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PEDAGOGIA
JÔNATA SAMUEL DA SILVEIRA
MITOS E EQUÍVOCOS NO SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: um olhar para direito de todos à educação especial e inclusiva
BRAGANÇA PAULISTA
2025
Jônata Samuel da Silveira
MITOS E EQUÍVOCOS NO SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: um olhar para direito de todos à educação especial e inclusiva
Artigo apresentado, como requisito parcial 
para obtenção do título do Curso de 
PEDAGOGIA
BRAGANÇA PAULISTA
2025
resumo
Para construir uma sociedade mais justa e igualitária, precisamos abraçar as diferenças. Aceitar a diferença não tem a ver com modelagem ou padronização, mas com valorização. As escolas inclusivas não podem combater isto, mas devem ter como objetivo ser uma escola que reconheça e valorize as diferenças factuais. Quando as pessoas com deficiência são incluídas, uma rede de inclusões é formada em torno delas. É a família que não se isola e não se responsabiliza por si mesma, assim uma escola que se volta para novas discussões, é um exemplo que representa cada um de nós. Objetivo geral: desconstruir mitos e equívocos em relação à educação inclusiva. A escolha deste tema fundamenta-se no fato de que apesar dos conhecimentos disponíveis sobre educação inclusiva, os professores ainda temem que um aluno com deficiência seja colocado em sua turma. Portanto, a inclusão envolve mudanças em todas as disciplinas e é uma tarefa longa e difícil. Nos tempos atuais, contata-se que o processo de inclusão nas escolas ainda está impregnado de mitos e equívocos, muitas vezes baseados no bom senso. E é preciso que desfaça mitos sobre pessoas com deficiências. Afinal, a tolerância não pode mais ser ignorada. As pessoas são, portanto, definidas pelas competências e qualidade de habilidades que desenvolvem, o que não é diferente das pessoas com deficiência. Como método para desenvolvimento deste artigo utilizou-se a pesquisa bibliográfica, por meio de autores e materiais apropriados disponíveis sobre inclusão escolar, devidamente cadastrados. Em busca de desconstruir mitos e mal-entendidos sobre a educação inclusiva e discutir a formação de professores e a prática da ação inclusiva.
Palavras-chave: Educação inclusiva. Pessoas com deficiência. Formação docente. 
INTRODUÇÃO
				
	Tanto as escolas especiais como as regulares precisam de se adaptar e melhorar os serviços para alunos com necessidades específicas. Ainda hoje a inclusão ainda causa algum medo ou desconforto nas escolas. E é preciso que desfaça mitos sobre pessoas com deficiências. Afinal, a tolerância não pode mais ser ignorada. As pessoas são, portanto, definidas pelas competências e qualidade de habilidades que desenvolvem, o que não é diferente das pessoas com deficiência. 
Para construir uma sociedade mais justa e igualitária, precisamos abraçar as diferenças. Aceitar a diferença não tem a ver com modelagem ou padronização, mas com valorização. As escolas inclusivas não podem combater isto, mas devem ter como objetivo ser uma escola que reconheça e valorize as diferenças factuais. Quando as pessoas com deficiência são incluídas, uma rede de inclusões é formada em torno delas. É a família que não se isola e não se responsabiliza por si mesma, assim uma escola que se volta para novas discussões, é um exemplo que representa cada um de nós.
	Objetivo geral: desconstruir mitos e equívocos em relação à educação inclusiva. Como objetivos específicos: analisar o papel do professor perante esse desafio, no que se refere a uma escola para todos sem exclusão.
A escolha deste tema fundamenta-se no fato de que apesar dos conhecimentos disponíveis sobre educação inclusiva, os professores ainda temem que um aluno com deficiência seja colocado em sua turma. Portanto, a inclusão envolve mudanças em todas as disciplinas e é uma tarefa longa e difícil. Nos tempos atuais, contata-se que o processo de inclusão nas escolas ainda está impregnado de mitos e equívocos, muitas vezes baseados no bom senso. Compreende-se cada vez mais que o primeiro passo é realmente retomar a ideia de homogeneidade e perceber as diferenças. Sendo possível ver pessoas com deficiência com grande autonomia pessoal e profissional desempenharem um papel importante na sociedade. No entanto, com a mudança de novos conceitos, o desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças com deficiência depende do seu nível de integração na escola e na sociedade.
