Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Licitações e 
Contratos Administrativos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professora conteudista: Natascha Alexandrino 
E-mail: Natascha.gomes@ifro.edu.br 
 
 
 
 
 
 
Porto Velho 
2023 
 
mailto:Natascha.gomes@ifro.edu.br
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 
 
Prezado/a estudante, seja muito bem-vindo à disciplina Licitações e Contratos 
Administrativos. Aqui vamos introduzir o tema, apresentar os conceitos, autores e teorias sobre 
o processo licitatório. 
Organizamos o material em 6 Unidades Temáticas: Unidade 1: Teoria da Licitação. 
Princípios da Licitação. Unidade 2: Modalidades de Licitação. Pregão Presencial e Pregão 
Eletrônico. Sistema de Registro de Preços. Dispensa e Inexigibilidade de Licitação. Unidade 
3: Estrutura do Processo Licitatório. Limites e Tipos de Licitação. Recursos Administrativos. 
Unidade 4: Disposições Gerais do Contrato Administrativo. Objeto e características gerais dos 
contratos administrativos. Cláusulas gerais e exorbitantes. Execução e Subcontratação. 
Unidade 5: Prazo e Prorrogação. Extinção do contrato. Teoria da Imprevisão. Unidade 6: 
Contratos em espécie: contratos de obra pública, de serviço, de fornecimento, de concessão de 
obra pública e contrato de gestão. Convênios Administrativos. 
Desejo a vocês: bons estudos! 
Professora Natascha Alexandrino 
 
 
 
https://youtu.be/ZtAitZBnlIc 
 
 
 
 
https://youtu.be/ZtAitZBnlIc
 
UNIDADE 1 – TEORIA DA LICITAÇÃO E PRINCÍPIOS LICITATÓRIOS 
 
1. CONCEITOS INICIAIS: 
 
Prezado(a) estudante, 
Nesta unidade temática, vamos relembrar alguns conceitos importantes de Direito 
Administrativo, ramo jurídico onde estão inseridas as normas sobre Licitações e Contratos, a 
fim de abordar os principais aspectos dessa área e, assim, estabelecer uma relação com a área 
da gestão pública. O propósito é que, ao final desta unidade, você consiga: 
 
• Conhecer os conceitos básicos de Direito Administrativo; 
• Compreender alguns dos principais princípios de direito administrativo, especialmente de 
licitações e contratos; 
• Identificar esses princípios; 
• Diferenciar a aplicação dos princípios específicos do processo administrativo dos demais. 
 
 
WEBAULA 1 - https://youtu.be/FQ2jLj0ZWHY 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/FQ2jLj0ZWHY
 
1.1 INTRODUÇÃO: 
 
 O objeto do nosso estudo – Licitações e Contratos Administrativos – encontra-se 
inserido na disciplina Direito Administrativo, que é um ramo autônomo do Direito (assim como 
o Direito Constitucional, Civil, Penal etc), e visa orientar as relações envolvendo o Estado e os 
administrados. 
De acordo com o professor José dos Santos Carvalho Filho (2019, p.8), o Direito 
Administrativo é : “(...) o conjunto de normas e princípios que, visando sempre ao interesse 
público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e órgãos do Estado e entre este e as 
coletividades a quem deve servir”. Por exemplo, é o Direito Administrativo que vai regular as 
relações entre a Administração Pública direta e as pessoas da respectiva Administração Pública 
indireta, bem como as relações entre o Estado e os particulares participantes de uma licitação. 
 Em relação ao objeto do nosso estudo, você sabia que há uma recém aprovada Nova Lei 
de Licitações e Contratos Administrativos? E é nela que vamos pautar o nosso estudo! Portanto, 
onde encontrar essa matéria na legislação: 
 
➢ Lei nº 8.666/93; 
➢ Lei nº 10.520/02 (Lei do Pregão); 
➢ Lei nº 12.462/11 (Regime Diferenciado de Contratações); 
➢ IMPORTANTE: Nova Lei de Licitações e Contratos: Lei nº 14.133/2021, 
doravante NLL. 
 
Vamos pautar nosso material na recém aprovada Lei de Licitações: a Lei nº 14.133/2021, 
que entrou em vigor: 01/04/2021 e terá vigência plena a partir de 01/04/2023. 
 
Atenção: as lei antigas (Lei nº 8.666/93; Lei do Pregão – Lei nº 10.520/02; e o Regime 
Diferenciado de Contratações – nº Lei 12.462/11) só serão revogadas após 2 anos da data de 
publicação da Nova Lei de Licitações, conforme dispõe o art. 193, II, da NLL. 
Durante esse período, a Administração Pública poderá optar pela lei nova, ou pelas antigas. 
Todavia, é vedada a aplicação combinada de leis. 
 
 Além disso, vamos relembrar alguns conceitos? 
 
1.2 TEORIA DA LICITAÇÃO: 
 
 O fundamento constitucional da licitação está no inciso XXI, do art.37, CF/88, vejam: 
“Ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações 
serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de 
condições a todos os concorrentes(...).” (BRASIL, 1988). Aqui, verifica-se que o processo 
licitatório visa proporcionar igualdade de chances aos licitantes, buscando a proposta mais 
vantajosa à Administração Pública. 
 
• Relembrando: você sabe o que é o Estado? O Estado é abstração criada pela sociedade, 
para atingir a um bem comum. Ele é uma Pessoa Jurídica de Direito Privado Interno. O 
Estado possui os seguintes elementos: território, povo, soberania e uma finalidade, o 
bem comum. Assim, podemos dizer que, no mundo, há vários Estados, por exemplo, 
Estado Brasileiro, Estado Boliviano, Estado Francês etc. 
• Você sabe quem são os administrados? Somos todos nós, que vivemos sob a soberania 
de um Estado, no nosso caso, do Estado brasileiro. 
 
 
 
O conceito de licitações, segundo o importante jurista brasileiro, Celso Antônio 
Bandeira de Mello (2009, p.150): 
 
Ao contrário dos particulares, que dispõem de ampla liberdade quando 
pretendem adquirir, alienar, locar bens, contratar a execução de obras ou 
serviços, o Poder Público, para fazê-lo, necessita adorar um procedimento 
preliminar rigorosamente determinado e preestabelecido na conformidade da 
lei. Tal procedimento denomina-se licitação. 
 
Isso ocorre já que a Administração Pública apenas está autorizada a fazer o que é 
permitido por lei. Nesse sentido, o princípio da legalidade, em na esfera da gestão pública, 
incide de forma diversa, do que no âmbito privado, o que será estudado mais adiante. 
 
LICITAÇÕES E CONTRATOS? Fique por dentro: 
A licitação é um processo administrativo – e não judicial. É um processo eletrônico (em 
regra), público, transmitido pela internet. 
É um processo administrativo que a Administração Pública deve fazer antes de adquirir 
bens, serviços e obras públicas, em regra. Exceções: contratações diretas, por exemplo. 
 
 De acordo com o professora Rafael Carvalho R Oliveira (2022, p.01), a NLL ampliou 
os objetivos da licitação: “ a) assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de 
contratação mais vantajoso para a Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de 
vida do objeto; b) assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa 
competição; c) evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis 
e superfaturamento na execução dos contratos; d) incentivar a inovação e o desenvolvimento 
nacional sustentável.” 
 
 
E quem deve licitar? A resposta encontra-se já no artigo 1º da Nova Lei de Licitações 
(Lei nº 14.133/21): 
 
• I - os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, dos Estados e do Distrito 
Federal e os órgãos do Poder Legislativo dos Municípios, quando no desempenho de 
função administrativa; 
• II - os fundos especiais e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela 
Administração Pública. 
 
Atenção, por expressa disposição legal (§ 1º, art. 1º, Lei 14.133/21) a licitação das estatais 
e de suas subsidiárias é excluída da NLL, haja vista que o assunto vem contemplado na própria 
lei das estatais (Lei 13.303/16), ressalvado art. 178, NLL. 
 
Será objeto de licitação, ou seja, deveremos licitar nos seguintes casos (conforme art. 2º, 
NLL): 
o Alienação e concessão de direito real de uso de bens; 
o Compra, inclusive por encomenda; 
o Locação (popularmente conhecido como “aluguel”); 
o Realização de obras e serviços de arquitetura e engenharia;do preço de determinado produto, 
pois o aumento fora arbitrário. 
 
o XI - para celebração de contrato de programa com ente federativo ou com 
entidade de sua Administração Pública indireta que envolva prestação de serviços 
públicos de forma associada nos termos autorizados em contrato de consórcio 
público ou em convênio de cooperação; 
o XII - para contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos 
estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme elencados em ato 
da direção nacional do SUS, inclusive por ocasião da aquisição desses produtos 
durante as etapas de absorção tecnológica, e em valores compatíveis com aqueles 
definidos no instrumento firmado para a transferência de tecnologia; 
 
Comentários da professora: Diz Filho (2022, p.56): “Seguidamente, o art. 75, XI, define a 
contração direta por dispensa de licitação em contratações entre entes que integram consórcio 
público. Contudo, é necessário a constituição e regulação do contrato de programa que deverá 
estabelecer as obrigações dos entes federados no consórcio público no âmbito da gestão 
associada, em que haja a prestação de serviços públicos ou a transferência de encargos, serviços, 
pessoal ou bens necessários à continuidade dos serviços transferidos. 
Logo após, o art. 75, XII, define a dispensa de licitação para contratações que forem estratégicas 
para o Sistema Único de Saúde (SUS). Para essas contratações, deverá haver transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o SUS. Aqui, o legislador demonstra preocupação com 
o desenvolvimento nacional ao fomentar a transferência de tecnologias para área da saúde, sob 
o fundamento do princípio do interesse público.” 
 
 
o XIII - para contratação de profissionais para compor a comissão de avaliação de 
critérios de técnica, quando se tratar de profissional técnico de notória 
especialização (Atenção: essa é uma inovação da NLL); 
 
o XIV - para contratação de associação de pessoas com deficiência, sem fins 
lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgão ou entidade da 
Administração Pública, para a prestação de serviços, desde que o preço contratado 
seja compatível com o praticado no mercado e os serviços contratados sejam 
prestados exclusivamente por pessoas com deficiência; 
 
 
o XV - para contratação de instituição brasileira que tenha por finalidade estatutária 
apoiar, captar e executar atividades de ensino, pesquisa, extensão, 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, 
inclusive para gerir administrativa e financeiramente essas atividades, ou para 
contratação de instituição dedicada à recuperação social da pessoa presa, desde 
que o contratado tenha inquestionável reputação ética e profissional e não tenha 
fins lucrativos; 
 
Comentários da professora: os incisos XIV e XV são os casos que envolvem o terceiro setor 
(popularmente conhecidas como “ONGs”), que não tem fins lucrativos, e prestam serviços 
públicos. Trata-se de uma colaboração entre a sociedade civil e o poder público. 
 
o XVI - para aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de insumos 
estratégicos para a saúde produzidos por fundação que, regimental ou 
estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da Administração Pública 
direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, extensão, 
 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à inovação, 
inclusive na gestão administrativa e financeira necessária à execução desses 
projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de tecnologia de produtos 
estratégicos para o SUS, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, e que 
tenha sido criada para esse fim específico em data anterior à entrada em vigor 
desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no 
mercado. 
 
Esta foi a Unidade 2, em que conhecemos as modalidades de licitação e as hipóteses de 
contratação direta. Agora, vamos estudar a estrutura do processo de licitação. 
Bons estudos! 
Por fim, convido agora os/as alunos/as à leitura dos capítulos 01, item 1.5 a 
1.13, sobre licitações e contratos administrativos, da obra do Professor Rafael C Oliveira: 
Disponível em Minha Biblioteca – 
 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643288/epubcfi/6/26[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter01]!/4 
 
 
Referências consultadas: 
 
ALMEIDA, Herbert. Nova Lei de Licitações e Contratos Esquematizada. Estratégia 
Concursos, 2021. Disponível em: https://gratis.estrategiaconcursos.com.br/nova-lei-de-
licitacoes-e-contratos/ 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações. Lei nº 14.133/21. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
BRASIL. Lei das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte: Lei Complementar nº 
123/06 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm 
 
BRASIL. Decreto de Registro de Preços – DRP: Decreto nº 7.892/2013. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7892.htm 
 
BRASIL. Decreto Pregão: Decreto nº 10.024/2019 Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D10024.htm 
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. São Paulo: Atlas,2009. 
 
FIGUEIREDO, Alexandre. BASTOS, Renato. Ebook: Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Ebook, 2021. Disponível em: 
http://www.figueiredobastos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Ebook-LeiLicitacoes-
V.final_.pdf 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São Paulo: 
Atlas, 2019. 
 
FILHO, Marcílio da Silva F. Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Saraiva, 2022. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3
Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 
2009. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7892.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D10024.htm
 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Licitacoes e Contratos Administrativos: Teoria e Prática. 
Disponível em: Minha Biblioteca, (11th edição). Grupo GEN, 2022: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643288/epubcfi/6/26[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter01]!/4 
 
 
UNIDADE 3 – ESTRUTURA DO PROCESSO LICITATÓRIO. RECURSOS 
ADMINISTRATIVOS. 
 
 Prezado estudante, 
 Já vimos as modalidades licitatórias e as hipóteses de contratação direta, ou seja, quando 
a licitação pode ser dispensada, ou quando ela é inexigível. 
Dando prosseguimento ao assunto, vamos entender a estrutura do processo licitatório? 
 O objetivo ao final dessa unidade, é que você: 
• Identifique e compreenda os tipos de licitação; 
• Conheça todas as fases do processo licitatórios; 
• Conheça os recursos administrativos existentes na Nova Lei de Licitações. 
Vamos lá? Bons estudos! 
 
 
WEBAULA 3 - https://youtu.be/B5DhpUWOZnw 
 
 
https://youtu.be/B5DhpUWOZnw
 
3. ESTRUTURA DOPROCESSO LICITATÓRIO: 
 
A licitação possui duas fases: interna e externa. Na fase interna, Oliveira (2022) pontua 
a seguinte sequência: 
 
a. Requisição do objeto ou solicitação da contratação: é dizer o que a Administração 
precisa adquirir. Ato inaugural da licitação, possui relação com a modalidade a 
ser escolhida; 
b. Estimativa do valor: verificar o preço de mercado – geralmente a Administração 
consulta pelo menos 03 pessoas do ramo e faz a média; 
c. Autorização de despesa: conforme diz Oliveira (2022, p.201): “ Caso a licitação 
envolva criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental, que 
acarrete aumento da despesa, a fase interna deve conter (art. 16 da Lei de 
Responsabilidade Fiscal): (i) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no 
exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; e (ii) declaração 
do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e 
financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual 
e com a lei de diretrizes orçamentárias. 
d. Designação da comissão de licitação/agente de contratação; 
e. Elaboração das minutas do instrumento convocatório e dos contratos; 
f. Análise jurídica das minutas do instrumento convocatório e dos contratos; 
g. Outros: diz Oliveira (2022, p.201): “Outras exigências na fase interna: em 
determinadas hipóteses, a legislação exige a adoção de outros atos na fase interna 
da licitação, por exemplo: (i) audiência pública: quando o valor estimado para 
uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou sucessivas for 
superior a 100 vezes o limite previsto no art. 23, inciso I, alínea “c”, da Lei de 
 
Licitações, alterado pelo Decreto 9.412/2018 (art. 39 da Lei 8.666/1993);365 (ii) 
autorização legislativa: alienação de bens imóveis da Administração (art. 17, I, da 
Lei 8.666/1993);366 (iii) projeto básico e executivo: necessários para contratação 
de obras e serviços (art. 7.º, I e II, da Lei 8.666/1993).” 
 
A grande inovação da Lei 14.133/21 é o detalhamento legal da fase preparatória (fase 
interna). Esta é a fase do planejamento – que é um princípio importante das licitações – e deve 
compatibilizar-se com o plano de contratação anual e com as leis orçamentárias. Essa fase 
inicial está prevista no art.18, NLL. O referido artigo menciona que a fase preparatória deve 
abranger os seguintes pontos (BRASIL, 2021): 
➢ I - a descrição da necessidade da contratação fundamentada em estudo técnico 
preliminar que caracterize o interesse público envolvido; 
➢ II - a definição do objeto para o atendimento da necessidade, por meio de termo 
de referência, anteprojeto, projeto básico ou projeto executivo, conforme o 
caso; 
➢ III - a definição das condições de execução e pagamento, das garantias exigidas 
e ofertadas e das condições de recebimento; 
➢ IV - o orçamento estimado, com as composições dos preços utilizados para sua 
formação; 
➢ V - a elaboração do edital de licitação; 
➢ VI - a elaboração de minuta de contrato, quando necessária, que constará 
obrigatoriamente como anexo do edital de licitação; 
➢ VII - o regime de fornecimento de bens, de prestação de serviços ou de execução 
de obras e serviços de engenharia, observados os potenciais de economia de 
escala; 
➢ VIII - a modalidade de licitação, o critério de julgamento, o modo de disputa 
e a adequação e eficiência da forma de combinação desses parâmetros, para os 
 
fins de seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso 
para a Administração Pública, considerado todo o ciclo de vida do objeto; 
➢ IX - a motivação circunstanciada das condições do edital, tais como justificativa 
de exigências de qualificação técnica, mediante indicação das parcelas de maior 
relevância técnica ou valor significativo do objeto, e de qualificação econômico-
financeira, justificativa dos critérios de pontuação e julgamento das propostas 
técnicas, nas licitações com julgamento por melhor técnica ou técnica e preço, e 
justificativa das regras pertinentes à participação de empresas em consórcio; 
➢ X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa 
execução contratual; 
➢ XI - a motivação sobre o momento da divulgação do orçamento da licitação, 
observado o art. 24 desta Lei. 
 
