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Tecnologia de raízes e tubérculos 1 Raízes e Tubérculos As culturas tuberosas incluem um grande número de plantas com bulbos, raízes e tubérculos, que são muito disseminadas nas regiões tropicais do globo. Entre as culturas mais comuns cita-se a mandioca, mandioquinha-salsa, inhame, taro, batata-doce, yacon, etc. A grande maioria destes cultivos é de amiláceas, isto é, materiais nos quais predomina o amido como componente. O processamento pós-colheita pode vir a estabilizar esses cultivos, por permitir aumentar o tempo de vida útil, melhorar o aproveitamento da produção no campo e possibilitar maior flexibilidade de uso para a população e maior demanda de produtos nos ambientes de consumo, como os supermercados. 2 Segundo a comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos: Raízes, tubérculos e rizomas são as partes subterrâneas de plantas herbáceas, primeiramente classificadas como hortaliças, utilizadas como alimento. CNNPA nº12 de 1978 Tubérculo: batata, cará, inhame Rizoma: araruta, gengibre, açafrão Raiz: mandioca, batata doce, mandioquinha salsa Bulbo: cebola, alho Raízes e Tubérculos 3 RIZOMA BULBO Rizoma: tipo de caule que cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo, mas podendo também ter porções aéreas, que acumulam substâncias nutritivas. podem ser distinguidos de raízes pelo fato de apresentarem gemas laterais. O gengibre, usado como tempero na cozinha oriental, é um caule tipo rizoma. Bulbos são estruturas complexas formadas pelo caule e por folhas modificadas. Os bulbos costumam ser classificados em três tipos: tunicado, escamoso e cheio. O exemplo clássico de bulbo tunicado é a cebola. Da parte superior do prato partem folhas modificadas, são os catafilos, que formam a cabeça da cebola. Da porção inferior do prato partem as raízes. 4 Possuem mais semelhanças que diferenças: Todos crescem debaixo da terra e possuem algum órgão de reserva de nutrientes que se desenvolve e da origem aos alimentos. A principal distinção é que o órgão aumenta de tamanho em lugares diferentes em cada um desses grupos. Raízes: plantas como a cenoura, a mandioca, o rabanete e a batata-doce, têm uma raiz principal muito mais desenvolvida. Tubérculos: espécies que acumulam energia em caules modificados . Raízes e Tubérculos 5 Raízes e Tubérculos 6 Tuberosas amiláceas Mandioca Batata Inhame Cará Araruta Batata doce Mandioquinha salsa Teor de amido as torna propícias para panificação e produção de snakcs 80 - 84 60 – 80 30 – 40 7 Tuberosas amiláceas Fonte: Leonel e Cereda, 2002. 8 Mandioca 9 Mandioca Nome científico: Manihot esculenta Crantz Mito indígena: Mani oca, casa de Mani Família: Euphorbiaceae Nomes populares: Mandioca, macaxeira, aipim Nome em inglês: Cassava Origem: Brasil 10 Descrição da planta Raiz tuberosa Película externa branco acinzentada ou marrom avermelhada Casca branca e espessa rica em latex Pode conter o fator antinutricional da mandioca: linamarina e lotaustralina, que liberam HCN (Cianeto de hidrogênio ou Ácido Cianídrico) Entrecasca: 11 Descrição da planta Cilindro central volumoso branco, róseo ou amarelado Acúmulo de amido Pode conter o princípio venenoso com menor intensidade 12 13 Godoy (1940), citado por TIESENHAUSEN (1987), classificou como mandioca brava aquela cujo conteúdo máximo de ácido cianídrico é de 0,0442% e mínimo, 0,0275%; e como mansa aquela com teor máximo de 0,0238%. Teor de Ácido Cianídrico 14 Fonte: Nambisan and Sundaresan (1985), citado por CARVALHO, 1987. 