Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DESENHO TÉCNICO 
TÉCNICO EM 
ELETROMECÂNICA 
 
 
 
MATRIZ CURRICULAR DE TÉCNICO EM ELETROMECÂNICA 
 
MÓDULO I 
COMPONENTE CURRICULAR PROFESSOR: DATA: NOTA: 
Língua Portuguesa. 
Matemática Aplicada. 
Mecânica Aplicada. 
Desenho Técnico. 
Princípios de Administração. 
Eletricidade Básica. 
 
MÓDULO II 
 
COMPONENTE CURRICULAR PROFESSOR: DATA: NOTA: 
Eletrônica Aplicada. 
Circuitos Hidráulicos e Pneumáticos. 
Tecnologia dos Materiais. 
Segurança do Trabalho. 
Instalações Elétricas Industriais. 
Manutenção Industrial. 
 
MÓDULO III 
 
COMPONENTE CURRICULAR PROFESSOR: DATA: NOTA: 
Programação de Equipamentos Industriais. 
 
Máquinas Elétricas e Acionamentos. 
 
Elementos de Máquinas. 
 
Processos de Fabricação Máquinas Térmicas 
 e de Fluxo. 
 
Elementos de Automação. 
 
Eletrônica de Potência. 
 
Estágio Supervisionado 
 
Total 
1800hs 
 
 
 
 
 
1 
Sumário 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................... 2 
1.1. Emprego Do Desenho Técnico ................................................................................................................. 2 
1.2. Classificação Segundo a NBR-05984 Antiga NB-8 .................................................................................... 6 
1.3. Instrumentos ............................................................................................................................................ 7 
1.4. Uso do material ...................................................................................................................................... 10 
EXERCÍCIO EM SALA ........................................................................................................................................... 11 
2. VISTAS ORTOGRÁFICAS .................................................................................................................................. 15 
2.1. Vistas Principais ..................................................................................................................................... 15 
2.1.1. Vistas Auxiliares ............................................................................................................................. 16 
2.1.2. Vistas Seccionais ............................................................................................................................ 16 
2.2. Obtenção Das Vistas Ortográficas ......................................................................................................... 16 
EXERCÍCIOS......................................................................................................................................................... 19 
3. COTAGEM....................................................................................................................................................... 23 
4. PERSPECTIVA ISOMÉTRICA ............................................................................................................................ 25 
4.1. Perspectiva isométrica simplificada ...................................................................................................... 25 
4.2. Traçado da perspectiva isométrica simplificada.................................................................................... 25 
4.2.1. Eixos Isométricos ........................................................................................................................... 25 
4.2.2. Linha Isométrica ............................................................................................................................. 26 
4.2.3. Traçando A Perspectiva Isométrica ............................................................................................... 26 
4.2.4. Traçando A Perspectiva Isométrica De Um Prisma – Passo-A-Passo ............................................ 27 
4.2.5. Perspectiva Isométrica De Elementos Paralelos............................................................................ 28 
4.2.6. Perspectiva Isométrica De Elementos Oblíquos ............................................................................ 29 
4.2.7. Perspectiva Isométrica Do Círculo ................................................................................................. 31 
4.2.8. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Circulares E Arredondados ........................ 33 
4.2.9. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Diversos ..................................................... 35 
 
Ementa: Normalização adotada na elaboração de desenhos técnicos; leitura e interpretação 
de desenhos técnicos; conhecimentos básicos para elaboração de desenhos técnicos e sua 
importância; embasar sobre primitivas geométricas, desenvolver habilidade de visão espacial 
de componentes; capacidade de desenvolver representações de projetos e peças e 
instalações utilizando o software CAD como ferramenta de modelagem. 
 
