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2
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
Maria Abreu Pinto de Sá
201908320303
Nomofobia : Ansiedade e medo.
Orientador: Prof. Roberto
Niterói-RJ
Maio de 2025
RESUMO
Sá, Maria Abreu Pinto de. Nomofobia : Ansiedade e Medo. Número de páginas p. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicólogia – Universidade Estácio de Sá, Niterói 2025.
Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem como foco o fenômeno do vício em conectividade digital, caracterizado pelo medo excessivo e pela ansiedade intensa diante da possibilidade de ficar sem acesso ao celular e à internet. Esse comportamento vem se intensificando com o avanço das tecnologias móveis e o uso constante dos smartphones, gerando impactos significativos na saúde mental dos indivíduos, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento e agravamento de quadros de ansiedade. O presente estudo tem como objetivo principal analisar os efeitos do uso excessivo de dispositivos móveis na saúde psicológica, bem como investigar os fatores de risco associados ao vício em conectividade digital. Além disso, busca-se identificar possíveis estratégias de prevenção e intervenção que contribuam para um uso mais equilibrado e consciente da tecnologia. A pesquisa ressalta a necessidade de maior atenção a esse fenômeno contemporâneo e a promoção de hábitos digitais mais saudáveis, com vistas a preservar o bem-estar emocional e a qualidade de vida dos usuários.
Palavras-chave: “Vício em conectividade digital”. “Vício tecnológico”. “Ansiedade”.
SUMÁRIO
1.Introdução..................................................................................................................4
2.Objetivos ................................................................................................................... 6
3.Metodologia................................................................................................................7
4. Resultados de Discussão...........................................................................................8
5. Considerações Finais ..............................................................................................11
6. Referências Bibliográficas......................................................................................12
1 INTRODUÇÃO
Os comportamentos compulsivos e viciantes do uso de celular estão sendo correlacionados com a vício em conectividade digital, termo este originado durante uma pesquisa na Inglaterra, em 2008, inspirado na expressão “no-mobile” + “fobos”, que significa fobia ou medo. Representando a angústia ou medo desproporcional de ficar sem o celular. Esses atos compulsivos são característicos de uma dependência patológica, a qual pode ser comparada com o vício em substâncias químicas (Teixeira, 2019).
Até o ano de 2008 não existia nenhuma nomenclatura que denominasse as sensações e 
sentimentos causados pela impossibilidade de comunicação através do 
celular/computador (Silva, Souza apud Maziero, Oliveira, 2016).
O uso excessivo do telefone celular pelo ser humano tem sido amplamente discutido nas mídias e passou a chamar a atenção de estudiosos e profissionais da saúde em todo o mundo. Embora as primeiras investigações tivessem como foco o uso abusivo do celular como ferramenta de comunicação, o cenário se transformou significativamente à medida que o aparelho passou a incorporar funções antes restritas aos computadores, alterando o perfil dos comportamentos considerados desadaptativos (Costa, Góes e Abreu, 2013).
Vício em conectividade digital surgiu devido a observação da alta frequência do uso do celular, causando um alto grau de ansiedade nos indivíduos sem ter o celular por perto. Desde então, a Vício em conectividade digital tem sido amplamente estudada em todo o mundo, com o objetivo de compreender seus efeitos sobre a saúde e o comportamento humano (King, Nardi, 2014b).
Com o crescente desenvolvimento tecnológico incorporado à vida dos indivíduos, tornou-se comum observar um uso excessivo. A tecnologia, embora proporcione prazer e conforto, também pode desestabilizar a vida das pessoas e das comunidades. Diante dessa realidade, a sociedade reconheceu a necessidade de estabelecer um termo específico que descrevesse os sinais e sentimentos relacionados à falta de interação social nas plataformas digitais. Assim, foi criado o conceito de Vício em conectividade digital (Chatfield, 2012; King; Nardi; Cardoso, 2014).
Esse vício digital tem aumentado cada vez mais nos usuários que utilizam os aparelhos como principal ferramenta, assim afetando negativamente o bem-estar psicológico desses indivíduos, causando transtorno de ansiedade pelo uso inadequado desses aparelhos:
O uso abusivo dessas tecnologias pode gerar consequências negativas como não conseguir “se desligar”, pois existe a necessidade de estar sempre verificando as notificações. Esse ato pode gerar um comportamento compulsivo, sintoma muito comum do uso inadequado de celulares. (Morilla et al., 2020).
