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Avaliação da aprendizagem Prof.ª Marina Santos Nunes de Campos, Prof.ª Joselia Castro Silva Prof. Rodrigo dos Santos Rainha, Prof. Luís Claudio Dallier, Prof.ª Marina Caprio Descrição Conceito, tipos, funções e instrumentos da avaliação da aprendizagem na prática docente, demarcando seus desafios e processos. Propósito Compreender, de maneira crítica, os diferentes tipos de avaliação da aprendizagem, suas funções, relacionando-os com sua dimensão ética e política comprometida com a qualidade do ensino. Objetivos Módulo 1 Definição de avaliação da aprendizagem Definir o conceito de avaliação da aprendizagem. Módulo 2 Usos e tipos de avaliações Identificar as funções e modalidades de avaliações da aprendizagem. Módulo 3 Os instrumentos da avaliação Reconhecer os instrumentos da avaliação da aprendizagem. Módulo 4 Avaliação da aprendizagem na pandemia e pós-pandemia Relacionar o impacto do cotidiano nas adaptações da avaliação da aprendizagem. Introdução A avaliação da aprendizagem é um assunto muito importante na educação, pois é essencial para a construção do conhecimento e para ajudar a criar políticas educacionais. As escolas devem sempre usar métodos de avaliação da aprendizagem. Além disso, o governo organiza avaliações para acompanhar o desempenho dos estudantes. Na escola, há diferentes formas de pensar e fazer a avaliação. A avaliação da aprendizagem serve para verificar, conhecer e analisar o processo de aprendizagem e de ensino, trazendo visibilidade do resultado da relação entre eles. Também existe a avaliação institucional, realizada por professores, estudantes e toda a comunidade escolar, refletindo sobre a qualidade da escola (quem nunca ouviu a expressão “aquela escola é boa/ ótima/ruim?”). Por fim, há a avaliação externa, feita por órgãos oficiais para saber como estão as escolas e informar à população. Agora, você vai refletir sobre a avaliação da aprendizagem para entender sua importância como futuro professor. Vamos falar sobre como a avaliação é fundamental na estratégia e no planejamento escolar, especialmente após a pandemia da covid- 19. Material para download Clique no botão abaixo para fazer o download do conteúdo completo em formato PDF. Download material 1 - Definição de avaliação da aprendizagem Ao final deste módulo, você será capaz de definir o conceito de avaliação da aprendizagem. Ligando os pontos Avaliar é importante. Para que seja válida, a avaliação deve ser sempre padronizada, com métricas preestabelecidas, certo? Essa é a visão tradicional que temos da avaliação, algo que é assustador para pais e alunos. Os alunos que “tiram nota baixa" são estigmatizados e, muitas vezes, excluídos. Os pais ficam desapontados e estabelecem castigos. Mas o propósito da avaliação não é punir aquele que, por alguma razão, não chegou ao mesmo resultado dos demais. Se bem conduzida, mesmo uma brincadeira pode ser uma forma importante de avaliar. Existem diversos tipos de brincadeira. Seu uso como instrumento avaliativo depende de uma série de fatores, tais como: o que se deseja medir, que tipo de aluno a escola busca formar, qual o projeto pedagógico escolar. Tomemos como exemplo uma brincadeira livre. A criança tem à sua disposição uma série de brinquedos e, a partir de suas escolhas, e possível inferir interesses e graus de socialização por exemplo. Mas se o objetivo é avaliar um aspecto do aprendizado, o conhecimento de formas, por exemplo, é preciso criar uma brincadeira dirigida. A sala javascript:CriaPDF() deve estar preparada e os brinquedos que trabalham com formas devem estar à mão das crianças. A partir do objeto, os alunos brincam junto ao educador, trabalhando com a ideia de que todo triângulo tem três lados, por exemplo. Não podemos esquecer que, para qualquer avaliação ser bem-sucedida, ela requer planejamento, seja essa atividade lúdica seja formal. Questão 1 (Prefeitura de Potim – SP - 2022 - Adaptada) É notório que as pesquisas no setor educacional apontam que a utilização de jogos e brincadeiras na educação infantil é referida como uma metodologia contínua de reconhecimento, inserção, interatividade e ação da criança no mundo por meio do ato de brincar. Diante desse cenário, o lúdico é referido como um recurso que possui a capacidade de conquistar as crianças e ser um excelente mediador do processo de aprendizagem. Para você, qual alternativa justificaria a escolha da brincadeira como recurso didático? A Em diversos espaços, os jogos e brincadeiras auxiliam as crianças no momento de construção do conhecimento, pois ofertam a possibilidade de vivenciar situações problemas. B Os jogos utilizados no âmbito escolar devem propiciar o estudo do pensamento da criança, abordando de modo exclusivo suas características afetivas. C O jogo educativo utilizado no âmbito da sala se abaliza nas brincadeiras, se tornando uma excelente ferramenta de aprendizado. D O docente necessita respeitar o processo de cada jogo educativo para que se torne um momento obrigatório, rotineiro, prazeroso e com significado para o aluno. E O uso das brincadeiras possui limitações e não é um instrumento que possa, por exemplo, estimular sociabilidades. Parabéns! A alternativa A está correta. Se entendermos a avaliação como um instrumento que, em última instância, propõe a resolução dos problemas, é nos jogos, nas brincadeiras e na ludicidade que as habilidades e competências para esse fim podem ser adquiridas. Assim, é importante pensarmos em outras formas de avaliar. Questão 2 (Prefeitura de Arapiraca - AL - 2018 - Adaptada) Para as crianças, a brincadeira é uma forma privilegiada de interação com outros sujeitos, adultos e crianças, e com os objetos e a natureza à sua volta. Brincando, elas se apropriam criativamente de formas de ação social, tipicamente humanas, e de práticas sociais específicas dos grupos aos quais pertencem, aprendendo sobre si mesmas e sobre o mundo em que vivem. Se entendermos que a infância é um período em que o ser humano está se constituindo culturalmente, a brincadeira assume importância fundamental como forma de participação social e como atividade que possibilita a apropriação, a ressignificação e a reelaboração da cultura. Considerando as informações do texto, analise as afirmativas sobre o papel do(a) professor(a) em relação a brincadeira é: I. Reconhecer a importância do seu papel, mas, igualmente, a importância do papel das demais crianças e dos outros elementos que compõem a situação, como os objetos e adereços. II. Conhecer os jogos e as brincadeiras infantis (seus temas, materiais, personagens), para, assim, direcionar os pensamentos e as ações das crianças no desenvolvimento dessas atividades, de modo a evitar conflitos e a recriação de sentidos para os jogos e brincadeiras. III. Ter em mente que, para a criança envolver-se em brincadeiras, ela necessita sentir-se emocionalmente bem em relação aos adultos e às outras crianças presentes e precisa querer brincar. IV. Organizar oportunidades para a realização de brincadeiras, deixando que as crianças circulem pelos ambientes e se envolvam em diferentes tipos de jogos. Nessa situação, a atitude do(a) professor(a) que atua na educação infantil é a de ser um(a) observador(a) atento(a), voltado(a) para acompanhar a riqueza das interações infantis que aí ocorrem. Depois de analisar as afirmativas, indique a seguir aquelas que configuram o papel do professor frente à brincadeira. Parabéns! A alternativa C está correta. A atividade, ainda que avaliativa, não pode ter como objetivo direcionar pensamentos. Ao contrário, atividades lúdicas devem fazer com o que o aluno expresse sua criatividade. Questão 3 Elabore uma atividade avaliativa a partir de uma brincadeira. Exponha de maneira clara como essa atividade deverá ser realizada, seus objetivos e quais aspectos se pretendem avaliar. Digite sua resposta aqui Chave de resposta A I, II e III somente. B II,que nas instruções seja elucidado como deverá ser realizada a combinação (ligar, enumerar, colocar a letra correspondente) e que indique se os itens selecionados podem ser atribuídos uma única vez ou mais. Questão de múltipla escolha Certamente, das questões objetivas, essa é a mais usual, pois se adapta a diferentes objetivos e conteúdos e é fácil de corrigir. Consiste numa parte introdutória (suporte) contendo o problema – que pode aparecer sob a forma de afirmação incompleta ou uma pergunta direta. (HAYDT, 2004, p. 108) Após a introdução, são apresentadas as possibilidades de resposta dentre as quais o estudante deve escolher apenas uma. As questões de múltipla escolha podem ser de vários tipos, de acordo com seus objetivos e do que se exige como reposta: Questão do tipo única: há uma interrogativa direta, e são apresentadas as alternativas de resposta. Questão de afirmação incompleta: há lacunas no enunciado que devem ser completadas por uma das alternativas. Questão de resposta múltipla: uma situação é apresentada e são elencadas afirmativas com relação a ela (nessa Tipos de questões de múltipla escolha modalidade, podem ser avaliados vários tópicos de conteúdos). Questão de foco negativo: são apresentadas várias repostas corretas e apenas uma incorreta. Questão do tipo lacuna: é apresentada uma sentença com partes suprimidas que devem ser completadas com palavras constantes nas alternativas. Questão de interpretação: consiste em uma questão que apresenta determinado material (texto, gráfico, fotografia etc.) para ser interpretado pelo estudante. Questão de associação: são apresentados elementos com alguma relação entre si e, portanto, podem ser relacionados. Questão de ordenação ou seriação: o estudante deve ordenar ou classificar de acordo com algum critério e dentre as alternativas assinalar a ordenação correta. Questão de alternativas constantes: são apresentadas sentenças e nas alternativas o estudante deve assinalar a que corresponde à ordem correta do julgamento da sentença, como verdadeiro/falso/verdadeiro. Veja um exemplo a seguir: Exemplo (Questão de prova Professor - 1º ao 5º Ano/ Pref. São João da Barra/RJ/ 2015/ BIORIO: A construção do Projeto Político Pedagógico implica nas seguintes etapas, exceto: (A) Análise da situação geral. (B) Definição dos objetivos e escolha das estratégias. (C) Formação das turmas e definição do número de alunos. (D) Coordenação entre os diferentes profissionais e setores envolvidos. (E) Acompanhamento e avaliação. Na elaboração de questões de múltipla escolha de qualidade, é preciso garantir, dentre outras coisas, que diversas alternativas pareçam plausíveis à primeira vista, a fim de evitar que uma alternativa seja muito parecida com a outra, com exceção de um detalhe (“pegadinha”), e evitar alternativas como “todas/nenhuma das alternativas acima”. Em busca de novas competências avaliativas Neste vídeo, você vai aprender como os estudantes podem realizar avaliações por competências, focando em habilidades práticas e desenvolvimento contínuo. Avaliação discursiva A prova discursiva (ou questões discursivas) é a mais adequada para avaliar resultados mais complexos do processo de ensino- aprendizagem, como a capacidade de argumentar, sintetizar, analisar, narrar, aplicar um conteúdo em novas situações, comparar, relacionar etc. Em questões discursivas, possibilitamos que o estudante se expresse, com descrições mais livres, suas ideias, por meio de sua própria linguagem. Embora mais livre, não se deve perder de vista a objetividade, ou seja, o objeto da aprendizagem que se deseja avaliar. Exemplo A profissão de mergulhador é fantástica e perigosa ao mesmo tempo. Descer dezenas de metros abaixo do nível do mar para executar algum reparo no casco no navio, pescar frutos do mar ou observar a vida submarina aparenta ser algo fascinante, mas que pode gerar grandes riscos à saúde de quem exerce essa atividade, pois as diferenças abruptas de pressão durante uma subida ou descida rápida podem causar danos permanentes e até mesmo a morte. Explique qualitativa e quantitativamente como a pressão varia com a profundidade da água no mar e, ainda, por que se deve evitar que o mergulhador volte rapidamente à superfície após mergulhar em uma grande profundidade. Resposta: A diferença de pressão entre dois pontos de um líquido é diretamente proporcional à diferença de profundidade (altura) entre esses pontos. Desse modo, a pressão aumenta linearmente cerca de 1 atm (105 Pa) para cada 10 metros de profundidade. Quando um mergulhador está muito abaixo no nível do mar, o seu corpo está submetido a uma pressão relativamente alta (maior que a da superfície) e, por isso, as moléculas de gás contidas em seu corpo estão comprimidas (algumas até liquefeitas e dissolvidas em seu organismo). Ao retornar de forma abrupta para a superfície, esses gases irão se expandir rapidamente devido a uma diminuição drástica e rápida da pressão, o que poderá causar severos danos aos tecidos do corpo do mergulhador ou até mesmo a morte. Para garantir a qualidade de uma prova/questão discursiva, é preciso termos atenção nos seguintes pontos de sua elaboração: Quanto à correção de provas/questões discursivas, não é porque são mais livres que não exigem critérios de correção e valores para cada questão. Sendo assim, é aconselhável que se tenha uma resposta modelo, que se elenque elementos essenciais que devem ser contemplados. Os resultados não devem atribuir apenas valor para cada resposta (nota ou certo/errado), mas também ser acompanhados de comentários que elucidem ao aluno o que se esperava que fosse contemplado na sua resposta. Verner Sims (apud HAYDT, 2004, p. 115) classificou os itens de resposta livre, obtidas em questões discursivas em três categorias: Categoria 1 Exige respostas mais simples que pedem apenas a recordação de acontecimentos, nomes, datas e locais; advém de perguntas Evitar questões que possibilitem respostas rasas (como um mero “sim” ou “não”). Ter clareza do que se pretende com cada questão, o que facilita tanto sua preparação quanto correção. Evitar comandos como “dê sua opinião”, “o que você acha”, “comente sobre” ou “diga tudo que aprendeu”. Expressões genéricas abrem espaço para repostas que costumam “viralizar” na internet. curtas. Contempla as questões que usam expressões como: o que, quem, quando, qual, onde. Categoria 2 Exige respostas mais elaboradas, mas não