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AULA 2. Roteiro. Teoria do Estado, funções do Estado e direitos fundamentais 
Mudanças nas funções do Estado e seus reflexos na atuação do mercado e da sociedade 
civil 
Considerações preliminares 
Elementos constitutivos do Estado: síntese. 
• Materiais: – População: elemento humano; – Território: porção limitada do globo 
terrestre; 
• Formais: – Ordenamento jurídico: conjunto de normas emanadas pelo Estado; 
– Governo soberano: organização necessária para o exercício do poder; 
– Bem comum: Estado existe para realizar o bem comum. 
Formas de Estado (fonte: ENAP, 2017, p. 7-10) 
Normalmente as pessoas costumam confundir o que é forma de Estado, forma de 
governo e sistema de governo. Cabe apontar as formas de Estado: 
 
São essas as clássicas formas de Estado. Considerando as variadas modalidades que os 
Estados podem assumir, nenhuma dessas formas de Estado é rígida, de modo que 
existem eventuais particularidades: nada impede que um determinado país adote forma 
híbrida de Estado, com a presença de características de uma dessas formas clássicas e 
outras características próprias. O Estado unitário ou Regime Unitário se caracteriza pela 
centralização política, com um único poder central responsável por todas as atribuições 
políticas, sem o compartilhamento de responsabilidades de modo que não há outra fonte 
de poder ou divisão territorial de poder político. 
Não há descentralização política, sendo descentralização territorial, quando há, mínima, 
de caráter apenas administrativo. O controle das decisões de governo é do governo 
nacional: não há governos estaduais ou municipais com poderes políticos constitucionais, 
apenas agências locais do governo central. São exemplos desse tipo de sistema: Japão, 
França, Portugal, Espanha e Nova Zelândia (ARVATE e BIDERMAN, 2004, p. 423). 
Há, pelo menos, três tipos de Estados Unitários: 
Estado Unitário Puro: o governo central exerce sozinho o poder, tratando-se, portanto, 
de uma centralização absoluta. Atualmente, não existe um exemplo dessa forma de 
Estado Unitário, sendo apenas um modelo teórico. 
Estado Unitário Descentralizado Administrativamente: o governo central concentra as 
decisões políticas, contudo, descentraliza a execução dessas decisões. Para Carmo, 
Dasso Júnior e Hitner (2014, p. 38), nesse tipo de Estado, as regiões autônomas 
recebem, por lei nacional, competências meramente administrativas. Esta 
descentralização de competências administrativas pode ocorrer entre municípios, 
departamentos ou regiões, ou, ainda, nos vários níveis simultaneamente, como ocorre na 
França. 
Estado Unitário Descentralizado Administrativamente e Politicamente: conhecido 
também por Estado Constitucionalmente Descentralizado ou Estado Regional, é a forma 
mais comum na atualidade, especialmente na Europa. Neles, depois das decisões do 
governo central, os entes adquirem alguma autonomia política decidindo no caso concreto 
o que deve ser feito para executar as políticas públicas definidas. A descentralização 
política está prevista na Constituição, embora as regiões não possuem poder constituinte 
próprio; elas são organizadas por lei nacional, como ocorre na Espanha e na Itália. 
As sociedades de Estado, diferentemente dos modelos de Estado unitário, se dividem 
em: 
- Sistemas Confederados (ou Confederações): neles os Estados-Membros são 
politicamente mais fortes do que o governo central, que é um mero coordenador de 
esforços. Cada Estado-Membro tem suas próprias leis, mas concorda em abrir mão de 
parte de seu poder de legislar para ter uma legislação comum com os demais membros 
da confederação, visando a obter vantagens decorrentes da integração sem perder 
soberania política, por exemplo, os Estados-Membros têm um único Banco Central, uma 
única política de imigração, um sistema de tributação integrado etc. As decisões 
individuais dos Estados-membros são a regra, sendo coletivas apenas as ações 
previamente acordadas entre os membros (ARVATE e BIDERMAN, 2004, p. 423). É 
consenso que a Confederação surge como um passo preliminar à formação de um Estado 
Federal, como ocorrido na Alemanha (1815 a 1886), na União Soviética (1917 a 1922) e 
nos Estados Unidos da América (até a Constituição de 1787). 
- Federações (também conhecidas por Estados Federais ou Estados Federativos): 
comportam a verdadeira descentralização política, sendo atribuídos poder e capacidade 
política aos entes integrantes do sistema. A soberania é una, e a Constituição reserva aos 
integrantes autonomia, maior ou menor, conforme o país, que lhes permite atuar com 
certa liberdade dentro dos padrões definidos em sua Constituição (CARVALHO FILHO, 
2001). Trata-se de uma forma de organização política em um território, baseada no 
compartilhamento de legitimidade e decisões entre mais de um nível de governo. 
- Federação: Federação, Estado Federal ou Estado Federativo é aquele em que há uma 
participação dos Estados-Membros no poder central por meio de uma das câmaras que 
compõem o Poder Legislativo. Nesta forma de Estado, os Estados-Membros possuem 
autonomia política, que é o poder de auto-organização mediante um poder constituinte 
próprio. Não há, portanto, hierarquia entre Estados-Membros e União. Por Estado-
Membro entende-se a subdivisão administrativa, com autonomia, dotada de governo 
próprio e Constituição, e que com outros Estados-Membros formam a Federação. No 
caso brasileiro, é o exemplo das Unidades Federativas, por exemplo, o Estado de Goiás, 
o Estado de São Paulo, o Estado do Amazonas etc. A Federação possui múltiplos polos 
políticos administrativos autônomos, ao contrário do Estado Unitário que possui apenas 
um polo político administrativo autônomo. Assim, uma das principais diferenças entre 
confederação e federação reside no fato de que, na federação, os entes federados 
precisam abdicar de suas respectivas soberanias em favor da existência de um governo 
federal, mas ainda sendo-lhes reservados todos os poderes locais constitutivos de suas 
autonomias. 
 
