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Aula 06
SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Civil
Autor:
Paulo H M Sousa
23 de Setembro de 2024
Paulo H M Sousa
Aula 06
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Prescrição e decadência - Disposições gerais da prescrição 3
..............................................................................................................................................................................................2) Prescrição e decadência - Das causas que impedem ou suspendem 14
..............................................................................................................................................................................................3) Prescrição e decadência - Das causas que interrompem a prescrição 17
..............................................................................................................................................................................................4) Prescrição e decadência - Dos prazos da prescrição 20
..............................................................................................................................................................................................5) Prescrição e decadência - Da decadência 25
..............................................................................................................................................................................................6) Questões Comentadas - Prescrição e decadência - FCC 28
..............................................................................................................................................................................................7) Lista de Questões - Prescrição e decadência - FCC 82
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LIVRO III – FATOS JURÍDICOS 
Título IV – Prescrição e decadência 
A compreensão teórica a respeito da caducidade passa pela distinção entre prescrição e decadência. 
Como fazer isso? Eu utilizarei um critério científico, que torna essa compreensão “lógica”, evitando 
variados problemas que detecto em muitos concurseiros que tentam aprender a caducidade 
“decorando” os dispositivos da Parte Geral a respeito disso. 
Esse critério científico não é meu. Vou utilizar a espetacular obra de Agnelo Amorim Filho, cujo 
nome é precisamente “Critério científico para distinguir a prescrição da decadência e para 
identificar as ações imprescritíveis”! Inclusive, variadas provas cobram EXATAMENTE a teoria 
dele, o que faz dela elemento imprescindível da sua preparação. 
Você vai entender muito mais facilmente esse tema, a partir da obra supracitada. Em realidade, o 
“Critério” é um artigo científico de apenas 33 páginas publicado na Revista de Direito Processual Civil 
em 1961! Desde então, nessas quase seis décadas, nenhuma obra e nenhum autor conseguiu chegar aos 
pés de Agnelo Amorim Filho. Não à toa, em certas provas se cobram alguns elementos teóricos vistos 
exclusivamente nessa obra. 
Com isso, não precisaremos de decoreba. É necessário decorar alguma coisa, depois de compreender o 
“critério” de Agnelo Amorim Filho? Sim, infelizmente. Os prazos prescricionais em si impedem análise 
“lógica”. Não tem jeito, tem que decorar. Ao menos, ao invés de decorar dezenas de artigos, bastará 
decorar um, o art. 206 (que, confesso, não é pequeno). Mas só. 
De antemão, faço uma série de adendos. Em que pese a análise da distinção seja feita com base em 
Agnelo Amorim Filho, a ele não se atém. Até porque a teoria por ele criada é baseada ainda na teoria 
concretista da ação, muito comum no Brasil por força da doutrina alemã. 
A doutrina alemã clássica marcou profundamente o Direito Privado alemão nos sécs. XIX e XX. Opondo-
se a ela, a doutrina italiana influenciou o direito processual brasileiro com sua teoria abstracionista da 
ação. Os problemas surgem precisamente aí, já que o CC/1916, o CC/2002 e a doutrina civilística 
clássica, tanto material quanto processual eram maciçamente concretistas. O CPC/1973, o CPC/2015 e 
a generalidade da doutrina processual brasileira contemporânea abandonaram a teoria concretista em 
prol da abstracionista italiana. 
Isso gerou variadas discussões e muitas desavenças entre os autores do direito civil material e 
processual. Na esteira de Barbosa Moreira (no Direito Processual Civil) e César Fiúza (no Direito Civil 
material), de fato, não é possível falar que a pretensão é extinta pela prescrição, já que nada impede que 
o credor busque em juízo reparação pelo inadimplemento. 
A própria sentença reconhece isso, ao determinar a improcedência do pedido. Não obstante, quando se 
distingue, pela teoria ponteana, a pretensão em sentido material e a pretensão em sentido processual, 
as coisas ficam menos nebulosas. A distinção de Pontes de Miranda a respeito do encobrimento da 
eficácia pela pretensão também afasta essas desavenças. 
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Igualmente, entender a distinção entre débito (Schuld) e responsabilidade (Haftung), a partir da teoria 
alemã, torna mais fácil a tarefa. Pontes de Miranda diz que a prescrição encobre a pretensão: Fiúza, que 
a prescrição afasta a responsabilidade, sem afetar o débito (ou seja, um caso de Schuld sem Haftung; 
débito sem responsabilidade). 
A compreensão de Pontes de Miranda de que a decadência extingue a pretensão é, 
contemporaneamente, discutível, já que a autonomia do Direito Processual Civil torna a adoção desse 
posicionamento altamente controvertido. Aqui a teoria de Agnelo Amorim Filho é bastante interessante, 
já que a decadência impediria o exercício de um direito potestativo, não a pretensão. 
O que eu quero dizer com isso? Duas coisas. Um, esse é um tema complexo, que vem sendo discutido 
pela doutrina nos dois últimos séculos. Houve avanços significativos, tanto no direito material, quanto 
no direito processual. 
O Direito Civil, especialmente a partir da teoria de Pontes de Miranda, ficou muito mais técnico e preciso. 
O Direito Processual Civil, independente, permitiu ver o fenômeno do transcurso do tempo de maneira 
mais acurada. O Direito Constitucional, ao trazer o direito de ação como um direito independente, abriu 
novas fronteiras nessas discussões. 
Já é possível afastar posições claramente equivocadas e também é possível assumir posições mais 
técnicas e fundamentadas. Segundo, eu não analisarei esses temas exclusivamente com base na doutrina 
do Direito Civil clássica (Pontes de Miranda e Agnelo Amorim Filho) ou contemporânea (via de regra ou 
atécnica, e que repete conceitos há muito ultrapassados, ou que não acrescenta nada ao que as “vacas 
sagradas” já disseram). 
Não me fiarei também apenas à doutrina do Direito Processual Civil clássica (Windscheid, Chiovenda, 
Carnelutti, Dinamarco, Barbosa Moreira), nem à contemporânea (Elpídio Donizetti, Didier, Marinoni, 
que geralmente se excedem na “independência” do processo civil e tratam do tema de maneira 
descolada do direito material). 
A rigor, eu evitarei ao máximo expor o conteúdo de maneira “doutrinária” no sentido laudatório do 
termo. Novamente, necessário lembrar que apesar de o material se destinar ao estudo do Direito Civil, 
esse estudo tem um foco: a prova do concurso. 
Numa fase objetiva, não há que se discutir. Há uma alternativa a se marcar ou um item a julgar certo e 
errado. Não há espaço para discussão. Numa prova escrita, seja dissertativa ou seja prática, igualmente, 
não pode o candidato se perder em “história da ação” ou descer à controvérsia entre italianos e alemães. 
Bem ou mal, é necessário dar uma resposta. 
É precisamente isso que eu farei. Sem me arrogar na posição de doutrinador, vou partir do critério 
científico de Agnelo Amorim Filho, uni-lo com a teoria ponteana a respeitoinalterável pelas 
partes, assim como a suspensão e interrupção da prescrição. De acordo com o CC/2002: 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa B está correta, porque de acordo com o CC/2002, os prazos prescricionais poderão ser 
interrompidos por qualquer ato inequívoco, podendo ser interrompido uma única vez. A interrupção da 
prescrição se dá pelo titular de direito, quando esse, por vontade própria decide usufruir do seu direito. 
Vide art. 202 inc. VI do CC/2002. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que não é vigorada a renúncia feita anteriormente à consumação 
da prescrição, então só será possível renunciar à esse direito após consumada a prescrição, de forma 
expressa, abrir literalmente mão desse direito, ou tácita, quando em razão de outros interesses dos 
interessados puder valer-se da consumação. Conforme o art. 191 do CC/2002. 
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Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa D está incorreta, em virtude de que são de 10 anos quando a lei fixar prazo menor, não 
de 20 anos como é mencionado na alternativa. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa E está incorreta, pois a interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o 
fiador, tendo em vista que, o fiador responde subsidiariamente com o devedor, esse não sanando a 
dívida que lhe compete, deverá então o fiador arcar com a dívida. 
Art. 204. § 3º. A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
7. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em contrato de compra e venda a prazo, as partes 
convencionaram que o prazo de prescrição para cobrança de valores inadimplidos seria de 6 
meses, apenas, e não o previsto na lei civil. 
Essa cláusula: 
a) não tem validade, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, 
seja para reduzir, seja para ampliar esse prazo. 
b) não tem validade porque o acordo diminui o prazo prescricional, só sendo possível ampliar esse 
prazo, em benefício do titular do direito violado. 
c) tem validade, porque se trata de um negócio jurídico privado, prevalecendo o princípio de que o 
contrato faz lei entre as partes. 
d) tem validade nesse caso específico, porque se trata de compra e venda a prazo, que possui regra 
específica autorizando a diminuição dos prazos prescricionais. 
e) tem validade por diminuir o prazo da prescrição; não teria validade para ampliar o prazo, pois isso 
prejudicaria o devedor da obrigação contraída. 
Comentários 
A alternativa A está correta, visto que na literalidade do CC/2002: 
Art. 192. os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
 A finalidade dessa decisão tomada pela lei é compreensível, pois, foi tomada visando a pacificação das 
partes relacionadas em um determinado interesse, caso contrário poderíamos ver casos se eternizando 
por conta da inexistência dessa condição. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que não diminui os prazos prescricionais, porque estes não 
podem ser alterados por acordo das partes conforme dispõe o art. 192 do CC/2002. 
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Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa C está incorreta, dado que está cláusula não tem validade, sabendo que a prescrição é 
objeto de ordem pública não podendo as partes alterarem-na por livre espontânea vontade. 
A alternativa D está incorreta, em virtude de as partes não podem convencionar o prazo de prescrição 
para valores inadimplidos, é errado afirmar que possui regra específica autorizando qualquer alteração 
dos prazos prescricionais. Conforme art. 192 do CC/2002. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que não podem as partes convencionar os prazos prescricionais, 
conforme determinado pelo art. 192 do CC/2002. 
8. (FCC / ALESE – 2018) Considere as proposições abaixo, a respeito do tema prescrição e 
decadência: 
I. Se a parte não alegar prescrição na contestação, opera-se a preclusão, sendo vedado que o faça em 
grau de recurso. 
II. O falecimento do devedor interrompe o curso do prazo prescricional. 
III. A prescrição não corre entre os cônjuges, mesmo depois do fim da sociedade conjugal. 
IV. É possível a renúncia à prescrição, expressa ou tácita, desde que não traga prejuízo a terceiros e 
desde que seja realizada depois de se consumar. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I e IV. 
c) III e IV. 
d) IV. 
e) II. 
Comentários 
 A afirmativa I está incorreta, uma vez que, de acordo com o ordenamento do CC/2002, 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A afirmativa II está incorreta, uma vez que não conta no rol do art. 202 do CC/2002, artigo esse que 
regula as condições em que haverá a interrupção da prescrição, ou seja, não se tem uma previsão legal 
para casos em que o devedor vem a falecer. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
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I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
III - por protesto cambial; 
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de 
credores; 
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a 
interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper. 
A afirmativa III está incorreta, uma vez que a prescrição não correrá enquanto o casamento vigorar, 
em caso de desassociação conjugal, a prescrição poderá correr normalmente. Conforme indica o art. 197 
do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
A afirmativa IV está correta, pois está repetindo a literalidade do art. 191 do CC/2002. Aonde, a 
prescrição pode ser renunciada expressamente, por espontânea vontade de renunciar, ou tacitamente, 
quando as partes avençam em acordo distinto, pondo fim a prescrição. Desde que seja feita respeitando 
a sua consumação e sem prejudicar terceiros. 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Gabarito: D 
9. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à prescrição, considere: 
I. A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários é personalíssima e não beneficia 
os demais em nenhuma hipótese. 
II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
III. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa em relação ao seu sucessor. 
Está correto o que consta APENAS de: 
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a) I e IV. 
b) I, II e III. 
c) II, III e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II e III. 
Comentários 
A afirmação I está incorreta, uma vez que a suspensão da prescrição em favor dos credores solidários 
beneficia os demais em caso de a obrigação ser indivisível entre os credores. Sendo assim, é errado 
afirma que não beneficia em nenhuma hipótese, só não beneficiará os demais quando a obrigação for 
divisível. Vide art. 201 do CC/2002 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
A afirmação II está correta, visto que a alternativa repete a literalidade do art. 193 do CC/2002. Desde 
que seja feita antes do trânsito em julgado do processo, a alegação de prescrição pode ser feita a 
qualquer momento que convir para o titular de direito. 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A afirmação III está correta, conforme o CC/2002 art. 205. O art. 206 discorre sobre várias ocasiões em 
que haverá prescrição nos prazos entre um e cinco anos, não havendo o caso se encaixado em quaisquer 
condições predispostas na lei, ficará sujeito ao prazo de 10 anos. 
Art. 205. A prescrição ocorre em 10 anos, quando a lei não fixar outro prazo. 
A afirmação IV está incorreta, pois, a prescrição iniciada contra uma pessoa não cessa, ela continua a 
correr contra o seu sucessor. O sucessor pode ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, 
legatário ou qualquer tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou 
singular. Vide art. 196 do CC/2002. 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
Gabarito: E (II e III) 
10. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Considere as afirmações a 
seguir. 
I. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
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II. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do 
interessado, incompatíveis com a prescrição. 
III. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente. 
IV. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por serem disponíveis. 
V. A prescrição iniciada contra uma pessoa deixa de correr contra seus sucessores. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I, IV e V. 
c) I, II, IV e V. 
d) II, III e IV. 
e) II, III, IV e V. 
Comentários 
A afirmação I está correta, pois, a exceção pode também ser compreendida com defesa, portanto, no 
momento em que se encerra a pretensão juntamente se encerra a necessidade de defesa. Conforme art. 
190 do CC/2002: 
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
A afirmação II está correta, a prescrição pode ser renunciada expressamente, por espontânea vontade 
de renunciar, ou tacitamente, quando as partes avençam em acordo distinto, pondo fim a prescrição. 
Desde que seja feita respeitando a sua consumação e sem prejudicar terceiros. Vide art. 191 do CC/2002. 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A afirmação III está correta, em perfeita concordância com a redação do art. 195 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
A afirmação IV está incorreta, pois, os prazos prescricionais não podem ser alterados por acordo entre 
as partes, partindo do princípio que a prescrição é objeto de ordem pública, portanto, caso pudesse ser 
alterada de alguma forma, este instituto viria à falência. De acordo com o art. 192 do CC/2002. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
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A afirmação V está incorreta, porque a prescrição iniciada contra uma pessoa não deixa de correr 
contra seus sucessores. Podendo o sucessor ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, legatário 
ou qualquer tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou singular. 
Conforme art. 196 do CC/2002. 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
Gabarito: A (I, II e III) 
11. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova 
dos fatos jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor: 
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e terceiros mencionados. 
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor. 
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor. 
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que as declarações constantes de documentos assinados se 
presumem verdadeiras em relação aos signatários apenas. A alternativa trouxe signatários e terceiros 
mencionados, por isso está errada. Por conta da ausência de fé pública, em documentos particulares, 
sua comprovação é estritamente direcionada ao signatário, havendo contra esse a presunção relativa 
da veracidade. Conforme art. 219 do CC/2002. 
Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se 
verdadeiras em relação aos signatários. 
Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou 
com a legitimidade das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados 
em sua veracidade do ônus de prová-las. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que não são imóveis de qualquer valor, o CC/2002 determina 
no seu dispositivo art. 108 que a escritura pública é elementar em relação a validade de negócios 
jurídicos que pretendam à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis que ultrapassem o montante 30 vezes o maior salário mínimo em execução dentro do território 
nacional. 
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Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos 
negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de 
direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo 
vigente no País. 
A alternativa C está incorreta, pois este era o teor do art. 227 que foi revogado pelo novo CPC. 
Art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova 
testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A alternativa D está correta, visto que, o instrumento particular, independentemente se feito por 
aquele que se classifique na livre disposição e administração de seus bens,desde que assinado por esse, 
irá provar obrigações convencionais de qualquer valor, o mesmo não vale para os seus efeitos. Vide art. 
221 do CC/2002. 
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem 
esteja na livre disposição e administração de seus bens, prova as obrigações 
convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessão, não se 
operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que, a cópia fotográfica pode ser utilizada como prova de 
declaração de vontade, porém, caso seja contestada a sua autenticidade deverá ser apresentada a 
original, afim de provar sua autenticidade. Conforme art. 223 do CC/2002. 
Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá 
como prova de declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser 
exibido o original. 
Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos 
casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua 
exibição. 
12. (FCC / DPE-AP – 2018) No Direito Civil brasileiro atual, a prescrição: 
a) se interrompe e é contada desde o seu início, no caso de morte do credor. 
b) admite renúncia tácita, quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
c) não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, salvo para beneficiar incapaz. 
d) não corre entre os cônjuges até o momento do divórcio ou de outra causa extintiva do matrimônio. 
e) se interrompe pela citação válida. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que, quando interrompida a prescrição, essa que poderá ocorrer 
apenas uma vez, recomeça a correr novamente de onde parou, seja da data do ato que resultou na 
interrupção ou processo. Vide art. 202 parágrafo único do CC/2002. Em caso de morte do credor, a 
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prescrição será ininterrupta por conta desse acontecimento, conforme o art. 196 do CC/2002, 
continuará correndo contra o seu sucessor. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a 
interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper. 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
A alternativa B está correta, dado que se admite renúncia tácita, ou seja, pode o lesado optar por 
negociar com o devedor de alguma forma, obstante da prescrição, tendo como respaldo dessa 
negociação obstante a renúncia da prescrição. A renúncia da prescrição pode também ser expressa, ou 
seja, por livre escolha de renunciar esse direito. Vide art. 191 do CC/2002. 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que, mediante respaldo no CC/2002, art. 203, poderá 
interromper a prescrição, seja o titular de direito, fiador, herdeiros, credor, credores do credor, enfim, 
qualquer interessado. 
Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
A alternativa D está incorreta, a prescrição não corre entre cônjuges, enquanto houver sociedade 
conjugal, que é diferente de divórcio ou extinção do matrimônio, pode comumente haver casamento 
sem que haja a sociedade conjugal, essa, por sua vez, significa que um casal se une com a intenção de 
constituir família, apresentando assim um vínculo jurídico. Conforme o art. 197 do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
A alternativa E está incorreta, uma vez que a prescrição não necessita que a citação seja válida, sendo 
por ordem do juiz, é desnecessária a competência da citação. Vide art. 202 do CC/2002. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
13. (FCC / PGE-TO – 2018) Em 20/03/2017 a Fazenda Pública do Estado de Tocantins ajuizou 
ação indenizatória em face do causador de um acidente de trânsito, ocorrido em 20/02/2014, 
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do qual resultou a destruição de uma viatura oficial. Na sentença, de ofício, reconheceu-se que o 
prazo prescricional para a pretensão de reparação civil era de 3 anos, razão por que se julgou 
improcedente o pedido. 
Em recurso de apelação, poderá o Procurador do Estado alegar a não ocorrência de prescrição: 
a) se estiver demonstrado que, desconsiderados os períodos em que houve suspensão dos prazos 
processuais, o prazo trienal não se consumou. 
b) exclusivamente pela impossibilidade de seu reconhecimento de ofício, por ser a autora a Fazenda 
Pública. 
c) fundando-se no Decreto no 20.910/1932, aplicável por isonomia, o qual estabelece que o prazo 
prescricional nas ações contra a Fazenda Pública é quinquenal, existindo recentes julgados do 
Superior Tribunal de Justiça neste sentido. 
d) se estiver demonstrado que, descontado o tempo em que tramitou sindicância interna para apuração 
de responsabilidade do condutor da viatura oficial, não se completou o triênio prescricional. 
e) se estiver demonstrado que desde a notificação extrajudicial do réu, por meio da qual solicitou o 
pagamento da indenização, não se completou o triênio prescricional. 