A Vício em conectividade digital está relacionada ao uso excessivo de smartphones, causando impacto indevido ao uso excessivo destes aparelhos. Entretanto, esse padrão pode gerar ansiedade, levando a um estado que se manifesta através de outros estados emocionais. Como consequência, muitas pessoas acabam priorizando essa problemática, em vez de buscar estratégias de superação, recorrem ao uso excessivo da tecnologia como forma de amenizar os sintomas. A identificação dos efeitos negativos do vício no bem-estar psicológico, é um passo fundamental para o desenvolvimento de intervenções eficientes para prevenção e tratamento dessa condição. Por exemplo, ao saber que o vício em conectividade digital pode causar ansiedade, os psicólogos podem desenvolver técnicas psicoterápicas que possam ajudar os pacientes a lidar com essas emoções. Ao entender que o vício em conectividade digital pode levar ao baixo desempenho acadêmico, os educadores podem adotar métodos de ensino que incorporem o uso saudável da tecnologia e promovam a concentração dos estudantes (Silva, Souza, 2018).
A identificação dos efeitos negativos do vício em conectividade digital e do transtorno da ansiedade, é fundamental para desenvolver intervenções eficientes para prevenção e tratamento dessa condição, bem como aumentar a conscientização sobre a importância do uso saudável da tecnologia (Silva, Souza, 2018).
De acordo com Teixeira et al. (2019), indivíduos que apresentem sinais e sintomas relacionados ao uso excessivo de tecnologia devem inicialmente passar por uma triagem com um psicólogo, incluindo a aplicação de testes específicos, e posteriormente ser encaminhados para avaliação psiquiátrica, a fim de investigar possíveis transtornos associados.
Com o advento do vício em conectividade digital, surge uma nova categoria de possíveis transtornos, que no futuro poderão ser identificados como distúrbios relacionados aos objetos de desejo, como smartphones e computadores (King, Nardi, 2014).
Essa condição está associada a uma variedade de fatores que podem desencadear ansiedade, como conexão social, necessidade de informação constante, fobia de ficar desconectado. É crucial encontrar um equilíbrio saudável entre a utilização da tecnologia e o tempo desconectado para preservar a saúde mental e o bem-estar psicológico. Estratégias para estabelecer limites de tempo para o uso de dispositivos, praticar o autocuidado, buscar atividade offline e promover relações interpessoais face a face são fundamentais para combater os efeitos negativos do vício em conectividade digital.
Embora vício em conectividade digital não esteja atualmente listada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), tem havido uma crescente preocupação com os efeitos psicopatológicos das novas tecnologias. É esperado que o interesse nesse tema aumente no futuro próximo, com a ressalva de que é importante não classificar comportamentos normais como patológicos (Bragazzi; Puente, 2014).
O problema da pesquisa é entendercomo o uso excessivo de smartphones afeta o bem-estar psicológico, causando vício em conectividade digital, um transtorno de ansiedade ligado ao mundo digital. O estudo busca analisar o padrão de uso de smartphones, identificar fatores de risco do vício e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento. A pesquisa visa destacar a importância de lidar com o vício e promover um uso saudável da tecnologia para melhorar o bem-estar psicológico.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral:
Analisar o impacto do vício em conectividade digital e uso excessivo dos smartphones na Ansiedade.
2.2 Objetivos específicos:
Identificar os fatores de risco associados à Vício em conectividade digital.
Discutir a relação entre Vício em conectividade digital e ansiedade.
Apontar estratégias de prevenção e tratamento à Vício em conectividade digital.
3 METODOLOGIA
A pesquisa foi feita lendo muitos textos e olhando estudos sobre como o uso demais de smartphones e a internet pode levar à ansiedade. Buscas foram feitas em locais de estudo como Google Acadêmico e SciELO, usando palavras-chave como "Vício em conexão digital", "uso demais de smartphones" e "ansiedade". Foram escolhidos artigos e teses que falam sobre esse tema e dão dados teóricos e práticos importantes. Uma revisão grande da literatura foi feita sobre o vício digital, buscando por trabalhos antigos e fontes seguras que discutem o conceito, os sinais, as causas e o que acontece por causa disso.
