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2.2.12 PARCERIAS Viabilizar, junto a órgãos públicos e privados, parcerias para execução de projetos ambientais, cursos de capacitação e estágios, visando à conservação do ambiente e à formação e treinamento dos militares ligados às atividades de meio ambiente. Instituição Finalidade Vigência Responsável Contato Serviços de desinsetização, desratização e FEV 18 até Bug defender João da Silva FEV 19 (00) 0000-0000 descupinização em ambientes internos e externos Cooperativa de Catadores de Recolhimento dos AGO 18 até Maria de Souza Materiais resíduos AGO 19 (00) 0000-0000 Recicláveis (...) (...) (...) (...) (...) FIGURA 10 Parcerias. Fonte: DPIMA, 2019. 2.2.13 ANEXOS Incluir anexos relacionados a gestão ambiental da "A Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) ou Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). Relatórios de Diagnóstico e Conformidade Ambiental realizados. Projetos ambientais em desenvolvimento. D Plano de Prevenção e Combate a Incêndio. E Outros." CAPÍTULO III PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 3.1.1 O gerenciamento de resíduos consiste no conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, voltadas ao manejo adequado desses, envolvendo aspectos técnicos e operacionais. Devem estar em consonância com a legislação e com as boas práticas ambientais, visando princípio da não geração e/ou minimização da geração desses resíduos, por meio da conscientização dos impactos e riscos envolvidos no manejo e descarte inadequados. 11/393.1.2 Dessa forma, Plano de Gerenciamento de Resíduos é um documento que visa orientar sobre correto manejo dos resíduos, observadas as suas características e riscos. Assim, esse documento contempla os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação dos resíduos. 3.1.3 Com a finalidade de auxiliar entendimento sobre as etapas que constitui processo gerenciamento dos resíduos, apresenta-se fluxograma a seguir. A gestão adequada dos resíduos sólidos de uma OM reduz os custos e pode proporcionar que resíduo sólido seja tratado como "recurso sólido". Gestão Resíduo $$ FIGURA 11 Gestão de resíduos. Fonte: DPIMA, 2019. 12/39Fluxo dos Resíduos Local de geração dos resíduos. As embalagens deverão ser Ex: oficina, almoxarifado, rancho, identificadas de acordo com seção de saúde as características dos resíduos Providenciar as embalagens para PROCESSO/ATIVIDADE de acondicionamento dos resíduos sólido, geração de resíduos sólidos levantados no INVENTÁRIO DE RESÍDUOS DA OM, de acordo com suas características RESÍDUOS GERADOS SEGREGAÇÃO DOS ACONDICIONAMENTO dos resíduos RESÍDUOS nos respectivos recipientes TRANSPORTE TRATAMENTO INTERNO TEMPORÁRIO INTERNO EXTERNO *MANIFESTO DE CARGA: documento em que consta resumidamente a operação de transporte, a caracterização, a e local de destino do resíduo e a nota fiscal de compra e venda. Deve ficar uma via com a OM e outra com transportador. FIGURA 12 Fluxo dos resíduos. Fonte: DPIMA, 2019.Conceituação das etapas do fluxo Etapa Descrição Separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de Segregação acordo com as características físicas, químicas, biológicas, seu estado físico e os riscos envolvidos. Embalo dos resíduos segregados, em sacos ou recipientes que Acondicionamento evitem vazamentos e resistam às ações de ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo. Traslado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado Transporte interno ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para a coleta. Guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar Armazenamento deslocamento entre os pontos geradores e ponto destinado à temporário apresentação para coleta externa. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento. Aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou Tratamento interno eliminando risco de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente. Ex.: compostagem, autoclavagem e reciclagem. Armazenamento Guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de transporte externo, em ambiente exclusivo com acesso facilitado externo para os veículos coletores. Remoção dos resíduos do armazenamento externo até a destinação final, utilizando-se técnicas que garantam a preservação Transporte externos das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana. Destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e aproveitamento energético ou Destinação final outras destinações, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde FIGURA 13 Conceituação das etapas do fluxo. Fonte: DPIMA, 2019. 3.2 DIFERENTES PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 3.2.1 De acordo com tipo de resíduo, é elaborado um Plano de Gerenciamento de Resíduos específico. Essa cartilha abordará Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), elaborado para as OM em geral, Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde (PGRSS), elaborado para as Organizações Militares de Saúde (OMS), e Plano de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil (PGRCC), elaborado em situação específica, quando a OM é responsável por alguma obra. 14/39FIGURA 14 Os diferentes planos de gerenciamento de resíduos. Fonte: DPIMA, 2019 3.3 PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS 3.3.1 Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é documento que visa orientar sobre o correto manejo dos resíduos sólidos. Deve ser elaborado para as