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Questões da Prova de Metabólica 
 
 
Cirurgia Oncológica 
 
1. Paciente 72 anos, portadora de DPOC, com neoplasia de cabeça de pâncreas, 
cursando com icterícia. Cirurgia que foi submetida: hepatojejunostomia + 
colecistectomia. Defina e justifique que tipo de cirurgia oncológica foi esta. 
Paliativa. Tumor de cabeça de pâncreas é irressecável e causa muita dor ao paciente; 
e, como há icterícia em curso, o procedimento se deu a fim de melhorar a qualidade de vida, 
evitar o comprometimento das funções vitais e aliviar os sintomas. 
 
2. Cite 5 princípios da cirurgia oncológica. 
CALDERA 
Comparação com outras terapias 
Avaliação de Resultados 
Logistica (Multidisciplinaridade) 
Diagnóstico histológico 
Estadiamento 
Ressecabilidade X Operabilidade 
Adjuvância X Neo-Adjuvância 
 
Cite 5 princípios técnicos da cirurgia oncológica: 
 
Comparação com outras terapias 
 Incisão ampla e adequada 
 Inventário minucioso da cavidade 
 Proteção da ferida operatória 
 Documentação histológica 
 Bloquear vias de drenagem (veias) 
 Dissecção centrípeta 
 Evitar contaminação de outros tecidos 
 Evitar manuseio inadequado 
Evitar romper o envoltório tumoral 
 Ligadura do lumen proximal e distal 
 Margens adequadas 
 Ressecção em bloco 
 Trocar material após manipulação do tumor 
 Estudo AP de congelação 
 Abertura da peça cirurgica 
 Clipagem 
 
 
3. Defina os tipos de cirurgia oncológica, citando um exemplo prático de cada. 
Curativa: após o diagnóstico, o estadiamento e a comparação com outras terapias, há 
ressecção macroscópica completa do tecido tumoral com margem de segurança e remoção do 
tecido linfático e vasos sanguíneos loco-regionais. Esse tipo de procedimento visa a cura 
definitiva, de modo a eliminar em definitivo tal ameaça à vida do paciente e prolongar a vida 
do mesmo. É imprescindível evitar a disseminação da neoplasia durante a manipulação. Um 
exemplo de cirurgia oncológica curativa é a remoção cirúrgica de metástases no fígado de 
tumores do intestino. 
Paliativa: visa melhorar a qualidade de vida, evitar o comprometimento das funções 
vitais e aliviar os sintomas do paciente. Um exemplo de cirurgia oncológica paliativa é 
hepatojejunostomia e colecistectomia em paciente com neoplasia de cabeça de pâncreas já 
cursando com icterícia. 
Preventiva: visa evitar a ocorrência de neoplasia. Um exemplo de cirurgia oncológica 
preventiva é colectomia em paciente com retocolite ulcerativa que não responde bem ao 
tratamento. 
Emergência: visa tratar complicações da doença de base. Um exemplo de emergência 
oncológica cirúrgica é colectomia parcial em paciente com câncer de cólon cursando com 
obstrução intestinal devida ao mesmo. 
 
4. Cite as técnicas utilizadas para diagnóstico de neoplasias. 
Citologia esfoliativa 
Punção com agulha fina 
Biópsia por agulha grossa 
Biópsia excisional 
Biópsia incisional 
 
5. Defina quimioterapia neo-adjuvante. 
É a quimioterapia que se inicia antes de qualquer tratamento cirúrgico ou de 
radioterapia, com a finalidade de avaliar a efetividade in vivo do tratamento. A quimioterapia 
neoadjuvante diminui o estado tumoral, podendo melhorar os resultados da cirurgia e da 
radioterapia e, em alguns casos, a resposta obtida para chegar à cirurgia, é fator prognóstico. 
É o tratamento quimioterápico realizado antes de outra intervenção principal 
(cirúrgica ou radioterapêutica) de um tumor, com o objetivo de reduzir a massa tumoral e/ou 
possibilitar a ressecção e/ou reduzir o grau de classificação do estadiamento do tumor e 
permitir cirurgia curativa e assim melhorar os resultados do tratamento principal. 
 
