MDIC as entidades vinculadas: 
I. INMETRO;
II. INPI;
III. BNDES.
I - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro 
O Inmetro é vinculado ao MDIC e é um órgão responsável pela execução da normatização 
das políticas nacionais de metrologia e qualidade. 
II – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI 
O INPI iniciou suas atividades no ano de 1970 e é vinculado ao MDIC. É uma autarquia 
federal atuando como importante órgão responsável pelos registros de marcas e patentes, 
assegurando em todo o território nacional a manutenção dos direitos de propriedade industrial 
para as empresas.
III – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social –BNDES 
O BNDS é também uma empresa vinculada ao MDIC, sendo de grande relevância ao 
comércio exterior, atuando no financiamento às exportações brasileiras. 
22
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Ministério da Fazenda – MF 
A estrutura do Ministério da Fazenda – MF – é composto por quatro secretarias: 
• Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN;
• Secretaria De Política Econômica – SPE; 
• Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE; 
• Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB.
Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN
A Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN – é uma entidade vinculada ao Ministério da 
Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável por participar 
em negociações internacionais frente a organismos internacionais, elaborar política nacional 
de comércio exterior. O Decreto 8029, de 20 de junho de 2013, em seu artigo 30, estabelece 
as competências do SAIN. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são apresentadas as competências do referido órgão.
Reportando ao art.  30 do Decreto nº 8029, de 20 de junho de 
2013,  à SAIN compete: participar das discussões e negociações 
econômicas e financeiras com outros países e em fóruns, organizações 
econômicas e instituições financeiras internacionais; acompanhar e 
avaliar as políticas, diretrizes e iniciativas das organizações econômicas 
e instituições financeiras internacionais em matéria de cooperação 
econômica, monetária, financeira, incluindo regulação e supervisão, e 
de desenvolvimento sustentável; acompanhar a conjuntura da economia 
internacional e de economias estratégicas para o país;  coordenar a 
participação do Ministério da Fazenda na formulação de posições do 
Governo brasileiro, nos temas relacionados nos incisos I e II, e, nas 
áreas de competência precípua do Ministério da Fazenda, coordenar 
a formulação de posições do Governo brasileiro acerca dos temas 
referidos; acompanhar temas relacionados ao endividamento externo 
brasileiro junto a credores oficiais e privados; avaliar e monitorar as 
políticas de créditos e garantias oficiais às exportações, concedidos pela 
administração direta e indireta e coordenar as ações de competência 
do Ministério da Fazenda nessa área;  assessorar a Presidência e 
exercer a Secretaria-Executiva do Comitê de Financiamento e Garantia 
das Exportações – COFIG –;  participar, no âmbito do Comitê de 
Financiamento e Garantia das Exportações – COFIG –, das decisões 
relativas à concessão de assistência financeira às exportações, com 
recursos do Programa de Financiamento às Exportações – PROEX –, e 
de prestação de garantia da União, amparada pelo Fundo de Garantia 
à Exportação – FGE –;  autorizar a garantia da cobertura dos riscos 
comerciais e dos riscos políticos e extraordinários assumidos pela União, 
23
em virtude do Seguro de Crédito à Exportação – SCE –, nos termos da 
Lei no 6.704, de 26 de outubro de 1979, e da regulamentação em 
vigor; adotar, dentro de sua competência, medidas administrativas 
necessárias à execução das atividades relacionadas ao Seguro de 
Crédito à Exportação – SCE –, incluindo a contratação, nos termos 
da Lei no 6.704, de 1979, de instituição habilitada ou da Agência 
Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. – ABGF 
– para a execução de serviços a ele relacionados, inclusive análise, 
