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Módulo 
1 
 
 
2 de 26 
 
Direito Administrativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA TÉCNICA 
 
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
 
PRESIDENTE 
Conselheiro Gilberto Pinto Monteiro Diniz 
 
VICE-PRESIDENTE 
Conselheiro Durval Ângelo Andrade 
 
CORREGEDOR 
Conselheiro Wanderley Geraldo de Ávila 
 
OUVIDOR 
Conselheiro Cláudio Couto Terrão 
 
CONSELHEIROS 
Agostinho Célio Andrade Patrus 
José Alves Viana 
Mauri José Torres Duarte 
 
 
CONSELHEIROS SUBSTITUTOS 
Licurgo Joseph Mourão de Oliveira 
Hamilton Antônio Coelho 
Adonias Fernandes Monteiro 
Telmo de Moura Passareli 
 
 
ESCOLA DE CONTAS E CAPACITAÇÃO 
PROFESSOR PEDRO ALEIXO 
 
DIRETORA 
Naila Garcia Mourthé 
 
COORDENADORA DE PÓS-GRADUAÇÃO 
Luciana Moraes Raso Sardinha Pinto 
 
COORDENADOR DE CAPACITAÇÃO 
Renê Lopes Lage 
 
COORDENADORA DE BIBLIOTECA 
Ana Carolina Ferreira 
 
SECRETÁRIA ACADÊMICA 
Soraya Nogueira Zordan 
 
 
3 de 26 
 
Direito Administrativo 
 
 
 
 
 
PROFESSORA CONTEUDISTA 
Sílvia Costa Pinto Ribeiro de Araújo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Designer educacional 
Débora Cristina Cordeiro Campos Leal 
Juliane Maria de Lima Borges 
Designer Gráfico 
Tamires Rodrigues De Araújo 
Produtor audiovisual 
Christiano Rodrigues Perdigão 
Web designer 
Gabriel Augusto Duarte 
 
 
 
Graduada em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2005). Especialista em Direito 
Administrativo e em Direito Processual Civil. Mestre em Teoria do Estado e Direito 
Constitucional, pela PUC Rio. É servidora efetiva do Tribunal de Contas do Estado de Minas 
Gerais. Em 2014 esteve cedida para a Prefeitura de Barbacena, onde exerceu o cargo de 
Assessoramento Especial na Secretaria de Planejamento. Professora da Escola de Contas e 
Capacitação Professor Pedro Aleixo. Já foi professora de graduação da Universidade Federal de 
Juiz de Fora, da Faculdade Metodista Granbery e da Universidade Presidente Antônio Carlos e 
professora de curso de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica e do CAD, em Belo 
Horizonte, além de ter atuado como professora e tutora nos programas de educação à 
distância do CEAD/UFJF. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito 
Administrativo, Financeiro e Municipal. 
 
4 de 26 
 
Direito Administrativo 
 
Legenda de ícones 
 
 
Definição que explica a 
concepção ou 
caracterização de um 
termo. 
Retomada do conteúdo 
abordado. 
Informação importante 
que não pode ser 
ignorada. 
 
 
Curiosidade ou 
informação extra que lhe 
auxiliará na assimilação 
do conteúdo. 
Pausa para refletir sobre 
o assunto abordado. 
Material complementar 
selecionado pelo 
professor. 
 
 
Ações práticas para a 
cristalização do 
conteúdo. 
Informação ou indicação 
que pode lhe auxiliar na 
matéria. 
Conjunto de elementos 
que identificam obras ou 
documentos citados no 
material. 
 
 
 
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Direito Administrativo 
 
Unidade 5 - Contratos Administrativos 
 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução da unidade ...............................................................................................6 
2. Contratos regidos pela Lei n. 8666/93 ...................................................................9 
2.1 Cláusulas exorbitantes.................................................................................................................10 
2.2 Equilíbrio econômico-financeiro ..........................................................................................13 
2.3 Rescisão do contrato ....................................................................................................................14 
2.4 Anulação ..................................................................................................................................................15 
3. Contratos regisdos pela lei 14.133/21 ........................................................................15 
3.1 Cláusulas essenciais nos contratos administrativos e formalização ..............16 
3.2 Garantias contratuais ......................................................................................................................18 
3.3 Cláusulas exorbitantes ...................................................................................................................18 
3.4 Vigencia contratual ..........................................................................................................................19 
3.5 Síntese das inovações ....................................................................................................................20 
3.6 Síntese das infrações e sanções administrativas .........................................................21 
4. Revisão...............................................................................................................................24 
5. Referências ......................................................................................................................25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Administrativo 
Unidade 5 – Contratos Administrativos 
 
1. Introdução da Unidade 
Chegamos à última unidade do nosso livro. Antes de dar prosseguimento veja quais são 
os objetivos de aprendizagem desta unidade: 
 
