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DIREITO PENA: INTRODUÇÃO 
Prof.Esp.: Raphael Perdigão Costa Araújo
CONCURSO DE CRIMES
Conceito: Há concurso de crimes quando o agente pratica uma pluralidade de crimes, mediante uma ou várias condutas. 
Pode ocorrer que várias pessoas, unidas pela mesma identidade de propósito, se reúnam com o fim de cometer determinada infração penal, e, neste caso, teremos aquilo que o Título IV do CP denominou concurso de pessoas. Também pode acontecer que uma só pessoa pratique uma pluralidade de delitos, surgindo o fenômeno do concurso de crimes. Como última hipótese, também podemos cogitar a hipótese de que várias pessoas, unidas pelo mesmo vínculo psicológico, pratiquem uma pluralidade de crimes, ocorrendo, pois, tanto o concurso de pessoas como o concurso de crimes.
CONCURSO DE CRIMES
Espécies de Concurso de Crimes 
Concurso material: art. 69, CP 
Concurso formal: art. 70, CP 
Crime continuado: art. 71, CP 
Sistemas de aplicação da pena 
Sistema do cúmulo material: as penas de todos os crimes são somadas. É o sistema adotado para o concurso material, concurso formal impróprio e para as penas de multas. 
Sistema da exasperação: é aplicada a pena do crime mais grave e exasperada de acordo com o número de delitos que foi praticado no contexto. É adotado para o concurso formal próprio e para o crime continuado. 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso MATERIAL ou Real (Art. 69, CP)
Art. 69, do CP - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. 
Há pluralidade de condutas e pluralidade de crimes; 
Adota-se o sistema da cumulação ou cúmulo material, ou seja, as penas dos crimes praticados são somadas; 
Requisitos:
a) mais de uma ação ou omissão;
b) a prática de dois ou mais crimes.
Espécies 
Homogêneo: crimes idênticos; 
Heterogêneo: crimes distintos. 
No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro a pena de reclusão. 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso FORMAL ou Ideal (Art. 70, CP)
Art. 70, do CP - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe-a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. 
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 
Ocorre quando o agente, mediante a prática de uma só conduta (o que não quer dizer único ato – uma conduta pode ser fracionada em vários atos), pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Unidade de conduta, pluralidade de crimes. 
Requisitos: 
1) Conduta única 
2) Pluralidade de crimes - idênticos ou não 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso FORMAL ou Ideal (Art. 70, CP)
Espécies: 
a) Homogêneo: crimes idênticos (Ex. Acidente de trânsito com pluralidade de vítimas com lesão culposa (todas as vítimas com lesão). 	
b) Heterogêneo: crimes distintos (Ex. Acidente de trânsito com duas vítimas, sendo uma fatal).	 
c) Perfeito ou próprio: não há desígnios autônomos (culpa + culpa; ou dolo + culpa). 
d) Imperfeito ou impróprio: há desígnios autônomos quanto a cada um dos crimes. Intenção por parte do agente de cometer, de fato, os dois delitos (dolo + dolo).
Considere o seguinte caso hipotético: A.A. descobriu que seus sócios, B.B. e C.C., desviaram recursos substanciais da empresa para contas bancárias de familiares destes. Com o propósito de se vingar, A.A. chamou os sócios B.B. e C.C. para uma reunião entre os três. Anteriormente, A.A. havia envenenado o café que B.B. e C.C. sempre consumiam nessas ocasiões, sendo que A.A. não tomava café. B.B. e C.C. tomaram o café e morreram em decorrência da ingestão do veneno. A partir das noções sobre o concurso de crimes, é correto afirmar que A.A. cometeu dois crimes de homicídio qualificado em: concurso formal impróprio (dolo em praticar o primeiro envenenamento e dolo de praticar o segundo, tudo na mesma conduta).
A distinção entre o concurso formal próprio e o impróprio relaciona-se com o elemento subjetivo do agente, ou seja, a existência ou não de desígnios autônomos. 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso FORMAL ou Ideal (Art. 70, CP)
Critério para aplicação da pena: 
a) Concurso formal perfeito ou próprio: exasperação, ou seja, aplica-se somente a pena de um dos crimes aumentada de 1/6 até 1/2. 
aplicação da mais grave das penas, aumentada de um sexto até metade;
aplicação de somente uma das penas, se iguais, aumentada de um sexto até metade;
b) Concurso formal imperfeito ou impróprio: cúmulo material – penas somadas. 
Suponhamos que A atire em direção a B com a finalidade de matá-lo. Ao acionar o gatilho de seu fuzil, o projétil atravessa o corpo de B, matando-o, mas também acerta C, que passava pelo local, causando-lhe a morte. A conduta contra B foi dolosa e com relação a C foi culposa. A última possibilidade se traduz na hipótese em que o agente, querendo os resultados, pratica uma única conduta dolosa. Imagine-se que A, querendo a morte de B e C, arremesse na direção deles uma granada que, explodindo, produz os resultados por ele pretendidos inicialmente. Como a finalidade da conduta de A era matar as duas vítimas, valendo-se de uma única conduta, será aplicada a última parte do art. 70 do Código Penal, pois, in casu, teria agido com desígnios autônomos.