6. Quais as bases da cirurgia oncológica? 
Clínica 
Cirurgia geral 
Radioterapia 
Quimioterapia 
Imunoterapia 
 
7. Paciente com carcinoma de cabeça de pâncreas disseminando para a cavidade 
peritoneal, cursando com icterícia. Que tipo de cirurgia oncológica você indicaria? 
Justifique. 
Paliativa. Tumor de cabeça de pâncreas é irressecável e causa muita dor ao paciente; 
e, como há icterícia em curso, o procedimento se daria a fim de melhorar a qualidade de vida, 
evitar o comprometimento das funções vitais e aliviar os sintomas.Eu não diria que tumor de 
cabeça de pâncreas é irressecável, depende do tamanho, invasão...no momento do diagnóstico. 
 
Paliativa, pois o paciente possui metástases peritoneais sendo impossível uma cirurgia 
curativa, mas pode ter sua qualidade de vida melhorada caso se realize desobstrução da 
drenagem biliar (derivação bilio-digestiva). 
 
8. Paciente com câncer gástrico submetido a gastrectomia parcial + linfadenectomia 
R2; margens livres, linfonodos de primeiro nível comprometidos. Qual o tipo de 
cirurgia oncológica? Justifique. 
Curativa, pois o a cirurgia retirou completamente a massa tumoral, deixando margens 
livres de neoplasia, bem como foram retirados linfonodos em bloco, evitando possível 
disseminação linfática da doença. 
9. Paciente de 66 anos, portadora de LES e HAS controlados, chega na emergência 
com queixa de vômitos há 24hs com quadro de obstrução intestinal. Vem fazendo uso 
regular de prednisona. Tem câncer de cólon e foi feita a preparação para uma 
colectomia parcial. Qual o tipo de cirurgia oncológica? Justifique. 
Cirurgia de emergência, pois a cirurgia em questão tem como objetivo tratar a 
obstrução intestinal, que é complicação gerada por doença de base, no caso, neoplasia de 
cólon. 
 
Avaliação do Risco Cirúrgico 
 
1. Cite 3 critérios de Goldman (Fatores de Risco Cardíacos Ponderados). 
Idade > 70 anos 
IAM nos últimos 6 meses 
Galope por B3 ou distensão venosa jugular 
 
2. Defina “manobras de cuidado pré-cirúrgico” e cite 3 exemplos. 
Manobras de cuidado pré-cirúrgico são as medidas utilizadas pelo profissional de saúde 
que visam diminuir o RISCO e aumentar o BENEFÍCIO relativos que acompanharão uma 
OPERAÇÃO ESPECÍFICA para uma ENFERMIDADE ESPECÍFICA em um PACIENTE 
ESPECÍFICO. 
Profilaxia para infecção (tricotomia próxima do momento cirúrgico, antissepsia do local da 
operação, antibiótico profilaxia, isolar o paciente de outros pacientes infectados). 
Avaliação nutricional (nutrição enteral ou parenteral para os pacientes altamente 
depletados: albumina 
10% do peso corporal) 
Anemia (correção da massa eritrocitária se hemoglobina menor que 10g/100mL – nível 
mínimo para anestesia geral). 
 
3. Como avaliar o risco cirúrgico hemorrágico? Cite os testes laboratoriais utilizados 
na avaliação, explicitando qual aspecto fisiológico cada teste avalia. 
Se o paciente é capaz de fornecer informações adequadamente devem-se utilizar os 
dados da anamnese como triagem. Se o paciente fez cirurgias e outros procedimentos invasivos 
antes e nunca apresentou sangramentos anormais, não há indicação de fazer coagulograma no 
pré-operatório. Os testes laboratoriais utilizados na avaliação do risco hemorrágico são: 
Contagem de plaquetas (detecta anormalidades quantitativas das plaquetas), Tempo de 
Sangramento (detecta anormalidade funcional das plaquetas – usado principalmente se o 
paciente apresentar uremia ou utilizar aspirina), TP (avalia a via extrínseca da coagulação) e 
TTPa (avalia a via intrínseca, desencadeada pela exposição interna dos vasos). Os dois 
primeiros avaliam a chamada hemostasia primária e os dois últimos, hemostasia secundária. 
 
4. Paciente 71 anos, diabético insulínico dependente, com retinopatia, admitido com 
icterícia obstrutiva secundária a neoplasia de papila biliar e cursando com trombose 
venosa parcial bi-femural-ilíaca. De acordo com os critérios ASA, em que categoria de 
risco cirúrgico este paciente se encontra? 
ASA IV: doença sistêmica incapacitante que é uma ameaça constante à vida. 
 
