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MEIOS DE IMPRESSÃO EMEIOS DE IMPRESSÃO E REPRODUÇÃOREPRODUÇÃO PROJETO GRÁFICO PARAPROJETO GRÁFICO PARA O IMPRESSOO IMPRESSO Autor: Dr. César Steffen Rev isor : Nádia Mar ia Lebedev Mart inez Moreira I N I C I A R introdução Introdução O impresso desempenha um papel muito importante no cotidiano da sociedade, informando, entretendo, divulgando e mais. Sua construção envolve, além da avaliação das questões de percepção visual, o conhecimento do público e dos objetivos que levam à construção do material, e também a análise e aplicação de uma variedade de técnicas e processos de criação e desenvolvimento que devem ser conhecidos por quem cria e por quem avalia o material. Assim, nesta unidade, trataremos os elementos de formação e as técnicas que levam à construção e posterior produção de uma peça gráfica, envolvendo os principais elementos que devem ser observados, suas formas de organização e as questões de comunicação. Bons estudos! Compreender o processo de criação de materiais gráficos envolve o conhecimento de técnicas específicas. Então, vamos começar pelo básico, esclarecendo o significado e a aplicabilidade da palavra, o conceito de design e sua relação com o impresso. A palavra “ design ” tem origem no inglês e foi adotada em nosso país em sua forma original. Seu sentido está diretamente relacionado a plano, projeto, desenho, organização, estruturação, forma e sentido. Design se refere aos conhecimentos necessários e aplicados para a criação de objetos, formas e outros que se relacionem com o ser humano, incluindo questões funcionais, de uso, e também estéticas, de forma e seu valor. Então, podemos começar a compreender que o design é uma atividade que, por meio da manipulação e gerenciamento de atributos físicos e visuais, busca aprimorar algo para solucionar um problema. Design, DesignDesign, Design Gráfico eGráfico e ProgramaçãoProgramação VisualVisual O design , em sua aplicação pura, essencial, foca não somente na utilização ou na estética, mas também na maneira como será percebido e utilizado pelas pessoas. Assim, forma e função se unem gerando algo agradável e prático na sua utilização. Como coloca Helena Katz (apud DERDYK, 2010, p. 72): Design é a organização das partes de um todo, de um modo que os componentes produzam o que foi planejado. Só que esse arranjo é sempre improvável, seja o design de algo extraordinário ou não. E isso ocorre porque o número de modos pelos quais as partes podem ser combinadas é excessivo. Cada arranjo não passa de uma quantidade enorme de possibilidades. Ou seja, cada arranjo realizado é tão improvável quanto todos os outros, não realizados. Já temos, então, uma pista de que o design manifesta a cultura de onde ele surge ou se insere, ou seja, também deverá levar em conta, valores subjetivos, comportamentos e desejos que vão além da forma e da função, mas se relacionam e interagem com estes. Curiosamente, pelo menos no Brasil, a palavra “ design ” acabou associada a valor, status, elementos de diferenciação mercadológica. O design “une o útil ao agradável”, transformando problemas e necessidades em soluções úteis, práticas, funcionais e que tragam resultados. Como coloca Ligia Fascioni (2007, p. 63): […] o design sustenta-se sobre um tripé: um bom projeto, que possibilite a produção em escala; um conceito que explique porque o objeto é feito dessa maneira e não de infinitas outras possíveis, com suas funções e porquês; e a preocupação estética (senão não vende). As duas principais vertentes de aplicação do design são o gráfico e de produtos. No escopo do design gráfico (RIBEIRO, 2020), temos tudo o que envolve o visual, como logotipos, marcas, cartão de visita, anúncios, folders , adesivos e mais. Já no escopo da área de design de produto temos todos os elementos que utilizamos em nosso cotidiano, desde uma caneta e utensílio doméstico até automóveis e aviões. Figura 2.1 - Um projeto tem todas as informações de algo a ser produzido e é o foco do design Fonte: Alexander Bayurov / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta uma folha de desenho aberta e outras enroladas em cima. Nelas contêm desenhos de peças e esquemas para a produção de alguma máquina ou equipamento. Figura 2.2 - Ícones de prédios e locais, uma criação do design gráfico Fonte: Allbedouin / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta um fundo degradê de azul ao púrpura, em que estão dispostos em três linhas e três colunas nove ícones de prédios, estádios, trens e demais elementos que compõem uma cidade. É importante colocar que o design gera, por sua popularização, uma série de confusões e erros de interpretação em relação a suas características e seus processos. Assim, vemos que design é, acima de tudo, um processo e que, apesar de envolver muitos conhecimentos e técnicas artísticas, não é arte. Seu desenvolvimento se baseia em metodologias aplicadas e em processo criativo. Compreendido, então, o que é design , vamos agora focar no aprofundamento dos elementos que compõem e afetam o design gráfico. Nosso cotidiano é repleto de elementos visuais. Desde uma placa de nome de rua, de indicação de ponto de ônibus, à fachada de uma loja e embalagem de um produto. Todos os dias somos afetados, informados, entretidos ou mesmo distraídos por elementos visuais. Figura 2.3 - Placa de parada de ônibus, sinalização criada pelo design gráfico Fonte: Jeffrey Wong / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta um desenho, o projeto de uma placa de sinalização de um ponto de ônibus, com fundo azul, o ícone de um ônibus e a palavra “bus” em branco. Tudo isso que foi citado e mais novas aplicações e funções que estão surgindo, pertencem ao grupo de atividades do design visual. No interior do design visual temos o design gráfico, que foca em peças gráficas, sejam impressas ou digitais, por meio da aplicação harmoniosa de imagens, textos, ilustrações, fotografias etc. Conforme aponta Leo Peccini (2016, p. 33), “Design Gráfico é a ciência social aplicada que busca solucionar problemas através de projetos de comunicação visual, em suportes bi ou tridimensionais, analógicos ou digitais”. Todo design gráfico visa a sua reprodução, ou seja, à construção e distribuição de várias unidades. Por isso, o impresso necessita de um projeto que oriente e organize os elementos e as variáveis que o compõem, como formato, cor, formas, organização, distribuição e demais elementos de construção da peça gráfica. Assim, o design gráfico deve lidar com o conjunto de elementos simbólicos do ambiente social e cultural, de forma que gerem sentido e compreensão, efeitos e impactos positivos no público-alvo. saibamais Saiba mais Cultura é um conceito importante para várias áreas, dentre elas o design gráfico. De foram geral, cultura é a forma como nos relacionamos com nosso ambiente e nossos símbolos, mas essa é uma definição bastante superficial, apenas para fins didáticos. Fica a sugestão de pesquisa para compreender em detalhes seu sentido. Assista ao vídeo “O que é cultura”, de 2019, produzido pelo canal “Se liga nessa história”. ASS IST IR Segundo Peccini (2016), o design gráfico é comunicação. Ora, se o comunicar é tornar comum, intercâmbio de informações, e é objeto das atividades do design gráfico gerar a solução de problemas em mensagens e conteúdos, podemos entender que auxiliar, partição, é elemento de destaque na comunicação, organizando símbolos e elementos para construir e transmitir uma mensagem. O design gráfico, enquanto tal, necessariamente tem como função transcrever a mensagem a ser transmitida-seja de qual enfoque for – para o código simbólico estabelecido, sob pena de não efetivar-se enquanto prática comunicacional (VILLAS-BOAS, 2003, p. 27). Reforça-se com Villas-Boas (2003) a ideia de que o Design Gráfico deve lidar com elementos sociais e culturais quando o autor fala do “código simbólico estabelecido” e que é um componente das “práticas comunicacionais”. Assim, o profissional que estiverenvolvido com a criação do design gráfico deve estar atento e se apropriar dos símbolos, das imagens, da cultura em que as peças irão circular, de forma a extrair o máximo de resultados de seu trabalho. Observando as atividades propriamente ditas, aquilo em que o design gráfico pode ser aplicado e onde gera e constrói resultados, temos várias possibilidades (COLLARO, 2011): Identidade visual ou corporativa – criação e desenvolvimento de marcas e logotipos. Figura 2.4 - Identidade visual corporativa aplicada em uma diversidade de materiais Fonte: Photoconnexion / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta vários materiais impressos, como cartões de visitas, folhas