 
O contrato é, de maneira mais elementar, um acordo de vontades com objetivo 
determinado. Com o poder público não é diferente, embora os contratos firmados pela 
Administração Pública com particulares tenha peculiaridades que o distingam dos 
contratos entre particulares. Assim, a entidade pública, pessoa jurídica que é, está apta a 
figurar como sujeito de contratos, podendo adquirir direitos e contrair obrigações. 
Destaca-se, como já estudado na unidade 3, que apenas as entidades possuem tal 
aptidão, não podendo ser sujeito de um contrato um órgão público. 
Segundo Guimarães et al. (2021, p. 184/185): 
Um dado essencial a divisar os contratos da Administração Pública 
de acordo com o regime jurídico aplicável reside na incidência do 
princípio da autonomia das vontades. Enquanto nos que se 
alinham às raias publicistas essa autonomia tem incidência 
subsidiária à do princípio da legalidade, nos outros contratos 
predomina a liberade das partes na construção dos vínculos, os 
quais se estruturam na conformidade da legalidade, quando a Lei 
assim o exigir. 
(...) 
Portanto, as características principais dos contratos com regime 
jurídico publicizado, são: (a) posição de supremacia da 
perceber como os contratos administrativos possuem
cláusulas que exorbitam os contratos de direito privado.
refletir sobre a (des) necessidade das cláusulas
exorbitantes para a prestação dos serviços públicos.
saber o que mudou com a publicação da Lei Federal n.
14133/21.
 
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Direito Administrativo 
Administração na relação com o particular, revelada pela presença 
das cláusulas exorbitantes; (b) finalidade pública em jogo, a 
significar que o contrato em questão deve se voltar sempre para 
atividades de interesse coletivo; (c) a forma legal, que se impõe 
como medida de garantia para o contratado e auxilia a 
Administração no controle da legalidade das contratações 
públicas. 
A Constituição estabelece em seu art. 22, XXVII, com redação da Emenda Constitucional 
n. 19/98, competir à União, privativamente, legislar sobre: 
XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as 
modalidades, para as administrações públicas diretas, 
autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as 
empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos 
do art. 173, § 1°, III; 
Importante frisar, que a competência estabelecida para União Federal é limitada à edição 
de normas gerais, cabendo às demais entidades da federação a edição de normas 
específicas. 
Como estudado na Unidade 4, atualmenteé a Lei n. 141333/21 (Nova Lei de Licitações e 
Contratos Administrativos) que rege os contratos dela decorrentes após a revogação da 
Lei Federal n. 8666/93, que até então estabelecia o regime jurídico dos contratos 
administrativos. 
Todavia, como estudado na Unidade anterior, até 30/12/2023 as duas leis estavam 
vigentes, podendo o gestor público escolher qual lei adotar para a realização das suas 
contratações públicas. Posto isso, à despeito da revogação da Lei Federal n. 8666/93 pela 
Lei Federal n. 14133/21, os contratos celebrados durante a sua vigência (até 30 de 
dezembro de 2023) e cuja opção da Administração tenha sido a sua adoção, continuarão 
regidos pela lei anterior. Sobre esta situação de concomitância, tratou o art. 191, da Lei 
Federal n. 14133/21 que estabeleceu que o Administrador poderia escolher qual lei 
utilizaria, vedando o uso combinado da lei nova com qualquer das anteriores: 
Art. 191. Até o decurso do prazo de que trata o inciso II do caput do art. 
193, a Administração poderá optar por licitar ou contratar diretamente 
de acordo com esta Lei ou de acordo com as leis citadas no referido 
inciso, e a opção escolhida deverá ser indicada expressamente no 
edital ou no aviso ou instrumento de contratação direta, vedada a 
aplicação combinada desta Lei com as citadas no referido inciso. 
Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, se a 
Administração optar por licitar de acordo com as leis citadas no inciso 
II do caput do art. 193 desta Lei. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art193ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art193ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art193ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm#art193ii
 
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Direito Administrativo 
 
 
 
Art. 193. Revogam-se: 
I - os arts. 89 a 108 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, na data de 
publicação desta Lei; 
II - em 30 de dezembro de 2023: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 198, de 2023) 
a) a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993; (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 198, de 2023) 
b) a Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002; e (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 198, de 2023) 
c) os arts. 1º a 47-A da Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011. (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 198, de 2023) 
 
Assim, temos que até 30/12/2023, tivemos a possibilidade de aplicação da Lei Federal n. 
14133/21 (nova lei) ou da Lei Federal n. 8666/93, sendo que a Lei escolhida para a licitação 
é a que rege o contrato decorrente. 
 
