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Direito Administrativo III 
Prof Juliano Heinen 
 
 1 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO III 
 
Direito administrativo serve para regular a relação entre estado e indivíduos e dentro do próprio 
estado. Estado = povo, governo e território. 
 
 
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE ALHEIA 
 
Existe a matéria de domínio público, que tem duas submaterias, que são bens públicos/domínio 
patrimonial (bens de domínio do estado), tratados nos artigos 20 (bens federais) e 26 (bens 
estaduais) da CF, o que sobra é do município. Essa relação de bens públicos é introversa. Relação 
interna, dentro do estado (Promotor e sua relação com MP). 
 
Ex: terras devolutas (ou que nunca tiveram donos ou que tiveram donos mas caiu em comício, 
perdeu domínio) podem pertencer tanto ao estado quanto a União (inciso IV, art 20). 
 
Ainda, existe a matéria de intervenção do estado na propriedade de terceiros, que é o mesmo que 
domínio eminente. Essa relação de bens públicos é extroversa, ex: retira alimentos estragados de 
um estabelecimento. 
 
 
FUNDAMENTOS QUE PERMITEM A INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE ALHEIA 
 
Essa intervenção deve ser justificada. 
 
a) Fundamento filosófico: antigamente, todos os bens pertenciam ao senhor feudal (Estado), 
e por isso ele podia intervir em toda propriedade alheia. Ou seja, os bens já pertenciam ao 
Estado. Se justificaria a intervenção, então, porque todos os bens da sociedade já eram 
pertencentes ao Estado. Mas esse argumento não é válido nos dias de hoje. 
 
b) Fundamento jurídico: é possível uma lei relativizar um direito fundamental? Em tese não, 
porque ela seria inconstitucional. 
 
- Precisaria, então, de uma regra constitucional expressa. Um dispositivo constitucional 
garante a propriedade, então um outro dispositivo constitucional deve autorizar a 
intervenção. 
 
ou 
 
- A manutenção da função social da propriedade, art 5º inciso XXIII. O estado pode 
legitimamente intervir na propriedade alheia a fim de garantir a função social. 
 
 
Quem detinha a propriedade, podia tudo (poder absoluto sobre a propriedade). Época do 
Iluminismo. Dai percebeu que tinha muito abuso. Ex: caso dos balões (noção de abuso de direito, 
de propriedade que não cumpre sua função social). O direito a propriedade não é mais visto como 
individual e absoluto, mas sim visto como inserido em um determinado contexto. 
 
 
ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO 
 
a) Supressiva: é permitido que o estado tome, de ofício e unilateralmente, ou seja sem 
concordância do particular, a propriedade que pertence ao indivíduo. 
Comentado [1]: 
Não se pode interpretar o inciso XXII sem combinar 
com o inciso XXIII (função social da propriedade). 
 
Súmula vinculante 49 STF: 
 
Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal 
que impede a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
 
 
Se não há base constitucional, o estado não está 
autorizado a intervir na propriedade alheia. 
 
Ex: estado quer proibir instalações de sex shops sem 
base constitucional, não pode. 
 
Pode limitar o horário das lojas, porque isso não 
interfere na livre iniciativa. 
Comentado [2]: 
A diferença entre as duas é a indenização. 
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 2 
 
 
- a.1) Confisco: art 243, CF. Ele é previsto diante de I) cultivo de plantas psicotrópicas e II) 
diante de trabalho escravo. 
 
Confisco é a possibilidade que o poder público tem de tomar para si, compulsoriamente, bens 
que estão sendo empregados ao cultivo de plantas psicotrópicas ou ao trabalho escravo. Esta 
aquisição se dá sem indenização. 
 
E se eu sou locatária (possuidor direto) e cultivo plantas psicotrópicas na propriedade de 
outrem (possuidor indireto)? O possuidor tem que provar boa fé e que não teve culpa in 
vigilando (culpa na fiscalização) ou in eligendo para não perder a propriedade. E se perder, 
pede toda a área de terra, não somente a parte onde tinha plantação. Perde toda a 
propriedade. Posição pacífica da jurisprudência. 
 
