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Unidade I
ESTUDOS DISCIPLINARES
Freud e o mal-estar na civilização
Profa. Adriana Mônaco 
Jucele
Realce
 Fundador da Psicanálise.
 Médico neurologista.
 Realizou estudos sobre histeria.
Teorias: inconsciente da mente humana e a sexualidade 
revolucionaram as interpretações humanas no século XX.
 Desenvolve o método psicanalítico: a cura pela conversa 
e o acesso ao inconsciente pelo método da interpretação 
de sonhos e da livre associação.
 Conceitos: mecanismos de defesa, repressão psicológica 
e instâncias psíquicas: Id, Ego e Superego.
Sigmund Freud (1853-1939)
Jucele
Realce
 Consciência: consciente, pré-consciente e inconsciente.
 Os níveis de consciência estão distribuídos entre três instâncias: 
o Id, o Ego e o Superego. Relação dinâmica.
 Id: representa os processos primitivos e o reservatório das 
pulsões. Essas pulsões seriam ou de origem sexual, ou atuariam 
com objetivo de autopreservação. Posteriormente, introduziu o 
conceito da pulsão de morte. 
 Ego: permanece entre ambos, alternando nossas necessidades 
primitivas e nossas crenças éticas 
e morais. É a instância em que se inclui a consciência. 
 Superego: uma parte que contra-age ao Id, representa 
os pensamentos morais e éticos internalizados.
Teoria do inconsciente
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 O mal-estar é próprio da organização do psiquismo 
humano; estrutural.
Viver em sociedade requer renúncia a dois instintos primitivos de 
satisfação pulsional:
 agressividade;
 sexualidade.
A repressão orgânica dos componentes libidinais prepara 
o indivíduo para o caminho da civilização por meio dos mecanismos 
de defesa do aparelho psíquico.
Teoria freudiana da cultura
 Até que ponto a civilização é construída sob renúncias de 
satisfações instintuais?
 Como atua a estrutura psíquica para compensar esta perda?
 Como atender as exigências instintuais frente às restrições
da civilização?
 Frustração cultural domina o campo dos relacionamentos 
sociais entre os seres humanos. É a causa da hostilidade 
contra a qual todas as civilizações precisam lutar.
 Depende da satisfação real que o homem espera do mundo 
externo e de quanta força ele se atribui para modificá-lo 
conforme seus desejos. A constituição psíquica é decisiva.
Causas do mal-estar na civilização
 Fome representa os instintos de preservação do indivíduo –
instintos do ego.
 Amor representa os instintos de preservação da espécie 
dirigido ao objeto – instinto objetal. 
 Libido é a energia despendida dos instintos objetais, 
denominados instintos “libidinais” e que são dirigidos 
a um objeto. Um desses instintos objetais, o instinto 
sádico, fazia parte da vida sexual. 
 Narcisismo: o próprio ego se achava investido de libido – volta-
se para os objetos – torna-se libido objetal.
 Libido é uma energia instintiva.
Teoria psicanalítica dos instintos
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 Agressividade representa o instinto de morte, que operava 
silenciosamente; parte do instinto é desviada do mundo 
externo e vem à luz como instinto de agressividade. O próprio 
instinto a serviço de Eros (vida, preservação) seria forçado 
a dirigir sua agressividade para fora e, quando esta era 
restringida, estava fadada a aumentar a autodestruição.
 Sadismo: instinto componente da sexualidade, cuja atividade 
de afeição era substituída pela crueldade.
 Masoquismo: instinto componente da destrutividade dirigida 
para dentro.
 Nos dois instintos é possível perceber o vínculo entre 
as tendências para a sexualidade e a agressividade.
Teoria psicanalítica dos instintos
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 O instinto de agressão é derivado e representante 
do instinto de morte.
 O instinto da sexualidade é derivado dos instintos objetais –
energia que se designa “libido” e representante do instinto 
de vida e autopreservação (Eros).
 Exemplo de instinto objetal: o sádico que busca satisfazer 
o instinto de dominação, crueldade. Meta sexual não amorosa; 
masoquismo: destrutividade dirigida para dentro.
Instinto de vida e instinto de morte
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 Pulsão de morte faz parte da natureza do homem; 
uma disposição instintiva original e autossubsistente.
