Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

COMANDANTE-GERAL DO CBMMG 
CORONEL BM EDGARD ESTEVO DA SILVA 
 
CHEFE DO ESTADO-MAIOR 
CORONEL BM ERLON DIAS DO NASCIMENTO BOTELHO 
 
ELABORAÇÃO 
CAPITÃO BM KLEBER SILVEIRA DE CASTRO 
 
REVISÃO TÉCNICA/METODOLOGICA 
CAP BM WENDERSON DUARTE MARCELINO 
2º SGT BM BRUNO ALVES BICALHO 
 
REVISÃO DE TEXTO/GRAMATICAL 
2º TENENTE BM RAUL SOUZA DOS SANTOS 
 
CAPA 
CB BM PEDRO DANIEL CORRÊA NUNES 
SD BM RAFAEL MENEZES DE SOUSA E SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos reservados ao CBMMG. 
É permitida a reprodução por fotocópia para fins de estudo e pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Versão digital. 
Disponível em: https://drive.google.com/open?id=1uCewZUaqvWJliqdn8HwcOOF_PlSBgJnm 
 
 
 
 
C787 Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 
 Instrução Técnica Operacional 27 : Emprego de 
 Aeronaves remotamente pilotadas(RPA-Drones) em 
 Apoio às Operações do CBMMG. Belo Horizonte: 
 CBMMG, 2019. 
 39 p. 
 
 1. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 
2. Instrução Técnica Operacional 19 . 3. ITO 27. 
4. Aeronaves remotamente pilotadas. 5.Drones. 6. 
7.RPA. 8.Busca e salvamento. 9. Sistema de 
comando de operações. I. Título . 
 CDD 616.025 
 
 
 CDD 616.025 
 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIAÇÕES 
 
AGL - Acima do Nível do Solo 
ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil 
ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações 
ATC - Controle de Tráfego Aéreo 
ATS - Serviços de Tráfego Aéreo 
AVOMD - Autorização de Sobrevoo do Ministério da Defesa 
BOA - Batalhão de Operações Aéreas 
BRLOS - Além da Linha de Visada Rádio 
BVLOS - Além da Linha de Visada Visual 
C. A. - Certificação de Aeronavegabilidade 
CAG - Circulação Aérea Geral 
CBA - Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/86) 
CBMMG - Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais 
CINDACTA - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo 
COM - Circulação Operacional Militar 
DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo 
DGRSO - Documento de Gerenciamento de Risco à Segurança 
Operacional 
EVLOS - Linha de Visada Visual Estendida 
FPV - First Person View 
IFR - Regras de Voo por Instrumentos 
IMC - Condições Meteorológicas de Voo por Instrumentos 
MD - Ministério da Defesa 
NOTAM - Notice to Airmen 
OACI - Organização de Aviação Civil Internacional 
PBN - Navegação Baseada em Performance 
PMD - Peso Máximo de Decolagem 
RLOS - Linha de Visada Rádio 
RNAV - Navegação de Área 
RNP - Performance de Navegação Requerida 
RPA - Aeronave Remotamente Pilotada 
 
RPAS - Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada 
RPS - Estação de Pilotagem Remota 
RVSM - Separação Vertical Mínima Reduzida 
SARP - Standards and Recommended Practices (instruções da OACI) 
SARPAS - Sistema de Autorização de Acesso ao Espaço Aéreo por 
Aeronaves não Tripuladas 
SDOP - Subdepartamento de Operações do DECEA 
SGSO - Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional 
SISCEAB - Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro 
SRPV-SP - Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo 
SUAS - Small Unmanned Aircraft Systems 
UA - Unmanned Aircraft 
UAS - Sistema de Aeronave Não Tripulada 
UASSG - Grupo de Estudos sobre Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas 
UTM - Unmanned Traffic Management 
VANT - Veículo Aéreo Não Tripulado (termo obsoleto) 
VFR - Regras de Voo Visual 
VMC - Condições Meteorológicas de Voo Visual 
VLOS - Linha de Visada Visual 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 6 
2 FINALIDADE E OBJETIVOS ................................................................................... 9 
3 CONCEITOS E DEFINIÇÕES ................................................................................ 10 
4 PRESSUPOSTOS BÁSICOS ................................................................................ 21 
5 CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES .......... 25 
6 DISPOSIÇÕES GERAIS ........................................................................................ 30 
7 LEGISLAÇÃO CORRELATA ................................................................................ 33 
REFERÊNCIAS .............................................. ...........................................................34 
APÊNDICES .................................................. ...........................................................35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 6 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais é notoriamente reconhecido em suas 
atividades aéreas, seja por sua relevante participação em eventos de grandes 
desastres, seja pelo alto nível de treinamento da tripulação – que através dos Cursos 
de Piloto de RPA repassam seus conhecimentos para os demais bombeiros militares 
de Batalhões de Área, que então poderão aplicar às aeronaves remotamente 
pilotadas para ter uma visão aérea da ocorrência. Nas alas operacionais, os Pilotos 
de RPA atenderão diversos chamados, sempre focando em três princípios básicos: 
 
a) segurança nas operações/segurança de voo; 
b) eficiência operacional; 
c) legalidade das ações. 
 
A presente Instrução Técnica Operacional visa orientar os militares do Corpo de 
Bombeiros Militar de Minas Gerais quanto às formas de emprego das aeronaves 
remotamente pilotadas, aumentando a segurança operacional dos bombeiros 
militares empregados no teatro operacional, a eficácia operacional em tempo real e 
registrando as ações do CBMMG. Para tanto, deve-se considerar as seguintes 
normas e disposições: 
 
a) a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de Aeronáutica, 
no “Art. 14, § 4° A utilização do espaço aéreo brasileiro, por qualquer aeronave, 
fica sujeita às normas e condições estabelecidas”; 
b) a ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao 
Espaço Aéreo Brasileiro, especialmente no item “3.5 Sendo a RPA uma 
aeronave, o acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro estará sujeito às 
regulamentações do DECEA e a autorizações emitidas pelo Órgãos 
Regionais”; 
c) o RBAC-E 94, Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil, 
da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil, “E93.3 Definições: Aeronave 
Remotamente Pilotada (Remotely Piloted Aircraft – RPA) significa a aeronave 
não tripulada pilotada a partir de uma estação de pilotagem remota com 
finalidade diversa de recreação”; 
d) as definições da RBAC-E 94, especialmente o item E94.7: “responsabilidade e 
SEÇÃO 1 – INTRODUÇÃO 7 
 
