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TEORIAS E TÉCNICAS PSICOTERÁPICAS II
(FENOMENOLOGIA)
Profª Mestre Bárbara Fonseca
Nome da disciplina
MÉTODOS E TÉCNICAS 
DA GESTALT-TERAPIA E PROCESSOS CLÍNICOS CORRELATOS.
MÉTODOS E TÉCNICAS DA GESTALT
A Gestalt-terapia: 
utiliza-se do MÉTODO FENOMENOLÓGICO (COMO FAZER)
Concepção de homem e de mundo e para isso dá ênfase à EXPERIÊNCIA
LIBERDADE e RESPONSABILIDADE , que norteiam as ações clínicas e o modo próprio do agir 
gestáltico.
Na arte de cuidar, a Gestalt-terapia busca sempre canais de contato utilizando técnicas 
diversas como experimentos, música, poesia, a fala, o desenho...
O foco é sempre a expressão e o experienciar do que se mostra no aqui e agora...
PARA QUE USAMOS OS EXPERIMENTOS?
TÉCNICAS EM GESTALT-TERAPIA
O EXPERIMENTO É A TÉCNICA MAIS COMUM E MAIS NOBRE NA GESTALT-TERAPIA. 
Ele é sempre único, pois depende do momento e como a situação clínica acontece. 
(sugestão do terapeuta).
O cliente participa ativamente e por frente a uma situação que emerge na prática. 
Assim consegue explorar ainda mais o tema, fazendo com que aquilo não seja apenas 
falar sobre (experimentação) 
O psicoterapeuta recebe seu cliente com olhar fenomenológico (MÉTODO) e “aguarda o 
aparecer de elementos em sua fala e em sua postura e reações corporais que podem 
num determinado momento, mostras a possibilidade de intervenção” (FENÔMENO). 
Exemplos: falas do paciente, coisas que ele nos mostra em seu corpo (modificação do 
tom de voz, enrubescer do rosto, gesticulações exageradas).
A Gestalt-terapia é “diretiva, não interpretativa, espontânea e lúdica”.
Na Gestalt-terapia as técnicas (práticas), podem ser divertidas, “perigosas”, surpreendentes, 
reveladoras e produtivas. 
(BARROS, 976 apud STEVENS, 1977, p. 15) 
TÉCNICAS EM GESTALT-TERAPIA
Neste ponto vemos a importância de utilizar alguns recursos dentro do processo (técnicas): por 
exemplo, trabalhar a responsabilidade do cliente com seus sentimentos, pensamentos e ações 
(princípio).
Cada pessoa tem seu tempo e sua percepção das questões que apresenta. Cabe ao psicólogo 
perceber este momento e saber que a apresentação daquele fenômeno (aviso), enquanto único, 
exige compreensão e sensibilidade no posicionar-se. 
( FIGUEIROA, 2015, p.112)
Esses “avisos” (fenômeno/tema) mostram possibilidades de intervenções que, através 
das técnicas, podem fazer com que o cliente e o terapeuta se aprofundem em 
questões importantes, podendo alcançar maior compreensão da percepção e 
posicionamento do atendido.
Então, as técnicas somente passam a fazer parte do processo terapêutico quando o 
fenômeno/tema emerge na situação presente.
A singularidade de cada situação exige um movimento próprio e as técnicas precisam 
ser utilizadas em favor do fenômeno e não para defini-los.
O terapeuta pode utilizar de recursos como questionamentos:
O que você faz com isto (tema)?
Quais sensações “isto” lhe gera?
Obs: Também pode ser utilizada a expressão corporal do cliente frente ao acontecimento. 
O terapeuta precisa estar atento ao tempo (timing) e ao preparo do cliente, para que o 
experimento tenha realmente valor.
TÉCNICAS EM GESTALT-TERAPIA
EXPERIMENTO É A TÉCNICA DA GESTALT TERAPIA!
Em Fenomenologia uma técnica é um “truque” que deve ser usada para ampliar 
a consciência sensorial ou alegria, para dar ideia de que ainda se está vivo. 
(PERLS, 1977) 
As técnicas só têm sentido em seu contexto global, integradas em um método 
fenomenológico coerente e praticadas de acordo com uma filosofia geral.