5. Paciente 60 anos, HAS e DM sob controlemedicamentoso, será submetida a uma 
colecistectomia por videolaparoscopia. Qual a classificação segundo o ASA? Justifique. 
ASA II: doença sistêmica leve, que não resulta em limitação funcional (ex.: HAS 
controlada e diabetes sem complicação). 
 
6. Quais as variáveis observadas no critério de Goldman? 
História 
Exame físico 
Eletrocardiograma 
Estado geral 
Operação 
 
 
7. Cite 5 critérios de Goldman para classificar risco de eventos cardiovasculares em 
cirurgia não-cardíaca. 
Idade > 70 anos 
Infarto do Miorcárdio nos últimos 6 meses 
B3 ou estase de jugular 
Estenose aórtica significativa 
Extra-sístoles atriais ou ritmos diferentes do sinusal 
> 5 extra-sístoles ventriculares por minuto 
Estado geral precário (hipocalemia, anemia, I. renal, acamado, etc.) 
Cirurgia Torácica, Abdominal ou de aorta 
Cirurgia de emergência 
 
8. Paciente de 66 anos, portadora de LES e HAS controlados, chega na emergência 
com queixa de vômitos há 24hs com quadro de obstrução intestinal. Vem fazendo uso 
regular de prednisona. Tem câncer de cólon e foi feita a preparação para uma 
colectomia parcial. Qual o risco cirúrgico? Justifique. 
ASA IIIE: doença sistêmica grave que limita sua atividade mas não o incapacita. Será 
realizada uma cirurgia de emergência para desobstrução intestinal. 
Pelos critérios de Goldman seria grau 2 (de 6 a 12 pontos), pois será realizada uma 
cirurgia intraperitoneal (3pontos) e de emeregência (4 pontos). 
 
 
9. Paciente masculino, 66 anos, com quadro de icterícia obstrutiva (BD 19,1mg%) por 
provável colangiocarcinoma; anúrico a 48hs, em diálise peritoneal; hipotenso; em uso de 
altas doses de aminas vasoativas, anasarca; sob ventilação mecânica. Leucograma de 
27.000mm3; 13% de bastões. Há 15 dias, quando notou icterícia, a família relata que o 
mesmo vinha relativamente bem, referindo apenas dispepsia e anorexia. De acordo com o 
sistema ASA, em que classe de risco cirúrgico vc enquadraria esse paciente? Justifique. 
 
ASA V, pois o paciente apresenta grande probabilidade de morte nas próximas 24hs, com ou 
sem cirurgia, sendo a cirurgia recomendada apenas em último caso, como medida desesperada 
de salvar o paciente ? 
Ou será ASA IV, por apresentar doença incapacitante que representa ameaça constante à vida? 
 
10 . Paciente masculino, 25anos, hígido, ferido com arma branca traumatizado 
em tórax e abdome. Diga o ASA do paciente. 
 
ASA IE. 
 
10. Paciente sexo feminino, 45 anos, fumante 10 cigarros/dia 
desde os 20 anos, com CHC em seg V-VII –VIII . Virologia 
negativa para hepatites. Deverá ser submetida a 
trisegmentectomia hepática. Utilizando o ASA, defina e 
justifique o grau de risco cirúrgico desta paciente. Que 
exames deveriam ser solicitados na sua avaliação pré-
operatória? 
 
ASAIII, pois tem doença grave que limita mas não ameaça 
constantemente a vida. Ou ASA IV, pois ameaça imediata e 
constantemente a vida? 
Exames: Creatinina, glicemia (mais de 40 anos), AST, ALT, 
TP, Albumina (doença hepática), Rx de tórax (pesquisa de 
metástases e fumante – é recomendado se mais de 20maços/ano), 
hemograma (câncer), leucograma (se em quimio ou 
radioterapia), tipagem sanguínea, TTPa, contagem de 
plaquetas e tempo de sangramento (cirurgia com possibilidade 
de muito sangramento, doença hepática e neoplasia maligna). 
Fonte: AVALIAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO E PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO em Clínica Cirúrgica - Fundamentos 
Teóricos e Práticos. 
 
