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Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO 1° Série HistóriaENSINO MÉDIO HISTÓRIA SÉRIE AULA 4 ANTIGÜIDADE CLÁSSICA: A GRÉCIA ANTIGA Os gregos nos deixaram uma importante herança cultural, que até hoje nos influencia, no tocante ao mundo ocidental. Pela primeira vez, na História da humanidade, a democracia foi praticada e o conceito de cidadania e do ideal de cidadão ecoaram nas discussões em praça públicas. Como já diziam, os gregos: "Mente sã em corpo são", a prática dos esportes difundiu-se com o ideal de guerreiro. Sendo, essa civilização o berço das Olimpíadas. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA A Grécia está situada ao sul da península balcânica, no Mediterrâneo Oriental. Essa localização nos revela um relevo extremamente recortado por inúmeras ilhas ao seu redor. Veja o mapa da figura 1, onde localizamos a Grécia. EOLIDA Montes Olimpo m MAR EGEU TESSÁLIA Monte Parnaso CORFU m TEBAS DELFOS ATENAS Mileto ATICA DELOS CORENTO PELOPONESO MAR JÔNICO RODES ESPARTA CRETA Monte 2 500 m Seu solo é montanhoso, não apresenta grande índice de fertilidade. Apenas os produtos que suportam estios pro- longados é que podem ser cultivados, tais como a vinha, o trigo, a oliveira e a figueira. Quanto ao clima, caracteriza-se por temperaturas constantes. É suavizado pelas brisas do mar, tornando-se bas- tante salubre.os TEMPOS HOMÉRICOS A primeira etapa da história grega é chamada de Tempos Homéricos e sua duração vai de 1200 a 800 a.C., aproximadamente. Foi nesse período que grande parte da cultura helenística se formou. Quando se estabeleceram na Península Balcânica, os gregos adotaram vários costumes fenícios e povos que aí já viviam. No entanto, os gregos sempre se julgaram uma raça pura e afirmavam terem sido os primeiros habitantes da região. Explicavam sua denominação de helenos através de uma lenda, segundo a qual eles descenderam de Hélen, um deus que havia se salvado de um dilúvio, provocado por Júpiter, pai dos deuses. Por isso, a Grécia chamava-se, também, Hélado e seus habitantes, helenos. Todavia, a verdadeira origem dos gre- gos ainda é desconhecida. estabelecimento dos gregos na península deu-se por volta de 2000 a.C., quando um bando proveniente do sul da Rússia atual se espalhou pela Europa e Índia. Uma parte desse bando instalou-se ao norte da península balcânica: eram os jônios. Para o sul dirigiram-se os aqueus, que tomaram as cidades de Micenas e Tirinto. A civilização que aí se desenvolveu chamou-se cretomicênica. Aproximadamente em 1200 a.C., os dórios, um povo sedentário e belicoso, invadiram Peloponeso, onde se for- mava núcleo da civilização cretomicênica, dominando totalmente a região. Os dórios também dominaram as ilhas do mar Egeu e tomaram a cidade de Cnossos centro do reino cretense. Os habitantes das ilhas do mar Egeu, tomadas pelos dórios, fugiram com destino à Ásia Menor e dedicaram-se ao comércio em alto mar. Por isso mesmo, foram denominados de "povos do Com o estabelecimento dos dórios na Grécia, a cultura esmoreceu, pois eles se dedicavam apenas às práti- cas guerreiras. Ao invés de progredir, a cultura grega sofreu um tremendo atraso. Dela restaram apenas algumas baladas e cantos populares, que eram declamados (ou cantados) pelos "aedos", isto é, cantores populares que per- corriam as aldeias. As lendas eram declamadas pelos "aedos", que se faziam acompanhar por um instrumento musical: a cítara. mais famoso cantor da história grega foi Homero, um habitante da Ásia Menor. A ele são atribuídas a e a Odisséia, poemas épicos que contam a vida e os costumes dos gregos, inclusive as maiores façanhas de seus heróis. A versa sobre a guerra de Tróia, cidade da Ásia Menor, tendo esse combate se verificado no século XII Os gregos cercaram essa cidade durante dez anos, até que conseguiram vencê-la. A causa dessa guerra foi o desejo dos gregos de dominar as costas do mar Negro, onde abundavam os minérios e o trigo. Entretanto, o caráter fantasioso dos gregos transformou a verdadeira causa da guerra numa lenda ma, segundo a qual Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta, teria sido raptada por Páris, um troiano. Agamenon, irmão de Menelau, comandou o exército contra Tróia, que resistiu durante dez anos. Ainda segundo a lenda, após esse tempo, venceram os gregos, graças a um plano arquitetado pelo herói Ulisses, que introduziu na cidade troiana célebre cavalo de pau, em cujo interior se encontravam soldados gregos. Estes, dentro da cidade troiana, aproveitaram a noite para abrir todas as portas da muralha da cidade, que foi arrasada pelos sol- dados gregos. A Odisséia narra a volta de Ulisses, rei de à sua terra, após a guerra de Tróia. Em seu percurso, os deuses armaram-lhe inúmeras ciladas, das quais ele foi se livrando com grande bravura. Isso se prolongou por dez anos. Nesse tempo todo, Penélope, a esposa do herói, resistiu às propostas de casamento que lhe eram feitas. Ela con- seguiu adiar sempre a data em que deveria casar. Quando Ulisses consegue voltar, mata todos os pretendentes à mão de Penélope e retoma seu lugar de rei em As lendas gregas tornaram-se famosas através dos tempos. Como exemplo, podemos citar: a guerra de Tróia, a expedição dos argonautas, Teseu e o Minotauro, os trabalhos de Hércules, etc.Forma de governo A Grécia era dividida em cidades-estado. Embora falasse a mesma língua e tivesse os mesmos costumes, o povo grego possuía um governo independente para cada cidade-estado. Portanto, havia