Para Carvalho (2021), na fase preparatória, a Administração Pública está se organizando 
para licitar. Deverá, então, formular uma exposição de motivos para a contratação. Ainda, 
definir o objeto, as condições de execução, pagamento, as garantias que serão exigidas. Nessa 
fase – preparatória – o poder público vai definir a modalidade licitatória, o critério de 
julgamento, bem como analisar os riscos envolvidos. Se for uma licitação para contratação de 
obra, a lei exige um projeto básico (art. 6º, XXV, NLL). 
Por fim, a lei estabelece a necessidade de declaração de adequação orçamentária na 
licitação: “O poder público deverá, na fase interna, apresentar o valor estimado da contratação, 
compatível com os valores praticados pelo mercado, considerados os preços constantes de 
bancos de dados públicos e as quantidades a serem contratadas (...)” (CARVALHO, 2021, p. 
590). 
Após a fase preparatória, o processo licitatório seguirá para o órgão de 
assessoramento jurídico da Administração Pública, que vai realizar o controle prévio de 
legalidade (art. 53, NLL). O parecer emitido não terá caráter vinculante. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art24
 
Sobre esse ponto, destaca-se o art. 53, § 5º, dispõe sobre uma exceção, ou seja, quando 
é dispensável essa análise jurídica: “É dispensável a análise jurídica nas hipóteses previamente 
definidas em ato da autoridade jurídica máxima competente, que deverá considerar o baixo 
valor, a baixa complexidade da contratação, a entrega imediata do bem ou a utilização de 
minutas de editais e instrumentos de contrato, convênio ou outros ajustes previamente 
padronizados pelo órgão de assessoramento jurídico.” (BRASIL, 2021). 
Ao final da fase interna, temos a publicação do edital, que inaugura a fase externa da 
licitação. Segundo o art.17, da Lei 14.133/21, a licitação observará as seguintes fases, em 
sequência: 
 
I - preparatória; 
II - de divulgação do edital de licitação; 
III - de apresentação de propostas e lances, quando for o caso; 
IV - de julgamento; 
V - de habilitação; 
VI - recursal; 
VII - de homologação. 
 
 
Em relação ao edital, destaque para a novidade trazida pelo § 9º, do art. 25, NLL, no 
sentido de que ele poderá exigir que percentual mínimo da mão de obra responsável pela 
execução do objeto da contratação seja constituído por: I - mulheres vítimas de violência 
doméstica; II - oriundos ou egressos do sistema prisional. 
Ainda, o edital pode prever certa margem de preferência, conforme dispõe o art. 26, da 
NLL. Essa preferência será de até 10% sobre o preço de bens ou serviços para: I - bens 
manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; II - bens 
reciclados, recicláveis ou biodegradáveis, conforme regulamento. Poderá ser estendida para os 
bens manufaturados e serviços do MERCOSUL, desde que haja reciprocidade. E, segundo o § 
2º do referido artigo, nos casos de bens manufaturados nacionais e serviços nacionais 
 
resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica no País, a margem de preferência 
poderá ser de até 20%. 
A publicação do edital, que deve ser publicado seu inteiro teor no PNCP (art.54, 
NLL). 
Qualquer um pode impugnar o edital, ou pedir esclarecimentos, devendo protocolar o 
pedido até 3 (três) dias úteis antes da data de abertura do certame, e a resposta da 
Administração também deve se dar em 3 dias úteis, nos termos do art. 164, NLL. 
 
o Próxima fase: Art. 55, Lei 14.133/21 – intervalo mínimo entre a apresentação 
das propostas e lances (imagem extraída de Filho, 2022, p.61): 
 
 
 
 
De acordocom o art. 55, NLL, § 1º, eventuais modificações no edital implicarão nova 
divulgação na mesma forma de sua divulgação inicial, além do cumprimento dos mesmos 
prazos dos atos e procedimentos originais, exceto quando a alteração não comprometer a 
formulação das propostas. (BRASIL, 2021). 
Importante destacar que os modos de disputa podem ser aberto ou fechado. Segundo 
Carvalho (2021), na disputa aberta os licitantes apresentarão sua proposta por meio de lances 
públicos e sucessivos. Já no modo fechado, as propostas permanecerão em sigilo até a data e 
hora designadas para a divulgação. Há também o modo fechado e aberto, em conjunto. 
 
o Julgamento: 
Em seguida, vem a fase de julgamento, conforme os critérios do edital (menor preço, 
maior lance, melhor técnica etc – explicado no tópico anterior). 
No julgamento, segundo art. 59, NLL, serão desclassificadas as propostas que: I - 
contiverem vícios insanáveis; II - não obedecerem às especificações técnicas pormenorizadas 
no edital; III - apresentarem preços inexequíveis ou permanecerem acima do orçamento 
estimado para a contratação; IV - não tiverem sua exequibilidade demonstrada, quando exigido 
pela Administração5; V - apresentarem desconformidade com quaisquer outras exigências do 
edital, desde que insanável. Ademais, segundo o § 1º, art. 59, NLL, a verificação da 
conformidade das propostas poderá ser feita exclusivamente em relação à proposta mais bem 
classificada (BRASIL, 2021). 
Mas, e se ocorrer empate? Segundo o art. 60, da NLL, nesse caso, devemos seguir os 
critérios de desempate, nesta ordem (BRASIL, 2021): 
 
5 Veja o que diz o art. 59, § 4º, § 5º NLL: No caso de obras e serviços de engenharia, serão consideradas 
inexequíveis as propostas cujos valores forem inferiores a 75% (setenta e cinco por cento) do valor orçado 
pela Administração. 
§ 5º Nas contratações de obras e serviços de engenharia, será exigida garantia adicional do licitante vencedor cuja 
proposta for inferior a 85% (oitenta e cinco por cento) do valor orçado pela Administração, equivalente à diferença 
entre este último e o valor da proposta, sem prejuízo das demais garantias exigíveis de acordo com esta Lei.” 
 
 
• I - disputa final, hipótese em que os licitantes empatados poderão apresentar nova 
proposta em ato contínuo à classificação; 
• II - avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, para a qual deverão 
preferencialmente ser utilizados registros cadastrais para efeito de atesto de 
cumprimento de obrigações previstos nesta Lei; 
• III - desenvolvimento pelo licitante de ações de equidade entre homens e mulheres no 
ambiente de trabalho, conforme regulamento; 
• IV - desenvolvimento pelo licitante de programa de integridade, conforme orientações 
dos órgãos de controle. 
Ainda, há preferências previstas no §1º, art. 60, NLL. Assim, em igualdade de condições, 
se não houver desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços 
produzidos ou prestados por: 
 
• I - empresas estabelecidas no território do Estado ou do Distrito Federal do órgão ou 
entidade da Administração Pública estadual ou distrital licitante ou, no caso de licitação 
realizada por órgão ou entidade de Município, no território do Estado em que este se 
localize; 
• II - empresas brasileiras; 
• III - empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País; 
• IV - empresas que comprovem a prática de mitigação, por meio de tecnologia que 
reduza a produção de gases poluentes. 
 
Por fim, não podemos esquecer o tratamento diferenciado das Empresas de Pequeno 
Porte e das Micro Empresas, conforme a Lei nº 123/06, em seu art. 44, que diz que, nas 
licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para 
as microempresas e empresas de pequeno porte. Ademais, segundo o § 1º, entende-se por 
 
empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e 
empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez por cento) superiores à proposta 
mais bem classificada. Se for na modalidade pregão, isso cai para 5% (§2º, do art. 44, LC 
123/06). 
 
o Habilitação: 
Após, passa-se à habilitação , os requisitos estão previstos na lei (e esta não pode criar 
outros, sob pena de fraude). Nesse sentido, temos a habilitação jurídica (comprovação de que a 
empresa existe), a qualificação técnica (deve ser compatível com a execução do contrato), 
qualificação econômico-financeira, regularidade trabalhista, social e fiscal. 
Atenção, segundo art. 63, da Lei14.133/21, será exigida a apresentação dos 
documentos de habilitação apenas pelo licitante vencedor, exceto quando a fase de 
habilitação anteceder a de julgamento (II); serão exigidos os documentos relativos à 
regularidade fiscal, em qualquer caso, somente em momento posterior ao julgamento das 
propostas, e apenas do licitante mais bem classificado (III); será exigida do licitante declaração 
de que cumpre as exigências de reserva de cargos para pessoa com deficiência e para reabilitado 
da Previdência Social, previstas em lei e em outras normas específicas (IV) (BRASIL, 2021). 
A NLL prevê ser possível a inversão das fases, por ato motivado, passando à habilitação 
à frente da apresentação das propostas e julgamento. 
 
Por derradeiro, as fases recursal e de homologação serão abordadas nos próximos 
tópicos. 
Encerradas as fases de julgamento e habilitação, quando não houver mais recursos 
administrativos, o processo licitatório será encaminhado à autoridade superior, que poderá pedir 
para que os autos voltem, para sanar alguma irregularidade, ou até mesmo revogar a licitação, 
por motivos de conveniência e oportunidade. Ainda, se houver ilegalidade insanável, deve 
 
anular a licitação. Mas, estando tudo correto e havendo interesse, ela vai adjudicar o objeto e 
homologar a licitação, tudo nos termos do art. 71, NLL. 
 
3.1 TIPOS DE LICITAÇÃO: 
 
Os tipos de licitação estavam previstos no art. 45, da Lei nº 8.666 e eram eles: Menor 
preço; Melhor técnica; Técnica e preço; Maior lance/oferta. Todavia, com a nova Lei de 
Licitações (14.133/21), houve algumas mudanças, tais como os acréscimos dos seguintes tipos 
de licitação: maior desconto e maior retorno econômico, nos termos do art.33, da NLL. Assim, 
segundo a lei nova, são tipos de licitação (BRASIL, 2021): 
 
I - menor preço; 
II - maior desconto; 
III - melhor técnica ou conteúdo artístico; 
IV - técnica e preço; 
V - maior lance, no caso de leilão; 
VI - maior retorno econômico. 
 
ATENÇÃO: Não confundir as modalidades licitatórias com os tipos de licitação. Em 
suma, a expressão tipos de licitação não pode ser confundida com a expressão modalidades de 
licitação, estas se relacionam com a estrutura procedimental da licitação, enquanto aqueles se 
vinculam ao critério objetivo de julgamento da licitação. São modalidades de licitação: o 
diálogo competitivo, a concorrência, pregão, concurso, leilão. Por sua vez, os tipos de licitação 
são menor preço, maior desconto, melhor técnica/conteúdo artístico, técnica e preço, maior 
lance e maior retorno econômico. 
 
De acordo com o art. 34, NLL, deve-se considerar um bom custo benefício, bem como 
os parâmetros mínimos de qualidade do produto ou serviço. 
Em relação aos critérios de melhor técnica e técnica e preço, assim esclareceu Almeida 
(2021, p.87): 
 
CACTERÍSTICAS COMUNS – MELHOR TÉCNICA E TÉCNICA E 
PREÇO: Avaliação da proposta técnica: Avaliação da capacitação e da 
experiência por meio da apresentação de atestados de obras, produtos ou 
serviços já realizados; Nota atribuída por banca sobre os quesitos qualitativos 
da proposta: Nota sobre o desempenho em contratações anteriores, conforme 
fiscalização de contratos e registro cadastral do licitante. 
Banca: Para avaliação dos quesitos qualitativos (segundo item da lista acima); 
Pelo menos três membros; Servidores efetivos ou empregados públicos/ 
profissionais contratados; Não se confunde com “comissão de licitação”. 
Capacidade técnico profissional: Obtenção de pontuação devido à capacitação 
técnico-profissional; A execução do respectivo contrato terá participação 
direta e pessoal do profissional correspondente. 
 
E, quando o critério for o maior retorno econômico para a Administração Pública, diz a 
Lei: “O julgamento por maior retorno econômico, utilizado exclusivamente para a celebração 
de contrato de eficiência, considerará a maior economia para a Administração, e a 
remuneração deverá ser fixada em percentual que incidirá de forma proporcional à economia 
efetivamente obtida na execução do contrato. (Art. 39, NLL, BRASIL, 2021). 
3.2 RECURSOS ADMINISTRATIVOS: 
 
Segundo o art.5º, LV, CF/88 (BRASIL, 1988): “Aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com 
os meios e recursos a ela inerentes.”. Da leitura desse dispositivo infere-se que todos possuem 
o direito ao devido processo legal, tanto em sede judicial, quanto administrativamente. Portanto, 
sendo a licitação um processo administrativo, caso o licitante, inconformado, deseje a reforma 
 
de uma decisão proferida no processo de licitação, ele poderá interpor um recurso 
administrativo, ou, requerer a reconsideração da decisão. 
Das decisões dos atos administrativos cabem recursos. O tratamento dos recursos às 
decisões proferidas no processo licitatório está previsto nos art. 165, da Lei 14.133/21, com os 
prazos abaixo (BRASIL, 2021): I - recurso, no prazo de 3 (três) dias úteis, contado da data de 
intimação ou de lavratura da ata, em face de: a) ato que defira ou indefira pedido de pré-
qualificação de interessado ou de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou 
cancelamento; b) julgamento das propostas; c) ato de habilitação ou inabilitação de licitante; d) 
anulação ou revogação da licitação; e) extinção do contrato, quando determinada por ato 
unilateral e escrito da Administração; II - pedido de reconsideração, no prazo de 3 (três) dias 
úteis, contado da data de intimação, relativamente a ato do qual não caiba recurso hierárquico. 
Atenção ao § 1º, art.165, NLL, quanto ao recurso apresentado em virtude do julgamento 
das propostas e do ato de habilitação ou inabilitação de licitante, serão observadas as seguintes 
disposições: I - a intenção de recorrer deverá ser manifestada imediatamente, sob pena de 
preclusão, e o prazo para apresentação das razões recursais previsto no inciso I do caput deste 
artigo será iniciado na data de intimação ou de lavratura da ata de habilitação ou inabilitação 
ou, na hipótese de adoção da inversão de fases prevista no § 1º do art. 17 desta Lei, da ata de 
julgamento; II - a apreciação dar-se-á em fase única. 
Diz o § 2º, art. 165, NLL, que o recurso será dirigido à autoridade que tiver editado 
o ato ou proferido a decisão recorrida, que, se não reconsiderar o ato ou a decisão no prazo 
de 3 (três) dias úteis, encaminhará o recurso com a sua motivação à autoridade superior, a 
qual deverá proferir sua decisão no prazo máximo de 10 (dez) dias úteis, contado do 
recebimento dos autos (BRASIL, 2021). 
Quanto ao resultado, o acolhimento do recurso implicará invalidação apenas de ato 
insuscetível de aproveitamento (§ 3º, art. 165, NLL). 
O prazo para apresentação de contrarrazões será o mesmo do recurso e terá início na 
data de intimação pessoal ou de divulgação da interposição do recurso (§ 4º, art. 165, NLL). E 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art17%C2%A71
 
será assegurado ao licitante vista dos elementos indispensáveis à defesa de seus interesses (§ 
5º, art. 165, NLL). 
Em suma: a parte deve manifestar imediatamente o seu desejo de recorrer e o prazo para 
apresentar as razões do recurso são de 3 dias úteis. Ademais, a autoridade superior terá 10 dias 
úteis para decidir. 
Atenção: segundo Filho (2022, p.85): “Quando se tratar de penalidades, o prazo recursal 
passa a ser de 15 (quinze) dias úteis, contado da data da intimação. Vale destacar que, contra a 
pena de declaração de inidoneidade para licitar somente é cabível pedido de reconsideração, no 
mesmo prazo referido.” 
Cumpre destacar que o recurso e o pedido de reconsideração terão efeito suspensivo do 
ato ou decisão recorrida, até que se sobrevenha decisão final da autoridade competente, 
conforme dispõe o art.168, da NLL. A autoridade competente será auxiliada pelo órgão de 
assessoramento jurídico, como as Procuradorias, para decidir os supracitados recursos. 
 
Vamos complementar nossos estudos também com vídeos? 
- Saiba tudo sobre as modalidades licitatórias: 
https://www.youtube.com/watch?v=K1CXCXC7SRc 
- Palestra com Marçal Justen Filhi: 
https://www.youtube.com/watch?v=6XV9xbLhzrI 
- Curso A nova lei de licitações e contratos administrativos: 
https://www.youtube.com/watch?v=uXasYt1V-i8&t=1775s 
 
 
Referências consultadas: 
 
ALMEIDA, Herbert. Nova Lei de Licitações e Contratos Esquematizada. Estratégia 
Concursos, 2021. Disponível em: https://gratis.estrategiaconcursos.com.br/nova-lei-de-
licitacoes-e-contratos/ 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
https://www.youtube.com/watch?v=K1CXCXC7SRc
https://www.youtube.com/watch?v=6XV9xbLhzrI
https://www.youtube.com/watch?v=uXasYt1V-i8&t=1775s
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações. Lei nº 14.133/21. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
FIGUEIREDO, Alexandre. BASTOS, Renato. Ebook: Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Ebook, 2021. Disponível em: 
http://www.figueiredobastos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Ebook-LeiLicitacoes-
V.final_.pdf 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São Paulo: 
Atlas, 2019. 
 