Os estudos científicos escolhidos serão analisados, relacionando aos propósitos da pesquisa, procurando detalhes dos efeitos da obsessão por conexão digital no bem-estar psicológico e como isso se liga ao uso exagerado de celulares. Estudaremos pesquisas que exploram as dores de cabeça do uso impróprio de smartphones, tipo os impactos na saúde mental, o surgimento de transtornos de ansiedade, e como isso afeta a qualidade de vida, atrapalhando os contatos sociais, e diminuindo o tempo com as relações. Também, sobre a rápida evolução tecnológica e como a conexão digital tem fomentado essa obsessão em nossa sociedade, levando a comportamentos estranhos onde a pessoa foge de se desconectar, criando uma dependência muito forte de dispositivos móveis. A análise da literatura vai ser a base teórica desta pesquisa sobre a obsessão pela conexão digital, com seus aspectos conceituais, impactos na mente e o que leva a isso.
A análise das fontes vai ajudar a gente a entender esse parada, sua ligação com a ansiedade, e assim, aumentar a consciência sobre o vício em conectividade digital e sua influência, preparando terreno pra uma investigação bem profunda sobre esse trem que tá pegando fogo.
As estratégias propostas podem mudar e se juntar, tudo depende da pessoa, e dá pra usar tanto na vida individual como em lugares como escolas, empresas, e no cuidado da saúde mental.
Pra lidar com o vício em conectividade digital, geralmente precisamos de várias coisas: perceber o que tá rolando, mudar o jeito de agir, e ter apoio emocional pra gente ficar de boa e equilibrar a tecnologia e a saúde mental.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A dependência patológica se manifesta em indivíduos que, quando privados de seu objeto de dependência, como o aparelho celular ou o computador, para fins de comunicação, apresentam sintomas e mudanças emocionais e no comportamento. Os sintomas observados incluem angústia, ansiedade, nervosismo, tremores, sudorese, entre outros, que estão associados à impossibilidade de uso imediato do telefone celular ou do computador e são identificados como sintomas do vício em conectividade digital (King, 2014). Quando a dependência é considerada patológica, a qualidade de vida do indivíduo é afetada pelo uso excessivo, o que resulta em consequências indesejáveis (King; Nardi, 2014).
Causando uma preocupação crescente entre os profissionais de saúde mental devido aos seus efeitos potenciais na saúde emocional e comportamental da pessoa. Carecendo de uma classificação formal como uma condição médica ou psiquiátrica distinta. Pesquisadores continuam estudando a vício em conectividade digital para entender melhor seus efeitos e determinar se deve ser classificada como um transtorno separado. Esse estudo evolui à medida que a tecnologia e seu papel na sociedade também evoluem.
Pessoas propensas a desenvolver o vício em conectividade digital geralmente apresentam características de dependência, ansiedade e insegurança, além de uma predisposição para transtornos de ansiedade. Devido às características de seu quadro primário, essas pessoas tendem a manter seus dispositivos móveis sempre ligados, independentemente de sua localização. Quando não é possível manter o celular ligado, muitas vezes optam pelo modo vibratório, mantendo-o próximo e visível. Mesmo ao dormir, algumas chegam a manter o celular ao lado da cama. A baixa autoestima e a insegurança podem intensificar o sentimento de rejeição quando percebem que seus amigos recebem mais ligações do que elas (King; Nardi, 2014).
Um estudo feito com estudantes de Psicologia e psicólogos mostrou que quem usa a internet de forma excessiva tende a apresentar mais sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Os autores destacam que “todos os participantes com uso excessivo de internet apresentaram uma frequência significativamente maior de sintomas de depressão, ansiedade e estresse” (Andrade et al., 2023).
