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NUTRIÇÃO MINERAL DO SOLO 
 
 
1– ADUBAÇÃO NITROGENADA: 
 
O nitrogênio é o principal nutriente das gramíneas forrageiras, sendo responsável pela 
manutenção da produtividade e valor protéico. Assim, a aplicação de adubos nitrogenados 
proporciona aumento imediato e visível da produção de forragem. O nitrogênio só perde em 
importância para o fósforo, na época de estabelecimento do pasto. 
O nitrogênio é o principal constituinte das proteínas, as quais participam ativamente na 
síntese dos compostos orgânicos que formam a estrutura do vegetal. É, portanto, responsável 
pelo porte da planta, tal como: tamanho das folhas e do colmo, desenvolvimento dos 
perfilhos, etc. 
A fonte natural de nitrogênio no solo é a matéria orgânica, que não é absorvida 
diretamente pelas plantas. É preciso que ela se decomponha, através da ação lenta e contínua 
dos microrganismos, para liberar nitrogênio prontamente assimilável para as plantas.Como a 
velocidade de crescimento nos períodos da primavera e verão é muito grande em nossas 
condições, mesmo em solos com elevado teor de matéria orgânica, sua decomposição nem 
sempre é suficiente para fornecer nitrogênio, indispensável ao máximo crescimento das 
gramíneas. Por outro lado, quando a velocidade de crescimento das plantas diminui, a redução 
da temperatura a velocidade da decomposição da matéria orgânica também diminui. 
De maneira geral, a resposta dos capins à adubação nitrogenada é crescente até doses 
elevadíssimas (1.600kg de N/ha/ano), entretanto, a eficiência da utilização do nitrogênio 
aplicado cai à medida que se ultrapasse determinado limite (300-400kg de N/ha/ano). 
 
1.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: 
 
Se há deficiência de nitrogênio no solo, o crescimento é lento, as plantas ficam de 
porte pequeno, com poucos perfilhos e o teor de proteína torna-se deficiente para a nutrição 
animal. 
Os sintomas de carência de nitrogênio nas plantas são: coloração verde pálida (quando 
deficiência menos intensa) ou amarelada (quando mais intensa); crescimento lento; plantas 
com colmos curtos e sem elongação, retardando o florescimento; baixo perfilhamento; folhas 
novas com coloração verde pálida, folhas intermediárias amareladas e folhas mais velhas 
secas; as folhas em si apresentam “secamento” das pontas para a base, mais pronunciado na 
nervura central (secamento em V); baixos teores de proteína e sistema radicular pouco 
desenvolvido. 
Plantas com deficiência aguda de nitrogênio apresentam-se com poucas folhas vivas e 
muito secas. No outono, as folhas mais velhas exibem um avermelhamento, precedendo o 
secamento, sendo isto ausente no colonião, suave nos capins napier, gordura, setária, pangola, 
etc. e intenso no Jaraguá. 
Além de ser o nutriente mais importante para a produção, é também o que se esgota 
mais rapidamente dos solos. Por isso, em condições de campo e em pastagens já formadas, 
são os sintomas de deficiência de nitrogênio que primeiro aparecem, mascarando a 
constatação dos sintomas visuais de deficiência dos outros elementos, que serão percebidos 
apenas quando o suprimento de nitrogênio for adequado. 
Nas leguminosas, os principais sintomas de deficiência de nitrogênio são: folhas com 
coloração verde pálida, tornando-se, com o aumento da deficiência, cloróticas e até 
necróticas. A clorose caminha da ponta para a base da folha, sendo mais acentuada na ponta. 
As nervuras ficam com clorose menos acentuada que o limbo foliar. Os sintomas de 
deficiência aparecem primeiro nas folhas inferiores, espalhando-se a seguir, para todas as 
folhas; desenvolvimento lento; folhas pequenas, grande queda de folhas, baixos número e 
eficiência dos nódulos. A coloração rosa intensa indica eficiente fixação de nitrogênio, assim, 
esta ineficiência pode ser devida a nutrição deficiente dos demais nutrientes. 
 
1.2 – TIPOS DE ADUBOS NITROGENADOS: 
a) Sulfato de amônio: 20% de nitrogênio e 23% de enxofre; 
b) Nitrocálcico concentrado: 27% de nitrogênio, 4-5% de óxido de cálcio e 2-3% de 
óxido de magnésio; 
c) Uréia: 45% de nitrogênio; 
d) Fosfato diamônico (DAP): 18% de nitrogênio e 46% de P2O5. 
 
