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Estudos e pesquisas em Saúde e
Segurança do Trabalho
Definição e conceituação histórica da saúde e da segurança no ambiente de trabalho, os fundamentos da
política nacional da saúde do trabalhador, os indicadores de saúde e doenças laborais e os aspectos do
sistema de gestão de acidentes em empresas.
Prof. Cylan Delgado
1. Itens iniciais
Propósito
A Psicologia Organizacional e sua aplicação em diversos campos de estudo é importante para o psicólogo na
prevenção de doenças e riscos nas áreas da saúde e da segurança do trabalhador. A área da Saúde e
Segurança no Trabalho pode promover prevenção e intervenção em parceria com o campo da Psicologia.
Objetivos
Reconhecer a evolução do campo da Saúde e Segurança no Trabalho ao longo da história e as 
principais doenças comprovadamente relacionadas ao trabalho.
Identificar os conceitos de indicadores e agravos relacionados ao trabalho, suas utilidades e formas de 
obtenção.
Reconhecer os aspectos de um programa de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho e a 
importância do psicólogo em relação à saúde do trabalhador.
Introdução
A Psicologia tem se expandido ligando diversos campos de estudo, sobretudo nas áreas organizacionais e do
trabalho. Isso tem se refletido na atuação do psicólogo nas organizações, especialmente, em Saúde e
Segurança no Trabalho. Dados publicados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que,
todos os anos, dois milhões de mulheres e homens morrem devido a acidentes e doenças relacionadas ao
trabalho. Anualmente, em todo o mundo, 160 milhões de pessoas adoecem em consequência de sua atividade
laboral e ocorrem 270 milhões de acidentes de trabalho. Esses números preocupantes são suficientes para
demonstrar que todo tipo de profissional deve ter conhecimento sobre o tema Saúde e Segurança no
Trabalho, em especial aquele que atua, ou pretende atuar, na área da saúde. 
No primeiro módulo, vamos conhecer como esse tema foi tratado na Antiguidade; as primeiras evidências de
que existiam doenças que eram ocasionadas por atividades laborais; como, quando e por que ocorreu um
processo de melhoria na forma e no local de trabalho; e tomar conhecimento das principais enfermidades
decorrentes do trabalho. No segundo módulo, vamos aprender o que são e para que servem os indicadores e
agravos relacionados ao trabalho, e, ainda, compreender alguns deles e como são obtidos os dados
estatísticos para calculá-los. Finalmente, no terceiro módulo, vamos nos familiarizar com a gestão da Saúde e
Segurança no Trabalho e relacioná-la à atuação do psicólogo e ao seu campo de atuação. 
• 
• 
• 
1. Principais pesquisas da saúde no ambiente de trabalho
Conceituação histórica sobre riscos no trabalho
Trabalho e saúde na Era Antiga
Descrito no Novo Testamento no Evangelho de Lucas, o desmoronamento da torre de Siloé foi a causa da
morte de 18 pessoas que, muito provavelmente, eram trabalhadores. Em papiros egípcios são encontradas
referências às condições de saúde de trabalho da época. Nesses documentos, fisiatras descrevem sintomas
típicos observados em operários que trabalhavam na construção de pirâmides. 
Na Grécia antiga, há mais de 2000 anos, um trabalhador
que extraía metais em minas sentindo cólicas estomacais foi
atendido por Hipócrates, considerado o pai da Medicina. Ao
avaliar essa enfermidade, o médico diagnosticou-a como
intoxicação por chumbo (saturnismo), descrevendo-a com
precisão para a época.
Com percepção semelhante, registros do tempo dos
romanos identificam o sofrimento imposto aos mineiros que
adoeciam devido à execução de um tipo de serviço que
envolvia exposição frequente a agentes nocivos à saúde,
tais como chumbo, mercúrio e poeiras em geral. Há relatos, inclusive, de alguns escravos que utilizavam
máscaras, feitas de tecido ou bexiga de carneiro, na tentativa de reduzir a inalação desses vapores e poeiras. 
Primeiras pesquisas na Idade Média e Moderna
No século XV, Georgius Agricola (1494-1555) descreve em seu livro De re metallica o processo de extração e
fundição da prata e do ouro, abordando em seu último capítulo acidentes de trabalho e doenças relacionadas
a essa atividade, em especial a “asma dos mineiros”. Para minimizar as causas de doenças pulmonares, ele
propõe a utilização de sistemas de ventilação nas minas para renovação do ar, assim como o uso de máscaras
de proteção pelos mineiros, diminuindo, assim, o impacto dos agentes tóxicos nos trabalhadores.
Nessa mesma época, Paracelsus (1493-1541) publicou um estudo específico com várias observações feitas
durante o processo de extração de metais em minas, no qual descreve detalhadamente intoxicações
causadas pela exposição dos mineiros ao mercúrio.
Em 1700, o médico italiano Bernardino Ramazzini (1633-1714), considerado o pai da Medicina Ocupacional,
apresentou em seu livro De Morbis Artificum Diatriba, uma descrição detalhada de várias doenças
relacionadas a cerca de 50 atividades laborais existentes. Ele tinha como hábito perguntar a seus pacientes
qual tipo de trabalho eles exerciam e costumava aconselhar os seus colegas médicos a fazerem o mesmo. 
Percebendo que nem todas as doenças comuns
aos trabalhadores eram relacionadas aos
agentes físicos e químicos que eram utilizados
no local de trabalho, verificou que muitas
dessas doenças que surgiam nos trabalhadores
eram causadas por movimentos prolongados,
violentos e irregulares durante as tarefas, assim
como executando-as com posturas corporais
incorretas. Essas lesões de traumas
acumulados e movimentos repetitivos foram
recentemente reconhecidas como a epidemia
ocupacional dos anos 1990. 
Os estudos e trabalhos de Ramazzini sobre a
sistematização das doenças relacionadas ao
trabalho foram talvez um primeiro passo para que, no futuro, fossem adotadas leis de proteção no trabalho e
indenização dos trabalhadores. 
Saúde e trabalho na Revolução Industrial
As condições de trabalho começaram a mudar de fato somente em meados do século XVIII. Nessa época,
deu-se o início da Revolução Industrial na Inglaterra, que transformou o processo de trabalho e teve como
consequência um grande impacto na saúde do homem nas empresas e nas minas. As máquinas começaram a
ser utilizadas de maneira crescente, as jornadas de trabalho foram alongadas (entre 12 e 16 horas diárias), e
operários amontoados passaram a executar tarefas em locais confinados.
Esse processo de industrialização repentino fez com que operários trabalhassem em ambientes fabris com
péssimas condições de salubridade. Nesse ambiente tóxico, trabalhavam também mulheres e crianças sem
