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Aluno
PERMANEÇA 
DESPERTO E 
FIRME NA FÉ
Id e o lo g ia s e t e n d ê n c ia s c o m o a a tu a l c u ltu ra W o k e m o ld a m 
p e rc e p ç õ e s e id e n tid a d e s , a fe ta n d o a fo rm a ç ã o d o s jo v e n s e 
a m issã o da igreja. D ia n te d e s se cen ário , é e s se n c ia l u m o lh a r 
c rít ic o e fu n d a m e n t a d o n a s E s c r itu ra s para c o m p r e e n d e r os 
im p a c t o s d e s s a s d in â m ic a s e re s p o n d e r c o m d is c e rn im e n to .
C o m b a se na B íb lia , é p o ss ív e l a v a lia r e s s e s d e s a fio s e fo r­
t a le c e r a fé, p r e s e r v a n d o a v e r d a d e e o s v a lo r e s c r is t ã o s . 
A c la re z a s o b re e s s a s q u e s t õ e s c a p a c it a líd e re s e ig re ja s a 
p e rm a n e c e re m firm e s , c o n d u z in d o s u a s c o m u n id a d e s co m 
s a b e d o ria e f id e lid a d e ao E v a n g e lh o .
CBO
* Lições Bíblicas
OVENS
CASA PUBLICADORA DAS 
CfHD A SSE M B LE IA S DE DEUS
Presidente da Convenção Geral das
Assembleias de Deus no Brasil
José Wellington Costa Junior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor Executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Consultor Doutrinário e Teológico
Elienai Cabral
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
Cícero da Silva
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Gerente de TI
Rodrigo Sobral
Gerente de Comunicação
Leandro Souza da Silva
Chefe do Setor de Educação Cristã
Marcelo Oliveira
Chefe do Setor de Arte & Design
Wagner de Almeida
Comentarista
Alexandre Coelho
Editora
Telma Bueno
Revisora
Verônica Araujo
Designer
Suzane Barboza
Capa
Fábio Longo
Fotos
shutterstock.com
RIO DE JANEIRO - CPAD MATRIZ
Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP21852-002 
Rio de Janeiro - RJ
CENTRAL DE ATENDIMENTO
0800-021-7373 Ligação gratuita 
Segunda a sexta: 8h às 18h.
LivRARiA V írtual www.cpad.com.br
Comunique-se com a editora da revista: 
telma.bueno@cpad.com.br
A LIBERDADE 
EM CRISTO
VIVENDO O VERDADEIRO 
EVANGELHO CONFORME 
NOS ENSINA A CARTA DE 
PAULO AOS GÁLATAS
Com a graça do Senhor, esta­
mos iniciando mais um trimestre. 
Estudaremos uma das Cartas mais 
importantes do Novo Testamento 
escrita pelo apóstolo Paulo — a 
Carta aos Gálatas. Paulo de forma 
brilhante nos ensina como Deus 
nos livrou do poder do pecado e 
do jugo da Lei.
Encontramos na Carta aos Gála­
tas importantes temas teológicos 
e doutrinários, como por exemplo, 
doutrina da eleição, justificação, 
propiciação, redenção e santificação. 
Embora tenha sido escrita em um 
contexto e em uma época díspar da 
nossa, esta Carta tem importantes 
doutrinas para a Igreja atual.
Ao ler Gálatas podem os ter a 
certeza de que á nossa salvação 
não é resultado da observância da 
Lei, do esforço humano, mas é fruto 
da graça divina.
Você já parou para pensar onde 
estaríamos se Deus, pela sua infi­
nita misericórdia, não tivesse nos 
resgatado do poder do pecado e 
da morte? Graças a Deus pelo seu 
dom inefável (1 Co 9.15) que alcançou 
judeus e gentios.
Que Deus o(a) abençoe.
A Editora.
http://www.cpad.com.br
mailto:telma.bueno@cpad.com.br
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GÁLATAS: A CARTA DA 
LIBERDADE CRISTÃ
"Sabendo que o homem não 
é justificado pelas obras da lei, 
mas pela fé em Jesus Cristo, 
tem os também crido em Jesus 
Cristo, para sermos justificados 
pela fé de Cristo [...]." (Gl 2.16)
" RESUMODaLIçãS1̂
A Carta aos Gálatas é uma 
exposição da salvação pela 
fé em contraste com a 
salvação pelas obras.
LEITURA SEMANAL
SEGUNDA-FEIRA - Gl 1.1
C om issionad o p o r Cristo 
TERÇA-FEIRA - Gl 1.6,7 
Um outro evangelho 
QUARTA-FEIRA - Gl 1.23
Paulo d e fen d e a fé 
q u e antes p erseg u ia 
QUINTA-FEIRA - At 15.5 
O s fariseus queriam a 
circuncisão d o s g en tio s 
SEXTA-FEIRA - Gl 2.20 
Estou crucificado com Cristo 
SÁBADO - At 15.29 
O s apóstolos de Jeru sa lém não 
recom endaram a circuncisão
JOVENS 3
G álatas 1.1-5
1 Paulo, apóstolo (não da parte dos 
homens, nem por homem algum, mas 
por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o 
ressuscitou dos mortos),
2 e todos os irmãos que estão comigo, 
às igrejas da Galácia:
INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre, estuda­
remos a Carta de Paulo aos Gálatas. 
Escrita no primeiro sécuLo da nossa era, 
essa correspondência foi enviada aos 
crentes da região da GaLácia e buscou 
mostrar aos seus Leitores a importância 
da liberdade cristã e a suficiência do 
Evangelho. Eram homens e mulheres 
que haviam sid o a lca n ça d o s pela 
pregação e o ensino da salvação ofe­
recida por Jesus, mas que, em algum 
momento, se deixaram Levar por ensinos 
diferentes dos que haviam recebido, e 
estavam se afastando do pLano de Deus 
para as suas vidas. Rever os ensinos do 
apóstolo nesta Carta pode nos fazer 
refletira respeito da im portância de 
valorizar o sacrifício de Jesus e não 
nos deixar Levar por ensinos estranhos, 
que buscam coLocar o esforço humano 
como um substituto à graça de Deus.
I - A CARTA AOS GÁLATAS
1. O contexto. O Evangelho de 
Cristo se espalhou pelo Império Ro­
mano quando judeus e estrangeiros 
ouviram a sua mensagem e recebe­
ram Je su s em seu s corações. Essa 
divulgação se deu pelo testem unho 
de irm ãos ju d e u s que fugiram de
3 graça e paz, da parte de Deus Pai e da 
de nosso Senhor Jesus Cristo,
4 o qual se deu a si mesmo por nossos 
pecados, para nos livrar do presente 
século mau, segundo a vontade de 
Deus, nosso Pai,
5 ao qual glória para todo o sempre. 
Amém!
JerusaLém por conta da perseguição, 
m as tam bém se deu por conta do 
trabaLho específico de obreiros como 
Barnabé e SauLo, que foram enviados 
por Deus, e pela igreja, às nações 
gentias como missionários. Essa fase 
iniciaL da igreja é apresentada no Livro 
de Atos dos ApóstoLos. Mas a história 
da igreja não se resum e aos relatos 
de Lucas, que inspirado pelo Espírito 
Santo, registrou os acontecim entos 
reLativos às atividades missionárias. As 
cartas dos apóstoLos também trazem 
informações que nos mostram outros 
acontecim entos nesse período.
Muitos gentios se tornaram cristãos, 
e com o aumento deles entrando na 
igreja, crendo que a saLvação prometida 
por Cristo vinha pela fé, surgiu o que 
vam os cham ar de “choque cultural”: 
um grupo d e ju d e u s, que também 
tinha crido em Jesus, passou a ensinar 
que a Salvação dependia também da 
guarda da Lei de M oisés. Je su s era 
judeu, e guardou a Lei, sujeitando-se a 
eLa. Portanto, todos os seus seguidores 
deveríam também passar peLo mesmo 
rito. Esse grupo é denominado dejudai- 
zantes, e como veremos, deu trabaLho 
por onde passava, pois seu ensino, de 
forma praticamente imperceptíveLaos
4 JOVENS
gálatas, enfatizava o esforço humano 
como um auxiliar à graça de Deus.
2. O autor. Paulo é o autor da Carta 
aos Gálatas. Ele se identifica como tal 
logo no primeiro versículo, não dando 
margem para que outra pessoa possa 
ser apresentada como responsável 
por essa autoria. Como veremos no 
decorrer das lições, sua autoridade 
apostólica foi questionada por um grupo 
de judeus. Por isso, colocar seu nome 
na carta que escreveu foi uma forma 
de se identificar com seus leitores e, 
os detalhes evidentes nela, mostram 
que Paulo conhecia os irmãos gálatas. 
Sobre a data dajudeu, com o crente 
Abraão. Os irmãos gálatas certamen­
te tiveram contato com a história de 
Abraão, seja por Pauto, seja pelos 
judaizantes, e o apóstolo se vale da 
figura do patriarca para exemplificar a 
realidade da justificação pela fé.
Era a forma mais adequada de 
mostrar aos leitores que a Lei de Moisés 
não era superior à graça de Deus e à 
salvação pela fé. A Palavra de Deus 
destaca que Abrão foi chamado por 
Deus para deixar a sua terra e os seus 
parentes para herdar uma terra que ele
JOVENS 31
N a g ra ç a , r e c e b e m o s 
o q u e n ã o m e r e c e m o s , e na 
m is e r ic ó r d ia , n ã o r e c e b e m o s o 
q u e m e r e c e m o s . A ju s t if ic a ç ã o 
d o s g e n t io s n ã o v ir ía p e la s 
o b ra s, e s im p e la fé.
nem mesmo sabia onde era. Ele creu 
em Deus, dando início a uma viagem 
cujo destino era ignorado, mas estava 
ciente da fidelidade do Senhor. Ao 
Longo de sua história, ainda que não 
comptetamente perfeita, o patriarca 
demonstrou fé não somente que Deus o 
guiaria ao destino aonde chegaria, mas 
principalmente na promessa de que 
seria pai de uma multidão de pessoas.
2. Foi considerado justo. Abraão, 
de onde provém os judeus, foi consi­
derado justo. E como isso se deu? Pela 
fé, Abraão recebeu a promessa de ter 
um filho, mas com o passar do tempo, 
ele viu que a promessa de Deus não 
havia sido cumprida ainda. Ele chegou 
a mencionar que o mordomo Eliézer 
era o adm inistrador daquela casa e 
herdaria os seus bens. Mas Deus deu 
uma lição prática ao patriarca. O Eterno 
levou o ancião para fora da tenda onde 
estava, e como era de noite, pediu que 
ele contasse as estrelas. Deus ainda 
disse: [...] “se as podes contar" [...] (Gn 
15.5). Ele concluiu dizendo: “Assim será 
a tua semente" (ou descendência). O 
verso a seguir diz que “E creu ele no 
SENHOR, e foi-lhe imputado isso por 
justiça” (Gn 15.6). Abraão foi justificado 
por ter crido no que Deus havia falado.
3. Deus iria justificar os gentios pela
fé. Paulo menciona que Deus havia 
previsto que a fé seria o instrumento 
pelo qual os pecadores, judeus ou gen­
tios, fossem declarados justos diante 
de Deus. O Eterno escolhe a fé, e não 
as obras, para justificar uma pessoa. 
As obras dependem do potencial e 
da vontade de cada um, e como cada 
ser humano não tem as mesmas con­
dições que outro, surge uma injustiça, 
pois um poderia fazer mais obras e 
outro, não, Como se fosse pouco, as 
obras tendem a nos fazer orgulhosos 
de nossas próprias capacidades. Isso 
desagrada a Deus.
Em sua sabedoria, “Deus encerrou a 
todos debaixo da desobediência, para 
com todos usar de misericórdia" (Rm 
11.32). Na misericórdia não há mérito 
de quem erra, mas sim, m érito de 
quem exerce a misericórdia. Na graça, 
recebemos o que não merecemos, e 
na misericórdia, não recebemos o que 
merecemos. Ajustificação dos gentios 
não viria pelas obras, e sim pela fé.
III - A FÉ COMO FONTE DE VIDA
1.0 justo viverá da fé. Essa expres­
são é oriunda do profeta Habacuque (Hc 
2,4). Ele profetizou ao povo de Judá em 
meio a uma grande corrupção moral e 
espiritual, e sob a sombra dos ataques 
dos babilônios. Esses seriam usados 
pelo Eterno para julg ar Judá. Havia 
hebreus arrogantes naqueles dias, e 
Deus diz ao profeta que “eis que a sua 
alma se incha, não é reta nele: mas o 
justo, pela sua fé, viverá” (Hc 2,4). Essa 
expressão, de que o justo viverá da fé, 
também se acha em Romanos que diz: 
“U se descobre a justiça de Deus de fé 
em fé, como está escrito: Mas o justo
32 JOVENS
viverá da fé” (Rm 1.17). Em mais de uma 
referência Bíblica nos é dito que a fé 
traz a vida (Hb 10.38).
2. Aquele que não permanecer 
nessas coisas. Uma das mais sérias 
realidades da vida cristã é a necessi­
dade de perseverança daqueles que 
aceitaram a Jesus. Não estamos mais 
sujeitos ao pecado, e nossa liberdade é 
para viver no Espírito e não pecar. Esse 
exercício, porém, deve ser constante 
e perm anente. A perm anência e a 
constância são virtudes que devemos 
cultivar, e na direção certa. Os gálatas 
estavam sendo inconstantes no tocante 
ao Evangelho que haviam recebido, e 
ao se apoiarem na guarda da Lei, não 
somente se colocavam debaixo de um 
jugo, mas também de uma maldição. 
Pior que isso, não praticar a Lei na ín­
tegra torna a pessoa maldita: “Maldito 
aquele que não confirmar as palavras 
desta lei, não as cumprindo. E todo o 
povo dirá: Amém” (Dt 2726). Os gálatas 
não precisavam nem deviam guardar 
os preceitosjudaicos, primeiro porque 
não eram judeus: segundo, porque se 
colocavam debaixo de uma maldição, 
e terceiro, porque não conseguiríam 
praticar toda a Lei, tornando-se, por­
tanto, culpados.
3. Cristo é a posteridade de Abraão.
A descendência de Abraão é Cristo, 
e através dEle, judeus e gentios são 
alcançados pela fé. Em Cristo, e não na 
guarda da Lei, temos a possibilidade 
de ser feitos filhos de Deus por adoção, 
e herdeiros da eternidade não pelos 
nossos méritos, mas pelo mérito de 
Cristo. Foi o que Ele fez, e não o que 
tentam os fazer, que nos garante o 
acesso a Deus.
© CONCLUSÃO
Todos podemos ser tentados a acres­
centar alguma coisa ao Evangelho 
de Jesus. Podemos não fazer isso na 
doutrina, mas fazê-lo na nossa prática 
de vida, criando crendices e hábitos 
que vão contra a Palavra de Deus. 0 
Eterno espera que 0 que recebemos de 
Deus seja defendido e mantido a todo 
custo: 0 Sacrifício de Jesus é suficiente 
para a nossa salvação, e que quando 
optamos por observar práticas que a 
Bíblia não diz, estamos acrescentando 
ao Evangelho coisas que Deus jamais 
planejou para a sua Igreja.
© HORA DA REVISÃO 
1, Segundo a lição, como Paulo se 
dirige aos crentes na introdução 
da Carta?
2, O que significa a palavra “fascinação”?
3. De acordo com a lição, qual o sig­
nificado da palavra “representado” 
em grego?
4. Como Abraão foi justificado?
5, Qual o instrumento de Deus previsto 
para justificar judeus e gentios?
A PROMESSA QUE NAO 
PODE SER REVOGADA
M i siaisiaraai LEITURA SEM ANAL
"Porque todos sois filhos de 
Deus pela fé em Cristo Jesus." 
(Gl 3 .26)
I I |l| I I I W T f
A promessa de Deus não 
pode ser revogada pela Lei, 
pois Deus não se contradiz.
SEGUNDA-FEIRA - GI317 
A aliança não é invalidada pela Lei
TERÇA-FEIRA - Gn 1 2 ,3 
Todas as famílias da terra
QUARTA-FEIRA - Jo 1.17 
A graça veio p o r Jesus Cristo
QUINTA-FEIRA-Gl3.19
A Lei existe p o r causa 
das transgressões
SEXTA-FEIRA-Gl 3.25
Não precisam os d e aio
SÁBADO - Gl 3 21 
A Lei não é contra as 
prom essas de Deus
34 JOVENS
Gálatas 3.17-24
17 Mas digo isto: que tendo sido o testamento 
anteriormente confirmado por Deus, a 
lei, que veio quatrocentos e trinta anos 
depois, não o invalida, de forma a abolir 
a promessa.
18 Porque, se a herança provém da lei, já 
não provém da promessa; mas Deus, 
pela promessa, a deu gratuitamente a 
Abraão.
19 Logo, para que é a lei? Foi ordenada por 
causa das transgressões, até que viesse 
a posteridade a quem a promessa tinha 
sido feita, e foi posta pelos anjos na mão 
de um medianeiro.
20 Ora, o medianeiro não o é de um só, mas 
Deus é um.
21 Logo, a lei é contra as promessas de 
Deus? De nenhuma sorte; porque, se 
dada fosse uma lei que pudesse vivificar, 
a justiça, na verdade, teria sido pela lei.
22 Mas a Escritura encerrou tudo debaixo 
do pecado, para que a promessa pela fé 
em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.
23 Mas, antes que a fé viesse, estávamos 
guardados debaixo da lei e encerrados 
para aquela fé que se havia de manifestar,
24 De maneira que a lei nos serviu de aio, 
para nos conduzir a Cristo, para que, pela 
fé, fôssemos justificados.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que Paulo se 
refere à importância da promessa em de­
trimento da Lei. Os judaizantes criam que 
eram a semente de Abraão, e somente 
eles. Mas Pauto mostra que a semente 
de Abraão, para Deus, é mais abrangente, 
e alcança todos os que creram e creem 
em Jesus pela fé, judeus e gentios. A Lei, 
que é o pacto moisaico, nãotem o poder 
de anular a promessa de Deus feita ao 
patriarca 400 anos antes, pois Deus não 
voltou atrás em sua promessa.
I - O PACTO DE DEUS A N TE­
RIOR À LEI
1. A Lei não invalida o testamento.
Paulo se vale de uma linguagem jurídica 
para mostrar aos gálatas a importân­
cia das promessas de Deus, Aqui, ele 
apresenta uma contraposição entre a 
promessa e uma lei. Deus fez promessas 
a Abraão, e destacamos a de que ele 
seria pai de uma grande nação. Pelo 
que vemos ao longo da revelação divina, 
com base em Gênesis 12.3: “em ti serão 
benditas todas as famílias da terra", o
alcance da promessa divina a Abraão 
ia além da sua semente física. Deus fez 
um pacto com Abraão, e esse pacto não 
seria revogado pela lei de Moisés.
Na língua grega há duas expressões 
para a palavra 'aliança'. A primeira é 
synthehe, “colocarjunto", onde um pacto 
é feito entre partes iguais, com direitos 
iguais de discutir o acordo a ser proposto. 
A segunda palavra é diatheke, “colocar 
por”, e traz a ideia de um acordo em que 
as partes são desiguais, quando uma 
parte coloca os termos e a outra aceita ou 
rejeita. Essa é 0 termo que Paulo usa para 
explicar o pacto de Deus com Abraão, O 
patriarca, como ser humano, era limitado 
no que poderia oferecera Deus, exceto 
pela fé que tinha no Eterno. Deus, por 
sua vez, prometeu bênçãos a Abraão, 
e uma vez feito o pacto acerca dessa 
promessa, não voltaria atrás. Em sua 
presciência, Deus sabia que os gentios 
seriam alcançados e experimentariam a 
oportunidade de viver pela fé.
2. A herança vem pela promessa. Por 
mais que a herança possa ser regulamen­
tada por uma lei, ou seja, por mais que
JOVENS 35
uma lei defina as regras para que uma 
herança possa ser dada e recebida, a lei 
não tem o poder de modificar a vontade 
do testador nem de alterar o testamento 
depois de o testador ter falecido. A lei 
pode regulamentar, mas não invalidar o 
testamento, ainda mais se essa Lei veio 
muito tempo depois de o testamento ter 
sido acertado entre o doador e o herdeiro. 
A promessa de Deus a Abraão não poderia 
ser revogada pela lei que Deus deu ao 
seu povo. A herança não viria através da 
Lei, mas da promessa baseada e ratificada 
pelo testamento entre Deus e Abraão.
3. A Lei existe por causa das trans­
gressões. Paulo explica o motivo da Lei 
existir, pois se não o fizesse, certamente 
os gálatas manteriam a percepção 
de que seguir os preceitos mosaicos, 
sendo gentios, era a forma correta de 
viver o Evangelho. De certa forma, a Lei 
de Moisés pode ser comparada a um 
objeto que tem a capacidade de refletir 
a imagem de uma pessoa, mas não de 
limpá-la, A Lei mostrava quem a pessoa 
era, mas não podia mudá-la. Espelhos 
não mudam a aparência das pessoas 
que se coLocam diante deles.