Comentários 
Decreto-Lei 20.910/1932. Art. 1º. As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem 
assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a 
sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. 
Informativo 512 STJ: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRAZO 
PRESCRICIONAL DA PRETENSÃO INDENIZATÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. 
PRAZO QUINQUENAL DO DEC. N. 20.910/1932. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C 
DO CPC E RES. N. 8/2008-STJ). 
Aplica-se o prazo prescricional quinquenal – previsto no art. 1º do Dec. n. 20.910/1932 – às ações 
indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, e não o prazo prescricional trienal – previsto no art. 
206, § 3º, V, do CC/2002. O art. 1º do Dec. n. 20.910/1932 estabelece que 
as dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer 
direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua 
natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se 
originarem. 
Por sua vez, o art. 206, § 3º, V, do CC/2002 dispõe que prescreve em três anos a pretensão de reparação 
civil. Ocorre que, no que tange às pretensões formuladas contra a Fazenda Pública, deve-se aplicar o 
prazo prescricional do Dec. n. 20.910/1932 por ser norma especial em relação ao CC, não revogada por 
ele. Nesse aspecto, vale ressaltar que os dispositivos do CC/2002, por regularem questões de natureza 
eminentemente de direito privado, nas ocasiões em que abordam temas de direito público, são 
expressos ao afirmarem a aplicação do Código às pessoas jurídicas de direito público, aos bens públicos 
e à Fazenda Pública. No caso do art. 206, § 3º, V, do CC/2002, em nenhum momento foi indicada a sua 
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aplicação à Fazenda Pública. Certamente, não há falar em eventual omissão legislativa, pois o art. 178, § 
10, V, do CC/1916 estabelecia o prazo prescricional de cinco anos para as ações contra a Fazenda 
Pública, o que não foi repetido no atual código, tampouco foi substituído poroutra norma 
infraconstitucional. Por outro lado, o art. 10 do referido decreto trouxe hipótese em que o prazo 
quinquenal não seria aplicável, qual seja, a existência de prazos prescricionais reduzidos constantes de 
leis e regulamentos já em vigor quando de sua edição. Esse dispositivo deve ser interpretado pelos 
critérios histórico e hermenêutico e, por isso mesmo, não fundamenta a afirmação de que o prazo 
prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública teria sido reduzido pelo CC/2002. 
Ademais, vale consignar que o prazo quinquenal foi reafirmado no art. 2º do Dec.-lei n. 4.597/1942 e no 
art. 1º-C da Lei n. 9.494/1997, incluído pela MP n. 2.180-35, de 2001. Precedentes citados: AgRg no 
AREsp 69.696-SE, DJe 21/8/2012, e AgRg nos EREsp 1.200.764-AC, DJe 6/6/2012. REsp 1.251.993-PR, 
Rel. Min. Mauro Campbell, julgado em 12/12/2012. 
Gabarito: C 
14. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Em janeiro de 2010, acidente de trânsito culposamente 
provocado por Ricardo causou danos materiais a Tereza, pessoa maior e capaz. Dois anos depois 
do acidente, em janeiro de 2012, Tereza promoveu em face de Ricardo protesto interruptivo da 
prescrição. Dois anos depois, em janeiro de 2014, promoveu novo protesto. Dois anos mais tarde, 
em janeiro de 2016, ajuizou contra Ricardo ação pleiteando indenização por conta do acidente. 
Nesse caso, considerando que prescreve em três anos a pretensão de reparação civil, conclui-se que: 
a) ao tempo do ajuizamento da ação, a pretensão não estava prescrita. 
b) a prescrição ocorreu no ano de 2015, podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
c) a prescrição ocorreu no ano de 2015, não podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
d) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que poderá ser pronunciada de 
ofício pelo juiz. 
e) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que não poderá ser pronunciada 
de ofício pelo juiz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, tendo em vista que na data em que foi ajuizada a ação de indenização já 
havia prescrito em 1 ano, sabendo que o prazo prescricional, previsto pelo art. 206 do CC/2002, para a 
pretensão de reparação civil se dá em 3 anos, portanto, já havia prescrito. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3º Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa B está correta, sendo necessário lembrar a redação do art. 202, inc. II: 
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Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente. 
Então, o protesto interrompe a prescrição, cuja contagem se reinicia, da data do acontecimento que 
resultou na interrupção, ou do último ato do processo que também tenha resultado na interrupção. 
Assim, o protesto de 2012 fez começar a correr novamente o prazo prescricional trienal. 
O caput do art. 202 limita a interrupção da prescrição à uma única vez. Sendo assim, o 
protesto de 2014 é ineficaz para interromper a fluência do prazo prescricional, que 
continuou a correr mesmo com ele. 
A alternativa C está incorreta, visto que, desde que consumada a ocorrência de decadência ou 
prescrição, conforme entranhas do art. 332 § 1º do Código de Processo Civil, terá a possibilidade de o 
juiz reaver liminarmente improcedente a requisição. 
Art. 332. § 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se 
verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que, apesar de poder ser pronunciado de ofício pelo juiz, como 
já afirmado anteriormente, o segundo protesto não tem validade diante do entendimento do Código 
Civil, pois, estabeleceu-se, no art. 202 do CC/2002, que a requisição de interrupção do prazo 
prescricional fosse única, não podendo se repetir. Portanto, apenas o primeiro pedido de interrupção 
tem validade. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
A alternativa E está incorreta, apesar de poder ser pronunciado de ofício pelo juiz, como já afirmado 
anteriormente, o segundo protesto não tem validade, por simplesmente não tem respaldo na lei, 
inclusive é vetado realizar um segundo protesto, art. 202 do CC/2002. Ao passo que, se fosse possível 
realizar um segundo protesto, este não teria se consumado, pois, prescreve em 3 anos a pretensão para 
reparação civil, e está ainda estaria correndo. 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
15. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Por força de contrato, Antônio e Joaquim se tornaram 
credores solidários de Beatriz, que deixou de cumprir no vencimento a prestação a que se havia 
obrigado. 
Nesse caso, suspensa a prescrição em favor de Antônio, por conta da sua incapacidade absoluta, essa 
suspensão: 
a) não aproveitará a Joaquim, independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
b) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for indivisível. 
c) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for divisível. 
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d) aproveitará a Joaquim independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
e) aproveitará a Joaquim, seja a obrigação divisível ou indivisível, porém limitada ao prazo máximo de 
cinco anos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que Joaquim só aproveitará se a reponsabilidade foi indivisível. 
A alternativa B está correta, pois, nos casos de suspensão só aproveita se for indivisível 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
A alternativa C está incorreta, a uma inversão de indivisível para divisível. 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
A alternativa D está incorreta, uma que só aproveita Joaquim se a reponsabilidade for indivisível. 
A alternativa E está incorreta, vide art.201 do CC/2002. 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
16. (FCC / TST – 2017) Acerca da prescrição e da decadência, considere: 
I. A prescrição iniciada contra uma pessoa se interrompe na hipótese do seu falecimento, voltando a 
correr, pelo prazo integral, contra os seus sucessores. 
II. O juiz deverá conhecer de ofício da decadência, salvo se for convencional, caso em que só poderá 
pronunciá-la se alegada pela parte a quem ela aproveita. 
III. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, desde que se trate de direito 
disponível. 
IV. É nula a renúncia à decadência fixada em lei, admitindo-se, porém, a renúncia da prescrição, que 
poderá ser expressa ou tácita. 
V. Em regra, salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) I e V. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
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e) IV e V. 
Comentários 
A afirmativa I está incorreta, porque a prescrição iniciada contra uma pessoa não deixa de correr contra 
seus sucessores. Podendo o sucessor ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, legatário ou 
qualquer tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou singular. 
Conforme art. 196 do CC/2002. 
A afirmativa II está correta, conforme dispõe o CC/2002. 
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei. 
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em 
qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
A afirmativa III está incorreta,pois, os prazos prescricionais não podem ser alterados por acordo entre 
as partes, partindo do princípio de que a prescrição é objeto de ordem pública, portanto, caso pudesse 
ser alterada de alguma forma, este instituto viria à falência. De acordo com o art. 192 do CC/2002. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A afirmativa IV está correta, pois, conforme fixa o art. 209 do CC/2002, é nula a renúncia fixada em lei, 
ou seja, nos casos em que a decadência é previamente estabelecida na lei, não poderão as partes 
renunciarem, porém, caso não seja fixado na lei, podem as partes livremente acordarem o prazo de 
decadência, portanto, nesses casos, poderão as partes, no mesmo direito, renunciarem. Ainda, vide art. 
191 do CC/2002, admite-se a renúncia da prescrição, que pode ser expressa ou tácita, por livre 
espontânea vontade ou por acordo entre as partes, respectivamente. 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
A afirmativa V está incorreta, vide art.207 e 208 do CC/2002, quando determinado na lei, a decadência 
não poderá ser interrompida, suspensa ou impedida, assim como é possível na prescrição. 
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. 
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
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Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o 
; 
Gabarito: D 
17. (FCC / DPE-RS – 2017) Rodrigo, de 18 anos de idade, está cursando universidade e, após 
demandar em juízo, demonstrando que não tem condições financeiras para pagar suas despesas, 
obtém a fixação de alimentos pelo Magistrado no importe de R$ 2.000,00 por mês a ser 
suportado pelo seu genitor Paulo. 
Havendo inadimplemento das prestações alimentares pelo genitor, nos termos estabelecidos pelo 
Código Civil, Rodrigo deverá observar, a partir do vencimento de cada prestação, o prazo prescricional 
de cobrança de: 
a) 2 anos. 
b) 3 anos. 
c) 5 anos. 
d) 1 ano. 
e) 4 anos. 
Comentários 
A alternativa A está correta, uma vez que o prazo prescricional de cobrança de prestações alimentares 
é de dois anos, exclusivamente. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 2º. Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em 
que se vencerem. 
A alternativa B está incorreta, visto que prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações 
vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de 
ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má 
fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o 
beneficiário contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 § 3º do 
CC/2002. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que o prazo o prazo prescricional da cobrança de alimentos é 
de 2 anos. 
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Art. 206. Prescreve: § 5º Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa D está incorreta, pois, o prazo de um ano prescreve hipóteses de hospedeiros, segurado 
contra segurador, tabelião, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, credores não 
pagos (§ 1º, art. 206 do CC) 
A alternativa E está incorreta, uma vez que prazo prescricional de quatro anos são voltados a tutela, 
exclusivamente. (§ 4º, art. 206 do CC). 
§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das 
contas. 
18. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO – 2017) A empresa X, sediada na cidade de São Paulo capital, é 
integralmente extinta após regular liquidação em dezembro de 2016. Rodolfo, ex-sócio da 
empresa, desligado desde o ano de 2014, pretende receber uma dívida de R$ 500.000,00 dos 
sócios da empresa extinta. 
Neste caso, o prazo prescricional para Rodolfo exercer a sua pretensão, nos termos preconizados pelo 
Código Civil, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade, será de: 
a) 2 anos. 
b) 1 ano. 
c) 10 anos. 
d) 5 anos. 
e) 3 anos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que o prezo de dois anos é destinado a prestação alimentares, 
e o caso trazido na questão alude liquidação de sociedade. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 2º. Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em 
que se vencerem. 
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A alternativa B está correta, porque dispõe de 1 ano o prazo prescricional de cobrança em caso de 
liquidação de sociedade. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 1 o Em um ano: 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, 
contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que a prescrição ocorre em dez anos apenas para casos não 
fixados em lei. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa D está incorreta, dado que 5 anos, é o prazo prescricional para dívidas líquidas em 
instrumento particular, honorários de profissionais liberais, vencedor contra vencido por despesas em 
juízo. 
§ 5º Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que o prazo de três anos prescreve a pretensão relativa à 
aluguéis, prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, 
proveniente de ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos 
recebidos de má fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de 
crédito, e o beneficiário contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 
§ 3º do CC/2002. 
19. (FCC / TJ-SC – 2017) O recebimento, pelo credor, de dívida prescrita: 
a) dá direito à repetição se o devedor for absoluto ou relativamente incapaz. 
b) dá direito à repetição em dobro, salvo se for restituído o valor recebido no prazo da contestação. 
c) dá direito à repetição fundada no enriquecimento sem causa. 
d) só não confere direito à repetição, se o credor houver agido de boa-fé. 
e) não dá direito à repetição por pagamento indevido ou enriquecimento sem causa, ainda que a 
prescrição seja considerada matéria de ordem pública. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que não corre prescrição contra absolutamente incapaz. Dessa 
forma, não há como alegar dívida prescrita contra absolutamente incapaz. Como também, conforme art. 
882 do CC/2002, é assegurado pela lei que a dívida prescrita sanada não poderá ser repetida. 
Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir 
obrigação judicialmente inexigível. 
 A alternativa B está incorreta, tendo em vista que, no caso de restituição em dobro, é imprescindível 
que tenha boa-fé, conforme incide a Súmula 159 do STF. Porém, em caso de repetição com a dívida 
prescrita, não será necessário ter boa-fé. 
Súmula 159, STF: 
Cobrança excessiva, mas de boa-fé, não dá lugar às sanções do art. 1531 (art. 940, 
CC/02), do Código Civil. 
CC/2002: 
Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar 
as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao 
devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente 
do que dele exigir, salvo se houver prescrição. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que não dá direito à repetição por pagamento indevido ou 
enriquecimento sem causa, ainda que a prescrição seja considerada matéria de ordem pública. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que o CC/2002 afasta a possibilidade de repetição de indébito 
havendo uma obrigação natural ou imoral. Como também, conforme art. 882 do CC/2002, é assegurado 
pela lei que a dívida prescrita sanada não poderá ser repetida. 
O art. 882 do CC dispõe que não se pode repetir o que se pagou para solver dívida 
prescrita ou cumprir obrigação judicialmente inexigível. 
Como se pode notar, a dívida existe, mas não pode ser exigida. Apesar disso, pode ser paga. Sendo paga, 
não caberá repetição de indébito. 
A alternativa E está correta, uma vez que, segundo o art.882 do CC/2002, 
não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação 
judicialmente inexigível. 
Temos que a extinção da pretensão do crédito é inexigível. Todavia, uma vez pago voluntariamente, o 
valor é irrepetível. 
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20. (FCC / DPE-PR – 2017) Sobre prescrição, é correto afirmar: 
a) Em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de energia elétrica, o famigerado “gato”, 
o prazo prescricional para a cobrança de dívida do período de irregularidade é de cinco anos, e não 
o prazo geral do Código Civil de dez anos, aplicando-se, em diálogo das fontes, aquele previsto no 
Código de Defesa do Consumidor, por ser mais favorável ao consumidor. 
b) Segundo o STJ, não há relação de consumo entre o condomínio e seus condôminos. Como 
consequência, é de dez anos o prazo para o exercício da pretensão de cobrança de dívida de 
condomínio edilício em face do condômino, ante a inexistência de disposição normativa específica, 
não se aplicando, deste modo, o prazo de cinco anos previsto no Código de Defesa do Consumidor. 
c) A hipoteca é garantia real sobre bem imóvel sujeita a prazo de até trinta anos, contados da data do 
contrato. Com efeito, a prescrição da pretensão de cobrança de dívida que lhe deu origem não 
extingue a hipoteca, pois ela persiste até o advento do termo final previsto no instrumento contratual, 
tendo em vista o princípio do pacta sunt servanda. 
d) Na hipótese de reconhecimento de paternidade post mortem em demanda ajuizada após o trânsito 
em julgado da sentença de partilha de bens deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo 
prescricional para o ajuizamento da ação de petição de herança é a data do trânsito em julgado da 
sentença proferida na ação de inventário. 
e) Segundo jurisprudência do STJ, é de dez anos o prazo prescricional para o reembolso de despesas 
alimentares do filho assumidas pelo genitor em virtude do inadimplemento de obrigação alimentar 
fixada judicialmente para o outro genitor. Isto porque o pagamento é realizado por terceiro não 
interessado, que intervém na gestão de negócio alheio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de 
energia elétrica, o comumente chamado “gato”, o prazo prescricional para a cobrança de dívida do 
período de irregularidade é de 10 anos, pois, não há prazo menor disposto por algum dispositivo no 
Código Civil que 10 anos, então, conforme art. 205 do CC/2002. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa B está incorreta, conforme o informativo 596 - Na vigência do CC/2002, é quinquenal o 
prazo prescricional para que o condomínio geral ou edilício (horizontal ou vertical) exercite a pretensão 
de cobrança da taxa condominial ordinária ou extraordinária constante em instrumento público ou 
particular, a contar do dia seguinte ao vencimento da prestação. 
A alternativa C está incorreta, informativo 572 - Pelo princípio da gravitação jurídica, pelo qual o 
acessório segue o principal, tudo o que ocorre no contrato principal repercute no acessório. Desse modo, 
sendo nulo o contrato principal, nulo será o acessório; sendo anulável o principal o mesmo ocorrerá 
com o acessório; ocorrendo prescrição da dívida do contrato principal, o contrato acessório estará 
extinto; e assim sucessivamente. Por isso, o STJ entendeu que a prescrição da pretensão de cobrança da 
dívida extingue o direito real de hipoteca estipulado para garanti-la. 
A alternativa D está incorreta, vide Informativo 583 - Na hipótese em que ação de investigação de 
paternidade post mortem tenha sido ajuizada após o trânsito em julgado da decisão de partilha de bens 
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deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de petição de 
herança é a data do trânsito em julgado da decisão que reconheceu a paternidade, e não o trânsito em 
julgado da sentença que julgou a ação de inventário. 
A alternativa E está correta, pois, segue jurisprudência do STJ: 
Informativo 574 - Segundo o STJ, se a mãe, ante o inadimplemento do pai obrigado a 
prestar alimentos a seu filho, assume essas despesas, o prazo prescricional da 
pretensão de cobrança do reembolso é de 10 anos, e não de 2 anos. Isto porque, 
conforme afirmado pela questão, o pagamento é realizado por terceiro não 
interessado, que intervém na gestão de negócio alheio. 
21. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Sidney foi brutalmente violentado por Sérgio quando possuía 
oito anos de idade. Aos dezessete, ajuizou ação de indenização contra Sérgio, buscando 
compensação por danos morais. 
A pretensão de Sidney: 
a) Está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do 
ajuizamento da ação. 
b) Não está prescrita, pois as ações que versam sobre direitos da personalidade são imprescritíveis. 
c) Não está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, 
iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação 
pessoalmente, embora representado. 
d) Não está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, 
iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação 
pessoalmente, embora assistido. 
e) Está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do 
ajuizamento da ação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que a pretensão de Sidney não está prescrita, pois, mesmo que 
o prazo de três anos prescreva a pretensão relativa à reparação civil, a prescrição não corre contra os 
absolutamente incapazes, portanto o prazo começou a correr quando Sidney completou 16 anos. 
Conforme prevê o art. 198 do CC/2002. 
Art. 198.Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3o; 
A alternativa B está incorreta, os direitos de personalidade são aqueles que todo ser humano tem de 
se expressar, seja pelo seu corpo, nome, imagem ou qualquer característica que define sua identidade, 
é um direito irrenunciável e intransmissível. O caso em questão se trata de reparação civil, portanto, 
não há o que se falar em direito de personalidade. 
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A alternativa C está incorreta, uma vez que o prazo é de 3 anos para reparação civil. O prazo de 
prescrição de 5 anos é referente à pretensão de 3 hipóteses apenas, conforme art. 206 § 5º do CC/2002, 
dentre as quais não está enquadrada a reparação civil. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 5º Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa D está correta, o prazo para pretensão de reparação civil é de 3 anos, de acordo com o 
art. 206 do CC. Porém, enquanto considerado absolutamente incapaz, a prescrição não irá correr, pois, 
de acordo com o art. 198 do CC/2002, contra absolutamente incapaz não corre prescrição. O prazo 
prescricional começou a fluir a partir do momento em que Sidney completou 16 anos, quando tornou-
se relativamente incapaz. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3º. Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Deste modo, a pretensão não está prescrita, pois o prazo de três anos, não correu enquanto ele era 
absolutamente incapaz, iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder 
ajuizar ação pessoalmente, embora assistido. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que o prazo para reparação civil é de 3 anos, não de cinco anos. 