Figura 1 - Mapa mental – características da federação 
 
Sistemas de Governo 
(Fonte: Centro de Política Comparada - CPC(link is external) e mestranda do Programa 
de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFES, https://cpc.ufes.br/conteudo/sistemas-
de-governo). 
Sistema de governo, em uma breve definição, caracteriza-se por um conjunto de regras 
que determinam as relações entre o poder executivo e o poder legislativo. São eles: 
presidencialismo, parlamentarismo e semipresidencialismo. 
 
Presidencialismo 
O Brasil adota um sistema de governo presidencialista. O presidencialismo pode ser 
definido como sistema de governo cujo chefe de estado e governo se concentram na 
figura do presidente, o qual possui um mandato fixo e independente de confiança 
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parlamentar. Ou seja, nós votamos para um presidente que possui mandato fixo, podendo 
ser reeleito - de acordo com a nossa constituição. O presidente só será destituído do 
cargo através de processo de impeachment, ele não pode ser removido de suas funções 
por não estar alinhado à maioria legislativa, por exemplo. Além do Brasil, Estados Unidos, 
Argentina, Uruguai são exemplos de países presidencialistas. 
 
Parlamentarismo 
No parlamentarismo, o Executivo e Legislativo caminham juntos, e o Parlamento é a 
instituição soberana. O parlamentarismo pode ser definido como um sistema de governo 
em que o primeiro-ministro e seu gabinete são responsivos perante uma maioria 
parlamentar, podendo ser retirados dos cargos por esta mesma maioria através do voto 
de desconfiança. Em sistemas parlamentaristas, a população elege os legisladores e 
estes, dentro do Parlamento, selecionarão o primeiro-ministro e os demais ministros de 
gabinete, podendo, da mesma forma, destituí-los do cargo. Exemplos depaíses que 
adotam o parlamentarismo: Inglaterra, Japão, Jamaica, e Austrália. 
 
Semipresidencialismo 
O semipresidencialismo é um sistema de governo caracterizado por possuir tanto 
aspectos presidencialistas quanto presidencialistas. Nele, o poder executivo é composto 
por um presidente popularmente eleito e com mandato fixo, bem como por um primeiro-
ministro e ministros de gabinete oriundos do Parlamento, ao qual são responsivos. 
Existem eleições presidenciais independentes de eleições legislativas. O presidente deve 
exercer uma função de Chefe de Estado (cerimonial, em alguns casos, e central, em 
outros), enquanto o primeiro-ministro é o Chefe de Governo. São exemplos de países 
semipresidencialistas: França, Irlanda, Peru, Taiwan. 
 
