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Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 1 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES INCREASED CHILD OBESITY AND ITS MAIN DETERMINANTS AUMENTO DE LA OBESIDAD INFANTIL Y SUS PRINCIPALES DETERMINANTES Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues1 Nathalia Ferreira Nunes2 Lillian Tavares de Lima3 Ronildo Oliveira Figueiredo4 DOI: 10.54751/revistafoco.v17n10-064 Received: Sep 13th, 2024 Accepted: Oct 04th, 2024 RESUMO A obesidade infantil constitui uma preocupação de saúde pública crescente, resultado do acúmulo excessivo de gordura corporal, afetando um número crescente de crianças e adolescentes obesas, especialmente no Brasil. Em 2017, cerca de 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos no Brasil apresentavam obesidade. Esta condição é influenciada por fatores genéticos, comportamentais, sociais e ambientais, incluindo uma dieta prejudicial, sedentarismo e uma influência da mídia. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e a falta de atividade física são os principais fatores que alertam para o aumento da obesidade. A família, especialmente a figura materna, desempenha um papel essencial na formação dos hábitos alimentares das crianças, enquanto o ambiente escolar é igualmente vital na prevenção da obesidade, por meio da educação nutricional e da promoção de atividades físicas. Além disso, fatores socioeconômicos exercem uma influência significativa, com famílias de maior poder aquisitivo tendo acesso a uma gama mais ampla de alimentos, muitas vezes menos saudáveis. A obesidade infantil está associada a doenças, como diabetes tipo 2, e problemas emocionais, incluindo baixa autoestima e depressão. A pandemia de COVID-19 exacerbou esses problemas, elevando o sedentarismo e o consumo de alimentos não saudáveis. Para enfrentar a obesidade infantil, é crucial uma mobilização colaborativa entre famílias, instituições educacionais e políticas públicas, promovendo hábitos saudáveis e um estilo de vida ativo. A sensibilização sobre a relevância de uma dieta equilibrada deve ser uma prioridade para garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações. 1Graduando em Nutrição. Universidade Nilton Lins. Parque das Laranjeiras, Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus - AM, CEP: 69058-030. E-mail: jsantos.jrs12@gmail.com 2Graduanda em Nutrição. Universidade Nilton Lins. Parque das Laranjeiras, Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus - AM, CEP: 69058-030. E-mail: nathalianuness2016@gmail.com 3Mestre em Botânica. Universidade Nilton Lins. Av. Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, Flores, Manaus – AM, CEP: 69058-030. E-mail: lillian.tavares1@hotmail.com 4Mestre em Biologia Urbana. Universidade Nilton Lins. Av. Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, Flores, Manaus – AM, CEP: 69058-030. E-mail: email.de.apoio.ronildo@gmail.com mailto:LILLIAN.TAVARES1@HOTMAIL.COM mailto:email.de.apoio.ronildo@gmail.com Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 2 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ Palavras-chave: Obesidade infantil; fatores; alimentação; crianças. ABSTRACT Childhood obesity is an increasing public health concern, resulting from excessive body fat accumulation, affecting a growing number of obese children and adolescents, especially in Brazil. In the year 2017, approximately 9.4% of girls and 12.4% of boys in Brazil were obese. This condition is influenced by genetic, behavioral, social, and environmental factors, including a harmful diet, sedentary lifestyle, and media influence. The excessive consumption of ultra processed foods and the lack of physical activity are the main factors that raise concerns about the increase in obesity. The family, especially the maternal figure, plays an essential role in shaping children's eating habits, while the school environment is equally vital in preventing obesity through nutritional education and the promotion of physical activities. Furthermore, socioeconomic factors exert a significant influence, with families of higher purchasing power having access to a wider range of foods, often less healthy. Childhood obesity poses risks of diseases such as type 2 diabetes and emotional problems, including low self-esteem and depression. The COVID-19 pandemic exacerbated these issues, increasing sedentary behavior and the consumption of unhealthy foods. To tackle childhood obesity, a collaborative mobilization among families, educational institutions, and public policies is crucial, promoting healthy habits and an active lifestyle. Raising awareness about the importance of a balanced diet should be a priority to ensure a healthier future for