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2
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO EM ADMINISTRAÇÃO
MONIQUE MISAEL DE OLIVEIRA
MODA E A PRODUÇÃO RESPOSÁVEL: É POSSÍVEL EMPREENDER COM ÉTICA SUSTENTÁVEL 
VOLUME 1
CABO FRIO
2020
MONIQUE MISAEL DE OLIVEIRA
MODA E A PRODUÇÃO RESPOSÁVEL: É POSSÍVEL EMPREENDER COM ÉTICA SUSTENTÁVEL 
VOLUME 1
Trabalho de conclusão de curso, apresentado para a graduação em Administração da Universidade Veiga de Almeida, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração.
ORIENTADORES: FLAVIO GERALDO NOGUEIRA
AFFONSO HENRIQUE LIMA DE MESQUITA BARROS
ARTUR LUIZ SANTANA MOREIRA
CABO FRIO
2
2020
MONIQUE MISAEL DE OLIVEIRA
MODA E A PRODUÇÃO RESPOSÁVEL: É POSSÍVEL EMPREENDER COM ÉTICA SUSTENTÁVEL 
VOLUME 1
Trabalho de conclusão de curso, apresentado para a graduação em Administração da Universidade Veiga de Almeida, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração.
APROVADA EM
BANCA EXAMINADORA
__________________________________________
Prof. Artur Luiz Santana Moreira
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
__________________________________________
Profª. Célia Paradela
UNIVERSIDAE VEIGA DE ALMEIDA
__________________________________________
Prof. Durval Correa
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
RESUMO
O presente trabalho visa avaliar, através do plano de negócios, a viabilidade de um e-commerce de roupas, voltado para moda ética e sustentável. Foram realizadas pesquisa com potenciais clientes, estimativas dos custos de abertura e funcionamento, elaboração do plano operacional, elaboração do plano de marketing e análise dos indicadores de viabilidade. Os estudos realizados foram elucidativos, e apontam para oportunidades positivas de desenvolvimento do negócio
Palavras-chave: sustentável, e-commerce, plano de negócios.
LISTA DE PLANILHAS
Planilha 1 – Estudo dos concorrentes	18
Planilha 2 – Estudo dos fornecedores	19
Planilha 3 – Investimentos fixos	33
Planilha 4 – Estimativa do faturamento mensal	35
Planilha 5 – Estimativa do custo de comercialização	36
Planilha 6 – Custo de mercadoria vendida	37
Planilha 7 – Estimativa do custo de mão de obra	38
Planilha 8 – Comissões	38
Planilha 9 – Estimativa dos custos fixos mensais	39
Planilha 10 – Demonstrativo mensal	40
Planilha 11 – DRE considerando atuação da empresa a plena capacidade	41
Planilha 12 – DRE referente ao primeiro ano da empresa	42
Planilha 13 – Plano financeiro para o primeiro ano	49
Planilha 14 – Plano financeiro para o segundo ano	50
Planilha 15 – Plano financeiro para o terceiro ano	50
Planilha 16 – Plano financeiro para o quarto ano	51
Planilha 17 – Plano financeiro para o quinto ano	52
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Investimentos pré-operacionais	34
Tabela 2 – Investimento total	34
Tabela 3 – Estimativa do custo de depreciação anual	39
Tabela 4 – Ponto de equilíbrio	43
Tabela 5 – Lucratividade	43
Tabela 6 – Rentabilidade	44
Tabela 7 – Prazo de retorno do investimento	44
Tabela 8 – Taxa máxima de atratividade	45
Tabela 9 –Taxa interna de retorno	45
Tabela 10 – Valor presente líquido	46
Tabela 11 – Cenário provável 15%	46
Tabela 12 – Cenário otimista 30%	47
Tabela 13 – Cenário pessimista 5%	47
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Análise Canvas	15
Figura 2 – Modelo das cinco forças de Porter	20
Figura 3 – Análise SWOT	22
Figura 4 – Leiaute físico do escritório/estoque	29
Figura 5 – Leiaute do site	30
Figura 6 – Processo de venda	31
Figura 7 – Organograma	32
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – Sazonalidade	48
SUMÁRIO
1.	SUMÁRIO EXECUTIVO	11
1.2.	Resumo	11
1.3.	Dados da empreendedora	12
1.4.	Dados do empreendimento	12
1.5.	Missão da empresa	12
1.6.	Setores de atividades	12
1.7.	Forma jurídica	13
1.8.	Enquadramento tributário	13
1.9.	Capital social	13
1.10.	Fonte de recursos	13
2.	MODELO CANVAS DO NEGÓCIO	14
3.	ANÁLISE DE MERCADO	15
3.1.	Estudo dos clientes	15
3.1.1.	Identificação do perfil	16
3.1.2.	Interesses e hábitos de consumo	17
3.1.3.	Fator de decisão da compra	18
3.2.	Estudo dos concorrentes	18
3.3.	Estudo dos fornecedores	19
3.4.	Modelo das cinco forças de Porter	20
3.5.	Matriz SWOT e sua Análise Cruzada	21
3.5.1.	Matriz SWOT	22
3.5.2.	Análise Cruzada	23
4.	PLANO DE MARKETING	24
4.2.	Descrição dos principais produtos	24
4.3.	Estratégias de Preço	26
4.4.	Estratégias promocionais	27
4.5.	Estrutura de comercialização	27
4.6.	Localização do negócio	28
5.	PLANO OPERACIONAL	28
5.2.	Leiaute	28
5.2.1.	Leiaute físico	28
5.2.2.	Leiaute do site	30
5.3.	Capacidade operacional	30
5.4.	Fluxograma do processo de venda	31
5.5.	Organograma	31
5.6.	Estratégias de Gestão de Pessoas	32
6.	PLANO FINANCEIRO	32
6.2.	Estimativa dos investimentos	33
6.3.	Capital de giro	33
6.4.	Investimentos pré-operacionais	34
6.5.	Investimento total	34
6.6.	Estimativa do faturamento mensal	35
6.7.	Estimativa dos custos de comercialização	36
6.8.	Apuração do custo de mercadorias vendidas	36
6.9.	Estimativa dos custos com mão de obra	37
6.10.	Estimativa do custo com depreciação	38
6.11.	Estimativa dos custos fixos operacionais mensais	39
6.12.	Demonstrativo de resultados	40
6.13.	Indicadores de viabilidade	42
6.13.1.	Ponto de equilíbrio	42
6.13.2.	Lucratividade	43
6.13.3.	Rentabilidade	44
6.13.4.	Prazo de retorno do investimento (Payback)	44
6.14.	Taxa máxima de atratividade	45
6.15.	Taxa interna de retorno	45
6.16.	Valor presente líquido	46
6.17.	Construção de cenários	46
7.	SAZONALIDADE	48
8.	PLANEJAMENTO FINANCEIRO PROJETADO PARA 5 ANOS	49
CONCLUSÃO	53
REFERÊNCIAS	55
APÊNDICE A – Roteiro da pesquisa de mercado	59
SUMÁRIO EXECUTIVO
Este plano de negócios refere-se a uma loja de roupas que realiza vendas através da internet. A Bliss Brand tem por objetivo ser reconhecida como um e-commerce de roupas, na qual os clientes irão encontrar peças estilosas, com visual minimalista, confortáveis e de qualidade. Através das peças-chave, estimular a compra pela qualidade e não por quantidade, prezando pelo consumo sustentável. A ética e sustentabilidade fazem parte da identidade visual da empresa, que faz questão de selecionar os fornecedores que produzem mercadorias respeitando o meio ambiente e os funcionários, mostrando a origem dos produtos. Estas medidas visam atender os parâmetros da ODS 12 de produção e consumo sustentável. Sua missão é ofertar produtos de origem ética e sustentável, oferecer aos clientes a melhor experiência de compra, com eficiência e respeito aos prazos.
 A empreendedora irá atuar como gerente, executando as principais tarefas de gestão e prestando suporte aos funcionários. Sendo uma EIRELI, a Bliss Brand optou pelo Simples Nacional como regime tributário. O capital social é composto 100% por capital próprio, da sócia-proprietária, no valor de R$ 175.156,30.
Resumo
A empresa Bliss Brand foi criada no início de 2020 no modelo e-commerce, idealizada para fornecer as clientes roupas confortáveis no estilo casual chic. Seguindo o conceito slow fashion, é de grande importância para a marca o consumo sustentável. 
Ao analisar os concorrentes diretos, verificou-se a importância que estes dão ao conceito slow fashion, a moda sustentável. Divulgando aos clientes os processos produtivos pelos quais os produtos passaram. Nota-se o interesse dos clientes desse nicho de moda, em saber que os produtos consumidos foram produzidos de maneira ética e sustentável.
Os indicadores financeiros forneceram números positivos para a operação do negócio. Os resultados indicam que a empresa estudada neste plano de negócio é viável.
Dados da empreendedora
A sócia-proprietária chama-se Monique Misael, tem 27 anos, casada, reside na Rua da Fraternidade, casa 14, Araruama/RJ, contato (21) 99122-5945, e-mail: moniquemisael1@gmail.com. Tem experiência profissional em vendas, rotinas administrativas, contas a pagar e receber. Atualmente é graduanda em Administração, pela Universidade Veiga de Almeida. 
Os conhecimentos teóricos adquiridosJosé. Empreendedorismo - Transformando ideias em negócios. 6ª ed., São Paulo: Atlas, 2016, p. 172.
DORNELAS, José. Empreendedorismo - Transformando ideias em negócios. 6ª ed., São Paulo: Atlas, 2016, p. 178.
