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a) à infixidez das relações sociais de trabalho,
estabelecidas a partir da possibilidade de ascensão
social e da proibição de desrespeitar o rei. 
b) ao reconhecimento do caráter diminuto de todo ser
humano ante a grandiosidade da natureza e do
conhecimento técnico-científico. 
c) à percepção religiosa de que o homem está integrado
ao mundo, ligado diretamente a Deus e é objeto de
uma contínua luta entre o bem e o mal. 
d) ao sentimento de pertencer à espécie humana, dotada
de razão e com liberdade e autoridade para agir de
acordo com sua vontade. 
e) à identificação dos homens como dotados de livre-
arbítrio, capazes de decidir seu destino e de recusar
interferências humanas ou divinas. 
H0905 - (Unioeste)
O processo de gestação do feudalismo foi bastante longo:
remonta à crise romana do século II, passando pela
constituição dos reinos germânicos nos séculos V-VI e
pelos problemas do Império Carolíngio no século IX, para
finalmente se concluir por volta do ano 1000.
FRANCO JÚNIOR, Hilário. Feudalismo: uma sociedade
religiosa, guerreira e camponesa. São Paulo: Moderna,
1996, p. 6.
 
Considerando os fenômenos políticos, sociais e culturais
que contribuíram para a construção da sociedade feudal
na Europa Ocidental Medieval, assinale a alternativa
INCORRETA. 
a) Desde os últimos séculos do Império Romano
Ocidental observamos um processo de ruralização da
sociedade, o qual nos remete ao desenvolvimento da
instituição colonato. A grande propriedade rural era
dividida em duas partes: a reserva senhorial, que se
mantinha em mãos do proprietário, e os lotes, cedidos
e vinculados aos camponeses. 
b) As invasões levadas a cabo por diversos grupos
germânicos contribuíram para a quebra da frágil
unidade política do Ocidente no século V.
Observamos, portanto, um processo de fragmentação
do poder central no Império Romano Ocidental. 
c) Verificamos no início da Idade Média um
fortalecimento das relações pessoais em prejuízo das
institucionais. O poder político centralizado, debilitado
por uma economia essencialmente agrária e pelo
crescente poder econômico, social e político dos
grandes proprietários de terra, cada vez mais deixou
de ser um intermediador entre os indivíduos. 
d) O movimento de constituição de grupos armados
particulares já ocorria entre grupos romanos e
germânicos no período de transição entre a
Antiguidade e a Idade Média, se intensificando no
século IX com as invasões vikings, muçulmanas e
húngaras aos territórios do Ocidente europeu. Como
parte desse processo, surgiram diversos castelos e
fortalezas na região. 
e) Desde a cristianização do Império Romano no século I
ocorreu a clericalização da sociedade. Porém, esse
processo não pode ser considerado relevante, tendo
em vista que a religião cristã não se tornou, naquele
momento e depois, elemento de transformação na
mentalidade ocidental, exclusivamente grega e
racional. 
H0908 - (Ufjf)
Observe as imagens abaixo:
 
6@professorferretto @prof_ferretto
 
A partir das imagens acima, marque a opção CORRETA
sobre as representações referentes ao período medieval: 
a) As imagens buscam desconstruir representações
estereotipadas da Idade Média, que a associam a um
período marcado pelo teocentrismo e pelo
obscurantismo na ciência. 
b) As imagens reforçam as representações iluministas
sobre a Idade Média, construídas no século XVIII e
ainda presentes no senso comum. 
c) O nome da página do Facebook, Repensando a Idade
Média, sugere que as controvérsias em torno do
período medieval foram superadas na atualidade. 
d) As imagens usam da ironia para afirmar a tese de que
o terraplanismo e a crença no curandeirismo
predominaram no imaginário social do homem culto
medieval. 
e) As imagens sugerem que as representações
estereotipadas sobre o período medieval foram
criadas na atualidade, através das redes sociais. 
H0920 - (Ifsul)
A Idade Média teve início na Europa com as invasões
germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império
Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século
XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano.
A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada,
enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja
Católica, sistema de produção feudal e sociedade
hierarquizada. 
Disponível em:
. Acesso em:
22 jul. 2016. 
 