O essencial da Gestalt não está em suas técnicas, e sim no espírito geral do qual 
ela procede. 
(GINGER e GINGER, 1995)
TÉCNICAS EM GESTALT-TERAPIA
TÉCNICA: é aquela carta que o Gestalt-terapeuta tira da manga = 
sugerida pelo MOMENTO TERAPÊUTICO (fenômeno).
Todas as técnicas / experimentos favorecem um contato mais autêntico e mais direto: não se trata 
de justificar ou esclarecer e sim expressar-se, não com os “porquês”, mas com os “como” e “para 
que” de nossa ação e escolhas. 
O parceiro-terapêutico (ativo) é “convidado a participar” e responder 
honestamente, sem trapacear, sem temer afirmar, se for o caso, seu 
aborrecimento, seu desacordo ou agressividade. 
Trata-se de constatar a realidade o fato (“o que é”) e não em se refugiar em 
considerações sobre os acontecimentos ou do que eles “deveriam ser”.
Técnica x parceiro x terapeuta
Técnica x parceiro x terapeuta
A ATITUDE ATIVA do terapeuta, ao mesmo tempo “espelho” e parceiro, que se permite 
sair de sua reserva e dialogar com o parceiro-terapêutico. 
O parceiro-terapêutico não é um ser subordinado (passivo), que estendemos num divã 
enquanto nos matemos atrás, como um deus, que de vez em quando pronuncia uma 
palavra. 
Ele é um ser humano, que podemos ajudar e amar, inclusive fora do tratamento.
O experimento é a pedra angular do aprendizado experiencial. 
Ele transforma o falar em fazer, as recordações estéreis e as teorizações em 
estar plenamente presente aqui, com a totalidade da imaginação, da energia 
e da excitação. 
Os experimentos podem envolver todos os 5 sentidos do funcionamento 
humano.
(ZINKER, 2007)
A NATUREZA DO EXPERIMENTO depende dos problemas da pessoa, do que ela 
experiência no aqui e agora, e também do repertório de experiências de vida que 
tanto ela quanto o terapeuta trazem para a sessão. 
Os experimentos podem incluir verbalizações num nível totalmente novo para o 
cliente.
O experimento pede que a pessoa se explore de forma ativa. 
O cliente se torna o diretor-geral da experiência de aprendizagem. Ele ajuda a 
estipular a maneira como um problema é enfrentado e agir conforme seu próprio 
julgamento na execução do plano. 
(ZINKER, 2007)
O cliente progride com encorajamento, incentivo e sugestões imaginativas do 
terapeuta, que atua no papel de consultor e diretor de criação de um cenário para o 
qual o cliente fornece o conteúdo e o sentimento. 
Tudo ganha vida no aqui e agora da sessão terapêutica. 
Esse processo transforma sonhos, fantasias, recordações, reminiscências e 
esperanças em acontecimentos dinâmicos, fluentes, plenos de vitalidade, 
envolvendo o cliente e o terapeuta.
(ZINKER, 2007)
Numa certa altura desse evento autogerado, o cliente experiência o FENÔMENO:
“Ah!” 
“Agora entendo como sou...”
“é isso mesmo que estou fazendo”... 
“é isso mesmo que estou sentindo”...
”Ah, agora sei o que preciso fazer nessa situação...”
Seu “Ah!” não pode ser dado pela experiência, sugestões ou interpretações de outra 
pessoa. 
No logo prazo, os propósitos do experimento são: aumentar o alcance da awereness do cliente, ampliar seu 
entendimento de si mesmo, expandir sua liberdade de agir com eficiência no ambiente e aumentar seu repertório 
de comportamentos numa variedade de situações de vida.
(ZINKER, 2007)
No logo prazo, os PROPÓSITOS DO EXPERIMENTO são: 
 aumentar o alcance da awereness do cliente
 ampliar seu entendimento de si mesmo
 expandir sua liberdade de agir com eficiência no ambiente e
 aumentar seu repertório de comportamentos numa variedade de situações de vida. 