Transplantes 
 
1. Defina morte encefálica e cite 5 critérios fundamentais para o seu diagnóstico. 
Morte encefálica é a parada irreversível do tronco e hemisférios cerebrais, com função 
cardiorrespiratória mantida por aparelhos. 
CONCEITO: 
PARADA IRREVERSÍVEL DAS ESTRUTURAS 
NEUROLÓGICAS SITUADAS ACIMA DO 
 “ FORAMEN MAGNUM “ 
 
Coma arresponsivo 
Temperatura > 32 °C 
Ausência de drogas depressoras 
Ausência de movimentos espontâneos 
Apnéia - fora da v.m. por 3 min. 
Arreflexia 
EEG isoelétrico 
 
2. Cite 5 processos fisiopatológicos orgânicos que ocorrem após o estabelecimento 
da morte encefálica. 
Perda de: 
CREBEC 
Controle hemodinâmico - hipotensão 
Respiração espontânea 
Equilíbrio hormonal – redução de ADH, T3, Insulina 
Balanço hidroeletrolítico - hipocalemia 
Equilíbrio metabólico – acidose metabólica 
Controle da temperatura corporal - hipotermia 
 
3. Quais os pré-requisitos para o diagnóstico de morte encefálica? 
Coma arreativo e aperceptivo de história conhecida 
Glasgow 3 
Ventilação mecânica 
Lesão irreversível das estruturas do encéfalo comprovado por exame de imagem 
Excluir pacientes em uso de drogas depressoras do SNC, com hipotermia, 
hipernatremia e hipotensão arterial. 
 
Art. 3º. A morte encefálica deverá ser conseqüência de processo 
irreversível e de causa conhecida. 
Art. 4º. Os parâmetros clínicos a serem observados para constatação de 
morte encefálica são: coma aperceptivo com ausência de atividade 
motora supra-espinal e apnéia. 
Art. 5º. Os intervalos mínimos entre as duas avaliações clínicas 
necessárias para a caracterização da morte encefálica serão definidos por 
faixa etária, conforme abaixo especificado: 
a) de 7 dias a 2 meses incompletos - 48 horas; 
b) de 2 meses a 1 ano incompleto - 24 horas; 
c) de 1 ano a 2 anos incompletos - 12 horas; 
d) acima de 2 anos - 6 horas. 
Art. 6º. Os exames complementares a serem observados para constatação 
de morte encefálica deverão demonstrar de forma inequívoca: 
a) ausência de atividade elétrica cerebral ou, 
b) ausência de atividade metabólica cerebral ou, c) ausência de perfusão 
sangüínea cerebral. 
 
4. Em que é baseado o diagnóstico de morte encefálica? 
Baseia-se em dois exames clínicos neurológicos e em um exame complementar que 
avalie função elétrica, metabólica ou fluxo sanguíneo cerebral. É baseado em uma 
resolução do conselho federal de medicina de 1997 (RESOLUÇÃO N.º 1.480, 8 DE 
AGOSTO DE 1997) 
5. O que é solução de conservação e quais suas características? 
São soluções utilizadas para tentar manter a viabilidade do enxerto, reduzindo as 
alterações funcionais induzidas pela anóxia e preservando órgão o tempo necessário entre a 
coleta e o transplante. As características básicas que toda solução de preservação deve ter são: 
Agir sob hipotermia para reduzir o metabolismo celular 
Prover elementos químicos para manter íntegras as estruturas celulares 
Reduzir lesão induzida por reperfusão 
 
Solução de conservação é um meio de conservação sintético usado para preservação de órgãos 
e tecidos durante o período de isquemia fria. Uma solução de conservação deve ser capaz de: 
Diminuir o edema celular induzido pela hipotermia. 
Prevenir acidose intracelular. 
Evitar expansão do espaço intersticial durante o período de perfusão. 
Impedir a produção de radicais livres durante a fase de hipotermia e as lesões decorrentes de 
sua liberação durante a fase de reperfusão. 
Oferecer substratos para a regeneração dos componentes fosfatados de alta energia durante a 
fase de reperfusão 
 
São: resfriadas, retardam o metabolismo celular, retardam lesão de reperfusão, são 
hipercalêmicas e hiperosmóticas. 
 