 
Fonte: disponível em: https://brunalofego.com.br - Acesso em 29 jan. 2020 
 
 
 
O contrato respectivo será regido pelas regras nelas previstas 
durante toda a sua vigência. 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm#art89
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10520.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12462.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp198.htm#art2
https://brunalofego.com.br/
 
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Direito Administrativo 
Por esta razão, para que possamos melhor compreender a disciplina contratual neste 
momento de concomitância legislativa em relação ao tema dos contratos, a Unidade foi 
separada em dois grandes blocos: o primeiro, que trata dos contratos regidos pela Lei n. 
8666/93 e o segundo, que trata dos contratos regidos pela Lei n. 14133/21. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Contratos regidos pela Lei n. 8666/93 
São regidos pela Lei n. 8666/93 os contratos celebrados de acordo com esta Lei, inclusive 
os que decorrem da opção do gestor público, no período de concomitância legislativa 
com a Lei n. 14133/21 (até 30 de dezembro de 2023), quando a opção estiver indicada 
expressamente no edital ou no aviso ou instrumento de contratação direta, nos termos 
do art. 191 caput e parágrafo único da Lei n. 14133/21. 
O contrato respectivo será regido pela legislação indicada durante toda a sua vigência. 
Conceito e características 
Contrato administrativo é um acordo de vontades submetido a regime jurídico de Direito 
Público que a Administração celebra com o particular em posição de supremacia. O 
contrato administrativo possui as seguintes características: 
 
 
 
 
 
A partir de 30/12/2023 não há mais opção para o gestor 
utilizar a Lei n. 8666/93. Então todas as contratações 
acontecerão sob a égide da Lei n. 14133/21, sendo os 
contratos regulados exclusivamente por esta Lei. 
Apenas os contratos decorrentes de procedimentos 
anteriores a 30/12/2023, cuja opção do gestor tenha sido a 
Lei n. 8666/93 que serão regulados pela lei anterior até o fim 
do seu prazo de duração. 
 
 
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Direito Administrativo 
formal (não se admite contrato verbal, exceto em hipóteses especiais previstas no art. 
60, parágrafo único, da Lei n.8.666/93); 
oneroso (remunerado na forma pactuada); 
personalíssimo (só pode ser executado pela pessoa contratada, exceto na hipótese de 
subcontratação, a qual será possível dentro dos limites estabelecidos pela 
Administração Pública); 
regra geral, é precedido de licitação, sob pena de nulidade - (exceção aos contratos de 
adesão em que as cláusulas são impostas unilateralmente); 
formalizado por instrumento de contrato e, em casos especiais, por carta-contrato, 
nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de 
serviço (art. 62 da Lei n.8.666/93); 
dotado de publicidade (art. 61, parágrafo único, da Lei n.8.666/93); 
possui prazo determinado; 
e passível de prorrogação (a duração do contrato administrativo deve corresponder à 
disponibilidade dos créditos orçamentários, exceto nas hipóteses previstas nos incisos 
I, II, IV e V do art. 57 da Lei n.8.666/93). 
 
2.1. Cláusulas exorbitantes 
Diferente das tratativas amparadas pelo direito privado, como já se disse inúmeras vezes 
ao longo deste livro, a Administração Pública, quando é parte de uma relação jurídica 
possui prerrogativas que lhe são próprias e a diferenciam do particular. 
Nunca é demais relembrar que essas prerrogativas diferenciadas servem ao objetivo 
maior da ação estatal, que é o de atender ao interesse público. Nesse sentido, já foi visto 
que a preponderância do interesse público sobre o privado não se trata de uma 
supremacia inconteste, mas de um poder-dever de a Administração alcançar suas 
finalidades públicas sem, no entanto, restringir desnecessariamente os direitos do 
particular. 
Em sede de contrato administrativo, as prerrogativas da Administração Pública são 
denominadas de cláusulas de privilégio ou cláusulas exorbitantes. São basicamente 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
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Direito Administrativo 
princípios de direito público aplicados aos contratos administrativos e previstos nos 
artigos 54 e 58, da Lei n.8.666/93. 
Em todo contrato administrativo, sob pena de nulidade, deverão constar as cláusulas 
previstas nos incisos I a XIII do art. 55 da Lei n.8.666/93 e no § 2º, do mesmo dispositivo 
legal (cláusulas necessárias). Além delas, o contrato administrativo também possui 
cláusulas exorbitantes, tendo-se como exemploas situações previstas nos incisos I a V do 
art. 58 da Lei n.8.666/93. 
 