Na Idade Média, o trabalho gratuito que os servos
prestavam aos senhores feudais, durante o período de 3
ou 4 dias, é conhecido como 
a) banalidades. 
b) talha. 
c) formariage. 
d) corveia. 
H0121 - (Upe)
Observe a imagem a seguir:
 
Qual aspecto da sociedade medieval é mais
caracteristicamente representado por essa imagem? 
a) Religiosidade 
b) Belicosidade 
c) Racionalidade 
d) Piedade 
e) Humanismo 
H0116 - (Enem PPL)
A ausência quase completa de fantasmas na Bíblia deve
ter favorecido também a vontade de rejeição dos
fantasmas pela cultura cristã. Várias passagens dos
Evangelhos manifestam mesmo uma grande reticência
com relação a um culto dos mortos: “Deixa os mortos
sepultar os mortos”, diz Jesus (Mt 8:21), ou ainda: “Deus
não é Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mt 22:32). Por
certo, numerosos mortos são ressuscitados por Jesus (e,
7@professorferretto @prof_ferretto
mais tarde, por alguns de seus discípulos), mas tal
milagre – o mais notório possível segundo as
classificações posteriores dos hagiógrafos medievais –
não é assimilável ao retorno de um fantasma. Ele
prefigura a própria ressurreição do Cristo três dias depois
de sua Paixão. Antecipa também a ressurreição universal
dos mortos no fim dos tempos.
SCHMITT, J. C. Os vivos e os mortos na sociedade
medieval. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.
 
De acordo com o texto, a representação da morte ganhou
novos significados nessa religião para 
a) extinguir as formas de ritualismo funerário. 
b) evitar a expressão de antigas crenças politeístas. 
c) sacramentar a execução do exorcismo de infiéis. 
d) enfraquecer a convicção na existência de demônios. 
e) consagrar as práticas de contato mediúnico
transcendental. 
H0106 - (Famerp)
[...] o senhor faz-se homem de um senhor mais poderoso
cuja força, neste caso, já não reside nos vestígios de uma
função pública, mas tão só na extensão das terras e no
número de vassalos que o reconhecem como suserano.
(Charles Parain et al. Sobre o feudalismo,
1973. Apud Hamilton M. Monteiro. O feudalismo:
economia e sociedade, 1987.)
 
No âmbito da Idade Média ocidental, o texto caracteriza 
a) os conflitos socioeconômicos nos campos e a
valorização da hegemonia monárquica. 
b) as relações baseadas na propriedade rural e o controle
do poder pelos funcionários públicos. 
c) as concorrências entre donos de manufaturas e a
rigidez da hierarquia social. 
d) as relações entre classes sociais distintas e o princípio
da soberania política. 
e) as relações internas à nobreza e a noção de riqueza
como posse de terras. 
H0898 - (Fmj)
No século XII, os deveres do vassalo foram fixados pelo
costume, antes de serem transformados em sistema
jurídico no final da Idade Média pelos feudistas, juristas
da feudalidade. O vassalo, antes de entrar em posse do
feudo, devia prestar o juramento de homenagem,
seguindo a forma tradicional: de joelhos, mãos nas mãos
do senhor, ele se declarava o homem do senhor, e se
engajava a lhe servir.
(Charles Seignobos. Histoire sincère de la nation
française, 1982. Adaptado.)
 
O sistema de vassalagem 
a) originou o exército das monarquias europeias no
processo de formação dos governos absolutistas. 
b) associou o estamento servil à cavalaria medieval na
defesa do continente europeu contra as invasões
muçulmanas. 
c) favoreceu a manutenção de um clima de paz entre os
cavaleiros no período de crise da economia
senhorial. 
d) permitiu a conciliação de uma estrutura política
descentralizada com uma rede de defesa mútua entreos senhores. 
e) impediu a expansão das atividades da burguesia
mercantil para além dos limites das cidades
medievais. 
H0916 - (Famerp)
Aparece na literatura medieval, no final do século IX, para
florescer no século XI, até se tornar um lugar comum no
século XII, um tema que descreve a sociedade que se
divide em três categorias ou ordens.
Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média, 2013.
 