 Uma parte da energia pulsional que se encontra fora da 
organização dos princípios, satisfazendo-se alheia à regra 
de evitar o desprazer. 
 Trata-se de uma função do aparelho psíquico mais primitiva 
do que o intuito de obter e evitar o desprazer.
 O instinto de destruição, moderado e domado – inibido 
em sua meta, proporciona ao ego a satisfação de suas 
necessidades vitais.
Instinto de agressividade
Freud formulou a tese de que o mal-estar na civilização é causado 
pela renúncia a dois instintos primordiais. Quais 
são eles? 
a) Sadismo e masoquismo.
b) Eros e morte.
c) Agressividade e sexualidade.
d) Ego e superego.
e) Libido e narcisismo.
Interatividade
Freud formulou a tese de que o mal-estar na civilização é causado 
pela renúncia a dois instintos primordiais. Quais 
são eles? 
a) Sadismo e masoquismo.
b) Eros e morte.
c) Agressividade e sexualidade.
d) Ego e superego.
e) Libido e narcisismo.
Resposta
Jucele
Realce
 Constituição psíquica: contém impulsos rudes e desenvolvidos 
em que atuam as instâncias psíquicas do Id, 
Ego e Superego. Há a conservação do primitivo junto àquilo 
transformado que dele nasceu: cisão do desenvolvimento.
 Mecanismos de sublimação do instinto = deslocamento 
da libido é transformado num impulso inibido na meta. 
Exemplo: o amor.
 Nada que uma vez se formou pode acabar. Conserva-se, 
não é destruído. Exemplo: práticas da ioga/ meditação.
Atuam como regressão a estados arcaicos, cobertos, 
da vida psíquica; afastamento do mundo exterior, 
despertam sensações. 
Funcionamento psíquico 
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
1. Qual o propósito (desejo) da vida humana ?
Buscar a felicidade; ser feliz e assim permanecer.
2. Mas por que é tão difícil ser feliz ?
As possibilidades de felicidade são sempre restringidas 
por nossa própria constituição.
 O êxito da felicidade dependerá da capacidade psíquica
de adaptar sua função ao meio e aproveitá-lo para 
conquistar prazer.
Impulso inibido na meta 
 Programa do princípio do prazer estabelece a finalidade 
da vida: a busca da felicidade.
Reflexão: O quê você deseja alcançar na vida?
 Felicidade significa a vivência de fortes prazeres.
 A busca tem dois lados: uma meta positiva (prazer) 
e uma negativa (ausência de dor, desprazer).
 Desacordo com o Universo: todo o arranjo contraria. 
 Felicidade: satisfação de necessidades; experiência de 
sensações de prazer. Possível como fenômeno episódico. 
Somos feitos para fruir intensamente o contraste e pouco 
o estado. Logo, as possibilidades de felicidade são restringidas 
por nossa constituição. 
Princípio do prazer
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 A felicidade constitui um problema da economia libidinal 
do indivíduo. Luta pela felicidade (prazer) e pelo afastamento do 
sofrimento (desprazer).
1. Quanta satisfação real o indivíduo pode esperar do mundo?
2. Até que ponto faz-se independente dele?
3. Quanta força se atribui para modificá-lo conforme seus 
desejos? Neste ponto, a constituição psíquica será decisiva.
 Erótico: prioridade pas relações afetivas com outras pessoas.
 Narcisista: satisfações principais em seus eventos psíquicos.
 Homem de ação: não largará o mundo externo. 
Felicidade: economia libidinal do indivíduo 
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 O propósito da vida está relacionado com o programa 
do princípio do prazer.
 O princípio do prazer está relacionado com o programa 
de ser feliz.
 O princípio do prazer se converte para o princípio da realidade, 
sob influência do mundo externo. 
 Prioridade ao conteúdo positivo da meta, a obtenção de prazer.
 Prioridade ao conteúdo negativoda meta, evitar o desprazer.
 Predominantemente/ exclusivamente: evitar o sofrer impele 
para o segundo plano: a conquista do prazer. 
Princípio do prazer
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 A pretensão de felicidade torna-se moderada quando 
comparada às pressões das possibilidades de sofrimento.
