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OBRAS ANÁLOGAS 
Mirante do Cabral 
Ficha Técnica 
Arquitetos: Cidade Quintal 
Área: 98 m² 
Ano: 2023 
Local: Vitória/ES 
 
Imagem 01: Mirante do Cabral. Fonte: Ana Luzes. 
O que era lixo para alguns se tornou arte no subúrbio de Victoria. O Cidade 
Quintal, que desde 2016 trabalha para fortalecer comunidades sustentáveis, 
em parceria com o Movimento Cidade, passou cerca de 30 dias no Morro do 
Quadro, em Vitória, para um projeto de revitalização do Mirante do Cabral com 
tampinhas de garrafas plásticas recicladas. O evento faz parte do Festival 
Movimento Cidade – Edição Favela, que também celebrará os 13 anos do 
Instituto Serenata D’Favela em Moro. 
Moradores da comunidade do Morro do Quadro, em Vitória-ES, doaram 24 mil 
tampas de garrafas plásticas como base para melhorias nos espaços sociais 
dos mirantes da região. 
 
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Imagem 02: Mirante do Cabral. Fonte: Ana Luzes. 
O Mirante do Cabral é um espaço com vista panorâmica para a cidade e 
paisagem natural da Ilha da Vitória. Fica no alto do morro, no cruzamento entre 
o beco e a escadaria principal que leva ao topo. No cotidiano dos moradores, 
é uma parada para descanso após uma longa subida. É uma área de recreação 
para as crianças que moram no entorno, já que a praça do bairro fica no térreo. 
 
Imagem 03: Mirante do Cabral. Fonte: Archdaily. 
Além das vivências cotidianas, é o ponto de encontro do Coral Serenata 
D'Favela, iniciativa que há 13 anos promove jovens talentos do bairro por meio 
da música. Segundo os membros, foi o lugar perfeito para gravar videoclipes e 
apresentações que mostram o poder deste lugar: as pessoas e a incrível 
perspectiva que elas têm de outras comunidades. Foi Serenata D'Favela quem 
assumiu o projeto, ajudou a definir o espaço de intervenção e acompanhou o 
desenvolvimento. 
A melhoria inclui, além dos reparos, pintura e inserção de painéis gráficos, feitos 
com capas plásticas, construindo uma plataforma contra a vista. O acesso é feito 
a pé, por vielas e escadas. Este foi um dos maiores desafios do projeto devido à 
quantidade de materiais que tiveram que ser carregados manualmente como 
areia, brita, cimento, tinta e ferramentas. 
Em pouco tempo, uma cadeia de atividades foi implementada desde a 
mobilização de resíduos, co-criação com a comunidade, montagem de painéis 
com plástico até a implementação, o que foi possível graças ao senso de 
cooperação de todos os parceiros durante o processo. 
 
 Imagem 04: Mirante do Cabral. Fonte: Archdaily. 
O espaço central nas transformações do Mirante do Cabral foi a plataforma 
voltada para a vista principal. Segundo os vizinhos, moravam aqui 3 irmãs, Maria, 
Eliza e Serafina, que deixaram o local pouco antes de a prefeitura construir a 
escada principal que corta o topo do morro. Mesmo com o que sobrou, chão 
quebrado, escada e muito mato, tinha criança que adorava brincar ali. No projeto, 
o piso foi formalizado, permitindo novos equipamentos mais seguros e divertidos 
para as crianças. 
 
Imagem 05: Mirante do Cabral. Fonte: Ana Luzes. 
O platô se tornou o espaço mais amplo do local sendo ótimo para apresentações 
e gravações. Sendo assim, uma escada que havia no local foi aproveitada e 
através dela é possível ter ângulos privilegiados para filmagens e ensaios 
fotográficos, além de servir como arquibancada de onde se vê as pinturas e a 
vista do local. 
Contudo, é possível notar que com pouco se faz muito. "Doe tampinhas e 
contribua com um projeto na comunidade", foi a frase em destaque nos coletores 
espalhados pelos comércios locais e escola. Ativar a comunidade para uma 
campanha de doação de resíduo e apresentar um resultado final em que todos 
possam se beneficiar, é uma prática circular capaz de promover conscientização 
e mobilizar mudanças mais duradouras. 
 
