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Tem o objetivo dehidratação/perfusão órgãos, correção de acidose metabolica e reposição de eletrólitos e vitaminas.
▪︎Fluido não substitui a alimentação
▪︎Como funciona o compartimento que o Fluido ocupa?? Nos Mamíferos o fluido Intracelular é a maior parte da composição de água nos Mamíferos. Já o fluido extracelular se divide em Intesticial e Intravascular.
▪︎Distribuição de água corporal total em mamíferos:
•Fluido Intracelular (FIC) = 67%
•Fluido Extracelular (FEC) = 33%
-Líquido Intersticial = 25%
-Líquido Intravascular = 8%
▪︎A maior concentração de Na e Cl (Sódio e Cloro) se encontra no FEC, enquanto o K (Potássio) em maior volume no FIC.
▪︎O Plasma é um fluido intravascular.
▪︎Porcentagem dos órgãos de acordo com Líquido corporal:
Obs: são órgãos que precisam estar bem perfundidos.
▪︎Composição dos Fluidos nos compartimentos:
▪︎Turgor Cutâneo, TPC e Pulso, formas de avaliar hidratação do paciente. O Turgor em um paciente desidratado irá demorar para voltar para o local. TPC até 3 segundos de preenchimento é normal, acima de 3 consideramos alterado. E o pulso em relação a força, estará fraco.
Terminologia Clínica × Laboratorial
▪︎Normohidratado × Normovolêmico/Euvolêmico
▪︎Desidratado × Hipovolêmico
▪︎Hiperidratado/Superidratado × Hipervolêmico
Causas de Desidratação
• Redução do consumo oral (privação ou enfermidade)
• Perda urinária (Poliúria, rim que produz mais urina, pacientesque usam Diuréticos, Corticóides, gadernal..)
• Vômito (perda de Na, Cl, K e bicarbonato, )
• Diarréia (perda de K)
• Lesões cutâneas extensas
• Salivação excessiva (Sialorréia)
Obs: a perda de bicarbonato o paciente terá distúrbio ácido básico.
Detecção da Desidratação 
Parâmetros clínicos
▪︎TPC > 3 seg.
▪︎Pulso fraco
▪︎Turgor cut. reduzido
▪︎Umidade das mucosas
▪︎Órbita ocular profunda
O grau de Desidratação deve ser identificado, para que na hora de calcular o volume de fluído, sabíamos quanto deverá ser infundido.
Qualquer avaliação em que o paciente apresente porcentagem de desidratação abaixo de 5%, não é necessário o Volume de Reposição. 
Temos 4 volumes principais que precisamos saber se o paciente precisa:
▪︎Volume de ressuscitação: paciente muito severamente desidratado (vai precisar da prova de carga)
▪︎Volume de Reposição
▪︎Volume de Macropecção
▪︎Perdas Intercorrentes
Normalmente se não pegamos um animal severamente desidratado, trabalhamos em cima dos itens: reposição, manutenção e perdas intercorrentes.
Então Reposição só vamos calcular quando o grau de desidratação do paciente for acima de 5%, se for menor que 5 não irá entrar reposição. (Do 5 pra cima já precisa)
Se for um paciente que apresente vômito e diarréia, ou ambos, entrará cálculo de perdas intercorrentes.
Prova: Sobre parâmetros clínicos.
Parâmetros Laboratoriais
• PPT (Proteína Plasmática Total aumentada)
• Hematócrito normal ou aumentado
• Ureia, Creatinina, Albumina aumentadas. Ureia e Creatinina aumentadas, função renal normal, porém devido ao não desperdício de líquido esse Rim irá filtrar menos, uma vez que ele não quer jogar mais líquido fora. Acumulando no sangue esses componentes que deveriam ser jogados fora devida a baixa filtração.
• Densidade urinária (aumentada, se a função renal estiver preservada, porque o paciente renal crônico 
ele não concentra urina ele faz Poliúria. Então em pacientes já com DRC, esse aumento não será visualizado devido a normalização rotineira da micção. A densidade estará diminuída em nefropatas.
Em felinos não utilizar como parâmetro, porque eles sempre estarão com a urina concentrada. Então a densidade deles sempre será alta.
