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NUTRIÇÃO MINERAL DO SOLO 1– ADUBAÇÃO NITROGENADA: O nitrogênio é o principal nutriente das gramíneas forrageiras, sendo responsável pela manutenção da produtividade e valor protéico. Assim, a aplicação de adubos nitrogenados proporciona aumento imediato e visível da produção de forragem. O nitrogênio só perde em importância para o fósforo, na época de estabelecimento do pasto. O nitrogênio é o principal constituinte das proteínas, as quais participam ativamente na síntese dos compostos orgânicos que formam a estrutura do vegetal. É, portanto, responsável pelo porte da planta, tal como: tamanho das folhas e do colmo, desenvolvimento dos perfilhos, etc. A fonte natural de nitrogênio no solo é a matéria orgânica, que não é absorvida diretamente pelas plantas. É preciso que ela se decomponha, através da ação lenta e contínua dos microrganismos, para liberar nitrogênio prontamente assimilável para as plantas.Como a velocidade de crescimento nos períodos da primavera e verão é muito grande em nossas condições, mesmo em solos com elevado teor de matéria orgânica, sua decomposição nem sempre é suficiente para fornecer nitrogênio, indispensável ao máximo crescimento das gramíneas. Por outro lado, quando a velocidade de crescimento das plantas diminui, a redução da temperatura a velocidade da decomposição da matéria orgânica também diminui. De maneira geral, a resposta dos capins à adubação nitrogenada é crescente até doses elevadíssimas (1.600kg de N/ha/ano), entretanto, a eficiência da utilização do nitrogênio aplicado cai à medida que se ultrapasse determinado limite (300-400kg de N/ha/ano). 1.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: Se há deficiência de nitrogênio no solo, o crescimento é lento, as plantas ficam de porte pequeno, com poucos perfilhos e o teor de proteína torna-se deficiente para a nutrição animal. Os sintomas de carência de nitrogênio nas plantas são: coloração verde pálida (quando deficiência menos intensa) ou amarelada (quando mais intensa); crescimento lento; plantas com colmos curtos e sem elongação, retardando o florescimento; baixo perfilhamento; folhas novas com coloração verde pálida, folhas intermediárias amareladas e folhas mais velhas secas; as folhas em si apresentam “secamento” das pontas para a base, mais pronunciado na nervura central (secamento em V); baixos teores de proteína e sistema radicular pouco desenvolvido. Plantas com deficiência aguda de nitrogênio apresentam-se com poucas folhas vivas e muito secas. No outono, as folhas mais velhas exibem um avermelhamento, precedendo o secamento, sendo isto ausente no colonião, suave nos capins napier, gordura, setária, pangola, etc. e intenso no Jaraguá. Além de ser o nutriente mais importante para a produção, é também o que se esgota mais rapidamente dos solos. Por isso, em condições de campo e em pastagens já formadas, são os sintomas de deficiência de nitrogênio que primeiro aparecem, mascarando a constatação dos sintomas visuais de deficiência dos outros elementos, que serão percebidos apenas quando o suprimento de nitrogênio for adequado. Nas leguminosas, os principais sintomas de deficiência de nitrogênio são: folhas com coloração verde pálida, tornando-se, com o aumento da deficiência, cloróticas e até necróticas. A clorose caminha da ponta para a base da folha, sendo mais acentuada na ponta. As nervuras ficam com clorose menos acentuada que o limbo foliar. Os sintomas de deficiência aparecem primeiro nas folhas inferiores, espalhando-se a seguir, para todas as folhas; desenvolvimento lento; folhas pequenas, grande queda de folhas, baixos número e eficiência dos nódulos. A coloração rosa intensa indica eficiente fixação de nitrogênio, assim, esta ineficiência pode ser devida a nutrição deficiente dos demais nutrientes. 