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Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 
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AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS 
FATORES DETERMINANTES 
 
INCREASED CHILD OBESITY AND ITS MAIN DETERMINANTS 
 
AUMENTO DE LA OBESIDAD INFANTIL Y SUS PRINCIPALES 
DETERMINANTES 
 
Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues1 
Nathalia Ferreira Nunes2 
Lillian Tavares de Lima3 
Ronildo Oliveira Figueiredo4 
 
DOI: 10.54751/revistafoco.v17n10-064 
Received: Sep 13th, 2024 
Accepted: Oct 04th, 2024 
 
 
 
RESUMO 
A obesidade infantil constitui uma preocupação de saúde pública crescente, resultado 
do acúmulo excessivo de gordura corporal, afetando um número crescente de crianças 
e adolescentes obesas, especialmente no Brasil. Em 2017, cerca de 9,4% das meninas 
e 12,4% dos meninos no Brasil apresentavam obesidade. Esta condição é influenciada 
por fatores genéticos, comportamentais, sociais e ambientais, incluindo uma dieta 
prejudicial, sedentarismo e uma influência da mídia. O consumo excessivo de alimentos 
ultraprocessados e a falta de atividade física são os principais fatores que alertam para 
o aumento da obesidade. A família, especialmente a figura materna, desempenha um 
papel essencial na formação dos hábitos alimentares das crianças, enquanto o ambiente 
escolar é igualmente vital na prevenção da obesidade, por meio da educação nutricional 
e da promoção de atividades físicas. Além disso, fatores socioeconômicos exercem uma 
influência significativa, com famílias de maior poder aquisitivo tendo acesso a uma gama 
mais ampla de alimentos, muitas vezes menos saudáveis. A obesidade infantil está 
associada a doenças, como diabetes tipo 2, e problemas emocionais, incluindo baixa 
autoestima e depressão. A pandemia de COVID-19 exacerbou esses problemas, 
elevando o sedentarismo e o consumo de alimentos não saudáveis. Para enfrentar a 
obesidade infantil, é crucial uma mobilização colaborativa entre famílias, instituições 
educacionais e políticas públicas, promovendo hábitos saudáveis e um estilo de vida 
ativo. A sensibilização sobre a relevância de uma dieta equilibrada deve ser uma 
prioridade para garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações. 
 
 
1Graduando em Nutrição. Universidade Nilton Lins. Parque das Laranjeiras, Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus 
- AM, CEP: 69058-030. E-mail: jsantos.jrs12@gmail.com 
2Graduanda em Nutrição. Universidade Nilton Lins. Parque das Laranjeiras, Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus 
- AM, CEP: 69058-030. E-mail: nathalianuness2016@gmail.com 
3Mestre em Botânica. Universidade Nilton Lins. Av. Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, Flores, Manaus – AM, 
CEP: 69058-030. E-mail: lillian.tavares1@hotmail.com 
4Mestre em Biologia Urbana. Universidade Nilton Lins. Av. Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, Flores, Manaus – 
AM, CEP: 69058-030. E-mail: email.de.apoio.ronildo@gmail.com 
mailto:LILLIAN.TAVARES1@HOTMAIL.COM
mailto:email.de.apoio.ronildo@gmail.com
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 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES 
DETERMINANTES 
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Palavras-chave: Obesidade infantil; fatores; alimentação; crianças. 
 
ABSTRACT 
Childhood obesity is an increasing public health concern, resulting from excessive body 
fat accumulation, affecting a growing number of obese children and adolescents, 
especially in Brazil. In the year 2017, approximately 9.4% of girls and 12.4% of boys in 
Brazil were obese. This condition is influenced by genetic, behavioral, social, and 
environmental factors, including a harmful diet, sedentary lifestyle, and media influence. 
The excessive consumption of ultra processed foods and the lack of physical activity are 
the main factors that raise concerns about the increase in obesity. The family, especially 
the maternal figure, plays an essential role in shaping children's eating habits, while the 
school environment is equally vital in preventing obesity through nutritional education 
and the promotion of physical activities. Furthermore, socioeconomic factors exert a 
significant influence, with families of higher purchasing power having access to a wider 
range of foods, often less healthy. Childhood obesity poses risks of diseases such as 
type 2 diabetes and emotional problems, including low self-esteem and depression. The 
COVID-19 pandemic exacerbated these issues, increasing sedentary behavior and the 
consumption of unhealthy foods. To tackle childhood obesity, a collaborative 
mobilization among families, educational institutions, and public policies is crucial, 
promoting healthy habits and an active lifestyle. Raising awareness about the 
importance of a balanced diet should be a priority to ensure a healthier future for 
generations to come. 
 