15 Importância da Cultura Tríplice utilização: Maior parte: alimentação humana Consumo das raízes na forma in natura África e América Latina: dieta diária = principal fonte de carboidratos Alimentação animal: raízes frescas ou raspas em rações, farelos da parte aérea ou misto Indústria: Amido = alimentação, preparação de adesivos Produção de álcool 16 Grande capacidade de adaptação Hoje: mais de 80 países produzem Brasil: segundo maior produtor Nigéria: maior produtor Produção 17 Produção Fácil adaptação: produzida em todos os estados brasileiros Mesmo em solo pobre e ácido Entre os 9 primeiros produtos agrícolas do País em área cultivada. Sexto em valor de produção. Fonte: Embrapa, 2016 18 Produção no mundo África Principal produtor: líder absoluto Ásia Tailândia: Grandes indústrias de fécula de mandioca e pellets para ração animal Indonésia América do Sul Brasil 1970 30 milhões de ton Atualmente ↓ produção 25 milhões de ton 19 Produção no mundo Brasil ↓ da produção??? Queda no consumo animal redução no uso para produção de rações balanceadas Queda no consumo humano preferência por massas de trigo Avanços na industrialização para a produção de fécula e amido industrial. 20 Produção 21 Produção 22 Colheita Épocas mais indicadas para colher as plantas se encontram em período de repouso (já diminuíram o número e o tamanho das folhas e dos lobos foliares = máximo de produção de raízes com elevado teor de amido) Colheita é primordialmente manual e/ou com auxílio de implementos. Afofador 23 Colheita 2 etapas: 1) poda das ramas, efetuada (h= 20 a 30 cm acima do nível do solo) 2) Arranquio das raízes, com a ajuda de ferramentas. Depende das condições de umidade e/ou características do solo. 24 Colheita Após o arranquio: As raízes devem ser amontoadas em pontos para facilitar o recolhimento pelo veículo transportador; deve-se evitar que permaneçam no campo por mais de 24h; evitar deterioração fisiológica e/ou bacteriológica. Carregamento das raízes no campo: cestos, caixas, sacos, grades de madeira Transporte para o local de beneficiamento: animais, carroças e caminhões. 25 -Casca (periderme) -Entrecasca (córtex) -Polpa (Parênquima de armazenamen amido) 26 Características e usos das principais partes Raízes Principal matéria prima da planta Composição: Fonte: Governo do Estado de São Paulo. Componente % Umidade 60,0 – 65,0 Amido 21,0 – 33,0 Proteínas 1,0 - 1,5 Lipídeos 0,18 – 0,24 Fibras 0,7 – 1,06 Cinzas 0,6 – 0,9 27 Características e usos das principais partes Raízes Alimentação humana Alimentação animal Raízes recém colhidas: gado leiteiro, suínos (Fatias ou raladas) Resíduos das indústrias de amido, raspas, farinha de raspas. 28 Características e usos das principais partes Ramas (hastes e folhas) Forragem (fresco ou fenado) Folhas: parte mais rica Fonte: Governo do Estado de São Paulo. Componente % Proteína bruta 16,0 – 18,0 Lipídeos 7,5 – 15,3 Carboidratos 40 ,0- 45,0 Fibras 9,0 – 15,0 29 Características e usos das principais partes Folhas Ricas em Vitamina A e C A: 3000 UI C: 100 a 500 mg / 100 g folhas frescas Hastes Riqueza de nutrientes depende da idade da planta + velhas = + fibrosas 30 Características e usos das principais partes Classificação prática Depende do teor de compostos cianogênicos Raiz calórica: ~1.500 kcal/kg Fonte barata de amido 31 Composição da mandioca e outros alimentos amiláceos Componente (%) Mandioca Batata Trigo Milho Umidade 69,0 78,0 12,0 12,0 Proteína 1,5 2,0 10,5 8,8 Gordura 0,2 0,1 1,9 3,8 Fibra 0,7 0,9 1,4 2,0 Cinza 0,6 1,0 1,3 1,4 Amido 28,0 18,0 72,9 72,0 32 Produtos da Mandioca Mandioca Parte aérea Folhas Hastes Raiz Alimentação humana Alimentação Animal Indústria Minimamente processadas, cozidas, fritas, bolos, biscoitos, pães, sopas, beijus, purê, empanadas, chips, cuscuz, cremes, pudins, nhoque, etc Frescas, desidratadas (farinhas, raspas, pellets) Amido (fécula), amido fermentado (polvilho azedo), farinhas, raspas, álcool Maior destino Restante da produção 33 Cultivares Tradicionalmente, as variedades de mandioca (Manihot esculenta) apresentam duas denominações: de mesa, para o consumo humano e industrial, para o processamento em farinha, fécula ou mesmo alimentação animal. A mandioca de uso culinário recebediferentes denominações nas diversas regiões do Brasil, tais com aipim, macaxeira ou mandioca de mesa. Em geral é colhida precocemente, entre 6 e 12 meses, quando é menos fibrosa. 34 Cultivares Para mesa Para indústria Têxtil Alimentícia Farmacêutica Química Ração animal Para forragem 35 Cultivares para a mesa Mandioca Doces (mansa) Baixo teor de HCN Boas qualidades culinárias (cozimento rápido, polpa tenra e com pouca fibra, saborosa e de boa fritura) Soltar bem a casca da polpa Apresenta bom rendimento em volume de polpa 36 Cultivares para a Indústria Alta capacidade de produção Não há preocupação com o teor de HCN Volatiliza durante industrialização Apresenta maior rendimento em teor de amido que a mandioca de mesa Polpa clara = produção de amido 37 Cultivares para forragem Baixo teor de HCN Boa produtividade de raízes e massa verde Reter as folhas por mais tempo durante o inverno Qualquer cultivar para mesa pode ser usada para forragem 38 Processamento de Mandioca As mandiocas in natura são cada vez menos frequentes em mercados e supermercados de cidades grandes. Além da deterioração pós-colheita, precisam ser descascadas em casa e tem menores garantias de qualidade, pois em geral não tem rótulo de produtor. As principais formas de processamento são in natura, minimamente processadas, resfriadas, congeladas cruas, congeladas depois de cozidas (fritas e toletes), esterilizadas à vácuo e fritas (chips). 39 Usos Para o processamento é necessário considerar o escurecimento enzimático Após a colheita e após o descascamento Processo de deterioração Pode ser evitado com a aplicação de tratamentos antioxidantes: imersão em solução diluída de ácidos orgânicos branqueamento (tratamento térmico brando) Vácuo 40 41 Armazenamento de raízes frescas Deterioram em poucos dias ↓ aspecto ↓ qualidade culinária Características de deterioração Coloração em tons azul escuro ou marrom Aparecimento de linhas vasculares ou escuras Amolecimento das áreas afetadas Apodrecimento 42 Processo de deterioração Deterioração fisiológica primária Linhas vasculares azuis ou negras próximas à periferia da polpa Posteriormente se estendem = descoloração marrom mais generalizada Aumento da acidez da polpa 43 Processo de deterioração Deterioração secundária Pronunciada decomposição total Ataque de microrganismos Fermentações Amolecimento da polpa Não há delimitação precisa entre ambas as fases Não há relação com aparência externa 44 Processo de deterioração Deterioração fisiológica pode ser retardada Não separar raízes das hastes Sintomas de podridão após 14-21 dias de colheita Ocorre devido a poda da parte aérea 2 – 3 semanas antes da colheita 45 Raspas e farinha de raspas Pedaços de mandioca desidratados ↑ vida útil Armazenamento, exportação, entressafra RASPAS: alimentação animal Produtores de baixa renda Constituinte energético da ração Farinha de raspas: Panificação Processamento: Lavagem descascamento corte prensagem secagem 46 Raspas e farinha de raspas Farinha Obtido pela moagem das raspas Intensidade varia de acordo com uso 47 Minimamente processada 1ª. Sanitização Após primeira lavagem Hipoclorito de sódio 200ppm/15 min Corte e descascamento Manualmente Faca de aço inox Descartar pontas das raizes Parte mediana: cortar em cilindros (6 cm) Remover entrecasca Dividir no meio 48 Minimamente processada 2ª. Sanitização Após descascamento dos cilindros Água clorada (20ppm/2min) Pode ser reutilizada para lavagem inicial das raízes Drenagem Uso de peneiras Retirar excesso de água 49 Minimamente processada Embalagem e pesagem Polietileno com nylon Barreira ao vapor de água e O2 Pesagem: 200g a 2kg Remover ar das embalagens Selar a vácuo Estocagem Câmara fria ~5°C ou Geladeiras 7-10°C Vida de prateleira: 15-30 dias Congelamento -18 °C – Vida útil de até 9 meses. 