tão extensas, de uma ou mais frases. Contempla as perguntas que usam expressões como: relacione, enumere, defina. Categoria 3 Exige respostas complexas, dissertativas propriamente ditas e podem ter extensão variável. Contempla as preguntas que usam expressões como: descreva, explique, resuma, compare, analise, interprete, compare. A questão dissertativa permite a avaliação de diversos processos mentais superiores. A probabilidade de o estudante acertar “chutando”, o acerto casual, é muito pequena. Além disso, exige do estudante a capacidade de expressar seus conhecimentos, habilidades e opiniões por meio da escrita. Por outro lado, caso não haja uma preocupação na elaboração de uma resposta modelo, a margem para discrepâncias na correção pode ser grande, fazendo com que a subjetividade do docente interfira nos resultados. Objetivos e avaliação Neste vídeo, vamos esclarecer como definir objetivos e avaliações com exemplos matemáticos simples, abordando como elaborar questões para ensinar proporção e representação de maneira eficaz. Fazendo escolhas Crianças realizando uma avaliação em sala de aula. Ao avaliar o professor precisa ter em mente que ele faz escolhas. Essas escolhas devem estar pensadas, vinculadas a seus objetivos e o que os aluno necessitam desenvolver em termos de habilidades e competências. Destacamos que diversos comportamentos e habilidades necessitam de questões discursivas para serem avaliados, muitos dos quais foram elencadose definidos por Vianna (apud HAYDT, 2004, p. 112) e podem ser conferidos abaixo, organizados de modo crescente, do mais simples para o mais complexo: Relacionar ou enumerar: recordação. Organizar: recordação de fatos de acordo com um determinado. Selecionar: avaliação de acordo com um critério preestabelecido. Descrever: exposição de características de algo*. Discutir: apreciação por meio da exposição de ideias, questionamentos e argumentos. Definir: enunciação de atributos essenciais e específicos de algo*. Exemplificar: confirmação de uma regra ou demonstração de uma verdade, exigindo a aplicação de um conhecimento aprendido. Explicar: elucidação de fatos ou ideias. Tipo de questão e habilidade exigida Comparar: análise simultânea de algo*, determinando semelhanças, diferenças, relações e/ou definição de vantagens e desvantagens. Sintetizar: Exposição de forma abreviada de um assunto ou ideia que contemple seus aspectos essenciais (resumo). Esquematizar: organização da síntese de um assunto ou ideia por meio de tópicos e subtópicos, enfatizando a relação entre suas funções e elementos. Interpretar: análise do significado de palavras, textos, ideias ou compreensão das ideias de um autor, por meio da capacidade de compreensão e de realizar inferências. Criticar: análise crítica, julgamento, avaliação de textos ou ideias, em que o aluno deve “ser capaz de demonstrar a correção ou adequação de uma ideia e apresentar sugestões para seu aprimoramento ou abandono” (p. 116). * Objeto, fato, processo ou fenômeno. Veja o que Okuda tem a dizer sobre a escolha do tipo de prova: O professor deve se pautar em alguns aspectos como referência para a escolha do tipo de prova. São eles: o instrumento, o aluno, elaboração, aplicação e correção. (OKUDA, 2001, apud RAMPAZZO, 2011, p. 10). Comparando objetivos Veja estes aspectos sistematizados: Instrumento Prova objetiva Adequada para avaliar comportamentos mais simples, sua qualidade depende de quem elabora os itens. Prova discursiva Adequada para avaliar comportamentos mais complexos, sua qualidade depende de quem a corrige. Aluno Prova objetiva O aluno reconhece e assinala a resposta por meio da interpretação das ideias do outro (professor). É possível que acerte a resposta mesmo sem sabê-la, o que chamamos coloquialmente de “chute”. Prova discursiva É o aluno que elabora as respostas, expressando por meio da escrita suas ideias e singularidades. Demanda mais tempo de realização. É possível que ele não seja claro em suas respostas e/ou desvie do foco da pergunta. A habilidade de leitura e escrita influencia na qualidade da resposta. Elaboração Prova objetiva Sua elaboração costuma ser mais “difícil”, visto que contempla um maior número de questões, que precisam ser mais específicas e breves. Prova discursiva Sua elaboração costuma ser mais “fácil”, visto que contempla menos questões, as quais são mais gerais e admitem respostas amplas. Aplicação Prova objetiva Exige a distribuição de uma cópia para cada aluno. A possibilidade de comunicação entre os alunos se torna mais fácil, facilita a possibilidade de “cola”. Prova discursiva Possibilita que as questões sejam passadas no quadro negro, dificulta a comunicação entre os alunos e apresenta menor possibilidade de “cola”. Correção Prova objetiva Sua correção é mais fácil e demanda menos tempo, possibilitando o retorno dos resultados mais rapidamente. A atribuição de notas advém da própria prova (gabarito). Prova discursiva Sua correção é mais difícil e demanda mais tempo, retardando a possibilidade de um retorno de resultados rápido. A atribuição de notas é controlada pelo professor. É interessante sugerir que os próprios estudantes elaborem questões. É essencial que o assunto já tenha sido amplamente abordado em sala e que, após a elaboração, o professor aprecie as questões criadas junto à turma. Mas e o que eu faço com isso? Ao explorarmos as diferentes facetas da observação como instrumento de avaliação, abrimos novas portas para compreender o verdadeiro progresso dos nossos alunos. De fichas de observação a portfólios e autoavaliações, cada ferramenta oferece uma janela única para o mundo dos estudantes, o que nos permite moldar nossa prática pedagógica de acordo com suas necessidades individuais. Lembre-se, a avaliação vai muito além das notas e números. É sobre entendermos o aluno como um ser completo, com suas habilidades, desafios e potenciais únicos. Ao adotarmos uma abordagem mais holística e inclusiva, capacitamos nossos alunos a se tornarem protagonistas de seu próprio aprendizado, promovendo uma cultura de responsabilidade e autorreflexão. Professor avaliando seus alunos durante uma atividade. Portanto, vamos continuar a explorar e aprimorar nossas práticas avaliativas, sempre mantendo em mente o objetivo final: proporcionar uma educação de qualidade que capacite nossos alunos a alcançarem seu pleno potencial. Juntos, podemos transformar a sala de aula em um ambiente de aprendizado dinâmico e inclusivo, em que cada aluno é valorizado e apoiado em sua jornada educacional. Fique agora com algumas dicas! 1. Pluralidade de métodos: Utilize uma variedade de métodos de avaliação para capturar diferentes aspectos do aprendizado dos alunos. 2. Inclusão: Garanta que suas práticas avaliativas sejam inclusivas e considerem as necessidades individuais de todos os alunos. 3. Feedback construtivo: Ofereça feedback claro e construtivo, destacando pontos fortes e áreas para melhoria. 4. Autoavaliação: Promova a autoavaliação dos alunos, incentivando- os a refletir sobre seu próprio progresso e identificar áreas de crescimento. 5. Avaliação formativa: Integre a avaliação formativa em sua prática, utilizando-a para orientar o ensino e fornecer suporte personalizado aos alunos. 6. Contextualização: Contextualize as atividades avaliativas para torná-las relevantes e significativas para os alunos. 7. Transparência: Mantenha transparência em relação aos critérios de avaliação e expectativas de desempenho. 8. Flexibilidade: Esteja aberto a ajustar suas práticas avaliativas com base no feedback dos alunos e em mudanças nas necessidades da turma. 9. Equilíbrio: Encontre um equilíbrio entre avaliações formais e informais para obter uma visão abrangente do progresso dos alunos. 10. Reflexão contínua: Reflita regularmente sobre suas práticas avaliativas e busque constantemente maneiras de melhorar. Agora, vamos conferir algumas alternativas de atividade e ações avaliativas diversas: 1. Portfólio: Os alunos compilam uma coleção de seus trabalhos ao longo do tempo, demonstrando seu progresso e desenvolvimento. 2. Debate guiado: Os alunos participam de debates estruturados sobre um tópico específico, demonstrando sua capacidade de argumentação e seu pensamento crítico. 3. Projeto de pesquisa: Os alunos realizam pesquisas independentes sobre um tópico de interesse, apresentando suas descobertas de maneira criativa. 4. Role playing: Os alunos assumem papéis específicos em uma situação simulada, demonstrando sua compreensão do conteúdo e as habilidades interpessoais. 5. Avaliação por pares: Os alunos fornecem feedback uns aos outros sobre seus trabalhos, promovendo a colaboração e a autoavaliação. 6. Testes on-line interativos: Os alunos participam de testes on-line com perguntas variadas e formatos interativos para avaliar seu conhecimento de forma dinâmica. 7. Jogos educacionais: Os alunos participam de jogos educacionais que desafiam seu conhecimento e suas habilidades de resolução de problemas. 8. Estudo de caso: Os alunos analisam casos do mundo real e apresentam soluções baseadas em seu conhecimento e sua compreensão. 9. Apresentação oral: Os alunos preparam e apresentam discursos ou apresentações sobre um tópico específico, demonstrando habilidades de comunicação e pesquisa. 10. Avaliação diagnóstica: Os alunos completam uma avaliação no início de um novotópico para identificar lacunas de conhecimento e orientar o ensino futuro. Avaliação por competências Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha reflete sobre a importância da avaliação na educação e como ela impacta diferentes grupos e pessoas. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Sobre os instrumentos de avaliação, marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A questão dissertativa é a mais adequada para avaliar processos mentais superiores. ( ) A observação não estruturada é um importante instrumento de avaliação formativa. ( ) Na autoavaliação, é importante que o docente interfira o mínimo possível para ter acesso à autoimagem que o estudante constrói de si. ( ) Os conselhos de classe devem se ater aos aspectos comportamentais dos estudantes. Assinale a opção que contém a ordem correta de preenchimento: Parabéns! A alternativa C está correta. A primeira afirmação é verdadeira, pois, por meio de questões dissertativas, podemos avaliar certos tipos de objetivos que se relacionam com processos mentais superiores, como dissertar, sintetizar, explicar etc. A segunda afirmação é falsa, pois, para ser considerado um instrumento de avaliação, a observação precisa ser estruturada e originar um registro. A terceira afirmação é falsa, pois o professor precisa mediar o processo de autoavaliação, oferecendo parâmetros e discutindo as valorações atribuídas. A terceira afirmativa é falsa, pois os conselhos de classe devem ter como foco o processo de aprendizagem. Questão 2 A qual instrumento de avaliação as características da tabela abaixo se referem? A V - V - F - F B V - F - V - F C V - F - F - F D F - V - V - F E F - F - F - V Parabéns! A alternativa D está correta. A alternativa D é a correta. O conselho de classe é o instrumento de avaliação que consiste em uma reunião onde professores e demais membros da equipe pedagógica se reúnem para discutir, avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que busquem garantir a efetivação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. 4 - Avaliação da aprendizagem na pandemia e pós-pandemia A Planejamento da equipe pedagógica. B Avaliação formativa. C Conselho de pais e mestres. D Conselho de classe. E Avaliação somativa. Ao final deste módulo, você será capaz de relacionar o impacto do cotidiano nas adaptações da avaliação da aprendizagem. Ligando os pontos Antes da pandemia, a educação brasileira já apresentava problemas. Se tomarmos como exemplo os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que avalia competências em matemática, leitura e ciências, vemos que o Brasil não ocupa posições de destaque. A necessidade de recorrer ao ensino remoto evidenciou outros problemas, tais como: plataformas deficientes, alunos sem acesso à internet, locais onde não há rede, falta de investimento em estrutura física, capacitação docente, pouco apoio do estado e inexistência de políticas públicas efetivas para a pandemia. Dentro de um quadro caótico, como medir o que foi apreendido durante o período de pandemia? É importante que seja aplicada a avaliação diagnóstica, para que possamos avaliar o que foi apreendido e o que precisa ser reforçado. O PISA é um exemplo de avaliação diagnóstica realizado mundialmente. Entendendo essa avaliação para o universo escolar, é possível criar modelos avaliativos que identifiquem em que ponto do aprendizado a criança deveria estar e em que ponto ela de fato está. A avaliação não pode ser punitiva, sob nenhuma circunstância, mas deve apontar que estratégias devem ser mobilizadas para sanar a não aprendizagem. Então, o período da pandemia foi um tempo perdido para o processo de aprendizado? De forma alguma! Há muitos outros aspectos do aprendizado que podemos medir. O próprio processo de repensar a escola como um todo é importante para entendermos qual escola queremos e que indivíduo formamos. Quanto à avaliação diagnóstica, nos focamos na leitura e na matemática porque são habilidades e competências fundamentais. Mas é possível aproveitar as ferramentas usadas na pandemia para, em conjunto com a comunidade escolar que retorna ao “mundo presencial”, recuperar o que não foi apreendido. Questão 1 Fernanda tem sete anos. Passou o ano anterior em estudo remoto por conta da pandemia de covid-19. O afastamento da sala de aula a privou do contato com os demais alunos e prejudicou sua socialização. Fernanda tornou-se mais introspectiva e demonstrou problemas de escrita, trocando as letras das palavras. Considerando esse caso, analise as afirmativas: Fernanda deve ser alfabetizada novamente porque a troca de letras evidencia que ela não foi alfabetizada corretamente antes. A falta de socialização jamais poderá ser recuperada, mesmo retornando às aulas presenciais. É necessário pensar estratégias que reforcem a formação das palavras para sanar a troca de letras. É importante avaliar se Fernanda troca as letras apenas escrevendo ou se isso ocorre também na fala para que seja possível avaliar o quadro