Keywords: Childhood obesity; factors; nutrition; children. 
 
RESUMEN 
La obesidad infantil es un problema de salud pública cada vez mayor debido a la 
acumulación excesiva de grasa corporal, que afecta a un número cada vez mayor de 
niños y adolescentes obesos, especialmente en el Brasil. En 2017, alrededor del 9,4% 
de las niñas y el 12,4% de los niños en Brasil eran obesos. Esta afección está 
influenciada por factores genéticos, conductuales, sociales y ambientales, como una 
dieta perjudicial, un estilo de vida sedentario y una influencia mediática. El consumo 
excesivo de alimentos ultraprocesados y la falta de actividad física son los principales 
factores que alertan del aumento de la obesidad. La familia, especialmente la figura 
materna, desempeña un papel esencial en la formación de los hábitos alimentarios de 
los niños, mientras que el entorno escolar también es vital para prevenir la obesidad, 
mediante la educación nutricional y la promoción de las actividades físicas. Además, los 
factores socioeconómicos tienen una influencia significativa, ya que las familias con 
mayor poder adquisitivo tienen acceso a una gama más amplia de alimentos a menudo 
menos saludables. La obesidad infantil se asocia con enfermedades, como la diabetes 
tipo 2, y problemas emocionales, como baja autoestima y depresión. La pandemia de 
COVID-19 ha exacerbado estos problemas, elevando el sedentarismo y el consumo de 
alimentos poco saludables. Para hacer frente a la obesidad infantil, es crucial una 
movilización colaborativa entre las familias, las instituciones educativas y las políticas 
públicas, promoviendo hábitos saludables y un estilo de vida activo. Sensibilizar sobre 
la importancia de una dieta equilibrada debe ser una prioridad para garantizar un futuro 
más saludable para las próximas generaciones. 
 
Palabras clave: Obesidad infantil; factores; nutrición; niños. 
 
 
 
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 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares 
de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo 
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1. Introdução 
 