um povo grego, mas não uma nação grega. As mais importantes cidades-estado foram: ao norte, Atenas, Tebas e Delfos e, ao sul, Esparta, Olímpia e Corinto. Nos tempos homéricos, a política desenvolvida pelos gregos era a mais rudimentar possível. rei de cada cidade-estado tinha tanta importância quanto qualquer pessoa. Na verdade, seu poder não se estendia ao povo; ele era apenas chefe militar e religioso. Nas demais atividades, igualava-se a todos os membros da comunidade. Chegava a plantar, ele próprio, os produtos necessários à sua sobrevivência. As demais instituições gregas também não tinham autonomia administrativa, nem exerciam autoridade sobre o povo. Eram dispersas e instáveis. Não havia, em caso de assassinato, por exemplo, um corpo jurídico para jul- gamento do criminoso. Por vezes, o próprio rei atuava como juiz. Na maioria dos casos, porém, a própria família da vítima vingava-a. Atividades do povo A população grega se dedicava a trabalhos os mais rudimentares Cada família cultivava seu alimento e tecia suas próprias vestimentas. A única forma de comércio conhecida pelos gregos, nos tempos homéricos, era a troca. Além da agricultura e da criação de gado, os gregos se dedicavam à ourivesaria, carpintaria e olaria, mas em menor escala. A religião grega A religião grega caracterizou-se pelo antropomorfismo, isto é, representava os deuses com imagens humanas. Procurava, antes de tudo aproximar os deuses dos homens. Os gregos acreditavam que entre os próprios deuses havia desavenças, rancores e disputas, que os colocavam num plano de igualdade com os homens. Desse modo, os homens identificavam-se com os próprios deuses e não se sentiam inibidos, quando era preciso fazer-lhes algum pedido. Para os gregos, somente deuses que se comportassem tal como os homens saberiam Os sacerdotes gregos não exerciam grande influência sobre povo, nem tinham destaque nas cerimônias reli- giosas. Nem os conceitos morais que eles pregavam eram acatados. As cidades-estado Como já dissemos no início desta aula, povo grego estava dividido em cidades-estado (polis) e cada uma delas possuía autonomia administrativa. A situação geográfica da Grécia, suas montanhas e a dispersão das ilhas influíram grandemente na formação das cidades-estado. Os gregos construíram suas cidades próximas ao mar, que lhes permitia desenvolver comércio, pois seu solo era bastante pobre. centro de cada cidade-estado era provido de uma fortaleza, a acrópole, que se situava na parte mais alta. as cidades-estado entravam em choque na disputa do melhor comércio e seu poderio ficava em jogo. No entanto, elas se uniam quando fosse preciso combater um inimigo comum. Cada cidade-estado possuía a sua própria armada, seu exército e sua marinha mercante, supervisionada por um chefe, que acumulava as funções de guer- reiro, juiz e sacerdote. Quando se desejava tratar de assunto de interesse do Estado, o povo se reunia em assembléias (ágoras) e expressava seu parecer através de gritos de sim e não. Essas assembléias realizavam-se em praças públi-cas e julgamento das questões era feito pelos mais velhos, pelos ricos e pelos conselheiros. A sentença era proferida de conformidade com a resolução desses elementos. A classe menos favorecida era a plebe (povo = demos), que freqüentemente lutava, aspirando a melhores condições de vida. A forma primitiva de governo entre os gregos era a oligarquia, isto é, a predominância de um grupo de pessoas na resolução dos problemas políticos do Estado. Portanto, a oligarquia era governo da minoria, mas não era perma- nente dentro de uma cidade, pois a tendência natural de toda cidade-estado era a democracia. Esparta e Atenas foram as cidades-estado mais desenvolvidas de seu tempo e, por isso, iremos abordar estudo de cada uma delas separadamente, com abundância de detalhes sobre a vida política, social e econômica que as caracterizou. ESPARTA Esparta localizava-se na península da Lacônia, ao sul da Grécia, e foi um centro militar por excelência. Isso se explica pelo fato de terem sido os primeiros espartanos povos bastante adiantados militarmente. Quando se instalaram na tiveram que lutar arduamente contra seus habitantes e não mais puderam se desfazer dos costumes mi- litares que haviam adquirido. crescimento de sua população talvez tenha sido a principal causa das guerras que empreendeu, visando ampli- ar seu território. A primeira conquista de Esparta foi Messênia que, após ter sido dominada por 50 anos, revoltou-se. A batalha que travaram foi bastante violenta e, com a morte do chefe messênio, venceu novamente Esparta. A principal qualidade dos espartanos era o preparo militar, mas sua excessiva dedicação a isso constituiu seu próprio flagelo. Depois das guerras a preocupação dos espartanos era armar-se da maneira mais poderosa, pois temiam rebeliões dos povos que subjugavam. temor dos espartanos era tamanho que chegavam a impedir qualquer contato com os povos vizinhos, evitando, assim, que idéias novas viessem abalar seu sistema de vida, tão arraigado aos antigos costumes. Esparta fazia possível para não comerciar com outros povos e, por conseguinte, não se faziam viagens a parte alguma. Por serem tão fechados em seu modo de viver, nenhuma arte pôde florescer dentro de seus limites. As classes sociais Três classes principais constituíam a população espartana: os esparciatas, os periecos e os ilotas. Os esparciatas descendiam dos primitivos invasores e podiam ingressar na magistratura e nos comandos militares. Constituíam, portanto, a classe