FILHO, Marcílio da Silva F. Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Saraiva, 2022. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3
Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Licitacoes e Contratos Administrativos: Teoria e Prática. 
Disponível em: Minha Biblioteca, (11th edição). Grupo GEN, 2022: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643288/epubcfi/6/26[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter01]!/4 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
UNIDADE 4: DISPOSIÇÕES GERAIS DO CONTRATO ADMINISTRATIVO. 
OBJETO E CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CONTRATOS 
ADMINISTRATIVOS. CLÁUSULAS GERAIS E EXORBITANTES. 
 
 Prezado(a) estudante, 
 Nesta quarta unidade, vamos começar um novo assunto: os contratos administrativos. 
Nós já vimos, nas unidades anteriores, todo o processo licitatório, bem como os casos de 
contratação direta. Agora, vamos passar a analisar os contratos que a Administração celebrará 
com os particulares, após ele vencer a licitação, ou nos casos de dispensa e inexigibilidade de 
licitação. 
 Há sugestão de material complementar. 
 Bons estudos! 
 
 
 
WEBAULA 4 - https://youtu.be/KZ1YdIzSYJg 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/KZ1YdIzSYJg
 
4 DISPOSIÇÕES GERAIS DO CONTRATO ADMINISTRATIVO. OBJETO E 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS:Contrato administrativo é o pacto celebrado entre a Administração Pública e um terceiro, 
submetido as regras de direito administrativo, visando o interesse público. Destaca-se que, nos 
contratos administrativos, não há uma relação de igualdade entre as partes contratantes, 
pois o Poder Público possui prerrogativas, em razão da supremacia do interesse público. 
Em suma: nos contratos administrativos, a Administração Pública encontra-se em 
posição de superioridade para com o particular (CARVALHO FILHO, 2019). 
De acordo com a legislação antiga, a Lei nº 8.666/93, as partes do contrato recebem o nome 
de contratante (Administração Pública) e contratado (vide art. 6º, XIV, XV, da 8.666/93). 
Feitas essas considerações iniciais, imprescindível transcrever os artigos de destaques da 
NLL, sobre os contratos administrativos: 
 
Art. 89. Os contratos de que trata esta Lei regular-se-ão pelas suas cláusulas e 
pelos preceitos de direito público, e a eles serão aplicados, supletivamente, 
os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito 
privado. 
§ 1º Todo contrato deverá mencionar os nomes das partes e os de seus 
representantes, a finalidade, o ato que autorizou sua lavratura, o número do 
processo da licitação ou da contratação direta e a sujeição dos contratantes às 
normas desta Lei e às cláusulas contratuais. 
§ 2º Os contratos deverão estabelecer com clareza e precisão as condições para 
sua execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, as obrigações 
e as responsabilidades das partes, em conformidade com os termos do edital 
de licitação e os da proposta vencedora ou com os termos do ato que autorizou 
a contratação direta e os da respectiva proposta. (BRASIL, 2021) 
 
 
Segundo Carvalho Filho (2019, p.180): “Contrato administrativo é o ajuste firmado entre 
a Administração Pública e o particular, regulado basicamente pelo direito público, e tendo por 
objeto uma atividade que, de alguma forma, traduza interesse público”. 
 
Importante mencionar que: “O adjudicatário não possui direito subjetivo à 
contratação, não podendo obrigar o Poder Público a firmar o contrato. No entanto, 
quando a administração pública resolver contratar, deverá observar o resultado do 
procedimento.” (FILHO, 2022, p.68). 
Então, após a realização da licitação, o vencedor do certame poderá ser chamado para 
celebrar o contrato junto à Administração Pública, nos termos no art.90, da Lei nº 14.133/21, 
NLL (BRASIL, 2021): “A Administração convocará regularmente o licitante vencedor para 
assinar o termo de contrato ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo 
e nas condições estabelecidas no edital de licitação, sob pena de decair o direito à contratação, 
sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei.” 
Segue abaixo o fluxo do contrato, retirado do material Estratégia Concursos, produzido 
pelo professor Herbert Almeida: 
 
 
Fonte: Lei de Licitações e Contratos Esquematizada, 2021. Autor: Herbet Almeida. 
 
Em regra, o instrumento do contrato é obrigatório e o contrato deve ser escrito (art. 95, 
NLL), salvo as exceções previstas no parágrafo 2º do art.95, da Lei nº 14.133/21. Assim, o 
contrato não precisará ser escrito, se o sigilo for imprescindível para a segurança da sociedade 
 
e do Estado. Ainda, caberá o contrato verbal somente nos casos de pequenas compras para 
pronto pagamento, limite: R$ 10.000,00 (BRASIL, 2021):6 
 
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, 
em que a Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como 
carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem 
de execução de serviço: 
I - dispensa de licitação em razão de valor; 
II - compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos 
quais não resultem obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, 
independentemente de seu valor. 
§ 1º Às hipóteses de substituição do instrumento de contrato, aplica-se, 
no que couber, o disposto no art. 92 desta Lei. 
§ 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a 
Administração, salvo o de pequenas compras ou o de prestação de 
serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles de valor não 
superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). 
 
Em suma, assevera Oliveira (2022, p. 375): “Os contratos administrativos, em regra, 
devem ser precedidos de licitação, salvo as hipóteses legais de dispensa e inexigibilidade. A 
minuta do contrato deve integrar sempre o instrumento convocatório (art. 62, § 1.º, Lei 
8.666/1993).” 
Por derradeiro, destaca-se que a divulgação do contrato no Portal Nacional de Contratações 
Públicas é uma condição indispensável para a sua eficácia. Os aditamentos do contrato também 
devem estar no PNCP, nos termos do art. 94, NLL. 
 
 
6 Diz Oliveira (2022, p.273: “Todavia, os referidos dispositivos legais devem ser interpretados em conformidade 
com os princípios gerais do Direito, pois a interpretação literal levaria à conclusão de que os contratos verbais, 
que não são de pequenas compras (ou de serviços, como admitido na nova Lei de Licitações), não seriam 
considerados válidos e não produziriam efeitos, inclusive o efeito do pagamento. Ocorre que essa interpretação 
prejudicaria o particular de boa-fé que forneceu o bem ou prestou o serviço e acarretaria o enriquecimento sem 
causa da Administração. Por esta razão, a doutrina e a jurisprudência têm reconhecido o dever da Administração 
contratante de pagar ao contratado pela execução do ajuste verbal, em homenagem aos princípios da boa-fé e da 
vedação do enriquecimento sem causa. Nesse sentido: STJ, TJRJ, Marçal Justen Filho, Marcos Juruena Villela 
Souto, Enunciado 8 da PGE/RJ e Orientação Normativa/AGU 4.” 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art92
 
4.1 CLÁUSULAS GERAIS E EXORBITANTES. PRAZO E PRORROGAÇÃO. 
EXECUÇÃO E SUBCONTRATAÇÃO: 
Os contratos administrativos devem ter as seguintes cláusulas, de acordo com o art. 92, 
NLL (BRASIL, 2021) (grifos nossos): 
Art. 92. São necessárias em todo contrato cláusulas que estabeleçam: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - a vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante 
vencedor ou ao ato que tiver autorizado a contratação direta e à respectiva 
proposta; 
III - a legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos 
casos omissos; 
IV - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
V - o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a 
periodicidade do reajustamento de preços e os critérios de atualização 
monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento; 
VI - os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o 
prazo para liquidação e para pagamento; 
VII - os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, 
observação e recebimento definitivo, quando for o caso; 
VIII - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da 
classificação funcional programática e da categoria econômica; 
IX - a matriz de risco, quando for o caso; 
X - o prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando 
for o caso; 
XI - o prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio 
econômico-financeiro, quando for o caso; 
XII - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando 
exigidas, inclusive as que forem oferecidas pelo contratado no caso de 
antecipação de valores a título de pagamento; 
XIII - o prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos 
mínimos estabelecidos nesta Lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as 
condições de manutenção e assistência técnica, quando for o caso; 
XIV - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades 
cabíveis e os valores das multas e suas bases de cálculo; 
XV - as condições de importação e a data e a taxa de câmbio para 
conversão, quando for o caso;XVI - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do 
contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as 
 
condições exigidas para a habilitação na licitação, ou para a qualificação, na 
contratação direta; 
XVII - a obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de 
cargos prevista em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa 
com deficiência, para reabilitado da Previdência Social e para aprendiz; 
XVIII - o modelo de gestão do contrato, observados os requisitos 
definidos em regulamento; 
XIX - os casos de extinção. 
 
Em suma, segundo Carvalho (2021), as características dos contratos administrativos 
são: comutativo (direitos e deveres para as partes), consensual, contrato de adesão, oneroso, 
personalíssimo (pois devem ser celebrados com o vencedor da licitação) e formal. 
Quanto ao caráter personalíssimo, destaca Oliveira (2022, p.374): “ Todavia, não se 
pode emprestar caráter absoluto a essa exigência, admitindo-se, nas hipóteses legais, a alteração 
subjetiva do contrato (ex.: os arts. 72 e 78, VI, da Lei 8.666/1993 e o art. 122 da Lei 14.133/2021 
admitem a subcontratação parcial, até o limite permitido pela Administração). 
Assim, convém transcrever o art. 122, NLL: “Art. 122. Na execução do contrato e sem 
prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, o contratado poderá subcontratar partes 
da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em cada caso, pela 
Administração. § 1º O contratado apresentará à Administração documentação que comprove 
a capacidade técnica do subcontratado, que será avaliada e juntada aos autos do processo 
correspondente. § 2º Regulamento ou edital de licitação poderão vedar, restringir ou estabelecer 
condições para a subcontratação. § 3º Será vedada a subcontratação de pessoa física ou jurídica, 
se aquela ou os dirigentes desta mantiverem vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, 
financeira, trabalhista ou civil com dirigente do órgão ou entidade contratante ou com agente 
público que desempenhe função na licitação ou atue na fiscalização ou na gestão do contrato, 
ou se deles forem cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral, ou por afinidade, 
até o terceiro grau, devendo essa proibição constar expressamente do edital de 
licitação.”(BRASIL, 2021). 
 
4.1.1 AS CLÁUSULAS EXORBITANTES NOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: 
 
O art. 104 da NLL (art. 58, da Lei 8.666/93) elenca as chamadas cláusulas exorbitantes 
dos contratos administrativos. As cláusulas exorbitantes demonstram as prerrogativas da 
Administração Pública nos contratos administrativos, definindo poderes especiais para o 
poder público. 
Destaca-se que, em relação às cláusulas exorbitante, a Nova Lei de Licitações reproduz, 
em grande medida, a legislação anterior – Lei nº 8.666/93. Não houve muitas alterações, apenas 
algumas, pontuais. 
Segundo Oliveira (2022, p. 388): “É importante salientar que o exercício de prerrogativas 
por parte da Administração no âmbito dos contratos administrativos dependerá de decisão 
motivada e ampla defesa e contraditório.”. 
Elas estão previstas no importante art. 104, da NLL, o qual transcrevo (BRASIL, 2021): 
 
Art. 104. O regime jurídico dos contratos instituído por esta Lei confere à 
Administração, em relação a eles, as prerrogativas de: 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de 
interesse público, respeitados os direitos do contratado; 
II - extingui-los, unilateralmente, nos casos especificados nesta Lei; 
III - fiscalizar sua execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; 
V - ocupar provisoriamente bens móveis e imóveis e utilizar pessoal e serviços 
vinculados ao objeto do contrato nas hipóteses de: 
a) risco à prestação de serviços essenciais; 
b) necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo 
contratado, inclusive após extinção do contrato. 
§ 1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos não 
poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
§ 2º Na hipótese prevista no inciso I do caput deste artigo, as cláusulas 
econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha 
o equilíbrio contratual. 
 
 
Em resumo, são cláusulas exorbitantes, a alteração unilateral do contrato (art.104, I, NLL), 
a rescisão unilateral (art. 104, II, NLL), a fiscalização da execução dos contratos (art. 104, III, 
NLL), a aplicação de sanções (IV), a ocupação provisória de bens móveis, imóveis, pessoal, 
serviços (V), quando se referir a serviços essenciais (CARVALHO FILHO, 2019). 
Nesse sentido, por exemplo, o poder público pode modificar, unilateralmente, o 
contrato, ou seja, alterá-lo, independentemente do consentimento da outra parte, nos 
limites da lei (art. 104, I, NLL). Destaca-se, essa alteração unilateral precisa respeitar o 
equilíbrio econômico e financeiro do contrato, surgindo o direito de revisão contratual em caso 
de desequilíbrio. Além disso, não pode alterar o objeto do contrato, pois isso seria fraude à 
licitação. Nesse sentido, o poder público pode alterar unilateralmente o contrato quando: “(...) 
houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus 
objetivos e quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo 
ou diminuição quantitativa de seu objeto” (CARVALHO, 2021, p. 769). Limite legal: 25%, 
para acréscimos ou supressões e, no caso específico de reforma de edifício ou de 
equipamento, o limite será de 50% para os seus acréscimos (art. 125, NLL). 7 
Na hipótese do art.104, II, NLL, rescisão do contrato, esta pode ocorrer por 
inadimplemento do particular (ou seja, quando ele não cumpre alguma cláusula do contrato 
administrativo), ou por motivos de interesse público, devidamente justificado. Se a rescisão for 
por interesse público, o particular terá direito a receber uma indenização, se houver dano, terá 
os prejuízos ressarcidos pelo poder público (CARVALHO, 2021). 
 Veja o quadro abaixo, extraído da obra de Filho (2022) (fonte: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30[%3Bvnd
.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml]!/4/2/374/1:50[int%2Ces:]) 
 
7 Oliveira (2022, p.388): “os efeitos econômicos ocasionados pela alteração unilateral das cláusulas 
regulamentares devem respeitar os percentuais previstos no art. 65, § 1.º, da Lei 8.666/1993: os acréscimos ou 
supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, não podem ultrapassar o equivalente a 25% do valor 
inicial atualizado do contrato, e, no caso específico de reforma de edifício ou de equipamento, o limite será de 
50% para os seus acréscimos”. 
 
 
 
 
A cláusula exorbitante prevista no art. 104, III, Lei 14.133/21 é a de fiscalizar a execução 
do contrato. Quanto ao fiscal de contrato, que deverá ser auxiliado pelos órgãos de 
assessoramento e controle interno do órgão, assevera Filho (2022, p.78): “ Fiscal do contrato: 
A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um ou mais fiscais do 
contrato, representantes da Administração especialmente designados conforme requisitos 
estabelecidos no art. 7º da Lei n. 14.133/2021, ou pelos respectivos substitutos, permitida a 
contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los com informações pertinentes a essa 
atribuição. Apesar disso, conforme já entendeu o TCU: “é irregular a nomeação de terceiro 
estranho à Administração para exercer a fiscalização de contratos”. (Acórdão 124/2020-
Plenário)” 
Atenção ao quadro de responsabilidade, imagem extraída da obra de Filho (2022, p.79): 
Disponível em: 
 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30[%3Bvnd
.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml]!/4/2/430/1:249[tro%2Cvér] 
 
 
E a IV é a possibilidade de aplicar sanções, pela inexecução total ou parcial do contrato 
(Art.104, NLL). 
Segundo o art. 104, V, NLL, é possível a ocupação temporária de bens, com fulcro no 
princípio da continuidade do serviço. Essa é mais uma cláusula exorbitante. 
As cláusulas exorbitantes não alcançam as empresas públicas e sociedade de economia 
mista, que, apesar de fazerem parte da Administração Pública Indireta, são pessoas jurídicas de 
direito privado. 
Em suma, entende Carvalho (2021) que as cláusulas exorbitantes permitem que a 
Administração Pública tenha vantagens em relação aos particulares, pois elas decorrem do 
princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. Destaca-se que as cláusulas 
exorbitantes são implícitas, pois decorrem diretamente da lei, ou seja, elas não precisam constar 
expressamente no instrumento contratual, pois já há essa previsão legal. 
Por derradeiro, destaca-se que, no novo Direito Administrativo, segundo o Professor 
Gustavo Binenbojm, devemos ler as normas administrativas à luz da Constituição Federal e, 
sobretudo, dos direitos fundamentais. 
 
De acordo com as lições do professor Herbert Almeida (2021), há outras cláusulas 
exorbitantes espalhadas pela Nova Lei de Licitações: “As principais, mencionadas pela 
doutrina, são as seguintes: exigência de garantia (arts. 96 a 103); restrição à oposição da exceção 
do contrato não cumprido (art. 137, IV); exigência de medidas de compensação (art. 26, § 6º).”, 
segundo ele, essas são as outras cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos: 
 
 
Fonte: Lei de Licitações e Contratos Esquematizada, 2021. Autor: Herbet Almeida. 
 
 
 
Por fim, convido agora os/as alunos/as à leitura dos capítulo VIII, item 1 a 7, 
da obra Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada, FILHO, Marcílio da 
Silva F. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30[%3Bvnd
.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml]!/4 
 
Leitura Complementar: 
https://www.olicitante.com.br/regulamento-licitacoes-nova-lei-menor-preco-in-73-22/ 
 
 
 
 
Referências consultadas: 
 
ALMEIDA, Herbert. Nova Lei de Licitações e Contratos Esquematizada. Estratégia 
Concursos, 2021. Disponível em: https://gratis.estrategiaconcursos.com.br/nova-lei-de-
licitacoes-e-contratos/ 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações. Lei nº 14.133/21. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
FIGUEIREDO, Alexandre. BASTOS, Renato. Ebook: Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Ebook, 2021. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml%5d!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml%5d!/4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
http://www.figueiredobastos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Ebook-LeiLicitacoes-
V.final_.pdf 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São Paulo: 
Atlas, 2019. 
 
