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AULA 3: ERGONOMIA
E DESENHO
UNIVERSAL 
ARA0205 - Conforto Ambiental,
Luminotécnica e Ergonomia
PROFESSOR NÍCOLAS TEIXEIRA
Dados
Antropométricos
Medidas corporais básicas.
Baseadas nos percentis
Os conhecimentos disponíveis de antropometria
nos permitem encontrar
adequação dimensional para projetar para um
variado grupo de usuários, bem como para
desenvolver soluções para um grupo específico —
crianças, idosos, deficientes físicos, etc.
Uma máquina projetada para
acomodar 90% da população
masculina dos EUA acomoda
também 90% dos alemães. Mas
não ofereceria a mesma
comodidade para os latinos e
orientais. Ela acomodaria 80% dos
franceses, 65% dos italianos, 45%
dos japoneses, 25% dos
tailandeses e apenas 10% dos
vietnamitas.
A forma de análise
antropométrica relativa à
maneira de execução das
tarefas é a mais produtiva
para aplicação nos projetos
arquitetônicos de interiores. 
São dois tipos básicos de
dimensões corporais
importantes: as dimensões
estruturais (ou estáticas) e
as dimensões funcionais (ou
dinâmicas). 
As dimensões
estruturais contemplam
as medidas da cabeça,
tronco e membros em
posições padronizadas,
etc.
Enquanto as dimensões funcionais incluem
medidas tomadas em posições de trabalho ou
durante movimentos associados a tarefas.
Dez são as dimensões mais importantes se
alguém quiser descrever um grupo para
objetivos de engenharia humana
(ergonomia), nessa ordem: altura, peso,
altura quando sentado, comprimento
nádegas-joelho e nádegas-sulco poplíteo,
largura entre os cotovelos e entre os quadris
em posição sentada; altura do sulco poplíteo,
dos joelhos e espaço livre para as coxas.
Padrões dimensionais de projeto para que 90% da população seja
incluída. Portanto, a amplitude do padrão dimensional está entre o 5o
percentil e o 95o percentil, sendo o limite inferior o valor específico ao
5o percentil, o limite superior, o valor respectivo do 95o percentil e o
limite do ponto médio o valor do 50o percentil. [...] 
No caso específico da arquitetura e deste estudo, o comum é trabalhar
com a amplitude de 90% da população, ou seja: 
• Limite inferior, refere-se ao valor do 5o percentil. 
• Limite médio, refere-se ao valor do 50o percentil. 
• Limite superior, refere-se ao valor do 95o percentil.
Voltando aos percentis
Circulação e
fluxos
Os sistemas de circulação são componentes
essenciais nos projetos arquitetônicos — eles
conduzem os usuários até os edifícios e
equipamentos públicos e definem o seu movimento
no interior dos espaços. 
Respeitando as diferenças humanas, as circulações
horizontal e vertical são regulamentadas por
normas técnicas e prescrições de projeto, com o
intuito de proporcionar qualidade espacial,
segurança e eficiência nos deslocamentos.
O percurso de movimento
pode ser concebido como a
linha perceptiva que
conecta os espaços de uma
edificação ou uma série
qualquer de espaços
internos ou externos.
O conceito de circulação
captura a experiência de
deslocar nossos corpos
em torno de um edifício, em
um espaço coletivo ou no
interior de um ambiente,
tridimensionalmente e
através do tempo.
Do ponto de vista físico, a
circulação é entendida
como um espaço entre os
espaços, adquirindo uma
função conectiva. De fato, as
rotas de circulação são os
caminhos (espontâneos ou
não) que as pessoas
percorrem para acessar
outros espaços
Associado ao conceito de
circulação está o conceito
de fluxo, que pode
ser definido como “[...] o
deslocamento de um
conjunto de pessoas ou
coisas numa determinada
direção” (PERFEITO, 2012,
apud SANTOS, 2013, p. 96).
No fluxograma, são
destacadas as circulações e
conexões necessárias para
o bom desempenho da
mobilidade na edificação.
