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Comércio Exterior Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Carlos Magno Toledo Revisão Textual: Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos Sistemática de Comércio Exterior v1.1 5 • Comércio Internacional • Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro • Estrutura atual do Comércio Exterior Brasileiro · Nesta unidade, o principal objetivo é que você se familiarize com o comércio internacional e visualize toda a estrutura organizacional que envolve o comércio exterior brasileiro, os sistemas operacionais e a habilitação das empresas para sua inserção no mercado internacional. Nesta unidade, você encontrará uma visão fascinante dos aspectos estruturais e sistêmico do comércio exterior brasileiro. Considerando que o comércio internacional seja uma atividade milenar, pode-se dizer que, no Brasil, é recente, tendo uma atuação de somente dois séculos. O ano zero de comércio exterior no Brasil data de 28/01/1808, quando D. João assinou a Carta de Abertura dos Portos as nações amigas, rompendo o pacto colonial, e assim iniciando a autonomia econômica e comercial brasileira. Com a leitura da unidade, você terá conhecimentos gerais relativos ao comércio internacional e, também, a visão da estrutura organizacional e sistemática do comércio exterior brasileiro. Não se esqueça de acessar os links desta unidade, nos quais encontrará material bastante interessante e complementar a seu estudo e aprendizagem. Boa leitura! Sistemática de Comércio Exterior 6 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Contextualização Vamos iniciar esta unidade discorrendo sobre o Comércio Internacional e sua importância e abrangência para o desenvolvimento de um país. Abordaremos o cenário do Comércio Exterior Brasileiro destacando os organismos que interferem para o perfeito engajamento das operações, a habilitação para realizar operação de compra e venda internacional e os sistemas que possibilitam as interfaces entre todos os importantes agentes, órgãos gestores e anuentes no Comércio Exterior Brasileiro. Com intuito de entendimento da importância do comércio internacional para um país e sua inserção global, reflita sobre a matéria publicada no Estadão que traz o alerta contido no relatório anual da Organização Mundial do Comércio – OMC –, publicado em Genebra. Este artigo salienta que o Brasil tem uma das mais baixas taxas de integração no comércio internacional, segundo a OMC. Fonte: http://goo.gl/0kAcDe 7 Comérico Internacional No que se refere ao Comércio Internacional, podemos afirmar que é a troca de capitais, bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Embora o comércio internacional esteja presente em parte da história, sua importância econômica, social e política tem aumentado nos últimos séculos. Para satisfazer as necessidades internas, todos os países precisam de produtos e serviços. Para atender a demanda de produção de bens e serviços há a exigência de recursos, uma vez que nenhum país é autossuficiente e dispõe de todos os recursos de bens e serviços que necessita. Tem de recorrer a comprar de outros países o que não pode produzir ou que produz menos do que suas necessidades exigem. Da mesma maneira, ele vende a outros países os produtos excedentes. Geralmente, nenhum país é autossuficiente. Ele depende de outros países para adquirir mercadorias que não estão disponíveis ou não se encontram em quantidades suficientes para atender à necessidade de produção. O inverso é também verdadeiro: ele pode exportar bens que se encontram em excesso em sua produção. O comércio internacional envolve diferentes moedas de diferentes países e é regulado por leis, regras e regulamentos internacionais e internos. A industrialização, as empresas multinacionais, a terceirização e a globalização exercem um impacto significativo sobre o sistema de comércio internacional. O aumento do comércio internacional é de suma importância para o crescimento e a competitividade de um país. A adoção de medidas que incentivem o comércio internacional é de crucial importância para o desenvolvimento de uma nação. Sem a prática de um comércio internacional, os países estariam confinados aos bens e serviços dentro de suas próprias fronteiras. O comércio internacional não se limita somente à movimentação de mercadorias. Podemos obsevar também a movimentação de operações de serviços, mão de obra e tecnologia. Todos os países necessitam manter relações econômicas com o exterior. Ao manter relações internacionais entre países, as nações passam a depender umas das outras e, assim, passa a existir uma interdependência econômica entre elas. Dentre vários fatores favoráveis à prática do comércio internacional, faz-se necessário apresentar algumas vantagens relevantes. Dentre elas, destacam-se: • Ganhos monetários: os países passam a ter um fluxo maior de capital oriundo de suas operações de exportação (venda) e importação (compra); • Variedade de produtos: uma maior oferta de produtos aos consumidores; • Melhoria na qualidade das mercadorias: aumento na oferta de produtos com qualidade e preços competitivos; 8 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior • Concorrência tanto internacional como local; • Fomento à competitividade: melhoria na produção local para concorrer com o produto importado; • Troca de knowhow técnico; • Incremento na empregabilidade local. A despeito de todas as vontades elencadas acima, importante também se faz apresentar algumas desvantagens que podem ser observadas no comércio internacional, destacando-se: • A produção local pode sofrer oscilações. • A concorrência internacional pode prejudicar a empresa local. • Os países ricos podem influenciar os assuntos políticos em outros países e ganhar controle sobre as nações mais fracas. Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro Um breve histórico A estrutura do comércio exterior brasileiro, até o ano de 1990, era composta por alguns órgãos governamentais com poder de decisão que eram ligados diretamente ao Ministério da Fazenda. A estrutura do comércio exterior nesta época era composta pelos seguintes órgãos de decisão: • Conselho de Comércio Exterior – CONCEX; • Banco Central do Brasil – BACEN; • Carteira de Comércio Exterior – CACEX (era ligada ao Banco do Brasil S.A); • Conselho de Política Aduaneira – CPA; • Conselho de Desenvolvimento Industrial – CDI; • Secretaria da Receita Federal – SRF. A CACEX, a CPA e o CDI foram extintos em 1990 e suas funções foram transferidas para o Departamento de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento – MEFP. No ano de 1992, houve a criação do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo – MICT (hoje Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC), que criou a Secretaria de Comércio Exterior – SECEX. As atribuições da CACEX e da CPA foram migradas para a SECEX. Vinculada também ao MICT, foi criada a Secretaria de Política Industrial – SPI – hoje, Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP –, que agregou as funções que eram a cargo do CDI. 9 Estrutura atual do Comércio Exterior Brasileiro Câmara de Comércio Exterior – Camex A Câmara de Comércio Exterior – CAMEX – é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior de grande importância ao comércio exterior brasileiro, sendo a Camex um órgão formulador da política de comércio exterior, propiciando, além de outras competências, a inserção do Brasil de maneira competitiva no cenário da economia mundial. O Decreto 4732, de 10/06/2003 estabelece as competências da Camex. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde há as competências do referido órgão. De acordo com o art. 1º do Decreto 4732, de 10/06/2003 a Câmara de Comércio Exterior – CAMEX –, do Conselho de Governo, tem por objetivo a formulação, adoção, implementação e coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bensúnico, computadorizado, de informações”. Os órgãos responsáveis pela administração do Siscomex é a Secretaria de Comércio Exterior – Secex –, a Secretaria da Receita Federal – SRF – e o Banco Central do Brasil – Bacen. A habilitação ao sistema é realizada com utilização de senha por pessoas autorizadas e em caráter pessoal e intransferível. O agente habilitado ao acesso ao sistema terá condições de realizar as operações de importação e exportação. 33 Dentro as principais vantagens do Siscomex, encontramos: • Harmonização de conceitos e uniformização de códigos e nomenclaturas; • Ampliação dos pontos do atendimento; • Eliminação de coexistências de controles e sistemas paralelos de coleta de dados; simplificação e padronização de documentos; • Diminuição significativa do volume de documentos; • Agilidade na coleta e processamento de informações por meio eletrônico; • Redução de custos administrativos para todos os envolvidos no Sistema; • Crítica de dados utilizados na elaboração das estatísticas de comércio exterior. Fonte: http://www.mdic.gov.br/siscomex/siscomex.html Para que seja efetuada uma exportação ou importação de mercadorias, por meio do Siscomex, o interessado deve providenciar, junto à Secretaria da Receita Federal (SRF), sua habilitação, por meio de senha, para operação no sistema e o credenciamento de seus representantes para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro. De acordo com o art. 11 da Instrução Normativa 1288/2012, “poderá ser credenciado a operar o Siscomex como representante de pessoa física ou jurídica, no exercício das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro: I. despachante aduaneiro; II. dirigente ou empregado da pessoa jurídica representada; III. empregado de empresa coligada ou controlada da pessoa jurídica representada; IV. funcionário, ou servidor especificamente designado, nos casos de órgão da administração pública direta, autarquia e fundação pública, órgão público autônomo, organismo internacional e outras instituições extraterritoriais.”