 
FILHO, Marcílio da Silva F. Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Saraiva, 2022. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3
Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 
2009. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022 
 
 
UNIDADE 5: PRAZO E PRORROGAÇÃO. EXTINÇÃO DO CONTRATO. TEORIA 
DA IMPREVISÃO. EXECUÇÃO E SUBCONTRATAÇÃO 
 
 Prezado estudante, 
Na Unidade 5 nós vamos estudar os prazos do contrato administrativo, bem como a 
possibilidade de sua prorrogação. Ainda, vamos tratar da execução contratual. E, por fim, a 
extinção do contrato. Contratos envolvem riscos entre as partes. Esses riscos são eventos futuros 
e incertos (ex. pandemia), que podem gerar ônus para as partes do contrato. Alguém vai ter de 
arcar com esses custos. Aqui vamos estudar quem vai pagar esse preço, abordando também a 
teoria da imprevisão. 
 
O objetivo é que você domine, no final dessa unidade: 
• Os prazos e a prorrogação do prazo administrativo; 
• As causas de extinção do contrato administrativo; 
• A execução do contrato; 
• A teoria da imprevisão e a distribuição dos riscos segundo a Nova Lei de 
Licitações. 
 
 
WEBAULA 5 - https://youtu.be/tSekD-0Fwuw 
 
5.1 PRAZO DE DURAÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: 
 
 A duração dos contratos administrativos será prevista no edital, devendo ser observados 
a disponibilidade de créditos orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, quando 
ultrapassar 1 exercício financeiro (art.105, NLL). 
 A Administração Pública pode celebrar contratos com o prazo de até 5 anos, nos 
casos de serviços e fornecimentos contínuos (art. 106, NLL): “Art.106, I - a autoridade 
competente do órgão ou entidade contratante deverá atestar a maior vantagem econômica 
vislumbrada em razão da contratação plurianual; II - a Administração deverá atestar, no início 
da contratação e de cada exercício, a existência de créditos orçamentários vinculados à 
contratação e a vantagem em sua manutenção; III - a Administração terá a opção de extinguir 
o contrato, sem ônus, quando não dispuser de créditos orçamentários para sua continuidade ou 
quando entender que o contrato não mais lhe oferece vantagem. § 1º A extinção mencionada 
https://youtu.be/tSekD-0Fwuw
 
no inciso III do caput deste artigo ocorrerá apenas na próxima data de aniversário do contrato 
e não poderá ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) meses, contado da referida data. § 2º Aplica-
se o disposto neste artigo ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de 
informática. (BRASIL, 2021).” 
Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos, eles poderão ser prorrogados 
sucessivamente, respeitada a vigência máxima de 10 anos, desde que haja previsão em edital 
e que se ateste que continua vantajoso para o Poder Público (art. 107, NLL). 
Art. 108, NLL, prevê outras hipóteses de contratos com prazo de até 10 anos, nas 
hipóteses previstas nas alíneas “f” e “g” do inciso IV e nos incisos V, VI, XII e XVI 
do caput do art. 75 desta Lei. 
 Uma novidade: o art. 109, da NLL prevê contratos por prazos indeterminados. 
Essa é uma inovação da Lei nº 14.133/21, dado que a antiga lei, 8.666/93, proibia 
expressamente essa hipótese. Nesse sentido, o Poder Público poderá sim estabelecer a vigência 
por prazo indeterminado nos contratos em que a Administração seja usuária de serviço público 
oferecido em regime de monopólio, desde que se comprove, em cada exercício financeiro, a 
existência de créditos orçamentários vinculados à contratação (BRASIL, 2021). 
 Por fim, assevera o art. 110, Lei 14.133/21: “Na contratação que gere receita e no 
contrato de eficiência que gere economia para a Administração, os prazos serão de: I - até 10 
(dez) anos, nos contratos sem investimento; II - até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com 
investimento, assim considerados aqueles que impliquem a elaboração de benfeitorias 
permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do contratado, que serão revertidasao 
patrimônio da Administração Pública ao término do contrato.” 
 
 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art75ivf
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art75v
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art75xii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art75xvi
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art75xvi
 
5.2 EXTINÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: 
 
O art. 137, da Nova Lei de Licitações e Contratos, diz que a extinção dos contratos 
administrativos se dará nos seguintes casos, após decisão motivada do Poder Público, nos autos 
do processo, assegurado o contraditório e a ampla defesa: 
 
• I - não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas 
contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos; 
• II - desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade designada para 
acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior; 
• III - alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que restrinja 
sua capacidade de concluir o contrato; 
• IV - decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou falecimento 
do contratado; 
• V - caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução do 
contrato; 
• VI - atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração 
substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto; 
• VII - atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas; 
• VIII - razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da 
entidade contratante; 
• IX - não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, bem 
como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado da 
Previdência Social ou para aprendiz. 
 
De acordo com Carvalho Filho (2019), os principais motivos para a rescisão dos contratos 
administrativos são o não cumprimento das cláusulas contratuais, o cumprimento irregular, a 
morosidade indevida, o atraso da obra sem justificativa, paralisação da obra sem justa causa, 
conforme art. 137, I, II, NLL. 
O supracitado inciso VIII, art. 137, NLL, não trata de inadimplemento do contrato, mas 
sim de razões exclusivamente administrativas, de interesse público, que constituem motivo para 
rescisão contratual. 
 
Os incisos supracitados se referem às hipóteses de quando a Administração Pública 
deseja encerrar o contrato com o administrado. 
Agora, passemos a analisar as hipóteses do particular encerrar o contrato com o 
poder público, ou seja, quando o contratado terá direito à extinção do contrato, conforme 
art. 137, §2º, NLL (BRASIL, 2021): 
 
o I - supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras que acarrete 
modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no art. 125 desta Lei; 
o II - suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, por 
prazo superior a 3 (três) meses; 
o III - repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do 
pagamento obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas 
desmobilizações e mobilizações e outras previstas; 
o IV - atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos 
pagamentos ou de parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas 
de obras, serviços ou fornecimentos; 
o V - não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local ou objeto, 
para execução de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais naturais 
especificadas no projeto, inclusive devido a atraso ou descumprimento das obrigações 
atribuídas pelo contrato à Administração relacionadas a desapropriação, a desocupação 
de áreas públicas ou a licenciamento ambiental. 
 
A extinção do contrato poderá ser determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, exceto no caso de descumprimento decorrente de sua própria conduta. Ainda, 
pode ocorrer uma extinção por acordo entre as partes, mediação, conciliação, ou por comitê de 
resolução de disputas, desde que haja interesse da Administração. Por derradeiro, a extinção 
também pode ser determinada por decisão arbitral, ou por decisão judicial (art. 138, NLL). 
 
5.3 TEORIA DA IMPREVISÃO: 
 
Contratos envolvem riscos entre as partes. Esses riscos são eventos futuros e incertos 
(ex. pandemia), que podem gerar ônus para as partes do contrato. Alguém vai ter de arcar com 
esses custos. Aqui vamos estudar quem vai pagar esse preço. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art125
 
Teoria da imprevisão, segundo o professor Mateus Carvalho, em sua obra Manual de 
Direito Administrativo (2021, p.786): “Ocorre nos casos em que há uma situação fática não 
prevista quando da celebração do contrato, portanto, imprevisível, que venha alterar o equilíbrio 
econômico-financeiro do contrato, com reflexos em sua execução”. 
Nesse sentido, a imprevisão pode ser a ocorrência de um caso fortuito e de força maior, 
como um tsunami, ou uma enchente que destrói parte de uma obra pública. 
Ainda, há os fatos da administração, quando a Administração Pública (contratante) é 
responsável pelo inadimplemento no contrato. Por exemplo, quando ela não efetiva as 
desapropriações necessárias para uma obra pública. Nesse caso, ela mesmo gera o desequilíbrio 
contratual (fato da Administração). 
Ademais, há também o fato do príncipe. Nesse caso, o desequilíbrio é causado por uma 
atuação da Administração Pública fora do contrato, mas, gerando reflexo nele. Por exemplo: 
aumentar a alíquota de um tributo, gerando reflexões no contrato. Ex. recente: quarentena, 
isolamento, COVID 19: diminuição de passageiros nas empresas de ônibus. 
Nesse caso, há um direito a revisão do preço em favor do contratado (do particular), 
para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial. 
A matéria está positivada no art. 124, II, d, NLL (BRASIL, 2021), vejamos: 
 
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com 
as devidas justificativas, nos seguintes casos: 
II – por acordo entre as partes: 
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do 
contrato em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em 
decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, 
respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida 
no contrato. 
§ 2º Será aplicado o disposto na alínea “d” do inciso II do caput deste 
artigo às contratações de obras e serviços de engenharia, quando a execução 
for obstada pelo atraso na conclusão de procedimentos de desapropriação, 
desocupação, servidão administrativa ou licenciamento ambiental, por 
circunstâncias alheias ao contratado. 
 
 
Assim, para restabelecer o equilíbrio do contrato, caberá a revisão das cláusulas 
anteriormente pactuadas. 
Nesse sentido, art. 134, NLL: “ Art. 134. Os preços contratados serão alterados, para 
mais ou para menos, conforme o caso, se houver, após a data da apresentação da proposta, 
criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais ou a superveniência de 
disposições legais, com comprovada repercussão sobre os preços contratados.” (BRASIL, 
2021). 
Novidade: alocação de riscos e a Nova Lei de Licitações. Houve uma importante 
mudança de paradigma trazida pela nova lei, pois, com a alocação prévia de riscos, tudo é 
combinado antes de acontecer o evento que desequilibra o contrato. Assim, conforme dito 
anteriormente, o contrato vai prever, previamente, quem vai arcar com eventuaiscustos 
extraordinários, se acontecer um evento futuro e incerto (ex. enchente). 
Nesse sentido, dispõe o art. 103, § 4º: “A matriz de alocação de riscos definirá o 
equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em relação a eventos supervenientes e 
deverá ser observada na solução de eventuais pleitos das partes.”(BRASIL, 2021). 
Essa é uma importante mudança, que promove a segurança jurídica nos contratos 
administrativos. 
 
5.4 EXECUÇÃO E SUBCONTRATAÇÃO: 
 
 A execução dos contratos administrativos está prevista no art. 115 e seguintes da NLL: 
“Art. 115. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas 
avençadas e as normas desta Lei, e cada parte responderá pelas consequências de sua 
inexecução total ou parcial.” 
 
 De acordo com o art. 117, NLL, a execução do contrato será fiscalizada por um ou mais 
fiscais do contrato. Também é possível a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los 
com informações pertinentes a essa atribuição. 
Importante salientar que o contratado/particular será obrigado a reparar, corrigir, 
remover, reconstruir ou substituir, a suas custas, no total ou em parte, o objeto do contrato em 
que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes de sua execução ou de materiais 
nela empregados (art. 119, NLL). 
 Quanto à subcontratação, vimos acima que os contratos administrativos são 
personalíssimos, por isso, a questão da possibilidade ou não de subcontratação gera 
divergências doutrinárias. 
 De acordo com o art.122, NLL: “Na execução do contrato e sem prejuízo das 
responsabilidades contratuais e legais, o contratado poderá subcontratar partes da obra, do 
serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em cada caso, pela Administração.” 
(BRASIL, 2021). Ademais, o § 2º do referido artigo diz que edital de licitação poderá vedar, 
restringir ou estabelecer condições para a subcontratação. 
Segundo Carvalho (2021), há parte da doutrina que diz ser inconstitucional qualquer 
subcontratação, pois isso seria uma fraude ao processo licitatório. Porém, para a outra parte da 
doutrina, a que entende ser possível a subcontratação, essa seria exceção. Nesse caso, deve 
haver previsão no edital e no contrato, bem como autorização do ente público. Por fim, deve-
se demonstrar a capacidade técnica do subcontratado. 
 Alguns contratos, como o de concessão, exigem licitação para a subcontratação 
(CARAVALHO, 2021). 
 
 
Por fim, convido agora os/as alunos/as à leitura dos cápitulo VIII, item 8 a 18, 
da obra Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada, FILHO, Marcílio da 
Silva F. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/30[%3Bvnd
.vst.idref%3Dmiolo11.xhtml]!/4 
 
 
 
Para saber mais - Leitura complementar: 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2848721/mod_resource/content/1/diogo%20de%20figueiredo%20morei
ra%20neto%20-
%20o%20futuro%20das%20cl%C3%A1usulas%20exorbitantes%20nos%20contratos%20administrativos.pdf 
 
 
 
Referências consultadas: 
 
ALMEIDA, Herbert. Nova Lei de Licitações e Contratos Esquematizada. Estratégia 
Concursos, 2021. Disponível em: https://gratis.estrategiaconcursos.com.br/nova-lei-de-
licitacoes-e-contratos/ 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações. Lei nº 14.133/21. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2848721/mod_resource/content/1/diogo%20de%20figueiredo%20moreira%20neto%20-%20o%20futuro%20das%20cl%C3%A1usulas%20exorbitantes%20nos%20contratos%20administrativos.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2848721/mod_resource/content/1/diogo%20de%20figueiredo%20moreira%20neto%20-%20o%20futuro%20das%20cl%C3%A1usulas%20exorbitantes%20nos%20contratos%20administrativos.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2848721/mod_resource/content/1/diogo%20de%20figueiredo%20moreira%20neto%20-%20o%20futuro%20das%20cl%C3%A1usulas%20exorbitantes%20nos%20contratos%20administrativos.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
FIGUEIREDO, Alexandre. BASTOS, Renato. Ebook: Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Ebook, 2021. Disponível em: 
http://www.figueiredobastos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Ebook-LeiLicitacoes-
V.final_.pdf 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São Paulo: 
Atlas, 2019. 
 
FILHO, Marcílio da Silva F. Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Saraiva, 2022. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3
Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022 
 
UNIDADE 6: CONTRATOS EM ESPÉCIE: CONTRATOS DE OBRA PÚBLICA, DE 
SERVIÇO, DE FORNECIMENTO, DE CONCESSÃO DE OBRA PÚBLICA E 
CONTRATO DE GESTÃO. CONVÊNIOS ADMINISTRATIVOS. 
 
 Prezado estudante, 
Essa é a nossa última unidade. Parabéns por ter chegado até aqui! Essa é uma disciplina 
densa e cheia de detalhes. Até agora, nós já vimos o processo licitatório e as normas gerais 
sobre contratos administrativos. Nesta última unidade, vamos abordar os contratos em espécie. 
 São objetivos dessa unidade: 
• Identificar os contratos administrativos em espécie; 
• Compreender a concessão de obra pública, o contrato de gestão e os convênios públicos. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3%A3o%5D
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3%A3o%5D
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3%A3o%5D
 
Bons estudos! 
 
WEBAULA 6 - https://youtu.be/TdU-AotC9aA 
 
6 CONTRATOS EM ESPÉCIE: CONTRATOS DE OBRA PÚBLICA, DE 
SERVIÇO, DE FORNECIMENTO, DE CONCESSÃO DE OBRA PÚBLICA E 
CONTRATO DE GESTÃO. CONVÊNIOS. 
 
6.1 CONTRATOS DE OBRA PÚBLICA: 
 
Dispõe o art.6º, XII, NLL que a obra pública é toda atividade estabelecida como 
privativas de arquitetos e engenheiros (conforme disposição legal), que implique em uma 
intervenção no meio ambiente, por meio de ações que, juntas, formam algo que inove o espaço 
físico da natureza, ou acarrete alteração substancial das características originais de bem imóvel 
(BRASIL, 2021). 
Segundo o professor Mateus Carvalho (2021), no contrato de execução de obra pública, 
a Administração Pública contratará um particular para executar uma obra. Para tanto, a 
Administração deverá ajustar a elaboração de um projeto básico, bem como de um projeto 
executivo. 
Sobre a definição do que é o projeto básico, assim dispõe o art. 6º, XXV, NLL (BRASIL, 
2021): 
 
Art. 6º, XXV - projeto básico: conjunto de elementos necessários e suficientes, 
com nível de precisão adequado para definir e dimensionar a obra ou o 
serviço, ou o complexo de obras ou de serviços objeto da licitação, elaborado 
https://youtu.be/TdU-AotC9aA
 
com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurea 
viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do 
empreendimento e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição 
dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos: 
a) levantamentos topográficos e cadastrais, sondagens e ensaios 
geotécnicos, ensaios e análises laboratoriais, estudos socioambientais e 
demais dados e levantamentos necessários para execução da solução 
escolhida; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, 
de forma a evitar, por ocasião da elaboração do projeto executivo e da 
realização das obras e montagem, a necessidade de reformulações ou variantes 
quanto à qualidade, ao preço e ao prazo inicialmente definidos; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e dos materiais e 
equipamentos a incorporar à obra, bem como das suas especificações, de 
modo a assegurar os melhores resultados para o empreendimento e a 
segurança executiva na utilização do objeto, para os fins a que se destina, 
considerados os riscos e os perigos identificáveis, sem frustrar o caráter 
competitivo para a sua execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a definição de métodos 
construtivos, de instalações provisórias e de condições organizacionais para a 
obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, 
compreendidos a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de 
fiscalização e outros dados necessários em cada caso; 
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em 
quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados, obrigatório 
exclusivamente para os regimes de execução previstos nos incisos I, II, III, IV 
e VII do caput do art. 46 desta Lei; 
 
 
Ainda, a lei vai tratar do projeto executivo, que é o conjunto de elementos necessários 
para a execução completa da obra, trazendo um detalhamento das soluções previstas no projeto 
básico, a identificação de serviços, de materiais e de equipamentos a serem incorporados à obra, 
bem como suas especificações técnicas, de acordo com as normas técnicas pertinentes (art. 6º, 
XXVI, NLL). 
Se a obra não for realizada pelo poder público, poderá ser feita por particular, nos termos 
do art.6º, XXVIII a XXXI, NLL: 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art46i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art46i
 
o Empreitada por preço unitário: contratação da execução da obra ou do serviço 
por preço certo de unidades determinadas; 
o Empreitada por preço global: contratação da execução da obra ou do serviço 
por preço certo e total; 
o Empreitada integral: contratação de empreendimento em sua integralidade, 
compreendida a totalidade das etapas de obras, serviços e instalações necessárias, 
sob inteira responsabilidade do contratado até sua entrega ao contratante em 
condições de entrada em operação, com características adequadas às finalidades 
para as quais foi contratado e atendidos os requisitos técnicos e legais para sua 
utilização com segurança estrutural e operacional; 
o Contratação por tarefa: regime de contratação de mão de obra para pequenos 
trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de materiais; 
 
Algumas novidades trazidas pela Nova Lei de Licitações: contratação integrada, semi-
integrada e fornecimento e prestação de serviço associado. 
6.2 CONTRATO DE SERVIÇO: 
 
Como se sabe, caso o Poder Público deseje contratar serviços, também deve licitar: ex. 
a Administração precisa de um parecer jurídico para determinado caso e realiza uma licitação. 
Aqui, vamos estudar os contratos de prestação de serviços. Segundo a Nova Lei de 
Licitações: “Art. 6º, XI - serviço: atividade ou conjunto de atividades destinadas a obter 
determinada utilidade, intelectual ou material, de interesse da Administração.” (BRASIL, 
2021). 
 Não confundir com os contratos de concessão de serviços, que serão estudados 
adiante! 
 