As circulações horizontais e verticais, os acessos e as saídas de
emergência de todas as edificações devem atender às normas
técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), aos
Códigos de Edificações Municipais e aos Decretos Estaduais do
Corpo de Bombeiros (apresentados em forma de Instrução Técnica —
IT ou ITCB —, ratificados pela ABNT NBR 9077:2001, intitulada
“Saídas de emergência em edifícios”), com ênfase em algumas
diretrizes condicionadas ao programa arquitetônico (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1993).
Normativas
NBR 9050
A NBR 9050:2020, elaborada pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece
os requisitos e critérios técnicos para promover a
acessibilidade universal em edificações,
mobiliários, espaços e equipamentos urbanos. Seu
principal objetivo é garantir que todas as pessoas,
incluindo aquelas com deficiência ou mobilidade
reduzida, possam acessar, circular e utilizar
espaços de forma segura, autônoma e digna.
https://www.acessibilidade.unb.br/images/PDF/NORMA_NBR-9050.pdf
A NBR 9050 define
parâmetros construtivos e
diretrizes que visam
eliminar barreiras
arquitetônicas e
urbanísticas, contemplando
pessoas com diferentes
características físicas,
sensoriais e cognitivas.
Aplicação
Projetos de novas construções.
Reformas e adequações em edificações existentes.
Espaços urbanos (calçadas, ciclovias, parques, praças etc.).
Mobiliário urbano (bancos, pontos de ônibus, sinalizações etc.).
Princípios
Fundamentais da
NBR 9050
Acessibilidade Universal
Busca garantir que todos os ambientes sejam acessíveis para diferentes grupos de
pessoas, respeitando suas limitações e necessidades específicas.
Autonomia
As pessoas devem conseguir utilizar os espaços e equipamentos sem depender de
ajuda constante de terceiros, mantendo ao máximo a sua independência.
Segurança e Conforto
Os projetos devem priorizar a segurança dos usuários, utilizando sinalização clara,
áreas de circulação adequadas e dispositivos de proteção (corrimãos, barras de
apoio etc.) que reduzam riscos de acidentes.
Inclusão e Equidade
Acessibilidade não se restringe apenas às pessoas com deficiência, mas a toda a
população, assegurando que não haja discriminação de qualquer natureza.
Princípios
Fundamentais da
NBR 9050
Pisos Táteis
Detalhamento mais completo sobre tipos de material, aplicação e contraste,
garantindo melhor orientação a pessoas com deficiência visual.
Banheiros Unissex Acessíveis
Inclusão de parâmetros para sanitários que podem ser usados por diferentes
públicos, como pessoas que necessitam de acompanhante ou cuidadores.
Ciclovias e Calçadas Acessíveis
Diretrizes específicas para rampas, faixas de circulação e sinalização, promovendo a
inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no uso de bicicletas e
circulação de pedestres.
Sinalização Visual e Tátil
Novos critérios de contraste e informações em braile, incluindo instalação em placas,
corrimãos e até mapas de orientação em locais de grande circulação.
Uso de Tecnologias Assistivas
Reconhecimento de soluções e equipamentos que facilitam a interação com espaços
públicos e privados, como plataformas elevatórias, aplicativos de orientação etc.
O que é o Desenho
Universal?
“Concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas
as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os
recursos de Tecnologia Assistiva”; conforme a Lei Federal 13.146/15 – Lei Brasileira
de Inclusão – LBI.