O que pode ser confiscado? Além da propriedade, todas as plantas, objetos etc utilizados para 
a plantação e cultivo de plantas psicotrópicas ou trabalho escravo. Ex: instrumento de arado. 
Objeto: móvel, imóvel, instrumentos. O proprietário perde o bem, não o direito à propriedade. 
 
 
 
- a.2) Desapropriação: art 5º, XXIV. Art 22, II. Art 182, §§ 3º e 4º (vide lei 10257/01, estatuto 
da cidade), e 184. Tudo CF. Decreto-lei 3365/41. Lei 4132/62. LC 76/93. São tudo leis 
nacionais, que valem pra todos os entes federados. 
 
A pessoa tem que sair do bem, mas ela recebe o valor de mercado referente a propriedade. 
O estado dá a garantia de uma indenização justa e prévia. 
 
• COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE A MATÉRIA: União (art 22, inciso II, CF), mas 
PRIVATIVAMENTE. Pode delegar para estados e distrito federal, mediante lei 
complementar, em casos específicos. 
 
• O que é desapropriar: dizer se um bem vai ser levado ou não a desapropriação. Quem diz 
isso? Toda a administração pública direta pode (união, estado, município, DF - entes 
federados/políticos). 
 
• E a administração indireta? Existem as autarquias (dir púb), fundações (dir púb e priv), 
associações públicas (dir púb e priv), empresas públicas e sociedades de economia mista 
(dir priv). Quem desses pode? As autarquias (desde com lei específica que concedesse ao 
ente essa possibilidade. Aqui: DNIT, ANEEL). Podem ter outras, mas só com lei, 
 
• Propriedade sempre adquire com indenização. Mas pode adquirir a posse liminarmente em 
imissão de posse, pagando uma indenização que acha devida. Ou seja, a posse pode ser 
antecipada com o pagamento da indenização, a propriedade não. 
 
• QUEM PODE EXECUTAR O PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO: quem pode 
desapropriar pode executar. Logo: entes federados (administração direta), as autarquias e, 
por último e autorizado por lei, as concessionárias e permissionárias de serviços públicos 
(Lei 8987/95). Executar = indenizar (na verdade é dar continuidade ao processo) 
 
Ex: o estado deve manter as rodovias, mas ele não está dando conta. Dai ele faz pedágios 
etc. A concessionária só promove a desapropriação, executa, por meio de indenização por 
exemplo, mas o estado que determina a desapropriação. A permissionária não pode executar 
a desapropriação. Permissionária não fazem obras! (Exemplo do aeroporto). 
 
Comentado [3]: 
Joao tem um comotado com Jose, e Jose planta 
maconha sem Joao saber. João perde propriedade? 
NÃO, só se não conseguir provar boa fé etc. 
Comentado [4]: 
Município não pode criar uma nova justificativa para 
desapropriação mediante lei local. 
 
Só pode por lei nacional, ou mediante LC. 
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 3 
 
Precária: não gera direito de indenizar. 
 
Ex: aeroporto salgado filho - tem que aumentar a pista - obra - concessão 
 
• O QUE PODE SER DESAPROPRIADO: art 2º do DL 3365/41 diz que TUDO pode ser 
desapropriado, conforme a lei. Mas não é tudo que pode... O ar, por exemplo. Mas quer 
dizer bens móveis, imóveis, direitos... 
 
 
b) Restritiva: o estado não toma propriedade alheia, nem adquire, ele apenas relativiza ou 
algumas das faculdades do direito de propriedade (todo direito gera potencialidades de agir, 
possibilidades de agir. São quatro faculdades: usar, fruir, dispor, disponibilizar, gozar, reaver). 
 
- b.1) Limitação administrativa 
 
- b.2) Ocupação temporária 
 
- b.3) Servidão administrativa 
 
- b.4) Tombamento 
 
- b.5) Requisição administrativa 
 
 
Ex: quero colocar um prédio enorme do lado de um aeroporto. Não pode. Relativização do direito a 
propriedade. 
 
Ex2: tombamento - não permite alteração unilateral dos bens. 
 
 
Voltando... tudo pode ser desapropriado? 
 