corretamente. Estão corretas apenas as afirmativas: Parabéns! A alternativa C está correta. Recomeçar todo o processo de alfabetização seria punir a criança pelo que ela não conseguiu aprender. É importante, nesse caso, focar no que de fato não foi aprendido, entendendo o quadro como um todo. A socialização assume outras formas nas aulas remotas, mas os eventuais prejuízos podem ser recuperados desde que a escola invista nessa socialização com atividades em grupo que envolvam toda a comunidade escolar, por exemplo. Questão 2 A I e II somente. B II e III somente. C III e IV somente. D I e III somente. E II e IV somente. (Prefeitura de Crato - CE - 2021) A necessidade de distanciamento social na pandemia mostrou a importância do acesso à internet e a computadores para escolas, professores e estudantes. Nesse contexto, as ferramentas e plataformas mais utilizadas foram as seguintes: WhatsApp: para conversas individuais, em grupos ou através de listas de transmissão. Google Hangout Meets: plataforma de webconferência para até 100 pessoas ao mesmo tempo. Skype: plataforma de comunicação para uma quantidade reduzida de pessoas. Google Forms: permite a criação de avaliação, simulados e provas para resolução no formato digital. Microsoft Teams: permite o trabalho em equipe usando chat, compartilhando arquivos e fazendo chamadas com vídeo. Em um contexto de excepcionalidade, o isolamento social mudou a dinâmica dos espaços de aprendizagem, e alternativas passaram a ser adotadas com o objetivo de reduzir o prejuízo educacional e de garantir a preservação do direito à educação. Nesse sentido, duas questões ganharam destaques no debate nacional: garantir que os estudantes não sejam prejudicados em seu processo de escolarização e evitar o acirramento das desigualdades de acesso e de oportunidades. (Fonte: Fundação Carlos Chagas) Realizadas no contexto do coronavírus, as atividades de ensino mediadas pela tecnologia, mas que se orientam pelos princípios da educação presencial, e que oferecem a continuidade da escolarização por meio de recursos tecnológicos de forma síncrona e assíncrona são as: A Aulas presenciais. B Aulas internacionais. C Aulas remotas. D Aulas bimestrais. E Aulas convencionais. Parabéns! A alternativa C está correta. As aulas remotas, que representaram uma solução no período pandêmico, vieram para ficar. É importante que elas sejam avaliadas e entendidas como ferramentas importantes de aprendizado, inclusive para aulas de reforço e avaliações diagnósticas. Questão 3 O uso de aplicativos foi fundamental para que os processos de aprendizagem ocorressem mesmo em isolamento social. Você conhece esses aplicativos? Com base nos seus conhecimentos, proponha uma avaliação diagnósticainspirada nessas ferramentas. Pesquise na internet e tente vivenciar a experiência do aluno. Digite sua resposta aqui Chave de resposta O uso de ferramentas digitais para a avaliação funciona com a personalização daquela ferramenta de apresentações ou quiz em uma atividade avaliativa interativa. É importante planejar uma atividade avaliativa com objetivos claros para todos, assim como a interação. A atividade precisa ser acessível para todos os envolvidos. Planejamento feito e objetivos definidos, você pode criar atividades diversas nos aplicativos, por exemplo, quiz, jogos de trilha, cartas etc. Todas essas atividades são divertidas e interessantes e fogem da lógica de uma avaliação formal. De repente, a pandemia Neste vídeo, uma análise sobre a avaliação da aprendizagem no período da pandemia de Covid-19. O ensino remoto No final de 2019, observávamos, com certa distância, o surgimento de um vírus desconhecido, na China. O vírus altamente transmissível e ainda desconhecido causava insegurança e aos poucos foi se espalhando. Em 11 março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara pandemia devido à disseminação geográfica rápida do vírus, SARS-CoV-2, causador da covid-19. Aqui no Brasil, também em março de 2020, começamos a observar os primeiros cidadãos se contaminando e o início das medidas de distanciamento social e isolamento, fechando escolas, comércio e até mesmo proibindo a circulação de pessoas em espaços públicos. Nos meses seguintes, a situação era de crianças, adolescentes, jovens e adultos em casa! Famílias inteiras trabalhando de casa, filhos e filhas sem ter como ir à escola ou às faculdades. A Portaria MEC Nº 343, de 17 de março de 2020, autoriza a “substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação” (BRASIL, 2020a). Ao longo de março e início de abril, o MEC e outras instâncias do Poder Público tornam conhecidas algumas orientações sobre as atividades educacionais e escolares durante a pandemia. Fachada do Ministério da Educação (MEC), Brasília. No final de abril, foi publicado o Parecer CNE/CP nº 5/2020, aprovado em 28 de abril de 2020, que trata da “Reorganização do Calendário Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da Pandemia da COVID-19” (BRASIL, 2020b). Foram apresentadas orientações aos sistemas educacionais e autorização para que todas as escolas, níveis e modalidades educacionais adaptassem o processo de ensino e aprendizagem para os meios digitais e, ainda, flexibilizassem o calendário e a carga horária do período letivo. Comentário A resposta dos sistemas e redes de ensino foi bastante variada, com algumas redes demorando um pouco mais a substituir as atividades pedagógicas presenciais por atividades não presenciais. Também os recursos e tecnologias utilizados variaram, indo do uso de plataformas de videoconferência, passando pelo uso de televisão e rádio até chegar ao envio de material impresso. A mídia e muitos educadores denominaram essa nova configuração educacional de ensino remoto. Nos documentos oficiais, as expressões utilizadas ao longo de 2020 foram “aulas em meios digitais”, destacando o aspecto da mediação tecnológica, e a abrangente expressão “atividades não presenciais”, destacando o processo ensino- aprendizagem no contexto do distanciamento físico. Professora e estudantes durante uma videoaula. O ensino remoto se estendeu praticamente ao longo de 2020 e 2021, sendo que no segundo ano da pandemia, em momentos nos quais o contágio parecia diminuir, houve experiências híbridas, com parte dos alunos e docentes indo às escolas. Mas essa foi uma experiência bastante limitada a algumas cidades e escolas. O ensino remoto se caracterizou, inicialmente, como uma resposta emergencial à crise provocada pela pandemia. Foi uma experiência não planejada, improvisada e provisória. Por isso mesmo, houve um discurso muito forte para distinguir o ensino remoto da educação a distância. O emprego da expressão ‘ensino remoto’ se deu quase sempre em oposição à educação a distância e como variação ou equivalente de outras expressões que apelavam ao aspecto da dimensão do espaço (remoto), do tempo (on-line) e da mediação tecnológica (meios digitais). (SALDANHA, 2020, p. 127) Essa diferenciação é importante. Educação a distância (EaD) é uma modalidade de ensino, ou seja, uma forma de ofertar educação prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996). Estudante explorando uma plataforma de EaD. Na EaD, o curso todo é planejado, pensado, organizado para ser ofertado a distância, ou seja, o conteúdo, as metodologias, as técnicas de ensino e a avaliação de aprendizagem são planejados e organizados para ocorrerem mediados pelas tecnologias síncronas e assíncronas. Fóruns, chats, aulas, repositório de materiais, vídeos, simulados, podcasts, webquests são instrumentos usuais dos cursos a distância e cada curso utiliza as ferramentas mais apropriadas ao seu conteúdo e para alcançar ao objetivo de formação. No ensino remoto emergencial, o que houve foi uma adaptação do processo de ensino que ocorria em sala de aula para as telas dos computadores e celulares. De acordo com Behar (2020) e Saldanha (2020, p. 131), os seguintes elementos diferenciam a EaD do Ensino Remoto: Funcionamento e concepção didático-pedagógica próprios. Avaliar em tempos de crise Avaliação no ensino remoto O ensino remoto durante a pandemia foi um grande desafio para aprendizagem dos alunos que, de suas casas ou em espaços muitas vezes insalubres e inadequados, procuravam acompanhar as aulas e participas das demais atividades pedagógicas. Muitas instituições não tinham ambiente virtual e tiveram que, em curto espaço de tempo, adquirir esses ambientes, capacitar professores e ensinar os estudantes e familiares a navegar nesses espaços. Aos poucos os improvisos foram cedendo espaços às ações mais organizadas, planejadas pelas instituições de ensino. Conteúdo e atividades com design adequados. Modelo pedagógico voltado para alunos, professores, tutores e gestores, com arquitetura pedagógica (AP) e estratégias pedagógicas (EP) que possibilitam a construção do conhecimento em ambiente virtual. Competências discentes específicas para o ambiente virtual e aprendizagem a distância. Acompanhamento do percurso cognitivo e emocional do aluno pelos professores ou tutores. Mas e o acesso? Em um país com tanta desigualdade, o acesso aos recursos como celulares, computadores e internet afastaram muitas crianças e jovens do processo educativo. Um enorme prejuízo que ainda teremos que conviver por muitos anos. Aluno estudando em um smartphone. Os professores se desdobraram para tentar dialogar com os estudantes, ensinar o que estava planejado e ainda os manter motivados. Mas como estudar em casa com desemprego rondando as famílias, o medo da doença e de perder alguém? Como manter crianças e jovens motivadas quando o mundo inteiro está preocupado, entrando em crise econômica, com o número de doentes e mortos aumentando a cada dia? Esse foi um dos maiores desafios dos educadores na pandemia: como continuar educando, ensinando, desenvolvendo competências com um panorama tão inseguro? Os processos de ensino, via ensino remoto emergencial, continuaram acontecendo. Mesmo que de uma forma “nova” e improvisada. Os professores tinham o desafio de se manter tentando ensinar. Mas e o processo avaliativo? Como avaliar o que está sendo ensinado de forma remota? Atenção! Sabemos que avaliação não é sinônimo de prova, assim como educação ou aprendizagem não é sinônimo de aula. Durante o ensino remoto emergencial, inicialmente, mais importante do que avaliar o que o estudante aprendeu, era mantê-lo na escola, assistindo às aulas, fazendo as atividades, se sentindo pertencente a uma rede depessoas que estavam na mesma situação. Nesse sentido, muitas estratégias foram utilizadas, tais como: observação do envolvimento do estudante na realização das aulas on-line e das atividades práticas virtuais; atividades escritas como resumos, exercícios, mapas mentais; conversas de forma síncrona e assíncrona, seja pelo WhatsApp ou em reuniões on-line no Zoom. Diante dessa situação, é claro que o processo de avaliação foi bastante desafiador e complexo. Ramos, Sarmento e Menegat (2021) apresentam as principais dificuldades em relação à avaliação durante o período de ensino remoto emergencial, são elas: A busca de diferentes formas para realizar a avaliação. O acompanhamento da aprendizagem, identificando as competências (não)desenvolvidas. A observação direta do desempenho dos alunos, devido ao distanciamento físico e, também, ao fato de nem todos os alunos participarem dos encontros virtuais. A interação no momento da avaliação, contribuindo para dirimir possíveis dúvidas. A participação incipiente dos alunos nos encontros virtuais, dificultando a consideração dessa participação como um dos componentes avaliativos. A tudo isso devemos acrescentar a dificuldade de acesso aos instrumentos tecnológicos para que crianças e jovens pudessem continuar a estudar e participar das avaliações, que dependiam de celulares, computadores e acesso à internet. Assim, a partir dos processos de avaliação durante a pandemia e de várias pesquisas realizadas sobre o ensino remoto, Pimenta e Souza observam o seguinte: O atraso ou a falta de entrega dos trabalhos propostos (especialmente no ensino fundamental I, pois as crianças dependiam do auxílio de algum familiar ou porque as famílias demoravam para se organizar e enviar as fotos dos trabalhos). A incerteza da aprendizagem devido à dúvida sobre a veracidade das avaliações realizadas (se feitas pelos alunos ou por outra pessoa). A dependência e/ou apoio das famílias, no caso das crianças pequenas. A dificuldade em interagir mais com os alunos; . A interferência de muitas famílias na realização das atividades, priorizando o resultado final e não o processo avaliativo. [...] houve diminuição no ritmo de aprendizagem dos estudantes. Para o agravamento dessa situação, concorrem as dificuldades dos professores em lidar com ferramentas tecnológicas e com o ensino remoto, o aumento da ansiedade e a falta de estímulo dos estudantes para realizarem atividades propostas, especialmente por, muitas vezes, não conseguirem compreendê-las – sem o contato com professores e colegas em aulas presenciais. (PIMENTA E SOUZA, 2021, p. 12) Precisamos também destacar que, mais do que uma avaliação de saberes e competências, a avaliação permitiu que os professores mantivessem o acompanhamento sobre o processo de ensino e aprendizagem, mostrando a fragilidade do ensino remoto. Representação de dificuldades e desafios do ensino remoto. Essa fragilidade é acentuada pelas diferenças econômicas e sociais, mas também pelo contexto de insegurança, doença, crise econômica. É preciso considerar, ao educar crianças, jovens e adultos, todo o contexto social, emocional, econômico. Os estudantes são sujeitos que estão imersos em ambientes culturais e sociais e dependem destes para que seu processo de aprendizado e desenvolvimento ocorra. Diante da realidade que se mostrou na pandemia, podemos afirmar que os processos avaliativos tiveram de ser readequados. Também ficou evidente a necessidade de avaliação diagnóstica, a fim de se conhecer as dificuldades e as lacunas decorrentes do ensino remoto. Os Pareceres do CNE, ao longo da pandemia, enfatizaram a “avaliação diagnóstica e formativa – pautada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”. Em relação às avaliações somativas, eles recomendaram que fosse considerado aquilo “que efetivamente foi trabalhado com os estudantes” (PIMENTA; SOUZA, 2021, p. 14). Com a pandemia, também