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COMANDANTE-GERAL DO CBMMG CORONEL BM EDGARD ESTEVO DA SILVA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CORONEL BM ERLON DIAS DO NASCIMENTO BOTELHO ELABORAÇÃO CAPITÃO BM KLEBER SILVEIRA DE CASTRO REVISÃO TÉCNICA/METODOLOGICA CAP BM WENDERSON DUARTE MARCELINO 2º SGT BM BRUNO ALVES BICALHO REVISÃO DE TEXTO/GRAMATICAL 2º TENENTE BM RAUL SOUZA DOS SANTOS CAPA CB BM PEDRO DANIEL CORRÊA NUNES SD BM RAFAEL MENEZES DE SOUSA E SILVA Todos os direitos reservados ao CBMMG. É permitida a reprodução por fotocópia para fins de estudo e pesquisa. Versão digital. Disponível em: https://drive.google.com/open?id=1uCewZUaqvWJliqdn8HwcOOF_PlSBgJnm C787 Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Instrução Técnica Operacional 27 : Emprego de Aeronaves remotamente pilotadas(RPA-Drones) em Apoio às Operações do CBMMG. Belo Horizonte: CBMMG, 2019. 39 p. 1. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 2. Instrução Técnica Operacional 19 . 3. ITO 27. 4. Aeronaves remotamente pilotadas. 5.Drones. 6. 7.RPA. 8.Busca e salvamento. 9. Sistema de comando de operações. I. Título . CDD 616.025 CDD 616.025 LISTA DE SIGLAS E ABREVIAÇÕES AGL - Acima do Nível do Solo ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações ATC - Controle de Tráfego Aéreo ATS - Serviços de Tráfego Aéreo AVOMD - Autorização de Sobrevoo do Ministério da Defesa BOA - Batalhão de Operações Aéreas BRLOS - Além da Linha de Visada Rádio BVLOS - Além da Linha de Visada Visual C. A. - Certificação de Aeronavegabilidade CAG - Circulação Aérea Geral CBA - Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/86) CBMMG - Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais CINDACTA - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo COM - Circulação Operacional Militar DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo DGRSO - Documento de Gerenciamento de Risco à Segurança Operacional EVLOS - Linha de Visada Visual Estendida FPV - First Person View IFR - Regras de Voo por Instrumentos IMC - Condições Meteorológicas de Voo por Instrumentos MD - Ministério da Defesa NOTAM - Notice to Airmen OACI - Organização de Aviação Civil Internacional PBN - Navegação Baseada em Performance PMD - Peso Máximo de Decolagem RLOS - Linha de Visada Rádio RNAV - Navegação de Área RNP - Performance de Navegação Requerida RPA - Aeronave Remotamente Pilotada RPAS - Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada RPS - Estação de Pilotagem Remota RVSM - Separação Vertical Mínima Reduzida SARP - Standards and Recommended Practices (instruções da OACI) SARPAS - Sistema de Autorização de Acesso ao Espaço Aéreo por Aeronaves não Tripuladas SDOP - Subdepartamento de Operações do DECEA SGSO - Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional SISCEAB - Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro SRPV-SP - Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo SUAS - Small Unmanned Aircraft Systems UA - Unmanned Aircraft UAS - Sistema de Aeronave Não Tripulada UASSG - Grupo de Estudos sobre Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas UTM - Unmanned Traffic Management VANT - Veículo Aéreo Não Tripulado (termo obsoleto) VFR - Regras de Voo Visual VMC - Condições Meteorológicas de Voo Visual VLOS - Linha de Visada Visual SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 6 2 FINALIDADE E OBJETIVOS ................................................................................... 9 3 CONCEITOS E DEFINIÇÕES ................................................................................ 10 4 PRESSUPOSTOS BÁSICOS ................................................................................ 21 5 CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES .......... 25 6 DISPOSIÇÕES GERAIS ........................................................................................ 30 7 LEGISLAÇÃO CORRELATA ................................................................................ 33 REFERÊNCIAS .............................................. ...........................................................34 APÊNDICES .................................................. ...........................................................35 ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 6 1 INTRODUÇÃO O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais é notoriamente reconhecido em suas atividades aéreas, seja por sua relevante participação em eventos de grandes desastres, seja pelo alto nível de treinamento da tripulação – que através dos Cursos de Piloto de RPA repassam seus conhecimentos para os demais bombeiros militares de Batalhões de Área, que então poderão aplicar às aeronaves remotamente pilotadas para ter uma visão aérea da ocorrência. Nas alas operacionais, os Pilotos de RPA atenderão diversos chamados, sempre focando em três princípios básicos: a) segurança nas operações/segurança de voo; b) eficiência operacional; c) legalidade das ações. A presente Instrução Técnica Operacional visa orientar os militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais quanto às formas de emprego das aeronaves remotamente pilotadas, aumentando a segurança operacional dos bombeiros militares empregados no teatro operacional, a eficácia operacional em tempo real e registrando as ações do CBMMG. Para tanto, deve-se considerar as seguintes normas e disposições: a) a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de Aeronáutica, no “Art. 14, § 4° A utilização do espaço aéreo brasileiro, por qualquer aeronave, fica sujeita às normas e condições estabelecidas”; b) a ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro, especialmente no item “3.5 Sendo a RPA uma aeronave, o acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro estará sujeito às regulamentações do DECEA e a autorizações emitidas pelo Órgãos Regionais”; c) o RBAC-E 94, Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil, da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil, “E93.3 Definições: Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely Piloted Aircraft – RPA) significa a aeronave não tripulada pilotada a partir de uma estação de pilotagem remota com finalidade diversa de recreação”; d) as definições da RBAC-E 94, especialmente o item E94.7: “responsabilidade e SEÇÃO 1 – INTRODUÇÃO 7 autoridade do piloto remoto em comando - o piloto remoto em comando de uma aeronave não tripulada é diretamente responsável pela condução segura da aeronave, pelas consequências advindas, e tem a autoridade final por sua operação”; e) as definições da Circular de Informações Aeronáuticas AIC-N 