OM em geral. Assim, com intuito de facilitar a seleção do local para a correta destinação final do resíduo sólido gerado, adota-se, para a presente cartilha, a seguinte classificação: 15/39Classificação dos Resíduos Sólidos CLASSE Perigoso Pilhas; baterias; lâmpadas; cartucho de tinta; tonner; embalagens de agrotóxicos, combustíveis, produtos químicos e de veneno; resíduos contaminados por amianto; óleo lubrificante usado ou contaminado; fluido e óleo hidráulico usado; óleos usados em isolamento elétrico, térmico ou de refrigeração; e explosivos. CLASSE Reciclável Papel: folhas e aparas de papel, jornais, revistas, papelão, cartões, envelopes e folhetos; Alumínio: latas de alumínio, latas de aço (óleo, PAPEL PLÁSTICO sardinha, molho de tomate), ferragens, canos e arames; Plástico: potes de alimentos; PET; garrafas; recipientes de limpeza; PVC, sacos plásticos e copos; Vidro: potes, copos, garrafas e embalagens de alimentos. VIDRO METAL CLASSE Não reciclável Papel higiênico, adesivos, papel carbono, fotografias, metalizados, papéis engordurados, clipes, grampos, esponja de aço, tomadas, acrílicos, espuma, espelho, cerâmica e porcelana. CLASSE Orgânico Restos de alimentos e materiais de poda e jardinagem. CLASSE Infectante Ver os exemplos na tabela de classificação de resíduos de serviço de saúde. CLASSE Perfurocortante Ver os exemplos na tabela de classificação de resíduos de serviço de saúde. CLASSE Construção civil Ver os exemplos na tabela de classificação de resíduos de construção civil. FIGURA 15 Classificação dos Resíduos Sólidos. Fonte: DPIMA, 2019. 3.3.2 Os resíduos perigosos podem ser acondicionados de diferentes maneiras, por exemplo: Forma de Acondicionamento Pilhas e baterias Oleo lubrificante usado Resíduos Perigosos PILHAS E BATERIAS FIGURA 16 Forma de acondicionamento. Fonte: DPIMA, 2019. 16/393.3.3 DESENVOLVENDO O PGRS Seguem relacionados, os tópicos mínimos que deverão ser abordados e estar presentes no Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos da OM. 3.3.3.1 Introdução Apresentar a importância do tema no âmbito geral. É importante enfatizar os procedimentos a serem adotados para a elaboração do Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos nas Organizações Militares do Exército Brasileiro. Salienta-se que PGRS se baseia no princípio da não geração e/ou minimização dos resíduos sólidos. Logo, sugere-se enfatizar que este PGRS tenha como diretrizes: "repensar procedimentos adotados. recusar consumo exagerado. reduzir a geração de resíduos. reutilizar materiais. reciclar resíduos. promover acondicionamento e a destinação correta." 3.3.3.2 Referências Inserir as legislações, portarias, cartilhas e outros documentos utilizados na elaboração do PGRS da 3.3.3.3 Objetivo geral Descrever objetivo geral do PGRS. Vale ressaltar mesmo conceito apresentado neste documento sobre objetivo geral do PGA. Como exemplo: "Apresentar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para as atividades desenvolvidas na OM, de forma que se tenha um diagnóstico da situação atual da geração, segregação, acondicionamento, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos." 3.3.3.4 Objetivos específicos Enumerar os resultados específicos que podem ser alcançados no contexto do objetivo geral, para a execução do PGRS. Como sugestão: "a. auxiliar no diagnóstico ambiental da OM a fim de propor melhorias e adequação às normas vigentes. b. organizar as ações internas da OM e de seus colaboradores para a adequada gestão ambiental estabelecendo procedimentos técnicos e de boas práticas a serem adotadas para atendimento à legislação ambiental." 3.3.3.5 Inventário de resíduos Inserir levantamento dos resíduos sólidos gerados na OM e sua situação atual. inventário de resíduos é uma importante ferramenta de gestão. Por meio dele é possível obter todas as informações dos resíduos gerados em determinada a real situação desde sua origem até a destinação final. Seguem algumas orientações para facilitar o preenchimento do Inventário de Resíduos. 17/39"Preencha espaços previstos para as respostas de acordo com as especificações de cada tópico. Preencha dados de acordo com a situação real da Lembre-se que uma mesma atividade pode gerar mais de um tipo de resíduo, todos devem constar no inventário. Não deixe de informar nenhum resíduo gerado nas diversas atividades da Solicite suporte técnico do militar responsável pela área de meio ambiente no Gpt E /RM, ao qual está vinculada sua OM, caso tenha dúvida ao responder e/ou necessite de apoio." 3.3.3.6 Metas, ações a realizar e prazos Descrever metas exequíveis e de acordo com a realidade da OM. Sugere-se preenchimento da seguinte tabela: Objetivos Meta Ação Instalar um ponto de coleta Destinação para acondicionamento dos a. Definição do local mais adequado. adequada resíduos de acordo com b. Solicitação de recurso para construção. dos resíduos sua classe no prazo de 12 C. Construção da estrutura. meses a. Preparar a área para instalação dos Implantação dos canteiros de compostagem para canteiros de compostagem. Criação de b. Separação da matéria orgânica ou restos área de aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados biodegradáveis que serão utilizados na compostagem pela cozinha e refeitório no compostagem. C. Monitoramento do processo de prazo de 8 meses compostagem. (...) (...) (...) FIGURA 17 Metas, ações a realizar e prazos. Fonte: DPIMA, 2019. 