1.2 – TIPOS DE ADUBOS NITROGENADOS: a) Sulfato de amônio: 20% de nitrogênio e 23% de enxofre; b) Nitrocálcico concentrado: 27% de nitrogênio, 4-5% de óxido de cálcio e 2-3% de óxido de magnésio; c) Uréia: 45% de nitrogênio; d) Fosfato diamônico (DAP): 18% de nitrogênio e 46% de P2O5. 1.3 – RECOMENDAÇÕES: No plantio: Como já foi dito, o fósforo é de vital importância no estabelecimento da pastagem, isto não quer dizer que o nitrogênio não seja importante na implantação da pastagem, mas, no próprio processo de preparo do solo para plantio, ocorre a incorporação de restos vegetais (matéria orgânica). No processo de preparo do solo, ocorre também a melhoria das condições de infiltração de água, aeração, etc., que acarreta melhor decomposição e mineralização da matéria orgânica e liberação de nitrogênio prontamente disponível para as plantas. Daí não se recomendar à adição de nitrogênio na adubação de plantio, a não ser em solos extremamente pobres em matéria orgânica ou com algum problema de sua mineralização. Na manutenção: Cada forrageira tem uma região climática onde se adapta melhor. Desde que estejam plantadas em regiões climáticas adequadas, podemos classificar os capins quanto à exigência em fertilidade em: a) Capins de alta exigência: Napier, Colonião, Guatemala, Pangola, Rhodes, etc; b) Capins de média exigência: Jaraguá, gênero Panicum, Estrela africana, etc; c) Capins pouco exigentes: Brachiarias, Setarias, Gordura, etc. Em geral, o valor nutritivo dos capins reflete esta classificação, assim, um capim mais exigente apresenta melhor valor nutritivo que outro menos exigente. Porém existem exceções como o capim Gordura, que, mesmo em solos pobres em nitrogênio, apresenta baixa produção de massa verde, porém com valores nutritivos ainda satisfatórios. Caso seja adubado, o capim Gordura apresenta aumentos apenas moderados de produção, porém consideráveis de valor nutritivo. Assim, o nitrogênio é o principal adubo para obtenção de alta produtividade, conjugado a um bom valor nutritivo da gramínea forrageira depois que o pasto está formado. Porém, em virtude do seu alto custo, sua aplicação está condicionada a diversos fatores, tais como: 1) Potencial de produtividade e melhoria do valor nutritivo da espécie forrageira; 2) Pastos bem formados e com boa cobertura vegetal da espécie; 3) Adequado manejo; 4) Existência de nível adequado dos outros nutrientes do solo, ou fornecimento dos mesmos através de adubação ou calagem; 5) Aplicação em épocas e doses adequadas; 6) Nível de intensidade da exploração pecuária. Dessa maneira, indicam-se 3 tipos de dosagens: a) INTENSA: acima de 100 kg de N/ha/ano (500kg de sulfato de amônio ou correspondente); b) MÉDIA: de 50 a 100kg de N/ha/ano (ou 250-500kg de sulfato de amônio ou correspondente); c) LEVE: de 20 a 50 kg de N/ha/ano (ou 100-250kg de sulfato de amônio ou correspondente). Considerando o potencial produtivo e valor nutritivo das gramíneas forrageiras, bem como a intensidade da exploração agropecuária, recomenda-se: i) Dosagem intensa no caso de pastagens formadas por forrageiras altamente produtivas e de bom valor nutritivo, quando em exploração intensiva; ii) Dosagem média, para todos os capins, quando em exploração menos intensiva; iii) Dosagem leve, considerada uma adubação de restituição, para todas as gramíneas, para evitar a degradação da pastagem. Nos campos de feno e capineiras: Devido à grande remoção de nutrientes através dos materiais cortados e removidos, deve-se ter o cuidado de fazer a reposição destes nutrientes, principalmente nitrogênio e potássio, a fim de evitar a degradação rápida das áreas de produção. Recomenda-se que seja feito uma adubação nitrogenada após cada corte, calculada na base da quantidade de material removido, por ex.: nos cortes de feno, considerar a produção de feno por área e calcular como sendo 2% de retirada de N, assim, para uma produção de 3t de feno/ha/corte, considerar uma retirada de 60 kg de N e aplicar, por ex., 300 kg de sulfato de amônio para repô-lo.Para capineiras, calcular a quantidade de nitrogênio retirada como entre 0,3 – 