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Agricultura V Culturas - Trigo, Algodão e Café Data da avaliação do Prof. Silas: 08/05 - Trigo O trigo é um cereal, um dos mais produzidos do mundo ● 3º cereal mais cultivado do mundo ● Cereal de inverno ● 2 espécies de trigo, de verão e de primavera, o trigo de inverno precisa de um processo chamado vernalização (acúmulo de horas de frio). ● No Brasil trabalhamos com o trigo de primavera ● Alguns países 9 toneladas por ha a média de produtividade em alguns países, 150 sc por ha, a média de produtividade de trigo no Brasil: Paraná e RS ● Espécies de trigo Triticum aestevam L. (mais cultivada no mundo), Triticum Duro Para que serve o trigo? A principal função é produzir farinha para produzir o pão. Necessita de critérios de qualidade que para nós da região tropical é muito difícil de alcançar. Brading é o termo inglês para a mistura. Cerca de 25% da farinha de trigo que é feita para fazer pão é importada no Brasil. ➔ SACA DE TRIGO: R$70 ➔ Ph do trigo- peso hectolitro (quanto pesa 1 litro de trigo). 78 é o padrão ➔ CUSTO DE IMPLANTAÇÃO: R$ 3.000 ha ➔ PRODUTIVIDADE MÉDIA: 3 T/ha ● Maiores produtores: China, EUA, Canadá, Rússia ● Centro de origem do trigo: Vem do mediterrâneo, ambiente seco e temperaturas baixas ● Na região Sul do Paraná o inverno não é seco, quando colocamos o trigo na temperatura alta e úmida, trazemos muitas doenças, principalmente fungos ● Instabilidade do preço, questão da qualidade que tem que entregar e também a questão do clima. ● O maior motivo de não ter trigo na região de Maringá é o milho. ● Pensando em resíduo é muito mais interessante uma lavoura de trigo ao invés de milho. ● Implantação de trigo no Paraná- abril, junho... colhe-se em outubro em Guarapuava. ● Trigo melhorador- alta capacidade de concentração do glúten, precisa investir mais na adubação nitrogenada. ● Guarapuava produz de 5 a 6 toneladas ● Estado com a maior produtividade média de trigo: Goiás e Brasília ● Áreas de pivô de 5 a 6 toneladas. ● Região temperada, trigo de inverno (9 a 10 toneladas) ● Uma região no Brasil que consegue fazer 3 safras em um único ano agrícola. Não são todos os anos e não são todas as áreas. 10/04 HERBICIDAS PARA CONTROLE DE PD DE FOLHA LARGA em pós 1. Metsulfuron-metilico: Ally (mais utilizado) 2. 2,4-D 3. Basagran MORFOLOGIA - Triticum aestivum L. - Triticum durum L. sistema radicular - fasciculado colmo - nós e entre nós ● emergência de 5 a 7 dias ● germinação 48 hrs ● implantação da lavoura em linha ● espaçamento 20 cm ● 80 a 1,00 m de altura ● de 7 a 8 folhas por planta ● perfilha - a partir da 4 folha desenvolvida começa a aparecer ● 300 sementes por m² ● o perfilho compensa a falha que pode ter ocorrido na implantação da lavoura não é interessante a nível comercial a planta perfihar excessivamente, a energia vai ser gasta no dreno que não vai gerar nada. como identificar uma cultivar de trigo? como identificar uma lavoura de trigo? presença de lígula e aurícula ● 4 perfilhos viáveis afeta o perfilhamento: - doses de N - população de plantas - fatores genéticos folhas ● Posição da folha bandeira É a folha que está mais próxima do dreno e portanto é a que mais contribui para o enchimento de grãos. Ela se encontra enrolada na espiga fungicidas preventivos são feitos quando ocorre essa folha bandeira pode ser: ereta, intermediária ou pendicular isso depende da cultivar Espiga diferença entre a panícula e a espiga? panícula - a estrutura que liga os grãos se chama pedicelo que liga raquiis (arroz, aveia, sorgo) espiga - os grãos estão ligados diretamente raquis (trigo) ● espiga mútica (não se vê aristas) ● aristas apicais ● aristas normais maior parte das variedades possuem aristas, que atuam como mecanismo de defesa para não ser consumida por herbivoros. Na espiga possui um órgão chamado espigueta - as espiguetas possuem a lema e a pálea que envolve os grãos . Possuem a gluma superior e a gluma inferior que são membranas. ● 3 a 4 grãos por espigueta → São autogámas FENOLOGIA Classificação: FEEKES Germinação/Emergência - coleoptilo rompendo a superficie do solo (5-7 dias); Perfilhamento - da 4 para 5 folha começa a produzir os perfilhos (adubação de cobertura com N quando começa o perfilhamento ou um pouco