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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Claudia Andressa Pausem Vieira¹
Fernanda Soares Cé ¹ 
Letícia Janilce da conceição¹ 
 Vanessa Eva Fernandes¹ 
 Patricia kath²
RESUMO
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um modelo público de educação básica destinado a jovens e adultos que, por diversos motivos, não concluíram seus estudos. Entre esses motivos estão a necessidade de trabalhar, a falta de acesso a escolas nas áreas onde residem ou a desistência escolar por falta de alternativas. Por isso, ainda existem escolas dedicadas a esse público. Através da EJA, cidadãos que não puderam adquirir conhecimentos na idade apropriada têm a oportunidade de recuperar seu direito à educação.
Palavras-chave: EJA. Educação. Ensino.
1. INTRODUÇÃO 
Esta pesquisa nos permitiu identificar a necessidade e a eficácia da EJA para aqueles que desejam adquirir conhecimento, além de destacar o papel dos professores nesse processo educativo. Assim, podemos compreender melhor como a EJA funciona no Brasil. É importante ressaltar que a EJA surgiu como uma forma de resistência passiva ao trabalho e à escravidão, sem pensamento crítico por parte dos indivíduos que não tinham meios ou apoio para reivindicar seus direitos. A EJA busca responder a questões sociais como a exclusão e a exploração, que podem levar à marginalização.
A campanha de alfabetização começou em 1963, alcançando 380 trabalhadores na época, mas foi interrompida pelo golpe militar. Isso evidencia a necessidade de enxergar a EJA de maneira diferente, não apenas como um meio de obter o diploma do ensino médio, mas como uma transformação na vida profissional e pessoal daqueles que, por diversos fatores, abandonaram os estudos.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A educação de jovens e adultos no Brasil enfrenta desafios contínuos. Embora a educação seja um direito garantido a todos, muitos ainda não têm tempo ou oportunidades suficientes para estudar. Além disso, uma parcela significativa dessa população é analfabeta, o que agrava a situação.
Nome dos Acadêmicos: Claudia Andressa Pausem Vieira, Fernanda Soares Cé, Leticia Janilce Da Conceição, Vanessa Eva Fernandes
Educação de Jovens e Adultos (EJA)
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino prevista legalmente que visa oferecer oportunidades de estudo para indivíduos que, por diversos motivos, não puderam frequentar ou concluir a educação regular. Conforme Cunha e Gurgel (2016), seu objetivo principal é garantir o acesso à educação a pessoas que não completaram seus estudos no tempo adequado.
De acordo com a Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos (UNESCO, 2004, p. 42):
A Educação de Adultos engloba todo o processo de aprendizagem, formal ou informal, no qual pessoas consideradas "adultas" pela sociedade desenvolvem suas habilidades, enriquecem seu conhecimento e aperfeiçoam suas qualificações técnicas e profissionais, direcionando-as para a satisfação de suas necessidades e as de sua sociedade. A Educação de Adultos inclui a educação formal, a educação não formal e o espectro da aprendizagem informal e incidental disponível numa sociedade multicultural, em que os estudos baseados na teoria e na prática devem ser reconhecidos.
O EJA é um direito universal, oferecido pelo setor público, que não apenas visa fornecer uma formação básica, mas também incluir indivíduos de todas as idades no ambiente educacional, promovendo o desenvolvimento de capacidades críticas e a inserção no mercado de trabalho. A modalidade evoluiu significativamente ao longo dos anos, com mudanças políticas, sociais e econômicas que favoreceram sua expansão e inclusão. Sua estrutura foi consolidada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) e pelos currículos nacionais de Educação de Jovens e Adultos (11/2000), que introduziram novos conceitos e práticas.
A LDB N. 9394/96, em conformidade com a Constituição Federal de 1988, expressa em seu artigo 37 um primeiro demarcador para situar quem seriam os sujeitos que compõem as classes de EJA:
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento de para a educação e a aprendizagem ao longo da vida. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si. § 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento (Brasil, 1996).