. Como podemos observar, de acordo com o referido artigo, somente as pessoas relacionadas podem ter o seu credenciamento aprovado para registro no Siscomex. Ao registrar uma operação de exportação ou importação pela primeira vez no Siscomex, a inscrição no Registro de Exportadores e Importadores – REI – da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX – ocorrerá de maneira automática, não necessitando de nenhuma ação por parte dos importadores ou exportadores. Uma vez inscrito no REI, não será necessária qualquer providência adicional do importador exportador, para manutenção do registro Com a implementação do Siscomex o comércio exterior brasileiro passou a atuar de maneira mais significativa no cenário internacional. No Siscomex encontra-se todos os tratamentos administrativos e tributários incidentes sobre as operações de importação e exportação. 34 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Sistema de Informações Banco Central – Sisbacen Sisbacen – Sistema de Informações Banco Central é um sistema eletrônico de coleta, armazenagem e troca de informações que liga o Banco Central aos agentes do sistema financeiro nacional, sendo então, um conjunto de recursos de tecnologia da informação, interligados em rede, utilizado pelo Banco Central na condução de seus processos de trabalho. Visto ser obrigatório o registro de todas as operações de câmbio realizadas no País, o Sisbacen é o principal elemento de que dispõe o Banco Central para monitorar e fiscalizar o mercado. É por intermédio do Sisbacen que os contratos de câmbio são celebrados para recebimento ou envio de divisas do exterior. Essas operações são realizadas por bancos autorizados em operar em câmbio e são controladas pelo Banco Central. O Siscomex e o Sisbacen possuem uma interface de comunicação finalizando as operações de comércio exterior, isto é, concluídas as operações de importação ou exportação pelo Siscomex é por meio do Sisbacen que oficializa o recebimento ou envio de divisas, finalizando processo operacional de comércio exterior. 35 Material Complementar Sites: Sites interessantes: http://www.camex.gov.br/ http://www.investexportbrasil.gov.br/ http://www.receita.fazenda.gov.br/ 36 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Referências VAZQUEZ, J. L. Comércio Exterior Brasileiro. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2001. LABATUT, E. N. Teoria e Prática de Comércio Exterior. 3ª ed. São Paulo: Aduaneiras, 1989. SILVA, A. Economia Internacional. São Paulo: Atlas,1985. KRUGMAN, P. R., OBSTFELD, M. Economia Internacional Teoria e Política. 4ª ed. São Paulo: Makron Books, 1999. BARBOSA, P. S. Competindo no Comércio Internacional. Uma Visão Geral do Processo de Exportação. São Paulo: Aduaneiras, 2004. Sites pesquisados: http://www.fiscosoft.com.br/ http://www.desenvolvimento.gov.br http://www.camex.gov.br/ http://www.comexbrasil.gov.br/ http://portal.siscomex.gov.br/informativos/noticias-orgaos/secex http://www.receita.fazenda.gov.br/ http://www.mdic.gov.br http://www.aduaneiras.com.br 37 Anotaçõese serviços, incluindo o turismo. Segundo o art. 2o do Decreto 4732, de 10/06/2003, compete à CAMEX, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos da política de comércio exterior: definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional; coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio exterior; definir, no âmbito das atividades de exportação e importação, diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos, estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral; orientar a política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda; formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação; estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do comércio exterior; estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações relativas a práticas desleais de comércio exterior; fixar diretrizes para a política de financiamento das exportações de bens e de serviços, bem como para a cobertura dos riscos de operações a prazo, inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações; fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial; opinar sobre política de frete e transportes internacionais, portuários, aeroportuários e de fronteiras, visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio exterior e ao aprimoramento da concorrência; orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários, aeroportuários, de transporte e de turismo, com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior; fixar as alíquotas do imposto de exportação, fixar as alíquotas do imposto de importação, fixar direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, e salvaguardas; decidir sobre a suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios; definir diretrizes para a aplicação das receitas oriundas da cobrança dos direitos de que trata o inciso XV deste artigo; e alterar, na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL –, a Nomenclatura Comum do MERCOSUL. 10 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior A Câmara de Comércio Exterior – CAMEX – é formada por um Conselho de Ministros composto pelos seguintes Ministros de Estado: I. do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que o presidirá; II. Chefe da Casa Civil da Presidência da República III. das Relações Exteriores; IV. da Fazenda; V. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; VI. do Planejamento Orçamento e Gestão; VII. do Desenvolvimento Agrário. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC A estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC – é composta pelos seguintes órgãos: • Secretarias de Comércio Exterior – SECEX; • Desenvolvimento da Produção - SDP; • Secretaria de Inovação – SIN; • Secretaria de Comércio e Serviços – SCS. Secretaria de Comércio Exterior – SECEX A Secretaria de Comércio Exterior – SECEX – é uma entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, e dentre suas várias funções pode-se destacar o controle, o planejamento, a normatização do comércio exterior, atuando de maneira significante no gerenciamento e controle comercial. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 15, estabelece as competências. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo em que apresenta as competências do referido órgão. 11 Compete à Secretaria de Comércio Exterior – SECEX –, segundo o art. 15 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010: formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação; propor medidas de políticas fiscal e cambial, de financiamento, de recuperação de créditos à exportação, de seguro, de transportes e fretes e de promoção comercial; planejar, orientar e supervisionar a execução de políticas e programas de operacionalização de comércio exterior e estabelecer as normas necessárias à sua implementação, observadas as competências de outros órgãos; propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior, bem como propor alíquotas para o imposto de importação e suas alterações e regimes de origem preferenciais e não preferenciais; participar das negociações de atos internacionais relacionados com o comércio de bens e serviços, nos âmbitos multilateral, hemisférico, regional e bilateral; implementar os mecanismos de defesa comercial; regulamentar os procedimentos relativos às investigações de defesa comercial; decidir sobre a abertura de investigações e revisões relativas à aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, inclusive preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou bilaterais, bem como sobre a prorrogação do prazo da investigação e o seu encerramento sem a aplicação de medidas; decidir sobre a abertura de investigação da existência de práticas elisivas que frustrem a cobrança de medidas antidumping e compensatórias, bem como sobre a prorrogação do prazo da investigação e o seu encerramento sem extensão da medida; decidir sobre a aceitação de compromissos de preço previstos nos acordos multilaterais, regionais ou bilaterais na área de defesa comercial; apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior; orientar a indústria brasileira com relação a barreiras comerciais externas aos produtos brasileiros; articular-se com outros órgãos governamentais, entidades e organismos nacionais e internacionais para promover a defesa da indústria brasileira; administrar, controlar, desenvolver e normatizar o Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX–, observadas as competências de outros órgãos; formular a política de informações de comércio exterior e implementar sistemática de tratamento e divulgação dessas informações; elaborar e divulgar as estatísticas de comércio exterior, inclusive a balança comercial brasileira, ressalvadas as competências de outros órgãos; promover iniciativas destinadas à difusão da cultura exportadora, bem como ações e projetos voltados para a promoção e o desenvolvimento do comércio exterior; articular-se com entidades e organismos nacionais e internacionais para a realização de treinamentos, estudos, eventos e outras atividades voltadas para o desenvolvimento do comércio exterior; propor medidas de aperfeiçoamento, simplificação e consolidação da legislação de comércio exterior e expedir atos normativos para a sua execução; dirigir e orientar a execução do Programa de Desenvolvimento do Comércio Exterior e da Cultura Exportadora; assessorar e coordenar a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, no Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior e na Comissão de Programação Financeira do Programa de Financiamento às Exportações. 