	Como método para desenvolvimento deste artigo utilizou-se a pesquisa bibliográfica, por meio de autores e materiais apropriados disponíveis sobre inclusão escolar, devidamente cadastrados. Em busca de desconstruir mitos e mal-entendidos sobre a educação inclusiva e discutir a formação de professores e a prática da ação inclusiva. Para a coleta de informações foi possível utilizar livros, bancos de dados e artigos científicos existentes em plataformas digitais, como: Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO).
2. MITOS E EQUÍVOCOS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
A inclusão escolar está vinculada a movimentos sociais mais abrangentes, que reivindicam mais igualdade e métodos mais equitativos de acesso a bens e serviços. A inclusão está ligada a uma democracia fundamentada nos valores pessoais e na igualdade de oportunidades. Sugere-se que a desigualdade no tratamento seja um meio de restabelecer a igualdade, que é prejudicada pela distinção entre as modalidades de educação especial e convencional (MANTOAN, 2006).
Assim, é crucial planejar e organizar ações para que a escola possa implementar práticas inclusivas no dia a dia, o que implica em alterar a estrutura e a postura da instituição. Igualmente, o apoio teórico e prático contribuirá para restabelecer a relação, proporcionando uma educação democrática na escola, onde a relação é equitativa e os direitos de todos são igualmente salvaguardados (SANTOS; PAULINO, 2006).
Uma escola inclusiva é propícia às relações sociais entre os alunos e, da mesma forma, está mais envolvida no processo educacional. A principal função da educação inclusiva ainda não nos excluiu de uma sociedade sem exclusividade, porque a exclusividade é inerente, ou seja, uma não pode existir sem a outra. “Se a exclusão sempre existirá, a integração nunca será vista como um fim. Inclusão é sempre um processo” (SANTOS; PAULINO, 2006).
Inclusão e equidade na educação constituem os alicerces do programa de educação transformadora, com o objetivo de combater todas as formas de exclusão e marginalização, além das disparidades e desigualdades no acesso, envolvimento e desempenho acadêmico. Nenhum objetivo educacional deve ser considerado atingido até que seja atingido por todos (SOFIATO; ANGELUCCI, 2017).
A educação inclusiva consiste em reconhecer a igualdade de valores, os direitos dos colegas e a importância das atitudes no contexto escolar, além de fomentar políticas e práticas inclusivas que estão intrinsecamente ligadas a uma cultura inclusiva. Ao refletir sobre "culturas inclusivas", buscamos transformar a sociedade, enfatizando questões sobre culturas inclusivas no ambiente escolar, envolvendo estudantes, pais, colaboradores e a escola como um todo (MENINO-MENCIA et.al, 2019).
A educação inclusiva engloba diversas iniciativas para satisfazer a totalidade das necessidades educacionais dos estudantes nas instituições de ensino locais. Há variações notáveis na maneira como as pessoas interpretam esse fenômeno. No extremo oposto do espectro, a escola ou sistema educacional acolhe todos os estudantes em escolas integradas, sejam eles incluídos ou em classes especiais; em contrapartida, todos os estudantes são educados em classes de inclusão próximas à sua escola. Um sistema educacional totalmente inclusivo se fundamenta em algumas ou todas as crenças e princípios a seguir (BARRETO, 2014).
Todas as crianças podem aprender; todas as crianças frequentam aulas regulares de acordo com a idade nas escolas locais, recebem programas educacionais adequados, recebem um currículo que atenda às suas necessidades, participam deatividades curriculares e extracurriculares conjuntas, beneficiar da colaboração e colaboração entre lares, escolas e comunidade (BRUNSWICK, 1994 apud BARRETO, 2014).