acompanhamento, gestão das operações de prestação de garantia e de 
recuperação de créditos sinistrados; adotar, na condição de mandatária 
da União, providências para cobrança judicial e extrajudicial, no exterior, 
dos créditos da União decorrentes de indenizações pagas, no âmbito do 
Seguro de Crédito à Exportação – SCE, com recursos do Fundo de 
Garantia à Exportação – FGE –, incluindo a contratação, nos termos 
da Lei no 11.281, de 20 de fevereiro de 2006, de instituição habilitada 
ou advogado de comprovada conduta ilibada, no País ou no exterior; 
assessorar a Presidência e exercer a Secretaria-Executiva do Comitê de 
Avaliação de Créditos ao Exterior – COMACE; participar, no âmbito do 
Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior – COMACE –, das decisões 
relativas ao planejamento e acompanhamento da política de avaliação, 
negociação e recuperação de créditos brasileiros ao exterior; coordenar 
as negociações relativas a créditos brasileiros ao exterior, inclusive aquelas 
realizadas em cooperação com o Clube de Paris; participar, no âmbito 
da Comissão de Financiamentos Externos – COFIEX –, das decisões 
relativas à autorização da preparação de projetos ou programas do setor 
público com apoio de natureza financeira de fontes externas; participar 
das iniciativas relacionadas ao processo de integração econômica 
e financeira regional, incluindo o incentivo ao desenvolvimento e à 
coordenação de políticas macroeconômicas; participar das negociações 
relativas a comércio exterior e conformação de blocos econômicos 
regionais, bem como pronunciar-se sobre a conveniência da participação 
do Brasil nessas negociações; participar das ações relacionadas à 
atuação do País na Organização Mundial do Comércio – OMC – e em 
outros organismos internacionais em matéria de comércio exterior, 
incluindo serviços, investimentos, propriedade intelectual e compras 
governamentais;  participar da elaboração da política nacional de 
comércio exterior, em conjunto com os demais órgãos encarregados 
desse tema, incluídas as ações na área de defesa comercial.
24
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Secretaria de Política Econômica – SPE 
A Secretaria de Política Econômica – SPE – é uma entidade vinculada ao Ministério 
da Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável pela 
formulação de projetos e propostas econômicas que vão de encontro à política adotada pelo 
Governo Federal. O Decreto 7482, de 16 de maio de 2011, em seu artigo 28, estabelece as 
competências do SPE. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são apresentadas as competências do referido órgão.
Reportando ao art. 28, do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, 
compete à SPE: assessorar o Ministro de Estado na formulação, proposição, 
acompanhamento e coordenação da política econômica; propor diretrizes 
de curto, médio e longo prazos para a política fiscal e acompanhar, 
em articulação com os demais órgãos envolvidos, a sua evolução,propondo mudanças de alinhamento à política macroeconômica, 
quando adequado;  elaborar, em articulação com os demais órgãos 
envolvidos, novas políticas e propostas de aperfeiçoamento de políticas 
públicas vigentes, visando ao equilíbrio fiscal, à eficiência econômica, 
ao crescimento da economia, ao desenvolvimento de longo prazo, ao 
emprego, à inclusão social e à melhoria da distribuição de renda; analisar 
e elaborar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, propostas 
de aperfeiçoamento da legislação tributária e orçamentária e avaliar os 
seus impactos de longo prazo sobre a economia; definir anualmente 
o conjunto de parâmetros macroeconômicos utilizados na elaboração 
do Orçamento Geral da União; avaliar e elaborar, em articulação com 
os demais órgãos envolvidos, propostas de políticas relativas ao setor 
produtivo, incluindo políticas tributária, cambial, comercial, tarifária e 
de crédito, previdência complementar, seguros, níveis de emprego e 
renda; acompanhar e avaliar os indicadores econômicos do País, em 
