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Questões da Prova de Metabólica Cirurgia Oncológica 1. Paciente 72 anos, portadora de DPOC, com neoplasia de cabeça de pâncreas, cursando com icterícia. Cirurgia que foi submetida: hepatojejunostomia + colecistectomia. Defina e justifique que tipo de cirurgia oncológica foi esta. Paliativa. Tumor de cabeça de pâncreas é irressecável e causa muita dor ao paciente; e, como há icterícia em curso, o procedimento se deu a fim de melhorar a qualidade de vida, evitar o comprometimento das funções vitais e aliviar os sintomas. 2. Cite 5 princípios da cirurgia oncológica. CALDERA Comparação com outras terapias Avaliação de Resultados Logistica (Multidisciplinaridade) Diagnóstico histológico Estadiamento Ressecabilidade X Operabilidade Adjuvância X Neo-Adjuvância Cite 5 princípios técnicos da cirurgia oncológica: Comparação com outras terapias Incisão ampla e adequada Inventário minucioso da cavidade Proteção da ferida operatória Documentação histológica Bloquear vias de drenagem (veias) Dissecção centrípeta Evitar contaminação de outros tecidos Evitar manuseio inadequado Evitar romper o envoltório tumoral Ligadura do lumen proximal e distal Margens adequadas Ressecção em bloco Trocar material após manipulação do tumor Estudo AP de congelação Abertura da peça cirurgica Clipagem 3. Defina os tipos de cirurgia oncológica, citando um exemplo prático de cada. Curativa: após o diagnóstico, o estadiamento e a comparação com outras terapias, há ressecção macroscópica completa do tecido tumoral com margem de segurança e remoção do tecido linfático e vasos sanguíneos loco-regionais. Esse tipo de procedimento visa a cura definitiva, de modo a eliminar em definitivo tal ameaça à vida do paciente e prolongar a vida do mesmo. É imprescindível evitar a disseminação da neoplasia durante a manipulação. Um exemplo de cirurgia oncológica curativa é a remoção cirúrgica de metástases no fígado de tumores do intestino. Paliativa: visa melhorar a qualidade de vida, evitar o comprometimento das funções vitais e aliviar os sintomas do paciente. Um exemplo de cirurgia oncológica paliativa é hepatojejunostomia e colecistectomia em paciente com neoplasia de cabeça de pâncreas já cursando com icterícia. Preventiva: visa evitar a ocorrência de neoplasia. Um exemplo de cirurgia oncológica preventiva é colectomia em paciente com retocolite ulcerativa que não responde bem ao tratamento. Emergência: visa tratar complicações da doença de base. Um exemplo de emergência oncológica cirúrgica é colectomia parcial em paciente com câncer de cólon cursando com obstrução intestinal devida ao mesmo. 4. Cite as técnicas utilizadas para diagnóstico de neoplasias. Citologia esfoliativa Punção com agulha fina Biópsia por agulha grossa Biópsia excisional Biópsia incisional 5. Defina quimioterapia neo-adjuvante. É a quimioterapia que se inicia antes de qualquer tratamento cirúrgico ou de radioterapia, com a finalidade de avaliar a efetividade in vivo do tratamento. A quimioterapia neoadjuvante diminui o estado tumoral, podendo melhorar os resultados da cirurgia e da radioterapia e, em alguns casos, a resposta obtida para chegar à cirurgia, é fator prognóstico. É o tratamento quimioterápico realizado antes de outra intervenção principal (cirúrgica ou radioterapêutica) de um tumor, com o objetivo de reduzir a massa tumoral e/ou possibilitar a ressecção e/ou reduzir o grau de classificação do estadiamento do tumor e permitir cirurgia curativa e assim melhorar os resultados do tratamento principal. 