24/18, do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que tem por finalidade regulamentar os procedimentos e responsabilidades necessários para o acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro por aeronaves remotamente pilotadas (RPA, também conhecida popularmente por DRONE), com uso exclusivamente voltado às operações dos Órgãos de Segurança Pública (OSP) e de Defesa Civil (DC); f) que AERONAVE é qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera a partir de reações do ar que não sejam as reações do ar contra a superfície da terra. Aquelas que se pretenda operar sem piloto a bordo são chamadas de aeronaves não tripuladas e, dentre as não tripuladas, encontram-se as aeronaves remotamente pilotadas; g) que uma RPA é uma aeronave e, por conseguinte, para voar no espaço aéreosob responsabilidade do Brasil, deverá seguir as normas estabelecidas pelas autoridades competentes da aviação nacional; h) que o acesso ao espaço aéreo por uma RPA, engajada em operação aérea em proveito dos Órgãos ligados ao Governo, não deverá gerar impactos negativos de segurança e de capacidade para o SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro); i) o que o Piloto de RPA do CBMMG é o militar que se dedica à pilotagem de aeronaves remotamente pilotadas, sendo o responsável pela condução segura de todas as operações, tendo a autoridade final em sua atuação, e a fim de salvaguardar a segurança do Estado, das pessoas e dos operadores, todos os envolvidos em uma operação com voo de RPA do CBMMG, sendo responsável por: - adotar medidas de prevenção, visando à garantia da segurança da população, animais e propriedades no solo e/ou no ar; - adotar procedimentos padronizados de operação e de segurança de voo e prover meios de coordenação para realização de operações com um nível adequado de segurança; ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 8 - engajar a RPA em missões constitucionais de bombeiros militares, de proteção e defesa civil, busca e salvamento de pessoas, combate a incêndios florestais e urbanos, salvamentos diversos e demais missões pertinentes ao CBMMG; - cumprir e fazer cumprir o previsto na AIC-N 24/18 e nessa ITO. Esta Instrução Técnica Operacional estabelece critérios de emprego operacional das RPAs no âmbito das atividades do CBMMG, além de definir, regular e orientar a atuação de RPAs/DRONES pelo CBMMG. SEÇÃO 2 – FINALIDADE E OBJETIVOS 9 2 FINALIDADE E OBJETIVOS A presente ITO tem a finalidade de ser documento formal de referência para emprego operacional de RPAs no CBMMG. Além disso, possui os seguintes objetivos: a) estabelecer parâmetros para atuação com segurança permanente nas operações aéreas utilizando RPAs, desde os estudos de aquisição de aeronaves RPAs com seguro e manutenção, passando pelo treinamento de novos Pilotos de RPAs, até a padronização de emprego operacional e feedback; b) normatizar o emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas Classe - 3 à disposição do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, em missões de busca, salvamento terrestre e aquático, combate a incêndio, resgate, defesa civil, proteção ao meio ambiente e outras missões em que for solicitado apoio de RPAs do CBMMG; c) prover o uso apropriado, eficaz e eficiente dos recursos disponíveis; d) criar um sistema de despacho compartilhado no CBMMG a fim de se determinar as competências e responsabilidades de cada ente envolvido; e) definir meios de controles e gestão de pilotos formados e RPAs na carga do CBMMG; f) garantir a integração ao Sistema de Comando de Operações; g) normatizar os assuntos operacionais, administrativos e em geral envolvendo AERONAVES REMOTAMENTE PILOTADAS – RPAs, seus Pilotos (incluindo formação, treinamento contínuo e avalições contínuas), aquisição de RPAs, manutenção e seguro de RPAs; h) garantir a segurança do pessoal de solo, da população e das RPAS e demais aeronaves em operações; i) executar operações eficientes com empregos inteligentes; j) definir claramente o sistema de triagem, despacho, emprego e operação de forma eficiente, simples e de fácil compreensão por todos os envolvidos; k) garantir o processo contínuo de melhoramentos dos recursos logísticos e dos processos, baseados nos registros dos eventos atendidos. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 10 3 CONCEITOS E DEFINIÇÕES 3.1 Aeródromo Área delimitada em terra ou na água destinada para uso, no todo ou em parte, para pouso, decolagem e movimentação em superfície de aeronaves; inclui quaisquer edificações, instalações e equipamentos de apoio e de controle das operações aéreas, se existirem. Quando destinado exclusivamente a helicópteros, recebe denominação de heliponto. 3.2 Aeronave Qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera a partir de reações do ar que não sejam as reações do ar contra a superfície da terra. 3.3 Aeronave não tripulada Qualquer aparelho que possa sustentar-se na atmosfera, a partir de reações do ar que não sejam as reações do ar contra a superfície da terra, e que se pretenda operar sem piloto a bordo. 3.4 Aeronave não tripulada automática Aeronave não tripulada que possibilita a intervenção do piloto, a qualquer momento, na condução e no gerenciamento do voo, mesmo tendo os parâmetros e os perfis de voos conduzidos por sistemas computacionais. 3.5 Aeronave não tripulada autônoma Aeronave não tripulada que não permite a intervenção do piloto na condução do voo, tendo o planejamento da missão sido concebido dessa forma. SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 11 3.6 Aeronave de acompanhamento Aeronave tripulada capaz de acompanhar voos experimentais de RPA, com a finalidade de transmitir informações à equipe de RPAS. NOTA: É a única aeronave que poderá ser autorizada a compartilhar um espaço aéreo reservado para uma RPA. 3.7 Aeronave remotamente pilotada (RPA) Subcategoria de aeronaves não tripuladas, pilotada a partir de uma estação de pilotagem remota e utilizada para qualquer outro fim que não seja o recreativo e que seja capaz de interagir com o Controle de Tráfego Aéreo e outras aeronaves em tempo real. 3.8 Alcance visual Distância máxima em que um objeto pode ser visto sem o auxílio de lentes (excetuando-se as lentes corretivas). 3.9 Área perigosa Espaço aéreo de dimensões definidas, dentro do qual podem existir, em momentos específicos, atividades perigosas para o voo de aeronaves. 3.10 Área proibida Espaço aéreo de dimensões definidas, sobre o território ou mar territorial brasileiro, dentro do qual o voo de aeronaves é proibido. 