 
1.3 – RECOMENDAÇÕES: 
 
No plantio: 
Como já foi dito, o fósforo é de vital importância no estabelecimento da pastagem, isto 
não quer dizer que o nitrogênio não seja importante na implantação da pastagem, mas, no 
próprio processo de preparo do solo para plantio, ocorre a incorporação de restos vegetais 
(matéria orgânica). 
No processo de preparo do solo, ocorre também a melhoria das condições de 
infiltração de água, aeração, etc., que acarreta melhor decomposição e mineralização da 
matéria orgânica e liberação de nitrogênio prontamente disponível para as plantas. Daí não se 
recomendar à adição de nitrogênio na adubação de plantio, a não ser em solos extremamente 
pobres em matéria orgânica ou com algum problema de sua mineralização. 
 
Na manutenção: 
Cada forrageira tem uma região climática onde se adapta melhor. Desde que estejam 
plantadas em regiões climáticas adequadas, podemos classificar os capins quanto à exigência 
em fertilidade em: 
a) Capins de alta exigência: Napier, Colonião, Guatemala, Pangola, Rhodes, etc; 
b) Capins de média exigência: Jaraguá, gênero Panicum, Estrela africana, etc; 
c) Capins pouco exigentes: Brachiarias, Setarias, Gordura, etc. 
 
Em geral, o valor nutritivo dos capins reflete esta classificação, assim, um capim mais 
exigente apresenta melhor valor nutritivo que outro menos exigente. Porém existem exceções 
como o capim Gordura, que, mesmo em solos pobres em nitrogênio, apresenta baixa produção 
de massa verde, porém com valores nutritivos ainda satisfatórios. Caso seja adubado, o capim 
Gordura apresenta aumentos apenas moderados de produção, porém consideráveis de valor 
nutritivo. 
Assim, o nitrogênio é o principal adubo para obtenção de alta produtividade, 
conjugado a um bom valor nutritivo da gramínea forrageira depois que o pasto está formado. 
Porém, em virtude do seu alto custo, sua aplicação está condicionada a diversos 
fatores, tais como: 
1) Potencial de produtividade e melhoria do valor nutritivo da espécie forrageira; 
2) Pastos bem formados e com boa cobertura vegetal da espécie; 
3) Adequado manejo; 
4) Existência de nível adequado dos outros nutrientes do solo, ou fornecimento dos 
mesmos através de adubação ou calagem; 
5) Aplicação em épocas e doses adequadas; 
6) Nível de intensidade da exploração pecuária. 
 
Dessa maneira, indicam-se 3 tipos de dosagens: 
a) INTENSA: acima de 100 kg de N/ha/ano (500kg de sulfato de amônio ou 
correspondente); 
b) MÉDIA: de 50 a 100kg de N/ha/ano (ou 250-500kg de sulfato de amônio 
ou correspondente); 
c) LEVE: de 20 a 50 kg de N/ha/ano (ou 100-250kg de sulfato de amônio ou 
correspondente). 
 
Considerando o potencial produtivo e valor nutritivo das gramíneas forrageiras, bem 
como a intensidade da exploração agropecuária, recomenda-se: 
i) Dosagem intensa no caso de pastagens formadas por forrageiras altamente 
produtivas e de bom valor nutritivo, quando em exploração intensiva; 
ii) Dosagem média, para todos os capins, quando em exploração menos 
intensiva; 
iii) Dosagem leve, considerada uma adubação de restituição, para todas as 
gramíneas, para evitar a degradação da pastagem. 
 
Nos campos de feno e capineiras: 
Devido à grande remoção de nutrientes através dos materiais cortados e removidos, 
deve-se ter o cuidado de fazer a reposição destes nutrientes, principalmente nitrogênio e 
potássio, a fim de evitar a degradação rápida das áreas de produção. 
Recomenda-se que seja feito uma adubação nitrogenada após cada corte, calculada na 
base da quantidade de material removido, por ex.: nos cortes de feno, considerar a produção 
de feno por área e calcular como sendo 2% de retirada de N, assim, para uma produção de 3t 
de feno/ha/corte, considerar uma retirada de 60 kg de N e aplicar, por ex., 300 kg de sulfato 
de amônio para repô-lo.Para capineiras, calcular a quantidade de nitrogênio retirada como entre 0,3 – 0,4% de 
N/kg de capim cortado. 
 