privilegiada de Esparta e educavam-se desde crianças para servir à pátria. Aos sete anos, iam para a escola, onde recebiam instrução que corresponde ao nosso curso primário. Dos 20 aos 60 anos, deveriam estar à disposição do Estado, vivendo na caserna. Portanto, ao nascer a criança já pertencia ao Estado. Portanto, a vida de um cidadão espartano resumia-se num preparo contínuo para a guerra, que impedia de dedicar-se a qualquer outro tipo de atividade. A segunda classe social era a dos periecos, cidadãos livres, que podiam comerciar, dedicar-se à pesca e a tra- balhos rurais, mas tinham que pagar tributos ao Estado. A classe menos favorecida era a dos ilotas, ou simplesmente escravos, que não tinham direitos civis nem mi- litares; sempre se revoltavam com sua própria condição e aspiravam à liberdade. A função dos ilotas era cultivar a terra do senhor, entregando-lhe todo o produto de seu trabalho. Os ilotas pertenciam ao Estado. Formavam, com a terra que cultivavam, um todo e dela não podiam sair. Quando número de ilotas aumentava demasiadamente, os soldados eram encarregados de chegavam a matar centenas deles, uma vez que constituíam ameaça, por estarem se revoltando contra Estado.Organização política Esparta era governada por dois reis, que exerciam autoridade absoluta apenas se o Estado estivesse em guerra. Em caso contrário, todo e qualquer assunto deveria ser tratado com autorização de um conselho de 28 cidadãos de mais de 60 anos, que constituíam a gerusa (senado). Os vigilantes das leis eram os éforos, em número de cinco, escolhidos pelo povo, e sua autoridade se estendia sobre toda a população espartana. Supervisionavam o trabalho dos magistrados e até dos reis e podiam, também, expulsar estrangeiros, caso julgassem necessário. o sistema econômico Entre os espartanos, a terra era dividida em partes iguais para que fosse cultivada pelos ilotas, sob a supervisão dos periecos, mas era propriedade exclusiva do Estado não podia ser vendida. produto do trabalho dos escravos era destinado à manutenção dos cidadãos e somente os produtos agrícolas podiam ser comercializados entre eles. comércio e a indústria estavam a cargo dos periecos, mas as atividades dos mesmos eram bastante restritas, principalmente porque não havia incentivo para as grandes produções. Produzia-se apenas o necessário, sem objetivo de se obter lucro. ATENAS Na Ática, a sudeste da Grécia Média, localizava-se Atenas. Era servida pelo porto de Pireu, por onde se escoavam os minerais que consistiam na riqueza da Ática, ou seja, o mármore e a prata. Os atenienses diferiam sobremaneira dos espartanos em todas as suas atividades e, principalmente, em seu comportamento social. Talvez porque a penetração dos Jônios na Ática tivesse sido gradativa e pacífica, não houve grandes lutas que pudessem incitar os atenienses a se aprimorarem militarmente. Por isso, Atenas era uma cidade de comerciantes, industriais e agricultores e seu povo dedicava-se com afinco às letras, sem se descuidar do físico e do preparo militar, aos quais também davam grande importância. A maneira de viver dos atenienses sintetiza-se no ditado: "Mens sana in corpore sano." (Mente sã em corpo sadio.) Os esportes eram praticados assiduamente pelos atenienses; entre eles, havia o arremesso de dardo, as corridas olímpicas, etc. Pelo grande número de obras que produziu, Atenas foi cognominada de capital artística da Grécia. Atividades dos atenienses Parte da população ateniense dedicava-se à exploração de minérios, entre os quais a prata e o mármore, que era encontrado em grande quantidade nas montanhas. As atividades agrícolas desenvolviam-se nas pequenas planícies e nas encostas suaves. Aí se cultivavam a vinha e a oliveira, além de alguns vegetais. comércio era bastante próspero em Atenas; já se empregavam moedas nas transações comerciais, que se desenvolveram grandemente, chegando a modificar toda a sua estrutura social, pois os armadores e comerciantes acu- mulavam grandes riquezas, tornando-se uma classe influente e poderosa. Organização política A exemplo do que sucedeu a todas as cidades gregas, Atenas foi monarquia no princípio de sua história. rei(basileu) morava na acrópole e governava a cidade assessorado por um corpo de eupátridas, que eram os nobres. As questões que surgissem eram discutidas num tribunal localizado numa colina consagrada ao deus da guerra, Ares. Por esse motivo, tribunal era chamado areópago. A princípio, os basileus tinham a seu encargo as funções de chefe supremo, religioso, juiz e militar. No entanto, suas atividades foram sendo divididas, aos poucos, entre os eupátridas. Os basileus ficaram apenas com o cargo de sacerdote, mas essa função também já se estendera entre os eupátridas. Portanto, aos poucos os nobres foram açam- barcando todos os poderes. povo (demos) não participava das atividades governamentais; era privado de quaisquer direitos. Era convocado apenas para reuniões nas quais ouviam as resoluções que haviam sido tomadas. Os agricultores que possuíam meios para cultivar a terra viviam relativamente bem e ampliavam-na sempre que houvesse oportunidade para isso. Os mais pobres hipotecavam a própria terra para sobreviver, pois cultivo da vinha e da oliveira era demorado e eles precisavam de sustento. Quanto maiores eram as propriedades dos ricos, menores eram a dos camponeses, que se viam obrigados a entregar suas terras aos nobres, caso não tivessem meios para saldar as dívidas que contraíam. Se a dívida fosse maior que valor da terra, camponês se