50 Minimamente processada Perdas Entrecasca e pontas: 25 – 30% (para raízes mais finas: ~40%) Influenciadas por: Qualidade das raízes Tempo de armazenamento na água pós-colheita 51 Mandioca Chips Características do produto Cor Sabor Textura Palatabilidade Cuidado: óleo Meio de transferência de calor de alta qualidade Saúde do consumidor Custo Crocância 52 Mandioca Chips Recepção, Seleção, Lavagem, Sanitização Igual à minimamente processada Corte e descascamento Facas de aço inox Cilindros de 12 cm Remover casca e entrecasca 53 Mandioca Chips Corte em fatias Cortador de frios Espessura: 0,8 mm ↓espessura = ↑crocância ↓espessura = ↓tempo fritura Lavagem e drenagem Igual à minimamente processada 54 Mandioca chips Fritura: Óleo vegetal 150 - 170°C Qualidade do óleo Influencia qualidade do produto e tempo de armazenamento + tempo = + degradação Ponto de descarte do óleo Testes imediatos Kits que se baseiam na mudança química (quantidade de compostos polares) 55 Mandioca Chips Salga 1% NaCl Pode-se adicionar outros condimentos ou aromas Drenagem Retira o excesso de óleo Papel absorvente Temperatura ambiente Em estufa de circulação de ar forçada 40°C 56 Mandioca Chips Embalagem Seladora Polipropileno Polietileno Polipropileno com barreira de alumínio associada à injeção de nitrogênio Retarda rancificação do óleo >30 dias Pesagem 40 – 80 g Depende do interesse do mercado Consumo: 10 dias no máx. Ao abrigo da luz 57 Mandioca Chips Estocagem Temperatura ambiente Rendimento 15 a 35% do peso total das raízes 58 Industrialização da mandioca Índice bom para indústria: 21 – 23% fécula Matéria prima colhida em período adequado de desenvolvimento Armazenamento a céu aberto, desde que industrialização seja no mesmo dia da colheita Silos: melhor proteção ao operário e matéria prima 59 Preparo das raízes para industrialização Terra de raízes pode ter até 100kg de terra aderida Redução de perigo de contaminação por microrganismos Evitar incorporação de massa inerte às operações Diminuir desgaste de equipamentos Evitar aparecimento de sujidades nos produtos acabados 60 Preparo das raízes Lavadores-desempedradores Lavam Eliminam a película parda e pequenos pedaços da casca branca Barras de madeira reforçadas cilíndricas e semi cilíndricas 61 Produtos - Mandioca Brava Farinha seca Farinha d’água Fécula ou polvilho doce Polvilho azedo 62 Farinha de mandioca Forma mais ampla de aproveitamento industrial da mandioca Legislação: FARINHA é o produto obtido pela moagem de partes comestíveis de matérias primas sãs e limpas, isentas de parasitas ou substâncias terrosas 63 Farinhas Principais tipos de farinha: Farinha d’água (fermentada) Farinha seca (ralada) Farinha mista Farinha de raspa ou apara Farinha do Pará Farinhas temperadas Tipo: Fina e Grossa Classe: cor Branca Amarela Intermediária 64 Farinha seca Líquido é colocado para decantar Recuperação do amido, conhecido por goma Sobrenadante = tucupi Massa ralada prensada é esfarelada e colocada para secar ou torrar Tachos de cobre=farinha branca Tachos de ferro=farinha escura Reação do HCN com o metal 65 Farinha d’água Muito consumida na Região Norte do Brasil Produção: Colocar as raízes na água (de riachos, tanques de cimento) de 3 a 5 dias Retira-se a casca (película e córtex) Prensa-se Torra-se. A granulometria maior farinha tradicional. 