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Casos clínicos em parasitologia clínica Paciente: J. M., 32 anos, sexo masculino Queixa principal: “Estou com dor abdominal e barriga inchada.” História da doença atual: J.M. relata dor abdominal difusa há cerca de 3 meses, associada a episódios de diarreia intercalados com constipação. Há cerca de duas semanas, percebeu aumento do volume abdominal e sensação de plenitude pós-prandial. Refere também fadiga e perda de peso não intencional de 4 kg nos últimos dois meses. Antecedentes pessoais e epidemiológicos: Natural de Belo Jardim (PE), trabalha como agricultor e relata contato frequente com água de riachos e açudes da região. Nunca realizou exame parasitológico de fezes. Nega comorbidades prévias conhecidas. Não usa medicamentos de forma regular. Exame físico: • Abdome globoso, com presença de circulação colateral e fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito. • Esplenomegalia moderada ao toque. • Sem sinais de ascite evidente à percussão. • Sinais vitais estáveis. Exames laboratoriais solicitados: • Hemograma: anemia discreta (Hb = 11,2 g/dL), eosinofilia (9%) • Ultrassonografia abdominal: hepatomegalia com padrão periportal heterogêneo (“fibrose em rede”), esplenomegalia, sem ascite • Sorologia para esquistossomose: IgG reagente a) Qual o possível diagnóstico para a caso acima? Qual é o mecanismo fisiopatológico (patogenia) envolvido nesta parasitose? Patogenia Está ligada a vários fatores, tais como a cepa do parasito, carga parasitária adquirida, idade, estado nutricional e resposta imunitária da pessoa Dermatite cercariana ou dermatite do nadador NOME:_______________________________________________________________________________ Disciplina: Parasitologia clínica Curso: Bacharelado em Biomedicina Período: Quinto Professor (a): Rebeca Xavier da Cunha Data: 14/05/25 Turno: Noite 1º SEMESTRE 2025 – Caso clínico C “sensação de comichão, erupção urticariforme” e é seguida, dentro de 24 horas, por “eritema, edema, pequenas pápulas e dor” Esquitossômulos Linfadenia generalizada, febre, aumento volumétrico do baço e sintomas pulmonares Vermes adultos Sistema porta e veia mesentérica. Lesão em fígado e espoliam o hospedeiro Ovos Hemorragias, edemas da submucosa e fenômenos degenerativos, com formações ulcerativas pequenas e superficiais; No fígado lá permanecem causando a maioria das alterações significativas da parasitose, lesões granulomatosas • Esquistossomose aguda • Fase pré-postural - Sintomatologia variada - 10 a 35 dias após a infecção - Não se queixam de nada (forma inaparente ou assintomática) e outros reclamam de mal-estar, com ou sem febre, problemas pulmonares (tosse), dores musculares, desconforto abdominal e um quadro de hepatite aguda • Fase aguda - Disseminação miliar de ovos, principalmente na parede do intestino, com áreas de necrose, causando enterocolite aguda e no fígado (e mesmo em outros órgãos; no pulmão, pode simular tuberculose), provocando a formação de granulomas, simultaneamente caracterizando a forma toxêmica, que pode apresentar-se como doença aguda, febril, acompanhada de sudorese, calafrios, emagrecimento, febre alta, fenômenos alérgicos, diarreia, disenteria, cólicas tenesmo, hepatoesplenomegalia discreta, linfadenia, leucocitose com eosinofilia, aumento das globulinas e alterações discretas das funções hepáticas (transaminases). Esquistossomose Crônica Intestino • Diarreia mucossanguinolenta, dor abdominal, tenesmo • Crônicos graves pode haver fibrose da alça retossigmoide, levando a diminuição do peristaltismo e constipação constante • Maioria dos casos crônicos é benigna, com predominância de alguns granulomas nodulares, e o paciente queixa-se, algumas vezes, de dores abdominais, fases de diarreia mucossanguinolenta e outras de constipação, intercaladas de longos períodos normais. Esquistossomose Crônica Fígado • A partir do início da oviposição e formação de granulomas • No início, o fígado apresenta-se aumentado de volume e bastante doloroso à palpação. • Evolução: estar menor e fibrosado • “fibrose de Symmers”, ou seja, uma peripileflebite granulomatosa, com neoformação conjuntivo vascular ao redor dos vasos portais onde se vê uma retração da cápsula hepática (cápsula de Glisson) por fibrosamento dos espaços porta e manutenção da integridade do parênquima hepático • Obstrução dos ramos intra-hepáticos da veia porta -> hipertensão portal • Esquistossomose Crônica • Esplenomegalia • Hiperplasia do tecido reticular e dos elementos do sistema monocítico fagocitário (SMF) que é provocada por um fenômeno imunoalérgico • Varizes • Circulação colateral anormal intra-hepática (shunts) e de anastomoses do plexo hemorroidário, umbigo, região inguinal e esôfago numa tentativa de compensar a circulação portal obstruída e diminuir a hipertensão portal • Ascite (Barriga D`água) • Alterações hemodinâmicas (hipertensão) • Outras localizações • Pulmões, coração, SNC, sêmen, pele, plexo orbital, pâncreas, testículos, ovários, apêndice cecal, medula espinal • Lesões a distância pelos imunocomplexos • Depositar-se nos glomérulos, causando lesões que se traduzem por proteinúria e mesmo hematúria b) Quais são outros métodos são utilizados para o diagnóstico? • Diagnóstico laboratorial - Parasitológico ou direto Exame de fezes - métodos de sedimentação ou centrifugação em éter sulfúrico e método de concentração por tamização (Kato e Kato-Katz) - Biópsia ou Raspagem da Mucosa Retal - Ultrassonografia - Métodos Imunológficos ou Indiretos - Reação Intradérmica ou Intrademiorreação Medida da pápula formada 15 minutos após inoculação intradérmica de 0,05 mL de antígeno (40 mg de nitrogênio proteico/mL) de verme adulto. - Métodos baseados em biologia molecular