O Código Civil fixa 5 anos para, no art. 206 § 5º: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
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III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
22. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Jonas firmou contrato com Sidney, por instrumento particular, 
emprestando-lhe R$10.000,00, os quais deveriam ser devolvidos em janeiro de 2010. Em 
fevereiro de 2014 Jonas faleceu, deixando somente herdeiros maiores e capazes. Em fevereiro 
de 2015, o espólio de Jonas ajuizou ação de execução contra Sidney, que, nos embargos, não 
abordou a questão da prescrição. Fê-lo, porém, em sede de recurso. 
O Tribunal: 
a) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de três anos, findara enquanto Jonas 
era vivo. 
b) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, iniciado quando Jonas 
era vivo, continuou a correr contra seus sucessores. 
c) Não deverá conhecer da matéria, em razão da preclusão. 
d) Deverá conhecer da matéria, mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, reiniciou-se, 
contra os sucessores de Jonas, na data de seu falecimento. 
e) Deverá conhecer da matéria, mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de dez anos, não se ultimou. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas está descrita na lei em 
5 anos, na forma do art. 206, §5º, inc. I: 
Art. 206. Prescreve em cinco anos a pretensão de cobrança de dívidas líquidas 
constantes de instrumento público ou particular. 
A alternativa B está correta, visto que, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas prescreve em 5 
anos, como também poderá ser alegada em qualquer grau de jurisdição conforme o art. 206, §5º, inc. I, 
supramencionado, em combinação com o art. 193 e o art. 196. 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 193: 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 196: 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões da alternativa A, supramencionada. 
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23. (FCC / DPE-BA – 2016) De acordo com as disposições do Código Civil, a prescrição: 
a) Não corre entre pai e filho menor emancipado. 
b) Não admite renúncia tácita, mas somente expressa. 
c) Admite renúncia antes de sua consumação, desde que se refira a interesses disponíveis de pessoas 
capazes. 
d) Pode ser renunciada por relativamente incapaz, mediante assistência de seu representante legal, 
independentemente de autorização judicial. 
e) Corre em desfavor de pessoa relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com o CC/2002: 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
A alternativa B está incorreta, uma vez que se admite renúncia tácita, de acordo com o CC/2002: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa C está incorreta, visto que é permitido renúncia depois que a prescrição se consumar, não 
se admite renúncia antes de sua consumação. 
De acordo com o CC/2002: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que precisa-se de poder específico para a renúncia da 
prescrição. 
A alternativa E está correta, uma vez que a prescrição corre em desfavor da pessoa relativamente 
incapaz. 
De acordo com o CC/2002: 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
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24. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) Transitada em julgado a sentença, a 
pretensão do vencedor para executar as verbas que lhe foram deferidas em razão da 
sucumbência processual prescreve em: 
a) 3 anos. 
b) 10 anos. 
c) 5 anos. 
d) 2 anos. 
e) 1 ano. 
Comentários 
Para responder as alternativas foi usado como base legal o Art. 206 do CC/2002. 
A alternativa A está incorreta, pois, prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações 
vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de 
ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má 
fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o 
beneficiário contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). 
A alternativa B está incorreta, porque será de 10 anos a prescrição quando a lei não fixar prazo menor. 
Conforme Art. 205 do CC/2002: 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa C está correta, conforme o Art. 206 do CC/2002, prescreve em 5 anos apretensão de 
cobrança de dívidas líquidas, constantes de instrumento público ou particular, dos profissionais liberais 
em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, e do vencedor para 
haver do vencido o que despendeu em juízo. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 5 o Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da 
cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa D está incorreta, visto que, prescreve em 2 anos a pretensão de prestações alimentares, 
a partir da data que se vencerem. 
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A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou 
fornecedores, para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos 
casos de seguro facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, 
árbitros e peritos, contra os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes. 
25. (FCC / PGE-MT – 2016) Francisco tomou R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) emprestados 
de Eduardo e não pagou no prazo avençado. Eduardo, por sua vez, deixou de ajuizar ação no 
prazo legal, dando azo à prescrição. Não obstante, Francisco pagou Eduardo depois de escoado 
o prazo prescricional. Depois de realizado o pagamento, Francisco ajuizou ação contra Eduardo 
para reaver a quantia paga. 
A alegação: 
a) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e sua renúncia somente é admitida, 
se realizada de maneira expressa, depois que se consumar, desde que sem prejuízo de terceiro. 
b) Procede, porque, embora a prescrição atinja não o direito, mas a pretensão, sua renúncia somente é 
admitida quando realizada de maneira expressa, antes de se consumar, desde que feita sem prejuízo 
de terceiro. 
c) Improcede, porque a prescrição atinge não o direito, mas a pretensão, além de admitir renúncia, de 
maneira expressa ou tácita, depois que se consumar, desde que feita sem prejuízo de terceiro. 
d) Improcede, porque, embora apenas a decadência admita renúncia, a prescrição atinge não o direito, 
mas a pretensão. 
e) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e não admite renúncia. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, improcede já que, conforme Art. 189 do CC/2002, a prescrição 
atinge a pretensão e não o próprio direito. A renúncia pode ser tanto expressa quanto tácita, assim como 
o Art. 191 do CC/2002 informa. 
Art. 189 - Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela 
prescrição, nos prazos a que aludem os Arts. 205 e 206. 
Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa B está incorreta, porque improcede, visto que sua renúncia é admitida quando realizada 
de maneira expressa ou tácita, depois que a prescrição se consumar. 
A alternativa C está correta, visto que confere com os Art. 189 e 191 do CC/2002. 
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela 
prescrição, nos prazos a que aludem os Arts. 205 e 206. 
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Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A alternativa D está incorreta, já que a renúncia à decadência é nula, conforme Art. 209 do CC/2002: 
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que a prescrição atinge a pretensão e não o direito, e ainda, 
admite a renúncia tanto expressa quanto tácita. 
26. (FCC / ELETROBRAS-ELETROSUL – 2016) A empresa Eletrosul ajuizou ação de indenização 
contra a empresa “X”, contratada para execução de uma obra de grande complexidade no Estado 
de Santa Catarina, obra esta que não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao 
final da demanda a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento 
da indenização, bem como das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios. 
Pretendendo cobrar da empresa “X” os valores que despendeu um juízo no curso do processo, a 
Eletrosul deverá exercer esta pretensão a partir da data do trânsito em julgado, e deverá 
observar o prazo prescricional de: 
a) 5 anos. 
b) 4 anos. 
c) 3 anos. 
d) 10 anos. 
e) 1 ano. 
Comentários 
A alternativa A está correta, visto que confere com o Art. 206 do CC/2002. 
Art. 206 - Prescreve: 
§ 5 o Em cinco anos: 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa B está incorreta, pois, em 4 anos, a pretensão relativa à tutela, conforme Art. 206 do 
CC/2002. 
Art. 206. Prescreve: 
 § 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das 
contas. 
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A alternativa C está incorreta, prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações vencidas 
de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de ressarcimento por 
enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé, contra pessoas 
que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário contra 
segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 § 3º do CC/2002. 
A alternativa D está incorreta, porque será de 10 anos a prescrição quando a lei não fixar prazo menor. 
Conforme Art. 205 do CC/2002: 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou 
fornecedores, para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos 
casos de seguro facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, 
árbitros e peritos, contra os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes. 
27. (FCC / CREMESP – 2016) Considere a seguinte hipótese: Através de acordo judicial 
devidamente homologado, ficou estabelecido que Caio pagaria alimentos ao filho Lucas, com três 
anos de idade. Porém, passou-se um ano e Caio não pagou nenhuma prestação. No caso de Lucas, 
com relação à pretensão para haver as prestações alimentares devidas, é correto afirmar que: 
a) não corre a prescrição. 
b) prescreve em dois anos, a partir da data em que se vencerem. 
c) prescreve em três anos, a partir da data em que se vencerem. 
d) prescreve em três anos, a partir do vencimento da última prestação não paga. 
e) prescreve em dois anos, a partir da data da propositura da ação. 
Comentários 
A alternativa A está correta, conforme Art. 197 e 198 do CC/2002, já que Lucas, filho de Caio, é menor 
absolutamente incapaz. 
Art. 197 - Não corre a prescrição: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
Art. 198 - Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o ;. 
A alternativa B está incorreta, embora o prazo prescricional para ser requerido alimentos seja 
realmente de 2 anos, Lucas, filho de Caio, é menor e absolutamente incapaz. Sendoassim, é causa 
impeditiva e a prescrição não ocorre. 
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A alternativa C está incorreta, pois, casos que se prescreve 3 anos são: pretensão relativa à aluguéis, 
prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de 
ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má 
fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o 
beneficiário contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). 
A alternativa D está incorreta, igualmente justificada na alternativa anterior. 
A alternativa E está incorreta, porque não ocorre prazo prescricional por conta de Lucas ser filho de 
Caio, como também, por Lucas ser menor absolutamente incapaz. 
28. (FCC / PGE-MT – 2016) Sergio sofreu acidente de trânsito quando tinha sete anos de idade. 
Ao atingir a maioridade civil, ajuizou ação contra o causador do dano. Este, em contestação, 
alegou prescrição, a qual: 
a) ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, já se ultimou. 
b) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era menor de 
idade. 
c) ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, já se ultimou. 
d) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era 
absolutamente incapaz. 
e) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, não correu enquanto Sérgio era menor de 
idade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, não ocorreu, visto que o prazo prescricional não corre contra 
absoluto incapaz, como também reparação civil o prazo prescricional é de 3 anos. 
A alternativa B está incorreta, o prazo prescricional começa a correr a partir dos 16 anos, quando 
atinge a posição de relativamente incapaz enquanto ainda é menor de idade. 
A alternativa C está incorreta, já que não ocorreu, porque prazo prescricional não corre contra menor 
absolutamente incapaz, ou seja, não se ultimou ainda, visto que Sergio ajuizou assim que atingiu a 
maioridade civil. 
A alternativa D está correta, visto que é embasada no Art. 198 do CC/2002 que informa a incapacidade 
de correr prescrição contra absolutamente incapazes e Art. 206 que cede a informação de que prescreve 
em 3 anos o prazo para pretensão de reparação civil. 
Art. 198 - Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: 
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V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa E está incorreta, o prazo prescricional para reparação civil é de 3 anos e não de 5 anos. 
29. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) X e Y, maiores e capazes, mantêm relação contratual e 
estipularam que, no caso de uma das partes se acidentar, o prazo prescricional, para a pretensão 
de reparação civil, seria ampliado de três para cinco anos. Passados dois anos, as partes 
aditaram o contrato para o fim de renunciarem antecipadamente ao prazo de prescrição. 
Ocorrido o acidente, a vítima aguardou quatro anos para então ajuizar ação de reparação civil. 
A pretensão: 
a) não está prescrita, porque o Código Civil admite a renúncia antecipada à prescrição, desde que feita 
de maneira expressa. 
b) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordos das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la em 
preliminar de contestação, sob pena de preclusão. 
c) não está prescrita, porque os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
d) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, podendo a parte a quem aproveita alegá-la em 
qualquer grau de jurisdição. 
e) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la até a 
sentença, sob pena de preclusão. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, está prescrita, como também não pode ocorrer a renúncia 
antecipada à prescrição. 
A alternativa B está incorreta, já que a prescrição pode ser alegada pela parte a quem aproveita, em 
qualquer grau de jurisdição. 
Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A alternativa C está incorreta, visto que está prescrita, como também os prazos de prescrição não 
podem ser alterados por acordo das partes. 
Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa D está correta, uma vez que corresponde a redação dos Art. 191, 192 e 193. 
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Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A alternativa E está incorreta, conforme Art. 193 do CC/2002, a prescrição pode ser alegada pela parte 
a quem aproveita, em qualquer grau de jurisdição. 
Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
30. (FCC / PREFEITURA DE CAMPINAS - SP – 2016) Mário firmou com João negócio jurídico 
pelo qual se obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da celebração do negócio, entregar obra de 
arte de sua confecção, que viria a ser apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, 
porém, Mário não entregou a obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos, 
ajuizou ação de indenização. 
Em contestação, Mário alegou prescrição, que, no caso: 
a) não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo previsto para cumprimento 
da obrigação. 
b) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição resolutiva. 
c) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos. 
d) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos. 
e) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição suspensiva. 
Comentários 
A alternativa A está correta, o prazo prescricional começa a correr após o término do prazo pactuado 
e dessa data transcorreram 2 anos, o prazo prescricional para reparação civil é de 3 anos, ou seja, não 
pode ocorrer ainda. 
A alternativa B está incorreta, pois, trata-se, nesse caso, de termo suspensivo e não condição resolutiva, 
um evento futuro e certo. O termo suspensivo, suspende a obrigação, mas não o direito. O obrigado terá 
que cumpri-lo conforme pactuado. 
A alternativa C está incorreta, visto que não ocorreu, a prescrição começa da data avençada, a partir do 
contrato firmado, como se passaram 2 anos do fim do contrato, e a lei prevê 3 anos para reparação civil, 
faltam ainda 1 ano para prescrever. 
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A alternativa D está incorreta, vide alternativa Anterior com embasamento no Art. 206 do CC/2002. 
Art. 206 - Prescreve: 
§ 3 o Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa E está incorreta, observa-se a alternativa B, não cabe aqui a condição suspensiva pois, 
trata-se de um evento futuro e certo e a condição impõe um evento futuro e incerto. 
31. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Ricardo ajuizou ação de indenização contra Pedro, 
julgada procedentepela Justiça. Na fase de instrução Ricardo foi obrigado a custear o perito 
judicial Flavio, responsável pela elaboração de laudo de engenharia, pagando para o mesmo a 
quantia de R$ 5.000,00. 
O prazo prescricional para Ricardo haver do vencido Pedro o valor despendido em juízo, nos termos 
estabelecidos pelo Código Civil, será de: 
a) 3 anos. 
b) 4 anos. 
c) 5 anos. 
d) 10 anos. 
e) 1 ano. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o prazo prescricional de 3 anos está sujeito à pretensão relativa à 
aluguéis, prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, 
proveniente de ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos 
recebidos de má fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de 
crédito, e o beneficiário contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). 
A alternativa B está incorreta, visto que aplica-se este prazo prescricional em caso de tutela, conforme 
Art. 206 do CC. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das 
contas. 
A alternativa C está correta, conforme Art. 206 do CC/2002. 
Art. 206. Prescreve: 
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§ 5 o Em cinco anos: 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
A alternativa D está incorreta, visto que o prazo prescricional de 10 anos aplica-se quando a lei não 
tenha fixado prazo menor. Conforme Art. 205 do CC. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou 
fornecedores, para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos 
casos de seguro facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, 
árbitros e peritos, contra os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes. 
32. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Sobre a prescrição e decadência, nos termos 
estabelecidos pelo Código Civil é INCORRETO afirmar: 
a) O protesto cambial interrompe a prescrição, interrupção esta que somente poderá ocorrer uma vez. 
b) Não corre prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União. 
c) As pessoas jurídicas têm ação contra os seus representantes legais, que derem causa à prescrição, ou 
não a alegarem oportunamente. 
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários sempre aproveita os outros. 
e) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois acompanha o Art. 202 do CC/2002. 
Art. 202 - A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
III - por protesto cambial; 
A alternativa B está correta, é averiguado pelo Art. 198 do CC/2002. 
Art. 198 - Também não corre a prescrição: 
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos 
Municípios; 
A alternativa C está correta, visto que o Art. 195 do CC/2002 confirma a alternativa. 
Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
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A alternativa D está incorreta, conforme Art. 195 do CC/2002, a suspensão da prescrição em favor de 
um dos credores solidários só aproveita os outros se a obrigação for indivisível. 
Art. 201 - Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
A alternativa E está correta, já que o Art. 204 do CC/2002 decorre sobre isso. 
Art. 204 - A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não 
prejudica aos demais coobrigados. 
§ 3º A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
33. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia 
Paulo, pessoa relativamente incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo 
ajuizou ação de indenização contra Carlos. 
A pretensão: 
a) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual tem ação 
contra o assistente, se este houver dado causa à prescrição. 
b) não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil. 
c) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual não tem 
ação contra o assistente, ainda que este tenha dado causa à prescrição. 
d) não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil. 
e) não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois, prescreve em 3 anos a pretensão de reparação civil, ainda, os 
relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais que derem causa 
à prescrição. 
Art. 206 - Prescreve: 
§ 3 o Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
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A alternativa B está incorreta, visto que, prescreve em resultado pra pretensão à reparação civil que é 
de 3 anos. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3 o Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa C está incorreta, os relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes que 
derem causa à prescrição. 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
A alternativa D está incorreta, a pretensão para reparação civil prescreve em 3 anos conforme a lei 
dita. Prescreve em 10 anos apenas em casos não determinados prazos menor pela lei. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo 
menor. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3 o Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa E está incorreta, está afirmação está errônea, conforme Art. 195 do CC/2002, visto que, 
os relativamente capazes têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais. 
Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
34. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão 
transitada em julgado, a pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos 
de idade. Passados 3 anos do trânsito em julgado, Fernando, representado por sua mãe, 
requereu o cumprimento da sentença. Marcos alegou prescrição. 
A pretensão para cumprimento da sentença: 
a) prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos vencidos antes de 2 anos do 
pedido de cumprimento. 
b) não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade. 
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c) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente incapazes. 
d) prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se extingue depois de 2 anos. 
e) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente incapazes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, o Art. 206 do CC determina que irá prescrever em 2 anos, a pretensãotanto da divisão quinária das 
ações quanto da teoria do fato jurídico e chegar a um “produto”. 
Com esse “produto” em mãos, vou adaptar o conteúdo à moderna doutrina civil processual e material e 
às minhas próprias percepções a respeito do estudo do Direito Civil. A partir daí, vou fazer uma filtragem 
teórica a partir do que se cobra nas provas dos concursos das Carreiras Jurídicas, tanto em termos 
legislativos quanto em termos jurisprudenciais. 
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Desse filtro, sairá uma teoria a respeito da caducidade que pode efetivamente ajudar você numa prova, 
de maneira mais simples e direta. Sem Anspruch nem Agidio actio est contra Negidium. Essa é a aula mais 
desafiadora, para mim, no Direito Civil, já que preciso arquitetar algo que permita a você compreender 
o conteúdo teórico de maneira “lógica” e, ao mesmo tempo, compreender os dispositivos do CC/2002 e 
as decisões do STJ a respeito do tema. 
Para não haver tantas contradições, eu preciso recorrer a um expediente que julgo nefasto: criar uma 
teoria. De qualquer forma, evitarei ao máximo fugir das premissas doutrinárias que mencionei. Repito: 
não estou a me arrogar na posição de doutrinador, mas não tenho muita saída que não fazer quase um 
pot-pourri para que as coisas fiquem minimamente compreensíveis. 
Com essa “teoria”, espero que você consiga compreender de modo simples, direto e sem “firula” a 
caducidade. Assim, você entenderá como distinguir a prescrição da decadência, como reconhecer as 
ações imprescritíveis (ou melhor, incaducáveis), como entender a racionalidade das decisões do STJ que 
partem da processual teoria da actio nata. Mas, principalmente, como não é preciso decorar 973 
posicionamentos doutrinários sobre a caducidade, nem decorar as últimas 379 decisões do STJ sobre 
os prazos prescricionais, nem ficar repetindo os artigos do CC/2002 a propósito do tema. 
Dormientibus non sucurrit jus! Uma das funções do Direito é precisamente a pacificação social, seja 
ela fática ou meramente jurídica. Por isso, é necessário que o ordenamento jurídico traga limites ao 
conflito social. 