A Lei tinha por objetivo regular as 
relações entre o homem e Deus, entre 
o homem e o seu próximo e o homem 
consigo mesmo. Era um código de suma 
importância para os hebreus. Ela existia 
porque a natureza pecaminosa dos filhos 
de Abraão era a mesma natureza peca­
minosa dos demais seres humanos, e os 
hebreus pelo menos teriam um referencial 
escrito para não pecar contra Deus.
Como já sabemos, a Lei apontava o 
pecado. Ela, de certa forma, restringia 
a maldade, e nos é dito que ela existia 
por conta das transgressões. Como 
sabemos, é da natureza pecaminosa do 
ser humano tentar burlar regras (Rm 7.7). 
A Lei mostrava o pecado, e os homens 
testavam os limites do alcance dela 
pecando contra Deus.
36 JOVENS
II - A LEI NÃO INVALIDA AS
PROMESSAS DE DEUS
1. A Lei não é contra as promessas 
de Deus. É estranho imaginar que Deus 
tenha feito um pacto com Abraão e, qua­
trocentos anos depois, tenha mudado as 
regras, fazendo uma Lei para os descen­
dentes de Abraão e mudando os termos 
antes acertados. Em sua fidelidade, o 
Eterno mantém o que foi ajustado com 
Abraão ao longo dos séculos.
Paulo pergunta: “Logo, a lei é contra 
as promessas de Deus? De nenhuma 
sorte: porque, se dada fosse uma lei que 
pudesse vivificar, a justiça, na verdade, 
teria sido peta lei” (Gl 3.21). O que os 
judaizantes não compreendiam é que 
a Lei e a promessa de Deus não eram 
opostas. Deus não criou a Lei para se 
opor à promessa que havia feito a Abraão, 
mas para conduzir os hebreus à fé em 
Cristo. Ela era um aio, como veremos.
2. Tudo está debaixo do pecado. 
Antes de falar sobre a Lei como um tu­
tor, Paulo fala que “a Escritura encerrou 
tudo debaixo do pecado, para que a 
promessa pela fé em Jesus Cristo fosse 
dada aos crentes" (Gl 3.22). A salvação é 
uma dádiva, não uma divida que tenha 
de ser paga pelo esforço humano. Aqui 
entra o fator graça de Deus. Com todos 
colocados no mesmo padrão, ou seja, 
debaixo do pecado, há uma “padroni­
zação”, ou seja, ninguém é melhor ou 
superior a ninguém quando se trata de 
receber a salvação. Ou é pela fé ou não 
é por caminho nenhum.
3. A lei como “aio”. A Lei agia como 
um tutor. Ela ensinava, conduzia no ca­
minho, mas também tolhia a liberdade. 
Como um batedor militar, que conduz 
uma autoridade até o seu destino, o aio 
assim agia. Ele direciona o comboio, faz a 
proteção, mas não os deixa em liberdade 
até que tenham chegado ao destino 
esperado. A Lei de Moisés deve guiar os 
seus seguidores até Cristo. Da mesma
forma que um aio deveria conduzir uma 
criança até o destino proposto, assim a 
Lei deveria fazer.
A Lei de Moisés não é adversária da 
graça de Deus. Na prática, a Lei conduz 
os hebreus até a graça de Deus, pois as 
ordenanças mosaicas apontam para uma 
impossibilidade de se agradar a Deus pelas 
obras: “Porque a lei foi dada por Moisés; a 
graça e a verdade vieram por Jesus Cris­
to" (Jo 1.17). A Lei nos prende ao pecado 
mostrando o que é o pecado. A liberdade 
dessa prisão só pode vir por Cristo,
III - OS VERDADEIROS FILHOS
DE DEUS
1. Somos filhos de Deus pela fé. O
que faz com que sejamos feitos filhos 
de Deus não é a observância da Lei. Não 
somos filhos de Deus pelas coisas que 
fazemos, e sim pela fé em Jesus. É pos­
sível que resquícios da mensagem dos 
judaizantes estejam sendo ensinados em 
nossos dias, quando se exige que uma 
pessoa cumpra uma série de preceitos 
para que possa ser abençoada ou salva.
2. Não há judeu nem grego. Na gra­
ça de Deus, todos somos iguais para a 
salvação: pecadores. Sem fé, um hebreu 
não terá a salvação, e pela fé, um gentio 
verá a Deus. Por isso Paulo diz que “nisto 
não há judeu nem grego; não há servo 
nem livre; não há macho nem fêmea; 
porque todos vós sois um em Cristo 
Jesus" (Gl 3.28).
3. Somos descendentes de Abraão (Gl 
3.29). Paulo não diz que somos herdeiros 
de Abraão por força da Lei de Moisés, mas 
sim por causa da promessa de Deus. Os 
judeus ainda são descendência física de 
Abraão, mas todos os que creem em Jesus, 
pela fé, são igualmente filhos de Abraão.
Nós fomos feitos filhos de Deus por 
adoção, mas nem por isso somos menos 
filhos de Deus. A adoção traz para nós as 
prerrogativas de uma herança que nos 
está destinada pela fé.
©CONCLUSÃO
A salvação é um presente de Deus, uma 
herança, que nos é dada por intermédio 
da fé, que nos justifica e nos faz filhos 
de Deus por adoção. Ela não é nem 
pode ser fruto de troca, como algumas 
pessoas queiram sugerir. E a Lei de 
Deus não se opõe à promessa dEle, 
pois aceita 0 homem pela fé, e esse 
é o padrão que Ele estabeleceu para 
que os homens se aproximassem dEle. 
Somos filhos de Deus e descendência 
do patriarca Abraão pela fé.
© HORA DA REVISÃO
1. Qual a promessa feita a Abraão e que 
alcança todas as famílias da Terra?
2. Q uais são as duas e xp ressõ es 
gregas para a palavra “aliança”?
3, Por que a Lei existe?
4. Qual o objetivo da Lei?
5. A Lei invalida as promessas de Deus?
FILHOS E HERDEIROS
TEXTO PRINCIPAL ■ LEITURA SEMANAL
"Assim que já não és mais 
servo, mas filho; e, se és filho, és 
também herdeiro de Deus por 
Cristo." (Gl 4.7)
RESUMO DA LIÇAO
A m aturidade exige de nós um 
com portam ento diferenciado, 
pois por ela recebem os a 
herança em Cristo.
SEGUNDA-FEIRA- 1 Co 13.H 
Q uando era m enino 
TERÇA-FEIRA-Gl 4-3 
M eninos estão sujeitos à servidão 
QUARTA-FEIRA - G U -5 
Em Jesus recebem os a adoção 
QUINTA-FEIRA-Gl 48 
D esconhecer a Deus 
leva à idolatria 
SEXTA-FEIRA-Gl 414 
Paulo foi receb id o com o 
um anjo de Deus 
SÁBADO - Gl 4 1 7 
N osso zelo p o r Deus
38 JOVENS
TEXTO BÍBLICO
Gálatas 4.1-7
1 Digo, pois, que, todo o tempo em que 
o herdeiro é menino, em nada difere 
do servo, ainda que seja senhor de 
tudo.
2 Mas está debaixo de tutores e curadores 
até ao tempo determinado pelo pai.
3 Assim também nós, quando éramos 
meninos, estávamos reduzidos à servi­
dão debaixo dos primeiros rudimentos 
do mundo;
INTRODUÇÃO
Vimos na lição anterior que Paulo 
tratou a respeito da descendência 
de Abraão: todos os que creem em 
Jesus pela fé, quer sejam judeus, quer 
sejam gentios. Nesta lição, trataremos 
a respeito da maturidade. É ela que faz 
o herdeiro menino se tornar um her­
deiro completo e apto para receber a 
herança. Ao se colocarem debaixo da 
Lei, os gálatas estavam não somente se 
colocando num caminho de retrocesso 
para com o Evangelho, mas estavam 
iguatmente renunciando a sua matu­
ridade e sua herança em Cristo.
I - HERDEIRO, MAS COMO SE
NÃO FOSSE AINDA
1. Herdeiro, mas como escravo. Pau­
lo começa dizendo que "todo o tempo 
em que o herdeiro é menino, em nada 
difere do servo, ainda que seja senhor 
de tudo” (Gl 4.1). Nesse texto, podemos 
ver a importância da maioridade, Ainda 
que uma criança fosse considerada 
herdeira, não é diferente de um escravo 
enquanto não atingir a maioridade. À 
medida que a criança vai crescendo e 
se desenvolvendo, ela vai se tornando
4 mas, vindo a plenitude dos tempos, 
Deus enviou seu Filho, nascido de 
mulher, nascido sob a lei,
5 para remir os que estavam debaixo da lei, 
a fim de recebermos a adoção de filhos.
6 E, porque sois filhos, Deus enviou aos 
nossos corações o Espirito de seu Filho, 
que clama: Aba, Pai.
7 Assim que já não és mais servo, mas 
filho; e, se és filho, és também herdeiro 
de Deus por Cristo.
menos dependente do aio (daquele 
que a conduz e que exerce sobre ela 
uma tutela, uma guarda). A criança não 
é uma escrava, mas é "considerada’ 
como se fosse, em relação a herança, 
até que atinja a maturidade.
Paulo comenta que 0 herdeiro, en­
quanto menino, por mais que seja dono 
de tudo, não tem acesso à herança e 
não possui diferença de um escravo. 
Falta a ele a maturidade que só o tempo 
poderá trazer. Um comentarista diz que 
aquela criança era chamada de “jovem 
senhor”, sendo “senhor” porque um dia, 
na maioridade, poderia usufruir dos 
bens e direitos que lhe seriam entre­
gues, e ‘jovem ” para não se esquecer 
que sua hora não havia chegado e se 
colocar no seu lugar. Mas a hora da 
sua maioridade chegaria, e ele poderia 
usufruir dos seus bens e títulos,
A função da Lei era conduzir as 
pessoas a Cristo, da mesma forma 
que o aio conduzia a criança até a 
escola e se responsabilizava pela sua 
educação (Gl 4.3).
2. Na p le n itu d e dos tem po s. O 
momento da história humana em que 
Deus interveio para transformar uma
JOVENS 39
promessa em um fato consumado é 
chamado de “plenitude dos tempos" 
Nesse período específico, Deus enviou 
a Jesus, e o apóstolo ainda reforça: 
“nascido de mulher, nascido sob a lei” 
(GI4.4). Essas duas colocações têm im­
portância pois, mostram não somente a 
humanidade de Jesus, mas igualmente 
o fato de que por ter nascido sob a Lei 
e tê-la cumprido até a morte, seu sa­
crifício foi único e perfeito, colocando a 
salvação disponível a todos que creem, 
independente da sua cultura de origem,
Paulo destaca que foi Deus que en­
viou seu Filho do Céu para este mundo, 
Essa vinda fazia parte da promessa dada 
a Abraão, de que nele, todas as famílias 
seriam benditas. A bênção de Deus 
não estaria restrita aos descendentes 
de Abraão que guardavam a Lei. Essa 
bênção seria dada, pela fé, aos que 
cressem no sacrifício de Jesus.
3, Remir os que estavam debaixo 
da lei. A vinda de Jesus foi para remir 
os que estavam debaixo da Lei. Remir 
é comprar novamente. Paulo aqui nos 
mostra que as ações de Deus sempre 
têm um propósito. Nessa rem issão 
Jesus pagou a nossa dívida, e com seu 
sangue, nos comprou para Deus (Ap 5.9).
Certo estudioso comentou que os 
judeus dos tempos de Jesus, de forma 
geral, consideravam a Lei como "um 
capataz cujas ordens precisavam ser 
obedecidas por temor à penalidade 
decorrente da infração”. Ela é o paida- 
gogos, responsável por preparar e levar 
as crianças de uma família para a escola, 
onde seriam entregues ao “mestre-es- 
cola". Uma vez entregue as crianças ao 
mestre-escota, a responsabilidade do 
p a id a g o g o s estava concluída. Nada 
mais há de ser feito por ele.
II - A NOSSA POSIÇÃO EM DEUS
1, Somos filhos e herdeiros. Antes 
os gálatas serviam aos ídolos, pois 
não conheciam a Deus. Mas agora, 
eles haviam sido salvos, e não foram 
deixados à própria sorte. Eles foram 
recebidos como filhos (GI4.6). Paulo- 
prossegue dizendo que somos filhos e 
herdeiros, coisa que um escravo não é. 
Pelo Espírito Santo, os gentios poderíam 
chamar Deus de “paizinho”, não uma 
expressão que remonte a ideia de um 
diminutivo, mas sim de intimidade. Os 
gentios agora, em Cristo, obedecem 
a Deus para agradá-lo, e não porque 
podem ser punidos, como os ídolos 
faziam com aqueles que os adoravam.
Mas essa nova posição para os 
gálatas estava sendo abalada: “como 
tornais outra vez a esses rudimentos 
fracos e pobres, aos quais de novo 
quereis servir? Guardais dias, e meses, 
e tempos, e anos" (GL 4.9,10).
2. Guardando preceitos e regras. 
Eles eram filhos e herdeiros de Deus 
pela fé, mas observando a Lei de Moisés, 
estavam como que voltando à época em 
que serviam a ídolos. Mais que isso, eles 
passaram a se preocupar com a guarda 
das festas hebraicas e os dias santos, 
uma regra para que a cultura judaica 
fosse prolongada entre os gentios. Eles 
aprenderam com os judaizantes a guar­
dar rituais que se iniciavam com datas 
importantes do judaísmo. O que comer, 
o que não comer, não deixar de celebrar 
tal data. Na prática, pouca diferença tinha 
o legalismo do paganismo, dos ídolos 
que antes os gálatas adoravam.
Não há nenhum impedimento em 
se guardar um dia para a adoração a 
Deus. Os hebreus tinham seu próprio 
calendário, e dele se valiam para não
40 JOVENS
descumprir os mandamentos. Guarda­
mos o domingo pois foi nete que Jesus 
ressuscitou, vencendo a morte e nos 
garantindo que seremos vitoriosos com 
Ele nesse mesmo aspecto. Mas a guarde 
de datas e dias como um misticismo 
não é o que Deus tem para nós.
Há algum problema em se seguir 
regras? De forma alguma. As regras nos 
ajudam a saber como nos portar em 
diferentes contextos e trazem organiza­
ção. No trabalho ou nos estudos, regras 
como cumprir horários e estar fazendo 
as suas atividades no departamento 
onde se trabalha ou na sala onde a aula 
vai acontecer, ajudam na organização e 
no bom relacionamento. Mas quando 
o comprimento de regras se torna o 
referencial de espiritualidade, tal ideia 
não é correta, como no caso dos gálatas.
3. Fraqueza de Paulo quando es­
teve com os gálatas. Paulo relembra 
seus leitores que esteve com eles 
em fraqueza, uma forma de dizer que 
estava acometido de uma enfermida­
de, E por que ele faz isso? Diferente 
de pessoas que ensinam que quem 
serve a Deus não pode ficar doente, 
ou se está, é porque cometeu aLgum 
pecado ou porque não tem fé, Paulo 
nos permite entender que estam os 
sujeitos às mazelas deste “corpo de 
humilhação” (Fp 3.21). Ele acrescenta: 
“E não rejeitastes, nem desprezastes 
isso que era uma tentação na minha 
carne” (GI4.14). Os gálatas tinham um 
coração aparentemente disposto à ge­
nerosidade e à misericórdia, tanto que 
“se possível fora, arrancarieis os olhos, 
e mos darieis” (GI4.15). A receptividade 
dos gálatas foi relembrada para mostrar 
que Paulo não lhes era um oponente. 
Ele tinha gratidão pelos gálatas.
G u a r d a m o so d o m in g o 
p o is f o i n e le q u e J e s u s 
r e s s u s c it o u , v e n c e n d o a m o r t e 
e n o s g a r a n t in d o q u e s e r e m o s 
v it o r io s o s c o m E le n e s s e 
m e s m o a s p e c to .
A graça de Deus, pregada pelo 
apóstolo, foi suficiente não só para al­
cançar os seus ouvintes, mas igualmen­
te poderosa para que eles recebessem 
a Paulo como um mensageiro de Deus, 
mesmo quando estava adoecido. E os 
judaizantes estavam se aproveitando 
dessa boa vontade dos gálatas para 
semear entre eLes a desobediência.
III- MATURIDADE E RESPON­
SABILIDADE
1. Inimigo fala a verdade? É pos­
sível que os judaizantes estivessem 
ensinando que Paulo era um inimigo 
dos gálatas por falar daquela forma 
com eles, Mas o apóstolo o fazia com 
o coração de um verdadeiro pastor, 
não como um aventureiro. Ele falava a 
verdade em amor. O questionamento 
do apóstolo sobre a sua forma de falar 
com os leitores deixa claro a diferença 
entre ser um bajulador e ser um mestre 
que se preocupa não com o que pode 
receber, mas com o que pode entregar.
2. O zelo inconveniente. Nem toda 
demonstração de zelo é do Espírito. 
É possível que haja na igreja pessoas 
que apresentam o que seria tido por um 
comportamento aceitável diante de Deus, 
mas sem o aval dEle, O zelo dos judai-
JO VENS 41
zantes não era espiritual, mas religioso, 
e esses dois zelos são diferentes. O zelo 
espiritual se preocupa com a vida espiri­
tual das pessoas de uma congregação, 
ao passo que o zelo religioso se prende 
ao formato como a religião é manifesta. 
Eles queriam aumentara sua influência 
entre os gálatas demonstrando um zelo 
religioso, e isso era contrário ao Evange­
lho: “Eles têm zelo por vós, não como 
convém: mas querem excluir-vos, para 
que vós tenhais zelo por eles" (Gl 4.17). O 
zelo dos judaizantes era inconveniente.
Paulo era contrário ao zelo espi­
ritual? De forma alguma, Ele diz: “É 
bom ser zeloso, mas sempre do bem 
e não somente quando estou presente 
convosco” (Gl 4.18), Ele não estava ali 
com os gálatas, mas dem onstrava, 
mesmo à distância, o zelo espiritual 
que marcava o seu ministério.
3. A maioridade exige responsabilida­
des. Crescer implica ter responsabilidades. 
Uma pessoa que atinge a maioridade 
tem obrigações das quais não pode se 
esquivar. É possivel que uma pessoa 
tenha direito à herança, mas não possa 
possuí-la devido à idade. Os gálatas já 
tinham conhecido Jesus, e com 0 Senhor, a 
maturidade, Agora estavam se colocando 
como crianças, sendo guiados pela Lei, 
e considerados sem acesso à herança. A 
maturidade tem por preceito a diferencia­
ção da infantilidade. Um adulto não pode 
agir como criança, como se precisasse 
passar por todo o processo de cresci­
mento e amadurecimento. De um adulto 
se espera diversas características, como: 
inteligência, experiência, responsabilidade 
por seus atos, seriedade e conhecimento. 
Não esperamos isso de uma criança, que 
ainda está em desenvolvimento e não 
possui essas competências.
©CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos que Pauto faz uma 
comparação entre 0 herdeiro criança e 
0 herdeiro que já atingiu a maioridade 
e mostra a importância de se ter o zelo 
correto para com as coisas de Deus 
e as pessoas de Deus. Ele mostra 0 
zelo espiritual que caracterizava 0 seu 
ministério, e que a maturidade tem 
suas responsabilidades, não sendo, 
portanto, compatível a uma pessoa 
madura agir como uma criança para 
com as coisas de Deus.
© HORA DA REVISÃO 
1, Segundo a lição, qual era a respon­
sabilidade do aio?
2. Explique, segundo a lição, o que é 
a “pLenitude dos tempos".
3, O que significa “remir”?
4. Qual é a nossa posição em Deus?
5, Toda demonstração de zelo é do 
Espírito?
42 JOVENS
FILHOS DE DEUS E 
DESCENDÊNCIA 
DE ABRAÃO
TEXTO PRINCIPAL
"Mas nós, irmãos, somos filhos 
da promessa, como Isaque." 
(Gl 4.28)
RESUMO DA LIÇAO
Pela fé em Jesus Cristo, 
somos filhos de Deus e 
descendência de Abraão.
LEITURA SEMANAL
SEGUNDA-FEIRA - GU.21 
Para seguir a Lei, ao menos leia-a 
TERÇA-FEIRA-Gl 4.22 
Dois filhos, um escravo e outro livre
Q U A R T A -FE IR A -G l 4.24
Filhos da servidão
QUINTA-FEIRA-Gl 4.28 
Filhos da prom essa 
SEXTA-FEIRA - GI4 29 
Os filhos da prom essa 
são perseguid os 
SÁBADO - Gl 5.1 
Não se coloq ue debaixo 
de servidão
JOVENS 43
Gaiatas 4.21-26
21 Dizei-m e vós, os que quereis estar 
debaixo da lei: não ouvis vós a lei?
22 Porque está escrito que Abraão teve dois 
filhos, um da escrava e outro da livre.
