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AULA 5 Nutrição Mineral Parte 2 Marcelo Francisco Pompelli UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA BO248 – FISIOLOGIA VEGETAL CO2 H2O VEGETAIS HERBÍVOROS CARNÍVOROS CONSUMIDORES DECOMPOSITORES NUTRIENTES SOLO O2 H2O Fluxo de Nutrientes na Terra 2 2 Os vegetais são seres autotróficos, que minerando o ambiente, produzem o alimento que será consumido pelos seres heterotróficos. Sem as plantas não há vida animal, sem plantas não existiríamos. As plantas precisam se alimentar para alimentar a humanidade planetária. As plantas captam energia da luz solar através da fotossíntese e absorvem os nutrientes e assim vivem e disso depende toda a vida animal na terra. As rochas, sob a ação do ambiente e vão formando os diferentes solos, de onde os vegetais buscam os elementos nutritivos necessários para completar o seu ciclo vital. Os solos variam quanto as suas composições de acordo com os fatores que atuaram durante o processo de formação. Os diferentes solos têm capacidades diferentes de fornecer nutrientes aos vegetais e aos outros microorganismos. Quando um solo não consegue suprir a exigência de um determinado nutriente a um vegetal qualquer, esta deficiência provocará desarranjos nos processos metabólicos da planta e distúrbios metabólicos podem se manifestar visivelmente, como amarelecimento das folhas, causado pela insuficiência de nitrogênio, devido a não formação de clorofila, que possibilita a coloração verde da folha. Os sintomas são mais ou menos característicos de cada nutriente, dependendo a sua intensidade da severidade da deficiência, depende também da espécie vegetal e dos fatores ambientais. Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Assimilação de Nutrientes Minerais Por serem seres autotróficos as plantas necessitam obter do meio os nutrientes que precisam A incorporação destes minerais em compostos orgânicos como pigmentos, co-fatores enzimáticos, lipídeos, ácidos nucléicos e aminoácidos é denominada de Assimilação de Nutrientes Minerais O Nitrogênio Na assimilação do Nitrato (NO3-) o nitrogênio do NO3- é convertido em uma forma mais energética, o nitrito (NO2-) e, então, em uma forma ainda mais energética, o amônio (NH4+) O amônio é finalmente incorporado em nitrogênio amida da glutamina. Um processo que no todo consome 12 ATPs para cada nitrogênio incorporado O Nitrogênio As leguminosas convertem o nitrogênio atmosférico (N2) em amônia (NH3), que em pH fisiológico é protonada para formar o íon amônio (NH4+), um processo de consome 16 ATPs por N assimilado Reação em reverso – BOMBA!!! se estas reações ocorressem rapidamente em reverso (NH4NO3 para N2) ela se tornaria explosiva, liberando uma grande quantidade de energia, luz e calor Nitrogênio no ambiente O Nitrogênio é encontrado nos nucleotídeos fosfato e nos aminoácidos Apenas elementos como O, C e H são mais abundantes nas plantas que o nitrogênio A maioria dos sistemas agrários apresenta uma significativa melhoria após serem fertilizados com nitrogênio inorgânico N2 Atmosférico bactérias fixadoras de N de vida livre e associada às raízes das plantas NH3 urina e fezes morte decomposição bacteriana bactérias nitrificantes nitrito (NO2-) bactérias nitrificantes nitrito (NO3-) bactérias desnitrificantes NH3 síntese de aminoácidos fertilizantes base de amônia e nitrato perda por lixiviação eutrofização e sedimentação excesso H3N óxidos de nitrogênio, atividade agrícola e industrial relâmpagos NH3 NO3 Ciclo do Nitrogênio no Ambiente Atmosfera Hidrosfera Litosfera Biosfera Fixação do N: bactéria relâmpagos Perdas e Decomposição Bactérias desnitrificantes Erosão Absorção Ciclo do Nitrogênio no Ambiente 8 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Fixação