generations to come. Keywords: Childhood obesity; factors; nutrition; children. RESUMEN La obesidad infantil es un problema de salud pública cada vez mayor debido a la acumulación excesiva de grasa corporal, que afecta a un número cada vez mayor de niños y adolescentes obesos, especialmente en el Brasil. En 2017, alrededor del 9,4% de las niñas y el 12,4% de los niños en Brasil eran obesos. Esta afección está influenciada por factores genéticos, conductuales, sociales y ambientales, como una dieta perjudicial, un estilo de vida sedentario y una influencia mediática. El consumo excesivo de alimentos ultraprocesados y la falta de actividad física son los principales factores que alertan del aumento de la obesidad. La familia, especialmente la figura materna, desempeña un papel esencial en la formación de los hábitos alimentarios de los niños, mientras que el entorno escolar también es vital para prevenir la obesidad, mediante la educación nutricional y la promoción de las actividades físicas. Además, los factores socioeconómicos tienen una influencia significativa, ya que las familias con mayor poder adquisitivo tienen acceso a una gama más amplia de alimentos a menudo menos saludables. La obesidad infantil se asocia con enfermedades, como la diabetes tipo 2, y problemas emocionales, como baja autoestima y depresión. La pandemia de COVID-19 ha exacerbado estos problemas, elevando el sedentarismo y el consumo de alimentos poco saludables. Para hacer frente a la obesidad infantil, es crucial una movilización colaborativa entre las familias, las instituciones educativas y las políticas públicas, promoviendo hábitos saludables y un estilo de vida activo. Sensibilizar sobre la importancia de una dieta equilibrada debe ser una prioridad para garantizar un futuro más saludable para las próximas generaciones. Palabras clave: Obesidad infantil; factores; nutrición; niños. Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 3 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo _____________________________________________________________________________________ 1. Introdução A obesidade infantil tem sido um problema de saúde pública crescente nas últimas décadas, particularmente em um mundo onde o modo de vida contemporâneo e as alterações nos hábitos alimentares têm se mostrado um fator preocupante nas taxas de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Essa condição, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, não é apenas uma questão estética, mas sim um problema complexo que envolve uma série de fatores interligados, incluindo aspectos genéticos, comportamentais, sociais e ambientais (Campos, 2023). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificou a obesidade como uma epidemia global, e o Brasil não está imune a essa realidade. A obesidade infantil emerge de um cenário multifatorial, englobando uma alimentação inadequada, sedentarismo, influência midiática, aspectos socioeconômicos e a dinâmica familiar. O consumo excessivo de alimentosultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras, combinado à ausência de atividades físicas, favorece o ganho de peso. Além disso, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos e a exposição a conteúdos que incentivam o consumo de alimentos não saudáveis afetam negativamente os hábitos alimentares das crianças, resultando em uma dieta desequilibrada e em um estilo de vida sedentário (Ribeiro, 2024). Fatores socioeconômicos também desempenham um papel crucial na obesidade infantil. Famílias com maior poder aquisitivo têm acesso a uma maior variedade de alimentos, muitas vezes optando por produtos industrializados e processados que, embora convenientes, não são necessariamente saudáveis. Esse cenário é mais visível nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde as taxas de obesidade infantil são mais elevadas, refletindo o progresso econômico e as transformações nos hábitos alimentares. Além disso, nem todas as crianças são igualmente afetadas pela obesidade infantil, a investigação indica que as meninas têm taxas de obesidade mais elevadas do que os meninos, o que pode estar relacionado a fatores culturais e sociais que moldam a maneira como as pessoas veem seus corpos e sua saúde (Ferreira, 2021). Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 4 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ A obesidade infantil gera repercussões preocupantes, como o aumento do risco de doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios respiratórios. Além dos impactos físicos, a obesidade também afeta a saúde emocional e social das crianças, podendo resultar em baixa autoestima, depressão e isolamento social. Esses problemas não apenas comprometem a qualidade de vida, mas também sobrecarregam o sistema de saúde, particularmente em populações de maior renda, onde as condições associadas à obesidade são mais prevalentes (Santos, 2020). O papel familiar, especialmente a mãe, exerce um papel crucial na formação dos hábitos alimentares das crianças. A família é o primeiro ambiente social que uma criança conhece e, portanto, exerce uma influência significativa sobre suas escolhas e comportamentos. Os pais são responsáveis por introduzir e fortalecer hábitos alimentares, e entender os determinantes desses hábitos é essencial para promover mudanças positivas. O ambiente familiar, que inclui a organização e o funcionamento da casa, também desempenha um papel crucial na formação de uma dieta saudável. A maneira como os alimentos são apresentados e oferecidos às crianças podem impactar diretamente suas preferências e sua relação com a comida (Linhares, 2016). Junto com a família, as escolas têm um papel fundamental na prevenção da obesidade infantil. Deve-se incluir no currículo escolar a orientação nutricional e o estímulo à prática de atividades físicas, e as instituições devem garantir que os alimentos oferecidos sejam nutritivos e tenham baixo teor calórico. A venda de produtos não saudáveis nas escolas deve ser questionada, e é essencial educar as crianças sobre a importância de uma alimentação equilibrada e de um estilo de vida ativo. A pandemia da COVID-19 apresentou novos desafios para a saúde e alimentação infantil, intensificando questões já existentes e originando novas. O crescimento do sedentarismo, o uso excessivo de tecnologia e a ingestão de alimentos não saudáveis durante o período de isolamento social são positivos para piora do perfil nutricional das crianças (Silva, 2023). A ligação entre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos e o crescimento da gordura corporal é uma questão que vem se tornando cada vez mais preocupante, já que as crianças estão trocando as atividades físicas pelo Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 5 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo _____________________________________________________________________________________ entretenimento digital, o que favorece um comportamento sedentário. Além disso, a pandemia restringiu o acesso a exercícios físicos e a locais saudáveis, como parques e áreas de lazer, elevando ainda mais a probabilidade de obesidade infantil (Linhares, 2021). Diante deste cenário, é fundamental uma ação conjunta entre famílias, escolas e políticas públicas para combater a obesidade infantil. Promover hábitos alimentares saudáveis e incentivar a prática regular de atividades físicas são passos essenciais para reverter essa tendência preocupante, garantindo um futuro mais saudável para as gerações futuras. 2. Metodologia Este estudo é do tipo bibliográfico, exploratório e retrospectivo. Após a definição do tema, foi realizada uma pesquisa em bases de dados virtuais, como Periódicos Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e GOOGLE ACADÊMICO. Os descritores utilizados incluíram: obesidade infantil, nutrição e hábitos alimentares. Após a leitura inicial e exploratória do material, foi possível identificar diferentes abordagens de autores sobre o aumento da obesidade infantil e seus principais fatores determinantes. Adotamos os seguintes critérios de inclusão: artigos completos, em inglês ou português, na área de nutrição, com ênfase em crianças e adolescentes, publicados no período de 2010 a 2023. Depois da primeira escolha, os resumos dos artigos foram revisados, eliminando aqueles que não estavam em consonância com o assunto da pesquisa ou que continham animais. Os dados obtidos dos artigos abrangeram o título, o autor, o ano de publicação, o público- alvo e a natureza da pesquisa. A análise dos dados foi realizada e os resultados foram apresentados de maneira descritiva. A técnica de análise empregada foi a de análise de conteúdo, de acordo com Bardin (2011), que estrutura os dados coletados em categorias fundamentadas na teoria e na pesquisa documental. O procedimento é segmentado em três fases: pré-análise, na qual o material é estruturado e uma primeira leitura é feita; análise, na qual são escolhidas as unidades de ordem e Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 6 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ categorias; e, por fim, interpretação, na qual os dados são convertidos em informações pertinentes através de inferências e interpretações. 