12 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Medidas de Sanvaguardas Medida adotada na fronteira, em geral de natureza tarifária, que incide em caráter provisório sobre importações de bens que causem ou ameacem causar prejuízo grave a uma determinada indústria doméstica que produz bens iguais ou similares. Tem por objetivo proporcionar o tempo necessário para que a indústria afetada possa enfrentar um processo de ajustamento. Geralmente é imposta após a realização de investigação na Parte importadora para determinar se o prejuízo grave ou a ameaça de prejuízo grave afeta a indústria devido a importações súbitas. Fonte: http://www.sice.oas.org/dictionary/SF_p.asp Acessadoem: 28/03/2015 Na SECEX, encontra-se uma estrutura administrativa subdividida em cinco departamentos: • Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (DEAX); • Departamento de Competitividade no Comércio Exterior (DECOE); • Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX); • Departamento de Defesa Comercial (DECOM); • Departamento de Negociações Internacionais (DEINT). Departamento de Estatística e Apoio à Exportação – DEAX O Departamento de Estatística e Apoio à Exportação – DEAX é um órgão vinculado à Secex e é responsável por divulgar informações de comércio exterior, mais precisamente da área de exportação. Reportando às suas funções, pode-se destacar a promoção e qualificação de profissionais do setor público e privado na cultura exportadora no país, divulgar informações de comércio exterior, dentre outras. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 19, estabelece as competências do DEAX. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são expostas as competências do referido órgão. 13 Reportando ao Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, estabelece em seu art. 19, que compete à DEAX propor, assessorar e acompanhar o planejamento, a formulação e a execução das políticas e programas de comércio exterior; formular propostas de aperfeiçoamento da legislação em matéria relacionada ao comércio exterior; planejar, coordenar e implementar ações e programas visando ao desenvolvimento do comércio exterior brasileiro e da cultura exportadora, em articulação com órgãos e entidades de direito público ou privado, nacionais e internacionais, bem como propor a celebração de convênios, acordos ou ajustes semelhantes para a implementação dessas ações e programas; planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior; elaborar e editar o material técnico para orientação da atividade de comércio exterior; manter e coordenar a Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior; participar e acompanhar, em fóruns e comitês nacionais e internacionais, os assuntos relacionados com as estatísticas e o desenvolvimento do comércio exterior; coletar, analisar, sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior, bem como elaborar e divulgar a balança comercial brasileira; elaborar estudos, publicações e informações sobre produtos, setores e mercados estratégicos para o comércio exterior brasileiro; gerenciar sistemas de consultas, análise e divulgação de informações de comércio exterior; manter, desenvolver e gerenciar o Sistema de Análise de Informações de Comércio Exterior; coordenar e implementar a Rede de Centros de Informações de Comércio Exterior; e propor a articulação com entidades e organismos nacionais e internacionais para a realização de treinamentos, estudos, eventos e outras atividades voltadas para o desenvolvimento do comércio exterior. 14 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Departamento de Competitividade no Comércio Exterior – DECOE O Departamento de Competitividade no Comércio Exterior – DECOE é um órgão vinculado à SECEX e tem como objetivo a promoção comercial do Brasil no exterior e também é responsável pela harmonia da normatização relacionadas ao comércio internacional. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 20, estabelece as competências do DECOE. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são apresentadas as competências do referido órgão. De acordo com o Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, art. 20, o DECOE é responsável por estabelecer normas e procedimentos necessários à implementação de políticas e programas de operacionalização do comércio exterior; implementar diretrizes setoriais de comércio exterior e decisões provenientes de acordos internacionais e de legislação nacional; coordenar, no âmbito da Secretaria de Comércio Exterior, ações sobre o Acordo de Facilitação ao Comércio em curso junto à OMC, e participar de eventos nacionais e internacionais; coordenar, no âmbito do Ministério, ações referente ao Acordo sobre Procedimentos de Licenciamento de Importação junto à OMC; executar os serviços de Secretaria-Executiva do Grupo de Facilitação de Comércio da CAMEX; coordenar a atuação dos agentes externos autorizados a processar operações de comércio exterior; manter e atualizar o Cadastro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior, bem como examinar pedidos de inscrição, atualização e cancelamento de Registro de Empresas Comerciais Exportadoras constituídas nos termos da legislação específica; examinar e apurar prática de fraudes no comércio exterior e propor aplicação de penalidades; promover o aperfeiçoamento da legislação de comércio exterior; opinar sobre normas para o Programa de Financiamento às Exportações - PROEX pertinentes a aspectos comerciais; acompanhar as diretrizes para a política de crédito e financiamento às exportações, especialmente do PROEX, bem como do Seguro de Crédito à Exportação; participar das reuniões do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior, do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, e da Comissão de Programação Financeira do Programa de Financiamento às Exportações; administrar o benefício fiscal de redução a zero da alíquota do Imposto de Renda no pagamento de despesas com promoção comercial, comissionamento e logística de produtos brasileiros, no exterior; desenvolver, administrar e aperfeiçoar o Sistema de Registro de Informações de Promoção; planejar, propor e acompanhar o registro no SISCOMEX de informações de despesas no exterior, vinculadas a operações de exportação; planejar ações orientadas para a logística de comércio exterior; e formular propostas para aumento da competitividade internacional do produto brasileiro, especialmente de âmbito burocrático, tributário, financeiro ou logístico. 15 Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX O Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX – é também um órgão vinculado à Secex e é responsável pela implementação, manutenção e aprimoramento de todas as informações dos sistemas de gerenciamento do comércio internacional. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 16, estabelece as competências do DECEX. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde estão expostas as competências do referido órgão. Com base no art. 16 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, ao DECEX compete: desenvolver, executar e acompanhar políticas e programas de operacionalização do comércio exterior; acompanhar, participar de atividades e implementar ações de comércio exterior relacionadas com acordos internacionais que envolvam comercialização de produtos ou setores específicos, referentes à área de atuação do Departamento; desenvolver, executar, administrar e acompanhar mecanismos de operacionalização do comércio exterior e seus sistemas operacionais; analisar e deliberar sobre Licenças de Importação, Registros de Exportação, Registros de Vendas, Registros de Operações de Crédito e Atos Concessórios de Drawback, nas operações que envolvam regimes aduaneiros especiais e atípicos; drawback, nas modalidades de isenção e suspensão; bens usados; similaridade e acordos de importação com a participação de empresas nacionais; fiscalizar preços, pesos, medidas, classificação, qualidades e tipos, declarados nas operações de exportação e importação, diretamente ou em articulação com outros órgãos governamentais, respeitadas as competências das repartições aduaneiras; coordenar o desenvolvimento, a implementação e a administração de módulos operacionais do Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX – no âmbito do Ministério, assim como coordenar a atuação dos demais órgãos anuentes de comércio exterior visando à harmonização e operacionalização de procedimentos de licenciamento de operações cursadas naquele ambiente;representar o Ministério nas reuniões de coordenação do SISCOMEX; elaborar estudos, compreendendo: a) avaliações setoriais de comércio exterior e sua interdependência com o comércio interno; b) criação e aperfeiçoamento de sistemas de padronização, classificação e fiscalização dos produtos exportáveis; c) evolução de comercialização de produtos e mercados estratégicos para o comércio exterior brasileiro com base em parâmetros de competitividade setorial e disponibilidades mundiais; d) apresentar sugestões de aperfeiçoamentos de legislação de comércio exterior; e participar de reuniões em órgãos colegiados em assuntos técnicos setoriais de comércio exterior, e de eventos nacionais e internacionais relacionados ao comércio exterior brasileiro. 