18/39Exemplo de Inventário de Resíduos Sólidos INVENTÁRIO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Logo da OM Responsável: Última atualização: Coleta Destinação Final Processo/ Classificação Atividade Resíduo do resíduo de Qtd gerada Und Tratamento Licença/ Meio de Meio de EPI Acondic. (1) Armazen. gerado (mensal) Autorização Tratamento Manifesto de (fonte) acordo com a Interno transporte transporte Externo (2) do transporte final geradora fonte Carga interno externo externo Pilhas e Perigoso baterias Oficina Óleo Perigoso lubrificante Almoxarifado Papelão Reciclável Papel Banheiros Não Reciclável higiênicos Restos de Rancho Orgânico alimentos Materiais Seção de contendo Infectante Saúde sangue Seção de Agulhas Perfurocortante Saúde Reforma de Construção Entulho salas Civil Legenda: (1) (2) Armazenamento externo. Obs.: As informações deverão ser preenchidas de acordo com as atividades de cada OM/OMS em conformidade com a legislação e normas técnicas específicas. FIGURA 18 Exemplo de Inventário de Resíduos Sólidos. Fonte: DPIMA, 2019. 19/393.3.3.7. Parceiros Viabilizar, junto a órgãos públicos e privados, parcerias para coleta seletiva de resíduos, logística reversa, reciclagem, dentre outros, oriundos da geração de resíduos sólidos da Instituição Finalidade Vigência Responsável Contato Coleta seletiva de SLU JUN 18 até JUN 19 Pedro Costa (00) 0000-0000 resíduos Recolhimento de LampLux lâmpadas AGO 18 até AGO 19 Luana Silva (00) 0000-0000 fluorescentes (...) (...) (...) (...) (...) FIGURA 19 Parceiros. Fonte: DPIMA, 2019. 3.3.3.8 Anexos Incluir anexos relacionados ao gerenciamento dos resíduos sólidos da "A Contratos p ra coleta seletiva de resíduos. Contratos de logística reversa de resíduos. Contratos de reciclagem de resíduos. D Contratos e destinação final de resíduos perigosos. E Contratos de limpeza. F Dentre outros." 3.4 PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE PGRSS 3.4.1 Os resíduos de serviço de saúde são classificados de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada RDC n° 222, de 28 de março de 2018, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, do Ministério da Saúde MS, a saber: CLASSE A (A1, A2, A3, A4 e A5) Resíduos infectantes Biológico, sangue e hemoderivados, cirúrgico, anatomopatológico, exsudato, perfurocortantes, animais contaminados e assistência ao paciente. CLASSE Resíduos químicos Resíduos farmacêuticos (medicamentos), resíduos químicos perigosos e soluções que apresentam inflamabilidade e patogenicidade. CLASSE c Rejeitos radioativos Resíduos que contenham radionuclídeos em quantidades superiores definidos pelas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Tais como serviços de medicina nuclear e radioterapia. CLASSE D Resíduos comuns Resíduos de atividades administrativas, limpeza e restos de alimentos que não tiveram contato com pacientes. CLASSE E Resíduos perfurocortantes Materiais perfuro cortantes ou escarificantes: lâminas de bisturi, escalpes, ampolas, seringas, agulhas, lancetas, tubos, micropipetas e outros similares. FIGURA 20 Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde. Fonte: DPIMA, 2019. 20/393.4.2 Assim sendo, Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), bem como Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS) visam orientar a OM sobre a segregação dos resíduos conforme suas características ou composição, armazenamento, tratamento e a correta destinação final dos resíduos. A principal diferença entre os dois é que PGRSS além de contemplar todos os resíduos sólidos, também contemplará os resíduos de serviço de saúde específicos de uma Organização Militar de Saúde (OMS). 3.4.3 DESENVOLVENDO PGRSS 3.4.3.1 Seguem relacionados, os tópicos mínimos que deverão ser abordados e estar presentes no Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde da OMS. "1. Introdução. 2. Referências. 3. Objetivo geral. 4. Objetivos específicos. 5. Inventário de resíduos (resíduos sólidos + resíduos de serviço de saúde). 6. Metas, ações a realizar e prazos. 7. Parcerias. 8. Anexos." 3.4.3.2 Vale ressaltar que todos os tópicos levantados no PGRS também são abordados no PGRSS, com a inserção dos resíduos de saúde no Inventário de Resíduos. Logo, a OMS poderá elaborar um único Plano, o PGRSS, que irá contemplar todos os resíduos, não necessitando ter dois planos, PGRS e o PGRSS. 3.4.3.3 Obs: a remoção dos resíduos de serviços de saúde do abrigo externo até a unidade de tratamento, unidade intermediária, ou disposição final ambientalmente adequada, deve utilizar técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento. 21/39Exemplo de Inventário de Resíduos de Serviços de Saúde INVENTÁRIO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Logo da OM Responsável: Última atualização: Coleta Destinação Final Processo/ Classificação Atividade Resíduo do resíduo de Und Tratamento Licença/ Qtd gerada Meio de Meio de EPI Acondic. (1) Armazen. Autorização Tratamento Manifesto de (fonte) gerado acordo com a (mensal) Interno transporte transporte Externo (2) do transporte final Carga geradora fonte interno externo externo Secreções, excreções, Centro cirúrgico Grupo A4 fluidos corpóreos Farmácia Medicamentos Grupo Lâminas de Raio-X Grupo chumbo Recepção Papel Grupo D Laboratório Agulhas Grupo E Legenda: (1) (2) Armazenamento externo. Obs.: As informações deverão ser preenchidas de acordo com as atividades de cada OM/OMS em conformidade com a legislação e normas técnicas específicas. FIGURA 21 Exemplo de Inventário de Resíduos de