CONTUDO, MUITA ATENÇÃO – concurso material benéfico: No concurso formal próprio, se o cúmulo material é mais benéfico que a exasperação, aplicar-se-á o primeiro. Utiliza-se, neste caso, o critério mais benéfico ao agente. 
Art. 70, Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso FORMAL ou Ideal (Art. 70, CP)
O aumento decorrente do concurso formal deve se dar de acordo com o número de infrações: 
(...) 5. A exasperação da pena do crime de maior pena, realizado em continuidade delitiva, será determinada, basicamente, pelo número de infrações penais cometidas, parâmetro este que especificará no caso concreto a fração de aumento, dentro do intervalo legal de 1/6 a 2/3. Nesse diapasão, esta Corte Superior de Justiça possui o entendimento consolidado de que, em se tratando de aumento de pena referente à continuidade delitiva, aplica-se a fração de aumento de 1/6 pela prática de 2 infrações; 1/5, para 3 infrações; 1/4 para 4 infrações; 1/3 para 5 infrações; 1/2 para 6 infrações e 2/3 para 7 ou mais infrações. (...) (STJ. 5ª Turma. HC 543.725/PB, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 11/02/2020). 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso FORMAL ou Ideal (Art. 70, CP)
O roubo praticado contra vítimas diferentes em um único contexto configura o concurso formal e não crime único, ante a pluralidade de bens jurídicos ofendidos (STJ-HC 275122) 
Caso concreto: O sujeito entra no ônibus e, com arma de fogo em punho, exige que oito passageiros entreguem seus pertences (dois desses passageiros eram marido e mulher). O agente irá responder por oito roubos majorados (art. 157, § 2º-A, I, do CP) em concurso formal (art. 70). Atenção: não se trata, portanto, de crime único. 
Ocorre concurso formal quando o agente, mediante uma só ação, pratica crimes de roubo contra vítimas diferentes, ainda que da mesma família, eis que caracterizada a violação a patrimônios distintos. STJ. 5ª Turma. HC 207.543/SP , Rel. Min. Gilson Dipp, julgado em 17/04/2012.
Mas ATENÇÃO: o STJ já decidiu que, em roubo praticado no interior de ônibus, o fato de a conduta ter ocasionado violação de patrimônios distintos - o da empresa de transporte coletivo e o do cobrador - não descaracteriza a ocorrência de crime único se todos os bens subtraídos estavam na posse do cobrador. (STJ-HC 204.316-RS e AgRGno Resp 1.396.144-DF). 
A jurisprudência do STJ tem entendido que, se com uma só ação houve lesão ao patrimônio de várias vítimas, está configurado concurso formal, e não delito único. Raciocínio que é aplicável, por analogia, ao crime de cárcere privado nas hipóteses em que, por meio de uma só conduta, houve a restrição da liberdade de mais de uma pessoa.
CONCURSO DE CRIMES
Crime continuado (Art. 71, CP)
Art. 71, do CP - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. 
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.  
O agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro (chamados de crimes parcelares). 
REQUISITOS: 
1) Pluralidade de condutas; 
2) Pluralidade de crimes da mesma espécie (mesmo tipo penal); 
3) Conexão temporal (via de regra, entre um crime e outro não pode haver um intervalo superior a 30 dias); 
4) Conexão espacial (os crimes devem ser praticados na mesma cidade ou, no máximo, em cidades contíguas); 
5) Conexão modal (modo de execução semelhantes); 
6) O CP dá ao juiz a liberdade de exigir outras condições além das acima descritas. 
CONCURSO DE CRIMES
Atenção: o crime continuado exige unidade de desígnio? 
TEORIA OBJETIVA PURA: o crime continuado não depende da unidade de desígnios. Devem ser observados apenas os requisitos objetivos do art. 71, caput. Adotada pela exposição de motivos do CP. 
TEORIA OBJETIVA SUBJETIVA (MAJORITÁRIA): embora não esteja expressamente previsto, o reconhecimento da continuidade delitiva depende da verificação de requisito subjetivo, qual seja: a unidade de desígnios (deve ser possível verificar no caso concreto uma ligação entre as condutas, que indique que o agente tinha, de fato, a intenção de cometer os delitos de forma subsequênte). STF e STJ. 
Exemplo, determinado agente pretender roubar todas as agências bancárias de uma pequena cidade do interior, pois chegou ao seu conhecimento de que nela não havia um policiamento adequado e, assim, conseguir subtrair valores de três agências diferentes, é possível visualizar nessa hipótese uma relação de contexto ou uma unidade de desígnio. Ou seja, as três infrações penais praticadas estavam interligadas; a finalidade era a de levar a efeito, num único dia, os três roubos. Permite-se, aqui, primeiramente pela teoria da ficção jurídica, entender que os fatos foram cometidos numa relação de contexto, pois, segundo a teoria objetivo-subjetiva, estavam presentes, in casu, os requisitos de ordem objetiva (condições de tempo, lugar e maneira de execução), além do necessário requisito de natureza subjetiva (a unidade de desígnio).
