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Avaliação Audiológica Básica

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Impresso por Flavia Soares, E-mail soares3@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos
autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 20/10/2024, 13:48:45
 Avaliação audiológica básica 
 Determinar a integridade do sistema auditivo 
 Identificar tipo, grau e configuração da perda auditiva em cada orelha. 
 
Realizada em 4 etapas: 
1. Anamnese + Meatoscopia 
2. ATL 
3. Logoaudiometria 
4. Medidas de Imitância Acústica Timpanometria 
 Reflexo acústico 
 
ATL Audiometria tonal limiar –
Encontrar o limiar auditivo do paciente, que é o menor nível de intensidade sonora audível em 50% das apresentações. 
 Aérea 1k, 2k, 3k, 4k, 6k, 8k, 250 e 500 Hz –
 Vias de pesquisa Audiograma 
 Óssea 1k, 2k, 3k, 4k e 500 Hz – VA – o VA - x
 VO - 
Intensidade inicial de 40/50 dB para pessoas com audição normal 
 Gap aéreo-ósseo: diferença entre os limiares de VA e VO 
 Os limiares obtidos devem ser representados graficamente no audiograma. 
Resultado audiológico deve conter tipo, grau, configuração e lateralidade da perda auditiva de acordo a literatura –
adotada. 
(Silman e Silverman, 1997) 
TIPO DE PERDA CARACTERÍSTICAS 
Perda auditiva condutiva Limiares de via óssea menores ou iguais a 15 dBNA e 
limiares de via aérea maiores que 25 dBNA, com gap 
aéreo-ósseo maior ou igual a 15 dB. 
Perda auditiva sensorioneural Limiares de VO maiores do que 15 dBNA e limiares de 
VA maiores que 25 dBNA, com gap aéreo-ósseo de até 
10 dB 
Perda auditiva mista Limiares de VO maiores do que 15 dBNA e limiares de 
VA maiores que 25 dBNA, com gap aéreo-ósseo maior 
ou igual a 15 dB 
 
 
Logoaudiometria / Audiometria vocal 
Definição técnica em que amostras de fala padronizadas de uma língua são apresentadas por meio de um sistema –
calibrado para medir algum aspecto da sensibilidade auditiva. 
Egs.: É importante garantir que a setinha do não passe do ponto 0. VU
 Usa estímulo de fala para avaliar algum aspecto da audição. 
 Estimar a alteração da comunicação causada pela DA. 
 
 Limiar de detecção de voz (LDV) 
 Audiometria vocal Limiar de reconhecimento de fala (SRT/LRF) 
 Índice percentual de reconhecimento de fala (IPRF) 
 
LDV nã é feito em todas as situa es! – o çõ
 Teste feito em casos de perda auditiva severa profunda. 
 Menor intensidade na qual o indivíduo pode perceber a presença de um sinal de fala em 50% das 
apresentações (ASHA, 1988) 
 Material de fala pa, po – “ ”
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Pa quando o paciente tem um pouco do agudo preservado (perda nas frequências graves) 
Po quando o paciente tem um pouco do grave preservado (perda nas frequências agudas) 
 
Resultados DBNA –
 Obtido no valor correspondente a média das frequências sonoras de 500, 1k, 2k Hz. 
 Obtido na intensidade equivalente ao melhor limiar tonal. 
Realizar em orelhas separadamente! 
 
SRT/LRF teste usado para a grande maioria das pessoas! –
Materiais: palavras trissílabas Média Tritonal 
 perguntas simples limiares de 500, 1k e 2k
 ordens simples somar e dividir por 3! 
 apontar figuras 
“Fulano, agora eu vou falar umas palavras e preciso que você repita as palavras da forma que compreender. Vai 
começar em uma intensidade forte e vai ficando mais fraco, mas preciso que repita. ” 
Normalmente é a primeira etapa da Logoaudiometria e deve confirmar os limiares tonais. 
 Calcular a média tritonal (500 1k 2k) e colocar 30/40 dBNS acima desse valor. 
 Emitir uma palavra e se o paciente repetir corretamente, diminuir 10 dB (reduções progressivas a cada acerto). 
 Quando errar, sobe 5 dB e falar outra palavra. Se acertar, falar mais 3 e verificar a % de acerto. 
Obs.: realizar em orelhas separadamente!!! 
Resultado: 
 Igual a média tritonal, 5 dB ou 10 dB maior que a média. 
*Exceção: DANS em rampa com graves preservados. 
 