As políticas de integração, que foram formuladas e parcialmente postas em prática no Brasil, parecem desconsiderar a diferença ao tratar a diferença como diversidade. Assim, em vez de incentivar o que afirmam - educação para todos - tais políticas podem auxiliar na inclusão inclusiva (LOPES, 2013).
 Sá (2017) conclui que as instituições de ensino inclusivas demandam novas estruturas e habilidades. É importante destacar que a escola pública não alterou as características individuais e socioculturais dos seus estudantes, agindo de maneira seletiva e exclusiva. A escritora salienta que uma escola inclusiva é aquela que legitima padrões, espaços e dimensões do saber e dos direitos humanos, sem restrições de características.
Segundo Mantoan (2006, p. 15), “apesar das resistências, é crescente o número de redes educacionais, escolas e professores, pais e instituições que tratam da integração de pessoas com deficiência”. De acordo com a escritora, os sistemas de ensino são estruturados com base em um princípio que transcende a realidade, categorizando os estudantes em normais e deficientes, ministrando aulas para alunos comuns e especiais, e formando docentes especialistas em várias necessidades especiais. Elaborar a lógica a partir de uma perspectiva determinista, mecanicista, formalista e reducionista, típica do pensamento científico contemporâneo, desconsiderando o subjetivo, emocional, criativo e, consequentemente, incapaz de se afastar do paradigma tradicional para implementar a mudança desejada.
É importante destacar que a educação inclusiva envolve a aceitação das diferenças e não a inclusão em sala de aula. Ela requer alterações no sistema educacional, que incluem o respeito às diferenças individuais, a colaboração entre os estudantes e a capacitação de professores para incluir todos os estudantes em todas as atividades escolares. E, principalmente, abordar o tema do respeito e da dignidade (MOREIRA, 2006 apud SILVA; CARVALHO, 2017).
A Constituição de 1988 e as legislações educacionais respaldam a necessidade de reestruturar a educação no Brasil sob novos pontos de vista. Mantoan (2006) enfatiza que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) estabelece claramente que o ensino especial é uma modalidade e, como tal, deve ser integrado ao ensino regular em todas as etapas, desde a educação básica até o ensino superior. No entanto, a escritora destaca que as leis educacionais garantem não somente o acesso, mas também a continuidade e a continuidade dos estudos desses estudantes, assegurando o atendimento às necessidades educacionais de todos, sem discriminação.
A educação necessita de uma reforma para a inclusão, necessitando para isso de seus próprios agentes e reformadores. Contudo, em diversos sistemas educacionais, incluindo o português, também se espera que os impulsionadores desta reforma se desenvolvam de algum modo, o que denominamos de "metafísica". Em outras palavras, precisam batalhar por escolas que nunca os viram pessoalmente, nunca os experimentaram e que possam adotar métodos distintos dos que recebem educação. De fato, os principais defensores da educação inclusiva de hoje nunca vivenciaram a inclusão em sua trajetória educacional. Eles perceberam a necessidade urgente da educação inclusiva através da sua convicta fé na ética inclusiva e na justiça. No entanto, motiva a educação inclusiva a ser impulsionada por pessoas que não são mais desenvolvidas por escolhas puramente morais, em vez daquelas de sua escolha (RODRIGUES; LIMA RODRIGUES, 2016 apud SOFIATO; ANGELUCCI, 2017).
É importante destacar que a educação inclusiva não se restringe apenas ao governo, à legislação, às instituições de ensino e aos estudantes. O professor desempenha um papel crucial como facilitador e deve estar mais engajado no processo de inclusão e educação da criança, assumindo a maior responsabilidade. Silva (2010) enfatizou que, no trabalho inclusivo, é crucial que as famílias participem ativamente, apoiando os estudantes, com o objetivo de promover a integração entre escola, família e profissionais. A colaboração entre instituições de ensino inclusivas e famílias é o alicerce do processo de inclusão. A meta é eliminar obstáculos à inclusão e participação social de indivíduos com necessidades educacionais especiais.