Pela lei, sim, mas na verdade não! Isso pela doutrina e por questão lógica. 
 
Ex: não se pode desapropriar dinheiro (senão seria confisco) - salvo o dinheiro infungibilizado (ex: 
moeda rara, por valor histórico, mas dinheiro corrente não pode). 
 
Ex2: não pode desapropriarpoderes. 
 
b) Pode controlar o mérito do ato administrativo. ADPF n° 45. 
Questão de razoabilidade. Pode controlar questões de políticas 
públicas, fora isso seria inconstitucional. 
 
 
Quanto ao órgão 
 
Em relação a quem pratica o ato, o controle pode ser interno ou externo. 
 
Prefeito faz uma licitação que não deveria, o TCU acaba com essa licitação. Esse controle é interno 
ou externo? Externo, porque o TCU não é um órgão do município. 
 
Ex de controle interno: advocacia pública, controladorias internas, exercício do poder hierárquico 
(superior tem dever de rever os atos do inferior) 
 
Ex de controle externo: MP, Judiciário, Legislativo (Ex: CPI, mas o poder legislativo pode controlar 
internamente seus atos também), povo (ex: ação popular, direito de petição), TCU 
 
 
MECANISMOS DE CONTROLE 
 
1️🏼️ Mecanismos legislativos 
 
O mais conhecido refere-se à possibilidade de o parlamento sustar atos do executivo. Um segundo 
mecanismo forte de controle feito pelo legislativo é a CPI ou CPMI (investigar atos do legislativo). A 
CPI pode ter como objeto fatos de interesse geral, não somente atos do legislativo. 
 
Para criar uma CPI tem que ter 1/3 de votos dos deputados/senadores. 
 
 
Outro mecanismo de controle refere-se a aprovação das contas. Pode ser as contas do poder 
executivo ou dos demais agentes públicos. Quem aprova as contas do poder executivo é o poder 
legislativo (congresso etc, com ajuda do TCU), e quem aprova as contas dos demais agentes 
públicos é o TCU. 
 
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2️🏼️ Mecanismos judiciais 
 
O principal seria a ação popular, prevista na lei 4717/65. 
 
Legitimado ativo: cidadão 
 
Quem é cidadão pela jurisprudência? Título de eleitor, ou uma certidão da justiça eleitoral que 
comprove que o cidadão tenha direitos políticos 
 
Legitimado passivo: agente(s) que praticou(aram) o ato 
 
Ex prefeito comete ato ilícito. Um cidadão entra com ação popular contra o prefeito (PN), não contra 
o município (PJ) (se entra contra pessoa natural) 
 
Nessa situação, o município pode: 
 
a) Atuar no polo ativo 
b) Atuar no polo passivo (defende o ATO, não o prefeito) 
c) Ou não fazer nada 
 
 
Qual é a causa de pedir da ação popular? Art 2º da lei. Anular ato administrativo 
 
Elementos do ato administrativo: FF.COM (forma, finalidade, competência, objeto, motivo) 
 
Atos lesivos ao meio ambiente -> já se permitiu ação popular 
 
 
Outro mecanismo seria a ação civil pública, lei 7347. 
 
A primeira ação civil pública foi da PGE do RS. Caso dos franciscanos de Montenegro. Vendiam 
frango, mas o frango pegou uma doença, dai estavam vendo como tratar a doença dos frangos. 
 
Pode tutelar o patrimônio público, o meio ambiente etc. 
 
Importante: 
 
 
Art. 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos, coletivos 
e individuais, no que for cabível, os dispositivos do Título III da lei que 
instituiu o Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
CDC se comunica com questões ambientais, ECA, Estatuto do idoso, portadores de deficiência... 
 
Esse artigo que permite o CDC se aplicar aos demais microorganismos jurídicos. 
 
 
 
Outro mecanismo é o direito de petição. 
 
Pode ser exercido por qualquer cidadão e sempre será gratuito. 
 
 
Outro mecanismo: recursos hierárquicos (pode ser próprio ou impróprio). 
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Por fim, outro mecanismo de controle seria a ação judicial. 
 
Pode pretender anulação de ato administrativo, por exemplo. 
 
