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Alcalóides 
Nitrogênio responsável por: 
● em meio ácido: sal (ionizado) 
solúvel em soluções aquosas 
● em meio básico: base livre não 
ionizada, solúvel em solventes 
orgânicos 
 
Alcalóides são muito marcantes, superam 
os outros metabólitos, geralmente 
alcalinos. 
 
O grupamento onde o nitrogênio está, 
classifica esse grupo (livro) 
1. Pirolizidinicos 
2. Tropanos 
3. Purins 
4. Piridinos 
 
Envenenamento… antigamente, hoje são 
drogas de abuso. 
 
Exemplos: Morfina, atropina, cafeína, 
Quitina, Nicotina, Cocaína, Opio, 
Vincristina e Vimblastina 
 
1. Alcaloide hidrolizado: ligação ester 
facilmente quebrada 
2. Alcalóides voláteis 
3. Alcalóides quaternários: altamente 
instáveis pois o N faz 4 ligações 
4. Alcalóides fenólicos 
5. Alcalóides pouco básicos 
 
Ácidos chikimicos: aromáticos 
 
Alcalóides verdadeiros: anel heterolítico 
com um átomo de N, proveniente de um 
aminoacido 
 
Protoalcaloide: Um átomo de N que nao 
origina do anel, mas ainda sim de um 
aminoácido 
Pseudo-alcalóide: tem N no seu anel 
principal, mas não são derivados de 
aminoácidos e sim de terpenos e 
esteróides 
Independentemente, o uso medicinal é 
levado em consideração, ou seja, essa 
classificação é somente teórica. 
 
Biossíntese 
São biossintetizados através do ácido 
chiquímico e do acetil coa. 
 
1. ácido chiquímico: aromáticos 
(triptofano, tirosina e fenilalanina) 
2. acetil coa: alifáticos (ornitina e 
lisina) 
 
Funções dos alcalóides 
Todos os metabólitos especiais são para 
defesa vegetal, aqui principalmente com 
amargura (quimina), reguladores de 
crescimento de outros vegetais através da 
inibição da germinação, aumento da 
concentração de solanina (disponivel 
principalmente em batatas, onde 2kg de 
batatas produzem 130mg de solanina, 
sendo tóxica acima de 200mg) para 
ataque dos microorganismos. 
 
Alta basicidade: anel aromático 
heterocíclico com 5 carbonos e 1 N. 
Pouco básicos: grupo éster C=O 
Ácidos: anéis que possuem 4C e 1N, sem 
ressonância das ligações Pi 
 
Solubilidade?? 
Alcaloides que estão na sua forma livre: 
solúveis em solventes menos polares. 
Estarão assim em pH básico. 
Alcalóides em forma de sal, quando estão 
complexados em ácidos, sendo solvente 
em solventes polares 
 
Estabilidade: depende… forma salina: 
cristalina, estável, em pó. 
forma molecular ou base livre: solução, 
sensíveis ao calor, luz e oxigênio 
 
Como saber?? precipitação dos alcalóides 
que reagem com metais. 
 
Como extrair?? base livre e sal! 
 
Procedimento em aula: extrato é 
acidificado para formar sal, depois 
alcalinizar, convertendo. apos, adicionar 
cloroformio onde os alcaloides basificados 
migram para o clorofórmio. após, secar o 
clorofórmio. 
 
Classes 
1. Tropânicos: núcleo indólico 
chamado de tropanol com 
substituição das hidroxilas. Essas 
hidroxilas podem se complexar e 
formar outras ligações 
(principalmente com ester) 
Tropânicos: Antimuscarínicos central, 
competindo com a acetilcolina. 
Anticolisneteralicos. 
Sintomas: vasoconstrição, aumento da 
FC, dilatação da pupila, depressão da 
secreção salivar, e antiespasmódico 
(relaxamento da musculatura 
lisa-diminuição de cólicas, espasmos 
brônquicos e intestinais) 
Colírio de atropina: dilatação 
Escopolamina: cólica e dores intestinais 
(antiespasmódicos) 
 
Antídoto: envenenamiento de inhibidores 
de acetilcolinesterasa (organofosforados) 
 
Plantas: belladona (encontrada em 
atroveran), Estramônio - Datura 
stramonium - dama da noite 
 
 
pseudotropanol: bloqueadores locais de 
canais de sódio e impedindo a 
propagação do potencial de ação, nos 
músculos e órgãos da periferia - utilizado 
como anestésico. 
 
Cocaína, lidocaína, articaína… 
 
2. Alcalóides indólicos: derivados dos 
aminoácidos triptofano (do ácido 
chiquímico) ALUCINÓGENOS 
 
AMINAS SIMPLES 
principais: 
Psilocybes - tóxicos e alucinógenos. 
 
Virola (casca árvore) pó (misturado com 
resina básica para disponibilizar bases 
livres que são lipofílicas para ter ação 
direta no SNC) de inalação direta - 
alucinógeno. 
 
B-carbolinas: Passiflora, maracujá. 
Alcalóides nas folhas. 
 