As “três categorias ou ordens” citadas no texto são,
respectivamente, 
a) aristocracia, burguesia e proletariado. 
b) militares, patrícios e camponeses. 
c) clérigos, guerreiros e trabalhadores. 
d) comerciantes, industriais e operariado. 
e) classe alta, classe média e classe baixa. 
H0902 - (Famerp)
Surpreende que os ritos vassálicos ponham em jogo três
categorias de elementos: a palavra, os gestos, os objetos. 
O senhor e o vassalo pronunciam palavras, fazem gestos,
dão ou recebem objetos que, além da impressão que
comunicam aos sentidos, fazem-nos conhecer algo mais.
(Jacques Le Goff. Para um novo conceito de Idade Média,
1980. Adaptado.)
 
O excerto apresenta o ritual de vassalagem, presente no
Ocidente medieval, e identifica 
8@professorferretto @prof_ferretto
a) a inexistência de hierarquia política entre o monarca e
os senhores feudais. 
b) os componentes simbólicos que estabeleciam o
vínculo e a forma de relação entre membros da
nobreza. 
c) a isonomia de funções econômicas e de condição
social nos setores eclesiásticos. 
d) as estratégias legais que definiam as relações
profissionais entre proprietários de terras e
trabalhadores. 
e) a constituição jurídica formal da tripartição da
sociedade entre nobres, clérigos e trabalhadores. 
H0122 - (Fac. Pequeno Príncipe)
Considere o texto a seguir. 
 
“Hoje não é fácil imaginar o que uma igreja significava
para as pessoas daquele período (século XIII), a igreja era,
geralmente o único edifício de pedra em toda a
redondeza; constituía a única construção de considerável
envergadura muitas léguas em redor, e seu campanário
era um ponto de referência para todos os que vinham de
longe. Aos domingos e durante o culto, todos os
habitantes da cidade ali podiam encontrar-se, e o
contraste entre o edifício e as casas primitivas e humildes
em que as pessoas passavam a vida devia ser esmagador.
Não admira que toda a comunidade estivesse interessada
na construção dessas igrejas e se orgulhasse da sua
decoração. Mesmo do ponto de vista econômico, a
construção de um mosteiro, que levava anos, devia
transformar uma cidade inteira.” 
Fonte: GOMBRICH, Ernest Hans Josef. A história da
arte.Rio de Janeiro: LTC, 2000, p. 170.
 
A Igreja Católica exerceu uma influência marcante sobre
a população medieval, ultrapassando em muito sua
função religiosa e espiritual. Sobre a influência da Igreja
Católica nesse período, assinale a alternativa CORRETA. 
a) A partir do século XI, a Igreja começou a se sobrepor
aos senhores feudais. Entre as principais medidas para
isso, está a Paz de Deus – um movimento criado pela
Igreja Católica para unir forças contra os senhores que
se oponham a sua autoridade. 
b) O poder e influência da Igreja Católica aumentaram a
partir do século XII quando começaram a surgir as
primeiras universidades europeias com o objetivo de
ensinar teologia e latim para que a população pobre
pudesse se instruir melhor sobre os ensinamentos
cristãos. 
c) A arquitetura medieval refletiu tanto a insegurança
(castelos), quanto a religiosidade (catedrais).
Destacou-se, nesse período, a construção de mosteiros
e catedrais. O estilo predominante foi o arabesco de
inspiração ibérica. 
d) As catedrais na Idade Média, por serem a casa de
Deus que representava a Jerusalém Celeste, eram
lugares dedicados exclusivamente à oração e
adoração. 
e) A função dos mosteiros medievais não se limitou
apenas ao papel religioso e à produção intelectual. Do
ponto de vista econômico, contribuíram para melhorar
os métodos de produção agrícola e, do ponto de vista
cultural, foram responsáveis pela reprodução e
conservação do conhecimento em suas bibliotecas. 
H0110 - (Famema)
O problema das “origens” do feudalismo gerou inúmeras
polêmicas sobre o fim do Império Romano no Ocidente
(século V) e o surgimento das instituições feudais.
Comumente, aceita-se a tese da junção de formas sociais
romanas e germânicas que, justapostas, engendrariam as
bases da sociedade feudal.
Outros historiadores têm procurado ver na própria crise
interna do império, particularmente a partir do século III,
as causas da decadência romana e sua fragilidade em
face dos bárbaros.
(Francisco C. T. da Silva. Sociedade feudal, 1982.
Adaptado.)
 