Parece-nos que não ter concluído a escolaridade obrigatória em idade própria se torna uma condição de identificação desse público. Outros elementos que aparecem no mesmo artigo indicam especificidades dos sujeitos da EJA, como por exemplo, a necessidade de garantir condições de escolarização apropriadas frente às demandas do mundo do trabalho aos quais os estudantes se vinculam. Parece-nos que não ter concluído a escolaridade obrigatória em idade própria se torna uma condição de identificação desse público. 
A alfabetização na vida da pessoa tem um enorme peso e valor, pois, somente adquirindo a educação formal, inserindo-se no âmbito escolar, e convivendo com várias pessoas de diferentes tipos de cultura, podemos nos tornar cidadãos realmente capazes de encarar o mundo, e ter nossa autoestima renovada. Para que essa realidade seja transformada, exige esforço de todos, principalmente do governo, na implantação de políticas públicas sociais e algumas ações que promovam uma educação de qualidade, que venha atingir todos os brasileiros, inclusive a classe mais pobre, que são os mais desfavorecidos quando se trata de educação, e então é essencial que essas ações possam combater a pobreza, devido essa ser uma das principais causas do analfabetismo.
 Outro fator de extrema importância que se deve lembrar, é que para a educação ser plena e para esse cidadão ter sucesso são necessários outros fatores, como a garantia de emprego, ter acesso aos bens sociais como saúde, moradia, lazer, entre outros. Ser alfabetizado é ser livre, é ter autonomia de sua própria vida, é poder ir e vir buscar pelo melhor, tornar-se sujeito de sua própria história, atualizando-se tecnologicamente e, assim, podendo inserir-se no mercado de trabalho e evoluir cada vez mais como cidadão. Em busca de tudo isso e com propostas de garantir um bom futuro, inserindo-se na sociedade tanto como cidadão, quanto um bom profissional que esses indivíduos voltaram a procurar a escola, através da EJA.
Características da EJA
De acordo com Gadotti e Romão (2000), a EJA tem o objetivo de oferecer ao educando, seja ele adulto ou idoso, a oportunidade de aprender a ler, escrever, entender matemática, participar de atividades culturais e esportivas, além de desenvolver uma formação integral que contemple aspectos comunicacionais, artísticos e de lazer. Mais do que apenas recuperar a escolaridade perdida, a EJA busca construir uma identidade própria, assegurando qualidade de ensino e proporcionando certificações equivalentes ao ensino regular (Gadotti e Romão, 2001).
Essa modalidade não é apenas um supletivo; ela tem um caráter mais profundo, voltado ao pleno desenvolvimento do aluno, considerando sua realidade e os desafios que enfrenta. Segundo Gadotti (2008), a maioria dos frequentadores da EJA são trabalhadores que lutam para conciliar os estudos com suas rotinas de trabalho e vida pessoal. O professor, portanto, deve ser sensível a essas circunstâncias e criar um ambientede aprendizado que leve em conta essas dificuldades.
A Importância da EJA
A EJA desempenha um papel crucial na inclusão social, oferecendo uma segunda chance para aqueles que, por diversas razões, não puderam concluir sua formação escolar. Ela não só facilita a obtenção de um diploma, mas também promove o desenvolvimento pessoal, oferecendo conhecimento que melhora a qualidade de vida e aumenta as oportunidades profissionais. Além disso, a EJA contribui para a formação de cidadãos críticos e reflexivos, capacitando-os a tomar decisões informadas e a participar ativamente da sociedade.
Freire (2002) defende que a educação deve ir além da transmissão de conteúdo; ela deve promover a liberdade de expressão e a participação ativa no mundo. Ele argumenta que o processo de ensino-aprendizagem é uma troca constante, onde tanto o professor quanto o aluno aprendem um com o outro, e esse aspecto é essencial na EJA.