As ameaças de sofrimento advêm de três direções:
 fragilidade do próprio corpo (dor; medo);
 mundo externo (forças da natureza);
 relações com outros seres humanos e seus vínculos sociais.
 Corpo e natureza nunca dominaremos. Somos 
limitados e devemos nos adequar e conhecer 
a direção que devemos seguir.
 Não podemos alcançar tudo que desejamos, mas podemos ser 
felizes. Dependerá de fatores externos e internos.
Princípio do prazer / desprazer e realidade
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 Não podemos alcançar tudo que desejamos, mas podemos ser 
felizes. Dependerá de fatores externos e internos.
“Não admira que, sob a pressão de todas essas possibilidades de 
sofrimento, os homens se tenham acostumado a moderar suas 
reivindicações de felicidade – tal como, na verdade, 
o princípio do prazer, sob a influência do meio externo, 
se transformou no mais modesto princípio da realidade -, 
que um homem pensa ser ele próprio feliz, simplesmente porque 
escapou à infelicidade ou sobreviveu ao sofrimento, e que, 
em geral, a tarefa de evitar o sofrimento coloque a de obter prazer 
em segundo plano.”
(Freud)
Princípio do prazer / desprazer e realidade
 Quando o indivíduo não passa apropriadamente pela 
transformação e reordenação dos componentes libidinais, pode 
ocorrer fuga para a doença neurótica; problema 
em obter felicidade; a religião como delírio de massa 
ao deformar a imagem do mundo real.
 Não esperar toda satisfação numa única tendência.
 Êxito dependente da conjunção de muitos fatores.
 Capacidade da constituição psíquica para adaptar 
sua função ao meio e aproveitá-lo para conquistar prazer.
Constituição libidinal desfavorável
Na investigação de Freud sobre a perspectiva para o homem 
alcançar a felicidade, há três fontes de onde nosso sofrimento 
provém. Quais são?
a) Ego, Superego, Id.
b) Agressividade, sexualidade, sentimento de culpa.
c) Erótico, narcisista, homem de ação.
d) Natureza, corpo, social.
e) Ordem, limpeza, beleza.
Interatividade 
Na investigação de Freud sobre a perspectiva para o homem 
alcançar a felicidade, há três fontes de onde nosso sofrimento 
provém. Quais são?
a) Ego, Superego, Id.
b) Agressividade, sexualidade, sentimento de culpa.
c) Erótico, narcisista, homem de ação.
d) Natureza, corpo, social.
e) Ordem, limpeza, beleza.
Resposta
Jucele
Realce
 Mecanismo de sublimação: deslocamento da pulsão, 
reorientando os componentes libidinais pela satisfação 
irrestrita das necessidades instintuais represadas.
 A vida e suas construções auxiliares, definidas como 
satisfações substitutivas. Exemplos: atividades científicas, arte, 
religião substâncias inebriantes (entorpecentes).
 A religião pode representar ou substituir ambas no que toca ao 
valor para a vida. 
“Quem tem ciência e arte, 
tem também religião; 
Quem essas duas não tem, 
esse tenha religião.” 
(Goethe, poeta)
Mecanismo de sublimação
Jucele
Realce
 Assim como a satisfação do instinto equivale à felicidade, 
um grave sofrimento surge em nós caso o mundo externo 
se recuse a satisfazer nossas necessidades
 Surge, então, o deslocamento da libido. Sua função 
é reorientar os componentes libidinais por meio da sublimação 
dos instintos, obtendo prazer a partir 
das fontes do trabalho psíquico e intelectual. 
Exemplo: a alegria do artista ao criar e a do cientista 
ao solucionar problemas.
Sublimação dos instintos
Como satisfazer os processos psíquicos internos?
 Por meio do mecanismo de deslocamento da libido: uma relação 
afetiva com o objeto externo, alcançando, então, 
a felicidade.
Exemplo: o amor, ou seja, a satisfação de amar e ser amado. 
 A via da felicidade do amor também é uma fonte de sofrimento: o 
indivíduo torna-se infeliz quando perde o objeto amado 
e o ser amado. 
 Esforço humano de obter felicidade e manter o sofrer distante.