Métodos e épocas de aplicação: 
A aplicação de adubos nitrogenados nas pastagens deve ser feita em cobertura manual 
ou mecanicamente, após o rebaixamento da forragem, seja por pastejo intenso ou meios 
mecânicos (roçadeira, cegadeira, etc.). 
Recomenda-se aplicar a dose média ou leve de adubo nitrogenado no final do período 
das chuvas, o que proporciona um acentuado aumento de produção para o período seco e uma 
rebrota mais precoce na primavera. Não se deve, entretanto usar a uréia como adubo para esse 
fim, sob pena de perdas por volatilização como amônia, sem as chuvas para incorporá-la. 
Quanto à dosagem intensa, recomenda-se usá-la parcelada, aplicando-se 1/3 no início 
do verão e 2/3 no final, quando o total estiver entre 100 e 250kg de N/ha/ano, ou parcelar em 
100kg de N/ha a cada adubação, quando acima deste limite (> 250 kg de N/ha/ano) 
 
2 – ADUBAÇÃO FOSFATADA: 
 
O fósforo desempenha papel importante na respiração vegetal, tendo influência no 
armazenamento, transporte e utilização de energia no processo fotossintético. Tem também 
ação na síntese das proteínas e no metabolismo de enzimas. 
Para os capins, é o elemento mais importante depois do nitrogênio, principalmente nos 
primeiros períodos de vida da planta, quando esta o absorve em grandes quantidades. O 
fósforo também tem grande influência no crescimento das raízes e no perfilhamento, sendo 
um dos fatores limitantes quando em deficiência. A falta de perfilhamento proporciona, então, 
espaços livres no pasto para o crescimento de invasoras menos exigentes. Para leguminosas, o 
fósforo é o principal nutriente, já que o nitrogênio é fixado pelos Rhizobium. Leguminosas 
forrageiras crescendo em solos pobres em fósforo têm seu crescimento limitado, apresentam 
pouca nodulação e, conseqüentemente, pouca ou nenhuma fixação de nitrogênio. 
 
2.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: 
 
Os principais sintomas de deficiência de fósforo são: coloração verde-escura intensa, 
lento crescimento, pouco ou nenhum perfilhamento, secagem prematura das folhas inferiores, 
pouco desenvolvimento do sistema radicular (logo, mais sensíveis à secas) e, algumas 
espécies apresentam arroxeamento (milho, Napier, Jaraguá, Pangola, Gordura e Setária) ou 
amarelamento (colonião) que precede o secamento das folhas inferiores. 
 Em pastagens já estabelecidas, os principais sintomas de deficiência são: stand ralo, 
forragem de aspecto grosseiro, colmos tortuosos, endurecidos e quebradiços, perfilhamento 
reduzido, perfilhos com poucas folhas, folhas exibem “secamento” que caminha da ponta para 
base, principalmente nas bordas, sementes germinam, mas plântulas não vingam e animais 
que consomem esta apresentam sintomas de deficiência do mineral. 
Nas leguminosas, em solos deficientes, as plantas novas apresentam-se com coloração 
verde intensa, crescimento lento, folhas de pequeno tamanho, caules finos com entrenós 
longos e poucas folhas por planta. Numa deficiência mais aguda, as plantas cessam o 
crescimento, apresentam clorose geral das folhas, com manchas necróticas irregulares e 
intenso secamento e queda das folhas mais velhas. A deficiência de fósforo também interfere 
na nodulação da leguminosa, reduzindo tanto o número quanto a eficiência de fixação de 
nitrogênio pelos nódulos. Por isso, a deficiência não muito acentuada do elemento se traduz 
em deficiência de nitrogênio. Na pastagem consorciada, quando há limitação de fósforo, a 
leguminosa tende a desaparecer por falta de fixação de nitrogênio, que leva à redução do 
crescimento e conseqüente definhamento. 
 
Quadro 1 – Efeito das adubações nitrogenada e fosfatada no estabelecimento do capim 
colonião (vasos) e no colonião já estabelecido (parcelas a campo). 
Tratamentos 
Produção de forragem seca 
g/vaso Kg/ha (parcelas) 
Testemunha 1,3 3.865 
Só N 1,5 8.447 
Só P 6,5 4.658 
N + P 14,2 8.441 
 