 
Previsão legislativa de controle dos atos administrativos: 
 
 
a) Lei da ação popular (Lei 4717/65) 
b) CP 
c) Lei 8666 
d) Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/92) 
e) Lei anti-corrupção (lei 12.846/13) 
f) Lei de acesso à informação (12.527/11) 
 
 
O cidadão é absolvido no penal com coisa julgada material, com suficiência de provas, provando 
que ele não desviou dinheiro. Pode responder administrativamente? Teoria da independência 
relativa das esferas. 
 
Penal vincula todas as matérias, em 3 casos: 
 
 
a) Artigo 935, CPP, artigo 935, CC, artigo 126 da Lei 8112/90. Quando na seara penal se 
absolver o acusado porque não houve o fato/autoria, com suficiência de provas, vincula 
TODAS as outras esferas (cível, administrativa e da improbidade). Ver informativos 498 e 
474 do STJ 
 
b) Artigo 65, CPP. Quando no penal se reconhecer uma excludente de ilicitude (LD, estrito 
cumprimento de dever legal, EN, exercício regular de direitos), isso só atinge o CÍVEL 
(menos a LD putativa). Importa aqui só a questão da ilicitude do fato. 
 
c) Sentença penal condenatória, o que acontece no cível? Pode pedir indenização, por 
exemplo, e a sentença penal conta como título executivo judicial ilíquido. 
 
 
Nem sempre vincula... se no penal houve prescrição, ou abolitio criminis etc, não atinge 
necessariamente a esfera administrativa, por exemplo (lembrar exemplos: droga deixa de ser crime 
e o cara tinha sido demitido por estar drogado). O mesmo pra casos de insuficiência de 
provas(porque a outra esfera pode conseguir comprovar). 
 
A jurisprudência que criou a improbidade administrativa. 
 
_____________________________ 
 
 
 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
 
 
Previsão constitucional: art 37, §4º; art 14, §9º; art 15, V; art 85, V 
 
 
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão 
dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade 
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dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
 
Norma de eficácia limitada. Isso porque não se pode punir alguém por improbidade sem uma lei 
definindo. 
 
🏼️ Lei 8.429/92 
 
Teve uma ADI contra o projeto dessa lei. ADI 2182, STF -> alegavam que as emendas feitas ao 
projeto tinham caráter não formal. Ver informativo 585, STF. 
 
* Só tem um projeto que inicia no Senado, o de iniciativa do Senado, o resto é tudo na Câmara dos 
Deputados. 
 
STF aplicou a teoria da pormenorização 🏼️ se durante o processo legislativo, um projeto de lei sofre 
emendas na casa revisora, ele terá de sofrer nova votação pela casa iniciadora. Contudo, se essas 
ementas forem meramente formais, não há necessidade destas modificações serem submetidas ao 
crivo da casa iniciadora. Assim, o projeto pode ir diretamente à análise do presidente da república, 
que poderá sancionar ou vetar tal projeto. 
 
No caso dessa lei, foi aplicada essa teoria, e por isso o projeto não foi declarado inconstitucional. 
 
 
‼️Atenção: 
 
1) Probidade não se confunde com moralidade administrativa. Isso porque a probidade tem âmbito 
de proteção maior que a moralidade. O ato pode ser ímprobo mas não violar a moralidade. 
Como se improbidade fosse uma imoralidade qualificada. 
 
2) Probidade pune: a) lesão ao erário (art 10), b) enriquecimento ilícito do agente (art 9), e c) 
violação dos princípios administrativos (art 11) - artigos da lei de improbidade 
 
3) Para se ter improbidade, é preciso ter má-fé SEMPRE. 
 
 
A improbidade administrativa visa a tutelar a proteção ao patrimônio público, os princípios 
administrativos, bem como coibir o enriquecimento sem causa do agente público. Tendo em vista 
que a lei 8.429/82 quer punir o desonesto, o corrupto etc, segundo a jurisprudência do STJ, há 
necessidade de provar ma-fé do autor do ilícito. 
 
 
🏼️Quem pode ser vítima da conduta de improbidade? 
 
Quem sofre a conduta? Art 1º, da Lei 8.429. 
 