 
 
2 
Desenho Técnico 
1. INTRODUÇÃO 
Quando tratamos de física dos materiais, entender como esses materiais funcionam e 
suas características fazem toda a diferença, desde uma construção bem feita (que não caia), 
passando pela durabilidade de um produto, etc. 
1.1. Emprego Do Desenho Técnico 
A representação do corte é exatamente imaginar que a peça se encontra partida ou 
quebrada, mostrando assim os detalhes internos. Com isso, deixa de ser necessário o uso de 
linhas ocultas, na maioria dos casos. 
Imagina-se o corte como um plano secante, que passa pela peça, separando-a em dois 
pedaços e mostrando a parte interna. O plano secante (também chamado plano de corte) é 
indicado em outra vista, mostrando aonde se encontra o corte. 
A representação do plano de corte é com um traço estreito traço-e-ponto, exatamente 
como a linha de simetria, com a diferença de ter nas extremidades um traço largo. O plano de 
corte deve ser identificado com letras maiúsculas e o ponto de vista indicado por meio de 
setas. A parte larga do plano de corte não encosta no desenho da peça. A linha de corte pode 
coincidir com a linha de simetria. 
 
 
3 
• Hachuras 
Algumas hachuras mais utilizadas 
• Parafusos e Porcas 
Parafusos são elementos de fixação, empregados na união não permanente de peças. 
Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do tipo de 
acionamento. 
 
 
4 
• Molas 
Mola é uma peça elástica flexível usada para armazenar a energia mecânica. As molas 
são feitas geralmente de aço endurecido. 
• Mancais 
Mancais podem também serem definidos como sendo todos os elementos onde o 
movimento de translação em qualquer direção deve ser minimizado, se não proibido, deixando 
livre a rotação somente em torno de um eixo. 
 
 
 
 
 
5 
• Chavetas 
Elemento mecânico geralmente fabricado em aço. Sua forma, em geral, é retangular 
ou semicircular. A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça. Tem por 
finalidade ligar dois elementos mecânicos. 
• Soldas 
 
 
 
 
6 
 
1.2. Classificação Segundo a NBR-05984 Antiga NB-8 
A execução de desenhos técnicos é inteiramente normalizada pela ABNT. Os 
procedimentos para execução de desenhos técnicos aparecem em normas gerais que 
abordam, desde a denominação e classificação dos desenhos, até as formas de 
representação gráfica, como é o caso da NBR 5984 – NORMA GERAL DE DESENHO 
TÉCNICO (Antiga NB 8) e da NBR 6402 – EXECUÇÃO DE DESENHOS TÉCNICOS DE 
MÁQUINAS E ESTRUTURAS METÁLICAS (Antiga NB 13). Existem outras normas 
específicas que tratam os assuntos separadamente, conforme os exemplos seguintes: 
• NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL, cujo objetivo é definir os 
termos empregados em desenho técnico. A norma define os tipos de desenho 
quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e Não-Projetivo), quantoao grau de elaboração (Esboço, Desenho Preliminar e Definitivo), quanto ao grau 
de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e quanto à técnica de 
execução (À mão livre ou utilizando computador) 
• NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAYOUT E DIMENSÕES, cujo objetivo é 
padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos 
e definir seu layout com suas respectivas margens e legenda. As folhas podem ser 
utilizadas tanto na posição vertical como na posição horizontal. Os tamanhos das 
folhas seguem os formatos da série “A”, e o desenho deve ser executado no menor 
formato possível, desde que não comprometa a sua interpretação. 
• NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO, que 
normaliza a distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, 
o espaço para desenho etc. Como regra geral deve-se organizar os desenhos 
 