23 Todavia, o que era da escrava nasceu 
segundo a carne, mas o que era da 
livre, por promessa,
24 o que se entende por alegoria; porque 
estes são os dois concertos: um, do 
monte Sinai, gerando filhos para a 
servidão, que é Agar.
25 Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, 
que corresponde à Jerusalém que agora 
existe, pois é escrava com seus filhos.
26 Mas a Jerusalém que é de cima é livre, 
a qual é mãe de todos nós;
INTRODUÇÃO
A lição desta semana é a respeito 
da história apresentada por Paulo sobre 
Ismael e Isaque, os dois filhos de Abraão. 
Ele fala da escravidão e da liberdade, 
representadas pelos dois filhos, onde a 
escravidão é a perda da liberdade e da 
identidade. Os gálatas deveriam compre­
ender que a liberdade que receberam 
em Jesus estava sendo colocada em 
risco por conta da decisão deles, de se 
sujeitarem aos ensinos dos judaizantes.
I - O QUE A LEI DIZ
1. Paulo se vale da história. A fim de
reforçar seu argumento, o apóstolo mostra 
aos gálatas a diferença entre ser escravo 
e ser livre. Ele começa com a seguinte 
pergunta: “Dizei-me vós, os que quereis 
estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei" 
(v.i)? Em outras palavras, “Já que vocês 
querem viver debaixo da Lei, ao menos 
vejam o que ela diz", Então ele partilha a 
história dos dois filhos de Abraão.
A Palavra de Deus nos informa que 
Abraão teve diversos filhos além de Isaque 
e Ismael (Gn 25.1-7), mas somente os dois 
primeiros são utilizados por Paulo para 
realizara comparação necessária. Esses 
dois filhos e suas histórias estão imersos 
em um contexto especifico, a saber, Ismael
nasceu de um arranjo social, e Isaque, da 
promessa de Deus. No tocante à origem 
social, um era escravo, e o outro livre, pois 
a mãe de Ismael era uma serva de Sara, 
ao passo que Isaque era filho da esposa 
de Abraão, uma mulher livre.
2. O significado de ser escravo. No 
mundo do primeiro século, no Império 
Romano, a escravidão era bem conhecida. 
Milhões de pessoas foram feitas escra­
vas por causa de guerras, de dívidas, ou 
porque nasceram filhos de escravos. O 
escravo era simplesmente uma pessoa 
que não tinha direito sobre a própria vida. 
Sua vida e morte residiam nas mãos do 
seu proprietário. Trabalhavam sem direito 
ou garantia alguma, até a morte, ou, em 
alguns casos, até que o seu senhor lhe 
concedesse a liberdade, sendo que, neste 
caso, o escravo agora livre, passava a ser 
chamado de liberto. Os gálatas conheciam 
bem essa realidade. Os anos de dominação 
dos romanos mostravam a vocação que 
tinham de dominação e de sujeição dos 
povos conquistados. As tropas romanas 
situadas nas diversas metrópoles do im­
pério estavam lá para lembrar quem eram 
os senhores e quem eram os vassalos.
3. A busca pela liberdade. Paulo se 
utiliza da história de Abraão para ilustrar 
o que os gálatas precisavam saber, Ele 
é chamado de pai da fé, mas é dele que
44 JOVENS
também procedem osjudeus. O patriarca 
era casado com Sara, e a promessa de ser 
uma grande nação foi dada a ambos, não 
somente a Abraão. A genética repassada 
do patriarca aos seus descendentes seguia 
uma linha de muitos séculos, onde, por 
vezes, os hebreus se viram dominados por 
outros povos, Eles sabiam a importância 
de serem livres, e no primeiro século não 
desfrutavam ainda de plena liberdade.
II - O FILHO DA CARNE E O FILHO
DA PROMESSA
1. A carne e seu filho. A comparação 
que Paulo faz com referência a Ismael, o 
primeiro filho de Abraão, como sendo o 
resultado não da fé ou da promessa,mas 
como sendo um arranjo de uma decisão 
baseada em um pensamento humano 
diante da impaciência. A ideia partiu de 
Sara, que seguiu um costume de sua 
época, em que uma escrava poderia 
dar um filho ao seu senhor.
Ninguém poderia negar que Ismael 
era filho de Abraão. Entretanto, ele re­
presenta um arranjo humano, uma forma 
de antecipar a realização da promessa 
de Deus. Sempre teremos dificuldades 
quando tentarmos ajudar Deus a cumprir 
o que Ele, de bom grado, nos prometeu.
Hagar enquanto estava grávida 
desprezou sua senhora, e depois Sara 
ordenou que Hagar fosse embora. Am­
bas se irritaram e competiram, e Abraão 
estava nesse fogo cruzado. Uma criança 
nasceu, mas não segundo a vontade 
de Deus. Paulo vai, por analogia, dizer 
que Ismael é o filho gerado pela carne. 
Ele não faz essa declaração com des­
prezo, pois seu objetivo é exemplificar 
aos gálatas a diferença entre confiar na 
carne e confiar na promessa de Deus.
2. A promessa e seu filho. Isaque foi 
chamado de "filho da promessa". Apesar
da incapacidade de Abraão e Sara de 
poderem experimentara paternidade e 
a maternidade durante décadas, Deus 
lhes havia feito uma promessa. Abraão 
seria pai de uma multidão de pessoas, 
e Sara, a mãe. Sara deu a ideia a Abraão 
de tomar uma escrava para ser mãe, 
mas, mesmo assim, Deus não retirou 
o que havia dito para com a esposa de 
Abraão, pois a fidelidade do Eterno é 
inquestionável. Ismael podia ser o mais 
velho biologicamente, mas ele não estava 
vinculado à promessa de Deus. Isaque 
foi dado a Abraão e Sara como garantia 
de que Deus cumpre o que promete. 
É à descendência de Isaque, e não de 
Ismael, que os crentes seriam associados.
3.0 escravo persegue o livre. A Pa­
lavra de Deus nos diz que no momento 
da cerimônia em que Isaque, o filho da 
promessa, foi desmamado, Ismael zom­
bou dele (Gn 21.8,9). Da mesma forma que 
Hagar quando engravidou zombou de 
Sara, Ismael 0 faz com Isaque. Aqui temos 
duas lições. A primeira é a do exemplo: 
crianças aprendem com o que veem 
e ouvem dos pais. Elas simplesmente 
reproduzem as atitudes dos pais, mesmo 
sem entender completamente o que 
fazem. A segunda lição é a de que quem 
tem liberdade dentro de casa pode ser 
perseguido por quem não a tem. Foi o 
que aconteceu com os gálatas. Nasceram 
livres, mas estavam sendo colocados 
debaixo de servidão pelo discurso dos 
judaizantes, A cena ocorrida séculos 
antes estava se repetindo.
Osjudaizantes também tinham ou­
vido o Evangelho primeiro, mas por se 
prenderem a aspectos da Lei mosaica, 
esqueciam do seu verdadeiro Messias, 
Jesus, e se colocavam sob escravidão 
mais uma vez. E agora, estavam induzin­
do os gentios nesse mesmo caminho.
JOVENS 45
III - A SOLUÇÃO PARA ESSE
CONFLITO
1. Lança fora a escrava e seu filho.
Sara ofereceu Hagar a Abraão para 
que ela pudesse ser mãe. Abraão não 
questionou a ideia da esposa. Hagar 
engravidou e desprezou Sara, que 
mandou a escrava embora. Hagar 
encontrou um anjo no caminho que a 
ordenou que voltasse para se humilhar 
diante de Sara. Todos, exceto o anjo, 
agiram sem pensar.
2. Somos filhos da livre. Ao qualificar 
Ismael como filho da carne, Deus não lhe 
privou de bênçãos, mas não deu a ele 
as mesmas que deu a Isaque (Gn 21.13).
As palavras de Sara nos mostram a 
consequência de uma inimizade, e ao 
mesmo tempo, uma solução para os 
gálatas: Eles deveriam lançar fora os 
judaizantes e seus ensinos, e viverem 
como verdadeiros filhos de Abraão 
segundo a promessa de Deus. Por qual 
motivo? Os gálatas eram, da mesma 
forma que Isaque, filhos da promessa: 
“De maneira que, irmãos, somos filhos 
não da escrava, mas da livre" (Gt 4.31),
3. Não tornem a ser escravizados. 
Paulo nos dá duas ordens aqui: Estejam 
firmes na sua liberdade, e não se colo­
quem debaixo de servidão. Na primeira 
observação, ele ordena que a liberdade 
que receberam em Cristo seja defendida 
a todo custo. Na segunda, ele aponta 
que era possível os gálatas serem es­
cravizados, não por uma força militar 
externa, ou como despojo de guerra, ou 
por causa de uma dívida, coisas comuns 
para a escravidão naquela época. O que 
Paulo mostra é que os gálatas estavam 
se sujeitando voluntariamente à perda da 
liberdade, Por isso ele diz que eles não 
se sujeitem à escravidão que a Lei e os 
judaizantes estavam lhes imprimindo.
©CONCLUSÃO
A comparação que Paulo faz sobre 
Ismael e Isaque foi esclarecedora 
para os gálatas e 0 deve ser também 
para nós. Pode haver dois filhos, mas 
só um era de acordo com a promessa. 
Em Jesus, somos filhos da promessa 
de Deus a Abraão, e não dependemos 
da Lei para ser conduzidos a Deus. Por 
fim, cabia aos gálatas entenderem que 
não deveriam se colocar debaixo de 
um jugo de servidão, pois deixariam 
de ser livres em Cristo para serem 
servos da carne.
© HORA DA REVISÃO
1. Quais os dois filhos de Abraão que 
Paulo cita aos gálatas?
2. Quem era o filho da prom essa, 
Ismael ou Isaque?
3, Dê quem foi a ideia de Abraão ter 
um filho com Hagar?
4, Quais as duas lições que apren­
demos com a história de Hagar e 
Sara?
5. O que Deus disse a Abraão a res­
peito de Hagar e Ismael?
A LIBERDADE QUE 
CRISTO NOS DEU
TEXTO PRINCIPAL ■ LEITURA SEMANAL
"Eis que eu, Paulo, vos digo que, 
se vos deixardes circuncidar, 
Cristo de nada vos aproveitará." 
(Gl 5.2)
RESUM O DA LIÇÃO
O abandono da liberdade 
que Cristo nos deu tem 
causas desastrosas.
SEGUNDA-FEIRA - At 15.10 
A Lei era difícil de ser guardada
TERÇA-FEIRA- G l 5.9
O "ferm ento" judaizante
QUARTA-FEIRA - Hb 12.1 
Temos uma carreira proposta 
QUINTA-FEIRA-Gl 5.4 
Q uem se justifica pela Lei está 
separado d e Cristo
SEXTA-FEIRA-Gl 5.13
Livres, mas não para ser carnais
SÁBADO - Gl 5.15 
A carne faz com que nos 
esqueçam os de ser am orosos
JOVENS 47
TEXTO BÍBLICO
Gaiatas 5.1-9
1 Estai, pois, firm es na liberdade com 
que Cristo nos libertou e não torneis a 
meter-vos debaixo do jugo da servidão.
2 Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos 
deixardes circuncidar, Cristo de nada 
vos aproveitará.
3 E, de novo, protesto a todo homem que 
se deixa circuncidar que está obrigado 
a guardar toda a lei.
4 Separados estais de Cristo, vós os que 
vos justificais pela lei; da graça tendes 
caido.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, Paulo trata de uma 
situação em que é preciso fazer uma 
escolha: ou os gálatas criam em Cristo 
e viviam peta fé, ou se firmavam na 
circuncisão. Ele mostra que a liberdade 
que conseguiram em Cristo pode ser 
retirada quando eles decidem substituir 
o Evangelho de Jesus, que receberam 
pela fé, pela guarda da Lei, de preceitos 
que não lhes foi ordenado guardar. 
Os falsos ensinos tinham suas conse­
quências. Os gálatas estavam caindo 
da graça, brigando uns com os outros 
e dando ocasião à carne.
I - A CIRCUNCISÃO TEM ALGUM
VALOR?
1. Estejam firmes na liberdade.
Paulo orienta que os gálatas sejam 
firmes, não vacilantes, na liberdade que 
receberam do Evangelho (Gl 5.13), Era 
como se eles devessem assumir uma 
posição fortificada, e por ela lutassem. 
Essa posição era a liberdade ofertada 
por Cristo, que corria o risco de ser
5 Porque nós, pelo espirito da fé, aguar­
damos a esperança da justiça.
6 Porque, em Jesus Cristo, nem a circun­
cisão nem a incircuncisão têm virtude 
alguma, mas, sim, a fé que opera por 
amor.
7 Corríeis bem; quem vos impediu, para 
que não obedeçais à verdade?
8 Esta persuasão não vem daquele que 
vos chamou.
9 Um pouco de fermento teveda toda a 
massa.
perdida caso aderissem de vez à Lei 
de Moisés e desprezassem o ensino 
do apóstolo. Toda a pregação de Paulo 
estaria em risco por conta do desvio 
doutrinário trazido por legalistas.
A perseverança era mais do que 
ter uma atitude diante de outras pes­
soas. Era também uma convicção que 
deveriam ter, de forma pessoal, pois 
haviam sido libertos por Cristo e tinham, 
pelo Evangelho, a liberdade de serem 
considerados filhos de Deus.
2. Não se coloquem debaixo de 
servidão. Ganhar a liberdade é difícil, mas 
perdê-la é fácil. Deus pôs em liberdadeos filhos de Abraão retirando-os da es­
cravidão egípcia, mas quando chegaram 
à Terra Prometida, por se esquecerem 
de Deus, acabaram sendo subjugados 
pelos povos que não expulsaram daquela 
terra. Nos dias de Paulo, os romanos 
subjugavam não apenas Israel, mas 
também outros povos conhecidos. Os 
gálatas mesmo tinham os romanos como 
senhores, e sabiam que a “liberdade” que 
tinham não era completa.
48 JOVENS
Ao ensinarem sobre a Lei de Moisés 
como um adicional à graça de Deus, 
os judaizantes acrescentavam culpa 
à vida dos gálatas, pois se esses não 
cum prissem os 613 m andamentos 
que a Lei possuía, então, por causa 
de uma única transgressão a um único 
mandamento, esses gálatas seriam 
condenados pela Lei toda.
Esse é 0 resultado de trocar o Evan­
gelho pelas obras e pelo esforço pró­
prio, Eles estavam entrando em uma 
dívida impagável, que por sinal, Cristo 
já havia quitado. Outra observação 
é a de que Paulo os responsabiliza 
pelo abandono da Liberdade para se 
colocarem sob servidão.
3. G uardar a Lei obriga o cren te 
a guard á-la toda. O padrão da Lei é 
altíssimo, e quando uma pessoa não 
consegue guardá-la por completo, 
ela se coloca debaixo de uma maldi­
ção. Isso estava acontecendo com os 
gálatas: por acrescentarem ao Evange­
lho a guarda da Lei, eles estavam se 
colocando debaixo de uma servidão 
não somente desnecessária, mas não 
planejada por Deus.
É possível que os gálatas pen­
sassem que por viver uma vida antes 
desregrada, poderia ser interessante se 
submeterem a um conjunto de regras 
que lhes desse uma identidade, um 
direcionamento. Entretanto, a guarda 
da Lei era um peso até mesmo para os 
própriosjudeus. Pedro, em uma reunião 
com outros líderes, reconheceu isso 
quando fariseus crentes exigiram a 
circuncisão dos gentios que aceitaram 
a Jesus: “Agora, pois, por que tentais a 
Deus, pondo sobre a cerviz dos discí­
pulos um jugo que nem nossos pais 
nem nós podemos suportar?” (At 15.10).
O problema era o pecado que a 
Lei revelava naqueles que a guarda­
vam. O que Paulo nos mostra é que 
os judaizantes ensinavam a circunci­
são como algo obrigatório, mas que 
os gálatas tinham a opção de não a 
fazer: “se vos deixardes circuncidar" 
(Gl 5.2). Cabia aos crentes não caírem 
naquele problema. Se guardassem 
os m andam entos do Senhor, não 
precisariam passar por uma cirurgia 
dolorosa e desnecessária. Mais que 
isso, Deus tinha como objetivo tratar 
com corações de carne, e não com 
uma m arca na p ele dos hom ens. 
Quantos problemas podemos evitar se 
simplesmente observarmos a Palavra 
de Deus e decidirmos atender ao que 
estamos aprendendo? Os gálatas é que 
decidiríam por essa situação,
I! - O FERMENTO LEVEDATODA
A MASSA
1. Separados de Cristo. Guardar a 
Lei implicava uma matemática estranha: 
crer em Jesus e fazer a circuncisão. O 
resultado dessa conta era invalidar o 
sacrifício de Jesus e se colocar debaixo 
de uma escravidão.
Como membros do Corpo, os gála­
tas, que deveríam estar ligados a Jesus, 
mas estavam se separando dEle, e um 
membro separado do corpo morre. 
Aceitando a Lei, os gálatas renunciavam 
a graça. Não dava para ter os dois. Esse 
não era o plano de Deus.
2. Corriam bem. No mundo grego, 
a corrida era um esporte bastante 
praticado por atletas e soldados. Não 
tinha um custo financeiro alto, mas 
exigia do atleta força e resistência. Não 
bastava ter musculatura, era preciso 
saber respirar e manter a respiração
JOVENS 49
U m a p it a d a d e u m a 
d o u t r in a e rr a d a te m a 
c a p a c id a d e d e d is t o r c e r n ã o 
s ó o e n t e n d im e n t o d o s s a n t o s 
s o b r e a s c o is a s d e D e u s, m a s 
p o d e d is t o r c e r ta m b é m a 
p r á t ic a c r is tã .
condicionada ao movimento de projetar 
o corpo para a frente, continuamente 
e por um longo tempo, até chegar no 
destino proposto. Os gálatas corriam 
bem, diz Paulo. Mas eles pararam. Al­
guém lhes tirou o fôlego acrescentando 
um peso desnecessário.
O que eles não perceberam era que, 
ao aceitar um pequeno “corte de pele", 
no próprio corpo, estavam depositan­
do, sem perceber, a sua confiança em 
ações humanas. Isso implicava parar 
de confiar em Jesus.
Um acontecim ento olim pico pú­
blico pode nos fazer entender o que 
PauLo diz. O atleta brasileiro Vanderlei 
Lima corria em 2004 nos jogos olím ­
picos de Atenas, quando, faltando 7 
km, e estando em primeiro lugar na 
disputa, foi empurrado e segurado por 
um hom em que assistia à corrida, e 
fazendo com que ele perdesse a vanta­
gem diante dos seus competidores. Ele 
concluiu à corrida em terceiro lugar, e 
posteriormente foi homenageado com 
a m edalha Pierre de Coubertin. uma 
honraria concedida aos que dem ons­
tram resistência e ética nas atividades 
esportivas. Esse exem plo nos mostra 
que fatores externos podem influenciar 
negativam ente a nossa corrida para
a eternidade. Pior do que ser parado, 
os gálatas estavam desobedecendo 
à verdade do Evangelho (GL 5.7).
3,0 fermento. 0 fermento biológico 
é um agente levedante que possui 
micro-organismos vivos, e que uma vez 
inserido numa massa, faz com que ela 
cresça. Ele transforma a condição da 
massa, aumentando seu volume por 
meio da fermentação. Na culinária é um 
excelente recurso para a fabricação de 
pães e bolos, mas é igualmente uma 
referência a um elemento que distorce 
descontroladamente o ambiente em 
que foi inserido.
O fermento dos judaizantes havia 
sido colocado entre os gálatas e es­
tava crescendo. Uma pitada de uma 
doutrina errada tem a capacidade de 
distorcer não só o entendimento dos 
santos sobre as coisas de Deus, mas 
pode distorcer também a prática cristã.
III - LIBERDADE X CARNALIDADE
1, A condenação dos falsos en- 
sinadores. "Eu querería que fossem 
cortados aq u ele s que vos andam 
inquietando (v, 12)”. Há um ditado 
popular que ilustra essa sentença: “o 
mal se corta pela raiz”. Paulo mostra 
que os perturbadores dos gálatas 
seriam condenados. Eles não ficariam 
impunes, pois estavam atrapalhando 
o Evangelho com uma m ensagem 
legalista.
2. Dando ocasião à carne. Outro 
perigo pelo qual aquelas igrejas pas­
savam era dar ocasião à natureza hu­
mana por observarem a Lei. Paulo fala 
que a liberdade que receberam não 
poderia ser utilizada para que a carne 
prevalecesse. Os gálatas deveríam se 
valer da liberdade que ganharam em
50 JOVENS
Cristo para servirem melhor a Deus e 
uns aos outros: “Não useis, então, da 
liberdade para dar ocasião à carne, 
mas servi-vos uns aos outros pelo amor 
(v. 13)". O serviço cristão é um ponto 
forte da vida de fé, pois é necessário 
que tenhamos comunhão uns com os 
outros. Escravos brigam entre si. Filhos 
ajudam -se uns aos outros.