experiência, algumas com menos de 10 anos de idade. Exploradas, recebiam remunerações menores pelo
serviço (50% para mulheres e 25% para crianças), constituindo-se, assim, uma fonte de mão de obra barata e
ilimitada para diminuir os custos de produção e aumentar o lucro dos patrões. 
Tais causas, entre outras, provocaram um cenário absolutamente favorável para que o número de acidentes e
enfermidades relacionados ao trabalho aumentasse brutalmente. Devido à exposição a agentes nocivos não
presentes na natureza, é nesse período, inclusive, que fica constatado de maneira mais consistente que os
trabalhadores da indústria estavam sendo acometidos de doenças distintas da população em geral, como
resultado dos inúmeros tratamentos químicos que precisavam ser aplicados no processo industrial. 
Isso fez com que ocorresse uma inevitável mobilização social, forçando o Estado a intervir na
relação entre patrões e empregados para que esses riscos ocupacionais fossem minimizados.
Como consequência disso, em 1802, surgiram as primeiras normas trabalhistas na Inglaterra (Lei de Saúde e
Moral dos Aprendizes), que, posteriormente, foram postas em prática por outras nações em processo de
industrialização. No entanto, a grande mudança do ritmo e enfoque das normas e práticas de proteção à
saúde dos trabalhadores ocorreu logo após o final da Primeira Grande Guerra, em 1919, com a criação da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), que é atualmente a principalreferência internacional sobre esse
assunto.
Normatização para proteção à saúde dos trabalhadores
Doenças relacionadas ao trabalho
Enfermidades ocupacionais são causadas, desencadeadas ou agravadas em consequência dos serviços
executados em locais de trabalho, onde estão presentes agentes de risco. Contraídas em consequência dos
serviços executados nesses ambientes, essas doenças relacionadas ao trabalho são um conjunto de danos ou
agravos que influenciam diretamente na saúde do trabalhador.
Evidentemente, para que uma doença adquirida por um trabalhador seja enquadrada como relacionada ao
trabalho exercido, é preciso checar os riscos a que o enfermo esteve exposto durante o seu ofício. Esses
riscos presentes no local de trabalho são tradicionalmente divididos em: 
Agentes físicos
Ruído, vibração, calor, frio, luminosidade, ventilação, umidade, pressões anormais, radiação etc.
Agentes químicos
Substâncias químicas tóxicas, presentes nos ambientes de trabalho nas formas de gases, fumo,
névoa, neblina e/ou poeira.
Agentes biológicos
Bactérias, fungos, parasitas, vírus etc.
Organização do trabalho
Segmentação do trabalho, pressão oriunda da chefia por produtividade ou disciplina, ritmo acelerado,
movimentos repetitivos, longas jornadas de trabalho, trabalho noturno ou em turnos, organização do
espaço físico, intenso esforço físico, pesos levantados manualmente, posturas e posições não
adequadas, entre outros. 
Doenças ocupacionais prioritárias
Para que seja possível acompanhar e realizar intervenções em situações no Brasil que sejam provocadoras de
intercorrências, algumas doenças do trabalho são consideradas prioritárias para notificação e investigação
epidemiológica. Estabelecidas pela Área Técnica de Saúde do Trabalhador, órgão do antigo Ministério do
Trabalho, algumas dessas doenças estão descritas a seguir.
Doenças das vias aéreas
Enfermidades que têm como causa direta a inalação de substâncias tóxicas nos locais do trabalho.
Pneumoconioses
Doenças que são originadas pela deposição de partículas sólidas no parênquima pulmonar, levando a um
quadro de fibrose, ou seja, o endurecimento intersticial do tecido pulmonar. Veja:
Silicose
Causada pela inalação de poeira de sílica livre cristalina (quartzo). É
caracterizada por um processo de fibrose. Em seu estágio inicial forma
nódulos isolados, e em estágios avançados os nódulos passam a ser
conglomerados, havendo disfunção respiratória.
Asbestose
Causada pela inalação de asbesto (também conhecido como amianto),
que é uma substância comprovadamente cancerígena. É uma doença de
caráter progressivo e irreversível, possuindo um período de latência
superior a 10 anos e podendo, inclusive, surgir alguns anos após cessada
a exposição.
Asma ocupacional
Causada pela inalação de substâncias que provocam alergia, tais como borracha, sílica, poeiras de algodão,
linho, madeira vermelha, entre outras. De caráter reversível, é uma obstrução aguda das vias aéreas.
Perda auditiva induzida por ruído
Diminuição gradual da acuidade auditiva, causada pela exposição frequente a níveis elevados de ruído. Quase
sempre bilateral, é irreversível. No entanto, uma vez cessada a exposição a ruídos intensos, é passível de não
progressão. 
Lesão por esforço repetitivo (LER) / distúrbio osteomuscular
relacionado ao trabalho (DORT)
Mazelas resultantes das relações e da organização do trabalho no mundo moderno, no qual as tarefas são
realizadas com movimentos repetitivos, com posturas inadequadas, trabalho muscular estático, conteúdo
pobre das tarefas, monotonia e sobrecarga mental, associadas à ausência de controle sobre a execução das
tarefas, pressão por produção, ritmo intenso de trabalho, estímulo à competitividade exacerbada e relações
conflituosas com as chefias. Sendo vibração e frio intenso também relacionados ao surgimento de quadros de
LER/DORT, trata-se de um processo de adoecimento traiçoeiro, carregado de simbologias sociais negativas e
de grande sofrimento psíquico como ansiedade, medos, incertezas e conflitos.
Dermatoses ocupacionais
Causadas por agentes biológicos, físicos e, principalmente, por agentes químicos, são alterações da pele,
mucosas e anexos, diretas ou indiretamente, provocadas, mantidas ou agravadas por atividades executadas
no trabalho. Embora predominantemente benignas, dependendo do agente alergênico elas ocasionam, na
maioria das vezes, irritações na pele ou quadros do tipo sensibilizante.
Distúrbios mentais
Causados, desencadeados e agravados pelo próprio trabalho, são distúrbios psíquicos crescentes, cujas
cargas do trabalho incidem particularmente sobre um paciente que é portador de uma enfermidade singular
preexistente. Muitas vezes, esse processo de sofrimento psíquico não é imediatamente visível. Sua evolução
ocorre de forma "silenciosa" ou “invisível". Contudo, pode se manifestar repentinamente de forma aguda por
desencadeantes diretamente relacionados ao trabalho.
Intoxicação por picadas de animais peçonhentos
Causada pela inoculação cutânea no trabalhador de agente tóxico por picada de animal peçonhento.
Dependendo do tipo de agressor é capaz de provocar variadas reações no ser humano com diferentes graus
de intensidade.
