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ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO LUIZ GONZAGA DA ROCHA
									SD 04
 
	SEQUÊNCIA DIDÁTICA
	PROFESSOR(A):
VALDA MONTEIRO
	COMPONENTE CURRICULAR: 
Arte
	ANO/SÉRIE: 
8º 
	TURMAS: 
A e B
	COORDENADOR(A): 
	AULAS PREVISTAS: 
02
	PERÍODO DE EXECUÇÃO: 
 04/05/2024 a 22/05/2024
	OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do Componente)
	Artes Visuais- 	Desenvolver processos de criação e expressar-se nas modalidades da linguagem visual da pintura, experimentando e pesquisando suas possibilidades, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo.
	CONTEÚDOS 
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades que são objetivos)
	HABILIDADES
	OBJETOS DE CONHECIMENTO
	Artes Visuais	
• Produção de trabalhos de pintura, valorizando a espontaneidade, a inventividade e a maneira pessoal de se expressar.
• Finalização dos próprios projetos e acabamento adequado aos meios utilizados.
• Utilização e experimentação de diversos tipos de suporte para pintura (por exemplo, papel, papelão, tela, madeira, pedra, peças de vestuário, pele do corpo, parede, teto, azulejo etc.).
	· Diretor, dramaturgo, iluminador, cenógrafo, figurinista, sonoplasta, contra-regra, ator.
· Federação de Teatro Acreano -
· FETAC
	REVISÃO PARA AVALIAÇÃO DO 1º BIMESTRE	
PROJETO VIVER CIÊNCIAS – Trabalhar a reciclagem do Lixo ao Luxo
	DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
	ATIVIDADES ADAPTADAS
(Descrição de situações de aprendizagens adaptadas para desenvolver as habilidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.)
	Descritores
Língua Portuguesa
D5- Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
D1- Localizar informações explícitas em um texto.
D3- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
Situação de aprendizagem 1 – Leitura do texto
Uma sequência didática sobre as diferentes funções no teatro pode ser uma ótima forma de introduzir os alunos ao mundo das artes cênicas. Aqui está uma proposta de sequência didática dividida em etapas:
Etapa 1: Introdução ao Teatro
- **Objetivo:** Apresentar o conceito de teatro e suas diversas áreas de atuação.
- Atividades:
 1. Discussão em sala de aula sobre o que é teatro, sua importância na cultura e na sociedade.
 2. Apresentação de vídeos ou trechos de peças teatrais para ilustrar as diferentes funções dos profissionais envolvidos.
Etapa 2: Profissionais do Teatro
- **Objetivo:** Explorar as diferentes funções desempenhadas por profissionais no teatro.
- Atividades:
 1. Apresentação dos principais profissionais do teatro: diretor, dramaturgo, iluminador, cenógrafo, figurinista, sonoplasta, contra-regra e ator.
 2. Discussão sobre as responsabilidades de cada profissional e como eles contribuem para a produção teatral.
Etapa 3: Aprofundamento nas Funções
- **Objetivo:** Aprofundar o conhecimento sobre cada função e suas características.
- Atividades:
 1. Divisão da turma em grupos, cada um focado em uma das funções.
 2. Pesquisa sobre a história, as habilidades necessárias e os desafios enfrentados por cada profissional.
 3. Apresentação dos resultados das pesquisas em forma de seminários ou painéis.
Etapa 4: Prática Teatral
- **Objetivo:** Experimentar algumas das funções desempenhadas no teatro.
- Atividades:
 1. Simulação de uma produção teatral em sala de aula, com os alunos assumindo diferentes papéis, como diretor, ator, figurinista, etc.
 2. Encenação de pequenas peças teatrais, permitindo que os alunos experimentem diferentes aspectos da produção teatral.
Etapa 5: Reflexão e Avaliação
- **Objetivo:** Refletir sobre a experiência e avaliar o aprendizado.
- Atividades:
 1. Discussão em sala de aula sobre as experiências vivenciadas durante a simulação e encenação teatral.
 2. Reflexão individual ou em grupo sobre o que aprenderam sobre as diferentes funções no teatro.
 3. Avaliação do processo, destacando pontos positivos e áreas que necessitam de mais aprendizado.
Etapa 6: Projeto Final
- **Objetivo:** Aplicar os conhecimentos adquiridos em um projeto final.
- Atividades:
 1. Desenvolvimento de um projeto teatral completo, incluindo roteiro, cenário, figurino, iluminação, trilha sonora, etc.
 2. Apresentação do projeto para a turma, destacando a contribuição de cada aluno para a produção teatral.
Essa sequência didática proporciona uma abordagem abrangente e prática para o estudo das diferentes funções no teatro, permitindo que os alunos experimentem e compreendam melhor o trabalho realizado por cada profissional envolvido em uma produção teatral.
	Situação de Aprendizagem 1
Situação de Aprendizagem 2
Situação de aprendizagem 3
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES/ SITUAÇÕES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das situações de aprendizagens)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações de aprendizagens)
	· Agir coletivamente;
· Respeito com seu pares.
	· Construção de uma produção artística coletiva.
· Participação dos alunos a leitura.
	· Computador; Data show; 
· Textos impressos;
· Materiais diversos para pintar.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2023
AIDAR, Laura. Cores Complementares. Toda Matéria. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/cores-complementares/ . Acesso em: 12. Deze,bro de 2023.
FRANCO, Viana. Cores frias e cores quentes: classificação, história e efeitos na decoração. Franco Viana móveis Planejados. Disponível em: https://blog.vianafranco.com.br/2021/09/23/cores-frias-e-cores-quentes-classificacao-historia-e-efeitos-na-decoracao/. Acesso em: 12, Dezembro de 2023
NÓBREGA, Ana. Teoria das cores: o que é e como funciona? eCicle. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/teoria-das-cores/. Acesso em: 12, Dezembro de 2023
	DEVOLUTIVA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
	