6.3 CONTRATO DE FORNECIMENTO: 
 
De acordo com Carvalho (2021, p.809), em relação ao contratos de fornecimento de 
bens: “trata-se de contratação para a aquisição de bens necessários à execução das atividades 
do órgão público, seja mediante pagamento à vista ou parcelado, nos moldes definidos na 
proposta vencedora da licitação.” 
Segundo o art. 41 da Nova Lei de Licitações, no caso de licitação que envolva o 
fornecimento de bens, o poder público poderá indicar, excepcionalmente, uma ou mais marca, 
modelo, desde que justifique sua escolha, ante a necessidade de padronização do objeto; ou em 
decorrência da necessidade de manter a compatibilidade com as plataformas e padrões já 
adotados pela Administração; ou quando a marca/modelo for a única capaz de atender o poder 
púbico; e, por fim, quando a descrição do objeto a ser licitado puder ser mais bem compreendido 
pela identificação da marca/modelo – nesse caso, isso será usado apenas como referência 
(BRASIL, 2021). 
Importante destacar que o art. 41, II, da NLL, diz que o poder público pode exigir 
amostra ou prova do bem, no procedimento de pré-qualificação permanente, na fase de 
julgamento, ou no período de vigência do contrato ou da ata de registro de preços. 
 
6.4 CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇOES E OBRA PÚBLICA: 
 
 Segundo a Constituição Federal, incumbe ao poder público prestar os serviços públicos, 
direta ou indiretamente. Se for indiretamente, será pelo regime de concessão ou permissão, 
sempre após a realização de licitação, nos termos do art. 175, CF/88, devendo a lei dispor sobre 
(BRASIL, 1988):8 
 
8 Para Oliveira (2022, p.477): “Diversos diplomas legais tratam das concessões de serviços públicos, por exemplo: 
a) Lei 8.987/1995: dispõe sobre as concessões de serviços públicos e de obras públicas, bem como sobre as 
permissões de serviços públicos; b) Lei 9.074/1995: estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões 
 
 
o I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter 
especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, 
fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; 
o II - os direitos dos usuários; 
o III - política tarifária; 
o IV - a obrigação de manter serviço adequado. 
 
Em resumo: a concessão é a transferência da prestação de serviços públicos para os 
particulares, pelo ente público. Destaca-se que não se transfere a titularidade do serviço, pois 
isso é vedado. O que se transfere, no caso, é a delegação da atividade, para a execução do 
serviço (CARVALHO, 2021). 
Nesse sentido, a previsão legal de serviços públicos encontra-se na Lei nº 8.987/95. 
Nesta lei, há o conceito de concessão de serviço público, que é a delegação de sua prestação, 
feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo 
competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu 
desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado, nos termos do art. 2º, II, da Lei nº 
8.987/95 (BRASIL, 1995). 
Salienta-se que, quem remunera o particular é o cidadão, por meio das tarifas. O poder 
público não pagará nada para o particular. Um exemplo clássico: concessão de transporte 
público municipal; quem remunera a empresa são os usuários do serviço (CARVALHO, 2021). 
Diz Oliveira (2022, p. 478): “ As concessões comuns, por seu turno, podem ser divididas 
em duas espécies: a) concessão de serviços públicos propriamente dita (art. 2.º, II, da Lei 
 
e permissões de serviços públicos; c) Lei 9.427/1996: trata das concessões de serviços públicos de energia elétrica; 
d) Lei 11.079/2004: institui normas sobre as concessões especiais (Parcerias Público-Privadas) etc. Mencione-se, 
ainda, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado pela Lei 13.334/2016, com o objetivo de ampliar e 
fortalecer a interação entre o Estadoo Concessão e permissão do uso de bens públicos; 
o Prestação de serviços, inclusive os técnico-profissionais especializados; 
o Contratações de tecnologia da informação e de comunicação. 
 
Há hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitações, que veremos mais adiante. 
 
Mas, vocês podem estar se perguntando: Por que a Administração Pública precisa se 
submeter a um processo licitatório? 1 
Vamos então elencar os principais objetivos da Licitação, a fim de responder a pergunta 
acima: 
✓ Celebrar o negócio mais vantajoso para o Poder Público; 
✓ Assegurar ao administrado a oportunidade de concorrer, em igualdade de condições, 
com os demais interessados (isonomia); 
✓ Evitar o superfaturamento na contratação de serviços e obras públicas; 
✓ Incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável. 
 
 E quem será o responsável por realizar a licitação? A resposta a essa questão se dividirá 
em algumas partes. 
Segundo o professor Matheus Carvalho (2022), destaca-se que a legislação anterior 
exigia a formação de uma comissão de licitação, contudo, a Nova Lei de Licitações diz ser 
suficiente a designação de um agente de contratação. Tanto é assim que a Nova Lei de 
Licitações (Lei nº 14.333/21) prevê que o agente público vai promover a execução da licitação: 
 
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as 
normas de organização administrativa indicarem, promover gestão por 
competências e designar agentes públicos para o desempenho das funções 
essenciais à execução desta Lei que preencham os seguintes requisitos: 
 
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público dos 
quadros permanentes da Administração Pública; 
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam 
formação compatível ou qualificação atestada por certificação profissional 
emitida por escola de governo criada e mantida pelo poder público; 
 
1 Cumpre esclarecer algumas questões de nomenclatura jurídica: sabe-se que o sujeito que trabalha para a 
Administração Pública é popularmente conhecido como servidor público. Todavia, para a doutrina administrativa 
mais moderna, o servidor público é denominado agente público. O agente público é o elemento físico da 
Administração Pública, que executa função pública e é por meio deste que se projeta a vontade do Estado. 
 
 
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados habituais 
da Administração nem tenham com eles vínculo de parentesco, colateral ou 
por afinidade, até o terceiro grau, ou de natureza técnica, comercial, 
econômica, financeira, trabalhista e civil. (BRASIL, 2021). 
 
 Desse modo, verifica-se que o agente de contratação vai conduzir toda a licitação. 
Segundo a referida lei, ele deve ser, preferencialmente, um servidor efetivo, ou empregado 
público do quadro permanente da Administração (e não um servidor contratado). De 
preferência, ele deve possuir atribuições afins a esse tema, ou formação para tanto. 
 Todavia, em alguns casos, pode haver necessidade de uma comissão de 
contratação. Vejamos o parágrafo 2º, do art. 7º, NLL: “§ 2º Em licitação que envolva bens 
ou serviços especiais, desde que observados os requisitos estabelecidos no art. 7º desta Lei, o 
agente de contratação poderá ser substituído por comissão de contratação formada por, no 
mínimo, 3 (três) membros, que responderão solidariamente por todos os atos praticados pela 
comissão, ressalvado o membro que expressar posição individual divergente fundamentada e 
registrada em ata lavrada na reunião em que houver sido tomada a decisão.” (BRASIL, 2021). 
Quanto à comissão de contratação, assevera o art. 6º, L - comissão de contratação: 
conjunto de agentes públicos indicados pela Administração, em caráter permanente ou especial, 
com a função de receber, examinar e julgar documentos relativos às licitações e aos 
procedimentos auxiliares; (BRASIL, 2021). 
É o caso da nova modalidade licitatória – diálogo competitivo, que exige a 
formação de uma comissão de licitação, nos termos do art. 32, XI, NLL: “o diálogo 
competitivo será conduzido por comissão de contratação composta de pelo menos 3 (três) 
servidores efetivos ou empregados públicos pertencentes aos quadros permanentes da 
Administração, admitida a contratação de profissionais para assessoramento técnico da 
comissão;” 
Ademais, é importante mencionar que a Nova Lei de Licitações trouxe inúmeras 
inovações, sendo uma das principais a criação do site – Portal Nacional de contratações Públicas 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art7
 
(art.174, NLL) – o PNCP, ou seja, uma verdadeira mudança de paradigma, do papel para o 
digital. 
 
Para saber mais: 
O que é a função regulatória da licitação? 
 
Nas palavras de Oliveira (2022, p.03): “O procedimento administrativo licitatório tem por 
objetivo a seleção, dentro de um mercado no qual exista efetiva concorrência entre os licitantes, 
da proposta mais vantajosa para a Administração Pública, que não se funda exclusivamente em 
critérios econômicos, mas também em outros fatores que devem ser ponderados pela 
Administração Pública, tais como o desenvolvimento nacional sustentável (art. 3.º, caput e § 
5.º, I, da Lei 8.666/1993 e arts. 5.º e 11, IV, da nova Lei de Licitações), a promoção da defesa 
do meio ambiente (“licitações verdes” ou sustentáveis, como, por exemplo: arts. 18, § 1.º, XII, 
34, § 1.º, 42, III, e 45, I e II, da nova Lei de Licitações),2 a inclusão de portadores de deficiência 
no mercado de trabalho (art. 3.º, § 5.º, II, da Lei 8.666/1993 e arts. 63, IV, 92, XVII, 116 e 137, 
IX, da nova Lei de Licitações), o fomento à contratação de microempresas e empresas de 
pequeno porte (LC 123/2006), o incentivo à contratação de mulher vítima de violência 
doméstica e de mão de obra oriunda ou egressa do sistema prisional (art. 40, § 5.º, da Lei 
8.666/1993, Decreto 9.450/2018 e art. 25, § 9.º, da nova Lei de Licitações), entre outras 
finalidades extraeconômicas. Trata-se da denominada “função regulatória da licitação” 
 
1.3 PRINCÍPIOS DAS LICITAÇÕES E CONTRATOS: 
 
Caros alunos e alunas, vocês sabiam que é muito importante, em diversos ramos jurídicos 
(constitucional, civil, penal etc) estudar os princípios de determinada disciplina? 
 
O Direito Administrativo possui inúmeros princípios, sendo os mais famosos e elementares 
aqueles que compõem o “LIMPE”. As licitações e contratos incorporaram o LIMPE aos seus 
princípios e também possuem princípios próprios, que serão a seguir abordados. 
Esses princípios são as diretrizes, que vão guiar o modo de agir do Estado. Nesse sentido, 
podemos citar alguns dos mais importantes: legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade, eficiência, ou seja, o L.I.M.P.E (conforme dispõe o art. 37, caput, CF/88, que 
transcrevo): 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: (...) 
 
 Fonte: #AGUexplica 
 
Segundo o art. 5º da Nova Lei de Licitações, são princípios de Licitações e Contratos 
(BRASIL, 2021), além do LIMPE, ou seguintes: 
 
Art. 5º Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade, 
da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência, do 
interesse público, da probidade administrativa, da igualdade, do 
planejamento, da transparência, da eficácia, da segregação de funções, da 
 
motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança 
jurídica, da razoabilidade, da competitividade, da proporcionalidade, da 
celeridade, da economicidade e do desenvolvimento nacional sustentável, 
assim como as disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 
(Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 
 
 
Vamos estudare a iniciativa privada “por meio da celebração de contratos de parceria para a 
execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e de outras medidas de desestatização”. 
 
8.987/1995): tem por objeto único a delegação de serviço público; e b) concessão de serviços 
públicos precedida de obra pública (art. 2.º, III, da Lei 8.987/1995): possui objeto complexo, 
uma vez que o concessionário, antes de prestar o serviço, tem a incumbência de realizar uma 
obra pública.” 
Ademais, o art. 2º, III, da referida lei, conceitua a concessão de serviço público 
precedida da execução de obra pública, ou seja, a construção, total ou parcial, conservação, 
reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegados pelo 
poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, 
a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, 
por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e 
amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado 
(BRASIL,1995). Segundo o professor Mateus Carvalho (2022), um exemplo clássico é o que 
ocorre com a linha de metrô: a empresa fica responsável pela execução das obras públicas e, 
após, será remunerada pelos usuários, que vão pagar a tarifa (ao comprar a passagem/bilhete). 
Da leitura desses artigos infere-se que, os contratos de concessão devem ser 
precedidos de licitação nas modalidades concorrência e diálogo competitivo. 
De acordo com a Lei de Serviços Públicos, no julgamento da licitação serão 
considerados os seguintes critérios: 
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado; 
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da 
concessão; 
 III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII; 
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital; 
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do 
serviço público a ser prestado com o de melhor técnica; 
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga 
da concessão com o de melhor técnica; ou; 
 
VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. 
 
Nas concessões temos o cedente (poder público) e a concessionária (particular que 
celebra o contrato com a Administração Pública) e ambos possuem direitos e obrigações. O 
poder público fica responsável por fiscalizar a concessionária. 
Importante destacar que a concessionária deve prestar um serviço adequado, ou seja, 
regular, contínuo, eficiente, seguro, atual, para todos, com cortesia na sua prestação e com 
tarifas módicas, ou seja, um preços que os usuários possam pagar, nos termos do art. 6º, da Lei 
dos Serviços Públicos. Ainda, dispõe o art. 6º, §3º, da Lei 8.987/95 (BRASIL, 1995): 
o § 3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de 
emergência ou após prévio aviso, quando: 
o I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e 
o II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
o § 4º A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II do § 3º deste artigo não poderá 
iniciar-se na sexta-feira, no sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia anterior a feriado. 
 
A concessão será extinta, nos termos do art. 35, da Lei nº 8.987/95, pelo advento do 
termo contratual, por encampação, caducidade, rescisão ou anulação. 
Quanto ao prazo da concessão possuem prazo determinado, porém, a Lei 8987/95 não 
prevê seu prazo máximo, que deverá ser prevista em legislação específica dos entes da 
federação, bem como pelo Poder concedente (OLIVEIRA, 2022). Ainda, assevera Oliveira 
(2022, p.478): “ É importante ressaltar a inaplicabilidade da regra do prazo anual dos contratos 
prevista no art. 57 da Lei 8.666/1993 e no art. 105 da Lei 14.133/2021. De acordo com a referida 
norma, os contratos celebrados pela Administração Pública têm, normalmente, duração de até 
um ano, pois a vigência desses contratos está adstrita à respectiva vigência dos créditos 
orçamentários. Isso porque o art. 57 da Lei 8.666/1993 e o art. 105 da Lei 14.133/2021 dirigem-
se aos contratos em que a remuneração do contratado advém dos cofres públicos (recursos 
 
orçamentários), o que não ocorre na concessão de serviço público comum, cuja remuneração 
da concessionária é efetivada, em regra, por meio de tarifa paga pelos usuários. Ademais, a 
concessão de serviço público, em razão dos investimentos de grande vulto realizados pela 
concessionária, depende de um prazo contratual maior para amortização de seus investimentos 
e retorno financeiro pactuado, de modo a garantir a modicidade tarifária.” 
Observação: sabemos que, se se tratar de PPP, ou seja, parcerias público-privadas, o 
prazo será de no mínimo 05 anos e no máximo 35 anos, vide Lei 11.079/2004. 
Quanto às demais causas de extinção da concessão, destaca-se que a encampação é 
quando a Administração Pública não tem mais interesse em continuar com o contrato de 
concessão. Trata-se de uma cláusula exorbitante do contrato, que permite ao Estado extinguir 
o contrato, sem a concordância do particular (CARVALHO, 2021). Essa extinção é prematura, 
e gera direito à indenização em favor do particular. 
Em contrapartida, a caducidade ocorrerá quando o particular prestar um serviço público 
ruim, nos termos do art. 38, da Lei nº 8.987/95. Assim, por exemplo, ocorrerá caducidade 
quando o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada, deficiente, ou quando a 
concessionária descumprir cláusulas contratuais ou legais, ou quando ela paralisar o serviço, 
sem justificativa. Para tanto, faz-se necessário processo administrativo, assegurada a ampla 
defesa. 
Subcontratação, segundo Oliveira (2022, p. 482): “Admite-se, contudo, a contratação 
(ou subcontratação) com terceiros de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao 
serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados ao serviço público, 
hipóteses em que a concessionária mantém a responsabilidade exclusiva pela correta prestação 
do serviço público (art. 25, § 1.º, da Lei 8.987/1995). Nessas hipóteses, as relações jurídicas 
travadas entre as concessionárias de serviços públicos e os terceiros, subcontratados, são de 
direito privado, inexistindo vínculo jurídico entre os terceiros e o poder concedente (arts. 25, § 
2.º, e 31, parágrafo único, da Lei 8.987/1995).” 
 
