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Saúde Mental e Família
Profª Marjory Lima
POTENCIALIZAÇÃO DO TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO
Uma equipe multidisciplinar, em resumo, tem a função de potencializar os ganhos obtidos no tratamento psiquiátrico, complementando a abordagem clínica do médico e os benefícios do tratamento medicamentoso. Ela permite que as demandas particulares de cada paciente sejam atendidas, melhorando o quadro como um todo.
COMO SÃO COMPOSTAS AS EQUIPES MULTIDISCIPLINARES?
 Não existe uma regra de composição de uma equipe. 
 Quanto mais diversificada, maiores são as possibilidades de abordagem terapêutica. 
Esses profissionais devem sempre buscar uma atuação conjunta, integrada, compartilhando seus avanços e informações sobre o paciente. Essa troca permite mais dinamicidade na execução do plano terapêutico, revendo os objetivos e estratégias adotados, adequando-o a cada fase do processo de recuperação do paciente.
A Importância da Família na Formação do Indivíduo
Quando abordamos a família queremos propor a reflexão e a busca pela qualidade nos relacionamentos que tem impacto direto na promoção, prevenção e tratamento no âmbito da saúde mental.
FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL
 As relações parentais são determinantes na construção do estilo afetivo de seus membros, funcionam como regulador emocional e são centrais na estruturação da identidade pessoal. 
 Nas abordagens mais atualizadas em psicologia e psiquiatria (estudos atualizados sobre vínculos humanos) trabalha-se com a perspectiva de que a maioria dos transtornos psicopatológicos podem ter relação direta com as características e estilo dessa dinâmica familiar. 
FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL
Em busca de um resultado efetivo é imprescindível que se inicie dentro do próprio lar por meio de supervisão, suporte e compreensão à saúde das pessoas afetadas. Essa relação e a implicação da família no provimento de cuidados com o portador de sofrimento psíquico passam por diferentes etapas e varia de acordo com a realidade de cada grupo familiar e contextos aos quais estão inseridos.
FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL
Como estratégia na construção do sucesso do tratamento destacamos a busca de informações, envolvimento, acolhimento e a escuta por parte da família à pessoa em tratamento. a equipe prioriza e sugere o fortalecimento de ações que possam criar espaços de interação, apoio e suporte afetivo por acreditarmos que é por meio do vínculo e no cuidado que se desenvolve intervenções singulares, personalizadas e mais efetivas. Isto por representar uma maior garantia de respeito à subjetividade dos sujeitos envolvidos e para esta abordagem é indispensável a participação da família.
COMO ALERTAR A FAMÍLIA A LIDAR COM A PESSOA EM SOFRIMENTO
Em vários estudos sobre o papel da família no tratamento detectamos alguns pontos importantes de serem considerados, como por exemplo, a infantilização do portador de sofrimento psíquico. 
Essa  infantilização, além de dificultar a autonomia do paciente, o tira do lugar de um sujeito que tem sua história, sua individualidade, suas vontades, desejos e, principalmente, o destitui como principal agente para o enfrentamento do próprio sofrimento. 
COMO ALERTAR A FAMÍLIA A LIDAR COM A PESSOA EM SOFRIMENTO
Por outro lado, salientamos que há sobrecarga familiar de um modo geral a respeito da dor e sofrimento causados por se ter um parente nessas condições, desde aspectos relacionados as expectativas dos
familiares em relação ao tratamento, gastos financeiros, lida da rotina do ente em sofrimento, sentimento de culpa, falta de informação sobre o quadro clínico, para citar alguns fatores que transformam desde as
relações afetivas até a dinâmica familiar.
COMO ALERTAR A FAMÍLIA A LIDAR COM A PESSOA EM SOFRIMENTO
Propomos para amenizar a sobrecarga familiar e alcançar o cuidado em saúde mental a construção uma rede de cuidados articulada em que todos sejam envolvidos, não deixando o indivíduo somente como responsabilidade da família ou dos profissionais de saúde, mas integrando estratégias possíveis para atendê-lo de forma integral e humanizada.
Incentivamos a interação dessas pessoas com a sociedade, a criação de
laços de amizade, atividades culturais, de comunidade, de trabalho ou de estudo, que se constituem como importantes bases de apoio ao indivíduo e à família em momentos de crise.
