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Sistema Respiratório Os efeitos da modulação autonômica sobre o sistema respiratório são complexos, pois eles podem atuar diretamente sobre o músculo liso bronquiolar e as glândulas mucosas ou indiretamente pelas modificações do fluxo sanguíneo. A estimulação parassimpática excita a produção de muco em todo o sistema respiratório e provoca a constrição dos bronquíolos (broncoconstrição). Por outro lado, a estimulação simpática provoca broncodilatação, induzindo o relaxamento do músculo liso bronquiolar por meio de receptores adrenérgicos do subtipo β2. A estimulação simpática produz vasoconstrição das mucosas. Essa é a causa do efeito descongestionante desencadeado pelas drogas simpaticomiméticas utilizadas para aliviar sintomas como os da rinite alérgica. Sistema Urogenital A inervação autonômica nos órgãos sexuais (genitálias feminina e masculina) também desempenha uma função integrada dos SNSN e SNP. Em homens, o SNP estimula a contração do músculo liso visceral ao longo das vias seminíferas, produzindo a contração de: ● Epidídimo; ● Canal deferente; ● Vesículas seminais; ● Próstata. Essas contrações ajudam no transporte dos gametas até a uretra. No entanto, a ejaculação é obtida por ativação muscular das fibras esqueléticas. Enquanto o SNP (Sistema nervoso parassimpático) provoca a vasodilatação das artérias cavernosas, aumentando o influxo arterial, as fibras simpáticas estimulam a venoconstrição, reduzindo o efluxo venoso. A ereção peniana é a combinação do aumento do influxo arterial e da redução do efluxo venoso, resultando em aumento do volume de sangue contido nos corpos cavernosos. Em resumo, trata-se de uma combinação das atividades simpática e parassimpática e do próprio músculo esquelético que é essencial para desencadear essa ereção, o transporte dos gametas e a ejaculação. Nas mulheres, o parassimpático provoca vasodilatação no clitóris e nos lábios vaginais, ocasionando o aumento da secreção mucosa. Sistema Gastrointestinal A modulação autonômica no trato gastrintestinal é realizada através da inervação do sistema mioentérico presente nos plexos mucoso e submucoso do epitélio intestinal. Esses plexos possuem circuitos neuronais complexos (neurônios sensoriais, interneurônios e neurônios motores) onde o SNA atua através da estimulação simpática e parassimpática. Geralmente, os vasos do trato gastrintestinal são inervados pelo simpático, que é predominantemente vasoconstritor. A redução do fluxo sanguíneo desencadeada pela vasoconstrição simpática pode diminuir a secreção de glândulas digestivas. Por outro lado, o SNP ativa a secreção de: ● Glândulas salivares; ● Estômago; ● Pâncreas exócrino; ● Intestino; ● Fígado. A estimulação parassimpática promove também o aumento da motilidade intestinal e a contração da vesícula biliar. Sistema nervoso autônomo Durante reações de alerta Em situações de luta ou fuga, várias estruturas do córtex relacionadas com nossos comportamentos e emoções estimulam a atividade dos núcleos localizados na medula ventrolateral rostral (RVLM) responsáveis pela gênese do SNS. As respostas relacionadas às reações de alerta / defesa são caracterizadas em: ● Midríase; ● Aumento da sudorese; ● Aumento da FC; ● Aumento do débito cardíaco; ● Vasodilatação muscular; ● Vasoconstrição visceral; ● Aumento da frequência respiratória; ● Redução da motilidade; ● Peristaltismo intestinal; ● Contração de esfíncteres. Esse perfil é compatível com o esperado para situações que precedem ou envolvem intensa ativação muscular, como exercício físico intenso. Esses ajustes circulatórios atuam para aumentar o fluxo sanguíneo e, como consequência, o transporte de O2 para o território muscular, embora ocorra uma perfusão sanguínea do trato gastrintestinal devido à vasoconstrição local. A midríase (dilatação pupilar) ocorre para que o campo visual aumente, o que é desejável em uma situação de investigação do território. Na regulação dos hormônios de ação rápida Papel do SNA no controle do pâncreas endócrino e no metabolismo energético Como já é assumido na literatura, o SNC não utiliza ácidos graxos como fonte de energia. Por isso, o requerimento absoluto de glicose como fonte de energia é necessário. Em situações em que haja redução dos níveis circulantes de glicose, o SNC, por intermédio do sistema nervoso autônomo, intervém para impedir uma queda no suprimento desse substrato energético, agindo especialmente no fígado, o principal controlador da produção e armazenamento desse substrato. O SNC pode alterar as vias metabólicas hepáticas diretamente, graças à inervação simpática e parassimpática em suas células (hepatócitos), ou indiretamente, estimulando ou inibindo a secreção de hormônios que agem sobre essas vias. Mecanismos intracelulares envolvidos nessa resposta catabólica (glicogenólise) por ação da adrenalina (epinefrina) são desencadeados, principalmente, pela ativação dos adrenoceptores α1 e β2. Com isso, o SNS estimula a produção de glucagon 1 pelas células α das ilhotas de Langerhans, inibindo a secreção de insulina pelas células β. Há neurônios sensíveis às concentrações de glicose localizados em diversas regiões do SNC: ● Hipotálamo: Núcleo ventromedial; Núcleo arqueado; Núcleo supraquiasmático; Núcleo paraventricular. ● Tronco cerebral: Substância negra; Área postrema; Núcleo do trato solitário. A capacidade desses neurônios de ativar as vias simpáticas eferentes para o fígado (assim como para pâncreas, medula adrenal etc.) se torna a atividade predominante em situações de redução do suprimento de glicose. Sinapses colinérgicas centrais também parecem estar envolvidas no controle da produção de glicose: sua estimulação aumenta a descarga simpática eferente, ocasionando uma elevação da glicemia (hiperglicemia) como resultado da glicogenólise hepática. Ao contrário do SNS, a estimulação parassimpática resulta no aumento da secreção da insulina. A insulina provoca: Aumento do transporte de glicose para o fígado e o músculo esquelético; Aumento do seu armazenamento por ativação de enzimas que promovem a glicogênese (síntese de glicogênio). Sistema Respiratório Sistema Urogenital Sistema Gastrointestinal Sistema nervoso autônomo