Negócio Jurídico
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Negócio Jurídico


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Negócio Jurídico 
o Conceito - É o ato jurídico com finalidade negocial, ou seja, com o intuito 
de criar, modificar, conservar ou extinguir direitos. Para diferenciar o Ato 
jurídico do Negócio jurídico, observa-se que no primeiro a vontade é 
simples (realizar ou não o ato) e no segundo, por sua vez, a vontade é 
qualificada (realizar ou não o ato e escolher o conteúdo/efeito do ato), ou 
seja, no Ato jurídico os efeitos são previstos em lei, ao passo que no 
Negócio jurídico alguns efeitos decorrem das leis, podendo outros efeitos 
ser acordados entre as partes. 
o Exemplos \u2013 Contrato, testamento, doação. 
o Teorias \u2013 Voluntaristas (vontade) e Declaração (manifestado) ART 112 
o Requisitos de existência: Conjunto de requisitos mínimos que precisam 
estar presentes para que um negócio jurídico exista. 
o Plano de Validade: Quando falamos em validade estamos qualificando 
os elementos da existência. Os elementos da validade oferecem os 
adjetivos para os elementos da existência. 
o Plano de Eficácia: Efeitos a serem produzidos 
 
Sempre que pensar nesses três planos precisamos 
relacionar as coisas de uma forma crescente 
 
 
o Agente capaz*** 
\uf0a7 Genérica \u2013 Capacidade legal, a parte não pode ser 
absolutamente incapaz nem relativamente incapaz caso não 
assistido. 
\uf0a7 Especifica \u2013 Aplica-se para a realização válida, portanto, 
apta a produzir efeitos jurídicos de determinados negócios. 
Art. 166 e 167 
77 
Futuro e certo 
Futuro e incerto 
Condicionado a Liberalidade 
o Condição*** 
\uf0a7 Suspensiva \u2013 Os efeitos ficam suspensos até que aja o 
implemento dessa condição. 
\uf0a7 Resolutiva \u2013 Os efeitos ocorrem até que aja o implemento 
dessa condição. 
 
o 1) Alegação quanto à incapacidade relativa \u2013 Negócio anulável 
o Proteção ao incapaz (art. 105) 
o Capaz e incapaz (art. 106) 
o Indivisível (objeto do direito ou obrigação comum) 
 
o 2) Impossibilidade do objeto do NJ 
o Relativa 
o Cessar antes de realizada a condição 
 
o 3) Instrumento Público (art. 109) 
o Vontade das partes 
o Validade do NJ 
 
o 4) Reserva mental 
o Comunicou ou não? 
 
o 5) Silêncio (art. 111) 
o Busca pela manifestação da vontade (presumida) 
o Sim ou não? 
o Regra \u2013 como via de regra o silêncio não importa 
o Condições para anuência (sim) 
\uf0a7 Circunstancias ou uso autorizarem 
\uf0a7 Não for necessária a manifestação expressa da vontade 
 
o Critérios interpretativos 
 
o 6) Intenção x Sentido Literal (art. 112) 
o Sentido real da vontade 
 
o 7) Boa fé e usos do local da celebração (art. 113) 
o Boa fé: interesse social por trás dos negócios jurídicos 
o Usos do local: diversidade fática 
 
o 8) Interpretação restritiva (art. 114) 
o Negócios jurídicos benéficos (ato de boa vontade) 
o Renúncia 
 
 
 
 
Defeitos nos negócios jurídicos: Erro, dolo, coação, simulação, lesão e 
estado de perigo. 
 