3, O cuidado de uns para com 
os outros. A prática da lib erd ad e 
cristã nos im pulsiona a cuidar uns 
dos outros. Se os gálatas desejavam 
guardar a Lei, que se lembrassem do 
mandamento “Amarás o teu próximo 
como a ti mesmo". Parece que na Ga- 
lácia osjudaizantes conseguiram não 
somente atrapalhar o entendimento 
da salvação pela graça, mas também 
gerar conflitos entre os irmãos, pois 
Paulo escreve: “Se vós, porém, vos 
mordeis e devorais uns aos outros, 
vede não vos consumais também uns 
aos outros (v.15)” Como crianças que 
estão em um momento de descon- 
tração e poderiam fazer muitas coisas 
juntas, decidem brigar umas com as 
outras porque não querem esperar a 
sua vez ou por discordarem de uma 
atividade em conjunto. A liberdade mal 
direcionada e mal vivida pode trazer 
a destruição.
© PENSE!
Qual a im portânc ia da liberdade 
cris tã de acordo com 0 apóstolo 
Paulo?
© PONTO IMPORTANTE!
Ela é im portan te , po is segundo 
Paulo, a sua prá tica nos im p u l­
siona a cu ida r uns dos outros.
©CONCLUSÃO
É possível que 0 legalismo tenha atraí­
do pessoas e feito com que pensassem 
que eram mais santas e serviam melhor 
a Deus, mas Paulo nos mostra que se 
o Espírito Santo não agir em nossas 
vidas, de nada servirá guardar regras. 
Praticar as obrasda Lei era pegar um 
desvio que os levaria para fora do 
caminho pretendido por Deus. 
Somos livres para andar no Espírito, 
ser guiados por Deus e usufruir das 
bênçãos da salvação e da adoção de 
filhos que recebemos, e não podemos 
trocar essas graças por práticas que 
vão exaltar a nossa humanidade e 
diminuir o poder do sacrifício feito 
pelo Senhor em nosso lugar.
© HORA DA REVISÃO
1, De acordo com a lição, o que era a 
perseverança que Paulo esperava 
dos gálatas?
2. Nos dias de Paulo quem subjugava 
Israel?
3. Segundo a lição, qual é o resultado 
de trocar o Evangelho pelas obras 
e pelo esforço próprio?
4. O que os judaizantes ensinavam, 
mas que os gálatas tinham a opção 
de não fazer?
5. O que implicava guardar a Lei?
A CARNE E O ESPIRITO: A
LUTA QUE EXISTE EM NÓS
TEXTO PRINCIPAL M LEITURA SEMANAL
"Digo, porém: Andai em 
Espírito e não cumprireis a 
concupiscência da carne." 
(Gl 5.16)
RESUMO DA LIÇAO
A quem nos submetemos 
mostrará se andamos na 
carne ou no Espírito.
SEGUNDA-FEIRA-Gl 517
Nossa luta interior
TERÇA-FEIRA- G l 5.23
Não há Lei contra o 
fruto do Espírito
QUARTA-FEIRA-Gl 5-24 
Quem é de Cristo crucifica a carne 
QUINTA-FEIRA-Gl 5.25 
Viva e ande no Espírito 
SEXTA-FEIRA-Gl 5.26 
Cuidado com o orgulho 
SÁBADO - Rm 8.14 
Se som os filhos de Deus
52 JOVENS
TEXTO BÍBLICO
Gálatas 516-23
16 Digo, porém: Andai em Espirito e não 
cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, 
e o Espírito, contra a carne; e estes 
opõem -se um ao outro; para que não 
façais 0 que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espirito, não 
estais debaixo da lei.
19 Porque as obras da carne são manifes­
tas, as quais são: prostituição, impureza, 
lascívia,
INTRODUÇÃO
No capítulo 5, Paulo mostra que 
somos guiados ou pela carne ou pelo 
Espírito. Ele falou anteriormente a res­
peito do cuidado de não se valer da 
liberdade para que fosse dada ocasião à 
carne. Desta feita, o apóstolo menciona 
que existe uma luta dentro de nós para 
fazer o que é certo ou o que é errado, e 
que aqueles que são conduzidos pelo 
Espírito manifestam o fruto, ao passo que 
os que são convencidos, em suas ações, 
a resistir ao Espírito e seguir a natureza 
humana, manifestam as obras da carne.
I - ANDANDO NO ESPÍRITO
1. Andai em Espírito. Paulo já tratou 
sobre a importância da liberdade, e agora 
passa a mostrar aos gálatas o distancia­
mento que há entre viver na carne e ser 
guiado pelo Espírito (Gl 5.16). Observe 
que o verbo está no imperativo; aqui não 
é uma recomendação, mas uma ordem. 
O cristão deve entender que a única 
opção para que não cumpra os desejos 
da natureza humana é andar no Espírito. 
A íntima comunhão e a dependência 
constante das orientações do Espírito 
são a única chave para uma vida de
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, 
emulações, iras, pelejas, dissensões, 
heresias,
21 invejas, homicídios, bebedices, gluto- 
narias e coisas sem elhantes a estas, 
acerca das quais vos declaro, como já 
antes vos disse, que os que cometem 
tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, 
paz, longanim idade, benignidade, 
bondade, fé, mansidão, temperança.
23 Contra essas coisas não há lei.
santidade e integridade no Senhor. Não 
bastava que os gálatas valorizassem a 
liberdade que receberam de Cristo. Com 
essa liberdade, eles deveríam andar no 
Espírito. De nada adianta a liberdade se 
a pessoa permanece presa às práticas 
que ainda a identificam como prisioneira.
2. A luta que existe em nós. Há 
uma luta interior constante para que 
sigamos a vontade da nossa carne e 
não sejamos guiados peto Espírito. A 
carne luta contra o Espírito, e esse, 
contra a carne (Gl 5,17). Não é uma luta 
visível, pois acontece no nosso íntimo, 
mas as consequências são. Essa luta 
nos mostra uma verdade: o Novo Nas­
cimento não elimina a velha natureza 
pecaminosa. Se assim fosse, não veria­
mos nas Escrituras tantas advertências 
a que buscássemos a santificação e a 
mortificação constante do pecado em 
nós. Não é possível trazer satisfação às 
duas naturezas, então quem conhece a 
Cristo terá de escolher que natureza vai 
agradar e fortalecer. A carne representa 
a nossa natureza que busca satisfação 
naquilo que desagrada a Deus, Ela 
não desaparece nem morre quando 
uma pessoa recebe a Jesus pela fé e é 
perdoada de seus pecados. Esse texto
JOVENS 53
também nos mostra que o Espirito pode 
e deseja nos guiar para uma vida mais 
plena em que manifestemos o fruto do 
Espírito, que Paulo descreverá a seguir. 
Mas observe que Paulo mostra antes as 
obras da carne e a sua consequência (Gl 
5.16-21). O Evangelho primeiro mostra 
que o homem é pecador. Depois da 
má notícia, vem a boa: existe salvação 
em Jesus. Da mesma forma, Paulo fala 
primeiro das obras da carne, para depois 
falar do fruto do Espírito.
II - AÇÕES DA CARNE
1. Prostituição, impureza, lascívia.
As três primeiras obras da carne estão 
relacionadas ao comportamento sexual 
(GI5.19). Deus nos fez seres sexuais, mas 
o pecado faz com que o ser humano 
ultrapasse os limites impostos por Ele. 
A prostituição abarca todas as relações 
sexuais ilícitas, e não somente a prática 
sexual por dinheiro. A prostituição torna 
o corpo impuro aos olhos de Deus, e a 
lascívia é a sensualidade exagerada, um 
comportamento que não se preocupa 
com a moralidade, onde a pessoa peca 
sem se preocupar com qualquer vergonha.
2. Idolatria, feitiçarias, inimizades, 
porfias, emulações. A idolatria, de acordo 
com os Dez Mandamentos é pecado. 
Esse erro coloca o que foi criado no lugar 
do Criador. A palavra grega pharm ake- 
ia, era originalmente utilizada para se 
referir a uma bebida que, se usada na 
medida certa, poderia salvar a vida de 
uma pessoa, um remédio. Com o pas­
sar do tempo, foi sendo usada para se 
referir a entorpecentes que conduziam 
pessoas a ter visões dos seus deuses, e 
no Novo Testamento passou a ser como 
a feitiçaria, bruxaria. Já as inimizades 
abrem a lista de pecados que afetam 
as relações interpessoais.
3. Iras, pelejas, dissensões e here­
sias. A ira é uma manifestação de fúria,
que pode tirar o controle do ser humano. 
As pelejas ou discórdias buscam um 
poder pessoal. Dissensões são desen­
tendimentos causados por divisões. As 
heresias ou facções são originalmente 
divisões feitas para separar pessoas. 
No Novo Testamento, essa palavra re­
presentava grupos, como os fariseus e 
saduceus. A sua tônica é a categorização 
para a exclusão.
4. Invejas, homicídios, bebedices 
e glutonarias. A inveja é o desejo de 
possuir algo que outra pessoa possui. O 
homicídio é fruto do pouco ou nenhum 
apreço à vida de uma outra pessoa. 
Bebedices e glutonarias são abusos 
do direito de poderem manter o corpo 
alimentado, onde a bebedice é a conse­
quência da ingestão de bebidas fortes, 
entorpecendo o corpo e o pensamento, 
ao passo que as glutonarias eram cos­
tumeiramente presenciadas em festas a 
outros deuses, onde a falta de domínio 
do apetite fazia os seus participantes 
exagerarem de forma consciente na 
alimentação, Paulo também apresenta 
mais uma exortação: Quem pratica essas 
coisas não herdará o Reino de Deus (v. 
21). Se cremos que Paulo foi inspirado 
pelo Senhor em seus escritos, devemos 
crer também que ele apontou o destino 
de quem vive na prática dessas ativida­
des: o Inferno. O fato de tratar a respeito 
desse assunto mostra a gravidade e o 
perigo de se viver uma vida carnal.
III - O FRUTO DO ESPÍRITO 
1. Amor, gozo, paz. Se Paulo apresenta 
uma lista daquilo que desagrada a Deus, 
ele apresenta igualmente uma lista de 
itens denominados de fruto do Espírito 
(Gl 5.22). Ele com eça com o amor, a 
base para os demais frutos, pois foi por 
amor que Deus enviou o seu Filho para 
morrer por nós, pecadores. O gozo é 
uma alegria, um estado de satisfação
54 JOVENS
que não depende de circunstâncias 
externas. A paz é uma tranquilidade 
interna que é refletida na harmonia entre 
relacionamentos. Esses trêsprimeiros 
elementos vêm do relacionamento do 
salvo com Deus, ao passo que os demais 
são cultivados na comunhão dos santos.
2. Longanimidade, benignidade, 
bondade. Longanimidade é sinônimo de 
paciência, de tolerância para ser resistente 
com as pressões da vida e das pessoas. 
Benignidade é benevolência, uma forma 
de demonstrar um trato amável com 
todos, mesmo com desafetos. Bondade 
é a generosidade na prática.
3. Fé, mansidão, temperança. Fé, ou 
fidelidade em grego épistis, é sinônimo 
de confiabilidade, que é baseado em 
algo verdadeiro. Ter fé é também ser 
fiel, confiável em todos os sentidos. A 
mansidão é agir com brandura, mesmo 
que a ocasião permita que a ira seja a 
opção aceitável, levando em conta que é 
possível se irar e não pecar. Temperança 
é domínio próprio, a capacidade de ser 
vitorioso em relação aos desejos da natu­
reza humana, resistindo aos impulsos da 
tentação. Paulo deixa claro que aqueles 
que são de Cristo crucificaram a carne 
(Gl 5.24). As obras que antes faziam não 
poderíam ser vistas na nova vida que 
receberam pela fé em Jesus. Eles eram 
livres em Cristo para não pecar, como 
faziam antes; e completa dizendo que 
se eles viviam no Espírito, andassem no 
Espírito também (GI5.25). É impraticável 
uma pessoa alegar que vive no Espírito 
e trilhar caminhos que são contrários à 
direção dEle. Os judaizantes tentavam 
ensinar os gálatas a que dependes­
sem da carne, mas as consequências 
dessa dependência eram opostas ao 
pretendido por Deus. Paulo os ensina a 
que vivam no Espírito. Viver andando na 
carne conduziría os gálatas ao Inferno.
O CONCLUSÃO
“Contra essas coisas não há lei" (v. 23), 
é o que Paulo escreve ao concluir a 
descrição do Fruto do Espírito, ao pas­
so que também mostra que aqueles 
que praticam as obras da carne não 
herdarão 0 reino de Deus. Enquanto 
estivermos neste mundo teremos 
uma luta diária dentro de nós, que nos 
obrigará a inclinar nosso pensamento 
e ações que agradarão a Deus ou à na­
tureza humana. Essa responsabilidade 
de escolha é nossa, como também as 
recompensas relativas a cada direção 
que tomamos.
0 HORA DA REVISÃO 
1, De aco rd o com a liçã o “andai em 
Espírito" é um im perativo ou um a 
e sco lh a ?
2. Segundo a lição, q ual a luta interior 
d iária q ue enfrentam os?
3, O q u e representa a carne?
4. Relacione o Fruto do Espírito de acordo 
com GáLatas 5.22.
5, C ite 3 o b ra s d a c a rn e se g u n d o 
G álatas 5.22,
O QUE VOCÊ 
SEMEAR, CEIFARÁ
TEXTO PRINCIPAL ■ LEITURA SEMANAL
"Levai as cargas uns dos outros 
e assim cum prireis a lei de 
Cristo." (G I6.2)
RESUMO DA LIÇAO
A espiritualidade também 
é fruto daquilo que se planta, 
seja na carne, seja no Espírito.
SEGUNDA-FEIRA - Mt 26.41 
Vigiando e orando 
TERÇA-FEIRA - ftm 12.16 
D eseje coisas humildes 
QUARTA-FEIRA-Gl 6.1 
A mansidão com o 
marca do cristão
QUINTA-FEIRA-Ef 4 3 2 
A p rend endo a perdoar
SEXTA-FEIRA - Gl 6.7 
A colheita e a sem eadura 
SÁBADO-Gl6 .8 
Sem eando para a vida eterna
56 JOVENS
Gálatas 6.1-8
1 Irmãos, se algum homem chegar a ser 
surpreendido nalguma ofensa, vós, que 
sois espirituais, encaminhai o tal com es­
pirito de mansidão, olhando por ti mesmo, 
para que não sejas também tentado.
2 Levai as cargas uns dos outros e assim 
cumprireis a lei de Cristo.
3 Porque, se alguém cuida ser alguma 
coisa, não sendo nada, engana-se a si 
mesmo.
4 Mas prove cada um a sua própria obra 
e terá glória só em si mesmo e não 
noutro.
5 Porque cada qual levará a sua própria 
carga.
6 E o que é instruído na palavra reparta 
de todos os seus bens com aquele que 
o instrui.
7 Não erreis: Deus não se deixa escar­
necer: porque tudo o que o homem 
semear, isso também ceifará.
8 Porque o que semeia na sua carne da 
carne ceifará a corrupção; mas o que 
semeia no Espírito do Espírito ceifará 
a vida eterna.
INTRODUÇÃO
0 apóstolo Paulo se detém no início do 
último capítulo a tratar da forma como a 
verdadeira liberdade cristã pode ser viven- 
ciada na comunhão dos santos, Para isso, 
ele destaca os seguintes pontos: Como 
tratar um irmão que pecou? Como pensar 
o que é o correto sobre nós mesmos para 
não nos enganarmos? Como ter cuidado 
com o que plantamos, pois colheremos 
depois? São três pontos importantes que 
mostram, na prática, a espiritualidade que 
Deus espera que tenhamos.
1 - COMO TRATAR DOS PECA­
DOS DOS IRMÃOS
1. A possibilidade de se cometer um 
pecado. Paulo nos diz que é possível 
que um irmão na fé seja surpreendido 
praticando algo que desagrada a Deus. 
A descrição feita não se refere a uma 
pessoa que vive pecando, ou que de- 
liberadamente desobedece à Palavra 
de forma costumeira. Aqui é tratado a 
respeito de um servo ou serva de Deus 
que cometeu um erro, um pecado, mas 
que não era intencional.
A palavra "restaurar", no grego, é 
hatartizo, que trazia a ídeia de colocar 
no lugar um osso que havia saído do 
lugar. É certo que fazer isso não é 
simples, e no mundo antigo poderia 
causar bastante dor, mas era neces­
sário para a restauração do corpo. 
Mesmo como cristãos, nascidos de 
novo, precisamos da ajuda do nosso 
próximo em alguns momentos difíceis. 
A restauração de um irmão que pecou 
e se arrependeu começa na Casa de 
Deus, na comunhão dos santos. É certo 
que há casos em que a disciplina na 
igreja deve existir, e ela é necessária, 
mas deve ter um caráter terapêutico. 
Se uma parte do nosso corpo sofre 
um ferimento, tratamos dele, mas há 
casos em que um membro do corpo 
está tão infeccionado que precisa ser 
amputado, pois não está respondendo 
aos tratamentos que lhe estão sendo 
administrados.
2.0 que define uma pessoa espi­
ritual? A vida espiritual do cristão é um 
tema muito discutido na atualidade, no 
entanto, não é algo exclusivo do nosso
JOVENS 57
tempo, ele também era conhecido 
nos dias de Paulo. As pessoas buscam 
algo que lhes conecte com Deus, ou 
com alguma outra divindade. Buscam 
reverenciar algo ou alguém que lhes 
oriente, que lhes dê um senso de di­
reção e um propósito de vida.
Um espirito de mansidão é apre­
sentado por Paulo nesta Carta como 
um sinal de espiritualidade. É provável 
que esse conselho tenha mais impor­
tância em nossos dias, onde os meios 
de comunicação e as redes sociais se 
tornaram um campo fértil para brigas, 
contendas e disputas.
Há crentes que amam a Jesus, mas 
se veem envolvidos em um pecado e 
precisam passar por um processo de 
restauração. Observe que o Senhor não 
ordena, através do apóstolo, para que 
o mundo ajude um crente que pecou. 
Ele ordena que aqueles que são espi­
rituais, a igreja, ajudem esses irmãos 
que caíram. Pessoas livres em Cristo 
valorizam tanto a liberdade que cuidam 
para que seus irmãos não só recebam os 
cuidados necessários se pecarem, como 
também buscam restaurará comunhão 
aquele que se arrependeu, confessou 
e abandonou o pecado.
A nossa vida espiritual, aos olhos de 
Deus, não é medida somente pelos nossos 
momentos com o Senhor, mas também 
pelos nossos momentos com nossos 
irmãos. Gritarias, grosserias e maus-tratos 
vão na contramão do que Deus planejou 
para a comunhão do seu povo.
3, Todos podemos ser tentados. Nin­
guém está imune à tentação. “Olhando 
por ti mesmo, para que não sejas tam­
bém tentado" (v. 1). Não basta perceber 
quando um irmão falha, ou corrigi-lo 
com espírito de mansidão: é preciso
que estejamos atentos, vigilantes para 
não cairmos no mesmo pecado.
Se mesmo o Senhor Jesus, cheio do 
Espírito, foi tentado por Satanás após 
ter jejuado, nós também podemos ser 
tentados em diversas áreas.
Não se pode negar que o pecado 
tem uma força destruidora, e que não 
estamos livres de, em algum momento, 
nos deixar levar pela antiga natureza e 
pecar contra Deus. O pecado domina a 
vida dos não salvos, e tenta demover 
dos santos a comunhão com o Senhor.
Irm ãos podem corrigir uns aos 
outros. E a igreja espiritual incentiva 
que os espirituais possam corrigir os 
seus irmãos que falham.
Da mesma forma que um medica­
mento busca trataruma pessoa doente, 
somos chamados a tratar dos nossos 
irmãos que pecaram e demonstram 
arrependimento e vontade de trilhar 
novamente o caminho da comunhão 
com Deus e a igreja.
II - LEVAI AS CARGAS UNS DOS
OUTROS
1. Levai as cargas uns dos outros.
A palavra "carga" é a tradução da pa­
lavra grega baros, que traz a ideia de 
um fardo. Não é a representação de 
um pecado, mas de uma pressão, 
uma provação. Nem todos temos os 
mesmos desafios ou lutas. Há irmãos, 
em nossas igrejas, que passam por 
situações difíceis, que se tornam verda­
deiras cargas, acrescentando peso na 
caminhada. Essas lutas podem ser uma 
doença na família, um desemprego, 
um divórcio, um luto etc. É preciso que 
sejamos sensíveis com nossos irmãos, 
na mesma medida em que desejamos 
ser compreendidos.
58 JOVENS
Quem Leva as cargas uns dos outros 
cumpre a Lei de Cristo. Os judaizantes 
inseriram nas igrejas da GaLácia a ideia 
da circuncisão como o início da prática 
da Lei para os gentios, mas se esses 
irmãos queriam mesmo cumprir a Lei 
de Cristo (GL 6.2), e não a de Moisés, 
deveriam ajudar uns aos outros.
2.0 que você acha de si mesmo? 
É notório que temos, todos nós, uma 
imagem do que somos. É possíveLque 
vejamos a nós mesmos de uma forma 
e Deus nos veja de outra.