Doenças ocupacionais e substâncias químicas
Doenças ocupacionais
Embora haja uma classificação dos fatores de risco presentes no local do trabalho, em uma análise
investigativa, caso exista uma possível relação de determinada doença como consequência do trabalho, essa
relação não deve considerar esses fatores de risco de forma isolada ou exclusiva. Para um julgamento preciso,
é fundamental que haja um conhecimento mais profundo da dinâmica global e cotidiana desses riscos no
processo de trabalho.
Atenção
É importante ter a consciência de que, em alguns casos, as doenças ocupacionais levam anos para se
manifestar, ocorrendo de forma lenta e traiçoeira, dificultando, na prática, o estabelecimento factual de
uma relação entre o trabalho e a doença que está sob investigação. 
No entanto, tendo como fator determinante a natureza do serviço realizado, também são consideradas
doenças relacionadas ao trabalho aquelas provenientes de contaminação acidental ou originárias do ofício
exercido, quando contraídas por exposição ou contato direto. 
Doenças ocupacionais advindas de intoxicação por substâncias químicas
As enfermidades apresentadas a seguir são causadas por diferentes formas de intoxicação e provocadas por
agentes nocivos à saúde em ambiente laboral. Elas são consideradas também prioridades pela área técnica de
saúde do trabalhador e, portanto, assim como as doenças descritas anteriormente, devem ser notificadas
para investigação epidemiológica. São elas: 
Intoxicação por agrotóxicos
Causada por produtos e componentes de processos físicos, químicos ou biológicos, denominados
agrotóxicos – conhecidos também como defensores agrícolas, pesticidas, praguicidas, venenos,
biocidas etc. –, provocam grandes danos à saúde humana e ao meio ambiente, ocasionando diversos
tipos de enfermidades devido à exposição a esses produtos por vias aéreas, dérmicas ou digestivas.
Intoxicação por chumbo
Denominada saturnismo, é uma doença causada, na maioria das vezes, pela exposição a longo prazo
ao chumbo inorgânico. Apresenta intensidade variada de acordo com fatores individuais dos
enfermos (tais como idade e condições físicas) e das condições de trabalho (como ventilação e
umidade), além do nível de concentração no ambiente durante o tempo de exposição e das
propriedades físico-químicas do composto.
Intoxicação por mercúrio
Denominada hidrargirismo, é uma doença causada por inalação, absorção cutânea e por via digestiva
pelo mercúrio e seus compostos tóxicos (mercúrio metálico ou elementar, mercúrio inorgânico e os
compostos orgânicos).
Vale destacar ainda a intoxicação por susbtâncias químicas líquidas. Veja mais!
Intoxicação por solventes orgânicos
Tipo de intoxicação causada por um grupo de substâncias químicas líquidas, que estão à temperatura
ambiente e possuem características físico-químicascomo lipossolubilidade e volatilidade, o que torna o seu
risco tóxico bastante incerto. Tais substâncias penetram no corpo por inalação, devido à volatilidade, ou pelo
contato direto com a pele. Veja mais detalhes sobre alguns tipos de intoxicação por solventes orgânicos:
Intoxicação por benzeno
Denominada benzenismo, são manifestações clínicas ou alterações hematológicas causadas pela
exposição ao benzeno. Os sintomas provenientes dessa enfermidade não são tão evidentes, mas
podem existir queixas que estão de acordo com alterações hematológicas, como palidez cutânea e de
mucosas, sangramentos gengivais e nasais, fadiga e infecções frequentes. Além disso, podem ser
identificados no paciente sinais neuropsíquicos como irritabilidade, cefaleia, perda de força física e
alterações da memória. 
Intoxicação por cromo
Causada pela exposição a névoas ácidas nos locais de trabalho provocadas por diversos tipos de
serviço que utilizam o cromo, como galvanoplastia, fabricação de ligas metálicas, processos de
soldagem, entre outros. São muitos os sintomas que podem ser observados nos pacientes
intoxicados, tais como prurido e sangramento nasal, irritação nos olhos e na garganta, pruridos
cutâneos nas regiões de contato, tosse, expectoração, dor no peito, entre outras. No entanto, o
câncer pulmonar é o efeito mais importante sobre a saúde do trabalhador, tendo em vista que pode
se desenvolver entre 20 e 30 anos depois da exposição. 
Saiba mais
A surdez profissional causada pelo barulho nas fábricas é um grave problema para os trabalhadores. Nos
anos 1980, essa doença foi a mais predominante entre os metalúrgicos, atingindo 60% da categoria.
Embora essa doença do trabalho ainda esteja longe de ser resolvida, novas tecnologias implementadas
para diminuir o ruído das máquinas somadas ao atual uso obrigatório de protetores auditivos
contribuíram para uma sensível redução do número de casos dessa enfermidade (BRASIL, 2011). 
História da saúde do trabalhador
Confira os períodos históricos, as influências e pesquisas relevantes para a saúde do trabalhador. 
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Doenças ocupacionais
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Doenças ocupacionais advindas de intoxicação por substâncias químicas
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Os estudos e pesquisas no campo da sistematização das doenças relacionadas ao trabalho e organizações
foram iniciados no século XVI por um médico. Sua forma de observação científica pôde criar, para a época, a
descrição detalhada de cerca de 50 doenças relacionadas a atividades laborais existentes. Historicamente,
esse médico é considerado como o pai da Medicina Ocupacional e seus trabalhos e métodos foram adotados
ao longo do tempo, contribuindo para as leis de proteção no trabalho e indenização dos trabalhadores até os
dias de hoje. Qual o nome desse médico?
A
Hipócrates
B
Sócrates
C
Ramazzini
D
Paracelsus
E
Agricola
A alternativa C está correta.
Em 1700, foi publicado o livro De Morbis Artificum Diatriba, escrito pelo italiano Bernardino Ramazzini
(1633-1714). Esse médico descreveu detalhadamente várias doenças relacionadas a cerca de 50 atividades
laborais existentes. O fato de perguntar em suas consultas que atividades seus pacientes exerciam, fez
com que concluísse que muitas doenças contraídas pelos trabalhadores não eram apenas provenientes de
exposição a agentes nocivos à saúde. Ramazzini verificou que elas eram causadas por movimentos
violentos, prolongados e irregulares durante as tarefas, além de serem executados com posturas corporais
incorretas.
Questão 2
Enfermidades ocupacionais são causadas, desencadeadas ou agravadas em consequência dos serviços
executados em locais de trabalho, onde estão presentes agentes de risco. Sobre essas doenças pode-se
dizer que:
 