Erro (art. 138 a 144) é uma manifestação viciada da vontade e essa 
manifestação é viciada porque decorre de uma falsa percepção da 
realidade (anulabilidade do negócio jurídico art. 138). O erro consiste na 
declaração de vontade baseada em uma falsa representação da realidade 
(agente se engana sozinho). 
o Erro acidental \u2013 Derivado de uma falsa representação da realidade que 
versa sobre circunstâncias não determinantes para a prática do NJ (art. 
143). Não invalida o NJ mas apenas autoriza a retificação da declaração 
de vontade. 
o Erro substancial ou essencial \u2013 Derivado de uma falsa representação 
da realidade que era determinante para a prática do NJ. Leva à 
invalidação do NJ. Será considerado erro substancial quando: 
\uf0a7 a) interessar à natureza do negócio, ao objeto principal da 
declaração, ou a alguma das qualidades a ele essenciais; 
\uf0a7 b) disser respeito à identidade ou à qualidade essencial da 
pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde 
que tenha influído nesta de modo relevante; 
\uf0a7 c) sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da 
lei, for o motivo único ou principal do NJ. 
o Erro de fato \u2013 incidem sobre as pessoas e sobre os objetos e não sobre 
a interpretação da regra jurídica aplicável sobre o caso. 
o Erro sobre o motivo \u2013 a pessoa jurídica celebra por uma determinada 
motivação e descobre que a motivação não existia ou era diferente do que 
imaginava (art. 140). 
o Erro escusável \u2013 é aquele erro justificável, que o homem médio 
cometeria. 
o Erro inescusável \u2013 é o injustificável, como erro grosseiro, decorrente da 
falta de diligência. Não será causa da invalidação do NJ. Ex: assinar 
documento em branco. 
 
 O efeito do erro substancial é a anulabilidade (art. 
138) 
 Prazo decadencial de 4 anos. 
 
o Dolo (art. 145 a 150) se configura em um negócio jurídico em que uma 
das partes celebra o ato a partir de uma falsa representação da realidade. 
No dolo, a falsa a representação é provocada pela outra parte do negócio 
jurídico. O equívoco é provocado com a intenção de obter vantagem para 
si ou para terceiros. 
o Dolo acidental \u2013 o dolo será acidental quando o negócio jurídico teria 
sido celebrado independentemente de ter ocorrido o induzimento a erro, 
não tendo sido este determinante. 
o Dolo essencial ou substancial ou principal \u2013 o dolo será principal 
quando a indução a erro for determinante para a celebração do negócio 
jurídico. 
o Dolus malus \u2013 é o que invalida o negócio jurídico, é aquele exercido com 
o propósito de enganar a vítima. 
o Dolus bonus \u2013 é o dolo tolerável, quando alguém induz outrem a erro por 
um propósito nobre ou sem gravidade. 
o Dolo de terceiro \u2013 está presente quando o equívoco foi provocado por 
alguém que não participou do negócio jurídico. O dolo de terceiro só 
invalidará o negócio jurídico se o beneficiário conhecia ou tinha condições 
de conhecer a irregularidade. O negócio subsistirá, mas a vítima poderá 
reaver perdas e danos do causador do dolo. 
o Dolo do representante 
o Representante legal \u2013 o dolo do representante legal só obriga o 
representante a responder civilmente até a importância do proveito 
que obteve. 
o Representante convencional \u2013 nomeado pontualmente para falar 
em um ato especifico em nome do representado. No dolo do 
representante convencional, o representado responderá 
solidariamente com ele por perdas e danos causados a outra parte. 
o Dolo bilateral \u2013 é quando ambas as partes procedem como dolo, 
de modo a induzirem-se reciprocamente a erro. Se ambas as 
partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular 
o negócio, ou reclamar indenização. 
 
 O dolo enseja a anulabilidade do negócio jurídico. 
Prazo decadencial de 4 anos contados da data da 
celebração do negócio jurídico. 
 
o Coação (art. 151 a 155) consiste em uma ameaça ou violência injusta 
praticada contra um sujeito para que realize determinado negócio jurídico 
contra sua vontade. Os requisitos para ser considerado coação são: a 
violência ou a ameaça precisa ser de um dano iminente, de um dano 
considerável a pessoa que declarou a vontade, a sua família e seus bens. 
Para se analisar se o dano poderia ser considerado considerável deve-se 
nos termos do art. 152 levar em conta o sexo, idade, condição, saúde e 
temperamento de quem recebia aquela ameaça. Não se considera 
coação a ameaça do exercício regular de um direito. 
o Coação absoluta ou física \u2013 não há qualquer manifestação de vontade 
ou consentimento pela vítima que, mediante violência, atua como 
instrumento para manifestação de vontade do coator. 
o Coação relativa ou moral \u2013 a vítima sofre uma violência física ou 
psíquica ou uma ameaça e em razão desta opta ou não por declarar 
determinada