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1 INFECÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES: .................................................... 5 
1.1 Resfriado comum: ............................................................................................. 6 
2 FARINGITE E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: ................................................. 11 
3 OTITE MÉDIA AGUDA E SINUSITE BACTERIANA ............................................ 17 
3.1 Otite média aguda: .......................................................................................... 17 
3.2 Sinusite Bacteriana: ......................................................................................... 22 
4 ESTRIDOR E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: .................................................. 25 
 
 
3 
 
5 INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS INFERIORES E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS .. 34 
5.1 Pneumonias: .................................................................................................... 34 
5.2 Bronquite .......................................................................................................... 42 
6 ASMA E BRONQUIOLITE .................................................................................. 43 
6.1 Bronquiolite ...................................................................................................... 43 
6.2 Asma .................................................................................................................. 46 
7 TUBERCULOSE NA INFÂNCIA .......................................................................... 53 
8 RINITE ALÉRGICA ............................................................................................. 58 
 
 
 
4 
 
 
 
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1 INFECÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES: 
Os atendimentos pediátricos nas emergências e postos de saúde são 
principalmente impulsionados por infecções respiratórias. Estas infecções 
das vias aéreas superiores representam uma parcela especial, situando-se 
entre 40% a 60% dos casos atendidos em crianças nas Américas. Além disso, 
um percentual de hospitalizações, variando entre 20% e 40%, em crianças 
com menos de cinco anos, está associado a condições como pneumonia, 
bronquite, bronquiolite e outras enfermidades relacionadas ao sistema res-
piratório. 
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de tais comorbida-
des, destacam-se: 
• Cobertura vacinal baixa 
• Baixo peso ao nascimento 
• Baixo nível socioeconômico 
• Desmame precoce 
• Desnutrição 
As infecções das vias aéreas superiores ocorrem principalmente em 
crianças de baixa idade, no sexo masculino, com histórico de atopia e expos-
tos a locais com maior aglomeração de pessoas, como as creches. Abordare-
mos as principais infecções das vias aéreas superiores observadas durante 
esse período. 
 
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1.1 Resfriado comum: 
É o quadro infeccioso mais comum na infância, apresentando-se de 
forma benigna e autolimitada. Acomete a nasofaringe, gerando uma infla-
mação de etiologia viral na região da mucosa nasal, faringe e seios parana-
sais. 
Apesar de autolimitado, é possível que crianças acometidas pelo res-
friado comum evoluam com complicações bacterianas, como otite média 
aguda ou sinusite bacteriana. 
Etiologia e transmissão: 
Os vírus são transmitidos sob a forma de gotículas e partículas maio-
res, estas que são levadas ao meio ambiente por meio da tosse e coriza de 
crianças contaminadas, além do contato com mão e objetos (fômites) que 
contenham secreções contaminadas. 
• Rinovírus (principal agente) 
• Vírus sincicial respiratório 
• Influenza 
• Coronavírus 
• Adenovírus 
• Parainfluenza tipos 1 e 4 
 
 
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Patogênese: 
Após uma infecção viral na mucosa nasal, desencadeia-se uma res-
posta inflamatória e a ativação do sistema nervoso parassimpático. Isso re-
sulta em edema, aumento do volume da mucosa, vazamento de fluido, pro-
dução aumentada de muco e obstrução dos ductos de drenagem dos seios 
paranasais. Esses processos levam ao surgimento de sintomas como dificul-
dade respiratória, corrimento nasal e sensação de pressão na região facial. 
As mudanças na função e na quantidade de cílios presentes no epitélio 
nasal, juntamente com alterações no muco e disfunção da barreira epitelial, 
tornam o paciente mais propenso a desenvolver infecções respiratórias agu-
das pós-virais e bacterianas. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influen-
zae e Moraxella catarrhalis são as bactérias mais comumente associadas às 
rinossinusites agudas. 
Quadro clínico: 
• Obstrução nasal 
• Rinorreia 
• Espirros 
• Roncos 
• Tosse noturna 
• Febre 
 
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Diagnóstico: 
O diagnóstico do resfriado comum é clínico, não havendo necessidade 
de exames laboratoriais para tal. É importante atentar-se as características 
sintomatológicas clássicas do quadro a fim de estabelecer o diagnóstico de 
forma adequada, evitando-se a solicitação desnecessária de exames, bem 
como o diagnóstico tardio de outras comorbidades. 
Tratamento: 
O tratamento do quadro é feito com medidas de alívio do quadro e 
sintomáticos: 
• Lavagem nasal 
• Hidratação 
• Antitérmicos 
Não é recomendado o uso de anti-histamínicos e descongestionantes 
nasal em crianças menores de 2 anos de idade. 
Complicações: 
 O resfriado comum, como dito anteriormente, pode evoluir com 
complicações bacterianas, sendo as duas principais: otite média aguda e ri-
nossinusite bacteriana. 
 
