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Logística e Supply Chain Management

Apostila sobre Distribuição e Logística. Síntese de vários autores sobre logística e Gerenciamento da Cadeia Logística, com capítulos sobre logística integrada, supply chain management, marketing, nível de serviço; processamento de pedidos, produção, embalagem, transporte, estoques, armazenagem, logística reversa, sistemas de informação, bibliografia e glossário.

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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professor: Wilson Luigi Silva 
 
 
2 
Sumário 
 
Prefácio ....................................................................................................................................................................... 3 
1 -  INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 4 
2 -  LOGÍSTICA INTEGRADA .............................................................................................................................. 8 
3 -  SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ............................................................................................................... 14 
4.  MARKETING .................................................................................................................................................. 22 
5 -  NÍVEL DE SERVIÇO ..................................................................................................................................... 24 
7 -   ABRANGÊNCIA DA LOGÍSTICA ........................................................................................................... 28 
7.1 -  PROCESSAMENTO DE PEDIDOS .......................................................................................................... 28 
7.2 -  PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO ....................................................................................................... 30 
7.3 -  EMBALAGEM ........................................................................................................................................... 31 
7.4 -  TRANSPORTE ........................................................................................................................................... 36 
7.5 -  GESTÃO DE ESTOQUES ......................................................................................................................... 44 
7.6 -  ARMAZENAGEM ..................................................................................................................................... 49 
7.8- CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS LOGÍSTICOS ......................................................................................... 53 
7.9 -  MÉTODOS DE LOGÍSTICA ..................................................................................................................... 56 
7.10- LOGÍSTICA REVERSA ................................................................................................................................ 56 
7.11 – SISTEMA DE INFORMAÇÕES .................................................................................................................. 57 
8 -  BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................. 59 
9 - GLOSSÁRIO DE TERMOS DE USO CORRENTE NA LOGÍSTICA EMPRESARIAL .............................. 60 
 
OBS. Resumo do texto, sendo no máximo três páginas, duas de desenvolvimento e uma de 
apreciação crítica. As resenhas deverão ser entregues ao professor em documento impresso, 
com a seguinte formatação: Fonte Arial ou Times New Roman, corpo 12, margens esquerda e 
superior de 3cm, margens direita e inferior de 2cm, espaçamento 1,5. Capa com nome da 
instituição titulo do trab alho e nome do(s) aluno(s). 
 
3 
Prefácio 
 
O texto desta apostila é uma coletânea. Trata-se de uma síntese de vários 
autores renomados na área de logística. 
 
Esta apostila vai prepará-lo para dar os primeiros passos para o 
Gerenciamento da Cadeia Logística. Procuramos explicar este assunto 
razoavelmente técnico de maneira mais simples possível. 
 
 Para os iniciantes no assunto, explicaremos o que é logística e a sua 
integração com outras áreas. 
 
 Veremos alguns tipos exemplos de Gerenciamento da Cadeia logística: como 
eles surgiram e a sua evolução com o passar dos anos. Estudaremos cada 
componente e como eles trabalham em harmonia para manter o sistema de 
informação em perfeito funcionamento. 
 
 A todo o momento sempre que possível estaremos traçando um paralelo 
entre o Gerenciamento da Cadeia logística e a empresas. Nós dias de hoje, um 
conhecimento sólido é essencial para as decisões de compra, para avaliação dos 
pontos fortes e fracos de cada um e qual é como implantar este Gerenciamento da 
Cadeia Logística dentro das empresas. 
 
 Este material não dispensa os livros indicados nem tenta substitui-los é 
apenas material de apoio para estudos iniciais em Logística. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1 - INTRODUÇÃO 
 
LOGÍSTICA: 
 
Parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: 
 • Projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, 
distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins 
operativos ou administrativos). 
 
Historia: 
 
Segundo a lenda grega, a Guerra de Tróia começou porque Páris, um dos 
cinquenta filhos do rei Príamo, de Tróia, raptou a bela Helena, mulher de Menelau, 
rei de Esparta. Os gregos enviaram um exército para trazê-la de volta e cercaram 
Tróia durante dez anos; a guerra acaba com o ardil do cavalo de madeira. Os 
historiadores de hoje encaram o conflito como sendo talvez o último de uma série de 
guerras comerciais travadas entre os gregos micênicos, do continente, e os troianos, 
que controlavam o comércio da lã, dos cereais e de outros produtos vindos do Mar 
Negro através do estreito de Dardanelos. Foi para quebrar esse domínio econômico 
que os governantes de muitas cidades gregas juntaram seus recursos militares e 
iniciaram a campanha do outro lado do mar. Os gregos de Homero fazem lembrar os 
corsários vikings de dois mil anos depois, percorrendo os mares, atacando e 
pilhando, mas raramente organizando expedições na mesma escala da Guerra de 
Tróia. 
 
Uma rampa encontrada por Schiliemann foi erradamente identificada como o 
local por onde os troianos teriam arrastado o cavalo por dentro da cidade. Na 
verdade, o episódio do cavalo é um dos poucos elementos do relato do cerco de 
Tróia feito por Homero que não poderá ser provado por nenhum achado 
arqueológico. A Ilíada, de Homero, acaba com a morte de Heitor e os jogos fúnebres 
em sua honra, muito antes do saque de Tróia, e assim não há qualquer menção ao 
cavalo. Mas, na Odisséia, o outro poema épico de Homero, o herói Ulisses 
descreve-o com alguns pormenores. Um relato mais completo 
chega-nos através de Virgílio, no séc. I a.C., quase 1200 anos após o 
acontecimento. 
 
Os críticos que rejeitam a verdade literal do episódio interpretam diversamente as 
narrativas clássicas. Para uns, o cavalo seria uma espécie de torres de assédio 
militar ou aríete (Um aríete é uma antiga máquina de guerra constituída por um forte 
tronco de freixo ou árvore de madeira resistente, com uma testa de ferro ou de 
bronze a que se dava em geral a forma da cabeça de carneiro. Os aríetes eram 
utilizados para romper portas e muralhas). No entanto, embora tenha havido cercos 
na Idade do Bronze, não há provas do uso de engenhos para tais fins. Segundo 
outros, o fato de Homero se referir aos navios como "cavalos do mar" poderia 
significar que o "cavalo de madeira" representava a frota grega. Uma explicação 
possível é a de que o cavalo que os troianos levaram para dentro da cidade foi à 
forma encontrada por Homero de simbolizar o modo como os troianos contribuíram 
para a própria destruição. Os egípcios contavam uma história acerca de soldados 
 
5 
que se haviam infiltrado numa cidade dentro de sacos, e os habitantes dessa cidade 
pensaram que se tratava de presentes: a lenda do cavalo de Tróia pode ter nascido 
desse relato. 
Fonte: "Grandes Acontecimentos que Transformaram o Mundo", Reader's Digest 
Livros. 
 
Ao longo da história, as guerras têm sido ganhas ou perdidas tambémdeficiente provoca acidentes, avarias nas 
mercadorias e perdas de carga. 
 
Abaixo são apresentados alguns fatos do transporte rodoviário brasileiro: 
• O sistema rodoviário necessita de cerca de 5 bilhões de dólares para 
recuperação imediata. 
• Extensão total das rodovias pavimentadas: 150.000km. 
• Extensão total das rodovias federais pavimentadas: 53.000km. 
• Número de veículos para transporte de carga: 1.700.000. 
 
O transporte rodoviário é uma parte vital da rede logística de muitas empresas, 
pois suas características são mais compatíveis do que outros meios de 
transporte com as necessidades de serviços do cliente. 
 
Principais características positivas do transporte rodoviário: 
• Entrega porta a porta, sem interferência de outro modal. 
• Não há transbordo intermediário das mercadorias. 
• Custo relativamente baixo. Está entre o ferroviário e o aéreo. 
• Em curtas distâncias (inferior a 300km), o custo do rodoviário é mais 
competitivo. 
• Rapidez. 
• Versatilidade. 
• Freqüência, entre outras. 
 
39 
 
Principais pontos negativos: 
• Falta de padronização das cargas. 
• Consumo energético alto por tonelada transportada. 
• Pouca capacidade de carga. 
• Altos índices de acidentes e roubos. 
• Sujeitos a uma infra-estrutura deficiente. 
 
Ferroviário 
 
Em alguns países, como por exemplo, União Soviética, China Popular, 
Hungria, Áustria, o modal ferroviário é predominante. As ferrovias transportam 
para distâncias mais longas, em média 1000km. O fato de estarem limitadas a 
instalações fixas de trilhos tira a versatilidade e flexibilidade das ferrovias. 
 
O transporte ferroviário custa menos em termos de preço unitário do que o 
rodoviário e aéreo. 
 
Os trens operam de acordo com horários de partida e chegada. No Brasil, as 
ferrovias usam vagões umas das outras, e às vezes o equipamento não está 
disponível onde é necessário. Diversos desenvolvimentos têm ajudado o setor 
ferroviário a superar suas dificuldades. Entre os avanços incluem-se a 
programação e elaboração de rotas por computador, melhoria do equipamento, 
melhoria do leito ferroviário e terminais, vagões de propriedade do embarcador 
e/ou arrendados por ele, e o uso de trens unitários. As ferrovias são 
proprietárias da maior parte de sua frota, sendo o restante de propriedade do 
embarcador ou arrendado por ele. 
 
No Brasil, a privatização da Rede Ferroviária Federal trouxe um novo alento a 
esta modalidade, que estava minguando com o passar do tempo. 
 
As principais empresas ferroviárias brasileiras são: 
• Companhia Vale do Rio Doce, que engloba a Estrada de Ferro Vitória-
Minas e Estrada de Ferro de Carajás (opera nos estados de Minas, ES, 
Pará e Maranhão). 
• Ferrovia Centro Atlântica (opera nos estados do Rio, Minas, ES, Goiás, 
Bahia, Sergipe). 
• MRS Logística (opera em Minas, Rio e São Paulo). 
• América Latina Logística (operam no Paraná, Sta Catarina, Rio Grande 
do Sul e Argentina). 
• Ferroban – Ferrovia Bandeirantes S.A. (opera em S. Paulo e Minas). 
• Cia. Ferroviária do Nordeste (opera no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio 
Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas). 
• Ferrovia Novoeste (opera em S. Paulo, Mato Grosso do Sul e Bolívia). 
 
40 
• Estrada de Ferro Norte Sul (operam em Goiás, Tocantins e Maranhão). 
• Ferronorte – Ferrovias Norte Brasil (opera em Mato Grosso do Sul, Mato 
Grosso, Goiás e Minas). 
 
As bitolas utilizadas nas ferrovias brasileiras são: Bitola métrica – 1,0 metro; 
Bitola larga – 1,60m. 
 
Abaixo são apresentados alguns fatos do transporte ferroviário brasileiro: 
• Responde por 20% do total de cargas transportadas no país 
• A extensão total da malha é de 30.000km 
• Total de cargas transportadas: 270.000.000t/ano. 
 
Fatores positivos do transporte ferroviário: 
• Maior capacidade relativa 
• Tarifas mais competitivas 
• Menor consumo energético 
 
Fatores negativos: 
• Péssima infra-estrutura 
• Despadronização de bitolas 
• Poucos pátios para transbordo 
• Velocidade pequena 
• Inviável para pequenas distâncias 
 
Aéreo 
 
Um número cada vez maior de embarcadores usa o transporte aéreo. Uma 
grande parte considera o frete aéreo um serviço especial, para emergência, 
devido ao seu custo maior. 
 
Os transportadores aéreos geralmente manipulam produtos de alto valor. O 
frete aéreo não se justifica para produtos de baixo valor, porque o alto preço do 
frete aéreo representaria muito no custo do produto. Por exemplo: um 
componente eletrônico e um livro que têm o mesmo peso, mas preços 
substancialmente diferentes. Se o custo do frete aéreo fosse igual do ponto A 
ao ponto B, as taxas de transporte consumiriam uma parte maior do custo do 
livro e uma parte menor do componente eletrônico. As considerações do 
serviço ao consumidor podem influenciar a escolha do meio de transporte 
nessa situação, mas somente se a questão do nível de serviço for mais 
importante do que a questão do custo. 
 
O transporte aéreo tem um tempo de trânsito menor, mas a demora nos 
terminais e entrega podem reduzir um pouco esta vantagem. Para o 
 
41 
embarcador interessa o tempo total, ao invés do tempo de aeroporto para 
aeroporto. 
 
O transporte aéreo oferece as seguintes opções para o transporte de carga: 
• Avião de passageiro: Essa aeronave possui compartimento de cargas, 
permitindo o transporte de mercadorias de pequenos volumes. 
• Avião Combi: Grandes aeronaves (Boeing 747) são divididas em duas 
partes, uma para passageiros e outra para carga. 
• Avião Cargueiro: 100% do espaço destinado para carga. 
Fatores positivos do frete aéreo: 
• Confiabilidade 
• Tempo de trânsito menor 
• Menos sujeito a avarias e roubos 
 
Fatores negativos: 
• Custo alto do frete 
• Depende de outro modal 
• Depende de condições climáticas 
• Pequena capacidade de transporte 
 
No Brasil, o transporte aéreo representa menos de 1% do volume de carga 
transportada. 
 
Hidroviário 
 
O transporte hidroviário pode ser desmembrado em diversas categorias 
distintas: fluvial (rios), lacustre (lagos), marítimo de cabotagem e marítimo 
internacional. 
 
O transporte hidroviário é especialmente indicado para movimentação de 
artigos pesados, volumosos, de baixo valor por unidade e que possam ser 
descarregados por meios mecânicos. 
 
Os transportadores hidroviários transportam internacionalmente ou dentro do 
país materiais a granel, tais como minério, grãos, celulose, carvão, calcário, 
petróleo, etc. 
 
No Brasil, o hidroviário responde por 13% do volume. 
 
Na matriz de transporte brasileira, o transporte fluvial encontra enormes 
restrições de implementação por parte do governo, principalmente pela pouca 
experiência do país no uso de vias navegáveis interiores. Por isso, o transporte 
fluvial responde com menos de 1% no volume total de cargas, apesar da 
existência de aproximadamente 24.000km de vias navegáveis. 
 
 
42 
No corredor Centro – Leste, é possível o aproveitamento dos rios S. Francisco, 
Paranaíba e hidrovia Tietê-Paraná. No Centro-Norte, encontra-se a hidrovia 
Araguaia-Tocantins. 
A cabotagem está tomando um espaço cada vez maior no transporte de carga 
brasileiro. A Docenave já opera no litoral com seis navios conteineros. Com o 
aumento do volume de carga nesta modalidade, está havendo uma redução do 
frete. E havendo redução do frete, o volume de carga aumenta. 
 
Um fator que também está contribuindo para o incremento da cabotagem é a 
questão do elevado índice de roubo no rodoviário, fazendo com que haja uma 
migração deste para aquele modal. 
 
Fatores positivos do hidroviário: 
• Maior capacidade relativa 
• Tarifas mais competitivas 
• Menor consumo energético 
• Menor agressividade ao meio ambiente 
• Maior segurança contra roubo 
 
 Fatores negativos: 
• Menor acesso 
• Sazonalidade dos rios 
• Péssima infra-estrutura 
• Baixa velocidade de viagem 
• Depende de outro modal 
 
Dutoviário 
 
As dutovias transportam um número limitado de produtos, incluindo-se aí o gás 
natural, petróleo cru, produtosde petróleo, água, produtos químicos, minérios, 
etc. O gás natural e o petróleo cru são responsáveis pelo maior volume do 
tráfego dutoviário. As dutovias podem entregar seus produtos com 
confiabilidade devido aos seguintes fatores: 
 
Os fluxos de produtos dentro do duto são monitorados e controlados por 
computador; 
Perdas e danos devido a vazamentos ou danos no duto são extremamente 
raros; 
Condições climáticas têm efeitos mínimos sobre os produtos movimentados 
nos dutos; 
As dutovias não exigem muita mão-de-obra. 
 
As vantagens que as dutovias oferecem em relação a outras formas de 
transporte têm estimulado as empresas a movimentar outros produtos através 
dos dutos. Certamente, se um produto está, ou pode estar, na forma líquida, 
gasosa ou pastosa, pode ser transportado por dutos. 
 