articulação com os demais órgãos envolvidos, e elaborar relatórios 
periódicos sobre a evolução da economia, com foco na eficiência da 
administração pública e na qualidade dos impactos sobre a economia e a 
população; contribuir, em articulação com os demais órgãos envolvidos, 
para o aperfeiçoamento e a regulação, expansão e ampliação do 
acesso ao crédito no âmbito do Sistema Financeiro Nacional; formular 
e avaliar medidas para o desenvolvimento dos setores de previdência 
complementar, seguros e capitalização; avaliar e propor medidas para 
o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e exercer a função 
de Secretaria Executiva do Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais; 
propor alternativas e avaliar, em articulação com demais órgãos 
envolvidos, as políticas públicas para o sistema habitacional, visando 
ao aprimoramento dos mecanismos regulatórios, de concessão de 
crédito e financiamento e operacionais; propor, avaliar e acompanhar 
a formulação e a implementação de atos normativos e de instrumentos 
de políticas públicas para os setores agrícola, agroindustrial, de 
25
microcrédito e cooperativas, especialmente no que diz respeito ao 
crédito, aos mecanismos de proteção da produção e de preços, à 
comercialização, ao processamento e ao abastecimento do mercado; 
apreciar, nos seus aspectos econômicos, projetos de legislação ou 
regulamentação em sua área de atuação, emitindo pareceres técnicos; 
assessorar o Ministro de Estado, nos aspectos econômicos e financeiros, 
na política de relacionamento com organismos e entes internacionais 
de financiamento e de comércio; assessorar o Ministro de Estado no 
Conselho Nacional de Seguros Privados e representar o Ministério 
da Fazenda no Conselho Nacional de Previdência Complementar do 
Ministério da Previdência Social; participar da Comissão Técnica da 
Moeda e do Crédito e assessorar o Ministro de Estado no Conselho 
Monetário Nacional; elaborar o demonstrativo de benefícios creditícios e 
financeiros da União, para compor as Informações Complementares ao 
Projeto de Lei Orçamentária Anual; apurar o valor efetivo anual, para 
subsidiar o relatório sobre as contas do Governo da República, e avaliar 
o impacto e a efetividade de programas do governo federal associados 
à concessão de benefícios financeiros e creditícios da União; elaborar 
anualmente o cálculo de benefícios financeiros e creditícios e encaminhar 
ao Tribunal de Contas da União, até 31 de março de cada ano, para 
compor o relatório sobre as contas do Governo da República; avaliar o 
impacto e a efetividade de programas do governo federal associados à 
concessão de benefícios financeiros e creditícios da União; acompanhar 
e analisar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, o impacto 
das políticas governamentais sobre os indicadores sociais e contribuir 
para a formulação de diretrizes voltadas à melhoria da distribuição de 
renda e à promoção da inclusão social; desenvolver, em articulação com 
os demais órgãos envolvidos, atividades voltadas à apuração do custo de 
oportunidade dos recursos associados a diferentes alternativas de políticas 
públicas e contribuir para a formulação de diretrizes para promover o 
aumento da efetividade e a melhoria da qualidade dos gastos públicos; 
e elaborar estudos sobre a composição e evolução dos gastos públicos 
e propor, em articulação com os demais órgãos envolvidos, reformas 
e políticas para melhorar a eficiência e a efetividade dos programas e 
ações governamentais. 
26
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE 
A Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE – é uma entidade vinculada ao 
Ministério da Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável 
pelo gerenciamento de políticas que regulamentam os mercados de concorrência e de defesa 
econômica, dentre outras. O Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, em seus artigos 29-
A, 29-B e 29-C, estabelece as competências do SEAE. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são apresentadas as competências do referido órgão.