Um dos elem entos facilitadores 
da tentação é a arrogância (Gl 6.3). É 
um cuidado que todos devemos ter, 
pois não raro, acreditamos que somos 
mais do que realmente somos. É da 
natureza humana pecaminosa a arro­
gância, e por isso devemos cultivar um 
espírito humilde. Observe que Paulo 
apresenta esse pensamento através 
de uma hipótese: “Se aLguém cuida 
ser alguma coisa” (Gl 6.3). Ele se vale 
dessa prem issa não para apontar 
pessoas, e sim para que seus leitores 
olhassem para si mesmos e não fossem 
descuidados.
O orgulho pode nos fazer pensar 
que som os superiores aos outros, 
que merecemos muito mais do que 
nos é dado, ou que estam os sendo 
preteridos no trabalho, nos estudos e 
até mesmo na igreja.
3. O que é instruído na Palavra. 
Uma pessoa que é abençoada rece­
bendo um ensino das Escrituras deve 
ter uma mente e um coração aberto à 
generosidade, pois aquele que o está 
instruindo passou tempo aprendendo, 
entendendo um conteúdo e se esme­
rando em repassá-lo para que o seu 
aluno possa crescer diante de Deus. A
U m d o s e le m e n to s 
fa c ilita d o re s da ten ta çã o é 
a a rro g â n c ia (Gl 6.3). É u m 
c u id a d o q u e to d o s d e v e m o s 
ter, p o is não raro, a c re d ita m o s 
q u e s o m o s m a is d o q u e 
re a lm e n te so m o s.
palavra instruir, no grego, é hatecheo, 
de onde vem a palavra catecismo, que 
significa 'instruir', ensinar,
Uma pessoa espiritual compartilha 
o que possui com outras pessoas, e 
no caso do ensino bíblico, isso é uma 
ordenança: “E o que é instruído na 
palavra reparta de todos os seus bens 
com aquele que o instruí" (v, 6).
Quem ensina precisa se qualificar, 
estudar, aprender e usar o seu conhe­
cimento para o crescimento do Reino 
de Deus. Portanto, é justo que esse tipo 
de obreiro seja reconhecido na igreja 
e ajudado a cumprir o seu ministério.
III - C O LH E N D O O QUE SE
PLANTA
1. Deus não se deixa escarnecer.
Pode parecer estranho Paulo dizer que 
Deus não se deixa escarnecer para a 
igreja, mas foi necessário. Em nossos 
dias, o Eterno tem sido apresentado 
erroneamente por alguns, como uma 
divindade boazinha, que existe para 
ser acionada quando algum as pes­
soas se veem em problemas. Quantas 
pregações têm sido veiculadas com 
o objetivo de mostrar um deus que 
obedece às vontades humanas, que 
isenta os homens de seus pecados
JOVENS 59
sem que haja arrependimento. Mas 
esse não é o Deus da Bíblia.
Cremos na misericórdia do Senhor, 
na sua presença quando invocado, e 
no seu poder de transformar situações, 
mas isso não anula a nossa responsa­
bilidade para com nossos erros.
A expressão “não erreis” deixa claro 
que quem pensa que plantará na carne 
e colherá frutos no espírito está agindo 
fora do conhecimento natural e espiritual.
2. P lantando e co lhendo (v. l ) . O 
que o homem semear, isso haverá de 
colher. A lei da semeadura é opcional, 
mas a da colheita é obrigatória. Paulo 
não fala aqui da simples ação da na­
tureza levando sementes pelo vento 
para serem depositadas em terrenos 
férteis, como ocorre com certas plantas. 
Paulo aqui foca a ação do homem ao 
plantar o que vai ser colhido no futuro.
Deve se ter em mente que há uma 
lacuna de tempo entre a semeadura e a 
colheita. Nem sempre as nossas ações, 
sejam elas boas, sejam elas más, terão 
frutos imediatos, mas esses frutos, um 
dia nos alcançarão.
3. Carne e Espírito com o campos 
de semeadura. A carne e o espírito são 
terrenos férteis para serem semeados. 
Não é sem razão que no capítulo 5 o 
apóstolo fala acerca das obras da carne 
e o Fruto do Espírito; dois “terrenos" a 
que, se dada a devida atenção, trazem 
seus frutos. Ao longo da Carta, ele usa 
as palavras carne e Espírito algumas 
vezes. Ele queria que os gálatas sou­
bessem, e nós também, que essa luta é 
real, diária e precisa ser levada a sério. 
Não basta saber quais são as obras da 
carne e o Fruto do Espírito. É preciso 
tomar uma decisão: semear na carne 
e colher as obras da carne ou semear 
no espírito e colher o Fruto do Espírito.
i
©CONCLUSÃO
Cuidar uns dos outros com misericórdia, 
restaurar 0 irmão que pecou e vigiar 
no que semeamos são orientações 
de Deus para os nossos dias. Há leis 
no mundo natural que não podem ser 
quebradas, e no mundo espiritual vale 
o mesmo. Se desejamos ser tratados 
com misericórdia caso pequemos, 
ajamos da mesma forma com aqueles 
que pecaram, conduzindo-os ao arre­
pendimento e à restauração.
© HORA DA REViSÃO
1. Segundo a lição, qual a ideia da 
palavra restaurar no grego?
2. Onde começa a restauração de um 
irmão que pecou e se arrependeu?
3. Qual caráter deve ter a disciplina?
4, Qual o sinal da vida espiritual apre­
sentado por Paulo aos Gálatas?
5, Qual a ideia da palavra grega para
ca rga ?
60 JOVENS
TEXTO PRINCIPAL
"Desde agora, ninguém me 
inquiete; porque trago no meu 
corpo as marcas do Senhor 
Jesus." (GI6.17)
RESUMO DA LIÇAO
Não há virtude alguma 
na circuncisão e nem na 
incircuncisão, mas a virtude 
está em ser uma nova criatura 
mediante a fé em Jesus Cristo.
LEITURA SEMANAL
SEGUNDA-FEIRA - Rm 2.25 
A circuncisão só tem valor se 
guardar a Lei 
TERÇA-FEIRA-Gl 6.10 
Façamos o bem a todos 
QUARTA-FEIRA-Gl 6.13 
Os judaizantes ensinavam a Lei, 
mas não a guardavam 
QUINTA-FEIRA-Gl 6.9 
A colheita para os que não se 
cansam de fazer o bem 
SEXTA-FEIRA - Hb 416 
Graça em tem po oportuno 
SÁBADO - Gl 6.17 
Um soldado com várias cicatrizes
JOVENS 61
Gálatas 6.9-15
9 E não nos cansemos de fazer o bem, 
porque a seu tempo ceifaremos, se 
não houvermos desfalecido.
10 Então, enquanto temos tempo, façamos 
o bem a todos, mas principalmente aos 
domésticos da fé.
11 Vede com que grandes letras vos 
escrevi por minha mão.
12 Todos os que querem mostrar boa apa­
rência na carne, esses vos obrigam a 
circuncidar-vos, somente para não serem 
perseguidos por causa da cruz de Cristo.
INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre estudamos 
a Carta aos Gálatas, escrita pelo após­
tolo Paulo. Ao concluir sua carta, Paulo 
apresenta recomendações práticas para 
os irmãos e os incentiva a terem uma fé 
igualmente prática. Ele prossegue com 
a ideia da perseverança no fazer a obra 
de Deus, e lembra novamente do centro 
do seu pensamento na Carta: a não cir­
cuncisão para os gentios que aceitaram 
a Jesus. Como um bom soldado, ele 
trazia consigo as marcas do seu Senhor, 
algo que os judaizantes não traziam, e 
completa desejando a graça de Deus 
para os seus leitores.
I - O BEM DEVE PERMANECER
SENDO FEITO
1. Firmeza no fazer o bem. Na parte 
final de sua Carta, Paulo fala sobre a 
constância no fazer o bem. Se por um 
lado, ele adverte aos gálatas sobre 
questões doutrinárias, por outro lado, 
reconhece que elesfaziam boas obras, 
e que elas deveriam permanecer como 
uma prática cristã. Paulo não diz que os
13 Porque nem ainda esses mesmos que 
se circuncidam guardam a lei, mas 
querem que vos circuncideis, para se 
gloriarem na vossa carne.
14 Mas longe esteja de mim gloriar-me, a 
não ser na cruz de nosso Senhor Jesus 
Cristo, pela qual o mundo está crucifi­
cado para mim e eu, para o mundo.
15 Porque, em Cristo Jesus, nem a cir­
cuncisão nem a incircuncisão têm 
virtude alguma, mas sim o ser uma 
nova criatura.
gálatas precisavam fazer o bem, como 
se não o fizessem. Ele pede para que 
não se cansem de fazê-lo. O motivo pelo 
que Paulo incentiva os gálatas a serem 
constantes nisso é que um dia ceifarão 
o que estão plantando. Essa linguagem 
conectada à agricultura era de conhe­
cimento dos seus leitores.
Se na lição antecedente vimos um 
tipo de plantio e colheita, o que o homem 
semear, isto também colherá, nesta 
lição veremos o poder da decisão e a 
necessidade de ser constante no trabalho 
do Reino. Quem faz o bem, ainda que 
demore, um dia colherá o que plantou, 
isso se tal pessoa não desistir,
Paulo Lembra aos seus leitores de que 
para recebera recompensa não podem 
desfalecer, se cansar. Da mesma forma 
que um agricultor exerce seu trabalho 
constante, mesmo dependendo do clima, 
sabe que um dia a colheita vai chegar.
2. Os domésticos da fé. A nossa fé 
deve ser prática e direcionada às pessoas 
que nos cercam, mas de forma específica, 
Paulo menciona um grupo de pessoas: 
os dom ésticos da fé. Esses eram os
62 JOVENS
irmãos da igreja em que congregavam. 
A prioridade deveria ser direcionada aos 
que já tinham sido salvos.
Em nossos dias, somos bombardeados 
com propagandas solicitando auxílio para 
diversos grupos tidos por necessitados. 
Não é errado um cristão oferecer auxílio a 
qualquer grupo de pessoas que realmente 
precise, pois doenças, guerras, catástrofes 
naturais e outras situações que afetam a 
economia e a segurança de um país po­
dem surgir em qualquer lugar do mundo. 
Muitos cristãos colaboram nesse aspecto, 
que é uma forma de generosidade, e isso 
não deve ser desconsiderado. Entretanto, 
a recomendação apostólica é que faça­
mos o bem a todos, “principalmente" aos 
domésticos da fé" (v. 10).
3. Grandes letras. É provável que Paulo 
estivesse tendo dificuldades com sua visão. 
Uma possível referência nesse aspecto é 
que ele relembra aos gálatas que quando 
esteve com eles, mesmo em fraqueza, 
não foi desprezado. Pelo contrário, ele diz 
que se os gálatas pudessem, eles teriam 
arrancado os olhos para darem ao apóstolo 
(GL4.15). Pode ter sido esse o motivo que 
o levou a destacar esse texto,
II-A P A R Ê N C IA NA CARNE
1. Circuncisão nos gentios. “Todos 
os que querem mostrar boa aparência 
na carne, esses vos obrigam a circunci- 
dar-vos" (v. 12). O apóstolo mostra que 
osjudaizantes queriam demonstrar uma 
aparência de que andavam no Espírito, 
Eles preferiam a marca de um ato exterior 
para não serem perseguidos.
A circuncisão nunca foi nem nunca 
será um pré-requisito ou pós-requisito 
para a salvação em Cristo.
2. Não guardam a Lei. Um dos pro­
blemas dos falsos mestres é que eles
não cumpriam aquilo que ensinavam os 
outros a guardarem. Na prática, osjudai­
zantes provavelmente foram os primeiros 
a perseguir os verdadeiros cristãos, não 
com a força do Estado ou com armas e 
prisões, como o Saulo não convertido 
fazia. A constância na apresentação e 
um falso ensino não deixa de ser uma 
forma de perseguição. Uma das formas 
de tirar uma pessoa dos caminhos do 
Senhor é ensinar a ela um atalho que a 
levará a lugar nenhum.
3. Em que gloriar-se, Osjudaizantes 
impunham a circuncisão aos gentios, mas 
eles mesmos não guardavam a Lei. Se 
sentiam realizados em obrigar os gentios 
a guardarem os mandamentos que eles 
mesmos não guardavam (v, 13).
Paulo diz que a alegria dele não era 
a mensagem da circuncisão, e sim a 
cruz de Cristo. Ele via o mundo como 
crucificado, ou seja, morto, e da mesma 
forma, se via morto para o mundo. Essa 
fala é necessária, pois uma pessoa pode 
ver o mundo como um sistema morto, 
mas estar disponível para torná-lo vivo 
em sua vida.
III - PALAVRAS FINAIS
1. Jesus faz acepção de pessoas?
Paulo explica que ser ou não circuncidado 
não faz diferença em Cristo, mas sim ser 
uma nova criatura. Milhares de judeus, 
no primeiro século, receberam Jesus 
como seu Messias, da mesma forma que 
gentios também creram no EvangeLho e 
tiveram suas vidas transformadas. Não é 
a circuncisão que faz a pessoa ser uma 
nova criatura. No judaísmo, uma pessoa 
gentia poderia se tornar um prosélito, 
desde que fosse circuncidada e prati­
casse as obras da Lei, mas isso não fazia 
dela uma nova criatura.
JOVENS 63
2. As marcas de Cristo. Paulo fala algo 
que os judaizantes não tinham autoridade 
para alegar: Ele tinha as marcas de Cristo. 
Essa expressão remonta aos sofrimentos 
e adversidades enfrentados por amor a 
Jesus ao longo do seu ministério.
Ele escreveu aos corintios sobre o 
que havia passado por amor do Evan­
gelho: açoitado diversas vezes, preso, 
apedrejado, náufrago em três ocasi­
ões, além das viagens perigosas por 
causa de ladrões, de falsos irmãos, de 
judeus que lhe desejavam a morte, e 
os períodos de escassez, de vigílias e 
a constante pressão que as igrejas lhe 
traziam ao coração (2 Co 11.22-29). Cada 
momento de perseguição deixou marcas 
no apóstolo, mas ele não se manifesta 
em tom de reclamação ou vitimismo, 
mas sim no sentido de mostrar que 
os seus acusadores tentavam fugir da 
perseguição por causa da cruz de Cristo
3. A graça de Jesus. PauLo começa 
sua Carta aos Gálatas desejando “graça 
e paz da parte de Deus pai e da de nosso 
Senhor Jesus Cristo” (Gl 1.3) e conclui com 
a graça de Jesus. Ao longo de sua Carta, 
ele mostrou que a graça não é somente 
para a salvação, mas também para a nossa 
vida cristã. Ele experimentou a graça em 
sua vida mesmo quando teve negada 
uma oração por si mesmo, ao ouvir de 
Deus: "E disse-me: A minha graça te basta, 
porque o meu poder se aperfeiçoa na 
fraqueza" (2 Co 12.9). O autor aos Hebreus 
nos orienta a que “Cheguemos, pois, 
com confiança ao trono da graça, para 
que possamos alcançar misericórdia e 
achar graça, a fim de sermos ajudados 
em tempo oportuno" (Hb 4.16).
Aqui vale lembrar de que um dos 
lemas da Reforma Protestante: “Somente 
a graça, e não os esforços humanos, 
pode nos levar até Deus.'
© CONCLUSÃO
A Carta aos Gálatas permanece sendo 
uma defesa do Evangelho de Jesus 
Cristo para os gentios. É um docu­
mento para toda a Igreja. Que essa 
seja apresentada completa, da mesma 
forma que foi completo o sacrifício de 
Jesus por nós.
Assim concluímos este trimestre: com 
a graça de Deus, uma graça disposta 
não somente para a salvação, mas 
também para a manutenção dela. Que 
esta esteja conosco, em nossas vidas 
até que sejamos chamados por Deus 
para experimentar a vida eterna com 
Ele nos céus.
O HORA DA REVISÃO 
1. O que Paulo fala na parte final de 
sua Carta?
2. Segundo a lição, qual grupo de 
pessoas a nossa fé deve ser dire­
cionada?
3. O que os que desejavam a circun­
cisão queriam demonstrar?
4. A circuncisão é um pré-requisito 
para a salvação?
5. O que a expressão “as marcas de 
Cristo" remonta?
64 JOVENS
DO QUE O
MUNDO TEM
TE CHAMADO?
CB4D
c p a d .c o m .b rcom posição desse 
documento, tem sido comentado que 
a sua escrita se deu entre os anos 48 
a 51 de nossa era.
3. O motivo da Carta. A Carta aos 
Gálatas foi escrita com o objetivo de 
alertar aqueles crentes acerca do perigo 
que estavam correndo por acrescentar 
à mensagem do Evangelho a prática 
da Lei de Moisés. Eles já haviam crido 
nas Boas-Novas, e não era necessário 
agregar às suas vidas nenhum dos 
elementos da lei que Deus dera aos 
hebreus por ocasião da sua saída do 
Egito. Isso pode estar claro para nós, 
leitores do século XXI, mas para os 
crentes gálatas, não. Devemos nos 
lembrar de que no primeiro século havia 
circulado pelas igrejas pessoas que 
introduziam doutrinas diferentes das 
que eram ensinadas pelos apóstolos, 
e que por isso as igrejas precisavam ser 
lembradas do verdadeiro Evangelho e 
de suas práticas.
Deus usa o apóstolo Paulo, um ho­
mem de formação intelectual farisaica, 
mas devidamente convertido a Jesus, 
para orientar os leitores de que a Lei
de Moisés havia sido dada por Deus 
aos hebreus, e não aos gentios. Como 
verem os posteriormente, a própria 
igreja de Jerusalém já havia traçado 
parâm etros para que o Evangelho 
fosse apresentado entre os gentios, 
sem a necessidade da circuncisão (At 
15.28,29). A partir desse ponto, tratare­
mos a palavra "circuncisão" como um 
sinônimo da guarda da Lei de Moisés.
^ PENSE!
Podemos acrescen ta r à m ensa­
gem do Evangelho a p rá tica da Lei 
de M oisés para se r salvo?
Q PONTO IMPORTANTE!
Não! Pela fé recebem os a C ris to e 
não é necessário agregar às nos­
sas vidas nenhum dos e lem entos 
da le i que Deus dera aos hebreus 
p o r ocasião da sua saída do Egito 
para a nossa salvação.
II - A SAUDAÇÃO PAULINA
1. Paulo, apóstolo, não da parte 
dos homens (v.1). Paulo inicia a Carta 
aos Gálatas com a sua identificação 
nominal. Ele era conhecido pelos irmãos 
daquela região, e eles não teriam dú­
vida de quem era o autor da carta. Ele 
também acrescenta um título ao seu 
nome: apóstolo. Diferente de um título 
honorífico, ou que trouxesse a ideia de 
ser um obreiro diferenciado, apóstolo 
era um “enviado", alguém que havia sido 
escolhido para levar uma mensagem. 
Era uma honra, mas igualmente uma 
grande responsabilidade, ser portador 
das Boas-Novas.
Ele completa com mais uma sen­
tença: “não da parte dos homens". Esse 
aspecto é importante, pois ele não teria
JOVENS 5
escrito tais palavras se a sua autoridade 
apostólica não estivesse sendo colo­
cada em xeque por seus acusadores, 
osjudaizantes. Era necessário que eLe 
mostrasse, o que eLe faz, no texto mais 
à frente, que a sua cham ada vinha de 
Deus. Se ele não andou junto com os 
apóstolos de Jerusalém , que autori­
dade teria para ser um apóstolo? Os 
judaizantes criam que se Paulo não 
fora enviado por JerusaLém, então não 
teria autoridade para ensinar, doutrinar 
ou falar de Jesus como quem foi co­
missionado para tais ações. É verdade 
que PauLo não andou com os Doze por 
ocasião do ministério terreno de Jesus, 
mas da mesma forma que os Doze, 
PauLo foi ensinado peLo próprio Jesus, 
como ele descreve (Gl 1.12).
2. Da parte de Jesus e Deus Pai 
(v.i). Após ter se apresentado como 
remetente da Carta, PauLo deixa cLaro 
a origem do seu apostoLado: ELe vinha 
da parte de Jesus, e de Deus Pai, que 
ressuscitou a Jesus dentre os mortos. 
Em um único verso, e le d estaca a 
atuação conjunta do Pai e do Filho, e 
o milagre da ressurreição do Senhor. 
Foi o Jesus ressuscitado que apare­
ceu a Paulo quando ele se dirigia a 
Dam asco, e sem essa ressurreição, 
PauLo não teria sido saLvo, não teria se 
tornado um discípulo e não teria sido 
com issionado aos gentios.