E-COMMERCE Brasil. E-commerce brasileiro fatura R$14,1 bi no Natal e evita R$ 292,5 mi em prejuízos com fraudes. Publicado em: 27 de dez. de 2019. Disponível em: Acesso em: 11 de nov. de 2020.
FARIAS, C.; DUSCHITZ, C.; CARVALHO, G. Estratégia de Marketing. Porto Alegre: SAGAH, 2016, p. 37.
GOMES, Lucas. Coluna Futuro Fiscal: Apuração do resultado. Publicado em: 01 de fev. de 2018. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
GOULARTE, Charles. O que é o Capital Social de uma empresa e como definir o valor. Publicado em: 04 de nov. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 23 de nov. de 2020.
GRASIA, Carolina. Capital de giro: como calcular e gerenciar a reserva do seu negócio. Publicado em: 08 de out. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 29 de nov. de 2020.
IBC. O que é gestão horizontal e vertical e suas principais características. Publicado em: 04 de jun. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 05 de nov. de 2020.
IPEA. Pesquisa revela que empresas brasileiras crescem 15% ao ano. Publicado em: 06 de jul. de 2017. Disponível em: . Acesso em: 11 de nov. de 2020.
JÚNIOR, José. Como calcular o investimento médio para abrir uma empresa? Publicado em: 10 de nov. de 2020. Disponível em: Acesso em: 01 de dez. de 2020.
KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; Setiawan, I. Marketing 4.0 - Do tradicional ao digital. Rio de Janeiro: Sextante, 2017, p. 31.
MARQUES, Marcus. Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Planejamento Operacional. Publicado em: 09 de ago. de 2017. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
MUNDOMIDIA. Como calcular e otimizar o custo da mão de obra direta. Publicado em: 25 de abr. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
NONATO, Douglas. Canvas: Como estruturar seu modelo de negócios. Sebrae, 25 de set. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 20 set. de 2020.
PAULA, Gilles. Simulação e construção de cenários: crie alternativas para o futuro de sua empresa. Publicado em: 22 de ago. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 29 de nov. de 2020.
REIS, Tiago. TIR: aprenda a analisar investimentos utilizando a Taxa Interna de Retorno. Publicado em: 15 de jun. de 2018. Disponível em: Acesso em: 29 de nov. de 2020.
REIS, Tiago. Depreciação – Entenda melhor esse conceito contábil bastante relevante. Publicado em: 31 de jan. de 2018. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020. 
REIS, Tiago. Custo fixo e custo variável: Entenda a diferença entre os dois custos. Publicado em: 22 de abr. de 2018. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
RIBEIRO, Felipe. Dia das Mães | E-Commerce cresce 5% e fatura R$ 2,2 bilhões. Publicado em: 19 de maio de 2019. Disponível em: . Acesso em: 29 de nov. de 2020.
RIVEIRA, Carolina. Por que mulheres e jovens farão o e-commerce crescer no Brasil. Publicado em: 31 de jul. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 25 de nov. de 2020.
SARDAGNA, José. Modelo de DRE - Demonstração do Resultado do Exercício. Publicado em 24 de ago. de 2020. Disponível em: . Acesso em 03 de dez. de 2020.
SEBRAE. Como identificar a sazonalidade das vendas. Publicado em: 08 de jan. de 2019. Disponível em: Acesso em: 29 de nov. de 2020.
SEBRAE. Como estimar o faturamento mensal de uma empresa. Publicado em: 13 de jan. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 29 de nov. de 2020. 
SEBRAE. Analise o mercado antes de tomar decisões. Publicado em: 08 de dez. de 2014. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
SEBRAE. Análise da concorrência. Publicado em: 07 de jan. de 2014. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
SEBRAE. Qual a importância de definir o layout da minha empresa? Publicado em: 31 de ago. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 03 de dez. de 2020.
SEBRAE. Feiras e eventos do setor de vestuário. Publicado em: 08 de jul. de 2014. Disponível em: . Acesso em: 05 de out. de 2020.
SITEWARE. O que são indicadores de viabilidade financeira? Publicado em: 08 de abr. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 29 de nov. de 2020.
TIINSIDE. Mais de 80% dos brasileiros já experimentaram comprar através de app ou site no smartphone. Publicado em: 02 de maio de 2019. Disponível em: . Acesso em: 25 de nov. de 2020.
SCHULTZ, Felix. Custo das mercadorias vendidas – Como calcular. Publicado em: 17 de dez. de 2018. Disponível em: . Acesso em: 15 de nov. de 2020.
SCHULTZ, Felix. Saiba tudo sobre a TMA – Taxa Mínima de Atratividade. Publicado em: 05 de fev. de 2019. Disponível em: . Acesso em: 02 de dez. de 2020.
APÊNDICE A – Roteiro da pesquisa de mercado
Esta pesquisa refere-se a um trabalho acadêmico. Tem por propósito conhecer potenciais clientes da marca e suas preferências.
1. Idade:
 Entre 16 e 21 anos;
 Entre 22 e 27 anos;
 Entre 28 e 33 anos;
 Entre 34 e 39 anos;
 Acima de 40 anos.
Resultado:
2. Estado civil:
 Solteira;
 Casada;
 Namorando;
 União estável;
 Divorciada;
 Viúva.
Resultado:
3. Renda familiar
 Até 1 salário mínimo ($1.045,00);
 Entre 2 e 3 salários mínimos ($ 2.090,00 a $ 3.135);
 Entre 4 a 5 salários mínimos ($ 4.180,00 a $ 5.222,00);
 Entre 6 a 7 salários mínimos ($ 6.270,00 a $7.315,00);
 Entre 8 e 9 salários mínimos ($ 8.360,00 a 9.405,00);
 Acima de 10 salários mínimos.
Resultado:
4. Tamanho do manequim:
 P / PP;
 M;
 G;
 GG.
Resultado:
5. Valor mensal gasto em roupas:
 Até R$ 50,00;
 Entre R$ 50,00 e R$ 100,00;
 Entre R$ 100,00 e R$ 200,00;
 Entre R$ 300,00 e R$ 400,00;
 Acima de R$ 500,00.
Resultado:
6. Frequência em que compra roupas:
 1 vez por semana;
 Toda semana;
 1 vez por mês;
 2 vezes por mês;
 Mais de 2 vezes por mês;
 Compro roupas com pouca frequência.
Resultado:
7. Preferência por tipos de tecido:
 Linho / Crepe / Seda;
 Algodão (tricoline, cambraia, laise);
 Sintéticos.
Resultado:
8. Preferência por tons de coresCores frias (verde, azul, roxo);
 Cores quentes (amarelo, laranja, vermelho, vinho);
 Cores neutras (branco, nude, marrom, cinza, preto);
 Muito colorido (estampado).
Resultado:
9. Motivo de decisão por comprar roupas em um site:
 Economizar tempo;
 No site tem roupas que são o seu estilo;
 Variedade;
 Mais opções de pagamento.
Resultado:
10. Teria preferência em comprar roupas em uma loja com responsabilidade ética e sustentável:
 Sou indiferente;
 Não daria preferência;
 Daria preferência.
Resultado:
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image46.png
image47.png
image48.pnga partir do curso de Administração, juntamente com as experiências adquiridas no comércio varejista nos ramos de cosméticos e artigos de presentes, são importantes para balizar as funções exercidas pela empreendedora. 
As experiências adquiridas trabalhando com vendas são aproveitadas para elaborar estratégias de vendas, orientar e dar suporte aos vendedores afim de prestar o melhor atendimento aos clientes. 
Enquanto o conhecimento acadêmico é utilizado para gestão do negócio, tratando diretamente com fornecedores, controle do estoque, gestão financeira, gestão da equipe de vendas e social media, bem como o gerenciamento do site. Ter aptidão para organizar, liderar e traçar planejamentos estratégicos são muito importantes e auxiliam a empreendedora a exercer multitarefas. 
Dados do empreendimento
A razão social da empresa é denominada Bliss Brand, CNPJ: 36.972.303/0001-13, forma jurídica EIRELI - Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, enquadrada no Simples Nacional, localizada na Av. Brasil, n°10 - Araruama/RJ. Possui capital social de R$ 175.156,30.
Missão da empresa
A Bliss Brand preza pela transparência, ofertando as clientes produtos de alta qualidade, de origem ética e sustentável, como também proporcionar a melhor experiência desde o momento da compra até a entrega. 
Setores de atividades
A empresa irá atuar no comércio varejista de roupas femininas. Tratando-se de um e-commerce, as vendas serão feitas através do site.
Forma jurídica
“Eireli é um tipo societário de microempresa no qual é exigido apenas um sócio, o proprietário. Sem limite de faturamento anual e podendo optar pelo Simples Nacional (CONTABILIZEI, 2020).”
A forma jurídica optada para abrir a empresa é EIRELI - Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, por precisar de apenas 1 (um) sócio e ter responsabilidade limitada.
Enquadramento tributário
A empresa se enquadra no Simples Nacional, por ter lucro anual menor que R$ 4,8 milhões, e por esta forma de tributação ter taxas reduzidas e ser simplificada. O recolhimento dos tributos ocorre através do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional e inclui os seguintes impostos: IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, CPP, ICMS e ISS (CONTABILIZEI, 2020). 
Capital social
“Capital social é o investimento bruto inicial que uma empresa precisa para começar a funcionar e se manter até gerar lucro (GOULARTE, 2020).”
O capital social empregado será constituído 100% pela sócia, totalizando R$ 175.156,30, referente ao investimento necessário estimado na planilha do SEBRAE PR.