Com base nos artigos 29-A, 29-B e 29-C do Decreto nº 7.482, de 
16 de maio de 2011, à SEAE, órgão integrante do Sistema Brasileiro 
de Defesa da Concorrência, compete: opinar, quanto à promoção da 
concorrência, sobre propostas de alteração de atos normativos de interesse 
geral dos agentes econômicos, de consumidores ou usuários dos serviços 
prestados submetidos à consulta pública pelas agências reguladoras; 
opinar, quando considerar pertinente, sobre minutas de atos normativos 
elaborados por entidade pública ou privada submetidas à consulta 
pública, nos aspectos referentes à promoção da concorrência; elaborar 
estudos para avaliar a situação concorrencial de setores específicos 
da atividade econômica nacional, de ofício ou quando solicitada pelo 
Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE –, pela Câmara 
de Comércio Exterior ou pelo Departamento de Proteção e Defesa do 
Consumidor do Ministério da Justiça ou órgão que vier a sucedê-lo; 
elaborar estudos setoriais que sirvam de insumo para a participação do 
Ministério da Fazenda na formulação de políticas públicas setoriais, nos 
fóruns em que este Ministério tem assento; propor a revisão de leis, 
regulamentos e outros atos normativos da administração pública federal, 
estadual, municipal e do Distrito Federal, que afetem ou possam afetar 
a concorrência nos diversos setores econômicos do País; manifestar-se 
acerca do impacto regulatório dos modelos de regulação e gestão, inclusive 
sobre empreendedorismo e inovação exarados de entes reguladores; 
elaborar e submeter à apreciação do Secretário de Acompanhamento 
Econômico representação sempre que for identificado ato normativo que 
tenha caráter anticompetitivo; acompanhar a implantação dos modelos 
de regulação e gestão desenvolvidos pelas agências reguladoras, pelos 
Ministérios setoriais e pelos demais órgãos afins, manifestando-se, entre 
outros aspectos, acerca de: a) reajustes e revisões de tarifas de serviços 
públicos e de preços públicos; b) processos licitatórios que envolvam 
privatização de empresas pertencentes à União, desestatização de 
serviços públicos ou concessão, permissão ou autorização de uso de 
bens públicos; c) impacto regulatório dos modelos de regulação e gestão, 
inclusive sobre o empreendedorismo e a inovação, dos atos regulatórios 
exarados das agências reguladoras e dos Ministérios setoriais; analisar 
a evolução dos mercados, especialmente no caso de serviços públicos 
sujeitos aos processos de desestatização e de descentralização 
27
administrativa; propor, coordenar e executar as ações de que participa 
o Ministério, relativas à gestão das políticas de infraestrutura; propor 
a adoção de políticas regulatórias e concorrenciais que propiciem o 
desenvolvimento e o financiamento da infraestrutura; propor, avaliar 
e analisar a implementação daspolíticas de desenvolvimento setorial, 
regional e de infraestrutura; formular políticas públicas voltadas para 
o desenvolvimento, aperfeiçoamento e fortalecimento do mercado de 
capitais relativo aos projetos de infraestrutura; acompanhar e analisar 
a evolução de variáveis de mercado relativas a setores e produtos ou a 
cadeias produtivas; manifestar-se, de ofício ou quando solicitada, acerca 
do impacto concorrencial de medidas em discussão no âmbito de fóruns 
negociadores relativos às atividades de alteração tarifária, ao acesso a 
mercados e à defesa comercial, ressalvadas as competências dos órgãos 
envolvidos; acompanhar e analisar os impactos de medidas relativas 
às atividades de alteração tarifária, ao acesso a mercados e à defesa 
comercial, ressalvadas as competências dos órgãos envolvidos; promover 
a aproximação das práticas internas de promoção da concorrência, 
alteração tarifária, acesso a mercados e de defesa comercial com as 
práticas internacionais; avaliar e manifestar-se, de ofício ou quando 
solicitada, acerca de atos normativos e instrumentos legais que afetem 
a eficiência na prestação de serviços, produção e distribuição de bens.
Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB 
A Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB – é uma entidade vinculada ao Ministério da 
Fazenda. Dentre suas várias funções pode-se destacar como órgão responsável pelo gerenciamento 
da cadeia tributária do país, incluindo os previdenciários, de comércio exterior e as contribuições 
sociais, dentre outras; fiscalização de arrecadação nacional, do controle das áreas alfandegárias, 
normatização das áreas tributárias e aduaneiras, dentre outras funções. O Decreto nº 7.482, de 16 
de maio de 2011, em seu artigo 15, estabelece as competências do SRFB. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde estão expostas as competências do referido órgão.