pautadas, envelope e mais, todos com a mesma identidade visual. Papelaria e impressos – aplicações da identidade visual ou corporativa em peças comunicacionais da empresa, desde cartões de visita até websites e redes sociais. Sinalização – criação de códigos visuais para orientação e informação em locais públicos e privados com muita circulação de pessoas. Figura 2.5 - Placas de alerta e sinalização Fonte: Thomas Payot / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta uma série de placas ou adesivos de sinalização sobre ambiente monitorado por câmeras, algumas com fundo amarelo, outras com fundo branco, algumas retangulares, outras quadradas e até triangulares. Design editorial – desenvolvimento de publicações como livros, jornais e revistas. Figura 2.6 - O design editorial estabelece os elementos de uma publicação Fonte: Serezsney / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta dois jornais dobrados sobre uma mesa, um sobre o outro. Ao fundo, há uma xícara cheia de café e um relógio despertador antigo, de ponteiros. Embalagem – une a forma e o visual, na medida em que a embalagem está diretamente ligada à forma do produto. Figura 2.7 - A embalagem de um produto também é foco do gráfico Fonte: Macrovector / 123RF. #PraCegoVer : a imagem em tons de preto e dourado apresenta três produtos cosméticos, estando ao centro uma embalagem cilíndrica mais larga e com tampa transparente; ao lado esquerdo, uma embalagem também cilíndrica mais fica; e, ao lado direito, um pote com tampa dourada. Assim, os três objetos formam um conjunto harmônico e destacado. Interface – desenvolvimento de telas para softwares, aplicativos e websites em que haja ou seja esperada interação e comunicação. Animação – desenvolvimento de vinhetas e personagens em jogos eletrônicos. Figura 2.8 - Projeto de um personagem de animação, com as variações de posição, movimentos, roupas e mais Fonte: Goodstudio / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta, no canto superior esquerdo, o desenho de uma mulher sentada em uma cadeira de rodas. Ela usa uma blusa amarela e calça azul. Ao lado, distribuídas ao longo da folha, há variações de ângulos, posições, posturas, cores e elementos necessários para que ela possa ser animada. Outras áreas e aplicações têm surgido, especialmente com o crescimento do ambiente digital, que demanda soluções visuais cada vez mais elaboradas e o desenvolvimento de metodologias específicas, que exigem, dos profissionais, atualização constante. Isso nos leva a pensar a Programação Visual, outro elemento importante no contexto do desenvolvimento de materiais impressos. Podemos definir a Programação Visual como um conjunto de técnicas que permitem ordenar a forma com a qual se faz a comunicação visual (DERDYK, 2010), que objetiva comunicar, visualmente, uma mensagem, por meio da manipulação de elementos e símbolos. Seu conhecimento, suas lógicas e regras se originam nas artes, na comunicação, na psicologia e outras ciências, como antropologia, estética e ergonomia. saibamais Saiba mais Ergonomia é a ciência que estuda os objetos e sua relação direta e interação com o homem, buscando garantir o máximo de conforto e saúde em sua aplicação. O foco da ergonomia está em reduzir o desgaste e o desconforto deixado por um material ou móvel, levando em conta padrões de medidas corporais e de comportamento e uso. Então, se a cadeira que você está usando agora é confortável, segura, não gera quedas, favorece seu equilíbrio e a interação com o computador, canetas, papéis e demais materiais de estudo ou trabalho, isso se deve a alguém que estudou a ergonomia da cadeira para gerar um produto adequado a você. E isso vale para roupas, calçados, acessórios, veículos, entre outros. Fonte: Adaptado de Derdyk (2010). ASS IST IR À programação visual cabe gerenciar todas as aplicações e atividades para que o design gráfico tenha unidade e cumpra sua função, trazendo benefícios como: a manutenção da identidade visual da organização; o estabelecimento de uma relação visual coerente com o receptor, a sustentação da imagem desejada pela empresa; a qualidade de todos os materiais impressos e digitais gerados. Tudo isso passa, também, pelas especificações do projeto gráfico, sobre o qual trataremos a seguir. O projeto gráfico é o elemento ou etapa do processo de criação e produção que contém as