 
7 
distribuídos na folha, de modo a ocupar toda a área, e organizar os textos acima da 
legenda junto à margem direita, ou à esquerda da legenda logo acima da margem 
inferior. 
• NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS, que fixa a 
forma de dobramento de todos os formatos de folhas de desenho: para facilitar a 
fixação em pastas, eles são dobrados até as dimensões do formato A4. 
• NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS 
TÉCNICOS que, visando à uniformidade e à legibilidade para evitar prejuízos na 
clareza do desenho e evitar a possibilidade de interpretações erradas, fixou as 
características de escrita em desenhos técnicos. 
• NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – 
LARGURAS DAS LINHAS 
• NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO 
TÉCNICO - 2 – 
• NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS • NBR 12298 – 
REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM 
DESENHO TÉCNICO 
• NBR 10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO 
• NBR 8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS 
TÉCNICOS • NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES 
• NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM 
DESENHO TÉCNICO. 
Existem outras normas que regulam a elaboração dos desenhos e têm a finalidade de 
atender a uma determinada modalidade de engenharia. Como exemplo, pode-se citar: a NBR 
6409, que normaliza a execução dos desenhos de eletrônica; a NBR 7191, que normaliza a 
execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado; NBR 11534, que normaliza 
a representação de engrenagens em desenho técnico. Uma consulta aos catálogos da ABNT 
mostrará muitas outras normas vinculadas à execução de algum tipo ou alguma especificidade 
de desenho técnico. 
1.3. Instrumentos 
• Lápis e Lapiseiras 
Ambos possuem vários graus de dureza: um grafite mais dura permite pontas finas, 
mas traços muito claros. Um grafite mais macio cria traços mais escuros, mas as pontas serão 
rombudas. Recomenda-se um grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma 
grafite HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência pessoal de cada 
um. Os lápis devem estar sempre apontados, de preferência com estilete. Para lapiseiras, 
recomenda-se usar grafites de diâmetro 0,5 ou 0,3 mm. 
• Esquadros 
São usados em pares: um de 45º e outro de 30º / 60º. A combinação de ambos permite 
obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e 
perpendiculares. 
 
 
 
8 
• Compasso 
Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso tradicional 
possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos com cabeças 
intercambiáveis para canetas de nanquim ou tira-linhas. 
• Escalímetro ou Escala 
Conjunto de réguas com várias escalas usadas em engenharia. Seu uso elimina o uso 
de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de execução do projeto. O tipo de 
escalímetro mais usado é o triangular, com escalas típicas de arquitetura: 1:20, 1:25, 1:50, 
1:75, 1:100, 1:125. A escala 1:100 corresponde a 1 m = 1 cm, e pode ser usado como uma 
régua comum (1:1). O uso de escalas será explicado mais adiante. 
• Folhas 
O formato usado é o baseado na norma NBR 10068, denominado A0 (A-zero). Trata-
se de uma folha com 1 m2, cujas proporções da altura e largura são de 1: 2. Todos os formatos 
seguintes são proporcionais: o formato A1 tem metade da área do formato A0, etc. 
Todo desenho deve ter no canto inferior direito, conforme norma um quadro destinado 
à legenda, onde estarão as principais informações referentes ao que está desenhado como: 
Título, localização, equipamento, unidade, nomes da equipe, nome da empresa projetista e 
cliente, escala, revisão, etc. 
Veja exemplo a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
10 
1.4. Uso do material 
I. Caligrafia Técnica 
As letras e algarismos que compõe a caligrafia utilizada no desenho técnico seguem 
normatização da A.B.N.T. (Associação Brasileira de Normas Técnicas). 
Abaixo está a forma de caligrafia a ser utilizada. 
• LETRAS MAIÚSCULAS 
A B C D E F G H I J K L M N O P Q 
R S T U V W X Y Z 
• LETRAS MINÚSCULAS 
a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u 
v w x y z 
• ALGARISMOS 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 
• PROPORÇÕES 
 
 
11 
EXERCÍCIO EM SALA 
 
 
12 
 
 
 
13 
 
 
 
14 
CALIGRAFIA TÉCNICA – NBR 8402/1994 
Copiar o texto abaixo em caligrafia técnica respeitando letras maiúsculas e minúsculas, 
usando lápis ou grafite. 
O objetivo geral do curso é formar um profissional que seja capaz de utilizar a Expressão 
Gráfica na representação de projetos gráficos, com habilidades e domínio das novas 
tecnologias, de forma ágil e interativa, que entenda a linguagem do engenheiro, do designer 
ou do arquiteto e que atue em um intervalo de funções existente entre o criador e a produção 
ou simultaneamente a esses processos quando tratar-se de projetos desenvolvidos por 
equipes compostas por profissionais de diversas áreas. 
 
