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UTILIZAÇÃO DOS DOCUMENTOS HISTÓRICOS EM SALA DE AULA
Prof. Priscilla Campiolo Manesco
@priscillamanesco
O que da cultura, da memória, da experiência humana devemos ensinar e transmitir aos homens em nossas aulas de história?
Selva Guimarães Fonseca 
A autora chama atenção para a necessidade dos professores de História repensarem o papel formativo do ensino de História, de entendê-la “[...] como saber disciplinar que tem um papel fundamental na formação da consciência histórica do homem, sujeito de uma sociedade marcada por diferenças e desigualdades múltiplas”. 
(FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática do
 ensino de história: experiências, reflexões e
 aprendizados. Campinas: Papirus, 2003. p. 37-38)
O QUE ISTO REPRESENTA PARA A HISTÓRIA?
O stock de documentos que a história dispõe não é limitado: sugere não utilizar exclusivamente os documentos escritos e recorrer a outros materiais, arqueológicos, artísticos, numismáticos (considerada uma ciência auxiliar da História e como ciência trata da descrição e da história das moedas e medalhas) , etc..
BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As Escolas Históricas. Portugal: Europa-América, 1990, p. 126-127.
É preciso lembrar que...
Para penetrar numa consciência alheia, é preciso que nos despojemos “de nosso próprio eu” (BLOCH, Marc, 1997). 
É o perpétuo “vaivém entre passado e presente” que permite “enriquecer o conhecimento das sociedades antigas e esclarecer sobre ela mesma e a sociedade actual” (BOURDÉ e MARTIN, 1990,128).
ANÁLISE DIDÁTICA DE UMA FONTE HISTÓRICA
APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO
Tipo de fonte: primária / secundária; forma escrita, oral, material...
Informar o que diz o documento: esclarecimento do documento (palavras desconhecidas, modos gramaticais, expressões...)
ANÁLISE DIDÁTICA DE UMA FONTE HISTÓRICA
Comentário do documento: redigir textos com explicação dos conteúdos, objetivando responder questões mais gerais.
APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO
As datações: várias temporalidades / data de produção, difusão e conhecimento.
Natureza do documento: indagar pelas origens.
O autor: pesquisa.
Se faz necessário seguir algumas recomendações para a utilização didática dos documentos históricos, a saber:
O documento deve ser interrogado com base no problema estudado, ou seja, ele não fala por si mesmo, por isso se faz necessário questioná-lo com base nos objetivos que se quer atingir e na relação entre presente e passado;
É preciso considerar o método, ou seja, os procedimentos que vão orientar a observação, identificar ideias, temas e contextos, descrever aquilo que foi identificado no documento, distinguir relações de oposição, associação e identidade, bem como interpretar dados; e
A estratégia didática mais eficiente é aquela que considera sua forma material, gráfica e discursiva tanto quanto seu conteúdo, que permitam compreendê-lo segundo o contexto de sua produção.
ANÁLISE DIDÁTICA DE UMA FONTE HISTÓRICA
Fazer o aluno conhecer uma grande variedade de fontes e adquirir experiência na sua leitura;
Desenvolver no aluno a capacidade de análise e avaliação crítica das fontes, distinguindo o que são dados de informação e o que são opiniões;
Ensinar a “olhar historicamente” um fenômeno;
A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO POR MEIO DAS FONTES HISTÓRICAS
Desenvolver no aluno a capacidade de síntese interpretativa e narrativa;
Aprender a recolher informações sobre o passado distante e próximo;
Desenvolver habilidades de pesquisar em arquivos e constituir os seus próprios.
A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO POR MEIO DAS FONTES HISTÓRICAS
A proposta de trabalho com os temas transversais:
Valoriza o aluno e seu universo.
Estimula a oralidade, a produção textual e análise de documentos.
Sabe identificar o esgotamento ou a necessidade de aprofundamento de um tópico.
Expõe ao aluno o que se ensina, por que se ensina e aonde quer chegar.
Leva o aluno a compreender o mundo, as questões da atualidade, suas origens, as diversas respostas e explicações para um determinado fato. (NETO apud KARNAL, 2004).
AS DIFERENTES LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR
AS DIFERENTES LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR
História e Literatura são formas de conhecer o mundo por meio da narrativa e sua apresentação trará as crianças intimidade com elementos típicos, tais como: enredo, trama, personagens, ação, contexto etc... Facilitando assim, a compreensão da criança aos dramas sociais vividos, dando-lhes capacidade de interferência neles.
Descrever e analisar situações presentes na narrativa literária, aprofundando a compreensão através de pesquisa histórica.
Caracterizar os personagens ficcionais, como profissão, aproximando-os com personagens históricos.
Perceber e analisar os espaços ficcionais, como castelo e floresta.
Perceber a crítica ideológica presente na literatura, analisando as falas, tanto do narrador quanto dos personagens (HICKMANN, 2002, p. 69).
AS DIFERENTES LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR
Histórias em quadrinhos e sua utilização:
Ilustração dos aspectos da vida social de outras épocas – selecionar quadrinhos “históricos”, cuja criação se deu posteriormente à época representada. São ficções históricas que podem fornecer informações so­bre o período em que a história é ambientada.
Registro da época em que os quadrinhos foram produ­zidos – os quadrinhos são um registro do pró­prio período em que foram produzidos. 
Introdução de conceitos históricos – “As aventuras de Conan” - Apesar de estar ambientada em lugares e épocas imaginárias, tem ins­piração em civilizações da Antiguidade, o que pode ser um ponto de partida para a discussão dos conceitos de civilida­de, barbárie, Estado, império, expansionismo etc... No mundo antigo.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez. . Acesso em: 09 jun. 2024. , 2018.
BLOCH, Marc. Introdução à História. 2. ed., Lisboa: Publicações Europa-América, 1997.
BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As Escolas Históricas. Portugal: Europa-América, 1990.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática do ensino de história: experiências, reflexões e aprendizados. Campinas: Papirus, 2003. p. 37-38).
HICKMANN, Roseli Inês (org.). Estudos Sociais: Outros Saberes E Outros Saberes. Coleção: Cadernos Educação Básica. São Paulo: Editora: Mediação, 2002.
INDICAÇÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/16/documentos-historicos-ferramenta-do-historiador-e-da-praxis-pedagogica-do-docente
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