A discussão aborda o aumento do vício em conectividade digital, que utiliza os smartphones como principal ferramenta. Isso pode afetar negativamente o bem-estar psicológico desses indivíduos, causando transtorno de ansiedade devido ao uso inadequado dos dispositivos. Destaca-se também que o vício em conectividade digital está relacionada ao uso excessivo de smartphones, gerando um impacto negativo. Como consequência, muitas pessoas acabam priorizando essa problemática em vez de buscar estratégias de superação, recorrendo ao uso excessivo da tecnologia como uma forma de amenizar os sintomas (Almeida, 2021).
Abordamos a relação entre a ansiedade e a Vício em conectividade digital, destacando a prevalência desses transtornos, como a incapacidade de comunicação, perda de conexão e incapacidade de acesso à informação. Buscamos compreender as características do vício em conectividade digital, seus fatores desencadeantes e as consequências para a saúde mental das pessoas afetadas (Almeida, 2021).
A partir da constatação da utilização dos ambientes virtuais (internet, computador e telefone celular) de maneira peculiar por alguns pacientes, os psicólogos e médicos do Laboratório de Pânico e Respiração (LABPR), do Instituto de Psiquiatria (IPUB), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), começaram a associar as transformações emocionais e cognitivo-comportamentais decorrentes dessa relação aos transtornos de ansiedade (Maziero, 2023 apud King; Baczynski; Meneses, 2014).
Os profissionais do LABPR começaram a perceber que pacientes com transtorno de ansiedade apresentavam a sensação de desconforto, angústia e ansiedade quando se encontravam impossibilitados de se conectarem à internet ou incomunicáveis por meio do telefone celular. Esses sintomas, nessas circunstâncias, são denominados nomofóbicos (Maziero, 2023 apud King; Baczynski; Meneses, 2014).
Segundo King, Nardi e Cardoso (2014), o uso excessivo e inadequado da tecnologia acarreta repercussões em diversos âmbitos, incluindo o clínico, o cognitivo-comportamental, o social e o ambiental. Isso resulta em uma interferência direta em várias esferas da vida de um indivíduo, amplificando assim os efeitos negativos dessa dependência.
Quando se explora a relação entre vício em conectividade digital e ansiedade, os resultados e discussões podem revelar insights significativos sobre como o medo da desconexão dos dispositivos móveis afeta o estado emocional e mental do indivíduo.
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é uma terapia psicológica desenvolvida por Aaron Beck, em 1960 que apresenta curta duração, é estruturada, e tem seu foco no presente, visando a resoluçãode problemas a partir do enfoque nas metas e objetivos que são traçados com o paciente, para assim modificar pensamentos, crenças, e também comportamentos desadaptativos do sujeito (Beck, 2013).
No contexto do trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), emprega-se a Psicoeducação como uma estratégia para instruir o paciente a respeito de seu funcionamento cognitivo, bem como sobre o processo de sua condição de saúde (Beck, 2013).
O automonitoramento também pode ser um trabalho a ser utilizado em pacientes com vício em conectividade digital, pois o automonitoramento é útil para observação, avaliação e intervenções comportamentais, fornecendo dados que sirvam para a condução de análises funcionais, que consiste em observar e registrar de forma sistemática a ocorrência de um comportamento em específico (Silva, Souza, 2018. apud Bohm, Gimenes, 2008).
Em vício em conectividade digital, o automonitoramento funcionaria de forma a observar e registrar os momentos de uso dos aparelhos celulares e tecnológicos, visando analisar o tempo de permanência neste uso. Tal utilização pode ocorrer ao se anotar como em um diário os momentos de uso dos aparelhos tecnológicos, e as ocorrências situacionais que antecederam e sucederam ao uso dos aparelhos, sendo utilizado para contabilizar o uso da tecnologia, assim como monitorar os sintomas da dependência e registrar os fatores do contexto relacionados ao uso que o mantém. (Silva, Souza, 2018).
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podem ser empregadas várias abordagens no tratamento de pacientes com vício em conectividade digital. Isso inclui a aplicação da psicoeducação, que tem o propósito de instruir o paciente sobre sua problemática ou condição, bem como seu funcionamento cognitivo. Além disso, é possível utilizar o automonitoramento para observar e avaliar os comportamentos associados à dependência tecnológica. A técnica A-B-C ou RPD também pode ser adotada para registrar e avaliar os pensamentos que surgem quando o sujeito está enfrentando momentos de dependência da tecnologia, com o objetivo de promover uma reestruturação cognitiva mais eficaz (Silva, Souza, 2018).