Enfatizaram que para os programas de inclusão escolar terem sucesso, é necessário alcançar a educação familiar, e permitir que participem da ajuda e do desenvolvimento dos alunos, para que escolas, famílias e profissionais possam realizar um trabalho comum, no qual as famílias contribuam com a escola por meio de informações, sugestões, críticas e demandas, que apontem o caminho da escola deve seguir (GARCIA et al.,2006 apud SILVA; CARVALHO, 2017).
Além do envolvimento dos familiares no processo de integração escolar. A capacitação profissional é crucial para a eficácia das escolas inclusivas, demandando que os docentes reconheçam a criança como um ser cognitivo, sendo ela o núcleo do desenvolvimento infantil e um requisito essencial para a implementação de estratégias no processo de aprendizagem. Educação em andamento. Com base no entendimento dos docentes acerca dos estudantes, suas competências e necessidades, essas táticas serão elaboradas. Uma aprendizagem efetiva pode fomentar o desenvolvimento, que se dá através dos docentes, grupos, instrumentos empregados e até mesmo reflexões sobre aprendizados anteriores (TOLEDO; MARTINS, 2009 apud SILVA; CARVALHO, 2017).
O principal objetivo da formação de alunos com necessidades educacionais especiais é reduzir os obstáculos que os impedem de participar plenamente da sociedade, para que possam exercer a cidadania. Nesse sentido, a educação inclusiva é um passo decisivo para a inclusão mais ampla das pessoas com deficiência, pois visa promover a aprendizagem factual e o desenvolvimento de suas potencialidades (SANTOS; PAULINO, 2006).
Para efetivamente fomentar a inclusão, é necessário fazer várias alterações, especialmente nas posturas atuais em relação à deficiência, que mesmo após tanto pensar e investigar, ainda é vista como integração. A integração não se limita a colocar o estudante na escola e fazê-lo se adaptar ao ambiente escolar já estabelecido; a inclusão genuína demanda modificações em diversos aspectos, tais como a infraestrutura física, a adequação do currículo e alterações no comportamento dos professores (SANTOS; PAULINO, 2006).
Considerando o problema discutido nesta pesquisa, "falha no discurso de inclusão", é crucial introduzir o conceito de erro, pois foi através dele que o corte realizado no material analítico foi possível. O indivíduo que denuncia está além de sua capacidade de controle ao causar um erro material. Essa falha manifestada na / na linguagem não pode ser ocultada, possibilitando a criação de outros sentidos, frequentemente indesejados, e condenando a posição do sujeito da linguagem e as estruturas discursivas onde seu enunciado se insere, atribuindo-lhe significados particulares (CAVALLARI, 2010). 
Portanto, não é o indivíduo que domina a língua, mas a língua que revela a verdade sobre ele, pois indica suas convicções ideológicas e os vários discursos que validam sua fala. A psicanálise também utiliza o conceito de ambiguidade ou equivalência, que sustenta uma dualidade, heterogeneidade, ou até mesmo algo além da vontade do indivíduo que expressa. Nas duas visões teóricas, a verdade não se manifesta como uma unidade discursiva aparente, mas é forçada a ser escutada através da formação do inconsciente ou da ambiguidade inerente à linguagem (CAVALLARI, 2010).
Segundo Ramos (2010), os primeiros erros e obstáculos identificados pela escola regular em relação à inclusão escolar estão na suposição de que o professor não está preparado para lidar com os deficientes; as instituições de ensino carecem de recursos e as salasestão superlotadas, impossibilitando a atenção adequada ao aluno com deficiência.
 A escritora mencionada desfaz, de maneira clara e sucinta, diversos equívocos e mitos. Vamos procurar soluções para os desafios mencionados anteriormente na implementação da inclusão escolar. Segundo a escritora, os profissionais que trabalham com crianças com necessidades especiais, especialmente os docentes, não necessitam ser especialistas. 
Ainda segundo Ramos (2010) frisa que as mães dos deficientes apesar de não são especialistas e, quase sempre, cuidam deles muito bem. Contudo, o professor precisa estar atento ao que pode fazer para contribuir para o desenvolvimento destes. Ramos (2010, p.61) “o professor tem de conhecer os processos que envolvem a relação ensino/aprendizagem e não somente os conteúdos específicos das disciplinas que leciona”. Infelizmente, a autora frisa que muitos professores não conhecem novas práticas pedagógicas, e utiliza aquelas foram vivenciadas por eles, mas nos tempos atuais precisamos de novas atitudes.