(ZINKER, 2007)
OS PROPÓSITOS DA EXPERIMENTAÇÃO CRIATIVA, NA SITUAÇÃO TERAPÊUTICA, SÃO:
• Expandir o repertório de comportamentos da pessoa;
• Criar condições nas quais ela possa ver a vida com sua criação pessoal (assumindo a autoria de sua terapia);
• Estimular o aprendizado experiencial da pessoa e a evolução de novos autoconceitos com base em criações 
comportamentais;
• Completar situações inacabadas e superar bloqueios/interrupções no ciclo awareness-excitação-contato;
• Integrar compreensões corticais com expressões motoras;
• Descobrir polarizações que não estão na awaraness;
• Estimular integrações de forças conflitantes na personalidade;
• Desalojar e reintegrar introjeções e sentimentos, ideias e atos geralmente “mal situados” instalando-os nos pontoa 
adequados dentro do sistema da personalidade;
• Estimular circunstâncias nas quais a pessoa possa sentir e agir com mais forças e competência,de maneira mais 
exploratória e ativamente responsável, oferecendo suporte a si mesma.
O experimento gestático é uma ferramenta, um modo de trabalhar experiencialmente com a pessoa, de pensar em voz 
alta, uma concretização da imaginação da pessoa, uma aventura criativa.
(ZINKER, 2007)
Base do trabalho 
A EVOLUÇÃO DE UM EXPERIMENTO 
O processo por meio do qual se desenvolve um experimento é complexo e difícil de ser escrito. 
O desenvolvimento do trabalho tem uma sequência reguladora, um senso de ordem, embora a sequência, o 
conteúdo e a forma mudem com o tempo, normalmente, o experimento se desenvolve na seguinte sequência: 
• Estabelecer a BASE DE TRABALHO;
• Negociar um CONSENSO entre terapeuta e cliente;
• GRADUAR O TRABALHO de acordo com as dificuldades percebidas no cliente;
• Trazer à tona o AWARENESS do cliente;
• Localizar a ENERGIA do cliente;
• FOCAR a awareness e a energia para o desenvolvimento de UM TEMA;
• Gerar AUTO-SUPORTE para o cliente e para o terapeuta;
• ESCOLHER UM EXPERIMENTO em particular;
• REALIZAR o experimento;
• Questionar o cliente INSIGHT E CONCLUSÃO.
(ZINKER, 2007, p. 145-147)
O terapeuta deve estar preparado para explorar a perspectiva da outra pessoa: que histórico 
serve de base para que ela se comunique?
A experiência de outra pessoa requer o desenvolvimento de rapport no início de cada uma das 
sessões – como um processo de aquecimento e estabelecimento do contato que se repete 
todas as vezes. 
NO COMEÇO DA SESSÃO: é importante não interromper a pessoa, permitindo que ela exponha 
sentimentos e ideias que espontaneamente lhe ocorrerem, a fim de compreender ao máximo o 
que ela tem em mente.
Conforme incentiva-se a pessoa a comunicar espontaneamente no “aqui e agora, várias 
categorias de comunicação são estabelecidas e gradualmente destiladas pelo terapeuta, até 
CONSTELAREM UM TEMA UNIFICADOR (FENÔMENO) QUE ELE POSSA TRANSFORMAR EM 
EXPERIMENTO. 
(ZINKER, 2007)
Base do trabalho 
Base do trabalho 
Em todo processo de aprendizagem existem questões do preparo e a noção 
da oportunidade, o timing.
O psicoterapeuta deve se atentar na necessidade do experimento ser 
adequadamente implementado, para que o cliente possa ampliar sua 
consciência e recordar os resultados desta experiência. 
Outro aspecto importante da construção da base de trabalho é a curiosidade 
do terapeuta que deve mostrar respeitosamente interesse pelo outro ser 
humano, com um sentimento de reverência e deslumbramento pela natureza 
de outra vida. 
(ZINKER, 2007, p. 147)
Consenso
CONSENSO: é o processo de negociação com o cliente para a elaboração do esboço de um experimento e a 
disponibilidade dele para participar. 
A maneira como acontece é uma questão de estilo pessoal.
Prepare o cliente para que diga o que precisa e expresse o que está experienciando, a cada momento 
(awereness).
RESISTA À SUGESTÃO. Situações como essas, eu tento inventar experimentos inspirados pelo conteúdo da 
própria resistência.
O cliente deve ser previamente alertado, entre cada experimento, que qualquer momento pode se recusar a 
participar, bem como de que precisa experimentar apenas aqueles comportamentos com os quais se sinta 
seguro e confortável e que lhe pareçam congruentes. 