43 
O volume de carga transportado por esta via é de aproximadamente 4,5%. 
 
 
Comparação entre Sistemas Modais Domésticos 
 
A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os principais sistemas 
modais domésticos: 
 
Características Rodovia Ferrovia Aéreo Hidrovia Dutovia 
Custos Moderados Baixos Altos Baixos Baixos 
Cobertura de 
mercado 
Porta-a-porta Terminal a 
Terminal 
Terminal a 
Terminal 
Terminal a 
Terminal 
Terminal a 
Terminal 
Nível de 
competição 
Alto Moderado Moderado Moderado Pequena 
Carga 
predominante 
Todos os 
tipos 
Valor Baixo 
e Moderado
Valor alto Baixo Baixo 
Distância média 
de transporte 
700Km 900Km 1.300Km 500-
1.800Km 
400-600Km
Capacidade do 
equipamento 
Baixa Alta Baixa Alta Alta 
Velocidade de 
Trânsito 
Moderada Baixa Rápida Baixa Baixa 
Flexibilidade Alta Moderada Baixa Baixa Baixa 
 
 
 
44 
TRANSPORTE INTERMODAL 
 
Intermodalidade 
 
O intermodal caracteriza-se, basicamente, pelo transporte da mercadoria em 
duas ou mais modalidades, em uma mesma operação, em que cada 
transportador emite um documento e responde, individualmente, pelo serviço 
que presta. 
 
A intermodalidade pode reduzir custos de outros modais mais onerosos em 
locais de entrega da mercadoria que não podem ser atingidos por um único 
meio de transporte, dependendo da proporcionalidade da distância e de outros 
fatores representados por cada um deles. 
 
Multimodalidade 
 
A lei no. 9.611/98, de 20.02.98, disciplina a utilização dos serviços de 
transporte multimodal. 
 
A opção vincula o percurso da carga a um único documento de transporte, 
designado Documento ou Conhecimento de Transporte Multimodal, 
independente das diferentes combinações de meios de transporte, como por 
exemplo, ferroviário e rodoviário. 
 
Além de propiciar melhor aproveitamento dos equipamentos, a multimodalidade 
resulta na maior eficiência dos serviços de transporte de carga, com menores 
custos, maior agilidade e confiabilidade na entrega. 
 
Para a operacionalização, a empresa interessada no transporte multimodal 
entrega a mercadoria ao OTM (Operador de Transporte Multimodal), firmando 
com este um contrato de Transporte Multimodal. O OTM irá tomar as 
providências necessárias e fazer com que a mercadoria seja transportada até o 
destino final, de acordo com o preço, prazo e integridade física pactuados. 
 
 
7.5 - GESTÃO DE ESTOQUES 
 
O controle do estoque é parte vital do composto logístico, pois estes podem 
absorver uma parcela significativa do custo logístico e representar uma porção 
substancial do capital da empresa. 
 
Na verdade, estoques sejam de matérias primas, produtos intermediários ou 
produtos acabados servem para uma série de finalidades: 
• Melhoram o nível de serviço 
• Incentivam economias na produção 
• Permitem economias de escala nas compras e no transporte 
Agem como proteção contra aumento de preços 
Protegem a empresa de incertezas na demanda e no tempo de ressuprimento 
 
45 
Segurança contra contingências 
 
Melhorar o nível de serviço 
 
Estoques auxiliam a vender os produtos da empresa. Estes podem ser 
localizados mais próximos aos pontos de venda e com quantidades mais 
adequadas. Isto é vantajoso para clientes que precisam de disponibilidade 
imediata ou tempo de ressuprimento pequenos. Para a firma fornecedora, isto 
significa vantagem competitiva e menores vendas perdidas. 
 
Incentivar economias na produção 
 
O mínimo custo unitário de produção geralmente ocorre para grandes lotes de 
fabricação com o mesmo tamanho. Estoques agem como amortecedores entre 
oferta e demanda, possibilitando uma produção mais constante, que não oscila 
com as flutuações de vendas. 
 
Permitir economias de escala nas compras e no transporte 
 
Uma das finalidades do estoque é obter descontos na compra de mercadorias 
com o uso de lotes maiores do que as demandas imediatas, e possibilitar 
descontos nos fretes pelo emprego de lotes que otimizam a capacidade dos 
veículos. 
 
Proteção contra alterações nos preços 
 
Bens comprados nos mercados abertos têm seus preços ditados pelos níveis 
de oferta e demanda. Compras podem ser antecipadas em função de 
aumentos previstos nos preços. Isto acaba criando estoque, que deve ser 
administrado pela área de logística. 
 
Proteção contra oscilações na demanda 
 
Em muitas ocasiões, não é possível conhecer com certeza as demandas de 
produtos ou os tempos de ressuprimento. Para garantir disponibilidade de 
produto, deve-se manter um estoque adicional de segurança. 
 
Proteção contra contingências 
 
Greves, incêndios, inundações, etc são apenas algumas das contingências que 
podem atingir uma empresa. Manter estoques de reserva é uma maneira de 
garantir o fornecimento normal nessas ocasiões. 
 
Parece claro que manter estoques oferece inúmeros benefícios, mas seus 
custos são elevados e têm subido dramaticamente com as taxas de juros. Para 
o especialista em logística, existe o desafio de minimizar o investimento em 
estoque, ao mesmo tempo em que balanceia a eficiência da produção e da 
logística com as necessidades de marketing. O alto custo do capital tornou este 
problema um assunto vital para a empresa. 
 
 
46 
Independentemente dos motivadores existentes para a redução dos níveis de 
estoques, a dinâmica do consumo de materiais em determinado elo da cadeia 
de suprimentos pode ser representada por gráficos, conforme ilustrado na 
figura 7.5.1. 
 
 
Estoque de 
segurança 
Tempo Pedido 
colocado 
Chegada 
do pedido 
Ponto de 
ressuprimento 
N
ív
el
 d
e 
es
to
qu
e Quantidade 
do pedido 
Figura 7.5.1 Fonte: Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos; Cristhopher, M. 
Método de controle de estoque pelo ponto de ressuprimento 
 
47 
Quando não há incertezas, a taxa de consumo média dos produtos é 
totalmente previsível dia após dia. Dessa forma, pode-se saber exatamente 
quando o nível de estoque chegará a zero. Conhecendo o tempo de 
ressuprimento, é fácil definir o ponto de ressuprimento de maneira que o 
abastecimento ocorra quando o estoque zerar. 
 
Por outro lado, no mundo real, onde as incertezas fazem parte do dia-a-dia, a 
taxa de consumo dos produtos não é totalmente previsível, podendo variar 
consideravelmente ao redor do consumo médio. Além disso, o tempo de 
ressuprimento também pode variar, ocasionando atrasos na entrega. Para se 
proteger desses efeitos inesperados, as empresas dimensionam estoques de 
segurança (ver figura 7.5.1), em função de uma probalidade aceitável de falta 
de produto em estoque. 
 
 
POR QUE E COMO REDUZIR OS NÍVEIS DE ESTOQUE 
 
Cada vez mais, as empresas estão procurando garantir disponibilidade de 
produto no cliente final, com o menor nível de estoque possível. São diversos 
fatores que determinam esse tipo de política, conforme descrição a seguir: 
• A diversidade crescente no número de produtos, que torna mais 
complexa e trabalhosa a contínua gestão dos níveis de estoque, dos 
pontos de pedido e dos estoques de segurança. 
• O elevado custo de capital, reflexo das altas taxas de juros no Brasil, 
tem tornado a posse e a manutenção de estoques cada vez mais 
onerosas. 
 
Por outro lado, diversos fatores têm influenciado a gestão de estoquesna 
cadeia de suprimentos a fim de aumentar a eficiência com a qual as empresas 
operam os processos de movimentação de materiais (transporte, 
armazenagem e processamento de pedidos), conforme ilustra a figura 7.5.2. 
Aumentar a eficiência desses processos significa simplesmente deslocar para 
baixo a curva de custos unitários de movimentação de materiais, permitindo 
operar com tamanhos de lotes de ressuprimento menores, sem no entanto 
afetar a disponibilidade de produtos desejada pelos clientes finais ou incorrer 
em aumentos nos custos logísticos totais. 
Tamanho 
do lote 
Tamanho 
ótimo inicial 
Novo 
tamanho 
ótimo 
Custo total 
Da operação Custo do 
estoque 
Custo de 
movimentação
Figura 7.5.2 – Fonte: Logística Empresaria; Fleury, P. F. 
 
48 
Destacamos três fatores que têm contribuído substancialmente para a redução 
dos custos unitários de estoque e movimentação de materiais: 
• Formação de parcerias entre empresas na cadeia de suprimentos; 
• Surgimento de operadores logísticos; 
• Adoção de novas tecnologias de informação para a captura e troca de 
dados entre empresas. 
 
 
FORMAÇÃO DE PARCERIAS ENTRE EMPRESAS 
 
A formação de parcerias entre empresas na cadeia de suprimentos, fenômeno 
verificado inicialmente entre montadoras e fornecedores na indústria 
automobilística japonesa, tem permitido reduções nos custos de estoques por 
meio da eliminação de diversas atividades que não agregam valor. Dessa 
forma, nenhum produto deve ser feito, nenhum componente deve ser pedido 
enquanto não houver necessidade. Este é o princípio do Just In Time. 
 
Essencialmente, o JIT adota o conceito de puxar a produção na qual a 
demanda, no final da cadeia de suprimentos, puxa os produtos em direção ao 
mercado, e o fluxo de componentes pertinentes a estes produtos também é 
determinado pela mesma demanda. Como o objetivo final é o ressuprimento 
just in time de peças e materiais, tarefas como o controle de qualidade no 
recebimento, licitações e cotações de preços foram praticamente eliminadas na 
relação comercial entre as empresas, mediante o estabelecimento de 
parcerias. 
 
 
SURGIMENTO DE OPERADORES LOGÍSTICOS 
 
Os grandes operadores possuem know how e oferecem a possibilidade de 
redução de custos unitários na movimentação de produtos entre empresas. Por 
outro lado, com um maior grau de confiabilidade nas operações de 
movimentação, consegue-se reduzir o tamanho do estoque. 
 
 
ADOÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO 
 
O advento de novas tecnologias de informação, como códigos de barras, EDI, 
Internet, etc trouxe vários benefícios inerentes à captura e disponibilização de 
informações com maior grau de precisão e pontualidade. A eliminação de erros 
e do retrabalho no processamento de pedidos, fato que reduz substancialmente 
os custos associados a essa atividade, e para a redução da incerteza com 
relação à demanda futura, ao serem compartilhadas as séries de vendas para 
o cliente final por todas as empresas da cadeia. 
 
 
 
49 
7.6 - ARMAZENAGEM 
 
INTRODUÇÃO 
 
No abastecimento das empresas e na distribuição de produtos, a atividade de 
armazenagem é o elo entre o fornecedor e a produção, e entre a produção e o 
cliente. No decorrer do tempo, a armazenagem evoluiu de uma condição 
inferior na empresa para uma das funções mais importantes dentro do sistema 
logístico. A figura 7.6.1 mostra o sistema de armazenagem do lado do 
abastecimento da empresa. 
 
Podemos definir armazenagem como a parte do sistema logístico da empresa 
que estoca produtos entre o ponto de origem e o ponto de consumo, 
proporcionando informações para a alta administração da empresa sobre a 
situação dos itens estocados. O termo Centro de Distribuição é o mais 
utilizado. Entretanto, armazém é o termo mais genérico. 
 
Alguns autores definem o Centro de Distribuição como um armazém de 
produtos acabados. Também aplicado às instalações a partir das quais pedidos 
do atacado e varejo podem ser atendidos. 
 
NATUREZA DA ARMAZENAGEM 
 
A armazenagem é necessária pelas seguintes razões: 
• Obter economias de transporte. 
• Obter economias de produção. 
• Manter uma fonte de fornecimento. 
• Atender o nível de serviço estabelecido pela empresa. 
• Superar as diferenças de tempo e espaço que existem entre produtor e 
consumidor. 
 
50 
• Conseguir uma logística de menor custo total em consonância com o 
nível de serviço desejado. 
 
LOCALIZAÇÃO E NECESSIDADE 
 
O armazém de produtos pode estar localizado na própria fábrica ou próximo ao 
mercado consumidor. 
 
É importante verificar que em situações nas quais a empresa possui diversas 
fábricas, e que cada fábrica produz uma parte da linha de produtos da 
empresa, a existência de um CD se torna necessária para que se possam 
consolidar cargas dos diversos clientes. Seria muito oneroso que cada fábrica 
expedisse separadamente seus produtos diretamente aos clientes. 
 
As políticas de serviço ao cliente, tais como entrega em 24hs, podem exigir 
armazéns regionais para reduzir os custos de atingir este padrão. As condições 
de mercado em mudança podem também tornar necessária a existência de um 
estoque de produtos próximo ao cliente, principalmente porque as empresas 
ARMAZENAGEMARMAZENAGEM
Figura 7.6.1
F
O
R
N
E
C
E
D
O
R
F
Á
B
R
I
C
A
DEPÓSITO / ARMAZÉM
ÁREA INDUSTRIAL / COMERCIAL
Recebimento Movimentação
no Depósito
Movimentação
no Depósito
Armazenagem Expedição Transporte
Interno
Central de
Controle
PRODUÇÃO
ExpediçãoTransporte Embalagem Fabricação
Gestão de
Estoque
fluxo de material
fluxo de informação
Legenda
 
51 
não podem prever com exatidão a demanda do consumidor e o momento da 
colocação do pedido. 
 
Ao manter um nível maior de estoques em armazéns, a empresa pode atender 
de imediato as demandas inesperadas. 
 
Podemos caracterizar três tipos de estratégia de localização: estratégia de 
posicionamento no mercado, posicionamento da produção e posicionamento 
intermediário: 
a) A estratégia de posicionamento no mercado localiza armazéns perto do 
cliente final. Isto maximiza os níveis de serviço ao cliente. 
b) O posicionamento perto dos locais de produção não proporciona o mesmo 
nível de serviço que o armazém posicionado próximo ao mercado. 
c) O posicionamento intermediário, como o próprio nome diz, está localizado 
num local intermediário entre a fonte de produção e o mercado consumidor. 
 
Os fatores que influenciam as políticas de armazenagem de uma empresa 
podem ser: 
• Disponibilidade de capital 
• Características dos produtos 
• Sazonalidade da demanda 
• Uso de programas Just in Time 
• Condições econômicas... 
 
Funções da Armazenagem 
 
A armazenagem tem três funções básicas: movimentação, estocagem e 
transferência de informações. 
 
Movimentação 
 
A função movimentação diz respeito ao recebimento, transferência para o 
estoque, formação de carga e carregamento. 
 
Os equipamentos utilizados na movimentação são: empilhadeiras elétricas, a 
gás ou combustível líquido, paleteiras, elevadores automáticos, esteiras 
rolantes, pequenos reboques puxados por tratores. 
 
A atividade recebimento inclui o desembarque físico dos produtos no armazém, 
a conferência física e documental, o registro da entrada dos produtos no 
estoque. 
 
A transferência é feita logo após a conferência, consistindo no movimento físico 
de transferir os produtos da área de recebimento para o local da estocagem. 
 
 
52 
A formação de carga consiste em agrupar as cargas de um veículo próximas 
ao local de embarque, com base nos pedidos recebidos. 
 
A expedição (embarque) consiste no carregamento dos veículos, conferência 
da documentação com a carga a ser expedida e a baixa do estoque. 
 
Estocagem 
 
A estocagem consiste na guarda do produto dentro do armazém, visando a 
uma conservação segura do mesmo. É uma função estática, pois os produtos 
ficam estacionadas no local escolhido, aguardando o momento da sua retirada 
para serem expedidos. 
 
A estocagem pode ser feita utilizando-seos seguintes modelos: Porta Palete, 
Blocado, Racks, Prateleiras, Câmaras Frias, Empilhamento... 
 
Transferência de Informações 
 
As informações fluem simultaneamente com as funções de movimentação e 
estocagem. Informações sobre níveis de estoque, locais de estocagem, 
recebimentos e expedições, pedidos dos clientes, datas de entrega dos 
pedidos são fundamentais para o gerenciamento de um armazém. 
 