IPRF – não diminui a intensidade (mantém boa e audível ao paciente) 
Materiais: palavras monossílabas (25) 
O objetivo do teste é identificar a capacidade do paciente em reconhecer unidades mínimas de fala. 
 Adicionar 40 dB na média tritonal e manter (ou em uma intensidade confortável ao paciente). 
 São utilizadas listas com 25 palavras monossílabas em cada orelha, e cada acerto equivale a . 4%
 Se o paciente acertar menos de 88%, deve ser feito o teste com a lista de 25 palavras dissílabas. 
Egs.: listas diferentes para cada orelha. 
 
Medidas de Imitancia Acustica 
Informações sobre a mobilidade do sistema tímpano-ossicular e integridade da via auditiva. 
Não necessita de resposta do paciente! 
Aparelho - imitanciômetro 
 Curva timpanométrica 
 Reflexo contra e ipsilateral 
 Timpanometria 
Imitanciometria 
 Reflexos acústicos 
Timpanometria 
Mede a capacidade do nosso sistema de receber o som em decorrência de modificação de pressão no sistema 
auditivo. 
Avalia o funcionamento e integridade da OM. 
Complacência estática expressa em volume equivalente de ar ( ) – mL
 Quando a pressão tá em +200 (posição de máxima impedância na MT) = a compliancia sera 
 equivalente ao volume do MAE. 
 Quando se varia a pressão tem o volume de OE + vol. OM 
 Padrões de referência do MAE: volume de OE. (feminino: 1,13 (média) e 0,34 (desvio padrão) 
 (masculino: 1,49 (média) e 0,37 (desvio padr.) 
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 Insere uma quantidade de energia acústica no MAE tom de 226 Hz, normalmente. Por meio de um alto –
falante que tem na sonda. 
 A intensidade é monitorada por um microfone (sonda) 
 Varia a pressão de +200 a -400 daPA aria a pressão de positiva para negativa, que altera a mobilidade da (v
MT) 
 A pressão vai ser variada e vai mudar a forma, assim, continua-se medindo o tanto de som que está passando. 
 A mobilidade máxima representa o pico de admitância, ou seja, o pico que tem mais som entrando. Ocorre 
quando a pressão é igual em ambos os lados da MT. 
Gráfico a forma da curva timpanométrica fornece importantes informações a respeito do estado mecânico da OM. –
Timpanograma curva timpanométrica - marca o ponto de complacência na curva e pressão. Traça de +200 a -200. –
Resultados: tipo de curva 
 Tipo A mobilidade normal do sistema tímpano-ossicular –
 Volume: 0,30 a 1,65 ml 
 Pressão 0 a -100 daPa 
 Tipo Ar baixa mobilidade do sistema tímpano-ossicular –
 Volume: menor que 0,30 ml 
 Pressão: 0 a -100 daPa 
 Tipo Ad hipermobilidade do sistema tímpano-ossicular –
 Volume: acima que 1,65 ml 
 Pressão: 0 a -100 daPa 
 Tipo C pico deslocado para pressão negativa –
 Volume: 0,30 a 1,65 ml 
 Pressão: acima de -100 daPa 
 TipoB ausência da mobilidade do sistema tímpano-ossicular –
 Curva plana. 
 
Reflexos Acústicos 
O reflexo é um som de forte intensidade, que será desencadeado de 70 a 100dB acima do limiar auditivo do paciente. 
A intensidade deve ser aumentada até o reflexo aparecer (acima do ponto 0,05). 
 500, 1k, 2k e 4k Hz 
Limiar de reflexo acústico - para encontrar o limiar do reflexo, é necessário que a curva passe do ponto 0.05, porque 
se essa onda foi feita quer dizer que o som fez o caminho do arco reflexo e o músculo estapédio contraiu e 
movimentou o estribo. 
Pode ser encontrado de 2 maneiras : 
 Reflexo contralateral: estímulo desencadeado pelo fone e captado pela sonda. 
Arco reflexo: OM > OI > 8° nervo (vestíbulococlear) - Cruza no tronco encefálico - desce pelo 7° nervo 
(facial) - contrai o m. estapédio - movimenta o estribo e os ossículos na OM 
 Reflexo ipsilateral: estímulo desencadeado pela sonda e captado por ela mesma. 
OM - - 8° nervo (vestíbulococlear) - tronco encefálico, só que a informação não cruza. Desce pelo mesmo OI 
lado - desce pelo 7° nervo (facial) - contrai o m. estapédio na OM na orelha que foi estimulado.