3. Resultados e Discussão ou Análise dos Dados A obesidade é uma condição nutricional complexa, marcada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e consequente ganho de peso. Esta situação, que atualmente alcança proporções epidêmicas globalmente, também impacta as crianças de forma relevante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, a obesidade infantil no Brasil atingia cerca de 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos, evidenciando um aumento na preocupação com a saúde das crianças no país. A obesidade infantil é afetada por aspectos genéticos, metabólicos, fisiológicos e comportamentais, manifestando-se em contextos familiares, escolares e sociais. A má nutrição durante a gravidez e o aumento de peso excessivo são relacionados ao crescimento do bebê. A mídia também incentiva comportamentos comportamentais por conteúdos que exaltam o consumo excessivo de alimentos não saudáveis (Nogueira et al., 2020). Os cinco principais comportamentos que contribuem para o aumento dos registros de obesidade infantil são: alimentação inadequada, inatividade física, equipamentos eletrônicos, fatores socioeconômicos e influência familiar (Henriques et al., 2018). Em termos de alimentação e atividades físicas, observa-se consumo excessivo de alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, má qualidade da dieta com ingestãocalórica excessiva e redução do gasto energético devido à inatividade física. Adicionalmente, o tempo gasto em dispositivos eletrônicos está associado à diminuição do interesse por atividades físicas e consumo alimentar insuficiente devido à influência da mídia livre e ao fato de que a alimentação aliada ao uso eletrônico tende a ser menos consciente, levando ao consumo excessivo (Nogueira et al., 2020). A epidemia de obesidade infantil resultou em consequências alarmantes para a saúde, como diabetes de início precoce e doenças cardiovasculares. Estudos recentes identificaram fatores independentes dos fatores maternos e Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 7 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo _____________________________________________________________________________________ infantis que são prejudiciais para o desenvolvimento da obesidade em crianças. Crianças obesas apresentam riscos elevados de diversas condições de saúde, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão, hipercolesterolemia e doenças cardiovasculares, resultando em custos de saúde mais altos em grupos de alta renda. Elas apresentam maior predisposição a condições emocionais e sociais adversas, e uma obesidade excessiva provavelmente persistirá na idade adulta, resultando em taxas elevadas de mortalidade e morbidade (Campos, 2023). Fatores socioeconômicos contribuem para maior poder aquisitivo, levando ao aumento do consumo de alimentos industrializados. Isso permite o acesso a uma maior variedade e quantidade de alimentos, influenciando o estilo de vida das famílias e os hábitos nutricionais das crianças. As maiores taxas de obesidade infantil no Brasil são encontradas nas regiões Sul e Sudeste devido ao desenvolvimento econômico e ao aumento do consumo de alimentos processados, maior jornada de trabalho e acesso à internet. (Chan et al., 2023) A obesidade infantil afeta mais crianças do sexo feminino, com 16,2%, e do sexo masculino, 14,4%. Os impactos físicos e psicológicos da obesidade infantil englobam pressão social, elevação do risco de desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes tipo 2, doença cardíaca, alterações no metabolismo de lipoproteínas, complicações ortopédicas e problemas adversos. A pesquisa ressalta a relevância de tratar esses temas para aprimorar a saúde e o bem-estar infantil (Corrêa, 2020). Quando se trata de moldar e transformar a personalidade de uma criança, a família, e a mãe em particular, é o fator mais influente. Sendo o primeiro grupo social em que uma criança faz parte, a família desempenha um papel significativo na formação de suas vidas e na influência de seu comportamento por meio de ações e intervenções de natureza educacional dentro do contexto do ambiente familiar. Conhecer os fatores que determinam esses comportamentos possibilita o desenvolvimento de processos educacionais eficazes na modificação do padrão nutricional (Corrêa, 2020). A família, a escola e os amigos moldam o estilo de vida, o comportamento e os hábitos da criança diariamente por meio de exemplos, punições, gratificações e contenção. O ambiente desempenha um papel significativo na Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 8 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ obesidade da criança, pois influencia seus hábitos alimentares e o peso que ela carrega (Teixeira, 2023). O ambiente familiar é crucial para definir uma dieta saudável para as crianças, mas seu isolamento por si só não é suficiente para definir um estilo de vida saudável. As escolas desempenham um papel vital na prevenção por meio da educação nutricional e da atividade