Do contrário, se o Direito socorresse os que dormem, como diz a expressão latina, o conflito social 
perduraria ao infinito. Não soa absurdo quando se vê que o STJ decide a respeito de um conflito que 
envolve a Família Real Brasileira e a União ocorrido há mais de 120 anos? 
Pense na controvérsia a respeito da violação dos direitos do autor. Quando nasce minha pretensão 
(ainda na linguagem latina, a ação, actio) pelo “rateio” do meu material contra aquele que copiou meu 
material, quando ele copiou ou quando eu tomei conhecimento da cópia? 
O CC/2002 avançou muito em relação ao CC/1916 na matéria. Em boa medida porque Miguel Reale 
adotou, ainda que não tenha dito isso expressamente (o que fica claro em sua Exposição de Motivos do 
CC/2002), o critério científico de Agnelo Amorim Filho. 
Além disso, com base no princípio da operabilidade, o CC/2002 simplificou a matéria, ainda que tenha 
escorregado aqui e acolá. Por exemplo, não há prazo prescricional que não em anos. Se o prazo em 
questão for em dias ou meses, certamente será decadencial; se for em anos, pode ser 
prescricional ou decadencial. Além disso, a nova codificação procurou concentrar os prazos 
prescricionais nos arts. 205 e 206, ao passo que os prazos decadenciais se encontram espalhados pelo 
Código. Assim, salvo algumas exceções, os prazos prescricionais são os prazos dos arts. 205 e 206, 
ao passo que os demais prazos são decadenciais. 
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Capítulo I – Prescrição 
Seção I – Disposições gerais 
O que vai diferenciar prescrição de decadência? Segundo Pontes de Miranda, a prescrição 
encobre os efeitos potenciais da pretensão, ao passo que a decadência extingue a própria 
pretensão. Essa compreensão, porém, tem de ser vista com cuidado, pois apesar de a primeira parte 
ainda ser válida, a segunda não mais, numa perspectiva da civilística processual contemporânea. 
Vou tratar da caducidade a partir da noção de prescrição, de modo a diferenciá-la da decadência. A 
prescrição tem três elementos no suporte fático: a. transcurso do tempo; b. titularidade de uma 
situação jurídica ativa; e, c. inação do titular. 
Quanto ao transcurso do tempo e a inação do titular, é relativamente fácil compreender. O elemento 
“titularidade” é o que complica, trazendo dúvidas quanto à prescrição e à decadência. Como distinguir? 
Farei essa distinção a partir de uma noção material-processual. Por isso, eu 
dependo de seu conhecimento obtido junto à disciplina de Processo Civil. 
Como não posso perder tempo com as questões processuais, que são 
próprias da disciplina de Processo Civil, vou pular maiores explicações e 
vou direto para uma obra que dá base e facilita isso tudo: o artigo de Agnelo 
Amorim Filho da Revista de Direito Processual Civil. Vamos lá! 
Pois bem, de maneira sintética, Chiovenda divide os direitos subjetivos em dois: 
PRESCRIÇÃO
Prazo sempre em anos 
Prazos contidos nos arts. 205 e 206, 
em regra
DECADÊNCIA
Prazo em anos, meses e dias 
Prazos espalhados pelo CC/2002
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O 
mesmo Chiovenda divide as ações em três: 
• Objetiva um bem da vida, obtido mediante uma prestação de um sujeito passivo. Nesse
caso haveria pretensão
• Por exemplo, o pagamento (eu quero receber, mas o outro tem de me pagar; sem uma
ação dele, nada consigo)
• Segundo Pontes de Miranda, pretensão é o poder de exigibilidade de que se reveste um
direito
A. Direitos a uma prestação
• Sujeição de outrem a uma alteração de sua situação jurídica por influência minha,
independentemente de vontade dele.
• Por exemplo, o divórcio (eu quero me divorciar e ponto, o outro nada pode fazer) e a
revogação de doação (eu revogo o que doei e ponto, o donatário nada pode fazer)
• Nesses casos não há contraprestação alguma. A forma de exercício do direito
potestativo é variável, porém:
• 1. Alguns direitos potestativos se exercitam mediante simples declaração de vontade,
como, por exemplo, revogar mandato, aceitar herança, aceitar proposta de contrato
• 2. Outros se exercitam do mesmo modo, mas dependendo de apelo judicial em caso
de resistência, como, por exemplo, revogar a doação, anular a doação ao cônjuge
adúltero, resgatar o imóvel com cláusula de retrovenda
• 3. Outros só mediante ação, dada a relevância da sujeição, como, por exemplo, ações
de estado (paternidade, maternidade, negatória), invalidar casamento, interdição
B. Direitos potestativos
Direitos subjetivos 
Direitos a uma prestação Direitos potestativos
Exercício mediante simples declaração de 
vontade
Exercício igual, mas dependendo de apelo 
judicial em caso de resistência
Exercício mediante ação apenas
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Muitos autores classificam as ações em quatro (classificação quaternária, 
como Nelson Nery Junior) ou cinco (classificação quinária, como Pontes de 
Miranda). Seja utilizando uma (teoria quaternária) ou outra (teoria quinária), 
podemos encarar as ações mandamentais e executivas como ações 
condenatórias, ou seja, sujeitas também a prazos prescricionais. 
Basta lembrar da classificação trinária tradicional (ações condenatórias, 
constitutivas e declaratórias) e inserir qualquer outra classificação dentro das condenatórias. 
Assim, se você aprendeu a teoria quinária ponteana, insira as outras duas (mandamentais e 
executórias) nas condenatórias; se aprendeu a quaternária por outro autor, insira as 
mandamentais nas condenatórias. 
 
• Objetivam obter uma prestação (positiva ou negativa)
A. Condenatóriaspara haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
A alternativa B está incorreta, realmente a prescrição não atinge direito da personalidade, porém, não 
é o caso em questão. 
A alternativa C está correta, visto que contra absolutamente incapazes não corre a prescrição, 
conforme o Art. 198 do CC/2002 determina. 
Art. 198 - Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
A alternativa D está incorreta, porque a pretensão para haver prestações alimentares prescreve em 2 
anos a partir da data em que se vencerem. Art. 206 do CC/2002. 
A alternativa E está incorreta, visto que os relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes 
que derem causa à prescrição. 
Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
35. (FCC / TJ-SE – 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. 
Passados alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter 
indenização por dano moral. 
Esses pedidos sujeitam-se: 
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente. 
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente. 
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial. 
d) ambos a prazo decadencial. 
e) ambos a prazo prescricional. 
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Tendo em vista que a indenização relacionada aos danos morais se sujeita a prazo prescricional, 
conforme Art. 206 do CC/2002, pode-se desconsiderar as alternativas B, C e D, que ou alegam que danos 
morais seja decadencial ou não está sujeito a algum prazo. 
A revogação de doação não está listada nas hipóteses do Art. 206 do CC/2002, tratando-se de prazos 
prescricionais, portanto fica sujeita ao Art. 557 do CC/2002, que trata das revogações por ingratidão de 
doações, referindo a quem caluniou o doador. Por se tratar de ação desconstitutiva fica sujeito à prazo 
decadência de 1 ano, previsto no Art. 559. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3 o Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
Art. 557. Podem ser revogadas por ingratidão as doações: 
III - se o injuriou gravemente ou o caluniou; 
Art. 559. A revogação por qualquer desses motivos deverá ser pleiteada dentro de um 
ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a autorizar, e de 
ter sido o donatário o seu autor. 
Portanto, podemos afirmar que revogação à doação está sujeita a prazo decadencial e a indenização por 
danos morais à prazo prescricional. 
Gabarito: A 
36. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) P e R firmaram contrato pelo qual P se obrigou a pagar 
quantia líquida a R. No instrumento contratual, estabeleceram que, se não pago o débito, o prazo 
de prescrição para cobrança da dívida seria aumentado de 5 para 10 anos. Sete anos depois do 
vencimento do prazo, R ajuizou ação de cobrança, a qual foi julgada procedente. Em apelação, P 
alegou prescrição, o que não havia feito em primeira instância. 
O Tribunal: 
a) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque o contrato obriga as partes contratantes, 
inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais, além de ter ocorrido preclusão. 
b) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque, embora a questão não preclua, o contrato 
obriga as partes contratantes, inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais. 
c) deverá reconhecer a ocorrência da prescrição, pois os prazos prescricionais não podem ser alterados 
por acordo de vontades e porque a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela 
parte a quem aproveita. 
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d) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se R for absolutamente incapaz, pois esta 
condição impede que as partes alterem, por acordo de vontades, os prazos prescricionais, além de 
evitar a preclusão. 
e) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se P for absolutamente incapaz, pois esta 
condição impede que as partes alterem os prazos prescricionais, por acordo de vontades, além de 
evitar a preclusão. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, implica o Art. 192 do CC/2002, a respeito dos prazos prescricionais, 
esses não podem ser alterados por vontade das partes envolvidas. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa B está incorreta, consoante com a alternativa A, está também não está correta pois, 
independe de ser alterado, os prazos prescricionais, por vontade das partes. 
A alternativa C está correta, os Art. 192 e 193 do CC/2002 confirmam. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A alternativa D está incorreta, visto que, de acordo com o Art. 198 do CC/2002, confere que não corre 
prescrição contra absolutamente incapazes. Além de não ser por tal motivo que impede que as partes 
alterem os prazos prescricionais, para isso temos o Art. 192. 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa E está incorreta, uma vez que esta é consoante a alternativa D. 
37. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) J sofreu danos, causados por Y, quando tinha 5 anos de 
idade. De acordo com o Código Civil, conhecido o autor do dano desde a sua perpetração, o prazo 
prescricional, para a pretensão de responsabilização civil, de: 
a) 5 anos, começa a ser contado da prática do dano. 
b) 3 anos, começa a ser contado da prática do dano. 
c) 3 anos, começa a ser contado com a cessação da incapacidade absoluta de J. 
d) 3 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil. 
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e) 5 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil. 
Comentários 
Conforme Art. 206 do CC/2002, prescreve em 3 anos a pretensão de reparação civil e Art. 198, não corre 
a prescrição contra absolutamente incapazes. Sendo assim, logo que cessar a incapacidade absoluta a 
prescrição pode começar a correr. 
Art. 198 - Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º 
Art. 206 - Prescreve: 
§ 3º Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa A está incorreta, pois, prescreve em 3 anos e começa a ser contada quando cessar 
incapacidade absoluta. 
A alternativa B está incorreta, visto que, começa a ser contada quando cessar incapacidade absoluta. 
A alternativa C está correta, de acordo com as informações anteriormente fornecidas. 
A alternativa D está incorreta, começa a correr quando atinge a incapacidade relativa, que se dá aos 16 
anos completos. 
A alternativa E está incorreta, prescreve em 3 anos e começa a correr quando atinge a incapacidade 
relativa, que se dá aos 16 anos completos. 
38. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO – 2015) Durante a constância do casamento, Lourenço emprestou 
para sua mulher, Bianca, a quantia de R$ 10.000,00, que deveria ser devolvida em um ano. 
Passados mais de dez anos sem que a dívida houvesse sido paga, o casal se divorciou. Passados 
dois anos e meio da decretação do divórcio, Lourenço ajuizou ação de cobrança contra Bianca, 
que, em contestação, alegou decadência, requerendo a extinção do processo com resolução de 
mérito. 
Tal como formulada, a alegação de Bianca: 
a) improcede, pois se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição e não se passaram 
mais de quatro anos da decretação do divórcio. 
b) procede, pois, salvo disposição em contrário,não se aplicam à decadência as normas que impedem a 
prescrição. 
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c) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional, mas o juiz deverá 
decretar a prescrição de ofício, pois se passaram mais de dez anos da realização do negócio. 
d) procede, pois, embora se apliquem à decadência as normas que impedem a prescrição, passaram-se 
mais de dois anos da decretação do divórcio. 
e) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional e não corre durante a 
constância da sociedade conjugal, além de não ter se ultimado, depois da decretação do divórcio. 
Comentários 
A alternativa A incorreta, salvo no Art. 207 do CC/2002, não se aplica à decadência as normas que 
impedem a prescrição. 
A alternativa B está incorreta, pois, improcede, contudo o argumento é válido, confere com a redação 
do Art. 207 do CC/2002 
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com Art. 197 do CC/2002, durante o casamento não corre 
prescrição entre os cônjuges, portanto não importa o tempo em ralação a realização do negócio, mas 
sim da data do divórcio, e este está sujeito ao Art. 205 do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa D está incorreta, improcede, pois, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor a 
prescrição ocorrerá em dez anos. Conforme redação do Art. 205 do CC/2002. 
A alternativa E está correta, visto que confere com as redações dos Art. 197 e 205 do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
39. (FCC / TCM-RJ – 2015) Carlos e Roberto celebraram contrato de natureza civil no âmbito 
do qual estipularam que, no caso de as partes pretenderem reparação civil, o prazo legal de 
prescrição, de três anos, seria majorado para cinco. Tendo tido direito violado, Carlos ajuizou 
ação contra Roberto quatro anos depois do nascimento da pretensão. Carlos é relativamente 
incapaz e foi devidamente assistido quando da celebração do negócio. 
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==338b5d==
 
 
A pretensão: 
a) não está prescrita, porque, embora inválida a cláusula que altera o prazo de prescrição, esta não corre 
contra o relativamente incapaz. 
b) está prescrita e assim deverá ser declarada, inclusive de ofício, pelo juiz. 
c) não está prescrita, porque, embora corra a prescrição contra o relativamente incapaz, a ação foi 
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida. 
d) não está prescrita, porque não corre a prescrição contra o relativamente incapaz e porque a ação foi 
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida. 
e) está prescrita e assim deverá ser declarada desde que a requerimento de Roberto, vedado ao juiz 
conhecê-la de ofício. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, está prescrita e também o fato de ser relativamente incapaz não 
interfere, uma vez que, só interferiria caso Carlos fosse absolutamente incapaz. 
A alternativa B está correta, é assegurada pelo Art. 487 do NCPC. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou 
prescrição; 
A alternativa C está incorreta, além de estar prescrita, conforme Art. 192 do CC/2002, o prazo 
prescricional não pode ser alterado por vontade das partes, portanto não está dentro do prazo. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa D está incorreta, pois, pode correr a prescrição contra o relativamente incapaz, conforme 
Art. 195 do CC/2002, como também, o prazo prescricional não pode ser alterado por vontade das partes, 
embasado no Art. 192 do CC/2002. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
A alternativa E está incorreta, visto que deve ser requerida por Carlos, interessado na prescrição. 
40. (FCC / TCE-CE – 2015) Tício, pessoa absoluta e irreversivelmente incapaz, foi agredido por 
Caio, sofrendo danos morais. 
A pretensão de Tício de se ver compensado pelos danos causados por Caio: 
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a) decai em 4 anos. 
b) prescreve em 3 anos. 
c) decai em 2 anos. 
d) não prescreve. 
e) prescreve em 10 anos. 
Comentários 
Cabe salientar que esta questão se encontra desatualizada, então, devemos levar em consideração que 
ele é absolutamente incapaz pois, possui 16 anos, de maneira que devemos desconsiderar a referência 
de incapacidade irreversível. 
O Art. 206 do Código Civil informa que para reparação civil prescreve em 3 anos a 
pretensão de reparação civil, porém Tício é absoluto incapaz que, por essa condição, 
de acordo com o Art. 198 do CC, não corre a prescrição. Portanto, não corre a 
prescrição. 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Art. 206 - Prescreve: 
§ 3º Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
Gabarito: D 
41. (FCC / TCE-CE – 2015) Em relação à prescrição, considere: 
I. As pretensões que protegem os direitos da personalidade e as que se vinculam ao estado das 
pessoas são imprescritíveis, como regra geral. 
II. Não corre a prescrição entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal. 
III. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
IV. A prescrição só pode ser interrompida pelo titular do direito violado. 
V. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II, III e V. 
b) II, III, IV e V. 
c) I, II e III. 
d) II, III e IV. 
e) I, IV e V. 
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Comentários 
O item I está correto, são imprescritíveis os direitos que protegem a personalidade, como a vida, a 
honra, o nome, a liberdade, a intimidade, a própria imagem, as obras literárias, artísticas ou científicas, 
etc.; o estado da pessoa como filiação, condição conjugal, interdição dos incapazes, cidadania, etc.; o 
direito de família no que concerne à questão inerente à pensão alimentícia, vida conjugal, regime de 
bens, etc. 
O item II está correto, conforme Art. 197 do CC/2002: 
Não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
O item III está correto, conforme Art. 196 do CC/2002: 
A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
O item IV está incorreto, pois, o Art. 203 do CC/2002 prevê que a prescrição pode ser interrompida por 
qualquer interessado. 
Art. 203 - A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
O item V está correto, de acordo com o Art. 190 do CC/2002: 
A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
Gabarito: A (I, II, III e V) 
42. (FCC / MANAUSPREV – 2015) Aos 20 anos de idade, Cássio ajuizou ação de reparação de 
dano, fundada na responsabilidade civil, contra Roberto, seu pai, em razão de fato ocorrido 
quando tinha 9 anos. 
A pretensão: 
a) não está prescrita, pois não corre prescrição entre pai e filho, ainda que cessado o poder familiar. 
b) não está prescrita, pois não corre a prescrição contra os relativae absolutamente incapazes. 
c) está prescrita, pois o prazo de 10 anos, iniciado quando Cássio tinha 9 anos de idade, já se consumou. 
d) está prescrita, pois o prazo de 3 anos, iniciado quando Cássio tinha 16 anos de idade, já se consumou. 
e) não está prescrita, pois não corre a prescrição durante o poder familiar. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, cessado o poder familiar pode correr normalmente a pretensão. 
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Art. 1.635. Extingue-se o poder familiar: 
III - pela maioridade; 
Art. 1.630 - Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto menores. 
A alternativa B está incorreta, não corre prescrição contra os absolutamente incapazes, mas sim contra 
os relativamente incapazes, conforme redação dos Art. 195 e 198 do CC/2002. 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
A alternativa C está incorreta, não está prescrita, pois, o prazo de 10 anos, previsto no Art. 205, só é 
aplicado para casos não previstos em lei, além de não prescrever contra absolutamente incapazes, que 
no caso era Cássio com 9 anos, previsto no Art. 198 do CC/2002. 
Art. 198. Também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa D está incorreta, não está prescrita, pois, apesar de prescrever em 3 anos a pretensão 
para reparação civil, conforme previsto no Art. 206 do CC/2002, não corre a prescrição entre 
ascendentes e descendentes, durante o poder familiar, confirma a redação do Art. 197 do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3º Em três anos: 
V - a pretensão de reparação civil; 
A alternativa E está correta, pois, corresponde ao Art. 197 do CC/2002. 
Art. 197. Não corre a prescrição: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
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43. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Por meio de contrato escrito, Henrique prometeu dar ao filho 
Pedro, então com 18 anos, um veículo no dia de seu casamento, que ocorreu 12 anos depois. No 
entanto, Henrique negou-se a entregar o veículo, alegando prescrição. 
Pedro: 
a) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição resolutiva. 
b) não poderá exigir o cumprimento do contrato, pois, passados 4 anos, ocorreu decadência. 
c) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição suspensiva. 
d) não poderá exigir cumprimento do contrato, pois, passados 10 anos, ocorreu prescrição. 
e) poderá exigir o cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição entre pais e filhos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, não corre igualmente a prescrição em caso de condição suspensiva e não 
resolutiva, conforme Art. 199 do CC/2002. 
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: 
I - pendendo condição suspensiva; 
A alternativa B está incorreta, pois, do artigo que trata da decadência passados 4 anos, não ocorreu 
nenhuma situação enumerada, Art. 178 do CC/2002. 
Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio 
jurídico, contado: 
I - no caso de coação, do dia em que ela cessar; 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que 
se realizou o negócio jurídico; 
III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade. 
A alternativa C está correta, visto que, nessa questão aplica-se a condição suspensiva, previsto no Art. 
125 do CC, e, de acordo com o Art. 199 do CC/2002, pendendo condição suspensiva, não corre 
igualmente a prescrição. 