(ZINKER, 2007)
Gradação
O termo “gradação” indica que ajudo o cliente a executar o experimento naquele nível em 
que ele está pronto para trabalhar, dentro da sessão. 
Se ele não se sentir capaz de participar de determinada investigação porque acha difícil demais, o 
terapeuta deve estar preparado para diminuir a intensidade da tarefa, a fim de que o cliente tenha 
melhores chances pode alcançar êxito em seus esforços. 
Por exemplo: se o experimentar usando o corpo todo uma situação lhe parecer difícil demais, 
simplifique a solicitação pedindo que ele use sua voz...
O experimento é graduado para mais quando está abaixo do nível do funcionamento do cliente – se o 
experimento se mostrar simplesmente fácil demais para ele, não será desafiador e não lhe 
proporcionará uma nova experiência. Para menos quando é difícil demais para o cliente.
(ZINKER, 2007)
Imaginação criativa
AWARENESS
Para o desenvolvimento de um experimento, a receptividade e valorização do conteúdo e 
da qualidade da awareness do cliente são prioritárias.
O experimento pode se desenvolver como uma tentativa de esclarecer essa espécie de 
confusão.
A Awareness e a sensação do cliente, bem como as contínuas observações de sua 
atividade por parte do terapeuta, tornam-se os elementos básicos para a construção do 
experimento.
(ZINKER, 2007)
Desenvolvimento do experimento
ENERGIA
Quando trabalhar com um cliente, preste atenção nos pontos em que seu organismo está ativado, onde 
está vibrando. Assim que localizamos essa fonte de AUTO-SUPORTE, ele pode trazer essa excitação para o 
encontro. 
Pode-se pensar que a energia é uma “CARGA” GERAL QUE TRANSPIRA DA SUPERFÍCIE DA PESSOA.
A presença da energia pode ser detectada na forma de movimentos, na respiração, na cor da pele, na 
posição relativa das várias partes do corpo e na postura.
Quando a situação é ideal, a pessoa deseja trabalhar numa área da vida em que tenha investido energia ou 
sinta uma intensa ausência de excitação. 
Desse modo, ela está ciente de trabalhar com uma carga que existe nela mesma ou pode localizar a razão 
pela qual essa carga está ausente.
(ZINKER, 2007)
Para desenvolver um experimento é necessário encontrar um evento ou “lugar” 
psicológico que precise se rastreado ou acompanhado = FIGURA = FOCO. 
Ao localizar a energia da pessoa e prestar atenção nela, focalize o trabalho na área em 
que um possível experimento possa ocorrer. 
No decorrer de uma sessão de terapia, o foco (figura/fundo) pode mudar várias vezes 
dependendo naturalmente de qualidade da experiência do cliente e da direção que toma. 
O foco deve estar presente o tempo todo, porque sem isso o trabalho se dissipa perde a 
noção de um propósito para o cliente e diminui sua possibilidade de um aprendizado sólido.
(ZINKER, 2007)
Foco
Foco
“As palavras do cliente (como as do terapeuta), por exemplo, não devem soar como um banho de pássaro 
voltejando pela sala, fazendo apenas barulho. 
O ideal é que sejam bem escolhidas, cadenciadas e plenamente suportadas por uma respiração livre de 
bloqueios. 
O ideal é que nós dois possamos ouvir respeitosamente essas palavras e delas nos nutrir”! 
(ZINKER, 2007)
PARA GABARITAR:
FOCO: define o processo e a direção de uma sessão de terapia. 
FOCO: Desenvolvimento natural do experimento parte da periferia para o tema central.
Desenvolvimento do tema
O TEMA ESTÁ RELACIONADO AO SEU CONTEÚDO=FIGURA. 
O terapeuta brindando com uma ampla massa de conteúdos variados que deve 
destilar, condensar resumir, denominar e unificar. 
O TEMA de um experimento não permanece estático. 
Os TEMAS são entrelaçados e criam uma rica trama experiencial numa determinada 
situação (existencial).
(ZINKER, 2007)
Escolha do experimento
UM BOM EXPERIMENTO É CONSTRUÍDO/ESCOLHIDO BASEADO EM DADO TEMA, com a 
intensão de explorá-lo mais plenamente, analisar suas características únicas ou encaminhá-
lo para uma possível solução. 