Fonte de recursos
Os recursos necessários para abertura do negócio, como investimentos fixos e estoque, segundo a planilha do SEBRAE PR, totalizam R$ 175.156,30. O capital social será o suficiente para cobrir as despesas iniciais até que empresa gere o próprio lucro.
MODELO CANVAS DO NEGÓCIO
 “O Business Model Canvas, mais conhecido como Canvas, é uma ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes (NONATO, 2019).”
O Canvas apresentado pela autora representa os processos e ações que a empresa deve exercer, afim de atingir seus objetivos. A atividade fim da empresa é o comércio de vestuário, portanto, a principal fonte de receitas. O segmento de clientes são mulheres com idade entre 22 a 39 anos, que têm preferência pelo estilo casual chic, com visual minimalista, conferindo conforto, praticidade e estilo. Bem como o interesse por moda sustentável através do consumo consciente, adquirindo peças-chave, essenciais para o guarda-roupas, em tons neutros e fáceis de combinar com outras peças de vestuário. 
Entre os principais parceiros, estão os fornecedores. A ética e sustentabilidade são pilares importantes da missão da empresa, por este motivo a Bliss Brand relaciona-se apenas com fornecedores que comprovem a origem de seus produtos, respeitando o meio ambiente e os colaboradores da cadeia produtiva, seguindo os parâmetros da ODS 12 (consumo e produção responsáveis). 
As peças são comercializadas através do site, tratando-se de um e-commerce. Portanto, entende-se a importância de vender uma boa imagem para atrair os clientes, produzindo conteúdos relevantes e imagens que geram desejo. A estratégia de fazer parcerias com os comerciantes locais e influenciadoras digitais tem por objetivo provocar interesse e tornar a marca conhecida. Neste sentido, as redes sociais são o canal utilizado para divulgação dos produtos e interação com os clientes. Tem por propósito manter os clientes interessados, gerar engajamento nas redes sociais e tráfego para o site, sendo este último, outro canal utilizado pela empresa. 
Além de funcionar como canal, o site e as redes sociais são valiosos recursos para a empresa. A eficiência do site é fundamental, para que os clientes tenham uma ótima experiência de compra, como também a entrega, respeitando rigorosamente os prazos. Para exercer tais tarefas, a empresa conta com outros recursos valiosos: uma equipe altamente capacitada, que promove melhorias contínuas quando necessário e preza pela eficiência e eficácia dos processos, respeitando todas as etapas. 
A estrutura de custos corresponde aos gastos esperados de um comércio eletrônico de pequeno porte, sendo eles impostos e taxas, aluguel do escritório conjunto com o estoque, despesas operacionais, salários e serviços de terceiros e gastos com publicidade. A figura 1 representa todos os processos e estratégias da empresa, descritos nos parágrafos anteriores.
Figura 1 – Análise Canvas
Fonte: Elaborado pela autora
ANÁLISE DE MERCADO 
“Quando o empreendedor enxerga o mercado com todas as suas oportunidades e ameaças, vai em busca do melhor posicionamento diante dos concorrentes (SEBRAE, 2014).”
0. Estudo dos clientes
“Quando se define um segmento de mercado, está-se definindo um grupo de pessoas com características similares, necessidades e desejos comuns e que serão o foco de vendas da empresa (DORNELAS, 2016, p.144).”
Para a o estudo dos clientes, foi realizada uma pesquisa com 31 participantes do sexo feminino para identificar os potenciais clientes, utilizando a ferramenta Formulários Google, na qual perguntas quantitativas e qualitativas de múltipla escolha foram respondidas pelos participantes. As perguntas foram divididas em três grupos: identificação do perfil, interesses e hábitos de consumo e fator de decisão da compra. 
Identificação do perfil
A referida pesquisa foi respondida em sua totalidade por participantes do sexo feminino, considerando que os produtos são exclusivamente para mulheres. As perguntas e resultados da pesquisa encontram-se dispostos para consulta no Apêndice A.
O questionário abrangeu pessoas de várias idades. A maior concentração com 41,9% está entre 22 e 27 anos. Porém, foi observado que os grupos com idades entre 28 e 33 anos com 32,3% e idades entre 34 e 39 anos com 19,4%, têm grande relevância para a pesquisa, pois, somados, configuram 51,7% da amostra. A amostra aponta claramente que o público-alvo é predominantemente jovem. 
Foi percebido que a maioria dos respondentes são casados com 38,7%, seguido por 25,8% que responderam estar namorando e 25,8% estão solteiros.
Sobre a renda, foi averiguado que os potencias clientes pertencem a classe C e D. O resultado mostra que o maior percentual individual 35,5% corresponde ao grupo com renda entre 2 e 3 salários mínimos, portanto considera-se classe D. Ao analisar detalhadamente, a classe C possui maior participação na pesquisa. Os grupos com renda entre 4 a 5 salários mínimos, 6 a 7 salários mínimos e 8 a 9 salários mínimos que correspondem, respectivamente, a 32,3%, 16,1% e 12,9%, configuram o percentual de participação da classe C de 61,3%. “As classes sociais por faixa de salário mínimo divulgadas pelo IBGE, mostram que a classe D recebe entre 2 a 4 salários mínimos, enquanto a classe C recebe entre 4 a 10 salários mínimos (CARNEIRO, 2020).”
Em pesquisa feita pelo Panorama Mobile Time/Opinion Box, analisou que os brasileiros de classes A e B representam 90% doscompradores de comércio eletrônico, enquanto as classes C, D e E representam 79% (TIINSIDE, 2019). 
Em outra pesquisa feita pela empresa de inteligência de mercado Compre&Confie, constatou-se que as mulheres correspondem a 60% dos usuários que fazem compra frequentemente pela internet, e a categoria de moda e vestuário lidera as vendas entre os produtos menos duráveis (RIVEIRA, 2019). 
O resultado da amostra da renda familiar e das pesquisas citadas no parágrafo acima, demonstram que há grande potencial de compra do público-alvo em relação ao produto comercializado pela Bliss Brand.
Sobre o manequim, o tamanho com maior porcentagem corresponde ao M com 41,9%, seguido pelo G com 29% e o P/PP com 22,6%. Esta análise será utilizada para a composição do estoque, visando atender a demanda dos potenciais clientes.
Interesses e hábitos de consumo 
Na pesquisa, verificou-se que o valor gasto em média pela maioria dos potenciais clientes configuram entre R$ 50,00 e R$ 100,00 mensais. Enquanto os demais respondentes representando 25,8% responderam que gastam em média R$ 300,00 e R$ 400,00, os que representam 22,6% gastam entre R$100,00 e R$200,00.
O valor dos produtos comercializados pela Bliss Brand tem variação entre R$ 130,00 e R$ 250,00, ficando a cima da média de gasto mensal do primeiro grupo que corresponde a 35,5%. Ao passo que os grupos que dispõe do valor necessário correspondem, somados, a 61,3%.
Sobre a frequência de compra, a pesquisa aponta que 41,9% dos potenciais clientes tem por hábito comprar roupas 1 vez por mês. Portanto, denota frequência regular do consumo da maioria dos respondentes. Este resultado estima que as vendas e revendas podem ocorrer com certa regularidade. 
Em relação a preferência por tecidos, foi observado que 67,7% escolheu o algodão e seus derivados. Enquanto 29% apreciam tecidos nobres como o linho, crepe e seda. A amostra reflete a harmonia da Bliss Brand com seus potenciais clientes, em que as peças são em sua maioria derivados de algodão, tendo algumas peças-chave confeccionadas em tecidos nobres.
Outro indicador importante sobre preferência, a maioria respondeu por tons neutros, configurando 61,3%. Novamente comprova a sintonia da Bliss Brand e seus potenciais clientes. A empresa tem como proposta comercializar, principalmente, roupas em cores neutras, facilitando as combinações, denotando elegância e praticidade. 
Fator de decisão da compra
A amostra sobre o fator de decisão que leva os respondentes a comprarem roupa, demonstra dois pontos interessantes, 35,5% responderam que decidiriam comprar em um site pela variedade, e outros 29% comprariam porque as roupas correspondem ao próprio estilo. O apelo pela diferenciação das peças, tendo bom gosto, variedade e estilo são o ponto chave para que os clientes decidam adquirir uma peça da loja. Outro fator importante a ser considerado está na economia de tempo que corresponde a outra parcela de 29%. Se faz claro a necessidade de ter um site eficiente, com boa navegabilidade e check out transparente para melhor experiência do cliente ao navegar.
Em relação ao alinhamento dos potenciais clientes com a missão da empresa de produção e consumo responsáveis, 71% dos respondentes optariam por comprar em uma empresa com responsabilidade ambiental e social. Portanto, o conceito ético e sustentável da empresa deve ser explorado em campanhas publicitárias, com grandes chances de atrair clientes.
Estudo dos concorrentes
“Identificação dos pontos principais para se diferenciar da concorrência e se tornar mais competitivo - localização, preço, comunicação, especialização, produtos ou serviços com qualidade superior, atendimento personalizado (SEBRAE, 2014).”
A planilha 1 mostra o estudo feito para analisar os concorrentes diretos da Bliss Brand. A pesquisa foi realizada por meio da internet, acessando os sites e redes sociais dos concorrentes.
Planilha 1 – Estudo dos concorrentes
Fonte: Elaborado pela autora
Foi observado que a Bliss Brand é a única empresa a não possuir loja física. Levanta a possibilidade considerar o investimento de um ponto físico a médio ou longo prazo. Nos demais comparativos, as empresas têm desempenho semelhante, salvo a concorrente OS/ON, que segundo clientes, presta um atendimento qualificado como “bom”, enquanto a Bliss Brand e MyBasic prestam um ótimo atendimento.