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IFF 2022 
Um menino de 2 anos foi levado ao pronto-atendimento por quadro 
de febre baixa (temperatura axilar 38,3) há 3 dias, tosse produtiva, rinorreia, 
odinofagia e diminuição da ingesta oral. A criança nega cefaleia e dor facial. 
Exame clínico sem alterações. A conduta a ser tomada deve ser: 
A) Prescrição de amoxicilina com clavulanato por quadro de sinusite bac-
teriana; 
B) Orientação aos pais e medicamentos sintomáticos por se tratar de 
provável resfriado comum; 
C) Aspiração de seio maxilar por otorrinolaringologista; 
D) Swab de nasofaringe para investigação de infecção por Streptococcus 
pyogenes; 
E) Radiografia dos seios da face. 
Eai IPMer, já sabe a resposta? 
Um pré-escolar de 2 anos é atendido com um quadro de infecção res-
piratória aguda e, você já sabe, o primeiro passo é buscar pela presença de 
taquipneia e estridor. Não há relato de estridor e também não há taquipneia 
(caracterizada, nesta idade, por frequência respiratória maior ou igual a 40 
irpm). Logo, esta criança tem uma infecção das vias aéreas superiores. A 
 
10 
 
Anotações 
 
presença de coriza e tosse são compatíveis com o diagnóstico de um resfri-
ado comum. Apesar da descrição de odinofagia, a presença dos demais sin-
tomas afasta o diagnóstico de faringoamigdalite aguda e, deste modo, não 
há qualquer justificativa para o uso de antimicrobianos, assim como pensa-
ríamos em aspiração de corpo estranho no caso de rinorreia purulenta iso-
lada. O diagnóstico é clínico, sem qualquer necessidade de exame comple-
mentar, incluindo radiografia de seios da face. Os medicamentos considera-
dos sintomáticos, como remédios para tosse, descongestionantes, vasocons-
tritores ou anti-histamínicos não devem ser usados nas crianças, em especial 
nas menores de seis anos. Basta a recomendação para o uso de antitérmico 
e a lavagem nasal abundante com solução salina fisiológica. 
Resposta: letra B. 
 
 
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2 Faringite e diagnósticos diferenciais: 
As faringoamigdalites agudas são caracterizadas pela presença de eri-
tema associadas ou não a exsudato amigdaliano, ulcerações e vesículas. Em 
geral, ¾ dessas infecções são de etiologia viral. 
Etiologia: 
• Viral: 
o Adenovírus 
o Coronavírus 
o Vírus sincicial respiratório 
o Enterovírus 
o Rinovírus 
o Epstein-Barr Vírus (EBV) 
• Bactérias: 
o Streptococcus pyogenes (Estreptococo-beta-hemolítico do grupo A) 
Manifestações: 
As faringoamigdalites podem ser divididas de acordo com seu aspecto 
clínico: 
• Eritematosas:caracterizam-se por uma vermelhidão e congestiona-
mento na superfície das amígdalas. Geralmente, sua principal causa é 
de origem viral. 
 
12 
 
• Eritematopultáceas: caracterizam-se por hiperemia e edema associa-
das a exsudato amarelado não aderente nas criptas e na superfície 
tonsilar. 
• Pseudomembranosas: caracterizam-se pela presença de placas es-
branquiçadas aderentes ao tecido amigdaliano. 
• Ulcerosas 
Faringite bacteriana: 
Agente etiológico S. pyogenes 
Quadro clínico 
Febre alta 
Dor de garganta 
Exsudato periamigdaliano 
Petéquias no palato 
Linfadenopatia cervical ou sub-
mandibular 
Avaliação complementar 
Testes rápidos 
Cultura da orofaringe 
Tratamento 
Penicilina benzatina 600.000 UI, 
IM, DU 
Complicações 
Abscesso periamigdaliano 
Abscesso retrofaríngeo 
 
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Faringites virais: 
• Adenovírus: Caracterizada por quadro mais intenso, com cefaleia, 
mialgia, calafrios e febre superior a 38,3°C. Além disso, há dor de gar-
ganta e exsudato amigdaliano em toda orofaringe. Associado ao qua-
dro, está a conjuntivite, caracterizando o que denominamos de febre 
faringoconjuntival. 
• Coxsackie A: Também denominada herpangina, é caracterizada pela 
presença de pequenas vesículas no palato mole, amígdalas e úvulas 
que evoluem com lesões ulcerosas associadas a febre alta, dor de gar-
ganta e disfagia. 
• Epstein-Barr: Presença de amigdalite exsudativa, febre, esplenomega-
lia e linfadenopatia cervical são características desta infecção. 
Diagnóstico e tratamento das faringoamigdalites virais: 
O diagnóstico das faringites virais é feito de forma clínica e, de modo 
geral, as sorologias não costumam ser solicitadas, com exceção dos casos de 
mononucleose infecciosa. 
O tratamento das faringites virais não é feito com nenhuma terapia 
específica, limitando-se ao uso de sintomáticos para alívio da dor. 
 