Com essa finalidade, únicas ou encaminhá-lo para uma possível solução. 
Com essa finalidade, o cliente depois de arar um trecho do solo de sua existência deverá 
estar em condições de expressar em palavras como o compreende ou percebe num outro 
nível. 
(ZINKER, 2007)
EXPERIMENTOS “CLÁSSICOS”
São úteis somente quando ajustados especificamente a cada situação, com cada 
cliente; oferecem resultados apenas medíocres quando empregados 
indevidamente, como fórmulas rígidas. 
Os experimentos são ferramentas que se propõe a ser constantemente 
modificadas, e não bravatas exibidas como “troféus profissionais”.
O aprendizado “chega até os ossos”, porque a pessoa realiza as próprias 
descobertas.
Exemplos: cadeira vazia e viagem fantasia
(ZINKER, 2007)
EXPERIMENTO CLÁSSICO: 
CADEIRA VAZIA
A cadeiravazia te torna alguém do passado com a quem a pessoa tem algum assunto inacabado.
Esse recurso é frequentemente utilizado por sua eficiência em levar a pessoa a retomar algo que 
inadvertidamente descartou e se realimentar com algo que originalmente tenha parecido difícil, 
doloroso ou repulsivo.
A cadeira vazia se torna o poder com que a pessoa fala e depois retoma para si mesma. 
O experimento como a cadeira vazia dá à pessoa a oportunidade de assumir a autoria das forças 
opostas em seu íntimo, a fim de integrá-las como criatividade. 
Desenvolver um experimento é como desenvolver uma obra de arte – os dois processos e seu 
resultado podem ter elegância. 
(ZINKER, 2007)
A ELEGÂNCIA DOS EXPERIMENTOS
Um processo elegante é aquele bem cadenciado, em que cada parte do trabalho é facilmente observada e 
assimilada pelo cliente. 
Experimentos elegantes têm graça e fluidez na transição de um aspecto ou dimensão da experiência do 
cliente para o seguinte. 
O trabalho flui graciosamente, sem pressa. 
Cada aspecto do experimento é apresentado num certo momento da prontidão do terapeuta e, ainda 
mais importante, da prontidão do cliente.
Num experimento elegante, o terapeuta está aberto a um leque de sentimentos que emergem, do peso à 
leveza, da sobriedade ao humor da doçura à dureza da celebração ao luto, da profundidade à simplicidade 
das crianças. 
(ZINKER, 2007)
UM EXPERIMENTO ELEGANTE É COMO UMA SINFONIA
• Primeiro movimento: se introduz a informação, assim que surge o tema gral.
• Segundo movimento: tem qualidade de busca, na qual muitos detalhes são introduzidos e o entendimento da 
pessoa é enriquecido. 
• Terceiro movimento: pode expor uma importante dinâmica do desenvolvimento do tema mais amplo.
• Quarto movimento: conclusão, proporciona consciência, fecha Gestalt/impasse; resolução e integração. 
(ZINKER, 2007)
O experimento criativo
O terapeuta deve estar sempre preparado
para surpresas criativas.
O experimento criativo brota de uma diversidade de imagens, de modo que a ação escolhida 
corresponda à experiência do cliente, referindo-se ao núcleo do problema em vez de algum 
fenômeno tangencial associado a ele. 
O experimento criativo, se funcionar bem, ajuda a pessoa a dar um passo adiante e consolidar 
uma nova forma de se expressar – ou, pelo menos, leva-a até o limite do conhecido, até a 
fronteira onde seu crescimento precisa acontecer. 
(ZINKER, 2007)
EXPERIMENTO
Episódio no qual se procura primeiramente, passo a passo e com a ajuda de pequenas 
intervenções e propostas por parte do TERAPEUTA (FACILITADOR), evidenciar mais claramente 
o conflito e os sentimentos envolvidos, para depois, buscar formas possíveis de sair do 
impasse por ele criado.
É a tentativa de CONEXÃO ENTRE O FALAR SOBRE A AÇÃO, realizado no momento mesmo da 
terapia, em busca de uma integração entre aquilo que o indivíduo fala e o que ele realmente é 
enquanto age no mundo.