I – Doenças relacionadas ao trabalho são aquelas provenientes de riscos presentes no local de trabalho, que
tradicionalmente são divididos em: agentes físicos, agentes químicos e agentes biológicos.
 
II – Doenças que levam anos para se manifestar são também consideradas relacionadas ao trabalho, mesmo
que não exista ainda estabelecimento factual de uma relação entre o trabalho e a doença.
 
III – Contraídas em consequência dos serviços executados no local de trabalho, doenças relacionadas ao
trabalho são um conjunto de danos ou agravos que influenciam diretamente a saúde do trabalhador.
 
Marque a alternativa correta:
A
Apenas a III está correta.
B
Apenas a II e a III estão corretas.
C
Apenas a I e a III estão corretas.
D
Apenas a I e a II estão corretas.
E
I, II e III estão corretas.
A alternativa A está correta.
Caso uma doença leve anos para se manifestar, pode entrar em processo de investigação. No entanto, só é
considerada relacionada ao trabalho quando se constata um estabelecimento factual de uma relação entre
o trabalho e a enfermidade. Além dos riscos físicos, químicos e biológicos presentes no local de trabalho e
que podem caracterizar uma doença ocupacional, ainda existem os riscos da organização do trabalho. Nem
sempre evidentes, esses riscos envolvem vários aspectos, como, por exemplo: pressão oriunda da chefia
por produtividade ou disciplina, ritmo acelerado, movimentos repetitivos, longas jornadas de trabalho,
trabalho noturno ou em turnos, organização do espaço físico, entre outros.
2. Indicadores de saúde relacionados ao trabalho
Indicadores de saúde
O que são indicadores?
Os discursos e as ações de gestores públicos, e também privados, vêm demonstrando que existe uma
preocupação constante que norteia suas decisões: o processo de desenvolvimento deve sempre ocorrer com
sustentabilidade. Sendo assim, com base no fortalecimento de um desenvolvimento sustentável que requer
uma perspectiva de planejamento a longo prazo, é imprescindível que existam informações atualizadas,
confiáveis e de fácil compreensão.
Devido à necessidade de que a informação fosse mais
acessível, os indicadores foram desenvolvidos para facilitar
o entendimento de fenômenos complexos, tornando-os
quantificáveis e compreensíveis de tal modo que possam
ser analisados, utilizados e transmitidos a diferentes
estratos da sociedade. Com isso, eles contribuem para uma
adequada planificação das políticas e prosseguem com a
modernização institucional mediante um manejo otimizado
das informações. Os indicadores têm como função
representar a realidade sob aspectos diversos, retratando-a
da maneira mais fidedigna possível. 
Sendo assim, a efetividade de um indicador depende de
vários fatores: a factibilidade para a sua obtenção; a
inteligibilidade de sua construção; sua validade, confiabilidade e historicidade; sua relevância social; sua
especificidade; entre muitos outros.
O que são indicadores de saúde relacionados ao trabalho?
Sem desconsiderar o contexto em que estão inseridos, indicadores de saúde relacionados ao trabalho devem
fazer referências a questões relevantes das áreas relacionadas à atividade laboral e suas características, tais
como formação técnica dos trabalhadores, proporção do mercado informal, regulação de mercado, setores de
atividade e a importância atribuída à saúde relacionada ao trabalho. 
Sendo assim, esses indicadores são formas sintéticas de medidas que condensam informações
sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, permitindo, assim, uma avaliação
rápida do desempenho do sistema de saúde. 
Desse modo, quando analisados em conjunto, devem ser capazes de refletir a situação sanitária de uma
população, servindo também como base para acompanhar suas condições de saúde. Portanto, são capazes
de quantificar variações de comportamento relacionadas a critérios de qualidade preestabelecidos. Assim,
produzem informações necessárias e mensuráveis para retratar a realidadee suas possíveis alterações em
virtude da presença do serviço ou assistência, cujos resultados são medidos de forma quantitativa, facilitando
sua comparabilidade. 
Na prática, os indicadores podem ser aplicados para avaliar a estrutura dos serviços de saúde, seus
processos e resultados, levando em conta que são utilizados como se fossem uma espécie de bússola, tendo
como proveito o acompanhamento e direcionamento da trajetória desses serviços. 
Reflexão
Entretanto, para que estejam aptos a realizar essa função, eles precisam estar interligados a uma meta a
ser atingida, pois sem esse “norte” os indicadores deixam de ter sentido. Com isso, sua utilidade
depende basicamente do ponto ao qual se quer chegar. 
Os indicadores foram desenvolvidos tendo como um de seus propósitos ajudar a priorizar e decidir o que é
mais importante medir. Mesmo que fosse possível mensurar todas as ações e resultados dentro de um
sistema de saúde, seria um trabalho hercúleo. Sendo assim, fazer uma pré-seleção do que se pretende medir
é básico para que um indicador tenha serventia, pois mensurar cada aspecto desse ambiente complexo é
praticamente impossível. Por outro lado, um único indicador utilizado isoladamente traz pouca informação.
Seu significado aflora somente quando comparado com um padrão de referência. Dessa forma, os analistas
devem estabelecer um grupo de indicadores que, quando observados em conjunto, produzam julgamentos
coerentes para a gestão do sistema de saúde em questão. 
Indicadores de agravos no trabalho e a OIT
O que são agravos relacionados ao trabalho?
Tarefas e serviços executados por trabalhadores expostos a riscos químicos, físicos, ergonômicos,
psicossociais e/ou biológicos podem ter como consequências doenças e agravos ocupacionais. Para o sentido
apresentado nessa sentença, no Dicionário Caldas Aulete digital o verbete “agravo” consta como prejuízo,
perda ou dano sofrido. Portanto, agravos relacionados ao trabalho seriam todos os tipos de prejuízos sofridos
advindos de atividade laboral.
No entanto, segundo a plataforma Renast (Rede Nacional de Atenção Integral À Saúde do Trabalhador) on-
line, ligada ao Ministério da Saúde, convenciona-se em diversos âmbitos chamar de agravos relacionados ao
trabalho: 
lesões;
doenças;
transtornos de saúde;
• 
• 
• 
distúrbios;
disfunções ou a síndrome de evolução aguda;
disfunções subaguda ou crônica;
disfunções de natureza clínica ou subclínica;
inclusive morte (independentemente do tempo de latência).
No Brasil, esses dados podem ser obtidos por meio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de
Notificação), que é alimentado pela notificação compulsória de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Regulamentada pelo Ministério da Saúde, essa notificação é feita de acordo com uma relação que define
agravos e doenças, denominada Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de
saúde pública.
Conheça os indicadores da OIT
Fundada em 1919, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tornou-se, após a Segunda Guerra Mundial, a
primeira agência especializada das Nações Unidas a reunir representantes dos trabalhadores, patrões e
governo. Contando atualmente com 183 Estados-membros, a OIT tem por finalidade incrementar a proteção
social, promover os direitos do trabalho, encorajar o trabalho decente e ser facilitadora do diálogo em temas
relacionados a essa área. 
Logo da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Desde 1969, a OIT publica o Anuário de Estatísticas do Trabalho, contendo um capítulo relacionado aos
acidentes de trabalho, onde são encontradas estatísticas de cada país sobre pessoas acidentadas, taxas de
acidentes fatais e dias de afastamento do trabalho, contendo também informações completas de acordo com
cada atividade econômica.
Os indicadores da OIT para as estatísticas de acidentes de trabalho têm atualmente conceitos identificados e
descritos de forma interrelacionada, sendo utilizados os seguintes termos:
Acidente de trabalho
Qualquer acontecimento inesperado ou imprevisto, incluindo atos de violência, que derive do trabalho