0,4% de N/kg de capim cortado. Métodos e épocas de aplicação: A aplicação de adubos nitrogenados nas pastagens deve ser feita em cobertura manual ou mecanicamente, após o rebaixamento da forragem, seja por pastejo intenso ou meios mecânicos (roçadeira, cegadeira, etc.). Recomenda-se aplicar a dose média ou leve de adubo nitrogenado no final do período das chuvas, o que proporciona um acentuado aumento de produção para o período seco e uma rebrota mais precoce na primavera. Não se deve, entretanto usar a uréia como adubo para esse fim, sob pena de perdas por volatilização como amônia, sem as chuvas para incorporá-la. Quanto à dosagem intensa, recomenda-se usá-la parcelada, aplicando-se 1/3 no início do verão e 2/3 no final, quando o total estiver entre 100 e 250kg de N/ha/ano, ou parcelar em 100kg de N/ha a cada adubação, quando acima deste limite (> 250 kg de N/ha/ano) 2 – ADUBAÇÃO FOSFATADA: O fósforo desempenha papel importante na respiração vegetal, tendo influência no armazenamento, transporte e utilização de energia no processo fotossintético. Tem também ação na síntese das proteínas e no metabolismo de enzimas. Para os capins, é o elemento mais importante depois do nitrogênio, principalmente nos primeiros períodos de vida da planta, quando esta o absorve em grandes quantidades. O fósforo também tem grande influência no crescimento das raízes e no perfilhamento, sendo um dos fatores limitantes quando em deficiência. A falta de perfilhamento proporciona, então, espaços livres no pasto para o crescimento de invasoras menos exigentes. Para leguminosas, o fósforo é o principal nutriente, já que o nitrogênio é fixado pelos Rhizobium. Leguminosas forrageiras crescendo em solos pobres em fósforo têm seu crescimento limitado, apresentam pouca nodulação e, conseqüentemente, pouca ou nenhuma fixação de nitrogênio. 2.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: Os principais sintomas de deficiência de fósforo são: coloração verde-escura intensa, lento crescimento, pouco ou nenhum perfilhamento, secagem prematura das folhas inferiores, pouco desenvolvimento do sistema radicular (logo, mais sensíveis à secas) e, algumas espécies apresentam arroxeamento (milho, Napier, Jaraguá, Pangola, Gordura e Setária) ou amarelamento (colonião) que precede o secamento das folhas inferiores. Em pastagens já estabelecidas, os principais sintomas de deficiência são: stand ralo, forragem de aspecto grosseiro, colmos tortuosos, endurecidos e quebradiços, perfilhamento reduzido, perfilhos com poucas folhas, folhas exibem “secamento” que caminha da ponta para base, principalmente nas bordas, sementes germinam, mas plântulas não vingam e animais que consomem esta apresentam sintomas de deficiência do mineral. Nas leguminosas, em solos deficientes, as plantas novas apresentam-se com coloração verde intensa, crescimento lento, folhas de pequeno tamanho, caules finos com entrenós longos e poucas folhas por planta. Numa deficiência mais aguda, as plantas cessam o crescimento, apresentam clorose geral das folhas, com manchas necróticas irregulares e intenso secamento e queda das folhas mais velhas. A deficiência de fósforo também interfere na nodulação da leguminosa, reduzindo tanto o número quanto a eficiência de fixação de nitrogênio pelos nódulos. Por isso, a deficiência não muito acentuada do elemento se traduz em deficiência de nitrogênio. Na pastagem consorciada, quando há limitação de fósforo, a leguminosa tende a desaparecer por falta de fixação de nitrogênio, que leva à redução do crescimento e conseqüente definhamento. Quadro 1 – Efeito das adubações nitrogenada e fosfatada no estabelecimento do capim colonião (vasos) e no colonião já estabelecido (parcelas a campo). Tratamentos Produção de forragem seca g/vaso Kg/ha (parcelas) Testemunha 1,3 3.865 Só N 1,5 8.447 Só P 6,5 4.658 N + P 14,2 8.441 2.2 – TIPOS DE ADUBOS FOSFATADOS: Os adubos fosfatados mais comumente encontrados como adubos simples são os seguintes: a) Superfosfato simples: com 20% de P2O5, 12% de enxofre e 28% de óxido de cálcio. b) Superfosfato triplo: 46% de P2O5 e 14% de óxido de cálcio; c) Superfosfato 30: 30% de P2O5, 8% de enxofre e 28% de óxido de cálcio; d) Fosfato diamônico (DAP): 46% de P2O5 e 18% de nitrogênio; e) Hiperfosfato (fosfato natural): 32% de P2O5, 42% de óxido de cálcio; f) Fosfato de Araxá (fosfato natural): 28% de P2O5 e óxido de cálcio; g) Fosfato Alvorada (fosfato natural): 28% de P2O5 e 45% de óxido de cálcio; h) Fosfato de Patos de Minas; i) Fosfato de Araxá parcialmente acidulado. 