16 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Departamento de Defesa Comercial – DECOM O Departamento de Defesa Comercial – DECOM – é um órgão vinculado à SECEX, responsável pela melhoria e controle da defesa comercial do Brasil e também atua na proteção e controle das práticas desleais do comércio. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 18, estabelece as competências do DECEX. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde estão expostas as competências do referido órgão. Reportando ao art. 18 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, ao DECOM compete: examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações e revisões de dumping, de subsídios e de salvaguardas, inclusive as preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou bilaterais, com vistas à defesa da produção doméstica; propor a abertura e conduzir investigações e revisões, mediante processo administrativo, sobre a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, inclusive as preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou bilaterais; propor a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, inclusive as preferenciais, previstas em acordos multilaterais, regionais ou bilaterais; examinar a conveniência e o mérito de propostas de compromissos de preço previstos nos acordos multilaterais, regionais ou bilaterais na área de defesa comercial; examinar a procedência e o mérito de petições, bem como propor a abertura e conduzir investigação sobre a existência de práticas elisivas que frustrem a cobrança de medidas antidumping e compensatórias; propor a extensão a terceiros países, bem como a partes, peças e componentes dos produtos objeto de medidas antidumping e compensatórias vigentes; propor a regulamentação dos procedimentos relativos às investigações de defesa comercial; elaborar as notificações sobre medidas de defesa comercial previstas em acordos internacionais; acompanhar as negociações internacionais referentes a acordos multilaterais, regionais e bilaterais pertinentes à aplicação de medidas de defesa comercial, bem como formular propostas a respeito, com vistas a subsidiar a definição da posição brasileira; participar das consultas e negociações internacionais relativas à defesa comercial; acompanhar e participar dos procedimentos de solução de controvérsias referentes a medidas de defesa comercial, no âmbito multilateral, regional e bilateral, bem como formular propostas a respeito, com vistas a subsidiar a definição de proposta brasileira; acompanhar as investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra as exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador, em articulação com outros órgãos governamentais e o setor privado; elaborar material técnico para orientação e divulgação dos mecanismos de defesa comercial; orientar o setor produtivo nacional com relação a barreiras comerciais externas; fazer o levantamento permanente das restrições às exportações brasileiras e recomendações para seu tratamento em nível externo e interno; e formular propostas aos outros órgãos governamentais a fim de implementar ações em defesa da indústria brasileira. 17 Dumping Introdução de um bem no comércio de outra parte por preço inferior a seu valor normal se o preço de exportação do bem exportado de uma parte para outra for inferior ao preço comparável, no curso ordinário do comércio, do bem similar, quando destinado a consumo na parte exportadora. Venda de mercadoria em outra parte por preço inferior àquele pelo qual a mesma mercadoria é vendida no mercado doméstico, ou venda dessa mercadoria por preço inferior aos custos incorridos em sua produção e transporte. O dumping ocorre quando bens são exportados por preço inferior ao valor normal, o que em geral significa que são exportados por preço inferior àquele por que são vendidos no mercado doméstico, ou no mercado de outras terceiras partes ou por menos do que o custo de produção. Fonte: http://www.sice.oas.org/dictionary/SF_p.asp Acessado em: 28/03/2015 Departamento de Negociações Internacionais – DEINT O Departamento de Negociações Internacionais – DEINT – é um órgão da SECEX e é responsável pela diminuição de barreiras comerciais dos produtos produzidos no país, bem como incrementar a exportação de bens e serviços. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 17, estabelece as competências do DEINT. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde há as competências do referido órgão. Com base no art. 17 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, ao DEINT compete: participar das negociações de tratados internacionais de comércio de bens e serviços, em coordenação com outros órgãos governamentais, nos âmbitos multilateral, hemisférico, regional e bilateral; promover estudos e iniciativas internas destinados ao apoio, informação e orientação da participação brasileira em negociações internacionais relativas ao comércio exterior; desenvolver atividades relacionadas ao comércio exterior e participar das negociações junto a organismos internacionais; coordenar, no âmbito da Secretaria, os trabalhos de preparação da participação brasileira nas negociações tarifárias e não-tarifárias em acordos internacionais e opinar sobre a extensão e retirada de concessões; participar e apoiar as negociações internacionais relacionadas a bens e serviços, meio ambiente relacionado ao comércio, compras governamentais, política de concorrência relacionada ao comércio, comércio eletrônico, regime de origem, barreiras não tarifárias e solução de controvérsias; coordenar a participação do Brasil nas negociações internacionais referentes a regimes de origem preferenciais e os procedimentos relacionados a estes, bem como no Comitê de Regras de Origem da Organização Mundial do Comércio – OMC –, acompanhando as negociações do Comitê Técnico de Regras de Origem da Organização Mundial das Aduanas - OMA e prestando auxílio aos setores interessados; administrar, no Brasil, o Sistema Geral de Preferências – SGP – e o Sistema Global de Preferências Comerciais – SGPC –, bem como os regulamentos de origem dos acordos comerciais firmados pelo Brasil e 18 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior dos sistemas preferenciais autônomos concedidos ao Brasil; coordenar, internamente, os Comitês Técnicos no 01, de Tarifas, Nomenclatura e Classificação de Mercadorias, e no 03, de Normas e Disciplinas Comerciais, da Comissão de Comércio do Mercosul – CCM –; estudar e propor alterações na Tarifa Externa Comum – TEC e na Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM –; e promover articulação com órgãos do governo e do setor privado, com vistas a compatibilizar as negociações internacionais para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro. Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP A Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP – é uma entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, e dentre suas várias funções pode- se destacar como órgão regulador, apoiador e gerenciador da política industrial,exercendo um apoio ao desenvolvimento e promoção do setor produtivo brasileiro incluindo os problemas das cadeias produtivas relacionadas à concorrência internacional. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 10, estabelece as competências do SDP. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde estão expostas as competências do referido órgão. Dialogando com o art. 10 do Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, observa-se que à SDP compete: formular e propor políticas públicas para o desenvolvimento da produção do setor industrial; identificar e consolidar demandas que visem ao desenvolvimento da produção do setor industrial; estruturar ações que promovam o incremento da produção de bens no País e o desenvolvimento dos segmentos produtivos; formular, coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito da competência do Ministério, as ações que afetem o desenvolvimento da produção do setor industrial; manter articulação com órgãos e entidades públicas e instituições privadas, visando ao permanente aperfeiçoamento das ações governamentais, em relação ao desenvolvimento do setor produtivo; buscar a simplificação da legislação aplicada à atividade produtiva; viabilizar ações junto às secretarias estaduais e aos representantes de organismos regionais de desenvolvimento e de outros órgãos públicos ou privados com atribuições nesta matéria, visando a elaboração e implementação de ações de política de desenvolvimento da produção regional; incentivar práticas de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável no setor industrial; articular esforços para o aproveitamento dos ativos ecológicos do País; executar e acompanhar os projetos e as ações voltadas para o aumento da competitividade das cadeias produtivas, articulando, para tanto, a participação do governo, do setor privado e dos trabalhadores; apoiar e acompanhar as negociações internacionais referentes aos setores produtivos do País; e identificar, divulgar e estimular a difusão de experiências exemplares de promoção de desenvolvimento da produção regional, incluindo programas e projetos de investimento, realizados nos níveis local e estadual. 