transformava em escravo do eupátrida. Muitas vezes, todos os membros de sua família também tinham mesmo fim. As reformas de Sólon povo não estava contente com a situação reinante em Atenas e exigia reformas que viessem amenizar a vida de semi-escravidão em que vivia. As leis eram impostas pelos nobres, que se julgavam, pela própria condição, no direito de aplicar penalidades de acordo com os costumes tradicionais. Essa justiça era bastante falha, pois geralmente os nobres tomavam decisões a favor da própria classe. povo começou a revoltar-se com essas atitudes e exigiu a elaboração de um código, ao qual todos deveriam obedecer, indistintamente. Diante disso, um dos arcontes, Drácon, encarregou-se de reestruturar todas as leis, mas fê-lo de modo tão rígido que o povo não se via, ainda, satisfeito. A classe dos ricos continuava a ser protegida e as faltas mais insignificantes eram punidas com a maior severidade possível. clima de descontentamento cada vez mais se acentuava, quando os eupátridas, em 594 a.C., encarregaram Sólon, um dos arcontes, de fazer nova revisão nas leis. Sólon procurou atender às necessidades dos camponeses, tornando sem efeito código de Drácon; libertou os que haviam sido escravizados e permitiu que todos pudessem votar em assembléia e, inclusive, que fossem eleitos. Criou, também Conselho dos Quatrocentos. Os cidadãos foram divididos em classes, de acordo com a quantidade de riquezas que possuíam. Os estrangeiros podiam ocupar-se da atividade que estivesse relacionada ao comércio. A classe dos eupátridas continuou a ocupar os cargos mais elevados e os arcontes continuavam a ser escolhidos entre os membros dessa classe. Portanto, as reformas de Sólon não trouxeram as melhorias que as classes média e pobres desejavam. descontentamento ainda perdurava quando Pisístrato, um parente de Sólon, aproveitando-se da situação, tomou poder, em 560 a.C., tornando-se primeiro tirano de Atenas. Pisístrato foi um déspota moderado e, durante tempo em que governou, procurou ajudar os camponeses, dando-lhes melhores condições na agricultura. Ao morrer, sucederam-no seus filhos Hípias e Hiparco, que tudo fizeram para oprimir povo. Não havia vigor nem sabedoria nas decisões que tomavam e, por isso, levantaram-se protestos por toda a parte. Nesses movimentos, os atenienses receberam auxílio de Esparta, pois, como já vimos, as cidades-estadogregas, embora independentes, procuravam unir-se quando houvesse algum inimigo perigoso para todos. Desse modo, extinguiu-se a tirania em Atenas. As reformas de Clistenes (509 a.C.) Embora pertencesse à nobreza, fazia parte do partido democrático, granjeou a simpatia não só da classe pobre como da classe média e passou a ajudá-lo a eliminar todos aqueles que objetivaram oprimir Atenas. Toda a estrutura social de Atenas foi modificada. Ela dividiu-se em dez tribos. Cada uma dessas tribos era repre- sentada por membros, no Conselho dos Quinhentos que era o órgão principal do governo. Cada tribo deve- ria escolher os membros que a iriam representar no Conselho. Clístenes conferiu a todos os cidadãos maiores de 30 anos o direito de serem eleitos. Portanto, o sistema de go- verno dos atenienses transformou-se na mais pura democracia. A Clístenes também é atribuída a criação de um subterfúgio que prevenia Estado aqueles que visassem à tirania: ostracismo. Quando havia algum suspeito, este era imediatamente exilado do território ateniense por dez anos. Após esse prazo, poderia retornar ao lar e continuaria a ter os mesmos direitos dos quais desfrutava quando de seu exílio. A democracia ateniense atingiu seu apogeu no governo de Péricles (427-461 a.C.). Nesse período, foi instituído o Corpo dos Generais, que acumulavam as funções de legisladores e executores das leis, além do cargo militar. Concluindo nossas considerações sobre a democracia ateniense, podemos acrescentar que ela foi a mais pura que já existiu. Visava sempre atender às necessidades das maiorias (povo), pelo voto direto, e conseguiu atingir plena- mente seu objetivo, ou seja, fazer com que o povo participasse realmente do governo. AS GUERRAS GRECO-PÉRSICAS Causas Dario I, rei do império Persa, prosseguindo em sua campanha imperialista, continuava a exigir pesados impostos das colônias gregas da Ásia Menor, conquistadas por Ciro e Cambises. Em cada uma dessas colônias, havia um sátra- pa, que governava em nome do rei persa. Mileto, uma das colônias subjugadas, foi a primeira a rebelar-se contra os persas e, diante das dificuldades que forçosamente se lhe apresentariam, pediu auxílio às demais colônias, visto que seu exército era pequeno e sucumbiria facilmente ante os inimigos. Atenas e Erétria mandaram seus exércitos, que lutaram bravamente, mas não puderam evitar a derrota. De sur- presa, os persas tomaram Mileto e a incendiaram; parte da população morreu e a outra foi conduzida à Pérsia, onde seus elementos foram vendidos como escravos. Em seguida, Dario declarou guerra à Grécia. Ele aguardava ansiosamente essa oportunidade, pois sua intenção era anexar ao império persa as ricas cidades da Grécia continental A partir daí, principiaram uma série de combates que passaram à História com o nome de Guerras Médicas, em virtude de os gregos considerarem os persas como medos. Diante da atitude dos gregos, que resistiam ferrenhamente, Dario enviou à Grécia um fortíssimo exército A derrota dos persas foi inevitável tal o entusiasmo e vigor com que lutaram os gregos, que, embora em número inferior, souberam utilizar táticas mais disciplinadas. Em