Ergolinas ou alcalóides do esporão de 
centeio: fungos que penetram grãos e 
produzem alcalóides por fermentação 
(LSD: Ácido lisérgico) 
-> OBS histórica: idade média, período 
pós guerra, utilizavam cereais com falta 
de qualidade, enegrecidos… e havia 
muitos casos de convulsões e de 
amputamento de membros. 
Ergotamina (cefaliv): bloqueador 
adrenérgico dos receptores alfa, que tem 
efeito estimulador dos vasos cranianos, 
Ergometrina: uso hospitalar, após o parto 
normal, para contração uterina para 
retirada dos restos 
 
3. Alcalóides Isoquinolínicos 
Morfinanos (deus do sono!!!) 
Descoberto da papoula, do ópio. Brown 
suggar - 10 a 20% de alcalóides. 
Morfina, codeína. 
Analgésicos opióides, agonistas dos 
receptores opióides endógenos. 
Podem ser também iso… atroveran 
 
4. Alcalóides Terpênicos 
Taxus brevifolia - taxol ou paclitaxel. 
Despolimerização da tubulina, citostático 
5. Alcalóides Metilxantinas 
Cafeína, Teobromina e Teofilina. 
Estimulantes do SNC, relaxamento da 
musculatura lisa, estimulante 
cardiovascular (efeito adverso), 
aumentam a diurese pelo aumento da 
filtração glomerular. Contração de 
musculatura estriada = doping. 
 
● Inibidores da enzima cAMP 
fosfodiesterase. 
● Bloqueio de receptores adenosina 
A1 e A2a 
● Mobilização de cálcio intracelular: 
agonista do receptor que REcapta 
o cálcio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Métodos fitoquímicos de análise 
Da planta ao medicamento 
1. Seleção do material 
2. Processamento 
3. Extração 
4. Purificação e isolamento 
5. Incorporação 
 
Seleção do material vegetal 
● Etnobotânica / Etnofarmacologia 
 Baseia-se no uso tradicional de 
plantas medicinais. 
● Quimiotaxonomia / Filogenética 
 Procura-se compostos bioativos 
em gêneros ou famílias 
específicas (ex: Amaryllidaceae). 
● Plantas tóxicas 
 Busca por substâncias potentes e 
específicas (ex: vincristina da 
Vinca rosea). 
● Seleção randômica 
 O pesquisador escolhe plantas 
para testar uma atividade 
farmacológica específica. 
Aspectos importantes: viabilidade 
econômica, preservação da 
biodiversidade, quantidade e renovação 
da planta e acesso ao material. 
Processamento do material 
1. Coleta: para identificação, estudo 
anatômico ou fitoquímico 
Cuidados com a coleta: considerar a 
sazonalidade. Coletar diferentes partes. 
 
2. Estabilização: se a amostra não for 
processada após a coleta, ela 
precisa ser estabilizada para 
impedir a degradação dos 
compostos. 
Agentes desidratantes: etanol em 
ebulição ou calor (+60°C) 
3. Secagem: remove a água e evita 
reações indesejadas. Pode ser por 
métodos naturais como no sol ou 
na sombra. Ou pode ser artificial, 
com estufas até atingir de 8 a 14% 
de umidade. 
4. Moagem: reduz o tamanho do 
material para facilitar a extração. 
Há vários tipos de métodos: pinos, 
discos, martelos, facas e hélices. 
Extração 
Extração, visa remover os compostos 
químicos ativos das plantas usando um 
solvente apropriado. O objetivo é romper 
as células vegetais (parede celular) para 
que os princípios ativos passem (do 
vacúolo) para o líquido extrator. 
O vacúolo armazena os metabólitos de 
interesse farmacêutico. 
Os extratos vegetais podem ser líquidos, 
pastosos (moles) ou secos, dependendo 
da forma de uso e da técnica aplicada. As 
principais técnicas de extração incluem: 
Maceração: planta em contato com 
solvente por tempo prolongado, à 
temperatura ambiente. Método simples, 
sem calor, mas demorado. Frango 
macerando. 
Percolação: fluxo contínuo de solvente 
sobre o vegetal triturado. Mais eficiente 
que a maceração. o pó vegetal é colocado 
em uma coluna (percolador) e o solvente 
passa lentamente por ele, arrastando os 
compostos. Passar café tropeiro. 
Infusão e decocção: similares ao preparo 
de chás; ainfusão usa água quente sobre 
o vegetal, e a decocção ferve o vegetal 
junto da água. A decocção é usada para 
atrizes mais brutas. Desvantagem: perda 
de ativos volateis. 
Digestão: semelhante à maceração, mas 
com aquecimento suave. 
Soxhlet, ultrassom, refluxo e 
micro-ondas: métodos mais modernos e 
eficientes, mas exigem mais 
equipamentos. 
Extração com fluido supercrítico: muito 
eficiente, usando CO₂ sob alta pressão; 
ideal para compostos sensíveis, assim 
nao deixa solventes no produto. Ideal 
para óleos essenciais. 
Extração por arraste a vapor de água e 
extração por hidrodestilação: utilizando 
vapor da água para extrair óleos voláteis 
e depois condensam. 
 