2.2 – TIPOS DE ADUBOS FOSFATADOS: 
 Os adubos fosfatados mais comumente encontrados como adubos simples são os 
seguintes: 
a) Superfosfato simples: com 20% de P2O5, 12% de enxofre e 28% de óxido de 
cálcio. 
b) Superfosfato triplo: 46% de P2O5 e 14% de óxido de cálcio; 
c) Superfosfato 30: 30% de P2O5, 8% de enxofre e 28% de óxido de cálcio; 
d) Fosfato diamônico (DAP): 46% de P2O5 e 18% de nitrogênio; 
e) Hiperfosfato (fosfato natural): 32% de P2O5, 42% de óxido de cálcio; 
f) Fosfato de Araxá (fosfato natural): 28% de P2O5 e óxido de cálcio; 
g) Fosfato Alvorada (fosfato natural): 28% de P2O5 e 45% de óxido de cálcio; 
h) Fosfato de Patos de Minas; 
i) Fosfato de Araxá parcialmente acidulado. 
 
2.3 – RECOMENDAÇÕES: 
 
No plantio: 
Deve-se levar em consideração os teores revelados na análise de solo: 
1) Níveis baixos (pastagens formadas em solos com teores originalmente adequados em potássio, há 
uma recirculação do elemento, através da urina e fezes dos animais, que voltam ao pasto. 
Quando, porém, os teores no solo são originalmente baixos, torna-se necessária a devida 
correção que, se não efetivada, vai limitar a produção do pasto e o efeito esperado de outras 
adubações (principalmente a nitrogenada). 
A adubação potássica cresce em importância em capineiras ou áreas reservadas para a 
produção de feno, onde o material cortado remove grandes quantidades de potássio, tornando-
se necessária sua reposição. 
Em pastagens consorciadas, a adubação potássica é de vital importância, mesmo em 
solos com teores considerados médios para pastagens exclusivas e outras culturas. Um dos 
principais efeitos é aumentar a proporção de leguminosa na consorciação. 
 
3.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: 
 
Os capins deficientes em potássio apresentam colmos finos, raquíticos e pouco 
resistentes ao tombamento. As folhas apresentam-se pouco desenvolvidas, com coloração 
normal a ligeiramente cloróticas, quando mais novas, e amarelo-alaranjadas (colonião) ou 
amareladas, quando se tornam intermediárias e começam a mostrar manchas necróticas, que 
aparecem em maior número nas pontas e ao longo das margens, permanecendo as partes 
centrais da folha verdes, por algum tempo. Ao envelhecerem, essas folhas começam a secar 
da ponta para a base, sendo o secamento mais intenso nas margens. Depois de secas, ficam 
com uma coloração parda, conservando as manchas necróticas de tonalidade mais escura, no 
fundo pardo. Pastagens de capins com tais sintomas causam a impressão de terem sido 
sapecadas pelo fogo. 
Para as leguminosas, a deficiência de potássio, além de afetar o crescimento da planta 
em si, diminui a nodulação (número e tamanho dos nódulos), afetando a fixação de 
nitrogênio. Sintomas de deficiência de potássio nas leguminosas são bastante comuns quando 
em consorciação, pois estas apresentam menor capacidade que as gramíneas de retirar o 
potássio do solo, quando este se apresenta em níveis baixos ou médios. Os sintomas visuais 
desta deficiência são a diminuição do tamanho das folhas e clorose internerval, mais 
acentuada no seu ápice e bordos, permanecendo a base com coloração verde normal. A seguir 
começa a aparecer uma necrose nas partes cloróticas, enrolamento dos bordos necrosados, 
completo secamento das folhas e, por fim, queda. 
 
3.2 –RECOMENDAÇÕES: 
 
3.2.a – Pastagens exclusivas de gramíneas: 
 
 Mediante a análise de solo, se os teores forem menores que 0,12 meq/100cm3 de terra, 
recomenda-se aplicar 80 – 100 kg de cloreto de potássio (KCl) por hectare. Se os teores são 
mais elevados que esses índices, não é preciso adubação potássica. 
 
No plantio: 
Na formação da pastagem, aplicar o KCl misturado com o adubo fosfatado na 
adubação de plantio. Caso se misture a semente com o adubo fosfatado, não se deve juntar o 
potássico, neste caso, aplica-se em cobertura, após o primeiro pastejo do pasto recém-
formado. 
 
Na manutenção: 
Nas pastagens já formadas, aplicar a dose recomendada em cobertura, após o 
rebaixamento do pasto, no início, durante ou no final do período das águas (misturado com a 
adubação fosfatada ou com a nitrogenada recomendada para o fim das águas). 
 