2.3 – RECOMENDAÇÕES: No plantio: Deve-se levar em consideração os teores revelados na análise de solo: 1) Níveis baixos (pastagens formadas em solos com teores originalmente adequados em potássio, há uma recirculação do elemento, através da urina e fezes dos animais, que voltam ao pasto. Quando, porém, os teores no solo são originalmente baixos, torna-se necessária a devida correção que, se não efetivada, vai limitar a produção do pasto e o efeito esperado de outras adubações (principalmente a nitrogenada). A adubação potássica cresce em importância em capineiras ou áreas reservadas para a produção de feno, onde o material cortado remove grandes quantidades de potássio, tornando- se necessária sua reposição. Em pastagens consorciadas, a adubação potássica é de vital importância, mesmo em solos com teores considerados médios para pastagens exclusivas e outras culturas. Um dos principais efeitos é aumentar a proporção de leguminosa na consorciação. 3.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: Os capins deficientes em potássio apresentam colmos finos, raquíticos e pouco resistentes ao tombamento. As folhas apresentam-se pouco desenvolvidas, com coloração normal a ligeiramente cloróticas, quando mais novas, e amarelo-alaranjadas (colonião) ou amareladas, quando se tornam intermediárias e começam a mostrar manchas necróticas, que aparecem em maior número nas pontas e ao longo das margens, permanecendo as partes centrais da folha verdes, por algum tempo. Ao envelhecerem, essas folhas começam a secar da ponta para a base, sendo o secamento mais intenso nas margens. Depois de secas, ficam com uma coloração parda, conservando as manchas necróticas de tonalidade mais escura, no fundo pardo. Pastagens de capins com tais sintomas causam a impressão de terem sido sapecadas pelo fogo. Para as leguminosas, a deficiência de potássio, além de afetar o crescimento da planta em si, diminui a nodulação (número e tamanho dos nódulos), afetando a fixação de nitrogênio. Sintomas de deficiência de potássio nas leguminosas são bastante comuns quando em consorciação, pois estas apresentam menor capacidade que as gramíneas de retirar o potássio do solo, quando este se apresenta em níveis baixos ou médios. Os sintomas visuais desta deficiência são a diminuição do tamanho das folhas e clorose internerval, mais acentuada no seu ápice e bordos, permanecendo a base com coloração verde normal. A seguir começa a aparecer uma necrose nas partes cloróticas, enrolamento dos bordos necrosados, completo secamento das folhas e, por fim, queda. 3.2 –RECOMENDAÇÕES: 3.2.a – Pastagens exclusivas de gramíneas: Mediante a análise de solo, se os teores forem menores que 0,12 meq/100cm3 de terra, recomenda-se aplicar 80 – 100 kg de cloreto de potássio (KCl) por hectare. Se os teores são mais elevados que esses índices, não é preciso adubação potássica. No plantio: Na formação da pastagem, aplicar o KCl misturado com o adubo fosfatado na adubação de plantio. Caso se misture a semente com o adubo fosfatado, não se deve juntar o potássico, neste caso, aplica-se em cobertura, após o primeiro pastejo do pasto recém- formado. Na manutenção: Nas pastagens já formadas, aplicar a dose recomendada em cobertura, após o rebaixamento do pasto, no início, durante ou no final do período das águas (misturado com a adubação fosfatada ou com a nitrogenada recomendada para o fim das águas). 