ou com ele relacionado, resultando em lesão corporal, doença ou morte. Acidentes ocorridos durante
viagem para realizar (ou realizando) tarefas para o empregador também são considerados acidentes
laborais. 
Acidente de trajeto
Aqueles que resultam na morte ou em lesões corporais no trabalhador ocorridos no seu trajeto
habitual, em qualquer sentido, entre o seu local de trabalho, ou de formação ligada à sua atividade
profissional, e sua residência, local onde costuma fazer suas refeições ou recebe o seu salário.
• 
• 
• 
• 
• 
Lesão profissional
Lesão corporal, doença ou morte provocadas por um acidente de trabalho.
Caso de lesão profissional
Lesão profissional provocada por um único acidente de trabalho em que somente um trabalhador foi
vitimado. 
Incapacidade para trabalhar
Incapacidade de a vítima de lesão profissional executar as tarefas normais correspondentes no
emprego ou no posto de trabalho que ocupava no momento do acidente.
Doença profissional
Incapacidade de a vítima de lesão profissional executar as tarefas normais correspondentes no
emprego ou no posto de trabalho que ocupava no momento do acidente.
Devido à importância de se estabelecer comparações das estatísticas dos países ou regiões entre períodos e
atividades econômicas, os indicadores consideram as diferenças de volume de emprego, alterações no
número de trabalhadores incluídos no grupo de referência, assim como as horas por eles executadas. Sendo
assim, todas as medidas podem ser estabelecidas por atividade econômica, profissão, grupo de idade etc. ou
por combinação dessas variáveis durante o período e grupo referenciados. A seguir, veja alguns exemplos de
indicadores da OIT:
Taxa de frequência de novos casos de acidentes de trabalho
Número de novos casos de lesão profissional dividido pelo número total de horas trabalhadas.
Taxa de incidência de novos casos de lesão profissional
Número de novos casos de lesão profissional dividido pelo número total de trabalhadores.
Taxa de gravidade de novos casos de acidente de trabalho
Número de dias consecutivos perdidos dos novos casos de acidente trabalho dividido pelo total de
tempo de trabalho exercido pelos trabalhadores.
Número de dias perdidos por novos casos de acidente de trabalho
Mediana ou média do número de dias perdidos para cada novo caso de acidente de trabalho.
Os indicadores para o trabalhador no Brasil
Indicadores nacionais do trabalho
Acessando o portal da atual Secretaria do Trabalho na internet é possível encontrar informações importantes
para a área de Saúde e Segurança no Trabalho (SST). Fazendo-se uma investigação mais detalhada nas bases
de dados que são gerenciadas e disponibilizadas pelo Ministério, não há dúvidas de que a mais relevante para
a área de Saúde e Segurança no Trabalho é o Sistema Federal de Inspeção do Trabalho (SFIT).
As informações contidas no SFIT sobre número de acidentados no trabalho, tipo e descrição do acidente e
código do fator causal são o diferencial desse Sistema.
Exemplo
Considerando-se o número de trabalhadores envolvidos em determinado acidente, entre outras
possíveis avaliações, os dados do SFIT são capazes de dar uma ideia da gravidade da ocorrência,
podendo ser essenciais para uma tomada de decisão que tenha como objetivo a prevenção desse tipo
de acidente. 
Podem ser encontradas também informações relativas à inspeção em segurança e saúde no trabalho por
setor econômico, contendo dados sobre:
Ações fiscais;
Trabalhadores alcançados;
Notificações (com concessão pelo auditor-fiscal do trabalho, de prazo para regularização);
Autuações (que representam o início do processo administrativo que pode resultar na aplicação de
multa);
Embargos/interdições;
Acidentes analisados.
Indicadores da previdência social
As estatísticas da previdência social podem ser acessadas pela internet, estando disponíveis no Boletim
Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT),no Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (AEAT), no
Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS) e no Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS). Esse
último publica as estatísticas relacionadas a benefícios acidentários, previdenciários e assistenciais, sendo os
benefícios acidentários divididos em:
Aposentadoria por invalidez;
Pensão por morte;
Auxílio-doença;
Auxílio-acidente; e
Auxílio suplementar (cessa com a aposentadoria e foi extinto em 1991).
São também divulgados dados sobre valor médio dos benefícios pagos pelo INSS, valor e quantidade de
exames médico-periciais, quantidade de acidentes do trabalho registrados classificados por motivo
(publicados no BEAT, cuja fonte é a Comunicação de Acidentes do Trabalho, conhecida como CAT), e
quantidade de acidentes do trabalho liquidados por consequência (assistência médica, incapacidade
temporária, incapacidade permanente ou óbito). 
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O Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT) contém definição dos conceitos e das categorias
utilizados, fornecendo estatísticas regionalizadas relativas aos acidentes de trabalho. Mais do que isso,
apresenta estatísticas municipais por situação do registro (com ou sem Comunicação de Acidentes de
Trabalho – CAT), motivo (típico, trajeto ou doença do trabalho) e óbito. As demais estatísticas referem-se à
quantidade de acidentes do trabalho, seguindo os seguintes critérios:
Acidentes de trabalho com ou sem CAT registrada.
Motivo (típico, trajeto ou doença do trabalho).
Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Grupos de idade e sexo.
Meses do ano.
Acidentes de trabalho liquidados por consequência (assistência médica, menos de 15 dias, mais de 15
dias, incapacidade permanente, óbito).
Classificação Internacional de Doenças (conhecida como CID-10).
O AEAT apresenta ainda anualmente indicadores tanto para o Brasil quanto para cada unidade da federação,
segundo a classificação CNAE. São eles:
Taxa de incidência de acidentes do trabalho
Número de novos casos de acidentes de trabalho registrados dividido pelo número médio anual de
vínculos.
Taxa de incidência específica para doenças do trabalho
Número de novos casos relacionados a doenças do trabalho dividido pelo número médio anual de
vínculos.
Taxa de incidência específica para acidentes do trabalho típicos
Número de novos casos de acidentes do trabalho típicos dividido pelo número médio anual de
vínculos.
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Taxa de incidência específica para incapacidade temporária
Número de acidentes que resultaram em incapacidade temporária dividido pelo número médio anual
de vínculos.
Taxa de mortalidade por acidente de trabalho
Número de óbitos decorrentes de acidentes do trabalho dividido pelo número médio anual de
vínculos.
Taxa de letalidade por acidente de trabalho
Número de óbitos decorrentes de acidentes do trabalho dividido pelo número de acidentes de
trabalho registrados.
Taxa de acidentalidade proporcional específica para a faixa etária de 16 a 34 anos
Número de acidentes de trabalho na faixa etária de 16 a 34 anos dividido pelo número de acidentes
de trabalho registrados.
Saiba mais
Homens que convivem ou trabalham em ambientes muito ruidosos têm um risco 50% maior de sofrer
ataques cardíacos que os demais, sendo esse risco triplicado para mulheres. Tais conclusões foram
obtidas com os dados de uma pesquisa realizada na Alemanha com 4 mil pacientes cardíacos. Os
pesquisadores deduziram que a maior liberação de hormônios ligados ao estresse provocado pelo
barulho tem como sequela problemas cardíacos (BRASIL, 2011). 
Saúde no trabalho baseada em evidências
Veja os indicadores de saúde e a sua importância para a saúde no trabalho. 
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O que são indicadores?
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O que são agravos relacionados ao trabalho? 
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Indicadores, em geral, podem ser definidos de formas diversas, possuir funções distintas e características
próprias. Sendo assim, indicadores de saúde relacionados ao trabalho podem ser caracterizados como:
 