Art. 125 - Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, 
enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: I - pendendo condição suspensiva; 
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A alternativa D está incorreta, tendo em vista que é uma condição suspensiva, não poderá ocorrer 
prescrição. 
A alternativa E está incorreta, não corre a prescrição entre pai e filho durante o poder familiar, esse se 
extingue assim que o filho atinge a maioridade civil. 
Art. 197 - Não corre a prescrição: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
Art. 1.635 - Extingue-se o poder familiar: 
III - pela maioridade; 
44. (FCC - 2022 - SEFAZ-PE - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Conhecimentos Gerais) De 
acordo com o Código Civil, a prescrição 
a) pode ser renunciada, desde que expressamente, tal como a decade ncia fixada em lei. 
b) na o pode ser renunciada, diferentemente da decade ncia fixada em lei, que pode ser renunciada, 
ta cita ou expressamente. 
c) pode ser renunciada, ta cita ou expressamente, tal como a decade ncia fixada em lei. 
d) pode ser renunciada, ta cita ou expressamente, diferentemente da decade ncia fixada em lei, que na o 
admite renu ncia. 
e) na o pode ser renunciada, tal como a decade ncia fixada em lei. 
Comentários 
Veja que a prescriça o pode ser renunciada, ta cita ou expressamente, diferentemente da decade ncia 
fixada em lei, que na o admite renu ncia, nos termos do CC/2002: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
Gabarito: D 
45. (FCC - 2022 - SEFAZ-AP - Auditor da Receita Estadual - Conhecimentos Gerais) 
Interrompida pelo protesto, a prescrição 
a) somente podera ser novamente interrompida pelo despacho do juiz que ordenar a citaça o. 
b) somente podera ser novamente interrompida pela efetiva citaça o. 
c) podera ser novamente interrompida por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 
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d) podera ser novamente interrompida por qualquer ato inequí voco, ainda que extrajudicial, que 
importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
e) na o podera ser interrompida por uma segunda vez. 
Comentários 
Veja CC/2002: 
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
III - por protesto cambial; 
Gabarito: E 
46. (FCC - 2022 - TJ-CE - Analista Judiciário - Área Judiciária) A prescrição 
a) na o admite renu ncia, expressa ou ta cita. 
b) pode ser renunciada apenas expressamente, antes ou depois de se consumar. 
c) pode ser renunciada expressa ou tacitamente, mas apenas depois de se consumar. 
d) pode ser interrompida apenas uma vez, na o aproveitando a outros credores, ainda que solida rios. 
e) na o pode ser interrompida. 
Comentários 
Veja CC/2002: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.; 
Gabarito: C 
47. (FCC - 2021 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar) De acordo com o Código Civil, a renúncia 
à decadência prevista em lei é 
a) vedada apenas aos incapazes. 
b) nula. 
c) admitida somente se prevista em contrato. 
d) admitida mesmo sem previsa o em contrato. 
e) admitida apenas se realizada em juí zo. 
Comentários 
Veja CC/2002:Paulo H M Sousa
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Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
Gabarito: B 
48. (FCC - 2019 - Câmara de Fortaleza - CE - Consultor Técnico Jurídico) De acordo com o 
Código Civil, a anulação da constituição das sociedades, por defeito do ato respectivo, se sujeita 
a prazo 
a) decadencial, contado da data do ato. 
b) decadencial, contado da publicaça o de sua inscriça o no registro. 
c) decadencial, contado da data em que o interessado tiver cie ncia do defeito. 
d) prescricional, contado da publicaça o de sua inscriça o no registro. 
e) prescricional, contado da data em que o interessado tiver cie ncia do defeito. 
Comentários 
Sobre a constituiça o das pessoas jurí dicas de direito privado, preve o artigo 45 do CC/2002: 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a 
inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as 
alterações por que passar o ato constitutivo. 
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas 
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da 
publicação de sua inscrição no registro. 
Assim, em sendo a sociedade uma pessoa jurí dica de direito privado, havendo defeito no ato constitutivo, 
pode-se desconstituí -la dentro do prazo decadencial de tre s anos, contado da publicaça o de sua 
inscriça o no Registro. 
Gabarito: B 
49. (FCC - 2019 - TJ-MA - Analista Judiciário - Direito) Em relação à prescrição, considere: 
I. Por implicar perda de direito, a renu ncia da prescriça o so pode ser expressa, vedada a renu ncia ta cita. 
II. A prescriça o pode ser alegada em qualquer grau de jurisdiça o, pela parte a quem aproveita. 
III. Os prazos da prescriça o, por se tratar de direitos disponí veis, podem ser alterados por acordo das 
partes. 
IV. A prescriça o iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
Esta correto o que consta APENAS em 
a) III e IV. 
b) I, II e IV. 
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c) I, II e III. 
d) e III. 
e) II e IV. 
Comentários 
O Item I esta incorreto, nos termos do CC/2002: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
O Item II esta correto, nos termos do CC/2002: 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
O Item III esta incorreto, nos termos do CC/2002: 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
O Item IV esta correto, nos termos do CC/2002: 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
Gabarito: E (II e IV) 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
FCC 
1. (FCC - TJ-MA - Analista Judiciário – Direito – 2019) Em relação à prescrição, considere: I. 
Por implicar perda de direito, a renúncia da prescrição só pode ser expressa, vedada a renúncia 
tácita. II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem 
aproveita. III. Os prazos da prescrição, por se tratar de direitos disponíveis, podem ser alterados 
por acordo das partes. IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o 
seu sucessor. 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) III e IV. 
b) I, II e IV. 
c) I, II e III. 
d) I e III. 
e) II e IV. 
2. (FCC - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária- 2019) Ricardo, maior de 16 
anos, não consegue, por causa permanente, exprimir sua vontade. 
Nesse caso, de acordo com o Código Civil, Ricardo: 
a) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, não correndo contra ele a 
prescrição. 
b) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, mas contra ele corre a 
prescrição. 
c) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, não correndo contra ele a 
prescrição. 
d) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, mas contra ele corre a prescrição. 
e) não é incapaz, absoluta ou relativamente, mas contra ele não corre a prescrição. 
3. (FCC - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal- 
2018) Ronaldo e Rodolfo são devedores de Renato em decorrência de um contrato de prestação 
de serviços firmado entre as partes e inadimplido pelos devedores. Rodolfo encaminha ao 
credor um instrumento particular devidamente assinado, com firma reconhecida em cartório 
renunciando a prescrição. 
Neste caso, nos termos preconizados pelo Código Civil, a renúncia da prescrição realizada por Rodolfo: 
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a) não é válida, pois não foi realizada por instrumento público, como exige o Código Civil para a renúncia 
da prescrição. 
b) é válida e atinge o codevedor Ronaldo, se ocorrer depois da consumação da prescrição. 
c) valerá se ocorrer sem prejuízo de Ronaldo, antes ou depois que a prescrição se consumar. 
d) é válida e atinge o codevedor Ronaldo, podendo ocorrer antes ou depois da consumação da 
prescrição. 
e) só valerá se ocorrer sem prejuízo de Ronaldo, depois que a prescrição se consumar. 
4. (FCC / TRT - 2ª REGIÃO – 2018) A empresa “X”, fabricante de peças automotivas, contrata 
o engenheiro de segurança do trabalho Ricardo para atuar como assistente em uma reclamação 
trabalhista movida por três funcionários demitidos da empresa. As partes assinam contrato e 
estabelecem a remuneração pelos serviços que serão prestados. Ricardo conclui o seu trabalho 
e apresenta o laudo para o qual foi contratado. Contudo, a empresa “X” deixa de pagar os 
honorários contratados, no importe de R$ 8.000,00. 
Neste caso, concluído o trabalho e inadimplida a obrigação, a pretensão de Ricardo para cobrança dos 
seus honorários prescreve em: 
a) 5 anos. 
b) 1 ano. 
c) 3 anos. 
d) 10 anos. 
e) 4 anos. 
5. (FCC / TRT - 6ª REGIÃO – 2018) Com relação à prescrição: 
a) sua interrupção, produzida contra o principal devedor, não prejudica o fiador, pois este se obriga 
autonomamente. 
b) sua interrupção, produzida por um credor aproveita aos outros; do mesmo modo, a interrupção 
operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados. 
c) pode ser interrompida por qualquer interessado. 
d) ocorre em cinco anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) suspensa em favor de um dos credores solidários, só aproveitam aos outros se a obrigação for 
divisível. 
6. (FCC / SEFAZ-SC – 2018) De acordo com o Código Civil de 2002, os prazos prescricionais: 
a) podem ser alterados mediante acordo entre as partes. 
b) são interrompidos por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe 
reconhecimento do direito pelo devedor. 
c) podem ser renunciados validamente pelo interessado antes de sua consumação, desde que não 
acarrete prejuízo a terceiro. 
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d) são de vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) interrompidos contra o devedor principal não prejudicam o fiador. 
7. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em contrato de compra e venda a prazo, as partes 
convencionaram que o prazo de prescrição para cobrança de valores inadimplidos seria de 6 
meses, apenas, e não o previsto na lei civil. 
Essa cláusula: 
a) não tem validade, porqueos prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, 
seja para reduzir, seja para ampliar esse prazo. 
b) não tem validade porque o acordo diminui o prazo prescricional, só sendo possível ampliar esse 
prazo, em benefício do titular do direito violado. 
c) tem validade, porque se trata de um negócio jurídico privado, prevalecendo o princípio de que o 
contrato faz lei entre as partes. 
d) tem validade nesse caso específico, porque se trata de compra e venda a prazo, que possui regra 
específica autorizando a diminuição dos prazos prescricionais. 
e) tem validade por diminuir o prazo da prescrição; não teria validade para ampliar o prazo, pois isso 
prejudicaria o devedor da obrigação contraída. 
8. (FCC / ALESE – 2018) Considere as proposições abaixo, a respeito do tema prescrição e 
decadência: 
I. Se a parte não alegar prescrição na contestação, opera-se a preclusão, sendo vedado que o faça em 
grau de recurso. 
II. O falecimento do devedor interrompe o curso do prazo prescricional. 
III. A prescrição não corre entre os cônjuges, mesmo depois do fim da sociedade conjugal. 
IV. É possível a renúncia à prescrição, expressa ou tácita, desde que não traga prejuízo a terceiros e 
desde que seja realizada depois de se consumar. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I e IV. 
c) III e IV. 
d) IV. 
e) II. 
9. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à prescrição, considere: 
I. A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários é personalíssima e não beneficia 
os demais em nenhuma hipótese. 
II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. 
III. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
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IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa em relação ao seu sucessor. 
Está correto o que consta APENAS de: 
a) I e IV. 
b) I, II e III. 
c) II, III e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II e III. 
10. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Considere as afirmações a 
seguir. 
I. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
II. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do 
interessado, incompatíveis com a prescrição. 
III. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente. 
IV. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por serem disponíveis. 
V. A prescrição iniciada contra uma pessoa deixa de correr contra seus sucessores. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I, IV e V. 
c) I, II, IV e V. 
d) II, III e IV. 
e) II, III, IV e V. 
11. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova 
dos fatos jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor: 
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários e terceiros mencionados. 
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor. 
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos 
cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram 
celebrados. 
d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e 
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor. 
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e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração 
da vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original. 
12. (FCC / DPE-AP – 2018) No Direito Civil brasileiro atual, a prescrição: 
a) se interrompe e é contada desde o seu início, no caso de morte do credor. 
b) admite renúncia tácita, quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
c) não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, salvo para beneficiar incapaz. 
d) não corre entre os cônjuges até o momento do divórcio ou de outra causa extintiva do matrimônio. 
e) se interrompe pela citação válida. 
13. (FCC / PGE-TO – 2018) Em 20/03/2017 a Fazenda Pública do Estado de Tocantins ajuizou 
ação indenizatória em face do causador de um acidente de trânsito, ocorrido em 20/02/2014, 
do qual resultou a destruição de uma viatura oficial. Na sentença, de ofício, reconheceu-se que o 
prazo prescricional para a pretensão de reparação civil era de 3 anos, razão por que se julgou 
improcedente o pedido. 
Em recurso de apelação, poderá o Procurador do Estado alegar a não ocorrência de prescrição: 
a) se estiver demonstrado que, desconsiderados os períodos em que houve suspensão dos prazos 
processuais, o prazo trienal não se consumou. 
b) exclusivamente pela impossibilidade de seu reconhecimento de ofício, por ser a autora a Fazenda 
Pública. 
c) fundando-se no Decreto no 20.910/1932, aplicável por isonomia, o qual estabelece que o prazo 
prescricional nas ações contra a Fazenda Pública é quinquenal, existindo recentes julgados do 
Superior Tribunal de Justiça neste sentido. 
d) se estiver demonstrado que, descontado o tempo em que tramitou sindicância interna para apuração 
de responsabilidade do condutor da viatura oficial, não se completou o triênio prescricional. 
e) se estiver demonstrado que desde a notificação extrajudicial do réu, por meio da qual solicitou o 
pagamento da indenização, não se completou o triênio prescricional. 
14. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Em janeiro de 2010, acidente de trânsito culposamente 
provocado por Ricardo causou danos materiais a Tereza, pessoa maior e capaz. Dois anos depois 
do acidente, em janeiro de 2012, Tereza promoveu em face de Ricardo protesto interruptivo da 
prescrição. Dois anos depois, em janeiro de 2014, promoveu novo protesto. Dois anos mais tarde, 
em janeiro de 2016, ajuizou contra Ricardo ação pleiteando indenização por conta do acidente. 
Nesse caso, considerando que prescreve em três anos a pretensão de reparação civil, conclui-se que: 
a) ao tempo do ajuizamento da ação, a pretensão não estava prescrita. 
b) a prescrição ocorreu no ano de 2015, podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
c) a prescrição ocorreu no ano de 2015, não podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz. 
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d) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que poderá ser pronunciada de 
ofício pelo juiz. 
e) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que não poderá ser pronunciada 
de ofício pelo juiz. 
15. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Por força de contrato, Antônio e Joaquim se tornaram 
credores solidários de Beatriz, que deixou de cumprir no vencimento a prestação a que se havia 
obrigado. 
Nesse caso, suspensa a prescrição em favor de Antônio, por conta da sua incapacidade absoluta, essa 
suspensão: 
a) não aproveitará a Joaquim, independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
b) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for indivisível. 
c) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for divisível. 
d) aproveitará a Joaquim independentemente de a obrigação ser ou não divisível. 
e) aproveitará a Joaquim, seja a obrigação divisível ou indivisível, porém limitada ao prazo máximo de 
cinco anos. 
16. (FCC / TST – 2017) Acerca da prescrição e dadecadência, considere: 
I. A prescrição iniciada contra uma pessoa se interrompe na hipótese do seu falecimento, voltando a 
correr, pelo prazo integral, contra os seus sucessores. 
II. O juiz deverá conhecer de ofício da decadência, salvo se for convencional, caso em que só poderá 
pronunciá-la se alegada pela parte a quem ela aproveita. 
III. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, desde que se trate de direito 
disponível. 
IV. É nula a renúncia à decadência fixada em lei, admitindo-se, porém, a renúncia da prescrição, que 
poderá ser expressa ou tácita. 
V. Em regra, salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) I e V. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
e) IV e V. 
17. (FCC / DPE-RS – 2017) Rodrigo, de 18 anos de idade, está cursando universidade e, após 
demandar em juízo, demonstrando que não tem condições financeiras para pagar suas despesas, 
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obtém a fixação de alimentos pelo Magistrado no importe de R$ 2.000,00 por mês a ser 
suportado pelo seu genitor Paulo. 
Havendo inadimplemento das prestações alimentares pelo genitor, nos termos estabelecidos pelo 
Código Civil, Rodrigo deverá observar, a partir do vencimento de cada prestação, o prazo prescricional 
de cobrança de: 
a) 2 anos. 
b) 3 anos. 
c) 5 anos. 
d) 1 ano. 
e) 4 anos. 
18. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO – 2017) A empresa X, sediada na cidade de São Paulo capital, é 
integralmente extinta após regular liquidação em dezembro de 2016. Rodolfo, ex-sócio da 
empresa, desligado desde o ano de 2014, pretende receber uma dívida de R$ 500.000,00 dos 
sócios da empresa extinta. 
Neste caso, o prazo prescricional para Rodolfo exercer a sua pretensão, nos termos preconizados pelo 
Código Civil, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade, será de: 
a) 2 anos. 
b) 1 ano. 
c) 10 anos. 
d) 5 anos. 
e) 3 anos. 
19. (FCC / TJ-SC – 2017) O recebimento, pelo credor, de dívida prescrita: 
a) dá direito à repetição se o devedor for absoluto ou relativamente incapaz. 
b) dá direito à repetição em dobro, salvo se for restituído o valor recebido no prazo da contestação. 
c) dá direito à repetição fundada no enriquecimento sem causa. 
d) só não confere direito à repetição, se o credor houver agido de boa-fé. 
e) não dá direito à repetição por pagamento indevido ou enriquecimento sem causa, ainda que a 
prescrição seja considerada matéria de ordem pública. 
20. (FCC / DPE-PR – 2017) Sobre prescrição, é correto afirmar: 
a) Em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de energia elétrica, o famigerado “gato”, 
o prazo prescricional para a cobrança de dívida do período de irregularidade é de cinco anos, e não 
o prazo geral do Código Civil de dez anos, aplicando-se, em diálogo das fontes, aquele previsto no 
Código de Defesa do Consumidor, por ser mais favorável ao consumidor. 
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b) Segundo o STJ, não há relação de consumo entre o condomínio e seus condôminos. Como 
consequência, é de dez anos o prazo para o exercício da pretensão de cobrança de dívida de 
condomínio edilício em face do condômino, ante a inexistência de disposição normativa específica, 
não se aplicando, deste modo, o prazo de cinco anos previsto no Código de Defesa do Consumidor. 
c) A hipoteca é garantia real sobre bem imóvel sujeita a prazo de até trinta anos, contados da data do 
contrato. Com efeito, a prescrição da pretensão de cobrança de dívida que lhe deu origem não 
extingue a hipoteca, pois ela persiste até o advento do termo final previsto no instrumento contratual, 
tendo em vista o princípio do pacta sunt servanda. 
d) Na hipótese de reconhecimento de paternidade post mortem em demanda ajuizada após o trânsito 
em julgado da sentença de partilha de bens deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo 
prescricional para o ajuizamento da ação de petição de herança é a data do trânsito em julgado da 
sentença proferida na ação de inventário. 
e) Segundo jurisprudência do STJ, é de dez anos o prazo prescricional para o reembolso de despesas 
alimentares do filho assumidas pelo genitor em virtude do inadimplemento de obrigação alimentar 
fixada judicialmente para o outro genitor. Isto porque o pagamento é realizado por terceiro não 
interessado, que intervém na gestão de negócio alheio. 
21. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Sidney foi brutalmente violentado por Sérgio quando possuía 
oito anos de idade. Aos dezessete, ajuizou ação de indenização contra Sérgio, buscando 
compensação por danos morais. 
A pretensão de Sidney: 
a) Está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do 
ajuizamento da ação. 
b) Não está prescrita, pois as ações que versam sobre direitos da personalidade são imprescritíveis. 
c) Não está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, 
iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação 
pessoalmente, embora representado. 
d) Não está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, 
iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação 
pessoalmente, embora assistido. 
e) Está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do 
ajuizamento da ação. 
22. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Jonas firmou contrato com Sidney, por instrumento particular, 
emprestando-lhe R$10.000,00, os quais deveriam ser devolvidos em janeiro de 2010. Em 
fevereiro de 2014 Jonas faleceu, deixando somente herdeiros maiores e capazes. Em fevereiro 
de 2015, o espólio de Jonas ajuizou ação de execução contra Sidney, que, nos embargos, não 
abordou a questão da prescrição. Fê-lo, porém, em sede de recurso. 