Compete à SRFB, segundo o art.  15 do Decreto nº 7.482, de 
16 de maio de 2011, planejar, coordenar, supervisionar, executar, 
controlar e avaliar as atividades de administração tributária federal e 
aduaneira, inclusive as relativas às contribuições sociais destinadas ao 
financiamento da seguridade social e às contribuições devidas a terceiros, 
assim entendidas outras entidades e fundos, na forma da legislação 
em vigor; propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação e 
a consolidação da legislação tributária federal;  interpretar e aplicar a 
legislação tributária, aduaneira, de custeio previdenciário e correlata, 
editando os atos normativos e as instruções necessárias à sua execução; 
estabelecer obrigações tributárias acessórias, inclusive disciplinar a 
entrega de declarações; preparar e julgar, em primeira instância, 
processos administrativos de determinação e exigência de créditos 
28
Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
tributários e de reconhecimento de direitos creditórios, relativos aos 
tributos por ela administrados;  preparar e julgar, em instância única, 
processos administrativos de aplicação de pena de perdimento de 
mercadorias e valores e de multa a transportador de passageiros ou de 
carga em viagem doméstica ou internacional que transportar mercadoria 
sujeita à pena de perdimento; acompanhar a execução das políticas 
tributária e aduaneira e estudar seus efeitos sociais e econômicos; 
planejar, dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços 
de fiscalização, lançamento, cobrança, arrecadação e controle dos 
tributos e demais receitas da União sob sua administração;  realizar a 
previsão, o acompanhamento, a análise e o controle das receitas sob 
sua administração, bem como coordenar e consolidar as previsões 
das demais receitas federais, para subsidiar a elaboração da proposta 
orçamentária da União; propor medidas destinadas a compatibilizar 
a receita a ser arrecadada com os valores previstos na programação 
financeira federal; estimar e quantificar a renúncia de receitas 
administradas e avaliar os efeitos das reduções de alíquotas, das isenções 
tributárias e dos incentivos ou estímulos fiscais, ressalvada a competência 
de outros órgãos que também tratam da matéria; promover atividades 
de cooperação e integração entre as administrações tributárias do País, 
entre o fisco e o contribuinte, e de educação fiscal, bem assim preparar 
e divulgar informações tributárias e aduaneiras;  realizar estudos para 
subsidiar a formulação da política tributária e estabelecer política de 
informações econômico-fiscais e implementar sistemática de coleta, 
tratamento e divulgação dessas informações;  celebrar convênios com 
órgãos e entidades da administração pública e entidades de direito 
público ou privado, para permuta de informações, racionalização de 
atividades, desenvolvimento de sistemas compartilhados e realização 
de operações conjuntas; gerir o Fundo Especial de Desenvolvimento e 
Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização, negociar e participar 
da implementação de acordos, tratados e convênios internacionais 
pertinentes à matéria tributária e aduaneira;  dirigir, supervisionar, 
orientar, coordenar e executar os serviços de administração, fiscalização 
e controle aduaneiros, inclusive no que diz respeito a alfandegamento de 
áreas e recintos; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar o 
controle do valor aduaneiro e de preços de transferência de mercadorias 
importadas ou exportadas, ressalvadas as competências do Comitê 
Brasileiro de Nomenclatura; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar 
e executar as atividades relacionadas com nomenclatura, classificação 
fiscal e econômica e origem de mercadorias, inclusive representando o 
País em reuniões internacionais sobre a matéria; planejar, coordenar e 
realizar as atividades de repressão ao contrabando, ao descaminho, à 
contrafação e pirataria e ao tráfico ilícito de entorpecentes e de drogas 
afins, e à lavagem e ocultação de bens, direitos e valores, observada a 
competência específica de outros órgãos; administrar, controlar, avaliar 
e normatizar o Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX –, 
ressalvadas as competências de outros órgãos; articular-se com órgãos, 
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entidades e organismos nacionais, internacionais e estrangeiros que 
atuem no campo econômico-tributário, econômico-previdenciário e de 
comércio exterior, para realização de estudos, conferências técnicas, 
congressos e eventos semelhantes; elaborar proposta de atualização do 
plano de custeio da seguridade social, em articulação com os demais 
órgãos envolvidos; e orientar, supervisionar e coordenar as atividades 
de produção e disseminação de informações estratégicas na área de sua 
competência, em especial as destinadas ao gerenciamento de riscos ou à 
utilização por órgãos e entidades participantes de operações conjuntas, 
visando à qualidade e fidedignidade das informações, à prevenção e ao 
combate às fraudes e práticas delituosas, no âmbito da administração 
tributária federal e aduaneira. 