As origens do sistema feudal podem ser encontradas 
9@professorferretto @prof_ferretto
a) no declínio da escravidão no Império Romano, o que
originou nova forma de trabalho, e na noção de
fidelidade pessoal dos germanos. 
b) no fracasso da reforma agrária no Império Romano, o
que intensificou as guerras civis, e na concepção de
poder divino dos germanos. 
c) na assimilação dos povos dominados, que se tornaram
plenos cidadãos romanos, e na ideia de propriedade
privada dos germanos. 
d) no fortalecimento da autoridade imperial, que se
sobrepôs ao Senado romano, e na tradição das leis
escritas dos povos germânicos. 
e) na crise dos minifúndios romanos, o que gerou intenso
êxodo rural, e nas relações escravistas típicas das
comunidades germânicas. 
H0917 - (Uece)
Servidão e vassalagem eram duas formas de relação
social existentes na Idade Média, através das quais os
senhores se impunham. Sobre esses modelos de relação
social, é correto afirmar que 
a) na vassalagem, um nobre submetia sua fidelidade a
outro nobre que, assim, tornava-se seu suserano. 
b) a vassalagem constituía-se pelo contrato de concessão
de terras do senhor feudal a um camponês. 
c) a servidão era o laço que unia um nobre a outro
através do juramento de fidelidade irrestrita a ele e ao
seu suserano. 
d) a servidão e a vassalagem eram relações que se davam
somente entre um nobre e um camponês ligado à
terra. 
H0911 - (Famerp)
Na cristandade medieval, era fácil apelar para a crença no
além, Deus e os personagens sobrenaturais estavam
muito presentes na vida cotidiana. A religião cristã
estimulava a imaginação dos homens e das mulheres, e
criou um “imaginário” próprio do cristianismo.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus
filhos, 2007.)
 
É um exemplo da presença e da persistência desse
“imaginário próprio do cristianismo”: 
a) a ideia de um céu povoado de seres extraordinários. 
b) a incorporação da tradição judaica de celebrar
imagens de santos. 
c) a obrigação de peregrinar até Jerusalém pelo menos
uma vez na vida. 
d) a absorção do monoteísmo hegemônico na
Antiguidade clássica. 
e) a crença de que todo católico pode realizar milagres. 
H0906 - (Ufu)
Para alguns pesquisadores, os limites da cultura popular
da Idade Média podem ser melhor apreendidos nos
festejos carnavalescos, momento em que a ordem
católica e feudal formal seria rompida em detrimento de
uma forma cômica e renovadora.
 
Acerca das características da cultura popular medieval, é
INCORRETO afirmar que 
a) os principais estilos musicais da época foram a música
modal, a música polifônica, a ars antiqua e a ars nova,
bem como as variações da música profana. 
b) a leitura era um hábito popular e os livros desse
período criavam uma visão jocosa da sociedade,
principalmente dos nobres e do clero. 
c) alguns dos principais festejos populares eram a “festa
dos tolos” e a “festa do asno”, eventos nos quais os
camponeses faziam brincadeiras e deboches com as
liturgias religiosas e com os membros da elite
medieval. 
d) havia uma forte incorporação dos acontecimentos
considerados milagrosos e mágicos do cotidiano, que
guiavam parte da cosmovisão popular. 
H0925 - (Ifsul)
Dentro do Império Bizantino, aautoridade era o
imperador. Este recebia o auxílio de uma extensa
burocracia. O imperador era o componente fundamental
das estruturas políticas dominantes (exercia seus poderes
no exército e na igreja). A tática adquirida pelo Império
Bizantino (apelando para a guerra e utilizando uma
diplomacia para afastar e/ou englobar diversos povos
enfraquecidos por sua dominação) fez com que ele
cruzasse por onze séculos. 
Disponível em: .
Acesso em: 22 jul. 2016. (texto adaptado) 
 