19 Secretaria de Inovação - SIN A Secretaria de Inovação – SIN – é uma entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão que tem como meta a promoção e inovação das empresas nacionais, apoiando seu desenvolvimento e regulando as políticas de inovação, atuando também no desenvolvimento dos incentivos fiscais, financeiros, assegurando que os produtos e serviços das indústrias nacionais possam ser competitivos. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 25, estabelece as competências do SIN. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde encontrarão as competências do referido órgão. Reportando ao art. 25 do Decreto 7096 – de 04 de fevereiro de 2010, compete à SIN: contribuir para a formulação da Política de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nos aspectos relacionados à inovação e à política tecnológica, para o desenvolvimento sustentável nos sistemas produtivos; Planejar, estabelecer, supervisionar, coordenar, avaliar e controlar políticas, estratégias, atividades e recursos referentes a: a) inovação tecnológica nos sistemas produtivos; b) tecnologias inovadoras e estratégicas; c) infraestrutura tecnológica; d) metrologia, normalização e avaliação de conformidade; e) propriedade intelectual; f) transferência de tecnologia; g) prospecção, articulação, aperfeiçoamento, disseminação, promoção, incentivo e fomento da inovação, das competências inovadoras e do conhecimento; h) aceleração do processo de inovação nos ambientes produtivo e social; i) incorporação de tecnologia aos produtos, processos e serviços; j) promoção, incentivo e fomento ao investimento privado em inovação e desenvolvimento tecnológico; k) promoção, articulação, incentivo e fomento da cooperação internacional em inovação, competências inovadoras e transferência de tecnologia; l) promoção, articulação, incentivo e fomento de parcerias e alianças estratégicas e tecnológicas, com organizações brasileiras, estrangeiras e multilaterais; m) promoção, articulação, incentivo e fomento da inovação para o desenvolvimento sustentável dos sistemas produtivos; e n) difusão da cultura de inovação; participar do planejamento, normatização, supervisão, coordenação, avaliação e controle de políticas, estratégias, programas, ações e atividades no que se refere a: a) desenvolvimento científico e tecnológico; e b) aplicação de recursos públicos destinados à inovação e ao desenvolvimento tecnológico nos sistemas produtivos; formular propostas e participar de negociações de acordos, tratados e convênios internacionais; coordenar a elaboração, promover a execução, acompanhar e avaliar os seus programas e ações; e planejar, estabelecer, supervisionar e coordenar as ações decorrentes de tratados, acordos e convênios internacionais relativos aos assuntos de sua competência. 20 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Secretaria de Comércio e Serviços – SCS A Secretaria de Comércio e Serviços – SCS – é uma entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável por formular, coordenar, normatizar e implementar políticas públicas para que possa ocorrer o desenvolvimento necessário dos setores de comércio e serviços. O Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu artigo 21, estabelece as competências do SCS. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são apresentadas as competências do referido órgão. Ainda analisando o Decreto 7096, de 04 de fevereiro de 2010, em seu art. 21, observa-se que a SCS tem como competências formular, coordenar, implementar, avaliar políticas públicas e estabelecer normas para o desenvolvimento do sistema produtivo nas áreas de comércio e de serviços; coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito do Ministério, as ações e programas que afetem a competitividade dos setores de comércio e serviços relacionados ao processo de inserção internacional e ao fortalecimento das cadeias produtivas, em coordenação com outros órgãos governamentais e entidades privadas representativas desses setores; analisar e acompanhar o comportamento e tendências dos setores de comércio e serviços no País e no exterior, em conjunto com outros órgãos governamentais e as entidades de classe representativas desses setores; formular propostas de políticas e programas de comércio exterior de serviços e estabelecer as normas e medidas necessárias à sua implementação; administrar, controlar, desenvolver e normatizar, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Sistema Integrado do Comércio Exterior de Serviços, observadas as competências de outros órgãos; presidir a Comissão Administradora do Sistema Integrado do Comércio Exterior de Serviços; coordenar a implantação da Nomenclatura Brasileira de Serviços- NBS, bem como a sua harmonização nos fóruns internacionais; formular e estabelecer políticas de informações e estatísticas sobre comércio e serviços e do comércio exterior de serviços, bem como implementar sistemática de coleta, tratamento e divulgação dessas informações e estatísticas; formular propostas setoriais, em articulação com o setor privado, para a coordenação de projetos, ações e programas de cooperação internacional voltados ao incremento do comércio e investimentos recíprocos no setor de serviços; apoiar e acompanhar as negociações internacionais referentes aos setores de comércio e serviços do País, articular com entidades e organismos nacionais e internacionais para realização de treinamentos, estudos, eventos, projetos e outras atividades voltadaspara o desenvolvimento do comércio exterior de serviços; exercer a Secretaria Técnica do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, no âmbito do MDIC; propor, elaborar e implementar políticas para a melhoria da qualidade e produtividade 21 dos serviços do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, no País; publicar as normas e diretrizes gerais do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, estabelecidas e consolidadas pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC –; coordenar os órgãos incumbidos da execução dos serviços do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, exercer a Secretaria-Executiva do Comitê Gestor da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios – REDESIM –; participar do Comitê da REDESIM. Integram ainda a estrutura do MDIC as entidades vinculadas: I. INMETRO; II. INPI; III. BNDES. I - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro O Inmetro é vinculado ao MDIC e é um órgão responsável pela execução da normatização das políticas nacionais de metrologia e qualidade. II – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI O INPI iniciou suas atividades no ano de 1970 e é vinculado ao MDIC. É uma autarquia federal atuando como importante órgão responsável pelos registros de marcas e patentes, assegurando em todo o território nacional a manutenção dos direitos de propriedade industrial para as empresas. III – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social –BNDES O BNDS é também uma empresa vinculada ao MDIC, sendo de grande relevância ao comércio exterior, atuando no financiamento às exportações brasileiras. 22 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Ministério da Fazenda – MF A estrutura do Ministério da Fazenda – MF – é composto por quatro secretarias: • Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN; • Secretaria De Política Econômica – SPE; • Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE; • Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB. Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN A Secretaria de Assuntos Internacionais – SAIN – é uma entidade vinculada ao Ministério da Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável por participar em negociações internacionais frente a organismos internacionais, elaborar política nacional de comércio exterior. O Decreto 8029, de 20 de junho de 2013, em seu artigo 30, estabelece as competências do SAIN. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são apresentadas as competências do referido órgão. Reportando ao art. 30 do Decreto nº 8029, de 20 de junho de 2013, à SAIN compete: participar das discussões e negociações econômicas e financeiras com outros países e em fóruns, organizações econômicas e instituições financeiras internacionais; acompanhar e avaliar as políticas, diretrizes e iniciativas das organizações econômicas e instituições financeiras internacionais em matéria de cooperação econômica, monetária, financeira, incluindo regulação e supervisão, e de desenvolvimento sustentável; acompanhar a conjuntura da economia internacional e de economias estratégicas para o país; coordenar a participação do Ministério da Fazenda na formulação de posições do Governo brasileiro, nos temas relacionados nos incisos I e II, e, nas áreas de competência precípua do Ministério da Fazenda, coordenar a formulação de posições do Governo brasileiro acerca dos temas referidos; acompanhar temas relacionados ao endividamento externo brasileiro junto a credores oficiais e privados; avaliar e monitorar as políticas de créditos e garantias oficiais às exportações, concedidos pela administração direta e indireta e coordenar as ações de competência do Ministério da Fazenda nessa área; assessorar a Presidência e exercer a Secretaria-Executiva do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações – COFIG –; participar, no âmbito do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações – COFIG –, das decisões relativas à concessão de assistência financeira às exportações, com recursos do Programa de Financiamento às Exportações – PROEX –, e de prestação de garantia da União, amparada pelo Fundo de Garantia à Exportação – FGE –; autorizar a garantia da cobertura dos riscos comerciais e dos riscos políticos e extraordinários assumidos pela União, 23 em virtude do Seguro de Crédito à Exportação – SCE –, nos termos da Lei no 6.704, de 26 de outubro de 1979, e da regulamentação em vigor; adotar, dentro de sua competência, medidas administrativas necessárias à execução das atividades relacionadas ao Seguro de Crédito à Exportação – SCE –, incluindo a contratação, nos termos da Lei no 6.704, de 1979, de instituição habilitada ou da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. – ABGF – para a execução de serviços a ele relacionados, inclusive análise, acompanhamento, gestão das operações de prestação de garantia e de recuperação de créditos sinistrados; adotar, na condição de mandatária da União, providências para cobrança judicial e extrajudicial, no exterior, dos créditos da União decorrentes de indenizações pagas, no âmbito do Seguro de Crédito à Exportação – SCE, com recursos do Fundo de Garantia à Exportação – FGE –, incluindo a contratação, nos termos da Lei no 11.281, de 20 de fevereiro de 2006, de instituição habilitada ou advogado de comprovada conduta ilibada, no País ou no exterior; assessorar a Presidência e exercer a Secretaria-Executiva do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior – COMACE; participar, no âmbito do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior – COMACE –, das decisões relativas ao planejamento e acompanhamento da política de avaliação, negociação e recuperação de créditos brasileiros ao exterior; coordenar as negociações relativas a créditos brasileiros ao exterior, inclusive aquelas realizadas em cooperação com o Clube de Paris; participar, no âmbito da Comissão de Financiamentos Externos – COFIEX –, das decisões relativas à autorização da preparação de projetos ou programas do setor público com apoio de natureza financeira de fontes externas; participar das iniciativas relacionadas ao processo de integração econômica e financeira regional, incluindo o incentivo ao desenvolvimento e à coordenação de políticas macroeconômicas; participar das negociações relativas a comércio exterior e conformação de blocos econômicos regionais, bem como pronunciar-se sobre a conveniência da participação do Brasil nessas negociações; participar das ações relacionadas à atuação do País na Organização Mundial do Comércio – OMC – e em outros organismos internacionais em matéria de comércio exterior, incluindo serviços, investimentos, propriedade intelectual e compras governamentais; participar da elaboração da política nacional de comércio exterior, em conjunto com os demais órgãos encarregados desse tema, incluídas as ações na área de defesa comercial. 24 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Secretaria de Política Econômica – SPE A Secretaria de Política Econômica – SPE – é uma entidade vinculada ao Ministério da Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável pela formulação de projetos e propostas econômicas que vão de encontro à política adotada pelo Governo Federal. O Decreto 7482, de 16 de maio de 2011, em seu artigo 28, estabelece as competências do SPE. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são apresentadas as competências do referido órgão. Reportando ao art. 28, do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, compete à SPE: assessorar o Ministro de Estado na formulação, proposição, acompanhamento e coordenação da política econômica; propor diretrizes de curto, médio e longo prazos para a política fiscal e acompanhar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, a sua evolução,propondo mudanças de alinhamento à política macroeconômica, quando adequado; elaborar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, novas políticas e propostas de aperfeiçoamento de políticas públicas vigentes, visando ao equilíbrio fiscal, à eficiência econômica, ao crescimento da economia, ao desenvolvimento de longo prazo, ao emprego, à inclusão social e à melhoria da distribuição de renda; analisar e elaborar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, propostas de aperfeiçoamento da legislação tributária e orçamentária e avaliar os seus impactos de longo prazo sobre a economia; definir anualmente o conjunto de parâmetros macroeconômicos utilizados na elaboração do Orçamento Geral da União; avaliar e elaborar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, propostas de políticas relativas ao setor produtivo, incluindo políticas tributária, cambial, comercial, tarifária e de crédito, previdência complementar, seguros, níveis de emprego e renda; acompanhar e avaliar os indicadores econômicos do País, em articulação com os demais órgãos envolvidos, e elaborar relatórios periódicos sobre a evolução da economia, com foco na eficiência da administração pública e na qualidade dos impactos sobre a economia e a população; contribuir, em articulação com os demais órgãos envolvidos, para o aperfeiçoamento e a regulação, expansão e ampliação do acesso ao crédito no âmbito do Sistema Financeiro Nacional; formular e avaliar medidas para o desenvolvimento dos setores de previdência complementar, seguros e capitalização; avaliar e propor medidas para o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e exercer a função de Secretaria Executiva do Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais; propor alternativas e avaliar, em articulação com demais órgãos envolvidos, as políticas públicas para o sistema habitacional, visando ao aprimoramento dos mecanismos regulatórios, de concessão de crédito e financiamento e operacionais; propor, avaliar e acompanhar a formulação e a implementação de atos normativos e de instrumentos de políticas públicas para os setores agrícola, agroindustrial, de 25 microcrédito e cooperativas, especialmente no que diz respeito ao crédito, aos mecanismos de proteção da produção e de preços, à comercialização, ao processamento e ao abastecimento do mercado; apreciar, nos seus aspectos econômicos, projetos de legislação ou regulamentação em sua área de atuação, emitindo pareceres técnicos; assessorar o Ministro de Estado, nos aspectos econômicos e financeiros, na política de relacionamento com organismos e entes internacionais de financiamento e de comércio; assessorar o Ministro de Estado no Conselho Nacional de Seguros Privados e representar o Ministério da Fazenda no Conselho Nacional de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social; participar da Comissão Técnica da Moeda e do Crédito e assessorar o Ministro de Estado no Conselho Monetário Nacional; elaborar o demonstrativo de benefícios creditícios e financeiros da União, para compor as Informações Complementares ao Projeto de Lei Orçamentária Anual; apurar o valor efetivo anual, para subsidiar o relatório sobre as contas do Governo da República, e avaliar o impacto e a efetividade de programas do governo federal associados à concessão de benefícios financeiros e creditícios da União; elaborar anualmente o cálculo de benefícios financeiros e creditícios e encaminhar ao Tribunal de Contas da União, até 31 de março de cada ano, para compor o relatório sobre as contas do Governo da República; avaliar o impacto e a efetividade de programas do governo federal associados à concessão de benefícios financeiros e creditícios da União; acompanhar e analisar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, o impacto das políticas governamentais sobre os indicadores sociais e contribuir para a formulação de diretrizes voltadas à melhoria da distribuição de renda e à promoção da inclusão social; desenvolver, em articulação com os demais órgãos envolvidos, atividades voltadas à apuração do custo de oportunidade dos recursos associados a diferentes alternativas de políticas públicas e contribuir para a formulação de diretrizes para promover o aumento da efetividade e a melhoria da qualidade dos gastos públicos; e elaborar estudos sobre a composição e evolução dos gastos públicos e propor, em articulação com os demais órgãos envolvidos, reformas e políticas para melhorar a eficiência e a efetividade dos programas e ações governamentais. 26 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE A Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE – é uma entidade vinculada ao Ministério da Fazenda. Dentre suas várias funções, pode-se destacar como órgão responsável pelo gerenciamento de políticas que regulamentam os mercados de concorrência e de defesa econômica, dentre outras. O Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, em seus artigos 29- A, 29-B e 29-C, estabelece as competências do SEAE. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são apresentadas as competências do referido órgão. Com base nos artigos 29-A, 29-B e 29-C do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, à SEAE, órgão integrante do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, compete: opinar, quanto à promoção da concorrência, sobre propostas de alteração de atos normativos de interesse geral dos agentes econômicos, de consumidores ou usuários dos serviços prestados submetidos à consulta pública pelas agências reguladoras; opinar, quando considerar pertinente, sobre minutas de atos normativos elaborados por entidade pública ou privada submetidas à consulta pública, nos aspectos referentes à promoção da concorrência; elaborar estudos para avaliar a situação concorrencial de setores específicos da atividade econômica nacional, de ofício ou quando solicitada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE –, pela Câmara de Comércio Exterior ou pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça ou órgão que vier a sucedê-lo; elaborar estudos setoriais que sirvam de insumo para a participação do Ministério da Fazenda na formulação de políticas públicas setoriais, nos fóruns em que este Ministério tem assento; propor a revisão de leis, regulamentos e outros atos normativos da administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, que afetem ou possam afetar a concorrência nos diversos setores econômicos do País; manifestar-se acerca do impacto regulatório dos modelos de regulação e gestão, inclusive sobre empreendedorismo e inovação exarados de entes reguladores; elaborar e submeter à apreciação do Secretário de Acompanhamento Econômico representação sempre que for identificado ato normativo que tenha caráter anticompetitivo; acompanhar a implantação dos modelos de regulação e gestão desenvolvidos pelas agências reguladoras, pelos Ministérios setoriais e pelos demais órgãos afins, manifestando-se, entre outros aspectos, acerca de: a) reajustes e revisões de tarifas de serviços públicos e de preços públicos; b) processos licitatórios que envolvam privatização de empresas pertencentes à União, desestatização de serviços públicos ou concessão, permissão ou autorização de uso de bens públicos; c) impacto regulatório dos modelos de regulação e gestão, inclusive sobre o empreendedorismo e a inovação, dos atos regulatórios exarados das agências reguladoras e dos Ministérios setoriais; analisar a evolução dos mercados, especialmente no caso de serviços públicos sujeitos aos processos de desestatização e de descentralização 27 administrativa; propor, coordenar e executar as ações de que participa o Ministério, relativas à gestão das políticas de infraestrutura; propor a adoção de políticas regulatórias e concorrenciais que propiciem o desenvolvimento e o financiamento da infraestrutura; propor, avaliar e analisar a implementação daspolíticas de desenvolvimento setorial, regional e de infraestrutura; formular políticas públicas voltadas para o desenvolvimento, aperfeiçoamento e fortalecimento do mercado de capitais relativo aos projetos de infraestrutura; acompanhar e analisar a evolução de variáveis de mercado relativas a setores e produtos ou a cadeias produtivas; manifestar-se, de ofício ou quando solicitada, acerca do impacto concorrencial de medidas em discussão no âmbito de fóruns negociadores relativos às atividades de alteração tarifária, ao acesso a mercados e à defesa comercial, ressalvadas as competências dos órgãos envolvidos; acompanhar e analisar os impactos de medidas relativas às atividades de alteração tarifária, ao acesso a mercados e à defesa comercial, ressalvadas as competências dos órgãos envolvidos; promover a aproximação das práticas internas de promoção da concorrência, alteração tarifária, acesso a mercados e de defesa comercial com as práticas internacionais; avaliar e manifestar-se, de ofício ou quando solicitada, acerca de atos normativos e instrumentos legais que afetem a eficiência na prestação de serviços, produção e distribuição de bens. Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB A Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB – é uma entidade vinculada ao Ministério da Fazenda. Dentre suas várias funções pode-se destacar como órgão responsável pelo gerenciamento da cadeia tributária do país, incluindo os previdenciários, de comércio exterior e as contribuições sociais, dentre outras; fiscalização de arrecadação nacional, do controle das áreas alfandegárias, normatização das áreas tributárias e aduaneiras, dentre outras funções. O Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, em seu artigo 15, estabelece as competências do SRFB. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde estão expostas as competências do referido órgão. Compete à SRFB, segundo o art. 15 do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, planejar, coordenar, supervisionar, executar, controlar e avaliar as atividades de administração tributária federal e aduaneira, inclusive as relativas às contribuições sociais destinadas ao financiamento da seguridade social e às contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, na forma da legislação em vigor; propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação e a consolidação da legislação tributária federal; interpretar e aplicar a legislação tributária, aduaneira, de custeio previdenciário e correlata, editando os atos normativos e as instruções necessárias à sua execução; estabelecer obrigações tributárias acessórias, inclusive disciplinar a entrega de declarações; preparar e julgar, em primeira instância, processos administrativos de determinação e exigência de créditos 28 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior tributários e de reconhecimento de direitos creditórios, relativos aos tributos por ela administrados; preparar e julgar, em instância única, processos administrativos de aplicação de pena de perdimento de mercadorias e valores e de multa a transportador de passageiros ou de carga em viagem doméstica ou internacional que transportar mercadoria sujeita à pena de perdimento; acompanhar a execução das políticas tributária e aduaneira e estudar seus efeitos sociais e econômicos; planejar, dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de fiscalização, lançamento, cobrança, arrecadação e controle dos tributos e demais receitas da União sob sua administração; realizar a previsão, o acompanhamento, a análise e o controle das receitas sob sua administração, bem como coordenar e consolidar as previsões das demais receitas federais, para subsidiar a elaboração da proposta orçamentária da União; propor medidas destinadas a compatibilizar a receita a ser arrecadada com os valores previstos na programação financeira federal; estimar e quantificar a renúncia de receitas administradas e avaliar os efeitos das reduções de alíquotas, das isenções tributárias e dos incentivos ou estímulos fiscais, ressalvada a competência de outros órgãos que também tratam da matéria; promover atividades de cooperação e integração entre as administrações tributárias do País, entre o fisco e o contribuinte, e de educação fiscal, bem assim preparar e divulgar informações tributárias e aduaneiras; realizar estudos para subsidiar a formulação da política tributária e estabelecer política de informações econômico-fiscais e implementar sistemática de coleta, tratamento e divulgação dessas informações; celebrar convênios com órgãos e entidades da administração pública e entidades de direito público ou privado, para permuta de informações, racionalização de atividades, desenvolvimento de sistemas compartilhados e realização de operações conjuntas; gerir o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização, negociar e participar da implementação de acordos, tratados e convênios internacionais pertinentes à matéria tributária e aduaneira; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de administração, fiscalização e controle aduaneiros, inclusive no que diz respeito a alfandegamento de áreas e recintos; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar o controle do valor aduaneiro e de preços de transferência de mercadorias importadas ou exportadas, ressalvadas as competências do Comitê Brasileiro de Nomenclatura; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar as atividades relacionadas com nomenclatura, classificação fiscal e econômica e origem de mercadorias, inclusive representando o País em reuniões internacionais sobre a matéria; planejar, coordenar e realizar as atividades de repressão ao contrabando, ao descaminho, à contrafação e pirataria e ao tráfico ilícito de entorpecentes e de drogas afins, e à lavagem e ocultação de bens, direitos e valores, observada a competência específica de outros órgãos; administrar, controlar, avaliar e normatizar o Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX –, ressalvadas as competências de outros órgãos; articular-se com órgãos, 29 entidades e organismos nacionais, internacionais e estrangeiros que atuem no campo econômico-tributário, econômico-previdenciário e de comércio exterior, para realização de estudos, conferências técnicas, congressos e eventos semelhantes; elaborar proposta de atualização do plano de custeio da seguridade social, em articulação com os demais órgãos envolvidos; e orientar, supervisionar e coordenar as atividades de produção e disseminação de informações estratégicas na área de sua competência, em especial as destinadas ao gerenciamento de riscos ou à utilização por órgãos e entidades participantes de operações conjuntas, visando à qualidade e fidedignidade das informações, à prevenção e ao combate às fraudes e práticas delituosas, no âmbito da administração tributária federal e aduaneira. Banco Central do Brasil – Bacen O Banco Central do Brasil é órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, atuando como responsável por estabelecer e executar as diretrizes das políticas cambiais e monetárias, bem como as operações relacionadas ao comércio internacional, exercendo um papel importante como órgão controlador das operações cambiais. Responsável pela gestão do Siscomex juntamente com a RFB e a Secex. Ministério das Relações Exteriores – MRE O Ministério das Relações Exteriores é um órgão que tem como função manter as relações do Brasil com os países, bem como garantir que haja a representação brasileira em organismos internacionais. É formulador da política externa do Brasil, promovendo, divulgando o comércio exterior, a cultura na esfera internacional. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA O MAPA é responsável por estimular o desenvolvimento agrícola no Brasil, tanto no segmento nacional quanto no internacional. Atuando no incremento do agronegócio ena regulação e normatização dos serviços da área agrícola no país, incentiva o Brasil a se inserir de maneira efetiva no mercado nacional e internacional. O MAPA é composto pelas seguintes Secretarias: a) Secretaria de Política Agrícola – SPA; b) Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA; c) Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo – SDC; d) Secretaria de Produção e Agroenergia – SPAE; e) Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio – SRI. 30 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP – é um órgão responsável pelo planejamento estratégico nacional, coordenação e gerenciamento da política da administração pública federal para o desenvolvimento nacional, bem como avalia os impactos socioeconômicos, dentre outras funções. O Decreto nº 8.189, de 21 de janeiro de 2014, em seu artigo 1º, estabelece as competências do MP. Para um melhor entendimento e enriquecimento do conteúdo, observe o quadro abaixo onde são expostas as competências do referido órgão. Com base nos artigos art. 1o do Decreto nº 8.189, de 21 de janeiro de 2014, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, órgão da administração federal direta, tem como área de competência os seguintes assuntos: participação na formulação do planejamento estratégico nacional; avaliação dos impactos socioeconômicos das políticas e programas do Governo federal e elaboração de estudos para a reformulação de políticas; realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura socioeconômica e gestão dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais; elaboração, acompanhamento e avaliação das leis de iniciativa do Poder Executivo federal previstas no art. 165 da Constituição; viabilização de novas fontes de recursos para os planos de governo; coordenação da gestão de parcerias público- privadas; formulação de diretrizes, coordenação das negociações, acompanhamento e avaliação dos financiamentos externos de projetos públicos com organismos multilaterais e agências governamentais; coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e orçamento federal, de pessoal civil, de administração de recursos da informação e informática e de serviços gerais, bem como das ações de organização e modernização administrativa do Governo federal; formulação de diretrizes, coordenação e definição de critérios de governança corporativa das empresas estatais federais; administração patrimonial; e política e diretrizes para modernização da administração pública federal. Agência De Promoção De Exportações Do Brasil – APEX Brasil A APEX é uma entidade que tem como objetivo a promoção dos produtos e serviços brasileiros no mercado externo, bem como tornar atrativo o investimento estrangeiro em diferentes áreas da economia brasileira. A proposta da APEX é fazer a prospecção e divulgação dos produtos nos mercados internacionais, utilizando-se de missões, feiras internacionais, rodadas de negócios. Ao fomentar as exportações brasileiras, contribui para o desenvolvimento do comércio internacional e torna o mercado exportador mais competitivo. 31 Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT Os Correios criaram o programa Exporta Fácil, com o intuito de incrementar o ingresso das pequenas e médias empresas e também de pessoas físicas que querem realizar uma operação de pequeno porte relacionada a exportação. O Exporta Fácil é bastante simples e simplificou a exportação de pequenas encomendas, reduzindo custos de transporte, embalagem e despesas alfandegárias. Órgãos Anuentes na Importação Para controle administrativo da entrada de produtos específicos em território aduaneiro brasileiro, operam no Brasil diversos órgãos anuentes, que tem, entre suas atribuições, a função de analisar licenças de importação – L.I. –registradas pelos importadores no Siscomex, respeitadas suas respectivas competências. Tais órgãos atuam na anuência de importações de produtos/ operações a eles pertinentes, podendo haver a atuação simultânea e independente de mais de um órgão em uma mesma licença de importação – L.I. Os órgãos anuentes são todos aqueles que efetuam análise complementar de uma operação de exportação ou importação, dentro de uma área de competência, com eventual estabelecimento de normas específicas (exigências) para fins de desembaraço da mercadoria ou licenciamento da operação. São exemplos de órgãos anuentes: • Banco do Brasil, responsável, por delegação da SECEX, pela Emissão de Certificados de Origem – FORM “A” e Têxteis para a União Europeia e pela emissão da Licença de Exportação de Têxteis para a União Europeia e Canadá; • Departamento da Polícia Federal – DPF –, autorização prévia de substâncias entorpecentes; • Ibama – fornecimento de autorização exigida no despacho de exportação de madeira em bruto; • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, certificado de Padronização para produtos hortícolas, frutas, fumos, mármores, algodão, arroz, cacau etc. • Ministério da Defesa – certificação e licenciamento para a entrada de bens bélicos; • Ministério da Saúde – MS – autorização prévia para plantas das quais se possa extrair substâncias entorpecentes; glândulas e outros órgãos humanos; • Conselho Nacional de Energia Nuclear – CNEN – autoriza a importação e exportação de produtos e minerais radioativos; • Ministério da Cultura – licenciamento da importação de filmes e vídeos e do comércio exterior de obras de arte. Fonte: http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=278 32 Unidade: Sistemática de Comércio Exterior Habilitação da Empresa para operar em Comércio Exterior Sistema Radar A empresa que desejar ingressar suas operações no comércio exterior deverá providenciar sua habilitação junto à Receita Federal do Brasil – RFB. A RFB instituiu em 2002 um sistema que possibilita o acesso às informações dos agentes envolvidos no comércio exterior denominado Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros – RADAR. O sistema tem como objetivo disponibilizar informações de natureza aduaneira, contábil e fiscal. As informações ao serem disponibilizadas permite a RFB identificar o comportamento e, se necessário, agir prontamente interferindo o perfil de risco dos diversos agentes relacionados ao comércio exterior. Dessa maneira, a RFB passou a ter uma ferramenta fundamental no combate às fraudes. Após o credenciamento devido no Radar, a empresa terá condições de iniciar suas operações de importação e exportação. Ela terá de credenciar os seus representantes legais (prepostos ou despachantes aduaneiros), no Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex. Somente após o credenciamento devido é que será possível emitir os documentos eletrônicos diretamente no Siscomex. Radar É um poderoso sistema que integra todos os outros existentes e efetua interposição automática de dados, capaz de comparar volume de importações e exportações, faturamento, patrimônio da empresa e dos sócios, movimento financeiro, entre outros dados, com vistas a munir, em tempo real, todas as unidades aduaneiras da SRF de informações que permitam uma fiscalização cada vez mais eficaz no combate às fraudes. Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex O Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex foi criado pelo Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992. A primeira fase de implantação ocorreu no ano de 1993 na modalidade exportação com uma interface entre exportadores e os diversos órgãos governamentais que interferem no comércio exterior. No ano de 1997, ocorreu a implantação do novo módulo de importação, integrando todos os importadores a operarem no sistema. Segundo o art. 1º do Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992: “o Siscomex é o instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, mediante fluxo