O amor como impulso inibido na meta
Atuação do aparelho psíquico contra o sofrimento diante 
da impossibilidade de satisfações instintuais
 Extremo: aniquilamento dos instintos. Exemplo: quietude 
e o afastamento do mundo externo, intoxicação que 
busca a sensação de prazeres imediatos e impede os impulsos 
desprazerosos.
 Moderado: governo dos instintos. Proteção contra 
o sofrer. Há um instinto domesticado; a fruição de 
felicidade é diminuída.
 Deslocamento da libido: flexibilidade; desloca a meta 
dos instintos; ganho de prazer a partir das fontes de 
trabalho psíquico e intelectual (o artista ao criar; 
o pesquisador a solucionar problemas).
Mecanismos de defesa contra o sofrimento
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 A horda primitiva era formada por um chefe (“pai”) que tinha 
acesso a todas as mulheres e expulsava quem quisesse 
disputar (“pai tirânico”). Certo dia, os membros do clã 
(“irmãos”) se reuniram e se voltaram contra o “pai”, o 
assassinaram e o devoraram, colocando fim à horda patriarcal. 
Com o ato de matar o pai, os filhos expressaram 
o ódio pelas restrições que lhes eram impostas e ao amor, 
ao tentar identificar-se com o “pai”. Após o assassinato, 
o sentimento foi ambíguo: satisfação e culpa; amor e ódio. 
Nenhum irmão poderia ocupar o lugar do pai sob pena de 
ter o mesmo destino. O sistema totêmico estabelece, então, 
regras: não matar o animal totêmico e não ter relações sexuais 
com mulheres do mesmo clã (proibição do incesto), regulando, 
assim, a agressividade e a sexualidade.
Origem da civilização – mito da horda primeva 
(Totem e Tabu, 1913) 
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 Homem e família primitiva: objeto sexual; trabalho para o 
sustento do clã familiar; manda o mais forte; relação servil.
 Evolução cultural: a civilização visa a unir entre si os membros 
da comunidade de maneira libidinal, inibida 
em sua finalidade. Exemplos: relações de amizade, de trabalho 
e de interesses comuns.
 Amor sexual (satisfação instintual) transformado em amor 
inibido na meta, mais terno, estável, uniforme. Exemplo: 
amor entre pais e filhos, irmãos e amigos.
 Divergência entre família e comunidade. Exemplo: separação 
do jovem da família (rito de passagem); a mulher dependente e 
voltada à família e o homem para o trabalho.
Origem da vida civilizada
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 Sentimento do amor: reconhecido com um dos fundamentos da 
civilização.
 Amor sexual (genital): proporcionava experiências intensas de 
satisfação – protótipo de toda felicidade, seguindo o caminho das 
relações sexuais. Perigo: tornou-se dependente de uma parte do 
mundo externo (objeto).
 Deslocou o amor ao objeto para o amor a todos os homens, 
desviando seus objetivos sexuais – transformação do instinto 
num impulso inibido na meta. (Exemplo: Francisco de Assis).
 Amor genital conduz à formação de novas famílias.
 Amor inibido na meta conduz a amizades e formações 
de vínculos fraternais.
O amor como fundamento da civilização
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Civilização é a soma das realizações e instituições que afastam a 
nossa vida daquela de nossos antepassados animais 
e serve para dois fins:
 a proteção do homem contra a natureza; 
 a regulamentação dos vínculos dos homens entre si.
Cultura são todas as atividades e recursos úteis para o homem, 
tornando a terra recurso a serviço do homem, protegendo-nos das 
forças da natureza. Exemplo: o uso de instrumentos, domínio do 
fogo, a construção de moradias, meios de comunicação. 
Tudo isso é aquisição cultural.
 Dizemos que um país é rico culturamente quando nele se cultiva 
e adequadamente se explora a terra e quando existe proteção 
dohomem frente às forças da natureza.
Conceito de civilização e cultura
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 A ciência nada pode explicar sobre a natureza e origem da 
beleza das formas, gestos humanos e objetos naturais, mas 
ela compensa muitas coisas. É uma fruição que se apresenta 
em nossos sentidos e no nosso julgamento numa qualidade 
sensorial peculiar. 
“Eu fico com a pureza
da resposta das crianças.
É a vida, é bonita
E é bonita.” 