3.2.b – Pastagens consorciadas: No plantio: Se os teores de potássio forem menores que 0,12 meq/100 cm3 de terra, aplicar 100 kg de KCl/ha misturado com o adubo fosfatado. Caso o adubo fosfatado seja misturado às sementes, não misturar o KCl, aplicá-lo em cobertura logo após o início da germinação, aumentando a dose para 150 kg de KCl/ha. Quando os teores de potássio no solo estão entre 0,12 e 0,40 meq/100cm3 de terra, recomendam-se apenas 50 – 60 kg de KCl/ha e, em teores acima de 0,40 meq, não é preciso adubação potássica no plantio. Na manutenção: Se os teores de potássio estão abaixo de 0,12 meq/100cm3 de terra, recomendam-se 150 kg de KCl/ha e, se entre 0,12 e 0,30, 80 – 100 kg de KCl/ha. Acima de 0,30 meq/100cm3 de terra, não é preciso mais adubação potássica. 3.2.c – Capineiras e pastos de feno: Nesses casos a adubação potássica tem sua importância acentuada, devido à remoção de material cortado e, com este, grande quantidade de potássio, além do nitrogênio. No plantio: Recomendam-se as mesmas doses indicadas para a formação de pastos exclusivos. Na manutenção: Considera-se, da mesma forma que para o nitrogênio, a quantidade de material retirado da seguinte forma: para feno → 2% de K (ou 4% de KCl) da matéria seca de feno, e para capineiras → 4 kg de K (ou 8 kg de KCl) pro tonelada de material verde cortado. 4 – ENXOFRE: O enxofre tem grande importância na síntese das proteínas, desde que todas as proteínas vegetais o apresentam em sua composição. Sua principal função é a conversão do nitrogênio não-protéico em proteína, quer o absorvido diretamente do solo, quer o fixado da atmosfera, via sistema simbiótico, nas leguminosas. As leguminosas, como possuidoras de altos teores de proteínas, exigem quantidades bastante elevadas de enxofre para o seu perfeito desenvolvimento. Nessas plantas, o enxofre tem destacado papel na formação e desenvolvimento dos nódulos, bem como no processo de fixação de nitrogênio pelos mesmos. 4.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: Nas gramíneas: Amarelecimento das folhas mais novas, o que diferencia da deficiência de nitrogênio é que, no caso do nitrogênio, o amarelecimento é mais intenso nas folhas mais velhas, que apresentam secamento acelerado e morte prematura, ao passo que na deficiência de enxofre o amarelecimento começa pelas folhas mais novas, sendo que as mais velhas tendem a durar mais tempo. Cores anormais (roxo, laranja, vermelho) nas folhas e caules. Folhas pequenas e com enrolamento nas margens. Morte e desfolhamento, internos curtos e diminuição do florescimento. Nas leguminosas: Folhas mais novas com coloração verde pálido-esbranquiçado, inclusive nas nervuras. Com o desenvolvimento, estas folhas apresentam-se inteiramente amareladas. Raízes mal desenvolvidas e baixa nodulação. Não se deve esquecer que a deficiência de enxofre limita a fixação do nitrogênio, assim, os sintomas de deficiência de enxofre se confundem ou são mascarados pelos de deficiência de nitrogênio. 4.2 – FORMAS DE FORNECIMENTO: A principal fonte de fornecimento de enxofre para as plantas é a matéria orgânica do solo. Solos com baixos teores de matéria orgânica, principalmente os arenosos esgotados, tem pouco potencial de fornecimento de enxofre às plantas e, se este elemento não for fornecido na adubação, haverá limitação de crescimento das gramíneas e de fixação de nitrogênio pelas leguminosas nas pastagens consorciadas, podendo levá-las ao desaparecimento do consórcio. Uma das maneiras mais práticas de corrigir a deficiência de enxofre nas pastagens é fornecê-lo em um adubo nitrogenado e/ou fosfatado que contenha enxofre em sua composição (sulfato de amônio/superfosfato simples). No caso de se utilizar adubos que não contém enxofre, pode-se utilizar o gesso (sulfato de cálcio) que contém 15% de S e pode ser usado na dose de 150 a 300 kg/ha. 5 – MICRONUTRIENTES: Pastagens de gramíneas: Não se acredita que a adubação com micronutrientes possa ter resultados