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11
UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP
CENTRO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
SUPERIOR TECNOLOGIA EM PODOLOGIA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA
CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA
CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR
Trabalho apresentado à Universidade ANHANGUERA, como requisito parcial para a obtenção de média semestral na disciplina Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Tegumentar, Locomotor e Reprodutor.
Tutora: 
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO	3
2	DESENVOLVIMENTO	4
2.1	ATIVIDADE 1	4
2.2	ATIVIDADE 2	13
2.3	ATIVIDADE 3	19
2.4	ATIVIDADE 4	26
3	CONCLUSÃO	31
	
	
INTRODUÇÃO
O presente relatório descreve o desenvolvimento das atividades práticas realizadas na disciplina de Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Tegumentar, Reprodutor e Locomotor. O objetivo principal dessas atividades foi promover a compreensão detalhada das estruturas anatômicas e histológicas dos sistemas abordados, relacionando suas características morfológicas com as respectivas funções fisiológicas.
Para isso, foram utilizados o software OVID (Visible Body), disponível na Biblioteca Virtual, e o Laminário Digital, que permitiram a visualização aprofundada de tecidos e órgãos de forma tridimensional e microscópica. As atividades foram organizadas em quatro módulos, abrangendo a análise dos sistemas tegumentar, locomotor, muscular e reprodutor, visando a observação e esquematização das estruturas fundamentais de cada um.
Este relatório documenta os procedimentos realizados, os resultados observados e as correlações entre a morfologia das estruturas e suas funções no organismo. Ao final, espera-se que o aprendizado adquirido durante essas atividades contribua para o entendimento dos processos fisiológicos e patológicos relacionados aos sistemas estudados.
DESENVOLVIMENTO
ATIVIDADE 1
DERME
EPIDERME
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
A epiderme é a camada mais superficial da pele e pode ser dividida em várias camadas: basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea. O número de camadas e a espessura da epiderme variam de acordo com a região do corpo. A epiderme que recobre a região do calcanhar, por exemplo, é muito mais espessa do que a que recobre a pálpebra. A principal função da epiderme é proteger os tecidos profundos da água, dos microrganismos, dos traumas mecânicos e químicos e dos danos causados pela luz UV. Além disso, a epiderme está continuamente em renovação, substituindo as células mais antigas por células novas e produzindo melanina que dá cor à pele.
A derme é a camada de pele encontrada profundamente à epiderme e superficialmente à hipoderme. Contém uma mistura de vasos, nervos e derivados epidérmicos (como por exemplo, os folículos pilosos, os músculos eretores do pelo e as glândulas) incorporados em um tecido fibroelástico resistente que consiste em colágeno e fibras elásticas, envoltos por uma substância fundamental amorfa.
É dividida em duas camadas principais: a camada papilar é a camada mais superficial da derme e está localizada logo abaixo da epiderme. É composta por tecido conjuntivo frouxo, que forma numerosas papilas que se estendem e se interdigitam com as cristas epidérmicas. A camada reticular da derme funde-se com a porção inferior da camada papilar e, portanto, pode ser difícil identificar seus limites. Ela forma a camada mais profunda da derme e é muito mais espessa que sua contraparte superficial. A camada reticular contém tecido conjuntivo denso e irregular. As terminações nervosas livres estendem-se através das camadas reticular e papilar para alcançar a epiderme.
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Pele grossa (cão) HE)
Pele grossa
A epiderme apresenta um epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, constituída pelos queratinócitos, e podem ser distintas cinco camadas nela:
Camada basal ou germinativa: é constituída por células prismáticas ou cubóides, que repousam sobre a membrana basal, que separa a epiderme da derme. São responsáveis pela constante renovação do epitélio, com intensa atividade mitótica.
 
Camada espinhosa: apresenta células poligonais ou cubóides, com núcleo central e com expansões citoplasmáticas que se unem através de desmossomas, o que dá a célula um aspecto espinhoso.
 Camada granulosa: composta de células achatadas com núcleo central, que contém numerosos grânulos de querato-hialina (basófilos).