Projeto do armazém 
 
O projeto ideal para uma empresa que produz determinados produtos deve 
variar por tipo de produto estocado, os recursos financeiros da empresa, o 
ambiente competitivo e as necessidades dos clientes. Outros aspectos que 
devem ser considerados são: custo da mão-de-obra, custos de equipamentos 
de movimentação, custo do terreno e custo de informação. Por exemplo: a 
compra de um equipamento de movimentação mais caro, porém mais eficiente, 
pode afetar o tamanho do armazém. A instalação de um sistema de esteiras 
transportadoras para reduzir custos de mão-de-obra e aumentar a 
produtividade pode afetar a configuração de um armazém. 
 
Após uma análise de alternativas dos diversos modelos de armazéns, será 
definido aquele que melhor atender aos requisitos da empresa. Qualquer que 
seja o projeto escolhido para o novo armazém, o importante é que o espaço 
disponível seja utilizado em sua totalidade e da maneira mais eficiente 
possível. 
 
 
 
53 
7.7- DISTRIBUIÇÃO REGIONAL 
 
Consiste na entrega dos insumos do armazém para a produção ou dos 
produtos desde o CD até os clientes. 
 
 
Na atividade de distribuição de produtos, dependendo do volume de pontos de 
vendas (PVD), faz-se necessária à utilização de softwares de roteirização. 
 
Os veículos utilizados na distribuição são os de porte menor tais como: 
caminhão Truck, Toco, 608, Sprinter, Kombi, etc. 
 
A figura 7.7 nos mostra o fluxo do processo de distribuição. 
 
7.8- CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS LOGÍSTICOS 
 
A terceirização dos serviços logísticos é uma tendência crescente no âmbito 
empresarial. A complexidade cada vez maior das operações logísticas está 
motivando as empresas no sentido de buscar operadores especializados que 
possam executar os serviços com melhor performance e menor custo. Outro 
aspecto diz respeito aos investimentos. Para que uma empresa possa estar 
acompanhando a evolução tecnológica no campo da logística, terá que 
obrigatoriamente estar investindo em equipamentos de manuseio, transporte, 
armazéns, sistemas de informações, treinamento de pessoal, etc. Tal situação 
implica concentrar grande soma de recursos financeiros em ativos que não são 
do seu core business, o que vai conflitar com um princípio fundamental da 
administração moderna, que é à busca da maximização de retorno sobre os 
investimentos. Outro aspecto importante é de não gastar energia / tempo dos 
executivos da empresa em atividades acessórias que podem ser realizadas por 
uma outra empresa especializada. 
 
A
B
C
N
P R O D U Ç Ã O E X P E D I Ç Ã O
C D
R E G I O N A L
V E N D A S /
M A R K E T I N G
F A T U R A M E N T O
C L I E N T E S
D IS T R I B U IÇ Ã O R E G I O N A L
F ig u ra 7 .7
 
54 
O mercado brasileiro já dispõe de prestadores de serviços (nacionais e 
multinacionais) nas diversas atividades logísticas em quantidade e qualidade 
para atender ao processo de terceirização das empresas. Estas empresas 
tendem a ter um menor custo de mão-de-obra, são especializadas e focadas 
nas atividades logísticas, conseguem obter economia de escala na medida em 
que prestam serviços para outras empresas e, assim sendo, conseguem ter um 
custo menor do que uma empresa não especializada em logística. 
 
Após uma análise criteriosa de terceirizar ou não as atividades logísticas, 
optando-se pela terceirização, o passo seguinte é a contratação dos serviços 
logísticos. 
 
A contratação de serviços logísticos tem recebido pouca ou nenhuma atenção 
por parte dos estudiosos no campo da logística. Entretanto, é uma atividade 
que, mal conduzida, vai comprometer seriamente a operação logística. A 
obrigação entre as partes contratantes quer no campo da especificação dos 
serviços, quer nas regras embutidas nas cláusulas contratuais, são condições 
que devem ser tratadas por especialistas em logística para que a operação 
contratada não seja motivo de desentendimento futuro. 
 
A contratação é a formalização de um documento (contrato), no qual constam 
todos os regulamentos, obrigações bilaterais, condições técnicas e comerciais 
que foram acordados entre contratante (empresa que contrata) e contratado 
(prestador de serviço) para a execução do serviço especificado. 
 
Para chegar a ponto da assinatura do contrato, as seguintes etapas deverão 
ser realizadas: 
• Especificação dos serviços. 
• Pré-qualificação dos prestadores de serviços. 
• Solicitação de propostas técnicas e comerciais aos pré-qualificados. 
• Preparação das propostas pelos participantes da concorrência. 
• Recebimento e avaliação técnica e comercial das propostas. 
• Definição do vencedor da concorrência. 
• Discussão da minuta do contrato. 
• Assinatura do contrato entre as partes. 
 
Um fator crucial e de grande relevância é a clareza e o detalhamento correto da 
especificação dos serviços que serão contratados. Muitas vezes, a 
especificação é genérica e não contém todos os detalhes do serviço, o que 
fatalmente vai implicar conflitos entre as partes após a assinatura do contrato e 
durante a execução dos serviços. 
 
Outro fator de atenção do contratante é na pré-qualificação dos fornecedores 
que vão participar da concorrência. No mercado, existem empresas de todos 
os quilates. Alguns cuidados têm que ser tomados: análise do balanço 
econômico-financeiro, pesquisa cadastral para verificar sobre pendências 
 
55 
judiciais, financeiras, etc, informações dos clientes atuais e passados, quadro 
de acionistas, diretores e alta gerência, relação de equipamentos e ativos para 
o desenvolvimento dos serviços, condições técnicas para a execução do 
serviço que vai ser contratado. 
 
A preparação das propostas pelos concorrentes deve contar com riqueza de 
detalhes sobre todos os procedimentos e condições operacionais para a 
execução plena do serviço especificado, bem como as condições comerciais. O 
proponente deve demonstrar na proposta todo o seu entendimento do serviço 
especificado: como, quando e em que condição irá executá-lo. 
 
Na avaliação técnica e comercial por parte do contratante, as propostas devem 
ser equalizadas, ou seja, todos propondo o que está definido na especificação 
de serviços. Acontece que, em algumas situações, alguém omite um detalhe e 
com isto consegue reduzir o seu preço. Esta situação tem que ser observada 
para não se comparar coisas diferentes e conduzir a uma decisão incorreta. Os 
preços só podem ser comparados quando as propostas técnicas reflitam 
exatamente o que foi solicitado - nem mais nem menos. 
 
Após a análise das propostas, é então escolhido o vencedor da concorrência. 
 
A discussão da minuta do contrato tem que ser exaustiva para que este 
documento reflita exatamente o que as partes entendem sobre as condições 
que os serviços serão desenvolvidos, e que seja um pacto de união entre as 
empresas e não de desunião. 
 
Nesta fase, deverão ser estabelecidos os indicadores de desempenho do 
prestador de serviços que está sendo contratado. Estes indicadores vão refletir 
se o desempenho no aspecto de qualidade, prazo, produtividade, segurança, 
meio ambiente, etc estão dentro dos patamares acordados entre as partes. A 
performance contratada tem que ser atingida pelo operador, pois caso contrário 
o contrato fica comprometido. 
 
Com a minuta consensada, o contrato será assinado pelos procuradores das 
empresas. 
 
 
56 
7.9 - MÉTODOS DE LOGÍSTICA 
 
Os serviços logísticos quer sejam executados internamente com recursos 
próprios ou por terceiros, deverão ser respaldados por procedimentos que 
definam a interveniência e a responsabilidade de cada órgão interno da 
empresae dos organismos externos. Os procedimentos obedecem a uma 
seqüência lógica do fluxo logístico, procurando acoplar neste fluxo os aspectos 
contábeis, fiscais e de informações. 
 
Se os serviços vão ser contratados externamente, na fase de discussão da 
minuta do contrato este procedimento terá que ser ajustado entre as partes e 
passará a ser um documento do contrato. Os órgãos envolvidos internamente 
obrigatoriamente participam da elaboração deste procedimento. 
 
A figura 7.9 dá uma visão de um procedimento que define, ainda no nível 
macro, o fluxo de uma operação de transporte contratado de um terceiro. Este 
procedimento tem que ser explodido dentro da empresa para refletir todas os 
aspectos financeiros (pagamentos, recebimentos), contábeis, fiscais e 
informações. 
 
 
7.10- LOGÍSTICA REVERSA 
 
 
Tem sido cada vez mais freqüente responsabilizar os fabricantes e 
fornecedores pelo retorno e reutilização, ou até mesmo o descarte de resíduos, 
PROC. PEDIDOS
PLANEJ. PROD.
DEFINE DATA
ENTREGA
SOLICITA
VEÍCULO
CENTRAL
DE
INFORMAÇÃO
EMITE NOTA
FISCAL
RECEBE
FABRICA
EMBALA
PRODUTO
CARREGA
DISPONIBILIZA
VEÍCULO
EMITE
CTRC
TRANSPORTA RECEBE
EMITE
PEDIDO
INDÚSTRIA
LOGÍSTICA VENDAS PRODUÇÃO
TRANSPORTADOR
RODOVIÁRIO
CLIENTE
Figura 7.9
3 0 - PR O C EDI M EN T O D A O PERA Ç ÃO
 
57 
conteineres, frascos e embalagens. Isto requer o planejamento e 
implementação de processos logísticos especialmente desenhados para esta 
finalidade de forma econômica, ecológica e competitiva. Além dos impactos 
previsíveis nos custos, devemos considerar os aspectos de imagem da 
empresa e marcas, e o posicionamento social da empresa como uma cidadã 
corporativa. 
 
 
7.11 – SISTEMA DE INFORMAÇÕES 
 
Da mesma forma que no corpo humano o fluxo sangüíneo irriga todos os 
órgãos, fazendo com que os mesmos executem suas funções de maneira 
cadenciada e harmônica, o fluxo de informações no sistema logístico faz a 
interligação de todas as atividades, integrando-as. 
 
O gerenciamento depende de um sistema de informações que permita avaliar 
momentaneamente o andamento da operação ao longo da cadeia de 
suprimentos e permitindo a tomada de decisões preventivas, ou mesmo 
corretivas, quando for o caso. 
 
O fluxo do pedido, há dez anos, era acompanhado e controlado com base num 
fluxo de informações contidas em documentos, com muita lentidão e pouca 
confiabilidade. Com o passar do tempo, o custo da informação via eletrônica foi 
reduzindo e se tornando mais disponível, permitindo que as empresas 
pudessem contar com meios para coletar, armazenar, transferir e processar 
dados com maior confiabilidade e rapidez. 
 
As informações transmitidas via eletrônica, além da facilidade criada para a 
coordenação logística como um todo, permitiram que fossem também 
disponibilizadas para os fornecedores e clientes. 
 
Na medida em que as informações ficam transparentes e disponíveis para 
todos os componentes da cadeia de suprimentos, cria-se uma condição muito 
favorável para todos na condução das atividades de sua responsabilidade. Por 
exemplo: em qualquer indústria, na medida em que a carteira de pedidos é 
disponibilizada para todos os envolvidos na cadeia de suprimento, em qualquer 
momento os fornecedores de matérias primas visualizam o montante que terá 
de suprir; a produção sabe o que vai produzir e portanto se programa; o 
transportador sabe o que vai transportar e assim por diante. 
 
Cada empresa deve procurar modelar um sistema de informações que seja 
adequado à sua estrutura organizacional e à sua filosofia de trabalho. 
 
Com a tecnologia da Internet, um novo horizonte se abre no campo do tráfego 
de informações, facilitando mais ainda a comunicação com os organismos 
externos. 
 
Como já foi dito anteriormente, o sistema de informações combina hardware e 
software para coletar, transmitir e controlar as operações logísticas. 
 
Como exemplo, veja a figura 7.11. Temos a modelagem de um fluxo com as 
seguintes atividades: 
 
58 
• Emissão do pedido 
• Produção 
• Expedição 
• Transporte 
• Recebimento pelo cliente 
 
Em cada momento, na medida em que os fatos vão ocorrendo, cada área 
responsável pelas atividades acima vai informando a data de realização das 
atividades, e estas informações vão fluindo para o quadro inferior da figura 
7.11. Este controle ficará disponível para todos os componentes da cadeia, que 
em qualquer momento estará avaliando a situação de vendas, produção e 
entrega. Outro aspecto é que periodicamente poderá avaliar o desempenho 
global da cadeia e também o de cada componente individualmente. A maior 
elasticidade e complexidade do fluxo de informações, e também dos níveis de 
controle, dependerão da forma como o gerente vai querer controlar a sua 
operação logística. 
 
A verdade é que temos hoje um horizonte muito grande de possibilidades para 
o trânsito de informações e conseqüentemente maiores facilidades de 
coordenação das atividades. 
EMISSÃO DO 
PEDIDO
PRODUÇÃO EXPEDIÇÃO TRANSPORTE
DESCARGA
NO CLIENTE
CENTRAL DE
CONTROLE
PEDIDO PRODUÇÃO EXPEDIÇÃO TRANSPORTES CLIENTE
Data de emissão Data prevista Data real Data entrada Data saída Data
carregamento
Saída
veículo
Previsão
chegada
Recebimento
Previsto Real
FLUXO DE INFORMAÇÕES
Figura 7.11
 
59 
8 - BIBLIOGRAFIA 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
 • BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: 
planejamento, organização e logística empresarial. 1.ed. Porto Alegre: 
Bookman, 2001. • BOWERSOX Donald J., CLOSS David J., Logística Empresarial. 1 ed., São 
Paulo: Atlas, 1999. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
 • ARNOLD, J. R. Tony. Administração de materiais. 1.ed.São Paulo: Atlas, 
1999. • BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de 
materiais e distribuição física. 11. ed. São Paulo: Atlas, 1993. • BOVET, David & MARTHA, Joseph. Redes de Valor . Aumente o lucro pelo 
uso da tecnologia da informação na cadeia de valor. Ed. Negócio. • Council of Logistics Management – http://www.cscmp.org • DORNER, Philippe-Pierre; ERNST, Ricardo; FENDER, Michel; KOUVELIS, 
Panos. Logística e operações globais. • FLEURY, Paulo Fernando. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas • FITZSIMMONS,James A & FITZSIMMONS,Mona J. Administração de 
serviço: operações, estratégias e tecnologia de informação. São Paulo: 
Bookman • GIANESI,Irineu & CORRÊA, Henrique Luiz. Administração estratégica de 
serviços: operações para a satisfação do cliente. São Paulo: Atlas • NOVAES, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de 
Distribuição. 1 ed. São Paulo. Campus, 2001. • CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de 
Suprimentos. 1 ed., São Paulo: Pioneira,1997. • CHRISTOPHER, Martin. O Marketing da Logística. 1 ed.. São Paulo: Futura, 
1999. • NOVAES. Logística Aplicada. São Paulo. Pioneira. 1997. • FLEURY, Paulo Fernando. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas • SMICHI-LEVI, David, KAMINSKY, Philip; SIMCHI-LEVI, Edith de 
suprimentos – projeto e gestão. • Revista Tecnologística – http://www.tecnologistica.com.br. • TEBOUL,James. A era dos serviços. Rio de Janeiro: Qualitymark 
 
 
 
 
60 
9 - GLOSSÁRIO DE TERMOS DE USO CORRENTE NA LOGÍSTICA 
EMPRESARIAL 
Prof. Manoel de Andrade e Silva Reis ASLOG 
http://www.aslog.org.br/ 
 
Prof. Dd. Alberto Possetti - E-MAIL.: possetti@fesppr.br e apossetti@santacruz.br 
http://pessoal.onda.com.br/razzolini/glolog.html 
Este documento apresenta um conjunto de termos gerais relevantes, de uso corrente na Logística 
Empresarial. Os termos e siglas em inglês são incluídos em virtude de serem de uso comum no 
mercado brasileiro e sempre que possível são acompanhados do equivalente em Português. 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Administração da Cadeia de 
Abastecimento 
(Supply Chain Management) 
É a abordagem que visa oferecer o máximo valor ao cliente e o máximo 
retorno sobre o ativo fixo, através da gestão efetiva dos fluxos de 
materiais, produtos, informações e recursos financeiros, de extremo a 
extremoda cadeia, desde as fontes de suprimento até o consumidor final. 
É a integração dos membros da cadeia, sem verticalização, mas com a 
focalização de cada empresa em seu negócio principal. 
Administração de Categorias 
(Category Management) 
É a técnica de gestão de categorias de produtos como centros de 
resultados, de forma a garantir que todas as categorias contribuam com 
margens de lucro positivas. Isto minimiza a possibilidade de algumas 
categorias de produtos serem subsidiadas por outras. 
Administração de Materiais 
(Inbound Logistcs) 
Segmento da logística empresarial, também chamada logística de 
entrada, que corresponde ao conjunto de operações relativas ao fluxo de 
materiais e informações desde a fonte das matérias primas até a entrada 
da fábrica. É portanto a logística dos insumos de uma empresa. 
Administração por Funções 
A administração por funções agrupa cargos pelas habilidades necessárias 
ao desenvolvimento das atividades e pelo desejo de controlar e 
minimizar riscos. 
Administração por Processos 
(Process Management) 
A administração por processos agrupa cargos em torno de um fluxo de 
atividades que visa atender às necessidades dos clientes. 
Armazém Área destinada à guarda de materiais em geral. 
Armazém Geral ou Armazém 
Público Armazém operado por terceiro que presta serviços a clientes do mercado.
Armazém Privado Armazém operado por uma empresa, ou por um terceiro, para seus 
próprios produtos. 
Broker 
Corretor. Na acepção mais pura, um broker é uma empresa prestadora de 
serviços de vendas, promoção, merchandising, pesquisa de mercado e 
ações no ponto-de-venda, como degustação e abordagem, sem comprar 
ou vender nada, trabalhando para um número limitado de empresas e 
nunca para mais de uma num mesmo segmento. 
Business-to-Business (B2B) 
(Empresa-a-empresa) 
Transações comerciais realizadas através de redes públicas ou privadas, 
incluindo negócios públicos ou privados que utilizam a Internet como 
veículo. Essas transações incluem transferências financeiras, 
intercâmbios on-line, leilões, entrega de produtos e serviços, atividades 
de cadeias de abastecimento e redes integradas de negócios. 
 