●Dosagem sérica de eletrólitos: Na, K, Ca, Cl (ou 
cloreto) e bicarbonato: permite a escolha do fluido e 
reposição eletrolítica.
Pontos chaves da Fluidoterapia
1. Reconhecer o compartimento corporal afetado
2. Selecionar o melhor fluido e a via mais adequada
3. Determinar o volume e velocidade de infusão
4. Monitorar o paciente quanto à remissão da 
desidratação e possível evolução para 
superidratação.
Tipos de Fluido
●Colóides: maior expansão plasmática, porém menor capacidade de hidratação. Indicado para quadros de choque hipovolêmico/hemorragias em emergências, onde precisamos expandir esse plasma. Exemplos: Volven e Destran.
●Cristalóides: melhor para hidratação. Não é expansor plasmático. São:
• NaCl 0,9% (soro fisiológico): Contém somente sódio e cloro. (Melhor p/ reposição de Na e Cl)
• Ringer Simples: Contém Na, Cl, K e Ca*
(Melhor p/ reposição de Na e Cl)
• Ringer Lactato: Idem Ringer, porém o lactato é convertido em bicarbonato. Então é ideal em pacientes em Acidose Metabolica por exemplo. É o mais semelhante ao plasma.
• Soro glicosado 5%, melhores para animais hipoglicemicos.
Obs: Ca*= Precipitações também podem ocorrer com a administração concomitante de vit. B e C, penicilina, meperidina, insulina, adrenalina e metoclopramida. Nesse caso devemos parar o Ringer e passar para o fisiológico (em caso de uso 
das medicações citadas). As Fluidos com cálcio também fazem precipitações durante a transfusão irá precipitar o Anticoagulante da bolsa de sangue.
Colóide, Cristalóide Hipertônico ou Isotônico
Desloca o fluido intersticial e intracelular para o leito vascular (Intramuscular). Ideal para reposição de volemia em pacientes severamente desidratados Soluções com maior quantidade de Na: 
▪︎Soro fisiológico 0,9%
▪︎Ringer lactato
• Fluido para reposição: Ringer lactato.
Ideal para hidratação e reposição de eletrólitos, com desidratação 5% ou mais.
• Fluido para manutenção: Ringers. Pouco Na, mais K. Paciente desidratado, mas não tanto.
Vias de Administração
●Subcutânea (SC):
Não indicada se paciente estiver hipotérmico, 
severamente desidratado ou em choque, porque demorará a chegar no compartimento plasmático.
Volume: 20-30 ml/kg, SID-BID. Ideal de 10-20 ml/kg por região.
Fluido: Ringer Lactato (indolor). Absorção em 4-8h.
Pode adicionar Complexo B (se for fazer, não fazer com Ringers, devido a precipitação do cálcio)(0,5-1 ml/L) e Potássio K (KCl 35 mEq/L).
❌️Não adicionar glicose (necrosa)❌️ 
Obs: mais atenção no acesso quando houve glicose, não pode sair da veia.
•Via indicada para pacientes Renais crônicos e com desidratação subclínica.
•Rash Cutâneo, quando a pele do local não suporta o volume de soro, precisando dividir o volume nos locais aplicados.
•Alguns animais podem sentir desconforto com o fisiológico, por ter mais sódio e ser mais dolorido e irritante, causando um certo desconforto. Mas não causa problemas ao animal.
●Endovenosa (EV) 
Mais indicada para pacientes severamente desidratados. (Mais pra baixo, teremos o cálculo de volume EV)
●Intraóssea (IO):
Utilizamos em Neonatos e pediátricos que não conseguimos o acesso venoso. Esse acesso direciona o fluido diretamente na Médula óssea, no fêmur ou Úmero.
Observações:
•Paciente severamente desidratado, só pode ser duas vias ou endovenosa ou a intraóssea (Em outras há risco de óbito).
•Em Paciente normovolemico, não adianta fazer fluido com a intenção de melhorar a filtração glomerular.
•O volume de fluido na via SC não pode ser feito mais do que o indicado em um único local, podendo ocasionar Rash Cutâneo, quando a pele não suporta aquele volume.
•Soro fisiológico no subcutâneo pode causar encomodo, devido a maior concentração de sódio podendo dar desconforto.