 
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INTO 2022 
Uma criança de seis anos apresenta febre, odinofagia e dor em flanco 
esquerdo há 15 dias. Ao exame físico, observa-se faringoamigdalite erite-
mato-pultácea, além de linfonodomegalia cervical, axilar e epitroclear. O 
exame do abdome não foi possível, pois a criança não cooperou. Com base 
no enunciado, o diagnóstico mais provável: 
neste caso seria: 
A) Faringoamigdalite estreptocócica; 
B) Sífilis secundária; 
C) Doença de Still; 
D) Mononucleose infecciosa; 
E) Estomatite herpética. 
Eaí, IPMer, já sabe a resposta? 
O achado de faringoamigdalite, associado a linfonodomegalia e dor 
abdominal, sugerem fortemente o diagnóstico de mononucleose infecciosa. 
Essa doença, causada pelo vírus Epstein-Barr, cursa com faringite aguda que 
comumente se acompanha de outras características clínicas, como linfade-
nopatia generalizada e esplenomegalia. Essa doença possui um longo 
 
15 
 
Anotações 
 
período de incubação, que dura entre 30-50 dias. O início das manifestações 
em geral é insidioso. As queixas mais comuns são de mal-estar, fadiga, febre, 
cefaleia, dor de garganta, náusea, dores abdominais e mialgia. O aumento 
do baço pode ser rápido e causa importante desconforto abdominal (per-
ceba que durante o exame físico da criança descrita no enunciado, não foi 
possível a realização do exame abdominal por falta de cooperação, por pro-
vável quadro de dor). Há necessidade de repouso ao longo do tratamento 
desses pacientes, pelo risco de ruptura esplênica. 
Resposta: letra D. 
 
 
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PMFI 2023 
Um adolescente de 18 anos apresenta-se com história de febre e odi-
nofagia há alguns dias. Durante o exame físico, notam-se amígdalas hipere-
miadas com exsudato, aumento de linfonodos cervicais e esplenomegalia. 
Dentre as possíveis hipóteses diagnósticas, deve-se considerar a: 
A) Amigdalite estreptocócica. 
B) Difteria. 
C) Mononucleose infecciosa. 
D) Amigdalite viral. 
Eaí, IPMer, já sabe a resposta? 
O adolescente apresenta quadro de faringoamigdalite há alguns dias, 
com exame de orofaringe com achados que poderiam sugerir infecção es-
treptocócica. Porém, há também esplenomegalia e linfonodomegalias, o que 
nos sugere diagnóstico de mononucleose infecciosa aguda (letras A e D estão 
incorretas). Esta condição é uma doença que ocorre tipicamente em crianças 
mais velhas e adolescentes, causada pelo vírus Epstein-Barr. Suas manifes-
tações clínicas são insidiosas e envolvem febre, odinofagia, linfonodomega-
lia, hepatoesplenomegalia, rash cutâneo. A difteria é uma doença rara atual-
mente graças a vacinação com a tríplice bacteriana e cursa com achado de 
membrana branco acinzentada aderida às amígdalas 
Gabarito: letra C 
 
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3 Otite média aguda e Sinusite bacteriana 
3.1 Otite média aguda: 
A otite média aguda (OMA), refere-se a uma inflamação aguda, que 
dura menos de três meses, afetando a mucosa e o periósteo da orelha mé-
dia. É uma condição bastante prevalente em crianças, com cerca de 80% de-
las experimentando pelo menos um episódio de OMA até os três anos de 
idade. Geralmente ocorre após um episódio de resfriado comum, devido a 
comunicação existente entre a tuba auditiva e a orelha média, ou após um 
quadro de sinusite. 
Fatores de risco: 
 
 
• Infecção das vias aéreas superiores 
prévias 
• Tabagismo passivo 
• Creche 
• Desmame precoce 
• Uso de chupetas 
• Anormalidades craniofaciais 
 
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Etiologia: 
 
Quadro clínico: 
Em geral, o quadro clínico manifesta-se com a presença de otalgia que 
pode estar associada a febre, irritabilidade e redução da acuidade auditiva. 
Em crianças menores de 2 anos, pode haver a presença de sintomas inespe-
cíficos, tais como irritabilidade, choro intenso e sintomas gastrointestinais 
inespecíficos. A presença de otorreia ocorre em aproximadamente 30% dos 
casos, tornando evidente o diagnóstico de otite. 
 
• Viral: 
• Vírus sincicial respiratório 
• Influenza 
• Adenovírus 
• Bacteriana: 
• S. pneumoniae 
• H. influenzae 
• M. catarrhalis 
 
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Diagnóstico: 
O diagnóstico da OMA é dado pela associação do quadro clínico e do 
exame otoscópico. A otoscopia, os dados que indicam a presença de otite 
são membrana timpânica abaulada, opaca e hiperemiada. 
Tratamento: 
O tratamento da OMA deve ser feito com o uso de analgésicos associ-
ados ou não ao uso de antibióticos. Os critérios para indicar a antibioticote-
rapia são: 
• Todas as crianças 2 dias 
• Febre maior ou igual a 39°C 
• Acompanhamento anterior duvidoso 
Lorena Mendonça Silveira 
Lorena Mendonça Silveira 
Lorena Mendonça Silveira 
 