(Gonzaguinha)
 Não há utilidade evidente na beleza nem clara necessidade 
cultural, no entanto, a civilização não poderia dispensá-la.
 Beleza e atração: atributos do objeto sexual; derivação 
do sentimento sexual ; é um impulso inibido em sua meta. 
Beleza, ordem e limpeza
Jucele
Realce
 Beleza, limpeza e ordem são exigências culturais, ainda que 
não sejam úteis, são necessárias.
 Beleza: surge na natureza e objetos (canteiros de flores).
 Limpeza: por exemplo, higiene.
 Ordem: estabelece repetição de quando e onde algo ocorre.
 Realizações intelectuais, científicas e artísticas são as 
características primordiais da civilização de manifestação 
cultural. Exemplo: sistemas religiosos; especulações 
filosóficas; construções ideais dos homens.
Características da civilização
Assim como a satisfação do instinto equivale à felicidade, 
o sofrimento surge da impossibilidade de satisfação. Para libertar-se 
desse sofrimento, o aparelho psíquico age sobre 
os impulsos instintivos de que forma?
a) Renúncia dos instintos e supressão.
b) Princípio do prazer e do desprazer. 
c) Aniquilamento e controle dos instintos; 
deslocamento da libido.
d) Satisfação de impulsos instintivos rudes e primários.
e) Realização de atividades psíquicas superiores.
Interatividade
Assim como a satisfação do instinto equivale à felicidade, 
o sofrimento surge da impossibilidade de satisfação. Para libertar-se 
desse sofrimento, o aparelho psíquico age sobre 
os impulsos instintivos de que forma?
a) Renúncia dos instintos e supressão.
b) Princípio do prazer e do desprazer. 
c) Aniquilamento e controle dos instintos; 
deslocamento da libido.
d) Satisfação de impulsos instintivos rudes e primários.
e) Realização de atividades psíquicas superiores.
Resposta
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 A substituição do poder do indivíduo pelo poder de uma 
comunidade constitui o passo decisivo da civilização.
 Meios: lei/justiça em favor do grupo e não mais indivíduo 
pela força bruta “do mais forte”.
 Base da hostilidade: o desenvolvimento da civilização implica 
em restrições e exigências em prol do “bem comum”. Interfere 
no plano de vida do indivíduo.
 O indivíduo tentará sempre defender sua revindicação 
de liberdade individual. 
Liberdade individual X exigência cultural
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Base da hostilidade do homem à civilização
 O homem renuncia para civilizar-se. É difícil o homem 
ser feliz pela satisfação instintual do princípio do prazer. Contenta-
se com uma certa felicidade em troca de uma 
certa proteção do sofrimento.
 Fonte de sofrimento: as relações sociais e os vínculos 
com a família, o Estado e a sociedade.
 Começamos a nos ocupar e partilhar de um ponto de vista 
surpreendente de hostilidade à civilização.
Fonte de sofrimento: relações sociais
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Relações sociais: entre os indivíduos, membros da família, 
sociedade, Estado
 Elemento cultural dita que o poder individual não pode se 
sobrepor ao poder coletivo.
 Cada um contribui com sacrifícios de seus instintos para viver 
em comunidade.
 O indivíduo experimenta restrições, exigências que interferem 
na liberdade individual – hostilidade à civilização.
 Tarefa: busca de equilíbrio entre as exigências culturais 
e as satisfações individuais.
Expressão da hostilidade na civilização
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Seríamos bem mais felizes se abandonássemos 
e retrocedêssemos a condições primitivas? 
 Ora, se a sociedade impõe privações em prol de ideais 
culturais, conclui-se que, se os abolíssemos, isto significaria 
um retorno às possibilidades de felicidade.
 Porém, se não nos sentimos bem em nossa atual civilização, 
é difícil julgar se e em qual medida os homens antigos 
sentiram-se mais felizes.
 Reflexão: embora uma satisfação irrestrita de todas as 
necessidades seja tentadora para conduzir nossas vidas, 
isso significaria colocar o gozo antes da cautela.
O valor da felicidade na civilização 
Jucele
Realce
Sublimação: ocorre quando instintos são levados a deslocar-se 
em outras vias para satisfação. Traço evidente na evolução 
cultural. Exemplo: atividades científicas, artísticas e ideológicas.