Serviços de Saúde. Fonte: DPIMA, 2019 22/393.5 PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL PGRCC 3.5.1 Os resíduos de construção civil são classificados de acordo com a Resolução n° 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA, a saber: Classificação dos Resíduos de Construção Civil CLASSE A Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem. De construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc.), argamassa e concreto. De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fio, etc.) produzidas nos canteiros de obras. CLASSE B Resíduos recicláveis para outras destinações Plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros. CLASSE c Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua Produtos oriundos do gesso. CLASSE D Resíduos perigosos oriundos do processo de construção Tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto a ou outros produtos nocivos à saúde. FIGURA 22 Classificação dos Resíduos de Construção Civil. Fonte: DPIMA, 2019 3.5.2 Desenvolvendo PGRCC Seguem relacionados, os tópicos mínimos que deverão ser abordados e estar presentes no Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Construção Civil da "1. Introdução. 2. Referências. 3. Objetivo geral. 4. Objetivos específicos. 5. Inventário de resíduos (resíduos sólidos + resíduos de construção civil). 6. Metas, ações a realizar e prazos. 7 Parcerias. 8 3.5.3 Ressalta-se que todos os tópicos levantados no PGRS também são abordados no PGRCC, com a inserção dos resíduos de construção civil no Inventário de Resíduos. 3.5.4 Desse modo, Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Construção Civil (PGRCC), bem como Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS) visam orientar a OM sobre a segregação dos resíduos conforme suas características ou composição, armazenamento, tratamento e a correta destinação final dos resíduos. A principal diferença será que além de contemplar todos os resíduos sólidos, também contemplará os resíduos de construção civil. 23/39Exemplo de Inventário de Resíduos de Construção Civil INVENTÁRIO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Logo da OM Responsável: Última atualização: Coleta Destinação Final Processo/ Classificação Atividade Resíduo do resíduo de Licença/ Qtd gerada Und Tratamento Meio de Meio de EPI Acondic. (1) Armazen. gerado acordo com a (mensal) Interno Autorização Tratamento Manifesto de (fonte) transporte transporte Externo (2) do transporte final geradora fonte Carga interno externo externo Estrutura Madeira Classe A Alvenaria Papelão Grupo Acabamento Gesso Classe C Acabamento Tinta Classe D Papel Banheiros Não Reciclável higiênicos Restos de Rancho Orgânico alimentos Legenda: (1) (2) Armazenamento externo. Obs.: As informações dever ão ser preenchida S de acordo com as atividades de cada OM em CC nformidade com a legislação e nc rmas técnicas específicas. FIGURA 23 Exemplo de Inventário de Resíduos de Construção Civil. Fonte: DPIMA, 2019. 24/39CAPÍTULO IV CONFORMIDADE AMBIENTAL 4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 4.1.1 Todo Sistema de Gestão para ser eficaz precisa ser controlado para que os erros sejam evidenciados e corrigidos. Esse processo garante que a melhoria contínua faça parte do sistema. Esse monitoramento dentro do Exército se difundiu como Conformidade Ambiental através da Portaria n° 055-DEC, de 31 de agosto de 2018. 4.1.2 A conformidade se dá pelo preenchimento de um lista de verificação anexa a essa portaria, onde fica evidenciado o que se precisa melhorar e que de fato já está dentro das necessidades. A importância desse procedimento se dá pela capacidade de se ter um controle melhor das interfaces dos processos das OM com as áreas ambientais, resguardando a força contra possíveis surpresas com autuações e multas. 4.1.3 Na Portaria n° 055-DEC, a OM pode ser verificada em 3 níveis, sendo que as de nível e III só podem ser realizadas por conformadores que foram capacitados anteriormente pela DPIMA: CONFORMIDADE GRUPAMENTO DE DPIMA NÍVEL INTERNA NÍVEL = ENGENHARIA REGIÃO MILITAR NÍVEL III Realizada por no Realizada pelo Oficial mínimo 2 integrantes de Controle Ambiental Realizada por no da Seção de Meio da OM e é obrigatório mínimo 2 integrantes Ambiente (SMA- ser realizada pelo da Seção de Meio DPIMA). Será realizada menos uma vez ao ano Ambiente da RM/Gpt por ocasião de VOTs Será realizada por e/ou Inspeções de ocasião de VOTs e/ou Comando ou por Inspeções de Comando solicitação da RM/Gpt E para homologar a certificação ambiental das OM com conformidade acima de 90% FIGURA 24 Níveis de conformidade. Fonte: DPIMA, 2019. 4.2 DESENVOLVENDO A CONFORMIDADE AMBIENTAL 4.2.1 Para aplicar e verificar a Conformidade Ambiental, é necessário realizar os seguintes procedimentos de acordo com a Portaria n° 055-DEC, de 31 de agosto de 2018: "1. aplicar Anexo (100 itens) Lista de verificação para todas as 2. aplicar Anexo (40 itens) Lista de verificação complementar para OMS. 3. elaborar Anexo c Relatório de Conformidade." 25/394.2.2 Nas Listas de Verificações (Anexo "A" e "B") existem itens impeditivos à concessão da certificação. Cada item diagnosticado é avaliado em 3 indicadores, CONFORME, NÃO CONFORME e NÃO SE APLICA, e a partir de uma média aritmética destes indicadores, identifica-se a Porcentagem final de Conformação da CONFORME Os itens serão considerados conforme sempre que atenderam em sua TOTALIDADE. NÃO CONFORME Os itens serão dados como não conforme se estiverem atendendo parcialmente ao item. NÃO SE APLICA Não se aplica corresponde a itens que não se enquadram nas ações e/ou atividades da FIGURA 25 Conforme, não conforme e não se aplica. Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.3 Para auxiliar na aplicação das Listas de Verificação "A" e "B", serão apresentados exemplos de como proceder à Conformidade para alguns dos itens dos Anexos A e 4.2.4 LISTA DE VERIFICAÇÃO GERAL ANEXO "A" 01 Possui Plano de Gestão Ambiental da OM atualizados conforme IR 50-20? A OM deverá desenvolver PGA de acordo com as orientações presentes no capítulo 1 desta cartilha. 12 A OM desenvolve algum trabalho específico de educação ambiental para os seus integrantes? A OM deverá promover programas para a promoção da Educação Ambiental em consonância com Sistema de Gestão Ambiental do Exército Brasileiro (SIGAEB), realizando treinamentos sobre os projetos desenvolvidos na área ambiental, proporcionando inclusive publicações com os treinamentos ministrados. 20 Possui local apropriado para armazenamento e destinação dos resíduos (construção civil/obras, recicláveis, orgânicos, perigosos, etc)? A OM deverá possuir local apropriado, com coletores específicos e dimensionamento correto, conforme descrito no Inventário de Resíduos do PGRS (capítulo 2 item 5). 32 As lâmpadas fluorescentes são destinadas corretamente (empresa licenciada ou logística reversa)? A OM deverá procurar fornecedores que se responsabilizem pelo ciclo de vida de seus produtos e pratiquem a logística reversa. Caso não seja possível, a OM deve contratar uma empresa licenciada e especializada para realizar a destinação correta. 48 A captação realizada por poços ou em corpos d'água superficiais com vazão superior a 1,0 I/s são outorgados? A OM que possua captação para abastecimento de poço e/ou córrego, deverá possuir outorga se a vazão de consumo for superior a 1L/s. Além disto, os poços devem possuir licença para perfuração de acordo com a legislação vigente (municipal/estadual). 56 Há um monitoramento/acompanhamento do lançamento dos efluentes de acordo com a legislação vigente? A OM deverá monitorar mensalmente lançamento de efluentes atendendo aos padrões exigidos da legislação vigente (estadual/municipal). 68 As ordens de instrução da OM contemplam cuidados ambientais? A OM deverá evidenciar que os quadro de instruções para as atividades de campo contemplam todas as demandas observadas nos itens 61 ao 67. 26/3974 As áreas degradadas da OM foram identificadas? A OM deverá verificar in loco a existência de áreas degradadas e registrar em relatórios (com levantamento fotográfico e descritivo) para soluções futuras. 78 Possui Plano de Prevenção e Combate a Incêndios ativo? A OM deverá possuir Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) ativo, ou seja, tudo o que estiver relacionado no plano deverá estar sendo executado. Além disto, PPCI deverá estar aprovado pelo Corpo de Bombeiros. Vale ressaltar que toda mudança estrutural será demandada uma revisão no plano e nova aprovação no Corpo de Bombeiros para permanecer vigente. 86 A OM dispõe de kit de emergência para derramamento de óleo/produtos químicos? A OM deverá possuir kit de emergência próximo as áreas de risco. kit deve possuir, por exemplo, pó de serra, manta, bandeja e lona. 94 Todos os produtos químicos são manuseados conforme FISPQ (ficha de informação de segurança do produto químico) e a mesma está próxima a seu produto correspondente? A OM deverá manter próximo a todos os produtos químicos em uso (inclusive estoque e almoxarifado) a Ficha de Informação de Segurança do Produto Químico FISPQ. Todos os usuários que manipulam o produto químico devem ter conhecimento da localização da ficha. FIGURA 26 Exemplos da Lista de Verificação Geral Anexo "A". Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.5 LISTA DE VERIFICAÇÃO AMBIENTAL ESPECÍFICA OM DE SAÚDE ANEXO "B" 01 Existem medidas para controle e/ou adequação de áreas contaminadas por Resíduos de Serviços da Saúde? A OM deverá identificar suas áreas contaminadas, verificando se tem planos de mitigação de acordo com que preconiza no PGRSS. 10 Há a segregação e acompanhamento do descarte dos medicamentos vencidos (recipiente e destinação adequada que evite seu reaproveitamento), identificando-os com nome do produto, lote e data de vencimento? A OM deverá possuir recipiente correto para descarte, em embalagem rígida (resistente a vazamento para caso de medicamentos líquidos) e na cor laranja por se tratar de produtos químicos e apresentarem risco a saúde pública e ao meio ambiente. Para evitar o reaproveitamento dos remédios vencidos é importante realizar a descaracterização do medicamente antes do descarte final (diluição para líquidos e macerar os medicamentos sólidos). 33 Caso não haja rede pública para destinação adequada ou o efluente não se enquadra para tal lançamento, há um sistema de tratamento? A OM deverá proporcionar tratamento dos efluentes atendendo aos padrões exigidos da legislação vigente (estadual/municipal) e solicitar ao órgão competente a outorga de lançamento. FIGURA 27 Exemplos da Lista de Verificação Ambiental Específica OM de Saúde Anexo "B". Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.6 PASSO A PASSO ANEXO "C" RELATÓRIO DE CONFORMIDADE relatório é dividido em 6 tópicos de acordo com a Portaria n° 055-DEC, de 31 de agosto de 2018. 4.2.6.1 Identificação da OM onde está sendo aplicada a Conformidade Ambiental. 