 ____________________________________ ____________________________________
 Assinatura do (a) Coordenador (a) Assinatura do (a) Professor (a)
CONTO DE INVERNO 
(SHAKESPEARE) Adaptação para 13 atores 
 
Personagens Femininos (8): Hermíone (rainha da Sicília), Perdita (filha de Hermíone), Paulina (amiga de 
Hermíone e mulher de Antígono), Sacerdotisa (do Oráculo de Delfos), Pastora (que cria Perdita), Filha da Pastora, duas criadas do palácioda Sicília 
Personagens Masculinos (5): Leontes (rei da Sicília), Polícines (rei da Boêmia), Florízel (filho de Polícines), Camilo (ajudante de Leontes), Antígono (marido de Paulina). 
 
PRÓLOGO (CORO) 
Criada 1 –Boa tarde, Florinda, sabe quem veio ao reino da Sicília? O rei Polícines. 
Criada 2 – Sei, já mandei Camilo levar-lhe umas frutas. No reino da Boêmia não há frutas como aqui. O nosso rei Leontes me mandou servir bem o amigo.. 
Criada 1 - Que o céu conserve essa amizade! 
Criada 2 – E como vai o filho de Leontes e da rainha Hermíone? 
Criada 1 – Está muito mal. Doente mesmo. É tristeza... 
Leontes (entrando) – Onde está Hermíone, minha rainha? 
Criada 2 - A rainha está contando histórias para seu filho, majestade. Leontes – Histórias?! Pois sei, deve estar mesmo. 
 
Cena 1 (Conversa de Hermíone com Polícines) 
Hermíone – Que bom que vieste ao nosso reino da Sicília, caro rei Polícines! Como está o reino da Boêmia? 
Polícines – Está muito bem. Estou ansioso para falar com meu grande amigo Leontes, cara rainha Hermíone! 
Hermíone – Ele só fala do seu grande amigo. Das brincadeiras que os dois reis faziam quando crianças... 
Sua terra, a Boêmia foi um lar inesquecível para o meu marido. 
Polícines – Fomos criados como irmãos. Mas onde está Leontes? 
Hermíone – Saiu para caçar, não demora. No inverno os dias são mais curtos. 
Polícines – E seu filho, como está? 
Hermíone – Está tristonho. As crianças não podem ficar ao relento e ele não pode brincar com os outros meninos, então me pede para contar-lhe histórias de inverno. 
(Hermíone tem um mal súbito e cai). 
Polícines – Deixa-me ajudá-la, cara rainha. 
Hermíone – Ah, obrigado. Estou tendo desmaios ultimamente, acredito estar grávida. 
Polícines – Veja, está chegando o meu grande amigo. Prazer em vê-lo. 
Leontes (chegando) – O que fazes aqui sozinho com minha esposa? 
Polícines – Estava a ajudá-la, pois teve um mal súbito. Pareces aborrecido... 
Leontes – Hermíone, vá para dentro cuidar de seu filho. O príncipe deve estar sentindo a falta da mãe. 
(Hermíone sai). 
Polícines – Vamos conversar lá dentro sobre sua caçada. Leontes – Caçada? Não peguei nada. Mas... vamos! 
 