vista disso, os persas abandonaram a Grécia No entanto, o desejo de conquistar a Grécia permaneceu vivo no sucessor de Dario, Xerxes I, que ampliou e apri- morou suas forças militares, invadindo novamente a Grécia. Desta vez, exército persa era maior: compunham-no cen-tenas de milhares de soldados e mais de seiscentos navios. Em Corinto, reuniram-se representantes de todas as cidades para discutirem sobre a gravidade da situação, tendo sido entregue a Esparta comando de todas as forças gregas, que teriam à frente o general No desfiladeiro das Termópilas, conservou todo seu exército em trincheiras, à espera do momento em que deveria atacar. Ele sabia que os persas desconheciam a região, o que lhes assegurava a defe- sa, e conservou-se à espera. No entanto, um traidor indicou aos persas uma passagem entre as montanhas e os gregos foram atacados de surpresa, pela retaguarda. Parte do exército grego retirou-se, e Leônidas permaneceu no local com 300 soldados, lutando heroicamente durante dois dias. Os persas, após a vitória, saquearam e incendiaram Atenas. Xerxes regressou a Ásia, com parte de seu exército, deixando o restante em Platéia e em Micala. Os gregos se dividiram e venceram os persas nas duas cidades, ao mesmo tempo. Desse modo, as colônias gregas da Ásia Menor conseguiram, afinal, a sua independência e aliaram-se a Atenas. o Imperalismo Ateniense Após a vitória sobre os persas, Aristides propôs que todas as cidades aliadas pertencessem a uma liga marítima, cujo interesse comum deveria ser o aprimoramento de suas esquadras e a união, no caso de invasão. Címon, que sucedeu a Aristides, aperfeiçoou essa liga obrigando as cidades pertencentes à mesma a prover os navios com seus próprios marinheiros e a doar uma contribuição anual, para a melhoria das frotas. A caixa destinada a recolher as importâncias permanecia na ilha de Delos, daí provindo o nome da liga, Confederação de Delos. comando geral das mesmas coube a Atenas, que, com o passar dos anos, trouxe o tesouro, ou seja, a caixa dos contribuintes, para os seus limites e passou a controlar todas as atividades da liga. Todavia, Atenas passou a desprezar os interesses da liga, utilizando-se das contribuições para a realização de seus próprios benefícios. As cidades que porventura se revoltassem eram dominadas à força. A hegemonia ateniense não era vista com bons olhos por Esparta e, talvez porque houvesse tantos contrastes entre as duas cidades e Esparta temesse que Atenas também tentasse dominá-la, gerou-se um clima de discórdia dos mais acentuados e a predisposição para a guerra, de ambas as partes. A preponderância de Atenas sobre as demais ci- dades aos poucos foi se mesclando do mais esmagador imperialismo e a sua posição na Confederação de Delos modifi- cou-se. Todas as cidades filiadas à liga passaram a ter suas questões resolvidas pelos atenienses. Outras diferenças, acentuaram as rivalidades existentes entre Atenas e Esparta. Atenas havia adotado um governo democrático, a sua economia era essencialmente urbana, onde o comércio e o artesanato encontraram um grande desenvolvimento. A base militar se dava principalmente na ma- rinha. A origem dos atenienses teria sido proveniente da época em que a Grécia era povoada por descendentes de jônios. Esparta, ao contrário, dos atenienses era predominantemente agrária, com uma força militar com base no domínio terrestre. Politicamente, Esparta era uma cidade de governo aristocrático. o Imperialismo Espartano Esparta também estendera seu domínio por todas as cidades do Peloponeso. Aliás, o imperialismo espartano não era contemporâneo ao de Atenas, tendo se verificado desde a conquista da Lacônia. domínio de Esparta sobre as demais cidades do Peloponeso foi gradativo, mas atingiu as mesmas proporções do domínio ateniense sobre as cidades pertencentes à Confederação de Delos.A Guerra Entre Esparta e Atenas Em 435 a.C., a situação entre as duas cidades era tensa. Cada uma delas se armava de forma mais segura e esperava um pretexto para atacar. Uma revolta havida em Córcira, colônia de Corinto, constituiu-se no pretexto para o início da guerra, pois Corinto era inimiga de Atenas e aliada de Esparta. Esparta decidiu atacar e penetrou na Ática. Nesse tempo, governava os atenienses o aristocrata Péricles, que procurou manter combates em alto-mar, porquanto sua supremacia naval sobre Esparta era evidente. exército espartano penetrou nas zonas agrícolas atenienses e as destruiu, tomando também as regiões próxi- mas às muralhas da cidade. Aí pararam as forças espartanas, pois os atenienses estavam sendo vitimados por uma epi- demia de peste, que aos poucos ia consumindo toda a população e o exército. Vitimado pela doença, Péricles também morreu. Após sua morte, Atenas dividiu-se em dois grupos: os que plei- teavam a paz com o inimigo, liderados pelo aristocrata Nícias, e aqueles que desejavam o prosseguimento da guerra. Estes últimos queriam derrubar os aristocratas espartanos, aos quais odiavam. Eram encabeçados por um homem modesto, Cléon, cujo prestígio entre o povo era bastante acentuado. Desta forma, ele venceu, pois o povo constituía a maioria, e a luta continuou, desta vez entre a classe dos aristocratas e a dos democratas. que motivara a guerra entre Esparta e Atenas foi posto de lado. Em Atenas, um sobrinho de Péricles, Alcebíades, homem e caprichoso, mas popular pelos belos discursos que espalhava entre o povo, expunha seus planos para melhorar a economia de Atenas, tão desfalcada devi- do aos últimos acontecimentos. Ele