Exorbitantes são as cláusulas que extrapolam, extrovertem, 
excedem, ultrapassam o padrão comum dos contratos em geral, 
para consignar uma vantagem para a Administração Pública, e 
que a colocam numa situação de superioridade em relação ao 
particular contratado, derrogando o direito comum. 
São cláusulas exorbitantes previstas na Lei n. 8666/93: 
I) alteração unilateral que deve ser feita por termo de aditamento; 
II) rescisão unilateral que se ocorrer sem culpa do contratado e gerar prejuízo, caberá 
indenização; 
Exceção do contrato não cumprido 
Inaplicabilidade da exceção de contrato não cumprido, prevista no art. 476, do Código 
Civil – exceptio non adimpleti contractus. Nos contratos regulados pelo direito privado, 
nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento 
da do outro. De forma diversa, nos contratos administrativos, especialmente em razão da 
necessária continuidade do serviço público, o particular não pode descumprir o contrato 
em razão de inadimplemento por parte da Administração Pública. Deve-se destacar que, 
alguns administrativistas enxergam um abrandamento desta regra em razão da previsão 
do art. 78, XV e XVI da Lei Federal n. 8666/93. Segundo a norma, o particular não pode 
interromper a obra sob alegação de não estar recebendo os pagamentos devidos, salvo 
se atrasarem mais de 90 dias, exceto caso de calamidade pública, grave perturbação da 
ordem interna ou guerra. 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
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Direito Administrativo 
 
 
 
 
 
 
 
III) fiscalização da execução dos contratos; 
IV) aplicação de sanções: multas, advertências, suspensão de participações em licitações 
e contratos, por atraso e por inexecução do contrato; 
V) ocupação provisória de móveis e imóveis quando houver faltas contratuais e o serviço 
for essencial. 
 
Tais prerrogativas não alcançam as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista, reguladas por estatuto próprio (Lei 
n. 13.303/2016). 
 
Para saber um pouco mais sobre o assunto, clique aqui e assista ao vídeo: 
 
Fonte: disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZSTo_RwLELY 
Acesso em: 06 fev. 2020 
 
 
 
Na Lei Federal n. 14133/21 com o intuito de ampliar a segurança nas relações público-
privadas, diminuiu-se para dois meses o prazo para que o particular contratado possa 
opor a exceção do contrato não cumprido ou pleitear judicialmente a rescisão dos 
contratos em razão do inadimplemento da Administração Pública (art. 136, §2º, inciso IV 
e §3º, inciso II). 
 
https://www.youtube.com/watch?v=ZSTo_RwLELY
https://www.youtube.com/watch?v=ZSTo_RwLELY
 
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Direito Administrativo 
2.2. Equilíbrio econômico-financeiro 
Trata-se de uma relação de adequação entre o objeto e o preço estabelecida no 
momento que o ajuste contratual é firmado. Assim exige-se equilíbrio entre a atividade 
contratada e o encargo financeiro correspondente. É o equilíbrio que garante o interesse 
dos contratantes quanto ao objeto do ajuste (CARVALHO FILHO, 2019, p. 205). 
 
Fonte: disponível em: https://www.wizfee.com - 
Acesso em: 06 fev. 2020 
 
Durante toda execução contratual está implícita a pretensão de que o equilíbrio 
economico-financeiro seja mantido. Dito isso, tem-se como efeito princípal deste 
postulado contratual que as partes podem solicitar a qualquer tempo o 
restabelecimento do equilíbrio, quando for rompido ou mesmo ocorrer a rescisão do 
contrato, quando impossível restabelecê-lo (CARVALHO FILHO. 2019, p. 206). 
 
Teoria da imprevisão ocorre quando há necessidade de revisão do 
contrato, para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, 
subvertido por força de fatos supervenientes e imprevistos durante 
a execução contratual. 
 
 
 
 
https://www.wizfee.com/
 
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Direito Administrativo 
São motivos de aplicação da teoria da imprevisão: 
Força maior e caso 
fortuito 
situações de fato que impactam o contrato impossibilitando o 
seu cumprimento. Enquanto os casos de força maior decorrem 
de uma ação humana, como é o caso de uma greve, os casos 
fortuitos estão associados a eventos da natureza, como 
catástrofes, temporais, furacões etc.; 
Fato do príncipe 
determinação estatal superveniente e imprevisível, com cunho 
de generalidade, que onera reflexamente o contrato; 
Fato da 
administração 
provém de uma atuação estatal que incide diretamente sobre 
o contrato, impedindo a sua execução nas condições 
inicialmente estabelecidas. 
 
Tanto o fato do príncipe como o fato da administração provêm de uma determinação 
estatal. A diferença é que o fato do príncipe incide sobre toda a sociedade (ex. aumento 
de alíquota de imposto) e o fato da administração incide sobre um fato diretamente (ex. 
não desapropriação de imóvel indispensável para a execução do contrato). 
 