3.2.b – Pastagens consorciadas: 
 
No plantio: 
Se os teores de potássio forem menores que 0,12 meq/100 cm3 de terra, aplicar 100 kg 
de KCl/ha misturado com o adubo fosfatado. Caso o adubo fosfatado seja misturado às 
sementes, não misturar o KCl, aplicá-lo em cobertura logo após o início da germinação, 
aumentando a dose para 150 kg de KCl/ha. Quando os teores de potássio no solo estão entre 
0,12 e 0,40 meq/100cm3 de terra, recomendam-se apenas 50 – 60 kg de KCl/ha e, em teores 
acima de 0,40 meq, não é preciso adubação potássica no plantio. 
 
Na manutenção: 
Se os teores de potássio estão abaixo de 0,12 meq/100cm3 de terra, recomendam-se 
150 kg de KCl/ha e, se entre 0,12 e 0,30, 80 – 100 kg de KCl/ha. Acima de 0,30 meq/100cm3 
de terra, não é preciso mais adubação potássica. 
 
3.2.c – Capineiras e pastos de feno: 
 
 Nesses casos a adubação potássica tem sua importância acentuada, devido à remoção 
de material cortado e, com este, grande quantidade de potássio, além do nitrogênio. 
 
No plantio: 
Recomendam-se as mesmas doses indicadas para a formação de pastos exclusivos. 
 
Na manutenção: 
Considera-se, da mesma forma que para o nitrogênio, a quantidade de material retirado 
da seguinte forma: para feno → 2% de K (ou 4% de KCl) da matéria seca de feno, e para 
capineiras → 4 kg de K (ou 8 kg de KCl) pro tonelada de material verde cortado. 
 
 
4 – ENXOFRE: 
O enxofre tem grande importância na síntese das proteínas, desde que todas as 
proteínas vegetais o apresentam em sua composição. Sua principal função é a conversão do 
nitrogênio não-protéico em proteína, quer o absorvido diretamente do solo, quer o fixado da 
atmosfera, via sistema simbiótico, nas leguminosas. 
As leguminosas, como possuidoras de altos teores de proteínas, exigem quantidades 
bastante elevadas de enxofre para o seu perfeito desenvolvimento. Nessas plantas, o enxofre 
tem destacado papel na formação e desenvolvimento dos nódulos, bem como no processo de 
fixação de nitrogênio pelos mesmos. 
 
4.1 – SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA: 
 
Nas gramíneas: 
Amarelecimento das folhas mais novas, o que diferencia da deficiência de nitrogênio é 
que, no caso do nitrogênio, o amarelecimento é mais intenso nas folhas mais velhas, que 
apresentam secamento acelerado e morte prematura, ao passo que na deficiência de enxofre o 
amarelecimento começa pelas folhas mais novas, sendo que as mais velhas tendem a durar 
mais tempo. Cores anormais (roxo, laranja, vermelho) nas folhas e caules. Folhas pequenas e 
com enrolamento nas margens. Morte e desfolhamento, internos curtos e diminuição do 
florescimento. 
 
Nas leguminosas: 
Folhas mais novas com coloração verde pálido-esbranquiçado, inclusive nas nervuras. 
Com o desenvolvimento, estas folhas apresentam-se inteiramente amareladas. Raízes mal 
desenvolvidas e baixa nodulação. Não se deve esquecer que a deficiência de enxofre limita a 
fixação do nitrogênio, assim, os sintomas de deficiência de enxofre se confundem ou são 
mascarados pelos de deficiência de nitrogênio. 
 
4.2 – FORMAS DE FORNECIMENTO: 
A principal fonte de fornecimento de enxofre para as plantas é a matéria orgânica do 
solo. Solos com baixos teores de matéria orgânica, principalmente os arenosos esgotados, tem 
pouco potencial de fornecimento de enxofre às plantas e, se este elemento não for fornecido 
na adubação, haverá limitação de crescimento das gramíneas e de fixação de nitrogênio pelas 
leguminosas nas pastagens consorciadas, podendo levá-las ao desaparecimento do consórcio. 
Uma das maneiras mais práticas de corrigir a deficiência de enxofre nas pastagens é 
fornecê-lo em um adubo nitrogenado e/ou fosfatado que contenha enxofre em sua composição 
(sulfato de amônio/superfosfato simples). No caso de se utilizar adubos que não contém 
enxofre, pode-se utilizar o gesso (sulfato de cálcio) que contém 15% de S e pode ser usado na 
dose de 150 a 300 kg/ha. 
 