Portanto, muitos docentes se queixam da escassez de recursos especiais, porém, muitos não sabem informar quais recursos são necessários para a educação inclusiva. Carvalho (2010) também argumenta que poucos docentes mencionam suas próprias posturas diante da diversidade, atribuindo-as ao sistema de ensino. 
 Ramos (2010) também destaca que as salas superlotadas são barreiras para a inclusão de pessoas com necessidades especiais, o que é um erro, pois o deficiente não necessita de cuidados especiais o tempo todo. Ramos (2010, p. 61) “Muitas PNEs até preferem ser tratadas sem nenhuma distinção.” Mas é claro que há casos de adaptações às necessidades específicas.
A escritora mencionada destaca que os indivíduos com necessidades especiais (PNEs) não interferem no processo de aprendizado das demais crianças. E enfatiza que o material e as atividades devem ser os mesmos, pois somente dessa forma será garantido um tratamento equitativo. No entanto, é evidente que existirão situações de adaptações espaciais ou instrumentais para as situações particulares. No entanto, o material didático não deve ser distinto.
 A educação inclusiva levará em conta mais mitos e conceitos equivocados. Mantoan (2006) menciona outro equívoco cometido por docentes do ensino regular ao encaminhar estudantes com deficiência para apoio escolar e educação especial, a fim de que estes possam se recuperar e adquirir as habilidades necessárias para estudar com colegas sem deficiência ou com problemas de aprendizado. 
Finalmente, vamos discutir outro mito controverso de que toda pessoa com deficiência tem uma sexualidade aguda. Ramos (2010, p. 66) “aprende o comportamento sexual, como todo mundo, na vida social em contato com as regras do grupo (família e escola)”. A autora prova que muitos comportamentos inadequados em relação à sexualidade têm aparecido e desaparecido em crianças e adolescentes aparentemente sãos.
Segundo Mantoan (2006), essa ocorrência é frequente nas aulas de ensino regular e o escritor emprega o termo "exclusão inclusiva" para elucidar essa circunstância. Esta é uma expressão frequentemente empregada no ambiente educacional, referindo-se à incapacidade de alguns estudantes acompanharem a classe e permanecerem na sala de aula apenas para se socializarem. Deve-se evitar tal situação para assegurar uma inclusão escolar eficaz, sem segregação ou exclusão. 
Conforme Cavallari (2010), ao lidar com o desafio dos "erros do discurso inclusivo" abordado neste estudo, é imprescindível incluir os conceitos equivocados que permitem os cortes no material analisado. Conforme o método do discurso, os erros resultarão em falhas substantivos que estão além do seu controle. Esta falha na linguagem não pode ser ocultada, pois permite a criação de outros sentidos, frequentemente indesejados, e condena a posição que o corpo principal da linguagem ocupa. A forma como as palavras são gravadas geram certos sentidos. Nesta visão, a linguagem do sujeito não representa o sujeito, mas a linguagem da verdade do sujeito, uma vez que indica sua ideologia e os vários discursos que validam seu discurso.
Esse conceito ambíguo também existe na psicanálise, que sustenta tudo o que é dual, heterogêneo, ou mesmo além da vontade de esclarecer o assunto. Em ambos os pontos de vista teóricos, a verdade não é apresentada em uma unidade de discurso óbvia, mas é ouvida em formas inconscientes ou linguisticamente ambíguas (CAVALLARI, 2010).
Cabe destacar sobre o papel da família, no qual é o primeiro grupo social a integrar a criança e é responsável pela tomada de decisões, sendo a criança menor de idade. Portanto, quando a criança ingressa no ambiente escolar, é a família que decide se participa da atividade proposta pela professora. Fiorini e Manzini (2014 apud SILVA; CARVALHO, 2017) acreditam que algumas famílias não aceitam a deficiência de seus filhos, por isso não aceitam que seus filhos participem das atividades da forma sugerida, tornando-se um obstáculo para a implantação do processo de inclusão escolar.