antes p/ estimular); Elongamento - elongamento do colmo principal e começa a desenvolver a estrutura reprodutiva (primordio da espiga). nessa fase cessa o perfilhamento Emborrachamento e florescimento - no emborrachamento a folha bandeira está exposta e ocorre o aparecimento das aristas (nessa fase realiza o manejo de fungicida), ocorre a emergência da espiga depois de 2-3 dias ocorre o florescimento; (a espiga de trigo não floresce todas ao mesmo tempo - começa do centro p/ a extremidade). No florescimento é sensível a temperaturas baixas; Enchimento de grãos - enchimento de amido e queda de umidade o ciclo da cultura é de 130 dias aproximadamente. semeiam em maio na região sul para fugir das geadas. Pois temperaturas baixas levam ao abortamento de flores. NUTRIÇÃO DE PLANTAS E ADUBAÇÃO NUTRIENTES E DEMANDA para cada tonelada de grão produz 1,2t de biomassa. 200 kg N P 30 kg K S CALAGEM E GESSAGEM extremamente sensível ao alumínio, limitando a produtividade e o desenvolvimento do sistema radicular. V% ideal para a cultura do trigo: 70% 20% relação de Cabaixa radiação ocorrerá baixa quantidade de perfilhamento). na base do mesocótilo e do perfilho principal vai ocorrer a formação dos perfilhos Elongamento Fase reprodutiva começa neste estádio onde ocorre a formação da estrutura reprodutiva, surge o duplo anel que irá formar a espiga. pode durar de 20 - 30 dias depende da temperatura. inicio da formação da espiga a partir do duplo anel, o elongamento ocorre a partir do 4 colmo 1- 2- espiga vai gradativamente se desenvolver, e 3- espigueta terminal nesse estádio é afetado o componente N° de espiguetas por espiga de 12 a 20 espiguetas (15 - 18) n° de espiguetas por espiga Durante essa fase ocorre o início da formação da espiga, chamada duplo anel. Apareceu a espigueta terminal, a fase de formação da espiga termina e começa o florescimento. florescimento do centro da espiga para as extremidades Elongamento a Emborrachamento Nesse estádio afeta os componentes N° de espiguetas por espiga e o N° de grãos por espigueta. Geada ou estresse hídrico Quais fatores edafoclimáticos podem afetar o florescimento? Temperaturas altas - acúmulo de unidades de calor é maior e assim o desenvolvimento da cultura é mais rápido. Terá menos tempo para formar o n° de espiguetas e o n° de flores. Emborrachamento e Florescimento Afeta os componentes N° de grãos por espigueta As doenças na espiga é preciso realizar o manejo preventivo destas nesse estádio. baixas temperaturas no florescimento prejudicam as flores e a formação dos grãos. Viabilidade do grão de polén florescimento além da temperatura, a disponibilidade de água pode afetar pois quando a planta está sob estresse hídrico ela produz ácido abscísico e etileno e pode levar ao abortamento das flores. fecundação do óvulo > ocorre uma série de divisões celulares e nas primeiras semanas após o florescimento essa sequência de divisão celular vão dar origem ao n° de células que vão armazenar amido no grão se houver qualquer estresse vai diminuir esse n° de células e portanto afeta a massa de mil grãos. Florescimento ao Enchimento de grãos Afeta a massa de mil grãos entre set -out ocorre o enchimento do grão no sul do Paraná Enchimento de grãos - existem 3 folhas vivas por perfilho, 90% do carboidrato que está dentro do grão foi produzido dentro do período de enchimento de grão. A luz vai afetar diretamente o enchimento do grão, por que vai ter uma menor taxa fotossintética e menor fixação de carboidrato diminuindo o enchimento dos grãos. n° de perfilhos por m² ocorre uma queda devido a não serem viáveis o índice de área foliar caiu no final por que folha bandeira - responsável por 50% dos carboidratos que estão dentro do grão. A sanidade desta folha é importante porque está mais perto do dreno e está recebendo a maior quantidade de radiação. Evapotranspiração do trigo é bem menor em relação às demais culturas evapotranspiração é maior durante o elongamento e menor durante o enchimento de grãos e isso é devido a maior quantidade de folhas, no enchimento de grãos se tem apenas 3 folhas as demais seneceram. desafios para aumentar a produtividade? O componente de produtividade que deve ter maior atenção é o N° de grãos por espigueta. 