Imagine-se, agora, outro exemplo: Suponhamos que determinado agente tenha praticado um delito de roubo numa agência bancária localizada em Belo Horizonte. Dias mais tarde, depois de ter consumido com todos os valores por ele subtraídos, resolve levar a efeito nova empreitada criminosa, vindo a roubar valores de outra agência, na mesma cidade. Pergunta-se: Qual a unidade de desígnio ou a relação de contexto que se pode visualizar entre as duas infrações apontadas? Obviamente que nenhuma, razão pela qual não poderá ser beneficiado com a ficção jurídica do crime continuado.
CONCURSO DE CRIMES
Espécies: 
a) Simples: crimes parcelares possuem penas idênticas. 
✓ Critério para aplicação da pena: o juiz escolhe qualquer das penas, e a aumenta de 1/6 a 2/3 
b) Qualificado: crimes parcelares possuem penas diversas (exemplo: furto simples consumado e furto tentado; furto simples + furto qualificado – prevalece ser possível). 
✓ Critério para aplicação da pena: o juiz escolhe a pena mais grave, e a aumenta de 1/6 a 2/3 
c) Específico OU Crime continuado qualificado: (atenção aqui!) Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo. 
CONCURSO DE CRIMES
Concurso material benéfico:
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.  
A ficção do crime continuado, por razões de política criminal, foi criada em benefício do agente. Assim, não seria razoável que um instituto criado com essa finalidade viesse, quando da sua aplicação, a prejudicá-lo. Se o juiz, portanto, ao levar a efeito os cálculos do aumento correspondentes ao crime continuado, verificar que tal instituto, se aplicado, será mais gravoso do que se houvesse o concurso material de crimes, deverá desprezar as regras daquele e proceder ao cúmulo material.
CONCURSO DE CRIMES
ENTENDIMENTOS JURISPRUDENTCIAIS:
Para a caracterização da continuidade delitiva é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva - mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e de ordem subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos (Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva). 
A continuidade delitiva, em regra, não pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos praticados em período superior a 30 (trinta) dias. 
A continuidade delitiva pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos ocorridos em comarcas limítrofes ou próximas. 
A continuidade delitiva não pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos cometidos com modos de execução diversos. 
Não há crime continuado quando configurada habitualidade delitiva ou reiteração criminosa. 
Súmula 711, STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade delitiva ou da permanência. 
Para a caracterização da continuidade delitiva, são considerados crimes da mesma espécie aqueles previstos no mesmo tipo penal. 
Atenção. Essa tese representa a regra geral. No entanto, algumas vezes o STJ admite exceções: (...) A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça compreende que, para a caracterização da continuidade delitiva, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva (mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução) e subjetiva (unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos), nos termos do art. 71 do Código Penal. Exige-se, ainda, que os delitos sejam da mesma espécie. Para tanto, não é necessário que os fatos sejam capitulados no mesmo tipo penal, sendo suficiente que tutelem o mesmo bem jurídico e sejam perpetrados pelo mesmo modo de execução. 2. Para fins da aplicação do instituto do crime continuado, art. 71 do Código Penal, pode-se afirmar que os delitos de estupro de vulnerável e estupro, descritos nos arts. 217-A e 213 do CP, respectivamente, são crimes da mesma espécie. (...) STJ. 6ª Turma. REsp 1767902/RJ, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/12/2018. 
Nãoé possível reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de roubo (art. 157 do CP) e de latrocínio (art. 157, § 3º, segunda parte, do CP) porque apesar de serem do mesmo gênero não são da mesma espécie. 
Não é possível reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de roubo (art. 157 do CP) e de extorsão (art. 158 do CP), pois são infrações penais de espécies diferentes. 
CONCURSO DE CRIMES
ENTENDIMENTOS JURISPRUDENTCIAIS:
Na continuidade delitiva específica, prevista no parágrafo único do art. 71 do CP, o aumento fundamenta-se no número de infrações cometidas e nas circunstâncias judiciais do art. 59 do CP. Tanto prova, recentemente o STJ sumulou tão entendimento:
Súmula 659, STJ: A fração de aumento em razão da prática de crime continuado deve ser fixada de acordo com o número de delitos cometidos, aplicando-se 1/6 pela prática de duas infrações; 1/5 para três; 1/4 para quatro; 1/3 para cinco; 1/2 para seis; 2/3 para sete ou mais infrações. 
CONCURSO DE CRIMES
CONCURSO E A PENA DE MULTA:
Art. 72. No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. 
O art. 72 do Código Penal é restrito às hipóteses de concursos formal ou material, não sendo aplicável aos casos em que há reconhecimento da continuidade delitiva. Desse modo, a pena pecuniária deve ser aplicada conforme o regramento estabelecido para o crime continuado, e não cumulativamente (STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 484.057/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 27/02/2018). 
No crime continuado, a pena de multa deve ser aplicada mediante o critério da exasperação, tendo em vista a inaplicabilidade do art. 72 do CP. 
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