61 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Business-to-consumer (B2C) 
(Empresa-a-consumidor) 
O comércio eletrônico B2C é caracterizado por vendas ao consumidor 
através de sítios (sites) e portais na Internet. 
Cadeia de Abastecimento 
(Supply Chain) 
A cadeia de abastecimento (supply chain) é constituída pelo conjunto de 
organizações que se inter-relacionam, criando valor na forma de 
produtos e serviços, desde os fornecedores de matéria prima até o 
consumidor final. 
Carga a granel Carga homogênea não embalada. 
Carga conteinerizada Carga geral acondicionada (unitizada) em contêineres intermodais. 
Carga fracionada Carga geral solta. 
Carga paletizada Carga geral acondicionada (unitizada) em paletes. 
Centro de Distribuição (CD) 
Centro de distribuição (CD) é um armazém que tem por missão realizar a 
gestão dos estoques de mercadorias na distribuição física. 
As atividades englobam recepção, expedição, manuseio e armazenagem 
de mercadorias, administração de informações, emissão de notas fiscais, 
conhecimentos de transporte e outros documentos e, em alguns casos, 
agregação de valor intrínseco (físico) como a colocação de embalagens e 
rótulos e a preparação de kits comerciais (compre dois e leve tre, por 
exemplo). 
CKD (Completely Knocked 
Down) 
Completamente Desmontado 
Sigla utilizada quando um produto é transportado desmontado. O 
conceito foi criado na indústria automobilística, para o caso da 
exportação de veículos completos na condição CKD, para montagem no 
destino. Hoje se utiliza o conceito CKD para outros tipos de produtos 
como fogões por exemplo. 
Classificação ABC Ver Curva de Pareto. 
Código de Barras 
(Bar Code) 
Método de codificação de dados alfanuméricos para leitura ótica rápida e 
precisa. Os códigos de barra são constituídos por uma seqüência de 
barras e espaços. 
Coletor 
Leitora ótica (scanner em inglês) de códigos de barras utilizada para o 
reconhecimento de volumes em centros de distribuição. Em conjunto 
com um Sistema de Rádio Freqüência e um Sistema de Administração de 
Armazéns constitui-se numa das principais ferramentas para operações 
de alta velocidade em centros de distribuição. 
Conhecimento de Transporte 
Documento emitido pelo transportador, que confirma o 
recebimento das mercadorias a transportar e constitui o 
contrato de transporte entre o embarcador e o transportador, 
para os diversos modais de transporte, a saber: 
̇ Aéreo (AWB – Airway Bill). 
̇ Ferroviário. 
̇ Marítimo (BL – Bill of Lading). 
̇ Rodoviário. 
Consignatário Parte que recebe a carga, conforme mencionado no conhecimento de 
transporte. 
 
62 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Consolidação Agrupamento de várias remessas pequenas numa remessa maior, para 
facilitar o manuseio e reduzir taxas. 
Contêiner intermodal Equipamento de transporte, com dimensões padronizadas, utilizado para 
unitizar carga geral, granéis sólidos e líquidos. 
Cross Docking 
O cross-docking é um sistema no qual os bens entram e saem de um 
centro de distribuição (CD), sem ali serem armazenados. Permite 
aumentar o giro dos estoques. 
 
Pode englobar recebimento, separação, roteirização e despacho de 
produtos num mínimo intervalo de tempo, podendo envolver, em alguns 
casos, atividades que agregam valor físico como etiquetagem e re-
embalagem. 
Curva de Pareto 
(Classificação ABC) 
No final do século XIX, o italiano Vilfredo Pareto notou que a maioria 
da riqueza dos países é controlada por uma minoria de pessoas. 
Posteriormente verificou-se que esse mesmo princípio aplica-se a 
diversos aspectos da atividade empresarial e passou a ser conhecido 
como Curva de Pareto, Curva 80-20 ou Curva ABC. 
A Curva de Pareto é utilizada para classificar em A, B e C: 
̇ Insumos na Administração de Materiais: 
Categoria % das compras % dos custos
A 10 70 a 80
B 10 a 20 10 a 15
C 70 a 80 10 a 
20 
̇Clientes de uma empresa pela lucratividade que cada um proporciona; 
̇ Produtos de uma empresa pela lucratividade que cada um proporciona. 
Desconsolidação Inverso de consolidação. 
Distribuição 
Segmento da logística empresarial que corresponde ao conjunto das 
operações associadas à transferência de bens desde o local de sua 
produção até o local designado no destino e ao fluxo de informações 
associado.A distribuição física deve garantir que os bens cheguem ao 
destino em boas condições comerciais, oportunamente e a preços 
competitivos. 
Embarcador 
Parte que embarca a carga, conforme mencionado no conhecimento de 
transporte. 
Empresa-a-consumidor Ver business-to-consumer (B2C). 
Empresa-a-empresa Ver business-to-business (B2B). 
 
63 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Equipamentos de 
Armazenagem 
São equipamentos utilizados para a armazenagem de materiais em 
armazéns e centros de distribuição, podendo ser: 
̇Prateleiras –para a armazenagem de caixas, sacarias e unidades 
pequenas; 
̇Porta paletes – para a armazenagem de paletes, constando de duas vigas 
horizontais onde se apóia o palete 
̇ Porta paletes drive in e drive through – porta paletes com vários níveis 
projetados para armazenagem concentrada de paletes. Utilizado para 
a armazenagem de diversos paletes com um mesmo lote de 
mercadorias. 
̇ Porta paletes dinâmicos (flow rack) – porta paletes com roletes e com 
inclinação, que permitem que paletes introduzidos numa 
extremidade fluam para a outra extremidade por gravidade. 
Automatizam a prática do FIFO. 
̇ Porta paletes push back – porta paletes com roletes e inclinados para 
frente, no qual podem ser armazenados dois a três paletes na 
profundidade.Os paletes são empurrados pela frente até que as três 
posições estejam cheias. Quando se retira o primeiro palete, os 
demais correm para a frente por gravidade. 
̇ Sistemas para armazenagem dinâmica para caixas (case flow rack) – 
semelhantesaos porta paletes dinâmicos, mas adequados a caixas e 
cestas. 
 
Estoque Administrado pelo 
Fornecedor 
(VMI – Vendor Managed 
Inventory) 
Parceria em que o fornecedor repõe os estoques do cliente com base nos 
níveis de estoque informados pelo próprio cliente por via eletrônica 
(EDI, Internet ou outros meios). O cliente participa somente com a 
informação sobre seus níveis de estoque e, preferencialmente, de maneira 
automática de forma que seus custos de controle de estoques e pedido 
são reduzidos a um mínimo. O VMI permite: 
̇ A redução dos custos para cliente e fornecedor; 
̇ A redução dos níveis de estoque; 
̇ A melhoria dos níveis de serviço ao cliente pela redução das faltas; 
̇A melhoria do planejamento da produção do fornecedor, pela 
visibilidade que o mesmo adquire da variação dos estoques do 
cliente; 
̇A minimização dos erros de entrada de dados em virtude da 
comunicação computador-a-computador; 
̇A formação de uma parceria genuína entre cliente e fornecedor. 
FEFO (first to expire first-out) Sistema de controle de estoques em que o material que vence primeiro 
deve ser utilizado primeiro. 
FIFO (first-in first-out) Sistema de controle de estoques em que o material que entra primeiro 
deve ser utilizado primeiro. 
FILO (first-in last-out) Sistema de controle de estoques em que o material que entra primeiro 
deve ser utilizado por último. 
 
64 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
 Incoterms 
Os Incoterms, desenvolvidos pela Câmara Internacional de Comércio, 
são regras internacionais, uniformes e imparciais, que constituem 13 
formas acabadas de realizar uma transação internacional e que, quando 
agregadas a um contrato internacional de venda passam a ter força legal, 
com significado jurídico preciso. 
Intercâmbio Eletrônico de 
Dados 
(EDI – Electronic Data 
Interchange) 
O Intercâmbio Eletrônico de é a troca de documentos padronizados entre 
parceiros de uma cadeia de abastecimento ou entre unidades fisicamente 
separadas de uma mesma empresa. Associado ao uso do código de 
barras, leitoras óticas e sistemas de informação, constitui a base sobre a 
qual são implantadas as ferramentas que viabilizam o ECR. 
Item de Estoque Ver SKU – Stock Keeping Unit 
JIT – Just-in-Time 
Just-in-time (JIT) é uma sistemática de gestão de estoques em que os 
componentes, as matérias primas e mercadorias em geral chegam ao 
local de destino exatamente quando necessários. Os objetivos do sistema 
JIT são prover o material correto, no local correto e no momento correto.
Kanban 
O sistema kanban (cartão ou registro visível em japonês) utiliza cartões 
para controlar e programar a produção e o uso de estoques. Os cartões, 
de papel ou plástico, têm a função de sinalizar a autorização para alguma 
atividade de produção ou de reposição de estoque. Há vários tipos de 
cartões utilizados no kanban: 
̇ Cartões que autorizam produção; 
̇ Cartões que autorizam fornecimento; 
̇ Cartões que autorizam movimentação de estoques de uma 
posição para outra. 
Além disso, os cartões podem ter cores diferentes para indicar a 
prioridade da operação (normal, moderada e alta)
Logística 
É o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e 
armazenagem eficientes e de baixo custo de matérias primas, estoque em 
processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de 
origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos 
do cliente. 
OTM – Operador de 
Transporte Multimodal 
Qualquer pessoa jurídica, transportador ou não, que celebre um contrato 
de transporte multimodal e atue como principal, e não como agente 
assumindo a responsabilidade pela execução do transporte porta-a-porta 
frente ao contratante. 
Palete 
Conjunto formado por um estrado e pela carga geral fracionada unitizada 
sobre o mesmo. Pode ter peso de até 2.000 Kg. O estrado pode ser 
formado por dois planos separados por vigas, ou uma base única 
sustentada por pés, cuja altura é reduzida ao mínimo compatível com o 
seu manuseio por empilhadeiras, paleteiras ou outros sistemas de 
movimentação. Pode ser construído de madeira, plástico, metais, 
papelão, ou combinações desses materiais Pode ter dimensões variadas 
PDV – Ponto-de-Venda (POS 
– Point of Sale) 
É o termo utilizado para indicar cada caixa de uma loja, onde é utilizado 
o scanner para a leitura do código de barras de identificação de produtos. 
Personalizar (Customizar) Adequar um serviço ou produto especificamente para um cliente, de 
acordo com suas necessidades. 
 
65 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Picking (pick pack) Ver Separação 
Postponement. 
Retardamento na Finalização 
de um Produto 
O postponement é uma estratégia de produção que procura retardar, até o 
último momento possível, a caracterização final de produtos 
manufaturados e/ou serviços, com o objetivo de facilitar a redução dos 
estoques e incrementar a capacidade de personalização do que é 
oferecido no mercado. 
Princípio de Pareto 
Vilfredo Pareto observou que a maioria da riqueza dos países é 
controlada por uma minoria. O princípio baseado nessa observação 
aplica-se a muitas situações empresariais e diz que dentre todos os 
fatores que, em conjunto, contribuem para um efeito, um número 
reduzido dos mesmos representa a maior parte do efeito causado 
coletivamente. (Regra 80% - 20 %). 
Exemplos: 
̇Se uma empresa possui 100 clientes, cerca de 20% deles serão 
responsáveis por cerca de 80% dos lucros da empresa; 
̇Cerca de 20% dos materiais (insumos) adquiridos por uma empresa 
correspondem a cerca de 80% do custo total dos insumos; 
Rádio freqüência (RF) 
Sistema utilizado para a comunicação em tempo real, via rádio, entre o 
sistema de administração de armazéns e os coletores (scanners), num 
centro de distribuição (CD). 
Reposição Contínua 
(CR – Continuous 
Replenishment) 
A Reposição Contínua, uma forma de VMI para o varejo 
supermercadista, é uma ferramenta que tem por finalidade repor os 
produtos na gôndola de forma rápida e adequada à demanda, com os 
objetivos de minimizar estoques e faltas 
Resposta Eficiente ao 
Consumidor (ECR – Efficient 
Consumer Response) 
Um modelo estratégico de negócios, no qual fornecedores e varejistas 
trabalham de forma integrada, visando melhorar a eficiência da cadeia 
logística, de forma a entregar maior valor ao consumidor final. 
Separação de pedidos 
O atendimento a pedidos de clientes, a partir de um centro de 
distribuição (CD), é feito por separação (picking em inglês) do conjunto 
de produtos contidos no pedido, podendo ser: 
̇ Separação de caixas ou paletes fechados, por separação direta ao 
longo do CD; 
̇ Separação de unidades de produtos, por separação direta ou em 
linha de produção. 
Quando a separação é seguida de embalagem dos produtos utiliza-se, em 
inglês, a expressão pick pack. 
Shelf life Tempo de validade de um produto. 
 
66 
 
TERMO/EXPRESSÃO SIGNIFICADO 
Sistema de Administração de 
Armazéns 
(WMS – Warehouse 
Management System) 
Sistemas de administração de armazéns são softwares aplicados à gestão 
de áreas de armazenagem, no que tange ao controle de entrada e saída de 
materiais, endereçamento, realização do FIFO e do FEFO, controle de 
estoque, formação de cargas para expedição (picking), etc. 
SKU – Stock Keeping Unit 
Representa a unidade para a qual informações de venda e de gestão de 
estoque são mantidas. Pode ser uma unidade de consumo de um produto 
ou uma caixa coletiva com diversas unidades do mesmo. Uma caixa 
coletiva com 20 unidades de um determinado item (sabonete de um dado 
tamanho e dado perfume, por exemplo) constitui um SKU, enquanto 
outra caixa com 40 unidades da mesma unidade de consumo representa 
um outro SKU. 
Transporte Combinado 
Refere-se ao transporte de um veículo de transporte por outro (piggy 
back), como por exemplo, uma carreta transportada por um vagão 
ferroviário ou por um ferryboat 
Transporte Intermodal 
É o transporte realizado através de dois ou mais modais de transporte de 
formaeficiente, com mínimas resistências ao movimento contínuo de 
bens e equipamentos de transporte, desde a origem até o destino. 
A prática da intermodalidade pressupõe a existência de interfaces 
(terminais, portos, aeroportos, armazéns e aduanas) tão eficientes quanto 
os modais aos quais atendem. 
Transporte Multimodal 
É um conceito institucional que envolve a movimentação de bens por 
dois ou mais modais de transporte, sob um único conhecimento de 
transporte, o qual é emitido por um Operador de Transporte Multimodal 
– OTM. 
O OTM deve assumir, frente ao embarcador, total responsabilidade pela 
operação, desde a origem até o destino, como um transportador principal 
e não como um agente. 
Unitização 
É a conversão de diversas unidades de carga fracionada numa única 
unidade, para fins de movimentação e armazenagem. A unitização pode 
ser realizada por meio de contêineres intermodais, paletes, caixas 
coletivas,... 
Validade de um produto Tempo de vida útil de um produto shelf life 
VMI – Vendor Managed 
Inventory 
(Estoque Administrado pelo 
Fornecedor) 
Sistema de parceria em que o fornecedor, por iniciativa própria, repõe os 
estoques do cliente com base em informações de estoque obtidas via EDI 
ou por outros meios. A adoção desta prática pressupõe um acordo entre 
as partes no que se refere aos limites superior e inferior dos estoques do 
cliente e sobre procedimentos de entrega e faturamento.em função do 
poder e da capacidade logística. Na Segunda Guerra Mundial, a logística teve um 
papel vital. 
 
