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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO MARIANA MYLENA MELO DE MOURA Atividade Contextualizada – Tópicos Integradores III Maceió/AL 2025 Ao projetar uma residência em climas quentes e úmidos, como os encontrados em boa parte do Brasil, é essencial adotar estratégias da Arquitetura Bioclimática para garantir conforto térmico e eficiência energética. A implantação correta do edifício no terreno é o primeiro passo. Posicionar os ambientes de permanência prolongada, como quartos e salas, nas orientações mais favoráveis — geralmente voltadas para o norte ou nordeste — permite melhor aproveitamento da iluminação natural e facilita a ventilação cruzada. Essa ventilação natural é fundamental para reduzir a dependência de sistemas artificiais de climatização, especialmente em regiões onde a umidade elevada pode gerar desconforto térmico. A forma da edificação também desempenha papel crucial. Volumes compactos reduzem áreas de exposição ao sol, enquanto formas alongadas e estreitas facilitam a ventilação cruzada. Beirais largos, coberturas ventiladas e uso de brises são recursos que promovem sombreamento, evitando o superaquecimento das superfícies externas e internas. Esses elementos, além de reduzirem a carga térmica, contribuem para maior durabilidade dos materiais construtivos. A escolha consciente dos materiais é outro ponto estratégico. Materiais com alta inércia térmica, como alvenaria de blocos cerâmicos, ajudam a estabilizar as temperaturas internas, enquanto cores claras nas fachadas e coberturas refletem a radiação solar, diminuindo o acúmulo de calor. Além disso, o uso de materiais de baixo impacto ambiental, recicláveis ou de origem local, reduz a pegada ecológica da construção, conforme discutido por Gonçalves e Duarte (2008), que ressaltam a importância da integração entre tecnologia, projeto e ambiente. Assim, ao adotar essas estratégias bioclimáticas de forma articulada, é possível criar edificações que não apenas respeitem o meio ambiente, como também ofereçam conforto térmico e eficiência energética. Esse tipo de arquitetura sustentável, como defendem Corbella e Yannas (2003), não busca apenas responder às exigências ambientais atuais, mas também contribuir para um futuro mais equilibrado e saudável para as próximas gerações. Referências CORBELLA, O.; YANNAS, S. Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos: conforto ambiental. Rio de Janeiro: Revan, 2003. GONÇALVES, J. C. S.; DUARTE, D. H. S. Arquitetura sustentável: uma integração entre ambiente, projeto e tecnologia em experiências de pesquisa, prática e ensino. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 6, n. 4, p. 51–81, out./dez. 2006. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/3720. Acesso em: 25 abr. 2025. Atividade Contextualizada – Tópicos Integradores III