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RELATÓRIO DA ATIVIDADE - UNIDOTECA 
 
 
 
 Acadêmico: Vanessa Eva Fernandes
 Tutor externo: Patricia Kath
 Turma: PED 7845
 Matrícula:4095038
 Instituição: Uniasselvi
 Curso de Licenciatura em: PEDAGOGIA
 Disciplina: Metodologia e Conteúdos Básicos de História
O tema escolhido foi: Contação de histórias
 A contação de histórias é um instrumento muito importante no estímulo á leitura, ao desenvolvimento da linguagem, é um passaporte para a escrita, desperta o senso crítico e faz a criança sonhar.
A importância da contação de história na educação infantil é inegável. Essa prática não apenas entretém as crianças, mas também desenvolve sua capacidade de atenção, imaginação e compreensão.
 Os contos ajudam a construir o vocabulário e estimulam a criatividade, permitindo que os pequenos explorem novos mundos através das palavras. Além disso, ao ouvir histórias, as crianças conseguem refletir sobre suas próprias emoções e realidades, aprendendo a lidar com diferentes situações.
 
 Acadêmica 2024
As histórias também fortalecem o vínculo entre educadores e alunos, criando um ambiente de aprendizado mais afetivo e acolhedor.
 Outro aspecto relevante é que a contação de história pode envolver diferentes culturas e contextos, promovendo a diversidade e o respeito às diferenças. Através de narrativas, as crianças são apresentadas a valores como solidariedade, amizade e empatia.
 Assim, é possível cultivar um senso de cidadania desde a infância, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis.
 Além disso, contos da cultura local podem ser introduzidos, como fábulas que ensinam sobre a fauna e a flora da região.
 A contação de histórias tem um impacto significativo na aprendizagem das crianças. Ao ouvir narrativas, os pequenos desenvolvem habilidades linguísticas e de comunicação. A imaginação assim é estimulada, permitindo que as crianças explorem novos conceitos e ampliem seu vocabulário.
Além disso, as histórias promovem a compreensão emocional; ao se identificarem com os personagens, as crianças aprendem a reconhecer e expressar suas próprias emoções.
As narrativas também incentivam o pensamento crítico, pois as crianças começam a questionar as situações apresentadas e a buscar soluções criativas para os conflitos da história.
 Outro aspecto importante é que a contação de histórias pode melhorar a memória; ao reter informações sobre a trama e os personagens, as crianças exercitam suas habilidades de memorização. Por fim, a prática da contação estimula a interação social, à medida que as crianças discutem as histórias e compartilham suas opiniões em grupo. 
 A contação de histórias costumava ser uma maneira de preservar a cultura e os valores para as gerações futuras. Essa prática consegue despertar nas crianças o lúdico, que é uma característica essencial para o desenvolvimento e a aprendizagem. É por meio da ludicidade que as crianças conseguem trabalhar a criatividade e crescer em entendimento a respeito da realidade a sua volta.
 Acadêmica 2024
 De maneira geral, as atividades que auxiliam no desenvolvimento da linguagem oral, como a contação de histórias, podem facilitar os professores no alcance dessas estratégias. No primeiro caso, por exemplo, essas tarefas que exploram a tradição oral podem envolver também a participação da família, em especial no caso de crianças que vem de realidades onde a cultura escrita é pouco presente.
 Em relação ao desenvolvimento da oralidade, as Diretrizes Curriculares Nacionais (2013) defendem a importância de se promover atividades de contação de histórias para auxiliar no “desenvolvimento da capacidade infantil de conhecer o mundo e a si mesmo, de sua autoconfiança e a formação de motivos e interesses pessoais, quanto ampliam as possibilidades da professora ou professor de compreender e responder às iniciativas infantis” (Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, Brasil, 2013, p. 87).
 Nesse sentido, as atividades que promovem a oralidade são essenciais para que os docentes consigam atingir esse objetivo de aprendizagem e desenvolvimento proposto pela BNCC. 
 A contação de histórias, por exemplo, consegue desenvolver na criança maior interesse em compreender a realidade a sua volta, ao mesmo tempo em que permite dar espaço para a participação, possibilitando assim o desenvolvimento da fala e da escuta, objetos essenciais para um bom convívio com o outro. Isso aos poucos, também poderá motivar nos alunos o interesse em relação à cultura escrita. 
Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros (Base Nacional Comum Curricular, Brasil, 2018, p. 42).
 O outro objetivo específico desta pesquisa era refletir como a contação de histórias pode ser um instrumento facilitador para a alfabetização. As pesquisas bibliográficas apontam que a arte de contar histórias, pode ser uma importante ferramenta durante a transição entre o Ensino Infantil e Fundamental por conta da capacidade de auxiliar na aquisição do código linguístico oral e escrito. A regularidade dos contos (começo, meio e fim), por exemplo, ajudam na compreensão textual por parte das crianças. 71 Além disso, essa exposição constante a contação de histórias possibilita uma maior familiaridade com os grafemas e fonemas das palavras. Em suma, uma pessoa que gosta de ouvir histórias, possivelmente irá procurar contar ou ler as mesmas por conta própria. O mesmo ocorre com a escrita, pois alguém que gosta de contar as próprias histórias, provavelmente poderá vir a desenvolver um maior interesse pela escrita.
 Tema escolhido com justificativa: O presente trabalho teve por objetivo geral analisar a importância da prática da contações de histórias como recurso lúdico e didático. Por intermédio das pesquisas bibliográficas e de campo, foi possível compreender melhor essa questão. Os artigos e obras que tratam sobre o tema mostram que o desenvolvimento da oralidade por meio da contação de histórias, por exemplo, auxilia o indivíduo na compreensão de situações da realidade, principalmente na primeira infância, pois durante essa fase as crianças tendem a ter mais facilidade de entender a linguagem simbólica do que a literal. Nesse sentido, a contação demonstra ser um bom recurso lúdico de ensino. Além disso, a contação de histórias serve também como uma boa estratégia didática na medida em que permite que as crianças, vindas de famílias onde a leitura e a escrita são menos presentes, possam se inserir melhor no contexto escolar. Isso ocorre principalmente quando o professor busca trabalhar com contos e histórias da literatura popular e tradicional.
 A familiaridade das crianças com a contação de histórias também pode despertar um maior interesse pelaleitura e a escrita futuramente. No entanto, para isso é necessário que os professores reconheçam a importância da contação de histórias para o desenvolvimento do aluno como um todo, ou seja, essa prática não deve ser vista apenas como um momento de lazer ou distração. É importante que os docentes busquem planejar atividades complementares a contação de histórias, onde os alunos tenham a oportunidade de exercitar a criatividade e possam assim, expressar o entendimento deles sobre a história ou fazer um paralelo entre a sua realidade pessoal e a dos personagens. Além disso, esses exercícios permitem que as crianças pratiquem a motricidade, o que poderá futuramente facilitar a inserção delas no mundo da escrita.
 Atividades que serão desenvolvidas: Roda de conversa sobre o que você gosta de ler? Você já ouviu sobre a história da lenda da vitória régia? E sobre o curupira? Após as indagações e conversas, irei contar as histórias e após pedir que escolham a que mais gostaram para fazer um desenho sobre a história contada. 
 Acadêmica 2024
 No primeiro momento tivemos uma roda de conversa sobre as histórias e lendas conhecidas por eles, logo após iniciei a contação das histórias. Durante todo o momento, as crianças se mostraram interessados pela história e houve poucos momentos de dispersão. A professora também abriu espaço para a participação das crianças durante toda a atividade. Todos puderam contribuir com seus questionamentos e percepções a respeito da história.
 No momento seguinte, após a contação da história, apliquei um exercício complementar para as crianças em que elas deveriam desenhar a história que mais gostaram ou se identificaram.
Tempo necessário: 1 hora/ aula
Material utilizado: espaço aconchegante para a contação de histórias, papel e lápis para o desenho.
Quantidade de alunos e faixa etária: 3 alunos de 04, 06 e 07 anos.
Os objetivos foram alcançados de forma clara, os alunos participaram de forma objetiva, desenvolvendo suas habilidades e conhecendo um pouco mais sobre as lendas da cultura indígena e reconhecendo que as histórias e lendas também fazem parte da nossa história e cultura.
Aspectos positivos e negativos da prática: Nessa prática obtive só momentos positivos, pois os alunos participaram da atividade e desenvolveram todas as habilidades propostas neste trabalho. 
 