Entretanto, somente após a Segunda Guerra Mundial é que as empresas industriais 
começaram a se utilizar o gerenciamento logístico para obter a vantagem 
competitiva. O clima nesta época era favorável para a implantação de novas práticas 
administrativas. 
 
As atividades logísticas sempre foram administradas pelas empresas. Mas o 
aperfeiçoamento gerencial da atividade logística surgiu com o agrupamento das 
atividades relativas ao fluxo de matérias primas, de produtos e serviços para que 
fossem administradas de forma conjunta. 
 
A prática da logística empresarial é bastante recente no Brasil e só começou a ser 
difundida no início da década de 1990, mas se acelerou a partir de 1994 com a 
estabilização da economia decorrente do Plano Real. O ambiente altamente 
inflacionário, combinado com uma economia fechada e com baixo nível de 
competição, levou as empresas a negligenciarem o uso da administração logística, 
gerando um hiato significativo em relação às melhores práticas internacionais. 
 
A Logística Empresarial associa estudo e administração dos fluxos de bens e 
serviços e da informação associada que os põe em movimento. Caso fosse viável 
produzir todos os bens e serviços no ponto onde eles são consumidos, a logística 
seria pouco importante. Uma região tende a especializar-se na produção daquilo que 
tiver vantagem econômica para fazê-lo. Isto cria um diferencial de tempo e espaço 
entre matérias primas e produção e entre produção e consumo. Vencer o tempo e a 
distância na movimentação de materiais de forma eficiente e eficaz é a tarefa do 
profissional de logística. 
 
O Japão, um país com poucos recursos naturais conseguiu através de uma sólida 
organização logística, ser um grande importador de matérias primas e alimentos e 
um grande exportador de produtos, competindo em todas as partes do mundo. 
 
Na economia mundial, sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio 
e a manutenção de um alto padrão de vida nos países desenvolvidos. 
 
A missão da logística é colocar as mercadorias ou os serviços certos no lugar certo, 
na hora certa e na condição desejada pelo cliente, ao menor custo. 
 
O desenvolvimento histórico da logística empresarial desmembra-se em cinco 
etapas. 
 
 
6 
A primeira, no início do século XX, teve na economia agrária sua principal 
sustentação. A principal preocupação era com o transporte para o escoamento da 
produção agrícola. 
A segunda, estendendo-se de 1940 até o início da década de 1960, sofreu grande 
influência militar. Nesse momento, o pensamento logístico estava mais voltado para 
as questões de transporte e armazenamento. 
 
A terceira etapa vai do início da década de 60 até o início da década de 70. Nesse 
período é que se presencia tanto no ensino quanto na prática da Logística, de um 
gerenciamento centralizado das atividades de transporte de suprimentos e 
distribuição, armazenagem, controle de estoques e manuseio de materiais. Esta 
centralização na administração das atividades logísticas tinha como objetivo a 
redução do custo total. Um evento chave para o desenvolvimento da logística 
empresarial foi um estudo conduzido para determinar o papel que o transporte aéreo 
poderia desempenhar na distribuição física. Esse estudo mostrava que o alto custo 
do transporte aéreo não necessariamente deteria o uso deste serviço, mas que a 
chave de sua aceitação deveria ser o seu menor custo total, decorrente da soma das 
taxas do frete aéreo e do menor custo devido à diminuição dos estoques, 
conseguido pela maior velocidade da movimentação por via aérea. As 
compensações de custos ao longo dos fluxos logísticos nos dão uma visão da 
importância do custo total. 
 
A quarta, que vai do início da década de 70 até meados da década de 80, 
corresponde ao “foco no cliente”, com ênfase para a redução de custos. 
 
A quinta, que vai de meados de 80 até a presente data, tem ênfase na estratégia, 
onde se procura colocar a logística como elemento diferenciador. Neste momento, 
surge o conceito de Supply Chain Management (SCM- Gerenciamento da Cadeia de 
Suprimentos), cujo pano de fundo é o avanço da tecnologia da informação. 
 
A visão sistêmica da Logística Empresarial está contida na figura 1.1, onde também 
podemos visualizar a sua abrangência. 
 
O grande desafio da logística está em compatibilizar o custo logístico com o pleno 
atendimento ao nível de serviço estabelecido. 
 
A definição de administração logística pelo Council of Logistics Management é: 
 
“O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenamento 
eficiente e econômico de matérias primas, materiais semi-acabados e produtos 
acabados, bem com as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o 
ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes”. 
 
Traduzindo este conceito numa linguagem mais simplificada, podemos entender que 
a logística se propõe a planejar (elaborar o projeto logístico de todo o sistema de 
abastecimento e escoamento da empresa até o cliente), implementar (implantar o 
projeto logístico) e gerenciar o projeto, utilizando um eficiente sistema de 
informações, com o objetivo maior de atender às necessidades dos clientes. 
 
 
7 
Os custos logísticos são fatores fundamentais para o desenvolvimento do 
intercâmbio de mercadorias entre regiões de um país ou entre países. 
 
O comércio entre regiões diferentes será determinado pelas diferenças de custos de 
produção, que podem compensar os custos logísticos de transporte entre elas. 
A logística empresarial é composta pelo abastecimento físico, a distribuição física, o 
sistema de entrada de pedidos e pelo sistema de informações. 
 
 
 
figura 1 
 
 
8 
2 - LOGÍSTICA INTEGRADA 
 
De acordo com um processo evolutivo, chega-se à logística Integrada, que é 
fundamentalmente a integração entre fornecimento de matérias primas, produção e 
distribuição de produtos. 
 
A figura 2 ilustra essa concepção da logística integrada. 
 
Os principais acontecimentos econômicos e tecnológicos que influenciaram a 
logística, tornando-a mais complexa, foram: 
 • Melhoria do nível de serviços aos clientes 
 
O serviço ao cliente implica a implementação do conceito integrado de administração 
logística para proporcionar a satisfação do cliente ao menor custo. 
 
Mudanças no ambiente competitivo e no estilo de trabalho vêm tornando clientes e 
consumidores cada vez mais exigentes. Isto se reflete em demanda por níveis 
crescentes de serviços logísticos. A forte pressão por redução de estoques vem 
induzindo clientes para compras mais freqüentes e em menores quantidades, com 
exigência de prazos de entrega cada vez menores, livres de atrasos ou erros. 
 • Tecnologia da Informação - TI 
 
Em 1960, um carro médio custava, nos Estados Unidos, era vendido ao preço de um 
carro. Hoje, um computador custa R$ 1.500,00 contra R$ 15.000,00 do carro. 
 
Esta significativa redução nos custos possibilitou o desenvolvimento e a 
implementação de sistemas de informações que integram toda a cadeia, que vai 
desde os fornecedores até o cliente final, fazendo um controle integrado de matérias 
primas, pedidos, produtos acabados e semi acabados, etc. 
 
 
9 
 
figura 2 
 
A exploração da Logística como arma estratégica é o resultado da combinação de 
sua crescente complexidade, com a utilização intensiva de novas tecnologias. Na 
base dessas novas tecnologias está a revolução da Tecnologia de Informações. 
 
Algumas das principais aplicações de TI para a gestão logística podem ser 
classificadas em dois grupos: 
Software : conjunto de programas utilizados para a execução de determinadas 
tarefas. Dividem-se em três categorias: Programas de Sistema operacional, 
copiadores e montadores e Programas aplicativos. Roteirizadores, WMS 
(Warehouse Management System), GIS (Geographical Information System), MRP 
(Manufacturing Resource Planning), ERP(Enterprise Resource Planning), DRP 
(Distribution Resource Planning), EDI (Eletronic Data Interchange), Previsão de 
Vendas, etc. 
 
Hardware : é a máquina física e seus componentes, incluindo memória principal, 
dispositivos de E/S, canais de E/S, dispositivos de armazenagem de acesso direto e 
CPU. Microcomputadores, Palmtops, Coletores de Dados, Rádio Freqüência, 
Transelevadores, Computadores de Bordo, etc. 
 
 
10 
 
Combinadas, essas aplicações de tecnologia permitem otimizar o projeto do sistema 
logístico e gerenciar de forma integrada (sistêmica) e eficiente seus diversos 
componentes, ou seja, estoques, armazenagem, transporte, processamento de 
pedidos, tudo interligado com compras, produção e vendas. Na medida em que as 
novas tendências econômicas tornam a Logística mais complexa e potencialmente 
mais cara, cresce a importância das tecnologias de informação, como uma 
ferramenta fundamental para o gerenciamento. 
 • Expansão do número de produtos 
 
É cada vez maior o número de produtos de qualquer natureza que chegam ao 
mercado diariamente. Este aumento implica uma complexidade cada vez maior dos 
sistemas de controles e de entrega a ponto -de-venda. A administração logística, 
com o uso dos sistemas informatizados, permite que os produtos possam cumprir as 
funções estabelecidas pelo Marketing, que é de estarem no lugar certo, na hora 
certa, na condição desejada e ao menor custo. Para onde quer que se olhe, ela está 
presente. Do tênis aos automóveis, passando pelos produtos eletrônicos, vestuário, 
alimentos, higiene e limpeza, a proliferação de produtos é inquestionável. O impacto 
sobre a logística não poderia ser maior. Aumento no número de insumos e de 
fornecedores, maior complexidade no planejamento e controle da produção, maior 
dificuldade para o custeio dos produtos; e para planejar e controlar os estoques, 
maior dificuldade na previsão de vendas. Tudo isto refletindo em maiores custos e 
dificuldade logística. 
 • Globalização - Acirramento da concorrência 
 
Numa economia aberta, empresas de diversas partes do planeta passam a disputar 
o mercado que antes era dominado por empresas locais. Novas empresas surgem, 
trazendo vantagens competitivas: menor preço, prazo de entrega, qualidade e outros 
benefícios. 
 
As implicações desse fenômeno para a logística são várias e importantes. 
Aumentam o número de clientes e os pontos-de-venda, crescem o número de 
fornecedores e os locais de fornecimento, aumentam as distâncias a serem 
percorridas e a complexidade operacional, envolvendo legislação, cultura e modais 
de transporte. 
Sistema Bancário Controle de
Estoques
Jogos
Compiladores Editores Interpretador de
comandos (shell)
Sistema Operacional
Linguagem de Máquina
M icroprogramação
Disposit ivos Físicos
Programas de
Aplicação
Programas de Sistema
(software básico)
Hardware
 
11 
 • Aumento do número de pontos de vendas 
 
Expansão do comércio, vendas de produtos que tradicionalmente eram vendidos 
somente em locais bem definidos passam a ser vendidos em farmácias, postos de 
gasolina, etc. 
 
Sistemas especiais de roteirização são desenvolvidos para se fazer o trajeto mais 
rápido e econômico. 
 • Custo do capital e aumento das incertezas econômicas 
 
Aumento do custo do dinheiro e dificuldades na sua obtenção implicou um melhor 
dimensionamento dos estoques de matérias primas, produtos semi-acabados e 
produtos acabados. 
 
A crescente troca de bens e serviços entre as nações aumentou substancialmente a 
interdependência e volatilidade econômica. Mudança de câmbio, recessão, 
desemprego, juros altos, aumento do preço do petróleo são fatores de incerteza no 
âmbito da economia de um país. O aumento da incerteza econômica cria grandes 
dificuldades para a previsão de vendas e o planejamento de atividades. 
 • Força dos grandes atacadistas e varejistas 
 
Os grandes atacadistas possuem um forte poder de negociação, forçando a baixa 
dos preços das indústrias.Por outro lado, devido ao seu enorme potencial para 
otimização do canal de distribuição, conseguem competir com a própria indústria, 
distribuindo produtos similares a preços inferiores. 
 • Ciclos de vida dos produtos 
 
Os ciclos de vida estão cada vez mais curtos, como conseqüência direta da política 
de lançamentos contínuos e mais rápidos de novos produtos. Os novos produtos 
tendem a tornar obsoletos produtos antigos diminuindo, portanto seu ciclo de vida. O 
que temos observado em muitos mercados é o efeito das mudanças da tecnologia e 
da demanda do consumidor, que se combinam para produzir mercados mais voláteis 
em que um produto pode ficar obsoleto quase tão logo seja lançado. Exemplos 
desse fenômeno podem ser encontrados nos setores de informática e vestuário. O 
prazo médio entre lançamentos de modelos de computadores pessoais é de quatro 
meses. Cada novo modelo gera obsolescência tecnológica nos modelos antigos. 
Como conseqüência, os estoques que se encontram no canal de distribuição 
perdem valor imediatamente, e precisam ter seus preços remarcados. Portanto, 
manter estoque de computadores no canal representa um grande risco financeiro, 
pois o preço de venda pode se tornar menor que o preço de aquisição. 
 
ENTENDENDO O CONCEITO DE LOGÍSTICA INTEGRADA 
 
Para que possa ser gerenciada de forma integrada, a logística deve ser tratada 
como um sistema no qual os componentes são interligados e interagem entre si de 
forma coordenada, com o objetivo de atender aos níveis de serviços estabelecidos 
 
12 
pelos clientes ao menor custo. Um movimento em qualquer um dos componentes de 
um sistema tem, em princípio, efeito sobre outros componentes do mesmo sistema. 
A tentativa de otimização de cada um dos componentes, isoladamente, não leva à 
otimização de todo o sistema. Vejamos, por exemplo, o resultado de uma política 
cujo objetivo seja minimizar o custo do transporte, independentemente dos outros 
componentes. Tal objetivo poderia ser alcançado mediante uma política de 
consolidação de cargas, que teria efeitos negativos sobre a quantidade de estoque e 
sobre os prazos de entrega que ficariam dilatados. Uma alternativa poderia ser a 
utilização de um modal mais barato, mas que em compensação seria mais lento e 
menos confiável, resultando, portanto num nível inferior de serviço, obrigando o 
cliente a trabalhar com um maior nível de estoque de segurança. Da mesma 
maneira, uma política voltada para a minimização do custo de compras pela 
aquisição de grandes lotes resultaria num aumento de custos de armazenagem e de 
estoques. 
 
Um exemplo perfeito de logística integrada é o próprio corpo humano, onde todos os 
órgãos funcionam de maneira sincronizada, fazendo as devidas compensações na 
medida em que são exigidos. 
 
Portanto, para alcançar o equilíbrio, torna-se necessário conseguir, ao mesmo 
tempo, redução de custos e melhoria do nível de serviço ao cliente. A busca 
simultânea desses dois objetivos quebra um paradigma de que melhores níveis de 
serviços implicam necessariamente maiores custos. As empresas que conseguem 
alcançar a excelência logística tendem a quebrar esse paradigma. 
 
O que lhes permite alcançar tal feito é um conjunto de características cuja lista é 
apresentada a seguir: 
 • Sucesso do cliente • Integração interna • Integração externa • Processos baseado no tempo • Sistemas de mensuração • Benchmarking 
 
A primeira dimensão listada está relacionada com a forma como a empresa enxerga 
seu relacionamento com os clientes. As empresas excelentes em logística entendem 
que seu sucesso depende do sucesso de seus clientes . Dentro dessa visão, as 
empresas que buscam a excelência logística se esforçam para conhecer o negócio 
de seus clientes, a fim de prestar um serviço customizado que contribua para o 
sucesso dos mesmos. Um exemplo de empresa que adota esta filosofia é a Souza 
Cruz, que mantém uma base de dados sobre vendas e estoques de cada um de 
seus clientes e utiliza um modelo de previsão para fazer sugestões sobre a 
quantidadea ser pedida de cada um de seus produtos. Nesse caso, a Souza Cruz 
está contribuindo para melhorar a gestão de estoques do pequeno varejista, 
racionalizando desta maneira o uso do capital de giro. 
 