Frustação cultural: (até que ponto?) a civilização é construída 
sobre a renúncia instintual e impede a satisfação instintual do 
homem por meio de repressão, supressão.
 Hostilidade que todas as culturas devem combater 
nas relações sociais e que deve ser economicamente 
compensada – economia libidinal.
Sublimação cultural
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Sexualidade como estrutura econômica da civilização
 Relação de homem e mulher para fins de multiplicação.
Sexualidade “permitida” como fonte de multiplicação 
dos seres humanos e não como obtenção do prazer.
 Subtração econômica da energia (desejos) de satisfação sexual 
por meio da repressão, ou seja, vida sexual igual 
para todos.
 Problema: ignoram-se as desigualdades na 
constituição sexual inata e adquirida do indivíduo. 
Teoria da bissexualidade.
 Frustração da vida sexual: as medidas restritivas de satisfação 
sexual são fontes de sofrimento e angústia.
Sexualidade como estrutura econômica 
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
A civilização impõe outros sacrifícios 
 Unir membros da comunidade em vínculos fraternais de 
amizade – amor universal como libido inibido na meta.
 Exigências ideais da sociedade civilizada: “Ama teu próximo 
como a ti mesmo” – uma gloriosa reivindicação.
 Questões perturbadoras: como amar alguém desconhecido; ele 
é merecedor ? Nos ajudará em quê? Por que fazer?
 Observa-se mais hostilidade: o outro não demonstra 
consideração, não hesita em prejudicar, obter vantagem, exibir 
poder, ofender. Por que, então, amá-lo?
 Assim: “Ama teu próximo assim como ele te ama” é a conduta 
humana que vivenciamos (atitudes “boas” e “más”).
Amor como impulso inibido na meta 
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
Jucele
Realce
 O homem possui instintualmente tendências agressivas. 
O outro apresenta-se como “tentação”/“provocação” para 
satisfazer sua agressão instintiva.
 Forças psíquicas reativas atuam e inibem essa 
agressividade: as relações amorosas inibidas em sua 
meta (amizades, amores).
 Forças psíquicas reativas ausentes: o homem pode se 
comportar como uma “besta selvagem” que não poupa 
a própria espécie.
 Agressividade como fator perturbador na relação humana, 
pois é contrária à natureza humana original.
Agressividade como causa do mal-estar
 Não é fácil para o homem a renúncia à gratificação de sua 
tendência à agressividade, imposta pela civilização. Por isso é 
tão difícil ser feliz nela.
 Homem primitivo não conhecia a restrição ao instinto, 
mas a segurança de desfrutar a felicidade por muito 
tempo era mínima.
 Homem civilizado trocou um tanto de felicidade por um tanto de 
segurança.
“A falha humana que eu mais gostaria de corrigir é
a agressividade. Ela pode ter sido uma vantagem na 
época dos homens das cavernas [...]. Agora ela ameaça 
destruir todos nós.” 
(Stephen Hawking, físico britânico)
Mal-estar na civilização
 Processo cultural a serviço de Eros, ou seja, do instinto de 
vida: unir famílias, etinias, povos e nações numa grande 
unidade da humanidade; unidos libidinalmente.
 O programa cultural se opõe ao instinto agressivo dos seres 
humanos – derivado do instinto de morte. Hostilidade de 
“um contra todos e todos contra um”.
 A evoluçãocultural apresenta-se como uma luta entre 
instinto de vida e instinto de morte – luta vital da espécie 
humana. A civilização expressaria, portanto, uma repetição 
desse conflito. 
Mal-estar no processo cultural
Na Psicanálise, o conceito do mecanismo de sublimação 
instintual é uma manifestação psíquica definida como:
a) repressão orgânica;
b) internalização dos instintos;
c) deslocamento da libido;
d) economia libidinal;
e) princípio do prazer.
Interatividade
Na Psicanálise, o conceito do mecanismo de sublimação 
instintual é uma manifestação psíquica definida como:
a) repressão orgânica;
b) internalização dos instintos;
c) deslocamento da libido;
d) economia libidinal;
e) princípio do prazer.
Resposta
Jucele
Realce
ATÉ A PRÓXIMA!

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