Estudo dos fornecedores
“Uma boa negociação com fornecedores, com parcelamento da compra da matéria-prima e até mesmo a obtenção de carência para o pagamento, pode ajudar substancialmente a empresa (DORNELAS, 2016, p 178).”
Planilha 2 – Estudo dos fornecedores
Fonte: Elaborado pela autora
Os fornecedores apontados na planilha 2 são conhecidos pela autora, sendo os fornecedores reais de sua loja. Todos eles fornecem produtos de alta qualidade, com tecidos nobres e de algodão. Cada um deles pratica diferentes condições de pagamento. A Amícia e a Artmaia oferecem 10% de desconto no pagamento a vista em dinheiro, e o pagamento no cartão é oferecido por todos, diferenciando a penas a quantidade das parcelas. Os fornecedores estão situados em São Paulo, o prazo de entrega deve ser considerado antes de efetuar o pedido, variando entre 10 a 15 dias para a entrega.
Modelo das cinco forças de Porter
Figura 2 – Modelo das cinco forças de Porter
Fonte: Elaborado pela autora
A figura 2, referente as cinco forças de Porter, abordam pontos críticos que devem ser avaliados. A respeito dos fornecedores, foi analisado que há poucos no mercado, e agrava com a dificuldade de substituir os produtos, tornando a empresa dependente dos fornecedores. Outro fator é a saúde financeira da empresa, pois existe volume de compra que deve ser obedecido, portanto, é importante ter capital para compor o estoque. O custo de mudança é alto, tendo em conta tratar-se de um produto diferenciado, desde seu processo de produção, até o material utilizado e a identidade visual empregada, que é valorizada pelos clientes da Bliss Brand. A vista disso, o poder de barganha dos fornecedores é alto.
Em se tratando dos produtos substitutos, os clientes que se propõe a comprar uma peça de vestuário têm muitas opções no mercado. Alguns podem optar por comprar na Bliss Brand, por se identificar com a marca e a qualidade das roupas, mas outros clientes podem não se importar com isso, e optar por comprar em outra loja. A publicidade ostensiva é outro fator que pode acirrar a concorrência dos produtos substitutos, principalmente grandes marcas que promovem campanhas de longo alcance, pois têm capital para tanto. O preço deve ser considerado, a Bliss Brand pratica o preço médio de R$ 180,00, e alguns clientes podem optar pela concorrência que pratica valores mais baratos. Em se tratando de moda, as mudanças ocorrem em períodos muito curtos, as renovações podem ser feitas antes mesmo da coleção acabar. Logo, os novos produtos podem ser um risco, pois são novidade e tem maior atração para os clientes. Ao analisar todos os fatores, conclui-se que o grau de rivalidade dos produtos substitutos é alto.
Os concorrentes funcionam como termômetro no mercado, através deles acompanha-se tendências, preços, posicionamentos publicitários, entre outros fatores. A análise dos concorrentes foi desenvolvida neste sentido. O preço baixo, as fast fashions, outros nichos de moda e facilidade da entrada de novos concorrentes corroboram para a concorrência agressiva. Logo, conclui-se que o grau de rivalidade dos concorrentes é alto.
A proposta da Bliss Brand é doutrinar os clientes para que aceitem a missão da empresa como um estilo de vida, ser a solução de um problema, trazer conforto, estilo e qualidade. Existem hoje poucos concorrentes atuando no mesmo nicho, com as mesmas propostas. E os clientes que valorizam produtos que forneçam qualidade, estilo e produzidos de modo sustentável, terão poucas opções. Por ser um nicho pouco explorado, os clientes tem baixo poder de barganha.
Solidificar um produto em um mercado amplamente concorrido, configura um grande desafio. Até que a empresa se consolide, emsuas ideias, posicionamentos, identidade, e que os clientes comprem a ideia e os produtos, existe a porte de saída para que pensem nos concorrentes como primeira opção. Em se tratando dos concorrentes, grandes empresas praticando economia de escala, com capital para investir, amplo volume de produção, tornam a concorrência desleal. A o grau de rivalidade é alto. 
Matriz SWOT e sua Análise Cruzada
Para José Dornelas (2016, p. 142) “A análise do ambiente de negócios (oportunidades e ameaças) mostra como o mercado se apresenta para a empresa. No entanto, é preciso que a empresa conheça seus pontos fortes e fracos.” 
A construção da análise SWOT possui quatro quadrantes divididos em ambiente interno e externo, contendo forças e fraquezas, oportunidades e ameaças. Deve-se incluir as principais informações em cada quadrante, é muito importante para visualizar a realidade da empresa e definir estratégias, tanto para neutralizar problemas e prejuízos quanto para aproveitar oportunidades.
A análise SWOT cruzada é uma variação, e ajuda a confrontar pontos fortes e fracos e para mitigar ou resolver problemas e visualizar soluções e novas oportunidades e até mesmo vantagem competitiva. Segundo Andrade (2019) “Ela é utilizada para gerar alternativas estratégicas após a obtenção dos resultados da matriz SWOT. Isso é feito por meio do cruzamento da análise SWOT” 
Matriz SWOT
Figura 3 – Análise SWOT
Fonte: Elaborado pela autora
A figura 3 apresenta a análise SWOT da empresa, em que as forças e oportunidades são, principalmente, sobre ser um e-commerce, com foco em propaganda pela internet e engajamento nas redes sociais, afim de atrair clientes para o site. 
Sobre as fraquezas e ameaças, percebe-se que a dependência dos fornecedores, falta de padronização, taxas e concorrência são fatores críticos.
Análise Cruzada
a) Estratégia ofensiva (Forças e Oportunidades):
· passo 1: serão promovidos sorteios e promoções para gerar interação com os clientes e conseguir mais seguidores, incluir parceiros e digital influencers nas promoções para aumentar o alcance, produzir bons conteúdos para que se mantenham interessados;
· passo 2: aproveitar o aumento das vendas na internet promovendo campanhas direcionadas para aumentar o tráfego do site. As redes sociais serão o principal meio de anúncio, tendo em vista que já possui seguidores e alto poder de alcance. Nas campanhas, dar ênfase nas peças da estação que são tendência e realizar promoções em peças de coleções antigas (se houver em estoque). Utilizar o diferencial do atendimento personalizado com hora marcada, como um bônus para clientes que querem conhecer melhor as peças e terão total atenção no atendimento;
b) Estratégia confrontativa (Forças e Ameaças):
· alguns concorrentes atuando no mesmo ramo operam de maneira informal, vendendo apenas pelo Instagram e WhatsApp, sem endereço físico ou eletrônico, algumas clientes têm receio de comprar por falta de segurança e confiança. O site da loja possui selo de segurança, além da possibilidade de calcular o frete, tem acesso as políticas de troca e devolução e pode visualizar todos as peças em estoque. Aproveitando-se dessa vantagem para que os potenciais clientes que ainda não conhecem a marca, façam sua primeira compra, além de utilizar as opções de formas de pagamento como diferencial competitivo;
c) Estratégia de reforço (Fraquezas e Oportunidades):
· passo 1: fornecer aos clientes a tabela de medidas de cada peça, para que tenha noção da real medida do produto e evitar trocas e devoluções, mas deixar claro que se caso for, a troca ou devolução ocorrerá de maneira prática e transparente para a comodidade do cliente. Desta forma, o cliente sente-se seguro para efetuar a compra;
· passo 2: oferecer frete no valor fixo para clientes do mesmo estado, por ser mais barato, afim de atrair clientes locais. E para clientes que moram em outras regiões, promover campanhas para instigar a compra compartilhada com amigos e dividir o valor do frete, oferecer brindes e descontos em pagamentos à vista. Estas medidas podem aumentar o valor do ticket médio e o volume de vendas, dispersado um pouco o valor das taxas dos gateways de pagamento;
d) Estratégia defensiva (Fraquezas e Ameaças):
· passo 1: prestar atendimento de qualidade, sanar todas as dúvidas dos clientes, através de canais online como WhatsApp e Instagram. Honrar os prazos de envio muito importante para que o cliente confie na loja; 
· passo 2: oferecer desconto em pagamento a vista e no boleto, para estimular as clientes a comprarem por essa forma de pagamento, diminuindo o custo com as taxas do cartão; 
· passo 3: produzir bons conteúdos e fazer parcerias com influencers para promover a loja;
· passo 4: reduzir o número de fornecedores e trabalhar apenas com os que tem peças do mesmo padrão para facilitar a padronização e evitar trocas e devoluções. 
PLANO DE MARKETING
No plano de marketing serão descritas as estratégias a serem praticadas pela empresa. Cada empreendimento deve elaborar campanhas e estratégias comerciais que se adequem a missão e aos objetivos da própria empresa. Nesta etapa será abordado o plano de marketing adotado pela Bliss Brand, com as estratégias definidas, mostrando como os produtos serão apresentados e vendidos.
Descrição dos principais produtos 
O produto refere-se ao que a empresa oferta ao mercado, seja um produto propriamente dito, ou um serviço. Deve-se frisar a importância do portifólio, classificação do produto, estratégia de aplicação, sazonalidade, diferencial competitivo, entre outros. O segmento do mercado deve ser bem definido, assim como o público-alvo. Deste modo, facilita que a empresa visualize as necessidades dos clientes, o que é oferecido pela concorrência, e em que pode se destacar, entregando um produto de valor para os clientes.