3.11 Área restrita Espaço aéreo de dimensões definidas, sobre o território ou mar territorial brasileiro, dentro do qual o voo de aeronaves é restringido conforme certas condições definidas. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 12 3.12 Carga útil (payload) Todos os elementos da aeronave não necessários para o voo e pilotagem, mas que são carregados com o propósito de cumprir objetivos específicos. 3.13 Comitê UAS Comissão composta, originalmente, por profissionais da área do Gerenciamento de Tráfego Aéreo, com o objetivo de assessorar as autoridades nos assuntos relacionados à operação UAS, bem como garantir a padronização necessária às ações executadas pelos Órgãos Regionais. 3.14 Condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC) Condições meteorológicas expressas em termos de visibilidade, distância de nuvens e teto, inferiores aos mínimos especificados para o voo visual. 3.15 Condições meteorológicas de voo visual (VMC) Condições meteorológicas, expressas em termos de visibilidade, distância de nuvens e teto, iguais ou superiores aos mínimos especificados. NOTA: Os mínimos especificados estão dispostos na ICA 100-12 “Regras do Ar”. 3.16 Detectar e evitar Capacidade de ver, perceber ou detectar tráfegos conflitantes e outros riscos, viabilizando a tomada de ações adequadas para evitá-los. 3.17 Equipe UAS / equipe RPA Todos os membros de uma Equipe com atribuições essenciais à operação de um Sistema de Aeronaves Não Tripuladas. SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 13 3. 18 Enlace de pilotagem Enlace entre a Aeronave Não Tripulada e a Estação de Pilotagem Remota para a condução do voo. Este enlace, além de possibilitar a pilotagem da aeronave, poderá incluir a telemetria necessária para prover a situação do voo ao piloto remoto. NOTA: O enlace de pilotagem difere dos enlaces relacionados à carga útil(como sensores). 3.19 Espaço aéreo ATS Espaço aéreo de dimensões definidas, designado alfabeticamente, dentro dos quais podem operar tipos específicos de voos e para os quais são estabelecidos os serviços de tráfego aéreo e as regras de operação. NOTA: Os espaços aéreos ATS são classificados de A até G. 3.20 Espaço aéreo condicionado Espaço aéreo de dimensões definidas, normalmente de caráter temporário, em que se aplicam regras específicas. Pode ser classificado como ÁREA PERIGOSA, PROIBIDA OU RESTRITA. 3.21 Espaço aéreo controlado Espaço aéreo de dimensões definidas, dentro do qual se presta o serviço de controle de tráfego aéreo, de conformidade com a classificação do espaço aéreo. NOTA: Espaço aéreo controlado é um termo genérico que engloba as Classes A, B, C, D e E dos espaços aéreos ATS. 3.22 Espaço aéreo segregado Área restrita, publicada em NOTAM ou no AIP, aonde o uso do espaço aéreo é exclusivo a um usuário específico, não compartilhado com outras aeronaves, excetuando-se as aeronaves de acompanhamento. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 14 3.23 Estação de pilotagem remota (RPS) Componente que contém os equipamentos necessários à pilotagem da Aeronave Não Tripulada. 3.24 Explorador Pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que utiliza a aeronave de forma legítima, direta ou indireta, com ou sem fins lucrativos. NOTA 1: No contexto de Aeronaves Remotamente Pilotadas, a exploração da aeronave inclui todo o Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas. NOTA 2: Em algumas regulamentações, o “Explorador” também poderá ser definido pelo termo “Operador”, assim como a “exploração”, pelo termo “operação”. NOTA 3: Em situações de contratação de empresas terceirizadas, o EXPLORADOR torna-se corresponsável pela operação e pelos resultados que dela advenham. Art. 268, § 1º, Lei 7.565: “prevalece a responsabilidade do EXPLORADOR, quando a aeronave é pilotada por seus prepostos, ainda que exorbitem de suas atribuições”. 3.25 Fabricante Pessoa ou organização que manufatura o RPAS, criando-o a partir de componentes e peças. O Fabricante pode ou não ter produzido os componentes do RPAS. 3.26 Falha de enlace de pilotagem Falha de enlace entre a Aeronave Não Tripulada e a Estação de Pilotagem Remota (RPS) que impossibilite, mesmo que momentaneamente, a sua pilotagem. NOTA: A Falha de Enlace de Pilotagem é também conhecida como Falha de “Link C2”. 3.27 NOTAM Aviso que contém informação relativa ao estabelecimento, condição ou modificação de qualquer instalação aeronáutica, serviço, procedimento ou perigo, cujo pronto SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 15 conhecimento seja indispensável para o pessoal encarregado das operações de voo. NOTA 1: Um NOTAM tem por finalidade divulgar antecipadamente a informação aeronáutica de interesse direto e imediato para a segurança e regularidade da navegação aérea. A divulgação antecipada só não ocorrerá nos casos em que surgirem deficiências nos serviços e instalações que, obviamente, não puderem ser previstas. NOTA 2: Os NOTAM específicos para informação de operações envolvendo Aeronaves Não Tripuladas são padronizados com a utilização do código WU. Esse código pode ser utilizado para uma consulta de operações envolvendo aeronaves sem tripulação nas proximidades da área em que se pretenda operar. Núcleo de RPA Grupo de militares do BOA designado através de publicação em Bi ou BGBM que será responsável pelo Gestão das Aeronaves Remotamente Pilotadas no CBMMG, conforme previsto na Resolução 839/2019 CBMMG, bem como criação de doutrina de emprego, treinamento de Pilotos de RPA, especificações para aquisições de RPAs, acessórios e seguro, e demais assuntos relacionados ao tema RPA. 3.28 Observador de aeronave não tripulada Também conhecido como Observador de RPA, é um observador designado pelo Requerente, membro da equipe de UAS que, por meio da observação visual de uma Aeronave Não Tripulada, auxilia o piloto remoto na condução segura do voo, necessitando para tanto, comunicação permanente com o piloto. NOTA: A observação visual, aos moldes do estabelecido para operação VLOS, deverá ser estabelecida sem o auxílio de outros equipamentos ou lentes, excetuando-se as corretivas. 3.29 Operação automatizada Operação durante na qual a aeronave remotamente pilotada opera sem a efetiva pilotagem do piloto remoto, permanecendo este em condições de realizar o gerenciamento de todas as fases do voo. Ressalta-se que, em condições de ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 16 normalidade, o piloto remoto deve ter condições de interferir no voo da aeronave, cuja pilotagem está sob sua responsabilidade ou supervisão. 