Fluidoterapia × Comorbidades
Comorbidades que, dependendo do caso, não é ideal receber Fluido:
-Anêmico
-Nefropata
-Hepatopata
1. Anemia: pacientes desidratados e com Hematócrito baixo deve também receber hemoderivado (Precisa da Transfusão). A fluido 
sozinho nesses casos diluirá mais ainda o sangue.
•Se o animal apresenta desidratação, anemia com Hematócrito baixo, pouca hemácia.. adianta nos hidratarmos?? NÃO, esse animal precisa da Transfusão, uma vez que apresenta baixa quantidade de hemácias a fluído diminuirá ainda mais esse volume.
2. Azotemia: Ureia e Cretinina aumentada no sangue. Pacientes desidratados em fluidoterapia devem ter o débito urinário monitorado (forma de evitar superidratação),devemos realizar também:
-Infusão lenta; 
-Reconhecer e tratar a causa da IRA/DRC; -Verificar a ocorrência de distúrbio ácido x básico e eletrolítico;
-Monitorar sinais de superidratação.
•Por que devemos monitorar o débito urinário em um animal com Azotemia?? Porque se ele for um Nefropata e ficarmos infundindo fluido, e não monitorar o débito urinário, esse paciente VAI SUPERHIDRATAR! Afinal ele já tem um rim que não saberá lidar com todo esse volume. A infusão nesses pacientes é mais lenta.
•Paciente Nefropata tem mais chances de fazer distúrbio Ácido×Basico (acidose metabólica) e distúrbio eletrolítico, porque se ele tem lesão tubular renal (Tubo faz a função hidroeletrolitica) e é um Nefropata, ele tem problemas com hidratação e problemas com perda de eletrólitos. Então 
Obs: em nefropatas o débito urinário deve ser monitorado principalmente, pq ele já tem um rim que não sabe lidar com todo esse volume, podendo fazer facilmente uma Superidratação.
3. Cardiopatia: priorizar a hidratação via oral aumentando a oferta de líquido (dieta úmida, frutas, sopinhas de patê, etc):
-Melancia 
-Melão
-Picolé
-Água na ração
Nos casos de hipotensão, admistrar inotrópicos positivo exemplo: dobitamina, por via oral podemos fazer Pimobendan. Ou seja, o cardiopata devemos evitar a fluidoterapia endovenosa e até a subcutânea.
4. Hepatopata: em casos de superidratação, onde o fígado que produz a albumina (principal proteína 
plasmática) está com a função comprometida consequentemente diminuindo a produção da principal proteína plasmática, com menos albumina teremos problemas na pressão oncótica. Então a pressão hidrostática vai permanecer e esse líquido ele vai sair do leito vascular e irá para os tecidos, causando edemas (pulmonar, membros..) e efusões (Ascite, toracocentese..).
Cálculo de Volume
•Reposição:
▪︎O cálculo de Reposição só irá ser feito em pacientes que estejam desidratados. (Igual ou maior que 5%)
▪︎O 10 na fórmula de Reposição é uma constante.
•Como será avaliado o grau de desidratação??
-Turgor Cutâneo
-Umidade de Mucosa
-Profundidade do Globo Ocular
-Pulso
-Tempo de Preenchimento Capilar (TPC)
•Manutenção:
▪︎Todo paciente terá cálculo de manutenção.
▪︎Em animais menores utilizamos 60ml/kg/d no cálculo de manutenção, isso se aplica pelo metabolismo mais acelerado de animais de porte pequeno/felinos.
▪︎A manutenção será o Peso × Porte (40, 50 ou 60)
Obs: animais normovolemicos não irão receber fluido. Se a desidratação for até 4% e ele não apresentar perdas intercorrentes, ele receberá somente o valor da manutenção.
•Perdas Intercorrentes:
▪︎Débito Urinário: em animais com Poliúria devemos mensurar o débito urinário, se o animais estiver em observação em local com tapete higiênico, pesaremos os tapetes que ele sujar de urina o valor que der em kg iremos extrapolar em ML. Se o animal estiver sondado iremos reservar o recipiente que armazenar a urina, para mensurar depois.
▪︎Vômito: Se ele só vomita o cálculo é 40ml/kg/d
▪︎Diarréia: Se só tem diarreia o cálculo é 50ml/kg/d
▪︎Vômito+Diarréia: 60ml/kg/d
•Valor final: Somamos o resultado de Reposição, manutenção e perdas intercorrentes (se o paciente tiver todos)(Valor final manter em ML).