Idosa volta a estudar aos 81 anos: ‘Nunca é tarde para ser feliz’
Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/08/11/idoso-volta-a-estudar-aos-81-anos-nunca-e-tarde-para-ser-feliz.htm
O Papel da Tecnologia e a Avaliação na EJA
A inserção de tecnologias no ensino de jovens e adultos também é uma questão central. Valente (1999) destaca que, em um mundo em constante transformação tecnológica, a EJA precisa utilizar ferramentas digitais como parte do processo educativo, preparando os alunos para os desafios profissionais e sociais do futuro. Lion (1995) acrescenta que a informática deve ser vista como uma ferramenta capaz de transformar a vida dos indivíduos, ampliando suas oportunidades e potencial de aprendizado.
No contexto da EJA, a avaliação é um elemento-chave para acompanhar o progresso dos alunos. Ela deve ser contínua e diversificada, levando em conta as particularidades de cada estudante e seu contexto de vida. Segundo Mendes (2009), a avaliação deve estimular a criatividade, autoestima e desenvolvimento intelectual dos alunos, oferecendo a eles uma formação crítica e abrangente.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
 Para desenvolver este estudo, foram realizadas pesquisas bibliográficas e conversas com indivíduos envolvidos na EJA, como a estudante Vanessa, uma estudante que, após concluir seus estudos nessa modalidade, conseguiu ingressar na universidade. Muitos adultos que retornam à escola enfrentam desafios significativos, como conciliar trabalho, família e estudos, mas para muitos, esse retorno é um momento de grande realização pessoal.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nossa pesquisa revelou que, apesar das dificuldades, muitos alunos da EJA veem essa oportunidade como um momento de transformação em suas vidas. As aulas, muitas vezes oferecidas à noite para acomodar a rotina de trabalho dos estudantes, são um espaço de aprendizado e crescimento pessoal. A motivação para recuperar o tempo perdido e alcançar novos objetivos é uma constante entre esses alunos, reforçando a importância de políticas educacionais que promovam a inclusão.
5. CONCLUSÃO
A EJA é uma modalidade de ensino essencial para a inclusão social e a redução do analfabetismo. Ela oferece uma segunda chance para aqueles que, por diversas razões, não puderam concluir sua educação. Professores e educadores em formação têm um papel fundamental no incentivo e permanência desses alunos no sistema educacional, trabalhando para reduzir a evasão e oferecendo um ensino que leve em conta as necessidades específicas dessa população. A alfabetização de jovens e adultos não deve ser vista como um processo semelhante ao da infância, mas sim como uma experiência única, onde o estímulo, a motivação e a compreensão das realidades pessoais dos alunos são essenciais para o sucesso.
Referências
· BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9394. Diário Oficial da União, Brasília, dez. 1996. Disponível em: . Acesso em: 01/out/2024
· CUNHA, Rafael da Silva da; GURGEL, Rita Diana de Freitas. Práticas de Inclusão Digital na Educação de Jovens e Adultos: minicurso de Introdução à Informática. Rio Grande do Norte, 2016.
· FREIRE, Ana Maria Araújo. A voz da esposa: A trajetória de Paulo Freire. In: GADOTTI, M. MOVA, por um Brasil Alfabetizado. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2008.
· GADOTTI, Nilda; ROMÃO, José. Educação de Jovens e Adultos, teoria, prática e proposta. São Paulo: Editora Cortez, 2001.
· LION, José Eduardo. A informática na EJA: uma ferramenta de transformação. São Paulo: Cortez, 1995.
· MENDES, Marcos. A importância da avaliação na EJA. Revista Pedagógica, 2009.
· UNESCO, MEC. Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos - V CONFINTEA. In: Educação de jovens e adultos: uma memória contemporânea - 1996-2004. Brasília: MEC, 2004
· VALENTE, José Armando. A educação e as novas tecnologias. Educação e Sociedade, 1999.
· "Idosa volta a estudar aos 81 anos: nunca é tarde para ser feliz." UOL Educação, 11 ago. 2021. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/08/11/idoso-volta-a-estudar-aos-81-anos-nunca-e-tarde-para-ser-feliz.htm. Acesso em: 01/out /2024
	
	
	
	
	
	
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