3.30 Operação em linha de visada visual (VLOS) Operação em VMC, na qual o piloto mantém o contato visual direto com a aeronave (sem auxílio de lentes ou outros equipamentos, exceto as lentes corretivas), de modo a conduzir o voo com as responsabilidades de manter a separação com outras aeronaves, bem como de evitar colisões com obstáculos. 3.31 Operação em linha de visada visual estendida (EVLOS) Refere-se à situação, em uma operação em VMC, na qual o piloto remoto, sem auxílio de lentes ou outros equipamentos, não é capaz de manter o contato visual direto com a Aeronave Remotamente Pilotada, necessitando, dessa forma, do auxílio de Observadores para conduzir o voo com as responsabilidades de manter a segurança da navegação, bem como de evitar colisões com obstáculos, seguindo as mesmas regras de uma operação VLOS. 3.32 Operação além da linha de visada visual (BVLOS) Operação em que o piloto remoto não consiga manter a Aeronave Remotamente Pilotada dentro do seu alcance visual. 3.33 Operação em linha de visada rádio (RLOS) Refere-se à situação em que o enlace de pilotagem é caracterizado pela ligação direta (ponto a ponto) entre a Estação de Pilotagem Remota e a aeronave. 3.34 Operação além da linha de visada rádio (BRLOS) Refere-se a qualquer outra situação em que o enlace de pilotagem não seja direto (ponto a ponto) entre a Estação de Pilotagem Remota e a Aeronave Remotamente Pilotada. Nesse contexto, o enlace eletrônico é estabelecido de forma indireta, por SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 17 meio de outros equipamentos (como antenas repetidoras de sinal, outras RPA ou satélites). 3.35 Operador de sensores Membro da equipe de operação do UAS, responsável por operar especificamente os sensores (ópticos, laser, IR, etc.) inerentes ao UAS. 3.36 Órgão de controle de tráfego aéreo Expressão genérica que se aplica, segundo o caso, a um Centro de Controle de Área (ACC), a um Órgão de Controle de Operações Aéreas Militares (OCOAM), a um Controle de Aproximação (APP) ou a uma Torre de Controle de Aeródromo (TWR). 3.37 Órgão regional São órgãos que desenvolvem atividades na Circulação Aérea Geral (CAG) e na Circulação Operacional Militar (COM), responsáveis por coordenar ações de gerenciamento e controle do espaço aéreo e de navegação aérea nas suas áreas de jurisdição. NOTA: São Órgãos Regionais do DECEA os CINDACTA I, II, III e IV e o SRPV-SP. 3.38 Piloto remoto em comando É o piloto que conduz o voo com as responsabilidades essenciais pela operação, podendo ou não ser o responsável pelo manuseio dos controles de pilotagem da aeronave. Quando responsável, exclusivamente, pelo manuseio dos controles de pilotagem, será denominado PILOTO REMOTO. NOTA: A transferência de responsabilidade entre piloto remoto ou piloto remoto em comando, quando aplicável, deverá ser efetuada de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo operador UAS. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 18 3.39 Plano de terminação devoo Conjunto de procedimentos, sistemas e funções preestabelecidos e planejados para finalizar um voo, da maneira mais controlada possível, diante de situações que impossibilitem sua condução em condições de normalidade. 3.40 Princípio da sombra Para fins de entendimento desta Instrução, o Princípio da Sombra pode ser definido como um volume existente em torno de qualquer estrutura ou obstáculo, quer seja artificial ou natural, limitado verticalmente a 5 m (cinco metros) acima da altura da estrutura ou do obstáculo e afastado horizontalmente até 30 m (trinta metros) deste. Sendo respeitada tal distância, o voo de aeronaves não tripuladas no volume considerado não afeta a segurança de outras aeronaves, pelo fato de não ser comum sua utilização por aeronaves tripuladas. Especial atenção deve ser dada às características diferenciadas de aeronaves de asas rotativas dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa Civil principalmente. 3.41 RELPREV – Relatório de Prevenção Ferramenta de prevenção do Sistema de Prevenção de Acidentes Aéreos destinada ao reporte voluntário de uma situação de risco para a segurança de voo no âmbito das organizações. No âmbito das missões com aeronaves remotamente pilotadas, o BOA será o destinatário dos RELPREVs e dará respostas no modelo de “Divulgação Operacional” de ações de segurança de voo para RPAs. 3.42 Requerente Explorador ou Operador que solicite a operação da Aeronave Não Tripulada. 3.43 Sistema de aeronave não tripulada (UAS) Sistema composto pela Aeronave e seus elementos associados, podendo ser remotamente pilotada ou totalmente autônoma. SEÇÃO 3 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES 19 3.44 Sistema de aeronave remotamente pilotada (RPAS) Subconjunto do Sistema de Aeronave Não Tripulada, capaz de interagir com o Sistema de Controle de Tráfego Aéreo e outras aeronaves em tempo real, composto pela aeronave remotamente pilotada (RPA), sua(s) estação(ões) de pilotagem remota, o enlace de pilotagem e qualquer outro componente associado à sua operação. 3.45 Sistema de controle do espaço aéreo brasileiro (SISCEAB) Sistema que tem por finalidade prover os meios necessários para o gerenciamento e o controle do espaço aéreo e o serviço de navegação aérea, de modo seguro e eficiente, conforme estabelecido nas normas nacionais e nos acordos e tratados internacionais de que o Brasil seja parte. As atividades desenvolvidas no âmbito do SISCEAB são aquelas realizadas em prol do gerenciamento e do controle do espaço aéreo, de forma integrada, civil e militar, com vistas à vigilância, segurança e defesa do espaço aéreo sob a jurisdição do Estado Brasileiro. NOTA: O DECEA é o Órgão Central do SISCEAB. 3.46 Sistema de gerenciamento da segurança operacional (SGSO) Sistema que apresenta objetivos, políticas, responsabilidades e estruturas organizacionais necessárias ao funcionamento do Gerenciamento da Segurança Operacional, de acordo com metas de desempenho, contendo os procedimentos para o Gerenciamento do Risco. 3.47 Sistema de solicitação de acesso ao espaço aéreo por aeronaves não tripuladas (SARPAS) Sistema desenvolvido para facilitar o processo de solicitação de acesso ao espaço aéreo por UAS pelos usuários desse segmento aeronáutico. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 20 3.48 Voo IFR Voo efetuado de acordo com as regras de voo por instrumentos. 3.49 Voo VFR Voo efetuado de acordo com as regras de voo visual. 3.50 Zona de aproximação ou de decolagem Para fins de entendimento do constante dessa Instrução, considera-se Zona de Aproximação ou de Decolagem, a área compreendida entre a cabeceira da pista até a distância de 9 Km (nove quilômetros), com um feixe de abertura de 90º (45º para cada lado do eixo de aproximação ou de decolagem). Exemplo: Zona de Aproximação da cabeceira 15 do Aeroporto Internacional do Galeão: Eixo da Cabeceira em uso: 150º. Feixe: 105º até 195º. Da cabeceira da pista até a distância de 9 Km (nove quilômetros). 