autoridade do piloto remoto em comando - o piloto remoto em comando de uma 
aeronave não tripulada é diretamente responsável pela condução segura da 
aeronave, pelas consequências advindas, e tem a autoridade final por sua 
operação”; 
e) as definições da Circular de Informações Aeronáuticas AIC-N 24/18, do DECEA 
– Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que tem por finalidade 
regulamentar os procedimentos e responsabilidades necessários para o acesso 
ao Espaço Aéreo Brasileiro por aeronaves remotamente pilotadas (RPA, 
também conhecida popularmente por DRONE), com uso exclusivamente 
voltado às operações dos Órgãos de Segurança Pública (OSP) e de Defesa 
Civil (DC); 
f) que AERONAVE é qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera a 
partir de reações do ar que não sejam as reações do ar contra a superfície da 
terra. Aquelas que se pretenda operar sem piloto a bordo são chamadas de 
aeronaves não tripuladas e, dentre as não tripuladas, encontram-se as 
aeronaves remotamente pilotadas; 
g) que uma RPA é uma aeronave e, por conseguinte, para voar no espaço aéreosob responsabilidade do Brasil, deverá seguir as normas estabelecidas pelas 
autoridades competentes da aviação nacional; 
h) que o acesso ao espaço aéreo por uma RPA, engajada em operação aérea em 
proveito dos Órgãos ligados ao Governo, não deverá gerar impactos negativos 
de segurança e de capacidade para o SISCEAB (Sistema de Controle do 
Espaço Aéreo Brasileiro); 
i) o que o Piloto de RPA do CBMMG é o militar que se dedica à pilotagem de 
aeronaves remotamente pilotadas, sendo o responsável pela condução segura 
de todas as operações, tendo a autoridade final em sua atuação, e a fim de 
salvaguardar a segurança do Estado, das pessoas e dos operadores, todos os 
envolvidos em uma operação com voo de RPA do CBMMG, sendo responsável 
por: 
- adotar medidas de prevenção, visando à garantia da segurança da 
população, animais e propriedades no solo e/ou no ar; 
- adotar procedimentos padronizados de operação e de segurança de voo e 
prover meios de coordenação para realização de operações com um nível 
adequado de segurança; 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 8 
 
 
- engajar a RPA em missões constitucionais de bombeiros militares, de 
proteção e defesa civil, busca e salvamento de pessoas, combate a 
incêndios florestais e urbanos, salvamentos diversos e demais missões 
pertinentes ao CBMMG; 
- cumprir e fazer cumprir o previsto na AIC-N 24/18 e nessa ITO. 
 
Esta Instrução Técnica Operacional estabelece critérios de emprego operacional das 
RPAs no âmbito das atividades do CBMMG, além de definir, regular e orientar a 
atuação de RPAs/DRONES pelo CBMMG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEÇÃO 2 – FINALIDADE E OBJETIVOS 9 
 
2 FINALIDADE E OBJETIVOS 
 
A presente ITO tem a finalidade de ser documento formal de referência para 
emprego operacional de RPAs no CBMMG. 
 
Além disso, possui os seguintes objetivos: 
 
a) estabelecer parâmetros para atuação com segurança permanente nas 
operações aéreas utilizando RPAs, desde os estudos de aquisição de 
aeronaves RPAs com seguro e manutenção, passando pelo treinamento de 
novos Pilotos de RPAs, até a padronização de emprego operacional e 
feedback; 
b) normatizar o emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas Classe - 3 à 
disposição do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, em 
missões de busca, salvamento terrestre e aquático, combate a incêndio, 
resgate, defesa civil, proteção ao meio ambiente e outras missões em que for 
solicitado apoio de RPAs do CBMMG; 
c) prover o uso apropriado, eficaz e eficiente dos recursos disponíveis; 
d) criar um sistema de despacho compartilhado no CBMMG a fim de se 
determinar as competências e responsabilidades de cada ente envolvido; 
e) definir meios de controles e gestão de pilotos formados e RPAs na carga do 
CBMMG; 
f) garantir a integração ao Sistema de Comando de Operações; 
g) normatizar os assuntos operacionais, administrativos e em geral envolvendo 
AERONAVES REMOTAMENTE PILOTADAS – RPAs, seus Pilotos (incluindo 
formação, treinamento contínuo e avalições contínuas), aquisição de RPAs, 
manutenção e seguro de RPAs; 
h) garantir a segurança do pessoal de solo, da população e das RPAS e demais 
aeronaves em operações; 
i) executar operações eficientes com empregos inteligentes; 
j) definir claramente o sistema de triagem, despacho, emprego e operação de 
forma eficiente, simples e de fácil compreensão por todos os envolvidos; 
k) garantir o processo contínuo de melhoramentos dos recursos logísticos e dos 
processos, baseados nos registros dos eventos atendidos. 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 10 
 
3 CONCEITOS E DEFINIÇÕES 
 
3.1 Aeródromo 
 
Área delimitada em terra ou na água destinada para uso, no todo ou em parte, para 
pouso, decolagem e movimentação em superfície de aeronaves; inclui quaisquer 
edificações, instalações e equipamentos de apoio e de controle das operações 
aéreas, se existirem. Quando destinado exclusivamente a helicópteros, recebe 
denominação de heliponto. 
 
3.2 Aeronave 
 
Qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera a partir de reações do ar 
que não sejam as reações do ar contra a superfície da terra. 
 
3.3 Aeronave não tripulada 
 
Qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera, a partir de reações do 
ar que não sejam as reações do ar contra a superfície da terra, e que se pretenda 
operar sem piloto a bordo. 
 
3.4 Aeronave não tripulada automática 
 
Aeronave não tripulada que possibilita a intervenção do piloto, a qualquer momento, 
na condução e no gerenciamento do voo, mesmo tendo os parâmetros e os perfis de 
voos conduzidos por sistemas computacionais. 
 
3.5 Aeronave não tripulada autônoma 
 
Aeronave não tripulada que não permite a intervenção do piloto na condução do voo, 
tendo o planejamento da missão sido concebido dessa forma. 
SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 11 
 
3.6 Aeronave de acompanhamento 
 
Aeronave tripulada capaz de acompanhar voos experimentais de RPA, com a 
finalidade de transmitir informações à equipe de RPAS. 
NOTA: É a única aeronave que poderá ser autorizada a compartilhar um espaço 
aéreo reservado para uma RPA. 
 
3.7 Aeronave remotamente pilotada (RPA) 
 
Subcategoria de aeronaves não tripuladas, pilotada a partir de uma estação de 
pilotagem remota e utilizada para qualquer outro fim que não seja o recreativo e que 
seja capaz de interagir com o Controle de Tráfego Aéreo e outras aeronaves em 
tempo real. 
 
3.8 Alcance visual 
 
Distância máxima em que um objeto pode ser visto sem o auxílio de lentes 
(excetuando-se as lentes corretivas). 
 
3.9 Área perigosa 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, dentro do qual podem existir, em momentos 
específicos, atividades perigosas para o voo de aeronaves. 
 
3.10 Área proibida 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, sobre o território ou mar territorial brasileiro, 
dentro do qual o voo de aeronaves é proibido. 
 
3.11 Área restrita 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, sobre o território ou mar territorial brasileiro, 
dentro do qual o voo de aeronaves é restringido conforme certas condições 
definidas.
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 12 
 
3.12 Carga útil (payload) 
 
Todos os elementos da aeronave não necessários para o voo e pilotagem, mas que 
são carregados com o propósito de cumprir objetivos específicos. 
 
3.13 Comitê UAS 
 
Comissão composta, originalmente, por profissionais da área do Gerenciamento de 
Tráfego Aéreo, com o objetivo de assessorar as autoridades nos assuntos 
relacionados à operação UAS, bem como garantir a padronização necessária às 
ações executadas pelos Órgãos Regionais. 
 
3.14 Condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC) 
 
Condições meteorológicas expressas em termos de visibilidade, distância de nuvens 
e teto, inferiores aos mínimos especificados para o voo visual. 
 
3.15 Condições meteorológicas de voo visual (VMC) 
 
Condições meteorológicas, expressas em termos de visibilidade, distância de 
nuvens e teto, iguais ou superiores aos mínimos especificados. 
NOTA: Os mínimos especificados estão dispostos na ICA 100-12 “Regras do Ar”. 
 
