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https://v3.camscanner.com/user/download UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP NUTRIÇÃO EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA STAPHYLOCOCCUS AUREUS E INTOXICAÇÃO ALIMENTAR LIMEIRA – SP 2025 Bruna Bongiovani – RA 2450723 Pryscilla Vitoria dos Santos Teles – RA 2407377 Vitória Ramos Gadelha – RA 2444105 Wanessa Queiroz Costa – RA 2445912 Relatório Atividade de Extensão Universitária – Staphylococcus aureus e intoxicação alimentar Relatório apresentado pelas alunas do segundo semestre de Nutrição à disciplina de Microbiologia dos alimentos à professora Dra. Renata Aquino Zani. LIMEIRA – SP 2025 1. INTRODUÇÃO Este relatório tem o objetivo de oferecer informação sobre a bactéria Staphylococcus aureus e os prejuízos causados por alimentos contaminados, como por exemplo, as Enterotoxinas que são substâncias tóxicas. Utilizamos como meio de comunicação o aplicativo de redes sociais Instagram, onde elaboramos um post de caráter informativo, para que, os usuários conheçam os microrganismos, bem como os perigos por eles causados, de modo que, tornando publica a informação, ela possa ser compartilhada com o maior número de usuários possíveis. Os Staphylococcus aureus são bactérias Gram-positivas, aeróbicas, facultativas, e se caracterizam em grupos semelhantes a cachos de uva. Este grupo é representado por bactérias imóveis, não esporuladas e geralmente não capsuladas, apresentando positivo para o teste de catalase na maioria das vezes. São bactérias que crescem em meio de cultura comuns, como caldo ou Agar simples, com pH próximo ao neutro e em temperatura ótima de 37°C. As colônias formadas em placas apresentam-se arredondadas, lisas e brilhantes. Essas bactérias podem ser encontradas no ar, esgoto, água, leite e em alimentos ou equipamento utilizados para processar alimentos, nas superfícies expostas aos ambientes, nos seres humanos, animais, sendo esses dois últimos os principais reservatórios. Os Staphylococcus aureus podem estar presentes nas vias nasais, na garganta, cabelo, e na pele dos indivíduos. 2. DTA – DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001), DTA é uma síndrome originada pela ingestão de alimentos e/ou água que contenham agentes etiológicos (biológicos, toxinas, físicos ou substancias químicas) em quantidades que afetam a saúde do consumidor em nível individual ou grupo populacional. DTA é qualquer síndrome que resulta da ingestão de alimentos contaminados em qualquer etapa da cadeia produtiva com perigos biológicos, químicas ou físicas. Doenças usualmente de natureza infecciosa, toxinogênica ou tóxica, causada por agentes que entram no organismo por meio da ingestão de alimentos. Todas as pessoas estão sob o risco de DTA. Lesões ou danos fisiológicos por fragmentos sólidos contaminantes, presentes nos alimentos, não estão completamente caracterizados como DTA. Entretanto, fazem parte dos agravos possíveis à integridade física e saúde dos consumidores. O alimento contaminado se constitui no mais importante veículo do agente patogênico. A via de penetração mais comum do patógeno no organismo humano é oral, por alimento contaminado ou água (com presença de excretas de animais, fezes humanas, insetos e roedores), e utensílios, ambiente ou solo contaminado. As doenças podem ser divididas em relação àquelas ocasionadas por microrganismos que usam o alimento como veículo de transmissão (brucelose, cólera) e por microrganismos que usam o alimento como meio de crescimento (infecção e intoxicação). 3. ENTEROTOXINAS As enterotoxinas são proteínas que são secretadas e acumuladas durante a fase exponencial do crescimento da bactéria, neste caso do Staphylococcus aureus. São altamente estáveis, resistem a muitas enzimas proteolíticas como a pepsina e tripsina explicando sua atividade no sistema digestivo, e são altamente resistentes ao calor principalmente quando estão associadas à matriz dos alimentos (BERGDOLL, 1983). Existem diferente tipos de enterotoxinas, entretanto somente algumas são capazes de causar intoxicação alimentar. A intoxicação alimentar por Staphylococcus aureus resulta da ingestão de enterotoxinas estafilocócicas (EE) pré-formadas em alimentos e a maioria dos surtos se deve a manipulação inadequada destes, por falta de higiene pessoal ou pela higienização deficiente de utensílios e de equipamentos. Entre os alimentos geralmente envolvidos estão as carnes, as aves, cogumelos processados, produtos lácteos, ovos e maionese, sendo o tipo de enterotoxina mais frequentemente envolvida nas intoxicações alimentares é a SEA, seguida da SED. Os sintomas mais comuns de intoxicação alimentar estafilocócica é náuseas, vômitos, prostração agudas e cólicas abdominais, diarreia, salivação intensa, sudorese e desidratação, sendo que, os sintomas geralmente começam 2 a 6 horas após o alimento contaminado ser consumido. Algumas cepas produzem uma toxina, proteína altamente termoestável, responsável no homem pelos quadros de estafiloenterotoxemia ou estafiloenterotoxicose. A toxina é denominada enterotoxina por causar gastrenterite ou inflamação das mucosas gástrica ou intestinal. Essa enterotoxina é dividida em seis tipos, sendo eles: A, B, C1, C2, D e E. A disseminação ocorre por manipuladores de alimentos de alimentos, úbere de vaca, pele, carcaça de animais, equipamentos e utensílios. ⠀⠀⠀ 3. POST REDES SOCIAIS Para que a população tome conhecimento do microrganismo Staphylococcus aureus, bem como os prejuízos causados por alimentos contaminados, elaboramos um post de caráter informativo, o qual será postado no perfil da Nutrição Unip Campos Limeira gerenciado pela coordenadora do curso. As figuras 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 apresentam cada uma das imagens do post. Figura 1 - Primeira imagem do post Fonte: autoria própria Figura 2 - Segunda imagem do post Fonte: autoria própria Figura 3 - Terceira imagem do post Fonte: autoria própria Figura 4 - Quarta imagem do post Fonte: autoria própria Figura 5 - Quinta imagem do post Fonte: autoria própria Figura 6 - Sexta imagem do post Fonte: autoria própria Figura 7 - Sétima imagem do post Fonte: autoria própria Figura 8 - Oitava imagem do post Fonte: autoria própria 4. Conclusão De modo geral, todos os alimentos que requerem considerável manipulação durante seu preparo e cuja temperatura de conservação é inadequada, como acontece com saladas e recheios de sanduiches, por exemplo, são passíveis de causar intoxicação alimentar. Para evitar intoxicação estafilocócia, é essencial adotar boas práticas de higiene e manipulação dos alimentos, sendo elas: lavar bem as mãos antes de manipular alimentos e após usar o banheiro. Evitar manipular alimentos se estiver com feridas ou infecções na pele; Armazenar os alimentos perecíveis refrigerados a temperaturas abaixo de 5ºC; Cozinhar os alimentos a temperaturas adequadas para eliminar as bactérias; Lavar e desinfetar utensílios e superfícies que entram em contato com o alimento e separar alimentos crus de alimentos cozidos para evitar a transferência de bactérias. Essas práticas ajudam a prevenir a proliferação de bactérias como a Staphylococcus aureus. A ampliação e divulgação dessas informações deve ter alcance da sociedade em geral para que se torne uma prática cotidiana de sempre que possível higienizar os alimentos e utensílios, uma vez que o consumidor necessita de informações concretas e seguras para que se possam evitar contaminações bem como prejuízos a saúde. Referências Bibliográficas 1. BERGDOLL,M. S. Enterotoxins. In Staphylococci and Staphylococcal Infections (Easman, C.S and Adlan, C., eds.). Academic Press, London, UK, pp.559-98, 1983. 2. BRASIL, Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Resolução RDC n.12, de 02 de janeiro de 2001, Regulamento Técnico sobre os padrões microbiológicos para alimentos. Disponível em: http/ www.anvisa.gov.br Acesso em 20 de março de 2025 3. POPOLIM, Welliton Donizeti. “Microbiologia dos Alimentos”. São Paulo: Editora Sol, 2022. 4. VIEIRA, Conrado. “Enterotoxinas Estafilocócicas”; ABC Food Safety, 2021.Disponível em: https://www.abcfoodsafety.com.br/post/enterotoxinas- estafiloc%C3%B3cicas Acesso em 14 de março de 2025. http://www.anvisa.gov.br/ https://www.abcfoodsafety.com.br/post/enterotoxinas-estafiloc%C3%B3cicas https://www.abcfoodsafety.com.br/post/enterotoxinas-estafiloc%C3%B3cicas