3.51 Zona rural Região geográfica não classificada como Zona Urbana. Locais em que normalmente não existem aglomerações de pessoas e onde há baixa concentração de construções, sendo marcante a presença de elementos naturais como rios e vegetação. 3.52 Zona urbana Espaço ocupado por uma cidade, caracterizado pela edificação contínua e pela existência de infraestrutura urbana, que compreende ao conjunto de serviços públicos que possibilitam a vida da população. SEÇÃO 4 – PRESSUPOSTOS BÁSICOS 21 4 PRESSUPOSTOS BÁSICOS Segurança nas operações / segurança de voo: a) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do CBMMG começa com pré-voo (feito por Piloto de RPA regularmente credenciado junto ao BOA) na Unidade Operacional até o nível de Posto Avançado, e liberação por parte do Piloto de RPA para engajamento na missão; b) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do CBMMG somente pode ser executado por bombeiro militar Piloto de RPA regularmente formado em Curso de Piloto de RPA ministrado pelo BOA/CBMMG (conforme Resolução 840 do CBMMG) ou por bombeiro militar com curso externo e checado pelo BOA como Piloto de RPA, sendo o PILOTO com SARPAS (Sistema de Solicitação de Autorização para Acesso ao Espaço Aéreo) ATIVO; c) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do CBMMG somente pode ser executado com aeronave da carga do CBMMG, regularmente inscrita no SISANT pelo BOA; e com piloto conforme descrito acima. RPAs emprestadas ao CBMMG somente poderão voar com ordens expressas dos Comandantes de Unidade Operacional, no mínimo; d) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do CBMMG deve possuir notificação de Voo SARPAS aprovado antes da decolagem do RPA, e válido para todo o período do voo; e) todo voo de RPA em missões operacionais e administrativas no âmbito do CBMMG, havendo aeronaves ARCANJO em operação no mesmo local de missão, deve pousar e aguardar contato bilateral (via rádio 100% do tempo) para autorização de voo em conjunto por parte do Piloto da aeronave ARCANJO. Não havendo contato bilateral (sinal de rádio intermitente, falta de contato de rádio bilateral) os RPAs devem pousar imediatamente até o final das missões ARCANJO; f) o item anterior vale para qualquer outra aeronave em missão na mesma região que RPAs, aeronaves militares, da PMMG, da PCMG, de outros órgãos estaduais, de particulares, inclusive aeronaves de jornalismo; ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 22 g) todo Piloto de RPA deve estar ciente das condições meteorológicas para empenho de sua guarnição; h) todo Piloto de RPA deve conhecer profundamente a legislação vigente afeta à atividade aérea em geral, especialmente no que tange a RPAs; i) nenhum Piloto de RPA pode voar fora da visada com menos de 30% de baterias. Se isso ocorrer – a aeronave entrar em 30% ou menos de bateria em voo fora de visada – o Piloto deve retornar imediatamente a RPA para voo de visada e pousar para troca de baterias, visando aumentar a vida útil da bateria; Todo pouso com menos de 10% de bateria deve ser reportado em RELPREV, explicitando os motivos no Diário de Voo de RPA; j) todo Piloto de RPA deve buscar estudar e melhorar suas condições de pilotagem, praticando cartões de voo quando não há missões reais e estudando os manuais de voo e de manobras; k) todos os incidentes devem ser reportados formalmente ao BOA, em forma de relatório circunstanciado, o que não exime o Piloto de RPA da confecção de RELPREV; l) todos os acidentes serão investigados pelo BOA com finalidade de aumentar a segurança de Voo, sem foco de punição, aos mesmos moldes da aviação embarcada. Eficiência operacional:a) o emprego de RPAs visa complementar o emprego de helicópteros no CBMMG, gerando ganho operacional, diminuição de custos, melhor resposta no cenário de operações e oferecer uma plataforma de observações para a chefia nas cenas de desastres e também como forma de transmitir em tempo real (quando possível) o cenário para o COBOM/SOU/SOF; b) as capacidades de visualização do cenário de operações de ponto elevado visam aumentar a percepção de possibilidades de atuação, portanto toda demanda de voo, visada, tomada de fotos e vídeos deve ser tanto apresentada (demandada) pelo Comandante de Operações e Chefe de Operações, tanto quanto pelos Pilotos de RPAs, que deverão utilizar sua expertise para demonstrar em melhor enquadramento os pontos críticos de cada missão aos bombeiros militares mais antigos presentes – e também transmitindo ao vivo SEÇÃO 4 – PRESSUPOSTOS BÁSICOS 23 (quando possível) para COBOM/SOU/SOF; c) quando não for necessário o voo e os RPAs estiverem no cenário operacional, a economia de baterias visando um emprego futuro deve ser fortemente considerada, garantindo uma economia inteligente de recursos para as horas mais críticas de cada missão; d) quando as primeiras baterias voadas esfriarem e estiverem prontas para recarga no cenário (de acordo com a demanda de cada missão), cabe ao Piloto de RPA buscar meios para a recarga o mais rapidamente possível, devendo o Chefe de Operações ou Chefe de Logística apoiar para aumento da efetividade; e) voos em condições degradadas (chuvas, chuviscos, nevoeiros, grandes incêndios com fumaça na linha de voo, ambiente urbano com muitos fios ou muita interferência magnética, ambiente rural com local de voo distante do rádio controle) devem ser evitados e em alguns casos não poderão ser efetuados, a critério de avaliação exclusiva do Piloto de RPA, visando a segurança da operação e sempre cumprindo o determinado no manual de voo da aeronave; f) todo o tempo o Piloto de RPA deve estar apresentado as imagens ao Comandante de Operações ou Chefe de Operações, ou a quem o primeiro determinar; g) todas as imagens feitas que forem gravadas podem ser utilizadas para futuras instruções, feedback à Imprensa (sob coordenação dos Comandantes de Unidades Operacionais ou equivalentes), estudos de caso ou outros. Cabe ao Piloto de RPA fazer o download em computador do CBMMG e disponibilizar as imagens na forma da legislação vigente e/ou à quem o Comandante das Operações num evento de SCO determinar, também sempre na forma da legislação vigente. Legalidade das ações: a) o acesso ao espaço aéreo brasileiro por RPA deve cumprir os parâmetros previstos na ICA 100-40, emitida pelo DECEA, e demais normas vigentes; b) antes de operar dentro do previsto para as operações