3.16 Detectar e evitar 
 
Capacidade de ver, perceber ou detectar tráfegos conflitantes e outros riscos, 
viabilizando a tomada de ações adequadas para evitá-los. 
 
3.17 Equipe UAS / equipe RPA 
 
Todos os membros de uma Equipe com atribuições essenciais à operação de um 
Sistema de Aeronaves Não Tripuladas. 
SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 13 
 
3. 18 Enlace de pilotagem 
 
Enlace entre a Aeronave Não Tripulada e a Estação de Pilotagem Remota para a 
condução do voo. Este enlace, além de possibilitar a pilotagem da aeronave, poderá 
incluir a telemetria necessária para prover a situação do voo ao piloto remoto. 
NOTA: O enlace de pilotagem difere dos enlaces relacionados à carga útil(como 
sensores). 
 
3.19 Espaço aéreo ATS 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, designado alfabeticamente, dentro dos quais 
podem operar tipos específicos de voos e para os quais são estabelecidos os 
serviços de tráfego aéreo e as regras de operação. 
NOTA: Os espaços aéreos ATS são classificados de A até G. 
 
3.20 Espaço aéreo condicionado 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, normalmente de caráter temporário, em que 
se aplicam regras específicas. Pode ser classificado como ÁREA PERIGOSA, 
PROIBIDA OU RESTRITA. 
 
3.21 Espaço aéreo controlado 
 
Espaço aéreo de dimensões definidas, dentro do qual se presta o serviço de 
controle de tráfego aéreo, de conformidade com a classificação do espaço aéreo. 
NOTA: Espaço aéreo controlado é um termo genérico que engloba as Classes A, B, 
C, D e E dos espaços aéreos ATS. 
 
3.22 Espaço aéreo segregado 
 
Área restrita, publicada em NOTAM ou no AIP, aonde o uso do espaço aéreo é 
exclusivo a um usuário específico, não compartilhado com outras aeronaves, 
excetuando-se as aeronaves de acompanhamento. 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 14 
 
3.23 Estação de pilotagem remota (RPS) 
 
Componente que contém os equipamentos necessários à pilotagem da Aeronave 
Não Tripulada. 
 
3.24 Explorador 
 
Pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que utiliza a aeronave de forma 
legítima, direta ou indireta, com ou sem fins lucrativos. 
NOTA 1: No contexto de Aeronaves Remotamente Pilotadas, a exploração da 
aeronave inclui todo o Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas. 
NOTA 2: Em algumas regulamentações, o “Explorador” também poderá ser definido 
pelo termo “Operador”, assim como a “exploração”, pelo termo “operação”. 
NOTA 3: Em situações de contratação de empresas terceirizadas, o EXPLORADOR 
torna-se corresponsável pela operação e pelos resultados que dela advenham. Art. 
268, § 1º, Lei 7.565: “prevalece a responsabilidade do EXPLORADOR, quando a 
aeronave é pilotada por seus prepostos, ainda que exorbitem de suas atribuições”. 
 
3.25 Fabricante 
 
Pessoa ou organização que manufatura o RPAS, criando-o a partir de componentes 
e peças. O Fabricante pode ou não ter produzido os componentes do RPAS. 
 
3.26 Falha de enlace de pilotagem 
 
Falha de enlace entre a Aeronave Não Tripulada e a Estação de Pilotagem Remota 
(RPS) que impossibilite, mesmo que momentaneamente, a sua pilotagem. 
NOTA: A Falha de Enlace de Pilotagem é também conhecida como Falha de “Link 
C2”. 
 
3.27 NOTAM 
 
Aviso que contém informação relativa ao estabelecimento, condição ou modificação 
de qualquer instalação aeronáutica, serviço, procedimento ou perigo, cujo pronto 
SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 15 
 
conhecimento seja indispensável para o pessoal encarregado das operações de 
voo. 
NOTA 1: Um NOTAM tem por finalidade divulgar antecipadamente a informação 
aeronáutica de interesse direto e imediato para a segurança e regularidade da 
navegação aérea. A divulgação antecipada só não ocorrerá nos casos em que 
surgirem deficiências nos serviços e instalações que, obviamente, não puderem ser 
previstas. 
NOTA 2: Os NOTAM específicos para informação de operações envolvendo 
Aeronaves Não Tripuladas são padronizados com a utilização do código WU. Esse 
código pode ser utilizado para uma consulta de operações envolvendo aeronaves 
sem tripulação nas proximidades da área em que se pretenda operar. 
 Núcleo de RPA 
Grupo de militares do BOA designado através de publicação em Bi ou BGBM que 
será responsável pelo Gestão das Aeronaves Remotamente Pilotadas no CBMMG, 
conforme previsto na Resolução 839/2019 CBMMG, bem como criação de doutrina 
de emprego, treinamento de Pilotos de RPA, especificações para aquisições de 
RPAs, acessórios e seguro, e demais assuntos relacionados ao tema RPA. 
 
3.28 Observador de aeronave não tripulada 
 
Também conhecido como Observador de RPA, é um observador designado pelo 
Requerente, membro da equipe de UAS que, por meio da observação visual de uma 
Aeronave Não Tripulada, auxilia o piloto remoto na condução segura do voo, 
necessitando para tanto, comunicação permanente com o piloto. 
NOTA: A observação visual, aos moldes do estabelecido para operação VLOS, 
deverá ser estabelecida sem o auxílio de outros equipamentos ou lentes, 
excetuando-se as corretivas. 
 
3.29 Operação automatizada 
 
Operação durante na qual a aeronave remotamente pilotada opera sem a efetiva 
pilotagem do piloto remoto, permanecendo este em condições de realizar o 
gerenciamento de todas as fases do voo. Ressalta-se que, em condições de 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 16 
 
 
normalidade, o piloto remoto deve ter condições de interferir no voo da aeronave, 
cuja pilotagem está sob sua responsabilidade ou supervisão. 
 
3.30 Operação em linha de visada visual (VLOS) 
 
Operação em VMC, na qual o piloto mantém o contato visual direto com a aeronave 
(sem auxílio de lentes ou outros equipamentos, exceto as lentes corretivas), de 
modo a conduzir o voo com as responsabilidades de manter a separação com outras 
aeronaves, bem como de evitar colisões com obstáculos. 
 
3.31 Operação em linha de visada visual estendida (EVLOS) 
 
Refere-se à situação, em uma operação em VMC, na qual o piloto remoto, sem 
auxílio de lentes ou outros equipamentos, não é capaz de manter o contato visual 
direto com a Aeronave Remotamente Pilotada, necessitando, dessa forma, do 
auxílio de Observadores para conduzir o voo com as responsabilidades de manter a 
segurança da navegação, bem como de evitar colisões com obstáculos, seguindo as 
mesmas regras de uma operação VLOS. 
 
3.32 Operação além da linha de visada visual (BVLOS) 
 
Operação em que o piloto remoto não consiga manter a Aeronave Remotamente 
Pilotada dentro do seu alcance visual. 
 
3.33 Operação em linha de visada rádio (RLOS) 
 
Refere-se à situação em que o enlace de pilotagem é caracterizado pela ligação 
direta (ponto a ponto) entre a Estação de Pilotagem Remota e a aeronave. 
 