Camada lúcida: composta por uma delgada camada de células achatadas, eosinófilas, cujos núcleos e organelas foram digeridos por enzimas lisossômicas e desapareceram.
Camada córnea: camada superficial de células achatadas, mortas, sem núcleo e sem organelas. Membrana celular bem espessa e citoplasma cheio de queratina.
Derme e hipoderme
A derme possui superfície externa irregular, observando-se saliências chamadas de papilas dérmicas. As papilas aumentam a área de contato derme-epiderme, trazendo maior resistência à pele. A derme é constituída de duas regiões distintas que são: a papilar que é a camada mais superficial e a reticular, mais profunda. A região papilar está localizada logo abaixo das papilas dérmicas, é constituída por tecido conjuntivo frouxo. A região reticular é constituída de tecido conjuntivo denso não modelado. Além dos vasos sanguíneos e linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme de uma pele grossa as glândulas sudoríparas. São glândulas do tipo simples, tubulosa, enovelada. Sua porção secretora localiza-se profundamente na derme ou hipoderme. O ducto da glândula abre-se na superfície da pele e segue um curso em hélice ao atravessar a epiderme. A hipoderme é formada por tecido conjuntivo frouxo, associado a uma camada variável de tecido adiposo, constituindo o panículo adiposo.
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Pele fina (cão) HE)
Neste corte observa-se as 2 primeiras camadas da pele: epiderme e derme. A epiderme é constituída por um epitélio pavimentoso estratificado queratinizado. Abaixo da epiderme encontra-se a derme constituída por um tecido conjuntivo frouxo na região papilar, próximo às papilas dérmicas e tecido conjuntivo denso, na região mais profunda da derme a região reticular. Os fibroblastos são o tipo celular predominante e encontram-se entre os feixes de fibras colágenas e elásticas. Além dos vasos sanguíneos e linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme de uma pele fina as seguintes estruturas: pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas. Os pelos são estruturas delgadas queratinizadas que se desenvolvem a partir da invaginação da epiderme, o folículo piloso. A porção mais profunda e dilatada do folículo piloso é denominada bulo do pelo. Em toda a extensão da derme da pele pilosa são observados cortes transversais e oblíquos de folículos pilosos que apresentam pelo no seu interior. As glândulas sebáceas geralmente são anexos dos folículos pilosos, pois seus ductos desembocam na porção proximal dos folículos pilosos. São glândulas acinosas simples ou ramificadas, responsáveis pela secreção de sebo, o qual é liberado por um mecanismo holócrino. A camada mais profunda da pele denominada hipoderme é constituída de tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo, que une a derme aos órgãos adjacentes.
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Pele fina (cão) Mallory)
Na coloração de Mallory, é possível ver estruturas adicionais, como o colágeno que é corado de azul e compostos com elastina são ocasionalmente corados de amarelo.
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Gordura rato-79)
Tecido comum ou amarelo ou unilocular possui células grandes que, quando desenvolvidas, apresentam apenas uma gota grande de gordura, a qual ocupa grande parte da célula. Os adipócitos desse tipo de tecido adiposo podem aumentar seu tamanho conforme acumulam gordura em seu interior.
Tecido adiposo pardo ou multilocular apresenta células que, quando desenvolvidas, possuem gotículas de gordura de diferentes tamanhos no citoplasma, bem como váriasmitocôndrias. Devido à grande vascularização e à grande quantidade de mitocôndrias, esse tecido adquire uma coloração parda. Enquanto no tecido adiposo unilocular temos células grandes, no tecido adiposo multilocular, essas são pequenas e de formato poligonal.
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Epitelio escamoso-21)
Epitélio escamoso estratificado.