Cena 2 (Leontes quer contratar Camilo para matar Polícines) Camilo – Caro rei Leonte, por que razão me mandaste chamar? 
Leontes – Camilo, meu nobre amigo, quero que envenenes Polícines. 
Camilo – Mas por quê? 
Leontes – Ele está a me trair com minha mulher. Hermíone quer que ele permaneça na corte. Esta mulher está a me por um par de chifres. 
Camilo – Sua mulher é fiel, meu caro rei. Não irei envenenar o rei Polícenes. 
Leontes – Então serás banido de meu reino. 
Camilo – Irei, meu rei, mas antes contarei ao rei Polícenes o que pretendes fazer. Leontes – Vai, servo infiel. 
(Leontes e Camilo saem de cena) 
 
Cena 3 (Camilo avisa Polícines, que foge para seu reino na Boêmia). 
(Camilo encontra com Polícenes). 
Camilo – Rei Polícenes, deves retornar à Boêmia o quanto antes. 
Polícenes – Por que, caro Camilo? 
Camilo – O rei Leontes está cego pelo ciúme que tem por Hermíone. E acredita ser o senhor o pai do filho que a rainha espera. Queria que eu o envenenasse. 
Polícenes – Leontes está louco. Vamos nos aprontar para ir à Boêmia. Tu vens comigo. Camilo – Com muito prazer. 
Cena 4 (Leontes manda Hermíone grávida para a prisão) Leontes – Onde estavas, rainha? 
Hermíone – Estava a contar histórias para nosso filho. 
Leontes – Como és falsa. Mesmo grávida, estavas a me trair com algum lorde da corte! Hermíone – Por favor, Leontes, não inventes histórias... 
Leontes – Estás a me desafiar? 
Hermíone – Não, caro marido. 
Leontes – Agora mesmo vá para a torre. Os meus guardas estão a te esperar para que fiques presa. Na torre permanecerás para que não possas mais me trair. 
Hermíone – Não faças isso, não vês que estou grávida para quase ter o bebê? 
Leontes – Filho meu é que não é. Deve ser de tua traição com Polícines. Fora!!! 
Hermíone – Não!!! 
(Hermíone sai chorando e Leontes sai por outro lado). 
 
Cena 5 (Leontes manda chamar a sacerdotisa para ir ao Oráculo de Delfos) (Entra Leontes com a Sacerdotisa). 
Sacerdotisa – Mandaste chamar a Sacerdotisa de Apolo, rei Leontes? 
Leontes – Sim, tenho um encargo para vós. 
Sacerdotisa – Queres saber de seu filho, afastado da mãe? Pois lhe direi, se deixares o menino mais tempo longe do convívio com Hermíone, ele morrerá. Tive esta revelação em sonhos. 
Leontes – Os sonhos da Sacerdotisa não me dizem respeito. Quero que vás ao Oráculo de Delfos e lá perguntes a Apolo, o nosso maior Deus, se minha esposa é infiel. 
Sacerdotisa – Não desmereças o que lhe digo, majestade. Mas irei ao Oráculo e perguntarei sobre Hermíone. Voltarei em breve. 
(Os dois saem de cena). 
 
CORO 
Criada 1 - O rei Leontes está cego de ciúmes. 
Criada 2 – Ainda bem que Camilo fugiu, queria eu também fugir. 
Criada 1 - Acabou-se a amizade, só por causa do ciúmes! 
Criada 2 – E agora a rainha Hermíone está presa na torre. Vou ajudar a coitada! 
Sacerdotisa – Vai nada, o que tem que acontecer, acontecerá, assim previu Apolo. 
Criada 1 – Mas a coitada está presa na torre. O filho está doente. 
Sacerdotisa – Falem com Paulina e Antígono, que eles acharão a ajuda. 
Criada 2 – Está bem, ó grande sacerdotisa. (saem) 
 
Cena 6 (Paulina e Antígono conversam sobre a filha do rei). 
Antígono – Paulina, minha esposa, o que fazes com esta menina ao colo? 
Paulina – Esta, caro Antígono, é a filha da rainha Hermíone que acaba de nascer. 
Antígono – Deves então protegê-la das mãos do rei Leontes. 
Paulina – Farei melhor do que isso, entregarei a menina ao rei. 
Antígono – Estás louca, ele vai mandar matá-la! 
Paulina – Quando nosso rei vir esta menina tão linda decerto perdoará a rainha e nosso reino voltará a ter alegria. 
Antígono – Assim espero. Vamos. 
 