I. formas sintéticas de medidas que condensam informações sobre determinados atributos e dimensões do
estado de saúde.
 
II. capazes de permitir uma avaliação rápida do desempenho do sistema de saúde.
 
III. capazes de trazer muita informação sobre a gestão do sistema de saúde mesmo quando analisados de
forma isolada.
 
Marque a alternativa correta:
A
Apenas a I está correta.
B
Apenas a III está correta.
C
Apenas I e II estão corretas.
D
Apenas I e III estão corretas.
E
Apenas II e III estão corretas.
A alternativa C está correta.
Um único indicador de saúde relacionado ao trabalho utilizado isoladamente traz pouca informação. Seu
significado é ressaltado apenas quando comparado a um padrão de referência. Observados em conjunto,
um grupo de indicadores do sistema de saúde são capazes de produzir julgamentos coerentes para a sua
gestão.
Questão 2
Segundo a plataforma Renast (Rede Nacional de Atenção Integral À Saúde do Trabalhador) on-line, ligada ao
Ministério da Saúde, convenciona-se em diversos âmbitos da saúde chamar de agravos algumas das
situações citadas abaixo:
 
I. Doença adquirida em viagem, no gozo das férias trabalhistas.
 
II. Morte acidental ocorrida em dia de descanso do trabalho.
 
III. Lesões por acidente ocupacional.
 
Marque a alternativa correta:
A
Apenas I e II estão corretas.
B
Apenas I e III estão corretas.
C
Apenas II e III estão corretas.
D
Apenas a II está correta.
E
Apenas a III está correta.
A alternativa E está correta.
Em diversos âmbitos da saúde convenciona-se chamar de agravos relacionados ao trabalho os seguintes:
lesões, doenças, transtornos de saúde, distúrbios, disfunções ou a síndrome de evolução aguda, subaguda
ou crônica, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência.
Sendo assim, uma doença adquirida em viagem de férias ou uma morte acidental que ocorreu em um dia de
descanso, durante o final de semana, por exemplo, não são agravos relacionados ao trabalho.
3. Programa de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho
Gestão de Saúde e Segurança e o psicólogo
A Psicologia na gestão de SST (Saúde e Segurança no Trabalho)
Em 1984, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) emitiu um alerta sobre os riscos psicossociais no
trabalho, considerando-os à época como uma “nova classe de riscos ocupacionais”, fazendo com que esse
tema de investigação e intervenção ganhasse relevância na Saúde e Segurança no Trabalho.
Em sua origem, os fatores psicossociais no trabalho foram definidos como resultantes de interações entre os
seguintes fatores: organizacionais, individuais dos trabalhadores e contexto socioeconômico e cultural. No
entanto, percebeu-se que eles são mais abrangentes do que isso porque compreendem também as condições
de trabalho, formas de gestão, relações socioprofissionais, estressores ocupacionais, conflito trabalho-família,
bem como fatores conjunturais como a instabilidade econômica e o nível de corrupção do país.
A ocorrência dos riscos psicossociais propriamente ditos está relacionada a uma interação negativa da
exposição aos fatores de risco com as características dos trabalhadores. 
A ocorrência dos riscos psicossociais propriamente ditos está relacionada a uma interação negativa
da exposição aos fatores de risco com as características dos trabalhadores. 
Tais riscos psicossociais são caracterizados como um conjunto de agravos à saúde física e mental dos
trabalhadores, cuja gravidade depende da intensidade e do tempo de exposição do trabalhador aos fatores de
risco. 
O crescente reconhecimento dessa nova classe de riscos
ocupacionaise a consequente introdução dos riscos
psicossociais dentro dos estatutos de regulação do trabalho
de vários países vêm tornando mais ampla a concepção de
riscos para as características do trabalho ligadas à sua
organização e gestão.
Por exemplo, a Norma Regulamentadora do Trabalho nº 37
(NR-37), que normaliza a segurança e a saúde em
plataformas de petróleo, já faz uma citação direta a esse
tema quando determina a obrigatoriedade de “programas
de promoção e prevenção da saúde, visando implantar medidas para mitigar os fatores de riscos psicossociais
identificados, assim como prevenir constrangimentos nos locais de trabalho decorrentes de agressão, assédio
moral, assédio sexual, dentre outros”.
Psicólogo e gestão
A inclusão de psicólogos em programas de gestão de segurança e saúde no local de trabalho passa a ser
natural tendo em vista a essência dos fenômenos que estão incluídos nos conceitos de fatores de riscos e de
riscos psicossociais. Nesse sentido, com relação à pesquisa e à prática profissional, as principais demandas
para a Psicologia têm foco nas técnicas e métodos de investigação, identificação e diagnóstico de fatores de
riscos, e na constante melhoria nos processos de intervenção. Eles visam à eliminação ou mitigação desses
riscos, tendo o mesmo propósito da gestão dos riscos psicossociais no trabalho vinculada à potencialização
dos fatores de proteção e efeitos salutares da experiência laboral.
Exemplo
A obrigatoriedade de uma avaliação psicossocial nos exames ocupacionais (admissionais, periódicos, de
retorno ao trabalho, de mudança de funções e demissionais) para os trabalhadores que desempenham
atividades em espaço confinado e trabalho em altura. 
A avaliação psicossocial consta em algumas
Normas Regulamentadoras do Trabalho (NRs) e
tem por objetivo identificar fatores de risco
psicossociais e potenciais fatores impeditivos
para a realização de atividades reguladas.
Sendo assim, há uma inserção no campo da
avaliação psicológica tendo em vista a busca
de “diagnóstico psicológico” e a “orientação e
seleção profissional”. Portanto, em consonância
com a Lei nº 4.119/1962, trata-se de atividade
privativa do psicólogo, constituindo-se, assim,
um amplo campo de atuação profissional.
Aspectos da gestão de
segurança no trabalho
Perigo x risco
Para que se tenha uma melhor compreensão de um programa ou um sistema de gestão da Saúde e Segurança
no Trabalho (SST) é preciso conhecer bem a diferença entre perigo e risco. É muito comum a confusão entre
esses dois conceitos e, da mesma forma, a relação entre eles. Veja mais detalhes sobre o conceito de perigo e
risco:
Perigo
O perigo existe quando um produto, um procedimento ou uma situação nociva tem a propriedade
intrínseca ou o potencial de provocar efeitos adversos na saúde ou causar danos materiais. Produtos
químicos, por exemplo, têm propriedades intrínsecas que podem ser a origem de uma enfermidade ou
de um dano material. Já em situações de trabalho com o uso de uma escada, de um cilindro de gás
comprimido, ou da rede elétrica existe potencial para uma ocorrência danosa, seja ela em relação à
saúde do trabalhador ou a um material. 
Risco
Já o risco existe quando há possibilidade ou probabilidade de que uma pessoa, ao ser exposta a um
perigo, fique machucada ou sofra efeitos adversos na sua saúde, ou, ainda, que bens sejam
danificados ou perdidos. 
Para um entendimento melhor desses dois conceitos, suponha que você vai transferir gasolina de um galão
para o tanque do seu carro. Se o galão está com defeito e a gasolina está vazando, existe uma situação de
risco porque, ao abastecer o carro, existe a probabilidade de que escorra gasolina em você ou no carro,
queimando a sua pele ou a pintura do carro. Caso contrário, se não há vazamento no galão, existe apenas
perigo porque há apenas potencial para a ocorrência de um dano à saúde ou material.
Sendo assim, a relação existente entre perigo e risco é a exposição imediata ou a longo prazo, podendo ser
melhor entendida por uma simples equação: 
Perigo x exposição = risco
Essa fórmula traz as seguintes reflexões:
A intensidade do risco é proporcional ao grau de exposição ao perigo (tempo e proximidade) e ao
quanto de perigo que se está exposto.
Para um mesmo grau de exposição, quanto maior ou menor o perigo, maior ou menor será o risco.
Para um mesmo nível de perigo, quanto maior ou menor a exposição, maior ou menor será o risco.
Sem perigo não há risco, e só há risco se houver exposição.
Avaliação e o sistema de investigação em SST
O objetivo essencial da Saúde e Segurança no Trabalho (SST) é a gestão de riscos profissionais. Para que isso
se concretize, é fundamental que sejam detectados os perigos e sejam avaliados os riscos no local do
trabalho para que, com isso, seja identificado o que de fato poderia afetar os trabalhadores e as propriedades.
Dessa forma, medidas de prevenção e proteção adequadas podem ser desenvolvidas e implementadas.
Desenvolvido pelo Órgão Executivo de Segurança e Saúde do Reino Unido como uma simples abordagem para