 
Art. 1º Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, 
servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional 
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, 
dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio 
público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja 
concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio 
ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei. 
 
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Art 1º, caput, primeira 
parte 
Art 1º, caput, segunda 
parte 
Art 1º, parágrafo único 
Quem pode 
ser vítima 
A administração pública 
direta (U, E, M, DF) ou 
indireta (AFASE) 
Pessoas jurídicas de direito 
privado que recebam 
recursos públicos, e que 
esses recursos 
correspondam a mais de 
50% do patrimônio líquido 
Pessoa jurídica de direito 
privado que receba recursos 
públicos, mas que o 
patrimônio constitua menos 
de 50% do patrimônio ou 
receita anual 
Exemplo - 
Ex: contador da empresa 
de ônibus desviou dinheiro. 
Não é improbidade, 
dinheiro privado. 
Desvia um valor que 
equivale a 33% do 
patrimônio. A pena é de 33% 
do SM 
Pena A pena é total 
A pena é parcial 
(proporcional à participação 
dos recursos públicos) 
 
 
Ver se o patrimônio é mais ou menos que 50% do patrimônio público. Se for mais, a pena é total 
(100%), se for menos, a pena é parcial (de acordo com a porcentagem de patrimônio público). 
 
Os recurso tem que ser públicos. 
 
Se o patrimônio for exatamente 50%, a lei não responde. Lacuna. 
 
 
 
🏼️Quem pode praticar o ato de improbidade (sujeito ativo do ato)? 
 
A Lei de improbidade, no art 1º, definiu que pode praticar o ato TODO O AGENTE PÚBLICO, aquele 
que detém um vinculo, seja qual for, com a administração pública (art 2º): 
 
 
Art. 2º Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele 
que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por 
eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma 
de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas 
entidades mencionadas no artigo anterior. 
 
 
Para ser agente público, são necessários requisitos subjetivo e objetivo. Subjetivo como sendo a 
regular investidura, e objetivo como sendo o exercício de função pública. 
 
A regular investidura promove um vínculo, que gera direitos e deveres. 
 
Agentes públicos = agente politico, agente administrativo e particular em participação. 
 
 
- Agente político: detentor de cargo eletivo, Ministro de Estado, Secretário de Estado 
e Secretário de Município 
 
- Agente administrativo: detentor de cargo público (estável ou CC), detentor de 
emprego público e o temporário (art 37, IX) 
 
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- Particular em colaboração: requisitado/honorífico, voluntário, delegado de função 
(tabelião, art 236 CF) 
 
 
Onde entra o militar? Alguns doutrinadores (Di Pietro) considera como um tópico novo, mas outra 
parte acha que exercem cargo público. 
 
Jurado é particular em colaboração. 
 
🏼️ ARTIGO 3º —> um particular, ou seja, sem vínculo com poder público, pode ser punido, desde 
que induza, concorra ou beneficie-se na conduta do agente público (tipo "partícipe"). 
 
 
Art. 3º As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele 
que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a 
prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma 
direta ou indireta. 
 
 
Ex: particular recebe as respostas da prova do concurso por uma pessoa da banca, e é aprovado. 
Ele pode ser punido? Pode. Tem recursos públicos, agente público, e se beneficiou. 
 
Ex: um agente público participa da situação somente beneficiando particulares. Responde igual. 
 
‼️Políticos não queriam ser punidos por improbidade, e resolveram alegar que, por poderem 
responder por crime de responsabilidade, não podem responder por improbidade, pois seria bis in 
idem. Mas isso foi rebatido por um ministro do STF, por uma interpretação do art 37 da CF, mas o 
STF não aceitou: 
 
 
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão 
dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade 
dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
 
 
Há precedente recente do STF que voltou a acolher a tese de que os políticos não podem ser 
processados por improbidade por conta de que também são processados por crime de 
responsabilidade. Mas o STF firmou jurisprudência de que o Presidente da República com certeza 
não se sujeita à Lei de improbidade (interpretação do artigo 55, inciso X, CF). 
 
Pode uma PJ ser punida por improbidade? 
 