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SES - DF 2023 
Um bebê de 6 meses de vida foi levado pela mãe à equipe de Saúde 
da Família (eSF) para consulta de rotina de puericultura. A mãe relata que 
está preocupada, pois a criança mostra-se mais chorosa, apresentando irri-
tabilidade, dificuldade para dormir e pico febril de 39ºC na noite anterior. A 
criança está previamente hígida, em aleitamento materno exclusivo, fez uso 
de paracetamol há duas horas e sua temperatura é de 37,5ºC no momento. 
A mãe nega que a criança tenha alergias medicamentosas. Ao exame físico, 
verificam-se auscultas pulmonar e cardíaca sem alterações, abdome sem 
particularidades, otoscopia direita com presença de membrana timpânica 
abaulada e hiperemiada, sem presença de otorreia. A criança é capaz de fir-
mar a cabeça e apanhar objetos, e as medidas antropométricas estão próxi-
mas ao percentil 50. Carteira de vacinação atualizada. Com base nesse caso 
clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Trata-
sede um caso de otite média aguda (OMA). O tratamento deve ser feito com 
analgésicos, antipiréticos e, se a criança for candidata ao uso de antimicrobi-
anos, a amoxicilina será o antibiótico de escolha. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
 
 
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Eai, IPMer, já sabe a resposta? 
A afirmativa está certa. A presença de irritabilidade em um lactente 
deve nos remeter à possibilidade de algum quadro álgico subjacente. Mesmo 
sem o relato de resfriado prévio, a possibilidade de Otite Média Aguda (OMA) 
sempre deve ser avaliada através da otoscopia. Isso foi feito e o diagnóstico 
de OMA foi estabelecido, uma vez que foi identificada a presença de abaula-
mento da membrana timpânica, o elemento mais específico para este diag-
nóstico. Todas as crianças com esta condição devem receber tratamento 
com analgésico/antitérmicos e devemos avaliar a necessidade da antibioti-
coterapia imediata ou a possibilidade do acompanhamento por dois ou três 
dias, pois é possível que ocorra a melhora espontânea. O tratamento sempre 
é indicado nas crianças menores de seis meses; nas crianças entre seis e 24 
meses com otite bilateral, otorreia ou doença grave; e nas crianças com mais 
de 24 meses com otorreia ou doença grave. Quando o tratamento é indicado, 
a primeira escolha terapêutica é, de fato, a amoxicilina. 
Resposta: letra A. 
 
 
22 
 
3.2 Sinusite Bacteriana: 
A rinossinusite aguda (RSA) refere-se a uma inflamação do nariz e dos 
seios paranasais com duração inferior a 12 semanas. A etiologia da RSA é 
principalmente viral e, quando bacteriana, possui os mesmos agentes etioló-
gicos da OMA. 
Fatores de risco: 
Tipos: 
• Viral: É a mais comum, com sintomas que perduram por até 10 dias. 
Os principais agentes do quadro são os Rinovírus. 
• Pós-viral: Caracterizado por um quadro flutuante que piora após 5 dias 
ou pela persistência dos sintomas após 10 dias. 
• Bacteriana: É uma complicação da RSA viral. 
 
• Resfriado comum 
• Rinite alérgica 
• Tabagismo passivo 
• Disfunção ciliar 
• Imunossupressão 
 
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Quadro clínico: 
• Tosse 
• Secreção nasal 
• Descarga nasal purulenta 
• Febre alta 
• Edema orbitário 
Diagnóstico: 
O diagnóstico da RSA é clínico, feito pela presença dos sintomas des-
critos anteriormente. A secreção no meato média por videonasofibroscopia 
é um sinal patognomônico de RNA, mas não mandatório para seu diagnós-
tico. 
Em casos de doença grave, estado de imunocomprometimento ou 
suspeita de complicações, pode-se lançar mão da tomografia computadori-
zada para avaliar a evolução do quadro. 
Tratamento: 
O tratamento é feito associando-se lavagem nasal, analgésicos e anti-
bióticos em caso de elegibilidade para seu uso. O uso de antibióticos é reco-
mendado em casos de ausência de resposta no tratamento sintomático ou 
piora dos sintomas. O antibiótico de escolha é a amoxicilina 40-50 mg/Kg/dia 
por 7-14 dias. 
 
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HBP - RP 2022 
Sabemos que as manifestações clínicas da Sinusite Aguda podem ser 
inespecíficas. Todas as alternativas apresentadas apresentam manifestações 
clínicas de sinusite aguda, exceto. 
A) Edema periorbital. 
B) Rigidez de nuca. 
C) Tosse. 
D) Diminuição do olfato. 
Eai, IPMer, já sabe a resposta? 
A rinossinusite na criança é caracterizada pela presença de 2 ou mais 
sintomas, sendo que um deles deve ser a obstrução/ congestão nasal ou se-
creção nasal anterior/posterior. Tosse e dor/pressão facial podem estar as-
sociados. Diante da congestão, é comum o paciente apresentar redução do 
olfato e até mesmo do paladar. O edema periorbital pode estar presente, 
secundário ao processo inflamatório/infeccioso dos seios nasais. No entanto, 
a presença de rigidez de nuca nos refere a acometimento meníngeo e, por 
consequência, associa-se a infecções do sistema nervoso central, não com-
patível com um quadro "isolado" de sinusite aguda. 
Resposta: letra B. 
 