Portanto, podemos apontar que é necessário trabalhar com os pais e responsáveis, pois as atitudes dos pais são um dos fatores que dificultam ou impossibilitam a inclusão escolar, e as crenças dos pais são um dos fatores decisivos na implementação dos planos de inserção escolar. Portanto, o sucesso da inclusão escolar exige que a comunidade acredite na capacidade da escola de atender às necessidades de todos os alunos. Os pais precisam ter certeza de que a escola é capaz de educar juntos alunos com ou sem necessidades especiais (BARBOSA; ROSINI; PEREIRA, 2007 apud SILVA; CARVALHO, 2017).
Proporcionar a alguns alunos um ensino diferenciado e métodos de ensino diferenciados promove a flexibilização da escola. Quando o ensino diferenciado se refere a um tipo de ensino separado em certo sentido e, em certa medida, determina o propósito e os procedimentos do aluno "o que está faltando", ele cairá em uma situação difícil e considerará o aprendizado um processo regulado externamente. (MANTOAN, 2012)
Quando um estudante substitui o conflito cognitivo gerado pelo ensino de um conteúdo específico, ele se ajusta ao novo saber, e essa adaptação confirma a sua absorção de conhecimento. A aquisição de conhecimento ocorre através do processo de autorregulação, onde o estudante mostra sua habilidade de ligar novos conhecimentos e incorporá-los aos que já possui. Este regulamento positivo deve ser cumprido como um dos propósitos da escola. As metodologias de ensino se tornam adaptáveis quando levam em conta essa liberdade, adequada para todos os estudantes, independentemente de sua habilidade de aprender com todos. Na mesma direção, as atividades escolares são diversificadas, para que todos os alunos possam escolher livremente, ao invés de fazer reservas e distinções para um ou outro grupo da turma (MANTOAN, 2012).
3. FORMAÇÃO DO PROFESSOR E SUA PRÁTICA PARA UM PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NCLUSIVO.
A educação especial, sob a perspectiva jurídica e educacional, tem ganhado destaque na educação do Brasil, fundamentando-se na Constituição de 1988 e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência / Nações Unidas. Sob a ótica da Educação Inclusiva/ MEC 2008, a Política Nacional de Educação Especial é uma prova dos nossos progressos na inclusão escolar. Ao sugerir diferenças, é essencial incluir e identificar claramente o significado multiplicativo dessas diferenças, uma diferença que não pode ser contida e que se altera interna e externamente em cada assunto. No seu texto, fica evidente que as diferenças são fluidas e bem-vindas. Isso ocorre porque as diferenças não são festejadas, nem aceitas, nem estáveis, mas sim questionadas (BURBULES, 2008 apud MANTOAN, 2012).
Os professores de educação geral e especial precisam reexaminar seus papéis e atualizar seus conhecimentos e práticas para que todos possam reconhecer e valorizar as diferenças, sem ter que ignorar os direitos incondicionais de todos os alunos à escola regularem todos os momentos (MANTOAN, 2006).
Mantoan (2006) a formação inicial dos professores especializados precisa ser revista, de modo que possam garantir a inclusão escolar de alunos com deficiência na escola comum, preparando-se para dispensar esses aprendizes o atendimento educacional especializado. 
A proposta da escritora mencionada é empregar ferramentas de ensino à distância para docentes, fundamentadas em formações emergenciais em todo o Brasil, para cobrir uma gama maior de deficiências sensoriais, físicas e intelectuais. Paralelamente, ela organiza programas de pós-graduação para assegurar que a formação seja mais apropriada à relevância das tarefas executadas por esses docentes. Ela criticou que, em vez de criar cursos para capacitar professores para a educação profissional, seria mais vantajoso expandir todos os cursos destinados a professores comuns, para que eles possam aprender a ensinar estudantes com deficiência em sala de aula, incluindo o ensino regular.