 
15 
2. VISTAS ORTOGRÁFICAS 
Utilizando o sistema de projeções cilíndricas ortogonais, o matemático francês Gaspard 
Monge criou a Geometria Descritiva que serviu de base para o Desenho Técnico. Utilizando 
dois planos perpendiculares, um horizontal (’) e outro vertical (”), ele dividiu o espaço em 
quatro partes denominados diedros. Um objeto colocado em qualquer diedro terá as suas 
projeções horizontal e vertical (Figura 2.1). Como o objetivo é visualizar o objeto em um só 
plano, o desenho é denominado “épura”, ou planificação do diedro, que consiste na rotação 
do plano horizontal, de modo que a parte anterior do ’ coincida com a parte inferior de ”, 
enquanto o plano vertical permanece imóvel (Figura 2.2). A linha determinada pelo encontro 
dos dois planos é chamada de Linha de Terra (LT). 
Figura 2.1 
Figura 2.2 
2.1. Vistas Principais 
Vistas principais são as vistas ortográficas obtidas quando se projeta um objeto 
ortogonalmente nas seis faces do cubo; existem seis vistas principais: 
Vista Frontal, Posterior, Lateral Direita, Lateral Esquerda, Superior e Inferior. 
Cabe ao desenhista / projetista a escolha das vistas mais apropriadas para representar 
melhor o objeto. Precisamos de no mínimo duas vistas ortográficas para representar as três 
dimensões: comprimento, largura e altura em um papel bidimensional. Em casos de peças 
bem simples uma vista apenas pode representar a peça, tal como um círculo representando 
um rolamento. Mas o mesmo círculo pode representar uma peça cilíndrica. Neste caso basta 
uma nota explicativa e a dúvida fica desfeita. Na maioria dos casos precisamos fazer pelo 
menos duas vistas para evitar ambiguidade. 
 
 
16 
2.1.1. Vistas Auxiliares 
2.1.2. Vistas Seccionais 
Quando temos arestas ou contornos que ficam ocultos para uma determinada posição 
de observação, estas são representadas por linhas interrompidas ou tracejadas. Assim 
evitamos ter que fazer mais uma vista oposta na mesma direção. 
2.2. Obtenção Das Vistas OrtográficasO objeto é colocado no interior do triedro tri-retângulo para obter suas vistas. A vista de 
frente deve ser a principal. Esta vista comanda a posição das demais. É conveniente que se 
faça uma análise do objeto, com o objetivo de escolher a melhor posição para a vista de frente. 
A escolha da vista de frente deve ser: 
a) Aquela que mostre a forma mais característica do objeto; 
b) A que indique a posição de trabalho do objeto, ou seja, como ele é encontrado, 
isoladamente ou num conjunto; 
 