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4 Estridor e diagnósticos diferenciais: 
A presença de ruído quando o ar passa por uma grande via de condu-
ção que está obstruída, denomina-se estridor. Em contraste, quando a obs-
trução se encontra em pequenas vias aéreas, o som gerado pode se mani-
festar como um sibilo. O sibilo é um tipo específico de ruído agudo e estri-
dente que ocorre quando o ar tenta atravessar uma via aérea estreita. 
Além disso, a inflamação na região periglótica pode resultar em um 
sinal conhecido como estridor inspiratório. O estridor inspiratório é caracte-
rizado pelo som agudo que ocorre durante a inspiração, indicando uma re-
sistência ao fluxo de ar durante esse processo. Veremos abaixo doenças que 
relacionam-se com a presença de estridor. 
Epiglotite 
A epiglotite é uma condição caracterizada por uma infecção bacteriana 
na mucosa que reveste a epiglote, uma estrutura localizada na parte poste-
rior da garganta, que age como uma “tampa” durante a deglutição, evitando 
que alimentos e líquidos entrem nas vias respiratórias. 
Etiologia: 
A principal bactéria associada à epiglotite é o Haemophilus influenzae 
do tipo B. É importante destacar que existe uma vacina disponível contra o 
Haemophilus influenzae do tipo B – a Hib. Dessa forma, a imunização é parte 
Lorena Mendonça Silveira 
 
26 
 
essencial do protocolo de profilaxia da doença, especialmente em crianças, 
já que a epiglotite era mais comum em idades pediátricas antes da introdu-
ção generalizada da vacinação. 
Manifestações clínicas: 
A epiglotite é caracterizada por um início agudo e uma evolução rápida 
dos sintomas. Os pacientes com epiglotite frequentemente apresentam fe-
bre alta e toxemia, indicando resposta inflamatória significativa. 
Os sintomas locais incluem dor de garganta intensa, disfagia (dificul-
dade ao engolir) e sialorréia, que é um aumento na produção de saliva. 
A dificuldade respiratória é uma característica proeminente da epiglo-
tite e pode ser acompanhada por estridor. Um comportamento observado 
comumente em pacientes com epiglotite é a posição do tripé. Em uma ten-
tativa de melhorar o quadro respiratório, o paciente instintivamente adota 
uma postura específica, apoiando as mãos, anteriorizando o tronco e hipe-
restendendo o pescoço. Essa posição ajuda a abrir as vias aéreas, facilitando 
a passagem do ar e aliviando parcialmente a dificuldade respiratória. 
Diagnóstico: 
O diagnóstico é feito por meio da observação clínica e exames com-
plementares. Duas características diagnósticas comuns são a visualização da 
 
27 
 
epiglotite com uma coloração vermelho-cereja e o sinal do polegar em radi-
ografia cervical. 
• Visualização da epiglote: a inspeção direta da epiglote pode revelar 
uma epiglote inflamada, adquirindo uma coloração vermelho-cereja. 
• Sinal do polegar: o sinal do polegar em radiografia cervical é um 
achado característico da epiglotite. Nesse exame, a imagem radiográ-
fica pode mostrar um espessamento da epiglote, dando a aparência 
de um polegar inchado. 
Tratamento: 
• Estabelecimento de via aérea artificial: em caso de obstrução grave 
das vias aéreas, pode ser necessário estabelecer uma via aérea artifi-
cial para garantir a respiração adequada. Isso pode envolver a intuba-
ção endotraqueal ou a traqueostomia 
• Antibioticoterapia parenteral (intravenosa): o tratamento antibiótico é 
essencial para combater a infecção bacteriana. Antibióticos parente-
rais são prescritos por um período de 7 a 10 dias para garantir a erra-
dicação da infecção 
• Ao contrário de algumas condições respiratórias, como a crupe, na 
qual adrenalina e corticoides são frequentemente usados, na epiglo-
tite esses medicamentos podem ser ineficazes e até contraindicados. 
O uso de adrenalina e corticoides pode aumentar o risco de espasmo 
da epiglote, piorando a obstrução das vias aéreas. Portanto, esses 
 
28 
 
medicamentos NÃO são rotineiramente indicados no tratamento da 
epiglotite. 
Laringotraqueíte viral (crupe viral) 
A laringotraqueíte viral, tambémconhecida como crupe viral, é uma 
condição respiratória aguda que afeta principalmente crianças. Sua etiologia 
está associada a vírus do grupo parainfluenza, especialmente os tipos 1, 2 e 
3. Esses vírus são membros da família Paramyxoviridae e são comumente 
responsáveis por infecções do trato respiratório superior em crianças. 
A infecção por parainfluenza resulta em inflamação da laringe (caixa 
vocal) e da traqueia (via aérea que conduz o ar para os pulmões), levando a 
sintomas característicos da laringotraqueíte viral. Os vírus parainfluenza são 
altamente contagiosos e são transmitidos de pessoa para pessoa através de 
gotículas respiratórias expelidas durante a tosse ou espirro de uma pessoa 
infectada. 
Manifestações clínicas: 
• Inicialmente, o crupe viral pode se manifestar com sintomas seme-
lhantes aos de um resfriado comum, como congestão nasal, coriza e 
febre leve. 
Lorena Mendonça Silveira 
 