do N: industrial (fertilizantes) combustão Aumento da erosão AÇÃO HUMANA EFEITOS: elevação do N no solo e na água Atmosfera Hidrosfera Litosfera Biosfera Ciclo do Nitrogênio no Ambiente 9 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli O amônio ou o nitrato podem ser tóxicos As plantas podem acumular altos níveis de nitrato ou podem translocá-lo através dos tecidos sem efeitos prejudiciais O amônio é tóxico tanto para as plantas quanto para os animais é capaz de dissipar os gradientes de prótons transmembrana e causar distúrbios na fotossíntese e na respiração celular Assimilação do nitrato do solo A primeira etapa consiste na redução do nitrato a nitrito no CITOSOL, através da Nitrato Redutase A segunda etapa consiste na redução do nitrito nos Plastídeos, através da Nitrito Redutase Redução do amônio a aminoácidos A terceira etapa consiste na redução do amônio, através do sistema GS/GOGAT as células vegetais evitam a toxicidade do amônio pela rápida conversão dele em aminoácidos a principal via de conversão envolve a ação sequencial das enzimas glutamina sintetase (GS) e glutamato sintase (GOGAT) Redução do amônio a aminoácidos Glutamato + NH4+ + ATP Glutamina + ADP + Pi A reação necessita da hidrólise de um ATP e envolve um cátion bivalente como o Mg+2, Mn+2 ou Co+2 como co-fator Redução do amônio a aminoácidos – A GOGAT Altos níveis de Glutamina nos plastídeos estimulam a atividade da GOGAT a enzima transfere o grupo amida da glutamina para o 2-oxoglutarato, produzindo duas moléculas de glutamato Glutamina + 2-oxoglutarato + NADH + H+ 2 glutamato + NAD+ Glutamina + 2-oxoglutarato + Fdred 2 glutamato + Fdox localizada nos plastídeos localizada nos cloroplastos Assimilação do Nitrogênio Atmosférico A fixação biológica Representa a forma mais importante de fixar o nitrogênio atmosférico (N2) em amônio é um ponto crucial para a entrada de Nitrogênio nos sistemas vivos O processo é realizado por bactérias de vida livre e/ou associadas às raízes das plantas Bactérias do tipo Azorhizobium, Bradyrhizobium, Photorhizobium, Rhizobium e Sinorhizobium, coletivamente chamadas de rizóbios se associam as raízes das leguminosas Assimilação do Nitrogênio Atmosférico Atmosfera N2 Solo N2 N2 bactérias fixadoras de nitrogênio matéria orgânica NH3 (amônia) NH4+ (amônio) H+ (do solo) NO3– (nitrato) bactérias nitrificantes bactérias desnitrificantes raízes NH4+ Solo Atmosfera Nitratos e compostos orgânicos nitrogenados são exportados pelo xilema até a parte aérea Bactérias amonificantes Fonte: Campbell & Reece, Biology 8th edition. 2007 Assimilação do Nitrogênio Atmosférico Desenvolvimento do nódulo das raízes 3 O crescimento continua na região infectada do córtex e do periciclo, e estas duas massas de células em divisão se fusionam, formando os nódulos infecção Rhizobium bactéria células do córtex em divisão Bacteróides Bacteróides Bacterióides nódulo radicular em desenvolvimento células do periciclo em divisão pêlo radi- cular infectado 1 2 3 Tecido do nódulo vascular 4 2 A bactéria penetra o córtex através da infecção do pêlo radicular. As células do córtex e do pericilo começam a se dividir e vesículas contendo as bactérias dentro das células corticais são formadas, os bacterióides. 