Princípios do
Desenho Universal
Uso equitativo: é a característica do
ambiente ou elemento espacial que faz
com que ele possa ser usado por diversas
pessoas, independentemente de idade ou
habilidade. Para ter o uso equitativo deve-
se: propiciar o mesmo significado de uso
para todos; eliminar uma possível
segregação e estigmatização; promover o
uso com privacidade, segurança e
conforto, sem deixar de ser um ambiente
atraente ao usuário (Anexo A – ABNT NBR
9050);
Princípios do
Desenho Universal
Uso flexível: é a característica que faz com que o ambiente ou elemento espacial
atenda a uma grande parte das preferências e habilidades das pessoas. Para tal,
devem se oferecer diferentes maneiras de uso, possibilitar o uso para destros e
canhotos, facilitar a precisão e destreza do usuário e possibilitar o usode pessoas
com diferentes tempos de reação a estímulos (Anexo A – ABNT NBR 9050);
Princípios do
Desenho Universal
Simples e intuitivo: é a característica do ambiente ou
elemento espacial que possibilita que seu uso seja de
fácil compreensão, dispensando, para tal, experiência,
conhecimento, habilidades linguísticas ou grande nível de
concentração por parte das pessoas (Anexo A – ABNT
NBR 9050); 
Princípios do
Desenho Universal
informação de fácil percepção: essa característica do
ambiente ou elemento espacial faz com que seja
redundante e legível quanto a apresentações de
informações vitais. Essas informações devem se
apresentar em diferentes meios (visuais, verbais, táteis),
de modo que a legibilidade da informação seja
maximizada, sendo percebida por pessoas com diferentes
habilidades (cegos, surdos, analfabetos, entre outros)
(Anexo A – ABNT NBR 9050);
Princípios do
Desenho Universal
Tolerância ao erro: é uma característica que possibilita
que se minimizem os riscos e consequências adversas de
ações acidentais ou não intencionais na utilização do
ambiente ou elemento espacial. Para tal, devem-se
agrupar os elementos que apresentam risco, isolando-os
ou eliminando-os, empregar avisos de risco ou erro,
fornecer opções de minimizar as falhas e evitar ações
inconscientes em tarefas que requeiram vigilância (Anexo
A – ABNT NBR 9050);
Princípios do
Desenho Universal
Baixo esforço físico: nesse princípio, o ambiente ou
elemento espacial deve oferecer condições de ser usado
de maneira eficiente e confortável, com o mínimo de
fadiga muscular do usuário. Para alcançar esse princípio
deve-se: possibilitar que os usuários mantenham o corpo
em posição neutra, usar força de operação razoável,
minimizar ações repetidas e a sustentação do esforço
físico (Anexo A – ABNT NBR 9050); 
Princípios do
Desenho Universal
Dimensão e espaço para aproximação e uso: essa
característica diz que o ambiente ou elemento espacial
deve ter dimensão e espaço apropriado para
aproximação, alcance, manipulação e uso,
independentemente de tamanho de corpo, postura e
mobilidade do usuário. Dessa forma, deve-se: implantar
sinalização em elementos importantes e tornar
confortavelmente alcançáveis todos os componentes
para usuários sentados ou em pé, acomodar variações de
mãos e empunhadura, e implantar espaços adequados
para uso de Tecnologias Assistivas ou assistentes
pessoais (Anexo A – ABNT NBR 9050); 
O que é
acessibilidade?
Possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento, para utilização com
segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações,
transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem
como outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de
uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou
mobilidade reduzida.
Referências
Antropométricas
A diversidade humana que encontramos nas ruas de uma
cidade é enorme, são pessoas adultas, jovens, crianças e
idosas, com características específicas tais como: altas,
bem altas, baixas, muito baixas, magras, obesas, com ou
sem deficiência. Há pessoas que não ouvem ou não veem
a cidade. Há também aquelas que se deslocam com a
ajuda de bengalas, muletas, andadores, cadeiras de rodas
ou com ajuda de cães-guias. E há ainda aquelas que se
deslocam com carrinho de feira, carrinho de bebê e mala. 
Módulo de
Referência (M.R.)
É o espaço necessário para acomodar uma pessoa em
cadeira de rodas. A pessoa em cadeira de rodas é a que
demanda maior espaço, motivo pelo qual foi adotada
como módulo de referência. Portanto, estas dimensões
devem ser usadas como parâmetro em projetos de
arquitetura.
Áreas de circulação
e manobra
Na circulação é necessário garantir
que qualquer pessoa possa se
movimentar com total autonomia e
independência. Para isso, os percursos
devem apresentar dimensões mínimas
de largura na circulação.
Áreas de circulação
e manobra
 Também devem ser observadas
condições para manobra de cadeiras
de rodas com deslocamento.
Alcance manual
frontal e lateral
 As pessoas possuem características
específicas de alcance manual,
podendo variar de acordo com a altura
e a flexibilidade de cada uma delas. As
medidas apresentadas são baseadas
em pessoas com total mobilidade nos
membros superiores e são dimensões
máximas e mínimas confortáveis.
Alcance visual

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