O Tribunal: 
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a) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de três anos, findara enquanto Jonas 
era vivo. 
b) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, iniciado quando Jonas 
era vivo, continuou a correr contra seus sucessores. 
c) Não deverá conhecer da matéria, em razão da preclusão. 
d) Deverá conhecer da matéria, mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, reiniciou-se, 
contra os sucessores de Jonas, na data de seu falecimento. 
e) Deverá conhecer da matéria, mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de dez anos, não se ultimou. 
23. (FCC / DPE-BA – 2016) De acordo com as disposições do Código Civil, a prescrição: 
a) Não corre entre pai e filho menor emancipado. 
b) Não admite renúncia tácita, mas somente expressa. 
c) Admite renúncia antes de sua consumação, desde que se refira a interesses disponíveis de pessoas 
capazes. 
d) Pode ser renunciada por relativamente incapaz, mediante assistência de seu representante legal, 
independentemente de autorização judicial. 
e) Corre em desfavor de pessoa relativamente incapaz. 
24. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) Transitada em julgado a sentença, a 
pretensão do vencedor para executar as verbas que lhe foram deferidas em razão da 
sucumbência processual prescreve em: 
a) 3 anos. 
b) 10 anos. 
c) 5 anos. 
d) 2 anos. 
e) 1 ano. 
25. (FCC / PGE-MT – 2016) Francisco tomou R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) emprestados 
de Eduardo e não pagou no prazo avençado. Eduardo, por sua vez, deixou de ajuizar ação no 
prazo legal, dando azo à prescrição. Não obstante, Francisco pagou Eduardo depois de escoado 
o prazo prescricional. Depois de realizado o pagamento, Francisco ajuizou ação contraEduardo 
para reaver a quantia paga. 
A alegação: 
a) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e sua renúncia somente é admitida, 
se realizada de maneira expressa, depois que se consumar, desde que sem prejuízo de terceiro. 
b) Procede, porque, embora a prescrição atinja não o direito, mas a pretensão, sua renúncia somente é 
admitida quando realizada de maneira expressa, antes de se consumar, desde que feita sem prejuízo 
de terceiro. 
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c) Improcede, porque a prescrição atinge não o direito, mas a pretensão, além de admitir renúncia, de 
maneira expressa ou tácita, depois que se consumar, desde que feita sem prejuízo de terceiro. 
d) Improcede, porque, embora apenas a decadência admita renúncia, a prescrição atinge não o direito, 
mas a pretensão. 
e) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e não admite renúncia. 
26. (FCC / ELETROBRAS-ELETROSUL – 2016) A empresa Eletrosul ajuizou ação de indenização 
contra a empresa “X”, contratada para execução de uma obra de grande complexidade no Estado 
de Santa Catarina, obra esta que não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao 
final da demanda a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento 
da indenização, bem como das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios. 
Pretendendo cobrar da empresa “X” os valores que despendeu um juízo no curso do processo, a 
Eletrosul deverá exercer esta pretensão a partir da data do trânsito em julgado, e deverá 
observar o prazo prescricional de: 
a) 5 anos. 
b) 4 anos. 
c) 3 anos. 
d) 10 anos. 
e) 1 ano. 
27. (FCC / CREMESP – 2016) Considere a seguinte hipótese: Através de acordo judicial 
devidamente homologado, ficou estabelecido que Caio pagaria alimentos ao filho Lucas, com três 
anos de idade. Porém, passou-se um ano e Caio não pagou nenhuma prestação. No caso de Lucas, 
com relação à pretensão para haver as prestações alimentares devidas, é correto afirmar que: 
a) não corre a prescrição. 
b) prescreve em dois anos, a partir da data em que se vencerem. 
c) prescreve em três anos, a partir da data em que se vencerem. 
d) prescreve em três anos, a partir do vencimento da última prestação não paga. 
e) prescreve em dois anos, a partir da data da propositura da ação. 
28. (FCC / PGE-MT – 2016) Sergio sofreu acidente de trânsito quando tinha sete anos de idade. 
Ao atingir a maioridade civil, ajuizou ação contra o causador do dano. Este, em contestação, 
alegou prescrição, a qual: 
a) ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, já se ultimou. 
b) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era menor de 
idade. 
c) ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, já se ultimou. 
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d) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era 
absolutamente incapaz. 
e) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, não correu enquanto Sérgio era menor de 
idade. 
29. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) X e Y, maiores e capazes, mantêm relação contratual e 
estipularam que, no caso de uma das partes se acidentar, o prazo prescricional, para a pretensão 
de reparação civil, seria ampliado de três para cinco anos. Passados dois anos, as partes 
aditaram o contrato para o fim de renunciarem antecipadamente ao prazo de prescrição. 
Ocorrido o acidente, a vítima aguardou quatro anos para então ajuizar ação de reparação civil. 
A pretensão: 
a) não está prescrita, porque o Código Civil admite a renúncia antecipada à prescrição, desde que feita 
de maneira expressa. 
b) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordos das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la em 
preliminar de contestação, sob pena de preclusão. 
c) não está prescrita, porque os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
d) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, podendo a parte a quem aproveita alegá-la em 
qualquer grau de jurisdição. 
e) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem 
pode ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la até a 
sentença, sob pena de preclusão. 
30. (FCC / PREFEITURA DE CAMPINAS - SP – 2016) Mário firmou com João negócio jurídico 
pelo qual se obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da celebração do negócio, entregar obra de 
arte de sua confecção, que viria a ser apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, 
porém, Mário não entregou a obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos, 
ajuizou ação de indenização. 
Em contestação, Mário alegou prescrição, que, no caso: 
a) não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo previsto para cumprimento 
da obrigação. 
b) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição resolutiva. 
c) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos. 
d) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos. 
e) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição suspensiva. 
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31. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Ricardo ajuizou ação de indenização contra Pedro, 
julgada procedente pela Justiça. Na fase de instrução Ricardo foi obrigado a custear o perito 
judicial Flavio, responsável pela elaboração de laudo de engenharia, pagando para o mesmo a 
quantia de R$ 5.000,00. 
O prazo prescricional para Ricardo haver do vencido Pedro o valor despendido em juízo, nos termos 
estabelecidos pelo Código Civil, será de: 
a) 3 anos. 
b) 4 anos. 
c) 5 anos. 
d) 10 anos. 
e) 1 ano. 
32. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Sobre a prescrição e decadência, nos termos 
estabelecidos pelo Código Civil é INCORRETO afirmar: 
a) O protesto cambial interrompe a prescrição, interrupção esta que somente poderá ocorrer uma vez. 
b) Não corre prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União. 
c) As pessoas jurídicas têm ação contra os seus representantes legais, que derem causa à prescrição, ou 
não a alegarem oportunamente. 
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários sempre aproveita os outros. 
e) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
33. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia 
Paulo, pessoa relativamente incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo 
ajuizou ação de indenização contra Carlos. 
A pretensão: 
a) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual tem ação 
contra o assistente, se este houver dado causa à prescrição. 
b) não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil. 
c) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual não tem 
ação contra o assistente, ainda que este tenha dado causa à prescrição. 
d) não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil. 
e) não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz. 
34. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão 
transitada em julgado, a pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos 
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de idade. Passados 3 anos do trânsitoem julgado, Fernando, representado por sua mãe, 
requereu o cumprimento da sentença. Marcos alegou prescrição. 
A pretensão para cumprimento da sentença: 
a) prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos vencidos antes de 2 anos do 
pedido de cumprimento. 
b) não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade. 
c) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente incapazes. 
d) prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se extingue depois de 2 anos. 
e) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente incapazes. 
35. (FCC / TJ-SE – 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. 
Passados alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter 
indenização por dano moral. 
Esses pedidos sujeitam-se: 
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente. 
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente. 
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial. 
d) ambos a prazo decadencial. 
e) ambos a prazo prescricional. 
36. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) P e R firmaram contrato pelo qual P se obrigou a pagar 
quantia líquida a R. No instrumento contratual, estabeleceram que, se não pago o débito, o prazo 
de prescrição para cobrança da dívida seria aumentado de 5 para 10 anos. Sete anos depois do 
vencimento do prazo, R ajuizou ação de cobrança, a qual foi julgada procedente. Em apelação, P 
alegou prescrição, o que não havia feito em primeira instância. 
O Tribunal: 
a) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque o contrato obriga as partes contratantes, 
inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais, além de ter ocorrido preclusão. 
b) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque, embora a questão não preclua, o contrato 
obriga as partes contratantes, inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais. 
c) deverá reconhecer a ocorrência da prescrição, pois os prazos prescricionais não podem ser alterados 
por acordo de vontades e porque a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela 
parte a quem aproveita. 
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d) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se R for absolutamente incapaz, pois esta 
condição impede que as partes alterem, por acordo de vontades, os prazos prescricionais, além de 
evitar a preclusão. 
e) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se P for absolutamente incapaz, pois esta 
condição impede que as partes alterem os prazos prescricionais, por acordo de vontades, além de 
evitar a preclusão. 
 
37. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) J sofreu danos, causados por Y, quando tinha 5 anos de 
idade. De acordo com o Código Civil, conhecido o autor do dano desde a sua perpetração, o prazo 
prescricional, para a pretensão de responsabilização civil, de: 
a) 5 anos, começa a ser contado da prática do dano. 
b) 3 anos, começa a ser contado da prática do dano. 
c) 3 anos, começa a ser contado com a cessação da incapacidade absoluta de J. 
d) 3 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil. 
e) 5 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil. 
38. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO – 2015) Durante a constância do casamento, Lourenço emprestou 
para sua mulher, Bianca, a quantia de R$ 10.000,00, que deveria ser devolvida em um ano. 
Passados mais de dez anos sem que a dívida houvesse sido paga, o casal se divorciou. Passados 
dois anos e meio da decretação do divórcio, Lourenço ajuizou ação de cobrança contra Bianca, 
que, em contestação, alegou decadência, requerendo a extinção do processo com resolução de 
mérito. 
Tal como formulada, a alegação de Bianca: 
a) improcede, pois se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição e não se passaram 
mais de quatro anos da decretação do divórcio. 
b) procede, pois, salvo disposição em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem a 
prescrição. 
c) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional, mas o juiz deverá 
decretar a prescrição de ofício, pois se passaram mais de dez anos da realização do negócio. 
d) procede, pois, embora se apliquem à decadência as normas que impedem a prescrição, passaram-se 
mais de dois anos da decretação do divórcio. 
e) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional e não corre durante a 
constância da sociedade conjugal, além de não ter se ultimado, depois da decretação do divórcio. 
39. (FCC / TCM-RJ – 2015) Carlos e Roberto celebraram contrato de natureza civil no âmbito 
do qual estipularam que, no caso de as partes pretenderem reparação civil, o prazo legal de 
prescrição, de três anos, seria majorado para cinco. Tendo tido direito violado, Carlos ajuizou 
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ação contra Roberto quatro anos depois do nascimento da pretensão. Carlos é relativamente 
incapaz e foi devidamente assistido quando da celebração do negócio. 
A pretensão: 
a) não está prescrita, porque, embora inválida a cláusula que altera o prazo de prescrição, esta não corre 
contra o relativamente incapaz. 
b) está prescrita e assim deverá ser declarada, inclusive de ofício, pelo juiz. 
c) não está prescrita, porque, embora corra a prescrição contra o relativamente incapaz, a ação foi 
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida. 
d) não está prescrita, porque não corre a prescrição contra o relativamente incapaz e porque a ação foi 
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida. 
e) está prescrita e assim deverá ser declarada desde que a requerimento de Roberto, vedado ao juiz 
conhecê-la de ofício. 
40. (FCC / TCE-CE – 2015) Tício, pessoa absoluta e irreversivelmente incapaz, foi agredido por 
Caio, sofrendo danos morais. 
A pretensão de Tício de se ver compensado pelos danos causados por Caio: 
a) decai em 4 anos. 
b) prescreve em 3 anos. 
c) decai em 2 anos. 
d) não prescreve. 
e) prescreve em 10 anos. 
41. (FCC / TCE-CE – 2015) Em relação à prescrição, considere: 
I. As pretensões que protegem os direitos da personalidade e as que se vinculam ao estado das 
pessoas são imprescritíveis, como regra geral. 
II. Não corre a prescrição entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal. 
III. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
IV. A prescrição só pode ser interrompida pelo titular do direito violado. 
V. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II, III e V. 
b) II, III, IV e V. 
c) I, II e III. 
d) II, III e IV. 
e) I, IV e V. 
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42. (FCC / MANAUSPREV – 2015) Aos 20 anos de idade, Cássio ajuizou ação de reparação de 
dano, fundada na responsabilidade civil, contra Roberto, seu pai, em razão de fato ocorrido 
quando tinha 9 anos. 
A pretensão: 
a) não está prescrita, pois não corre prescrição entre pai e filho, ainda que cessado o poder familiar. 
b) não está prescrita, pois não corre a prescrição contra os relativa e absolutamente incapazes. 
c) está prescrita, pois o prazo de 10 anos, iniciado quando Cássio tinha 9 anos de idade, já se consumou. 
d) está prescrita, pois o prazo de 3 anos, iniciado quando Cássio tinha 16 anos de idade, já se consumou. 
e) não está prescrita, pois não corre a prescrição durante o poder familiar. 
43. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Por meio de contrato escrito, Henrique prometeu dar ao filho 
Pedro, então com 18 anos, um veículo no dia de seu casamento, que ocorreu 12 anos depois. No 
entanto, Henrique negou-se a entregar o veículo, alegando prescrição.Pedro: 
a) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição resolutiva. 
b) não poderá exigir o cumprimento do contrato, pois, passados 4 anos, ocorreu decadência. 
c) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição suspensiva. 
d) não poderá exigir cumprimento do contrato, pois, passados 10 anos, ocorreu prescrição. 
e) poderá exigir o cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição entre pais e filhos. 
44. (FCC - 2022 - SEFAZ-PE - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Conhecimentos Gerais) De 
acordo com o Código Civil, a prescrição 
a) pode ser renunciada, desde que expressamente, tal como a decade ncia fixada em lei. 
b) na o pode ser renunciada, diferentemente da decade ncia fixada em lei, que pode ser renunciada, 
ta cita ou expressamente. 
c) pode ser renunciada, ta cita ou expressamente, tal como a decade ncia fixada em lei. 
d) pode ser renunciada, ta cita ou expressamente, diferentemente da decade ncia fixada em lei, que na o 
admite renu ncia. 
e) na o pode ser renunciada, tal como a decade ncia fixada em lei. 
45. (FCC - 2022 - SEFAZ-AP - Auditor da Receita Estadual - Conhecimentos Gerais) 
Interrompida pelo protesto, a prescrição 
a) somente podera ser novamente interrompida pelo despacho do juiz que ordenar a citaça o. 
b) somente podera ser novamente interrompida pela efetiva citaça o. 
c) podera ser novamente interrompida por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 
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d) podera ser novamente interrompida por qualquer ato inequí voco, ainda que extrajudicial, que 
importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
e) na o podera ser interrompida por uma segunda vez. 
46. (FCC - 2022 - TJ-CE - Analista Judiciário - Área Judiciária) A prescrição 
a) na o admite renu ncia, expressa ou ta cita. 
b) pode ser renunciada apenas expressamente, antes ou depois de se consumar. 
c) pode ser renunciada expressa ou tacitamente, mas apenas depois de se consumar. 
d) pode ser interrompida apenas uma vez, na o aproveitando a outros credores, ainda que solida rios. 
e) na o pode ser interrompida. 
47. (FCC - 2021 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar) De acordo com o Código Civil, a renúncia 
à decadência prevista em lei é 
a) vedada apenas aos incapazes. 
b) nula. 
c) admitida somente se prevista em contrato. 
d) admitida mesmo sem previsa o em contrato. 
e) admitida apenas se realizada em juí zo. 
48. (FCC - 2019 - Câmara de Fortaleza - CE - Consultor Técnico Jurídico) De acordo com o 
Código Civil, a anulação da constituição das sociedades, por defeito do ato respectivo, se sujeita 
a prazo 
a) decadencial, contado da data do ato. 
b) decadencial, contado da publicaça o de sua inscriça o no registro. 
c) decadencial, contado da data em que o interessado tiver cie ncia do defeito. 
d) prescricional, contado da publicaça o de sua inscriça o no registro. 
e) prescricional, contado da data em que o interessado tiver cie ncia do defeito. 
49. (FCC - 2019 - TJ-MA - Analista Judiciário - Direito) Em relação à prescrição, considere: 
I. Por implicar perda de direito, a renu ncia da prescriça o so pode ser expressa, vedada a renu ncia ta cita. 
II. A prescriça o pode ser alegada em qualquer grau de jurisdiça o, pela parte a quem aproveita. 
III. Os prazos da prescriça o, por se tratar de direitos disponí veis, podem ser alterados por acordo das 
partes. 
IV. A prescriça o iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
Esta correto o que consta APENAS em 
a) III e IV. 
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b) I, II e IV. 
c) I, II e III. 
d) e III. 
e) II e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
1. E 
2. D 
3. E 
4. A 
5. C 
6. B 
7. A 
8. D 
9. E 
10. A 
11. D 
12. B 
13. C 
14. B 
15. B 
16. D 
17. A 
18. B 
19. E 
20. E 
21. D 
22. B 
23. E 
24. C 
25. C 
26. A 
27. A 
28. D 
29. D 
30. A 
31. C 
32. D 
33. A 
34. C 
35. A 
36. C 
37. C 
38. E 
39. B 
40. D 
41. A 
42. E 
43. C 
44. D 
45. E 
46. C 
47. B 
48. B 
49. E 
 
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101• Servem para a criação, modificação ou extinção de um estado jurídico
B. Constitutivas
• Servem para aclarar uma “verdade jurídica”, ou seja, conseguir do Judiciário uma
declaração confirmando o que eu digo
C. Declaratórias
Ações
Condenatórias lato sensu
Condenatórias stricto sensu
Mandamentais
Executórias
Constitutivas Declaratórias
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A prescrição atinge a pretensão material, a possibilidade ainda que somente potencial de exigir. Por 
isso, segundo Agnelo Amorim Filho, somente nos direitos em que há prestação se pode falar em 
prescrição; nos direitos potestativos, que não trazem em si uma prestação, não há prescrição. 
Portanto, todas as ações condenatórias – e somente elas – estão sujeitas à prescrição. 
Analisando essa conclusão e a adaptando à distinção alemã de Schuld e Haftung, seria possível dizer que 
a prescrição ataca a responsabilidade (Haftung), mantendo incólume o débito, a obrigação (Schuld). Por 
isso, na cobrança da dívida prescrita o devedor não paga porque não tem mais responsabilidade, apesar 
de o débito persistir. Contraprova é a irrepetibilidade do pagamento feito ao credor de dívida prescrita. 
Nos direitos potestativos, ao contrário, não há prazo geral, mas apenas prazos especiais; 
pelo que, se prazo não há, o direito é imprescritível. Se há prazo, o direito se extingue, e não 
apenas a pretensão. Ou seja, a decadência trata do não-uso do direto por determinado 
lapso de tempo. Portanto, os direitos potestativos são os únicos que podem ter prazo 
decadencial estabelecido em lei e as ações constitutivas que têm prazo fixado em lei 
– e somente elas – implicam decadência. 
Já nas ações declaratórias não se quer nem um bem da vida nem sujeitar alguém, não 
diretamente, ao menos. O que se quer é uma “certeza jurídica”, ou seja, mero respaldo judicial 
para um fato jurídico, como a declaração de união estável. Ora, se bem da vida ou sujeição não há, não 
é necessário se realizar pacificação social por meio de “prazo” prescricional ou decadencial. 
As consequências de uma ação declaratória, porém, podem ser objeto de prescrição ou 
decadência (se forem condenatórias ou constitutivas). Exemplo é o documento falso que deu base 
para uma aquisição viciada por erro; há prazo para se apontar a falsidade do documento. 