se percebeu a necessidade e a oportunidade de “procedimentos e instrumentos que podem ser utilizados para avaliação no ensino on-line, [como] mapas cognitivos, memorial, blogs, fóruns de discussão, webfólio, monitoramento da participação ” (PIMENTA; SOUZA, 2021, p. 16). Avaliando na pós-pandemia Após o retorno das atividades presenciais, a avaliação diagnóstica se tornou fundamental. Como conhecer o que os alunos aprenderam depois de mais de quinze, vinte meses de ensino remoto? Ou como fazer diante da situação em que alunos pouco estudaram ou nem mesmo tiveram uma experiência de aprendizagem? Somente pela avaliação diagnóstica, realizada na retomada e continuidade no pós-pandemia, é que se pode (re)conhecer o que foi aprendido, o que não foi aprendido e o que ainda precisa ser aprendido, para planejar o novo período letivo. Além disso, tornou-se ainda mais necessário superar a perspectiva seletiva e classificatória da avaliação, em nome da aprendizagem de todos os estudantes. A avaliação diagnóstica aliada ao redirecionamento da avaliação, em busca de avaliações formativas e mais flexíveis, seria uma forma de “enfrentar o acirramento das desigualdades educacionais, decorrente do isolamento social imposto pela pandemia” (PIMENTA; SOUZA, 2021, p. 18). Professora lecionando em uma sala de aula durante a pandemia. Também é preciso aprender com a experiência de novos instrumentos de avaliação ou novos recursos a serviço da avaliação usados durante a pandemia. O uso de plataformas digitais, aplicativos, games e outros recursos interativos podem ser incorporados nos processos de avaliação da aprendizagem. A avaliação em ambientes digitais foi uma necessidade na pandemia e pode ser uma opção ou oportunidade de inovação na pós-pandemia. Atenção! Assim, a pós-pandemia nos apresenta o desafio de desenvolver processos avaliativos formativos, contínuos e on-line ou híbridos. É certo que a educação não será como antes. Existem debates importantes se de alguma forma a situação traumática não teria sido propulsora de avanços que existiam em ambientes reduzidos ou experimentais. A lógica é que tal qual como uma guerra é desastrosa para vidas humanas, ela acaba por promover avanços em técnicas de cura e comunicação – exemplo da Segunda Guerra Mundial – a educação e a sua inserção e trocas com o mundo digital era uma questão necessária e desafiadora, e passou a ser uma solução criativa, ao mesmo tempo que sofrida. Aluna realizando um exercício em sala de aula durante a pandemia. Situações de uma hierarquização a educação chegaram ao ponto de um caos de apartheid digital, em que a discussão é o retorno, e como lidar com as imensas diferenças entre os sujeitos que compartilham o mesmo ambiente. Esse quadro não será solucionado, será longo e histórico, será vivenciado e dialogará e tomará novos rumos de maneira constante. Tudo o que aprendemos sobre formas de avaliação mais eficientes, que não visem a uma mera classificação, mas que forneçam subsídios para as dinâmicas de ensino-aprendizagem, lidar com os alunos como aprendentes, de fato, como ativos e vivos nas escolhas pedagógicas, deixaram de ser uma necessidade a ser discutida para ser uma emergência em prol da educação. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Com a pandemia, as escolas começaram a ofertar o ensino remoto emergencial. Sobre essa possibilidade de ensino, assinale a alternativa correta: Parabéns! A alternativa B está correta. Foi autorizado pelo Conselho Nacional de Educação a adaptação do processo de ensino para os meios digitais. Veja a publicação oficial, busque a Resolução CNE, CP nº 2, de 10 de Dezembro de 2020. A A pandemia permitiu que algumas escolas optassem por manter as aulas presenciais. B O MEC autorizou a todas as escolas, níveis e modalidades a adaptarem o processo de ensino para os meios digitais e ainda flexibilizar o calendário e a carga horária do período letivo. C O Conselho Nacional de Educação obrigoutodas as escolas a desenvolverem processos de ensino e aprendizagem por meio das plataformas de videoconferência. D Ensino remoto emergencial é uma modalidade educacional prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996). E A educação a distância é apenas uma forma de ensinar pelo computador e apresenta os mesmos níveis de planejamento pedagógico do ensino remoto. Questão 2 Sobre as dificuldades e possibilidades encontradas durante o processo de ensino e avaliação da aprendizagem, leia as afirmativas a seguir: I – São dificuldades do ensino remoto emergencial: a observação direta do desempenho dos alunos, devido ao distanciamento físico e, também, ao fato de nem todos alunos participarem dos encontros virtuais; a interação no momento da avaliação, contribuindo para dirimir possíveis dúvidas; a participação incipiente dos alunos nos encontros virtuais, dificultando a consideração dessa participação como um dos componentes avaliativo; II – São dificuldades do ensino remoto emergencial: o atraso ou a falta de entrega dos trabalhos propostos (especialmente no ensino fundamental I, pois as crianças dependiam do auxílio de algum familiar ou porque as famílias demoravam para se organizar e enviar as fotos dos trabalhos); a incerteza da aprendizagem devido à dúvida sobre a veracidade das avaliações realizadas; III – O ensino remoto possibilitou a realização de provas em duplas ou individuais por escrito em momentos combinados; provas foram sempre boas estratégias de avaliação durante o ensino remoto emergencial. Estão Corretas: A Apenas a II. B Apenas a III. C Apenas I e III. D Apenas I e II. E Apenas II e III. Parabéns! A alternativa D está correta. As afirmativas I e II estão corretas porque apresentam dificuldades pertinentes ao processo ensino-aprendizado durante a pandemia. A afirma III está incorreta porque prova não é uma boa estratégia em ensino remoto emergencial pelas dificuldades de realizá-la. Considerações finais Não podemos conceber a avaliação como uma prática separada da metodologia docente e dos objetivos de ensino, devendo haver coerência entre eles. A produção de um estudante, mesmo com seus “erros”, é um valioso documento que necessita ser interpretado para poder ser avaliado. O baixo rendimento de um aluno não deve ter como primeira solução a sua reprovação, e sim considerar soluções para que ele aprenda o conteúdo efetivamente, por meio de estratégias didáticas e um acompanhamento mais individualizado, por exemplo. Também é relevante que o estudante seja corresponsável nos seus processos de avaliação. Devemos perceber a avaliação como um entrelugar, que impossibilita uma definição que fixe o outro, porque os sujeitos estão em permanente movimento fazendo com que toda descrição seja parcial e provisória. Por fim, a avaliação não deve ser considerada como um meio de coerção e punição, mas sim um recurso para melhoria da qualidade de ensino e do exercício da avaliação como uma prática emancipatória. Se isso já era uma demanda urgente, o cenário de pandemia expôs as dificuldades e nos força a repensar caminhos a serem desenvolvidos. Podcast Para encerrar, ouça sobre os diferentes tipos e usos de avaliações da aprendizagem e as mudanças ocorridas durante e após a pandemia. Explore + Para saber mais sobre a avaliação da aprendizagem, leia: Avaliação da Aprendizagem: Componente do Ato Pedagógico, de Cipriano Carlos Luckesi, publicado pela editora Cortez. O autor deste livro é um dos grandes nomes da educação sobre a avaliação da aprendizagem escolar. Aprendizagem Baseada em Problemas: uma proposta de avaliação em curso de nível superior a distância, de Monica Cristina da Silva Andrade, Cleuza Santos Faustino e Monica Campos Santos Mendes. Educar sem reprovar: desafio de uma escola para todos, de Marcia Aparecida Jacomini. Trabalho docente: o desafio de reinventar a avaliação em tempos de pandemia, de Jussara Bueno De Queiroz Paschoalino, Mara Lúcia Ramalho e Virgínia Coeli Bueno De Queiroz. Assista: Merli, uma série espanhola da TV3 sobre um professor de filosofia que discute sobre a importância do aprendizado. Vídeos e entrevistas de Jussara Hoffmann, uma das maiores especialista em avaliação de aprendizagem. Experiências Docentes durante a Pandemia, vídeo produzido pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). Referências ALLAL, L. Avaliação das aprendizagens. In: ZANTEN, A. V. (coord). Dicionário de Educação. Petrópolis: Vozes, 2011. p.71-74. BEHAR, P. A. O ensino remoto emergencial e a educação a distância. UFRGS, 06 jul. 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Nº 343, de 17 de março de 2020. Diário Oficial da União, edição 53, seção 1, p. 39, 18 mar. 2020a. BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CNE/CP nº 5/2020, de 28 de abril de 2020. Brasília, MEC, 2020b. FIRME, T. P. Avaliação e Políticas Públicas em Educação, n. 1, v. 2, out./dez. 1994. FREITAS, L. C. Ciclos, seriação e avaliação: avaliação confrontos de lógicas. São Paulo: Moderna, 2003. HADJI, C. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. HAYDT, R. C. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2004. HOFFMANN, J. Avaliação mediadora - uma prática em construção da pré-escola à universidade. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 1993. KENSKI, V. M. Avaliação da aprendizagem. In: VEIGA, I. P. A. Repensando a didática. Campinas: Papirus, 1994. LIBÂNEO, J. C. 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Compreendendo o que é avaliação Neste vídeo, vamos acompanhar um exemplo prático que nos convida a repensar o que realmente significa avaliação. Primeiros passos A avaliação da aprendizagem é essencial à atividade educativa, assim como formal e intencional. Mas por que a avaliação é essencial? Porque todo trabalho educativo é planejado. Nenhum professor consegue entrar em uma sala de aula sem ter preparado, planejado, organizado o conteúdo ou a aula a ser desenvolvida. E, após essa preparação, organização e planejamento, como saber se deu tudo certo? Como saber se os estudantes entenderam um conceito, desenvolveram uma habilidade? Avaliando. Somente fazendo uma avaliação. E quando falamos em avaliação na escola, o que vem à sua memória? Provavelmente, você pensou em uma prova escrita, com estudantes enfileirados, cada um em sua carteira, certo? Para muitos, essa memória vem entrelaçada com sentimentos ruins, como a sensação de frio na barriga, o branco, o “x” vermelho ao lado de uma resposta incorreta, o medo de mostrar o boletim para a família. Agora, imagine que você esteja em uma calçada e, para atravessar para o outro lado, precisa olhar para ambas as direções. Se houver alguém vindo, deverá avaliar o momento correto de atravessar. Embora tenhamos no senso comum a ideia de que avaliação é o momento em que fazemos uma prova, nossa vida diária exige que realizemos avaliações a todo momento para tomarmos decisões. Avaliamos o ambiente, as pessoas, caminhos, atitudes, nós mesmos, enfim, tudo. Essas decisões são sustentadas a partir de julgamentos provisórios que realizamos pela unidade imediata de pensamento X ação. Para fazer esse juízo e definir a melhor opção, mobilizamos nossas crenças, ideologias, opiniões, nossos sentimentos, saberes etc. Representação das decisões. O ato de avaliar está presente a todo momento em nossas vidas. Então, será que, em uma sala de aula, os estudantes são avaliados apenas como provas e testes? Somente os docentes avaliam os estudantes ou será que o contrário também acontece? Ainda, se estamos em prontidão a todo momento para realizar uma avaliação quase instantânea do que nos cerca, isso pode ser fruto de uma reflexão ou conhecimento aprofundado? Bom, como realizar essas avaliações aligeiradas é inerente ao ser humano, é inevitável que um docente emita, constantemente, juízos sobre seus estudantes e suas turmas. Dica Embora a avaliação espontânea seja inevitável, é importante que seja provisória e não se configure em uma atitude que estratifique o outro, caso contrário, origina estereótipos e preconceitos. Pairam no imaginário social diversos modelos que nos ajudam a compreender nossa realidade e que, por vezes, orientam nossos juízos. No ambiente escolar, para além dos modelos gerais, são acrescentados a um imaginário como deve ser um aluno, seu ritmo de aprendizagem, entre outros ideais. De modo geral, percebemos que professores, em uma avaliação genérica, tendem a se reconhecer em alguns alunos e renegar outros, gerando um processo longe de ser o ideal. Você notou algum professor que agiu assim? Os estudantes tidos como “normais” são mais parecidos com ele? Nove retratos de crianças diferentes entre elas, representando uma avaliação genérica. Julgamos o outro a partir do que somos, com nossos valores e crenças. Quando a avaliação espontânea realizada pelo docente rotula um estudante (ou até uma turma), isso influencia a relação entre ambos e suas atitudes, reforçando rótulos que, se cristalizados, impedirão o professor de perceber alguma mudança no aluno. Exemplo Uma turma rotulada no início do ano como bagunceira provavelmente investirá em comportamentos que corroborem o rótulo recebido. Por sua vez, o docente à frente dessa classe terá dificuldade de notar comportamentos desviantes do rótulo. Sendo assim, um docente precisa assumir o compromisso ético de ter criticidade perante suas avaliações espontâneas e seus juízos provisórios, além de conhecimentos metodológicos e epistemológicos. Conhecimentos metodológicos e epistemológicos Conhecimentos de como fazer (metodologia) e dinâmica do pensamento do próprio campo (epistemologia) para que o ato avaliativo na sua sala de aula seja ético, inclusivo e justo, estando vinculado a um projeto educativo, e não aos julgamentos particulares e subjetivos. Embora todo professor seja humano e com isso traga seus valores, sua moralidade e seus juízos, é fundamental que a avaliação seja o mais objetiva possível e isenta de rótulos e estigmas. Parece óbvio, mas é sempre bom reafirmar que o professor avaliará o processo de aprendizagem e, claro, o processo de ensino. Ou seja, a avaliação ao mesmo tempo que direciona para a atividade do aluno, também deve ser direcionada para a atividade do professor. Com certeza você já ouviu falar daqueles professores em cujas disciplinas nenhum aluno é aprovado ou apenas a minoria é aprovada. Vamos pensar um pouco: o professor