A obesidade infantil tem sido um problema de saúde pública crescente 
nas últimas décadas, particularmente em um mundo onde o modo de vida 
contemporâneo e as alterações nos hábitos alimentares têm se mostrado um 
fator preocupante nas taxas de sobrepeso e obesidade em crianças e 
adolescentes. Essa condição, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura 
corporal, não é apenas uma questão estética, mas sim um problema complexo 
que envolve uma série de fatores interligados, incluindo aspectos genéticos, 
comportamentais, sociais e ambientais (Campos, 2023). 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificou a obesidade como 
uma epidemia global, e o Brasil não está imune a essa realidade. A obesidade 
infantil emerge de um cenário multifatorial, englobando uma alimentação 
inadequada, sedentarismo, influência midiática, aspectos socioeconômicos e a 
dinâmica familiar. O consumo excessivo de alimentosultraprocessados, ricos em 
açúcares e gorduras, combinado à ausência de atividades físicas, favorece o 
ganho de peso. Além disso, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos e a 
exposição a conteúdos que incentivam o consumo de alimentos não saudáveis 
afetam negativamente os hábitos alimentares das crianças, resultando em uma 
dieta desequilibrada e em um estilo de vida sedentário (Ribeiro, 2024). 
Fatores socioeconômicos também desempenham um papel crucial na 
obesidade infantil. Famílias com maior poder aquisitivo têm acesso a uma maior 
variedade de alimentos, muitas vezes optando por produtos industrializados e 
processados que, embora convenientes, não são necessariamente saudáveis. 
Esse cenário é mais visível nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde as taxas 
de obesidade infantil são mais elevadas, refletindo o progresso econômico e as 
transformações nos hábitos alimentares. Além disso, nem todas as crianças são 
igualmente afetadas pela obesidade infantil, a investigação indica que as 
meninas têm taxas de obesidade mais elevadas do que os meninos, o que pode 
estar relacionado a fatores culturais e sociais que moldam a maneira como as 
pessoas veem seus corpos e sua saúde (Ferreira, 2021). 
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A obesidade infantil gera repercussões preocupantes, como o aumento 
do risco de doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios 
respiratórios. Além dos impactos físicos, a obesidade também afeta a saúde 
emocional e social das crianças, podendo resultar em baixa autoestima, 
depressão e isolamento social. Esses problemas não apenas comprometem a 
qualidade de vida, mas também sobrecarregam o sistema de saúde, 
particularmente em populações de maior renda, onde as condições associadas 
à obesidade são mais prevalentes (Santos, 2020). 
O papel familiar, especialmente a mãe, exerce um papel crucial na 
formação dos hábitos alimentares das crianças. A família é o primeiro ambiente 
social que uma criança conhece e, portanto, exerce uma influência significativa 
sobre suas escolhas e comportamentos. Os pais são responsáveis por introduzir 
e fortalecer hábitos alimentares, e entender os determinantes desses hábitos é 
essencial para promover mudanças positivas. O ambiente familiar, que inclui a 
organização e o funcionamento da casa, também desempenha um papel crucial 
na formação de uma dieta saudável. A maneira como os alimentos são 
apresentados e oferecidos às crianças podem impactar diretamente suas 
preferências e sua relação com a comida (Linhares, 2016). 
Junto com a família, as escolas têm um papel fundamental na prevenção 
da obesidade infantil. Deve-se incluir no currículo escolar a orientação nutricional 
e o estímulo à prática de atividades físicas, e as instituições devem garantir que 
os alimentos oferecidos sejam nutritivos e tenham baixo teor calórico. A venda 
de produtos não saudáveis nas escolas deve ser questionada, e é essencial 
educar as crianças sobre a importância de uma alimentação equilibrada e de um 
estilo de vida ativo. 
A pandemia da COVID-19 apresentou novos desafios para a saúde e 
alimentação infantil, intensificando questões já existentes e originando novas. O 
crescimento do sedentarismo, o uso excessivo de tecnologia e a ingestão de 
alimentos não saudáveis durante o período de isolamento social são positivos 
para piora do perfil nutricional das crianças (Silva, 2023). 
 A ligação entre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos e o crescimento 
da gordura corporal é uma questão que vem se tornando cada vez mais 
preocupante, já que as crianças estão trocando as atividades físicas pelo 
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entretenimento digital, o que favorece um comportamento sedentário. Além 
disso, a pandemia restringiu o acesso a exercícios físicos e a locais saudáveis, 
como parques e áreas de lazer, elevando ainda mais a probabilidade de 
obesidade infantil (Linhares, 2021). 
Diante deste cenário, é fundamental uma ação conjunta entre famílias, 
escolas e políticas públicas para combater a obesidade infantil. Promover 
hábitos alimentares saudáveis e incentivar a prática regular de atividades físicas 
são passos essenciais para reverter essa tendência preocupante, garantindo um 
futuro mais saudável para as gerações futuras. 
 
2. Metodologia 
 
 Este estudo é do tipo bibliográfico, exploratório e retrospectivo. Após a 
definição do tema, foi realizada uma pesquisa em bases de dados virtuais, 
como Periódicos Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e GOOGLE 
ACADÊMICO. Os descritores utilizados incluíram: obesidade infantil, nutrição e 
hábitos alimentares. Após a leitura inicial e exploratória do material, foi possível 
identificar diferentes abordagens de autores sobre o aumento da obesidade 
infantil e seus principais fatores determinantes. 
Adotamos os seguintes critérios de inclusão: artigos completos, em inglês 
ou português, na área de nutrição, com ênfase em crianças e adolescentes, 
publicados no período de 2010 a 2023. Depois da primeira escolha, os resumos 
dos artigos foram revisados, eliminando aqueles que não estavam em 
consonância com o assunto da pesquisa ou que continham animais. Os dados 
obtidos dos artigos abrangeram o título, o autor, o ano de publicação, o público-
alvo e a natureza da pesquisa. A análise dos dados foi realizada e os resultados 
foram apresentados de maneira descritiva. 
A técnica de análise empregada foi a de análise de conteúdo, de acordo 
com Bardin (2011), que estrutura os dados coletados em categorias 
fundamentadas na teoria e na pesquisa documental. O procedimento é 
segmentado em três fases: pré-análise, na qual o material é estruturado e uma 
primeira leitura é feita; análise, na qual são escolhidas as unidades de ordem e 
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categorias; e, por fim, interpretação, na qual os dados são convertidos em 
informações pertinentes através de inferências e interpretações. 
 