Já em relação à subconcessão, de acordo com Oliveira (2022, p.480): “ A subconcessão 
do serviço público, por sua vez, somente será admitida quando respeitados três requisitos: a) 
previsão dessa possibilidade no contrato de concessão; b) autorização do poder concedente; e 
c) realização de licitação, sob a modalidade concorrência (art. 26, caput e § 1.º, da Lei 
8.987/1995).” 
6.5 CONTRATO DE GESTÃO: 
 Previsto no art. 37, §8º, CF/88: “Art. 37 (...)§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária 
e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada 
mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por 
objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, 
direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; III - a remuneração do pessoal” 
(BRASIL, 2021). Trata-se do contrato de desempenho, ou contrato de gestão 
endógeno/interno. 
Nesse sentido, destaca-se a recente Lei do Contrato de Gestão, a Lei nº 13.934/2019, 
que regulamenta o art. 37, §8º, CF/ 88, em que o contrato de gestão passa a ser chamado de 
“contrato de desempenho”. 
Segundo tabela do Dizer o Direito (abaixo copiada), existiam duas espécies de contratos 
de gestão: 
 
Contrato de gestão*do § 8º do art. 37 da 
CF/88 (contrato de gestão interno ou 
endógeno) 
Contrato de gestão da Lei nº 9.637/98 (contrato 
de gestão externo ou exógeno) 
 
 
Assinado entre o Poder Público e os 
administradores dos órgãos entidades da 
Administração Pública. 
 
Assinado entre o Poder Público e a entidade 
qualificada como organização social (OS). 
Organização social são pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, prestadoras 
de atividades de interesse público e que, por 
 
terem preenchido determinados requisitos 
previstos na Lei 9.637/98, recebem essa 
qualificação de “organização social”. 
Finalidades: 
• ampliar a autonomia gerencial, orçamentária e 
financeira dos órgãos e entidades da 
administração direta e indireta mediante a 
fixação de metas de desempenho para esse órgão 
ou entidade; 
• serve como um dos requisitos necessários para 
que as autarquias e fundações públicas federais 
possam ser qualificadas como Agências 
Executivas. 
 
A finalidade deste contrato é formar uma parceria 
com o Poder Público para que a organização 
social possa ter incentivos para executar suas 
atividades de ensino, pesquisa científica etc. 
No contrato de gestão serão listadas as 
atribuições, responsabilidades e obrigações do 
Poder Público e da organização social. 
O contrato de gestão deve ser submetido ao 
Ministro de Estado da área correspondente à 
atividade fomentada. Ex: se a OS desenvolve 
atividades de saúde, quem aprovará o contrato 
será o Ministro da Saúde. 
FONTE - DIZER O DIREITO: https://www.dizerodireito.com.br/2019/12/lei-139342019-regulamenta-
o-contrato-de.html 
 
Porém, após o advento da Lei nº 13.934/19, agora temos o contrato de desempenho 
– das Agências Executivas - e o Contrato de Gestão das Organizações Sociais. 
O contrato de desempenho poderá conferir algumas flexibilidades ao supervisionado, tais 
como as previstas no art. 6º, Lei nº 13.934/19: 
 
o I - Definição de estrutura regimental, sem aumento de despesas, conforme os 
limites e as condições estabelecidos em regulamento; 
o II - Ampliação de autonomia administrativa quanto aos limites e delegações 
relativos a: 
o a) celebração de contratos; 
o b) estabelecimento de limites específicos para despesas de pequeno 
vulto; 
o c) autorização para formação de banco de horas. 
 
 
Para Carvalho (2021), há muitas críticas na doutrina sobre o contrato desempenho, uma 
vez que estaria sendo “premiada” uma Agência Executiva ineficaz. 
Por outro lado, o contrato de gestão externo/exógeno, contrato de gestão da Lei nº 
9.637/98, de acordo com o art. 5º da referida lei, contrato de gestão é o instrumento firmado 
entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação 
de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades sociais (BRASIL, 1998). 
Ainda, dispõe o art. 6o que o contrato de gestão (externo), elaborado de comum acordo entre o 
órgão ou entidade supervisora e a organização social, discriminará as atribuições, 
responsabilidades e obrigações do Poder Público e da organização social. 
O contrato de gestão (externo) deve ser submetido, após aprovação pelo Conselho de 
Administração da entidade, ao Ministro de Estado ou autoridade supervisora da área 
correspondente à atividade fomentada (BRASIL, 1998). 
Por fim, assevera Oliveira (2022, p.523): “Assim como ocorre com o contrato de gestão 
interno, o contrato de gestão formalizado com Organizações Sociais não possui natureza 
contratual propriamente dita, mas, sim, do tradicional convênio (atualmente, termo de 
colaboração, termo de fomento ou acordo de cooperação, na forma dos arts. 84 e 84-A da Lei 
13.019/2014), tendo em vista a busca por interesses comuns das “partes”. Diante disso, 
passemos ao estudo dos convênios administrativos. 
6.6 CONVÊNIOS ADMINISTRATIVOS: 
Os convênios administrativos são acordos, pactos realizados entre entidades públicas, ou 
sem fins lucrativos, que pretendem atuar, em comunhão de esforços; ou seja, as entidades se 
unem, para a realização de um objetivo comum. Nesse sentido, por serem as vontades 
convergentes, não é necessária a realização de licitação antes de firmado o acordo 
(CARVALHO, 2021). 
 
Para tanto, é necessária a aprovação de um plano de trabalho. Assim, a organização 
interessada deve fazer um plano de trabalho, contendo, no mínimo, o objeto, as metas, as fases 
de execução, o plano de aplicação dos recursos financeiros. 
Segundo Oliveira (2022), nova Lei de Licitações não dispõe sobre os convênios e ajustes 
similares que serão regidos por normas especiais, na forma do art. 184 da Lei 14.133/2021. 
Após a assinatura do convênio, o Poder Legislativo deve ter ciência de todos os termos 
do acordo firmado (CARVALHO, 2021). 
Segundo Carvalho: “Uma vez definido os valores a serem repassados ao conveniado, por 
meio de lei orçamentária, as parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com 
o plano de aplicação aprovado, salvo se for verificada alguma irregularidade” (2021, p.814). 
De acordo com Oliveira (2022, p.512): “(...) formalização de convênios não depende de 
licitação, o que não afasta a necessidade de instauração, quando possível, de processo seletivo 
que assegure o tratamento impessoal entre os potenciais interessados.” 
 
 
Por fim, convido agora os/as alunos/as à leitura dos capítulos abaixo, da obra de 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022: 
 
Cáp. 11 – Concessão e permissão de serviço público; 
 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643844/epubcfi/6/46[%3
Bvnd.vst.idref%3Dchapter11]!/4 
 
 
7. CONCLUSÃO 
 
 
Com isso encerramos nosso material de Licitações e Contratos Administrativos. 
Lembrem-se que abordamos os aspectos da recém aprovada Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos – Lei nº 14.133/21. Vamos ver como ela será aplicada, na prática. 
 
 
Referências consultadas: 
 
ALEXANDRE, Ricardo; DEUS, João de. Direito Administrativo esquematizado. São Paulo: 
Método, 2015, p. 183-184). 
 
ALMEIDA, Herbert. Nova Lei de Licitações e Contratos Esquematizada. Estratégia 
Concursos, 2021. Disponível em: https://gratis.estrategiaconcursos.com.br/nova-lei-de-
licitacoes-e-contratos/ 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações. Lei nº 14.133/21. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. São Paulo: Atlas,2009. 
 
FIGUEIREDO, Alexandre. BASTOS, Renato. Ebook: Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Ebook, 2021. Disponível em: 
http://www.figueiredobastos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Ebook-LeiLicitacoes-
V.final_.pdf 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São Paulo: 
Atlas, 2019. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos,17. 
ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016. 
 
FILHO, Marcílio da Silva F. Nova lei de licitações e contratos administrativos comentada. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Saraiva, 2022. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553622593/epubcfi/6/24%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 
2009. 
 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Revista dos 
Tribunais, 2005. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643844/epubcfi/6/46[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter11]!/4os princípios que compõem o “LIMPE” e devem ser aplicados nas 
Licitações? 
Obs. Caso o acadêmico já conheça o LIMPE, poderá seguir diretamente para o próximo 
tópico. 
 
 De acordo com o princípio da legalidade, toda e qualquer atividade administrativa deve 
ser autorizada por lei e, se não for, trata-se de uma conduta ilícita. 
 Você, futuro Gestor/a Público/a, consegue entender tal diferença entre o princípio 
da legalidade no âmbito público e privado? Para o jurista Hely Lopes Meireles (2005), 
enquanto os indivíduos no campo privado podem fazer tudo o que a lei não veda, o 
administrador público só pode atuar onde a lei autoriza. 
 Já o princípio da impessoalidade diz que a Administração Pública não pode ter em mira 
este ou aquele indivíduo de forma especial. Para o administrativista Carvalho Filho (2019), 
impessoal é o que não pertence a uma pessoa em especial. 
 Uma aplicação prática do princípio da impessoalidade: em caso de responsabilidade 
civil do Estado, devemos processar o Estado, e não o agente público. Ex. Caio foi atropelado 
por ambulância municipal, dirigida por Tício, motorista da prefeitura. Caio sofreu graves danos 
físicos e morais e, agora, procura um advogado para tomar as providências cabíveis no 
Judiciário. Segundo o princípio da impessoalidade, a ação indenizatória deve ser proposta 
contra o Município, e não contra Tício, motorista da prefeitura (e servidor público). Se for o 
caso, após, o poder público ingressará com uma ação de regresso contra o servidor. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del4657.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del4657.htm
 
 Fonte: #AGUexplica 
 
 O princípio da moralidade determina que o Administrador haja de forma honesta, com 
probidade. Você, futuro/a Gestor Público, deve pautar a sua conduta sempre em consonância 
com esse princípio constitucional. 
Caso haja desrespeito aos princípios do LIMPE, caberá uma ação judicial por 
improbidade administrativa. Importante destacar também a existência da “LIA” – a Lei de 
Improbidade Administrativa – nº 8.429/1992,2 que vai tratar dos atos de improbidade que gerem 
prejuízo ao erário, enriquecimento ilícito e violação dos princípios da administração pública, 
ou seja, violação ao art. 37, CF/88. Portanto, conclui-se que violar o art. 37, caput, da CF/88, 
ou seja, violar o “LIMPE”, é um ato de improbidade administrativo, punido com seguintes 
sanções legais, tais como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por um prazo 
variável, a depender da gravidade do ato, multa etc. 
Uma única conduta de um agente público pode ser punida em três esferas distintas. Por 
exemplo: vamos imaginar que o “agente público X” cometeu um ato de corrupção, que lhe 
gerou um enriquecimento ilícito. Essa conduta do “agente público X” pode gerar três processos 
 
2 Importante destacar que a Lei nº 8.429/92 foi bastante alterada pela Lei 14.230/21. 
 
 
distintos em que ele será réu/requerido: a) um processo administrativo (PAD); b) uma ação civil 
pública (que tramita na justiça, na vara cível), por improbidade administrativa; c) e uma ação 
penal pelo crime de corrupção (que tramita na justiça, na vara criminal). 
 
 Fonte: CNJ 
 
Já o princípio da publicidade significa que os atos da Administração Pública devem ter 
a mais ampla divulgação possível entre os administrado. Tanto é assim que podemos citar a 
“LAI” – Lei de acesso à informação – Lei nº 12.527/2011 e os sites da transparência, onde 
encontramos, por exemplo, a remuneração dos servidores. 
A publicidade, então, é a regra; as exceções ocorrem, por exemplo, nos casos que 
envolvem segredo de justiça, ou que justifiquem o sigilo; porém, reforço que tais situações 
devem ser excepcionais. Ex. segredo de justiça: ações que envolvam direito de família, que 
envolvam menores, crimes de estupro etc. É exceção no nosso ordenamento jurídico, a regra é 
a publicidade. 
 
Há previsão específica do princípio da publicidade na NLL (BRASIL, 2021): “Art. 13. 
Os atos praticados no processo licitatório são públicos, ressalvadas as hipóteses de informações 
cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, na forma da lei.” 
Por derradeiro, o princípio da eficiência foi inserido com a Emenda Constitucional nº 
19/1998 e diz respeito à qualidade do serviço prestado pelo Estado. De se ressaltar que a 
demasiada burocracia é um inegável entrave para a eficiência da Administração Pública, razão 
pela qual editou-se a recente Lei da desburocratização, nº 13.726/2018. 
De acordo com Oliveira (2022, p.12), em relação ao novo rol de princípios, art. 5º, NLL: 
“Ademais, o novo rol apresenta princípios que levantam dúvidas quanto à sua própria 
caracterização como norma-princípio e que seriam naturalmente inseridos em princípios já 
positivados (ex.: a celeridade e a economicidade decorrem do princípio da eficiência; a 
transparência que pode ser inserida no princípio da publicidade).” 
Além do LIMPE, há também outros importantes princípios são o princípio da 
supremacia do interesse público e princípio da indisponibilidade do interesse público. 
Nesse sentido, as atividades estatais devem ser voltadas para o interesse público, caso ele não 
esteja presente em uma conduta do Estado, ocorrerá um vício: o desvio de finalidade, podendo 
o ato ser anulado. 
Ocorrendo um conflito entre o interesse público e o interesse privado, aquele deverá 
prevalecer. Alguns exemplos de supremacia do interesse público é a desapropriação – em que 
o Estado suplanta o direito do proprietário – e o chamado poder de polícia – quando há 
restrições a direitos dos particulares. Além disso, as cláusulas exorbitantes nos contratos 
administrativos são outro exemplo da aplicação da supremacia e indisponibilidade do interesse 
público, que serão vistas mais a frente. 
 
1.3.1 PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DE LICITAÇÕES E CONTRATOS: ART. 5º DA 
LEI 14.133/21 
 
 
Há outros princípios específicos das Licitações e contratos administrativos. Vamos 
estudá-los? 
 
✓ Vinculação ao edital: é a vinculação ao instrumento convocatório. As regras traçadas 
no procedimento licitatório devem ser fielmente observadas por todos. Visa-se não 
burlar o procedimento licitatório (CARVALHO FILHO, 2019). O edital é a “lei interna” 
da licitação. Mas, atenção, essa assertiva deve ser interpretada com cautela, pois o edital 
não é lei, tecnicamente, mas sim um ato administrativo (Carvalho, 2022). 
Obs. Além disso, a NLL extinguiu a modalidade licitatória convite, razão pela qual 
findou-se o instrumento convocatório então conhecido como carta-convite. 
 
✓ Segregação de funções: indispensável para a atuação do Estado quem, durante uma 
licitação, seja vedada a cumulação de atribuições pelos agentes públicos. Segundo 
Oliveira (2022, p. 20): “O princípio da segregação de funções, previsto no art. 5.º da Lei 
14.133/2021, consiste na distribuição e na especialização de funções entre os diversos 
agentes públicos que atuam nos processos de licitação e de contratação pública, com o 
intuito de garantir maior especialização no exercício das respectivas funções e de 
diminuir os riscos de conflitos de interesses dos agentes públicos. Verifica-se, portanto, 
que o referido princípio possui relação com os princípios da eficiência e da moralidade.” 
Ainda, diz o art. 7º, § 1º, NLL: “A autoridade referida no caput deste artigo deverá 
observar o princípio da segregação de funções, vedada a designação do mesmo agente 
público para atuação simultânea em funções mais suscetíveis a riscos, de modo a reduzir 
a possibilidade de ocultação de erros e de ocorrência de fraudes na respectiva 
contratação.” 
 
✓ Princípio do planejamento: grande novidade trazida pela nova Lei de Licitações. 
Deve-se acrescentar uma fase preparatória, que é um planejamento nas licitações e 
 
contratações públicas (BRASIL, 2021): “Art. 18. A fase preparatória do processo 
licitatórioé caracterizada pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de 
contratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12 desta Lei, sempre que 
elaborado, e com as leis orçamentárias, bem como abordar todas as considerações 
técnicas, mercadológicas e de gestão que podem interferir na contratação, 
compreendidos: (...)” De acordo com Oliveira (2022, p.16): “O estudo técnico 
preliminar é o documento constitutivo da primeira etapa do planejamento de uma 
contratação que caracteriza o interesse público envolvido e a sua melhor solução e dá 
base ao anteprojeto, ao termo de referência ou ao projeto básico a serem elaborados 
caso se conclua pela viabilidade da contratação (art. 6.º, XX, da nova Lei de 
Licitações).” 
 
✓ Julgamento objetivo: os critérios de julgamento de uma proposta tem que ser objetivos, 
a fim de evitar o arbítrio do Administrador Público, de acordo com os critérios de 
julgamento, nos termos do art. 33, NLL. 
 