2.3. Rescisão do contrato 
A rescisão contratual é uma das hipóteses de extinção do contrato administrativo. A 
rescisão se origina de um fato jurídico superveniente nascido de uma manifestação de 
vontade. Ela pode ser administrativa, amigável, judicial ou de pleno direito – art. 79, da 
Lei n.8.666/93. 
Na rescisão amigável não há litígio entre as partes e o instrumento rescisório deve ser 
formalizado por termo no procedimento de licitação, após autorização justificada da 
autoridade competente. 
Já a rescisão judicial do contrato decorre de decisão judicial, normalmente em 
decorrência da provocação do particular contratado. 
Por fim, a rescisão administrativa, prevista do art. 79, I, da Lei n.8.666/93 é consequência 
da manifestação unilateral motivada da Administração, não podendo o contratado se 
opor a ela. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
 
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Direito Administrativo 
2.4. Anulação 
Outra hipótese de extinção do contrato administrativo é a anulação. Havendo vício de 
legalidade no contrato ele deve ser anulado. São vícios do contrato, além daqueles que 
são requisitos de validade dos atos administrativos (competência, forma, motivo), os 
previstos na legislação como: ausência de licitação prévia (art. 49, §2º, da Lei n.8.666/93) 
e vícios de formalização (artigos 60 a 64, da Lei n.8.666/93). 
Por fim, informa-se que os contratos celebrados pelas empresas estatais, embora sejam 
regidos pelo direito privado, estão submetidos às regras previstas nos artigos 68 a 84 da Lei 
nº 13.303/2016, e que os convênios e os consórcios não constituem contratos 
administrativos, mas sobre eles se aplica, no que couber, a Lei n.8.666/93, conforme art. 116. 
 
Para saber mais sobre o assunto, acesse a indicação abaixo: 
FRANÇA, Vladimir da Rocha. Conceito de Contrato 
Administrativo. Revista Eletrônica de Direito Administrativo 
Econômico, Salvador, Instituto Brasileiro de Direito Público, nº. 7, 
ago/set/out de 2006. Disponível na Internet: 
. 
 
3. Contratos regidos pela Lei n. 14133/21 
A Lei n. 14133/21 tenta promover mudanças no regime jurídico dos contratos 
administrativos, justamente na expectativa de reduzir os custos das contratações, já que 
o particular, antevendo por exemplo o uso das cláusulas exorbitantes a seu desfavor, 
aumenta o valor dos seus produtos ou serviços para contratar com o Poder Público. 
O art. 89 da Lei n. 14133/21, que reproduz o texto do art. 54, da Lei n. 8666/93, demonstra 
que os contratos administrativos poderão ser mais ou menos publicizados, o que deve 
estar associado ao seu prazo de duração e ao seu objeto. 
Art. 89. Os contratos de que trata esta Lei regular-se-ão pelas suas 
cláusulas e pelos preceitos de direito público, e a eles serão 
aplicados,supletivamente, os princípios da teoria geral dos 
contratos e as disposições de direito privado. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
http://www.direitodoestado.com.br/revistas-eletronicas
 
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Direito Administrativo 
3.1. Cláusulas essenciais nos contratos administrativos e 
formalização 
Na mesma linha da Lei anterior, a regra geral é a de que os contratos sejam formalizados 
por escrito, sendo excepcionalmente aceitos os contratos verbais. A nova Lei admite 
contratos verbais para pequenas compras ou serviços de pronto pagamento de valor até 
R$ 10.000,00. A Lei n. 8666/93 possuia limite de valor menor e não admite contratos 
verbais para prestação de serviços. 
Embora a nova Lei possua muito mais dispositivos tratando da 
formalização dos contratos do que a Lei n. 8666/93, as mudanças 
em relação à legislação anterior são pontuais, como veremos. 
 
O art. 91 estabelece que a formalização dos contratos e de seus aditivos será por escrito, 
em procedimento administrativo próprio e divulgado e mantido em sítio eletrônico 
oficial na internet. Contudo, como mencionado anteriormente, autoriza contratos verbais 
de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), que se refiram a pequenas compras 
ou serviços de pronto pagamento. Uma tendência é de que prevaleça a forma eletrônica 
na celebração de contratos e de termos aditivos, prevista no art. 91, § 3º. Sendo este um 
dos pontos que contribuirá para a modernização administrativa. 
É o art. 92 que arrola as cláusulas que o legislador considera necessárias. Vejamos quais 
são e quais se diferem da previsão da Lei n. 8666/93: 
 
As cláusulas essenciais nos contratos foram arroladas no art. 92: 
I o objeto e seus elementos característicos; 
II a vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante vencedor ou 
ao ato que tiver autorizado a contratação direta e à respectiva proposta; 
III a legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos casos 
omissos; 
IV o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
V 
o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a 
periodicidade do reajustamento de preços e os critérios de atualização 
monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento; 
 