Matriz cartilaginosa
condroblastos
condrócitos, grupos 
isógenos
Pericôndrio (fibroblastos)
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Traquéia.Esofago HE)
Condroblastos
Fibras elásticas
Pericôndrio
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Orelha)
Fibras da matriz
Condrócitos
Pericôndrio
Pericôndrio
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Orelha (cao) Verhoeff)
ATIVIDADE 2
 Medula óssea
Osso esponjoso
Osso compacto
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Osso Longo (cobaia) HE)
Osteócito
Osteoblasto
Trabécula óssea
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Ossificação intramembranosa-153)
Zona de ossificação
Zona de transição
Zona hipertrófica
Condrófitos
Zona de repouso
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Ossificação endocondral-152)
Anel fibroso
Núcleo pulposo
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Disco intervertebral rato-74)
Fibrócitos
Fibroblastos
Tecido conjuntivo denso
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Tendão (cão) HE)
Zigomático
Esfenóide
Temporal
Occipital
Parietal
Frontal
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Discos intervertebrais
Cóccix
Sacro
Vértebras lombares
Vértebras torácicas
Vértebras cervicais
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Patela
Mandíbula
Clavícula
Fíbula
Tíbia
Fêmur
Crânio
Pelve
Rádio
Húmero
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
ATIVIDADE 3
Núcleo
Estrias transversais
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Músculo estriado gato-06)
Núcleo
Estrias transversais
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Músculo esquelético coelho)
Disco intercalar
Núcleo
Estrias transversais
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Músculo cardíaco porco)
Nervo bucal
Esternocleidomastóideo
Masseter
Orbicular
Temporal
Frontal
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Extensor radial curto do carpo
Extensor radial longo do carpo
Braquiorradial
Bíceps
Tríceps
Braquial
Deltoide
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Sartório
Reto femoral
Bíceps femoral
Semitendinoso
Vasto lateral
Glúteo máximo
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Ligamento patelofemoral médio
Ligamento colateral médio
Ligamento patelar
Meniscos
Fíbula
Tíbia
Fêmur
Patela
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Tendões extensores
Metatarso
Calcanhar
Ligamento deltóide
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
ATIVIDADE 4 
Espermatozóides
Túnica albugínea
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Testículo. Epidídimo (rato) HE)
Glândulas prostáticas
Uretra Prostática
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Próstata (cão) HE)
Corpos cavernosos
Corpo esponjoso
Túnica albugínea
Pele
Uretra
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Pênis (cão) HE)
Túnica albugínea
Vasos linfáticos
Vasos sanguíneos
Folículo ovariano
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Ovário (gata) HE)
Mucosa
Epitélio simples
Tecido muscular
Tecido conjuntivo
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Tuba uterina (cobaia) HE)
Geleia de Wharton
Veia umbilical
Artérias umbilicais
Fonte: Laminário Digital (HISTOLOGIA Cordão umbilical humano)
Próstata
Testículos
Pênis
Fonte: OVID Human Anatomy Atlas 2021
Vagina
Ovário
Tuba uterina
Útero
CONCLUSÃO 
Após a realização das atividades práticas descritas neste roteiro, foi possível desenvolver uma compreensão aprofundada das estruturas anatômicas e histológicas dos sistemas tegumentar, locomotor, muscular e reprodutor, correlacionando essas características com suas respectivas funções fisiológicas. 
No sistema tegumentar, observamos as camadas da pele e seus anexos, identificando a função protetora e de sustentação dessa estrutura. No sistema locomotor, entendemos a organização dos ossos e o processo de ossificação, essenciais para a sustentação e movimentação do corpo. No sistema muscular, o estudo das fibras estriadas esqueléticas, cardíacas e lisas permitiu uma visão clara das especificidades dos tipos de músculos e suas funções no movimento e na contração involuntária. Por fim, o exame do sistema reprodutor masculino e feminino forneceu conhecimentos sobre a complexidade das estruturas que suportam a reprodução humana.
Essas atividades foram fundamentais para a consolidação do conhecimento morfofuncional, aprimorando a capacidade de identificação e análise das estruturas por meio de recursos tecnológicos. Essa experiência prática não só fortalece a base teórica, mas também facilita o entendimento dos processos fisiopatológicos que podem ocorrer nesses sistemas.
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