66 Farinha d’água Mandioca Lavagem e descascamento Fermentação Ralação Prensagem Peneiragem Esfarelamento Torração Peneiragem (opcional) Acondicionamento Armazenamento 67 Farinha d’água Mandioca colocada para macerar Até cascas soltarem Amolecimento da raiz Fermentação durante maceração Não usa o líquido drenado para “goma” Aroma butírico 68 Fécula ou Polvilho Doce Mandioca Lavagem e descascamento Extração e separação da fécula Secagem e Moagem Acondicionamento e armazenamento 69 Fécula Fécula = amidoNome do produto: Amido: substância amilácea encontrada nos grãos Fécula: substância amilácea encontrada nas raízes 70 E o Polvilho azedo? Matéria prima: Polvilho doce fermentação Classificação baseia-se no teor de acidez Produto fermentado: máx 5 mL NaOH/100 g Polvilho doce: máx 1 mL NaOH/100 g Fermentação: sabor e odor característicos Alterações nas propriedades físico-químicas + solúveis, maior absorção de água Pasta formada: menos viscosa 71 Polvilho azedo Características diferentes para produtos de panificação Sabor Textura Expansão Aumento do valor nutritivo Fermentação aumenta % proteínas 72 Polvilho azedo Microrganismos com atividade amilolítica Degradam a fécula Bacillus subtilis Paseudomonas alcaligenes Lactobacillus plantarum Corynebacterium manihot Leuconostoc mesenteroides Pseudomonas aeruginosa Crescimento bom 42oC, pH 5-6 73 Fermentação Tanques 2/3 de fécula doce úmida Recobre com água Depois de alguns dias Superfície turva, presença de bolhas Odor ácido 74 Polvilho azedo Sobrenadante é drenado Superfície do amido é raspada Eliminar impurezas superficiais Subproduto Retirada do tanque Esfarelado Secagem 75 Composição – Polvilho azedo Composição % Doce Azedo Umidade 10,07 13,61 Amido 97,33 84,48 Proteína bruta 0,15 1,22 Fibra 0,50 0,31 Lipídeos 0,0012 0,004 Doce Azedo pH 6,4 3,87 Acidez titulável mL soluto N/100g Máx 1,0 Máx 5,0 Cor Branca Levemente creme Granulação Fina Muito fina 76 Outros produtos Fécula Base da tapioca e polvilho Biscoitos, beijus Culinária geral Escolha do tipo Em todo país, depende da região = cultural Região amazônica: Farinha e tucupi (líquido da massa da mandioca ralada) Minas: produção de amido (polvilho, pão de queijo) 77 Tapioca ou goma (polvilho com 45% de umidade) Tapioca dura: goma peneirada e seca em tachos Farinha de tapioca “isoporzinho”: sagu que volta ao tacho para “pipocar” Sagu: goma úmida, peneirada, rolada (manualmente ou em esteiras com escovinhas), secas 78 image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.jpg image6.jpeg image7.jpg image8.png image9.png image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.png image14.jpg image15.jpg image16.png image17.jpeg image18.png image19.jpeg image20.jpg image21.png image22.jpg image23.png image24.png image25.png image26.png image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpg image32.png image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.png image37.jpeg image38.jpeg image39.png image40.png image41.jpeg image42.jpeg image43.jpeg image44.jpg image45.jpg image46.jpg image47.jpg image48.jpg image49.jpg image50.jpg image51.jpg image52.jpg image53.jpg image54.jpg image55.jpg image56.jpeg image57.jpg image58.jpeg image59.jpeg image60.jpeg image61.jpg image62.jpg image63.jpg image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image76.png image77.png image78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.png image85.png image86.png image87.png image64.png image65.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.png image88.jpg image89.jpg image90.jpg image91.jpg