Para Diniz (2012) criticar os cursos de formação docente e constatar as inúmeras lacunas existentes têm sido um lugar comum que, infelizmente, mais nos tem imobilizado e “engessado” em discursos sobre incompetência, do que nos levado a produzir as mudanças necessárias.
Assim, ao considerar uma formação de professores que leva em conta a diversidade humana, é necessário levar em conta valores, normas, discurso, princípios que os indivíduos incorporam ao longo de suas vidas e a degradação desses primeiros para se tornarem comportamentos. Ao lidar com a realidade objetiva, as pessoas também precisam levar em conta os valores e princípios definidos, características subconscientes e distúrbios instintivos, além das orientações formativas que compõem o trabalho de ensino. Com certeza, podemos explorar esses elementos do ensino para entender as possíveis decisões e comportamentos subjetivos que definem cada professor, além de sua percepção dos estudantes, da educação, da escola e de suas funções sociais. Como cada indivíduo expressa suas posições políticas e subjetivas no processo de ensino de conceitos e em relação ao comportamento dos professores (DINIZ, 2012).
A educação inclusiva requer dos docentes a criação e manutenção de salas de aula adaptáveis. A orientação é voltada para estudantes de todas as faixas etárias. Isso implica que o ensino é flexível e criativo, com o objetivo de atender às diversas "localidades" dos estudantes em termos de conteúdo e competências, ao mesmo tempo que os incentiva a dar o "próximo passo". A ideia de um ensino diferenciado é uma das mais inovadoras e significativas na educação nos últimos dez anos. Ela solicita aos docentes que desenvolvam salas de aula que satisfaçam as necessidades dos estudantes, ao invés de formar estudantes para atender às demandas da sala de aula. A educação diferenciada também é extremamente alinhada à educação inclusiva (VALLE; CONNOR, 2014).
Ensinar é um processo complexo que se dá́ entre professores e alunos. Na figura a seguir é possível verificar processo dinâmico envolvido na facilitação da construção do conhecimento em sala de aula.
Figura 1: A conexão do conhecimento aluno-professor.
Fonte: VALLE; CONNOR, 2014, p. 123.
Ao definir as metas de ensino, os docentes em ambientes de ensino inclusivos levam em conta o que esperam que todos os estudantes realizem. Conforme a situação particular do estudante, a meta pode ser alterada, mantendo-se intacta como objetivo geral da classe. Assim, os docentes conseguem compreender claramente as metas que desejam atingir, isto é, o que os estudantes podem realizar sob sua supervisão. Contudo, a outra parcela do cálculo da sala de aula se refere aos estudantes que você ensina e ao conhecimento que eles trazem. Com a adição de novos recursos, o conhecimento que os estudantes passam a produzir nas aulas está ligado à base de conhecimento já adquirida anteriormente (VALLE; CONNOR, 2014).
Mas reconhecer que necessitamos de atualização, já é o início de um processo que nos tira o imobilismo e da acomodação e que, por nos inquietar gera movimentos de busca e de renovação (CARVALHO, 2010)
Normalmente, o recado que recebemos dos docentes durante a capacitação é que eles não estão preparados para enfrentar as especificidades de cada matéria. Assim, podemos alterar a lógica de preparação para o problema elaborado e finalizado para outra lógica. Isso significa que, durante o processo, estamos sempre preparados para cada particularidade, sendo necessárias pelo menos duas ações: uma subjetiva e outra profissionalizante. Primeiramente, cada indivíduo - o docente - deve questionar sua posição em relação à diversidade. Após um período, é necessário investir em formação, o que deve desafiar o modelo pré-definido (DINIZ, 2012).
A seleção de recursos e estratégias utilizadas em sala de aula não acontece de forma aleatória. O professor precisa planejar o curso, mas antes deve delinear as estratégias que serão utilizadas no curso de ensino para definir seu próprio comportamento. Para que o processo de inclusão escolar seja efetivo, as pessoas não devem considerar apenas os recursos e estratégias a serem utilizadas, mas também precisam ter uma visão mais ampla, da estrutura externa do ambiente educacional e do interior da instituição. Observe como o aluno chega na escola e como entra no prédio (SILVA; CARVALHO, 2017).