6. Quais as bases da cirurgia oncológica? Clínica Cirurgia geral Radioterapia Quimioterapia Imunoterapia 7. Paciente com carcinoma de cabeça de pâncreas disseminando para a cavidade peritoneal, cursando com icterícia. Que tipo de cirurgia oncológica você indicaria? Justifique. Paliativa. Tumor de cabeça de pâncreas é irressecável e causa muita dor ao paciente; e, como há icterícia em curso, o procedimento se daria a fim de melhorar a qualidade de vida, evitar o comprometimento das funções vitais e aliviar os sintomas.Eu não diria que tumor de cabeça de pâncreas é irressecável, depende do tamanho, invasão...no momento do diagnóstico. Paliativa, pois o paciente possui metástases peritoneais sendo impossível uma cirurgia curativa, mas pode ter sua qualidade de vida melhorada caso se realize desobstrução da drenagem biliar (derivação bilio-digestiva). 8. Paciente com câncer gástrico submetido a gastrectomia parcial + linfadenectomia R2; margens livres, linfonodos de primeiro nível comprometidos. Qual o tipo de cirurgia oncológica? Justifique. Curativa, pois o a cirurgia retirou completamente a massa tumoral, deixando margens livres de neoplasia, bem como foram retirados linfonodos em bloco, evitando possível disseminação linfática da doença. 9. Paciente de 66 anos, portadora de LES e HAS controlados, chega na emergência com queixa de vômitos há 24hs com quadro de obstrução intestinal. Vem fazendo uso regular de prednisona. Tem câncer de cólon e foi feita a preparação para uma colectomia parcial. Qual o tipo de cirurgia oncológica? Justifique. Cirurgia de emergência, pois a cirurgia em questão tem como objetivo tratar a obstrução intestinal, que é complicação gerada por doença de base, no caso, neoplasia de cólon. Avaliação do Risco Cirúrgico 1. Cite 3 critérios de Goldman (Fatores de Risco Cardíacos Ponderados). Idade > 70 anos IAM nos últimos 6 meses Galope por B3 ou distensão venosa jugular 2. Defina “manobras de cuidado pré-cirúrgico” e cite 3 exemplos. Manobras de cuidado pré-cirúrgico são as medidas utilizadas pelo profissional de saúde que visam diminuir o RISCO e aumentar o BENEFÍCIO relativos que acompanharão uma OPERAÇÃO ESPECÍFICA para uma ENFERMIDADE ESPECÍFICA em um PACIENTE ESPECÍFICO. Profilaxia para infecção (tricotomia próxima do momento cirúrgico, antissepsia do local da operação, antibiótico profilaxia, isolar o paciente de outros pacientes infectados). Avaliação nutricional (nutrição enteral ou parenteral para os pacientes altamente depletados: albumina 10% do peso corporal) Anemia (correção da massa eritrocitária se hemoglobina menor que 10g/100mL – nível mínimo para anestesia geral). 3. Como avaliar o risco cirúrgico hemorrágico? Cite os testes laboratoriais utilizados na avaliação, explicitando qual aspecto fisiológico cada teste avalia. Se o paciente é capaz de fornecer informações adequadamente devem-se utilizar os dados da anamnese como triagem. Se o paciente fez cirurgias e outros procedimentos invasivos antes e nunca apresentou sangramentos anormais, não há indicação de fazer coagulograma no pré-operatório. Os testes laboratoriais utilizados na avaliação do risco hemorrágico são: Contagem de plaquetas (detecta anormalidades quantitativas das plaquetas), Tempo de Sangramento (detecta anormalidade funcional das plaquetas – usado principalmente se o paciente apresentar uremia ou utilizar aspirina), TP (avalia a via extrínseca da coagulação) e TTPa (avalia a via intrínseca, desencadeada pela exposição interna dos vasos). Os dois primeiros avaliam a chamada hemostasia primária e os dois últimos, hemostasia secundária. 