de órgãos especiais, deve ser realizada uma avaliação do risco operacional, para tanto, devem ser ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 24 seguidas as orientações emitidas pela ANAC, em sua Instrução Suplementar (IS) nº E94-003, podendo utilizar as Avaliações de Risco Operacionais Padrão a serem oferecidas pelo BOA; c) todo o empenho de RPA do CBMMG deve ser precedido de autorização para acesso ao espaço aéreo, conforme legislação vigente, em especial AIC-N 24/18; d) o descumprimento das regras preconizadas na AIC-N 24/18 e demais legislações vigentes vai ao encontro das sanções e penalidades previstas nos diversos artigos que tratam da incolumidade física das pessoas, da exposição de aeronaves a perigo e da prática irregular da aviação, previstos no Código Penal (Decreto Lei nº 2.848), na Lei de Contravenções Penais (Decreto Lei nº 3.688) e outras normas, sempre recaindo ao Operador (CBMMG) e ao Piloto de RPA; e) nos casos em que forem verificadas aproximações de quaisquer aeronaves tripuladas, as operações com RPA deverão ser paralisadas, exceção feita para as ocasiões em que seja realizada uma estreita coordenação entre os órgãos especiais envolvidos, ou incorrendo no item acima; f) toda RPA do CBMMG deve estar regularmente inscrita no SISANT, devendo o BOA se encarregar desse controle e criar ferramentas para registro; g) todo Piloto de RPA deve estar em dia com seu cadastro SARPAS e habilitado para referidas RPAs do CBMMG, devendo o BOA se encarregar desse controle e criar ferramentas para registro; h) todo voo de RPA do CBMMG deve ter Notificação de Voo registrado no SARPAS previamente e com a correta duração de sua missão; i) todo voo de RPA do CBMMG deve ser registrado em REDS individual da guarnição RPAs (com o devido detalhamento da missão de bombeiro realizada) e preenchimentos dos Diários de Voo de RPAs (com o devido detalhamento sobre as questões aeronáuticas que trata o Diário de Voo de RPAs). SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 25 5 CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES Diuturnamente, os Pilotos de RPA devem disponibilizar as aeronaves do turno de serviço no CAD ou equivalente, reportando a disponibilidade ao Chefe de Serviço. 5.1 Do empenho de Urgência e Emergência Os acionamentos da guarnição RPAs serão prioritariamente feitos pelos COBOM/SOU/SOF, com devido REDS tipificado inicialmente como Y 40.000 - Operações Aéreas e suas subclassificações adequadas à cada missão, a saber: a) Y 40.003 - OPERAÇÃO AÉREA EM EVENTOS PÚBLICOS - consiste no emprego da aeronave em apoio à atuação dos órgãos policiais e de bombeiro militar em eventos públicos diversos; b) Y 40.008 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS FEDERAIS - consiste no emprego da aeronave para apoiar órgãos públicos federais no cumprimento de suas atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas funções; c) Y 40.009 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS ESTADUAIS - consiste no emprego da aeronave para apoiar órgãos públicos estaduais no cumprimento de suas atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas funções; d) Y 40.010 - APOIO AÉREO A ÓRGÃOS MUNICIPAIS - consiste no emprego da aeronave para apoiar órgãos públicos municipais no cumprimento de suas atividades, bem como transportar seus servidores no exercício de suas funções; e) Y 40.011 - APOIO AÉREO A EMPRESAS / INSTITUIÇÕES PRIVADAS - consiste no emprego da aeronave para apoiar empresas, instituições privadas ou organização não governamental em atividades de cunho social, bem como transportar seus servidores no exercício de suas funções; f) Y 40.012 - OPERAÇÃO AÉREA PARA RECONHECIMENTO E COLETA DE DADOS - consiste no emprego da aeronave com objetivo de realizar reconhecimento de situações/locais e coleta de dados inerentes à atividade de polícia e/ou de bombeiro militar para subsidiar planejamento ou tomada de ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 26 decisão; g) Y 40.018 - OPERAÇÃO AÉREA PARA VISITA OU INSPEÇÃO - consiste no emprego da aeronave em apoio a autoridades civis e/ou militares, no exercício das atividades inerentes ao cargo, quando da realização de visita ou inspeção; h) Y 40.019 - OPERAÇÃO AÉREA PARA COMBATE A INCÊNDIO EM EDIFICAÇÕES - consiste no emprego da aeronave em ocorrências de combate a incêndio em edificações, bem como em apoio aos demais órgãos envolvidos no sinistro; i) Y 40.020 - OPERAÇÃO AÉREA PARA COMBATE A INCÊNDIO FLORESTAL - consiste no emprego da aeronave em ocorrências de combate a incêndio florestal, bem como em apoio aos demais órgãos envolvidos no sinistro; j) Y 40.025 - MONITORAMENTO AÉREO EM ENCHENTES - consiste no emprego da aeronave em áreas atingidas pela enchente, objetivando a avaliação de sua extensão, gravidade, localizar vítimas, proceder a levantamento de ações emergenciais, entre outras, além de subsidiar as ações da Defesa Civil ou de outros órgãos envolvidos; k) Y 40.026 - MONITORAMENTO AÉREO EM DESMORONAMENTO / SOTERRAMENTO - consisteno emprego da aeronave para monitoramento de áreas acometidas por desmoronamento ou soterramento, além de subsidiar ações da Defesa Civil ou de outros órgãos envolvidos; l) Y 40.027 - MONITORAMENTO AÉREO EM ACIDENTES DE MASSA (ENVOLVE DIVERSOS TIPOS) - consiste no emprego da aeronave para monitoramento em acidente de massa, objetivando a avaliação de sua extensão, gravidade, localizar vítimas, levantamento de ações emergenciais, entre outras, além de subsidiar as ações da Defesa Civil ou de outros Órgãos envolvidos; m) Y 40.028 - MONITORAMENTO AÉREO DE MANANCIAIS - consiste no emprego da aeronave para monitoramento de mananciais, de forma a propiciar sua devida manutenção e/ou exploração em consonância com a legislação vigente; n) Y 40.029 - MONITORAMENTO AÉREO DE RESERVAS AMBIENTAIS - consiste no emprego da aeronave para monitoramento de reservas ambientais de forma a propiciar sua devida manutenção e/ou exploração em consonância com a legislação vigente; SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 27 o) Y 40.030 - MONITORAMENTO AÉREO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS - consiste no emprego da aeronave para monitoramento de bacias hidrográficas de forma a propiciar sua devida manutenção e/ou exploração em consonância com a legislação vigente; p) Y 40.031 -LEVANTAMENTO AÉREO DE FOCOS DE INCÊNDIO FLORESTAL - consiste no emprego da aeronave para sobrevoos destinados à localização, verificação da intensidade e potencial ofensivo de focos de incêndio florestal; q) Y 40.032 - LEVANTAMENTO AÉREO DE ÁREAS DESMATADAS - consiste no emprego da aeronave