3. Resultados e Discussão ou Análise dos Dados 
 
A obesidade é uma condição nutricional complexa, marcada pelo acúmulo 
excessivo de gordura corporal e consequente ganho de peso. Esta situação, que 
atualmente alcança proporções epidêmicas globalmente, também impacta as 
crianças de forma relevante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 
em 2017, a obesidade infantil no Brasil atingia cerca de 9,4% das meninas e 
12,4% dos meninos, evidenciando um aumento na preocupação com a saúde 
das crianças no país. 
A obesidade infantil é afetada por aspectos genéticos, metabólicos, 
fisiológicos e comportamentais, manifestando-se em contextos familiares, 
escolares e sociais. A má nutrição durante a gravidez e o aumento de peso 
excessivo são relacionados ao crescimento do bebê. A mídia também incentiva 
comportamentos comportamentais por conteúdos que exaltam o consumo 
excessivo de alimentos não saudáveis (Nogueira et al., 2020). 
Os cinco principais comportamentos que contribuem para o aumento dos 
registros de obesidade infantil são: alimentação inadequada, inatividade física, 
equipamentos eletrônicos, fatores socioeconômicos e influência familiar 
(Henriques et al., 2018). 
 Em termos de alimentação e atividades físicas, observa-se consumo 
excessivo de alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, má 
qualidade da dieta com ingestãocalórica excessiva e redução do gasto 
energético devido à inatividade física. Adicionalmente, o tempo gasto em 
dispositivos eletrônicos está associado à diminuição do interesse por atividades 
físicas e consumo alimentar insuficiente devido à influência da mídia livre e ao 
fato de que a alimentação aliada ao uso eletrônico tende a ser menos consciente, 
levando ao consumo excessivo (Nogueira et al., 2020). 
A epidemia de obesidade infantil resultou em consequências alarmantes 
para a saúde, como diabetes de início precoce e doenças cardiovasculares. 
Estudos recentes identificaram fatores independentes dos fatores maternos e 
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infantis que são prejudiciais para o desenvolvimento da obesidade em crianças. 
Crianças obesas apresentam riscos elevados de diversas condições de saúde, 
incluindo diabetes tipo 2, hipertensão, hipercolesterolemia e doenças 
cardiovasculares, resultando em custos de saúde mais altos em grupos de alta 
renda. Elas apresentam maior predisposição a condições emocionais e sociais 
adversas, e uma obesidade excessiva provavelmente persistirá na idade adulta, 
resultando em taxas elevadas de mortalidade e morbidade (Campos, 2023). 
Fatores socioeconômicos contribuem para maior poder aquisitivo, levando 
ao aumento do consumo de alimentos industrializados. Isso permite o acesso a 
uma maior variedade e quantidade de alimentos, influenciando o estilo de vida 
das famílias e os hábitos nutricionais das crianças. As maiores taxas de 
obesidade infantil no Brasil são encontradas nas regiões Sul e Sudeste devido 
ao desenvolvimento econômico e ao aumento do consumo de alimentos 
processados, maior jornada de trabalho e acesso à internet. (Chan et al., 2023) 
A obesidade infantil afeta mais crianças do sexo feminino, com 16,2%, e 
do sexo masculino, 14,4%. Os impactos físicos e psicológicos da obesidade 
infantil englobam pressão social, elevação do risco de desenvolvimento de 
hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes tipo 2, doença cardíaca, 
alterações no metabolismo de lipoproteínas, complicações ortopédicas e 
problemas adversos. A pesquisa ressalta a relevância de tratar esses temas para 
aprimorar a saúde e o bem-estar infantil (Corrêa, 2020). 
Quando se trata de moldar e transformar a personalidade de uma criança, 
a família, e a mãe em particular, é o fator mais influente. Sendo o primeiro grupo 
social em que uma criança faz parte, a família desempenha um papel 
significativo na formação de suas vidas e na influência de seu comportamento 
por meio de ações e intervenções de natureza educacional dentro do contexto 
do ambiente familiar. Conhecer os fatores que determinam esses 
comportamentos possibilita o desenvolvimento de processos educacionais 
eficazes na modificação do padrão nutricional (Corrêa, 2020). 
A família, a escola e os amigos moldam o estilo de vida, o comportamento 
e os hábitos da criança diariamente por meio de exemplos, punições, 
gratificações e contenção. O ambiente desempenha um papel significativo na 
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obesidade da criança, pois influencia seus hábitos alimentares e o peso que ela 
carrega (Teixeira, 2023). 
O ambiente familiar é crucial para definir uma dieta saudável para as 
crianças, mas seu isolamento por si só não é suficiente para definir um estilo de 
vida saudável. As escolas desempenham um papel vital na prevenção por meio 
da educação nutricional e da atividade física, e devem fornecer alimentos de 
baixa caloria em suas refeições (Leal,2022). 
 A comercialização de doces açucarados, refrigerantes e alimentos para 