O imperador que formulou o Corpo do Direito Civil e foi
responsável pela reconstrução da Igreja Santa Sofia foi 
10@professorferretto @prof_ferretto
a) Constantino. 
b) Teodósio. 
c) Justiniano. 
d) Basílio II. 
H0118 - (Unesp)
A era feudal tinha legado às sociedades que a seguiram a
cavalaria, cristalizada em nobreza. [...] Até nas nossas
sociedades, em que morrer pela sua terra deixou de ser
monopólio de uma classe ou profissão, o sentimento
persistente de uma espécie de supremacia moral ligada à
função do guerreiro profissional — atitude tão estranha a
outras civilizações, tal como a chinesa — permanece uma
lembrança da divisão operada, no começo dos tempos
feudais, entre o camponês e o cavaleiro.
(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987. Adaptado.)
 
Segundo o texto, a valorização da ação militar 
a) representa a continuidade da estrutura social
originária da Idade Média. 
b) ultrapassa as barreiras de classe social, igualando os
homens medievais. 
c) deriva da associação, surgida na Idade Média, entre
nobres e cavaleiros. 
d) surgiu na Idade Média e é desconhecida nas
sociedades modernas. 
e) revela a identificação medieval de quem trabalhava
com quem lutava. 
H0910 - (Fcm)
A Idade Média é complexa. Por que a chamamos de
“feudal”? Antes de tudo porque ela é dominada por
“senhores” que têm subordinados chamados “vassalos”,
aos quais eles concedem (“emprestam”, se preferirem)
terras que lhes proporcionam uma renda e que são
chamadas de “feudos”, daí o nome “feudal”.
Essa palavra designa um sistema social que os filósofos
do século XVIII e os homens da Revolução Francesa
detestam e denunciam, porque o povo, os camponeses,
as “pessoas simples” são oprimidas pelos ricos e
poderosos. Essa imagem permanece colada à Idade
Média.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus
filhos, 2007. Adaptado.)
 
A partir da leitura do excerto, pode-se constatar que 
a) o primeiro parágrafo descreve relações internas ao
setor hegemônico e o segundo parágrafo mostra uma
crítica ao sistema social medieval, feita
posteriormente à experiência histórica do Medievo. 
b) a última frase do texto descreve a persistência da
ideia, ainda defendida pela maioria dos historiadores,
de que a Idade Média foi um período de trevas e
estagnação cultural. 
c) o primeiro parágrafo caracteriza a principal relação de
dominação social da Idade Média e o segundo
parágrafo expõe a forte crítica dos pensadores
socialistas contra o Medievo. 
d) o primeiro parágrafo do texto identifica uma relação
interna ao setor produtivo e o segundo parágrafo
aponta para uma interpretação dessa relação,
desenvolvida ainda durante o Medievo. 
e) a primeira frase do texto destaca a particularidade da
Idade Média, diferenciando-a dos outros períodos
históricos, marcados pela uniformidade das relações
sociais internas. 
H0901 - (Unesp)
[...] a Europa começa a se constituir com a Idade Média.
A civilização da Antiguidade romana só compreendia uma
parte da Europa: os territórios do sul, situados na sua
maioria em torno do Mediterrâneo.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus
filhos, 2007.)
 
A constituição da Europa na Idade Média derivou, entre
outros fatores, 
a) da bipartição do Império Romano em dois Estados
política e economicamente aliados. 
b) da liderança do Papado sobre os territórios europeus
na luta pela reconquista da Terra Santa. 
c) da articulação das diversas regiões do continente num
espaço político e religioso comum. 
d) da unificação das terras do ocidente europeu, para
combater invasores oriundos da Eurásia. 
e) da uniformização jurídica e social dos vários Estados
europeus, na busca de novas rotas para as Índias. 
H0915 - (Udesc)
Em A civilização feudal, o historiador Jérôme Baschet
escreveu que a “Idade Média convida, com particular
acuidade, a uma reflexão sobre a construção social do
passado”. 
BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à
colonização da América.
São Paulo: Editora Globo, 2006, p. 26. 
 