Nesse sentido, o Enunciado 536 do CJF determina que resultando do negócio jurídico nulo 
consequências patrimoniais capazes de ensejar pretensões, é possível, quanto a estas, a 
incidência da prescrição. De maneira mais técnica, ao se pretender a declaração de nulidade de um 
negócio jurídico, que não se sujeita à caducidade, os efeitos patrimoniais podem já ter prescrito. 
Igualmente, há ações constitutivas que não têm prazo especial fixado em lei. Agnelo Amorim vai chamar 
essas ações de perpétuas. Nós as chamamos geralmente de imprescritíveis. Cuidado, porém, pois 
quando se fala imprescritível se quer dizer que não sofre nem prescrição, nem decadência! 
Portanto, todas as ações declaratórias e as ações constitutivas que não têm prazo em lei fixado 
são imprescritíveis. 
Com isso, podemos chegar à conclusão abaixo. Lembre-se: estou apenas colocando o resumo, 
para você DECORAR para a prova! 
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De fato, prescrição e decadência, de maneira ultra simplista, terão o mesmo efeito principal, que é “fazer 
perder o prazo para alguma coisa”. No entanto, as premissas e as consequências de um prazo ser 
prescricional ou decadencial são profundamente diversas. Importante ter claro que o CC/2002 
consolida um rol de distinções pragmáticas entre ambas. 
A decadência não se impede (não evita o termo inicial do fluxo do tempo), não se interrompe (rompe 
o fluxo, mas não se reinicia), não se suspende (não se detém temporariamente o fluxo de tempo) nem 
se renuncia (o fluxo temporal não pode ser “adiantado” e terminar por escolha). A prescrição, ao 
contrário, se impede, se interrompe, se suspende e se renuncia. 
Fica aqui um adendo. Primeiro, a renúncia à decadência é, em regra, vedada. No entanto, atente para o 
art. 209 do CC/2002, que estabelece que é nula a renúncia à decadência fixada em lei. Ou seja, 
possível é se renunciar à decadência convencional, mas não à legal! 
Quando será prescrição e 
quando será decadência?
Sujeitam-se à prescrição
Todas as ações condenatórias e 
somente elas
Todas as ações mandamentais
Todas as ações executivas
* Os efeitos condenatórios das 
ações declaratórias *
Sujeitam-se à decadência
Todas as ações constitutivas 
com prazo fixado em lei e 
somente elas
* Os efeitos constitutivos das 
ações declaratórias *
Não se sujeitam à prescrição ou 
decadência (“imprescritíveis”)
Todas as ações declaratórias
Todas as ações constitutivas 
sem prazo fixado em lei
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Mas por que a decadência, em regra, não se impede, não se interrompe, não se suspende e não 
se renuncia e a prescrição se impede, interrompe, suspende e renuncia? Pelo terceiro elemento 
do suporte fático: inação, inércia! Como a pessoa permanece inerte, seu direito pode prescrever com o 
transcurso do tempo. Porém, por vezes, a inércia do titular não pode ser imputada a ele mesmo, pelo 
que não é conveniente permitir a ação do tempo. 
De volta ao CC/2002, o art. 190 estabelece que a exceção processual prescreve no mesmo prazo em 
que a pretensão prescreve. Isso serve para dar uma “paridade de armas” às partes, já que credor e 
devedor terão igual prazo para “reclamar” um do outro. 
Apesar de os prazos de prescrição não poderem ser alterados por acordo das partes (art. 192), 
pode-se renunciar à prescrição, expressa ou tacitamente, mas a renúncia só valerá, sendo feita, sem 
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar, segundo o art. 191. A renúncia à prescrição 
pode ser feita judicialmente ou extrajudicialmente. Em qualquer caso, ela deve ser inequívoca. 
Como se trata de contradireito, a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela 
parte a quem aproveita, segundo o art. 193 do CC/2002. Há um detalhe aí, no entanto. Em que pese o 
art. 193 determinar a possibilidade de se alegar a prescrição em qualquer grau de jurisdição, pela parte 
a quem aproveita, as coisas não são tão simples. A prescrição não pode ser arguida em sede recursal 
extraordinária se não suscitada previamente nas instâncias ordinárias. 
Ou seja, incabível alegar a prescrição em Recurso Extraordinário ao STF (art. 102, inc. III da CF/1988 
c/c Súmula 279 do STF), Recurso Especial ao STJ (art. 105, inc. III da CF/1988 c/c Súmula 7 do STJ), 
Recurso de Revista ao TST (art. 896 da CLT c/c Súmula 297 do TST) ou Recurso Especial ao TSE (art. 
121, §4º da CF/1988 c/c Súmula 72 do TSE) se não tiver sido suscitada ela em instância ordinária. 
Como eu disse anteriormente, o art. 194 previa a impossibilidade de reconhecimento de ofício da 
prescrição. Mas, depois de alterações na lei processual, o juiz passou a poder conhecer de ofício 
a prescrição, nos termos do art. 332, §1º, do CPC/2015. 
O Enunciado 295 da IV Jornada de Direito Civil, tentando harmonizar o CC/2002 ao CPC, prevê que a 
revogação do art. 194 do CC/2002 não retira do devedor a possibilidade de renúncia à 
prescrição. Por isso, não parece adequado que a extinção da lide se dê inaudita altera parte, como 
estabelece o art. 487, parágrafo único do CPC/2015. É, inclusive, esse o entendimento do Enunciado 581 
da VII Jornada de Direito Civil, que estende esse raciocínio também à decadência. 
Do contrário, quebra-se indelevelmente a “lógica” da caducidade. Assim, a única hipótese de 
impossibilidade de conhecimento ex officio de caducidade ficou com a decadência convencional. 
Prescrição e decadência legal passaram a poder ser reconhecidas de ofíciopelo magistrado. 
Uma vez iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor a prescrição, por previsão 
expressa do art. 196. Assim, por exemplo, a morte da pessoa não suspende nem interrompe a prescrição 
já em curso contra o falecido. 
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Por fim, vale mencionar ainda que a prescrição e a decadência, no Brasil, dependem de termo legal, 
não havendo termo presuntivo. Nos casos de termo presuntivo, o tempo é a medida para a duração 
de um estado de fato, que serve de base para a presunção da cessação de um direito, segundo Grawein. 
Antes de analisar mais detalhes sobre a prescrição, incluindo os prazos prescricionais trazidos pelo 
CC/2002, é necessário entender como se contam esses prazos. O Código Civil define a prescrição, em 
que pese o fazer de maneira um tanto atécnica, no art. 189, primeira parte: 
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição (...). 
A literalidade do art. 189 aponta para a teoria da actio nata em sua vertente puramente objetiva, ou seja, 
o prazo correria do fato. Essa percepção se amolda à perfeição à ponteana classificação da prescrição 
como ato-fato jurídico caducificante. Isso porque, apesar de a conduta humana ser relevante (no caso, 
a inação do titular), a vontade humana é irrelevante. 
No entanto, não é possível levar essa percepção às últimas consequências, sob pena de graves injustiças. 
Se o “estatuto das limitações” se volta à pacificação social por meio da restrição temporal dos conflitos, 
não parece razoável que o credor seja punido “sem ter culpa”. Por isso, a teoria da actio nata foi 
subjetivada pela doutrina e especialmente pela jurisprudência de modo a afastar a literalidade 
do art. 189. 
Mesmo o CC/2002 prevê hipóteses em que não se aplica a teoria da actio nata de maneira puramente 
objetiva. O art. 445, §1º, evidencia que “quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais 
Prescrição
• Pode renunciar
• Pode ser alegada apenas 
pelo interessado
• Pode ser conhecida de 
ofício pelo juiz
• Admite suspensão e 
interrupção
Decadência
• Irrenunciável
• Pode ser alegada por outrem 
(MP)
• Deve ser conhecida de ofício pelo 
juiz
• Não suspende nem interrompe
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tarde, o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência (...)”. Ou seja, não é o aparecimento do 
vício que se conta o prazo, mas do conhecimento dele. 
Assim, segundo o Enunciado 14 da I Jornada de Direito Civil, o início do prazo prescricional ocorre 
com o surgimento da pretensão, que decorre da exigibilidade do direito subjetivo. Isso ocorre, em 
regra, aos casos em que a pretensão nasce imediatamente após a violação do direito absoluto ou da 
obrigação de não fazer. Inversamente, necessário invocar a exceção que determina o início da 
fluência do prazo prescricional com o conhecimento da violação ou da lesão de um direito 
subjetivo pelo titular. 
Há, aí, prestígio ao princípio da boa-fé objetiva e ao princípio geral do direito contra non valentem agere 
non currit praescriptio, ou seja, a prescrição não corre contra quem não pode agir. 
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Seção II – Causas de impedimento e suspensão da prescrição 
A seguir, vou transcrever os incisos dos artigos do CC/2002 que tratam das causas de 
impedimento e suspensão da prescrição, situados nos arts. 197 a 200. O que distingue 
o impedimento da suspensão? Leia esses artigos para você ver se consegue reconhecer 
a diferença, antes que eu dela trate. 
Estabelece o art. 197 que não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. 
O Enunciado 296 da IV Jornada de Direito Civil sustenta que não corre a prescrição entre os 
companheiros, na constância da união estável, tendo em vista que o inc. I não limita a hipótese ao 
casamento. Atente também à leitura do inc. II, pois corre prescrição contra o menor emancipado. 
Já o art. 198 prevê que também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; 
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
Lembre que os incapazes do art. 3º do Código Civil são apenas os absolutamente incapazes. Quem 
são eles mesmo? Os menores de 16 anos! 
Ou seja, corre prescrição contra os relativamente incapazes do art. 4º do Código Civil? 
Sim, corre prescrição contra os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, contra 
os ébrios habituais, contra viciados em tóxicos, contra os que por causa 
transitória ou permanente não podem exprimir sua vontade e contra os 
pródigos. 
Continua o art. 199, estabelecendo que não corre igualmente a prescrição: 
I - pendendo condição suspensiva; 
II - não estando vencido o prazo; 
III - pendendo ação de evicção. 
Se o inc. I trata da condição, o inc. II trata do termo, ainda que o diga por vias tortas. Evidente, já que o 
termo inicial e a condição suspensiva impedem – em sentido técnico-jurídico e comum – a fluência do 
prazo. 
Por fim, o art. 200 dispõe que quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo 
criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. Assim, se necessário 
apurar a conduta pelo ato ilícito na esfera criminal, necessário aguardar o desfecho dessa averiguação 
para que a prescrição corra. 
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Cuidado, porém, porque para se falar em suspensão da prescrição cível, necessário é existir 
questão criminal, ou seja, ação penal em curso ou ao menos inquérito policial (neste caso, a 
suspensão dura apenas o período entre a instauração e o arquivamento do inquérito, decidiu o 
STJ no REsp 1.180.237). 
Como distinguir o impedimento da suspensão? Fácil! No impedimento, a prescrição 
nunca correu; na suspensão, inversamente, ela começou a correr, mas parou. O efeito 
é o mesmo: parar a fluência do tempo. É como se fosse uma corrida. 
A distinção é que no impedimento não há prazo a contar ainda, ao passo que na 
suspensão, ao se fazer a contagem, é necessário atentar para o lapso temporal já 
fluído. Imagine, por exemplo, que você recebeu uma herança quando tinha 12 anos e seu 
pai se desfez dela indevidamente. Você ainda não correu, porque está sob o poder familiar; quando sair 
do poder familiar (maioridade ou emancipação), o tiro do juiz ocorre, e é dada a largada para a 
prescrição. 
De outro lado, pense em uma partida de futebol; para-se a partida e ela recomeça do momento no qual 
parou, não se reinicia a partida desde o começo. É por isso que quando a prescrição fica suspensa, 
ela não começa a ser contada do início, novamente, conta-se também o tempo anterior à 
suspensão. 
Atenção, porém, porque se suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível, segundo esclarece o art. 201. Ou seja, o que cria a suspensão 
da prescrição é a indivisibilidade do objeto, não a solidariedade entre os sujeitos. 
Imagine e seguinte situação. Você e sua irmã devem R$50 para mim e, um ano depois, eu me caso com 
ela. A prescrição se suspende, por força do art. 197, inc. I, do Código Civil. Como o prazo para cobrar a 
dívida é de 5 anos, tenho mais quatro anos para cobrar de vocês. 
E esse prazo aí suspendeu em desfavor de vocês dois? Não. Eu continuo tendo 4 anos para cobrar 
de vocês, mas quanto à sua irmã, suspendeu. Se em 2040 eu me divorcio dela,terei mais 4 anos 
para cobrar dela, mas não poderei mais cobrar nada de você, já que a prescrição não se 
suspendeu em seu desfavor. 
Agora, se você e ela devessem me entregar um carro (bem indivisível), aí o meu casamento com ela 
suspenderia a prescrição em desfavor de vocês dois, se fosse a obrigação solidária. 
Se a suspensão da prescrição é simples em caso de pluralidade creditícia, o mesmo não se pode dizer da 
interrupção. A regra, prevista no art. 204, estabelece que a interrupção da prescrição por um credor 
não aproveita aos outros; a mesma regra vale quanto ao codevedor ou seu herdeiro, que não 
prejudica aos demais coobrigados. É o caso das obrigações conjuntas. 
No entanto, no caso de solidariedade, há uma inversão. Em se tratando de solidariedade 
ativa, a interrupção operada por um dos credores solidários aproveita aos outros; 
igualmente, na solidariedade passiva, a interrupção efetuada contra o devedor 
solidário envolve os demais (§1º). 
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Em se tratando de solidariedade passiva, a interrupção operada contra um dos herdeiros do 
devedor solidário prejudica os outros herdeiros ou devedores apenas quando se trata de 
obrigação indivisível (§2º). Veja que em relação aos herdeiros do devedor a solidariedade (situação 
jurídica obrigacional que envolve os sujeitos) é irrelevante, pois releva a indivisibilidade (situação 
jurídica obrigacional que envolve o objeto). 
Ainda, o §3º prevê que a interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
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Seção III – Causas de interrupção da prescrição 
Já o art. 202 traz a previsão das hipóteses de interrupção da prescrição, que somente poderá 
ocorrer uma vez (uma segunda “interrupção” é, portanto, absolutamente ineficaz): 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no 
prazo e na forma da lei processual; 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
III - por protesto cambial; 
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores; 
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
Há mais uma situação de interrupção da prescrição não contida no art. 202. Trata-se do art. 19, §2º, da 
Lei 9.307/1996 (Lei de Arbitragem), que determina que a instauração de procedimento arbitral tem 
o condão de interromper a prescrição, à semelhança do despacho judicial do inc. I do art. 202, 
aplicando-se-o da mesma maneira. 
Veja que todas as hipóteses do art. 202, bem como a hipótese do art. 19, §2º, da Lei 9.307/1996 
interrompem a prescrição por ato do titular. A única exceção é o inc. VI, no qual é o próprio sujeito 
passivo a interromper a prescrição contra si, curiosamente, como nos casos de confissão de dívida 
ou pagamento parcial. 
Segundo o parágrafo único do art. 202, a prescrição interrompida recomeça a correr 
da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo que a interromper. 
Essa interrupção pode ser originada por qualquer interessado, na dicção do art. 203, como 
o titular, o terceiro juridicamente interessado, por exemplo. Quem é interessado passará, 
por certo, por análise judicial. 
Os casos de interrupção da prescrição são justificados pela ausência de inércia do 
titular. Ou seja, o titular se movimenta, mas “forças alheias” a ele fazem com que a fluência do tempo 
continue a ocorrer. 
Por outro lado, os casos de suspensão da prescrição são justificados por circunstâncias pessoais 
do titular. A pessoa fica, efetivamente, inerte, é inegável. Mas não podemos culpá-la por isso, já que uma 
circunstância subjetiva razoável se aplica àquela situação. 
Veja a situação dos cônjuges. Ora, imagine que você vende seu carro a uma pessoa, eventualmente a 
conhece melhor e com ela se casa; você cobraria o valor da última parcela que a pessoa deixou de pagar? 
É claro que não! Por isso, nós suspendemos a prescrição e, se você um dia se divorciar, pode 
requerer o valor da parcela atrasada. Entendeu a racionalidade? Simples, não é!? 
Assim, a suspensão da prescrição justifica-se por circunstâncias pessoais do titular; 
não se pode culpá-lo pela inércia. Essas circunstâncias são objetivas e independem 
de sua vontade, suspendendo-se o prazo prescricional automaticamente. Já a 
interrupção da prescrição se justifica pela ausência da inércia do titular, que age, mas 
precisa provar que agiu, que não ficou inerte. 
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Vale ressaltar que parte relevante da doutrina e da jurisprudência entende que o rol 
de causas suspensivas da prescrição é aberto, por aplicação do princípio geral 
do direito contra non valentem agere non currit praescriptio, ou seja, “não corre 
prescrição contra quem não pode agir”. Esse princípio, inclusive, ilumina as 
situações de impedimento e suspensão da prescrição, como se viu anteriormente. 
Por se tratar de um rol exemplificativo, o STJ entende que é possível se integrar a 
lacuna normativa. A Corte usa um método de integração bastante conhecido: os princípios gerais 
do direito, valendo-se justamente do contra non valentem agere non currit praescriptio. 
Contraprova seriam as situações de caso fortuito/força maior. Por exemplo, a pessoa fica em coma 
após acidente automobilístico, por 4 anos. Obviamente, durante esse período, não poderá ela acionar o 
causador do acidente pelos danos, pelo que sua pretensão indenizatória estaria prescrita, ao voltar a si. 
Outro exemplo é aquele pacificado no STJ quanto à suspensão da prescrição da pretensão do 
segurado contra o segurador enquanto o pedido administrativo não lhe é respondido. Não há, no 
CC/2002, essa suspensão, que é reconhecida pela jurisprudência, no entanto. 
Suspensão
Para e recomeça de onde se parou
Interrupção
Para e recomeça do zero novamente
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Daí se defender que as causas suspensivas da prescrição constituem rol aberto 
(numerus apertus), ao passo que o rol das causas interruptivas da prescrição 
constitui rol fechado (numerus clausus). 
Nesse sentido, no REsp 1.173.403, o STJ, apesar de reconhecer que o rol das causas de 
interrupção é taxativo, permite interpretação extensiva. Lembre da distinção entre 
interpretação e integração da aula da LINDB. A interpretação se aplica no caso de existência 
de norma, ao passo que integração se aplica no caso de lacuna. 
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Capítulo I – Prescrição 
Seção IV – Prazos da prescrição 
E quais são os prazos prescricionais? Se não houver a lei fixado prazo menor, a 
prescrição ocorre em dez anos, segundo o art. 205. O art. 206, por sua vez, estabelece 
a maioria dos casos de prescrição com prazo. 
Há outros prazos ainda, mas eu os mostrarei juntamente com seus institutos próprios, 
conforme eles forem aparecendo e conforme forem relevantes, evidentemente. Passo a 
mostrar a você os prazos principais prazos prescricionais que estão previstos no art. 
206. Prescreve: 
§1º Em um ano 
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento, para o 
pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de 
indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência dosegurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de 
emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade 
anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da 
ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
§ 2º Em dois anos 
§ 2º a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
§ 3º Em três anos 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de 
um ano, com capitalização ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
V - a pretensão de reparação civil; 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi 
deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a violação 
tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação; 
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VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições de lei 
especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade 
civil obrigatório. 
§ 4º Em quatro anos 
§4º a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 
§5º Em cinco anos 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, 
contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
Pois é. Quando a banca quer sacanear, o que ela faz? Pergunta prazos. DECORE! 
Prescrição intercorrente 
A prescrição intercorrente pode ser conceituada como a situação na qual o 
autor de demanda perde a pretensão, já exercitada judicialmente, de manter o 
aparato estatal em busca da satisfação da prestação pretendida. Em outras 
palavras, a pretensão executiva é extinta pelo tempo. 
No caso, ele perde, em realidade, uma segunda pretensão, no curso de uma lide. Isso 
porque a pretensão original, vinculada a uma prestação, não foi atingida, haja vista 
que exercitada no prazo para tanto. 