A solução da Universidade de Wisconsin (acho que é a mais usada) possui: 
Composição catiônica que imita concentrações intracelulares de potássio e sódio (minimiza 
difusão de gradientes) 
Contém lactobionato (minimiza inchaço celular induzido pela hipóxia) 
Inibe enzimas dependentes de cálcio, por quelação do Ca+ (inibe autodigestão celular) 
Tem qulantes do ferro (minimiza lesão por reperfusão) 
 
6. Quais são as medidas de manutenção do potencial doador? 
Medidas gerais – deve-se revisar os medicamentos prescritos, avaliar os cuidados 
básicos de enfermagem (ex. monitoração da PA, FC, FR, posição no leito) e realizar dosagens 
laboratoriais frequentemente. Monitoração com cateter arterial e venoso central, oximetria de 
pulso e sondagem vesical. Trocaros cateteres centrais e periféricos potencialmente 
contaminados que foram utilizados na tentativa de reanimação do paciente por novos 
colocados de forma estéril.Umidificação e oclusão protetora dos olhos. Aspiração de sonda 
nasogástrica para descompressão do estômago. 
Manejo no (chalé da GVT) CHALEGVT 
Coagulopatia – corrigidas com derivados de sangue adequados 
Hipotensão – Administração de volume (cristalóide ou colóide), vasopressores e, 
quando necessário, antiarrítimicos e inotrópicos positivos. 
Anemia 
Líquidos – solução salina hipotônica de manutenção ou solução glicosada se não 
tiver hiperglicemia. 
Eletrólitos – correção de hipocalemia e de hipofosfatemia ou hipocalcemia 
graves 
Glicemia – uso de insulina se hiperglicemia 
Ventilação mecânica – suporte ventilatório padrão ou convencional, mantendo 
SaO2~95% 
Trombocipenia e Temperatura – aquecimento quando temp baixar de 35 graus. 
 
7. Quais os critérios para um potencial doador ideal? 
PHDHDHDICEDI 
Previamente hígido 
História médica e social adequada 
sem Doença renal, HAS ou Diabete (sem história) 
sem Hipotensão ou Dependência de altas de doses de vasopressores 
Idade entre 10 a 55 anos 
Causa da ME: TCE ou sangramento intracerebral 
com Excelente função do órgão 
Doença transmissível 
sem Infecção 
 
Doador ideal de órgãos: 
▪ previamente hígido 
▪ história médica e social adequada 
▪ sem doença transmissível 
▪ sem história de doença renal, HAS ou diabete 
▪ idade entre 10 a 55 anos 
▪ causa da ME: TCE ou sangramento intra-cerebral 
▪ sem infecção 
▪ com excelente função do órgão 
▪ sem hipotensão ou dependência de altas de pressores 
 
 
 
8. Qual a primeira (mais importante) alteração fisiológica que ocorre após a morte 
encefálica e como devemos manejá-la? 
O evento fisiológico mais importante é a instabilidade hemodinâmica. Seu manejo se dá 
pela avaliação dos limiares de estabilidade, como mensuração da pressão arterial, necessidade 
de drogas vasoativas, débito urinário e fração de ejeção ventricular esquerda; além da 
realização de um eletrocardiograma. Em caso de valores adequados, deve-se fazer 
monitoramento até o momento do procedimento. Em caso de valores inadequados, deve-se 
proceder com a colocação de um cateter artério-pulmonar a fim de avaliar o estado 
volumétrico e ajustar e suporte por drogas vasoativas. Se os valores permanecerem 
inadequados, deve-se instalar a terapia hormonal. 
Instabilidade hemodinâmica: 
Na primeira fase a alteração é a hipertensão arterial: não se deve usar anti-hipertensivos ou usar 
com muita cautela para evitar hipotensão. 
Na segunda fase a alteração é a hipotensão arterial (leva a hipoperfusão): faz-se reposição 
volêmica, uso de vasopressores e, caso haja arritmia cardíaca ou disfunção miocárdica piorando 
o estado hemodinâmico, uso de antiarrítmicos e inotrópicos positivos. 
 