✓ Competitividade: De acordo com Carvalho Filho (2019), a Administração não deve 
criar embaraços a uma competição efetiva, pois, somente dessa forma, pode-se atingir 
a proposta mais vantajosa para o poder público. De acordo com Oliveira (2022), é por 
isso que o art. 4.º, III, b, da Lei 4.717/1965 (Lei da Ação Popular), estabelece a 
nulidade dos editais de licitação que contenham cláusulas restritivas da 
competição. 
 
✓ Desenvolvimento nacional sustentável: destaque ao art. 26, NLL, que visa dar 
efetividade a este princípio (BRASIL, 2021): “Art. 26. No processo de licitação, poderá 
ser estabelecida margem de preferência para: I - bens manufaturados e serviços 
nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; (...) § 1º A margem de preferência 
de que trata o caput deste artigo: I - será definida em decisão fundamentada do Poder 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm#art12vii
 
Executivo federal, no caso do inciso I do caput deste artigo; II - poderá ser de até 10% 
(dez por cento) sobre o preço dos bens e serviços que não se enquadrem no disposto nos 
incisos I ou II do caput deste artigo; III - poderá ser estendida a bens manufaturados e 
serviços originários de Estados Partes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), desde 
que haja reciprocidade com o País prevista em acordo internacional aprovado pelo 
Congresso Nacional e ratificado pelo Presidente da República. § 2º Para os bens 
manufaturados nacionais e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e 
inovação tecnológica no País, definidos conforme regulamento do Poder Executivo 
federal, a margem de preferência a que se refere o caput deste artigo poderá ser de até 
20% (vinte por cento). (...)” 
 
✓ Atenção ao parágrafo único, do art. 11, NLL (BRASIL, 2021), que trata da governança 
nas licitações: 
 
A alta administração do órgão ou entidade é responsável pela governança das 
contratações e deve implementar processos e estruturas, inclusive de gestão 
de riscos e controles internos, para avaliar, direcionar e monitorar os 
processos licitatórios e os respectivos contratos, com o intuito de alcançar os 
objetivos estabelecidos no caput deste artigo, promover um ambiente íntegro 
e confiável, assegurar o alinhamento das contratações ao planejamento 
estratégico e às leis orçamentárias e promover eficiência, efetividade e 
eficácia em suas contratações. 
 
A governança das contratações é uma inovação legal que deve ser observada, por ser 
assaz relevante para a probidade do processo licitatório. Nesse sentido, destaca-se a necessidade 
de se assegurar o alinhamento das contratações ao planejamento estratégico e às leis 
orçamentárias. 
Agora que já vimos os princípios de licitações e contratos administrativos, podemos avançar 
no tema! Vamos rumo a Unidade 2. 
 
 
Por fim, convido agora os/as alunos/as à leitura dos capítulos 01, item 1.1 a 
1.4, introdução e princípios das licitações e contratos administrativos, da obra do 
Professor Rafael C Oliveira: 
Disponível em Minha Biblioteca – 
 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643288/epubcfi/6/26[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter01]!/4 
 
 
Referências consultadas: 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
BRASIL. Lei de acesso à informação. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm 
 
BRASIL. Lei de improbidade administrativa. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8429.htm 
 
BRASIL. Lei da desburocratização. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Lei/L13726.htm 
 
BRASIL. Lei nº 8.666/93. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
 
BRASIL. Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos – Lei nº 14.133/21. 
Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm 
 
BRASIL. Lei do Pregão : Lei nº 10.520/02. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
 
BRASIL. Lei das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte: Lei Complementar nº 
123/06 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8429.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Lei/L13726.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
 
BRASIL. Decreto de Registro de Preços – DRP: Decreto nº 7.892/2013. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7892.htm 
 
BRASIL. Decreto Pregão: Decreto nº 10.024/2019 Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D10024.htm 
 
CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Salvador: Juspodium, 9 ed., 
2022. 
 
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 33 edição. São 
Paulo: Atlas, 2019. 
 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. São Paulo: 
Malheiros, 2009. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Licitacoes e Contratos Administrativos: Teoria e Prática. 
Disponível em: Minha Biblioteca, (11th edição). Grupo GEN, 2022: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643288/epubcfi/6/26[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter01]!/4 
 
 
UNIDADE 2 - MODALIDADES DE LICITAÇÃO. TIPOS DE LICITAÇÃO. SISTEMA 
DE REGISTRO DE PREÇOS. DISPENSA E INEXIGIBILIDADE. 
 
 Prezado estudante, 
 Vimos na Unidade 1 os princípios do processo licitatório. Agora na Unidade 2, vamos 
abordar as modalidades de licitação, à luz da nova lei – nº 14.133/21 e as hipóteses de 
contratação direta. 
 Ao final desta unidade, o propósito é que você consiga: 
• Conhecer as modalidades licitatórias; 
• Aprofundar nas novidades trazidas pela Nova Lei de Licitações – Lei nº 14.133/21; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7892.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D10024.htm
 
• Conhecer a contratação direta. 
 
Na Unidade 1, nós já fomos apresentados à disciplina. Vamos agora avançar nessa temática? 
Bons estudos! 
 
WEBAULA 2 - https://youtu.be/VtjA3PH6I-s 
 
1 MODALIDADES LICITATÓRIAS: 
 
Na Unidade 1, aprendemos que devem licitar: 
 
➢ Poder Executivo; 
➢ Poder Legislativo; 
➢ Poder Judiciário; 
➢ Ministério Público; 
➢ Tribunais de Contas; 
➢ Defensoria Pública; 
➢ Órgãos da Administração Pública direta; 
➢ Autarquias, Fundações Públicas, Associações Públicas; 
➢ Consórcios públicos. 
 
 E quem não precisa licitar? Resposta: empresas privadas; concessionários de serviço 
público;permissionários de serviço público; Organizações Sociais (OS) e Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) (são as “ONGs”. Exceto para contratações com 
https://youtu.be/VtjA3PH6I-s
 
utilização direta de verbas provenientes de repasses voluntários da União) e a Ordem dos 
Advogados do Brasil – OAB. 
Lembrando que as empresas públicas e sociedades de economia mista possuem uma lei 
própria, que irá regular suas normas sobre licitações e contratos (Lei nº 13.303/2016), sendo 
que a Lei 14.133/21 se aplica a elas apenas de forma subsidiária (CARVALHO FILHO, 2019). 
Esclarecidos esses pontos, passemos para a análise das modalidades licitatórias, a luz 
da Nova Lei de Licitações. 
 
2.1 MODALIDADES LICITATÓRIAS: 
 
Em relação às modalidades licitatórias, a Nova Lei de Licitações extinguiu duas 
modalidades licitatórias, que eram previstas na antiga Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93): 
convite e tomada de preços. 
Portanto, segundo o art. 28 da NLL, são modalidades licitatórias: pregão, concorrência, 
concurso, leilão e a nova modalidade, incluída pela Lei 14.133/21: diálogo competitivo. 
Ainda, segundo o parágrafo 2º, do art. 28, é vedada a criação de outras modalidades de licitação, 
e a combinação delas (BRASIL, 2021). Há, ainda, procedimentos auxiliares, previstos no art. 
78 da NLL, que serão vistos adiante. 
Vamos agora estudar as modalidades licitatórias? 
 
A) NOVA MODALIDADE LICITATÓRIA - ART. 32, LEI 14.133/21: DIÁLOGO 
COMPETITIVO 
 
A modalidade diálogo competitivo é uma inovação da NLL, porém, ela chegou trazendo 
polêmicas – que vamos analisar. 
 
Segundo Carvalho (2022, p.582): “(...) a Administração Pública realiza diálogo com 
licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desenvolver 
uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades (...)”. 
Quanto ao conceito desta modalidade, de acordo com o art. 6º XLII, Lei 14.133/21 
(BRASIL, 2021), o diálogo competitivo é a modalidade de licitação para contratos mais 
complexos, devendo haver um diálogo prévio entre as partes, vejamos: 
 
Diálogo competitivo: modalidade de licitação para contratação de obras, 
serviços e compras em que a Administração Pública realiza diálogos com 
licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito 
de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas 
necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após o 
encerramento dos diálogos (BRASIL, 2021). 
 
O cabimento do diálogo competitivo se dá em procedimentos mais complexos, como na 
concessão de serviço público, parceria público privada. 
A incidência dessa modalidade ocorre quando a Administração Pública sabe de sua 
necessidade, mas não sabe muito bem como supri-la. Diante disso, o particular que vai 
apresentar à Administração soluções, que ela normalmente não teria conhecimento. Segundo 
Oliveira (2022, p/197): “ Segundo o art. 32 da nova Lei de Licitações, o diálogo competitivo 
somente será utilizado nos seguintes casos: a) objeto que envolva as seguintes condições: a.1) 
inovação tecnológica ou técnica; a.2) o órgão ou entidade não possa ter sua necessidade 
satisfeita sem a adaptação de soluções disponíveis no mercado; a.3) especificações técnicas não 
possam ser definidas com precisão suficiente pela Administração; b) quando houver a 
necessidade de definir e identificar os meios e as alternativas que possam vir a satisfazer suas 
necessidades, com destaque para os seguintes aspectos: b.1) a solução técnica mais adequada; 
b.2) os requisitos técnicos aptos a concretizar a solução já definida; e b.3) a estrutura jurídica 
ou financeira do contrato.” 
O procedimento do diálogo competitivo então se divide em 2 fases: 
 
 
1º há o diálogo dos particulares com a Administração: instauração de uma comissão (3 
servidores efetivos, ou empregados públicos. Também, poderão ser contratados profissionais 
da área técnica para auxiliar a comissão - assessoramento). Há publicação de um edital, com 
requisitos objetivos, apresentando as necessidades da Administração - prazo de 25 dias úteis 
para manifestar interesse em participar da licitação. Aqui, a Administração vai começar a 
interagir com os particulares. Todas as reuniões deverão ser registradas e gravadas. 
2ª fase: fase competitiva, novo edital, contendo a especificação da solução que atenda 
às suas necessidades e os critérios objetivos a seres utilizados para a seleção da proposta mais 
vantajosa (VII, parágrafo 1º, art. 32, da nova LL). Abrir um prazo não inferior a 60 dias úteis 
para todos os licitantes pré-selecionados. Procedimento semelhante à modalidade concorrência. 
 
Atenção, de acordo com Oliveira (2022, p.197), na primeira fase do procedimento, d) a 
Administração não poderá revelar a outros licitantes as soluções propostas ou as informações 
sigilosas comunicadas por um licitante sem o seu consentimento. 
O inciso XII, do parágrafo 1º, do artigo 32 – vetado. Cumpre esclarecer que o Presidente 
da República vetou o inciso XII, parágrafo 1º, do art.32, da Nova Lei de licitações, que tratava 
da ingerência do TCU em todas as etapas do diálogo competitivo. 
Carvalho (2022) destaca que o diálogo da Administração Pública com os particulares é 
algo bastante salutar e que já é uma realidade no direito administrativo mais moderno, de modo 
que soluções tecnologias de ponta podem, finalmente, chegar Administração. 
 
B) PREGÃO: 
 
 
 Previsto no art.6º, XLI, da Lei 14.133/21, o pregão é a modalidade licitatória 
obrigatória para a aquisição de bens, serviços comuns, e os critérios de julgamento podem 
ser: menor preço ou maior desconto (BRASIL, 2021). 
Aqui, não há comissão licitante, pois o responsável por realizar o pregão é o pregoeiro, 
que será um servidor designado para essa função. O critério de julgamento no pregão será menor 
preço ou maior desconto. 
 As fases do pregão estão previstas no art. 17, da NLL, e são elas: preparatória, 
divulgação do edital da licitação, apresentação das propostas e dos lances, julgamento, 
habilitação, recursal, homologação. Se o edital previr, pode-se inverter as fases, colocando a 
habilitação antes da apresentação das propostas, lances e do julgamento. Ainda, há a previsão 
legal de que ele seja, preferencialmente, na forma eletrônica. 
 Segundo o professor Matheus Carvalho (2022), o pregão surgiu para garantir maior 
agilidade nas contratações públicas, bem como visa reduzir os gastos estatais. Com a edição da 
Nova Lei de Licitações, contudo, a sistemática do pregão é totalmente modificada, pois não há 
mais diferença legal entre os procedimentos do pregão e da concorrência. Em suma, o pregão 
admite lances verbais, visando uma contratação de menor custo, observados os requisitos 
mínimos de qualidade. 
 De acordo com o art. 29, parágrafo único, NLL, o pregão não se aplica às contratações 
de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual e de obras 
e serviços de engenharia, exceto se for serviço comum de engenharia (todo serviço de 
engenharia que tem por objeto ações, objetivamente padronizáveis em termos de desempenho 
e qualidade, de manutenção, de adequação e de adaptação de bens móveis e imóveis, com 
preservação das características originais dos bens). 
De acordo com Oliveira (2022, p.172): “O pregão não pode ser utilizado, por exemplo, 
nos seguintes casos (art. 4.º, I a III, do Decreto 10.024/2019): a) obras; b) locações imobiliárias 
e alienações; c) bens e serviços especiais que, em razão da alta heterogeneidade ou 
complexidade técnica, não podem ser considerados bens e serviços comuns. Da mesma forma, 
 
o pregão não pode ser utilizado para delegação de serviços públicos, pois tais serviços não são 
caracterizados como “comuns”, exigindo-se, como regra, a realização de concorrência para 
celebração dos contratos de concessão (art. 2.º, II, da Lei 8.987/1995 e art. 10da Lei 
11.079/2004). Registre-se, contudo, que o TCU tem admitido a utilização do pregão para 
concessão de uso de bem público, com critério de julgamento pela maior oferta.321 Trata-se de 
entendimento que escapa da literalidade da norma, uma vez que a concessão de uso, em última 
análise, não encerra aquisição de bens e serviços comuns.” 
Legislação: o Decreto 10.024/2019 regulamenta o pregão, na esfera federal, na forma 
eletrônica. 
Para auxiliar o pregão há o sistema de registro de preços, que é um conjunto de 
procedimentos para realização, mediante contratação direta ou licitação nas modalidades 
pregão ou concorrência, de registro formal de preços relativos a prestação de serviços, a 
obras e a aquisição e locação de bens para contratações futuras, conforme art.6º, XLV, Lei 
14.1333/21 (BRASIL, 2021). 
 
C) CONCORRÊNCIA 
 
A modalidade concorrência é a licitação para contratação de bens e serviços especiais e 
de obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento pode ser: 
menor preço, melhor técnica, melhor conteúdo artístico, técnica e preço e maior retorno 
econômico, maior desconto, nos termos do art. 6º, XXXVIII, da NLL. 
Muita atenção: a Lei antiga (Lei nº 8.666/93) tratava da modalidade concorrência 
para licitações de valores mais altos, entretanto, a Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei 
 
nº 14.133/21) não faz distinção entre as modalidades licitatórias em razão do valor 
(CARVALHO, 2021).3 
Ainda segundo Carvalho (2022), no caso dos contratos de concessão de serviço público 
e nas famosas parcerias públicos-privadas, as modalidades licitatórias cabíveis são 
concorrência e diálogo competitivo. 
As fases da concorrência estão previstas no art. 17, da NLL, e são elas: preparatória, 
divulgação do edital da licitação, apresentação das propostas e dos lances, julgamento, 
habilitação, recursal, homologação. Se o edital previr, podemos inverter as fases, colocando a 
habilitação antes da apresentação das propostas, lances e do julgamento. 
 
 
D) LEILÃO: 
 
O leilão é uma importante – e conhecida – modalidade licitatória. De acordo com o art.6º, 
XL, NLL, o leilão visa a alienação de bens imóveis, ou bens móveis inservíveis, ou legalmente 
apreendidos. O critério de julgamento é o maior lance. 
Um exemplo de leilão: bens móveis apreendidos, com uma origem ilícita, fruto de 
contrabando ou descaminho. Tais bens vão à leilão – modalidade licitatória. 
Destaca-se que não devemos confundir o leilão administrativo da hasta pública, ou seja, 
quando os bens são penhorados por determinação judicial, em execuções pela Fazenda Pública, 
com regulamentação no Código de Processo Civil (CARVALHO, 2022). 
 
3 De acordo com Oliveira (2022, p.166): “Os valores estimados do futuro contrato, que exigem a formalização da 
concorrência, estão definidos no art. 23, I, “c”, e II, “c”, da Lei 8.666/1993, atualizados pelo Decreto 9.412/2018: 
a) obras e serviços de engenharia: valor acima de R$ 3.300.000,00; e b) compras e demais serviços: valor acima 
de R$ 1.430.000,00. No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o dobro desses valores quando formado por até 
três entes da Federação, e o triplo, quando formado por maior número (art. 23, § 8.º, da Lei 8.666/1993). Registre-
se que o Decreto 9.412/2018 atualizou os valores da concorrência, da tomada de preços e do convite, indicados, 
até então, no art. 23, I e II, da Lei 8.666/1993, conforme autorização expressamente conferida pelo próprio art. 
120 da Lei de Licitações. 
 