24/04 MANEJO FITOSSANITÁRIO Piraxosulfon Yamato Pyroxsulam - Tricea Clodinofope - Topik Iodosulfuron - Hussar Metilico Tiofanato Metilifo Trifloxistrobina + Tebuconazol - Nativo Trifoxistrobina + Bixafen + Proticonazol - Fox Pro CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS DE FOLHA ESTREITA EM PÓS EMERGÊNCIA: Pyroxsulam - Tricea = inibidor da sintese de ALS Clodinofope - Topik = inibidor da sintese de accase Iodosulfuron - Hussar = inibidor da sintese de AlS principais daninhas no trigo: aveia e azevém. Piraxosulfon Yamato = inibidor - controle em pré emergencia FUNGICIDAS: controle da giberela e brusone que são doenças da espiga Tiofanato Metilico = Cercopinho - controle de Brusone Trifloxistrobina + Tebuconazol = Nativo - controle de Giberela Trifoxistrobina + Bixafen + Proticonazol = Fox Pro - Controle de Giberela (dá menos problema na questão de fungicidas quentes, porque é aplicado na época de temperaturas amenas e isso não acontece.) Mancozeb - multisítio – controle de Brusone MANEJO DE PLANTAS DANINHAS PAI - 12 dias PCPI - 12 a 24 dias PTPI - 0 a 24 dias quando ela começa a fechar a linha a capacidade de interferência das plantas daninhas diminui → dessecação pré semeadura para implantar a lavoura no limpo e evitar essa competição com as plantas daninhas. → com 24 dias já está ocorrendo o perfilhamento. Principais espécies invasoras: ● Lolium multiflorum - azevém (resistente a glifosato, ALS e ACCase) estratégia para controlar azevém resistente - usar pré emergente = Yamato + Dual Gold (inibidor da divisão celular). ● Avena spp. - Aveia ● Conyza spp. - Buva ● Polygonum convolvulus - cipó de viado ● raphanus raphanistrum - Nabiça ● vicia vilosa - ervilhaca folhas largas - utiliza o Ally para controlar MANEJO DE PRAGAS ● Schizaphis graminum - pulgão verde dos cereais ● Rhopalosiphum padi - pulgão do trigo é encontrado nas folhas na parte abaxial estiagem proporciona maior população de pulgão → nível de controle: em média 10% das plantas com inseto se faz o controle ● Sitobion avenae - pulgão ● Dichelops melacanthus - percevejo barriga verde → na parte vegetativa não é tão problemático, a fase reprodutiva e enchimento de grãos se torna mais problemático nível de controle: período reprodutivo - 2 percevejos/m² período vegetativo - 4 percevejos/m² ● Mythimna adultera - lagarta do trigo - problemática juntamente com o pulgão ● spodoptera frugiperda - lagarta do cartucho CONTROLE QUÍMICO - PULGÃO E PERCEVEJO piretroide e neonicotinoide ● engeo pleno ● Galil ● Sperto percevejo - organofosforado ● acefato LAGARTAS ● Lannate ● Premium ● Belt Qual o dano que a lagarta causa na lavoura? desfolha Qual o dano que o percevejo causa na lavoura? deixa os grãos chochos e leves Qual o dano que o pulgão causa na lavoura? suga o conteúdo celular e deixa a planta raquítica MANEJO DE DOENÇAS SISTEMA RADICULAR ● Podridão comum - Bipolaris sorokiniana Controle: uso de sementes sadias, rotação de culturas visando a redução do inóculo na palha. Tratamento de sementes - nas sementes de trigo salva condições favoráveis = condições amenas FOLIARES ● Oídio - Blumeria graminis condições: T° entre 15 a 22°C e pouca umidade relativa (massa pulverulenta) causa redução da taxa fotossintética (acomete nossa região) controle: Uso de cultivares resistentes ou tolerantes, tratamentos de sementes e controle com fungicidas. ● Ferrugem - Puccinia spp. Condições: T° entre 15 a 20°C e elevada umidade relativa do ar. Controle: Uso de cultivares resistentes ou tolerantes e uso de fungicidas (grupo dos triazois) ● Manchas foliares: - Bipolaris sorokiniana (mancha marrom) - Stagonospora nodorum (mancha da gluma) - Drechslera tritici repentis (mancha bronzeada) → acometem a lavoura antes do espigamento. → na fase reprodutiva de 2 a 3 aplicações para controle dessas doenças; QUANTIFICAÇÃO SE É OU NÃO VIÁVEL FAZER O CONTROLE: LDE = ID = [Cc/(Pp x Cd)] x Ec Cc = R$ 70,00 ha Pp = tonelada 60 kg —------- R$80,00 1000 kg —------ X X = R$ 1.333,00 Cd = 3.000 kg x (5,49 - tabela) = 16,47 / 1000 = 0,01647 Ec = 85% (mínimo) LDE = ID = [70/(1.333 x 0,01647)] x 0,85 LDE = ID = 2,71 ESPIGAS ● Brusone - Pyricularia grisea causam um dano muito grande e causa danos diretamente no produto como identificar: doença que é transmitida por restos culturais, por