física, e devem fornecer alimentos de baixa caloria em suas refeições (Leal,2022). A comercialização de doces açucarados, refrigerantes e alimentos para animais de estimação com alto teor de sódio deve ser questionada. É essencial incorporar estudos sobre nutrientes e hábitos de vida saudáveis nos currículos escolares (Faria, 2021). A pandemia da COVID-19 impactou significativamente o perfil nutricional dos indivíduos, levando ao sedentarismo, uso excessivo de roupas e alto consumo de alimentos não saudáveis. Isso levou ao aumento de problemas de saúde mental e maiores taxas de doenças como depressão e ansiedade, que impactam diretamente o estilo de vida da população (Silva, 2023). Os cuidadores devem prestar atenção ao uso de roupas e tecnologia por jovens, pois há uma relação direta entre o uso excessivo de roupas e o aumento da gordura corporal. Essas interações reduzem o mundo real, o contato interpessoal e a atividade física, pois as crianças substituem as atividades tradicionais e consomem alimentos pouco saudáveis e com alto teor calórico (Linhares, 2016). Portanto, é essencial incentivar hábitos saudáveis desde cedo, promovendo uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. Além disso, é importante conscientizar sobre os impactos negativos do sedentarismo e do consumo excessivo de alimentos não saudáveis na saúde mental e física da população. É fundamental também limitar o tempo de tela e incentivar a participação em atividades ao ar livre para combater os efeitos negativos do sedentarismo. A educação alimentar e a prática de exercícios físicos regulares são essenciais para garantir um estilo de vida saudável desde a infância (Linhares, 2016). A obesidade é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura do organismo e das crianças, muitas vezes resultando em preconceitos Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 9 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo _____________________________________________________________________________________ e discriminação. Uma criança que apresenta um peso corporal excessivo em relação à sua estatura pode ser de natureza obesa ou como portadora de sobrepeso. A obesidade infantil tem demonstrado um crescimento acelerado nas últimas décadas, sendo uma epidemia global. Pesquisas enviadas em diversas cidades brasileiras indicam que o sobrepeso e a obesidade afetam 30% ou mais das crianças e adolescentes (Machado, 2023). Crianças e adolescentes obesos, especialmente a partir dos 5 anos, muitas vezes tornam-se adultos obesos; além disso, diversos problemas associados à obesidade, transmitidos anteriormente apenas na idade adulta, já são evidentes na infância e, em particular, na adolescência. As alterações metabólicas associadas à obesidade são evidentes em crianças, manifestando-se como hipertensão, hipercolesterolemia e hiperinsulinismo, o que pode resultar em doenças cardiovasculares e diabetes. Outras patologias têm sido associadas à obesidade infantil: dislipidemia, tíbia vara, resistência à insulina, síndrome do ovário policístico, cálculos biliares, esteatose hepática, apnéia do sono, entre outras, além das reações preconceituosas que essas crianças podem enfrentar entre colegas escolares e vizinhos. Alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade: desmame precoce e introdução de alimentos inadequados, emprego de fórmulas lácteas inadequadamente preparadas, distúrbios de comportamento alimentar e relação familiar conturbada. No adolescente, somam-se a isto todas as alterações do período de transição para a idade adulta, a baixa autoestima, o sedentarismo, lanches em excesso mal balanceados. A obesidade, já na infância, está relacionada a várias complicações, como também a uma maior taxa de mortalidade. E, quanto mais tempo os indivíduos se mantém obeso, maior é a chance de as complicações ocorrerem (Santos, 2020). O aumento de peso excessivo é frequentementeincentivado nos primeiros anos de vida da família, especialmente por mães e avós, que acreditam que um bebê corpulento é indicativo de saúde. A obesidade deve ser prevenida desde o nascimento da criança, uma vez que o ganho de peso excessivo aumenta a quantidade de células adiposas e propicia o desenvolvimento da obesidade futura. O diagnóstico da obesidade em crianças e adolescentes é realizado através da avaliação da composição corporal. A mensuração da Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 10 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ composição corporal permite distinguir o indivíduo com excesso de gordura do indivíduo musculoso com excesso de peso. Assim, é importante ressaltar que a evidência de obesidade é específica pelo excesso de tecido adiposo, e não, necessariamente, pelo aumento do peso corporal. Assim, é possível que os elevados índices de peso corporal sejam atribuídos a um desenvolvimento muscular significativo, associado a uma estrutura robusta óssea, em vez de uma quantidade excessiva de gordura (Corrêa, 2020). Dessa forma, a família, especialmente a mãe, desempenha um papel crucial na formação dos hábitos alimentares e do comportamento de uma criança. Ao entender os determinantes desses fatores, os pais podem desenvolver processos educacionais que podem levar a mudanças significativas nos hábitos alimentares de seus filhos ao longo de sua vida adulta (Teixeira, 2023). 