4. Paciente 71 anos, diabético insulínico dependente, com retinopatia, admitido com icterícia obstrutiva secundária a neoplasia de papila biliar e cursando com trombose venosa parcial bi-femural-ilíaca. De acordo com os critérios ASA, em que categoria de risco cirúrgico este paciente se encontra? ASA IV: doença sistêmica incapacitante que é uma ameaça constante à vida. 5. Paciente 60 anos, HAS e DM sob controlemedicamentoso, será submetida a uma colecistectomia por videolaparoscopia. Qual a classificação segundo o ASA? Justifique. ASA II: doença sistêmica leve, que não resulta em limitação funcional (ex.: HAS controlada e diabetes sem complicação). 6. Quais as variáveis observadas no critério de Goldman? História Exame físico Eletrocardiograma Estado geral Operação 7. Cite 5 critérios de Goldman para classificar risco de eventos cardiovasculares em cirurgia não-cardíaca. Idade > 70 anos Infarto do Miorcárdio nos últimos 6 meses B3 ou estase de jugular Estenose aórtica significativa Extra-sístoles atriais ou ritmos diferentes do sinusal > 5 extra-sístoles ventriculares por minuto Estado geral precário (hipocalemia, anemia, I. renal, acamado, etc.) Cirurgia Torácica, Abdominal ou de aorta Cirurgia de emergência 8. Paciente de 66 anos, portadora de LES e HAS controlados, chega na emergência com queixa de vômitos há 24hs com quadro de obstrução intestinal. Vem fazendo uso regular de prednisona. Tem câncer de cólon e foi feita a preparação para uma colectomia parcial. Qual o risco cirúrgico? Justifique. ASA IIIE: doença sistêmica grave que limita sua atividade mas não o incapacita. Será realizada uma cirurgia de emergência para desobstrução intestinal. Pelos critérios de Goldman seria grau 2 (de 6 a 12 pontos), pois será realizada uma cirurgia intraperitoneal (3pontos) e de emeregência (4 pontos). 9. Paciente masculino, 66 anos, com quadro de icterícia obstrutiva (BD 19,1mg%) por provável colangiocarcinoma; anúrico a 48hs, em diálise peritoneal; hipotenso; em uso de altas doses de aminas vasoativas, anasarca; sob ventilação mecânica. Leucograma de 27.000mm3; 13% de bastões. Há 15 dias, quando notou icterícia, a família relata que o mesmo vinha relativamente bem, referindo apenas dispepsia e anorexia. De acordo com o sistema ASA, em que classe de risco cirúrgico vc enquadraria esse paciente? Justifique. ASA V, pois o paciente apresenta grande probabilidade de morte nas próximas 24hs, com ou sem cirurgia, sendo a cirurgia recomendada apenas em último caso, como medida desesperada de salvar o paciente ? Ou será ASA IV, por apresentar doença incapacitante que representa ameaça constante à vida? 10 . Paciente masculino, 25anos, hígido, ferido com arma branca traumatizado em tórax e abdome. Diga o ASA do paciente. ASA IE. 10. Paciente sexo feminino, 45 anos, fumante 10 cigarros/dia desde os 20 anos, com CHC em seg V-VII –VIII . Virologia negativa para hepatites. Deverá ser submetida a trisegmentectomia hepática. Utilizando o ASA, defina e justifique o grau de risco cirúrgico desta paciente. Que exames deveriam ser solicitados na sua avaliação pré- operatória? ASAIII, pois tem doença grave que limita mas não ameaça constantemente a vida. Ou ASA IV, pois ameaça imediata e constantemente a vida? Exames: Creatinina, glicemia (mais de 40 anos), AST, ALT, TP, Albumina (doença hepática), Rx de tórax (pesquisa de metástases e fumante – é recomendado se mais de 20maços/ano), hemograma (câncer), leucograma (se em quimio ou radioterapia), tipagem sanguínea, TTPa, contagem de plaquetas e tempo de sangramento (cirurgia com possibilidade de muito sangramento, doença hepática e neoplasia maligna). Fonte: AVALIAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO E PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO em Clínica Cirúrgica - Fundamentos Teóricos e Práticos. Transplantes 1. Defina morte encefálica e cite 5 critérios fundamentais para o seu diagnóstico. Morte encefálica é a parada irreversível do tronco e hemisférios cerebrais, com função cardiorrespiratória mantida por aparelhos. CONCEITO: PARADA