 
17 
c) Se os critérios anteriores forem insuficientes, escolhe-se a posição que mostre a 
maior dimensão do objeto e possibilite o menor número de linhas invisíveis nas outras vistas. 
Em Desenho Técnico não se representam nem a linha de terra nem o traço do plano 
de perfil. Porém, devem ser obedecidas as regras de posicionamento relativo das vistas, 
decorrentes da teoria de dupla projeção ortogonal e do rebatimento dos planos de referência. 
Para obter as vistas de um objeto, inicialmente, são comparadas as dimensões de 
largura, altura e profundidade, para a escolha da posição vertical ou horizontal do papel. 
Efetua-se então a representação das vistas necessárias do objeto, de acordo com suas 
dimensões. 
Exemplo: 
O objeto representado na figura acima possui uma face que não é paralela a nenhum 
dos planos de referência, e, portanto, nas suas vistas não aparece a verdadeira grandeza da 
mesma. 
Os objetos, agora, estarão sendo representados apenas no 1º diedro. 
Em Geometria Descritiva constroem-se as figuras, ponto por ponto, em função das 
respectivas coordenadas (abscissa, afastamento e cota) referidas aos planos de projeção. Em 
Desenho Técnico, devido à regularidade dos objetos habitualmente representados, utilizam-
se para construir as vistas suas próprias dimensões, tomadas paralelamente aos planos de 
projeção e tendo como referência as faces ou eixos de simetria do próprio objeto. 
 
 
 
 
 
 
18 
Exemplo: 
Na obtenção das vistas, os contornos e arestas visíveis são desenhados com linha 
contínua larga. As arestas e contornos que não podem ser vistos da posição ocupada pelo 
observador, por estarem ocultos pelas partes que ficam à frente, são representados por linhas 
tracejadas largas ou estreitas. Com a utilização de linhas tracejadas para aresta invisíveis 
evita-se, normalmente, com essa convenção, a necessidade de representação de duas vistas 
opostas de um mesmo contorno, quando o objeto não for simétrico. As linhas de centro são 
eixos de simetria que posicionam o centro de furos ou detalhes com simetria radial, elas são 
representadas pelo tipo de linha de traço e ponto estreita. 
Desenho 1: Vistas ortográficas: Reproduza as vistas ortográficas do objeto abaixo 
numa folha A4, com margem e legenda de acordo com exemplificado na página 8, com os 
tamanhos especificados na perspectiva e realize a cotagem. 
A representação da vista oposta a uma vista habitual é necessária quando a quantidade 
e a complexidade dos detalhes invisíveis e sua coincidência parcial com linhas visíveis 
impedem uma fácil identificação dos mesmos. 
 
 
19 
EXERCÍCIOS 
1. Numere as projeções ortogonais correspondentes a cada perspectiva 
 
 
20 
 
 
 
 
21 
2. Desenhar as vistas ortográficas: VF, VS, VLE. 
 
 
 
 
22 
3. Desenhar as vistas ortográficas: VF, VS, VLE. 
 
 
 
23 
3. COTAGEM 
A NBR 10126 (ABNT, 1987 - Versão Corrigida: 1998) tem como objetivo fixar os 
princípios gerais de cotagem, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa 
unidade de medida. As recomendações na aplicação de cotas são: 
• Cotagem completa para descrever de forma clara e concisa o objeto; 
• Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade para todas as cotas sem o 
emprego do símbolo; 
• Evitar a duplicação de cotas, cotar o estritamente necessário; 
• Sempre que possível evitar o cruzamento de linhas auxiliares com linhas de cotas 
e com linhas do desenho; 
• A cotagem deve se dar na vista ou corte que represente mais claramente o 
elemento. 
Os elementos gráficos para a representação da cota são (Figura 3.1): 
• Linha de cota; 
• Linha auxiliar; 
• Limite da linha de cota (seta ou traço oblíquo); 
• Valor numérico da cota. 
Figura 3.1 
As linhas auxiliares e de cotas devem ser desenhadas como linhas estreitas contínuas. 
A linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da respectiva linha de cota. Um 
pequeno espaço deve ser deixado entre a linha de contorno e a linha auxiliar. Quando houver 
 
 
24 
espaço disponível, as setas de limitação da linha de cota devem ser apresentadas entre os 
limites da linha de cota. Quando o espaço for limitado as setas podem ser apresentadas 
externamente no prolongamento da linha de cota (Figura a seguir). 
A indicação dos limites da linha de cota é feita por meio de setas ou traços oblíquos. 
Somente uma indicação deve ser usada num mesmo desenho, entretanto, se o espaço for 
pequeno, outra forma pode ser utilizada. As indicações são as seguintes: 
• a seta é desenha com linhas curtas formando ângulos de 15°. A seta pode ser 
aberta, ou fechada preenchida; 
• o traço oblíquo é desenhado com uma linha curta e inclinado a 45°. 
Eixos, linhas de centro, arestas e contornos de objetos não devem ser usados como 
linha de cota (exceção aos desenhos esquemáticos). 
As cotas de cordas, arcos e ângulos devem ser como mostra a Figura abaixo. 
 