(TELLEGEN, 1984)
Insight e conclusão
Há aqui uma lição a ser aprendida: 
nunca suponha que o cliente, tendo completado uma experiência, aprendeu com ela a 
mesma coisa que você. Pergunte o que ele aprendeu. 
Um dia lhe ocorrerá como um insight espetacularmente “novo em folha” enquanto o 
terapeuta já está em contato com esse fenômeno há meses. 
Da reencenação a pessoa “revive” uma situação inacabada de sua vida para que possa 
ser modificada pela realidade vital do aqui e agora e por sua nova competência. A 
encenação pode ser usada para se trabalhar um sonho ou fantasia. 
(ZINKER, 2007)
INSIGHT
Momento em que as realidades significativas ficam aparentes; 
é a formação de uma gestalt na qual os fatores relevantes se encaixam com respeito ao todo.
O insight, uma forma de awareness, é uma percepção óbvia imediata de uma unidade entre 
vários elementos, que no campo aparentam ser díspares (sintomas, impasse). 
(YONTEF, 1998)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÁSICA
ZINKER, J. Processo criativo em Gestalt-terapia. São Paulo: Summus, 2007.
PERLS, F.S. Gestalt-Terapia Explicada. Editora Summus, São Paulo, 1976
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPLEMENTAR
FIGUEIROA,M. As técnicas em Gestalt-terapia. In A clínica, a relação psicoterapêutica e o manejo em Gestalt-
terapia / organização Lilian Meyer Frazão, Karina Okajima Fukumitsu. São Paulo: Summus, 2015.
GUIGER, Serge. Gestalt: Uma terapia do contato. São Paulo. Sumus, 1995.
LODGE, D. Terapia. São Paulo: Scipione, 1997.
MARTINS, A. E. O. Gestalt-Terapia: solidificar para expandir reflexões sobre as possibilidades da prática social 
gestáltica. Revista de Gestalt, São Paulo, n. 7, p. 15-25, 1998.
MESQUITA, Giovana Reis. O aqui-e-agora na Gestalt-terapia: um diálogo com a sociologia da 
contemporaneidade. Rev. abordagem gestalt., Goiânia , v. 17, n. 1, p. 59-67, jun. 2011 . 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPLEMENTAR
PERLS, F. S. A Abordagem Gestáltica e Testemunha Ocular da Terapia. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1988.
PERLS, F. S. Escarafunchando Fritz: dentro e fora da lata de lixo. São Paulo: Summus, 1979.
PERLS, F.; HEFFERLINE, R.; GOODMAN, P. (1997). Gestalt-Terapia. (F. R. Ribeiro, trad.). São Paulo: Summus. 
(Trabalho original publicado em 1951).
PERS, Frederick S. e Outros. Isto é Gestalt. São Paulo Summus, 1977.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPLEMENTAR
PONTE, Carlos Roger Sales da; SOUSA, Hudsson Lima de. Reflexões críticas acerca da psicologia 
existencial de Rollo May. Rev. abordagem gestalt., Goiânia , v. 17, n. 1, p. 47-58, jun. 2011 .
POLSTER E. e POLSTER M. Gestalt-terapia Integrada. Trad. Sonia Augusto. São Paulo: Summus, 2001.
RIBEIRO, J. P. Gestalt-terapia: Refazendo um Caminho. São Paulo: Summus,1985. 
______. Gestalt-Terapia: o processo grupal. São Paulo: Summus, 1994.
____. O Ciclo do Contato. São Paulo: Summus, 1997.
____. Gestalt-terapia de curta duração. São Paulo: Summus, 1999.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPLEMENTAR
STEVENS, JOHN O. Tornar-se Presente: experimentos de crescimento em gestalt-terapia. São Paulo: 
Summus,1988.
TENÓRIO, C.M.D.(1994). Os distúrbios da fronteira de contato: Um estudo teórico em Gestalt Terapia. Dissertação 
de Mestrado, Universidade de Brasília, Brasília.
YONTEF, G.M. Processo, Diálogo e Awareness: ensaios em gestalt-terapia. Trad. Eli Stern. São Paulo: Summus, 
1998.
ZINKER, J. Processo criativo em Gestalt-terapia. São Paulo: Summus, 2007.

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