IRREVERSÍVEL DAS ESTRUTURAS NEUROLÓGICAS SITUADAS ACIMA DO “ FORAMEN MAGNUM “ Coma arresponsivo Temperatura > 32 °C Ausência de drogas depressoras Ausência de movimentos espontâneos Apnéia - fora da v.m. por 3 min. Arreflexia EEG isoelétrico 2. Cite 5 processos fisiopatológicos orgânicos que ocorrem após o estabelecimento da morte encefálica. Perda de: CREBEC Controle hemodinâmico - hipotensão Respiração espontânea Equilíbrio hormonal – redução de ADH, T3, Insulina Balanço hidroeletrolítico - hipocalemia Equilíbrio metabólico – acidose metabólica Controle da temperatura corporal - hipotermia 3. Quais os pré-requisitos para o diagnóstico de morte encefálica? Coma arreativo e aperceptivo de história conhecida Glasgow 3 Ventilação mecânica Lesão irreversível das estruturas do encéfalo comprovado por exame de imagem Excluir pacientes em uso de drogas depressoras do SNC, com hipotermia, hipernatremia e hipotensão arterial. Art. 3º. A morte encefálica deverá ser conseqüência de processo irreversível e de causa conhecida. Art. 4º. Os parâmetros clínicos a serem observados para constatação de morte encefálica são: coma aperceptivo com ausência de atividade motora supra-espinal e apnéia. Art. 5º. Os intervalos mínimos entre as duas avaliações clínicas necessárias para a caracterização da morte encefálica serão definidos por faixa etária, conforme abaixo especificado: a) de 7 dias a 2 meses incompletos - 48 horas; b) de 2 meses a 1 ano incompleto - 24 horas; c) de 1 ano a 2 anos incompletos - 12 horas; d) acima de 2 anos - 6 horas. Art. 6º. Os exames complementares a serem observados para constatação de morte encefálica deverão demonstrar de forma inequívoca: a) ausência de atividade elétrica cerebral ou, b) ausência de atividade metabólica cerebral ou, c) ausência de perfusão sangüínea cerebral. 4. Em que é baseado o diagnóstico de morte encefálica? Baseia-se em dois exames clínicos neurológicos e em um exame complementar que avalie função elétrica, metabólica ou fluxo sanguíneo cerebral. É baseado em uma resolução do conselho federal de medicina de 1997 (RESOLUÇÃO N.º 1.480, 8 DE AGOSTO DE 1997) 5. O que é solução de conservação e quais suas características? São soluções utilizadas para tentar manter a viabilidade do enxerto, reduzindo as alterações funcionais induzidas pela anóxia e preservando órgão o tempo necessário entre a coleta e o transplante. As características básicas que toda solução de preservação deve ter são: Agir sob hipotermia para reduzir o metabolismo celular Prover elementos químicos para manter íntegras as estruturas celulares Reduzir lesão induzida por reperfusão Solução de conservação é um meio de conservação sintético usado para preservação de órgãos e tecidos durante o período de isquemia fria. Uma solução de conservação deve ser capaz de: Diminuir o edema celular induzido pela hipotermia. Prevenir acidose intracelular. Evitar expansão do espaço intersticial durante o período de perfusão. Impedir a produção de radicais livres durante a fase de hipotermia e as lesões decorrentes de sua liberação durante a fase de reperfusão. Oferecer substratos para a regeneração dos componentes fosfatados de alta energia durante a fase de reperfusão São: resfriadas, retardam o metabolismo celular, retardam lesão de reperfusão, são hipercalêmicas e hiperosmóticas. A solução da Universidade de Wisconsin (acho que é a mais usada) possui: Composição catiônica que imita concentrações intracelulares de potássio e sódio (minimiza difusão de gradientes) Contém lactobionato (minimiza inchaço celular induzido pela hipóxia) Inibe enzimas dependentes de cálcio, por quelação do Ca+ (inibe autodigestão celular) Tem qulantes do ferro (minimiza lesão por reperfusão) 6. Quais são as medidas