Cena 7 (Paulina traz a filha para o rei e este manda Antígono levá-la para longe). 
Paulina – Rei Leontes, trouxe a vossa presença uma criança adorável. 
Leontes – Estou feliz que Paulina e Antígono tiveram enfim o seu filho. 
Antígono – Não se trata de nosso filho, mas de alguém que dará muitas alegrias a vossa majestade. 
Paulina – Esta, caro rei, é sua filha, recém-nascida. 
Leontes – Como ousam trazer a minha presença esta bastarda. Não é minha filha. Antígono, tu merecerias a forca por aceitar que sua mulher me fizesse tal desfeita. 
Antígono – Meu rei, perdoa-nos. 
Paulina – Vou deixar esta criança aqui para que vossa majestade possa vê-la. 
(Paulina sai). 
Leontes – Não quero ver esta criança bastarda. Leva-a para longe. Jogue-a numa praia deserta. Antígono – Assim farei, caro rei. 
(Sai Antígono e chega a Sacerdotisa). 
 
Cena 8 (Resultado do Oráculo, Paulina conta que morreu o filho e a esposa). 
Sacerdotisa – Estou de volta com a resposta do Oráculo de Delfos. 
Leontes – Espera. Isto precisa ser dito ao povo. 
(A Sacerdotisa vai à boca de cena e lê). 
Sacerdotisa – “Hermíone é inocente. Polícenes não tem culpa. Camilo é um súdito leal. Leontes é um tirano ciumento, e o rei ficará sem herdeiro se não encontrar aquela que está perdida”. 
Leontes – Isto são mentiras. Fora, mulher má com falsas palavras. 
Sacerdotisa – Meu rei, acredite. (Ajoelha). Vosso ódio está matando a todos. 
(Paulina entra em cena). 
Paulina – Rei Leontes, seu filho acaba de morrer. 
Leontes – Vá embora mulher. E conte a minha mulher o acontecido, quem sabe assim ela confesse sua traição. 
Paulina – Não poderei, caro rei Leontes. Sua mulher, ao saber da morte de vosso filho morreu também, de desgosto. 
Sacerdotisa – Apolo está zangado. 
Leontes – O próprio céu me pune por minha injustiça. O que farei agora? (Saem os três, bem tristes, com música apropriada). 
 
Cena 9 (Antígono deixa a criança com jóias e sai). 
Antígono – Se assim quiser o destino, isto te dará de sobra para te criar. Espero que nesta praia deserta apareça alguém que cuide de ti. Cresce, e te torna uma linda princesa! Não posso chorar contigo, mas me corta o coração te deixar aqui. Fica com este colar de sua mãe e com estas jóias. Decerto aparecerá por aqui alguém que queiraficar contigo. Adeus. 
(Sai Antígono. Música de suspense até aparecer a pastora). 
 
Cena 10 (Chega a pastora junto à criança e depois a filha contando sobre a morte de Antígono e o barco que afundou). 
Pastora – Mas que barulho é este? Olha, um bebê! Deve ser rica, está coberta de jóias. Filha, venha ver! 
Filha – O que foi, mamãe? 
Pastora – Achei um bebê. E não é só isso... veja! Jóias! 
Filha – Pelos deuses! 
Pastora – Onde estavas? 
Filha – Estava por aqueles lados. Vi um homem morto totalmente desfigurado, provavelmente atacado por um urso. Depois fui até a praia e vi restos de um naufrágio. Um navio muito grande deve ter sofrido com a tempestade de ontem. 
Pastora – Pobre criança, deve ter sobrevivido deste naufrágio. Quiseram os deuses que nós a encontrássemos. 
Filha – Provavelmente. Veja, quanto ouro! 
Pastora – Filha, vamos cuidar desta criança. Somos pobres, mas com este dote podemos dar-lhe um bom futuro. 
Filha – Ela tem uma correntinha escrito Hermíone. Parece ervilha, não gostei. Mamãe, vou chamá-la de Perdita. 
Pastora – É um bom nome. Ganhei uma nova filha. 
Filha – E eu uma nova irmã. 
Pastora – Vamos, minha filha, a criança deve estar com fome. 
Filha – Deixa eu levar a criança e a senhora se encarrega do baú de jóias. (saem as duas) 
 