Na política comparada é possível encontrar uma série de estudos que investigam as 
semelhanças e diferenças entre os sistemas governamentais e os efeitos que podem 
gerar sobre o funcionamento de um sistema político. Para quem busca mais informações 
sobre os sistemas de governo (suas características, forças e fragilidades), são 
recomendáveis as leituras elencadas abaixo: 
 
ELGIE, Robert. The Politics of SemiPresidentialism. Semi-presidentialism in Europe 
(Comparative Politics). 1. ed. New York: Oxford University Press, 1999. p. 320. Disponível 
em: 
. Acesso 
em: 16 maio 2017. 
MÜLLER, WOLFGANG C. BERGMAN, Torbjörn; STRØM, Kaare. Parliamentary 
Democracy. Delegation and Accountability in Parliamentary Democracies. New York: 
Oxford University Press, 2006. 
SHUGART, Matthew Soberg; CAREY, John M. Presidents and Assemblies: Constitutional 
Design and Electoral Dynamics. Cambridge: Cambridge University Press, 1992. 
 
Organização do Estado: distinção entre Estado e governo. 
Conceituação: 
DALLARI: “ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado 
em um determinado território”. 
Elementos: ordem jurídica soberana, finalidade, povo e território. 
WEBER: aparelho que exerce o poder e a autoridade, sendo uma associação de 
“dominação política, quando e na medida em que sua subsistência e a vigência de suas 
ordens, dentro de um determinado território geográfico, estejam garantidas de modo 
contínuo mediante ameaça de aplicação de coação física por parte do quadro 
administrativo” (monopólio do uso da violência). 
BURDEAU: Institucionalização do poder, desejado pelos grupos sociais que almejam o 
seu exercício de maneira legítima. Organização destinada, com base no direito, a manter 
a ordem social. 
 
Estado e separação de poderes 
• Poder Legislativo: função normativa ou legislativa; 
• Poder Executivo: função administrativa ou executiva; 
• Poder Judiciário: função judicial ou jurisdicional. 
 
 
https://www.researchgate.net/profile/Robert_Elgie2/publication/265101267_The_Politics_of_Semi-Presidentialism/links/5448d9240cf22b3c14e33625.pdf
As finalidades do Estado e suas modificações: como exemplo, destacam-se as 
modificações do Estado Liberal ao Estado Social. 
No Brasil, assim como em outros países, o desenvolvimento das instituições estatais se 
dá conforme peculiaridades históricas. Conforme a Constituição Federal de 1988: 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito 
e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
 Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, 
o Executivo e o Judiciário. 
 Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e 
regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e 
quaisquer outras formas de discriminação. 
 Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais 
pelos seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, 
política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma 
comunidade latino-americana de nações. 
 
Direitos fundamentais e as funções do Estado: a afirmação dos direitos 
fundamentais passa pelas mudanças sobre as finalidades inscritas na ordem 
jurídica, e suas implicações sociais e políticas. 
A teoria do direito costuma classificar os direitos fundamentais em dimensões ou 
gerações. 
Considera-se normalmente três gerações ou dimensões de direitos, cabendo a 
observação de que parte da doutrina defende uma quarta geração ou dimensão. São 
relacionados com transformações históricas que se refletem no campo dos direitos. 
Pelo caráter complementar dos direitos, não há que se falar em gerações, mas sim em 
dimensões. 
Por seu alcance, cumpre abordar os direitos fundamentais para relacioná-los com o 
turismo, como campo de regulação e, consequentemente, de realização de direitos. 
 