de manutenção do potencial doador? Medidas gerais – deve-se revisar os medicamentos prescritos, avaliar os cuidados básicos de enfermagem (ex. monitoração da PA, FC, FR, posição no leito) e realizar dosagens laboratoriais frequentemente. Monitoração com cateter arterial e venoso central, oximetria de pulso e sondagem vesical. Trocaros cateteres centrais e periféricos potencialmente contaminados que foram utilizados na tentativa de reanimação do paciente por novos colocados de forma estéril.Umidificação e oclusão protetora dos olhos. Aspiração de sonda nasogástrica para descompressão do estômago. Manejo no (chalé da GVT) CHALEGVT Coagulopatia – corrigidas com derivados de sangue adequados Hipotensão – Administração de volume (cristalóide ou colóide), vasopressores e, quando necessário, antiarrítimicos e inotrópicos positivos. Anemia Líquidos – solução salina hipotônica de manutenção ou solução glicosada se não tiver hiperglicemia. Eletrólitos – correção de hipocalemia e de hipofosfatemia ou hipocalcemia graves Glicemia – uso de insulina se hiperglicemia Ventilação mecânica – suporte ventilatório padrão ou convencional, mantendo SaO2~95% Trombocipenia e Temperatura – aquecimento quando temp baixar de 35 graus. 7. Quais os critérios para um potencial doador ideal? PHDHDHDICEDI Previamente hígido História médica e social adequada sem Doença renal, HAS ou Diabete (sem história) sem Hipotensão ou Dependência de altas de doses de vasopressores Idade entre 10 a 55 anos Causa da ME: TCE ou sangramento intracerebral com Excelente função do órgão Doença transmissível sem Infecção Doador ideal de órgãos: ▪ previamente hígido ▪ história médica e social adequada ▪ sem doença transmissível ▪ sem história de doença renal, HAS ou diabete ▪ idade entre 10 a 55 anos ▪ causa da ME: TCE ou sangramento intra-cerebral ▪ sem infecção ▪ com excelente função do órgão ▪ sem hipotensão ou dependência de altas de pressores 8. Qual a primeira (mais importante) alteração fisiológica que ocorre após a morte encefálica e como devemos manejá-la? O evento fisiológico mais importante é a instabilidade hemodinâmica. Seu manejo se dá pela avaliação dos limiares de estabilidade, como mensuração da pressão arterial, necessidade de drogas vasoativas, débito urinário e fração de ejeção ventricular esquerda; além da realização de um eletrocardiograma. Em caso de valores adequados, deve-se fazer monitoramento até o momento do procedimento. Em caso de valores inadequados, deve-se proceder com a colocação de um cateter artério-pulmonar a fim de avaliar o estado volumétrico e ajustar e suporte por drogas vasoativas. Se os valores permanecerem inadequados, deve-se instalar a terapia hormonal. Instabilidade hemodinâmica: Na primeira fase a alteração é a hipertensão arterial: não se deve usar anti-hipertensivos ou usar com muita cautela para evitar hipotensão. Na segunda fase a alteração é a hipotensão arterial (leva a hipoperfusão): faz-se reposição volêmica, uso de vasopressores e, caso haja arritmia cardíaca ou disfunção miocárdica piorando o estado hemodinâmico, uso de antiarrítmicos e inotrópicos positivos. Infecção e Antibióticos 1. Defina antibioticoterapia e as principais classes usadas. Antibioticoterapia é o tratamento de infecções através da administração de antibióticos. As classes mais usadas são as penicilinas, cefalosporinas (a mais usada, segundo o Sabiston), quinolonas, carbapenes e macrolídeos (esses 2 últimos mais para microorganismos resistentes) 2. Paciente com preparo inadequado de cólon. A profilaxia com antibiótico é indicada? Justifique. Não. Cirurgia com preparo de cólon inadequado é classificada, quanto ao risco de contaminação, como contaminada e, por isso, está indicado o tratamento específico do processo e não a profilaxia. Eu acho que sim, pois toda cirurgia colorretal tem indicação de antibioticoprofilaxia oral (neomicina e eritromicina) e venosa (cefoxitina ou cefotetan). Não acho que seja antibioticoterapia pois não há infecção ainda para ser tratada, mas pode-se usar antibiótico para prevenir infecção por extravasamento de conteúdo intestinal na cirurgia. 