3.34 Operação além da linha de visada rádio (BRLOS) 
 
Refere-se a qualquer outra situação em que o enlace de pilotagem não seja direto 
(ponto a ponto) entre a Estação de Pilotagem Remota e a Aeronave Remotamente 
Pilotada. Nesse contexto, o enlace eletrônico é estabelecido de forma indireta, por
SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 17 
 
 meio de outros equipamentos (como antenas repetidoras de sinal, outras RPA ou 
satélites). 
 
3.35 Operador de sensores 
 
Membro da equipe de operação do UAS, responsável por operar especificamente os 
sensores (ópticos, laser, IR, etc.) inerentes ao UAS. 
 
3.36 Órgão de controle de tráfego aéreo 
 
Expressão genérica que se aplica, segundo o caso, a um Centro de Controle de 
Área (ACC), a um Órgão de Controle de Operações Aéreas Militares (OCOAM), a 
um Controle de Aproximação (APP) ou a uma Torre de Controle de Aeródromo 
(TWR). 
 
3.37 Órgão regional 
 
São órgãos que desenvolvem atividades na Circulação Aérea Geral (CAG) e na 
Circulação Operacional Militar (COM), responsáveis por coordenar ações de 
gerenciamento e controle do espaço aéreo e de navegação aérea nas suas áreas de 
jurisdição. 
NOTA: São Órgãos Regionais do DECEA os CINDACTA I, II, III e IV e o SRPV-SP. 
 
3.38 Piloto remoto em comando 
 
É o piloto que conduz o voo com as responsabilidades essenciais pela operação, 
podendo ou não ser o responsável pelo manuseio dos controles de pilotagem da 
aeronave. Quando responsável, exclusivamente, pelo manuseio dos controles de 
pilotagem, será denominado PILOTO REMOTO. 
NOTA: A transferência de responsabilidade entre piloto remoto ou piloto remoto em 
comando, quando aplicável, deverá ser efetuada de acordo com os procedimentos 
estabelecidos pelo operador UAS. 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 18 
 
3.39 Plano de terminação devoo 
 
Conjunto de procedimentos, sistemas e funções preestabelecidos e planejados para 
finalizar um voo, da maneira mais controlada possível, diante de situações que 
impossibilitem sua condução em condições de normalidade. 
 
3.40 Princípio da sombra 
 
Para fins de entendimento desta Instrução, o Princípio da Sombra pode ser definido 
como um volume existente em torno de qualquer estrutura ou obstáculo, quer seja 
artificial ou natural, limitado verticalmente a 5 m (cinco metros) acima da altura da 
estrutura ou do obstáculo e afastado horizontalmente até 30 m (trinta metros) deste. 
Sendo respeitada tal distância, o voo de aeronaves não tripuladas no volume 
considerado não afeta a segurança de outras aeronaves, pelo fato de não ser 
comum sua utilização por aeronaves tripuladas. Especial atenção deve ser dada às 
características diferenciadas de aeronaves de asas rotativas dos Órgãos de 
Segurança Pública e Defesa Civil principalmente. 
 
3.41 RELPREV – Relatório de Prevenção 
 
Ferramenta de prevenção do Sistema de Prevenção de Acidentes Aéreos destinada 
ao reporte voluntário de uma situação de risco para a segurança de voo no âmbito 
das organizações. No âmbito das missões com aeronaves remotamente pilotadas, o 
BOA será o destinatário dos RELPREVs e dará respostas no modelo de “Divulgação 
Operacional” de ações de segurança de voo para RPAs. 
 
3.42 Requerente 
 
Explorador ou Operador que solicite a operação da Aeronave Não Tripulada. 
 
3.43 Sistema de aeronave não tripulada (UAS) 
 
Sistema composto pela Aeronave e seus elementos associados, podendo ser 
remotamente pilotada ou totalmente autônoma. 
SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 19 
 
3.44 Sistema de aeronave remotamente pilotada (RPAS) 
 
Subconjunto do Sistema de Aeronave Não Tripulada, capaz de interagir com o 
Sistema de Controle de Tráfego Aéreo e outras aeronaves em tempo real, composto 
pela aeronave remotamente pilotada (RPA), sua(s) estação(ões) de pilotagem 
remota, o enlace de pilotagem e qualquer outro componente associado à sua 
operação. 
 
3.45 Sistema de controle do espaço aéreo brasileiro (SISCEAB) 
 
Sistema que tem por finalidade prover os meios necessários para o gerenciamento e 
o controle do espaço aéreo e o serviço de navegação aérea, de modo seguro e 
eficiente, conforme estabelecido nas normas nacionais e nos acordos e tratados 
internacionais de que o Brasil seja parte. 
 
As atividades desenvolvidas no âmbito do SISCEAB são aquelas realizadas em prol 
do gerenciamento e do controle do espaço aéreo, de forma integrada, civil e militar, 
com vistas à vigilância, segurança e defesa do espaço aéreo sob a jurisdição do 
Estado Brasileiro. 
NOTA: O DECEA é o Órgão Central do SISCEAB. 
 
3.46 Sistema de gerenciamento da segurança operacional (SGSO) 
 
Sistema que apresenta objetivos, políticas, responsabilidades e estruturas 
organizacionais necessárias ao funcionamento do Gerenciamento da Segurança 
Operacional, de acordo com metas de desempenho, contendo os procedimentos 
para o Gerenciamento do Risco. 
 
3.47 Sistema de solicitação de acesso ao espaço aéreo por aeronaves não 
tripuladas (SARPAS) 
 
Sistema desenvolvido para facilitar o processo de solicitação de acesso ao espaço 
aéreo por UAS pelos usuários desse segmento aeronáutico. 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 20 
 
 
3.48 Voo IFR 
 
Voo efetuado de acordo com as regras de voo por instrumentos. 
 
3.49 Voo VFR 
 
Voo efetuado de acordo com as regras de voo visual. 
 
3.50 Zona de aproximação ou de decolagem 
 
Para fins de entendimento do constante dessa Instrução, considera-se Zona de 
Aproximação ou de Decolagem, a área compreendida entre a cabeceira da pista até 
a distância de 9 Km (nove quilômetros), com um feixe de abertura de 90º (45º para 
cada lado do eixo de aproximação ou de decolagem). Exemplo: Zona de 
Aproximação da cabeceira 15 do Aeroporto Internacional do Galeão: Eixo da 
Cabeceira em uso: 150º. Feixe: 105º até 195º. Da cabeceira da pista até a distância 
de 9 Km (nove quilômetros). 
 
3.51 Zona rural 
 
Região geográfica não classificada como Zona Urbana. Locais em que normalmente 
não existem aglomerações de pessoas e onde há baixa concentração de 
construções, sendo marcante a presença de elementos naturais como rios e 
vegetação. 
 
3.52 Zona urbana 
 
Espaço ocupado por uma cidade, caracterizado pela edificação contínua e pela 
existência de infraestrutura urbana, que compreende ao conjunto de serviços 
públicos que possibilitam a vida da população. 
 