Ex: PJ participa de licitação. Fraudam pra sempre ganhar, com participação dos responsáveis da 
licitação. Podem responder? Tem recursos públicos, tem agente público (responsáveis), tem má-
fé. 
 
PESSOA JURÍDICA pode ser punida por improbidade, desde que concorra, induza ou se beneficie 
para com a conduta de um agente público, alguém com vínculo (art 3º). 
 
Ex: 3 empresas criam esquema fraudulento de licitações. Combinam entre si que 2 participam e 1 
ganha. Há improbidade? Não, porque não tem agente público. 
 
 
🏼️Tipos e penas da improbidade 
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 ATO PUNÍVEL PENA ELEMENTO 
Art 9º Vantagem indevida e enriquecimento sem causa Art 12, I Dolo 
Art 10 Lesão ao erário Art 12, II Dolo ou culpa 
Art 11 Violação dos princípios administrativo Art 12, III Dolo 
 
 
 
Não pode condenar pelos 3 porque é bis in idem. O 9 é o mais grave. Pode praticar os 3, mas é só 
punido por um. 
 
Ordem: 9, 10 e 11 (se tem o mais grave, pune pelo mais grave). 
 
A lesão que fala o art 10 é sempre ECONÔMICA. 
 
Para o sancionamento por ato de improbidade não é necessário que se tenha evidenciado lesão ao 
erário. Também, não importa para a condenação ou absolvição por ato de improbidade, a aprovação 
ou rejeição das contas dos gestores. 
 
Ex: prefeito condenado por improbidade e alega em defesa que suas contas foram aprovadas. De 
nada isso importa. 
 
Ex: isenção fiscal indevida —> lesão ao erário 
 
Ex: parcela dos salários, muitas pessoas entram com ação de danos morais, poderia se alegar que 
houve lesão ao erário, mesmo não tendo vantagem indevida nem enriquecimento sem causa. 
 
Os artigos tem incisos, e eles são apenas EXEMPLOS. Se o caso concreto não se encontra nos 
incisos, mas se encaixa no caput, OK, pode punir. 
 
Na aplicação da pena por atos de improbidade, o magistrado não fica obrigado a aplicar todas as 
sanções listas nos 3 incisos do artigo 12. O julgador, de acordo com a razoabilidade e a situação 
concreta, pode, se assim entender, aplicar uma, algumas ou todas as penas. 
 
Uma pena sempre tem que ser aplicada: quando há lesão ao erário, DEVE TER A PENA DE 
RESSARCIMENTO, pelo princípio da indisponibilidade do patrimônio público. 
 
Somente no caso de lesão ao erário pode se punir ato CULPOSO. 
 
Como fica culpa X má fé? STJ não explica isso. 
 
 
 ESQUEMA (CHECK LIST PRA CONFIGURAR IMPROBIDADE) 
1º Tem recursos públicos? 
2º Tem agente público (vínculo com poder público)? 
3º Casos dos arts. 9º, 10 e 11 (enriquecimento sem causa etc) 
4º Teve má-fé? 
 
 
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🏼️Procedimento 
 
Art 17, caput: 
 
 
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo 
Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta 
dias da efetivação da medida cautelar. 
 
 
Rito ordinário do CPC. Mas o código mudou (73 - 15), e agora tem o rito "comum". 
 
A jurisprudência admite que a improbidade corra pela Lei da ACP (7.347/85), mesmo que a Lei diga 
que tem que ser pelo CPC. 
 
Isso porque a improbidade entra dentro do título III do CDC, e o art 21 da Lei da ACP diz que ela 
pode ser aplicada à qualquer sistema jurídico tutelado pela ACP. 
 
 
1️🏼️ Petição inicial 
 
Legitimado ativo —> ente público prejudicado (ex: DETRAN, União...) ou MP 
(federal/estadual) 
 
 
Se o MP propõe a ação, o ente público pode atuar com o MP, ou com a autoridade (para defender 
o ato), ou não fazer nada. 
 
Caso o MP seja o autor da ação de improbidade, pode a entidade pública prejudicada tomar 3 
condutas processuais, alternadamente (uma ou outra): a) compor o polo ativo da demanda ao lado 
do MP; b) compor o polo passivo da demanda, ao lado do acusado;c) ficar inerte, ou seja, não atuar 
em nenhum dos polos da demanda. 
 