5 – MICRONUTRIENTES: 
Pastagens de gramíneas: 
Não se acredita que a adubação com micronutrientes possa ter resultados positivos no 
aumento de produção de forragem em pastagens exclusivas de gramíneas, enquanto estas não 
forem supridas com quantidades adequadas de macronutrientes cuja deficiência é mais aguda, 
de forma a elevar a produtividade das pastagens e que a adubação com micronutrientes possa, 
então ter resultados positivos nas deficiências. Um dos casos em que talvez se deva incluir um 
micronutriente na adubação de pastos exclusivos de capim, é o do zinco, principalmente para 
produção de grãos (milho, sorgo, arroz, etc.) e seus teores na forragem são deficientes para anutrição animal. Nessas condições, recomenda-se 10kg de sulfato de zinco adicionado à 
adubação fosfatada a usar no plantio do pasto. 
Pastagens consorciadas: 
A adubação com micronutrientes cresce em importância, devido ao papel fundamental 
e das funções que cada um deles exerce no processo de fixação de nitrogênio pelas 
leguminosas. 
 
5.1 – Molibdênio: 
É o micronutriente mais importante para o processo de fixação de nitrogênio nos 
nódulos. Faz parte do complexo enzimático que atua na fixação do nitrogênio atmosférico 
pelas bactérias dos nódulos das leguminosas. As quantidades de molibdênio exigidas neste 
processo são bem superiores àquelas exigidas para o crescimento da própria planta 
hospedeira. 
A disponibilidade desse elemento para as plantas aumenta com a elevação do pH do 
solo. Em solos ácidos, mesmo que ele esteja presente, sua disponibilidade para o processo de 
fixação de nitrogênio nas leguminosas é baixa ou nula, aumentando com a elevação do pH 
pela calagem. 
 
5.2 – Boro: 
Depois do molibdênio, talvez seja o mais importante micronutriente para a nutrição 
das leguminosas. É essencial para o desenvolvimento das raízes e pontos de crescimento das 
plantas (no processo de multiplicação celular). Também influi no tamanho e número de 
nódulos nas leguminosas. Quando em quantidades disponíveis elevadas no solo, pode, 
entretanto, ser tóxico às plantas. 
 
5.3 – Zinco: 
É essencial na formação dos compostos promotores e reguladores do crescimento das 
plantas. Por isso, tem influência marcante no crescimento dos nódulos das leguminosas. 
 
5.4 – Cobre: 
Tem função de catalizador no processo de síntese de hemoblobina dos nódulos (leg-
hemoglobina), a qual é essencial para a fixação de nitrogênio. Tem também influência no 
crescimento das raízes das plantas. 
 
5.5 – Ferro: 
É um componente da leg-hemoglobina dos nódulos (que lhes dá a coloração rosada, 
tão mais intensa quanto maior a atividade). Se há deficiência de ferro, não há formação de 
leg-hemoglobina nos nódulos e a fixação de nitrogênio não ocorre, apesar de haver nodulação. 
Em quantidades elevadas na forma disponível, entretanto, pode prejudicar a nodulação e a 
fixação de nitrogênio. 
 
5.6 – Manganês: 
Tem função catalizadora na formação da clorofila, que é responsável síntese de 
carboidratos no processo fotossintético. Esses carboidratos são a fonte energética para a 
formação dos nódulos, manutenção dos rizóbios e fixação de nitrogênio. Da mesma forma que 
o boro e o ferro, o manganês é essencial às plantas e às bactérias fixadoras de nitrogênio, mas 
altas concentrações solúveis (solos ácidos) pode ser tóxicas às leguminosas, principalmente 
para as bactérias fixadoras de nitrogênio nos nódulos. 
 
Boro, zinco, cobre, ferro e manganês ficam em maior disponibilidade em solos ácidos 
e, se o pH do solo for muito baixo, a disponibilidade de alguns deles, como o boro, ferro e, 
principalmente, o manganês, pode chegar a níveis prejudiciais ao processo de fixação de 
nitrogênio pelos nódulos e ao próprio crescimento da planta. Entretanto, calagens elevadas 
podem diminuir suas disponibilidades a ponto de limitar a fixação de nitrogênio. 
 
 
Doses e épocas de aplicação de micronutriente em pastagens consorciadas: 
 
No plantio: 
 Se pH do solo ≥ 6,0 → aplicar, misturado à adubação fosfatada de plantio 200g de 
molibdato de sódio (ou amônio); 10kg de sulfato de zinco; 6 kg de sulfato de cobre 
e 5 kg de bórax por hectare. 
 Se o pH do solo

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