CORO 
Criada 1 – Já se passaram 15 anos e o rei continua triste. 
Criada 2 – Bem feito, quem manda ser tão ruim. Quem é ruim sofre. 
Criada 1 – Onde estará a filha do rei? 
Criada 2 – Rezo todos os dias para que esteja bem, mas acho difícil. Nunca mais se soube de Antígono. Criada 1 – Olha, aí vem Paulina... 
Paulina – (chegando) O que vocês estão fofocando? 
Criada 2 – Nada. Quem é aquele vulto que vimos na sua janela? Paulina – Não é ninguém. Voltem ao seu trabalho. (saem) 
 
Cena 11 (Perdita cresce e encontra com Florízel) 
Pastora – Filha, nem parece que se passaram quinze anos daquele nosso encontro com o bebê perdido na praia. 
Filha – Perdita está muito bonita. Parece até uma princesa. 
Pastora – E quem sabe seja. Por causa dela temos uma vida confortável. Veja, até o filho do rei Polícenes vem nos visitar! 
Filha – Ele está interessado é na nossa Perdita! 
Pastora – Mas não pode. Um príncipe não pode namorar uma filha de pastores. 
Filha – Estão aí fora. Vamos chamá-los. 
(Chamam Perdita, que entra com Florízel). 
Perdita – O que querem de nós. 
Florízel – Estávamos a conversar sobre a natureza. 
Pastora – Desculpe-nos, caro príncipe Florízel, precisávamos conversar com vocês. 
Filha – Isso mesmo, vocês não podem namorar. 
Perdita – Mas o nosso amor é tão grande! 
Florízel – Pretendemos nos casar. 
Pastora – Um príncipe não pode casar com uma plebéia. O senhor príncipe Florízel é filho do rei Polícenes. 
Filha – O rei Polícenes é muito brabo, ninguém sabe por que. Depois que a mãe de vossa alteza morreu anda pior ainda. 
Perdita – Saberei como domar seu pai. 
Florízel – Acredito em você e no nosso amor! A senhora é uma dama rica, apesar de nunca sabermos como conseguiu tal herança. 
Pastora – Então, podem casar. Mas precisamos contar um segredo. 
Filha – Acontece que Perdita é adotada. Encontramos você na praia junto com este colar e um baú de jóias, o que nos levou a esta pequena fortuna. 
Perdita – Que bom que me contaram. Quem sabe eu não seja uma princesa perdida? 
Florízel – Eu acredito nisso. Vamos casar. 
Pastora – Preparem-se, faremos isso sem o consentimento do rei. 
Filha – Isso! Aos preparativos. 
(Saem felizes). 
 
Cena 12 (Festa da pastora onde o rei Polícines e Camilo entram disfarçados). 
Camilo – Veja, meu caro rei Polícenes. A festa está animada. 
Polícenes – Vou deserdar o meu filho Florízel, Camilo. 
Camilo – Ainda bem que estamos disfarçados. 
Polícenes – Quero pegar os dois e dar uma boa surra nesta moça que ousa tirar-me o filho. Camilo – Ali estão os dois. 
Polícenes – Vamos chegar mais perto. 
Florízel – Como te amo, cara Perdita. 
Perdita – E eu também. 
Florízel – Não tenho medo de meu pai. 
Camilo – Pois deverias ter, ele está aqui. 
(O pai se revela). 
Polícenes – Como ousam casar sem meu consentimento. Camilo, agarre esta moça, mandarei os guardas pegarem meu filho e esses pastores de aldeia. 
(Sai). 
Filha – (chegando, liberta Perdita, dando uma paulada em Camilo) Fuja, minha irmã. Vá para a Sicília com Florízel. Lá, acredito que serás feliz. 
Florízel – Vamos, meu amor. O rei Leontes foi amigo de meu pai. 
Pastora – Iremos com vocês. Levaremos estas jóias para pagar a viagem. 
(Saem, só ficando Camilo no chão quando chega o rei Polícenes). 
Camilo – Me acertaram na cabeça, rei Polícenes. 
Polícenes –Até os guardas se dispersaram. Maldição! Onde foi todo mundo? 
Camilo – Fugiram para a Sicília. 
Polícenes – Então temos que ir atrás. Apesar de eu ter uma desavença com o rei Leonte, preciso tornar a vê-lo, sinto que o futuro nos será alegre. Vamos. 
 