3. Quais são os critérios gerais para a escolha de um antibiótico para profilaxia cirúrgica? Qual a classe de antibióticos mais comumente utilizada para este fim e em que momento do ato cirúrgico a profilaxia deve ser iniciada? Critérios: CACEFIT – Características da cirurgia, Apresentação parenteral, Custo (baixo), Espectro, Farmacocinética adequada , Indução de resistência (fraco) e Toxicidade (mínima). Classe: cefalosporina de primeira geração. Momento: indução anestésica. 4. Paciente idosa, com obstrução pilórica e com estase gástrica moderada, submetida à gastrectomia. Classifique e justifique o tipo de cirurgia quanto ao risco de contaminação. Potencialmente contaminada. Procedimento sem trauma penetrante, sem inflamação, com drenagem aberta, com pequenas quebra de assepsia, cirurgias envolvendo os tratos urinários, digestivo alto, biliar, genital, respiratório (sem infecção) e reoperações em cirurgias limpas. Risco de 3% a 11% 5. Paciente com câncer gástrico, submetido a gastrectomia total + esplenectomia + jejunostomia. Classifique a ferida operatória e julgue a indicação de antibioticoprofilaxia. Potencialmente contaminada. Há indicação de antibioticoprofilaxia. 6. Como se classificam as feridas cirúrgicas quanto ao seu potencial de contaminação? Cite 2 exemplos para cada caso. Ferida limpa: procedimento em condições ideais, sem trauma penetrante; ferida não infectada, sem inflamação, sem erro da técnica cirúrgica, sem penetração dos tratos respiratório, digestivo e genitourinário; fechamento primário, sem dreno ou com drenagem fechada. Não requer antibioticoprofilaxia, a menos que haja implantação de prótese prolongada ou corte do osso. Ex.: tireoidectomia, extração de cisto sebáceo, herniorrafias; mamaplastias; plasticas abdominais; lise de aderências abdominais; esplenectomias; adrenalectomias Ferida potencialmente contaminada: sem trauma penetrante, sem inflamação, com drenagem aberta; pequena quebra de assepsia, envolvimento dos tratos GI, respiratório e GU em condições controladas e sem derramamento significativo; reoperações em cirurgias limpas. Requer antibioticoprofilaxia. Ex.: adenoidectomia, traqueostomia, colecistectomia (aberta/ vídeo), gastrectomia; nefrectomia; histerectomia, colectomia com preparo adequado; pneumectomia; derivações bíleo-entéricas; Ferida contaminada: trauma perfurante recente, grande quebra da técnica, envolvimento dos tratos GI, respiratório e GU em vigência de infecção ou contaminação grosseira por extravasamento do TGI; processo inflamatório presente. O uso de antibióticos é terapêutico. Ex.: lesão por arma branca, cirurgia sem técnica de antissepsia, cirurgias colorretais, presença de inflamação sem pus, colecistectomias com colecistite, colectomias sem preparo adequado; apendicectomias sem abscessos; perfuração de divertículo colônictamponada. Ferida suja: feridas traumáticas de abordagem tardia ( > 6 horas ), com tecido desvitalizado, presença de pus, presença de corpos estranhos, infecções clínicas existentes ou vísceras perfuradas. O uso de antibióticos é terapêutico. Ex.: úlcera gástrica perfurada, apendicectomia,Empiema de vesícula biliar; apendicite com abscesso; laparotomias em vigência de deiscência de sutura entérica; drenagem de abscessos. 