avaliar riscos, especialmente em empresas de pequeno porte, um método de avaliação de riscos, aprovado
por vários países, pode ser feito em cinco etapas distintas e descritas a seguir: 
1. 
2. 
3. 
4. 
Etapa 1
Identificar os perigos.
Etapa 2
Determinar quem pode ser afetado e como.
Etapa 3
Avaliar os riscos e decidir sobre as precauções a tomar.
Etapa 4
Registrar os resultados e implementá-los.
Etapa 5
Rever a avaliação e atualizá-la se necessário.
Um processo como esse de avaliação de riscos pode ser facilmente adequado ao porte e à atividade da
empresa, assim como às competências e aos recursos disponíveis. Uma companhia que realize atividades de
risco elevado, como uma empresa petroquímica, vai demandar avaliações de determinação de risco bastante
complexas e exigir um alto nível de recursos e de competências. Sendo assim, vários países aprimoram as
suas próprias linhas de orientação para avaliação de riscos, que são usadas muitas vezes com a finalidade de
regulação ou para o desenvolvimento de normas aprovadas internacionalmente.
Métodos de avaliação de riscos são também utilizados como base para a identificação e caracterização de
doenças profissionais para fins compensatórios e inclusão dessas doenças profissionais nas listas nacionais.
Essa listagem compreende desde doenças respiratórias e dermatológicas, perturbações musculoesqueléticas
e cancro profissional, até transtornos mentais e comportamentais. A estruturação desses dados é auxiliada
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que publica uma lista de doenças profissionais para dar
apoio aos países na confecção de suas próprias listas, na prevenção, na notificação e, quando aplicável, na
compensação de doenças que tenham sido contraídas por exposição no local de trabalho.
Sistema de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho e o
psicólogo
O que é um sistema de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho?
A aplicação de um Sistema de Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho (SGSST) em empresas é suportada
por critérios relevantes de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), por normas e por comportamentos. A sua
utilização tem como finalidade prover metodologias de avaliação e melhorias de comportamento visando a
prevenção de incidentes e acidentes no local de trabalho. É um método de decisão lógico e gradual sobre o
que é necessário fazer e como fazer melhor. Serve também para acompanhar progressos em relação a metas
estabelecidas, avaliar a forma como é feito e identificar áreas que precisam ser aperfeiçoadas. Além disso,
deve ser passível de adaptação a mudanças na forma de operar da organização e a novas exigências
previstas em lei. 
A conceituação desse procedimento tem como referência o princípio do Ciclo Deming, que foi criado nos anos
1950 para analisar o desempenho de uma empresa em relação a sua continuidade. Quando aplicado à Saúde e
Segurança no Trabalho (SST), essas quatro etapas do ciclo têm os seguintes significados:
Deming
WilliamEdwards Deming (1900-1993) foi considerado o estrangeiro que gerou o maior impacto sobre a
indústria e economia japonesa do século XX. Criador do Ciclo de Deming ou Ciclo PDCA. 
Planificar
Estabelecer uma política de SST que inclua a destinação de recursos, a aquisição de competências e,
ainda, a organização do sistema, a identificação de perigos e a avaliação de riscos.
Desenvolver
Implementar e operacionalizar o programa de SST.
Verificar
Medir a eficácia anterior e posterior ao programa de SST.
Ajustar
Analisar o sistema objetivando uma melhoria contínua e aperfeiçoamento do sistema para o ciclo
seguinte.
A complexidade de sua sistemática pode compreender tanto as demandas simples de uma pequena empresa
que gere um processo produtivo único – seus perigos e seus riscos são de fácil identificação –, como as
atividades que contenham múltiplos riscos, tais como o setor da construção civil e obras públicas, o serviço
de extração em minas, a energia nuclear, ou a fabricação de produtos químicos.
Uma abordagem do SGSST pode assegurar que:
Medidas de prevenção e de proteção sejam implementadas de modo eficaz e coerente.• 
Políticas pertinentes sejam estabelecidas.
Compromissos sejam assumidos.
Todos os elementos do local de trabalho tenham a devida atenção para que sejam avaliados os riscos
profissionais.
Tanto a direção quanto os trabalhadores sejam envolvidos no processo de acordo com seus níveis de
responsabilidade.
A importância do psicólogo para a saúde do trabalhador
Qual o papel do psicólogo e como esse profissional pode desempenhar sua profissão e prática ética em
ambientes de trabalho com exposição ao perigo? 
Comentário
Podemos buscar uma resposta. A atuação do psicólogo pode ser vinculada a programas de prevenção
junto aos órgãos externos (sindicatos, associações etc.), nas instâncias como a CIPA (Comissão Interna
de Prevenção de Acidentes) e o SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho). 
Essa atuação do psicólogo é de fundamental importância, tendo em vista que a Psicologia é capaz de ajudar
em termos da identificação e controle das situações potencialmente patogênicas, bem como observar os
sinais precoces de sofrimento mental dos trabalhadores. 
Em relação àqueles que, de alguma forma, já foram vítimas de acidentes de trabalho ou ficaram doentes em
consequência deles, a atuação da Psicologia visa principalmente promover, segundo resolução do Conselho
Federal de Psicologia (CFP), “ressignificação do processo de adoecimento, além de legitimar o seu discurso,
estimular a sua participação e autonomia em relação ao tratamento, o que propicia o autoconhecimento”
(CFP, 2019, p. 38) a partir de referências e estratégias de intervenção variadas.
A articulação de diferentes bases teóricas e epistemológicas é fundamental para atender demandas relativas
à saúde mental no trabalho. Como exemplo, podemos citar a Psicologia Organizacional, a Psicologia do
Trabalho, a Psicologia Social, a Psicodinâmica do Trabalho e, mais recentemente, a Psicologia da Saúde
Ocupacional e a Psicologia Positiva. Abordagens com exposições abrangentes e didáticas de todos esses
conteúdos podem ser encontradas na obra de Seligmann-Silva, intitulada “Trabalho e desgaste mental: o
direto de ser dono de si mesmo”, publicada em 2011, cuja leitura é obrigatória para aqueles que têm interesse
nesse campo do conhecimento. 
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Saiba mais
Uma pesquisa sobre assédio moral no trabalho realizada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco,
em 2006, ouviu 2.609 trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país. O resultado indicou
que 40% são atormentados por agressões morais no trabalho e um terço dos trabalhadores se diz
estressado. Essa mesma pesquisa mostrou ainda que 4,37% dos bancários já pensaram em suicídio
devido à pressão emocional que sofrem, tendo como principais sintomas relatados: tremores nas mãos,
falta de apetite e chorar mais do que o costume (BRASIL, 2011). 
Psicologia e gestão de saúde e segurança
Veja as contribuições da psicologia para a saúde do trabalhador, destacando os desafios na gestão de saúde
e segurança.
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Perigo x Risco 
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O que é um sistema de Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho? 
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Caracterizados como um conjunto de agravos à saúde física e mental dos trabalhadores, cuja gravidade
depende da intensidade e do tempo de exposição do trabalhador a fatores de risco. A ocorrência desses
riscos está relacionada a uma interação negativa da exposição aos fatores de risco com as características dos
trabalhadores. Dentre as opções a seguir, assinale aquela que identifica esses riscos:
A
Riscos físicos
B
Riscos ergonômicos
C
Riscos psicossociais
D
Riscos químicos
E
Riscos biológicos
A alternativa C está correta.
Os riscos psicossociais relacionados ao trabalho envolvem basicamente fatores organizacionais, individuais
dos trabalhadores e contexto socioeconômico e cultural. A exposição de um trabalhador no local de
trabalho a riscos físicos, ergonômicos, químicos ou biológicos que tenha como consequência um agravo à
sua saúde física e mental não está relacionada a uma interação negativa desses fatores com as
características desse indivíduo.
Questão 2
Para que se tenha uma melhor compreensão de um programa de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho
(SST) é preciso conhecer bem os conceitos de perigo e risco, pois eles costumam causar confusão. Sobre
esses conceitos, podemos afirmar que:
 