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Direito Administrativo 
VI 
 
os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o prazo 
para liquidação e para pagamento; 
VII os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, 
observação e recebimento definitivo, quando for o caso; 
VIII o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação 
funcional programática e da categoria econômica; 
IX 
 a matriz de risco, quando for o caso; 
X o prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando for o 
caso; 
XI 
 
o prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio 
econômico-financeiro, quando for o caso; 
XII 
as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando 
exigidas, inclusive as que forem oferecidas pelo contratado no caso de 
antecipação de valores a título de pagamento; 
XIII 
o prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos mínimos 
estabelecidos nesta Lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as condições 
de manutenção e assistência técnica, quando for o caso; 
XIV os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os 
valores das multas e suas bases de cálculo; 
XV as condições de importação e a data e a taxa de câmbio para conversão, 
quando for o caso; 
XVI 
a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do 
contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, 
todas as condições exigidas para a habilitação na licitação, ou para a 
qualificação, na contratação direta; 
XVII 
 
 
a obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de cargos 
prevista em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa 
com deficiência, para reabilitado da Previdência Social e para aprendiz; 
 
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Direito Administrativo 
XVIII 
 
o modelo de gestão do contrato, observados os requisitos definidos em 
regulamento; 
XIX os casos de extinção 
 
 
Atenção! As cláusulas VI, IX, XI, XII, XVII e XVII são novidades em 
relação às clausulas previstas no art. 55 da Lei n. 8666/93. 
 
O art. 95 da Lei n. 14133/21 diz que o instrumento de contrato é obrigatório, salvo nos casos 
em que a Administração puder substituí-lo por outro instrumento hábil como carta-
contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de serviço. Em 
qualquer destas hipóteses as cláusulas essenciais previstas no art. 92 são exigidas no que 
couber. 
3.2. Garantias contratuais 
A nova Lei incluiu nova forma de garantia que poderá ser exigida dos contratados. No 
caso, no seguro-garantia dos contratos de obras e serviços de engenharia (art. 102), a 
Administração poderá prever a obrigação de a seguradora, em caso de inadimplemento 
pelo contratado, assumir a execução e concluir o objeto do contrato. A ideia é reduzir o 
número de obras paralisadas, problema muito relevante no Brasil. Quanto a esta 
novidade, não podemos deixar de mencionar que a contratação de seguradora pela 
empresa contratada provavelmente importará em aumento do custo da contratação. 
 
3.3. Cláusulas exorbitantes 
Foi mantida toda a sistemática das cláusulas exorbitantes, todavia adotou-se meios 
alternativos de resolução de controvérsias – a conciliação, a mediação, os dispute boards 
e a arbitragem (art. 151). Estes meios alimentam o desejo de que os conflitos contratuais 
sejam resolvidos em foros de maior diálogo e numa relação de horizontalidade. 
 
 
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Direito Administrativo 
É leitura indispensável para entender o “custo das cláusulas 
exorbitantes” o artigo: O Leviatã retroalimentado: quem paga a 
conta das Cláusulas Exorbitantes? 
 
Clique e leia também sobre o benefício do equilíbrio na relação 
contratual em: A exorbitância contratual na Nova Lei de 
Licitações. 
 
3.4. Vigência contratual 
Pela regra da Lei n. 8666/93, os contratos duram até 12 meses, havendo exceções quanto 
à prorrogação para os serviços de prestação continuada (até 60 meses) ou aqueles cujas 
metas estejam estabelecidas no Plano Plurianual (PPA). Para simplificar a Lei n. 8666/93 
restringe a duração dos contratos ao exercício orçamentário, o que sempre significou um 
entrave para o poder público. 
A Lei n. 14133/21 promoveu de forma clara esta desvinculação: 
Art. 105. A duração dos contratos regidos por esta Lei será a prevista 
em edital, e deverão ser observadas, no momento da contratação 
e a cada exercício financeiro, a disponibilidade de créditos 
orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, quando 
ultrapassar 1 (um) exercício financeiro. 
 