animais de estimação com alto teor de sódio deve ser questionada. É essencial 
incorporar estudos sobre nutrientes e hábitos de vida saudáveis nos currículos 
escolares (Faria, 2021). 
A pandemia da COVID-19 impactou significativamente o perfil nutricional 
dos indivíduos, levando ao sedentarismo, uso excessivo de roupas e alto 
consumo de alimentos não saudáveis. Isso levou ao aumento de problemas de 
saúde mental e maiores taxas de doenças como depressão e ansiedade, que 
impactam diretamente o estilo de vida da população (Silva, 2023). 
Os cuidadores devem prestar atenção ao uso de roupas e tecnologia por 
jovens, pois há uma relação direta entre o uso excessivo de roupas e o aumento 
da gordura corporal. Essas interações reduzem o mundo real, o contato 
interpessoal e a atividade física, pois as crianças substituem as atividades 
tradicionais e consomem alimentos pouco saudáveis e com alto teor calórico 
(Linhares, 2016). 
Portanto, é essencial incentivar hábitos saudáveis desde cedo, 
promovendo uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios 
físicos. Além disso, é importante conscientizar sobre os impactos negativos do 
sedentarismo e do consumo excessivo de alimentos não saudáveis na saúde 
mental e física da população. É fundamental também limitar o tempo de tela e 
incentivar a participação em atividades ao ar livre para combater os efeitos 
negativos do sedentarismo. A educação alimentar e a prática de exercícios 
físicos regulares são essenciais para garantir um estilo de vida saudável desde 
a infância (Linhares, 2016). 
A obesidade é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de 
gordura do organismo e das crianças, muitas vezes resultando em preconceitos 
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e discriminação. Uma criança que apresenta um peso corporal excessivo em 
relação à sua estatura pode ser de natureza obesa ou como portadora de 
sobrepeso. A obesidade infantil tem demonstrado um crescimento acelerado nas 
últimas décadas, sendo uma epidemia global. Pesquisas enviadas em diversas 
cidades brasileiras indicam que o sobrepeso e a obesidade afetam 30% ou mais 
das crianças e adolescentes (Machado, 2023). Crianças e adolescentes obesos, 
especialmente a partir dos 5 anos, muitas vezes tornam-se adultos obesos; além 
disso, diversos problemas associados à obesidade, transmitidos anteriormente 
apenas na idade adulta, já são evidentes na infância e, em particular, na 
adolescência. As alterações metabólicas associadas à obesidade são evidentes 
em crianças, manifestando-se como hipertensão, hipercolesterolemia e 
hiperinsulinismo, o que pode resultar em doenças cardiovasculares e diabetes. 
Outras patologias têm sido associadas à obesidade infantil: dislipidemia, tíbia 
vara, resistência à insulina, síndrome do ovário policístico, cálculos biliares, 
esteatose hepática, apnéia do sono, entre outras, além das reações 
preconceituosas que essas crianças podem enfrentar entre colegas escolares e 
vizinhos. Alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da 
obesidade: desmame precoce e introdução de alimentos inadequados, emprego 
de fórmulas lácteas inadequadamente preparadas, distúrbios de comportamento 
alimentar e relação familiar conturbada. No adolescente, somam-se a isto todas 
as alterações do período de transição para a idade adulta, a baixa autoestima, o 
sedentarismo, lanches em excesso mal balanceados. A obesidade, já na 
infância, está relacionada a várias complicações, como também a uma maior 
taxa de mortalidade. E, quanto mais tempo os indivíduos se mantém obeso, 
maior é a chance de as complicações ocorrerem (Santos, 2020). 
O aumento de peso excessivo é frequentementeincentivado nos 
primeiros anos de vida da família, especialmente por mães e avós, que acreditam 
que um bebê corpulento é indicativo de saúde. A obesidade deve ser prevenida 
desde o nascimento da criança, uma vez que o ganho de peso excessivo 
aumenta a quantidade de células adiposas e propicia o desenvolvimento da 
obesidade futura. O diagnóstico da obesidade em crianças e adolescentes é 
realizado através da avaliação da composição corporal. A mensuração da 
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composição corporal permite distinguir o indivíduo com excesso de gordura do 
indivíduo musculoso com excesso de peso. Assim, é importante ressaltar que a 
evidência de obesidade é específica pelo excesso de tecido adiposo, e não, 
necessariamente, pelo aumento do peso corporal. Assim, é possível que os 
elevados índices de peso corporal sejam atribuídos a um desenvolvimento 
muscular significativo, associado a uma estrutura robusta óssea, em vez de uma 
quantidade excessiva de gordura (Corrêa, 2020). 
Dessa forma, a família, especialmente a mãe, desempenha um papel 
crucial na formação dos hábitos alimentares e do comportamento de uma 
criança. Ao entender os determinantes desses fatores, os pais podem 
desenvolver processos educacionais que podem levar a mudanças significativas 
nos hábitos alimentares de seus filhos ao longo de sua vida adulta (Teixeira, 
2023). 
 