passou um semestre ou um ano trabalhando com a turma e nenhum estudante foi capaz de aprender o suficiente? Será que o problema está nos 30/40 estudantes ou no trabalho realizado? Ou na forma com que a avaliação foi feita? Atualizações do conceito de avaliação da aprendizagem Avaliação: um conceito atualizado Processo avaliativo em sala de aula do passado. As mudanças nas perspectivas educacionais ressignificaram o modo como compreendemos a avaliação, que deixou de ser concebida apenas como um método de seleção e classificação para se tornar uma aliada da qualidade de ensino. Antes, tínhamos a avaliação como um processo classificatório, em que o aluno poderia ser aprovado para a próxima “série” ou repetir a em que se encontrava. Tínhamos também uma classificação de melhores e piores turmas. Herdamos muito desse passado, mas a proposta atual diz que a avaliação deve servir para que o aprendizado possa ser facilitado, verificando as demandas discentes. Além disso, atualmente não podemos pensar em processo de ensino sem avaliar. Mas não avaliação como sinônimo de prova ou teste, mas como possibilidade de acompanhar, observar o percurso formativo do estudante. Se não sabemos o caminho que os estudantes estão percorrendo, como poderemos saber se eles estão indo em direção ao caminho correto? A importância de um docente possuir técnicas de avaliação perpassa não apenas o campo ético. O ensinar e o aprender são instâncias complementares do processo educacional. Sendo assim, a avaliação é uma importante parte do trabalho docente, visto que os sujeitos possuem diferentes modos e tempos de aprendizado. Além disso, também é uma essencial ferramenta de acompanhamento dos resultados do processo de ensino e aprendizagem, tanto para avaliar os estudantes quanto para avaliar o trabalho docente. A avaliação é uma necessidade da instituição educacional, pois, por meio dela, verifica-se em que medida o currículo escolar desenvolvido pelo docente, parte de seus objetivos, foi apreendido pelos alunos. A partir desse acompanhamento, é possível fazer ajustes no trabalho pedagógico, reorientando a ação docente, para ser possível o cumprimento desses objetivos. A avaliação tem como proposta corrigir rumos, replanejar, criar possibilidades de aprendizado, e não deve excluir os que não se sentiram competentes. A avaliação não tem como principal finalidade emitir notas sobre alunos ou definir sua aptidão para progredir desérie. Seu objetivo primordial é ampliar a qualidade do trabalho pedagógico, a fim de promover a aprendizagem dos estudantes. “Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma” Embora a avaliação seja uma importante dimensão do trabalho pedagógico, ela tem como função melhorar a qualidade do ensino para que os objetivos didáticos traçados sejam cumpridos, oferecendo informações para que tanto o estudante quanto o professor possam se aperfeiçoar. Sendo assim, o fim da prática pedagógica não pode ser a avaliação. Quando a avaliação é valorizada em detrimento dos objetivos pedagógicos, ocorre uma redução do objeto de ensino e uma hierarquização dos conteúdos e das experiências escolares, visto que só serão valorizados aqueles possíveis de serem avaliados. Exemplificando, avaliamos para saber se os estudantes estão aprendendo determinados conteúdos por meio das estratégias escolhidas e não escolhemos as estratégias de uma aula para que os estudantes se “saiam bem” em uma avaliação. Não entendeu? Vamos melhorar a provocação. Imagine a seguinte situação: Um professor de Matemática afirma orgulhosamente que, na matéria dele, os alunos têm alto índice de reprovação. Considerado um bom professor por alguns, ele repete que não perdoa ninguém e que o aluno deve ser cobrado mesmo, porque Matemática é para poucos. Um dia, uma colega docente de Artes lhe pergunta: — Professor, em média, quantos alunos são reprovados na sua matéria? O professor então responde: — Uns 40%. Minha prova é muito difícil, costumo dizer que só eu sou 10. A professora pensa e questiona: — Mas isso não o deixa envergonhado? Intrigado, ele repete: — Envergonhado? — Sim. Tantos anos dando aula e ainda não encontrou uma estratégia de promover o aprendizado da Matemática. Esse diálogo nos mostra a relação cotidiano X reflexão necessária. A visão desse conceito deve acompanhá-lo daqui por diante. Avaliar é um instrumento poderoso e sua função deve ser construir e fomentar estratégias para alcançar seus objetivos. História da avaliação A concepção de avaliação inicialmente era ligada à ideia de medir por meio de testes, muito populares nos anos 1940. No entanto, com a compreensão de que nem tudo o que é aprendido/ensinado na escola é passível de medição, a partir dos anos 1960, o termo avaliação passou a assumir novas dimensões (HAYDT, 2004). Ressaltamos a seguir alguns conceitos que comumente surgem quando tratamos desse tema, mas que estão bem longe de serem sinônimos. Testar Testar significa verificar o desempenho de algo ou alguém por meio de uma situação previamente organizada, denominada teste. Os testes são usados na educação para obtenção de mapeamentos em larga escala, no entanto, não são eficientes para averiguar todos os objetivos pretendidos com o ato de ensino. Por exemplo, um currículo de Ciências pode pretender que o estudante construa um comportamento investigativo e crítico perante uma realidade. Talvez o modo mais eficaz de avaliar se esse objetivo foi alcançado seja a observação, e não um teste. Medir Medir tem por base um sistema de unidades convencionais, refere-se ao aspecto quantitativo de um fenômeno que se pretende descrever. O teste é um instrumento para isso, mas não o único. Também há a limitação de que nem tudo na esfera educacional pode ser quantificado. Medir é muito recorrente na parte técnica. Você é capaz de atingir um resultado, como por exemplo: 100%, 75% ou 120%. Ao medir, é possível chegar a um resultado, seja da aceleração do trem ou de quantos potes é possível guardar de forma organizada. Eficiente em certo sentido, mas crítico em outros. Avaliar Avaliar significa coletar dados não só quantitativos, mas também qualitativos, e interpretá-los, fazendo um julgamento sobre o resultado obtido a partir de critérios previamente definidos (um padrão). Sendo assim, quando utilizamos o termo avaliar, estamos tratando de algo mais abrangente do que testar ou medir se um sujeito possui ou não certo conteúdo curricular. Há também uma preocupação qualitativa com relação à aquisição de determinado conteúdo, ou seja, se ela origina determinada habilidade, atitude etc. Sendo assim, é importante para o processo de avaliação tanto dados quantitativos como qualitativos. Por exemplo, você fez um intenso debate sobre política em sua turma. Qual seria sua métrica avaliativa? Poderiam ser a capacidade de falar sobre o assunto e a competência escritora, ou ainda a cognição e a possibilidade de identificar conceitos diversos e associá-los. Isso tudo é construído no processo avaliativo. De acordo Allal (2011), avaliar é um processo que engloba as seguintes atividades: Passo 1 Definição do objeto de avaliação. Passo 2 Coleta de informações relativas às condutas dos educandos em relação ao objeto escolhido. Para a realização dessas etapas, o docente lança mão de diversos instrumentos: o plano de curso, atividades individuais e em grupo, atividades escritas e orais, com ajuda ou não, diversos registros, observação do estudante, portfólios, autoavaliação, reunião de responsáveis, boletim, dentre tantos outros que podem ser necessários. Avaliação – a visão dos alunos Neste vídeo, você verá alguns alunos respondendo a perguntas e mostrando a sua visão sobre o processo de avaliação. Avaliar para gerar aprendizados Passo 3 Interpretação das informações recolhidas. Passo 4 Tomada de decisões e comunicação das apreciações ao outro. Neste vídeo, exploraremos como a avaliação contínua e lúdica pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar os alunos do 1º ano a aprender a escrita alfabética de maneira eficaz e divertida, promovendo o desenvolvimento pleno através de feedback construtivo. Explorando a avaliação no 1º ano do ensino fundamental Pensar em avaliação fora do contexto prático pode ser difícil. Por isso, convidamos você a se imaginar em uma turma de 1º ano do ensino fundamental. Nosso desafio é refletir sobre como podemos propor uma avaliação justa e eficaz. Será que é justo usar métodos tradicionais? Como podemos incorporar novas técnicas e conceitos atuais para melhorar o processo avaliativo? Caso de Estudo: avaliando a escrita alfabética Para avaliar o conhecimento dos alunos sobre a escrita alfabética, uma professora decide fazer um ditado com as palavras: pão, abóbora, melão, melancia e a frase “eu bebi suco de melancia”. A produção de um aluno é a seguinte: Exemplo da escrita do aluno. A professora analisa essa produção e percebe que o aluno já sabe usar letras, mas ainda não entende completamente a relação entre as letras e os sons. Por exemplo, ele sabe que as palavras são formadas por letras, mas ainda está aprendendo a associar cada letra ao som correspondente. Após essa análise, a professora ajusta seu planejamento. Ela decide substituir atividades de diferenciação de letras, números e símbolos (que o aluno já domina) por atividades que evidenciem a relação entre os sons (fonemas) e as letras (grafemas). Feedback: uma etapa essencial Ainda falta uma etapa importante: o feedback. Ele é essencial para que o aluno e a família saibam como está o processo de aprendizagem. Dependendo da idade dos alunos, essa comunicação pode ser feita de diferentes maneiras. No caso de crianças pequenas, a professora pode elaborar um relatório para enviar à família ou realizar uma reunião para discutir os resultados. Para estudantes mais velhos, o feedback pode envolver diretamente o aluno. A produção do aluno deve ser vista como um documento valioso que precisa ser interpretado. Por trás de um “erro”, há uma lógica, uma estratégia de pensamento que pode revelar muito sobre o que o aluno já sabe e o que ainda precisa aprender. Essa interpretação ajuda a professora a organizar suas ações didáticas para alcançar os objetivos de aprendizagem. Avaliação: um processo contínuo e integral É um processo contínuo e sistemático, parte integrante do ensino e da aprendizagem.Isso significa que não pode ser feita apenas ocasionalmente e sem planejamento. A avaliação deve ser integral, considerando não só os aspectos cognitivos, mas também os sociais e afetivos dos estudantes. Ela deve ser realizada ao longo de todo o período letivo para acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. Acompanhando esse processo, o professor pode fazer intervenções e desenvolver novas estratégias para ajudar os alunos a superarem suas dificuldades. Avaliação e objetivos educacionais A avaliação está diretamente ligada aos objetivos educacionais, ajudando a verificar se estão sendo alcançados. Ela deve ser usada como um instrumento para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. O objetivo da avaliação não é classificar os alunos, mas diagnosticar possíveis falhas no processo de ensino-aprendizagem e ajustar as práticas pedagógicas para garantir que todos os objetivos sejam atingidos. Agora, vamos conferir duas propostas de atividade lúdica para avaliação! Proposta 1 = Brincando com fonemas e grafemas Objetivo Ajudar os alunos a associar sons (fonemas) com as letras correspondentes (grafemas) de uma maneira divertida. Descrição da atividade Preparação Crie cartas com imagens de objetos cujos nomes começam com diferentes letras do alfabeto (por exemplo, um desenho de um pão para a letra P). Prepare um tabuleiro com as letras do alfabeto. Início da atividade Divida os alunos em pequenos grupos e entregue um conjunto de cartas a cada grupo. Explique que eles devem combinar as cartas com as letras correspondentes no tabuleiro. Execução Cada grupo deve pegar uma carta, dizer o nome do objeto em voz alta, identificar o som inicial e colocá-la na letra correspondente no tabuleiro. A professora circula pela sala, observando as escolhas dos alunos e oferecendo ajuda quando necessário. Encerramento Reúna os alunos e discuta as combinações feitas. Pergunte se encontraram alguma dificuldade e o que aprenderam com a atividade. Faça um resumo do que foi observado, destacando as áreas em que os alunos mostraram bom entendimento e as que precisam de mais prática. Aspectos a avaliar Associação de fonemas e grafemas: verificar se os alunos conseguem associar corretamente os sons iniciais das palavras com as letras correspondentes. Trabalho em grupo: observar como os alunos colaboram e ajudam uns aos outros. Compreensão e seguimento de instruções: avaliar se os alunos conseguem seguir as instruções dadas e completar a tarefa de forma correta. Interesse e participação: notar se os alunos estão engajados e participando ativamente da atividade. Proposta 2 – A caça ao tesouro dos fonemas Objetivo Ajudar os alunos a associar sons (fonemas) com as letras correspondentes (grafemas) de maneira divertida e engajante. Descrição da atividade Preparação Esconda várias cartas com imagens de objetos que têm nomes começando com diferentes letras do alfabeto ao redor da sala de aula. Prepare um mapa do tesouro com pistas que levem os alunos de um ponto a outro, onde encontrarão as cartas escondidas. Início da atividade Divida os alunos em pequenos grupos e entregue a cada grupo um mapa do tesouro. Explique que eles devem seguir as pistas no mapa para encontrar as cartas escondidas. Execução Os grupos seguem as pistas e, ao encontrarem uma carta, devem dizer o nome do objeto em voz alta, identificar o som inicial e associá-lo à letra correspondente. A professora circula pela sala observando as interações dos alunos e oferecendo ajuda quando necessário. Encerramento Reúna os alunos e discuta as descobertas feitas. Pergunte se encontraram alguma dificuldade e o que aprenderam com a atividade. Faça um resumo do que foi observado, destacando as áreas em que os alunos mostraram bom entendimento e as que precisam de mais prática. Aspectos a avaliar Associação de fonemas e grafemas: verificar se os alunos conseguem associar corretamente os sons iniciais das palavras com as letras correspondentes. Trabalho em grupo: observar como os alunos colaboram e ajudam uns aos outros. Compreensão e seguimento de instruções: avaliar se os alunos conseguem seguir as instruções dadas e completar a tarefa de forma correta. Interesse e participação: notar se os alunos estão engajados e participando ativamente da atividade. A avaliação é uma ferramenta essencial para entender e melhorar o processo de aprendizagem. Ao fazer avaliações contínuas e integradas, e ao dar feedback claro e construtivo, os professores podem ajudar os alunos a alcançar seu pleno potencial. A atividade lúdica descrita é um exemplo de como a avaliação pode ser feita de maneira divertida e eficaz, ajudando os alunos a aprender enquanto brincam. Com essa abordagem, esperamos mostrar que a avaliação pode ser uma ferramenta dinâmica e divertida, ajudando a identificar e superar dificuldades de aprendizado enquanto envolve os alunos em atividades lúdicas e significativas. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Assinale a alternativa que corresponde ao conceito contemporâneo de avaliação: A Verificar um desempenho por meio de um teste. B Descrever um fenômeno pelo ponto de vista quantitativo. C Interpretar dados para obter um parecer tendo por base critérios. D Improvisar um teste surpresa para uma turma. Parabéns! A alternativa C está correta. A alternativa A refere-se ao conceito de testar e a alternativa B ao de medir. Com relação à alternativa D, um dos princípios da avaliação é ser sistemática e contínua, logo, não pode ser esporádica ou improvisada, e sim planejada e constante. A resposta certa é a letra C, pois a avaliação é um processo interpretativo para emissão de um julgamento a partir de padrões preestabelecidos. Questão 2 Avaliar não é punir, mas gera reflexões. Sobre o processo de avaliação da aprendizagem, é necessário considerar que: Parabéns! A alternativa E está correta. E Estabelecer métricas regulares de qualidade e fomentar que o aluno os atinja. A é componente secundário do processo de ensino- aprendizagem. B tem como função verificar se o conteúdo foi ensinado. C deve ter datas claras e divulgadas previamente aos alunos, a fim de que se preparem para as provas. D precisa de processos de medição para que os alunos possam notar sua hierarquização. E compõe o conjunto das experiências de ensino- aprendizagem, que deve ser o foco da educação. A alternativa E está correta, pois a avaliação deve ser integral, contemplando o aluno como um todo, inclusive os aspectos da relação ensino-aprendizagem, pensada com os aspectos cognitivos relacionados aos objetos de aprendizagem e aos objetivos propostos. Além disso, é fundamental que a avaliação seja contínua e preocupada em fornecer formas de melhorar para todos. 2 - Usos e tipos de avaliações Ao final deste módulo, você será capaz de identificar as funções e modalidades de avaliações da aprendizagem. Ligando os pontos O professor William não se sente confortável em usar apenas modelos avaliativos tradicionais. Não que os rejeite, pois entende que são importantes para o dia a dia do aluno, que, ao longo de sua vida, passará por momentos em que será avaliado de maneira formal. Ainda assim, ele prefere complementar essas avaliações formais com métodos avaliativos construídos em conjunto com seus alunos. Ao ministrar a disciplina de História, no nono ano da educação básica, o professor William teve uma ideia: construir um jogo no qual seus alunos aprendessem sobre um dos mais importantes assuntos da história medieval, o feudalismo. Para isso, os alunos construíam cartas semelhante ao jogo clássico de Supertrunfo. Cada aluno deveria construir uma carta, com personagens e recursos que haviam sido trabalhados em aula. Assim, além da criatividade e sociabilidade que o jogo permite, foram trabalhados os seguintes aspectos: o conteúdo aprendido, como foi aprendido e conceitos como hierarquia, suseraniae vassalagem, importantes para a temática estudada. Supertrunfo, Dungeons & Dragons, RPG, fantasy, fanfic, são alguns exemplos de jogos. As formas de avaliação são diversas e o desenvolvimento da aprendizagem deve ser promovido e direcionado por parte da equipe pedagógica, criando ambientes em que todos possam efetivamente participar. Vamos ver se você já está instrumentalizado para realizar e liderar essas práticas. Questão 1 A avaliação é parte integrante do processo de ensino e aprendizagem e imprescindível na orientação das ações pedagógicas que visem à superação das dificuldades apresentadas pelos estudantes. (MIQUELANTE, 2017, p. 259) No texto estudado, que tipo de avaliação podemos afirmar que foi realizada pelo professor William? Parabéns! A alternativa C está correta. O modelo utilizado pelo professor foi de uma avaliação somativa. A atividade foi construída ao longo do período, mobilizou diversas estratégias e construiu, junto aos alunos, habilidades e competências para além do aspecto acadêmico. A Avaliação formal. B Avaliação formativa. C Avaliação somativa. D Avaliação diagnóstica. E Avaliação interativa. Questão 2 A avaliação baseada no jogo do Supertrunfo dá conta do conhecimento aprendido durante as aulas, bem como dos conhecimentos prévios do estudante. Para o caso de avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o feudalismo, o professor William irá promover uma avaliação diagnóstica. A respeito da avaliação diagnóstica e de seus objetivos, avalie como verdadeiras ou falsas as afirmativas a seguir sobre a participação do professor nesse processo. ( ) William deve utilizar atividades com o apoio de instrumentos que servem de registro do processo e geram informações do conhecimento sobre o tema. ( ) A avaliação diagnóstica revela o interesse pedagógico do educando sobre feudalismo, quando mede os conhecimentos que o aluno deseja adquirir. ( ) Promove a ação e a adequação do currículo para a planificação dos professores às necessidade e às dificuldade dos alunos em relação ao conteúdo. ( ) Serve para que os educandos se conscientizem do seu ponto de partida e organizem sua prática de estudos sobre feudalismo, pois a aprendizagem envolve ação. ( ) Orienta que William estruture as disciplinas científicas e o plano de curso, que são construídos unicamente na escola. De acordo com as afirmações, a sequência correta é: A V, F, V, V, F. B F, V, F, F, V. C V, V, F, F, V. D F, F, V, V, F. E F, V, V, V, V. Parabéns! A alternativa A está correta. A avaliação diagnóstica não tem como propósito avaliar os conhecimentos que o aluno irá adquirir. O conteúdo é múltiplo e não é construído somente na escola. Questão 3 E se, no lugar de um jogo, construíssemos um filme? Como a produção de uma mídia pode ser avaliada? O que avaliar? Estabeleça os aspectos fundamentais para que a avaliação somativa seja um filme. Digite sua resposta aqui Chave de resposta A produção de um filme possibilita a utilização de múltiplos recursos e envolve o conhecimento prévio dos estudantes, como, por exemplo, o discurso fílmico. Entretanto, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como determinar a faixa etária e o acesso aos recursos necessários para a produção. Por outro lado, o tema do filme pode ser livre e tratar de múltiplos aspectos do feudalismo, sendo uma maneira interessante de avaliar as competências e habilidades desenvolvidas em relação a esse conteúdo. Entretanto, é sempre importante estabelecer um direcionamento, de modo que o produto final esteja relacionado às expectativas de aprendizado. Nesse caso, é preciso refletir: qual objetivo se deseja alcançar? Quais os pontos indispensáveis, figurino, roteiro? Qual a verossimilhança do discurso fílmico e o tratado em aula? Como avaliar? Neste vídeo, reflita sobre o processo de avaliação para diagnosticar o nível de absorção do conteúdo dos alunos e a importância dos tipos de avaliação. Contextualizando Imagine uma sala de aula antiga, em que um aluno esteja de pé, respondendo a uma pergunta da professora. Logo atrás, um colega lhe “sopra” as respostas. Pense agora que esse aluno tenha medo de ser descoberto e, por isso, esteja apreensivo. Lembra quando comentamos a respeito dos sentimentos que as provas podem nos gerar? Por que e para que avaliamos? Essas perguntas não possuem uma resposta única. Buscar respostas para elas significa abordar as funções da avaliação. Como discutimos, atualmente há uma compreensão mais ampla das funções da avaliação, antes entendida meramente como instrumento para medir, classificar e selecionar os estudantes. Aluno em pé, respondendo a uma pergunta do professor em uma sala de aula do passado. Avaliação é muito mais e envolve diferentes e complexas variáveis. Mas afinal, o que é avaliar? De acordo com Luckesi: O ato de avaliar importa coleta, análise e síntese dos dados que configuram o objeto da avaliação, acrescido de uma atribuição de valor ou qualidade, que se processa a partir da comparação da configuração do objeto avaliado com um determinado padrão de qualidade previamente estabelecido para aquele tipo de objeto. O valor ou qualidade atribuídos ao objeto conduzem a uma tomada de posição a seu favor ou contra ele. E, o posicionamento a favor ou contra o objeto, ato ou curso de ação, a partir do valor ou qualidade atribuídos, conduz a uma decisão nova, a uma ação nova: manter o objeto como está ou atuar sobre ele. (LUCKESI, 1998, p. 96) Os estudos sobre avaliação de modo geral tendem a distinguir três funções para a avaliação: diagnosticar, controlar/acompanhar e classificar. Todas essas funções visam à regulação do processo de formação e originam três modalidades de avaliação. Aprofunde a seguir. Tipos e práticas avaliativas Tipos de avaliação São modalidades de avaliação: Diagnóstica Formativa Somativa Veja sobre cada uma delas. Avaliação diagnóstica Neste vídeo, exploramos a avaliação diagnóstica e sua importância em identificar as necessidades iniciais dos estudantes para direcionar o ensino. A avaliação diagnóstica tem como objetivo realizar um levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes, buscando investigar se eles possuem ou não os pré-requisitos necessários para uma nova aprendizagem, antes de iniciar o processo de ensino. Também visa saber qual será o ponto de partida do docente para tal aprendizagem, ou seja, permite conhecer a realidade na qual o processo de ensino- aprendizagem será realizado. Sendo assim, essa modalidade de avaliação é realizada no início de um período letivo ou de uma unidade de ensino. Suponha que você assuma a regência de uma turma de 6º ano. Como não a acompanhou nos anos anteriores, será difícil saber o que os estudantes já vivenciaram e aprenderam para embasar a construção do seu plano de curso. Você precisaria realizar uma avaliação diagnóstica para ter um panorama do que eles já sabem ou precisam retomar e então organizar os conteúdos abordados ao longo do período. Essa avaliação não precisa ser realizada somente no início do ano letivo, sendo também recomendável ao iniciar um novo bloco de conteúdo. Avaliação formativa Neste vídeo, discutimos a avaliação formativa e como ela acompanha o progresso dos estudantes, ajustando a prática pedagógica continuamente. A avaliação formativa é parte integrante do processo de ensino- aprendizagem, pois visa controlar o seu processo, ou seja, acompanhar se os alunos estão alcançando os objetivos previstos e se as aulas ministradas são eficientes. Este tipo de avaliação é realizado ao longo de todo período letivo, uma vez que suas informações são importantes para o prosseguimento ou não de etapas. Resumindo Avalia o processo gradual pelo qual os estudantes estão alcançando os objetivos ou não. Por meio da avaliação formativa, o estudante também recebe informações sobre seu desempenho e a partir do conhecimento de seus resultados pode reorientar seus estudos.A avaliação formativa oferece feedback para ambas as partes (docente e discente), evidenciando se o trabalho didático está sendo eficaz e orientando o processo de ensino- aprendizagem. Quando bem realizada, contribui para o aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem, garantindo que todos os estudantes alcancem os objetivos traçados. Na avaliação formativa, o professor define habilidades e competências desejadas. Dessa forma, segundo Hadji (2000), a ideia de avaliação formativa corresponde ao modelo ideal de uma avaliação: Colocando-se de forma deliberada a serviço do fim que lhe dá sentido: tornar-se um elemento, um momento determinante da ação educativa. A afirmação segundo a qual se trata de um modelo ideal repousa, de acordo com o autor, sobre duas séries de dados: Série 1 O que a define é menos da ordem dos fatos, objetivamente observáveis, que das intenções, que por sua vez não podem ser apreendidas na exterioridade das práticas. “É em sua destinação, no sentido do projeto no âmbito do qual ela se inscreve que se “lê” a “formatividade” da avaliação (HADJI, 2000, p. 21). Série 2 Partindo de tal fato, cabe ressaltar que o modelo ideal não é diretamente operatório. “Ela é uma possibilidade oferecida aos professores que compreenderam que podiam colocar as constatações pelas quais se traduz uma atividade de avaliação dos alunos, qualquer que seja sua forma, a serviço de uma relação de ajuda. É a vontade de ajudar que, em última análise, instala a atividade avaliativa em um registro formativo” (HADJI, 2000, p. 22). Exemplos e cotidiano da avaliação O que importa, de fato, é não se afastar de um aspecto fundamental das práticas, que é a distância entre o que se quer fazer e o que se faz realmente! Ao tratarmos de uma abordagem descritiva das práticas de Propondo-se a contribuir para a evolução do aluno, como também a dizer o que, atualmente, ele é. Inscrevendo-se na continuidade da ação pedagógica, em vez de se limitar simplesmente a uma operação externa de controle, cujo agente poderia, neste caso, ser totalmente estrangeiro à atividade pedagógica. avaliação, deve-se buscar compreender as intenções e as representações do professor, de forma a delimitar o modelo de regulação que ele usa mais ou menos consciente e depois tentar definir as regulações efetivas. O professor Rodrigo dá aula de História para o 6º ano e tem como conteúdo planejado tratar sobre Feudalismo. Depois de muito pensar, ele decide aplicar um modelo de avaliação formativa e define qual competência os alunos precisam desenvolver: “compreender que a relação entre o homem e a terra é uma relação de poder”. Uma