para sobrevoos destinados ao reconhecimento de áreas desmatadas irregularmente; r) Y 40.999 - OUTROS TIPOS DE OPERAÇÕES AÉREAS (DISCRIMINAR NO HISTÓRICO) - somente será registrado como fato dessa natureza se, e somente se, não estiver elencado nas naturezas anteriores – deve-se detalhar o histórico no REDS com o máximo de informações pertinentes à atividade. Os deslocamentos devem seguir a urgência/emergência do chamado, sendo o Chefe de Guarnição responsável por determinar se será em Código 3 a 1, de acordo com a ITO 01 do CBMMG; A guarnição mínima será de 01 BM e máxima de 02 pilotos experientes mais 2 em treinamento (máximo de 4 BMs); O emprego operacional do RPA visa atender a demanda do Comandante da Operação, portanto o Piloto de RPA reportar-se-á diretamente ao Comandante de Operações ou Chefe de Operações em cenários com o SCO instalado, ou ao BM mais antigo presente no teatro de operações; O emprego operacional pode ser limitado por condições meteorológicas degradadas (dificuldades de emprego em chuvas e mal tempo), falha de logística (poucas baterias ou muita interferência magnética nos RPAs) e condições de ambiente inapropriado, de acordo com a avaliação do Piloto de RPA; Os acionamentos podem ser feitos diretamente à guarnição RPAs, via telefonema ou via rede-rádio, pelas guarnições operacionais diversas do CBMMG, SAMU, PMMG ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 28 ou outro órgão apoiado pelo CBMMG – a guarnição RPAs então deve gerar uma ocorrência via COBOM/SOU/SOF e deslocar para a missão; Os acionamentos podem ser feitos de iniciativa da guarnição RPAs, que por sua vez irá gerar uma ocorrência via COBOM/SOU/SOF e deslocar para a missão; Toda missão deve ser encerrada com REDS individual da guarnição RPAs e preenchimentos dos Diários de Voo de RPAs; 5.2 Do emprego programado O Comandante do BOA é competente para elaborar as ordens de serviço que envolvam as aeronaves do CBMMG, bem como todo Comandante de Unidade até o nível de Pelotão BM pode determinar em Ordem de Serviço o emprego das RPAs cadastradas no CBMMG e sob sua guarda e que possua Piloto de RPA cadastrado no CBMMG. As ordens de serviço que contemplem atividades em apoio a outros órgãos da administração pública deverão levar em consideração os convênios vigentes e a legislação em vigor. As ordens de serviços devem ser cumpridas em condições de atendimento à ocorrências operacionais, salvaguardando baterias com carga máxima para primeiras respostas em missões emergenciais. 5.3 Do veto ao despacho Cabe ao Coordenador do COBOM/Chefe da SOU/SOF vetar o despacho se verificar que os quesitos para emprego operacional não foram atingidos ou demonstrados. O Piloto de RPA poderá vetar o empenho caso haja persistente mal tempo, mal funcionamento prévio dos RPAs, grande interferência magnética corrente ou outro fato que impossibilite o voo e que deve ser reportado formalmente ao Coordenador do COBOM/Chefe da SOU/SOF. SEÇÃO 5 – CONDIÇÕES E COMPETÊNCIAS PARA EMPREGO DAS AERONAVES 29 5.4 Condições mínimas para emprego operacional As seguintes condições mínimas devem ser observadas: a) o Piloto de RPA deve estar com seu credenciamento válido; b) a RPA deve ter código SISANT válido, impresso e junto à aeronave, bem como manual da RPA e Diário de Voo de RPA; c) a RPA deve passar por pré-voo e ter baterias carregadas o suficiente para a previsão de voo mínima da missão a ser empenhada; d) o Piloto de RPA pode ser escalado em outras funções operacionais pelos CBUs/Chefes de Serviço, mas durante a preparação para pilotagem, durante o voo e pós pilotagem, o BM deve ficar exclusivamente por conta da missão de voo; e) o Piloto de RPA deve fazer a Notificação de Voo tipo SARPAS previamente a TODOS os voos de RPA – pode-se solicitar a outro BM que faça o Notificação de Voo SARPAS, mas com o código SARPAS de quem irá efetivamente voar a RPA na missão; f) deve ser gerado um REDS separado para o voo de RPA com a natureza Y40.000 e suas subclasses de acordo com cada situação, cabendo ao Piloto de RPA sua confecção, com informações detalhadas da missão; g) as condições meteorológicas devem ser avaliadas previamente e durante a missão, em campo, respeitando as especificações de cada RPA; h) em campo, todo voo deve ser precedido da Avaliação de Risco conforme legislação vigente; i) o contato visual do Piloto de RPA com a aeronave é obrigatório durante todas as fases do voo – decolagem, deslocamentos aéreos altos, pairado e pouso. É vedado o uso de óculos de voo em primeira pessoa ou semelhantes, bem como é vedado o voo com RPA fora da linha de visada; j) sempre que a bateria atingir o nível de 30%, o Piloto de RPA deve pousar a RPA para troca de baterias – salvo voos próximos ao controle remoto, em que o pouso pode ser feito com valor maior a 10%. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 30 6 DISPOSIÇÕES GERAIS Todo Piloto de RPA formado em Curso de Piloto de RPA conforme Resolução 840 do CBMMG será, na data da formatura, automaticamente credenciado como Piloto de RPAs do CBMMG, sendo apto para pilotar todas as RPAs Classe 3 da Corporação. Piloto e RPA com formação em outro Corpo de Bombeiro Militar do Brasil e que possua a mesma grade de horário e padronização de manobras, ao apresentar o Certificado de Conclusão de Curso no BOA, será automaticamente credenciado como Piloto de RPA no CBMMG, com data inicial à sua avaliação prática do curso. Os Pilotos de Aeronave do BOA, Operadores Aerotáticos (Tripulantes Operacionais) e Mecânicos de Voos de BOA, todos regulamentados pela RBAC 90, após treinamento de adaptação podem passar por prova teórica e prática: sendo aprovados serão credenciados como Piloto de RPA, com as mesmas obrigações e direitos dos militares formados em Curso de Piloto de RPA. O militar do BOA credenciado não fica impossibilitado de participar como discente do Curso de Piloto de RPA. Os docentes do Curso de Piloto de RPA obrigatoriamente devem pertencer ao BOA, ou terem pertencido e terem notório conhecimento sobre aeronaves remotamente pilotadas e suas aplicações nas atividades bombeiro militar. Cabe ao BOA o controlede Pilotos de RPAs formados no CBMMG, de datas de vencimentos de credenciamento dos Pilotos de RPAs, bem como agendamento de “rechegues” anuais. A validade do credenciamento do Piloto de RPA no CBMMG será de 1 (um) ano, com carência de 60 (sessenta) dias pós vencimento. A revalidação do credenciamento de Piloto de RPA será através de prova teórica e prática de voo, chamada de “RECHEQUE”. SEÇÃO 6 – DISPOSIÇÕES GERAIS 31 Todos os “recheques” serão agendados pelo BOA e aplicados pelo BOA nas