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Professor: DSc. Aureliano Xavier Cabo de Santo Agostinho - PE Tratamentos térmicos e Termoquímicos aureliano.xavier@ufrpe.br 1 mailto:aureliano.xavier@ufrpe.br Tratamentos térmicos e Termoquímicos Transformaçãode Fase Transformação Martensita (Transformação militar) Adolf Von Martens (1850-1914) Cientista alemão Tratamentos térmicos e Termoquímicos 3 3 Transformaçãode Fase Considerações iniciais: • A martensita é uma fase que se forma quando o aço, com estrutura austenítica, é resfriado rapidamente, de modo que não haja tempo para difusão dos átomos de carbono dissolvidos na estrutura CFC da austenita; • Em razão da supersaturação do carbono, a estrutura final, que deveria ser CCC, torna-se deformada, apresentando-se na forma TCC; • A martensita apresenta alta energia livre em relação às fases mais estáveis, caracterizando uma estrutura metaestável. Tratamentos térmicos e Termoquímicos Distorção de Bain Edgar Collins Bain metalúrgico americano Tratamentos térmicos e Termoquímicos c / a = 1 + 0,0467 x (%C) Equação Kurdjumov Transformaçãode Fase Distorção de Bain a a c a Expressões empíricas para calcular temperatura Ms: Tratamentos térmicos e Termoquímicos Tratamentos térmicos e Termoquímicos Tratamentos térmicos e Termoquímicos Tratamentos térmicos e Termoquímicos MARTENSITA 3 6 Transformaçãode Fase Tratamentos térmicos e Termoquímicos 3 7 M : Martensita Forma-se entre 220°C - 150°C Dureza variando entre ~ 740 – 795HB ( 65 a 67 HRC). Transformaçãode Fase Formação da Martensita Tratamentos térmicos e Termoquímicos MARTENSITA 3 8 Transformaçãode Fase Considerações • Morfologia em forma de “agulhas”; • São placas longas e finas, tais como as lâminas de uma folha ; • Apresenta precipitados de cementita em meio às placas de martensita; • Os detalhes microestruturais são muito finos e técnicas de micrografia devem ser aplicadas para a análise dessa microestrutura. Tratamentos térmicos e Termoquímicos Martensita • A martensita em placas é encontrada em ligas ferro-carbono com concentrações maiores que 0,6% de C; • Na fotomicrografia pode-se observar os grãos de martensita em forma de agulhas (regiões escuras) e austenita que não se transformou durante o resfriamento (regiões claras) denominada austenita retida. 3 9 Transformaçãode Fase 4 0 Transformaçãode Fase Morfologia da Martensita Tratamentos térmicos e Termoquímicos Transformaçãode Fase 250 160 Trajetórias 4 2 Transformaçãode Fase Resumo Tratamentos térmicos e Termoquímicos Fatores que afetam a curva TTT nos Aços • Teor de carbono; • Tamanho do grão da austenita; • Composição química (outros elementos de liga); • Homogeneidade da austenita. 4 3 Fatores que influem nas transformações fora do equilíbrio 4 4 Tratamento térmico Tratamentos térmicos e Termoquímicos Transformaçãode Fase Figura – Diagrama TTT de um aço hipoeutetóide (a) e hipereutetóide (b) Aço hipoeutetóide e hipereutetóide Efeito do teor de carbono Transformaçãode Fase Considere: Aço hipoeutetóide Aço hipereutetóide Transformaçãode Fase Tratamentos térmicos e Termoquímicos Curvas TTT para Aços Hipoeutetoides 4 8 Aço de Baixo Carbono Aço de Médio Carbono 4 9 Transformaçãode Fase • Quanto menor o teor de carbono (abaixo do eutetóide) mais difícil de se obter estrutura martensítica; Tratamentos térmicos e Termoquímicos Elementos de liga • Quanto maior o teor e o número dos elementos de liga, mais numerosas e complexas são as reações; • Todos os elementos de liga (exceto o cobalto) deslocam as curvas para a direita, retardando as transformações e promovem a formação de um joelho separado para a bainita; • Facilitam a formação da martensita. 5 0 5 1 Transformaçãode Fase 5 2 Transformaçãode Fase Tratamentos térmicos e Termoquímicos • As heterogeneidades da austenita que podem ser constituídas, por exemplo, de inclusões, carbonetos residuais e regiões de alta discordâncias. Homogeneidade da austenita Tratamentos térmicos e Termoquímicos Tamanho de grão da austenita • Quanto maior o tamanho de grão, mais para a direita deslocam-se as curvas TTT ; • Tamanho de grão grande dificulta a formação da perlita, já que a mesma inicia-se no contorno de grão; • Então, tamanho de grão grande favorece a formação da martensita. 5 4 Transformaçãode Fase 5 5 Transformaçãode Fase Influência da seção da peça 5 6 Transformaçãode Fase Tratamentos térmicos e TermoquímicosInfluência do Volume da peça Transformaçãode Fase Figura – Representação esquemática da sobreposição da curva TTT de um material com a curva de resfriamento em água de uma peça com pequenas dimensões (a) e outra com grandes dimensões (b) Pequena dimensões (a) Grandes dimensões (b) Tratamentos térmicos e Termoquímicos Transformaçãode Fase Transformações Isotérmicas Curva TTT (Temperatura, Tempo e Transformação) Transformação com Resfriamento Contínuo “Continuous Cooling Transformation” Curva CCT Transformações Fora da condição de equilíbrio Tratamentos térmicos e Termoquímicos • O diagrama de tratamento (transformação) isotérmico é uma ferramenta útil para estudar a transformações da austenita em função da temperatura; • No entanto, as amostras resfriadas ao longo de uma faixa de temperatura terão uma microestrutura “misturada”, muito difícil de analisar, devido a mudança de temperatura; • Materiais comerciais são resfriados (tratamentos térmicos) continuamente – CCT. Considerações Iniciais Tratamentos térmicos e Termoquímicos Transformação com Resfriamento Contínuo (Curvas TRC) “Continuous Cooling Transformation” Curvas CCT • A transformação com resfriamento contínuo ocorre quando se deixa o aço, inicialmente com estrutura austenítica, resfriar continuamente; • Isso pode ser conseguido, por exemplo, retirando-se o aço do forno na temperatura de austenitização e deixando-o resfriar ao ar; • Os principais meios para resfriar: ar, óleo, água e salmoura. Tratamentos térmicos e Termoquímicos 35 Meios de Resfriamento Tratamentos térmicos e Termoquímicos 36 Tratamentos térmicos e Termoquímicos 37 Transformaçãode Fase Curvas CCT Transformaçãode Fase De que depende transformações de contínuo final dos aços nasa microestrutura fase fora do equilíbrio com resfriamento Efeito da velocidade do Resfriamento na Microestrutura dos Aços Transformaçãode Fase Transformaçãode Fase Tratamentos térmicos e Termoquímicos Obrigado ! Professor DSc Aureliano Xavier Engenheiro de Materiais - UFCG Mestre em Engenharia Mecânica -UFCG Doutor em Ciências Engenharia de Materiais - UFCG Laboratório de Soldagem & Corrosão – LabSolCorr aureliano.xavier@ufrpe.br Transformaçãode Fase 68 mailto:aureliano.xavier@ufrpe.br