2 As raízes emitem sinais químicos que atraem os Rhizobium. A bactéria então emite sinais que estimulam os pêlos radiculares a se alongarem e formar uma espécie de infecção, através de uma invaginação da membrana plasmática 1 4 Os nódulos desenvolvem tecidos vasculares que suprem os nódulos com nutrientes e carrega os compostos nitrogenados para o cilindro vascular da planta que será redistribuído por todo o vegetal O CICLO DO ENXOFRE SO4-2 Sulfatos na atmosfera precipitação ácida Enxofre inorgânico (S) Enxofre biogênico dissolvido na água do mar Sulfatos na águaSO4-2 H2S Vulcões marítimos Sedimentação de sulfatos e sulfitos Deposição orgânica Coleta de água de poços Combustíveis fósseis ricos em ensofre Sulfatos de ferro nas profundezas do solo e sedimentos Sulfatos no solo (SO4-2) Captação pelas plantas Microorganismos Enxofre reduzido (H2S) Enxofre na combustão de combustíveis fósseis Extração Enxofre nos organismos vivos (– S – ) Atmosfera Hidrosfera Litosfera Biosfera Vulcóes e tempestades Perdas e decomposição sedimentos Absorção Sedimentação Absorção Precipitação “Evaporação” Perdas Liberação bacteriana Absorção bacteriana Ciclo do Enxofre 20 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Queima de combustíveis fósseis Precipitação Chuvas ácidas Impactos da ação humana Efeitos líquidos: aumentos na atmosfera (efeitos na saúde) e chuvas ácidas Hidrosfera Litosfera Biosfera Ciclo do Enxofre Atmosfera 21 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Assimilação do Enxofre O sulfato (SO4-2) é a forma de absorção do enxofre nos vegetais A assimilação do sulfato necessita da redução do sulfato a cisteína Concentração de sulfato (M) Captação de sulfato (Log nmol h-1 g-1 DW) As raízes de cevada têm alta afinidade com o SO4-2 SO3-2 SO4-2 H+ 3 SO4-2 H+ 3 ATP H+ H+ ADP + Pi Células da raiz vacúolo SO4-2 permease de alta afinidade SO4-2 S-2 Cis plastídio SO4-2 H+ APS SO4-2 PAPS Compostos sulfatados APS SO4-2 SO3-2 PAPS Cloroplasto das células do mesofilo S-2 Cis S-2 permease de baixa afinidade Glutationa SO4-2 mitocondria S-2 Cis Xilema Floema Glutationa H+ ATPase de membrana Cis Glutationa Citosol da célula do mesofilo A assimilação do sulfato O CICLO DO FÓSFORO Dissolvido na água do mar Restos de animais e plantas Sedimentos oceânicos Rochas ricas em fosfato Extração (fertilizantes fosfatados) Restos de animais e vegetais Decompositores Fosfato no solo Lixifiação e percolação Ciclo do Fósforo Atmosfera Hidrosfera Litosfera Biosfera Nunca entra na atmosfera perda e decomposição erosão e percolação Absorção Sedimentação Absorção 25 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Hidrosfera Litosfera Biosfera extração, uso (fertilizantes, detergentes, etc.) e aumento das perdas Impactos da ação humana Efeitos líquidos: aumento da concentração de fosfatos nas águas e nas algas. Depleção nos solos mais fosfatos para os organismos Ciclo do Fósforo 26 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Halófita Atriplex Plantas hiper-acumuladoras - Sal 100 µm A–F: Niquel G : Zinco H : Selênio Plantas hiper-acumuladoras Thlaspi caerulescens Plantas hiper-acumuladoras – metais pesados São tióis de baixo peso molecular produzido pelas plantas, peptídeos derivados da glutationa Apresentam um papel fundamental contra metais pesados As fitoquelatinas de ligam aos ions através dos seus grupos tióis da molécula Quelato: um complexo entre o ion metálico e um ligante Ato de quelar: remover (um metal pesado, tal como o mercúrio) da solução do meio através de uma substância quelante Fitoquelatinas O tratamento para remoção de metais pesados no ambiente remove ou encapsula o metal pesado num sistema inerte Fitorremediação as plantas captam, quelam e sequestram os metais Metais pesados 31 Laboratório de Ecofisiologia Vegetal - Unversidade Federal de Pernambuco BO248 - Fisiologia Vegetal - Prof. Marcelo Francisco Pompelli Fitoextração Fitoestabilização Fitorremediação Bioacumulação acúmulo do metal nos tecidos da planta Ions metálicos e toxinas Fitorremediação image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.png image6.png image7.jpeg image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.jpeg image18.png image19.png image20.png