A técnica A-B-C (Antecedente-Comportamento-Consequência):
Evento Ativador: O primeiro fator é este, onde é o que faz a pessoa se sentir desconfortável, como deixar o celular em casa, o medo de perder notificações importantes ou a ansiedade por não estar sempre com ele em mãos.
Comportamento: Isso é o que a pessoa faz em resposta ao evento ativador, no caso do vício em conectividade digital, pode ser verificar o celular constantemente, usar redes sociais ou responder a mensagens.
Observar quanto tempo e com qual frequência isso acontece.
Consequências: É como a pessoa se sente quando age dessa forma em resposta ao evento ativador, na vício em conectividade digital, as pessoas frequentemente se sentem ansiosas, desconfortáveis, dependentes e isoladas. Observar as consequências ajuda a entender como o comportamento afeta as emoções negativas. (Silva, Souza, 2018).
Registro de Pensamentos Disfuncionais(RPD):
Pensamentos: Com o RPD, a pessoa escreve o que pensa quando se preocupa com ficar sem o celular, como "E se alguém precisar falar comigo e eu não puder atender?" ou "Será que estou perdendo algo importante nas redes sociais?".
Sentimentos: Junto com os pensamentos, a pessoa escreve como se sente quando tem esses pensamentos onde podem ser ansiedade, desconforto, preocupação ou medo.
Ações: A pessoa anota o que faz em resposta a esses pensamentos e sentimentos, onde isso inclui verificar o celular o tempo todo, evitar lugares sem internet ou deixar de fazer coisas com medo de ficar desconectado.
Conversa: A pessoa e o terapeuta olham juntos o que foi escrito no registro para entender quais pensamentos estão causando problemas, para que possa ajudar a pessoa a perceber como seus pensamentos afetam seus sentimentos e ações.
Mudança de Pensamento: Com base no que foi registrado, o terapeuta ajuda a pessoa a mudar os pensamentos negativos por pensamentos mais realistas e úteis, onde ajuda a pessoa a ter uma relação mais equilibrada com a tecnologia. (Silva, Souza, 2018)
Apesar do vício em conectividade digital não ser oficialmente reconhecida como uma condição médica distinta, representa uma preocupação crescente devido aos seus impactos potenciais à saúde mental no bem-estar das pessoas. O uso excessivo pode causar prejuízo em sua saúde (Melo, Cavalcante, Botelho, 2016).
Trata-se de uma fobia associada à dependência excessiva de dispositivos móveis e a incapacidade de estar conectada digitalmente.
É importante ressaltar que, embora a vício em conectividade digital ainda não tenha sido oficialmente categorizada como uma patologia independente, é considerada um subconjunto de transtornos de ansiedade ou relacionados ao uso de tecnologia. A falta de classificação não diminui a importância do fenômeno. Há uma preocupação em como está se dando o uso das tecnologias para se desenvolver a vida desses indivíduos ( Maziero, Oliveira, 2016).
5 CONSIEDERAÇÕES FINAIS
O estudo evidenciou que o uso excessivo de dispositivos móveis pode gerar estresse, ansiedade, hipervigilância e comprometer o bem-estar emocional. Foram observados sintomas como baixa autoestima, timidez, medo de se relacionar, dificuldades sociais, insegurança e isolamento. Tais fatores afetam negativamente as relações interpessoais e a qualidade de vida dos indivíduos. 
 A pesquisa destaca a importância de um uso mais equilibrado da tecnologia, propondo como alternativa terapias eficazes, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental. A relevância do tema está na necessidade de prevenir e tratar os impactos do vício em conectividade digital. O estudo contribui para a área da psicologia ao sugerir estratégias que promovam o equilíbrio entre os mundos online e offline. Assim, cumpre seu objetivo de investigar os efeitos do uso excessivo da tecnologia e propor caminhos viáveis para enfrentá-los, reforçando a importância de ações educativas e preventivas voltadas à saúde mental e ao fortalecimento das relações humanas.
6 REFERÊNCIAS
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