Ele havia recebido a m ensagem 
do Evangelho por revelação do Se­
nhor Jesus, e isso nos mostra que as 
Boas-Novas têm origem divina. Essas 
Boas-Novas estavam em risco, e PauLo 
percebeu que os gáLatas, mesmo sendo 
crentes, precisavam ser novam ente 
ensinados acerca do Evangelho. Essa 
Carta é uma defesa do verdadeiro
Evangelho para os gálatas, que já ti­
nham experimentado a saLvação, mas 
que estavam caindo da graça (Gl 5.4)
3. Os irmãos que estão comigo 
(v.2). Paulo tem a humildade de dizer 
que não está fazendo a obra de Deus 
sozinho. Mesm o não m encionando 
os nomes de seus com panheiros de 
ministério, eLe mostra aos gáLatas que 
fazemos meLhor a obra de Deus quando 
temos comunhão uns com os outros e 
podemos servir ao Senhor em um grupo 
de pessoas. Como um corpo, podemos 
ser úteis com diversos talentos.
4. Os destinatários. Os destinatá­
rios dessa Carta eram os irmãos das 
“igrejas da G alácia” (Gl 1.2). O bserve 
que esse documento não era para uma 
única igreja, como foram as Cartas aos 
Romanos, aos Coríntios e aos Efésios, 
cujos destinatários, como se entende, 
pertenciam a uma igreja LocaLizada em 
uma única região. Os gáLatas pertenciam 
a um grupo de igrejas.
@ PENSE!
Fazemos a obra de Deus meLhor 
sozinhos ou em com unhão com 
ou tro s irm ãos?
Q PONTO IMPORTANTE!
Podemos s e rv ir ao S enhor em 
um g ru po de pessoas, po is com o 
um corpo, podem os se r ú te is com 
diversos talentos.
III - A MENSAGEM PARA OS 
NOSSOS DIAS
1. A importância da Liberdade. A
Carta aos GáLatas defende a Liberdade 
cristã. E que liberdade é essa? Liber­
dade de uma vida de santidade, de 
com unhão com Deus e acesso livre
6 JOVENS
a presença dEle. A certeza de que 
não precisam os seg u ir as obras da 
Lei para serm os salvos, pois som os 
salvos pela fé em Jesus. Os gálatas 
haviam recebido o EvangeLho peLa fé, 
mas estavam sendo ensinados que a 
salvação dependia de uma série de 
observâncias dos costum es judaicos, 
o que era uma afronta à graça de Deus.
2. Nossa salvação não depende de 
nossas obras. Nenhuma prática que 
venham os a fazer tem a capacidade 
de trazer a SaLvação ofertada por Deus 
em Jesus, ou o perdão dos pecados. A 
Carta aos Gálatas é um alerta contra 
q u alq u er ensino ou pregação que 
tente com plem entar o sacrifício de 
Jesus com obras feitas peLos homens. 
As obras, para o crente, são úteis 
para que Deus possa ser glorificado 
pelos ím pios que, vendo as nossas 
boas obras, percebam que elas são 
uma ação do Espírito em nós e que 
glorifiquem a Deus (Mt 5.16).
3. Osjudaizantes. Paulo desejava 
mostrar, na Carta aos Gálatas, que o 
sacrifício de Jesus foi único, perfeito e 
é suficiente para a nossa saLvação. Isso 
foi necessário porque, havia o grupo dos 
que “não andavam bem e diretamente 
conforme a verdade do evangeLho" (GL 
2.14) e que desejavam impor os “cos­
tum es” dos jud eus sobre os gentios. 
Costum es esses que nem mesmo o 
apóstolo Pedro parecia observar.
@ PENSE!
Nossa salvação depende de obras?
Q PONTO IMPORTANTE!
Não. Os salvos em C ris to são cha­
m ados a fazer boas obras, mas não
para serem salvos.
O CONCLUSÃO
Sempre teremos diante de nós 0 desa­
fio de lembrar que a nossa salvação é 
recebida pela fé, e que não precisamos 
seguir rituais de outras culturas que se 
proponham a ser complementares à 
nossa salvação. Os gálatas precisaram 
ser ensinados de que a salvação não 
está vinculada às obras da Lei, pois o 
Evangelho é suficiente para nos salvar. 
A graça do Senhor é o que basta para 
a nossa salvação.
O HORA DA REVISÃO
1 Quem se identifica como autor da 
Carta aos GáLatas?
2 Com que objetivo essa Carta foi 
escrita?
3 Paulo fazia a obra de Deus sozinho?
4 Por quem PauLo foi comissionado 
como apóstoLo?
5 A Carta aos Gálatas defende a Liber­
dade cristã. E que Liberdade é essa?
O FALSO EVANGELHO
TEXTO PRINCIPAL
"Assim com o já vo-lo dissem os, 
agora de novo também 
vo-lo digo: se alguém vos 
anunciar outro evangelho além 
do que já recebestes, seja 
anátem a." (GI 1.9)
RESUMO DA LIÇÃO
Nem toda mensagem 
aparentem ente cristã 
é verdadeiram ente 
vinda de Deus.
LEITURA SEMANAL
S E G U N D A -FE IR A -Tt 2.11 
A graça se manifestou a 
todos os hom ens 
TERÇA-FEIRA - Rm 6.14 
Debaixo da graça de Deus 
QUARTA-FEIRA - G l 1.6 
A falta de constância 
no EvangelhoQ U IN T A -F E IR A -C t2 .20 
M orto para a Lei, vivo para Deus 
SEXTA-FEIRA - 2 Pe 2.1 
O cuidado com os falsos m estres 
SÁBADO -G t 3.13 
"Cristo nos resgatou da 
maldição da lei"
8 JOVENS
TEXTO
Gálatas 1.6-10
6 M aravilho-m e de que tão depressa 
passásseis daquele que vos chamou à 
graça de Cristo para outro evangelho,
7 o qual não é outro, mas há alguns que 
vos inquietam e querem transtornar o 
evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo 
do céu vos anuncie outro evangelho
BÍBLICO
além do que já vos tenho anunciado, 
seja anátema.
9 Assim como já vo-lo dissemos, agora 
de novo também vo-lo digo: se alguém 
vos anunciar outro evangelho além do 
que já recebestes, seja anátema.
10 Porque persuado eu agora a homens 
ou a Deus? Ou procuro agradar a ho­
mens? Se estivesse ainda agradando 
aos homens, não seria servo de Cristo.
INTRODUÇÃO
Após se apresentar como remetente 
da Carta aos Gálatas, identificando-se 
como apóstolo da parte de Deus, e 
mencionando que Jesus Cristo res­
suscitou dentre os mortos, Paulo passa 
diretamente ao assunto que pretende 
tratar com os irmãos: a incursão de 
idéias e práticas judaizantes na comu­
nidade dos santos, e as consequências 
dessas idéias na vida dos irmãos.
I - UM APÓSTOLO SURPRESO
1, Paulo se mostra impressionado.
O apóstolo Paulo se declara surpreso 
com os irm ãos gálatas. Os leitores 
dessa Carta eram pessoas que já ha­
viam aceitado a Jesus. Já conheciam o 
Evangelho ejá haviam experimentado 
o arrependimento e o perdão dos pe­
cados, mas estavam trilhando uma rota 
não planejada por Deus. Ele escreve 
“Maravilho-me de que tão depressa 
passásseis daquele que vos chamou 
à graça de Cristo para outro evange­
lho” (Gl 1.6). O espanto de Paulo não 
foi advindo de milagres acontecendo 
naquelas igrejas, ou de conversões de 
pagãos ou mesmo por pessoas esta­
rem sendo cheias do Espírito. O que
deixou Paulo espantado foi não só o 
fato de os gálatas atentarem para um 
Evangelho diferente do que ele havia 
pregado, mas também pelo fato de 
que esse “novo evangelho" incentivava 
os gálatas a desconsiderarem a graça 
e tentarem, por meio de obras, pagar 
uma dívida que eles jamais quitariam.
Paulo destaca a expressão “tão 
depressa" para marcar não só a in­
constância dos gálatas, mas também 
o pouco tempo que levaram para ser 
convencidos de uma outra doutrina. 
Não deve nos espantar que entre o 
povo de Deus haja pessoas que sejam 
atraídas por novos ensinos, e que com 
facilidade se deixem levar por doutrinas 
que nada tem de respaldo nas Escri­
turas. A pouca firmeza no que tinham 
aprendido e a incapacidade de julgarem 
uma doutrina como errada nos serve 
de exemplo para que nos firmemos no 
exercício da verdade.
2. Da graça para a lei. A surpresa 
de Paulo se dá por causa da mudança 
que os gálatas fizeram, de passarem 
da graça de Deus para a Lei de Moisés. 
Como isso se deu? Eles receberam um 
ensino em que, para que pudessem 
realm ente ser salvos, deveríam ser
JOVENS 9
circuncidados e seguir a Lei dada aos 
hebreus por Deus. Bastou o apóstolo 
se afastar do convívio daqueles irmãos 
que logo eles deram crédito a outra 
pregação diferente da que haviam 
recebido originalmente.
Como veremos, Paulo deixa implí­
cito que a lei e a graça, em que pese 
serem expressões que remontem a 
história de Israel e o plano da Salvação, 
possuem atribuições diferentes,
3. Outro Evangelho. A palavra "outro”, 
na Língua portuguesa, é um pronome 
indefinido utilizado de forma ampla, para 
designar algo ou alguma coisa que seja 
da mesma natureza, que seja semelhan­
te, ou que seja de outra natureza. Para 
definir o exato significado, precisaremos 
saber o contexto em que essa palavra 
está sendo usada, Na língua grega, a 
palavra "outro" tem duas percepções 
distintas, advindas igualmente de duas 
palavras apontadas: allós, que significa 
“outro da mesma espécie”, e heteros, 
“outro de outra espécie”. Enquanto na 
primeira designação a opção apresen­
tada é a de um objeto ou ser da mesma 
espécie, com possíveis variações, tais 
como um tigre e um leão, que mesmo 
sendo animais diferentes entre si, são 
felinos. Por sua vez, a palavra heteros, 
“outro" de outra espécie, tais como um 
cão e um gato. São seres criados, mas 
diferentes entre si por serem de espé­
cies diferentes. Por isso Paulo comenta: 
“U para outro evangelho, o qual não é 
outro" (GL 1.6, 7).
É possível que hoje sintam os a 
mesma surpresa com que o após­
tolo se deparou ao saber da notícia 
da m udança daqueles irmãos. Mas 
mesmo em nossos dias, é possível ver 
irmãos na fé sendo convencidos por
doutrinas que não foram ensinadas 
com a correta interpretação dos textos 
bíblicos, dando ouvidos a instruções 
que buscam acrescentar à Palavra o 
que ela não diz. Os gálatas tinham sido 
evangelizados e ensinados por Paulo, 
e não perceberam que a mensagem 
dos judaizantes era um falso evange­
lho. Eles não negaram, oficialmente, o 
sacrifício de Jesus, mas acrescentaram 
argumentos que acharam guarida no 
pensamento daquelas igrejas. Era uma 
mensagem aparentemente piedosa, 
mas que negava a eficácia do Evan­
gelho. Por meio desse ensino, a graça 
de Deus estava sendo questionada.
0 PENSE!
Paulo teve m otivos para se im ­
pressionar com os gálatas?
0 PONTO IMPORTANTE!
0 espanto do apóstolo se refere à 
troca que os gálatas estavam fa­
zendo de um Evangelho verdadei­
ro para um pseudoevangelho.
II - 0 ANÁTEMA 
1, A inquietação dos gálatas. Um fal­
so ensino tem a capacidade de deixaras 
pessoas alvoroçadas e inquietas. Paulo 
usa as palavras “vos inquietam e querem 
transtornar" (v. 7) como um indicativo 
de que, enquanto seus leitores liam a 
Carta, provavelmente havia judaizantes 
entre eles. Um outro detalhe é que a 
mensagem deles deixava os gálatas 
inquietos, em vez de descansarem na 
graça de Deus, eles passaram a reali­
zar obras da lei, sendo eles mesmos, 
gentios. Uma mensagem que alvoroça 
os crentes deve ser analisada com 
bastante cautela.
10 JOVENS
2. Ainda que um anjo do céu. Os anjos 
são conhecidos na Palavra de Deus como 
mensageiros do Eterno para tratar de 
assuntos referentes aos seres humanos. 
Eles apareceram, no Antigo Testamento, 
a Abraão, a Josué, a Gideão, aos pais de 
Sansão e a Isaías. No Novo Testamento, 
apareceram à Maria, ao pai de João Ba­
tista, a Pedro e a Cornélio entre outros. A 
presença deles geralmente, nas Escrituras, 
é acompanhada de uma mensagem. 
Paulo mesmo recebeu a visita de um 
anjo quando estava indo a Roma em um 
navio que estava afundando (At 27.23). 
Cornélio recebeu a visita de um anjo, cuja 
mensagem foi: “As tuas orações e as tuas 
esmolas têm subido para memória diante 
de Deus" (At 10.4). “Procure por Pedro” (At 
10.5). O anjo não falou de Jesus ou do 
Evangelho a Cornélio, mas lhe orientou 
a respeito de quem deveria chamar para 
ouvir as Boas-Novas.
Pauto deixa expresso que mesmo 
que um anjo, identificando-se como 
sendo enviado por Deus, venha apre­
sentar uma mensagem diferente da 
sua, que seja considerado maldito. O 
apóstolo não teme usar esse adjetivo, 
pois sabe que a pureza do Evangelho 
está em jogo naquelas igrejas.
3. Anátema. A palavra "anátema- é 
oriunda do hebraico herem, e pode ter 
dois sentidos: algo devotado a uma 
divindade, e ao mesmo tempo excluído 
da utilização humana, como o relatado 
em Josué 6,17, quando os despojos de 
Jerico deveríam ser separados para 
Deus, não não podendo ser usados pelos 
israelitas, ordem que não foi seguido 
por Acã. Esse anátema foi tão sério que 
Acã e sua família pagaram o preço da 
ganância com a vida. Mas o segundo 
sentido é mais radical, pois representa
anathematizo, colocar debaixo de uma 
maldição. Mesmo que um anjo viesse 
até eles e lhes ensinasse um outro Evan­
gelho, que fosse maldito e condenado.
0 PENSE!
Podemos dar ouvidos a toda m en­
sagem, mesmo sendo aparente­
m ente cristã, que chegue até nós?
0 PONTO IMPORTANTE!
Não. Precisamos de discernimento, 
sabedoria e conhecimento para não 
ser enganados comoos gálatas.
III - AGRADAR AOS HOMENS
OU ADEUS
1. Repetindo a advertência. Como 
o assunto é muito sério, Paulo repete a 
observação. Não poderia haver dúvidas 
sobre a força das palavras paulinas, pois 
o assunto era grave. O apóstolo men­
ciona uma segunda vez essa mesma 
condenação no versículo 9. A repetição 
desses dizeres nos mostra o quão sério é 
deturpar os ensinos da Palavra de Deus. 
O “evangelho” dos judaizantes estava 
afastando os irmãos do verdadeiro e 
os encaminhando para uma vida de 
legalismo, onde 0 homem acredita que 
pode ajudar Deus na salvação ou pode 
ele mesmo ser o seu Salvador.
2.0 que agrada aos homens. Paulo 
não se preocupa em falar palavras 
lisonjeiras para deixar seus leitores 
confortáveis diante do que estavam 
fazendo. Ele não estava tratando a 
respeito de boas práticas ou de um 
discurso protocolar, cabível em certas 
ocasiões mais formais. Ele estava tra­
tando a respeito da salvação da alma 
dos gálatas. Os judaizantes bajuLavam 
os gentios, e com palavras doces os
JOVENS 11
desviavam dos caminhos do Senhor. 
As palavras de Paulo poderiam soar 
como amargas, mas era o remédio que 
os gálatas deveriam tomar,
3. 0 que agrada a Deus. Como vere­
mos, a preocupação de Paulo é agradar 
ao Senhor, por isso escreve a Carta aos 
Gálatas. Se fosse para agradar aos ho­
mens, ele poderia deixara situação nas 
igrejas da Galácia correr sem qualquer 
interferência. O tempo certamente iria 
mudar o cenário, ou pioraria a situação. 
Mas ele entendeu que deveria ter uma 
participação ativa no resgate dos gálatas. 
Paulo nem estava na Galácia, e poderia 
deixar o problema de lado, mas resolveu 
tratar o assunto a fim de que os irmãos 
não se perdessem.
A obediência ao verdadeiro Evange­
lho agrada a Deus. Preservaras doutri­
nas bíblicas, de Deus, que recebemos, 
estudar e estar atentos para discernir 
quando um falso ensino tenta entrar 
na congregação, também agrada a 
Deus. Viver pela fé e não pelas nossas 
próprias obras, também agrada a Deus.
Algo que deve ser observado é que 
a deturpação dos falsos mestres, e por 
sua vez, o que desagradava a Deus, 
é que, na prática, os gálatas queriam 
“devolver" a Deus o favor, o presente 
que Ele lhes dera. Ele lhes entregara 
a Salvação pela graça, e eles queriam 
retribuir o favor divino por meio de uma 
vida que se baseava em obras humanas.
© PENSE!
Im porta agradara Deus ou aos 
homens?
© PONTO IMPORTANTE!
Im porta sempre agradara Deus 
fazendo a sua vontade que é boa, 
agradável e perfeita.
© CONCLUSÃO
Nesta segunda lição, vimos que Paulo 
começa a apontar aos seus leitores o 
caminho que eles estavam trilhando: 
um caminho paralelo ao caminho do 
Evangelho. Eles estavam ouvindo uma 
mensagem doutrinária errada e não 
tiveram discernimento. Eram ensinos 
que estavam em desacordo com o 
que haviam aprendido. Paulo os exorta 
que ainda que um ser angelical viesse 
do céu com uma mensagem parecida, 
eles não deveriam aceitar, Precisamos 
ter cuidado com ventos de doutrina que 
se aproximam de nossas congregações, 
tentando afastar os irmãos da verdadeira 
prática da Palavra de Deus.
© HORA DA REVISÃO 
i O que deixou o apóstolo Paulo 
impressionado com os gálatas?
2 Quais as diferenças existentes na 
palavra “outro” em grego?
3 Quais os dois sentidos da palavra 
"anátema”?
4 Para onde o “evangelho” dos ju- 
daizantes estava conduzindo os 
gátatas?
5 Paulo escreve para agradar aos 
homens ou a Deus?
12 JOVENS :
PAULO E SUA CHAMADA
TEXTO PRINCIPAL
"E glorificavam a Deus a 
respeito de mim."
(Gl 1 .24)
RESUM O DA LIÇAO
Paulo conta um pouco da sua 
história para defender seu 
ministério e mostrar que a 
mensagem que pregava 
não era estranha aos 
apóstolos de Jerusalém.
LEITURA SEM ANAL
SEGUNDA-FEIRA -Gla.14 
Saulo, um p ro d íg io no judaísm o 
TERÇA-FEIRA-Gl 1.13 
Saulo, o p e rseg u id o r de crentes 
QUARTA-FEIRA - At 26.11 
Saulo ob rig ou crentes 
blasfemarem contra Deus
QUINTA-FEIRA-At 95
Saulo perseg u e a Jesus
SEXTA-FEIRA-Gl 1.12 
Jesus se revela a Saulo 
SÁBADO - Gl 2.9 
Os apóstolos reconheceram o 
m inistério de Paulo e Barnabé
JOVENS 13
Gálatas 1.11-24
11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o 
evangelho que por mim foi anunciado 
não é segundo os homens,
12 porque não o recebi, nem aprendi de 
homem algum, mas pela revelação de 
Jesus Cristo.
13 Porque já ouvistes qual foi antigamente 
a minha conduta no judaísm o, como 
sobrem aneira perseguia a igreja de 
Deus e a assolava.
14 E, na minha nação, excedia em juda­
ísmo a muitos da minha idade, sendo 
extremamente zeloso das tradições 
de meus pais,
15 Mas, quando aprouve a Deus, que desde 
o ventre de minha mãe me separou e 
me chamou pela sua graça,
16 revelar seu Filho em mim, para que o 
pregasse entre os gentios, não consultei 
carne nem sangue,
BÍBLICO
17 nem tornei a Jerusalém, a ter com os 
que já antes de mim eram apóstolos, 
mas parti para a Arábia e voltei outra 
vez a Damasco.
18 Depois, passados três anos, fui a Je­
rusalém para ver a Pedro e fiquei com 
ele quinze dias.
íg E não vi a nenhum outro dos apóstolos, 
senão a Tiago, irmão do Senhor.
20 Ora, acerca do que vos escrevo, eis 
que diante de Deus testifico que não 
minto.
21 Depois, fui para as partes da Síria e da 
Cilicia.
22 E não era conhecido de vista das igrejas 
da Judeia, que estavam em Cristo;
23 mas somente tinham ouvido dizer: Aque­
le que já nos perseguiu anuncia, agora, 
a fé que, antes, destruía.
24 E glorificavam a Deus a respeito de mim.
INTRODUÇÃO
Paulo dá continuidade à Carta aos 
Gálatas, mas nesta seção, ele conta um 
pouco a sua história. E por qual motivo ele 
faria isso? O seu ministério e sua mensa­
gem estavam sendo atacados por ele não 
ter sido um dos apóstolos de Jerusalém. 