4. Conclusão A obesidade infantil é uma questão de saúde pública que requer atenção urgente, especialmente num contexto onde suas taxas estão aumentando de forma alarmante. Esta preocupação não é apenas um reflexo de escolhas individuais, mas sim um complexo entrelaçamento de fatores genéticos, comportamentais, sociais e ambientais. Os comportamentos alimentares inadequados, a inatividade física e a influência da mídia são fatores que são significativos para o aumento da obesidade infantil (Souza, 2021). O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, aliado ao sedentarismo, cria um ciclo vicioso que é difícil de romper. Além disso, a exposição constante a conteúdos midiáticos que promovem uma alimentação não saudável exacerba esse problema, tornando as crianças mais suscetíveis a hábitos prejudiciais. A pandemia da COVID-19 apenas intensificou essa situação, levando a um aumento do sedentarismo e do consumo de alimentos não saudáveis, o que foi comprovado em um agravamento do perfil nutricional da população infantil (Da Silva, 2023) A família, especialmente a figura materna, desempenha um papel fundamental na formação dos hábitos alimentares das crianças. As interações Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 11 Jose Ricardo Santos Lobato Rodrigues, Nathalia Ferreira Nunes, Lillian Tavares de Lima, Ronildo Oliveira Figueiredo _____________________________________________________________________________________ familiares, as práticas alimentares e a educação nutricional dentro do lar são determinantes cruciais que moldam o comportamento alimentar das crianças. A forma como os alimentos são apresentados e oferecidos, bem como a dinâmica familiar em torno das refeições, pode influenciar diretamente na relação da criança com a comida. Portanto, é essencial que os pais tenham consciência de suas influências e busquem promover um ambiente que favoreça escolhas alimentares saudáveis. Além do ambiente familiar, as escolas também têm um papel vital na prevenção da obesidade infantil. A implementação de programas de educação nutricional e a oferta de refeições saudáveis nas escolas são estratégias que podem ajudar a combater a obesidade. A promoção de atividades físicas e a conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada devem ser parte integrante do currículo escolar. A colaboração entre família e escola é fundamental para criar um ambiente que incentive hábitos saudáveis. Por fim, é imperativo que as políticas públicas sejam inovadoras para abordar a obesidade infantil de forma abrangente. Isso inclui regulamentações sobre a publicidade de alimentos não direcionados ao público infantil, a promoção de ambientes que incentivam a atividade física e a educação nutricional em larga escala. A conscientização sobre os riscos associados à obesidade infantil e a promoção de estilos de vida saudáveis devem ser prioridades nas agendas de saúde pública. Concluindo, a obesidade infantil é um desafio complexo que exige a colaboração de diversos setores da sociedade. A família, a escola e as políticas públicas devem trabalhar em conjunto para criar um ambiente que favoreça a saúde e o bem-estar das crianças. Ao entender os determinantes da obesidade infantil e implementar estratégias eficazes, não podemos apenas combater essa epidemia, mas também garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações. A mudança começa em casa, mas deve ser sustentada por um esforço coletivo que envolve toda a sociedade. Revista Foco | v.17 n.10|e6482| p.01-16 |2024 12 AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL E SEUS PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES _____________________________________________________________________________________ REFERÊNCIAS ARAÚJO, Neurani Rodrigues; DE OLIVEIRA FREITAS, Francisca Marta Nascimento; LOBO, Rosimar Honorato. Formação de hábitos alimentares na primeira infância: benefícios da alimentação saudável. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e238101522901-e238101522901, 2021. BRASIL. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. 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