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Morfofisiologia Eliane P2 
 
 
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) 
O hormônio do crescimento, ou GH, é produzido pela 
hipófise, uma pequena glândula no cérebro. Ele é 
fundamental para o crescimento do corpo e das 
células, mas também para regular o metabolismo e 
ajudar a manter a saúde durante toda a vida. 
 
Quando uma criança tem deficiência de GH, ela pode 
desenvolver nanismo, que se manifesta pela baixa 
estatura e atraso no crescimento. Nos adultos, a falta 
desse hormônio pode aumentar a gordura corporal, 
diminuir a massa muscular, elevar o colesterol e 
causar problemas metabólicos. Essa deficiência pode 
ser causada por traumas, tumores, radioterapia ou 
fatores genéticos. 
 
Já o excesso de GH provoca gigantismo, que faz com 
que partes do corpo, como mãos, pés, nariz e orelhas, 
cresçam demais. Essa condição pode trazer sérios 
problemas, como insuficiência cardíaca e dificuldades 
de visão. 
 
O tratamento para a deficiência de GH é feito com 
reposição do hormônio sintético, produzido por 
bactérias modificadas geneticamente. Quanto mais 
cedo o tratamento começar, melhores são os 
resultados, trazendo benefícios como a reversão da 
aterosclerose, melhora do coração, aumento da força, 
da massa muscular e da saúde da pele. Além disso, 
ajuda no equilíbrio do humor, fortalece o sistema 
imunológico, melhora as funções sexuais e promove a 
restauração celular. O diagnóstico e o tratamento 
devem sempre ser feitos por médicos especializados. 
 
SISTEMA ENDÓCRINO 
PÂNCREAS 
O pâncreas tem duas funções principais: a digestiva, 
que produz sucos para ajudar na digestão (função 
exócrina), e a hormonal, que controla o açúcar no 
sangue (função endócrina). 
 
Na parte endócrina, o pâncreas produz dois hormônios 
importantes: a insulina e o glucagon. A insulina, feita 
pelas células beta, diminui o açúcar no sangue, 
ajudando as células do corpo a usar ou armazenar a 
glicose para energia. Já o glucagon, produzido pelas 
células alfa, aumenta o açúcar no sangue, 
especialmente quando estamos em jejum. 
 
Depois de comer, a glicose no sangue sobe, e a 
insulina age para usar ou guardar esse açúcar. 
Quando ficamos sem comer, o nível de açúcar cai, e o 
glucagon libera glicose do fígado para o sangue. 
 
Manter o nível de glicose equilibrado é vital, 
principalmente para o cérebro, que depende desse 
açúcar para funcionar. Problemas com a insulina 
causam diabetes mellitus. No tipo 1, o corpo não produz 
insulina, exigindo uso diário do hormônio. No tipo 2, o 
corpo produz insulina, mas ela não funciona direito, 
geralmente em adultos e ligado ao estilo de vida. O 
diabetes mal controlado pode levar a problemas 
sérios, como perda de visão, falha renal, lesões nos 
nervos e até amputações. 
 
GLÂNDULAS SUPRARRENAIS 
As glândulas suprarrenais são duas pequenas 
glândulas localizadas acima dos rins. Elas têm duas 
partes com funções diferentes: o córtex (parte externa) 
e a medula (parte interna). 
 
córtex: produz os corticosteróides, que se dividem em 
três grupos. Os mineralocorticóides, principalmente a 
aldosterona, ajudam os rins a reter sódio e água e 
eliminar potássio, controlando a pressão arterial e o 
equilíbrio dos líquidos no corpo. Já os glicocorticóides, 
como o cortisol, são estimulados pelo hormônio ACTH 
da hipófise e aumentam a glicose no sangue, 
promovem a quebra de gordura e têm efeito 
anti-inflamatório e anti-alérgico, por isso são usados 
como medicamento. O córtex também produz 
esteroides sexuais fracos que complementam os 
hormônios das gônadas, ajudando no 
desenvolvimento das características sexuais. 
 
medula suprarrenal: produz catecolaminas, como 
adrenalina e noradrenalina, que são liberadas em 
situações de estresse e agem para preparar o corpo 
para a resposta rápida de “luta ou fuga”. Elas 
aumentam a glicose e os ácidos graxos no sangue, 
aceleram o coração e a respiração, e dilatam vasos 
sanguíneos do coração. 
 
Essas glândulas são essenciais para controlar o 
metabolismo, a pressão arterial, a resposta ao estresse 
e a função sexual, garantindo que o corpo se adapte 
tanto no dia a dia quanto em emergências. 
 
ESTRESSE 
Estresse é a resposta natural do corpo a desafios ou 
ameaças, preparando a gente para usar rapidamente 
a energia armazenada. Isso era essencial para a 
sobrevivência, como fugir de um perigo. Hoje, o 
estresse aparece em situações do dia a dia, como 
prazos apertados ou preocupações. 
 