positivos no aumento de produção de forragem em pastagens exclusivas de gramíneas, enquanto estas não forem supridas com quantidades adequadas de macronutrientes cuja deficiência é mais aguda, de forma a elevar a produtividade das pastagens e que a adubação com micronutrientes possa, então ter resultados positivos nas deficiências. Um dos casos em que talvez se deva incluir um micronutriente na adubação de pastos exclusivos de capim, é o do zinco, principalmente para produção de grãos (milho, sorgo, arroz, etc.) e seus teores na forragem são deficientes para anutrição animal. Nessas condições, recomenda-se 10kg de sulfato de zinco adicionado à adubação fosfatada a usar no plantio do pasto. Pastagens consorciadas: A adubação com micronutrientes cresce em importância, devido ao papel fundamental e das funções que cada um deles exerce no processo de fixação de nitrogênio pelas leguminosas. 5.1 – Molibdênio: É o micronutriente mais importante para o processo de fixação de nitrogênio nos nódulos. Faz parte do complexo enzimático que atua na fixação do nitrogênio atmosférico pelas bactérias dos nódulos das leguminosas. As quantidades de molibdênio exigidas neste processo são bem superiores àquelas exigidas para o crescimento da própria planta hospedeira. A disponibilidade desse elemento para as plantas aumenta com a elevação do pH do solo. Em solos ácidos, mesmo que ele esteja presente, sua disponibilidade para o processo de fixação de nitrogênio nas leguminosas é baixa ou nula, aumentando com a elevação do pH pela calagem. 5.2 – Boro: Depois do molibdênio, talvez seja o mais importante micronutriente para a nutrição das leguminosas. É essencial para o desenvolvimento das raízes e pontos de crescimento das plantas (no processo de multiplicação celular). Também influi no tamanho e número de nódulos nas leguminosas. Quando em quantidades disponíveis elevadas no solo, pode, entretanto, ser tóxico às plantas. 5.3 – Zinco: É essencial na formação dos compostos promotores e reguladores do crescimento das plantas. Por isso, tem influência marcante no crescimento dos nódulos das leguminosas. 5.4 – Cobre: Tem função de catalizador no processo de síntese de hemoblobina dos nódulos (leg- hemoglobina), a qual é essencial para a fixação de nitrogênio. Tem também influência no crescimento das raízes das plantas. 5.5 – Ferro: É um componente da leg-hemoglobina dos nódulos (que lhes dá a coloração rosada, tão mais intensa quanto maior a atividade). Se há deficiência de ferro, não há formação de leg-hemoglobina nos nódulos e a fixação de nitrogênio não ocorre, apesar de haver nodulação. Em quantidades elevadas na forma disponível, entretanto, pode prejudicar a nodulação e a fixação de nitrogênio. 5.6 – Manganês: Tem função catalizadora na formação da clorofila, que é responsável síntese de carboidratos no processo fotossintético. Esses carboidratos são a fonte energética para a formação dos nódulos, manutenção dos rizóbios e fixação de nitrogênio. Da mesma forma que o boro e o ferro, o manganês é essencial às plantas e às bactérias fixadoras de nitrogênio, mas altas concentrações solúveis (solos ácidos) pode ser tóxicas às leguminosas, principalmente para as bactérias fixadoras de nitrogênio nos nódulos. Boro, zinco, cobre, ferro e manganês ficam em maior disponibilidade em solos ácidos e, se o pH do solo for muito baixo, a disponibilidade de alguns deles, como o boro, ferro e, principalmente, o manganês, pode chegar a níveis prejudiciais ao processo de fixação de nitrogênio pelos nódulos e ao próprio crescimento da planta. Entretanto, calagens elevadas podem diminuir suas disponibilidades a ponto de limitar a fixação de nitrogênio. Doses e épocas de aplicação de micronutriente em pastagens consorciadas: No plantio: Se pH do solo ≥ 6,0 → aplicar, misturado à adubação fosfatada de plantio 200g de molibdato de sódio (ou amônio); 10kg de sulfato de zinco; 6 kg de sulfato de cobre e 5 kg de bórax por hectare. Se o pH do solo