A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR 
Assegurar-se que a pessoa seja avaliada por uma equipe especialista em saúde mental;
Evitar preconceito através da revisão de como percebe o sofrimento da pessoa;
Informar-se para compreender a doença, através de leituras, pesquisas, entre outros meios;
Compreender que o indivíduo não escolheu estar ou ser assim;
Saber ouvir e dar atenção necessária;
Oferecer companhia neste momento difícil;
Observar atentamente mudanças de comportamento;
Respeitar cada momento do paciente, incentivando atividades, mesmo na recusa;
Lembre-se que em situações difíceis um abraço pode ser a melhor solução;
Apresentar a família e a comunidade como suporte fundamental para que o sujeito crie vínculos;
Na medida do possível envolver amigos, grupos e rede de apoio;
Família buscar auxílio profissional;
ESTILOS DE APEGO 
APEGO SEGURO
Tendem a ter opiniões positivas sobre si mesmas e sobre seus parceiros. Elas tendem, também, a ter opiniões positivas sobre seus relacionamentos. Muitas vezes elas relatam maior satisfação e harmonia em seus relacionamentos do que pessoas de outros estilos de apego. 
Pessoas seguramente apegadas sentem-se confortáveis tanto com a intimidade quanto com a independência. No padrão seguro o relacionamento cuidador-criança é provido de uma base segura, na qual a criança pode explorar seu ambiente de forma entusiasmada e motivada e, quando estressadas, mostra confiança em obter cuidado e proteção das figuras de apego, que agem com responsabilidade. As crianças seguras incomodam-se quando separadas de seus cuidadores, mas não se abatem de forma exagerada.
ESTILOS DE APEGO 
APEGO EVITANTE
Desejam um alto nível de independência. O desejo de independência, frequentemente, aparece como uma tentativa de evitar o apego. Eles veem a si mesmos como autossuficientes e invulneráveis a sentimentos associados com estarem intimamente ligados a outros. Eles muitas vezes negam necessitar de relações íntimas. O padrão evitativo brinca de forma tranquila, interage pouco com os cuidadores, mostra-se pouco inibido com estranhos e chega a se engajar em brincadeiras com pessoas desconhecidas durante a separação dos cuidadores. Quando são reunidas aos cuidadores, essas crianças mantêm distância e não os procuram para obter conforto.
ESTILOS DE APEGO 
APEGO AMBIVALENTE
Buscam por altos níveis de intimidade, aprovação, e receptividade de seus parceiros. Elas, muitas vezes, valorizam a intimidade a tal ponto que se tornam excessivamente dependentes de seus parceiros. Elas, frequentemente, duvidam de seu valor como parceiras e culpam-se pela falta de receptividade de seus parceiros. O padrão resistente ou ambivalente é caracterizado pela criança que, antes de ser separada dos cuidadores, apresenta comportamento imaturo para sua idade e pouco interesse em explorar o ambiente, voltando sua atenção aos cuidadores de maneira preocupada. Após a separação, fica bastante incomodada, sem se aproximar de pessoas estranhas. Quando os cuidadores retornam, ela não se aproxima facilmente e alterna seu comportamento entre a procura por contato e irritação/raiva.
ESTILOS DE APEGO 
APEGO DESORGANIZADO
Têm sentimentos mistos sobre relacionamentos íntimos. Por um lado, elas desejam ter relações emocionalmente íntimas. Por outro lado, elas tendem a se sentir desconfortáveis com a intimidade emocional. Estes sentimentos mistos são combinados com, às vezes inconscientemente, opiniões negativas sobre si mesmas e seus parceiros. Elas geralmente veem a si mesmas como indignas da receptividade de seus parceiros, e não confiam nas intenções deles. Composto por crianças que tiveram experiências negativas para o desenvolvimento infantil adaptado apresentavam comportamento contraditóriopara lidarem com a situação de separação. Na presença dos cuidadores, antes da separação, essas crianças exibem um comportamento constante de impulsividade, que envolve apreensão durante a interação, expressa por brabeza ou confusão facial, ou expressões de transe e perturbações.
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