4.2.6.2 Data Período em que foi aplicada a Conformidade Ambiental. 27/394.2.6.3 Equipe de conformadores Identificação de todos os membros envolvidos na aplicação da Conformidade Ambiental. 4.2.6.4 Critérios observados O que foi considerado não conforme desencadeará a pontuação da OM/OMS e deve ser descrito conforme a tabela do anexo C, ressaltando que fato observado é que levou item da lista de verificação se tornar Não Conforme. A Ação Corretiva deve abordar o que será feito para resolver problema de imediato e que fazer para evitar que problema volte a acontecer. Item verificado não Fato observado Ação corretiva conformidade Possui Plano de A OM deverá providenciar com Gerenciamento de 17 Não existe PGRS na Resíduos Sólidos urgência PGRS de acordo com Art. 48, IR 50-20. (PGRS)? Os produtos estão Os produtos estão armazenados cobertos, armazenados em Solicitar junto a execução dos porém não estão arejados projetos básicos de arquitetura e ambiente coberto, 91 e não possuem ventilação engenharia executados pelas DOM e arejado e natural direta (apenas com CRO/SRO diretrizes de acordo com proporcionando a abertura da porta de NR 20. ventilação natural? acesso). (...) (...) (...) (...) Obs.: Itens identificados em vermelho = itens impeditivos para a conformidade. FIGURA 28 Critérios observados Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.6.5 Pontuação final A pontuação final apresenta o resultado da Porcentagem Total de conformação (%TC), adquirido a partir da seguinte fórmula: - NC (%TC) = x 100 100 - N/A Legenda: %TC = Porcentagem Total de Conformação; c = Conforme; NC = Não Conforme; N/A = Não se Aplica. FIGURA 29 Pontuação final. Fonte: DPIMA, 2019. PERCENTUAL PARA CERTIFICAÇÃO 90% PERCENTUAL DE CONFORMIDADE ENCONTRADO 65,08% FIGURA 30 Percentual para certificação. Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.6.6 Observações Dividido em 3 subtópicos, todos com registro fotográfico. 4.2.6.6.1 Item verificado como não conforme: apresenta as principais não conformidades encontradas. 28/39ITEM VERIFICADO COMO CONFORME REGISTRO FOTOGRAFICO 58. Os efluentes oleosos possuem tratamento específico? Figura 1: Efluente oleoso da máquina da produção. 94. Todos os produtos químicos são manuseados conforme FISPQ (ficha de informação de segurança do produto químico) e a mesma está próxima a seu produto correspondente? Figura 2: Efluente oleoso da máquina da produção. (...) (...) FIGURA 31 Item verificado como não conforme. Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.6.6.2 Outros fatos observados: apresenta que foi observado de melhoria que apesar de não estar constando na lista de verificação deve ser um ponto observado e cuidado para não vir a se tornar um passivo ambiental ou uma não conformidade. OUTROS FATOS OBSERVADOS REGISTRO FOTOGRAFICO E/OU SUGESTOES Todas as seções possuem lixos individualizados (por mesa de trabalho) para coleta seletiva (lixo comum reciclável e lixo orgânico), e estes encontravam-se misturados. Sugere-se apenas 1 (um) lixo de cada coleta por seção/ambiente de trabalho Realizar a troca dos condicionadores de ar que não possuem selo A de eficiência energética (...) (...) FIGURA 32 Outros fatos observados. Fonte: DPIMA, 2019 4.2.6.6.3 Boas práticas: adicionar as boas práticas da OM com elementos conformes e que se destacam pelo método de aplicação e solução. 29/39BOAS PRÁTICAS REGISTRO FOTOGRAFICO Compostagem UTILIZAR FECHE TORNEIRAI Educação ambiental (...) (...) FIGURA 33 Boas práticas. Fonte: DPIMA, 2019. 4.2.6.6.4 Check-list auxiliar para conferência de documentação Este check-list foi elaborado visando auxiliar os responsáveis por realizar a Conformidade Ambiental na OM/OMS, identificando a documentação mínima necessária antes da análise em campo. Documentação a) ( ) Plano de Gestão Ambiental (PGA) b) ( ) Publicação do militar responsável em Boletim Interno c) ( ) Comprovação de adesão da d) ( ) Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos (PGRS) e) ( ) Responsável técnico pelo PGRS f) ( ) Plano de Combate a Incêndio e Pânico g) ( ) Certificado de destinação e manifesto de carga dos resíduos perigosos (resíduos contaminantes, contaminados com óleo e graxa, lâmpadas fluorescentes, baterias, pilhas, material radioativo, etc.) h) ( ) Licença da empresa de destinação dos resíduos perigosos i) ( ) Licença da empresa coletora de óleo usado j) ( ) Contratos de limpeza (quando tiver) k) ( ) Contratos de destinação final dos resíduos (quando a coleta pública não tiver a destinação correta para os resíduos gerados) I) ( ) Registros e/ou publicações de treinamentos ambientais m) ( ) Contrato de dedetização de desratificação (quando tiver) n) ( ) Monitoramento da água (no caso da OM ser abastecida por meios próprios) o) ( ) Licença e outorga do poço (vazão superior a 1L/s) e de captação de córregos e rios (se houver capitação para abastecimento) ( ) Outorga de lançamento dos efluentes (se houver lançamento de esgoto em corpo hídrico) q) ( ) Certificado/publicação de higienização semestral das caixas da água r) ( ) Certificado/publicação de higienização das caixas da gordura Documentação OMS s) ( ) Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) t) ( ) Responsável técnico pelo PGRSS u) ( ) Publicação da Comissão de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde v) ( ) Certificado de destinação e manifesto de carga dos resíduos infectantes (resíduos 30/39de serviço de saúde, etc.) w) ( ) Contratos de limpeza (obrigatório) x) ( ) Contrato de dedetização de desratificação (obrigatório) FIGURA 34 Check-list auxiliar e documentação. Fonte: DPIMA, 2019. GLOSSÁRIO TERMOS E DEFINIÇÕES Águas pluviais água provida das chuvas. Áreas de preservação permanente são áreas protegidas com a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, fluxo gênico de fauna e flora, proteger solo e garantir bem-estar da sociedade. Áreas de proteção ambiental Unidade de Conservação (UC) destinada a proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais existentes, visando à melhor qualidade de vida da população e proteção dos ecossistemas. Aterro sanitário técnica de disposição de resíduos sólidos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais (IPT, 1995). Método que utiliza princípios de engenharia para confinar resíduos sólidos à menor área possível e reduzí-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou a intervalos menores, se necessário. Coleta seletiva coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição. Compostagem conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais. 31/39Conformador pessoa com competência para realizar as verificações. Conformidade atendimento de um requisito. Conformidade ambiental processo sistemático, independente e documentado, para obter evidência de auditoria e avaliá-la objetivamente, para determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos. Controle ambiental conjunto de ações voltadas a conservar a qualidade do meio ambiente. Degradação ambiental termo usado para qualificar os processos resultantes dos danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como, a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais. Diagnóstico ambiental documento produzido e atualizado anualmente pelo DEC cujo objetivo é fornecer subsídios para o planejamento das atividades de meio ambiente da Força Terrestre e para a elaboração dos Planos de Gestão Ambiental das RM, por meio do levantamento dos aspectos ambientais significativos. O diagnóstico ambiental permite conhecimento dos principais problemas ambientais das a determinação dos pontos críticos e o acompanhamento da evolução dos indicadores ambientais no âmbito da Força. Educação ambiental conjunto de processos educacionais por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. Efluente qualquer tipo de despejo no estado líquido tratado ou não, de origem industrial, doméstica ou agrícola, lançados no sistema de coleta de esgotos ou no meio ambiente. Esgoto águas que apresentam as características naturais alteradas após a utilização humana. 32/39Gestão ambiental a condução, a direção e controle dos recursos naturais, por meio de determinados instrumentos, o que inclui medidas econômicas, regulamentos e normalização, investimentos públicos e financiamento, requisitos institucionais e judiciais. Gestão de resíduos corresponde às operações de recolha, transporte, armazenagem, tratamento, valorização e eliminação dos resíduos, incluindo monitoramento dos locais de descarga após encerramento das respectivas instalações, bem como planejamento dessas operações. Impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: a saúde, a segurança e bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais. Indicador representação mensurável da condição ou estado de operações, gestão ou condicionantes. Legislação ambiental conjunto de regulamentos jurídicos especificamente dirigidos às atividades que afetam a qualidade do meio ambiente. Licenciamento ambiental procedimento administrativo pelo qual órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, operação e a ampliação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. Logística reversa instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a 33/39restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. Medidas mitigadoras ações destinadas a corrigir ou minimizar impactos ambientais negativos. Meio ambiente conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Melhoria contínua atividade recorrente para aumentar desempenho. Monitoramento coleta, com um propósito determinado, de medições ou observações de variáveis ambientais em uma série espaço-temporal que forneça uma visão resumida ou uma amostra representativa do meio ambiente. Não-conformidade é não-atendimento de um requisito legal ambiental, requisito do SIGAEB, requisito estabelecido em documentação do SIGAEB ou reclamação de partes interessadas ou ocorrências ambientais (acidentes/ incidentes). Órgão Ambiental órgãos ou entidades, instituídos pelo Poder Público, responsáveis pela proteção, controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental, pela administração de recursos naturais e pela manutenção e recuperação da qualidade de vida. Passivo ambiental danos e impactos ambientais produzidos no passado e que não foram resolvidos representando, assim, a obrigação, a responsabilidade social da organização com os aspectos ambientais. Plano de gestão ambiental OM (PGA documento produzido pela OM para o planejamento das ações ambientais do SIGAEB, cujo objetivo é definir as ações e as 34/39medidas necessárias para regular as atividades e uniformizar os procedimentos para a execução da gestão ambiental no âmbito da que deve ser atualizado anualmente, cujo conteúdo mínimo é apresentado no Anexo F destas IR. Política ambiental conjunto de metas e instrumentos que tem por objetivo reduzir os impactos negativos sobre o meio ambiente pela ação antrópica. Preservação conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem a proteção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a simplificação dos sistemas naturais. Reaproveitamento reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Reciclagem termo geralmente utilizado para designar reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são papel, vidro, metal e plástico. Recursos hídricos quantidade de águas superficiais ou subterrâneas, disponíveis para qualquer uso. Registro documento que apresenta resultados obtidos ou fornece evidências de atividades realizadas. Resíduos da construção civil são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidro, plástico, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha. Resíduos de saúde são resíduos gerados em ambientes de trabalho voltados à área de saúde, em função da presença de materiais biológicos capazes de causar infecção, 35/39objetos perfurantes-cortantes potencial ou efetivamente contaminados, produtos químicos perigosos, e mesmo rejeitos radioativos, requerem cuidados específicos de acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e disposição final. Resíduos sólidos material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semisólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. Resíduos sólidos perigosos são os resíduos que apresentam características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e oferecem risco potencial aos seres vivos e/ou ao ambiente. Responsável Técnico responsável Técnico é cidadão habilitado, na forma da lei que regulamentou sua profissão, ao qual é conferida atribuição para exercer a responsabilidade sobre um determinado empreendimento. Segregação de resíduos sólidos separação dos resíduos sólidos conforme sua constituição ou composição. Separador água-óleo equipamento usado para receber efluentes e águas contaminadas com óleos e graxas de áreas de manutenção, lavagem de viaturas e máquinas, além de oficinas mecânicas. Empregam métodos físicos e trabalham por densidade, usando a tendência do óleo de flutuar na água. Sistema de Gestão conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos de uma organização, para estabelecer políticas, objetivos e processos para alcançar esses objetivos. Sistema de Gestão Ambiental parte do sistema de gestão usado para gerenciar aspectos ambientais, cumprir requisitos legais e outros requisitos, e abordar riscos e 36/39oportunidades. Sistema interno que regula as atividades de uma organização em tudo que se refere ao meio ambiente, assegurando a aplicação de sua política ambiental e possibilitando, através de auditoria específica, sua certificação ambiental. REFERÊNCIAS ASSOSSIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT NBR 13853:1997. Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes Requisitos e métodos de ensaio. ABNT NBR 10.004:2004. Resíduos Sólidos Classificação. ABNT NBR 13.221:2010. Transporte de resíduos. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada RDC n° 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. BRASIL. Congresso Nacional. Constituição Federal de 1988. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. 05 de outubro de 1998. Presidência da República. Lei n°. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 1981. Presidência da República. Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 2010. Resolução CONAMA n° 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos. 37/39Resolução CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Resolução CONAMA n° 348, de 16 de agosto de 2004. Altera a Resolução CONAMA n° 307, incluindo amianto na classe de resíduos perigosos. Resolução CONAMA n° 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Resolução CONAMA n° 431, de 24 de maio de 2011. Altera art. 3° da Resolução CONAMA n° 307, estabelecendo nova classificação para gesso. Resolução CONAMA n° 448, de 18 de janeiro de 2012. Adequa a Resolução CONAMA n° 307. Resolução CONAMA n° 481, de 3 de outubro de 2017. Estabelece critérios e procedimentos para garantir o controle e a qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos orgânicos, e dá outras providências. MINISTÉRIO DA DEFESA (Brasil). Gabinete do Comandante do Exército. Portaria Cmt Ex n° 571, de 6 de novembro de 2001. Aprova a Diretriz Estratégica de Gestão Ambiental do Exército Brasileiro. Gabinete do Comandante do Exército. Portaria Cmt Ex n° 386, de 9 de junho de 2008. Aprova as Instruções Gerais para Sistema de Gestão Ambiental no Âmbito do Exército (IG 20-10) e dá outras providências. Gabinete do Comandante do Exército. Portaria Cmt Ex n° 1.138, de 22 de novembro de 2010. Aprova a Política de Gestão Ambiental do Exército Brasileiro. Gabinete do Comandante do Exército. Portaria Cmt Ex n° 1.275, de 28 de dezembro de 2010. Aprova a diretriz para adequação do Exército Brasileiro à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). 38/39Estado-Maior do Exército. Portaria n° 050-EME, de 11 de julho de 2003. Orientação para Elaboração dos Planos de Gestão Ambiental. Departamento de Engenharia e Construção. Portaria n° 001-DEC, de 26 de setembro de 2011. Aprova as Instruções Reguladoras para Sistema de Gestão Ambiental no Âmbito do Exército (IR 50-20). Departamento de Engenharia e Construção. Portaria n° 055-DEC, de 31 de agosto de 2018. Aprova a Diretriz do Programa de Conformidade Ambiental do Sistema de Gestão Ambiental do Exército Brasileiro. 39/39

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