isso a rotação de culturas é importante. Os hospedeiros são todos os cereais de inverno sintomas: causam manchaselípticas, podem atingir os nós causando necrose e na espiga causa o embranquecimento das espiguetas e aristas (do topo para base). condições favoráveis: T de 20°C, o tempo de molhamento foliar de 15 - 20 hrs é suficiente para desenvolver a doença. (na nossa região é mais comum essa doença) controle: Evitar a semeadura precoce, uso de cultivares com melhor desempenho e aplicação de fungicidas antes do espigamento. ● Giberela - Gibberella zeae / Fusarium graminearum Lembra uma teia de aranha, que é a presença de micélios. Quando doente a espiga muda a direção das aristas, pode ter espigas com espiguetas contaminadas e partes com espiguetas não contaminadas. condições favoráveis: Giberela se desenvolve em resíduos de milho, são necrotróficos. Controle: Cultivares moderadamente resistentes, escalonamento de semeadura, cultivares com ciclos diferentes de espigamento e controle químico (fase de emborrachamento). NÃO TEM VARIEDADES RESISTENTES PARA ESSAS DOENÇAS! MICOTOXINAS? ● Origem: são produtos secundários do metabolismo dos fungos - Da Giberela e Brusone estratégias: controlar o fungo: - utilizar fungicidas - no processamento separar os grãos mais leves que podem ter sido acometidos por Giberela e Brusone. - condições de armazenamento dos grãos. ● Equilíbrio entre custo e manejo; ● Produto de uso direto pelo homem. COLHEITA Ponto de colheita: à medida que a espiga vai amadurecendo ela sai da coloração verde para a amarelo palha. - a marca da unha fica retida e não desfaz o grão. dessecação? dá, porém não é usual realizar essa prática, devido a resíduos para consumo humano e não é necessário porque o padrão de colheita é mais uniforme. glufosinato de amônio (Finale) - dessecante que pode ser utilizado. 13% umidade - separa mais facilmente o grão da espiga Problemas comuns: - Germinação pré colheita: causada pela chuva e acontece na nossa região com maior frequência, - perdas qualitativas PÓS COLHEITA PROCESSAMENTO COLHEITA SECAGEM E ARMAZENAGEM (armazenamento pode ser de curto ou longo prazo) RECEPÇÃO PREPARAÇÃO PARA MOAGEM MOAGEM No recebimento do trigo é retirado uma amostra para realizar as análises físico químicas, é feita a coleta para identificar a umidade, quantidade de impurezas, quantidade de grãos ardidos. PREPARAÇÃO PARA MOAGEM O acondicionamento é a adição ou retirada de água do grão. Seu objetivo é separar farelo e endosperma, reduzindo as impurezas na farinha. análises de cinzas gérmen de trigo - sais minerais MOAGEM Rotura: partir o grão e raspar o endosperma Separação: divisão de partículas Redução: redução de partículas QUALIDADE TECNOLÓGICA DO TRIGO Agricultor - qualidade que pesa na balança, resistente a doenças Moinho - Panificador - qualidade que produza um bom pão que cresça, sendo crocante por fora e macio por dentro. Consumidor - 70% forma o carboidrato 12% proteína 12% água 6% outros PROTEÍNA Tipos de proteínas no trigo: ● formadoras de glúten; ● não formadoras de glúten. Glúten: é o complexo proteico (rede de glúten) formado quando a água é adicionada à farinha de trigo e mistura para formar uma massa. quantidade adequada de glúten - A reologia é o ramo da ciência que estuda as deformações e ………….. FATORES MUITAS VEZES QUALITATIVOS Grupo, Classes e tipo - Grupo I: trigo destinado diretamente à alimentação humana; - Grupo II: trigo destinado à moagem e a outras finalidades. Classes: - Trigo melhorador - Trigo pão - Trigo doméstico - Trigo básico - Trigo para outros usos ● 52% utilizado em panificação importação do trigo: Argentina e Canadá Físico: Impurezas, peso hectolitro, massa de 1000 grãos, dureza dos grãos. Físico-químicos: N° de queda ou falling number, expresso em segundos. quanto maior é a atividade da enzima, pior é a qualidade da farinha quando tiver mais água vai ativar as enzimas; Alveografia: extensibilidade da massa e a resistência da massa Farinografia: ● A colheita é uma etapa crítica para questõs de variabilidade econômica; ● conhecer as características tecnológicas é fundamental para posicionar o manejo. o que acontece no campo que pode reduzir o peso hectolitro? falta de chuva (seca severa), doenças fungicas, percevejo,