 
Em grandes raios, onde o centro esteja fora dos limites disponíveis para cotagem, a 
linha de cota deve ser quebrada. 
 
 
25 
A linha de centro e a linha de contorno, não devem ser usadas como linha de cota, 
porém, podem ser usadas como linha auxiliar. A linha de centro, quando usada como linha 
auxiliar, deve continuar como linha de centro até a linha de contorno do objeto. 
4. PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
4.1. Perspectiva isométrica simplificada 
Em quase todos os usos práticos do sistema isométrico não se considera a redução 
que sofrem as linhas, marcando-se sobre os eixos seus comprimentos reais. Assim, teremos 
uma figura com uma forma exatamente igual, mas um pouco maior, na proporção de 1 para, 
23, linear, e seu volume de 1,00 m3 para 1,23 m3 (figura abaixo). 
4.2. Traçado da perspectiva isométrica simplificada 
4.2.1. Eixos Isométricos 
O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semirretas que 
têm o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°. Essas semirretas, 
assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos. Cada uma das semirretas é um eixo 
isométrico. Os eixos isométricos podem ser representados em posições variadas, mas sempre 
formando, entre si, ângulos de 120°. Neste curso, os eixos isométricos serão representados 
sempre na posição indicada na figura anterior. O traçado de qualquer perspectiva isométrica 
parte sempre dos eixos isométricos. 
 
 
26 
4.2.2. Linha Isométrica 
Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica. Observe a 
figura a seguir: 
4.2.3. Traçando A Perspectiva Isométrica 
Dadas as vistas principais de um objeto, parte-se de um ponto que representa o vértice 
O do sólido envolvente e traçam-se os três eixos, que farão entre si ângulos de 120º. Em 
seguida, constrói-se o paralelepípedo envolvente do sólido com as maiores dimensões de 
largura, altura e profundidade, segundo a visibilidade desejada para os três planos. Analisando 
as vistas ortográficas, fazem-se cortes no sólido envolvente de acordo com as formas e 
dimensões dadas nas referidas vistas, adaptando, separadamente, cada vista no seu plano, 
até que se tenha o objeto desejado (Figura abaixo). As linhas ocultas não são habitualmente 
representadas em perspectiva. 
 
 
27 
4.2.4. Traçando A Perspectiva Isométrica De Um Prisma – Passo-A-Passo 
O traçado da perspectiva será demonstrado em cinco fases apresentadas 
separadamente. Na prática, porém, elas são traçadas em um mesmo desenho. Em cada nova 
fasevocê deve repetir todos os procedimentos anteriores. 
 
1a fase - Trace levemente, os eixos isométricos e indique o comprimento, a largura e a 
altura sobre cada eixo, tomando como base as medidas aproximadas do prisma representado 
na figura anterior. 
2a fase - A partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a altura, trace duas 
linhas isométricas que se cruzam. Assim ficará determinada a face da frente do modelo. 
3a fase - Trace agora duas linhas isométricas que se cruzam a partir dos pontos onde 
você marcou o comprimento e a largura. Assim ficará determinada a face superior do modelo. 
4a fase - E, finalmente, você encontrará a face lateral do modelo. Para tanto, basta 
traçar duas linhas isométricas a partir dos pontos onde você indicou a largura e a altura. 
 