A Bliss Brand possui em seu site e redes sociais o catálogo dos produtos, bem como as medições e material de cada peça de roupa e acessório anunciado, para a comodidade dos clientes. Existe no site a opção de provador virtual, onde os clientes podem incluir as medidas reais, em seguida, aparecem sugestões de roupas que irão melhor se adaptar às medidas informadas. As peças são escolhidas com cuidado, a maioria no estilo minimalista com tons neutros, para que combinem entre si, dando opção ao cliente de criar vários looks com poucas peças. 
Essa estratégia tem o objetivo de incentivar os clientes a terem o necessário e essencial, criando uma consciência sustentável da moda. O consumo consciente e o reaproveitamento são parte da missão da empresa, seguindo os parâmetros da ODS 12 (consumo e produção responsáveis).
É de suma importância estar atento as rápidas mudanças que ocorrem no mercado da moda. Para isto, a equipe de marketing irá em feiras e eventos que ocorrem durante o ano. Em pesquisa realizada no site do SEBRAE (2014) sobre as principais feiras e eventos da moda no Brasil, foram escolhidas as principais em que a proprietária e a equipe têm interesse em participar:
a) Première Vision São Paulo: a feira é realizada no Expo Center Norte em São Paulo. É voltada para a indústria de vestuário de pequeno e médio porte, atraindo pessoas de todo o Brasil e exterior;
b) Fenin Fashion Outono/Inverno: conceituada feira de moda inverno, localizada em Gramado. Realizada para lojistas e profissionais do setor têxtil, possui mais de 600 expositores;
c) ExpoGoiás: feira de moda realizada no intuito de aproximar confecções e potenciais compradores do Centro-Oeste. O evento reúne vários nichos de moda;
d) São Paulo Fashion Week: é o mais importante evento de moda do Brasil. Reúne as maiores marcas de moda do mundo, onde surgem novas tendências a cada ano;
e) Fashion Rio: uma das mais importantes feiras do Brasil. Importante evento de moda para acompanharas tendências da moda. O evento conta com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Instituto Nacional de Moda e Design (IN-MOD), da Agência de Promoçãode Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), entre outros. Este evento ocorre em duas edições por ano.
Além das feiras e eventos, também serão feitas pesquisas e enquetes nas mídias sociais com seguidoras e clientes para avaliar quais tendências e estilos agradam mais. É uma ótima alterativa, que serve como termômetro para desenvolver novos produtos. 
Estratégias de Preço
“O preço talvez seja a maneira mais tangível de se agir no mercado, pois, pela política de preços, a empresa pode criar demanda para o produto, segmentar o mercado, definir a lucratividade da empresa, mudar a penetração do produto no mercado (Dornelas, 2016, p. 150).” 
Fica claro que o fator preço irá definir a atuação do produto no mercado. Por outro lado, deve-se levar em consideração a qualidade, que é importante a ser considerada, deve haver coerência entre o preço e qualidade. A estratégia da empresa deve ser bem definida, pois a qualidade percebida pelo cliente pode gerar expectativas e atuar como diferencial competitivo. Esclarece Dornelas (2016, p. 151) “Se o diferencial for qualidade, o fator “preço” não será o grande incentivador das vendas, mas a forma como o produto irá exceder as expectativas do cliente, que, nesse caso, é muito mais exigente.”
A prática de preço justo é um importante pilar da empresa. Os produtos são precificados de acordo com a qualidade percebida pelos clientes. Desta forma, não há discrepância entre o produto e o valor. 
Ao averiguar os custos internos da empresa (custos diretos, despesas fixas e variáveis), é definido um valor para cada produto, de acordo com a realidade dos preços praticados no mercado. A estratégia de preços também leva em consideração o valor cobrado pelos principais concorrentes, não diferenciando muito na precificação. 
Outro ponto importante é manter a mesma faixa de preço, com pouca variação, em peças da mesma categoria. Por exemplo, os shorts custam R$ 130,00, os vestidos R$ 190,00, jaquetas, blazers e casacos R$ 250,00. Esta é uma forma simples para educar os clientes sobre o que esperar em relação aos valores dos produtos, que possuem a mesma qualidade, por conseguinte, o preço compatível.
Estratégias promocionais
A promoção será o meio em que a empresa irá apresentar os produtos ao consumidor. Há vários veículos de comunicação, tais como: televisão, rádio, jornais, revista, outdoor, internet entre outros. Como bem colocou Kotler et al. (2017, p. 31) “Uma vez que as empresas decidam o que oferecer (produto e preço), precisam resolver como oferecer (ponto de venda e promoção).” O ponto de venda e os canais deverão fazer sentido com o produto que está sendo anunciado, sem causar estranheza ou desconforto para o consumidor, que pode acabar rechaçando o produto. A estratégia adotada pelo marketing da empresa deve focar no cliente, transmitindo a mensagem de que o produto pode resolver algum problema, ou de que tenha algo a mais para oferecer em relação a concorrência.
Sendo um e-commerce, não existe um ponto de venda físico, que fique à vista de todos. Torna-se a propaganda muito importante no sentido de promover a marca e se fazer vista, conhecida. Por este motivo, as redes sociais são alimentadas regularmente com conteúdo de alta qualidade, para atrair a atenção de potenciais clientes, e manter o interesse dos que já se tornaram. O engajamento recebido nas fotos e vídeos é aproveitado para ser convertido em tráfego para o site. Outro caminho utilizado são os stories do Instagram, com a opção de linkar os produtos da postagem e direcionar a página de checkout. 
Estrutura de comercialização
Outro elemento importante a ser abordado é a praça, que são os canais de distribuição. As empresas decidem como os clientes irão receber os produtos, utilizando os canais adequados para cada tipo de produto. E destacado por Farias et al. (2016, p. 37) “A conveniência do local e o tempo de entrega são determinantes para a escolha do cliente e, por isso, devem estar incluídos nas estratégias de marketing.”
Definido por Dornelas (2016, p.151), os canais de distribuição são as várias formas de levar o produto ao consumidor final, sendo eles canais de marketing, a distribuição física e serviços ao cliente. A distribuição pode ser feita através de um intermediador (varejistas e atacadistas) ou diretamente pela empresa.
O canal utilizado pela Bliss Brand é o site, por se tratar de um e-commerce. Os clientes terão acesso a todo o catálogo de produtos, contendo informações de medidas e material utilizado na produção. 
Além do site, o Instagram e WhatsApp também estão abertos para atendimento ao cliente, se em um momento oportuno surgir a possibilidade da venda, será dada preferência ao link de pagamento (link de checkout). Deste modo, diminui-se o risco de perder a venda. Ao encaminhar a potencial cliente para o site, a compra pode não ser concretizada, seja por desinteresse ou distração. 
Localização do negócio
A empresa está localizada no centro de Araruama, na Av. Brasil, n°10. A escolha do local é estratégica, por estar no centro da cidade, com fácil acesso, perto de outros comércios e dos Correios, sendo este, importante parceiro de um e-commerce.
PLANO OPERACIONAL
Marques (2017) explica como deve ser um plano operacional, “Ele descreve como as atividades serão realizadas, como será o fluxo de trabalho e os resultados, incluindo os recursos que serão usados ao longo do caminho”
Leiaute 
“De forma resumida o layout empresarial é a maneira como pessoas, materiais e equipamentos estão dispostos em uma estação de trabalho (SEBRAE, 2020).”
Nesta etapa serão mostrados os leiautes da empresa. O leiaute do espaço físico da empresa, onde ocorrem todas as operações administrativas e comerciais, em que o escritório e estoque dividem o mesmo espaço. E o leiaute do site, o principal canal de vendas da empresa.
Leiaute físico
O leiaute físico refere-se a estrutura física da empresa, suas instalações. A fim de reduzir o custo operacional, toda a operação da empresa é realizada em um único local. A figura a seguir retrata os cômodos, sendo eles divididos em escritório, copa, banheiro e estoque. Na copa, o frigobar e o micro-ondas ficam à disposição para conforto e comodidade dos colaboradores. Os vendedores, a empreendedora e o social media dividirão o mesmo espaço no escritório, disposto com 4 mesas e notebooks. O entregador irá atuar no estoque e no encaminhamento das mercadorias aos Correios. A maneira que o escritório foi organizado, tem por objetivo ser funcional, os colaboradores tem contato entre si e com a gerente/proprietária, conforme mostra a figura 4.
Figura 4 – Leiaute físico do escritório/estoque
Fonte: Elaborado pela autora
Leiaute do site
O leiaute do site deve traduzir a identidade visual da marca, conter informações dos produtos, ter boa navegabilidade e checkout transparente. O checkout, para conforto do cliente, precisa de poucos passos, com preenchimento de informações essenciais do comprador, endereço de entrega e meio de pagamento escolhido. O cadastro do cliente irá funcionar como um banco de dados, o qual campanhas, promoções e lançamentos serão recebidos pelos clientes cadastrados, por mensagens ou e-mails. 
Na figura 5, pode-se visualizar a interface do site, como o cliente o visualiza no primeiro acesso. As roupas são dispostas com descrição detalhada do produto, cores e tamanhos.
Figura 5 – Leiaute do site
Fonte: Elaborado pela autora
Capacidade operacional 
A Bliss Brand possui duas vendedoras, cada uma pode efetuar 26 vendas/dia, totalizando 56 vendas por dia. No período de 22 dias, são vendidas 1.144 peças de vestuário. 
Fluxograma do processo de venda
Os fluxogramas são importantes ferramentas para idealizar o fluxo de um processo. A figura 6 demonstra como ocorre o processo de venda na Bliss Brand.