A integração interna , ou seja, o gerenciamento integrado dos diversos 
componentes do sistema logístico, é uma condição necessária para que as 
empresas consigam atingir a excelência operacional com baixo custo. Para atingir 
 
13 
esta meta, as empresas necessitam conhecer muito bem os trade-offs 
(compensação de custos) inerentes à sua operação logística e possuir sistemas e 
organização adequados para tomar as decisões de forma integrada. 
 
A integração externa significa desenvolver relacionamentos cooperativos com os 
diversos participantes da cadeia de suprimentos, baseados na confiança, 
capacitação técnica e troca de informações. A integração externa permite eliminar 
duplicidades, reduzir custos e customizar os serviços. 
 
Processos baseados no tempo permitem respostas rápidas às exigências do 
mercado. Capacidade de resposta rápida é importante no desenvolvimento e 
lançamento de produtos, no atendimento de pedidos, na produção por encomenda, 
na recuperação de falhas, na adaptação às mudanças no mercado. Ou seja, 
capacidade de resposta rápida representa flexibilidade, um atributo fundamental no 
mundo volátil em que vivemos. 
 
A adoção de sistemas de mensuração de desempenho que sejam ágeis, 
abrangentes e confiáveis é de importância fundamental na logística. Para 
acompanhar as operações de forma adequada e tomar decisões corretas e a tempo, 
é fundamental desenvolver sistemas de monitoramento de desempenho. Ex.: 
Quantos pedidos foram entregues aos clientes dentro do prazo combinado? 
 
A busca da melhoria contínua, num ambiente em constante mudança tecnológica, 
faz dos programas de benchmarking uma prioridade para as empresas que buscam 
a excelência logística. As identificações das melhores práticas estejam elas onde 
estiverem, e sua adaptação para as condições do próprio negócio tem-se revelado 
um procedimento fundamental para manter competitividade no longo prazo. 
 
Concluindo: embora razoavelmente conhecidos, os fatores que determinam a 
excelência logística exigem grande esforço e criatividade para serem 
implementados. Diferentemente da moderna visão sistêmica baseada na lógica da 
integração, a tradição logística sempre foi a da fragmentação. Por quase um século, 
as organizações produtivas vêm sendo dominadas pela administração funcional. 
Dentro desta visão, cada área da empresa funciona independentemente das outras, 
ou seja, como um silo especializado, no qual os objetivos funcionais são 
determinantes no processo decisório. A maioria dos sistemas de avaliação de 
desempenho reforça esse comportamento. Vendedores são avaliados pelo volume 
de vendas, e não pela rentabilidade das mesmas. Compradores são incentivados a 
comprar pelo menor preço unitário, muitas vezes em detrimento do custo total da 
aquisição. O gerente de transportes é avaliado pelo custo unitário, 
independentemente da qualidade do serviço prestado; manufatura é incentivada a 
maximizar a produtividade da mão-de-obra, independentemente dos prazos de 
entrega e dos estoques gerados. Todos trabalham com o objetivo de atingir metas 
funcionais que isoladamente podem fazer sentido, mas que, numa visão sistêmica, 
criam conflitos e desperdícios. A implementação do moderno conceito de logística 
integrada exige substanciais mudanças culturais e organizacionais, assim como 
significativos investimentos em tecnologia de informação. O sucesso dependerá, em 
última instância, de persistência, paciência, habilidade de negociação e 
conhecimento dos responsáveis pelo processo. 
 
 
14 
3 - SUPPLY CHAIN MANAGEMENT 
 
Hoje, a Logística é reconhecida pela doutrina moderna como uma das 3 artes 
básicas militares: 
• Estratégia: amplos planos para emprego da força militar no ar, na terra e no 
mar. Isso inclui a estrutura de força e seus objetivos gerais em tempos de 
guerra e paz. 
• Táticas: o emprego e a manobra de forças para implementar as estratégias. 
• Logística: a provisão de recursos para suportar a estratégia e as táticas das 
forças de combate. 
A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte - define logística como “a 
ciência de planejamento e de realização da movimentação e manutenção das forças, 
abrangendo”: 
• o desenho, desenvolvimento, aquisição, estoque, movimentação, distribuição, 
manutenção, evacuação e disponibilização de materiais; 
• a movimentação, evacuação e hospitalização de pessoas; 
• a aquisição ou construção, manutenção, operação and disponibilização de 
instalações e, 
• a aquisição ou mobilização de serviços. 
 
 
É a integração dos processos do negócio, desde os fornecedores até o consumidor 
final, que assegure os suprimentos de produtos, serviços e informações de forma a 
acrescentar valor ao cliente. 
 
Objetiva coordenar e otimizar continuamente todos os elos da Cadeia de 
Suprimentos como um todo, gerando uma vantagem competitiva reconhecida pelo 
mercado. Ver figura 3.1. 
 
A cadeia de suprimentos desdobra-se em atividades estrategicamente importantes, 
como mostra a figura 3.2, desde o fornecimento de insumos até o cliente, associado 
a um fluxo de informação que integra todo o sistema. Uma empresa ganha 
vantagem competitiva executando as atividades desta cadeia numa visão sistêmica 
de maneira mais econômica, ou melhor, do que seus concorrentes. 
 
A logística, constituída por todos os fluxos de abastecimento de materiais, fluxos de 
distribuição de produtos, fluxos de informações e fluxos de serviços, é parte do 
supply chain da empresa e inter-relaciona com os órgãos internos da empresa e 
desta com seus fornecedores e clientes. Entretanto, deve ser considerada sempre a 
visão sistêmica, em que o benefício do conjunto deve sobrepujar os objetivos 
funcionais. 
 
 
15 
Como vimos anteriormente, a logística integrada foi impulsionada principalmente 
pela tecnologia de informação e pelas exigências crescentes de desempenho em 
serviços de distribuição, conseqüência principalmente dos movimentos da produção 
enxuta e do Just In Time. Embora ainda em evolução, o conceito de logística 
integrada já está sedimentado nas empresas produtivas dos países desenvolvidos 
tanto em nível conceitual quanto de aplicação. 
 
Outro conceito que começou a ser desenvolvido no início da década de 90 é o de 
Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 
Mesmo em nível internacional, são poucas as empresas que já conseguiram 
implementá-lo com sucesso e, em nível acadêmico, o conceito pode ser considerado 
“em construção”. 
 
 
F
O
R
N
E
C
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O
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S
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T
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S
C
O
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S
U
M
I
D
O
R
E
S
EMPRESA
CADEIA ESTENDIDA DE SUPRIMENTOS
SUPPLY CHAIN MANAGEMENT 
•É a integração dos processos do negócio, desde os fornecedores até o consumidor final,
que assegure os suprimentos de produtos, serviços e informações, de tal forma que
acrescente valor ao cliente.
•Objetiva coordenar e otimizar continuamente todos os elos da Cadeia de Suprimentos
como um todo, gerando uma vantagem competitiva reconhecida pelo mercado.
Figura 3.1
F
O
R
N
E
C
E
D
O
R
E
S
 
16 
 
O conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da 
logística integrada, pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito 
ultrapassa as atividades diretamente relacionadas à logística integrada. Além disso, 
há uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de 
suprimentos. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles, pois 
vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nessa atividade, tais como: 
marketing para estabelecer o conceito; pesquisa e desenvolvimento para a 
formulação do produto; fabricação e logística para executar as operações; finanças 
para a estruturação do financiamento. Compras e desenvolvimento de fornecedores 
são outras duas atividades que extrapolamas funções tradicionais da logística e que 
são críticas para a implementação do SCM. 
 
Para melhor compreender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, 
é fundamental entender primeiro o conceito de canal de distribuição. Instrumento 
fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens 
e serviços, o conceito de canal de distribuição pode ser definido como o conjunto de 
unidades organizacionais, instituições e agentes internos e externos que executam 
as funções que dão apoio ao marketing de produtos e serviços de determinada 
empresa. 
 
Entre as funções de suporte ao marketing, incluem-se compras, vendas, 
informações, transporte, armazenagem, estoque, programação da produção e 
financiamento. Qualquer unidade organizacional, instituição ou agente que execute 
uma ou mais funções de suporte ao marketing é considerado um membro do canal 
de distribuição. Os diversos membros participantes de um canal de distribuição 
podem ser classificados em dois grupos: membros primários e membros 
especializados. Membros primários são os que participam diretamente, assumindo o 
CADEIA SUPRIMENTOSCADEIA SUPRIMENTOS
Fluxo Físico
Em
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Processamento
dos pedidos e
Planejamento
Produção
Recebimento
Pedidos
 (vendas)
Compras
Gestão 
Transportes
Materiais
Contratação
Transportes
Gestão de
Transporte 
Distribuição 
Gestão de
Estoque
Fluxo do Pedido
Figura 3.2
 
17 
risco pela posse do produto, incluindo fabricantes, atacadistas, varejistas e 
distribuidores. Membros secundários são os que participam indiretamente, 
basicamente por meio da prestação de serviços aos membros primários, não 
assumindo o risco pela posse do produto. Exemplos mais comuns são as empresas 
de transporte, armazenagem, processamento de dados e prestadoras de serviços 
logísticos integrados. 
 
As estruturas dos canais de distribuição vêm-se tornando mais complexas ao longo 
dos anos. A figura 3.3 mostra uma estrutura de canal de distribuição. 
 
A combinação de maior complexidade com menor controle, conseqüência da 
disverticalização, tem levado ao aumento dos custos operacionais nos canais de 
distribuição. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente 
competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos 
custos. A solução para esse problema passa necessariamente pela busca de maior 
coordenação e sincronização. O avanço da informática, combinado com a revolução 
nas telecomunicações, criou as condições ideais para implementar processos 
eficientes de coordenação. É exatamente esse esforço de coordenação nos canais 
de distribuição por meio da integração de processos de negócios que interligam os 
seus diversos participantes que está sendo chamado de Supply Chain Management 
(ver figura3.1). Em outras palavras, o SCM representa o esforço de integração dos 
diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração 
compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades 
organizacionais e membros do canal, desde o consumidor final até o fornecedor 
inicial de matérias primas. Em suma, o SCM é uma abordagem sistêmica de 
razoável complexidade que implica alta interação entre os participantes. 
 
A Dell Computers é uma empresa que, através da re-configuração da Cadeia de 
Suprimentos, vem conseguindo responder quase imediatamente aos pedidos 
FÁBRICA
CENTRO DE
DISTRIBUIÇÃO
REGIONAL
LOJA
PRÓPRIA
DISTRIBUIÇÃO
EXCLUSIVA
VAREJISTA
ATACADISTA
CONSUMIDOR
CANAIS DISTRIBUIÇÃO
Figura 3.3
INDÚSTRIA
CLIENTES
INTERMEDIÁRIOS
CLIENTE
FINAL
Fluxo de Produtos
Fluxo de Informações
 
18 
customizados de seus clientes. O resultado tem sido um crescimento e lucratividade 
extraordinários. Em 12 anos, a empresa cresceu de um empreendimento de “fundo 
de quintal” para uma corporação de U$12 bilhões de faturamento anual. A Dell é 
certamente uma das empresas que mais avançaram no conceito de SCM ao 
estabelecer um esquema de vendas diretas aos clientes, oferecendo customização 
em massa e um grau avançado de parceria nas terceirizações, que pode ser 
chamado de integração virtual. A estratégia da Dell, que se tornou um dos cases 
mundiais mais conhecidos em manufatura e distribuição de produtos acabados, 
realmente não é fácil de executar. Ela pressupõe o contato direto com o consumidor 
e a eliminação de qualquer intermediário. Como premissas, há também a eliminação 
total de estoques e a promessa de entrega em curtíssimo prazo – muitas vezes 
dentro de 24 horas a partir do pedido – com o agravante que o computador é 
totalmente customizado, ou seja, o cliente literalmente “monta” a máquina de acordo 
com suas necessidades. 
 
Esse sistema de trabalho traz vantagens e desafios. Entre as primeiras, está o fato 
de não haver distribuidores, não vender em lojas, não ter estoques intermediários de 
produtos acabados, não havendo portanto margens de lucros de lojistas e 
distribuidores, permitindo a Dell chegar no mercado com um preço mais competitivo. 
Outro aspecto é o de não possuir estoque de peças, pois não se começa a montar 
nada sem que o pedido esteja colocado e o crédito do cliente aprovado. 
 
Dentro do conceito da Dell de vendas diretas ao consumidor, a Internet tem um 
papel de destaque. Iniciadas em 1996, as vendas pela Internet já respondem hoje 
por mais de 50% do faturamento da empresa. Além dos pedidos pelo site da Dell, os 
clientes podem acompanhar seus pedidos depois de aprovados pelo departamento 
financeiro. Os pedidos são explodidos em solicitações de peças para os 
fornecedores, que possuem centros de distribuição espalhados estrategicamente. A 
partir desse momento, é disparado o “gatilho” e as peças começam a chegar na 
fábrica. Depois de montada, a máquina é embalada e transportada até o cliente. 
 
 
IMPLEMENTAÇÃO DO CONCEITO DE SCM 
 
Considerando os benefícios que podem ser obtidos com a utilização correta do 
conceito de SCM, surpreende verificar que são poucas as empresas que o tenham 
implementado. As razões são basicamente duas: a primeira deriva da relativa 
novidade do conceito, ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais; a 
segunda, da complexidade e da dificuldade de implementação do conceito. O SCM é 
uma abordagem que exige mudanças em práticas arraigadas tanto no nível dos 
procedimentos internos quanto no nível externo no que diz respeito ao 
relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. 
 
Em nível interno, torna-se necessário quebrar as barreiras organizacionais 
resultantes da prática de administração funcional, em detrimento de uma visão 
sistêmica em que o resultado do conjunto é mais importante do que o resultado das 
partes. Quebrar essa cultura arraigada e convencer os gerentes de que deverão 
estar preparados para sacrificar seus objetivos funcionais individuais em benefício 
do conjunto tem-se mostrado uma tarefa desafiante. Alcançá-la implica abandonar o 
 
19 
gerenciamento de funções individuais e buscar a integração das atividades por meio 
da estruturação dos processos-chave na cadeia de suprimentos. 
 
Entre os processos de negócios considerados chave para o sucesso de 
implementação do SCM, os principais são: 
a) Relacionamento com clientes 
Desenvolver equipes focadas nos clientes estratégicos, que busquem um 
entendimento comum sobre características de produtos e serviços, a fim de 
torná-los atrativos para aquela classe de clientes. 
b) Serviço aos clientes 
Fornecer um ponto de contato único para todos os clientes, atendendo de forma 
eficiente a suas consultas e requisições. 
c) Administração da demanda 
Captar, compilar e atualizar continuamente dados de demanda, com o objetivo 
de equilibrar a oferta com a demanda. 
d) Atendimento de pedidos 
Atender aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazode entrega 
combinado. 
e) Administração do fluxo de produção 
Desenvolver sistemas flexíveis de produção que sejam capazes de responder 
rapidamente às mudanças nas condições de mercado. 
f) Compras/Suprimento 
Gerenciar relações de parceria com fornecedores para garantir respostas 
rápidas e a contínua melhoria de desempenho. 
g) Desenvolvimento de novos produtos 
Buscar, o mais cedo possível, o envolvimento dos fornecedores no 
desenvolvimento de novos produtos. 
 
A montagem de equipes para gerenciamento de processos na cadeia de 
suprimentos é um grande desafio. As equipes servem para quebrar as barreiras 
organizacionais e devem envolver todos os que participam das atividades 
relacionadas com a colocação e distribuição dos produtos no mercado. As empresas 
de maior sucesso estendem sua atuação para além de suas fronteiras 
organizacionais, envolvendo participantes externos, que são parceiros na cadeia de 
suprimentos. Embora a montagem de equipes seja importante, a utilização de todo o 
potencial só irá ocorrer se a empresa conseguir se interligar aos participantes 
externos na cadeia de suprimentos. Esses participantes incluem fornecedores, 
prestadores de serviços e clientes. A figura 3.2 apresenta um modelo esquemático 
do conceito de SCM com base no gerenciamento de processos. 
 