A Lei n. 14133/21 prevê, em seu art. 106, que os contratos podem ter vigência inicial de até 
5 (cinco) anos para contratos de fornecimento e serviços contínuos, sendo possível a 
prorrogação por até 10 anos. Já o art. 108 prevê prazo inicial de 10 anos, como por exemplo 
em contratações com transferência de tecnologia de produtos estratégicos do SUS (art. 
75, caput, XII), e com prazos entre 10 e 35 anos para os contratos que gerem receita para 
a Administração ou os de eficiência conforme haja ou não investimento (art. 110). 
O contrato de eficiência é definido como aquele que tem por 
objetivo proporcionar economia ao Estado, na forma de redução 
de despesas correntes, sendo a empresa contratada remunerada 
com base em valor percentual da economia gerada (Artigo 6º, 
inciso LII). 
✓ O contrato de eficiência tem por objeto a economia em si 
mesma! 
✓ É sempre de um contrato de prestação de serviços, mesmo 
nos casos que exijam a realização de obras ou fornecimento de 
bens. 
http://www.direitodoestado.com.br/colunistas/marcos-nobrega/o-leviata-retroalimentado-quem-paga-a-conta-das-clausulas-exorbitanteshttp://www.direitodoestado.com.br/colunistas/marcos-nobrega/o-leviata-retroalimentado-quem-paga-a-conta-das-clausulas-exorbitantes
https://www.jota.info/coberturas-especiais/inova-e-acao/a-exorbitancia-contratual-na-nova-lei-de-licitacoes-26042021
https://www.jota.info/coberturas-especiais/inova-e-acao/a-exorbitancia-contratual-na-nova-lei-de-licitacoes-26042021
 
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Direito Administrativo 
✓ Exemplo de contrato de eficiência são os para redução de 
gastos com energia elétrica. 
 
3.5. Síntese das inovações 
De acordo com Flávio Amaral Garcia1 as principais inovações em matéria de contratos 
administrativos são as seguintes: 
(i) previsão de matriz de risco nos contratos administrativo de um modo geral (art. 92, inciso 
IX) o que, a rigor, já era possível extrair mesmo no regime da Lei 8.666/1993; afinal, contratos 
servem para estruturar os corretos incentivos para o cumprimento das obrigações pelas 
partes e alocar corretamente os riscos; 
(ii) prazo para resposta ao pedido de reequilíbrio econômico-financeiro, reduzindo 
condutas protelatórias dos entes públicos em examinar tais pleitos (art. 92, XI); 
(iii) período de regularização de providências administrativas antes do contrato iniciar (§ 2°, 
art. 92), induzindo ao adimplemento de pendências que possam comprometer a execução 
do objeto (regula-se, finalmente, o fato da administração de modo mais objetivo); 
(iv) ratificação sobre a possibilidade de utilização da conciliação, mediação, dispute board 
e arbitragem nos contratos administrativos, concretizando a consensualidade e a 
segurança jurídica (arts. 151/154); 
(v) expansão das possibilidades de extinção do contrato, a partir da iniciativa do contratado, 
designadamente em razão de inadimplementos da Administração (§ 2° do art. 137); 
(vi) redução da discricionariedade na aplicação das sanções administrativas, diminuindo o 
risco de uso indevido das prerrogativas punitivas (art. 155); 
(vii) incorporação da racionalidade da LINDB em relação às nulidades, afastando a ideia 
fantasiosa de que só existem atos válidos e inválidos e trazendo o consequencialismo para 
o universo decisório das contratações públicas (art. 147/149). 
(viii) previsão de prazos contratuais alinhados com a natureza de cada contrato 
administrativo (art. 105/114), afastando a equivocada ideia de que contratos com distintos 
objetos se submetem sempre ao mesmo prazo (na Lei n° 8.666/1993 era no máximo 60 
meses). 
 
1 Disponível em: https://www.zenite.blog.br/uma-visao-geral-da-lei-n-14-133-2021-avancos-e-
omissoes/ Acesso em: 06/02/2024 
https://www.zenite.blog.br/uma-visao-geral-da-lei-n-14-133-2021-avancos-e-omissoes/
https://www.zenite.blog.br/uma-visao-geral-da-lei-n-14-133-2021-avancos-e-omissoes/
 
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Direito Administrativo 
 
3.6. Síntese das infrações e sanções administrativas 
As infrações e sanções administrativas podem possuir naturezas diversas, ora no 
âmbito do poder disciplinar, ora no âmbito da polícia administrativa, ora decorrentes 
de relações contratuais. No sistema público, em observância aos direitos fundamentais, 
há a obrigatoriedade de que a condução do processo tenha sempre as garantias do 
contraditório e da ampla defesa. 
A Nova Lei sistematizou todos os dispositivos relacionados ao tema, superando a 
natureza fragmentária das legislações anteriores. Ademais, a lei nova revogou todas as 
normas de caráter penal, mantendo exclusivamente as de natureza administrativa. 
Principais alterações pela Lei n. 14133/21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipicidade: 
infrações 
previstas 
expressamente.
Pena de 
impedimento 
de licitar e 
contratar.
Correlação 
expressa entre 
infrações e 
sanções.
Aplicação de 
sanções de 
impedimento e 
de declaração de 
inedoniedade 
precedidas de 
processo de 
responsabilização 
conduzido por 
comissão.
Obrigatória 
apuração de 
responsabilida
de com base 
na Lei 
Anticorrupção
Desconsideraç
ão da 
personalidade 
jurídica.
 