A tática dos judaizantes era desqualificar 
Paulo como apóstolo, para depois des­
qualificar a sua mensagem. E de que 
forma tentaram fazer isso? Os inimigos 
de Pauto provavelmente conheciam o 
seu passado, e tentaram colocar isso 
em foco para descredibilizar o apóstolo. 
Por isso, ele entendeu ser necessário, 
ainda no início de sua Carta, apresentar 
uma parte da sua biografia, não para se 
exaltar, mas para mostrar o que a graça 
de Deus pode fazer por um pecador.
I - O EVANGELHO DE PAULO
1. Paulo faz sua defesa. A história de 
vida de uma pessoa tem importância. 
De onde ela veio, o que aconteceu na 
sua vida, que adversidades enfrentou 
e que tipo de acontecimentos molda­
ram o que a pessoa é hoje podem nos 
servir de exemplo. Paulo se preocupa 
em estabelecer as suas credenciais 
narrando um pouco a sua história, mas 
por um motivo nobre; falsos mestres 
que tinham ido à Galácia tentavam 
desqualificar o seu ministério.
É comum, em nossos dias, que um 
indivíduo chegue a uma determinada 
posição na sociedade e que terceiros, 
desconhecedores de sua história, 
o avaliem com o alguém que teve 
sorte, que teve ajuda, que no fundo
14 JOVENS
não merece a posição que ocupa ou 
que a sua história não corresponde à 
função em que está. Por isso, devemos 
ser cautelosos em nossas opiniões, e 
pensar bastante antes de falar coisas, 
desconhecendo fatos.
Pauto não conta a sua história para 
im pressionar os gálatas. Ele não faz 
com o objetivo de comover os seus 
leitores, e sim para mostrar que ele 
tinha autoridade para pregar e defen­
der o Evangelho aos gentios. Histórias 
e testem unhos sem pre nos fazem 
lembrar de que as nossas lutas podem 
ser muito parecidas com as de outros 
irmãos, e no caso de Paulo, é possível 
que os gálatas não tivessem, quando 
foram evangelizados, conhecido com 
detalhes o seu passado como per­
seguidor. A expressão “já ouvistes" é 
um indicativo de que Paulo falou um 
pouco de sua história provavelmente 
enquanto os evangelizava, mas o que 
ele vai descrever a seguir reforça a 
sua autoridade apostólica, visto que 
recebeu o Evangelho do Senhor Jesus, 
e não de homem algum. Ele não fora 
comissionado pela igreja de Jerusalém, 
mas pelo próprio Cristo,
2. Ele não pregou o Evangelho dos 
apóstolosd e Jerusalém. Que tipo de 
Evangelho Paulo estava ensinando e 
pregando?
O Evangelho é um só, mas judeus 
e gentios tinham culturas distintas e 
foi necessário mostrar que da mesma 
forma que o Evangelho dos irmãos de 
Jerusalém tinha como fonte o Senhor 
Jesus, o dos gentios também tinha o 
Senhor Jesus como fonte. A mensagem 
de Paulo não era diferente do Evan­
gelho dos apóstolos em Jerusalém , 
a base e origem da Igreja. A salvação
E n t e n d e m o s q u e D e u s 
p o d e n o s t r a z e r r e v e la ç õ e s 
e s p e c íf ic a s p o r m e io d e d o n s 
d o E s p ír it o , m a s n u n c a e s s a s 
in t e r a ç õ e s s e r ã o c o n t r á r ia s 
a o q u e e s tá e s c r it o na 
P a la v ra d e D eu s.
continuava sendo pela fé em Jesus, 
pois o Evangelho é o “poder de Deus 
para a salvação de todo aquele que 
crê, primeiro do judeu, e do grego (Rm 
1.16). Grupos culturais diferentes, mas o 
mesmo Evangelho da salvação.
É possível que, em nossos dias, 
haja pessoas que aleguem ter rece­
bido uma nova mensagem da parte 
do próprio Senhor Jesus. Entendemos 
que Deus pode nos trazer revelações 
e sp e cífica s por m eio de dons do 
Espírito, mas nunca essas interações 
serão contrárias ao que está escrito 
na Palavra de Deus.
3.0 Evangelho que Paulo pregava 
havia sido aprovado pelos apóstolos 
em Jerusalém. A mensagem de Paulo, 
como já dissemos, era a mesma dos 
apóstoLos, mas o público era diferente. 
E os apóstolos de Jerusalém reco­
nheceram o ministério de Paulo e a 
mensagem que ele pregava. O apóstolo 
comenta que "deram-nos às destras, 
em comunhão, comigo e com Barnabé, 
para que fôssemos aos gentios, e eles, 
à circuncisão (GI2.9).
© P E N S E !
Que tipo de Evangelho estamos
ensinando e pregando?
JOVENS 15
É p o s s ív e L s e r u m a p e s s o a 
c u m p r id o r a d o s s e u s d e v e re s , 
r e l ig io s a e, m e s m o a s s im , 
d e t e s t a r J e s u s e a s u a Ig re ja .
Saulo para es­
trada de Damasco. Os irmãos daquela 
lo c a lid a d e já sabiam da sua fam a, 
mas o que parecia ser uma extensão 
da p e rs e g u iç ã o dos c re n te s q u e 
residiam em Damasco seria o ponto 
fin a l na v id a do p erseg u id or, q ue 
seria transform ado em perseguido 
por causa do Evangelho.
0 PENSE!
Os inimigos de Paulo conheciam 
o seu passado, e tentaram colocar 
isso em foco para descred ib ilizar 
o apóstolo e sua mensagem.
0 PONTO IMPORTANTE!
Paulo não ocu ltou o seu passa­
do aos gálatas, mas quando ele 
conta parte de sua vida, o faz para 
exa lta r o poder trans fo rm ado r do 
Evangelho em sua vida.
0 CONCLUSÃO
Nesta lição, estudamos uma parte da 
vida de Paulo. Isso se deu porque foi 
necessário mostrar a origem do seu 
apostolado e da sua mensagem aos 
gálatas. Não somente o ministério de 
Paulo estava em jogo, mas igualmente 
a mensagem que ele havia ensinado 
àquelas igrejas. Paulo nunca se esque­
ceu das atrocidades cometidas por ele 
contra a Igreja de Deus, mas também 
deixou claro que a graça do Senhor o 
salvou, e que o seu apostolado era um 
sinal do poder transformador, não da 
Lei, mas do Evangelho,
ô HORA DA REVISÃO 
í Por que Paulo conta uma parte de 
sua história aos gálatas?
2 Os apóstolos de Jerusalém apro­
varam o Evangelho pregado por 
Paulo?
3 Por qual motivo os irmãos da Judeia 
deram graças a Deus?
4 As Cartas de Paulo no Novo Testa­
mento se ocupam extensivamente 
não da sua vida pessoal?
5 Quem conduziu Saulo para a estrada 
de Damasco?
O ENCONTRO EM 
JERUSALÉM E OS 
FALSOS IRMÃOS
TEXTO PRINCIPAL
"Porque aquele que operou 
eficazmente em Pedro para o 
apostolado da circuncisão, esse 
operou também em mim com 
eficácia para com os gentios."
(Gl 2 .8)
RESUM O DA LIÇAO
O encontro dos apóstolos 
em Jerusalém não fez 
com que Paulo mudasse 
a sua pregação.
LEITURA SEM ANAL
SEGUNDA-FEIRA-Gl 2.9 
Paulo e Barnabé 
TERÇA-FEIRA-Gl 2.3 
Tito era g re g o e não 
foi circuncidado 
QUARTA-FEIRA - l Co 10.32 
Judeus, greg os e a Igreja de Deus 
QUINTA-FEIRA-Gl 2.10 
Os gentios e os pob res 
SEXTA-FEIRA-Gl 2.8 
O Evangelho alcança 
culturas diferentes
SÁBADO-Gl 2.4 
Falsos irmãos entre 
os verdadeiros
JOVENS 19
Gaiatas 2.1-10
1 Depois, passados catorze anos, subi 
outra vez a Jerusalém com Barnabé, 
levando também comigo Tito.
2 E subi por uma revelação e lhes expus 
o evangelho que prego entre os gentios 
e particularmente aos que estavam em 
estima, para que de maneira alguma 
não corresse ou não tivesse corrido 
em vão.
3 Mas nem ainda Tito, que estava co­
migo, sendo grego, foi constrangido 
a circuncidar-se.
4 E isso por causa dos falsos irmãos que 
se tinham entremetido e secretamente 
entraram a espiar a nossa liberdade 
que temos em Cristo Jesus, para nos 
porem em servidão;
5 aos quais, nem ainda por uma hora, 
cedem os com sujeição, para que a 
verdade do evangelho permanecesse 
entre vós.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a continuidade 
da resposta de Paulo às criticas que 
fizeram sobre a veracidade e autentici­
dade do seu apostolado. Os judaizantes 
que estavam trazendo outro evangelho 
aos crentes da Galácia questionaram 
se Paulo era realmente um apóstolo. 
Desta vez, ele fala sobre um encontro 
que teve com os líderes da igreja de 
Jerusalém, mostrando que, mesmo não 
tendo andado com os doze apóstolos 
de Jesus, era um apóstolo comissiona­
do pelo Senhor Jesus tanto quanto os 
demais, e que o seu ministério e a sua 
mensagem haviam sido reconhecidos 
em Jerusalém.
6 E, quanto àqueles que pareciam ser 
alguma coisa (quais tenham sido noutro 
tempo, não se me dá; Deus não aceita 
a aparência do homem), esses, digo, 
que pareciam ser alguma coisa, nada 
me comunicaram;
7 antes, pelo contrário, quando viram 
que o evangelho da incircuncisão me 
estava confiado, como a Pedro o da 
circuncisão
8 (porque aquele que operou eficazmente 
em Pedro para o apostolado da circun­
cisão, esse operou também em mim 
com eficácia para com os gentios),
9 e conhecendo Tiago, Cefas e João, que 
eram considerados como as colunas, a 
graça que se me havia dado, deram-nos 
as destras, em comunhão comigo e com 
Barnabé, para que nós fôssemos aos 
gentios e eles. à circuncisão;
10 recom endando-nos som ente que 
nos lembrássemos dos pobres, o que 
também procurei fazer com diligência.
I - PAULO DEFENDE SEU MI­
NISTÉRIO
1. Voltando a Jerusalém. Na busca 
por esclarecer ainda mais a sua história 
apostólica, Paulo dá continuidade na 
Carta aos eventos que se seguiram em 
seu ministério. Por certo, os seus acu­
sadores não tinham uma história como 
a dele, que fora perseguidor dos segui­
dores de Jesus, mas foi alcançado pelo 
Senhor de uma forma tão especial que 
foi transformado em um novo homem.
Essa defesa era necessária, pois os 
judaizantes divulgaram questionamentos 
a respeito da sua autoridade apostólica. 
Nada melhor do que fazer uma defesa 
em ordem cronológica, pois argumentos 
desconexos se perdem na fala. Os 14
20 JOVENS
anos mencionados por Paulo podem 
ser uma referência ao seu encontro 
com Pedro e Tiago, mencionado em 
Gálatas 1.18,19.O apóstolo fez questão 
de mostrar esses dados para que as 
acusações contra ele não prosperassem. 
Paulo não tinha nada a esconder.
2. Barnabé e Paulo. Paulo menciona 
a presença de Barnabé consigo indo 
a Jerusalém . O "filho da consolação” 
teria uma participação muito ativa no 
ministério aos gentios, pois foi ele que 
acreditou no potencial de Paulo, quando 
este havia se convertido e não foi aceito 
imediatamente pela igreja de Jerusalém 
por força do seu histórico de perseguidor 
(At 9.26,27). A fama de Paulo assustava 
muitos dos irmãos hebreus, e até que ele 
pudesse mostrar o que Jesus havia feito 
em sua vida, um certo tempo se passou.
Basta dizer que quando se conver­
teu, Paulo ficou tão motivado pelo seu 
encontro com Jesus e com a cura que 
recebeu do Senhor, que foi pregar a 
respeito dEle nas sinagogas em Da­
masco e depois em Jerusalém, até que 
os gregos procuraram matá-lo. A igreja 
precisou mandá-lo com passagem só 
de ida a Tarso. Tempos depois, quando 
o Evangelho chegou à Antioquia, e 
Barnabé foi comissionado a ver como 
Deus estava operando naquela locali­
dade, e vendo a graça de Deus naquele 
lugar (At 11.23), convidou Paulo depois 
para auxiliá-lo (At 11.25). Barnabé foi o 
precursor que abriu as portas para que 
Paulo pudesse ter o reconhecimento 
ministerial necessário. Ele sabia que era 
uma honra poder apoiar novos obreiros 
e despertar talentos na obra do Senhor.
3. Agindo por m eio de um a reve­
lação. A descrição paulina sobre a sua 
ida a Jerusalém começa com a ação do 
Espirito. Ele subiu para Jerusalém por
força de uma revelação. Deus é soberano 
não somente para nos oferecer a sua 
graça para a salvação, mas também 
para operar entre nós obras pelo Espírito 
Santo. Ele decidiu enviar Paulo a Jeru­
salém, e essa decisão foi comunicada 
por meio de uma revelação, não por um 
desejo pessoal do apóstolo ou por um 
convite da igreja de Jerusalém.
É notório que em muitos ambientes 
cristãos, os meios com que Deus revela 
a sua vontade são negligenciados, 
tidos por ultrapassados ou negados. 
Em nenhum texto das Escrituras há 
uma indicação de que Deus deixou de 
revelar coisas importantes aos seus 
servos por meio do seu Santo Espírito. 
Cremos que uma vez que já temos as 
Escrituras como nossa regra de fé e 
prática, quaisquer orientações divinas 
precisam estar sujeitas ao que já está 
escrito na Palavra de Deus. Entretanto, 0 
Senhor é capaz de nos trazer orientações 
conforme a sua soberania e pelos meios 
que estiverem descritos nas Escrituras.
II - OS FALSOS IRMÃOS
1. Tito, um obreiro grego. A equipe 
de Paulo era multicultural, Barnabé e 
Paulo eram judeus, mas Tito e Lucas 
eram gentios. É certo que essa forma­
ção missionária dava um respaldo mais 
acentuado à pregação aos gentios, pois 
havia gentios no grupo missionário de 
Paulo e Barnabé. Nesta Carta, o após­
tolo faz menção do nomede Tito por 
força da situação que vai descrever. Ao 
chegarem em Jerusalém, Tito foi rece­
bido junto com Paulo e Barnabé. Aquela 
equipe evangelística despertou, sem 
dúvida, a curiosidade dos judaizantes. 
Até o momento, não há registro de um 
obreiro grego indo a Jerusalém como 
participante de uma equipe missioná­
JOVENS 21
ria liderada por judeus. Tito era uma 
novidade. E os judaizantes ficaram de 
olho nele.
2. Os falsos irmãos. Paulo cita que 
em Jerusalém eles foram observados 
por pessoas consideradas “falsos irmãos” 
que eles estavam entre os crentes 
em Jerusalém . Pessoas que tinham 
acesso aos apóstolos, conheciam a 
Lei de Moisés, mas não colaboravam 
com o Evangelho. Os falsos irmãos 
estavam ali para impor aos visitantes a 
obrigatoriedade de todos seguirem a 
Lei como um requisito para a salvação. 
Aparentemente não falaram nada, mas 
Paulo percebeu e registrou aos gálatas 
aquela tentativa de intromissão.
Aqui aprendemos duas lições: a) 
Nem todos os que estão entre nós são 
verdadeiros irmãos. Há joio sendo co­
locado junto com o trigo, e precisamos 
estar atentos aos que tem aparência 
de crente, mas se portam como se 
não o fossem: b) Ele resistiu a essas 
pessoas, não se sujeitando, em nenhum 
momento, às investidas. Paulo poderia 
fazer a política da boa vizinhança para 
que Tito fosse aprovado, mas isso seria 
um retrocesso. Os falsos irmãos não 
queriam fazer a obra de Deus, mas 
sim colocar a equipe missionária em 
servidão (Gl 2.4). É provável que aque­
les falsos irmãos tivessem tentado ver 
se Tito havia sido circuncidado, para 
depois ser aceito como um membro 
da com issão de apóstolos enviados 
aos gentios. O que os falsos irmãos 
desejavam era constranger Paulo, sua 
equipe e sua mensagem aos ditames 
judaicos.
3. Não cedemos. Paulo mostra aos 
gálatas que, mesmo estando em Je­
rusalém, diante do colégio apostólico, 
ele permaneceu firme na perspectiva
que distanciava a prática dos gentios e 
dos judeus. Isso não se deu por rebeldia, 
ou por considerar que os apóstolos 
em Jerusalém estavam aquém da 
mensagem que ele havia recebido da 
parte do Senhor Jesus. Paulo não era 
um obreiro rebelde ou desejoso de 
arrumar debates e confusão. Ele se 
posicionou dessa forma “para que a 
verdade do evangelho permanecesse 
entre vós" (Gl 2.5).
Tito, 0 obreiro grego, não precisou ser 
circuncidado. Ele fazia parte da equipe 
de Paulo pela graça de Deus, e se a 
circuncisão fosse necessária para que 
Tito fosse salvo, por que ele não havia 
sido circuncidado? Paulo chama os 
gálatas para pensarem a esse respeito. 
Se eles precisassem ser circuncidados 
e seguirem a Lei para serem salvos, 
como diziam os judaizantes, então Tito 
era uma contradição, pois ele ocupava 
um lugar de importância e não seguia 
nem cumpria a Lei de Moisés. Mas Paulo 
mostra que o fato de Tito não ter passado 
por aquela cirurgia destinada aos bebês 
judeus era uma prova de que a men­
sagem confiada ao apóstolo era válida 
para todos os gentios: a circuncisão não 
era necessária aos não judeus. Se Tito 
passasse pela circuncisão, a mensagem 
dos judaizantes teria prevalecido. Mas 
o plano dos falsos irmãos fracassou.
III - O EVANGELHO DA INCiR-
CUNCISÃO
1. Reconhecido entre os apóstolos.
Paulo descreve que teve o seu trabalho 
e chamada reconhecidos entre os após­
tolos de JerusaLém. Diferente do que 
os seus acusadores andaram falando, 
de que ele não era apóstolo ou que 
ninguém o conhecia em Jerusalém , 
Paulo diz que “deram-nos as destras,
22 JOVENS
em comunhão comigo e com Barnabé, 
para que nós fôssemos aos gentios e 
eles, à circuncisão" (GL 2.9). Os apóstolos 
tiveram Barnabé e Paulo em alta conta, 
e foram além do reconhecimento: eles 
chancelaram a missão aos gentios. 
Paulo fala que os hebreus “nada me 
com unicaram ”, uma observação do 
apóstolo acerca da sua mensagem, 
ou seja, não acrescentaram nada ou 
nenhuma regra a mais à mensagem 
de Paulo aos gentios.
2. A recomendação dos apóstolos. 
Para cada comissionamento há uma ou 
mais responsabilidades. Os apóstolos 
de Jerusalém pediram que a missão aos 
gentios não se esquecesse dos pobres. 
Em uma sociedade onde a pobreza era 
bastante comum, e a sobrevivência de 
certos grupos, como viúvas e órfãos, 
dependia muito da família ou da caridade 
alheia, os cristãos se tornaram conheci­
dos pelo altruísmo e pela generosidade. 
Em Gálatas 6.10, seguindo a orientação 
dos irmãos de Jerusalém, ele escreve 
que “enquanto temos tempo, façamos 
o bem a todos, mas principalmente aos 
domésticos da fé" (Gl 6.10).
3. Dois públicos e uma mesma 
mensagem. Nem todas as pessoas 
que são alcançadas pelo Evangelho 
são da mesma cultura. A Palavra de 
Deus classifica as pessoas como ju ­
deus, gentios e à igreja de Deus (1 Co 
10.32). O Evangelho é o mesmo, mas 
é possível que uma mensagem seja 
mais facilmenté aplicada a um grupo 
cultural do que a outro, e cabe a quem 
está apresentando as Boas-Novas ter 
essa sensibilidade para a comunicação 
do Evangelho, Paulo agiu assim, enten­
dendo que nem todos os preceitos do 
judaísmo eram adequados aos gentios, 
como veremos na próxima lição.
©CONCLUSÃO
Ao longo destas duas últimas lições, 
tratamos da biografia do apóstolo 
Paulo, conforme ele a demonstra aos 
gálatas. Na lição passada, estudamos a 
respeito dele como recém-convertido, 
e nesta lição, como um representante 
de uma equipe missionária, tendo a sua 
mensagem chancelada pelos obreiros 
de Jerusalém. A sua pregação não era 
estranha ao conhecimento dos judeus, 
e mesmo eles receberam a equipe de 
obreiros aos gentios com apreço e sem 
preconceito, ainda que houvesse ali 
na igreja "falsos irmãos".
© HORA DA REVISÃO
1 O que fez Paulo subir para Jerusalém?
2 Que obreiro teve uma participação 
bem ativa no ministério com Paulo?
3 Qual era a origem de Tito?
4 Quem eram os "falsos irmãos"?
5 Que recomendação os apóstolos 
de Jerusalém deram a Paulo e 
Barnabé, apresentada na lição?