Caso a entidade pública seja autora da demanda, o MP atuará como custus legis. 
 
 
2️🏼️ Expediente do Juiz 
 
- Notificação para os acusados, querendo, apresentarem DEFESA PRELIMINAR 
 
- Prazo de 15 dias 
- Juiz não se manifesta sobre recebimento ou não ainda 
 
- Ainda não houve a CITAÇÃO 
 
 
3️🏼️ Juiz recebe ou rejeita a inicial 
 
- Se rejeita, cabe apelação. Se recebe, cabe agravo. 
 
- Se aceita: 
 
4️🏼️ Citação 
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‼️O próximo passo seria audiência de conciliação, mas a Lei da ACP diz que não pode ter conciliação 
ou acordo em ACP. 
 
5️🏼️ Contestação etc. 
 
- 15 dias, em regra 
 
 
 
E se o juiz cita direto, sem oportunizar defesa preliminar? Ocorre nulidade absoluta ou relativa? 
 
 
Nulidade absoluta não preclui, pode ser alegada a qualquer momento, 
e o prejuízo é in re ipsa, ou seja, presumido. 
 
Nulidade relativa preclui, deve ser alegada na primeira oportunidade, 
e o prejuízo deve ser provado. 
 
 
STJ entende que se pula a defesa preliminar, a nulidade é relativa, deve-se provar o prejuízo e 
alegar na primeira oportunidade. 
 
 
🏼️Prescrição 
 
Art 23: 
 
 
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas 
nesta lei podem ser propostas: 
 
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo 
em comissão ou de função de confiança; 
 
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas 
disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos 
casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. 
 
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública 
da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo 
único do art. 1o desta Lei. 
🏼️ INCISO I 
 
CC —> cargo não estável 
Função gratificante —> cargo estável 
 
Ambos são cargos de direção, chefia, assessoramento. 
 
Em termos de reeleição, a prescrição por atos de improbidade começa a contar do término do 
segundo mandato. 
 
Reeleição PARA O MESMO CARGO! 
 
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E se era prefeito em uma cidade, e depois vira prefeito em outra cidade? NÃO É REELEIÇÃO, é 
um novo mandato, não interrompe a prescrição. 
 
 
🏼️ INCISO II 
 
Mesmo prazo de prescrição da pena de demissão para cargo público e emprego público. 
 
Tem que ir no estatuto do servidor e ver a prescrição da pena de demissão. 
 
‼️ Problema —> qual o prazo de prescrição da demissão de um empregado público? Como na CLT 
não prevê prescrição de pena de demissão, a doutrina entende ou por pegar um cargo parecido e 
usar a pena dele, ou por usar a pena do inciso I do artigo 23, por analogia (mais correto). 
 
 
Inciso II 
 
Cargo público -> deveres e direitos estabelecidos em estatuto! 
 
Emprego público -> deveres e direitos estabelecidos na CLT. 
 
O ente público decide se na sua instituição vai ter cargo público ou emprego público, e é um ou 
outro. 
 
 
🏼️ Ex: 8112/90 - estatuto dos servidores civis 
 
Para essa lei, tem três penas: advertência, suspensão, demissão. A menos grave prescreve em 
menos tempo. 
 
A pena de demissão prescreve em 5 anos, a suspensão em 2 anos e a advertência em 180 dias 
(meio ano). 
 
E a prescrição nessa lei inicia do CONHECIMENTO DO FATO, quando soube que ele existiu. 
 
Pela lei da improbidade, não pode iniciar o processo por denúncia anônima, mas tem jurisprudência 
que admite... 
 
A lei diz que se o fato também for punível na esfera criminal, penal, segue a prescrição do CP, dai 
a prescrição é a do CP (art 109), não mais a da lei. 
 
Ver o fato —> se tem previsão no penal, vai pelo CP. 
 
Isso para CARGOS! 
 
Se tiver denúncia ou queixa, segue pelo CP, senão pelos 5 anos do conhecimento do fato. 
 