O leilão pode ser cometido a leiloeiro oficial, ou servidor designado para tanto. A 
Administração Pública vai selecionar o leiloeiro, por meio de credenciamento, ou de licitação 
(art.31, NLL). 
O leilão será precedido de um edital, em um site. No edital, deve constar: a descrição do 
bem, o valor de avaliação do bem, seu preço mínimo, a comissão do leiloeiro – se o caso, 
indicação do lugar dos móveis, informações sobre o site, data e local do leilão, especificar se 
há eventuais ônus, gravames ou pendências nos bens a serem leiloados. Deve-se ampliar a 
publicidade do leilão, tudo nos termos do art. 31, NLL. 
Conforme §4º, art. 31, NLL, o leilão não exigirá registro cadastral prévio, não tem fase 
de habilitação. Ele deve ser homologado assim que concluída a fase de lances, após a fase 
recursal e efetivado o pagamento pelo licitante. 
Atenção à mudança apontada por Filho (2022, p.49): “Importante: No âmbito da Lei n. 
8.666/93, a alienação de bens imóveis poderia ser por meio de concorrência ou leilão. Na 
sistemática da referida lei, o leilão só poderia ser utilizado para bens imóveis cuja aquisição 
haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por 
ato da autoridade competente. No âmbito da Lei n. 14.133/2021, o âmbito de aplicação do 
leilão foi ampliado e, atualmente, apenas essa modalidade serve para alienação de bens 
imóveis ou móveis inservíveis ou legalmente apreendidos.” (grifos nossos). 
 
E) CONCURSO: 
 
 O concurso é uma modalidade licitatória que nada tem a ver com os amplamente 
conhecidos “concursos públicos”. De acordo com a NLL, a modalidade concurso visa à escolha 
de trabalho técnico, artístico, ou científico, cujo critério de julgamento será sempre melhor 
técnica ou conteúdo artístico, concedendo um prêmio ou uma remuneração ao vencedor 
(BRASIL, 2021). 
 
 Para Carvalho (2022, p.580): “O concurso demonstra o interesse da Administração em 
selecionar trabalhos técnicos, científicos ou artísticos com certas capacidades personalíssimas 
para incentivar o desenvolvimento cultural.” Há prémios ou remuneração dos vencedores. 
 De acordo com o art. 30, da NLL, essa modalidade licitatória observará as regras e 
condições previstas no edital. No edital deverá constar a qualificação exigida aos participantes, 
as diretrizes para a apresentação do trabalho e as condições de realização, bem como o 
prêmio/remuneração que será concedido ao final, pelo vencedor. Um exemplo clássico de uso 
da modalidade licitatória concurso é quando a Administração Pública necessita de um projeto 
inovador. Exemplo: concursos de monografias (TCC), concurso para projeto arquitetônico para 
a revitalização de um parque. 
F) LICITAÇÃO PARA REGISTRO DE PREÇOS: 
 
O sistema de registro de preços foi previsto desde a Lei nº 8.666/93, sendo uma espécie 
de banco de dados, constituído a partir de uma licitação, selecionando particulares e propostas, 
para ser contratados se e quando necessário. Deste modo, mesmo que realizado o registro de 
preços, não é certo que o poder público vai celebrar o contrato administrativo. 
De acordo com o art.6º, XLV, da Lei 14.1333/21, o sistema de registro de preços é: “ 
(...) conjunto de procedimentos para realização, mediante contratação direta ou licitação nas 
modalidades pregão ou concorrência, de registro formal de preços relativos a prestação de 
serviços, a obras e a aquisição e locação de bens para contratações futuras” (BRASIL, 2021). 
Explicando a licitação para registro de preços, assevera o administrativista Matheus 
Carvalho (2022, p.583): “Em algumas situações, o poder público não licita com a 
finalidade imediata de contratação, mas tão somente para registrar os preços, para o caso 
de eventual contratação posterior.” Por exemplo, quando o bem ou serviço é adquirido com 
muita frequência. É uma hipótese diferente das demais, pois o registro de preços não obriga a 
Administração a contratar. 
 
Ainda, o sistema de registro de preços é um procedimento auxiliar da licitação, previsto 
no art. 78, IV, e tratado nos artigos 82 a 86,da NLL. Ainda, diz a Nova Lei de Licitações que: 
 “A existência de preços registrados implicará compromisso de fornecimento nas condições 
estabelecidas, mas não obrigará a Administração a contratar, facultada a realização de 
licitação específica para a aquisição pretendida, desde que devidamente motivada.”(BRASIL, 
2021).pela crítica especializada ou pela 
opinião pública; 
✓ III - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza 
predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e 
divulgação: 
o a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou projetos 
executivos; 
o b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
 
o c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou 
tributárias; 
o d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; 
o e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; 
o f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
o g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico; 
o h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo 
e laboratoriais, instrumentação e monitoramento de parâmetros 
específicos de obras e do meio ambiente e demais serviços de engenharia 
que se enquadrem no disposto neste inciso (novidade da Lei nº 
14.133/2021); 
 
Comentários da professora: Atenção: a notória especialização também deve ser amplamente 
reconhecida, com, por exemplo, publicações, mostras do desempenho anterior do profissional, 
estudos, experiencia etc, de modo a inferir que seu trabalho é essencial à plena satisfação do 
objeto do contrato, nos termos do § 3 desse artigo.) 
 
✓ IV - objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento 
(novidade da Lei nº 14.133/2021); 
 
✓ V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de 
localização tornem necessária sua escolha. 
 
Comentários da professora: O inciso V, na legislação anterior (Lei 8.666/93) era uma hipótese 
de dispensa de licitação. Ademais, segundo o § 5º do artigo 74, da NLL, nesse caso, devemos 
realizar uma avaliação prévia do bem, certificação de que não há imóveis públicos vagos e 
 
disponíveis para atender o objeto, justificação da singularidade do bem a ser comprado ou 
locado pela Administração Pública). 
Em suma, quanto à inexigibilidade de licitações, assevera o professor ALMEIDA (2021, 
p.124): 
A inexigibilidade ocorre quando há inviabilidade de competição, ou seja, não 
é possível realizar um procedimento competitivo em virtude das condições da 
situação (por exemplo: se houver apenas um fornecedor). A relação de 
situações de licitação inexigível é exemplificativa, isto é, nem todos os casos 
constam expressamente no art. 74 da Lei de Licitações. Por isso que a lei 
utiliza a expressão “em especial nos casos de”, dando um sentido de mera 
exemplificação. A Lei 14.133/2021 trouxe a previsão de dois novos casos, em 
relação à legislação anterior: (i) credenciamento; (ii) compra ou locação de 
imóvel em virtude das características e da localização. O credenciamento já 
era considerado um caso de inexigibilidade, mesmo na legislação anterior, 
mas sem previsão (até então) expressa. A compra ou locação de imóvel, em 
virtude das características e da localização era classificada como hipótese de 
licitação dispensável. Logo, houve uma mudança quanto à natureza da 
contratação direta. Fique atento! 
 
 Assim, infere-se que a inexigibilidade ocorre quando não for viável a competição. 
Ainda, a lei prevê as hipóteses de inexigibilidade de forma exemplificativa, pois podem surgir 
outros casos, na vida prática. As novidades da NLL, nesse tópico, foram credenciamento e 
compra ou locação de bens. Agora, vamos analisar os casos de dispensa de licitação. 
 
B) DISPENSA DE LICITAÇÃO: 
 
Os casos de dispensa de licitação estavam previstos no famoso art. 24, da Lei nº 8.666/93. 
Vocês vão observar que a maioria das hipóteses se mantiveram, vindo, ainda, novos incisos. 
Trata-se de um rol exaustivo de possibilidades, ou seja, não há outros casos da vida prática 
que justifiquem a dispensa de licitação, pois todas as hipóteses estão previstas em lei. 
Conforme mencionado acima, nesses casos, embora a competição seja possível, a 
Administração Pública tem a discricionariedade de não fazer a licitação, em razão do 
 
interesse público. Em resumo, são dispensáveis as licitações, nos termos do art.75, da Nova 
Lei de licitações (BRASIL, 2021): 
 
✓ I - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 100.000,00 (cem mil 
reais), no caso de obras e serviços de engenharia ou de serviços de manutenção 
de veículos automotores; 
✓ II - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 50.000,00 (cinquenta 
mil reais), no caso de outros serviços e compras; 
 
Comentários da professora: quanto aos incisos I e II, são as contratações de pequeno valor. 
Aqui se faz necessária a divulgação de aviso em sítio eletrônico oficial, pelo prazo mínimo de 
3 (três) dias úteis, com a especificação do objeto pretendido e com a manifestação de interesse 
da Administração em obter propostas adicionais de eventuais interessados, devendo ser 
selecionada a proposta mais vantajosa. 
Essas contratações serão preferencialmente pagas por meio de cartão de pagamento, cujo 
extrato deverá ser divulgado e mantido à disposição do público no Portal Nacional de 
Contratações Públicas, o PNCP (BRASIL, 2021). 
 Em resumo, vejam o quadro ilustrativo: 
CONTRATAÇÃO DIRETA PELO PEQUENO VALOR (ART. 75, I e II) 
Pode haver contratação direta (sem licitação) nos seguintes casos: 
Obras ou serviços de engenharia de até R$ 
100.000,00. 
 
Obs. Valor atualizado pelo Decreto 
11317/22: R$ 114.416,65. 
 
Compras e serviços diferentes de 
engenharia: até R$ 50.000,00. 
 
Obs. Valor atualizado pelo Decreto 
11317/22: R$ 57.208,33. 
 
 Adiante, a lei elenca outros incisos de dispensa de licitação, vejamos: 
 
 
✓ III - para contratação que mantenha todas as condições definidas em edital de 
licitação realizada há menos de 1 (um) ano, quando se verificar que naquela 
licitação: 
a) não surgiram licitantes interessados ou não foram apresentadas propostas 
válidas; 
b) as propostas apresentadas consignaram preços manifestamente superiores 
aos praticados no mercado ou incompatíveis com os fixados pelos órgãos 
oficiais competentes. 
 
Comentários da professora: esse inciso III é uma novidade trazida pela NLL. Em relação 
a alínea “a”, ela é semelhante ao art.24, V, da Lei 8.666/93. Quando não houver interessados 
à licitação anterior, e essa não puder ser repetida, fica dispensada. É a chamada licitação 
deserta. 
A alínea “b”, trata da licitação frustrada, pois todos os licitantes são desclassificados. 
A diferença entre licitação deserta e frustrada é que, na primeira, não há licitantes, e na 
segunda há sim interessados, mas eles não são aptos a licitar, sendo desclassificados ou 
inabilitados. 
Conforme as lições do professor Rafael Carvalho (2022, p.482), que faz remissão aos artigos 
da Lei 8.666/93, mas que o entendimento pode ser perfeitamente aplicado à nova lei: 
 
(...) a desclassificação ocorre em dois casos: a) as propostas dos licitantes não 
atendem às exigências do ato convocatório (art. 48, I); ou b) as propostas são 
superfaturadas ou inexequíveis (art. 48, II). A dispensa de licitação, prevista 
no art. 24, VII, da Lei 8.666/1993, refere-se exclusivamente aos casos de 
desclassificação em razão de preços superfaturados (art. 48, II), não 
englobando a desclassificação por descumprimento do ato convocatório (art. 
48, I) nem a inabilitação de todos os licitantes. Entendemos, contudo, que 
nessas duas últimas hipóteses pode haver, em tese, dispensa de licitação com 
fundamento no art. 24, IV, da Lei 8.666/1993 (situação de emergência). 
 
 
 Segundo Filho (2022, p.54): “Na sequência, o art. 75, IV, define algumas hipóteses de 
dispensa de licitação em razão do objeto. Para isso, ela estabelece treze possibilidades que 
devem ser obedecidas pelo Administrador Público na hora de realizar a contratação direta, em 
obediência ao princípio da legalidade.” 
O inciso IV traz diversas alíneas,com hipóteses de dispensa de licitação, são elas: 
✓ IV - para contratação que tenha por objeto: 
o a) bens, componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira necessários à 
manutenção de equipamentos, a serem adquiridos do fornecedor original desses 
equipamentos durante o período de garantia técnica, quando essa condição de 
exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; 
o b) bens, serviços, alienações ou obras, nos termos de acordo internacional específico 
aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem 
manifestamente vantajosas para a Administração; 
o c) produtos para pesquisa e desenvolvimento, limitada a contratação, no caso de obras 
e serviços de engenharia, ao valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); 
o d) transferência de tecnologia ou licenciamento de direito de uso ou de exploração de 
criação protegida, nas contratações realizadas por instituição científica, tecnológica e 
de inovação (ICT) pública ou por agência de fomento, desde que demonstrada vantagem 
para a Administração; 
o e) hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros perecíveis, no período necessário 
para a realização dos processos licitatórios correspondentes, hipótese em que a 
contratação será realizada diretamente com base no preço do dia (Atenção: Também há 
dispensa de licitação no caso de gêneros perecíveis, em caráter provisório, até dar tempo 
de fazer a licitação); 
o f) bens ou serviços produzidos ou prestados no País que envolvam, cumulativamente, 
alta complexidade tecnológica e defesa nacional; 
 
o g) materiais de uso das Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e 
administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela 
estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante autorização 
por ato do comandante da força militar; 
o h) bens e serviços para atendimento dos contingentes militares das forças singulares 
brasileiras empregadas em operações de paz no exterior, hipótese em que a 
contratação deverá ser justificada quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou 
executante e ratificada pelo comandante da força militar; 
o abastecimento ou suprimento de efetivos militares em estada eventual de curta duração 
em portos, aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por motivo de 
movimentação operacional ou de adestramento; 
o j) coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis 
ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, realizados por 
associações ou cooperativas formadas exclusivamente de pessoas físicas de baixa 
renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com 
o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde 
pública (Atenção: aqui há um cunho social, bem como fomentar políticas de 
saneamento básico.); 
o k) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade 
certificada, desde que inerente às finalidades do órgão ou com elas compatível; 
o l) serviços especializados ou aquisição ou locação de equipamentos destinados ao 
rastreamento e à obtenção de provas previstas nos incisos II e V do caput do art. 3º da 
Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, quando houver necessidade justificada de 
manutenção de sigilo sobre a investigação (Atenção: essa é uma inovação da NLL); 
o m) aquisição de medicamentos destinados exclusivamente ao tratamento de 
doenças raras definidas pelo Ministério da Saúde (Atenção: essa é uma inovação da 
NLL); 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12850.htm#art3ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12850.htm#art3v
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12850.htm#art3v
 
 
Comentários da professora: o inciso IV é bastante heterogêneo (gêneros perecíveis, defesa 
nacional, materiais de uso das forças armadas, tecnologia etc) e consagra várias hipóteses de 
dispensa de licitação, por isso os comentários foram feitos entre parênteses, nas próprias 
alíneas, quando necessário. 
 
E, ainda, segue a lei 14.133/21 com mais hipóteses de dispensa de licitação: 
 
o V - para contratação com vistas ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 3º-
A, 4º, 5º e 20 da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados os 
princípios gerais de contratação constantes da referida Lei; 
o VI - para contratação que possa acarretar comprometimento da segurança 
nacional, nos casos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa, mediante 
demanda dos comandos das Forças Armadas ou dos demais ministérios; 
o VII - nos casos de guerra, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal ou 
de grave perturbação da ordem; 
o VIII - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando 
caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar 
prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a 
segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou 
particulares, e somente para aquisição dos bens necessários ao atendimento da 
situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que 
possam ser concluídas no prazo máximo de 1 (um) ano, contado da data de 
ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas a prorrogação dos 
respectivos contratos e a recontratação de empresa já contratada com base no 
disposto neste inciso; 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art3a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art3a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art4.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art5.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art20.
 
Comentários da professora: os incisos VI a VIII tratam da licitação dispensável em razão 
de situações emergenciais. Imaginem um caso de guerra: não faria nenhum sentido a 
Administração Pública ter de licitar, em meio a um conflito dessa magnitude. Segundo os 
referidos incisos do art. 75, da NLL, será dispensável a licitação no caso de guerra, ou grave 
perturbação da ordem; bem como nos casos de emergência ou de calamidade pública, somente 
o necessário para atender a situação emergencial ou calamitosa, e para as parcelas de obras e 
serviços que possam seu concluídos em 1 ano, contados da emergência ou calamidade. 
Obs. Não esquecer da nova lei que trata da pandemia da COVID19 (Lei 
13.979/2020) e permite a dispensa de licitação, nos termos de seu art.4º, em casos de 
urgência. 
 
o IX - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens 
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integrem a 
Administração Pública e que tenham sido criados para esse fim específico, desde 
que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; 
 
Comentários da professora: Para Filho (2022, p.55): “Seguindo a ordem, o art. 75, IX, define 
a dispensa de licitação para contratações de entes da Administração Indireta criados com a 
finalidade de contratar com o Estado, desde que o preço contratado seja compatível com o preço 
de mercado. Para o bem ou serviço ser adquirido, é necessário o preenchimento de três 
requisitos: a) por meio de pessoa jurídica de direito público interno; b) bens produzidos ou 
serviços prestados por órgão que integre a Administração Pública; c) que tenha sido criado para 
esse fim específico.” 
 
o X - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços 
ou normalizar o abastecimento; 
 
 
Comentários da professora: para o inciso X, do art. 75, NLL, também fica dispensada a 
licitação quando a União tiver de intervir no domínio econômico para regular preços ou 
normalizar o abastecimento, ex. para forçar a diminuiçãoBvnd.vst.idref%3Dmiolo8.xhtml%5D!/4/2/262%5Bsigil_toc_id_20%5D/1:7%5Beil%2C%C3
%A3o%5D 
 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 
2009. 
 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Revista dos 
Tribunais, 2005. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho R. Curso de Direito Administrativo. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2022: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559643844/epubcfi/6/46[%3Bvnd
.vst.idref%3Dchapter11]!/4

Mais conteúdos dessa disciplina