Após o cliente escolher o produto e finalizar a compra no carrinho do site, ele deve se identificar como cliente, caso não seja, efetua-se o cadastro. Em seguida o pedido é processado, se o pagamento for aprovado, a validação é enviada via e-mail parao cliente, após esta etapa, a nota fiscal é emitida. 
A vendedora embala o produto, envia para a expedição, o entregador leva até os Correios e o cliente recebe o produto. Após o recebimento, uma pesquisa de satisfação ou avaliação do cliente é recebida como feedback, finalizando o processo.
Figura 6 – Processo de venda
Fonte: Elaborado pela autora
Organograma
O organograma demonstra a estrutura organizacional da empresa. Chama atenção a forma que o organograma foi idealizado, de maneira horizontal. “Na estrutura horizontal, os funcionários têm autonomia para tomar suas próprias decisões. Neste modelo, grandes grupos de funcionários relatam a apenas um gerente (IBC, 2019).” 
Deste modo, as funções são menos burocratizadas, os funcionários têm mais autonomia e o ambiente torna-se informal. Trata-se de uma pequena empresa, onde a empresária irá atuar nas atividades diariamente com os outros colaboradores, ter um ambiente agradável, menos hierarquizado melhora a produtividade e o clima organizacional. As funções e salários de cada colaborador estão especificados em cada quadro, apontados na figura 7.
Figura 7 – Organograma
Fonte: Elaborado pela autora
Estratégias de Gestão de Pessoas
A maneira pela qual a empresa aborda a gestão estratégica de pessoas, é humana e consciente. Totalmente voltada para o bem-estar e produtividade dos colaboradores. A empreendedora, a partir de suas experiências pessoais e profissionais, treina os funcionários, presta suporte e orienta. Cultivo do apreço a eficiência nos processos, afim de evitar falhas e retrabalho, melhorando a produtividade. Todos os colaboradores recebem comissão, pois, entende-se que todos contribuem para atingir os objetivos da empresa, é uma maneira de manter todos engajados. Se um ganha, todos ganham.
PLANO FINANCEIRO
“Em resumo, no plano financeiro serão feitas projeções de receitas e gastos, bem como será medida a viabilidade do projeto planejado a partir do investimento pretendido (AZULIS, 2019).”
Na etapa do plano financeiro, serão apresentados os valores mensurados a partir das planilhas do SEBRAE, dos investimentos necessários para a abertura e funcionamento da empresa e dos indicadores financeiros de viabilidade.
Estimativa dos investimentos
“Esta é a base de cálculo para os investimentos iniciais para que a sua empresa possa funcionar. Normalmente, são investimentos em estrutura física (JÚNIOR, 2020).”
Para estimar o investimento fixo, considerou-se aquisições de bens necessários para as operações da empresa. Os valores levantados são compatíveis com valores reais, apurados em consultas na internet. Ao final do levantamento, o valor do investimento totaliza R$ 34.395,00, apontado detalhadamente na planilha 3.
Planilha 3 – Investimentos fixos
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Capital de giro
“O capital de giro é a reserva que financia as atividades do seu negócio e garante o pagamento das despesas em dia (GRASIA, 2020).”
Após apurar todos os custos e despesas operacionais utilizando a planilha do SEBRAE PR, concluiu-se que o capital de giro necessário totaliza R$ 81.026,30, conforme mostra a tabela 2. Este valor é destinado a suprir as necessidades financeiras da empresa até que a mesma passe a gerar o próprio lucro e pagar-se sozinha. 
Investimentos pré-operacionais
“Ao contrário do investimento fixo que visa calcular os custos com aquisição de bens, o investimento pré-operacional é o cálculo que vai mensurar quanto custa as ações para que a sua empresa comece a funcionar (CONTABILIZEI, 2020).”
Os investimentos pré-operacionais totalizaram R$5.605,00, apontados na tabela 1. Trata-se de todos os gastos realizados antes da abertura da empresa, como por exemplo legalização, licenças, treinamento de funcionários, entre outros. 
Tabela 1 – Investimentos pré-operacionais
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Investimento total 
O investimento total engloba todos os custos e despesas para a abertura da empresa. Nele estão inclusos capital de giro e os investimentos fixos. Após a apuração, conforme demonstra a tabela 2, o valor totaliza R$ 175.156,30. Este valor é composto 100% por capital próprio.
Tabela 2 – Investimento total
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Estimativa do faturamento mensal
“Analise o custo do produto, a média mensal do que é vendido, o valor gasto por venda (SEBRAE, 2020).”
Para determinar o preço de venda e os produtos a integrarem o estoque, foi realizada uma pesquisa no site de três marcas concorrentes. 
Ao selecionar a categoria dos produtos mais vendidos, as maiores ocorrências de vendas nos três sites aparecem na seguinte ordem: vestido, calça, blusa, saia, short. 
Os valores médios praticados pelos concorrentes foram considerados para a precificação das roupas, como também a pesquisa feita com os potenciais clientes que conta no Apêndice A, na qual é observado o valor gasto com roupas por mês. 
Ao indicar os itens mais vendidos na pesquisa dos concorrentes, estipulou-se que os produtos com maior ocorrência de vendas, vestido, calça e camisa, irão compor 63,6% do estoque.
Para os outros produtos com menor representatividade, na pesquisa, o short e a saia foram observados com melhor volume de vendas em relação ao blazer e jaqueta. Portanto, destinou-se a eles 23,2% do estoque. Enquanto o blazer e jaqueta irão compor 13,2% do estoque. Os preços dos produtos e quantidades vendidas são demonstrados na planilha 4, considerando que a empresa opere a plena capacidade e efetue em média 52 vendas no período de 22 dias, faturando R$196.970,00 no mês.
Planilha 4 – Estimativa do faturamento mensal
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Estimativa dos custos de comercialização
“Esse valor precisa te dar retorno, então deve cobrir o custo de produção, as despesas com a comercialização/venda e a porcentagem de lucro que você deseja (CONTABILIZEI, 2020).” 
Considerando os valores dos custos fixos mensais apontados na planilha 9, que totalizam R$25.596,47 e o valor da estimativa dos custos de comercialização mensal indicados na planilha 5, no total de R$ 42.959,16, somando-os ao custo do estoque inicial a ver na planilha 6, com valor de R$ 54.130,00, tem-se o total de R$ 122.685,63. 
Em um mês em que a empresa atua a plena capacidade, vende-se 1.144 roupas, ao dividir a soma dos custos R$ 122.685,63 pelo total de roupas vendidas no mês, obtém-se o valor de R$ 107,24 de custo unitário. 
A empresa pretende lucrar 60% em cada roupa vendida, logo, se acrescentar os 60% aos R$ 107,24, tem-se o valor de R$ 171,54 que deve ser o preço de venda final do produto. O valor médio praticado pela Bliss Brand é de R$180,00.
Planilha 5 – Estimativa do custo de comercialização
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Apuração do custo de mercadorias vendidas 
Para calcular o custo de mercadoria vendida, segundo SCHULTZ (2018), existem duas formas. A primeira calcula-se da seguinte maneira: CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final. O estoque inicial consiste em toda a mercadoria que sobrou do estoque anterior, ou neste caso, o primeiro estoque da empresa, ele deve ser somado as compras realizadas no período e subtraído pelo estoque final. A outra maneira de calcular seria aplicando a fórmula: CMV = Estoque Inicial + Compras + Devolução de Compra - Devolução de Venda - Estoque Final. Nesta fórmula são acrescidas as devoluções de compra e deduzidas as devoluções de vendas, se ocorrerem.
A seguir será demonstrado o estoque inicial, portanto, o primeiro estoque da empresa. Se houvesse ocorrido compras ou devoluções, estas estariam somadas e subtraídas, respectivamente, do valor do estoque inicial. Ao fim, para o início das operações, o CMV da Bliss Brand é R$ 54.130,00, apontado na planilha 6.
Planilha 6 – Custo de mercadoria vendida
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Estimativa dos custos com mão de obra
“Os gastos com a mão de obra no Brasil envolvem uma série de valores que vão além do saláriopago ao funcionário. Vários encargos [...] compõem o valor que a empresa despenderá por mês (MUNDOMIDIA, 2019).”
A planilha a seguir aponta o salário de todos os funcionários, seus encargos de acordo com o Simples Nacional (37,54%) e valores das comissões, considerando que a empresa atuou a plena capacidade e vendeu todo o estoque no mês, totalizando R$ 19.587,83. Os valores estipulados para cada função estão de acordo com o piso salarial da categoria, de acordo com pesquisas feitas pela autora via internet, a serem mostrados na planilha 7. 
Planilha 7 – Estimativa do custo de mão de obra
 
Fonte: Elaborado pela autora – SEBRAE PR
Na planilha 8, pode-se visualizar detalhadamente a porcentagem da comissão de cada funcionário e seus valores atuando a plena capacidade, tendo todo o estoque vendido. Para todos os funcionários, a comissão incidirá em 100% do faturamento. A comissão dos vendedores será de 1%, do social media 0,5% e do entregador 0,3%. Além da comissão, todos os funcionários recebem um salário fixo, mostrado na planilha 7.
Planilha 8 – Comissões
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Estimativa do custo com depreciação
“A depreciação pode ser entendida como um recurso contábil que tem por objetivo atribuir um custo financeiro de um ativo tangível ao longo da sua vida útil (REIS, 2018).”
A depreciação pode ser classificada como custo ou despesa, dependendo da maneira que o ativo é empregado na empresa, se utilizado para a produção configura um custo, do contrário, trata-se de uma despesa. Sendo um importante custo a ser considerado pela empresa, esta incide nos bens duráveis. Na DRE a depreciação pode entrar como custo operacional, e no balanço patrimonial, em ativos imobilizados. Conforme tabela 3, observou-se que o valor estimado da depreciação anual da Bliss Brand totaliza R$ 6.283,70.