 
 
 
 
Infecção e Antibióticos 
 
1. Defina antibioticoterapia e as principais classes usadas. 
Antibioticoterapia é o tratamento de infecções através da administração de antibióticos. 
As classes mais usadas são as penicilinas, cefalosporinas (a mais usada, segundo o 
Sabiston), quinolonas, carbapenes e macrolídeos (esses 2 últimos mais para 
microorganismos resistentes) 
 
2. Paciente com preparo inadequado de cólon. A profilaxia com antibiótico é 
indicada? Justifique. 
Não. Cirurgia com preparo de cólon inadequado é classificada, quanto ao risco 
de contaminação, como contaminada e, por isso, está indicado o tratamento específico 
do processo e não a profilaxia. 
Eu acho que sim, pois toda cirurgia colorretal tem indicação de antibioticoprofilaxia 
oral (neomicina e eritromicina) e venosa (cefoxitina ou cefotetan). Não acho que seja 
antibioticoterapia pois não há infecção ainda para ser tratada, mas pode-se usar 
antibiótico para prevenir infecção por extravasamento de conteúdo intestinal na cirurgia. 
 
 
3. Quais são os critérios gerais para a escolha de um antibiótico para profilaxia 
cirúrgica? Qual a classe de antibióticos mais comumente utilizada para este fim e em 
que momento do ato cirúrgico a profilaxia deve ser iniciada? 
Critérios: CACEFIT – Características da cirurgia, Apresentação parenteral, Custo 
(baixo), Espectro, Farmacocinética adequada , Indução de resistência (fraco) e Toxicidade 
(mínima). 
Classe: cefalosporina de primeira geração. 
Momento: indução anestésica. 
 
4. Paciente idosa, com obstrução pilórica e com estase gástrica moderada, submetida 
à gastrectomia. Classifique e justifique o tipo de cirurgia quanto ao risco de 
contaminação. 
Potencialmente contaminada. Procedimento sem trauma penetrante, sem inflamação, 
com drenagem aberta, com pequenas quebra de assepsia, cirurgias envolvendo os tratos 
urinários, digestivo alto, biliar, genital, respiratório (sem infecção) e reoperações em 
cirurgias limpas. Risco de 3% a 11% 
 
5. Paciente com câncer gástrico, submetido a gastrectomia total + esplenectomia + 
jejunostomia. Classifique a ferida operatória e julgue a indicação de 
antibioticoprofilaxia. 
Potencialmente contaminada. Há indicação de antibioticoprofilaxia. 
 
6. Como se classificam as feridas cirúrgicas quanto ao seu potencial de 
contaminação? Cite 2 exemplos para cada caso. 
Ferida limpa: procedimento em condições ideais, sem trauma penetrante; ferida não 
infectada, sem inflamação, sem erro da técnica cirúrgica, sem penetração dos tratos 
respiratório, digestivo e genitourinário; fechamento primário, sem dreno ou com drenagem 
fechada. Não requer antibioticoprofilaxia, a menos que haja implantação de prótese 
prolongada ou corte do osso. Ex.: tireoidectomia, extração de cisto sebáceo, herniorrafias; 
mamaplastias; plasticas abdominais; lise de aderências abdominais; esplenectomias; 
adrenalectomias 
Ferida potencialmente contaminada: sem trauma penetrante, sem inflamação, com 
drenagem aberta; pequena quebra de assepsia, envolvimento dos tratos GI, respiratório e GU 
em condições controladas e sem derramamento significativo; reoperações em cirurgias limpas. 
Requer antibioticoprofilaxia. Ex.: adenoidectomia, traqueostomia, colecistectomia (aberta/ 
vídeo), gastrectomia; nefrectomia; histerectomia, colectomia com preparo adequado; 
pneumectomia; derivações bíleo-entéricas; 
Ferida contaminada: trauma perfurante recente, grande quebra da técnica, 
envolvimento dos tratos GI, respiratório e GU em vigência de infecção ou contaminação 
grosseira por extravasamento do TGI; processo inflamatório presente. O uso de antibióticos é 
terapêutico. Ex.: lesão por arma branca, cirurgia sem técnica de antissepsia, cirurgias 
colorretais, presença de inflamação sem pus, colecistectomias com colecistite, colectomias sem 
preparo adequado; apendicectomias sem abscessos; perfuração de divertículo 
colônictamponada. 
 Ferida suja: feridas traumáticas de abordagem tardia ( > 6 horas ), com 
tecido desvitalizado, presença de pus, presença de corpos estranhos, infecções clínicas 
existentes ou vísceras perfuradas. O uso de antibióticos é terapêutico. Ex.: úlcera gástrica 
perfurada, apendicectomia,Empiema de vesícula biliar; apendicite com abscesso; 
laparotomias em vigência de deiscência de sutura entérica; drenagem de abscessos. 
 