7. Paciente do sexo feminino, 76 anos, hipotireoidea, com quadro de neoplasia avançada de ovário, submetida a histerectomia total com anexectomia bilateral, omentectomia maior e menor. Existe indicação de antibióticoprofilaxia para esta paciente? Justifique. Em caso afirmativo, cite o esquema mais adequado a ser utilizado. Sim, pois a cirurgia é considerada potencialmente contaminada e a paciente apresenta condição de risco (neoplasia maligna). O esquema indicado é cefazolina ou sulbactam + ampicilina, administrado dentro de 1 hora antes do início da cirurgia ou na indução anestésica, repetindo a dosagem no tempo de 1 a 2 meiasvidas da droga e durando apenas o tempo de duração da cirurgia. Cicatrização de Feridas Cirúrgicas 1. Qual o papel das vitaminas C, E e B e do zinco na cicatrização das feridas cirúrgicas? A: contraposição a efeitos dos esteróides; regressão do envelhecimento B: aumento de fibroblastos C: produção de fibroblastos e de colágeno; destruição bacteriana; destruição de radicais livres D: absorção de Ca+ E: aumenta resistência da cicatriz; destruição de radicais livres Zinco: Cofator de Metaloproteinas (metaloenzimas) 2. Descreva as fases do processo de cicatrização de feridas. A resposta imediata à lesão tecidual é a fase inflamatória (reativa) e representa a tentativa de limitar o dano mediante parada do sangramento, selamento da superfície da ferida e remoção de tecido necrótico, resíduos ou bactérias. Há maior permeabilidade vascular, migração de células para a ferida por quimiotaxia, secreção de citocinas e fatores de crescimento e ativação de células migrantes. Assim, ocorre a formação de um coágulo protetor, composto de plaquetas, hemácias e fibrina; vasodilatação, por ação de histamina, serotonina e bradicinina; e a migração de neutrófilos (fase inicial) e monócitos/macrófagos (fase tardia). A fase proliferativa geralmente tem início entre o 5º e o 7º dia após a lesão tecidual e é o processo reparador, sendo caracterizado pela formação de tecido de granulação, consistindo em reepitelização, síntese da matriz e neovascularização, para aliviar a isquemia e o traumatismo. Na fase maturacional (ou remodelação), há contração da cicatriz com ligação cruzada do colágeno, caracterizada pelo movimento centrípeto de toda a espessura da pele circundante, reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada; há perda de edema e remodelação. Durante essa fase, a população de fibroblastos diminui e a densa rede capilar regride. A resistência da ferida aumenta rapidamente em uma a seis semanas e, então, parece entrar em platô até um ano após o trauma. 3. Quais os fatores sistêmicos que influenciam no processo de cicatrização? HDUREI Hábitos de Vida Doenças pré-existentes e presença de infecções Uso de Fármacos e drogas Raça Estado Nutricional Idade 4. Explique sucintamente os passos da fase de maturação no processo de cicatrização. Na fase maturacional (ou remodelação), há contração da cicatriz com ligação cruzada do colágeno, caracterizada pelo movimento centrípeto de toda a espessura da pele circundante, reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada; há perda de edema e remodelação. Durante essa fase, a população de fibroblastos diminui e a densa rede capilar regride. A resistência da ferida aumenta rapidamente em uma a seis semanas e, então, parece entrar em platô até um ano após o trauma. 5. Quais os fenômenos biológicos que ocorrem na fase proliferativa da cicatrização? Formação do tecido de granulação: angiogênese, fibroplasia e reepitalização. Analgesia 1. Conceitue analgesia multimodal. Qual a variável clínica envolvida? A analgesia multimodal é uma modalidade de anestesia onde são empregados fármacos de diferentes mecanismos de ação, permitindo a redução das doses de alguns medicamentos e, assim, diminuindo possíveis efeitos colaterais.