Se a minha ação material não é suficiente, posso acionar o aparato estatal para encontrar minha 
satisfação, por meio da ação. Vem aí o exercício da pretensão material. No caso, foi exercitada a 
pretensão material e, consequentemente, não foi ela fulminada pela pretensão. 
Porém, o mesmo prazo utilizado para o exercício de minha pretensão é espelhado, no curso da ação, de 
modo que novamente o credor deve buscar sua satisfação, agora dentro do processo. A prescrição 
intercorrente foi primeiro legislada no art. 40 da Lei 6.830/1980, a Lei de Execução Fiscal – LEF. 
O dispositivo prevê que se o executado não for localizado no curso da execução fiscal, ou se, localizado, 
não forem encontrados bens penhoráveis, o juiz deve suspender a prática dos atos da execução. O juízo, 
então, um ano depois, intima o exequente a respeito, deflagrando-se o início do prazo da prescrição 
intercorrente. 
A Súmula 314 do STJ estabelece a prescrição intercorrente quinquenal nas execuções fiscais. Assim, se 
não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, o qual findo dá início ao prazo 
da prescrição quinquenal intercorrente. A súmula, em alguma medida, esclarece o teor do dispositivo 
da LEF. 
O CPC/2015, a seu turno, trouxe a prescrição intercorrente para o Direito Privado no art. 921, 
especificamente no que tange à execução, à semelhança da legislação tributária. Assim, se o 
executado não possuir bens penhoráveis, suspende-se a execução por um ano. Findo tal prazo, se o 
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exequente não se manifestar, começa a correr a prescrição intercorrente e o magistrado pode extinguir 
o feito, como prevê o §5º do CPC/2015. 
A literatura, então, passou a defender que o prazo da prescrição intercorrente seria o mesmo da 
pretensão. O STJ, nesse sentido, adotou esse posicionamento (interpretação conjugada do REsp 
1.604.412 com o do REsp 1.340.553). 
Posteriormente, a Lei 14.382/2022 ratificou esse entendimento. Após idas e vindas, entre MPs, 
modificações e revogações legais, inseriu-se o art. 206-A no CC/2002. Segundo a regra, a prescrição 
intercorrente deve observar o mesmo prazo de prescrição da pretensão, levando-se em 
consideração as causas de impedimento, suspensão e interrupção. Além disso, a norma se coaduna 
com o disposto no art. 921 do CPC/2015. 
Por exemplo, se o autor de uma ação indenizatória vê reconhecida, na fase de conhecimento, sua 
pretensão ao recebimento de indenização por um acidente de trânsito, deve deflagar os atos executivos 
no prazo trienal. A pretensão processual é encoberta no prazo de três anos do art. 206, §3º, inc. V, do 
CC/2002, de modo que a prescrição intercorrente segue o mesmo prazo. 
Além disso, serão aplicadas as causas de suspensão, impedimento e suspensão da prescrição também à 
prescrição intercorrente, prevê o art. 206-A. Assim, por exemplo, se o exequente é criança ou 
adolescente menor de 16 anos - absolutamente incapaz, portanto -, a prescrição intercorrente restará 
impedida, por força do art. 198, inc. I, do CC/2002. 
Em síntese, o art. 206-A não inovou, mas apenas consolidou a construção doutrinária e 
jurisprudencial que vinha se firmando a partir da década de 1980 e, com mais força, a partir 
do CPC/2015. As mesmas soluções e os mesmos problemas da prescrição, em geral, agora se 
aplicam também, de maneira textual, à prescrição intercorrente. 
A letra da Lei 
Agora, trago a você os dispositivos de lei referentes à nossa aula. Lembro que, ao longo do texto, eu não 
trato de todos os dispositivos legais aqui citados, propositadamente. Isso porque meu objetivo não é 
tornar o material um comentário à lei, mas, sim, fazer você compreender os institutos jurídicos que são 
importantes à prova. 
Agora, ao contrário, o objetivo é trazer todos os dispositivos legais, para que você possa ao menos passar 
os olhos. Não se preocupe em compreender em detalhe cada um deles; eu objetivo apenas trazer o texto 
legal para que você não precise procurá-los fora do material. Trata-se da letra da lei com grifos nos 
principais pontos da norma, para ajudar na fixação dos conteúdos. 
Vamos lá! 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 1 o Em um ano: 
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I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio 
estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado oprazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para 
responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, 
com a anuência do segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela 
percepção de emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de 
sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo 
da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
§ 2 o Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se 
vencerem. 
§ 3 o Em três anos: 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em 
períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
V - a pretensão de reparação civil; 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da 
data em que foi deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o 
prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em 
que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar 
conhecimento; 
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c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação; 
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas 
as disposições de lei especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro 
de responsabilidade civil obrigatório. 
§ 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 
§ 5 o Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e 
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos 
respectivos contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
 
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Capítulo II – Decadência 
Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem 
ou interrompem a prescrição, nos termos do art. 207 do CC/2002. A decadência não se impede (não 
evita o termo inicial do fluxo do tempo), não se interrompe (rompe o fluxo, mas não se reinicia), não 
se suspende (não se detém temporariamente o fluxo de tempo) nem se renuncia (o fluxo temporal 
não pode ser “adiantado” e terminar por escolha). 
Viu aí uma das enooormes diferenças entre a prescrição e a decadência? 
Imagine que eu alugue uma loja de uma mulher e ela bata no meu carro. Se eu me casar com ela, para 
tudo? Mais ou menos. 
O prazo para a propositura da ação de indenização será suspenso, por aplicação do art. 197, inc. 
I, do Código Civil. Lembre-se que ao pedir ao juiz para que ela me indenize ele vai condenar ela, 
pelo que a ação é condenatória, sujeita a prazo prescricional. 
O prazo para a propositura da ação renovatória de aluguel, porém, não se suspenderá, porque o art. 197, 
inc. I, do Código Civil não se aplica. Lembre-se que ao pedir ao juiz para que ela renove o contrato ele 
vai constituir uma nova relação locatícia, pelo que a ação é constitutiva, sujeita a prazo decadencial. Em 
resumo, no primeiro caso, 30 anos depois eu ainda estou no prazo para propor a ação de indenização. 
No segundo, não, terei perdido o prazo há três décadas. 
 A exceção prevista no CC/2002 fica por conta dos incapazes, cujo prazo decadencial não corre 
(situação de impedimento da decadência), por aplicação do art. 208: 
Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
O segundo adendo diz respeito ao art. 26, §2º, incs. I e III, do CDC. Segundo esses dispositivos, obsta-se 
a decadência a respeito do direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação quando: a. 
da comprovada reclamação feita pelo consumidor ao fornecedor de produtos e serviços até a resposta 
negativa inequívoca; b. do encerramento de inquérito civil instaurado em decorrência do evento. Ou 
seja, o CDC prevê duas hipóteses de suspensão da decadência, de maneira extraordinária. 
Como não se impede, suspende ou interrompe a decadência, não pode, igualmente, renunciar-se a ela, 
sob pena de nulidade, segundo o art. 209 do CC/2002. Por isso, deve o juiz, de ofício, conhecer da 
decadência, quando estabelecida por lei, consoante leciona o art. 210. Novamente, lembre, exceção é o 
caso de decadência convencional, em que somente a parte a quem aproveita a pode alegar, e em 
qualquer grau de jurisdição, mas não o juiz, conforme estabelece o art. 211. 
Como eu disse, em que pese o CC/2002 tenha avançado, alguns equívocos persistiram. O fato de 
os arts. 205 e 206 terem concentrado a quase totalidade de prazos prescricionais, relegando aos 
demais dispositivos os prazos decadenciais, facilita muito a tarefa. Não obstante, o legislador se 
omitiu quanto à vasta Legislação Civil Especial. 
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Atente para os asteriscos do quadro acima, que estabelecem a existência de exceções, vistas 
anteriormente. 
A letra da Lei 
Agora, trago a você os dispositivos de lei referentes à nossa aula. Lembro que, ao longo do texto, eu não 
trato de todos os dispositivos legais aqui citados, propositadamente. Isso porque meu objetivo não é 
tornar o material um comentário à lei, mas, sim, fazer você compreender os institutos jurídicos que são 
importantes à prova. 
Agora, ao contrário, o objetivo é trazer todos os dispositivos legais, para que você possa ao menos passar 
os olhos. Não se preocupe em compreender em detalhe cada um deles; eu objetivo apenas trazer o texto 
legal para que você não precise procurá-los fora do material. Trata-se da letra da lei com grifos nos 
principais pontos da norma, para ajudar na fixação dos conteúdos. 
Vamos lá! 
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
Código de Defesa do Consumidor 
 
Art. 26. § 2° Obstam a decadência: 
 
DISTINÇÕES
Prescrição
Pode renunciar
Alegável por quem a aproveita, apenas
Pode ser conhecida de ofício pelo juiz
Se impede, suspende ou interrompe
Decadência
Não pode renunciar *
Alegável por quem a aproveita e o MP
Deve ser alegada de ofício pelo juiz *
Não se impede, suspende ou interrompe *
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I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de 
forma inequívoca; 
 
III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento. 
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
Art.210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei. 
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau 
de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
FCC 
1. (FCC - TJ-MA - Analista Judiciário – Direito – 2019) Em relação à prescrição, considere: I. 
Por implicar perda de direito, a renúncia da prescrição só pode ser expressa, vedada a renúncia 
tácita. II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem 
aproveita. III. Os prazos da prescrição, por se tratar de direitos disponíveis, podem ser alterados 
por acordo das partes. IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o 
seu sucessor. 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) III e IV. 
b) I, II e IV. 
c) I, II e III. 
d) I e III. 
e) II e IV. 
Comentários 
 
A afirmativa I está incorreta. Admite-se a renúncia à prescrição fixada em lei, tácita e expressa, desde 
que essa não traga prejuízo a terceiros e realizada após a decadência consumar-se, conforme traz a 
redação do art. 191 do CC/2002, ao dizer que: 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, 
sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
A afirmativa II está correta. Até o trânsito em julgado a prescrição poderá ser alegada em qualquer 
grau de jurisdição pela parte a quem aproveita, podendo ser alegada em tempo posterior. Sendo então 
uma exceção a regra de que toda matéria de defesa deve ser apresentada em mesma oportunidade. 
Sendo assim, de acordo com o art. 193 do CC/2002: 
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita. 
A afirmativa III está incorreta. O art. 192 do CC/2002veda expressamente o acordo das partes sobre 
os prazos de prescrição, trazendo em seu texto que: 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
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A afirmativa IV está correta. Conforme o art. 196 do CC/2002: 
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
A legitimidade com os direitos da personalidade é apenas da pessoa, tendo em vista que são direitos 
personalíssimos. Não é o caso da prescrição, pois não se trata de direito personalíssimo, sendo 
transferível. 
 
Gabarito: E (II e IV) 
2. (FCC - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária- 2019) Ricardo, maior de 16 
anos, não consegue, por causa permanente, exprimir sua vontade. 
Nesse caso, de acordo com o Código Civil, Ricardo: 
a) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, não correndo contra ele a 
prescrição. 
b) é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, mas contra ele corre a 
prescrição. 
c) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, não correndo contra ele a 
prescrição. 
d) é incapaz, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, mas contra ele corre a prescrição. 
e) não é incapaz, absoluta ou relativamente, mas contra ele não corre a prescrição. 
Comentários 
O art. 3º do CC/2002 prevê a incapacidade relativa do maior de dezesseis anos, enquanto a prescrição 
contra os relativamente incapazes, corre tanto a prescrição quanto a decadência, conforme podemos 
ver no art. 195 do CC/2002: 
Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes 
ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente. 
Gabarito: D 
3. (FCC - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal- 
2018) Ronaldo e Rodolfo são devedores de Renato em decorrência de um contrato de prestação 
de serviços firmado entre as partes e inadimplido pelos devedores. Rodolfo encaminha ao 
credor um instrumento particular devidamente assinado, com firma reconhecida em cartório 
renunciando a prescrição. 
Neste caso, nos termos preconizados pelo Código Civil, a renúncia da prescrição realizada por Rodolfo: 
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a) não é válida, pois não foi realizada por instrumento público, como exige o Código Civil para a renúncia 
da prescrição. 
b) é válida e atinge o codevedor Ronaldo, se ocorrer depois da consumação da prescrição. 
c) valerá se ocorrer sem prejuízo de Ronaldo, antes ou depois que a prescrição se consumar. 
d) é válida e atinge o codevedor Ronaldo, podendo ocorrer antes ou depois da consumação da 
prescrição. 
e) só valerá se ocorrer sem prejuízo de Ronaldo, depois que a prescrição se consumar. 
Comentários 
 
A renúncia à prescrição pode ser feita desde que isso ocorra após a prescrição se consumar, a renúncia 
pode ser expressa ou tácita, não exigindo instrumento público. Traz o art. 191 do CC/2002 que: 
A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem 
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando 
se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Gabarito: E 
4. (FCC / TRT - 2ª REGIÃO – 2018) A empresa “X”, fabricante de peças automotivas, contrata 
o engenheiro de segurança do trabalho Ricardo para atuar como assistente em uma reclamação 
trabalhista movida por três funcionários demitidos da empresa. As partes assinam contrato e 
estabelecem a remuneração pelos serviços que serão prestados. Ricardo conclui o seu trabalho 
e apresenta o laudo para o qual foi contratado. Contudo, a empresa “X” deixa de pagar os 
honorários contratados, no importe de R$ 8.000,00. 
Neste caso, concluído o trabalho e inadimplida a obrigação, a pretensão de Ricardo para cobrança dos 
seus honorários prescreve em: 
a) 5 anos. 
b) 1 ano. 
c) 3 anos. 
d) 10 anos. 
e) 4 anos. 
Comentários 
Previamente, devemos compreender que o engenheiro é considerado um profissional liberal. 
Profissionais liberais são aqueles que possuem uma formação, seja acadêmica ou técnica, e são livres 
para executarem as atividades de sua profissão sendo empregados de alguma empresa ou 
independentes. Diferentemente dos profissionais autônomos, que independem de qualificação 
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profissional para atuarem no mercado e sempre são independentes. Exemplos de profissionais liberais, 
podemos citar: Médicos, engenheiros, advogados, arquitetos, dentistas, entre outros profissionais. 
A alternativa A está correta, dado que, o CC/2002 admite que os profissionais liberais, no seu amplo 
sentido, assim como procuradores judiciais, curadores e professores, têm seu direito de pretensão por 
respectivos honorários submetidos à prazo prescricional de 5 anos, contado a partir do momento em 
que o serviço é concluído ou havendo término do seus contratos ou mandatos respectivos. Conforme 
art. 206 § 5º do CC/2002. 
Prazo prescricional é tempo que alguém lesado tem para fazer valer seu direito de ser indenizado 
perante ao autor do direito violado, esse prazo começa a ser contado do instante em que o direito foi 
violado, ou quando aquele que foi prejudicado tenha conhecimento dessa violação. Quando alguma 
pretensão prescreve, entende-se que se perdeu o direito de reclamar por seu direito. Os prazos 
prescricionais estão entranhados no CC/2002 através dos arts. 205 e 206. 
Art. 206. Prescreve: § 5º Em cinco anos: II - a pretensão dos profissionais liberais em 
geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado 
o prazo da conclusãodos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
A alternativa B está incorreta, uma vez que, o prazo prescricional de 1 ano determinado pelo CC/2002 
dispõe de 5 incisos, dentre eles não está relacionado a pretensão de reparação relacionado ao 
pagamento de honorários não pagos, como também não há obrigações nesse inciso que prevaleçam os 
profissionais liberais. 
Art. 206. Prescreve: § 1º Em um ano: 
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no 
próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado 
para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data 
que a este indeniza, com a anuência do segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e 
peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a 
formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembléia 
que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, 
contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
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III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e 
peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários; 
A alternativa C está incorreta, visto que, dentre os prazos prescricionais previstos no art. 206 do 
CC/2002, o prazo de 3 anos, previsto no § 3º do art. 206, é notavelmente o mais abrangente no seu 
contexto, apesar de não prever a pretensão de reparação de profissionais liberais lesionados, este 
parágrafo conta com 9 incisos que prescrevem pretensões adversas entre si, dentre elas está a 
reparação civil. 
§ 3 o Em três anos: 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, 
pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
V - a pretensão de reparação civil; 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo 
o prazo da data em que foi deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do 
estatuto, contado o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço 
referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou 
assembléia geral que dela deva tomar conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação; 
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, 
ressalvadas as disposições de lei especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso 
de seguro de responsabilidade civil obrigatório. 
A alternativa D está incorreta, porque o prazo prescricional de 10 anos, previsto no art. 205 do 
CC/2002, só caberá em casos em que a lei não lhe fixar prazo menor. Portanto, havendo caso evasivo, 
ou melhor, que não se encaixe em nenhum inciso do art. 206, o prazo avençado para reparação será de 
10 anos, não sendo o caso dos profissionais liberais que possuem prazo prescricional determinado pelo 
art. 206. 
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Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa E está incorreta, pois, o prazo prescricional de 4 anos previsto pelo art. 206 § 4º do 
CC/2002, é exclusivamente inclinado para a pretensão em relação à tutela. A relação jurídica de tutela 
é aquela em que há um representante na vida civil de um menor, o tutelado. 
Art. 206. Prescreve: § 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data 
da aprovação das contas. 
5. (FCC / TRT - 6ª REGIÃO – 2018) Com relação à prescrição: 
a) sua interrupção, produzida contra o principal devedor, não prejudica o fiador, pois este se obriga 
autonomamente. 
b) sua interrupção, produzida por um credor aproveita aos outros; do mesmo modo, a interrupção 
operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados. 
c) pode ser interrompida por qualquer interessado. 
d) ocorre em cinco anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) suspensa em favor de um dos credores solidários, só aproveitam aos outros se a obrigação for 
divisível. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, tendo em vista que o fiador tem relação subsidiária, não há possibilidade 
de o principal devedor responder autonomamente. Com isso o fiador será também prejudicado, assim 
como determina o § 3ª do art. 204 do CC/2002. 
Art. 204. §3º. A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
A alternativa B está incorreta, visto que, o caput do art. 204 do CC/2002 determina que, a interrupção 
da prescrição ocasionada pelo credor não irá aproveitar os outros, como também, aquela que é contra 
o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudicará os demais. 
Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não 
prejudica aos demais coobrigados. 
A alternativa C está correta, uma vez que, em regra, a prescrição pode ser interrompida, desde que seja 
alavancada por qualquer interessado. Ou seja, todos os envolvidos têm legitimidade para interromper 
a prescrição, sendo compreendido em um sentido bem amplo de "todos os envolvidos", titular do 
direito, viador, herdeiros e credores do credor. De acordo com o CC/2002: 
Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
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A alternativa D está incorreta, pois, conforme determina o art. 205 do CC/2002 o prazo prescricional 
que é imposto em casos não determinado prazo menor na lei, é de 10 anos. O art. 206, desse mesmo 
código, prescreve prazos para determinadas pretensões que variam de 1 à 5 anos. 
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
A alternativa E está incorreta, porque se suspensa a prescrição só aproveitam os outros se a obrigação 
for indivisível, e a alternativa alega que só aproveitam os outros se a obrigação for divisível. Conforme 
prevê o art. 201 do CC/2002. 
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam 
os outros se a obrigação for indivisível. 
6. (FCC / SEFAZ-SC – 2018) De acordo com o Código Civil de 2002, os prazos prescricionais: 
a) podem ser alterados mediante acordo entre as partes. 
b) são interrompidos por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe 
reconhecimento do direito pelo devedor. 
c) podem ser renunciados validamente pelo interessado antes de sua consumação, desde que não 
acarrete prejuízo a terceiro. 
d) são de vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
e) interrompidos contra o devedor principal não prejudicam o fiador. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que, em regra, é determinado que não podem ser alterados de 
acordo com as partes, também porque a prescrição é objeto de ordem pública, sendo

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