29 
 
• Tosse ladrante ou metálica: um sintoma distintivo do crupe viral é a 
tosse característica, que pode ser descrita como “ladrante” ou "metá-
lica”. 
• Rouquidão: a inflamação da laringe pode levar à rouquidão devido ao 
acometimento das cordas vocais. 
• Estridor inspiratório 
• A presença simultânea de tosse ladrante ou metálica, rouquidão e es-
tridor inspiratório é característica do conjunto de sintomas conhecidos 
como “crupe”. 
Avaliação complementar: 
• O diagnóstico é clínico. O diagnóstico da laringotraqueite viral baseia-
se, principalmente, na avaliação dos sintomas característicos, como 
tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. O exame físico, que 
inclui a observação do paciente e a ausculta das vias aéreas, muitas 
vezes é suficiente para confirmar a suspeita de crupe viral. 
• Radiografia cervical (sinal da torre): O sinal da torre é um achado radi-
ográfico que pode indicar estreitamento das vias aéreas superiores. 
Tratamento: 
• O tratamento é geralmente baseado na gravidade dos sintomas apre-
sentados pelo paciente. Em casos mais graves, especialmente se 
 
30 
 
houver estridor em repouso, intervenções mais diretas podem ser ne-
cessárias. 
• Nebulização com adrenalina: A administração de nebulização com 
adrenalina é uma intervenção para casos mais graves de crupe. A 
adrenalina ajuda a reduzir o edema das vias aéreas, aliviando a obs-
trução e melhorando a respiração. 
• Corticosteroides (Dexametasona – VO/IM): Corticosteroides, como a 
dexametasona, são frequentemente prescritos para reduzir a inflama-
ção das vias aéreas. A administração pode ser por via oral (VO) ou por 
via intramuscular (IM), dependendo da gravidade do quadro. Os corti-
costeroides são eficazes na diminuição do edema e na melhoria dos 
sintomas respiratórios. 
• Observação na emergência: Em casos graves, especialmente se os sin-
tomas forem significativos, a observação na emergência é crucial. Isso 
permite monitorar de perto a resposta ao tratamento, bem como in-
tervir rapidamente se necessário. Crianças pequenas, em particular, 
podem necessitar de cuidados mais intensivos e monitoramento con-
tínuo. 
Diagnóstico diferencial: 
Traqueíte Bacteriana (Crupe Membranoso): 
 
31 
 
Sintomas iniciais semelhantes: Assim como no crupe viral, a traqueíte 
bacteriana pode apresentar sintomas iniciais semelhantes, como tosse, febre 
e dificuldade respiratória. 
Piora do quadro inicial: Uma característica distintiva da traqueíte bac-
teriana é a piora progressiva do quadro inicial. Os sintomas podem se agra-
var ao longo do tempo. 
Acometimento por Staphylococcus aureus: A traqueíte bacteriana 
pode ser causada por bactérias, e o Staphylococcus aureus é uma das possí-
veis causas. Esse organismo pode levar à formação de membranas nas vias 
aéreas. 
Resistência à nebulização com adrenalina: Ao contrário do crupe viral, 
a traqueíte bacteriana muitas vezes não responde eficazmente à nebulização 
com adrenalina. Isso pode ser um indicativo para o profissional de saúde 
considerar outras causas para os sintomas. 
Antibioticoterapia: O tratamento primário para a traqueíte bacteriana 
envolve antibioticoterapia. Antibióticos são prescritos para combater a infec-
ção bacteriana subjacente. 
O diagnóstico diferencial entre crupe viral e traqueíte bacteriana é cru-
cial, pois o tratamento varia significativamente. Enquanto o crupe viral fre-
quentemente responde a medidas como nebulização com adrenalina e cor-
ticosteroides, a traqueíte bacteriana requer intervenção antibiótica direta. 
 
32 
 
 
IAMSPE 2023 
Assinale a alternativa que apresenta o som que sugere uma obstrução 
das vias aéreas superiores. 
A) estridor 
B) murmúrio vesicular 
C) sibilos 
D) estertores crepitantes 
E) estertores subcrepitantes 
Eai, IPMer, já sabe a resposta? 
Questão sobre semiologia. A obstrução alta pode ser sugerida pela 
presença de estridor. Este nada mais é do que o som gerado pela turbulência 
do ar durante sua passagem por sítio parcialmente obstruído da via aérea. 
Tal som pode ser inspiratório, expiratório ou bifásico, de acordo com o ponto 
da via aérea obstruído nas obstruções altas, supraglóticas, tipicamente en-
contramos o som na inspiração – momento do ciclo respiratório em que já 
há fisiologicamente uma redução do calibre deste ponto da via aérea. Os de-
mais sons descritos refletem o acometimento das vias aéreas inferiores. 
Resposta: letra A. 
 
