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Proteção do 
complexo 
dentinopulpar
Milena P. Nóbrega de Paiva
A profundidade da cavidade tem 
alguma influência na 
restauração do dente?
Quando vou restaurar o dente, 
devo apenas remover o tecido 
cariado e inserir o material 
restaurador?
Se estou diante de uma cavidade 
profundo, devo me preocupar 
em proteger a polpa.
Preciso, também, conhecer os 
materiais de base cavitária e saber 
usá-los/indica-los corretamente.
Complexo dentinopulpar
“A dentina é dependente da polpa para
a sua formação (via odontoblastos) e,
ao mesmo tempo, protege a polpa das
agressões do meio externo, ao revestí-
la com tecido duro.”
(Conceição, 2007)
Dentina
• Tecido conjuntivo
mineralizado;
• Composto por cristais de
apatita em meio a uma
matriz de colágeno;
• Túbulos dentinários:
apresentam diferentes
diâmetros internos desde a
superfície esmalte/dentina
até a polpa.
Dentina
Permeabilidade Dentinária
• Próximo ao esmalte, o diâmetro
dos túbulos dentinários: 0,7µm;
• Próximo à polpa: 2,6µm²;
• Portanto, a dentina torna-se
mais permeável a medida que
se aproxima da polpa.
Polpa Dental
• Tecido conjuntivo frouxo
especializado;
• Composto por células
(fibroblastos, células
mesenquimáticas indiferenciadas,
odontoblastos e células de defesa);
• Substância amorfa, fibras, vasos e
nervos;
• Circundada por paredes
inelásticas;
• Contato com o meio externo pelo
forame apical
Polpa Dental
• Manifestações clínicas ocorrem como
resultado de alterações na sua fisiologia
normal Diversas interpretações pelos
dentistas;
• Sua condição de aprisionamento por
paredes rígidas ambiente de baixa
tolerância às agressões;
• Diante de qualquer anormalidade na
resposta da polpa dentária, ela deve ser
removida?
• Ou seria a polpa dentária capaz de
resistir a tudo, nos possibilitando usar
qualquer material em cima dela?
Principais agentes de injúria pulpar 
e situações clínicas
Bacterianos Toxinas e enzimas associadas à cárie 
dental
Físicos Mecânicos: Traumas/Fraturas coronárias
Iatrogênicos: Preparo Cavitário
Patológicos: Atrição, abrasão, erosão, 
raspagem periodontal
Calor decorrente de preparos 
cavitários/Materiais restauradores
Químicos Materiais oriundo de restaurações em 
resina composta
Fisiológicos Alterações dimensionais na cavidade 
pulpar
Envelhecimento Alterações estruturais na polpa
O processo carioso, por 
si só, já é o agressor do 
complexo 
dentinopulpar. 
Se durante a remoção 
da cárie, formos além 
do necessário, 
podemos incorrer em 
um dano pulpar. 
Cuidados durante o preparo 
cavitário
PROFUNDIDADE
EXTENSÃO
REFRIGERAÇÃO
USO DE BROCAS NOVAS
SEM PRESSÃO EXCESSIVA
A proteção do complexo dentinopulpar
pode ser indireta ou direta
DIRETA
INDIRETA
Proteção Indireta
• Quando não há exposição pulpar;
• Aplicação de agentes seladores, 
forradores e/ou bases protetoras;
• Objetivos:
➢ Manter a vitalidade pulpar;
➢ Inibir o processo carioso;
➢ Reduzir o risco de 
microinfiltração;
➢ Estimular a formação da dentina 
reparadora.
Proteção Direta
• Quando há exposição pulpar;
• Aplicação de um agente protetor 
diretamente sobre o tecido pulpar 
exposto;
• Objetivos:
➢ Manter a vitalidade pulpar;
➢ Promover o restabelecimento da 
polpa;
➢ Estimular a formação da dentina 
reparadora.
O material protetor/agente de 
proteção deve:
1. Propiciar condições para que a polpa possa se recuperar de 
injúrias ocorridas;
2. Promover o selamento dos tecidos dentários contra 
possíveis contaminações bacterianas.
Requisitos dos agentes de proteção 
pulpar
• Bom isolante térmico e elétrico;
• Propriedades bacterianas e/ou 
bacteriostáticas;
• Apresentar adesão às estruturas dentais;
• Estimular a recuperação das funções 
biológicas da polpa;
• Favorecer a formação da dentina terciária;
• Não provocar injúrias pulpares.