especificações para a reprodução de uma peça, contendo e definindo todas as características formais de um impresso (RIBEIRO, 2020). Para exemplificar, pense em um periódico que você acessa regularmente, como um jornal ou revista, mesmo que segmentado ou de uma área técnica. O projeto gráfico dessa publicação deverá conter todas as informações que orientam a produção de cada edição, como escala de cores, tamanho de papel, tipologia e fontes, por exemplo. Assim, a cada novo número, são mantidas a identidade e as características do veículo, muitas vezes indo até mesmo para o ambiente digital da internet. Um elemento muito importante a ser compreendido no começo da criação e desenvolvimento do projeto gráfico é o público a que se destina, suas características e como ele irá se relacionar com o impresso. Nesse sentido, algumas questões podem ajudar o profissional no desenvolvimento do projeto, como: Projeto Gráfico,Projeto Gráfico, PlanejamentoPlanejamento Gráfico e ImpressãoGráfico e Impressão A que público se destina o que será criado? Como esse público pode ser caracterizado? Qual sua faixa etária, nível de renda, grau de instrução etc.? Qual o objetivo desta publicação? O que a empresa, organização, instituição ou profissional liberal deseja com tal impresso? Qual o tipo de material: institucional, promocional, de consulta, didático ou outro? Qual o número de páginas previsto ou necessário? Qual a durabilidade desejada para o material? Qual o orçamento disponível? E a quantidade a ser produzida? Essas e outras questões devem nortear o profissional no trabalho de construção do impresso, seja um jornal, um livro, um folder ou um cartão de visitas. Assim, são elementos essenciais em um projeto gráfico (RIBEIRO, 2020): Diagramação – a distribuição e critérios de aplicação dos elementos no espaço da página. Tipologia – os tipos ou fontes a serem aplicados. Formato – o tamanho do papel, dobras, encadernação etc. Contudo, é importante recordar que um projeto gráfico tem como objetivo comunicar, levar, dar suporte e transmitir uma mensagem. Assim, há elementos indispensáveis na definição do projeto gráfico, dentre os quais podemos destacar: Formato – dimensões e proporções do impresso. Papel – garante a durabilidade do material e transmite sensações ao olhar e ao toque, gerando, assim, percepções sobre o material impresso, mas afeta diretamente os custos de produção. Figura 2.9 - O formato e o tipo de papel são elementos importantes do projeto gráfico Fonte: Dimitri Balabanov / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta diversos blocos de papel sobre uma mesa azul. Os blocos estão dispostos um sobre o outro, de modo que a pilha se distribui voltada à esquerda. Os blocos estão separados por clipes coloridos. Acabamento – é o conjunto de processos aplicados após a impressão e que darão as características finais ao material. Grades ou grids – são guias para a diagramação, mantendomedidas e espaços uniformes em todas as páginas e conferindo unidade e estrutura para o projeto. Figura 2.10 - O grid é uma técnica de organização e padronização de uma publicação Fonte: Pikepicture / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresentatrês páginas de um projeto gráfico de um jornal, sendo uma maior, à esquerda, eoutras duas menores, à direita. As três páginas apresentam um padrão visual comcor, formato, boxes e tipos de letra, sendo um bom exemplo de um grid de diagramação. Tipografia – são as letras que podem ou não ser aplicadas. Paletas de cores – são as cores e tons que serão utilizados no material. Afetam diretamente a harmonia visual, gerando maior ou menor contraste. A soma desses elementos nos leva ao planejamento gráfico, que, muitas vezes, se confunde com projeto gráfico, mas que são atividades, conceitos e aplicações distintos. A etapa de planejamento antecede as demais, pois é quando será feita a análise das necessidades e características do impresso em detalhes, de forma a observar e determinar todos os seus elementos, suas características e como será produzido, como produção de fotografias, contratação de bancos de imagens, entre outros. Também é comum, nesse momento do processo, surgirem rafes (rascunhos) e esboços das características que o material final terá, indicando, ou mesmo agilizando, o processo de desenvolvimento. Figura 2.11 - O rascunho, também chamado de raf, é, normalmente, a primeira etapa do projeto gráfico Fonte: rawpixel / 123RF. #PraCegoVer : a imagem mostra uma mulher diante de uma mesa com uma paleta de cores, um computador e um teclado. A mulher está manuseando um livro aberto em uma página com diversos esboços de bandeirinhas, flâmulas e faixas. Já a produção gráfica é o conjunto de atividades que visa trazer o projeto gráfico “à vida”. Envolve orçamento, prototipagem, revisão, distribuição e outras etapas, conforme necessidade específica do projeto e do planejamento, e também os elementos do projeto gráfico, sobre os quais trataremos no próximo tópico (COLLARO, 2011). Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) Uma empresa está criando um periódico para distribuir aos seus clientes, parceiros e fornecedores, com o objetivo de apresentar e detalhar seus produtos e serviços. A ideia do departamento de comunicação é que seja uma revista trimestral, com temas correlatos ao mercado da empresa, mas tratados por jornalistas, com uma linguagem acessível e dinâmica. Para isso está sendo definido o visual da publicação, o que denominamos: a) Design gráfico. b) Programação visual. c) Projeto gráfico. d) Gestalt aplicada. e) Identidade visual. Quando Gutemberg uniu uma série de tipos móveis de metal formando palavras, frases e páginas, inaugurou, no Ocidente, a tecnologia e a prática da impressão. Gutemberg também criou a tipografia , que, literalmente, é a escrita com tipos, em que cada letra, número, sinal de pontuação ou caracter especial (&, %, $ etc.) é denominado um TIPO. Por isso, tipografia é a escrita por e com tipos, que, organizados com um mesmo desenho, formam uma FONTE (DERDYK, 2010). Elementos doElementos do Projeto Gráfico –Projeto Gráfico – Tipografia,Tipografia, Fotografia,Fotografia, Ilustração, cor eIlustração, cor e FormaForma Figura 2.12 - Os tipos de metal organizados geram o impresso na tipografia e fazem surgir a área de estudo e desenvolvimento dos tipos de letras, chamado Tipografia Fonte: Simoe Maruccia / 123RF. #PraCegoVer : a imagem apresenta uma fotografia de um chapa com vários tipos metálicos, com letras organizadas de forma a gerar uma impressão. A tipografia é um elemento fundamental em um projeto gráfico. Além de o formato da letra afetar diretamente a legibilidade, o tipo também é um elemento de comunicação no contexto do material em desenvolvimento. reflita Reflita As expressões “caixa alta”, para designar letras maiúsculas, e “caixa baixa”, para letras minúsculas, são oriundas do tempo da composição tipográfica, pois, literalmente, os tipos maiúsculos eram armazenados nas caixas acima da cabeça do compositor, enquanto as minúsculas ficavam abaixo ou na altura dos olhos, a depender, claro, da organização do ambiente, mas sempre uma forma ficava acima, “alta”, e outra abaixo, “baixa”. A fotografia também é um elemento do projeto gráfico. Fotografia é, literalmente, a escrita com luz – foto, luz, e grafia, escrita. A linguagem da fotografia deve muito, em seu início, à pintura; em seus primórdios, apresentava limitações técnicas bastante sensíveis, mas, na atualidade, com a popularização da fotografia digital e quase onipresença dos smartphones com câmeras fotográficas, sua importância se mantém e cresce. O objetivo da imagem dentro do projeto gráfico deve estar claro, de forma que os elementos necessários possam ser gerenciados, permitindo uma composição que propicie uma boa composição no design gráfico, gerando um material impresso ou digital de alto valor. A fotografia é, em si, como nos informa a Semiótica (RAMOS, 2012), uma narrativa, um conjunto de informações que gera sentidos em quem a acessa. Assemelha-se, assim, a um texto escrito, pois, à medida que transmite um conjunto de informações, deve ser tratada de forma clara e aprofundada em relação aos objetivos e metas da peça gráfica. Observe um exemplo na figura a seguir: Figura 2.13 - A fotografia transmite informações importantes no contexto do projeto gráfico Fonte: Jeff Belmonte / Wikimedia. #PraCegoVer : a imagem mostra um bombom de chocolate recheado com um líquido avermelhado. O bombom está partido, como se tivesse sido cortado, e a parte separada está incompleta, como se já tivesse sido mordida. O recheio escorre pelos lados, transmitindo a ideia de viscosidade e cremosidade. O fundo é um