Direitos fundamentais de primeira dimensão 
Matriz liberal-burguesa, de cunho individualista, afirmando-se como direitos do indivíduo 
frente ao Estado, com esfera de autonomia individual em face ao seu poder. 
São direitos de cunho negativo, uma vez que dirigidos a uma abstenção, e não a uma 
conduta positiva por parte dos poderes públicos, sendo direitos de resistência ou de 
oposição perante o Estado. 
Destacam-se o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade diante da lei, à 
privacidade. São complementadas por outras liberdades (como a liberdade de expressão, 
a liberdade de reunião, de associação), e os direitos de participação política, ativa a 
passivamente, relacionando-se fortemente com a ideia de democracia. 
Também elenca garantias processuais. São chamados direitos civis e políticos. 
Na CF 1988 encontram-se no art. 5º os direitos e garantias individuais Normas e 
princípios) e no art. 14 os direitos políticos. Cabe mencionar os direitos de nacionalidade, 
relacionado no art. 12. 
O caput do art. 5º trata dos destinatários das garantias e direitos elencados na CF. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
O art. 5º é composto por 78 incisos e 4 parágrafos, o que demonstra sua extensão e 
abrangência. 
Cabe ressaltar que os direitos fundamentais, independentemente de sua natureza, não 
são absolutos, de forma que deve haver, por exemplo, a harmonização de direitos 
fundamentais quando colidentes. 
Direitos econômicos, sociais e culturais da segunda dimensão 
Produto da industrialização e dos problemas sociais e econômicos, das doutrinas que 
defendem os direitos dos trabalhadores, dos limites da consagração formal da liberdade e 
da igualdade. Característicos por seremprodutos de lutas estabelecidas ao longo do 
século XIX. 
Tem como nota distintiva a sua dimensão positiva, considerando que trata do direito de 
participar do bem-estar social. Se trata de liberdade por intermédio do Estado. 
De forma embrionária e isolada, encontram-se nas constituições francesas de 1793 e de 
1848, constituição alemã de 1849 e na constituição brasileira de 1824. 
 São direitos à prestações estatais, com a transição das liberdades formais para as 
liberdades materiais concretas. 
Além dos direitos de cunho positivo, abarcam as liberdades sociais (direito de greve, 
direito de sindicalização, afirmação dos direitos fundamentais para os trabalhadores, 
como férias, remuneração mínima, jornada de trabalho...). Reportam-se aos indivíduos e 
aos grupos de indivíduos, tendo sua característica social relacionada com a defesa da 
justiça social. 
Estão elencados no art. 6º (direitos sociais) e 7º (direitos do trabalhador) da CF 1988. 
Além da relação de direitos, demais dispositivos da CF 1988 versam sobre educação, 
saúde, cultura... 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o 
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a 
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
Os direitos de solidariedade e fraternidade da terceira dimensão 
Desprendem-se, a princípio, do sujeito homem-indivíduo, como seu titular, destinando-se 
a proteção de grupos humanos, caracterizando-se como direitos de titularidade coletiva 
ou difusa. 
Dentre os direitos de terceira dimensão destacam-se o direito à paz, à autodeterminação 
dos povos, ao desenvolvimento, ao ambiente e qualidade de vida, ao patrimônio histórico 
e cultural e à comunicação. 
São determinados pelos impactos tecnológicos, pela descolonização, pelas guerras... 
Nota distintiva: titularidade coletiva, muitas vezes indefinida e indeterminável, o que se 
revela especialmente quando se trata de ambiente e qualidade de vida. Atribui-se direitos 
ao próprio Estado e à Nação (como autodeterminação, paz e desenvolvimento), o que 
levanta questionamentos sobre se tratar de direitos fundamentais. 
Tem destaque no direito internacional. No plano interno, destacam-se o direito ao 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 
Origina-se da degradação dos direitos, da poluição das liberdades segundo Perez Luño. 
Destaca-se o direito ao ambiente e à informação, com a proteção das individualidades, da 
intimidade e da privacidade... 
No contexto, ainda englobam os direitos e garantias contra as manipulações genéticas, 
direito de morrer com dignidade, sexualidade... Para parte da doutrina, estes são direitos 
de quarta geração. 
Boa parte dos direitos são novas expressões das liberdades individuais, que poderiam 
ser, como nos dois últimos exemplos, direitos de primeira dimensão, com novos direitos 
relacionados com as liberdades individuais. 
Direitos fundamentais de quarta dimensão? 
Para Paulo Bonavides, se trata dos direitos à democracia, e à informação, assim como o 
direito ao pluralismo. 
São direitos contra a manipulação genética, por exemplo, como nova fase para o 
reconhecimento dos direitos fundamentais. 
São relacionados com a globalização, se considerarmos o direito à comunicação. Como 
exemplo, os avanços democráticos, como os orçamentos participativos, conselhos 
tutelares, com maior participação da comunidade nas decisões sobre políticas públicas. 
Referências: 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.html 
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do estado. 28. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2013. 
SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos direitos fundamentais. 11ed. Porto Alegre: 
Livraria do Advogado Editora. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.html

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