 
Favela Nova Jaguaré 
Ficha Técnica 
Arquiteto: Marcos Boldarini 
Área: 15.955 m² 
Ano: 2012 
Local: São Paulo/SP 
 
Imagem 06: Favela Nova Jaguaré. Fonte: Daniel Ducci. 
A Favela Nova Jaguaré é uma das ocupações irregulares mais antigas de São 
Paulo. Os registros mostram que as primeiras edificações foram construídas no 
início da década de 1960 em terrenos designados como verdes, graças a uma 
distribuição de terrenos promovida pela Companhia Imobiliária Jaguaré. 
Dada a sua localização e precário nível de ocupação, a área tem sido objeto de 
diversas propostas e intervenções por parte do poder público. Em particular, o 
território do Distrito 3 passou por duas ocupações irregulares no segundo ciclo 
de construções irregulares construídas a partir da construção do bloqueio no 
início dos anos 1990, tornando-se uma área empobrecida e sem infraestrutura. 
Condições Perigo de deslizamento de terra. 
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Imagem 07: Foto área da Favela Nova Jaguaré. Fonte: Daniel Ducci. 
Neste sentido, a proposta de intervenção insere-se no plano de ações de 
urbanização como medida concreta de qualificação urbana neste setor 
comunitário, com o objetivo de preservar e resgatar o caráter público como 
princípio orientador da concepção do projeto. Da mudança de paradigma de um 
lugar caracterizado por um processo contínuo de ocupação e desconstrução, 
para um novo estado de segurança social, simbólico, lúdico e integrador. 
 
Imagem 08: Favela Nova Jaguaré. Fonte: Daniel Ducci. 
O processo de transformação para garantir as condições de planeamento, 
começou com a demolição de edifícios em risco, permitindo a construção de 
estruturas de estabilização geotécnica e introduzindo sistemas de infraestruturas 
de drenagem de águas pluviais, redes de esgotos e abastecimento de água. 
O projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar, aliando a definição de 
urbanização às possibilidades e limitações geradas pelas diversas ciências da 
engenharia, sempre compreendendo o bairro como um todo e sua intercalação 
e junção com suas manifestações. 
 
Imagem 09: Implantação - Favela Nova Jaguaré. Fonte: Archdaily. 
Como principais elementos do projeto, propuseram um eixo de circulação que 
supera o desnível de 35m e conecta os pavimentos superior e inferior do bairro, 
além de equipamentos e espaços para esportes e lazer. e atividade. descansar. 
 
Imagem 10: Corte Geral - Favela Nova Jaguaré. Fonte: Archdaily. 
Esse eixo é marcado por uma série de dispositivos circulares como escadas, 
rampas e passarelas feitas de estruturas metálicas que navegam de forma lúdica 
para que os pedestres possam desfrutar das vistas do Vale do Rio Pinheiros, 
Pico do Jaraguá e outros lugares novos. 
Foi projetado um centro comunitário, para abrigar um laboratório de informática. 
Abriga também em sua cobertura uma praça-mirante. A localização é 
estratégica, visto que, não é necessário a utilização das escadas. Além de 
permitir o avanço das lajes que estão no centro da intervenção e que compõem 
a planície seca, as paredes fazem parte da estrutura de contenção de taludes. 
 
Imagem 11: Centro Comunitário - Favela Nova Jaguaré. Fonte: Daniel Ducci. 
O acesso secundário foi criado para fornecer novos acessos e conexões com as 
ruas e vielas do entorno e permitir o acesso de transporte público no meio de 
quarteirões antes bloqueados pela ocupação. 
A Intervenção Urbana consiste em murais de Maurizio Adnolfi, cujo conceito se 
baseia no domínio das cores começando pelo amarelo (relação com o solo) até 
o verde médio(relação com o jardim) em um nível de praça é para enfatizar 
alcance o azul (que significa o céu) para levar a arte aos espaços públicos. 
 
FAVELA Nova Jaguaré - Setor 3 / Boldarini Arquitetura e Urbanismo. 2014. Disponível 
em: https://www.archdaily.com.br/br/01-182522/favela-nova-jaguare-setor-3-slash-
boldarini-arquitetura-e-urbanismo?ad_source=search&ad_medium=projects_tab. 
Acesso em: 18 maio 2023. 
MIRANTE do Cabral / Cidade Quintal. 2023. Disponível em: 
https://www.archdaily.com.br/br/999727/mirante-do-cabral-cidade-quintal. Acesso em: 
18 maio 2023.

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