33 
 
 
 
 
34 
 
Anotações 
5 Infecção de vias aéreas inferiores e diagnósticos di-
ferenciais 
5.1 Pneumonias: 
As pneumonias referem-se à inflamação do parênquima pulmonar 
causadas, em sua maioria, por agentes infecciosos. 
Fatores de risco: 
 
 
• IdadeEm casos de necessidade de 
internação, pode ser realizada a penicilina cristalina endovenosa ou ampici-
lina. 
• Idademáticas em resposta a diversos estímulos, tais como cigarro, pólen, exercício 
físico, uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e exposição ao pelo de gato. Esses 
fatores podem provocar sintomas agudos, como dificuldade respiratória, chi-
ado no peito e tosse, constituindo uma manifestação característica da condi-
ção. 
A asma apresenta diversos fenótipos, cada um com características es-
pecíficas: 
• Asma Alérgica (>80%): Caracterizada por uma relação significativa com 
aeroalérgenos. Presença de eosinofilia periférica. 
• Asma Não Alérgica: Apresenta inflamação neutrofílica. Mostra resis-
tência ao tratamento com corticoides 
• Asma de Início Tardio: Responde inadequadamente a corticoides. Ne-
cessidade de excluir a possibilidade de asma ocupacional. 
• Obstrução Persistente: Associa-se à perda irreversível da função pul-
monar. Caracteriza-se por obstrução fixa das vias aéreas. 
• Asma da Obesidade: Patogênese ainda não totalmente compreendida. 
A perda de peso pode contribuir positivamente no tratamento. 
 
47 
 
Manifestações clínicas: 
• Tosse crônica: Presença persistente de tosse, muitas vezes mais acen-
tuada em determinadas situações. 
• Dispneia 
• Sibilos 
• Dor torácica 
• Rinite alérgica e atopia: pode haver uma associação com sintomas na-
sais, como coriza, espirros e coceira, além da presença de atopia (pre-
disposição genética a alergias) 
• O quadro clínico é frequentemente intermitente, com períodos de me-
lhora e piora. A piora dos sintomas à noite é uma característica comum 
da asma. 
• Certos “gatilhos” ou desencadeadores podem provocar ou agravar os 
sintomas da asma, como exposição a alérgenos, exercício físico, mu-
danças climáticas, infecções respiratórias e irritantes ambientais. 
Diagnóstico: 
O diagnóstico da asma é geralmente realizado através de testes de 
função pulmonar, como a espirometria e avaliação da resposta a broncodi-
latadores. 
• Espirometria inicial: Relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado em 
1 segundo / capacidade vital forçada) 200ml e em pelo menos 
12% após a administração de um broncodilatador indica a presença 
de asma. 
Tratamento: 
• Medidas não farmacológicas: 
o Checar a adesão: É crucial verificar regularmente a adesão do paci-
ente ao tratamento, uma vez que a presença de sintomas pode es-
tar relacionada à falta de uso ou uso inadequado dos medicamen-
tos prescritos. 
o Controle de fatores ambientais: recomenda-se controlar fatores 
ambientais que possam desencadear ou agravar sintomas, como 
interromper o tabagismo e manter um ambiente com umidade e 
mofo controlados 
 
49 
 
o Imunização para influenza: a infecção viral pelo vírus influenza 
pode desencadear exacerbações da asma. A vacinação oferece 
proteção adicional ao paciente. 
o Estímulo à atividade física: incentivar a prática de atividade física é 
uma recomendação importante. Embora o exercício possa induzir 
broncoespasmo, ele não está contraindicado. Pelo contrário, a ati-
vidade física regular pode contribuir para a melhoria da capacidade 
pulmonar e para o controle geral da asma. 
• Tratamento farmacológico: 
o Paciente com 12 anos ou mais: 
 Tratamento de controle: 
• Para casos leves: Passos 1 e 2: É indicado o uso de um 
corticoide inalatório de alívio rápido, como o "bud-
form" SOS (formoterol-budesonida), utilizado con-
forme necessário. Passo 3: Para casos moderados, o 
tratamento pode envolver o uso regular de "bud-
form" em dose baixa (formoterol-budesonida). Passo 
4: Na gravidade moderada a alta, a prescrição pode 
incluir "bud-form" em dose média, com uma quanti-
dade de budesonida entre 400 e 800 μg/dia. Passo 5: 
Para casos graves, o tratamento pode envolver o uso 
regular de "bud-form" em dose alta, com uma quanti-
dade de budesonida superior a 800 μg/dia. Interven-
ção Especializada: Em casos mais complexos, a 
 
50 
 
consulta a um especialista pode ser necessária, e o 
uso de tiotrópio pode ser considerado. Além disso, é 
importante avaliar a possibilidade de tratamentos es-
pecíficos, como anti-IgE ou anti-IL5, dependendo da 
avaliação clínica. 
 SOS: 
• A intervenção de resgate para controlar rapidamente 
os sintomas agudos: corticoide inalatório (dose baixa) 
+ beta-2 de longa ação 
• Budesonida na faixa de 200-400 mcg/dia + formoterol 
6 mcg. 
• Outra opção é usar um beta-2 de curta ação combi-
nado com um corticoide inalatório. 
 Paciente de 6-11 anos: 
 SOS: 
• Beta-2 de Curta Ação: O uso de broncodilatadores de 
ação rápida, como os beta-agonistas de curta dura-
ção, é indicado para alívio imediato dos sintomas agu-
dos. Exemplos comuns incluem o salbutamol ou a ter-
butalina. 
 Controle: 
• Passo 1: Uso de corticoide inalatório (CI) em dose 
baixa. O beta-2 de curta ação é utilizado quando ne-
cessário para alívio rápido dos sintomas. 
 