Requisitos dos agentes de proteção 
pulpar
• Biologicamente compatível com o complexo 
dentinopulpar;
• Resistência mecânica suficiente aos esforços de 
condensação dos materiais restauradores;
• Inibir a penetração de íons metálicos no dente;
• Evitar ou diminuir a infiltração de bactérias e 
toxinas bacterianas na dentina e polpa;
• Insolúvel no ambiente bucal.
Classificação dos agentes de 
proteção pulpar
Agentes para 
selamento
Agentes para 
forramento
Agentes de 
base
Agentes para 
selamento
• Agente líquidos; película 
protetora extremamente fina;
• Vedamento da embocadura dos 
túbulos dentinários e os 
microespaços que se formam 
entre o material restaurador e 
as paredes circundantes da 
cavidade;
• Diminui a permeabilidade à 
infiltração de fluidos e 
bactérias.
Agentes para 
selamento
• Proteção contra choques 
termoelétricos insignificante;
• Inibe a penetração de íons 
metálicos na dentina;
• Não possuem propriedades 
bacteriostáticas;
• Não possuem resistência 
mecânica e são muito solúveis.
Agentes para 
forramento
• Se apresentam na forma de pó 
e líquido ou pastas;
• Formam uma película fina;
• Protegem a polpa das agressões 
externas;
• Estimulam a formação da 
barreira de dentina 
mineralizada quando a polpa 
for exposta;
• Baixas propriedades 
mecânicas.
Exposição 
acidental 
da polpa
Hemostático
Exposição 
acidental 
da polpa
Cavidade 
profunda, 
sem 
exposição
Então, em seu consultório, caso a cavidade seja bem profunda, 
mas sem exposição pulpar, que material para selamento posso 
utilizar? E como aplica-lo?
Agentes para 
base
• Se apresentam na forma de pó e 
líquido;
• Formam uma película mais espessa;
• Protegem o material de forramento;
• Reconstroem parte da dentina 
perdida;
• Adequa o preparo cavitário;
• Mais efetivos na proteção contra os 
estímulos termoelétricos do que os 
agentes para forramento.
• Efeito terapêutico sobre a polpa;
• Baixa resistência mecânica;
• Péssima adesividade à estrutura 
dentária;
• Inibe a polimerização das resinas 
compostas e adesivos dentinários.
A indicação do material protetor deve ser baseada na 
profundidade da cavidade, nas características pulpares e no 
material restaurador definitivos que será utilizado.
Como devo proceder?
Se houver exposição pulpar, devo encaminhar 
para tratamento endodôntico?
Colocar algum material de 
proteção? Será realmente 
necessário?
Se sim, qual material devo 
utilizar?
Se não há exposição pulpar...
• Remoção do tecido cariado;
• Sintomatologia;
• Profundidade da cavidade;
• Proteção pulpar indireta;
• Tratamento expectante.
Após remoção do 
tecido cariado, posso 
colocar diretamente a 
resina composta?
Dentina infectada
• Consistência mole e coloração 
amarelada;
• Zona de dentina necrótica, 
desorganizada e desmineralizada;
• Não pode ser remineralizada;
• Encontrada em cáries ativas.
Quanto de tecido 
cariado devo 
remover?
Dentina afetada (contaminada)
• Consistência semelhante a couro, 
coloração acastanhada;
• Zona de dentina desmineralizada, 
seguida por zona de esclerose e 
dentina reacional;
• “Viva” e com sensibilidade.
Quanto de tecido 
cariado devo 
remover?
Qual dentina devo 
remover?
O tratamento a ser instituído dependerá...
Cavidade rasa
> 1,5mm de dentina 
remanescente
Cavidade média a profunda
0,5 a 1,5mm de dentina 
remanescente
Cavidade muito profunda
 1,5mm de dentina 
remanescente
Se a cavidade for média a profunda...
Cavidade média a profunda
0,5 a 1,5mm de dentina 
remanescente
Base (CIV) + 
Material 
restaurador
Se a cavidade for muito profunda...
Cavidade muito profunda
2. Remoção da dentina 
infectada
3. Isolamento absoluto do 
campo operatório
4. Limpeza da cavidade
5. Cimento de hidróxido de 
cálcio
6. Cimento de ionômero de 
vidro
7. Restauração definitiva
Se a cavidade for muito profunda...
Cavidade muito profunda

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