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Proteção de Sistemas Elétricos de Potência Disciplina: POE – Proteção de Equipamentos Especiais 1. Módulo 1 – Bancos de capacitores Parte I – Identificação do equipamento e parâmetros principais. Parte II – Introdução às falhas: caracterização, necessidades e desafios. Parte III – Funções de proteção aplicadas para redução de danos em casos de falhas. 2. Módulo 2 – Reatores Parte I – Identificação do equipamento e parâmetros principais. Parte II – Introdução às falhas: caracterização, necessidades e desafios. Parte III – Funções de proteção aplicadas para redução de danos em casos de falhas. 3. Módulo 3 – Barramentos Parte I – Identificação do equipamento e parâmetros principais. Parte II – Introdução às falhas: caracterização, necessidades e desafios. Parte III – Funções de proteção aplicadas para redução de danos em casos de falhas. Parte IV – Função Diferencial de Barras (ANSI 87B). 4. Módulo 4 – Proteção de Falha de Disjuntor Parte I – Explicação e ramo de aplicação. Parte II – Vantagens da sua utilização. Parte III – Lógicas e diagramas funcionais, caso real. 2Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 CONTEÚDO Aula 04 – Módulo 2 3Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 Módulo 2 Reatores Parte I – Identificação do equipamento e parâmetros principais Aula 04 – Módulo 2 Aula 04 – Módulo 2 4Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO Aula 04 – Módulo 2 5Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO ▪ O reator possui construção semelhante ao transformador de potência, porém com apenas um enrolamento e ciclo de carga constante. ▪ É instalado principalmente em sistemas elétricos de grande porte nos setores de transmissão e distribuição de energia elétrica. Linhas de transmissão longas. ▪ Os objetivos da utilização deste equipamento: ▪ Reduzir ou anular o efeito Ferranti. ▪ Controle de tensão do sistema elétrico. ▪ Reduzir sobretensões nos surtos de manobra. ▪ Compensação reativa. ▪ Redução do consumo de energia. ▪ Postergar investimentos estruturais na rede, preservando o meio ambiente. Aula 04 – Módulo 2 6Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – APLICAÇÃO ▪ Efeito Ferranti Aula 04 – Módulo 2 7Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – APLICAÇÃO ▪ Efeito Ferranti ▪ Uma alteração no fluxo da potencia reativa entre barras causa uma alteração dos módulos das tensões nestas barras. ▪ O reator em derivação visa neutralizar o efeito da reatância da linha. Reator em derivação indutivo é empregado para compensar a reatância capacitiva natural da linha. Aula 04 – Módulo 2 8Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – APLICAÇÃO ▪ Efeito Ferranti Aula 04 – Módulo 2 9Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO ▪ Principais normas: ▪ IEC 60076-6 – Power transformers - Part 6: Reactors. ▪ IEEE Std C37.109 – IEEE Guide for the Protection of Shunt Reactors. ▪ ABNT/NBR 5356-6 – Transformadores de Potência: Parte 6 – Reatores. Aula 04 – Módulo 2 10Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – ESPECIFICAÇÃO ▪ Características principais ▪ Construção: Seco (limitado a 69 kV) ou a óleo. ▪ Tipo de núcleo: ar ou ferromagnético. ▪ Número de fases: monofásico ou trifásico. ▪ Custo do investimento. ▪ Confiabilidade e a necessidade de unidade (fase) reserva. ▪ Limitações de transporte (peso e altura máxima). ▪ Limitações de capacidade de fabricação. ▪ Limitações de capacidade de ensaios em fábrica. Aula 04 – Módulo 2 11Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – ESPECIFICAÇÃO ▪ Características principais ▪ Isolamento: Os condutores (cobre) das bobinas do enrolamento são envolvidos em tiras de papel, que formam a isolação entre condutores adjacentes. O papel isolante deve ter características elétricas, térmicas e mecânicas de acordo com o limite de elevação de temperatura do reator (55°C, 65°C ou 95°C). ▪ Resfriamento: tipicamente resfriado a óleo. ▪ Tipo de aterramento: estrela solidamente aterrada ou estrela aterrada através de impedância. ▪ Os reatores submetidos ao regime de operação estabelecido devem ser especificados para a expectativa de vida útil de 36 anos. Aula 04 – Módulo 2 12Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – ESPECIFICAÇÃO ▪ Ponto de atenção em relação a manobras do reator ▪ Não devem provocar sobretensões inadmissíveis ou transitórios de frequência elevada que possam colocar em risco os demais equipamentos da subestação, nem o próprio reator manobrado. ▪ A sua manobra não deve provocar reignição ou reacendimento do arco nos disjuntores quando de sua manobra. ▪ Utilização de equipamentos de manobra com resistores de pré-inserção, que serão inseridos no circuito apenas durante a operação de manobra, sendo posteriormente curto-circuitados. ▪ Aplicação de dispositivos sincronizadores que determinam o instante mais favorável para o fechamento e/ou para a abertura do equipamento de manobra, de tal forma a minimizar as tensões e correntes transitórias resultantes. Monitoramento Zero Voltage Closing (ZVC). Aula 04 – Módulo 2 13Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – ESPECIFICAÇÃO ▪ Principais parâmetros ▪ Frequência nominal (fr). ▪ Número de fases. ▪ Potência reativa nominal. ▪ Tensão nominal (Ur). ▪ Tensão máxima operativa (Umax). ▪ Tipo de aterramento do neutro. ▪ Linearidade da curva de magnetização tensão versus corrente (U x I). ▪ Perdas totais. ▪ Fatores de otimização de perdas. ▪ Limites de elevações de temperaturas do óleo e enrolamento. ▪ Expectativa de vida útil da isolação. ▪ Tipo do sistema de resfriamento. ▪ Limite de nível de ruído. ▪ Limite da amplitude de vibração. Aula 04 – Módulo 2 14Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – FUNCIONAMENTO ▪ Regime permanente Aula 04 – Módulo 2 15Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – FUNCIONAMENTO ▪ Regime transitório – corrente de inrush ▪ A manobra de energização de um reator estabelece a corrente de ligação (corrente de inrush), a qual é caracterizada como um fenômeno transitório associado a efeitos de saturação no núcleo magnético. ▪ Diferentemente de um transformador, o reator não apresenta remanência (ou fluxo remanente), devido à presença de entreferros (gaps de ar) em sua coluna principal. ▪ Por outro lado, o amortecimento da condição assimétrica é lento, devido às perdas baixas de um reator. Aula 04 – Módulo 2 16Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – FUNCIONAMENTO ▪ Regime transitório – corrente de inrush ▪ Com núcleo não saturado, o primeiro pico da corrente pode atingir no máximo 2,82 vezes a corrente nominal. ▪ Todavia, com núcleo saturado, o valor de pico da corrente pode atingir até 5,7 vezes a corrente nominal. Aula 04 – Módulo 2 17Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 O EQUIPAMENTO – FUNCIONAMENTO Aula 04 – Módulo 2 18Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br– Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 Módulo 2 Reatores Parte II – Introdução às falhas: caracterização, necessidades e desafios Aula 04 – Módulo 2 19Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Principais falhas ▪ Curtos-circuitos por falhas nas buchas ou de isolamento. ▪ Sobretensões. ▪ Elevações de temperatura. ▪ Alterações no óleo. Aula 04 – Módulo 2 20Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Controlar as elevações de temperatura ▪ Elevação de temperatura média e do topo do óleo em relação ao meio de resfriamento externo (ar ambiente). ▪ Elevação de temperatura média do enrolamento em relação ao meio de resfriamento externo (ar ambiente). ▪ Elevação de temperatura da superfície e do ponto mais quente do núcleo em relação ao meio de resfriamento adjacente (óleo isolante). ▪ Elevação de temperatura de componentes metálicos externos em relação ao meio de resfriamento externo (ar ambiente). Essas elevações de temperatura devem ser adequadamente controladas, com o objetivo de minimizar avarias, formação de gases combustíveis e/ou redução de vida útil dos materiais isolantes envolvidos. Aula 04 – Módulo 2 21Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Norma ABNT NBR5356-1 Aula 04 – Módulo 2 22Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Capacidade de Sobretensão Aula 04 – Módulo 2 23Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Desempenho acústico ▪ Reator em derivação em operação produz ruído que, ao longo do tempo, pode resultar em desconforto para as pessoas e danos ambientais. ▪ O desempenho acústico de um reator em derivação é certificado através de um conjunto de ensaios de medição do nível de ruído audível (pressão acústica, dB(A)). Esse é um ensaio especial conforme definido na Norma ABNT NBR5356-6. Aula 04 – Módulo 2 24Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Desempenho mecânico ▪ O projeto e a fabricação de reatores em derivação devem ser realizados de forma a minimizar e controlar as solicitações mecânicas estabelecidas por vibração. ▪ Vibração do núcleo e enrolamento. ▪ Vibração do tanque, devido às solicitações mecânicas estabelecidas em chapas, reforços, suportes e filetes de soldas. ▪ Vibração de equipamentos de resfriamento, acessórios e instrumentos. Aula 04 – Módulo 2 25Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Resumo dos pontos de atenção do equipamento ▪ Objetivo da sua aplicação. ▪ Tipo de isolamento e resfriamento. Atenção para os níveis de elevação de temperatura. ▪ Chaveamento do reator (corrente de inrush). ▪ Dispositivos de manobra. ▪ Vida útil e perdas elétricas. Aula 04 – Módulo 2 26Henrique Tassara Calenzani – henrique.calenzani@sma-eng.com.br – Proteção de Equipamentos Especiais – 2023 PROTEÇÃO DO REATOR ▪ Resumo dos pontos de atenção do equipamento ▪ Método de aterramento. ▪ Falhas internas. ▪ Verificação da temperatura do óleo e gases internos. ▪ Ruídos e vibração. Slide 1 Slide 2: Aula 04 – Módulo 2 Slide 3 Slide 4: Aula 04 – Módulo 2 Slide 5: Aula 04 – Módulo 2 Slide 6: Aula 04 – Módulo 2 Slide 7: Aula 04 – Módulo 2 Slide 8: Aula 04 – Módulo 2 Slide 9: Aula 04 – Módulo 2 Slide 10: Aula 04 – Módulo 2 Slide 11: Aula 04 – Módulo 2 Slide 12: Aula 04 – Módulo 2 Slide 13: Aula 04 – Módulo 2 Slide 14: Aula 04 – Módulo 2 Slide 15: Aula 04 – Módulo 2 Slide 16: Aula 04 – Módulo 2 Slide 17: Aula 04 – Módulo 2 Slide 18: Aula 04 – Módulo 2 Slide 19: Aula 04 – Módulo 2 Slide 20: Aula 04 – Módulo 2 Slide 21: Aula 04 – Módulo 2 Slide 22: Aula 04 – Módulo 2 Slide 23: Aula 04 – Módulo 2 Slide 24: Aula 04 – Módulo 2 Slide 25: Aula 04 – Módulo 2 Slide 26: Aula 04 – Módulo 2