Quando se trata de ensino, o treinamento não é apenas um precedente. Sem dúvida, isso acontece nos cursos de formação e na graduação. Mas se configura no próprio trabalho, no qual os profissionais criam formas definidas. Portanto, a implantação dos profissionais da educação é realizada em seu cotidiano. De acordo com os conflitos que encontrou na prática cotidiana, o professor elaborou e reexplicou a teoria, estabeleceu novos conhecimentos. Em outras palavras, vai da lógica da preparação à lógica da preparação após o surgimento do problema. Além disso, a prática de ensino também envolve uma série de ações que as pessoas não podem descrever com precisão (DINIZ, 2012).
Enfim, o conhecimento em fazer as coisas e este tipo de conhecimento tácito ou conhecimento prático é obtido a partir da experiência adquirida por meio de atividades. Para questões que pertençam à mesma estrutura de outras questões já resolvidas, o professor responderá imediatamente (DINIZ, 2012).
Os docentes indicam que a ausência de conhecimento é essencial para enfrentar os desafios decorrentes da prática com estudantes com necessidades especiais, o que constitui um empecilho para a propagação do saber, uma vez que não contém conhecimento e, portanto, não pode ser propagado. Este despreparo não se deve somente ao fracasso na sua formação, mas também à singularidade da educação especial, que frequentemente faz com que esses docentes sintam dor e receio de sua habilidade de transmitir conhecimentos e aprendizados efetivos aos demais. Assim, é essencial promover e melhorar a capacitação dos docentes, já que eles acreditam que são mais aptos e seguros para transmitir conhecimentos e identificar as necessidades e competências dos estudantes com necessidades especiais (SILVA; CARVALHO, 2017).
 CONCLUSÃO
Do ponto de vista da escola, a inclusão é uma questão de direitos humanos, a inclusão deve ocorrer naturalmente e não precisa de ser imposta às pessoas com necessidades especiais na escola, e as escolas precisam de modificar as suas operações para serem inclusivas para todos os alunos. Desta forma, inclusão não significa que os alunos se adaptem ou se ajustem à escola, mas que a escola realize verdadeiramente as suas próprias funções e se coloque à disposição dos alunos, e não o contrário. 
Como educadores, devemos adaptar-nos urgentemente à nova realidade de diferença na sala de aula para mudar atitudes e criar recursos inclusivos que tratem a humanidade como um todo. Lembre-se que o processo de ensino e aprendizagem é interativo e cada um tem seu ritmo de aprendizagem, mas não há dúvida de que todos são capazes de aprender, não há diferença.Resumidamente, este texto procurou desmontar alguns mitos e equívocos relacionados à educação inclusiva. E ainda temos um longo caminho a percorrer para assegurar uma educação de qualidade para todos, de maneira humanitária. Também observamos que a autêntica inclusão só se concretizará quando os recursos forem alocados adequadamente para o sistema de educação física e pedagogia. 
 Por fim, é essencial que os professores sejam preparados antecipadamente, com uma estrutura apropriada, apoio profissional para docentes e discentes, ajustes pedagógicos, recursos didáticos e supervisão dos pais. Destaca-se a relevância da presença de profissionais qualificados para auxiliar os docentes, tanto na criação e ajuste de recursos e estratégias, quanto na compreensão das limitações e necessidades individuais de cada estudante.
REFERÊNCIAS
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SOFIATO, C. G.; ANGELUCCI, C. B. Educação inclusiva e seus desafios: uma conversa com David Rodrigues. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 43, n. 1, p. 283-295, Mar. 2017. 
VALLE, J. W; CONNOR, D.J. Ressignificando a deficiência: da
abordagem social as práticas inclusivas na escola; tradução: Fernando de Siqueira Rodrigues; revisão técnica: Enicéia Goncalves Mendes, Maria Amélia Almeida. Dados eletrônicos. Porto Alegre: AMGH, 2014.
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