 
28 
5a fase (conclusão) - Apague os excessos das linhas de construção. Depois, é só 
reforçar os contornos da figura e está concluído o traçado da perspectiva isométrica do prisma 
retangular. 
Desenho 2 – Perspectiva Isométrica de um Prisma: Desenhe um prisma com as 
dimensões 50mm x 40mm x 30mm numa folha A4 com margem e legenda. Não esqueça das 
cotas. 
4.2.5. Perspectiva Isométrica De Elementos Paralelos 
A forma do prisma com elementos paralelos deriva do prisma retangular. Por isso, o 
traçado da perspectiva do prisma com elementos paralelos parte da perspectiva do prisma 
retangular ou prisma auxiliar. 
O traçado das cinco fases será baseado no modelo prismático indicado a seguir. 
 
1a fase - Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar utilizando as medidas 
aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma com rebaixo. 
2a fase - Na face da frente, marque o comprimento e a profundidade do rebaixo e trace 
as linhas isométricas que o determinam. 
 
 
29 
3a fase - Trace as linhas isométricas que determinam a largura do rebaixo. Note que a 
largura do rebaixo coincide com a largura do modelo. 
4a fase - Complete o traçado do rebaixo. 
5a fase (conclusão) - Finalmente, apague as linhas de construção e reforce os 
contornos do modelo. 
Desenho 3 – Perspectiva com elementos paralelos: Reproduza o desenho abaixo e 
realize a cotagem. 
 
4.2.6. Perspectiva Isométrica De Elementos Oblíquos 
Os modelos prismáticos também podem apresentar elementos oblíquos. Observe os 
elementos dos modelos abaixo: 
 
 
30 
Esses elementos são oblíquos porque têm linhas que não são paralelas aos eixos 
isométricos. Nas figuras anteriores, os segmentos de reta: AB, CD, EF, GH, IJ, LM, NO, PQ e 
RS são linhas não isométricas que formam os elementos oblíquos. O traçado da perspectiva 
isométrica de modelos prismáticos com elementos oblíquos também será demonstrado em 
cinco fases. 
O modelo a seguir servir· de base para a demonstração do traçado. O elemento oblíquo 
deste modelo chama-se chanfro. 
1a fase - Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar, utilizando as medidas 
aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma chanfrado. 
2a fase - Marque as medidas do chanfro na face da frente e trace a linha não isométrica 
que determina o elemento. 
3a fase - Trace as linhas isométricas que determinam a largura do chanfro. 
4a fase - Complete o traçado do elemento. 
5a fase - Agora é só apagar as linhas de construção e reforçar as linhas de contorno 
do modelo. 
 
 
31 
Desenho 4 – Perspectiva com chanfro I: Reproduza o desenho abaixo em folha A4 
com margem e legenda e realize a cotagem. 
Desenho 5 – Perspectiva com chanfro II: Reproduza o desenho abaixo em folha A4 
com margem e legenda e realize a cotagem. 
 
4.2.7. Perspectiva Isométrica Do Círculo 
Um círculo, visto de frente, tem sempre a forma redonda. Entretanto, quando giramos 
o círculo. Imprimimos um movimento de rotação ao círculo, ele aparentemente muda, pois 
assume a forma de uma elipse. 
Para obter a perspectiva isométrica de circunferências e de arcos de circunferências 
utilizamos a chamada elipse isométrica. 
Uma circunferência pode ser inscrita num quadrado, e esse, ao ser perspectivado, 
transforma-se num losango, que terá uma elipse inscrita. 
Para executar o desenho isométrico das circunferências, são executadas as seguintes 
etapas: 
 
 
32 
1) Desenha-se o quadrado ABCD que circunscreve a circunferência. Traçam-se os 
eixos isométricos e marcam-se os lados do quadrado nos eixos. Tem-se agora o 
losango ABCD (Figura abaixo). 
 