7. Paciente do sexo feminino, 76 anos, hipotireoidea, com quadro de neoplasia avançada de 
ovário, submetida a histerectomia total com anexectomia bilateral, omentectomia maior 
e menor. Existe indicação de antibióticoprofilaxia para esta paciente? Justifique. Em 
caso afirmativo, cite o esquema mais adequado a ser utilizado. 
 
Sim, pois a cirurgia é considerada potencialmente contaminada e a paciente apresenta condição 
de risco (neoplasia maligna). O esquema indicado é cefazolina ou sulbactam + ampicilina, 
administrado dentro de 1 hora antes do início da cirurgia ou na indução anestésica, repetindo a 
dosagem no tempo de 1 a 2 meiasvidas da droga e durando apenas o tempo de duração da 
cirurgia. 
 
 
 
Cicatrização de Feridas Cirúrgicas 
 
1. Qual o papel das vitaminas C, E e B e do zinco na cicatrização das feridas 
cirúrgicas? 
A: contraposição a efeitos dos esteróides; regressão do envelhecimento 
B: aumento de fibroblastos 
C: produção de fibroblastos e de colágeno; destruição bacteriana; destruição de 
radicais livres 
D: absorção de Ca+ 
E: aumenta resistência da cicatriz; destruição de radicais livres 
Zinco: Cofator de Metaloproteinas (metaloenzimas) 
 
2. Descreva as fases do processo de cicatrização de feridas. 
A resposta imediata à lesão tecidual é a fase inflamatória (reativa) e representa a 
tentativa de limitar o dano mediante parada do sangramento, selamento da superfície da ferida 
e remoção de tecido necrótico, resíduos ou bactérias. Há maior permeabilidade vascular, 
migração de células para a ferida por quimiotaxia, secreção de citocinas e fatores de 
crescimento e ativação de células migrantes. Assim, ocorre a formação de um coágulo protetor, 
composto de plaquetas, hemácias e fibrina; vasodilatação, por ação de histamina, serotonina e 
bradicinina; e a migração de neutrófilos (fase inicial) e monócitos/macrófagos (fase tardia). 
A fase proliferativa geralmente tem início entre o 5º e o 7º dia após a lesão tecidual e é 
o processo reparador, sendo caracterizado pela formação de tecido de granulação, consistindo 
em reepitelização, síntese da matriz e neovascularização, para aliviar a isquemia e o 
traumatismo. 
Na fase maturacional (ou remodelação), há contração da cicatriz com ligação cruzada 
do colágeno, caracterizada pelo movimento centrípeto de toda a espessura da pele circundante, 
reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada; há perda de edema e remodelação. Durante 
essa fase, a população de fibroblastos diminui e a densa rede capilar regride. A resistência da 
ferida aumenta rapidamente em uma a seis semanas e, então, parece entrar em platô até um 
ano após o trauma. 
3. Quais os fatores sistêmicos que influenciam no processo de cicatrização? 
HDUREI 
Hábitos de Vida 
Doenças pré-existentes e presença de infecções 
Uso de Fármacos e drogas 
Raça 
Estado Nutricional 
Idade 
 
4. Explique sucintamente os passos da fase de maturação no processo de 
cicatrização. 
Na fase maturacional (ou remodelação), há contração da cicatriz com ligação cruzada 
do colágeno, caracterizada pelo movimento centrípeto de toda a espessura da pele circundante, 
reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada; há perda de edema e remodelação. Durante 
essa fase, a população de fibroblastos diminui e a densa rede capilar regride. A resistência da 
ferida aumenta rapidamente em uma a seis semanas e, então, parece entrar em platô até um 
ano após o trauma. 
 
5. Quais os fenômenos biológicos que ocorrem na fase proliferativa da cicatrização? 
Formação do tecido de granulação: angiogênese, fibroplasia e reepitalização. 
 
 
 
Analgesia 
 
1. Conceitue analgesia multimodal. Qual a variável clínica envolvida? 
A analgesia multimodal é uma modalidade de anestesia onde são empregados fármacos 
de diferentes mecanismos de ação, permitindo a redução das doses de alguns medicamentos e, 
assim, diminuindo possíveis efeitos colaterais.

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