Pequenas doses de estresse podem até ajudar a 
melhorar o foco e o desempenho. Mas o estresse em 
excesso prejudica a saúde física e mental, causando 
irritação, tensão, dores e problemas estomacais. 
 
Quando o estresse vira algo constante, ele pode 
agravar ou causar ansiedade, depressão, insônia, 
doenças do coração, obesidade e até o uso de álcool 
ou drogas. 
 
O hormônio cortisol, liberado durante o estresse, 
aumenta a energia disponível, mas em excesso 
enfraquece o sistema imunológico e prejudica o 
funcionamento do corpo e do cérebro. 
 
No cérebro, o estresse afeta áreas importantes como o 
córtex pré-frontal (controle emocional) e o hipocampo 
(memória), que podem diminuir de tamanho e 
funcionar pior, dificultando o controle das emoções e a 
adaptação a novos estressores, criando um ciclo difícil 
de quebrar. 
 
Existem dois tipos de estresse: o agudo, que é uma 
resposta rápida e passageira, e o crônico, que dura 
muito tempo e pode afetar o coração, sistema 
hormonal e defesa do corpo. 
 
Para lidar com o estresse, é importante identificar suas 
causas, mudar hábitos quando possível, buscar ajuda 
psicológica para aprender estratégias e, se necessário, 
usar medicamentos com orientação médica. 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
O sistema cardiovascular é formado pelos vasos 
sanguíneos, artérias, arteríolas, capilares, vênulas e 
veias e pelo coração, que funciona como uma bomba. 
O sangue circula pelo corpo (circulação sistêmica) e 
pelos pulmões (circulação pulmonar). 
 
O fluxo de sangue não é igual para todos os órgãos. Em 
repouso, mais sangue vai para órgãos como fígado, 
rins e músculos. 
 
As arteríolas controlam a resistência ao fluxo 
sanguíneo e ajudam a regular a pressão arterial. Nos 
capilares, ocorrem as trocas de gases e nutrientes 
entre o sangue e as células. As vênulas coletam o 
sangue dos capilares e levam para as veias. 
 
As veias possuem válvulas que impedem o refluxo do 
sangue, e a contração dos músculos ajuda a 
impulsionar o sangue de volta ao coração, 
principalmente nas pernas — isso é chamado de 
bomba muscular venosa. 
 
A pressão arterial é a força que o sangue exerce 
contra as paredes dos vasos, e depende da força do 
coração e da resistência dos vasos, que podem se 
contrair ou dilatar. 
Essa pressão é pulsátil porque o coração bombeia o 
sangue em ciclos de contração (sístole) e relaxamento 
(diástole). 
O corpo regula a pressão arterial por meio de 
mecanismos rápidos, como o sistema nervoso 
autônomo e os barorreceptores, e mecanismos lentos, 
como o sistema renina-angiotensina-aldosterona e a 
regulação do volume sanguíneo pelos rins. 
 
CORAÇÃO 
O coração tem quatro cavidades: dois átrios 
(superiores) e dois ventrículos (inferiores). Entre o átrio 
e o ventrículo direito, há a válvula tricúspide; entre o 
átrio e o ventrículo esquerdo, a válvula mitral. Nas 
saídas dos ventrículos estão as válvulas semilunares 
pulmonar à direita e aórtica à esquerda. 
 
O ciclo cardíaco começa com um sinal elétrico no 
nodo sinusal, que faz os átrios contraírem primeiro, 
empurrando sangue para os ventrículos. 
 
Durante a diástole, o coração relaxa e os ventrículos se 
enchem de sangue, sendo que 80% entra 
passivamente e 20% pela contração dos átrios. O 
volume final é cerca de 110 a 120 ml. 
 
Na sístole, os ventrículos se contraem, fechando as 
válvulas atrioventriculares. Quando a pressão nos 
ventrículos atinge certos valores, as válvulas 
semilunares se abrem e o sangue é ejetado: cerca de 
70 ml, que é a fração de ejeção. 
 
Depois, o coração relaxa novamente para iniciar o 
ciclo. 
 
O sanguepobre em oxigênio chega ao átrio direito 
pelas veias cavas, vai para o ventrículo direito e é 
levado aos pulmões pelas artérias pulmonares para 
receber oxigênio. O sangue oxigenado volta ao átrio 
esquerdo pelas veias pulmonares, segue para o 
ventrículo esquerdo e é bombeado para todo o corpo 
pela aorta. 
 
O ventrículo esquerdo tem uma parede mais espessa 
porque precisa bombear sangue para o corpo inteiro, 
enquanto o direito tem parede mais fina, pois só envia 
sangue aos pulmões. 
 
As válvulas cardíacas abrem e fecham passivamente, 
de acordo com a pressão, e os músculos papilares 
ajudam a mantê-las no lugar durante a contração.

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