Banco Central do Brasil – Bacen 
O Banco Central do Brasil é órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, atuando como 
responsável por estabelecer e executar as diretrizes das políticas cambiais e monetárias, bem 
como as operações relacionadas ao comércio internacional, exercendo um papel importante 
como órgão controlador das operações cambiais. Responsável pela gestão do Siscomex 
juntamente com a RFB e a Secex. 
Ministério das Relações Exteriores – MRE 
O Ministério das Relações Exteriores é um órgão que tem como função manter as relações 
do Brasil com os países, bem como garantir que haja a representação brasileira em organismos 
internacionais. É formulador da política externa do Brasil, promovendo, divulgando o comércio 
exterior, a cultura na esfera internacional.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA 
O MAPA é responsável por estimular o desenvolvimento agrícola no Brasil, tanto no 
segmento nacional quanto no internacional. Atuando no incremento do agronegócio ena 
regulação e normatização dos serviços da área agrícola no país, incentiva o Brasil a se inserir 
de maneira efetiva no mercado nacional e internacional.
O MAPA é composto pelas seguintes Secretarias: 
a) Secretaria de Política Agrícola – SPA; 
b) Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA; 
c) Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo – SDC;
d) Secretaria de Produção e Agroenergia – SPAE;
e) Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio – SRI. 
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Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP 
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP – é um órgão responsável 
pelo planejamento estratégico nacional, coordenação e gerenciamento da política da 
administração pública federal para o desenvolvimento nacional, bem como avalia os impactos 
socioeconômicos, dentre outras funções. O Decreto nº 8.189, de 21 de janeiro de 2014, em 
seu artigo 1º, estabelece as competências do MP. 
Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo 
onde são expostas as competências do referido órgão.
Com base nos artigos art. 1o  do Decreto nº 8.189, de 21 de janeiro 
de 2014, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, órgão 
da administração federal direta, tem como área de competência os 
seguintes assuntos:  participação na formulação do planejamento 
estratégico nacional;  avaliação dos impactos socioeconômicos das 
políticas e programas do Governo federal e elaboração de estudos para 
a reformulação de políticas; realização de estudos e pesquisas para 
acompanhamento da conjuntura socioeconômica e gestão dos sistemas 
cartográficos e estatísticos nacionais; elaboração, acompanhamento e 
avaliação das leis de iniciativa do Poder Executivo federal previstas no 
art. 165 da Constituição; viabilização de novas fontes de recursos para 
os planos de governo; coordenação da gestão de parcerias público-
privadas; formulação de diretrizes, coordenação das negociações, 
acompanhamento e avaliação dos financiamentos externos de projetos 
públicos com organismos multilaterais e agências governamentais; 
coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e orçamento 
federal, de pessoal civil, de administração de recursos da informação e 
informática e de serviços gerais, bem como das ações de organização 
e modernização administrativa do Governo federal; formulação de 
diretrizes, coordenação e definição de critérios de governança corporativa 
das empresas estatais federais; administração patrimonial; e política e 
diretrizes para modernização da administração pública federal. 
Agência De Promoção De Exportações Do Brasil – APEX Brasil 
A APEX é uma entidade que tem como objetivo a promoção dos produtos e serviços 
brasileiros no mercado externo, bem como tornar atrativo o investimento estrangeiro em 
diferentes áreas da economia brasileira. A proposta da APEX é fazer a prospecção e divulgação 
dos produtos nos mercados internacionais, utilizando-se de missões, feiras internacionais, 
rodadas de negócios. Ao fomentar as exportações brasileiras, contribui para o desenvolvimento 
do comércio internacional e torna o mercado exportador mais competitivo. 
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Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT 
Os Correios criaram o programa Exporta Fácil, com o intuito de incrementar o ingresso 
das pequenas e médias empresas e também de pessoas físicas que querem realizar uma 
operação de pequeno porte relacionada a exportação. O Exporta Fácil é bastante simples 
e simplificou a exportação de pequenas encomendas, reduzindo custos de transporte, 
embalagem e despesas alfandegárias.