ADVERTÊNCIA CONTRA 
O LEGALISMO
TEXTO PRINCIPAL
"Porquanto ouvimos que 
alguns que saíram dentre nós 
vos perturbaram com palavras 
e transtornaram a vossa alma 
(não lhes tendo nós dado 
mandamento)." (At 15.24)
RESUM O DA LIÇAO
Defender o verdadeiro 
Evangelho implica pensar e 
praticar a doutrina bíblica.
LEITURA SEM ANAL
SEGUNDA-FEIRA - At 11.23 
A graça de Deus em Antioquia 
TERÇA-FEIRA-Gl 2.12 
A inconstância de Pedro 
QUARTA-FEIRA-Gl 2.18 
Não pod em os voltar atrás 
QUINTA-FEIRA - At 15.24 
Judaizantes falavam 
sem autorização 
SEXTA-FEIRA - At 11.26 
Em Antioquia os discípulos foram 
chamados de cristãos 
SÁBADO-Gl2,19 
Estamos mortos para as obras da Lei
24 JOVENS
TEXTO BÍBLICO
Gálatas 2.11-16
11 E, chegando Pedro à Antioquia, lhe 
resisti na cara, porque era repreensível.
12 Porque, antes que alguns tivessem 
chegado da parte de Tiago, comia com 
os gentios; mas, depois que chegaram, 
se foi retirando e se apartou deles, te­
mendo os que eram da circuncisão.
13 E os outros ju d e u s também d issi­
mulavam com ele, de maneira que 
até Barnabé se deixou levar pela sua 
dissimulação.
14 Mas, quando vi que não andavam bem 
e direitamente conforme a verdade do
INTRODUÇÃO
Nesta lição, trataremos da vivência 
de uma fé correta. Tal verdade é vista 
no conflito que aconteceu entre Paulo 
e Pedro, quando irmãos de Jerusalém 
vieram a Antioquia e Pedro sentiu-se 
constrangido a se afastar dos gentios 
para agradar aos judeus. A resposta 
de Paulo à essa atitude de Pedro foi 
registrada e pode nos servir de exemplo 
sobre o que pode acontecer quando 
uma pessoa nega, com uma atitude, 
um ensino das Sagradas Escrituras. O 
Evangelho de Jesus deve ser ensinado 
e defendido a todo custo, mesmo na 
comunidade dos santos.
1.0 CASO DE ANTIOQUIA
1. Pedro chega à Antioquia. A cidade 
de Antioquia da Síria é apresentada 
no Novo Testamento como um local 
onde judeus e cristãos congregavam 
juntos, onde culturas diferentes eram 
ensinadas por intermédio do Evangelho 
de Jesus. O apóstolo Pedro estava ali
evangelho,disse a Pedro na presença de 
todos: Se tu, sendo judeu, vives como os 
gentios e não como judeu, por que obri­
gas os gentios a viverem como judeus?
15 Nós somos judeus por natureza e não 
pecadores dentre os gentios.
16 Sabendo que o homem não é justificado 
pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus 
Cristo, temos também crido em Jesus 
Cristo, para serm os justificados pela 
fé de Cristo e não pelas obras da lei, 
porquanto pelas obras da lei nenhuma 
carne será justificada.
e não teve dificuldades de se adaptar 
àquele ambiente. Ele certamente tinha 
conhecimento de que a igreja em Antio­
quia era um ambiente onde não havia 
as divisões étnicas tão acentuadas, co­
nhecidas e bem delimitadas, como era 
em Jerusalém. É bom lembrar também 
que Pedro, segundo Lucas, orientado 
por Deus, foi o primeiro apóstolo a tratar 
do Evangelho com um gentio, Cornélio, 
fora de Jerusalém.
Não houve nenhum problema em 
Pedro comer com os crentes gentios em 
Antioquia, até que chegassem judeus 
vindos de Jerusalém. O verbo “comia”, 
no pretérito imperfeito, mostra que não 
foi somente em uma única ocasião que 
Pedro comeu com gentios, e sim em 
várias refeições.
2. Os da parte de Tiago. Paulo des­
creve que um grupo de irmãos chegou 
de Jerusalém . Até aquele momento, 
Pedro e os que o acompanhavam esta­
vam comendo com gentios. No mundo 
antigo, partilhar uma refeição significava 
muito mais do que simplesmente comer
JOVENS 25
ao lado de uma pessoa. É possível que, 
em nossos dias, você divida uma mesa 
numa praça de alimentação com uma 
ou mais pessoas que você não conheça, 
Mas não foi esse o caso em Antioquia. 
Comer juntos ali implicava ter comu­
nhão, aceitação mútua. A mesa estava 
sendo ocupada por irmãos em Cristo, 
mesmo que de culturas diferentes. 
Não se costumava partilhar refeições 
com inimigos, mas sim com pessoas 
que se desejava ter próximas. Pedro 
estava comendo e tendo comunhão 
com pessoas que já haviam aceitado 
a Jesus. Os indivíduos no entorno da 
narrativa não eram gentios incrédulos, 
mas gentios feitos filhos de Deus pelo 
poder do Eterno. Paulo nos diz que o 
grupo que veio de Jerusalém era da 
“circuncisão”, É possível que fossem 
pessoas mais intolerantes em relação 
ao contato com gentios. Há registros 
de que judeus mais envolvidos com 
a Lei mantinham distância de pessoas 
de outras culturas, a fim de não se 
contaminarem, por acreditarem que a 
proximidade com outras pessoas não 
judias poderia lhes deixar impuros. Esses 
judeus, como se entende, ouviram o 
Evangelho e creram em Jesus como seu 
Messias, mas mantinham a prática da Lei, 
inclusive no tocante ao distanciamento 
de pessoas não circuncidadas.
3. A dissimulação. Devemos ressaltar 
que quando Paulo menciona que os 
jud eus que chegaram como “os de 
Tiago", não o faz como uma designação 
pessoal, pois Tiago reconheceu o mi­
nistério de Paulo aos gentios. É possível 
que essa observação se deva ao fato 
de que Tiago representava a igreja de 
Jerusalém. Paulo não diz o que esses 
homens falaram, mas mostra que a
presença deles foi capaz de mudar o 
comportamento de Pedro. Da mesma 
forma que os falsos irmãos aparente­
mente não falaram nada, mas impunham 
pela sua presença a sua ideia, os que 
tinham vindo de Jerusalém certamente 
partilhavam daquelas mesmas idéias, 
ou Pedro não teria mudado de atitude.
Para tornar mais difícil a situação, 
Lucas registra que Tiago não havia 
autorizado ninguém a trazer manda­
mentos diferentes: “Porquanto ouvimos 
que alguns que saíram dentre nós vos 
perturbaram com palavras e transtor­
naram a vossa alma (não lhes tendo 
nós dado mandamento)” (At 15.24), Eles 
poderíam ser da parte de Tiago, mas 
não falavam em nome de Tiago.
A atitude de Pedro envolvia muito 
mais do que simplesmente partilhar 
uma refeição. Em um momento, ele 
agia como se cresse que não havia 
mais barreiras entre judeus e gentios 
em Cristo, e no outro momento, com 
outra ação, demonstrava que as barrei­
ras ainda existiam. Pedro se viu debaixo 
de uma enorme pressão, e cedeu a ela. 
O peso dos visitantes de Jerusalém 
constrangeu o apóstolo pescador a 
agir de outra forma.
II- DOIS APÓSTOLOS EM CON­
FLITO
1.0 poder de pressão de um grupo.
Paulo descreve que Pedro mudou seu 
comportamento com a chegada dos 
irmãos de Jerusalém. Isso nos mostra 
que o pertencimento ou a identificação 
cultural com um grupo pode gerar uma 
grande pressão sobre uma pessoa.
Paulo fala que Pedro “se foi retirando 
e se apartou deles, temendo os que 
eram da circuncisão", numa referência
26 JOVENS
dara de que o apóstolo de Jerusalém, 
mesmo sendo um homem de Deus, não 
quis ser visto comendo com gentios 
à mesa. Até Barnabé se deixou levar 
por aquela situação. Esse seria um 
trunfo para osjudaizantes, pois ele era 
companheiro de missões de Paulo, e 
ambos haviam estado em Jerusalém 
para se encontrar com Pedro e Tiago. 
Mesmo um homem de Deus como 
ele foi envolvido no constrangimento 
causado pela ação de Pedro.
2. Repreensão na frente de todos. 
“Por qual motivo Pedro foi repreendido 
por Paulo?" A razão era que ele estava, 
mediante a sua atitude, negando uma 
doutrina fundamental da fé cristã, que 
é a justificação pela fé. Não se tratava 
somente do choque ocasionado por 
duas culturas diferentes, ou de uma 
refeição partilhada com pessoas de 
outra cultura, e sim da contrariedade 
do poder da graça de Deus. Pedro 
foi repreendido por ser judeu e viver 
como gentio, e querer que os gentios 
vivessem como judeus.
Mesmo sendo apóstolo, Pedro teve 
medo dos homens de Jerusalém, Cer­
tamente osjudaizantes tinham grande 
inftuência naquela cidade, a ponto de 
constrangerem um apóstolo a agir 
daquela forma. É preciso lembrar que 
quando Pedro batizou Cornélio, ele foi 
inquirido pelos irmãos em Jerusalém, 
que só aceitaram as ações de Pedro 
depois de saberem que o Espirito Santo 
também havia sido derramado entre 
os gentios. Ser lider é ser observado, 
e não raro, julgado e criticado, como 
aconteceu nesse episódio, pois Pedro 
foi falar com Cornélio por ordem de 
Deus. Já no caso de Antioquia, Pedro 
cedeu à opinião dos judaizantes. Ele
N a da q u e fa ç a m o s c o m 
o o b je t iv o d e a lc a n ç a r o 
f a v o r d e D e u s p a ra a s a lv a ç ã o 
te m re s u lta d o , p o is n o s s o s 
p e c a d o s s ã o u m a d ív id a q u e 
n ã o p o d e m o s p a g a r p o r n ó s 
m e s m o s , m a s q u e fo i 
paga p o r Je s u s .
sabia o que era estar sob os holofotes 
da acusação, mas precisava saber 
também que impor uma forma de vida 
e não vivê-la era danoso para a fé.
3. O hom em não é justificado p e­
las obras da Lei. Paulo se vale dessa 
história para falar que o homem “não é 
justificado pelas obras da lei, mas pela 
fé em Jesus Cristo” (Gl 2.16). As obras 
da lei não servem para justificar o ser 
humano, e sim para condená-lo, pois 
um único pecado faria com que toda 
a lei fosse transgredida, condenando, 
assim , o seu praticante. Nada que 
façamos com o objetivo de alcançar 
o favor de Deus para a salvação tem 
resultado, pois nossos pecados são 
uma divida que não podemos pagar 
por nós mesmos, mas que foi paga por 
Jesus. Seguir as obras da lei era tentar 
ajudar Deus a fazer o seu trabalho de 
nos salvar.
A pergunta de Pauto é impressio­
nante: “é, porventura, Cristo, ministro do 
pecado?” (Gl 2.17). Essa pergunta tem 
um motivo: sem perceber, os gátatas 
estavam tentando restabelecer a lei 
que foi dada aos judeus. Quem tenta 
restabelecer um conjunto normativo 
de práticas para ser declarado justo, já 
tendo sido justificado por Cristo, acaba
JOVENS 27
se tornando participante desse conjunto 
normativo, e faz de Cristo participante 
desse cenário.
III - ESTOU CRUCIFICADO COM
CRISTO
1. Estou crucificado com Cristo.
Pauto mostra que a sua fé está baseada 
na morte e na vida de Jesus Cristo. Na 
morte, crucificado com Cristo, e na 
vida, existindo pautado na fé no Filho 
de Deus. Uma vez que Jesus morreu 
por Paulo, Paulo se declara vivo paraCristo (Gl 2.20).
2. A fé no Filho de Deus. Paulo re­
alça que vive a fé no Filho de Deus (Gl 
2.20). Ele não diz que a sua vida diante 
de Deus está pautada na Lei, mas se 
identifica com a crucificação do Senhor. 
Cristo cumpriu toda a Lei, e ao morrer 
na cruz, mostrou que os requisitos 
exigidos por Deus foram cumpridos. 
A Lei de Moisés conduzia a Cristo, e o 
sacrifício de Cristo nos conduz a Deus. 
Mais que isso, agora Cristo vive em nós. 
O Evangelho de Jesus não se baseia 
nas práticas da Lei, mas na morte e 
ressurreição do Senhor.
3. Cristo morreu por nada? Quando 
cremos ou ensinamos que é preciso 
acrescentar a circuncisão ou outras 
práticas à mensagem do Evangelho, 
estamos negando que o sacrifício de 
Jesus por nós é completo ou suficiente. 
A Lei de Moisés não acrescenta nada 
à nossa salvação, e as obras que faze­
mos na vida cristã servem para refletir 
a glória de Deus em nossas vidas. Se 
mudamos esse princípio, então esta­
mos declarando que Jesus morreu por 
nada, e que o sacrifício dEle precisa ser 
reforçado - pelos gentios - com práticas 
que Deus ordenou aos judeus.
O CONCLUSÃO
Nenhum de nós pode negar um precei­
to bíblico por força da pressão de um 
grupo. Nossa vocação inclui defender 
a fé que um dia nos foi dada, e nos 
manter nela em todo o tempo, não 
somente crendo, mas praticando a 
doutrina correta de que somos salvos 
pela graça de Deus, por meio da fé, e 
jamais pelas nossas próprias obras, 
para que o sacrifício de Jesus não se 
torne vão.
O HORA DA REVISÃO
1 Em que cidade Pedro comia com 
gentios, de acordo com a lição?
2 Como são identificados os hebreus 
que vieram de Jerusalém ?
3 O que fez com que Pedro se afas­
tasse dos gentios?
4 De que forma Paulo se identifica 
com Cristo?
5 Em que se baseava a fé de Paulo?
28 JOVENS
JUSTIFICADOS
PELA FÉ EM JESUS CRISTO
TEXTO PRINCIPAL ■ LEITURA SEMANAL
"Porque nele se descobre a 
justiça de Deus de fé em fé, 
como está escrito: Mas o justo 
viverá da fé." (Rm 1.17)
RESUMO DA LIÇAO
Abraão foi tornado justo por crer 
no que Deus falou, e não por 
seguir um conjunto de ritos.
SEGUNDA-FEIRA - Rm 11.21 
Todos debaixo da desobediência 
TERÇA-FEIRA - G l 3.14 
A bênção de Abraão aos gentios 
Q U A R T A -FE IR A -G l 3.3 
Com eçar pelo Espírito 
e term inar pela carne 
Q U IN T A -FE IR A -H b 10.38 
O justo viverá da fé 
S E X T A -F E IR A -G l 3-5 
Deus dá o Espírito e opera 
maravilhas pela fé 
SÁBADO - Rm 1.16 
Não me envergonho 
d o Evangelho
JOVENS 29
TEXTO BÍBLICO
Gaiatas 3.1-11
1 Ó insensatos gátatas! Quem vos fascinou 
para não obedecerdes à verdade, a vós, 
perante os olhos de quem Jesus Cristo 
foi já representado como crucificado?
2 Só quisera saber isto de vós: recebestes 
0 Espírito pelas obras da lei ou pela 
pregação da fé?
3 Sois vós tão insensatos que, tendo 
começado pelo Espírito, acabeis agora 
pela carne?
4 Será em vão que tenhais padecido tanto? 
Se é que isso também foi em vão.
5 Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que 
opera maravilhas entre vós o faz pelas 
obras da lei ou pela pregação da fé?
6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, 
e isso lhe foi imputado como justiça.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a forma como 
Paulo discorre a respeito da doutri­
na da justificação pela fé aos irmãos 
gálatas. No capítulo anterior ele havia 
defendido a sua mensagem e o seu 
apostolado. Desta vez, ele vai defender 
a doutrina que os gálatas receberam 
e depois trocaram por outra forma de 
pensamento. A fé estava sendo subs­
tituída pelo esforço humano, e isso é 
um retrocesso (da bênção para uma 
maldição). É uma advertência para que 
o que começamos certo não termine 
errado por nossa responsabilidade.
I - O QUESTIONAMENTO DE
PAULO
1. Fascínio para a desobediência.
Paulo se dirige aos crentes na intro­
dução da Carta como irmãos (Gl 1.1), 
mas aqui, ele fala de um jeito menos
7 Sabei, pois, que os que são da fé são 
filhos de Abraão.
8 Ora, tendo a Escritura previsto que 
Deus havia de justificar pela fé os gen­
tios, anunciou primeiro o evangelho a 
Abraão, dizendo: Todas as nações serão 
benditas em ti.
g De sorte que os que são da fé são 
benditos com o crente Abraão.
10 Todos aqueles, pois, que são das obras 
da lei estão debaixo da maldição; porque 
escrito está: Maldito todo aquele que não 
permanecer em todas as coisas que estão 
escritas no livro da lei, para fazê-las.
11 E é evidente que, pela lei, ninguém 
será justificado diante de Deus, porque 
o justo viverá da fé.
amistoso, chamando-os de "insensatos 
gálatas” (Gl 3.1), Isso porque aqueles 
irm ãos estavam perdendo o juízo, 
deixando de lado critérios e ficando 
fascinados com uma outra mensagem.
A palavra fascinação significa “forte 
atração por algo ou por alguém". Paulo 
faz uma pergunta aos crentes da Galá- 
cia e o pensamento dele vale para os 
nossos dias: O que pode ser tão atra­
ente para a nossa espiritualidade que 
tenha a capacidade de nos afastar do 
verdadeiro Evangelho? Para os gálatas, 
a fascinação provinha da possibilidade 
de seguir a lei dos judeus, o que, na 
teoria deles, poderia ajudar na salvação.
Eis aqui uma questão: Paulo comen­
ta que eles foram fascinados, enfeitiça­
dos, para se tornarem desobedientes 
ao Evangelho, Aquela nova mensagem 
que receberam dos judaizantes não lhes 
movia a fim de obedeceram a Deus,
30 JOVENS
mas os convencia, por uma mensagem 
à desobediência, e eles não haviam 
percebido isso.
2. Começando certo e terminando 
errado. Paulo pergunta: "tendo come­
çado pelo Espírito, acabeis agora pela 
carne?” (Gl 3.3). Essa pergunta mostra 
um cenário que pode se repetir em 
nossos dias. Os gálatas receberam o 
Espírito de Deus, mas se deixaram levar 
pela capacidade pessoal de agradá-lo 
não pela fé, mas pela observância de 
preceitos judaicos. A fé e 0 Espírito 
estavam sendo substituídos pela Lei 
e pela carne. Eles haviam começado 
certo, mas estavam terminando errado.
Essa pergunta do apóstolo nos faz 
refletir sobre como fomos chamados e 
de que forma estamos administrando a 
vocação que Deus nos deu. Não basta 
começar da forma correta: é preciso 
concluir a carreira de forma correta, e 
curiosamente, Paulo atribui aos gálatas 
essa capacidade. Ele não atribui a Deus 
essa obrigatoriedade, pois Ele já nos 
deu a salvação. Paulo atribui a nós a 
capacidade de exercer de forma correta 
a análise do que estamos ouvindo para 
não sermos enganados por doutrinas 
erradas. Colocar a prática da Lei em 
pé de igualdade ao sacrifício de Jesus 
é, sem dúvida, um ensino pernicioso.
3. Obras da Lei contra a pregação 
da Fé. Os gálatas provavelmente não 
tinham conhecimentos dos costumes 
judaicos e das obrigatoriedades que 
esses costumes representavam para 
os hebreus na sua inteireza.
A pregação da fé, que alcançou os 
gálatas quando esses ouviram a men­
sagem de Paulo, estava sendo subs­
tituída. Jesus havia sido representado 
aos gálatas como crucificado. A palavra
'representado" é prographo, pintado. 
Era com o se a pregação de Paulo 
fosse uma obra de arte, uma pintura, 
apresentando Cristo como crucificado, 
e eles haviam enxergado dessa mesma 
forma. A cruz representava a morte de 
Cristo, e o próprio Cristo representava 
o sacrifício perfeito do Filho de Deus. 
Não havia sido uma morte por nada, ou 
por um erro judicial, mas voluntária: “Por 
isso, o Pai me ama, porque dou a minha 
vida para tornar a tomá-la" Uo 10.17).
Paulo pergunta aos gálatas: “Aquele, 
pois, que vos dá o Espírito e que opera 
maravilhas entre vós o faz pelas obras 
da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3.5). 
Quantos milagres os gálatas presen­
ciaram? Quantas intervenções divinas 
Deus fazia pelo seu Espirito naquelas 
igrejas? E nada disso era pelas obras da 
lei, mas pela fé. Se os gálatas sabiam 
0 que era uma comunidade de santos 
vibrante, onde Deus tinha liberdade de 
atuar e mostrar-lhes um pouco da sua 
glória, não era por causa da Lei.
II-O CRENTE ABRAÃO
1. Creu em Deus. A fim de reforçar 
seus argumentos, Paulo remonta à 
origem do povo

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