 
 
 
SEÇÃO 4 – PRESSUPOSTOS BÁSICOS 21 
 
4 PRESSUPOSTOS BÁSICOS 
 
Segurança nas operações / segurança de voo: 
 
a) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do 
CBMMG começa com pré-voo (feito por Piloto de RPA regularmente 
credenciado junto ao BOA) na Unidade Operacional até o nível de Posto 
Avançado, e liberação por parte do Piloto de RPA para engajamento na 
missão; 
b) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do 
CBMMG somente pode ser executado por bombeiro militar Piloto de RPA 
regularmente formado em Curso de Piloto de RPA ministrado pelo 
BOA/CBMMG (conforme Resolução 840 do CBMMG) ou por bombeiro militar 
com curso externo e checado pelo BOA como Piloto de RPA, sendo o PILOTO 
com SARPAS (Sistema de Solicitação de Autorização para Acesso ao Espaço 
Aéreo) ATIVO; 
c) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do 
CBMMG somente pode ser executado com aeronave da carga do CBMMG, 
regularmente inscrita no SISANT pelo BOA; e com piloto conforme descrito 
acima. RPAs emprestadas ao CBMMG somente poderão voar com ordens 
expressas dos Comandantes de Unidade Operacional, no mínimo; 
d) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do 
CBMMG deve possuir notificação de Voo SARPAS aprovado antes da 
decolagem do RPA, e válido para todo o período do voo; 
e) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do 
CBMMG, havendo aeronaves ARCANJO em operação no mesmo local de 
missão, deve pousar e aguardar contato bilateral (via rádio 100% do tempo) 
para autorização de voo em conjunto por parte do Piloto da aeronave 
ARCANJO. Não havendo contato bilateral (sinal de rádio intermitente, falta de 
contato de rádio bilateral) os RPAs devem pousar imediatamente até o final das 
missões ARCANJO; 
f) o item anterior vale para qualquer outra aeronave em missão na mesma região 
que RPAs, aeronaves militares, da PMMG, da PCMG, de outros órgãos 
estaduais, de particulares, inclusive aeronaves de jornalismo; 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 22 
 
g) todo Piloto de RPA deve estar ciente das condições meteorológicas para 
empenho de sua guarnição; 
h) todo Piloto de RPA deve conhecer profundamente a legislação vigente afeta à 
atividade aérea em geral, especialmente no que tange a RPAs; 
i) nenhum Piloto de RPA pode voar fora da visada com menos de 30% de 
baterias. Se isso ocorrer – a aeronave entrar em 30% ou menos de bateria em 
voo fora de visada – o Piloto deve retornar imediatamente a RPA para voo de 
visada e pousar para troca de baterias, visando aumentar a vida útil da bateria; 
Todo pouso com menos de 10% de bateria deve ser reportado em RELPREV, 
explicitando os motivos no Diário de Voo de RPA; 
j) todo Piloto de RPA deve buscar estudar e melhorar suas condições de 
pilotagem, praticando cartões de voo quando não há missões reais e 
estudando os manuais de voo e de manobras; 
k) todos os incidentes devem ser reportados formalmente ao BOA, em forma de 
relatório circunstanciado, o que não exime o Piloto de RPA da confecção de 
RELPREV; 
l) todos os acidentes serão investigados pelo BOA com finalidade de aumentar a 
segurança de Voo, sem foco de punição, aos mesmos moldes da aviação 
embarcada. 
 
Eficiência operacional:a) o emprego de RPAs visa complementar o emprego de helicópteros no 
CBMMG, gerando ganho operacional, diminuição de custos, melhor resposta 
no cenário de operações e oferecer uma plataforma de observações para a 
chefia nas cenas de desastres e também como forma de transmitir em tempo 
real (quando possível) o cenário para o COBOM/SOU/SOF; 
b) as capacidades de visualização do cenário de operações de ponto elevado 
visam aumentar a percepção de possibilidades de atuação, portanto toda 
demanda de voo, visada, tomada de fotos e vídeos deve ser tanto apresentada 
(demandada) pelo Comandante de Operações e Chefe de Operações, tanto 
quanto pelos Pilotos de RPAs, que deverão utilizar sua expertise para 
demonstrar em melhor enquadramento os pontos críticos de cada missão aos 
bombeiros militares mais antigos presentes – e também transmitindo ao vivo 
SEÇÃO 4 – PRESSUPOSTOS BÁSICOS 23 
 
 
 (quando possível) para COBOM/SOU/SOF; 
c) quando não for necessário o voo e os RPAs estiverem no cenário operacional, 
a economia de baterias visando um emprego futuro deve ser fortemente 
considerada, garantindo uma economia inteligente de recursos para as horas 
mais críticas de cada missão; 
d) quando as primeiras baterias voadas esfriarem e estiverem prontas para 
recarga no cenário (de acordo com a demanda de cada missão), cabe ao Piloto 
de RPA buscar meios para a recarga o mais rapidamente possível, devendo o 
Chefe de Operações ou Chefe de Logística apoiar para aumento da 
efetividade; 
e) voos em condições degradadas (chuvas, chuviscos, nevoeiros, grandes 
incêndios com fumaça na linha de voo, ambiente urbano com muitos fios ou 
muita interferência magnética, ambiente rural com local de voo distante do 
rádio controle) devem ser evitados e em alguns casos não poderão ser 
efetuados, a critério de avaliação exclusiva do Piloto de RPA, visando a 
segurança da operação e sempre cumprindo o determinado no manual de voo 
da aeronave; 
f) todo o tempo o Piloto de RPA deve estar apresentado as imagens ao 
Comandante de Operações ou Chefe de Operações, ou a quem o primeiro 
determinar; 
g) todas as imagens feitas que forem gravadas podem ser utilizadas para futuras 
instruções, feedback à Imprensa (sob coordenação dos Comandantes de 
Unidades Operacionais ou equivalentes), estudos de caso ou outros. Cabe ao 
Piloto de RPA fazer o download em computador do CBMMG e disponibilizar as 
imagens na forma da legislação vigente e/ou à quem o Comandante das 
Operações num evento de SCO determinar, também sempre na forma da 
legislação vigente. 
 
Legalidade das ações: 
 
a) o acesso ao espaço aéreo brasileiro por RPA deve cumprir os parâmetros 
previstos na ICA 100-40, emitida pelo DECEA, e demais normas vigentes; 
b) antes de operar dentro do previsto para as operações de órgãos especiais, 
deve ser realizada uma avaliação do risco operacional, para tanto, devem ser
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 24 
 
seguidas as orientações emitidas pela ANAC, em sua Instrução Suplementar (IS) 
nº E94-003, podendo utilizar as Avaliações de Risco Operacionais Padrão a 
serem oferecidas pelo BOA; 
c) todo o empenho de RPA do CBMMG deve ser precedido de autorização para 
acesso ao espaço aéreo, conforme legislação vigente, em especial AIC-N 
24/18; 
d) o descumprimento das regras preconizadas na AIC-N 24/18 e demais 
legislações vigentes vai ao encontro das sanções e penalidades previstas nos 
diversos artigos que tratam da incolumidade física das pessoas, da exposição 
de aeronaves a perigo e da prática irregular da aviação, previstos no Código 
Penal (Decreto Lei nº 2.848), na Lei de Contravenções Penais (Decreto Lei nº 
3.688) e outras normas, sempre recaindo ao Operador (CBMMG) e ao Piloto de 
RPA; 
e) nos casos em que forem verificadas aproximações de quaisquer aeronaves 
tripuladas, as operações com RPA deverão ser paralisadas, exceção feita para 
as ocasiões em que seja realizada uma estreita coordenação entre os órgãos 
especiais envolvidos, ou incorrendo no item acima; 
f) toda RPA do CBMMG deve estar regularmente inscrita no SISANT, devendo o 
BOA se encarregar desse controle e criar ferramentas para registro; 
g) todo Piloto de RPA deve estar em dia com seu cadastro SARPAS e habilitado 
para referidas RPAs do CBMMG, devendo o BOA se encarregar desse controle 
e criar ferramentas para registro; 
h) todo voo de RPA do CBMMG deve ter Notificação de Voo registrado no 
SARPAS previamente e com a correta duração de sua missão; 
i) todo voo de RPA do CBMMG deve ser registrado em REDS individual da 
guarnição RPAs (com o devido detalhamento da missão de bombeiro 
realizada) e preenchimentos dos Diários de Voo de RPAs (com o devido 
detalhamento sobre as questões aeronáuticas que trata o Diário de Voo de 
RPAs). 
 