Órgãos Anuentes na Importação
Para controle administrativo da entrada de produtos específicos em território 
aduaneiro brasileiro, operam no Brasil diversos órgãos anuentes, que tem, entre 
suas atribuições, a função de analisar licenças de importação – L.I. –registradas 
pelos importadores no Siscomex, respeitadas suas respectivas competências.
Tais órgãos atuam na anuência de importações de produtos/ operações a eles 
pertinentes, podendo haver a atuação simultânea e independente de mais de um 
órgão em uma mesma licença de importação – L.I.
Os órgãos anuentes são todos aqueles que efetuam análise complementar de uma 
operação de exportação ou importação, dentro de uma área de competência, 
com eventual estabelecimento de normas específicas (exigências) para fins de 
desembaraço da mercadoria ou licenciamento da operação.
São exemplos de órgãos anuentes: 
• Banco do Brasil, responsável, por delegação da SECEX, pela 
Emissão de Certificados de Origem – FORM “A” e Têxteis para a 
União Europeia e pela emissão da Licença de Exportação de Têxteis 
para a União Europeia e Canadá; 
• Departamento da Polícia Federal – DPF –, autorização prévia de 
substâncias entorpecentes; 
• Ibama – fornecimento de autorização exigida no despacho de 
exportação de madeira em bruto; 
• Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, 
certificado de Padronização para produtos hortícolas, frutas, fumos, 
mármores, algodão, arroz, cacau etc.
• Ministério da Defesa – certificação e licenciamento para a entrada 
de bens bélicos; 
• Ministério da Saúde – MS – autorização prévia para plantas das 
quais se possa extrair substâncias entorpecentes; glândulas e outros 
órgãos humanos; 
• Conselho Nacional de Energia Nuclear – CNEN – autoriza a 
importação e exportação de produtos e minerais radioativos; 
• Ministério da Cultura – licenciamento da importação de filmes e 
vídeos e do comércio exterior de obras de arte.
Fonte: http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=278
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Unidade: Sistemática de Comércio Exterior
Habilitação da Empresa para operar em Comércio Exterior
Sistema Radar
A empresa que desejar ingressar suas operações no comércio exterior deverá providenciar 
sua habilitação junto à Receita Federal do Brasil – RFB.
A RFB instituiu em 2002 um sistema que possibilita o acesso às informações dos agentes 
envolvidos no comércio exterior denominado Registro e Rastreamento da Atuação dos 
Intervenientes Aduaneiros – RADAR.
O sistema tem como objetivo disponibilizar informações de natureza aduaneira, contábil e 
fiscal. As informações ao serem disponibilizadas permite a RFB identificar o comportamento e, 
se necessário, agir prontamente interferindo o perfil de risco dos diversos agentes relacionados 
ao comércio exterior. Dessa maneira, a RFB passou a ter uma ferramenta fundamental no 
combate às fraudes.
Após o credenciamento devido no Radar, a empresa terá condições de iniciar suas operações 
de importação e exportação. Ela terá de credenciar os seus representantes legais (prepostos 
ou despachantes aduaneiros), no Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex. 
Somente após o credenciamento devido é que será possível emitir os documentos eletrônicos 
diretamente no Siscomex.
Radar
É um poderoso sistema que integra todos os outros existentes e efetua interposição automática 
de dados, capaz de comparar volume de importações e exportações, faturamento, patrimônio 
da empresa e dos sócios, movimento financeiro, entre outros dados, com vistas a munir, 
em tempo real, todas as unidades aduaneiras da SRF de informações que permitam uma 
fiscalização cada vez mais eficaz no combate às fraudes.
Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex
O Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex foi criado pelo Decreto nº 660, de 25 
de setembro de 1992. A primeira fase de implantação ocorreu no ano de 1993 na modalidade 
exportação com uma interface entre exportadores e os diversos órgãos governamentais que 
interferem no comércio exterior. 
No ano de 1997, ocorreu a implantação do novo módulo de importação, integrando todos 
os importadores a operarem no sistema.
Segundo o art. 1º do Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992: “o Siscomex é o 
instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle 
das operações de comércio exterior, mediante fluxo

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