planejava uma expedição à Sicília, para a tomada da rica cidade de Siracusa mas não previram os atenienses que essa cidade era aliada de Esparta. Seus planos não se concretizaram. Houve a invasão dos espartanos no território ateniense. Os espartanos se armaram da forma mais rígida e, em seguida, começaram a destruir os campos atenienses e a massacrar a população. A situação de Atenas era desoladora. Sua agricultura fora totalmente destruída e o comércio e as demais atividades não tinham condições para prosseguimento, pois os escravos fugiam aos milhares, com destino a Esparta, para onde também se dirigiam alguns nobres atenienses, em busca de exílio. A guerra terminou em 404 a.C., quando a frota espartana, comandada pelo general Lisandro, venceu a dos ate- nienses, sitiando-a por terra e mar. A vitória ocorreu em Egos-Pótamos. Após a derrota, Atenas, completamente arruinada, não teve outra alternativa senão aceitar as humilhantes condições de paz impostas pelos espartanos: dissolução da liga marítima ateniense, de sua democracia, destruição de suas fortificações, entrega das possessões que havia conquistado e completa sujeição a Esparta, como estado dependente. da Guerra do Peloponeso A vitória de Esparta sobre Atenas implicou unicamente na perda da liberdade do povo grego que foi destruída, pois venceu a aristocracia sobre a democracia. Esparta passou a dominar todas as demais cidades-estado gregas. Agentes espartanos percorriam todas as cidades e apoderavam-se de seus bens. Os nobres passaram a governar novamente e implantou-se a oligarquia em todas elas. No entanto, a soberania espartana durou pouco, pois um grupo de atenienses que se refugiou em Tebas. invadiu Atenas e excluiu os aristocratas do poder, reimplantando a democracia. No entanto, a oligarquia ainda era o regime político das demais cidades-estado e somente em 371 a.C. conseguiram os tebanos vencer os espartanos.A essa altura dos acontecimentos, quando Tebas impunha a sua força, Esparta e Atenas já não eram mais inimi- gas; haviam, inclusive, assinado um tratado de paz. A Conquista dos Macedônios A região A Macedônia localizava-se a nordeste da Tessália (norte da Grécia). Veja novamente, mapa da figura 1, da Grécia. Seu solo era fértil, mas pouco maleável e não dispunha de portos para seu próprio comércio. Os gregos referiam- se aos macedônios como bárbaros, embora estes também fossem descendentes dos helenos e falassem uma língua proveniente do grego. A conquista da Grécia pelos Macedônios Felipe II A Macedônia somente se projetou no mundo antigo aproximadamente em 360 a.C., quando subiu ao trono Felipe II. Este, aproveitando-se da exaustão em que se encontravam os gregos, devido às constantes lutas que travaram entre si, organizou e pôs em prática um ambicioso plano político. Felipe, em sua juventude, havia passado algum tempo entre os tebanos, como refém, e lá aprendera todas as táti- cas militares. Quando se tornou rei da Macedônia, decidiu pôr em prática os planos que arquitetara para a conquista de algumas cidades ao sul da Grécia e esperava apenas o momento oportuno em que atacaria. Isso ocorreu quando da guerra entre a Frígia e Delfos, por terem os habitantes da primeira se apoderado de obje- tos de valor do templo de Delfos. Os tebanos, ante esse sacrilégio, decidiram punir os e pediram ajuda à Macedônia, que imediatamente se colocou à sua disposição e atacou a Tessália. A partir daí, foram inúmeras as incursões de Felipe na Grécia, a pretexto de auxiliar as pequenas cidades. Aos poucos, ele ia dominando e se infiltrando na Grécia. Seu exército foi um dos mais bem treinados da Antigüidade e nele foram introduzidas as célebres falanges macedônias, que eram frentes militares de até 16 metros de profun- didade. Os soldados eram protegidos por escudos e suas lanças atingiam metros de comprimento (chamavam-se sarissas). As pequenas vitórias que Felipe conquistando atemorizaram os atenienses, que se uniram aos tebanos com intuito de expulsá-lo da Grécia. Contudo, na batalha de Queronéia, em 338 a.C., Felipe venceu os atenienses e tebanos, mas firmou um tratado de paz com Atenas e não a invadiu. Porém, obrigou todas as cidades gregas a seguirem sua orientação. Na conferência realizada com Corinto, macedônios e gregos se uniram e decidiram con- quistar o império persa. Felipe foi assassinado por um de seus generais e não pôde realizar seus planos, que passaram para seu filho, Alexandre. Alexandre Magno Tendo sido educado na Grécia, Alexandre teve por mestre o filósofo grego Aristóteles. sonho de Alexandre, em plena adolescência, era conquistar a Pérsia. Poucos acreditavam que ele fosse capaz disso, inclusive Tebas, que, julgando Alexandre um jovem inexperiente, rebelou-se contra as forças macedônias esta- belecidas em Cadméia. Isso foi o suficiente para que o jovem general demonstrasse toda a sua força e poder. Tebas foi arrasada e somente a casa do poeta Píndaro, a quem Alexandre admirava, foi poupada. Dado primeiro passo no campo da luta, e animado com os bons resultados que já obtivera, Alexandre decidiu empregar todas as suas forças para conquistar a Pérsia, o que foi conseguido em 334 a.C.Nesse tempo, governava o império persa Dario III, que foi sucessivamente derrotado por Alexandre em todas as batalhas que travaram. Após essas batalhas, o exército macedônio invadiu o Egito, onde Alexandre fundou Alexandria. Daí, partiu para a Mesopotâmia, onde novas tropas de Dario se encontravam à sua espera. No entanto, foram elas fragorosamente arrasadas