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Direito Administrativo 
Infrações tipificadas no art. 155, da Lei n. 14133/21 
Infrações 
licitatórias 
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o 
certame. 
VIII – apresentar declaração ou documentação falsa exigida 
para o certame, ou prestar declaração falsa durante a licitação 
(...). 
IX – praticar atos ilícitos com vistas a frustar os objetivos da 
licitação. 
Infrações pré-
contratuais 
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato 
superveniente devidamente justificado; 
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação 
exigida para a contratação, quando convocado dentro do prazo 
de validade de sua proposta. 
Infrações 
contratuais 
 
I - Dar causa à inexecução parcial do contrato; 
II - Dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave 
dano à administração, ao funcionamento dos serviços públicos 
ou ao interesse coletivo. 
III - Dar causa à inexecução total do contrato. 
VII - Ensejar o retardamento da execução ou da entrega do 
objeto da licitação sem motivo justificado; 
VIII - Apresentar declaração ou documentação falsa exigida 
para o certame ou prestar declaração falsa durante a licitação 
ou a execução do contrato; 
IX – (...)praticar ato fraudulento na execução do contrato; 
Infrações em todas 
as etapas 
X - comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de 
qualquer natureza. 
XI - Praticar ato lesivo previsto no art 5º da Lei 12.846 de 1º de 
agosto de 2013. (Lei anti-corrupção). 
 
 
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Sanções previstas na Lei n. 14133/21 
Advertência • Se limita à inexecução parcial do contrato. 
Multa 
• Para qualquer tipo de infração. 
• Novidade: a lei definiu limites mínimos e máximos (art. 156, 
§3). 
• Novidade: inversão. Multas devem ser descontadas dos 
pagamentos e após da garantia prestada (Art. 156, §8). 
Impedimento de 
licitar e contratar 
• Até 3 anos 
• Abrange a Administração Pública direta e indireta do ente 
federativo que houver aplicado a sanção. 
Declaração de 
inidoneidade para 
licitar ou contratar 
• Art. 156, § 5. 
• Efeitos nacionais; 
• 3 a 6 anos. 
 
 
 
 
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4. Revisão 
Mensagem final 
Caro cursista, 
Ao final da disciplina é hora de fazer um balanço sobre o que foi 
aprendido. Antes de encerrar o curso, retorne aos fóruns de cada 
unidade e releia os comentários deixados pelos seus colegas. A 
diversidade de opiniões é enriquecedora e trará pontos de vista 
ainda não pensados. Aproveite para ler os textos e materiais 
sugeridos ao longo deste livro e que entre as tarefas e 
compromissos do seu dia a dia não conseguiu ler. 
Lembre-se: este livro é apenas um ponto de partida. Chegar ao final dele, não modifica o 
papel que ele possui: ser um ponto de partida. Vale lembrar que a construção do saber 
se faz pela incerteza. A incerteza é a força motriz para a busca de conhecimento e para 
a busca de uma mudança pessoal para se adaptar ao modelo de aprendizado, que exige 
do aluno maturidade e autonomia. Não desperdice a oportunidade de aprender, de 
esclarecer suas dúvidas e de contribuir enriquecendo, com suas experiências, o 
aprendizado de todos. 
Esperamos que o seu conhecimento possa ajudar na construção de uma gestão pública 
de qualidade e que você possa atuar como agente transformador no fazer e gerir dos 
diversos aspectos da vida do seu Município. 
Por fim, agradecimentos à sua rica participação. 
Sucesso na próxima etapa do curso. 
 
Fonte: disponível em: https://br.freepik.com/ 
Acesso em: 06 fev. 2020 
 
 
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Direito Administrativo 
 
5. REFERÊNCIAS 
 
 
BITTENCOURT, Sidney. Nova lei de licitações e contratos administrativos. 2.ed. São 
Paulo: Mizuno, 2023. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 33ª ed. São Paulo; 
Atlas. 2019. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2001.GUIMARAES, Edgar ...[et al.]; coordenação Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Licitações e 
contratos administrativos: inovações da Lei 14.133/21. 1. Ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2021. 
JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 
11ª ed. São Paulo: Dialética, 2005. 
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. 
MOTTA, Carlos Pinto Coelho. Eficácia nas Licitações e Contratos. 11ª ed. Belo Horizonte: 
Del Rey, 2008. 
NIEBUHR, Joel de Menezes et al. Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 2. 
ed. Curitiba: Zênite, 2021. 1. 283p. 
TORRES, Ronny Charles Lopes de. Leis de Licitações Públicas comentadas. – revista, 
amp. e atualiz. 11.ed – Salvador: Ed. Juspodivm,2021. 1280p. 
 
 
 
 
 
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