 
 
 
SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 25 
 
5 CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 
 
Diuturnamente, os Pilotos de RPA devem disponibilizar as aeronaves do turno de 
serviço no CAD ou equivalente, reportando a disponibilidade ao Chefe de Serviço. 
 
5.1 Do empenho de Urgência e Emergência 
 
Os acionamentos da guarnição RPAs serão prioritariamente feitos pelos 
COBOM/SOU/SOF, com devido REDS tipificado inicialmente como Y 40.000 - 
Operações Aéreas e suas subclassificações adequadas à cada missão, a saber: 
 
a) Y 40.003 - OPERAÇÃO AÉREA EM EVENTOS PÚBLICOS - consiste no 
emprego da aeronave em apoio à atuação dos órgãos policiais e de bombeiro 
militar em eventos públicos diversos; 
b) Y 40.008 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS FEDERAIS - consiste no emprego da 
aeronave para apoiar órgãos públicos federais no cumprimento de suas 
atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas 
funções; 
c) Y 40.009 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS ESTADUAIS - consiste no emprego da 
aeronave para apoiar órgãos públicos estaduais no cumprimento de suas 
atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas 
funções; 
d) Y 40.010 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS MUNICIPAIS - consiste no emprego da 
aeronave para apoiar órgãos públicos municipais no cumprimento de suas 
atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas 
funções; 
e) Y 40.011 - APOIO AÉREO A EMPRESAS / INSTITUIÇÕES PRIVADAS - 
consiste no emprego da aeronave para apoiar empresas, instituições privadas 
ou organização não governamental em atividades de cunho social, bem como 
transportar seus servidores no exercício de suas funções; 
f) Y 40.012 - OPERAÇÃO AÉREA PARA RECONHECIMENTO E COLETA DE 
DADOS - consiste no emprego da aeronave com objetivo de realizar 
reconhecimento de situações/locais e coleta de dados inerentes à atividade de 
polícia e/ou de bombeiro militar para subsidiar planejamento ou tomada de 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 26 
 
 decisão; 
g) Y 40.018 - OPERAÇÃO AÉREA PARA VISITA OU INSPEÇÃO - consiste no 
emprego da aeronave em apoio a autoridades civis e/ou militares, no exercício 
das atividades inerentes ao cargo, quando da realização de visita ou inspeção; 
h) Y 40.019 - OPERAÇÃO AÉREA PARA COMBATE A INCÊNDIO EM 
EDIFICAÇÕES - consiste no emprego da aeronave em ocorrências de combate 
a incêndio em edificações, bem como em apoio aos demais órgãos envolvidos 
no sinistro; 
i) Y 40.020 - OPERAÇÃO AÉREA PARA COMBATE A INCÊNDIO FLORESTAL - 
consiste no emprego da aeronave em ocorrências de combate a incêndio 
florestal, bem como em apoio aos demais órgãos envolvidos no sinistro; 
j) Y 40.025 - MONITORAMENTO AÉREO EM ENCHENTES - consiste no 
emprego da aeronave em áreas atingidas pela enchente, objetivando a 
avaliação de sua extensão, gravidade, localizar vítimas, proceder a 
levantamento de ações emergenciais, entre outras, além de subsidiar as ações 
da Defesa Civil ou de outros órgãos envolvidos; 
k) Y 40.026 - MONITORAMENTO AÉREO EM DESMORONAMENTO / 
SOTERRAMENTO - consisteno emprego da aeronave para monitoramento de 
áreas acometidas por desmoronamento ou soterramento, além de subsidiar 
ações da Defesa Civil ou de outros órgãos envolvidos; 
l) Y 40.027 - MONITORAMENTO AÉREO EM ACIDENTES DE MASSA 
(ENVOLVE DIVERSOS TIPOS) - consiste no emprego da aeronave para 
monitoramento em acidente de massa, objetivando a avaliação de sua 
extensão, gravidade, localizar vítimas, levantamento de ações emergenciais, 
entre outras, além de subsidiar as ações da Defesa Civil ou de outros Órgãos 
envolvidos; 
m) Y 40.028 - MONITORAMENTO AÉREO DE MANANCIAIS - consiste no 
emprego da aeronave para monitoramento de mananciais, de forma a propiciar 
sua devida manutenção e/ou exploração em consonância com a legislação 
vigente; 
n) Y 40.029 - MONITORAMENTO AÉREO DE RESERVAS AMBIENTAIS - 
consiste no emprego da aeronave para monitoramento de reservas ambientais 
de forma a propiciar sua devida manutenção e/ou exploração em consonância 
com a legislação vigente; 
SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 27 
 
 
o) Y 40.030 - MONITORAMENTO AÉREO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS - 
consiste no emprego da aeronave para monitoramento de bacias hidrográficas 
de forma a propiciar sua devida manutenção e/ou exploração em consonância 
com a legislação vigente; 
p) Y 40.031 -LEVANTAMENTO AÉREO DE FOCOS DE INCÊNDIO FLORESTAL 
- consiste no emprego da aeronave para sobrevoos destinados à localização, 
verificação da intensidade e potencial ofensivo de focos de incêndio florestal; 
q) Y 40.032 - LEVANTAMENTO AÉREO DE ÁREAS DESMATADAS - consiste no 
emprego da aeronave para sobrevoos destinados ao reconhecimento de áreas 
desmatadas irregularmente; 
r) Y 40.999 - OUTROS TIPOS DE OPERAÇÕES AÉREAS (DISCRIMINAR NO 
HISTÓRICO) - somente será registrado como fato dessa natureza se, e 
somente se, não estiver elencado nas naturezas anteriores – deve-se detalhar 
o histórico no REDS com o máximo de informações pertinentes à atividade. 
 
Os deslocamentos devem seguir a urgência/emergência do chamado, sendo o 
Chefe de Guarnição responsável por determinar se será em Código 3 a 1, de acordo 
com a ITO 01 do CBMMG; 
 
A guarnição mínima será de 01 BM e máxima de 02 pilotos experientes mais 2 em 
treinamento (máximo de 4 BMs); 
 
O emprego operacional do RPA visa atender a demanda do Comandante da 
Operação, portanto o Piloto de RPA reportar-se-á diretamente ao Comandante de 
Operações ou Chefe de Operações em cenários com o SCO instalado, ou ao BM 
mais antigo presente no teatro de operações; 
 
O emprego operacional pode ser limitado por condições meteorológicas degradadas 
(dificuldades de emprego em chuvas e mal tempo), falha de logística (poucas 
baterias ou muita interferência magnética nos RPAs) e condições de ambiente 
inapropriado, de acordo com a avaliação do Piloto de RPA; 
 
Os acionamentos podem ser feitos diretamente à guarnição RPAs, via telefonema ou 
via rede-rádio, pelas guarnições operacionais diversas do CBMMG, SAMU, PMMG 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 28 
 
ou outro órgão apoiado pelo CBMMG – a guarnição RPAs então deve gerar uma 
ocorrência via COBOM/SOU/SOF e deslocar para a missão; 
 
Os acionamentos podem ser feitos de iniciativa da guarnição RPAs, que por sua vez 
irá gerar uma ocorrência via COBOM/SOU/SOF e deslocar para a missão; 
 
Toda missão deve ser encerrada com REDS individual da guarnição RPAs e 
preenchimentos dos Diários de Voo de RPAs; 
 
5.2 Do emprego programado 
 
O Comandante do BOA é competente para elaborar as ordens de serviço que 
envolvam as aeronaves do CBMMG, bem como todo Comandante de Unidade até o 
nível de Pelotão BM pode determinar em Ordem de Serviço o emprego das RPAs 
cadastradas no CBMMG e sob sua guarda e que possua Piloto de RPA cadastrado 
no CBMMG. 
 