Além disso, existem vários tipos de 
derivados vegetais: 
Tinturas: são preparações hidroalcoólicas 
feitas com planta seca, com concentração 
geralmente de 1:10, utilizadas para uso 
interno ou externo. 
Alcoolaturas: Semelhantes às tinturas, 
mas produzidas com planta fresca e 
álcool mais concentrado, geralmente com 
proporção 1:1 ou 1:2. 
Alcoolatos: Obtidos por destilação de 
plantas aromáticas com água e álcool, já 
que as mesmas são muito difíceis de 
estabilizar sem perderem seus 
compostos, contêm compostos voláteis e 
têm aplicação cosmética ou terapêutica 
leve. 
Extratos Fluidos: Preparações líquidas 
concentradas (1:1) feitas com a droga 
seca por percolação, muito usadas em 
formulações farmacêuticas manipuladas. 
Extratos Glicólicos: Obtidos com 
propilenoglicol como solvente, são 
indicados para cosméticos por não conter 
álcool e serem menos irritantes. 
Óleos Essenciais: Substâncias voláteis e 
aromáticas extraídas por destilação a 
vapor ou prensagem, com uso terapêutico 
e cosmético. 
Hidrolatos (Águas Florais): Águas 
aromáticas obtidas como subproduto da 
destilação de óleos essenciais, com efeito 
suave e aplicação dermatológica. 
Fatores que influenciam a extração: 
● Granulometria: partículas 
menores aumentam a extração, 
mas dificultam a filtração. 
 
● Tipo de solvente: precisa ser 
compatível com a polaridade dos 
compostos desejados. 
 
● Tempo, temperatura e agitação: 
afetam o rendimento e a qualidade 
do extrato. 
 
Após a extração, a mistura é filtrada (por 
sedimentação, filtração, prensagem ou 
centrifugação) e concentrada (por 
evaporação, secagem ou liofilização). O 
extrato pode ser usado em formas 
farmacêuticas diversas: cápsulas, 
xaropes, cremes, entre outros. 
Legislação 
A fitoterapia refere-se ao uso de plantas 
medicinais em formas farmacêuticas sem 
a adição de substâncias isoladas, mesmo 
que sejam de origem vegetal. Os produtos 
enquadrados nesse contexto incluem 
chás medicinais, medicamentos 
manipulados, medicamentos fitoterápicos 
e produtos tradicionais fitoterápicos (PTF). 
 
Planta Medicinal: espécie vegetal com 
uso terapêutico. 
Droga Vegetal: parte da planta preparada 
(seca, triturada, etc.) com ação 
terapêutica. 
Derivado Vegetal: produto da extração 
da planta ou droga vegetal (extrato, óleo, 
etc.). 
IFAV (Insumo Farmacêutico Ativo 
Vegetal): droga ou derivado vegetal 
usado na produção de fitoterápicos 
 
Medicamento Fitoterápico (MF) 
Obtido exclusivamente de 
matérias-primas vegetais com eficácia e 
segurança comprovadas por evidência 
clínica. Requer registro completo, 
registro simplificado (IN nº 2/2014) ou 
monografias da Comunidade Europeia. 
 
MF: Um extrato padronizado de Ginkgo 
biloba em cápsulas, com estudos clínicos 
que comprovam melhora da memória e 
circulação, é registrado como 
medicamento fitoterápico. 
 
Produto Tradicional Fitoterápico (PTF) 
Também usa apenas matérias-primas 
vegetais, mas com base em uso 
tradicional seguro e efetivo, 
documentado por literatura científica. 
Indicado para uso sem 
acompanhamento médico. Pode ser 
registrado ou apenas notificado, 
dependendo da comprovação de uso 
tradicional (mínimo 30 anos) e inclusão 
em listas oficiais ou monografias. 
PTF: Um chá ou xarope de guaco para 
tosse, com base em uso tradicional e 
referências em farmacopeias ou 
compêndios, pode ser registrado como 
produto tradicional fitoterápico. 
 
 
 
Compostos fenólicos 
● Flavonoides 
● Cumarinas 
● Taninos 
● Antraquinonas 
 
 
 
 
Flavonoides 
Pigmentos, hidrossolúveis 
Fenil-benzopirano 
Simples (aglicona) ou heterosídica 
(glicona) - solubilidade em água 
heteroátomo no anel C 
15 C no formato estrutural 
Alterações mínimas no anel C que 
diferenciam os demais subgrupos 
 
 
Eles são biossintetizados através da via 
do ácido xiquímico juntamente com a via 
do AcetilCoA 
 
Propriedades: permeabilidade capilar, 
tônus muscular. Hormonal, antioxidante e 
antiinflamatório. Neuroprotetor, 
cardioprotetor e anticancer. EX. Ginkgo 
biloba. 
	Medicamento Fitoterápico (MF) 
	Obtido exclusivamente de matérias-primas vegetais com eficácia e segurança comprovadas por evidência clínica. Requer registro completo, registro simplificado (IN nº 2/2014) ou monografias da Comunidade Europeia.​ 
	Produto Tradicional Fitoterápico (PTF)

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