Tabela 3 – Estimativa do custo de depreciação anual
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Estimativa dos custos fixos operacionais mensais
“Os custos fixos, como o próprio nome indica, são custos que independem da quantidade produzida pela empresa. Ou seja, eles são imutáveis em relação à produção da companhia (REIS, 2018).”
Em custos fixos, espera-se que os valores se repitam mensalmente. Esta projeção permite que a empresa possa organizar suas finanças. Apontados na planilha 9, estão os custos necessários para o funcionamento da Bliss Brand. O valor do pró-labore, salário nominal (sem as comissões), seguro do veículo e a depreciação, por exemplo, são custos que não irão mudar no mês seguinte, salvo se a empresa adquirir outro bem imobilizado, a depreciação deverá ser recalculada. Ao todo, a estimativa dos custos fixos mensais totaliza R$ 25.596,47.
Planilha 9 – Estimativa dos custos fixos mensais
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Demonstrativo de resultados
“A DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é um resumo das operações financeiras da empresa em um determinado período de tempo para deixar claro se a empresa se teve lucro ou prejuízo (SARDAGNA, 2020).” 
Mostrando detalhadamente a estrutura da DRE com os custos e despesas, a planilha a seguir indica os valores esperados para as operações mensais da empresa. Os custos fixos e variáveis estão baseados na capacidade total de faturamento da empresa. A planilha 12 indica que o faturamento mensal seria de R$ 74.284,37.
Planilha 10 – Demonstrativo mensal
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Uma observação importante, nos períodos de sazonalidade (maio, novembro e dezembro) foram realizados aportes, afim de atender as demandas do período, como a contratação de funcionários temporários, campanhas publicitárias, composição do estoque e embalagens. Segundo Gomes (2018), o valor aportado não é demonstrado na DRE. Portanto, o resultado operacional não teve dedução do aporte nas demonstrações do resultado do exercício a serem mostradas nas planilhas 11 e 12. 
Serão apresentados dois demonstrativos do resultado do exercício, o primeiro será baseado nos resultados da empresa atuando a plena capacidade, e o segundo, considerando o estágio de crescimento do primeiro ano. Em ambos os cenários, pode ser analisado que a empresa obteve lucro, mesmo em seu primeiro ano, que é um período mais delicado. Além de demonstrar o resultado líquido financeiro da empresa, a DRE pode ser utilizada como relatórios gerenciais para auxiliar nas estratégias e tomadas de decisões.
O demonstrativo do resultado indicado na planilha 11, baseia-se no cenário em que a empresa opera a plena capacidade todos os meses do ano, desde sua abertura, conseguindo alcançar o resultado operacional de R$ 863.048,80. 
Planilha 11 – DRE considerando atuação da empresa a plena capacidade
Fonte: Elaborado pela autora 
A seguir, o demonstrativo do resultado baseado no primeiro ano de funcionamento da empresa. Foram considerados a sazonalidade e o estágio de crescimento, até atingir a maturidade, e o resultado operacional totalizou R$ 576.787,79, demonstrado na planilha 12. 
Planilha 12 – DRE referente ao primeiro ano da empresa
Fonte: Elaborado pela autora 
Indicadores de viabilidade
“Os indicadores de viabilidade financeira são ferramentas utilizadas para embasar decisões em relação a investir ou não em uma ideia de negócio ou em um projeto (SITEWARE, 2020).” 
Os principais indicadores são o Payback, Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Para este plano de negócios, também foram analisados outros indicadores como o Ponto de Equilíbrio (PE), Lucratividade e Rentabilidade. 
Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio consiste no quanto uma empresa precisa faturar para que se pague os custos em um determinado período. Para calcular, deve-se dividir o custo fixo total pelo índice da margem de contribuição.
“No ponto de equilíbrio, não há lucro nem prejuízo. [...] possibilita ao empresário saber em que momento seu empreendimento começa a obter lucro e, assim, torna-se uma importante ferramenta gerencial (DORNELAS, 2016, p. 167).”
A tabela 4 indica os valores do ponto de equilíbrio calculados na planilha do SEBRAE PR.
Tabela 4 – Ponto de equilíbrio
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Lucratividade
“A lucratividade é um indicador em forma de porcentagem que representa o quanto de lucro sua loja gera em cima do valor das vendas após a dedução de impostos e de outras despesas (BOEING, 2019).”
Considerado um dos principais indicadores econômicos, a lucratividade mede o lucro líquido em relação as vendas em um determinado período. Compreende-se que uma empresa com boa lucratividade, será mais competitiva, pois terá condições financeiras de investir em publicidade, mix de produtos, contratações, ou quaisquer investimentos necessários para seu crescimento. 
Para calcular este indicador deve-se dividir o lucro líquido pela receita total e multiplica-lo por 100. A tabela 5 indica o valor encontrado para a lucratividade de 28,53%.
Tabela 5 – Lucratividade
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Rentabilidade
“A rentabilidade é um dos principais indicadores de desempenho de um negócio. Ela revela a capacidade da empresa de gerar retorno financeiro a partir dos investimentos realizados nela (CONTABILIVRE, 2018.)”
Este é um indicador de atratividade, onde mede-se o retorno do capital investido. 
Calcula-se dividindo o lucro líquido pelo investimento total, o resultado deve ser multiplicado por 100. A rentabilidade deve ser comparada com índices praticados no mercado financeiro. A tabela 6 mostra que a média mensal de rentabilidade é de 23,61%, ao que o período 5 anos totalizará 48.238,46%.
Tabela 6 – Rentabilidade
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Prazo de retorno do investimento (Payback)
Também conhecido como Payback, o prazo de retorno do investimento é outro indicador de atratividade, o qual indica o tempo necessário para a recuperação do investimento. Para encontrar o valor deve-se dividir o investimento total pelo lucro líquido. A tabela 7 indica que o prazode retorno do investimento estima-se em 7 meses.
Tabela 7 – Prazo de retorno do investimento
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Taxa máxima de atratividade
“A TMA é o mínimo que um investidor ou empresa deseja ganhar ao fazer um investimento. Também significa a taxa máxima que deseja pagar ao fazer um financiamento (SCHULTZ, 2019).”
Considerando que no primeiro ano o investimento inicial foi de R$ 175.156,30, e que nos meses de sazonalidade se fez necessário aportes para atender a demanda. Os aportes configuram valores de R$ 20.000,00 nos meses de maio e novembro e de R$ 40.000,00 no mês de dezembro, o valor do investimento totaliza R$ 255.156,30. Os valores investidos originam-se 100% do capital próprio. O valor encontrava-se anteriormente aplicado em uma poupança, a taxa Selic de 2% em 2020. 
A TMA desde projeto corresponde a 11,35%, como mostra a tabela 8. Comparando as taxas de rendimento da poupança de 2% (Selic) ao valor da TMA de 11,35%, conclui-se que investir na empresa trará maior retorno do que a poupança, ao qual o tempo do Payback necessário para recuperar o investimento é de 7 meses. 
Tabela 8 – Taxa máxima de atratividade
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Taxa interna de retorno
“A Taxa Interna de Retorno, também conhecida como TIR, é um indicador que, quando aplicado ao fluxo de caixa, torna os valores de retorno iguais às despesas trazidas a valor presente (REIS, 2018).”
Tabela 9 –Taxa interna de retorno
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
O valor encontrado para TMA equivale a 11,35%, ao passo que o valor de TIR consiste em 327,06% demonstrado na tabela 9. Se a TIR for maior que a TMA, compreende-se que ela rende mais do que uma aplicação livre de risco, ou seja, a empresa é lucrativa. Portanto, conclui-se que a TIR é maior que a TMA, o que considera esta empresa atrativa para investir.
Valor presente líquido
“Se o VPL for positivo, o projeto será viável, pois o valor presente dos
futuros fluxos de caixa será maior que o investimento inicial. Caso contrário, o projeto deve ser rejeitado. (DORNELAS, 2016, p. 172).” A tabela 10 aponta que o valor presente líquido deste projeto corresponde a R$ 1.430.183,75, ou seja, o resultado é positivo. 
Tabela 10 – Valor presente líquido
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Construção de cenários 
“A análise e construção de cenários é um importante instrumento na hora de desenvolver novas estratégias para a empresa e avaliar os ganhos e perdas de cada um dos possíveis caminhos que podem ser tomados (PAULA, 2019)” 
Neste plano de negócios analisou-se três tipos de cenários: cenário base e os cenários ajustados otimistas e pessimistas. Em 2017 o IPEA publicou um estudo em que as empresas brasileiras crescem cerca de 15% ao ano. 
Com base nesta pesquisa, o cenário base será projetado em 15%, retratado na tabela 11.
Tabela 11 – Cenário provável 15%
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
O cenário ajustado otimista indicado na tabela 12 será projetado em 30%, considerando que a empresa superou as expectativas e cresceu o dobro do esperado.
Tabela 12 – Cenário otimista 30%
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
O cenário pessimista ajustado considera um crescimento de apenas 5%, onde a empresa teve crescimento 10% menor do que o esperado, conforme indica a tabela 13.
Tabela 13 – Cenário pessimista 5%
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
Os critérios utilizados para a construção dos cenários foram acréscimo nas vendas, acréscimo no preço e redução no custo da mercadoria.