e Dario foi assassinado por um de seus sátrapas. Alexandre consolidou a sua posição de grande general e conquistador, pois, além de todas essas vitórias, atingiu a Fenícia, tendo estado no Tiro. Após tantas campanhas militares, o esgotamento e o cansaço domi- naram o exército macedônio. Quando Alexandre e seus soldados já se aproximavam da Índia, estes se negaram a segui-lo. clima tropical da Índia e as enfermidades que aos poucos iam vitimando os soldados tiraram-lhes o entusiasmo e a vontade de prosseguir, e parte deles voltou à Macedônia. Os outros retornaram à Macedônia por terra. Suas últimas expedições tornaram-no fraco e doentio e ele contraiu a malária, na Babilônia, vindo a falecer aos 33 anos de idade, em 323 a.C. A contribuição de Alexandre para a helenização do Oriente Sem dúvida alguma, o papel dos macedônios na helenização do Oriente foi dos mais destacados. Em sua luta pelos mercados orientais e suas terras. Alexandre, nos doze anos que durou seu império, levou ao Oriente a cultura helênica e, em troca, os macedônios e gregos receberam costumes orientais. Um dos principais objetivos de Alexandre era unir a cultura helênica à oriental. Os gregos costumavam divinizar seus heróis e foi isso que também fizeram com Alexandre. Exageraram, sem dúvida, ao chamá-lo de Alexandre Magno senhor dos mundos, pois esse título deveria ser conferido que combi- nasse as qualidades militares aos predicados morais. Alexandre, no entanto, era dotado de certos primarismos que denegriam sua personalidade. Escravo de suas próprias vontades, não hesitava em mandar assassinar alguém, caso julgasse necessário. Por vezes, sua obsessão em dominar o mundo tornava-o desumano e temperamental. Todavia, era admirado por seus soldados, o que talvez se devesse ao fato de Alexandre não hesitar diante dos obstáculos, exibindo sempre uma coragem inesgotável. Ao morrer Alexandre, seus generais dividiram seu vasto império entre si: o Egito coube a Ptolomeu; o reino da Síria a Seleuco; e a Macedônia e a Grécia, a Antígono. Vocabulário Abutre: Ave de rapina. Acrópole: Cidadela na parte mais elevada das cidades gregas. Acurado: Aperfeiçoado; apurado; bem cuidado. Antagonismo: Oposição de idéias ou de sistemas. Argonauta: Tripulante lendário da nau mitológica chamada Argo. Armador: proprietário de um navio que, com as qualidades necessárias para ser comerciante, equipa, contra- ta o capitão e, por meio deste, o resto da equipagem, a fim de explorá-lo comercialmente. Arraigado: Aferrado, enraizado, radicado. Autonomia: Faculdade de se governar por si mesmo; emancipação independência. Belicoso: Guerreiro; habituado à guerra. Caserna: Habitação de soldados, dentro do quartel ou de uma praça. Desfiladeiro: Garganta ou passagem estreita entre montanhas.Pegada; pista; rasto. Épico: Que se relaciona com a epopéia (longo poema sobre assunto heróico) ou com os heróis. Exilado: Expatriado; degredado; desterrado. Expiação: Castigo; penitência. Flagelo: Castigo, tortura. Granjear: Conquistar; atrair; obter. Hegemonia: Preponderância de uma cidade ou povo entre outras cidades ou povos. Helenizar: Tornar conforme ao caráter grego. Iminência: Qualidade do que está iminente, isto é, que ameaça ruir sobre algo ou alguém; pendente. Imperialismo: Política de expansão e domínio de uma nação sobre outras. Inconseqüente: Incoerente; contraditório. Incursão: Invasão militar. Indo-européia: Que pertence aos indo-europeus, povos do tronco ariano, espalhados entre a Índia e a extremi- dade ocidental da Europa: hindus, iranianos, gregos, italiotas, celtas, germanos (franceses, alemães, anglo- saxões, escandinavos, etc.) e eslavos. Infantaria: Tropa militar que faz serviço a pé. Jurídico: Lícito; legal; relativo ao Direito. Sedentário: Inativo; que pouco se exercita; que tem habitação fixa. Magistratura: Classe dos magistrados, isto é, das pessoas investidas de poderes para governar ou distribuir justiça. Maleável: Flexível : dócil. Mercante: Relativo ao comércio ou ao movimento comercial. Pleitear: Disputar; fazer por conseguir. Primarismo: Qualidade daquele que é rudimentar. Salubre: Saudável; sadio. Rechaçar: Repelir; rebater; resistir. Sátrapa: Governador de província, entre os antigos persas. Subterfúgio: Evasiva; pretexto. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ ESTUDAR 1. Os primeiros povos que povoaram a Grécia foram 3. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. Algumas estão certas; outras, Indique as certas a) ( ) os egípcios, os mesopotâmicos e os hebreus. com (C) e as erradas com (E). Corrija as erradas. b) ( ) os aqueus, os persas e os dórios. c) ( ) os fenícios, os dórios e os persas. a) As mais importantes cidades-estado gregas foram, d) (X) os aqueus, os jônios e os dórios. Atenas, Tebas, Delfos, Esparta, Olímpia e Corinto. b) As atividades praticadas pelos gregos eram a agri- 2. Associe a primeira coluna com a segunda coluna. cultura, a criação de gado, a ourivesaria, carpintaria e olaria. (a) (b) narra a volta de Ulisses, à sua c) Em cada cidade-estado grega governava um rei terra após a Guerra de Tróia. d) (E) Os gregos praticavam o monoteísmo (b) Odisséia (a) narra a própria guerra de Tróia. Comentário: Os gregos eram politeísta, ou seja, acredi- tavam em vários deuses.4. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. não possuíam direitos civis e militares. Os ilotas repre- Algumas são corretas, outras, incorretas. Indique as sentavam os servos do Estado, tendo como principal corretas com (C) e as incorretas com (I). Corrija as obrigação cultivar as terras do senhor. erradas. 5. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. a) (I) Esparta era uma cidade-estado que se localizava Algumas estão verdadeiras, outras falsas. Indique as na Ática, a Sudeste da Grécia. verdadeiras com (V) e as falsas com (F). Corrija as Comentário: Esparta se localizava na Lacônia ao Sul falsas. da Grécia. a) ( F ) A cidade de Atenas praticava a agricultura e o b) ( C Esparta era uma cidade-estado militarista. comércio. c) C ) As três classes sociais espartanas eram os es- parciatas, os periecos e os ilotas. Comentário: A cidade de Atenas praticava a agricul- d) Os esparciatas formavam a classe privilegiada tura, o comércio e a indústria. de Esparta. e) Os periecos formavam a classe dos cidadãos b) (V) A primeira forma de organização política de livres. Atenas foi a monarquia. f) ( I ) Os ilotas mais favorecidos que os periecos tinham c) (V) Os principais órgãos políticos de Atenas eram direitos civis e militares. arcontado e o areópago. Comentário: Está incorreta. Os ilotas formavam uma d) (V) Os basileus desempenhavam várias funções classe social menos favorecida que os periecos, porque como soberano, religioso, juiz e militar. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ RESOLVER 1. Marque com um (X) a única alternativa correta. 3. Marque com um (X) a única alternativa correta. ostracismo na Grécia antiga consistia na suspensão a) ( ) Drácon e os basileus foram os primeiros legis- dos direitos políticos dos cidadãos considerados nocivos ladores atenienses. ao Estado. ostracismo foi uma criação b) ( ) basileu ficou encarregado de elaborar um códi- go de leis para Atenas. a) ( ) da tirania ateniense. c) ( ) Drácon foi primeiro legislador ateniense que b) ( ) da democracia ateniense. elaborou um código de leis para Atenas. c) ( ) da oligarquia espartana. d) ( ) Os Eupátridas organizaram primeiro código de d) ( ) da monarquia tebana. leis de Atenas. 4. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. 2. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. Algumas estão corretas; outras incorretas. Indique as Algumas estão certas; outras, erradas. Indique as certas corretas com (C) e as incorretas com (I). Corrija as incor- com (C) e as erradas com (E). retas. a) ( ) As guerras médicas foram travadas entre gregos a) ( ) Sólon aboliu a escravidão por dívida. e persas. b) ( ) Os cidadãos foram divididos em classes sociais b) ( ) As guerras médicas foram vencidas pelos persas. de acordo com a renda que possuíam. c) ( ) As colônias gregas conseguiram a sua indepen- c) ( ) primeiro tirano ateniense foi Péricles. dência e se aliaram aos persas. d) ( ) foi o primeiro democrata ateniense. d) ( ) A Confederação de Delos foi liderada pela cida- de ateniense.5. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. b) ( ) A Grécia foi conquistada pelos Macedônios. Algumas estão verdadeiras; outras falsas. Indique as ver- c) ( ) A Grécia foi conquistada por Felipe II da dadeiras com (V) e as falsas com (F). Corrija as falsas. Macedônia. d) ( ) Alexandre da Macedônia teve como mestre o filó- a) ( ) A cidade de Atenas foi derrotada na guerra do sofo grego Aristóteles. Peloponeso. CHAVE DE RESPOSTAS 1. Marque um (X) a única alternativa correta. Comentário: Essa lei dava garantia do cumprimento das leis gregas. cidadão era exilado por um período de a) ( ) Drácon e os basileus foram os primeiros legis- dez anos. ladores atenienses. b) ( ) basileu ficou encarregado de elaborar um 4. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. código de leis para Atenas. Algumas estão corretas; outras incorretas. Indique as c) ( Drácon foi primeiro legislador ateniense que corretas com (C) e as incorretas com (I). Corrija as incor- elaborou um código de leis para Atenas retas. d) ( ) Os Eupátridas organizaram o primeiro código de leis de Atenas. a) As guerras médicas foram travadas entre gregos Comentário: Os irmãos Drácon e Solon foram os e persas. primeiros legisladores a um Código de leis b) (I) As guerras médicas foram vencidas pelos persas. para Atenas. Comentário: As guerras médicas foram vencidas pelos gregos. 2. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. Algumas estão certas; outras, erradas. Indique as certas c) (I) As colônias gregas conseguiram a sua inde- com (C) e as erradas com (E). pendência e se aliaram aos persas. Comentário: As colônias gregas conseguiram a sua a) Sólon aboliu a escravidão por dívida. independência e se aliaram aos atenienses. b) Os cidadãos foram divididos em classes sociais de acordo com a renda que possuíam. d) A Confederação de Delos foi liderada pela cidade c) (E) primeiro tirano ateniense foi Péricles. ateniense. Comentário: primeiro tirano ateniense foi 5. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. d) ( C foi o primeiro democrata ateniense. Algumas estão verdadeiras; outras falsas. Indique as verdadeiras com (V) e as falsas com (F). Corrija as 3. Marque um (X) a única alternativa correta. falsas. ostracismo na Grécia antiga consistia na suspen- são dos direitos políticos dos cidadãos considerados a) (V) A cidade de Atenas foi derrotada na guerra do nocivos ao Estado. o ostracismo foi uma criação Peloponeso. b) (V) A Grécia foi conquistada pelos Macedônios. a) ( ) da tirania ateniense. c) (V) A Grécia foi conquistada por Felipe II da b) ( (X) da democracia ateniense. Macedônia. c) ( ) da oligarquia espartana. d) (V) Alexandre da Macedônia teve como mestre o filó- d) ( ) da monarquia tebana. sofo grego Aristóteles.