A Lenda da Vitória-Régia
Há muito tempo, em uma aldeia indígena na Amazônia, vivia uma jovem chamada Naiá. Ela era conhecida por sua beleza e por seu desejo de se tornar uma estrela no céu. Todas as noites, Naiá olhava para o céu e sonhava em se juntar às estrelas.
Um dia, ela ouviu uma história de que as estrelas eram, na verdade, jovens índias que haviam sido levadas para o céu pelo deus da lua, Jaci. Naiá decidiu que faria qualquer coisa para se tornar uma estrela. Ela começou a seguir a lua todas as noites, na esperança de que Jaci a notasse e a levasse para o céu.
Certa noite, Naiá viu o reflexo da lua em um lago e, acreditando que Jaci estava chamando por ela, mergulhou nas águas profundas. Infelizmente, Naiá se afogou. Jaci, comovido pelo sacrifício da jovem, decidiu transformá-la em uma estrela diferente. Ele a transformou em uma bela flor aquática, a vitória-régia, que só abre suas pétalas à noite, quando a lua está no céu.
Essa lenda nos ensina sobre o amor, o sacrifício e a conexão profunda que os povos indígenas têm com a natureza e o cosmos. A vitória-régia, além de ser uma planta majestosa, carrega consigo a história de Naiá e seu desejo de alcançar as estrelas.
A Lenda do Curupira
O Curupira é uma figura lendária do folclore brasileiro, conhecido como o guardião das florestas. Ele é descrito como um menino de cabelos vermelhos e pés virados para trás, o que confunde aqueles que tentam segui-lo.
A lenda conta que o Curupira protege a floresta e seus habitantes, punindo aqueles que a destroem ou caçam animais indiscriminadamente. Ele é conhecido por pregar peças nos caçadores, fazendo-os se perderem na mata ou levando-os a armadilhas. O Curupira também pode imitar sons da floresta para enganar os invasores.
Uma das histórias mais conhecidas é a de um caçador que entrou na floresta para caçar animais. Ele ignorou os sinais de advertência e continuou sua jornada. De repente, ele começou a ouvir risadas e passos ao seu redor, mas não conseguia ver ninguém. Assustado, o caçador tentou voltar, mas percebeu que estava andando em círculos. Ele então viu pegadas que pareciam levar para fora da floresta, mas, ao segui-las, acabou se perdendo ainda mais.
Desesperado, o caçador pediu perdão ao Curupira e prometeu nunca mais caçar na floresta. O Curupira, comovido pela sinceridade do caçador, o guiou de volta para a saída da mata. Desde então, o caçador cumpriu sua promessa e passou a respeitar a floresta e seus habitantes.
Essa lenda nos ensina sobre a importância de respeitar a natureza e os seres que nela habitam. O Curupira é um símbolo da proteção ambiental e da sabedoria indígena.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC. 2017. Disponível em: . Acesso set. 2024.
 Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais gerais para a Educação Básica. Secretaria de Educação Básica – Brasília: MEC, SEB, 2013.
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