11@professorferretto @prof_ferretto
Tendo como referência a citação acima e o período da
história, conhecido como Idade Média, assinale a
alternativa incorreta. 
a) O Iluminismo consolidou ideias como fragmentação
política, fixação espacial, desordem, regressão e
estagnação nas suas representações sobre o mundo
medieval. 
b) Os debates contemporâneos sustentam que fazem
parte da dinâmica feudal o poder monárquico, a
função militar e a presença de autoridade episcopal. 
c) O fenômeno urbano na chamada Idade Média Central
está associado ao desenvolvimento das atividades
artesanais e comerciais. 
d) O Feudalismo foi uma categoria meramente
econômica que designou o modo de funcionamento
de toda a sociedade medieval na Europa. 
e) A visão sobre o mundo medieval foi pautada por
perspectivas do período no qual o historiador escreve,
como exemplo, a idealização romântica produzida no
século XIX. 
H0104 - (Espcex)
O Mundo Feudal baseava-se em uma sociedade
rigidamente hierarquizada, na qual os indivíduos
encontravam-se subordinados uns aos outros por laços
de dependência pessoal. Havia uma grande massa de
camponeses presos à terra, que viviam sob o domínio
dos senhores feudais e que se dividiam em dois grupos
com características particulares: 
a) Suseranos e vassalos 
b) Cavaleiros e soldados 
c) Servos e baixo clero 
d) Servos e vilões 
e) Vilões e salteadores 
H0904 - (Enem)
Nem guerras, nem revoltas. Os incêndios eram o mais
frequente tormento da vida urbana no Regnum Italicum.
Entre 880 e 1080, as cidades estiveram constantemente
entregues ao apetite das chamas. A certa altura, a
documentação parece vencer pela insistência do
vocabulário, levando até o leitor mais crítico a cogitar
que os medievais tinham razão ao tratar aqueles
acontecimentos como castigos que antecediam o
julgamento final. Como um quinto cavaleiro apocalíptico,
o incêndio agia ao feitio da peste ou da fome: vagando
mundo afora, retornava de tempos em tempos e
expurgava justos e pecadores num tormento derradeiro,
como insistiam os textos do século X. O impacto
acarretado sobre as relações sociais era imediato e
prolongava-se para além da destruição material. As
medidas proclamadas pelas autoridades faziam mais do
que reparar os danos e reconstruir a paisagem: elas
convertiam a devastação em uma ocasião para alterar e
expandir não só a topografia urbana, mas as práticas
sociais até então vigentes.
RUST, L. D. Uma calamidade insaciável. Rev. Bras. Hist., n.
72. maio-ago. 2016 (adaptado).
 
De acordo com o texto, a catástrofe descrita impactava as
sociedades medievais por proporcionar a 
a) correção dos métodos preventivos e das regras
sanitárias. 
b) revelação do descaso público e das degradações
ambientais. 
c) transformação do imaginário popular e das crenças
religiosas. 
d) remodelação dos sistemas políticos e das
administrações locais. 
e) reconfiguração dos espaços ocupados e das dinâmicas
comunitárias. 
H0909 - (Fgv)
Da parte dos bárbaros, tudo parece indicar que a forte
estrutura hierárquica favoreceu a conversão das
populações, em particular das tribos, uma vez que essa
era a forma de estrutura social mais comum. Aqui e ali
aparecem resistências de chefes, mas no conjunto a
conversão dos chefes leva à conversão da população.
(Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média,2017.)
 
O processo de cristianização dos povos que ocuparam a
Europa Ocidental com o fim do Império Romano do
Ocidente implicou 
a) a imbricação dos poderes seculares e eclesiásticos nas
sociedades europeias. 
b) a divisão de terras da Igreja com as nações
recentemente instaladas na Europa. 
c) a constituição de um poder político centralizado sobre
o conjunto da Europa. 
d) a elitização progressiva do culto monoteísta em meio
às populações europeias. 
e) a oposição do clero reformista à absorção de crenças
pagãs pela Igreja europeia. 
H0119 - (Unicamp)
Estamos acostumados a considerar que o sistema
centro/periferia, ao menos no Ocidente, é um eixo
essencial da estrutura e do funcionamento no espaço das
economias, das sociedades, das civilizações. O historiador
Fernand Braudel estimou que tal sistema só existiu e
funcionou plenamente a partir do século XV. Essa
12@professorferretto @prof_ferretto