As ordens de serviço que contemplem atividades em apoio a outros órgãos da 
administração pública deverão levar em consideração os convênios vigentes e a 
legislação em vigor. 
 
As ordens de serviços devem ser cumpridas em condições de atendimento à 
ocorrências operacionais, salvaguardando baterias com carga máxima para 
primeiras respostas em missões emergenciais. 
 
5.3 Do veto ao despacho 
 
Cabe ao Coordenador do COBOM/Chefe da SOU/SOF vetar o despacho se verificar 
que os quesitos para emprego operacional não foram atingidos ou demonstrados. 
 
O Piloto de RPA poderá vetar o empenho caso haja persistente mal tempo, mal 
funcionamento prévio dos RPAs, grande interferência magnética corrente ou outro 
fato que impossibilite o voo e que deve ser reportado formalmente ao Coordenador 
do COBOM/Chefe da SOU/SOF. 
SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 29 
 
5.4 Condições mínimas para emprego operacional 
 
As seguintes condições mínimas devem ser observadas: 
 
a) o Piloto de RPA deve estar com seu credenciamento válido; 
b) a RPA deve ter código SISANT válido, impresso e junto à aeronave, bem como 
manual da RPA e Diário de Voo de RPA; 
c) a RPA deve passar por pré-voo e ter baterias carregadas o suficiente para a 
previsão de voo mínima da missão a ser empenhada; 
d) o Piloto de RPA pode ser escalado em outras funções operacionais pelos 
CBUs/Chefes de Serviço, mas durante a preparação para pilotagem, durante o 
voo e pós pilotagem, o BM deve ficar exclusivamente por conta da missão de 
voo; 
e) o Piloto de RPA deve fazer a Notificação de Voo tipo SARPAS previamente a 
TODOS os voos de RPA – pode-se solicitar a outro BM que faça o Notificação 
de Voo SARPAS, mas com o código SARPAS de quem irá efetivamente voar a 
RPA na missão; 
f) deve ser gerado um REDS separado para o voo de RPA com a natureza 
Y40.000 e suas subclasses de acordo com cada situação, cabendo ao Piloto 
de RPA sua confecção, com informações detalhadas da missão; 
g) as condições meteorológicas devem ser avaliadas previamente e durante a 
missão, em campo, respeitando as especificações de cada RPA; 
h) em campo, todo voo deve ser precedido da Avaliação de Risco conforme 
legislação vigente; 
i) o contato visual do Piloto de RPA com a aeronave é obrigatório durante todas 
as fases do voo – decolagem, deslocamentos aéreos altos, pairado e pouso. É 
vedado o uso de óculos de voo em primeira pessoa ou semelhantes, bem 
como é vedado o voo com RPA fora da linha de visada; 
j) sempre que a bateria atingir o nível de 30%, o Piloto de RPA deve pousar a 
RPA para troca de baterias – salvo voos próximos ao controle remoto, em que 
o pouso pode ser feito com valor maior a 10%. 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 30 
 
6 DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Todo Piloto de RPA formado em Curso de Piloto de RPA conforme Resolução 840 
do CBMMG será, na data da formatura, automaticamente credenciado como Piloto 
de RPAs do CBMMG, sendo apto para pilotar todas as RPAs Classe 3 da 
Corporação. 
 
Piloto e RPA com formação em outro Corpo de Bombeiro Militar do Brasil e que 
possua a mesma grade de horário e padronização de manobras, ao apresentar o 
Certificado de Conclusão de Curso no BOA, será automaticamente credenciado 
como Piloto de RPA no CBMMG, com data inicial à sua avaliação prática do curso. 
 
Os Pilotos de Aeronave do BOA, Operadores Aerotáticos (Tripulantes Operacionais) 
e Mecânicos de Voos de BOA, todos regulamentados pela RBAC 90, após 
treinamento de adaptação podem passar por prova teórica e prática: sendo 
aprovados serão credenciados como Piloto de RPA, com as mesmas obrigações e 
direitos dos militares formados em Curso de Piloto de RPA. 
 
O militar do BOA credenciado não fica impossibilitado de participar como discente do 
Curso de Piloto de RPA. 
 
Os docentes do Curso de Piloto de RPA obrigatoriamente devem pertencer ao BOA, 
ou terem pertencido e terem notório conhecimento sobre aeronaves remotamente 
pilotadas e suas aplicações nas atividades bombeiro militar. 
 
Cabe ao BOA o controlede Pilotos de RPAs formados no CBMMG, de datas de 
vencimentos de credenciamento dos Pilotos de RPAs, bem como agendamento de 
“rechegues” anuais. 
 
A validade do credenciamento do Piloto de RPA no CBMMG será de 1 (um) ano, 
com carência de 60 (sessenta) dias pós vencimento. 
 
A revalidação do credenciamento de Piloto de RPA será através de prova teórica e 
prática de voo, chamada de “RECHEQUE”. 
SEÇÃO 6 – DISPOSIÇÕES GERAIS 31 
 
Todos os “recheques” serão agendados pelo BOA e aplicados pelo BOA nas sedes 
dos BBMs do CBMMG. 
 
Pilotos de RPAs que não fizerem seu “recheque” em até 365 dias da data de 
vencimento do credenciamento terão seu credenciamento suspenso como Piloto de 
RPA no CBMMG em 60 dias. 
 
Cabe ao BOA (com apoio e supervisão da ABM) executar o curso de Piloto de 
RPAs, conforme Resolução 840. Somente Pilotos, Tripulantes Operacionais 
(Operadores Aerotáticos) e Mecânicos de Aviação podem ser instrutores do Curso 
de Pilotos de RPA, visando a transferência de conhecimentos da aviação 
embarcada para a aviação não-embarcada. 
 
Caberá também ao BOA: 
 
a) a criação de cursos rápidos detalhados e específicos para Pilotos de RPAs 
(Busca em Mata, Voo em Incêndio Urbano e outros), com foco na 
especialização da atividade, conforme Anexo B; 
b) a determinação de treinamento constante nos Batalhões, Cia Ind, Companhias 
e Pelotões, com voos seguindo os Cartões de Voo, conforme Anexo C, ou com 
exercícios propostos pelo Núcleo de RPA do CBMMG/BOA; 
c) definir a padronização e aos Pilotos de RPAs o registro de voos, padronizando 
o Diário de Voo de RPA, conforme anexo D. Cabe também ao Piloto de RPA a 
condensação em plataforma digital de log de voos; 
d) a manutenção de treinamento constante EaD; 
e) a execução de Seminários de Prevenção de Acidentes com RPAs e DRONES, 
para o público interno e externo; 
f) a aquisição, manutenção e contratação de seguro dos RPAs do CBMMG; 
g) manter carga dos RPAs do CBMMG, fazendo a distribuição às Unidades até o 
nível de Pelotão como cessão de uso. 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 32 
 
Cabe aos Chefes e Diretos liberar seus bombeiros militares para participarem de 
cursos de piloto de RPAs no BOA, bem como para cheques, “recheques” e 
chamadas para treinamentos de diversos. 
 