Dada à natureza colaborativa que deve possuir a cadeia de suprimento, torna-se 
crucial selecionar os parceiros corretos. É importante lembrar que a cadeia de 
suprimento ampliada necessita de um canal de informações que conecte todos os 
participantes. 
 
20 
 
No Brasil, um grande esforço para implementação do SCM está sendo feito no 
âmbito do movimento ECR Brasil. 
 
 
ECR 
 
Desenvolvido a partir de 1993, nos Estados Unidos, o ECR – Efficient Consumer 
Response (resposta eficiente ao consumidor) pode ser traduzido, de uma forma 
ampla, como sendo um conjunto de ações e estratégias que visam simplificar, 
racionalizar e padronizar procedimentos ao longo da cadeia de distribuição, visando 
difundir entre todos, métodos que possam representar uma redução de custos ao 
longo da cadeia; por conseguinte, preços menores ao consumidor final. Em síntese, 
o ECR, busca fazer com que supermercados, atacadistas, fornecedores, operadores 
logísticos venham trabalhar juntos, sem prejuízo de suas individualidades, com 
sintonia, envolvimento e transparência para satisfazer os desejos dos consumidores 
e dos praticantes. 
 
No Brasil, desde 1997 os conceitos do ECR vêm sendo implementados com o 
objetivo de reduzir custos na cadeia e atender ao consumidor final. A indústria e o 
varejo descobriram que, sozinhos, não conseguiriam atingir esses objetivos. Um 
trabalho árduo, mas que tem encontrado bons resultados na aplicação das quatro 
estratégias básicas do ECR: 1) a eficiência total na introdução de novos produtos; 2) 
na realização de promoções; 3) no sortimento das lojas; 4) na reposição. 
 
O ECR Brasil é uma associação de empresas que têm por objetivo pesquisar, 
desenvolver e implementar técnicas e ferramentas no sentido de aumentar a 
produtividade em todos os elos da cadeia de suprimento e oferecer maior qualidade 
de produtos e serviços ao consumidor final. 
 
 
CUSTO TOTAL 
 
Ao longo da cadeia logística, um grande volume de matérias primas, produtos semi- 
acabados e produto final ficam retidos, causando um impacto nos custos, pois a 
cada dia que este estoque permanece na empresa, ocorrem custos de 
armazenagem, estoque, movimentação interna, custo financeiro, etc. 
 
Entretanto, para um bom gerenciamento logístico, é importante entender o que é o 
custo logístico total. Carregamentos volumosos trazem economicidade no transporte, 
mas podem afetar o estoque, causando maiores custos de armazenagem e capital 
de giro. O transporte aéreo, cujo frete é bastante superior ao frete ferroviário e 
rodoviário, poderá, na análise de custo total, ser uma opção vantajosa em alguns 
casos, em vista da economia obtida no custo financeiro do estoque. A figura 3.4 nos 
dá uma visão deste conceito de custo total, mostrando que os custos individuais 
apresentam comportamentos diferenciados. Para se tomar decisões, o profissional 
de logística tem que fazer uma compensação destes custos conflitantes. 
 
O conceito de custo total caminha junto com a compensação de custos (trade off), o 
que implica uma análise conjunta de todos os custos da cadeia logística de maneira 
 
21 
a se obter uma otimização de todo o conjunto. Outra questão que dever ser 
analisada é o resultado final do processo. Por exemplo: a implantação de um CD 
Regional aumentará o custo total se compararmos com o custo das entregas diretas 
da fábrica para os clientes. Por outro lado, com o CD Regional, haverá uma melhoria 
no nível de serviço, o que poderá multiplicar as vendas e também o resultado 
econômico. 
 
O custo total é composto pelos custos individualizados de transporte, armazenagem, 
estoque, entrega, embalagem, processamento de pedidos e planejamento da 
produção. 
 
 
 
 
CUSTO TOTAL
CUSTO DE
TRANSPORTE
CUSTO DO ESTOQUE
CUSTO DO
PROCESSAMENTO
DO PEDIDO
CUSTO TOTAL
C
U
S
T
O
 (
R
$)
FERROVIÁRIO RODOVIÁRIO AÉREO
FIGURA 3.4 COMPENSAÇÕES DE CUSTO NA ESCOLHA DO MODAL DE TRANSPORTE
Fonte: Ballou, Ronald H. - Logística Empresarial. 
 
22 
4. MARKETING 
 
 
O Marketing consiste no gerenciamento dos “quatro Ps” – produto, preço, promoção 
e praça, e tem na utilização da logística um instrumento gerencial capaz de agregar 
valor. A figura4.1 apresenta graficamente esses conceitos. 
 
Fig. 4.1-Modelo conceitual de Logística integrada (Adaptado de Lambert, Douglas M.) 
 
 
Produto 
Preço Promoção 
Praça 
Serviço ao cliente 
Compras ou vendas 
Estoques 
Processamento de 
pedidos 
Armazenagem 
Transporte 
M
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Lo
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a 
 
23 
Decisões sobre a praça dizem respeito ao estabelecimento de uma política de 
canais de distribuição que implica, entre outras coisas, a formalização de 
padrões de serviços para cada um dos canais utilizados no processo de 
distribuição. 
 
Na questão do produto, percebe-se que o poder da “marca” está decrescendo 
cada vez mais, à medida que as tecnologias dos produtos concorrentes 
convergem, dificultando assim a percepção de diferença nos produtos, pelo 
menos para o comprador médio. Exemplo: computadores. O desenvolvimento 
de novos produtos passa por um momento de grande agitação, onde as 
empresas procuram criarem diferenciais para atrair novos clientes e manter os 
existentes. 
 
O preço deverá ser alinhado com o nível de serviço prestado em cada canal de 
distribuição. 
 
A promoção de produtos deverá ser compatibilizada com a possibilidade de 
atendimento das entregas. Exemplo: não adianta fazer uma promoção no nível 
nacional se a logística não consegue entregar o produto, no Estado do 
Amazonas, dentro do seu período de validade. 
 
 
 
24 
5 - NÍVEL DE SERVIÇO 
 
INTRODUÇÃO 
 
Conquistar um novo cliente custa para a empresa três vezes mais do que 
manter aquele que já existe. Tão importante quanto conquistar novos clientes é 
fidelizar os já existentes. Nesse enfoque da manutenção dos clientes 
existentes, torna-se vital a questão do estabelecimento do nível de serviço 
compatível com as necessidades do cliente. 
 
Nível de serviço logístico é o desempenho oferecido pelos fornecedores aos 
seus clientes no atendimento dos pedidos. É o resultado de todos os esforços 
logísticos que as empresas oferecem aos seus clientes para garantir a sua 
satisfação e fidelidade. O desempenho requerido pelos clientes no atendimento 
de seus pedidos é um fundamento importante para o planejamento da 
movimentação dos produtos e serviços e no dimensionamento dos custos para 
prover esses serviços. 
 
O nível de serviço ao cliente não apenas determina se os clientes atuais 
permanecerão clientes, mas quantos clientes potenciais se tornarão clientes. A 
figura 5.1 mostra a compensação entre receitas e custos para diversos níveis 
de serviços logísticos.Custoslogísticos tendem a aumentar com taxas 
crescentes à medida que o nível serviço é empurrado para níveis mais altos. 
 
 
N ÍV E L D E S E R V IÇ O
R E C E I T A
C U S T O S
L O G Í S T I C O S
F ig u ra 5 .1
R $
F o n te : M a r t in C h r is to p h e r , “ L o g ís t ic a e G e r e n c ia m e n to d a C a d e ia d e S up r im e n to s ”
 
25 
COMPONENTES DO NÍVEL DE SERVIÇO 
 
Classificam-se os elementos em: pré-transação, transação e pós-transação 
(vide figura 5.2). Os elementos de pré-transação estabelecidos proporcionam 
por escrito uma política para o nível de serviço, tal como: 
 • Prazo de entrega após a colocação do pedido • Tamanho do pedido • Procedimento para tratar devoluções ou faltas • Estabelecimento de plano de contingência para greves ou acidentes • Procedimento de expedição e local de entrega do produto 
 
Os elementos de transação são aquelas variáveis do serviço ao cliente 
diretamente envolvidas no desempenho da função de distribuição física, como: 
 • A confiabilidade do produto e da entrega. • Ajustar níveis de estoque. • Selecionar modos de transporte. • Determinar procedimentos para o processamento de pedidos . 
 
Os elementos de pós-transação são geralmente aqueles que apoiam o produto 
enquanto estiver em uso, por exemplo: 
 • Providenciar o retorno das embalagens (garrafas, paletes, etc). • Substituição do produto. • Garantia de peças e serviços para a assistência técnica. 
 
 
 
E L E M E N T O S
P R É - T R A N S A C I O N A I S
• A F I R M A Ç Ã O E S C R I T A D E
P O L Í T I C A S
• D I V U L G A Ç Ã O D A S P O L Í T I C A S
A O S C L I E N T E S
• E S T R U T U R A
O R G A N I Z A C I O N A L
• S E R V I Ç O S G E R E N C I A I S
E L E M E N T O S T R A N S A C I O N A I S
• I N F O R M A Ç Õ E S S O B R E P E D I D O S
• C I C L O D O P E D I D O
• A G I L I Z A Ç Ã O D E E X P E D I Ç Ã O
• N Í V E L D E E S T O Q U E
• P R E C I S Ã O D E E N T R E G A
• T E M P O D E T R A N S P O R T E
• S U B S T I T U T I B I L I D A D E D O
P R O D U T O
• C O N F I A B I L I D A D E N A S
I N F O R M A Ç Õ E S
• J U S T I N T I M E
E L E M E N T O S
P Ó S - T R A N S A C I O N A I S
• G A R A N T I A
• P E Ç A S D E R E P O S I Ç Ã O
• R A S T R E A M E N T O D O
 P R O D U T O
• A T E N D I M E N T O D E
R E C L A M A Ç Õ E S
• R E P O S I Ç Ã O P R O D U T O
D U R A N T E O R E P A R O
N Í V E L D E S E R V I Ç O
F ig u r a 5 .2
 
26 
6 - TERCEIRIZAÇÃO EM LOGÍSTICA 
 
Ao contrário do que se pensa, a terceirização não é um modismo da 
administração. Mesmo tendo sido amplamente utilizada nos últimos anos, 
muitas vezes sem critérios, essa é uma ferramenta de que as empresas 
dispõem para se concentrar no seu negócio principal, ou o que se chama de 
“core business”. Se antes elas delegavam para terceiros áreas periféricas, hoje 
tendem a usar esta estratégia para as partes mais importantes, inclusive 
produção. 
 
A terceirização nem sempre resulta em sucesso. Ansiosas em reduzir custos, 
muitas empresas adotaram o processo sem uma avaliação mais criteriosa. 
Resultado: acabaram tendo custos mais elevados e a qualidade não foi 
preservada. Se a terceirização teve um enfoque inicial errado de redução de 
custos, hoje esta estratégia se mostra mais madura e com a concepção certa, 
ou seja, o custo que se ganha é o custo da oportunidade da empresa de se 
dedicar ao que importa para ela e o que faz a diferença. 
 
O exemplo mais claro do avanço da terceirização vem das montadoras. Na 
fábrica da Volks, em São Paulo, os empregados da linha de produção são 
terceirizados. Em Betim, a Fiat já terceirizou as áreas de informática, 
manutenção, folha de pagamento, contabilidade e logística. 
 
Vantagens da terceirização: 
 • Ganhar agilidade e flexibilidade. • Poder se concentrar no foco principal do negócio. • Ter especialistas que podem fazer melhor o serviço . • Redução de custos. 
 
Desvantagens da terceirização: 
 • Risco de uma falência da terceirizada. • Falta de compromisso dos funcionários terceirizados com os valores da 
empresa. • Má gestão da terceirizada. • Descaracterização da cultura organizacional. 
 
No âmbito da logística, a terceirização era centrada na atividade de transporte. 
Atualmente, a terceirização está sendo feita de uma forma ampla em todas as 
atividades logísticas. Entra em cena a figura do Operador Logístico, que é o 
fornecedor de serviços logísticos especializado em gerenciar e executar todas 
as atividades logísticas, ou parte delas, nas várias fases da cadeia de 
abastecimento das empresas. 
 
 
27 
Principais funções dos operadores logísticos: 
 • armazenagem • Controle de estoque • transporte • embalagem • Expedição de produtos • Movimentação interna de matérias primas 
 
 
 
28 
7 - ABRANGÊNCIA DA LOGÍSTICA 
 
A logística tem uma amplitude que engloba fundamentalmente as seguintes 
atividades: 
• Processamento de pedidos 
• Planejamento da produção 
• Embalagem 
• Transporte 
• Gestão de estoque 
• Armazenagem 
• Distribuição Regional 
• Contratação de serviços logísticos 
• Métodos de logística 
• Logística reversa 
• Sistema de informações 
 
 
7.1 - PROCESSAMENTO DE PEDIDOS 
 
INTRODUÇÃO 
 
O sistema de processamento de pedidos é o centro nervoso do sistema 
logístico. O pedido é a chave de ignição que, quando acionado, desencadeia o 
processo logístico. A velocidade com que informações precisas de vendas são 
comunicadas tem impacto direto na eficiência da operação como um todo. 
 
A entrada e o processamento de pedidos referem-se às atividades envolvidas 
na coleta, verificação e transmissão de informações de vendas realizadas. 
Englobam todo o trabalho burocrático associado à venda dos produtos. 
 
O uso da Internet para a entrada de pedidos se torna uma opção cada vez 
mais utilizada pelas empresas e consumidores. O exemplo da Dell relatado 
anteriormente, onde mais de 50% dos pedidos de compra por parte dos 
clientes são realizados via Internet, é digno de nota. 
 
CICLO DO PEDIDO 
 
O ciclo do pedido (Lead Time) é o tempo transcorrido entre a data da 
colocação do pedido pelo cliente e a data da entrega do produto ao cliente. 
 
A figura 7.1 mostra o fluxo do ciclo do pedido. Os componentes do ciclo de 
pedido são: (1) transmissão do pedido; (2) recebimento do pedido; (3) 
preparação do pedido; (4) expedição do produto; (5) entrega ao cliente. 
 
 
29 
O ciclo total de pedido varia de empresa para empresa e de produto para 
produto. Geralmente, produto de consumo vendido em alta escala têm tempo 
de ciclo reduzido, pois as empresas produtoras mantêm um estoque para fazer 
a entrega imediata. Já produtos especiais, que não são produzidos de maneira 
seriada, têm um ciclo maior. 
 
A transmissão dos pedidos pode ser feita por telefone, fax, intranet e internet. É 
cada vez maior a tendência de se usar a transmissão eletrônica de informações 
para ganhar velocidade e precisão na entrada de pedidos; mas a definição 
passa pelo estabelecimento do canal de distribuição da empresa. É importante 
entender que a velocidade na transmissão do pedido via eletrônica não 
significa que o ciclo do pedido foi encurtado. A existência de produtos em 
estoque e a eficiência do transporte na entrega são fatores mais complicados 
no cumprimento dos prazos estabelecidos. 
 
 
COMUNICAÇÃO 
 
Uma das funções do sistema de processamento de pedidos é o de 
proporcionar uma rede de comunicação que liga o cliente ao fabricante. Os 
métodos manuais exigem mais movimentação, aumentando a chance de erros 
de comunicação. O sistema de processamento de pedidos foi o componente 
que mais se beneficiou com a evolução da tecnologia da informática. Os 
pedidos podem ser transmitidos via eletrônica de qualquer lugar 
instantaneamente. 
 
Por outro lado, o gerenciamento do ciclo do pedido pode permitir ao fabricante 
e ao cliente, em qualquer momento, saber exatamente o ponto do processo em 
que o pedido se encontra. Exemplo: Fiat on line. 
PROCESSAMENTODE PEDIDOS /PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃOPROCESSAMENTO DE PEDIDOS /PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
Figura 7.1
Gestão de
transporte
Gestão de 
estoque Compras
Armazenagem
Expedição
Cliente
Processamento
de pedidos
Planejamento
da produção
Plano de 
necessidades
de materiais
Gerenciamento de pedidos
 Legenda
Fluxo material
Fluxo pedido/informações
FornecedorProdução
Gestão de 
distribuição
ArmazenagemVendas/
Marketing
 
30 
 
 
TELEMARKETING 
 
É uma extensão dos sistemas automatizados de processamento de pedidos. 
Permite que a empresa mantenha contatos com clientes existentes que não 
têm porte suficiente para justificar a visita freqüente de vendedores. Os 
contatos com os clientes via telefone pelos vendedores atingirão a cobertura de 
mercado desejada de maneira econômica e eficaz. Esse sistema tem sido um 
volante de vendas, permitindo às empresas aumentarem significativamente o 
volume de vendas. 
 