laranja-avermelhado. Nesse exemplo, observando com atenção, vemos que há a intenção de transmitir um conjunto de informações com a imagem. O fundo tem cores quentes, vivas, que destacam e valorizam a cor do produto. A iluminação valoriza a textura do recheio, transmitindo a sensação de espessura, viscosidade e cremosidade. O bombom parece partido ao meio com uma faca, mas a outra metade não está inteira, dando a ideia de que já foi consumida. Sendo, então, essa fotografia parte de um anúncio, um catálogo, uma peça gráfica de uma marca de doces ou chocolates, podemos dizer que é um “convite” ao consumo, passando para quem a lê muitas informações sobre as características, como texturas e componentes, do produto, lidando com nosso campo de experiências com produtos semelhantes. Assim, vemos como a imagem desempenha a função de um texto, transmitindo, de forma clara e específica, informações que interessam e atendem aos objetivos do impresso. A máxima “uma imagem vale mais que mil palavras”, atribuída ao filósofo chinês Confúcio, refere-se à facilidade de transmissão de uma ideia com imagens. Basta olharmos para os emojis, tão presentes hoje na linguagem e nas conversas nos meios digitais, que vemos como a imagem é importante em nosso cotidiano e em nossa cultura, na qual desenho e ilustração se inserem também. Ilustração e desenho, não raro, são vistos e compreendidos como semelhantes, o que não corresponde às suas características e funções no design gráfico (ZEEGEN, 2009). O desenho se mostra como uma forma mais livre, menos comprometida de manifestação visual, estando mais ligado ao estilo, desejos e objetivos de quem o produz, sem compromissos ou comprometimento com objetos, forma ou a realidade. Já a ilustração está mais conectada ao real, a um objeto, a uma forma ou pessoa que busca representar em detalhes, em que temos, inclusive, a possibilidade de sua aplicação e aplicabilidade no design gráfico. Independentemente da técnica ou recurso utilizado, compreender as características da ilustração, sua versatilidade e seu papel no contexto das artes gráficas é essencial para sua inserção no contexto do projeto gráfico,despertando a atenção e o desejo no público. Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) Um projeto gráfico existe para determinar as regras, formatos, elementos e procedimentos para o desenvolvimento de um material impresso. No projeto gráfico, são organizados, por exemplo, o formato da página, a diagramação com largura de colunas e demais elementos. São alguns dos elementos que compõem um projeto gráfico: a) papel, acabamento e distribuição. b) tipografia, fotografia, ilustração. c) tipos de metal, de papel e chapas de impressão. d) grid , paleta de cores e formato. e) criação, validação e impressão. indicações Material Complementar FILME Abstract – The Art of Design Ano : 2020 Comentário : série documental da Netflix que trata do trabalho de designers em várias áreas diferentes, como calçados, arquitetura, interiores, objetos, entre outras, abordando os processos e técnicas criativas, bem como os resultados e dificuldades de profissionais de renome internacional. T R A I L E R LIVRO Grids: soluções criativas para designers gráficos Editora : Bookman Autora : Lucienne Roberts ISBN : 978-8577805419 Comentário : a obra é um guia prático para profissionais do gráfico e do design , com várias sugestões, exemplos e seus grids , ou seja, seus elementos básicos de construção. Uma obra que deve estar sempre próxima da mesa de trabalho para ser consultada e servir de inspiração. conclusão Conclusão Desenvolver, criar e imprimir uma peça gráfica, independentemente de seu objetivo – promocional, institucional, entre outros – requer do profissional envolvido atenção e cuidado a vários elementos visuais e estéticos. Além disso, é necessário ter sensibilidade para lidar com as variáveis oriundas do público, suas necessidades, seus desejos e expectativas. O fator humano é o foco, o motivo, o ponto de partida da criação, e é por ele que o impresso existe. Assim, não basta conhecer e aplicar todas as técnicas, ferramentas e recursos do impresso, do design e da comunicação; principal e idealmente, é necessário entender de pessoas e de sua relação com o mundo. referências Referências Bibliográficas ABSTRACT the art of design | Trailer Oficial [HD]. 2017. (1 m 40 s). Publicado pelo canal Netflix. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=IEDaZv7TNW0 . Acesso em: 1º dez. 2020. https://www.youtube.com/watch?v=IEDaZv7TNW0 https://www.youtube.com/watch?v=IEDaZv7TNW0 BERGSTROM, B. Fundamentos da comunicação visual . São Paulo: Rosari, 2009. COLLARO, A. C. Produção gráfica . São Paulo: Pearson, 2011. DERDYK, E. Disegno. Desenho. Desígnio . São Paulo: Senac, 2010. ERGONOMIA no trabalho. 2017. (2 m 28 s). Publicado pelo canal TRT. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FFpOIbGjzF8 . Acesso em: 1º dez. 2020. FARINA, M.; PEREZ, C.; BASTOS, D. Psicodinâmica das cores em comunicação . São Paulo: Blucher, 2011. FASCIONI, L. O design do designer . Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2007. HURLBURT, A. Layout : o design da página impressa. São Paulo: Nobel, 1986. PECCINI, L. Design gráfico (definição). Medium , 2016. Disponível em https://medium.com/@leopeccini/design-gr%C3%A1fico- defini%C3%A7%C3%A3o-2e93c1f31d6e . Acesso em: 1º dez. 2020. RAMOS, M. M. A fotografia e o tempo . Jundiaí: Paco Editorial, 2002. RIBEIRO, A. Conceitos fundamentais de planejamento e produção gráfica . Curitiba: Intersaberes, 2020. ROBERTS, L. Grids : soluções criativas para designers gráficos. Porto Alegre: Bookman, 2009. SE liga nessa história. 2019. (17 m 21 s). Publicado pelo canal O que é Cultura? disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=kCinsjSAmRo . Acesso em: 1º dez. 2020. VILLAS-BOAS A. O que é e o que nunca foi design gráfico . 5. ed. Rio de Janeiro: 2AB Editora Ltda., 2003. ZEEGEN, L. Fundamentos de ilustração . Porto Alegre, Bookman, 2009. https://www.youtube.com/watch?v=FFpOIbGjzF8 https://medium.com/@leopeccini/design-gr%C3%A1fico-defini%C3%A7%C3%A3o-2e93c1f31d6e https://medium.com/@leopeccini/design-gr%C3%A1fico-defini%C3%A7%C3%A3o-2e93c1f31d6e https://www.youtube.com/watch?v=kCinsjSAmRo WHITE, R. Marcas e publicidade. In : JONES, J. P. A publicidade na construção de grandes marcas . São Paulo: Nobel, 2004.despertando a atenção e o desejo no público. Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) Um projeto gráfico existe para determinar as regras, formatos, elementos e procedimentos para o desenvolvimento de um material impresso. No projeto gráfico, são organizados, por exemplo, o formato da página, a diagramação com largura de colunas e demais elementos. São alguns dos elementos que compõem um projeto gráfico: a) papel, acabamento e distribuição. b) tipografia, fotografia, ilustração. c) tipos de metal, de papel e chapas de impressão. d) grid , paleta de cores e formato. e) criação, validação e impressão. indicações Material Complementar FILME Abstract – The Art of Design Ano : 2020 Comentário : série documental da Netflix que trata do trabalho de designers em várias áreas diferentes, como calçados, arquitetura, interiores, objetos, entre outras, abordando os processos e técnicas criativas, bem como os resultados e dificuldades de profissionais de renome internacional. T R A I L E R LIVRO Grids: soluções criativas para designers gráficos Editora : Bookman Autora : Lucienne Roberts ISBN : 978-8577805419 Comentário : a obra é um guia prático para profissionais do gráfico e do design , com várias sugestões, exemplos e seus grids , ou seja, seus elementos básicos de construção. Uma obra que deve estar sempre próxima da mesa de trabalho para ser consultada e servir de inspiração. conclusão Conclusão Desenvolver, criar e imprimir uma peça gráfica, independentemente de seu objetivo – promocional, institucional, entre outros – requer do profissional envolvido atenção e cuidado a vários elementos visuais e estéticos. Além disso, é necessário ter sensibilidade para lidar com as variáveis oriundas do público, suas necessidades, seus desejos e expectativas. O fator humano é o foco, o motivo, o ponto de partida da criação, e é por ele que o impresso existe. Assim, não basta conhecer e aplicar todas as técnicas, ferramentas e recursos do impresso, do design e da comunicação; principal e idealmente, é necessário entender de pessoas e de sua relação com o mundo. referências Referências Bibliográficas ABSTRACT the art of design | Trailer Oficial [HD]. 2017. (1 m 40 s). Publicado pelo canal Netflix. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=IEDaZv7TNW0 . 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