I. Risco: existe quando um procedimento que esteja sendo executado tenha potencial de provocar efeitos
adversos à saúde.
 
II. Perigo: existe quando uma pessoa, ao ser exposta a uma situação que exija atenção, tenha a probabilidade
de sofrer efeitos adversos na sua saúde.
 
III. Um exemplo de risco é entrar na jaula de um leão que está solto e um exemplo de perigo é entrar na jaula
de um leão que está preso.
 
Marque a alternativa correta:
A
Apenas II e III estão corretas.
B
Apenas I e II estão corretas.
C
Apenas a I está correta.
D
Apenas a II está correta.
E
Apenas a III está correta.
A alternativa E está correta.
Embora de forma sintética, as duas primeiras afirmativas apresentam os conceitos corretos de risco e
perigo de forma invertida. No entanto, os exemplos dados corretamente na terceira afirmativa facilitam
bastante a compreensão desses dois conceitos. Há perigo quando um procedimento ou uma situação
nociva tem a propriedade intrínseca ou o potencial de provocar danos à saúde ou material. No entanto, de
maneira distinta, existe risco quando uma pessoa, ao ser exposta a um perigo, tenha a possibilidade de
ficar machucada ou sofra efeitos adversos na sua saúde, ou, ainda, que bens sejam danificados ou
perdidos.
4. Conclusão
Considerações finais
Agora que você aprendeu um pouco mais sobre Saúde e Segurança no Trabalho, deve ter percebido que esse
conhecimento é bastante vasto, tendo em vista que envolve a atuação direta e indireta de diversos tipos de
profissionais, tais como engenheiros, médicos, químicos, biólogos, psicólogos, administradores, advogados
etc. Sendo assim, os conteúdos aqui apresentados tiveram como objetivo principal apenas dar uma ideia
sintetizada desse tema, como surgiu e por que deve ser estudado. No entanto, tópicos relacionados à saúde
foram mais explorados com a finalidade de provocar curiosidade e envolvimento do estudante nesse assunto. 
Por ser uma área que só recentemente passou a exigir a atuação de psicólogos nas empresas, há muito ainda
a ser estudado e desenvolvido. Vimos que somente há pouco mais de 200 anos, e depois de muita pressão
dos trabalhadores e da sociedade, os patrões começaram a se preocuparcom os ambientes insalubres onde
as pessoas exerciam seus ofícios. Surgiram, então, normas e regulações promulgadas pelo Estado, que vêm
se tornando cada vez mais rígidas; as doenças profissionais começaram a ser estudadas com o objetivo de
prevenção; e, atualmente, programas de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho têm sido essenciais para
minimizar a quantidade de acidentes de trabalho e diminuir o número de trabalhadores que contraem doenças
devido às suas atividades ocupacionais.
Podcast
Para encerrar, ouça mais sobre a importância da saúde e segurança no ambiente de trabalho, com
exemplos dos indicadores de saúde e doenças laborais e do sistema de gestão de acidentes em
empresas.
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Confira o que separamos especialmente para você!
 
Leia o manual de procedimentos para os serviços de saúde para doenças relacionadas ao trabalho,
organizado pela área técnica de saúde do trabalho do Ministério de Saúde no Brasil. O manual está disponível
na plataforma Renast Online.
 
Conheça na íntegra a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde
pública, publicada no Anexo da Portaria do Ministério da Saúde de 2020.
 
Entenda o funcionamento do Sistema Nacional de Agravos de Notificação acessando a página da Renast
Online.
Referências
AGRAVO. In: Dicionário Caldas Aulete Digital. Lexicon Editora Digital: Rio de Janeiro, 2022. Consultado na
internet em: 19 mar. 2022.
 
BRASIL, ENSP/Fiocruz. Plataforma Renast on-line, c2022. Página inicial. Consultado na internet em: 19 mar.
2022.
 
BRASIL, Ministério da Educação. Coleção Cadernos EJA-10 Segurança e Saúde no Trabalho, 2011.
 
BRASIL, Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – Programa Saúde da Família – Caderno 5 – Saúde
do Trabalhador, 2002.
 
CAVALCANTE, C. A. A. Perfil dos agravos relacionados ao trabalho notificados no Rio Grande do Norte, 2007 a
2009. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 23, p. 741-752, 2014.
 
CHAGAS, A. M. R.; SALIM, C. A.; SERVO, L. M. S. Saúde e segurança no trabalho no Brasil: aspectos
institucionais, sistemas de informação e indicadores. 2. ed. São Paulo: IPEA Fundacentro, 2012.
 
FREITAS, L. C. Manual de segurança e saúde do trabalho. Sílabo, 2016.
 
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho: um
instrumento para uma melhoria contínua. Tradução em língua portuguesa: ACT – Autoridade para as
Condições do Trabalho, 2011.
 
RAMAZZINI, B. De morbis artificum diatriba [diseases of workers]. American Journal of Public Health, v. 91, n.
9, p. 1380-1382, 2001.
 
RODRIGUES, C. M. L.; ANDRADE, P. P.; SOUSA, K. M. A inserção da Psicologia no campo da saúde e segurança
do trabalho: oportunidades e desafios. Revista Portuguesa de Ciências Jurídicas, v. 1, n. 2, p. 1-18, 2020.
 
SANTANA, L. L. Indicadores de saúde dos trabalhadores da área hospitalar. Revista Brasileira de Enfermagem,
v. 69, p. 30-39, 2016.
 
SOÁREZ, P. C.; PADOVAN, J. L.; CICONELLI, R. M. Indicadores de saúde no Brasil: um processo em construção.
RAS, v. 7, p. 27, 2005.
	Estudos e pesquisas em Saúde e Segurança do Trabalho
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Principais pesquisas da saúde no ambiente de trabalho
	Conceituação histórica sobre riscos no trabalho
	Trabalho e saúde na Era Antiga
	Primeiras pesquisas na Idade Média e Moderna
	Saúde e trabalho na Revolução Industrial
	Normatização para proteção à saúde dos trabalhadores
	Doenças relacionadas ao trabalho
	Agentes físicos
	Agentes químicos
	Agentes biológicos
	Organização do trabalho
	Doenças ocupacionais prioritárias
	Doenças das vias aéreas
	Pneumoconioses
	Silicose
	Asbestose
	Asma ocupacional
	Perda auditiva induzida por ruído
	Lesão por esforço repetitivo (LER) / distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT)
	Dermatoses ocupacionais
	Distúrbios mentais
	Intoxicação por picadas de animais peçonhentos
	Doenças ocupacionais e substâncias químicas
	Doenças ocupacionais
	Atenção
	Doenças ocupacionais advindas de intoxicação por substâncias químicas
	Intoxicação por agrotóxicos
	Intoxicação por chumbo
	Intoxicação por mercúrio
	Intoxicação por solventes orgânicos
	Intoxicação por benzeno
	Intoxicação por cromo
	Saiba mais
	História da saúde do trabalhador
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Doenças ocupacionais
	Conteúdo interativo
	Doenças ocupacionais advindas de intoxicação por substâncias químicas
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Indicadores de saúde relacionados ao trabalho
	Indicadores de saúde
	O que são indicadores?
	O que são indicadores de saúde relacionados ao trabalho?
	Reflexão
	Indicadores de agravos no trabalho e a OIT
	O que são agravos relacionados ao trabalho?
	Conheça os indicadores da OIT
	Acidente de trabalho
	Acidente de trajeto
	Lesão profissional
	Caso de lesão profissional
	Incapacidade para trabalhar
	Doença profissional
	Taxa de frequência de novos casos de acidentes de trabalho
	Taxa de incidência de novos casos de lesão profissional
	Taxa de gravidade de novos casos de acidente de trabalho
	Número de dias perdidos por novos casos de acidente de trabalho
	Os indicadores para o trabalhador no Brasil
	Indicadores nacionais do trabalho
	Exemplo
	Indicadores da previdência social
	Taxa de incidência de acidentes do trabalho
	Taxa de incidência específica para doenças do trabalho
	Taxa de incidência específica para acidentes do trabalho típicos
	Taxa de incidência específica para incapacidade temporária
	Taxa de mortalidade por acidente de trabalho
	Taxa de letalidade por acidente de trabalho
	Taxa de acidentalidade proporcional específica para a faixa etária de 16 a 34 anos
	Saiba mais
	Saúde no trabalho baseada em evidências
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	O que são indicadores?
	Conteúdo interativo
	O que são agravos relacionados ao trabalho?
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Programa de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho
	Gestão de Saúde e Segurança e o psicólogo
	A Psicologia na gestão de SST (Saúde e Segurança no Trabalho)
	Psicólogo e gestão
	Exemplo
	Aspectos da gestão de segurança no trabalho
	Perigo x risco
	Perigo
	Risco
	Avaliação e o sistema de investigação em SST
	Etapa 1
	Etapa 2
	Etapa 3
	Etapa 4
	Etapa 5
	Sistema de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho e o psicólogo
	O que é um sistema de gestão da Saúde e Segurança no Trabalho?
	Planificar
	Desenvolver
	Verificar
	Ajustar
	A importância do psicólogo para a saúde do trabalhador
	Comentário
	Saiba mais
	Psicologia e gestão de saúde e segurança
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
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	O que é um sistema de Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho?
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	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
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