•Em casos de animais internados apresentando todos os 3 cálculos de volume, as contas devem ser refeitas, uma vez que depois do primeiro dia o animal pode ter alterado seu valor de desidratação e pode ter parado com as perdas intercorrentes, logo não precisará receber o mesmo volume inicial de fluído (Inclusive o animal também tem que ser repesado).
●Exemplo 1: Paciente com 6% de desidratação, 9kg, porte pequeno, apresentando vômito.
Reposicao: 6 × 9kg × 10= 540ml
Manutenção: 9kg × 60= 540ml
Perd. Interc.: 9kg × 40= 360ml
Total: 540ml + 540ml + 360ml= 1.440ml/d. 
●Exemplo 2: Paciente com 5% de desidratação, 12kg, porte médio, apresentando vômito e diarréia.
Reposição: 5% × 12kg × 10= 600ml
Manutenção: 12kg × 50= 600ml
Perd. Interc.: 12kg × 60= 720ml
Total: 1.920ml/d
Seguindo o exemplo 2 e o quadro a cima, dentro de 4 a 8hrs será realizado os 600ml encontrado na reposição. Nas horas restantes do dia 16 a 20hrs será feito o valor restante de manutenção e perdas, 600ml + 720ml. O valor total deve ser dividido ao longo das 24 horas do dia.
Fluidoterapia EV
●Choque/Hipotensão/Desidratação Severa
•Prova de carga: refere-se a avaliação da capacidade do animal de responder à administração de fluidos, geralmente para reidratar ou estabilizar pacientes com desidratação, choque ou hipovolemia. Na utilização de fluido isotônico (Soro 0,9% ou Ringer S.) monitoramos a cada 15 a 30min a pressão.
•Cães: 15-20 ml/kg
•Gatos: 5-10 ml/kg
•Cardio/nefropatas e filhotes: a cada 30 min.
Se na 3 tentativa de monitoramento o animal não apresentar melhora devemos utilizar outra técnica e pausar a fluido (uma vez que não está resolvendo), que seria iniciar o uso de vasopressores como a: Dobitamina (Injetável).
Obs: prova de carga em animais cardiopatas e nefropata utilizamos o valor maior de intervalo de 30min entre as repetições. Em filhotes também.
▪︎Reconhecimento do choque hipovolêmico
O animal apresentará:
• Estado de consciência deprimido;
• PA 3 seg
• Oligúria (débito urinário)
●Velocidade de Administração 
•Resultado sairá como Gotas/min.
•As quantidades de gotas por ML é de acordo com o equipo escolhido, se for o de Macrogotas será 1m (20 gotas) e o de Microgotas será 1ml (60 gotas).
•O tempo deve ser passado para minutos, para conseguir entrar na fórmula acima. Por isso o denominador será sempre 1.440, já que a Márcia irá considerar sempre 24h nas provas.
●Exemplo 2 (Anterior): 1.920 + 20/1.440min= 26,6.
Será 26 ou 27 gotas por minuto.
Para sabermos na prática quantas gotas, 
contaremos em 15 seg quantas gotas cairão e multiplicaremos por 4 (15×4=60seg ou 1min), se a conta der 26 ou 27 gotas a velocidade de gotas por min está correta.
Obs: em Transfusão não se pode usar bomba infusora, vai hemolisar.
●Reposições Eletrolíticas
Potássio 
Paciente com vômito e diarréia ele pode perder Potássio e Bicarbonato, então iremos dosar o Potássio sérico do paciente na Bioquímica e de acordo com valor do resultado iremos seguir essa tabela:
Potássio:•Ou seja, os principais eletrólitos para fisiologia cardíaca são: SÓDIO, POTÁSSIO E CÁLCIO.
•Sinais de hipocalcemia: 
-Tremores
-Hipertermia
-Convulsão (Eclampsia)
Bicarbonato
Eletrólito que alcaliniza o plasma. 
Diferente dos outros eletrólitos o bicarbonato precisa da formula a cima, onde o 0,5 é uma constante. O valor desejado é padrão de literatura 24mEq.
•Ele corrige a acidose metabólica.
• Bicarbonato (HCO3):