51 
 
• Passo 2: Manutenção do CI em dose baixa. Introdução 
do "BUD" (budesonida) regular na faixa de 100-200 
μg/dia. 
• Passo 3: Aumento da dose de CI para média (200-400 
μg/dia). Adição de um beta-2 de longa ação. Uma op-
ção é o uso do "Bud-form" (formoterol-budesonida). 
• Passo 4: Continuação do CI em dose média, agora as-
sociado a um beta-2 de longa ação. Consideração da 
avaliação por um especialista. Uma alternativa é o uso 
de tiotrópio. 
• Passo 5: Utilização de CI em dose alta (>400 μg/dia) 
associado a um beta-2 de longa ação. Avaliação para 
tratamentos específicos, como anti-IgE (imunoglobu-
lina E) e corticoide via oral. 
 Pacientes com menos de 5 anos: 
 SOS (Salvamento): 
• Uso de beta-2 de curta ação para o alívio rápido de 
sintomas agudos durante crises. 
 Controle: 
• Passo 1: Considerar o uso de corticoide inalatório (CI) 
em casos de infecções virais (virose). 
• Passo 2: Prescrição de CI em dose baixa de forma re-
gular. Opções incluem budesonida (NBZ) a 500 μg/dia 
ou beclometasona a 100 μg/dia. 
 
52 
 
• Passo 3: Aumento da dose de CI para baixa "dobrada". 
Introdução de um antileucotrieno. Avaliação da neces-
sidade de encaminhamento a um especialista. 
• Passo 4: Manutenção do tratamento estabelecido no 
Passo 3. Considerar a avaliação contínua de um espe-
cialista para uma gestão mais especializada. 
 Dispositivos de Administração: 
• Para crianças até 3 anos, recomenda-se o uso de es-
paçador com máscara durante a administração de 
medicamentos. 
• Para crianças de 4 a 5 anos, o uso do espaçador é su-
gerido, podendo ser opcional a utilização de máscara. 
Classificação de controle: 
A classificação de controle da asma baseia-se em uma avaliação dos 
sintomas e da necessidade de medicação nas últimas 4 semanas. Cada cate-
goria é determinada pelas respostas às seguintes perguntas: 
• Teve alguma limitação das atividades diárias? 
• Apresentou sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana? 
• Apresentou despertares noturnos? 
• Fez uso de medicação de alívio por mais de duas vezes na semana? 
 
 
53 
 
Avaliação: 
• Controlada: nenhuma resposta positiva às perguntas. 
• Parcialmente controlada: 1-2 respostas positivas. 
• Não controlada: 3-4 respostas positivas ou histórico de internação. 
Estratégias de gestão: 
• Se controlada por 3 meses: reduzir o passo do tratamento. 
• Se controle parcial: avaliar aumentar o passo do tratamento. 
• Se não controlada: aumentar o passo do tratamento. 
Importante: Antes de aumentar o passo do tratamento, é essencial 
checar a adesão do paciente ao tratamento atual para garantir que as res-
postas inadequadas não se devam à falta de usoou uso inadequado dos me-
dicamentos prescritos. O ajuste do tratamento deve ser orientado por um 
profissional de saúde para otimizar o controle da asma de forma segura e 
eficaz 
7 Tuberculose na infância 
A tuberculose na infância é um problema mundial e emergencial de 
saúde pública visto como uma das 10 principais causas de morte em todo 
mundo pela OMS no ano de 2020. 
 
 
54 
 
Anotações 
Fatores de risco: 
• Contato próximo ou intradomiciliar com caso de TB pulmonar 
• Crianças menores de 5 anos 
• Infecção por HIV 
• Desnutrição grave 
Sinais e sintomas: 
 
 
• Tosse crônica (> 2 semanas) 
• Perda de apetite 
• Perda de peso 
• Outros sinais / sintomas: febre, anorexia, adinamia, 
sudorese noturna, entre outros. 
 
55 
 
Diagnóstico: 
O diagnóstico de tuberculose em crianças possui algumas particulari-
dades, dado pela combinação de critérios clínicos e epidemiológicos + teste 
imunológico não específico para TB (prova tuberculínica ou IGRAs) + radio-
grafia de tórax. 
O quadro abaixo descreve o sistema de pontuação para o diagnóstico 
de TB em crianças segundo o Ministério da Saúde: 
• ≥ 40 pontos: diagnóstico muito provável. 
• 30-35 pontos: diagnóstico possível. 
•

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