vez definida, o professor busca um texto de fácil compreensão sobre a riqueza do homem, o qual demonstra que a diferença entre pobres e ricos – em forma de vida – modifica-se nesse período e como é fortalecida a ideia da terra como poder. Durante a aula, em vez de pedir aos alunos para lerem e reproduzirem o texto, prefere fazer uma introdução sobre o valor da terra e, em seguida, pede que os grupos se organizem para jogar um jogo de tabuleiro chamado WAR. O grupo vencedor deve explicar a razão e a forma da conquista de certos territórios considerados mais importantes. A avaliação feita por esses alunos tem um fim em si e gera um resultado que leva à próxima atividade, propiciando, assim, que o ciclo seja constantemente estabelecido, até que todos os alunos atinjam as competências buscadas. Assim, a cada aula, há uma nova atividade que permite, ao final do conjunto daquela unidade temática, a consolidação de uma nota. O resultado da avaliação de uma aula incide no planejamento da aula seguinte, gerando nova avaliação e novo resultado. Avaliação somativa Neste vídeo, abordamos a avaliação somativa, focando em como ela verifica o desempenho final e a eficácia do processo de ensino- aprendizagem. A avaliação somativa é realizada no final de um período letivo ou unidade de ensino e tem como função a classificação dos estudantes em níveis de aproveitamento preestabelecidos. Em geral, esse tipo de avaliação serve para identificar se o estudante está apto ou não para ser promovido de série (em sistemas seriados). Costuma ser realizada no final dos períodos letivos ou de uma unidade de ensino, ocasionando em uma nota ou um conceito para fins de promoção. Sendo assim, a avaliação somativa tem uma função “mais administrativa do que pedagógica” (HAYDT, 2004, p. 25). Essa modalidade de avaliação também carrega em si um caráter comparativo, pois o estudante geralmente é comparado com o rendimento dos demais colegas e não com ele mesmo (como iniciou o processo e como terminou). Cabe ressaltar que as discussões contemporâneas no campo da educação vêm superando esse tipo de avaliação calcado em uma perspectiva seletiva e competitiva. Exemplo Marcelo, professor de Matemática, resolve fazer uma competição entre seus alunos. Ele coloca uma meta mínima para aprovação, e todos os estudantes farão atividades matemáticas para ver o quanto evoluíram ou não. Em uma aula, as atividades são contas de somar e a resolução de alguns problemas, cada etapa de exercícios vale uma pontuação. Ao final da atividade, para dar notas a cada aluno, Marcelo faz uma média de todos os acertos, considerando que cada etapa avançada tem mais peso do que a anterior. Poderíamos dar um exemplo mais direto, mas escolhemos esse para que você entenda que esse tipo de avaliação fragmentada tem seu fim em atingir um modelo métrico. Escolher é preciso A forma como organizamos a escola e avaliamos os alunos está passando por transformações. Em vez de simplesmente reprovar ou promover automaticamente, estamos buscando alternativas que realmente promovam a aprendizagem de todos os estudantes. Imagine que a escola é uma grande aventura, na qual cada aluno está em uma jornada única de descobertas. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, deu a liberdade para que os estados e municípios organizem suas escolas de diferentes formas, como por séries anuais, períodos semestrais, ciclos ou grupos não seriados. Exemplo Os ciclos dividem o tempo escolar em blocos de aprendizagem, permitindo que os alunos avancem para o próximo ciclo ao final, em vez de serem retidos em uma série específica. As mudanças trazidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional visam enfrentar desafios como: Evasão. Fracasso escolar. Distorção idade-série. O objetivo da LDB é tornar a escola mais inclusiva, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Nesse contexto, a avaliação é fundamental. Ela não deve ser vista como um julgamento ou punição, mas sim como uma ferramenta relevante para orientar o processo de ensino e aprendizagem. Imagine se, em vez de reprovar um aluno, pudéssemos entender em que ele está encontrando dificuldades e oferecer ajuda específica para que ele possa superar esses desafios. Isso é o que uma avaliação de qualidade pode proporcionar. Ela nos permite acompanhar de perto o progresso dos alunos e identificar áreas que precisam de mais atenção. Por isso, é importante que a avaliação seja uma parte integrante do dia a dia escolar, com diferentes formas de avaliar, como provas, trabalhos em grupo, apresentações e até mesmo conversas individuais com os alunos. Todas essas modalidades combinadas nos dão um panorama mais completo do que os alunos estão aprendendo e como podemos ajudá-los a aprender ainda mais. Estudantes realizando uma avaliação em sala de aula. É importante abandonarmos a ideia de que uma escola de qualidade é aquela que reprova, e passarmos a valorizar aquela que se dedica a assegurar que todos os alunos aprendam. A avaliação da aprendizagem, quando utilizada de forma construtiva e orientadora, é uma poderosa ferramenta que nos auxilia na missão de garantir que todos os estudantes realmente alcancem o aprendizado. Vamos pensar sobre como podemos melhorar e entender que a avaliaçãoé um processo de estratégia de aprendizagem docente. Entre os objetivos de aprendizagem e a avaliação Neste vídeo, discutimos a avaliação formativa e como ela acompanha o progresso dos estudantes, ajustando a prática pedagógica continuamente. Planejando a aprendizagem Relação entre planejar e avaliar a aprendizagem O conteúdo visto até aqui não é simples e precisa ter um contínuo processo de reflexão. Para ajudá-lo nessa compreensão, optamos então por lançar mão da prática. Exercício de matemática. Imagine que um professor de matemática tenha a missão de ensinar a boa e velha álgebra. A matemática pode ser um excelente instrumento para apoiar e elucidar os cenários que envolvem conjuntos de variáveis e tomada de decisões, com qualidade. A álgebra também é uma ferramenta poderosa para resolver problemas às vezes bastante complicados. Para utilizá-la, um passo é fundamental: equacionar o problema, ou seja, “traduzi-lo” para a linguagem matemática. 1 Tradição: O marcador de gasolina de um carro apresenta um erro e o dono deseja conhecê-lo a fim de compensá-lo nas próximas leituras do marcador. 2 Há pouco, o aparelho marcava 3/4 do tanque e ele precisou de 10 litros para enchê-lo completamente. A capacidade do tanque é de 50 litros. 3 Qual o erro percentual que o marcador apresenta? Para mais ou para menos? Aluno resolveu e acertou a questão Concluímos que ele aprendeu a matéria. Aluno não resolveu e errou a questão Deverá repetir a série. Porém, e se o ideal não for esse? Não queremos resolver o exercício citado, mas sim provocar o aluno a pensar. Não devemos planejar uma separação entre os capazes e os abandonados por serem fracos, refletir a tensão entre o planejamento X avaliação. O professor deve saber que o planejamento não é uma linha reta e precisa de constante adaptação para ser atingido, e a avaliação é um instrumento que o auxilia a construir uma percepção complexa das habilidades dos alunos. Embora não sejam a mesma coisa, o planejamento e a avaliação têm o mesmo fim e, quando bem feitos, são ricos em percepções de variáveis, não reduzindo cada aluno a um grau ou número. Fazer um planejamento é lidar com um grande problema algébrico. Portanto, vamos pensar em quais passos são necessários para o solucionarmos. Passo 1 Antes de mais nada, precisamos entendê-lo, e essa compreensão vai além de palavras ou símbolos, englobando também saber os passos para a busca da sua solução, superando dificuldades e obstáculos apresentados. Passo 2 Após a compreensão do problema, precisamos partir para a elaboração de um plano que permita a sua resolução, ou seja, quais os procedimentos que deverão ser utilizados para se alcançar a meta. Passo 3 Na etapa seguinte, é interessante identificar quais são os conteúdos e conceitos envolvidos no seu problema para ajudar a elaboração do plano. Passo 4 O próximo passo é a execução do plano elaborado, seguindo-o passo a passo. Passo 5 E finalmente, chega-se à última fase, a revisão. Nesse momento, teremos a chance de corrigir eventuais erros no processo e garantir a validade da resposta. Assim, podemos resumir os cinco passos para a resolução de um problema em perguntas inseridas em duas etapas. Compreender o problema Quais são os dados? Existe alguma condição ou restrição? Se existir uma condição, ela é suficiente para determinar solução? É contraditória? Conceber um plano Já encontrou um problema semelhante? Ou já viu o mesmo problema proposto de maneira um pouco diferente? Nesse contexto, o planejamento estratégico, quando fundamentado na concepção matemática de resolução de problemas, assume desenhos diferentes daqueles lineares e predefinidos. As diferentes variáveis que estão associadas a esse planejamento podem ser visualizadas por meio de trilhas que delineiam e constituem uma realidade e cujos resultados não serão alcançados de modo linear e com uma única solução. Resumindo O que se espera como solução para um problema pode não ser útil para outro, uma vez que pode existir uma nova variável e, com isso, a solução não servir mais. Desse modo, o processo de solução necessita ser feito a partir de novas escolhas. Ao nos deparamos com uma situação problema, é fundamental considerarmos as etapas que nos levam à possível solução. Esse mesmo raciocínio orienta o planejamento estratégico à medida que é necessário reconhecer (planificar) a situação e identificar (escolher) os instrumentos (caminhos/recursos) que nos permitem tomar decisões/ações (alternativas) para as diferentes variáveis que a situação nos apresenta. Verificar a plausibilidade das escolhas para, então, colocá-las em prática e avaliar todo o processo. Veja a seguir um esquema que elucida esse raciocínio: Diagrama com as etapas fundamentais de um planejamento estratégico. Por exemplo, um curso de correntes políticas – extracurricular – por ser dessa forma, ele pode ser meramente expositivo? Não. Repare: Organização do projeto para o curso extracurricular de correntes políticas. Isso precisa ser direcionado para essa energia virar algo positivo, ação, continuidade do curso com um momento público de debate. E daí, certamente, novos caminhos, e sempre deve haver novos caminhos. Vamos conhecer algumas atividades que podem ser consideradas nessas etapas quando nos deparamos com o planejamento estratégico: Identificação das diferentes variáveis que envolvem o problema e a priorização daquelas consideradas mais relevantes para a sua solução. A escola percebeu que as questões políticas vinham se tornando um embate constante e difícil, com muito grito e pouco entendimento. Então, entendeu que precisava criar um mecanismo de aplacamento e optou como decisão estratégica pela disponibilização de informações com mais qualidade. Ela tinha um quadro prévio, organizou o projeto e iniciou. Como resultado, os embates foram ampliados, assim como o diálogo melhorou. Essa percepção gerou a ideia de fazer uma ação de debate ao fim de cada aula, para que o processo não tivesse novo fim, descontrolado. Desenho da estratégia de solução, metas de ação, desenho do plano de ação (resolução). Avaliação (análise) da viabilidade das propostas de ação, identificando e avaliado as restrições das diferentes variáveis. Identificação da plausibilidade das propostas de ação, bem como das suas restrições em função das variáveis envolvidas no problema. Tomada de decisão – executar as ações. Avaliação do impacto das ações e correções necessárias. Para uma melhor compreensão da relação entre a solução de problemas e o planejamento estratégico, é importante considerar: A definição do problema – situação. A identificação das variáveis envolvidas. A identificação das variáveis essenciais para o contexto no qual o problema está inserido. A descrição clara do problema – a situação. A exposição das causas – explicações. Qual será a solução do “problema”? Em uma sala de aula, 10 litros de conhecimento não são mensuráveis de maneira tão fácil! Refletindo sobre nossos caminhos Estudantes participando em sala de aula. Do que já foi discutido até agora, podemos afirmar que a avaliação não se resume à realização de provas e testes, ela é um instrumento para a compreensão do processo pedagógico visando à melhoria da prática pedagógica. Nesse contexto, não só os estudantes são avaliados, mas também o trabalho docente e, inclusive, a escola e o sistema de ensino. A partir desse entendimento, não podemos mais ter uma prática avaliativa que consista na aplicação de provas ao final do ano que tenham como objetivo apenas promover ou reter um estudante na série. Precisamos avaliar em diferentes momentos, com diferentes finalidades e por meio de diferentes situações na qual, em cada uma delas, é preciso ter clareza do que se pretende avaliar. Salientamos que a meta de uma educação de qualidade é garantir a aprendizagem de todos, mas sabemos que os sujeitos possuem tempose modos diversificados de aprender. Sendo assim, para uma avaliação de qualidade e inclusiva, é importante que lancemos mão de instrumentos de avaliação adequados e diversificados, sobre os quais estudaremos no próximo módulo. Elaboração de questões Neste vídeo, a professora Adriana Nakamuta vai nos explicar como elaborar questões eficazes que avaliam o aprendizado e promovem o desenvolvimento contínuo dos estudantes. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 “No ano letivo de 2015, a professora supervisora nos informou quais os conteúdos que seriam ensinados ao decorrer do ano: Função, Função Afim, Função Quadrática, Função Exponencial e Função Logarítmica [...] Antes de iniciarmos essas atividades [...], aplicamos um questionário com o intuito de verificar dificuldades relatadas pelos alunos, além de identificar conhecimentos prévios dos mesmos.” (SANTOS, I. B. Metodologia do ensino de Matemática. São Cristóvão: CESAD, 2009.) O trecho acima relata o uso de uma certa modalidade de avaliação desenvolvida por bolsistas do PIBID de Matemática em uma turma do 1º ano de ensino médio. Que modalidade de avaliação é essa? A Diagnóstica B Formativa C Descritiva D Somativa E Discursiva Parabéns! A alternativa A está correta. A alternativa A é a correta. Foi realizada uma avaliação diagnóstica para que, por meio do levantamento dos conhecimentos prévios da turma e possíveis dificuldades, os bolsistas pudessem estipular o ponto de partida das futuras ações e iniciar o bloco de conteúdo. Questão 2 Leia o trecho da reportagem abaixo e assinale à qual modalidade de avaliação se refere: “Esta se caracteriza por ser realizada geralmente ao final de um programa, com o único objetivo de definir uma nota ou estabelecer um conceito - ou seja, dizer se os estudantes aprenderam ou não e ordená-los.” PELLEGRINI. Avaliar para ensinar melhor. Nova Escola, jan. 2003. Parabéns! A alternativa D está correta. A alternativa D é a correta, pois a avaliação somativa costuma ser realizada no final dos períodos letivos ou de uma unidade de ensino, ocasionando uma nota ou conceito para fins de promoção, como indicado no trecho da reportagem. A Diagnóstica B Formativa C Descritiva D Somativa E Estratégica 3 - Os instrumentos da avaliação Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer os instrumentos da avaliação da aprendizagem. Ligando os pontos Nesta primeira tirinha, vemos nosso aluno feliz por ter recebido uma prova cujo objetivo é assinalar verdadeiro ou falso. Logo, ele percebe que a prova não é tão fácil quanto pensava. Charge sobre questões objetivas. As provas tradicionais objetivas são apenas um dos modelos possíveis. Elas permitem que o professor trabalhe nos pontos em que o aluno errou e, na prática, atuam conjuntamente com as avaliações diagnóstica e somativa. Afinal, as provas possuem um resultado prático pelo qual é possível observar o desempenho e os entraves encontrados no processo de aprendizagem. Entretanto, a segunda tirinha aponta uma proposta bastante diferente. Charge sobre avaliações injustas. Embora a tirinha tenha a função cômica de exagerar um momento, ela chama a atenção para a subjetividade na avaliação. Nesse sentido, não há medida porque não existem critérios claros. Uma avaliação justa deve ser elaborada a partir de critérios de correção, objetivos que devem ser atingidos e que permitam ao aluno perceber seus pontos fracos e fortes. Questão 1 No primeiro caso, na charge do Calvin, vemos o aluno feliz por receber uma prova em que é solicitado que marque verdadeiro ou falso nas afirmativas. Pouco depois, o vemos jogar uma moeda indicando que, de fato, ele não sabe as respostas e estaria “chutando”. Sobre essa situação, analise as asserções e a relação entre elas: I. Calvin gostou da prova porque, sendo apenas para assinalar verdadeiro ou falso, não haveria margem para erro. PORQUE II. Acreditava saber todas as respostas, já que para ele uma prova de verdadeiro ou falso não abre espaço para interpretação. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Parabéns! A alternativa A está correta. Calvin, assim como muitos alunos e professores, entendeu que uma prova de verdadeiro ou falso seria mais fácil de fazer. Entretanto, não existem avaliações “fáceis”, pois tudo depende do que se deseja com o processo avaliativo. Questão 2 A segunda charge demonstra uma atitude mais comum do que seria desejado: o critério subjetivo da avaliação. Sobre a subjetividade, analise as afirmativas: I. A subjetividade é um critério válido, pois o professor conhece, melhor que ninguém, seus alunos. II. Critérios de subjetividade ajudam a separar os bons dos maus alunos para que um não impeça o processo de aprendizagem do outro. III. A correção de uma avaliação deve levar em conta o desempenho do aluno, evitando critérios subjetivos. IV. Conhecer o aluno é saber onde ele começou e o que foi capaz de atingir. Nesse sentido, devemos pensar nas potencialidades desenvolvidas, e não só naquilo que não foi possível aprender. A As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I. B As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. D A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. E As asserções I e II são proposições falsas. Estão corretas apenas as afirmativas: Parabéns! A alternativa C está correta. A total objetividade é um critério quase utópico. Entretanto, cabe aos professores minimizar o dano causado por aspectos meramente subjetivos. Os alunos jamais devem ser segregados por desempenho ou disciplina e a escola é sempre lugar de acolhimento, em todas as instâncias. Questão 3 Leia o trecho de uma música a seguir: Não posso nem tentar me divertir O tempo inteiro eu tenho que estudar Assim não sei se eu vou conseguir Passar nesse tal de vestibular (Química, Os Paralamas do Sucesso, 1983) A letra da música Química, sucesso nos anos 80, demonstra uma prática que parece ser secular: o horror do estudante às provas, em especial, às grandes avaliações, como o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. Entendendo que essas são provas críticas que exigem grandes habilidades, mas formuladas em moldes tradicionais, que tipo de atividade avaliativa pode ser trabalhado com os alunos para que eles possam fazer tais exames com tranquilidade? A I e II somente. B II e III somente. C III e IV somente. D II e IV somente. E I e III somente. Digite sua resposta aqui Chave de resposta Talvez uma das habilidades mais fundamentais seja interpretação de texto. Quando falamos em interpretação de texto, é comum remetermos somente a um conteúdo da disciplina de língua portuguesa. Entretanto, tudo é texto: da imagem na televisão à fórmula de matemática. Saber entender, interpretar e criticar um texto é a chave para a compreensão das demais disciplinas. Desse modo, podem ser pensadas atividades que estimulem a escrita e a interpretação, de forma inter e multidisciplinar. Instrumentos de avaliação Neste vídeo, a professora Claudia Costin fala sobre os instrumentos de avaliação, a importância da sua aplicação e organização. A escolha das formas de avaliar A palavra instrumento é utilizada para nomear todo objeto que serve para auxiliar ou levar a efeito uma ação qualquer. Quando falamos de instrumentos de avaliação ou avaliativos, estamos nos referindo aos registros utilizados para coletar dados a respeito do processo ensino e aprendizagem, ou seja, que viabilizem o acompanhamento de determinado estudante. Sendo assim, qualquer registro que ofereça informações sobre a aprendizagem passível da intepretação do docente pode ser considerado um instrumento de avaliação. Esse registro pode ser de diferentes naturezas: Expresso pelo próprio aluno Provas, cadernos,exercícios, textos e outros. Expresso pelo professor Pareceres, registro de observação, fichas, relatórios e outros. Até o final do século passado, a avaliação da aprendizagem era realizada basicamente por testes orais. Graças à complexificação da compreensão do ato avaliativo, atualmente contamos com inúmeras possibilidades de instrumentos de avaliação: observação, trabalho em grupo, debates, seminário, mapas conceituais, provas, dramatizações, autoavaliação, projetos, enfim, tudo o que origine um registro ou expresse algo do processo de ensino e aprendizagem. Diante de tantas possibilidades, seria inviável tratarmos de todos eles aqui, no entanto, vamos nos ater aos mais comuns. Prova A prova é o instrumento mais comumente utilizado na escola, sendo sinônimo de avaliação em algumas delas. Alguns motivos justificam a “popularidade” deste instrumento. A seguir, elencamos alguns: A prova é instrumento conhecido pelos docentes, que já vivenciaram essa experiência em muitas situações ao longo de sua vida acadêmica (LUCKESI, 1993). Oferece segurança ao docente na devolução dos resultados, pois é um instrumento legitimado socialmente (HOFFMANN, 1993). Como nesse modelo é aplicado um instrumento com as mesmas questões a todos os estudantes igualmente, promove uma sensação de justiça e igualdade (RAMPAZZO, 2011). Os docentes não sabem fazer uma avaliação de maneira diferente (VASCONCELLOS, 2003). ≠ Localiza o problema no aluno, não questionando o processo de ensino (VASCONCELLOS, 2003). Ora, se o professor que prepara a prova oferece o mesmo nível de dificuldade para todos os seus alunos, esse não seria um modelo justo de avaliação? Charge sobre modelos de avaliação injustos. Um livro infantil famoso é o The Animal School (1940) de George Reavis. O livro conta a história de um peixe que vai para a escola e precisa participar de corridas e escaladas. Mas o que isso tem a ver com a nossa conversa? A sensação de justiça que a prova evoca pode ser ilusória, pois uma prova pode: Ser utilizada como instrumento para correção de atitudes comportamentais, ser elaborada com alto ou baixo grau de dificuldade, desrespeitar o contrato didático, não apresentar questões de forma clara e etc. (RAMPAZZO, 2011, p.8) A discussão apresentada não é um ataque às provas nem um manifesto para sua abolição, e sim um alerta para seus limites e para fato de que são necessários reflexão e cuidado em sua utilização como instrumento avaliativo. Muitas questões de provas “viralizam” na internet por causa de suas respostas. O que provoca o riso nesses exercícios? Você, como professor, tomaria que postura nessa situação? O uso da prova como instrumento avaliativo é conhecido por todos, dando uma falsa impressão de que é fácil de elaborar, por isso, vamos nos ater um pouco mais nesse instrumento. Isso não quer dizer que o valorizamos mais que os outros. Professora corrigindo provas. A elaboração de uma prova exige cuidados que vão desde o processo de elaboração das questões, perpassando pela organização, disposição das questões, aplicação, até a correção. A seguir, destacamos algumas preocupações necessárias que visam à garantia de elaboração de uma prova “bem feita” de acordo com Rampazzo (2011): A contextualização das questões por meio de textos que não sejam meramente ilustrativos, mas que contribuam para a resposta do estudante. A definição de parâmetros para a correção. A elaboração de questões que não exijam do estudante a mera transcrição de informações ou conceitos. Instruções claras e objetivas. É sempre importante estar atento ao nível de complexidade das instruções e se questionar: será que o estudante conseguirá entender o comando? Nível de dificuldade adequado ao que foi trabalhado em sala, respeitando o contrato didático. Constitui um texto orgânico. Ordenação e numeração das questões devem estar bem dispostas na página. Informar o valor de cada questão etc. Você já deve saber que uma prova pode ser apresentada de forma objetiva ou discursiva. Conhecer a natureza de cada uma delas contribui para que o professor escolha qual se adequa mais aos seus objetivos, metodologia de ensino, o conteúdo a ser avaliado, a qual habilidade do aluno pretende-se avaliar, dentre outros. Uma prova, também, pode mesclar questões discursivas e objetivas. Avaliações que “viralizaram” na internet por conta das suas respostas inusitadas. A prova objetiva (ou questões objetivas): É um teste, no qual a opinião do aluno e a sua interpretação dos fatos não determinam a resposta correta, visto que ela já é expressa no texto. (RAMPAZZO, 2011, p. 12) Esse modelo de prova precisa conter questões com diferentes níveis de dificuldade. Os tipos de questão objetiva são divididos em duas categorias, onde na primeira é exigido que o estudante escreva uma resposta e a segunda onde o estudante deve apenas escolher uma das alternativas apresentadas. Enquadram-se no primeiro grupo questões de resposta curta ou com lacunas e, no segundo grupo, questões de certo e errado, correlação (ou acasalamento, ou combinação) e múltipla escolha. A seleção do tipo de questão deve atender ao que se deseja avaliar. A seguir, são elucidados e exemplificados cada tipo dessas questões: Questão de resposta curta Exige uma resposta breve, frase, palavra ou número, sendo disponibilizado um pequeno campo para o estudante dar sua resposta. Questões do tipo “complete a frase”. Pergunta direta com resposta simples, como “Quais são as cores da bandeira do Brasil?”. Essas questões costumam ser fáceis de elaborar e corrigir, mas é necessário que se tenha alguns cuidados na sua elaboração para que sejam diretas, não abrindo espaço para mais de uma resposta correta, e que seja breve e precisa. Uma das vantagens desse tipo de questão é que ela diminui a possibilidade do acerto casual (que chamamos coloquialmente de “chute”). Estudantes realizando uma avaliação em sala de aula. Questão de lacuna Contém uma ou mais frases em que são omitidas palavras ou partes, que são substituídas por espaços em branco a serem preenchidos pelo estudante por palavras ou números. Essas lacunas podem estar em qualquer lugar da afirmação. Exemplo O corpo humano é composto de cinco sentidos: _____, ______, ______, ______ e _____. Complete a frase, escrevendo na linha pontilhada o verbo “substituir” no tempo indicado: Os jogadores reservas ...................... os titulares. (Futuro do presente do indicativo) Algumas dicas para elaboração adequada desse tipo de questão são: formular questões que só admitam uma reposta, não omitir dados irrelevantes, mas também não omitir palavras que impossibilitem a compreensão da frase. Questão de certo/errado Apresenta uma frase declarativa e o estudante deve escolher entre os pares, como: Verdadeiro/falso Certo/errado Sim/não Correto/incorreto Para a formulação desse tipo de questão, é importante que não sejam apresentadas declarações ambíguas. Um aspecto que deve ser levado em consideração quando escolhemos esse modelo é que ele abre um espaço muito grande para o acerto casual, já que, como são apenas duas opções, mesmo que “chute”, o estudante tem 50% de chance de acertar, o que pode distorcer o seu resultado. Questão de correlação Apresenta duas colunas, as quais o estudante deve relacionar, tem como objetivo avaliar a habilidade de relacionar ideias ou fatos, classificar etc. Veja o exemplo na questão a seguir: 1. Na coluna da direita, estão indicadas a classificação das palavras conforme a posição da sílaba tônica. Na coluna da esquerda, há algumas palavras. No espaço entre parênteses, coloque o número correspondente à respectiva classificação quanto à tonicidade. Cada número pode ser usado uma ou mais vezes. 1. Oxítona 2. Paroxítona 3. Proparoxítona ( ) Português ( ) Proibido ( ) Ângulo ( ) Matemática Na elaboração desse tipo de questão, é importante que os itens a serem combinados pertençam à mesma categoria,