7.2 - PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO 
 
O planejamento da produção tem a função de fazer com que os produtos sejam 
produzidos eficazmente. 
 
Com base na carteira de pedidos disponibilizada pela área de processamento 
de pedidos, caberá ao planejamento da produção otimizar os recursos 
produtivos de maneira a cumprir os prazos estabelecidos e garantir uma melhor 
produtividade na produção. 
 
Atividades do Planejamento da Produção: 
 • Dimensionar e informar à área de gestão de materiais os insumos 
necessários para o atendimento da produção • Programar a produção • Monitorar a produção e fazer reprogramações, se necessário • Avaliar a performance da produção em termos de prazo, custo e 
qualidade • Informar o andamento da produção 
 
O planejamento da produção participa das definições estratégicas da empresa, 
da elaboração do plano de vendas, da elaboração do orçamento geral da 
empresa e da elaboração do plano de necessidades. 
 
O planejamento da produção está inserido no fluxo logístico conforme mostra a 
figura 7.1 
 
 
 
31 
7.3 - EMBALAGEM 
 
INTRODUÇÃO 
 
A embalagem como ciência tem atingido, nos últimos anos, um grau de 
desenvolvimento bastante significativo, querem em materiais alternativos, 
novas concepções de embalagens e sistemas de embalamento. A tecnologia 
da embalagem é bastante ativa e diversificada. 
 
A embalagem deve assegurar aos produtos competitividade e integridade a 
custos compatíveis. Na logística, tem fundamental importância ao dar proteção 
aos insumos e produtos contra os tipos de agressões que poderão sofrer 
durante as etapas de manuseio, movimentação, armazenagem e transporte, 
bem como na otimização dos espaços em armazéns e do transporte. 
 
Estatísticas mostram que 70% das perdas de produtos são caracterizadas por 
embalagens inadequadas ou mal projetadas. 
 
A influência da embalagem na estrutura de custos do produto será alterada em 
relação ao tipo do mesmo. Freqüentemente, a embalagem é responsabilizada 
pelo encarecimento dos produtos industrializados, sem se levar em conta que 
ela contribui para a redução de perdas dentro do ciclo de distribuição. 
 
CONCEITUAÇÃO 
 
“Embalagem é o elemento que protege o conteúdo durante a movimentação, a 
armazenagem e o transporte, assegurando sua qualidade inicial até o 
consumidor final, pelo mínimo custo.” 
 
A embalagem possui as seguintes funções, as quais são intimamente 
interligadas: 
Função acondicionamento . Acondicionar, empacotar, ou seja, acondicionar o 
produto em um recipiente. Ex.: leite longa vida, refrigerante, etc. 
Função protetora. Está associada à condição de manutenção das 
características e qualidades do produto durante o ciclo de distribuição (desde a 
embalagem até o consumidor final). Dentro desta função, devem ser 
observadas: condições estáticas (compressão ou empilhamento), condições 
dinâmicas (choque, vibração, aceleração), condições físico-químicas 
(temperatura, umidade, radiação solar, oxidação) e condições biológicas 
(contaminação bacteriológica, desenvolvimento de fungos). 
Função mercadológica. É de grande importância, uma vez que o consumidor 
quase sempre julga a embalagem, que é manifestação visual da mercadoria, 
antes de julgar o produto. 
Função econômica. A embalagem é parte integrante do produto e logo 
desempenha uma função econômica. 
Função logística. É fundamental integrar ao desenvolvimento da embalagem 
as atividades de movimentação, armazenagem e transporte. 
MATERIAIS EMPREGADOS NA EMBALAGEM 
 
32 
 
A qualidade da embalagem depende diretamente dos materiais nela 
empregados. Cada material tem suas peculiaridades técnicas. Durante a 
escolha do tipo de material a ser utilizada, vária análise devem ser realizadas. 
 
Existem certos materiais que podem ser inadequados por interferirem física, 
química ou biologicamente no produto, deixando assim de oferecer proteção a 
ele. 
 
Abaixo, de forma sumarizada, os principais grupos de materiais de embalagem: 
 
a) PAPEL 
 
Material composto pelo entrelaçamento de fibras de celulose. As propriedades 
de barreira dos agentes externos são baixas e também não apresentam boa 
resistência mecânica. O papel pode embalar desde gêneros alimentícios 
industrializados até materiais de construção, produtos químicos e remédios. 
 
b) PLÁSTICOS 
 
Os plásticos são percebidos como um dos materiais mais modernos e 
aparecem sob muitas formas nas embalagens de consumo, face à viabilidade 
do custo de transformação e a versatilidade do seu emprego. 
 
Atualmente, são imprescindíveis no campo de embalagens flexíveis. Além de 
fornecer as propriedades necessárias para atender as funções básicas de uma 
embalagem, possuem a propriedade de térmicas, não encontrada no papel e 
alumínio. 
 
Os plásticos podem ser divididos em dois grandes grupos: 
3 Materiais termoplásticos: são aqueles que podem ser moldados sob a 
influência de temperatura e pressão, conservando a sua nova forma ao 
restabelecer as condições ambientais. Este ciclo pode ser repetido diversas 
vezes, sendo a forma final reversível. Ex.: polietileno, polipropileno, nylon... 
3 Materiais termofixos: Podem também ser moldados sob influência de 
temperatura e pressão. Porém, neste caso a operação é irreversível. Ex.: 
poliéster, poliuretano, resinas epoxi... 
 
c) VIDROS 
 
Material de boa resistência a choques térmicos e alta resistência química à 
maioria das substâncias. Além disso, apresenta possibilidade de reciclagem e 
reutilização, baixa deterioração física ou química e permite o uso de cor para 
efeito de proteção contra luz.. 
 
Bastante utilizado em embalagens para bebidas, vegetais, maioneses, 
temperos... 
 
d) METAL 
 
33 
O alumínio é um material largamente empregado na produção de embalagens 
porque não transfere odor ou sabor ao produto, além de possuir características 
de rigidez e proteção à luz. 
 
Podemos assinalar, dentre os metais de boa resistência à corrosão e agentes 
químicos, a folha de flandres (folha metálica de aço com revestimento de 
estanho), o aço inoxidável e o aço na produção de tambores. 
 
e) TÊXTEIS 
 
Materiais bastante utilizados na confecção de sacos. Os tecidos mais 
conhecidos são: • Naturais: Juta, Sisal, Algodão. • Sintéticos: Ráfia de polipropileno. 
 
f) MADEIRA 
 
A madeira é muito utilizada na confecção de caixas, engradados, paletes... 
 
g) PAPELÃO ONDULADO 
 
O papelão é largamente utilizado na confecção de caixas. A estrutura do 
papelão ondulado para a fabricação de caixas é obtida através de várias 
combinações de papéis, contendo capa e miolo. 
 
O miolo serve para manter separadas as capas. Temos os seguintes tipos de 
papelão ondulado: 
• Face simples: estrutura formada por um elemento ondulado (miolo) 
colocado num elemento plano. 
• Parede simples: estrutura formada por um elemento ondulado (miolo) 
colado em ambos os lados a elementos planos (capas). 
• Parede dupla: estrutura formada por três elementos planos (capas) 
coladas a dois elementos ondulados intercalados (miolo). 
• Parede múltipla: estrutura formada por quatro ou mais elementos planos 
(capas)colados a três ou mais elementos ondulados (miolos), 
intercalados. 
 
 
TIPOS DE EMBALAGEM 
 
A embalagem pode ser classificada da seguinte maneira: 
 
• EMBALAGEM PRIMÁRIA 
 
É aquela que fica em contato direto com o produto. É o invólucro que serve 
para promoção e uso do produto bem como definição do volume, peso, 
validade e outras características informativas para o consumidor. Exemplo: 
garrafas, potes, frascos, caixas de sabão em pó... 
 
34 
Vale com exceção o caso de sacarias, tambores, bombonas que, apesar de 
estarem em contato direto com o produto, apresentam características de 
embalagem de transporte. 
 
É através da embalagem primária que está agregada a estratégia de 
Marketing, onde o design e o layout são explorados como ferramentas 
impulsionadoras de vendas. 
 
Sob o ponto-de-vista logístico, cabe desenvolvê-la com dimensões moduladas 
compatíveis com a embalagem de distribuição, embalagem industrial, sistema 
de estocagem e meio de transporte. 
 
• EMBALAGEM SECUNDÁRIA 
 
É a embalagem que acondiciona a embalagem primária. Ex: Caixas de papelão 
 
• EMBALAGEM INDUSTRIAL 
 
É a embalagem utilizada dentro das indústrias (ou entre elas) para 
movimentação, transporte e armazenagem de materiais de processo ou 
produtos finais. Ex.: caçambas, embalagens específicas (peças especiais nas 
montadoras), contentores... 
 
• EMBALAGEM DE TRANSPORTE 
 
É o acondicionamento cuja função principal é a de conferir ao sistema produto, 
embalagem primária e secundária, e proteção durante o ciclo de distribuição do 
produto. Ex.: Caixas de madeira, tambores, sacarias, paletes... 
 
 PALETE 
 
É uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento, constituída de 
vigas, blocos ou uma simples face sobre os apoios, cuja altura é compatível 
com a introdução de garfos de empilhadeira ou prateleira. Permite o arranjo e o 
agrupamento de (unitização) de materiais, possibilitando as operações de 
movimentação, estocagem e transporte como uma carga única. 
 
Pode ser confeccionado de madeira, aço, plástico, alumínio... 
 
A madeira é a matéria-prima mais utilizada na fabricação de paletes. 
 
Tipos de paletes: 
• Paletes com duas entradas. 
• Paletes com quatro entradas. 
 
Dimensões do palete: 
 
 
35 
A ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) tem desenvolvido estudos 
junto a fabricantes de palete, supermercados, indústrias, chegando-se à 
definição do palete 1.200x1.000mm, conhecido como PBR1, como sendo o 
palete padrão, o qual deverá ser utilizado por todos os envolvidos. 
 
Vantagens do uso do palete: 
• Rapidez no manuseio da carga com o uso de empilhadeiras ou 
prateleiras. 
• Maior economia, segurança no transporte, armazenagem e na 
movimentação. 
 
Desvantagens: 
• Custo do investimento. 
• Custo do transporte de retorno. 
• Extravios e roubos. 
• Avarias e manutenção. 
• Gestão do estoque. 
 
O uso do palete tem-se intensificado no Brasil. A utilização ou não do palete 
deverá observada em função das vantagens que ela oferece quando 
confrontadas com as desvantagens. 
 
 
UNITIZAÇÃO DE CARGAS 
 
A unitização de cargas consiste na reunião de volumes homogêneos em uma 
única unidade. Os produtos podem ser unitizados num palete, container, etc. 
 
Baseia-se no princípio de racionalização de movimentos, ou seja, torna-se mais 
fácil movimentar diversas cargas de uma só vez do que em operações 
sucessivas com pequenas cargas. Desta forma, torna-se possível à 
movimentação mecânica desde a plataforma de embarque do expedidor até o 
recebimento do destinatário, evitando-se o fracionamento da carga. 
 
Formas de unitização: 
• Carga paletizada. 
• Carga Pré-ligada. 
• Cargas Contentorizadas. 
• Cargas conteinerizadas. 
 
A estabilidade da carga após a unitização tem que ser devidamente observada 
para se evitar o desmoronamento da mesma. A estabilidade pode ser obtida 
através de outros meios: 
• Fita auto-adesiva. 
 
36 
• Cintamento. 
• Envolvimento com filme termo-retrátil (Shrink Film). 
• Envolvimento com filme esticável (Stretch Film). 
 
A fita auto-adesiva é aplicada entre as camadas das pilhas. 
 
O cintamento pode ser feito com cintas de aço 
SHRINK significa encolher. O envolvimento com filme termo-retrátil é 
geralmente realizado com polietileno. A colocação da película sobre a carga 
pode ser feita automaticamente ou manualmente. A unitização de garrafas de 
refrigerantes é feita automaticamente. 
 
 
STRETCH significa esticar. O processo do envolvimento consiste em enrolar o 
palete com filme esticável. O filme é aplicado com uma tensão ajustável, 
exercendo pressão uniforme e permanente sobre a carga, fixando e 
estabilizando a mesma sobre o palete. Utiliza-se o PVC para essa atividade 
devido à sua resistência e elasticidade. 
 
A aplicação do filme pode ser feita manualmente ou com máquina automática. 
 
 
7.4 - TRANSPORTE 
 
INTRODUÇÃO 
 
A atividade transporte é tão presente em nosso dia-a-dia que não percebemos 
muitas vezes a sua grande importância e o impacto que tem em nossas vidas. 
Mover os produtos de onde são produzidos até o ponto onde serão consumidos 
com um mínimo de dificuldade em termos de prazo, custos e integridade física, 
é a missão do transporte. 
 
A posição única que o transporte ocupa na atividade econômica advém da 
redução que faz em relação ao tempo e ao espaço para a produção de 
produtos. 
 
 
37 
Os sistemas de transportes representam elementos de extrema importância na 
definição do preço final das mercadorias, principalmente se levarmos em 
consideração que a magnitude de tal preço irá proporcionar uma maior ou uma 
menor quantidade consumida destas mercadorias. 
 
UTILIDADE DE TEMPO E DE LUGAR 
 
A movimentação através do espaço ou distância cria utilidade de valor ou lugar. 
O sistema logístico de distribuição inclui três tipos de transporte de produtos: 
transferência se entrega direta e distribuição. Veja a figura 7.4. 
 
A transferência corresponde ao deslocamento de produtos da fábrica até um 
armazém intermediário ou centro de distribuição (cd). Neste caso, utilizam-se 
caminhões maiores de custo unitário mais baixo. 
 
A entrega direta corresponde à entrega diretamente da fábrica para o cliente. 
 
Este tipo de transporte é vantajoso quando se tratar de um grande cliente 
comprador, em que os volumes de entregas são relevantes, justificando-se o 
carregamento otimizado em grandes veículos, ou quando à distância da fábrica 
até o destino for relativamente curta. 
 
 
 
A distribuição de produtos corresponde ao transporte de um determinado ponto 
da cadeia logística (armazém ou CD) até os clientes destinatários, podendo ser 
também um único cliente por viagem. Nos casos de entregas para um número 
grande de clientes, faz-se uma roteirizarão para atender com precisão aos 
clientes programados. 
A
N 1
B 1
A 1
B
N
C D
TRAN SFERÊ N CIA
TR AN SFE RÊN C IA
FÁ BR IC A S C L IE N T E
TRA N SP O RTE D IRE TO
TRAN SPO RTE D IRETO
TRAN SF ERÊ N CIA
D ISTRIBU IÇÃO
D ISTR IBU IÇÃO
D ISTRIB U IÇÃ O
T IPO S D E T R A N SPO R T E
Figura 7.4
 
38 
 
MODALIDADES DE TRANSPORTE 
 
Rodoviário 
 
O transporte rodoviário é mais flexível e versátil do que as outras modalidades 
de transporte. Esta flexibilidade é decorrente de uma rede de estradas que 
permite o transporte ponto-a-ponto. A versatilidade do transporte rodoviário 
está na capacidade de transportar produtos com peso e tamanhos variados em 
qualquer distância. 
 
Os transportadores rodoviários geralmente proporcionam um serviço muito 
mais rápido do que as ferrovias e uma comparação favorável em relação ao 
transporte aéreo, no caso de fretes de curta distância. 
 
No Brasil, o frete rodoviário representa aproximadamente 62% do volume 
transportado. 
Apesar de grande concentrador do volume de cargas transportadas, o sistema 
rodoviário sofre com a escassez de recursos para a manutenção das vias já 
construídas, o que colabora para a diminuição progressiva da capacidade 
viária. 
 
O estado de conservação

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