4. Conclusão 
 
A obesidade infantil é uma questão de saúde pública que requer atenção 
urgente, especialmente num contexto onde suas taxas estão aumentando de 
forma alarmante. Esta preocupação não é apenas um reflexo de escolhas 
individuais, mas sim um complexo entrelaçamento de fatores genéticos, 
comportamentais, sociais e ambientais. 
Os comportamentos alimentares inadequados, a inatividade física e a 
influência da mídia são fatores que são significativos para o aumento da 
obesidade infantil (Souza, 2021). O consumo excessivo de alimentos 
ultraprocessados, aliado ao sedentarismo, cria um ciclo vicioso que é difícil de 
romper. Além disso, a exposição constante a conteúdos midiáticos que 
promovem uma alimentação não saudável exacerba esse problema, tornando as 
crianças mais suscetíveis a hábitos prejudiciais. A pandemia da COVID-19 
apenas intensificou essa situação, levando a um aumento do sedentarismo e do 
consumo de alimentos não saudáveis, o que foi comprovado em um 
agravamento do perfil nutricional da população infantil (Da Silva, 2023) 
A família, especialmente a figura materna, desempenha um papel 
fundamental na formação dos hábitos alimentares das crianças. As interações 
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familiares, as práticas alimentares e a educação nutricional dentro do lar são 
determinantes cruciais que moldam o comportamento alimentar das crianças. A 
forma como os alimentos são apresentados e oferecidos, bem como a dinâmica 
familiar em torno das refeições, pode influenciar diretamente na relação da 
criança com a comida. Portanto, é essencial que os pais tenham consciência de 
suas influências e busquem promover um ambiente que favoreça escolhas 
alimentares saudáveis. 
Além do ambiente familiar, as escolas também têm um papel vital na 
prevenção da obesidade infantil. A implementação de programas de educação 
nutricional e a oferta de refeições saudáveis nas escolas são estratégias que 
podem ajudar a combater a obesidade. A promoção de atividades físicas e a 
conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada devem ser 
parte integrante do currículo escolar. A colaboração entre família e escola é 
fundamental para criar um ambiente que incentive hábitos saudáveis. 
Por fim, é imperativo que as políticas públicas sejam inovadoras para 
abordar a obesidade infantil de forma abrangente. Isso inclui regulamentações 
sobre a publicidade de alimentos não direcionados ao público infantil, a 
promoção de ambientes que incentivam a atividade física e a educação 
nutricional em larga escala. A conscientização sobre os riscos associados à 
obesidade infantil e a promoção de estilos de vida saudáveis devem ser 
prioridades nas agendas de saúde pública. 
Concluindo, a obesidade infantil é um desafio complexo que exige a 
colaboração de diversos setores da sociedade. A família, a escola e as políticas 
públicas devem trabalhar em conjunto para criar um ambiente que favoreça a 
saúde e o bem-estar das crianças. Ao entender os determinantes da obesidade 
infantil e implementar estratégias eficazes, não podemos apenas combater essa 
epidemia, mas também garantir um futuro mais saudável para as próximas 
gerações. A mudança começa em casa, mas deve ser sustentada por um esforço 
coletivo que envolve toda a sociedade. 
 
 
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