Todos os Pilotos de RPAs devem sempre atentar aos e-mails institucionais enviados 
pelo BOA relativos a atividades com RPAs, em especial do POP - Procedimentos 
Operacionais Padrão. 
 
Cabe aos Pilotos de RPAs sempre ao final de cada voo: 
 
a) fazer manutenção de primeiro escalão na RPA e baterias; 
b) carregar baterias; 
c) fazer download de imagens e upload para Google Photos; 
d) fazer upload dos Logs de Voo; 
e) preencher o REDS específico Y40.000 e suas variantes; 
f) preencher o Diário de Voo de RPA, escanear e enviar para o Google Photos; 
g) anunciar alterações ao Chefe Direto e ao BOA, através do Núcleo de RPA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEÇÃO 7 – LEGISLAÇÃO CORRELATA 33 
 
7 LEGISLAÇÃO CORRELATA 
 
As seguintes normas estão relacionadas com essa ITO: 
 
a) Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de Aeronáutica; 
b) ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao 
Espaço Aéreo Brasileiro; 
c) ICA 100-12 Regras do Ar; 
d) ICA 100-37 Serviços de Tráfego Aéreo; 
e) MCA 100-16 Fraseologia de Tráfego Aéreo 
f) AIC-N 24/18 Aeronaves Remotamente Pilotadas para uso exclusivo em 
Operações dos Órgãos de Segurança Pública, da Defesa Civil e de 
Fiscalização da Receita Federal; 
g) Código Penal e afins. 
 
 
 
 
 
 
Quartel em Belo Horizonte, 08/11/2019. 
 
 
 
 
(a) Erlon Dias do Nascimento Botelho, Coronel BM 
Chefe do Estado-Maior 
 
 
 
 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 34 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de 
Aeronáutica. 
 
______. ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o 
Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro. Força Aérea Brasileira. 2015 
 
______. ICA 100-12 Regras do Ar. Força Aérea Brasileira. 2016 
 
______. ICA 100-37 Serviços de Tráfego Aéreo. Força Aérea Brasileira. 2018 
 
______. MCA 100-16 Fraseologia de Tráfego Aéreo. Força Aérea Brasileira. 
2018 
 
______. AIC-N 24/18 Aeronaves Remotamente Pilotadas para uso exclusivo 
em Operações dos Órgãos de Segurança Pública, da Defesa Civil e de 
Fiscalização da Receita Federal. Força Aérea Brasileira, 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE A – CHEQUE DE PILOTOS DE RPAS E RECHEQUE ANUAL 35 
 
APÊNDICES 
 
APÊNDICE A - CHEQUE DE PILOTOS DE RPAS E “RECHEQUE” ANUAL 
 
Nome: Data: / / 
 
Instrutor Checador:______________________________________________ 
 
MANOBRA PONTUAÇÃO 
Pré-voo 
Decolagem e Pouso Normal 
4 Decolagem e Pouso nas 4 Proas 
Quadrado proa constante 
Quadrado proa variável (mesmo quadrado, proa para os dois lados 
diferentes) 
 
Voo lateral - 4 vezes 
Voo à frente - 4 vezes 
Subida e descida - sem pouso - 4 vezes 
Oito (em local aberto) - 4 vezes 
Quadrado alto - (igual aos acima) 
Fotos 90º, 45º e 0º 
Vídeos 90º, 45º e 0º 
Órbita - alta e afastada de obstáculos 
Uso de RTH – variados 
Configuração de mudança de RTH (em voo) - mudança de altura 
Configuração de mudança de RTH (em voo) - retornar ao controle 
Transmissão ao vivo - todas as configurações e transmissão de 
pelo menos 3 minutos 
 
Fotos para salvar coordenadas 
Decolagem na mão 
Pouso na mão 
Pós-voo 
Recarga e debriefing 
Confecção de REDS e relatórios adicionais 
Manobras adicionais 
Perguntas verbais adicionais 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 36 
 
APÊNDICE B - CARTÕES DE VOO 
 
MANOBRAS OBRIGATÓRIAS DE TREINAMENTO 
 
Nome: Nº: Data: / / 
 
MANOBRA CHECK 
Pré-voo 
Decolagem e Pouso Normal 
4 Decolagem e Pouso nas 4 Proas 
Quadrado proa constante 
Quadrado proa variável (mesmo quadrado, proa para os dois lados 
diferentes) 
 
Voo lateral - 4 vezes 
Voo à frente - 4 vezes 
Subida e descida - sem pouso - 4 vezes 
Oito (em local aberto) - 4 vezes 
Quadrado alto - (igual aos acima) 
Fotos 90º, 45º e 0º 
Vídeos 90º, 45º e 0º 
Órbita - alta e afastada de obstáculos 
Uso de RTH - variados 
Configuração de mudança de RTH (em voo) - mudança de altura 
Configuração de mudança de RTH (em voo) - retornar ao controle 
Transmissão ao vivo - todas as configurações e transmissão de pelo 
menos 3 minutos 
 
Fotos para salvar coordenadas 
Decolagem na mão 
Pouso na mão 
Pós-voo 
Recarga e debriefing 
Confecção de REDS e relatórios adicionais 
Manobras adicionais 
Perguntas verbais adicionais 
 
 
APÊNDICE C – CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PILOTOS DE RPAS 37 
 
APÊNDICE C - CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PILOTOS DE RPAS 
 
VOO EM INCÊNDIOS URBANOS 16HS 
VOO EM INCÊNDIOS FLORESTAIS 16 HS 
VOO EM DESASTRES NATURAIS 16 HS 
VOO EM ACIDENTES URBANOS-TECNOLÓGICOS 16 HS 
VOO EM GRANDE OPERAÇÕES COM SCO 16 HS 
VOO DE BUSCA DE PESSOA PERDIDA EM MATA 16 HS 
VOO DE APOIO A OUTROS ÓRGÃOS 16 HS 
INSTRUTOR DE VOO DE RPA 16 HS 
CHECADOR DE PILOTO DE RPA 16 HS 
ORTOMOSAICOS E ORTOFOTOS 16 HS 
SEGURANÇA DE VOO RPA 16 HS 
 
ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 38 
 
APÊNDICE D - DIÁRIO DE VOO DE RPA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE E – RELATÓRIO DE PREVENÇÃO 39 
 
APÊNDICE E – RELATÓRIO DE PREVENÇÃO 
 
 RPA 
 
 
DATA 
 
HORA 
 
LOCAL DO VOO 
(COORDENADAS) 
 
 
LOCAL DO VOO (NOMINAL) 
 
 
 
PILOTO DE RPA (OPCIONAL) 
 
 
 
SITUAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATOR (OPCIONAL) 
 
 
 
 
 
Quartel em Belo Horizonte, 08/11/2019. 
 
 
 
(a) Erlon Dias do Nascimento Botelho, Coronel BM 
Chefe do Estado-Maior