2) Obtêm-se os pontos médios E, F, G e H dos lados do losango ABCD. 
3) Com centros nos vértices C e A, traçam-se os arcos HE e GF. Com centro nos 
pontos I e J, traçam-se os arcos EF e HG, completando a elipse isométrica. 
O procedimento é o mesmo qualquer que seja o plano utilizado. Notem, na figura 
abaixo, os sentidos das elipses. 
 
 
33 
4.2.8. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Circulares E Arredondados 
Os modelos prismáticos com elementos circulares e arredondados também podem ser 
considerados como derivados do prisma. 
O traçado da perspectiva isométrica desses modelos também parte dos eixos 
isométricos e da representação de um prisma auxiliar, que servirá como elemento de 
construção. 
O tamanho desse prisma depende do comprimento, da largura e da altura do modelo a 
ser representado em perspectiva isométrica. Mais uma vez, o traçado será demonstrado em 
cinco fases. Acompanhe atentamente cada uma delas e aproveite para praticar no reticulado 
da direita. Observe o modelo utilizado para ilustrar as fases. Os elementos arredondados que 
aparecem no modelo têm forma de semicírculo. 
Para traçar a perspectiva isométrica de semicírculos, você precisa apenas da metade 
do quadrado auxiliar. 
1a fase - Trace o prisma auxiliar respeitando o comprimento, a largura e a altura 
aproximados do prisma com elementos arredondados. 
2a fase - Marque, na face anterior e na face posterior, os semi-quadrados que auxiliam 
o traçado dos semicírculos. 
 
 
34 
3a fase - Trace os semicírculos que determinam os elementos arredondados, na face 
anterior e na face posterior do modelo. 
4a fase - Complete o traçado das faces laterais. 
 
5a fase - Apague as linhas de construção e reforce o contorno do traçado. 
Desenho 6 – Perpectiva com arredondamento: Reproduza o desenho abaixo em 
folha A4 com margem e legenda e realize a cotagem. 
 
 
35 
4.2.9. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Diversos 
Na prática, você encontrará peças e objetos que reúnem elementos diversos em um 
mesmo modelo. Veja alguns exemplos. 
Os modelos acima apresentam chanfros, rebaixos, furos e rasgos. Com os 
conhecimentos que você já adquiriu sobre o traçado de perspectiva isométrica é possível 
representar qualquer modelo prismático com elementos variados. 
Isso ocorre porque a perspectiva isométrica desses modelos parte sempre de um 
prisma auxiliar e obedece à sequência de fases do traçado que você já conhece. 
Desenho 7 – Desenho final: Reproduza o desenho abaixo em folha A4 com margem 
e legenda e realize a cotagem. 
	1. INTRODUÇÃO
	1.1. Emprego Do Desenho Técnico
	1.2. Classificação Segundo a NBR-05984 Antiga NB-8
	1.3. Instrumentos
	1.4. Uso do material
	EXERCÍCIO EM SALA
	2. VISTAS ORTOGRÁFICAS
	2.1. Vistas Principais
	2.1.1. Vistas Auxiliares
	2.1.2. Vistas Seccionais
	2.2. Obtenção Das Vistas Ortográficas
	EXERCÍCIOS
	3. COTAGEM
	4. PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
	4.1. Perspectiva isométrica simplificada
	4.2. Traçado da perspectiva isométrica simplificada
	4.2.1. Eixos Isométricos
	4.2.2. Linha Isométrica
	4.2.3. Traçando A Perspectiva Isométrica
	4.2.4. Traçando A Perspectiva Isométrica De Um Prisma – Passo-A-Passo
	4.2.5. Perspectiva Isométrica De Elementos Paralelos
	4.2.6. Perspectiva Isométrica De Elementos Oblíquos
	4.2.7. Perspectiva Isométrica Do Círculo
	4.2.8. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Circulares E Arredondados
	4.2.9. Perspectiva Isométrica De Modelos Com Elementos Diversos

Mais conteúdos dessa disciplina