Ao analisar os cenários, foi observado que o acréscimo no preço tem o melhor desempenho, e pode ser um importante critério a ser considerado nas estratégias da empresa, dado que não ocorre aumento nos custos variáveis, aumentando a margem de lucro. Outro fato observado foi a relação entre a redução no custo da mercadoria e o acréscimo nas vendas, onde os valores do resultado final não diferem consideravelmente. Se for possível aumentar o preço e reduzir o custo da mercadoria, melhor desempenho pode ser alcançado, visto que em ambos não ocorre aumento do custo variável. 
Nas projeções, nota-se que a empresa obteve lucro mesmo em um cenário pessimista, onde o melhor indicador, o acréscimo no preço, totaliza R$ 84.132,87. No cenário provável, tem-se um saldo positivo de R$ 103.829,87 no acréscimo do preço e R$ 133.375,37 para o mesmo indicador, no cenário otimista.
SAZONALIDADE 
“Sazonalidade se refere ao período em que a demanda tem uma grande variação e que representa desafios e oportunidades para o varejo (SEBRAE, 2019).” O gráfico 1 indica as projeções feitas para o primeiro ano de funcionamento da empresa. 
Gráfico 1 – Sazonalidade
Fonte: Elaborado pela autora – Planilha SEBRAE PR
Foi observado que o mês de maio obteve um salto nas vendas, que segundo Ribeiro (2019), é a segunda melhor data comemorativa, perdendo apenas para o Natal. Ele indica que o crescimento no e-commerce em 2019 foi de 20%, e que os setores de maior volume de vendas foram Moda e Acessórios, Perfumaria e Cosméticos e Casa & Decoração. Seguido por novembro, a Black Friday tem tido nos últimos anos desempenho tão bom quanto no Natal. Segundo Carneiro (2020), dados coletados da Corebiz indicam que na Black Friday de 2020 deve registrar aumento de 133% nas vendas de roupas online. E continua ao dizer que historicamente o comércio de roupas é um dos segmentos mais vendidos na Black Friday. 
Em dezembro temos o Natal como melhor data comemorativa para o comércio, no gráfico pode ser percebido o mês de maior crescimento. Em matéria publicada no site E-commerce Brasil (2019), aponta que a categoria mais comprada é moda e acessórios, com 15,2% das vendas. E sinaliza que separado por gênero, as mulheres são as maiores compradoras do e-commerce no período natalino, com margem de 53,4% dos pedidos. 
Nos meses de sazonalidade, foram realizados aportes nos valores de R$ 20.000 em maio e novembro e R$40.000 em dezembro, destinados a contratação de funcionários temporários, campanhas publicitárias, composição do estoque e embalagens. 
PLANEJAMENTO FINANCEIRO PROJETADO PARA 5 ANOS
O plano financeiro foi projetado com números realistas, de acordo com pesquisas e a opinião da autora. O valor das vendas estipuladas nas planilhas do segundo ao quinto ano foram apurados de acordo com o valor acumulado do mês anterior, acrescida ou descontada a sazonalidade (dependendo do mês que tiver maior ou menor volume de vendas em relação a sazonalidade).
No primeiro ano o, até o mês de julho a empresa ainda não havia alcançado seu estágio de crescimento total. Porém, é percebido que desde o primeiro mês de operação a empresa alcançou resultado operacional positivo. Outra observação a ser feita, nos meses de sazonalidade (maio, novembro e dezembro), foram necessários aportes de capital para atender as demandas. 
O valor aportado foi destinado a contratação de funcionários temporários, campanhas publicitárias, composição do estoque e embalagens. Os custos fixos e variáveis demonstrados na planilha 13 são compatíveis com as necessidades das operações da empresa para o primeiro ano. A receita total no primeiro ano foi de R$1.743,184,50. O total do resultado líquido financeiro é de R$ 576.787,79, deduzindo R$ 80.000,00 do aporte de capital, tem-se R$ 496.787,79.
Planilha 13 – Plano financeiro para o primeiro ano
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
No segundo ano, o resultado foi melhor em relação ao primeiro ano, pois no primeiro ano a empresa ainda estava em estágio de crescimento. Para atender a demanda, foram contratados um embalador e um estoquista para ajudar os vendedores. O embalador e o estoquista irão receber R$ 1.300,00 cada, acrescido dos encargos, totalizando R$ 3.576,04 o custo da mão de obra. Com isto, o custo fixo aumentou para R$ 29.172,51. 
Nos meses de sazonalidade houve aporte de capital no valor total de R$ 80.000,00 para contratação de funcionários extra, campanhas publicitárias e composiçãodo estoque e embalagens. O resultado líquido financeiro total é de R$ 669.849,31, deduzindo o aporte de capital restará R$ 589.849,31, a ver na planilha 14.
Planilha 14 – Plano financeiro para o segundo ano
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
No terceiro ano, as vendas estabilizaram, alcançando valor de receita constante ou muito próxima em alguns períodos, conforme mostra a planilha 15. 
Planilha 15 – Plano financeiro para o terceiro ano
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
A necessidade de aporte reduziu em relação ao primeiro e segundo ano, tendo em vista que as vendas estabilizaram, sem grandes saltos nos períodos em que a sazonalidade está em alta, como no primeiro e segundo ano. Os aportes neste ano totalizaram R$ 40.000,00. Neste ano não houve necessidade de contratação de novos funcionários ou aquisição de bens. 
A fim de reduzir os custos fixos, uma nova empresa de contabilidade foi contratada reduzindo o valor da contabilidade em R$ 500,00 mensais. O custo fixo mensal foi reduzido para R$ 28.672,51. No terceiro ano a empresa faturou R$ 533.768,42, deduzindo o aporte, o resultado final é de R$ 493.768,42. 
Planilha 16 – Plano financeiro para o quarto ano
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
O quarto ano realizou R$ 411.480,22 de resultado líquido, com os aportes totalizando R$ 35.000,00, deduzidos do resultado líquido financeiro, a empresa faturou R$ 376.480,22, demonstrados na planilha 16. Neste ano não houve necessidade de outros investimentos ou mudanças nos custos fixos. Os aportes realizados foram destinados a contratação de um funcionário temporário, estoque e embalagens, nos períodos sazonais.
No quinto ano o site migrou para outra plataforma que oferece os mesmos benefícios que a atual, porém com custo menor, o custo anterior de R$ 1.100,00 passou a ser R$ 800,00. A publicidade nas redes sociais e Google Ads terão investimento maior, afim de gerar mais tráfego para o site e por consequência, mais vendas. O valor anterior do custo com publicidade era de R$ 1.000, e passa a ser de R$ 1.500,00. Com estas mudanças, o custo fixo aumentou para 28.872,51, duzentos reais a mais do que os custos fixos mensais do ano anterior. O quinto ano obteve resultado líquido de R$ 303.827,54, deduzindo os aportes no valor total de R$ 35.000,00, tem-se o total de R$ 268.827,54, apontado na planilha 17.
Planilha 17 – Plano financeiro para o quinto ano
Fonte: Elaborado pela autora - Planilha SEBRAE PR
CONCLUSÃO
Este trabalho teve como objetivo elaborar um plano de negócios para um e-commerce de roupas. Foram desenvolvidas análises de mercado, planejamento operacional e financeira e o plano de marketing. A importância do planejamento, que deve iniciar antes da abertura da empresa é fundamental, e orienta o empreendedor, seja para indicar a viabilidade do negócio, ou para o auxiliar após a abertura do negócio.
A análise de mercado mostrou as dificuldades a serem enfrentadas, com os concorrentes diretos e indiretos, e com a dependência dos fornecedores. Mas, também ficou claro o interesse do público entrevistado nos produtos da empresa, frisando a importância da origem dos produtos, em respeito ao meio ambiente e as pessoas. A sustentabilidade tem sido adotada cada vez mais como estratégia comercial por várias empresas, independente do ramo e do tamanho desta.
O planejamento operacional definiu como será a estrutura da empresa, a maneira que tudo deve funcionar. Foi desenvolvido para ser funcional e enxuto, a fim de minimizar os custos e aumentar a produtividade. O escritório e estoque estão localizados no mesmo local. A empreendedora irá atuar como gerente, dando suporte aos colaboradores, as funções são desburocratizadas e os todos têm autonomia para exercer suas funções.
O marketing será o coração da empresa. Ao traçar o plano de marketing, foram definidas as melhores estratégias a serem desempenhadas pela empresa, considerando que se trata de um comércio eletrônico, as redes sociais terão grande papel para atrair os clientes e direciona-los ao site. Os conteúdos criados devem ser do interesse dos potenciais clientes, e dos que já se tornaram, afim de gerar e manter o interesse. A empresa designou um valor mensal a ser gasto para promover campanhas nas redes sociais e no Google Ads. 
No planejamento financeiro foram definidos os custos e investimentos necessários para a abertura e funcionamento da empresa. Também foram analisados os indicadores de viabilidade, que mostraram resultado positivo para o negócio desde o primeiro mês de abertura. O payback indicou que o retorno do investimento ocorrerá em 7 meses. As projeções criadas para os primeiros cinco anos de funcionamento da empresa indicam que ela continuará crescendo.
Ao fim estudo, compreendeu-se a importância do conhecimento ao empreender. Estudar, planejar e pesquisar são tarefas fundamentais ao considerar a abertura de um negócio e ter grandes chances de sucesso. Saber de antemão os investimentos necessários, os riscos, as oportunidades e estratégias serão possíveis através de um plano de negócios.
REFERÊNCIAS
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CARNEIRO, Karina. Vendas online de roupas devem crescer 133% durante a Black Friday. Publicado em: 04 de nov. de 2020. Disponível em: . Acesso em: 11 de nov. de 2020.
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DORNELAS,

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