Cena 13 (Leontes recebe a sua filha e genro) 
Sacerdotisa – Caro rei Leontes, estão aí, para ver vossa majestade, o príncipe da Boêmia e umas senhoras. 
Leontes – Faça-os entrar, estou tão triste que talvez vendo o filho de Polícenes me alegre um pouco. Sacerdotisa – (Anunciando) O Príncipe Florízel, filho de sua majestade o rei Polícenes! 
Leontes – Bem vindos, o que desejam. 
Florízel – Meu pai não queria que casássemos e fugimos de nosso reino. 
Perdita – Sou Perdita, filha adotada desta senhora e irmã desta outra aqui. 
Pastora – Esta menina tem um colar com a indicação de seu reino estampada nela. 
Filha – A menina foi achada na praia depois de um naufrágio. 
Sacerdotisa – Veja, meu rei, é o colar de Hermíone. Você só pode ser a filha de vossa majestade Leontes – Oh, destino! És a filha que mandei abandonar em praia distante! 
Sacerdotisa – Deves agora aceitá-la, pois a profecia se cumpriu. 
Leontes – Venham, eu os abraço e recupero minha alegria. 
Florízel – Vejam só! És uma princesa. Eu bem que sabia! 
Perdita – Ganhei um pai, que bom! 
Pastora – Como tudo acaba bem! 
Filha – Mas e o rei Polícenes? 
(Entra o Rei Polícenes com Camilo). 
Polícenes – Ouvi tudo. Podes casar, meu filho. Abraça-me, Leontes. Nossos filhos são noivos. 
Camilo – Majestades. Uma mulher chamada Paulina chama a todos para uma grande surpresa. Todos – Vamos ver o que é. 
 
Cena 14 (Paulina mostra a estátua de Hermíone e Leontes casa Paulina com Camilo). 
Paulina – (entra empurrando uma estátua tapada com um lençol) – Meu rei Leontes, tenho para vós uma surpresa. A estátua de Hermíone! 
Perdita – Minha mãe! 
Leontes – Descerre logo o pano, Paulina. 
Paulina – Quero que olhem com carinho para esta estátua. Ela representa é a fidelidade e honradez. (O pano é descerrado e aparece a estátua, a própria Hermíone). 
Sacerdotisa – Veja, parece tão natural. 
Paulina – Não cheguem perto, acabou de ser pintada. 
Leontes – Deixa-me beijá-la. 
Sacerdotisa – A tinta está fresca! 
Leontes – O escultor fê-la tão perfeita, que acrescentou até as rugas da idade. 
Florízel – Parece ser uma senhora muito meiga e linda. 
Perdita – É minha mãe. Sei que é minha mãe. 
(A estátua toma vida. Música). 
Pastora – Meu Deus, ela está viva! 
Hermíone – Sou eu, fui escondida por Paulina até o dia em que minha filha aparecesse. E aí está. Venha abraçar-me. (Abraços). 
Sacerdotisa – Rei Leontes, vossa majestade entristeceu a vida de muita gente com seu ciúme. Deves recuperar o que destruíste! 
Leontes – Hermíone, aceitas-me novamente? 
Hermíone – Sim, apesar de tudo ainda o amo. 
Leontes – Polícenes, podemos voltar a ser amigos? 
Polícenes – Agora que somos parentes, com o casamento de nossos filhos. É claro! Leontes – Filha, me perdoas? 
Perdita – Sim, papai! 
Leontes – Paulina, como posso agradecerte? 
Paulina – O senhor roubou-me o marido quando o mandou para terras distantes deixar a pobre menina a sua sorte. 
Polícenes – Fique com Camilo. Pronto, agora tens um novo marido. Filha – Pelos deuses, tudo acabou bem! 
 
Fim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs – Este texto foi adaptado da obra de Shakespeare a partir de textos traduzidos por Mário Quintana e Sérgio de Oliveira do original inglês de Mary e Richard Lamb..Prof. Jarbas Griebeler 
São Leopoldo, setembro de 2005 
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