sedes dos BBMs do CBMMG. Pilotos de RPAs que não fizerem seu “recheque” em até 365 dias da data de vencimento do credenciamento terão seu credenciamento suspenso como Piloto de RPA no CBMMG em 60 dias. Cabe ao BOA (com apoio e supervisão da ABM) executar o curso de Piloto de RPAs, conforme Resolução 840. Somente Pilotos, Tripulantes Operacionais (Operadores Aerotáticos) e Mecânicos de Aviação podem ser instrutores do Curso de Pilotos de RPA, visando a transferência de conhecimentos da aviação embarcada para a aviação não-embarcada. Caberá também ao BOA: a) a criação de cursos rápidos detalhados e específicos para Pilotos de RPAs (Busca em Mata, Voo em Incêndio Urbano e outros), com foco na especialização da atividade, conforme Anexo B; b) a determinação de treinamento constante nos Batalhões, Cia Ind, Companhias e Pelotões, com voos seguindo os Cartões de Voo, conforme Anexo C, ou com exercícios propostos pelo Núcleo de RPA do CBMMG/BOA; c) definir a padronização e aos Pilotos de RPAs o registro de voos, padronizando o Diário de Voo de RPA, conforme anexo D. Cabe também ao Piloto de RPA a condensação em plataforma digital de log de voos; d) a manutenção de treinamento constante EaD; e) a execução de Seminários de Prevenção de Acidentes com RPAs e DRONES, para o público interno e externo; f) a aquisição, manutenção e contratação de seguro dos RPAs do CBMMG; g) manter carga dos RPAs do CBMMG, fazendo a distribuição às Unidades até o nível de Pelotão como cessão de uso. ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 32 Cabe aos Chefes e Diretos liberar seus bombeiros militares para participarem de cursos de piloto de RPAs no BOA, bem como para cheques, “recheques” e chamadas para treinamentos de diversos. Todos os Pilotos de RPAs devem sempre atentar aos e-mails institucionais enviados pelo BOA relativos a atividades com RPAs, em especial do POP - Procedimentos Operacionais Padrão. Cabe aos Pilotos de RPAs sempre ao final de cada voo: a) fazer manutenção de primeiro escalão na RPA e baterias; b) carregar baterias; c) fazer download de imagens e upload para Google Photos; d) fazer upload dos Logs de Voo; e) preencher o REDS específico Y40.000 e suas variantes; f) preencher o Diário de Voo de RPA, escanear e enviar para o Google Photos; g) anunciar alterações ao Chefe Direto e ao BOA, através do Núcleo de RPA. SEÇÃO 7 – LEGISLAÇÃO CORRELATA 33 7 LEGISLAÇÃO CORRELATA As seguintes normas estão relacionadas com essa ITO: a) Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de Aeronáutica; b) ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro; c) ICA 100-12 Regras do Ar; d) ICA 100-37 Serviços de Tráfego Aéreo; e) MCA 100-16 Fraseologia de Tráfego Aéreo f) AIC-N 24/18 Aeronaves Remotamente Pilotadas para uso exclusivo em Operações dos Órgãos de Segurança Pública, da Defesa Civil e de Fiscalização da Receita Federal; g) Código Penal e afins. Quartel em Belo Horizonte, 08/11/2019. (a) Erlon Dias do Nascimento Botelho, Coronel BM Chefe do Estado-Maior ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 34 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, Código Brasileiro de Aeronáutica. ______. ICA 100-40 Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro. Força Aérea Brasileira. 2015 ______. ICA 100-12 Regras do Ar. Força Aérea Brasileira. 2016 ______. ICA 100-37 Serviços de Tráfego Aéreo. Força Aérea Brasileira. 2018 ______. MCA 100-16 Fraseologia de Tráfego Aéreo. Força Aérea Brasileira. 2018 ______. AIC-N 24/18 Aeronaves Remotamente Pilotadas para uso exclusivo em Operações dos Órgãos de Segurança Pública, da Defesa Civil e de Fiscalização da Receita Federal. Força Aérea Brasileira, 2018. APÊNDICE A – CHEQUE DE PILOTOS DE RPAS E RECHEQUE ANUAL 35 APÊNDICES APÊNDICE A - CHEQUE DE PILOTOS DE RPAS E “RECHEQUE” ANUAL Nome: Data: / / Instrutor Checador:______________________________________________ MANOBRA PONTUAÇÃO Pré-voo Decolagem e Pouso Normal 4 Decolagem e Pouso nas 4 Proas Quadrado proa constante Quadrado proa variável (mesmo quadrado, proa para os dois lados diferentes) Voo lateral - 4 vezes Voo à frente - 4 vezes Subida e descida - sem pouso - 4 vezes Oito (em local aberto) - 4 vezes Quadrado alto - (igual aos acima) Fotos 90º, 45º e 0º Vídeos 90º, 45º e 0º Órbita - alta e afastada de obstáculos Uso de RTH – variados Configuração de mudança de RTH (em voo) - mudança de altura Configuração de mudança de RTH (em voo) - retornar ao controle Transmissão ao vivo - todas as configurações e transmissão de pelo menos 3 minutos Fotos para salvar coordenadas Decolagem na mão Pouso na mão Pós-voo Recarga e debriefing Confecção de REDS e relatórios adicionais Manobras adicionais Perguntas verbais adicionais ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 36 APÊNDICE B - CARTÕES DE VOO MANOBRAS OBRIGATÓRIAS DE TREINAMENTO Nome: Nº: Data: / / MANOBRA CHECK Pré-voo Decolagem e Pouso Normal 4 Decolagem e Pouso nas 4 Proas Quadrado proa constante Quadrado proa variável (mesmo quadrado, proa para os dois lados diferentes) Voo lateral - 4 vezes Voo à frente - 4 vezes Subida e descida - sem pouso - 4 vezes Oito (em local aberto) - 4 vezes Quadrado alto - (igual aos acima) Fotos 90º, 45º e 0º Vídeos 90º, 45º e 0º Órbita - alta e afastada de obstáculos Uso de RTH - variados Configuração de mudança de RTH (em voo) - mudança de altura Configuração de mudança de RTH (em voo) - retornar ao controle Transmissão ao vivo - todas as configurações e transmissão de pelo menos 3 minutos Fotos para salvar coordenadas Decolagem na mão Pouso na mão Pós-voo Recarga e debriefing Confecção de REDS e relatórios adicionais Manobras adicionais Perguntas verbais adicionais APÊNDICE C – CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PILOTOS DE RPAS 37 APÊNDICE C - CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PILOTOS DE RPAS VOO EM INCÊNDIOS URBANOS 16HS VOO EM INCÊNDIOS FLORESTAIS 16 HS VOO EM DESASTRES NATURAIS 16 HS VOO EM ACIDENTES URBANOS-TECNOLÓGICOS 16 HS VOO EM GRANDE OPERAÇÕES COM SCO 16 HS VOO DE BUSCA DE PESSOA PERDIDA EM MATA 16 HS VOO DE APOIO A OUTROS ÓRGÃOS 16 HS INSTRUTOR DE VOO DE RPA 16 HS CHECADOR DE PILOTO DE RPA 16 HS ORTOMOSAICOS E ORTOFOTOS 16 HS SEGURANÇA DE VOO RPA 16 HS ITO 27 – EMPREGO DE RPA (DRONES) EM APOIO ÀS OPERAÇÕES DO CBMMG 38 APÊNDICE D - DIÁRIO DE VOO DE RPA APÊNDICE E – RELATÓRIO DE PREVENÇÃO 39 APÊNDICE E – RELATÓRIO DE PREVENÇÃO RPA DATA HORA LOCAL DO VOO (COORDENADAS) LOCAL DO VOO (NOMINAL) PILOTO DE RPA (OPCIONAL) SITUAÇÃO RELATOR (OPCIONAL) Quartel em Belo Horizonte, 08/11/2019. (a) Erlon Dias do Nascimento Botelho, Coronel BM Chefe do Estado-Maior