No penal, prescreve a partir do COMETIMENTO do fato. 
 
A lei 8112 é pra todos que possuem CARGO, a menos que eles tenham lei específica (ex: MP). 
 
MAS ANTES PRECISA VER SE TEM AÇÃO PENAL DISTRIBUÍDA! 
 
 
🏼️ INCISO III 
 
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Pessoas jurídicas —> prescreve em 5 anos do momento em que tinham que prestar contas. 
 
Se tem que prestar contas em 2019, prescreve em 2024. No contrato diz quando ela tem que prestar 
contas. 
 
 
🏼️Competência processual 
 
Territorial ou foro 🏼️ são relativas. Na improbidade, a competência é do local da prática do ato. 
 
Ex: ato ímprobo em POA, distribui a ação em POA. 
 
Conflito de competência —> CPC resolve 
 
O problema é: 
 
Competência funcional ou por prerrogativa de foro 🏼️ tem? No âmbito criminal sim. 
 
A jurisprudência entende que não tem mais prerrogativa. 
 
Quanto à competência funcional ou por prerrogativa de foro, em termo de improbidade, a 
jurisprudência do STJ e STF hoje entende que ela não existe (precedentes recentes), ou seja, os 
processos de improbidade correm nas instâncias ordinárias (1º grau). 
 
 
 
🏼️ LEI 12.846/13 — LEI ANTICORRUPÇÃO 
 
Decreto 8.040/15. 
 
 
🏼️Quem pode sofrer o ato, quem é vítima? A administração pública brasileira nacional, tanto a 
direta e quanto a indireta. Ainda, pode ser vítima a administração pública estrangeira (ex: empresa 
brasileira frauda sistema americano), a lei brasileira pode punir. E pode ser país, nação, e também 
o organismo internacional público. 
Ex: desvio na cruz vermelha, pode punir pela lei brasileira? Não, porque não é organismo público 
 
 
🏼️Quem pode ser punido pelo ato? 
 
1️🏼️ A pessoa jurídica nacional ou estrangeira (desde que tenha sede, representação ou filial 
no Brasil). 
 
Ex: coca cola (empresa americana) comete ato lesivo no patrimônio da Argentina, pode ser 
punida? Sim, porque a vítima é país e a coca cola é PJ com filial no Brasil. 
 
 
2️🏼️ Pessoa natural, desde que concorra, induza ou se beneficie-se por um ato da PJ. 
 
Ex: o gerente sabia do ato 
 
Ex: empresa vai ser vendida a outra, e os gestores sabem que a bolsa de valores vai crescer 
pra outra empresa e ela compra as ações dela, isso é crime contra o sistema financeiro 
nacional, e poderia ser punida por essa lei 
 
 
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🏼️Regime de responsabilidade — art 1º, caput, e art 2º 
 
PESSOA JURÍDICA 🏼️ regime de responsabilidade OBJETIVO, pune independente de má fé 
 
PESSOA NATURAL 🏼️ regime de responsabilidade SUBJETIVO, pune se comprova dolo ou culpa 
 
 
🏼️Âmbitos de punição 
 
A PJ pode ser punida em dois âmbitos: 
 
 
1️🏼️ Administrativo: por meio de PAI (processo de apuração de irregularidade). Penas: 
 
— Multa e/ou publicação da punição. 
 
 
2️🏼️ Ação judicial específica 
 
 
🏼️Penas administrativas 
 
1️🏼️ Multa: 
 
— 0,1% a 20% do patrimônio líquido faturado pela empresa no último ano 
 
— 6 mil a 60 milhões de reais para quando não se sabe o patrimônio da empresa 
(subsidiariamente se aplica essa, caso a primeira não seja possível) 
2️🏼️ Publicação da pena: 
 
— Por meio do CNEP = cadastro nacional de empresas punidas, na internet 
 
e 
 
— Colocar um aviso na porta da sede da empresa 
 
 
 
O autor dos atos ilícitos é a PESSOA JURÍDICA, seja ela nacional ou estrangeira. 
 
Se for estrangeira, para ser punida em nosso país, ela precisa: ou ter sede, ou representação ou 
filial no Brasil. 
 
A pessoa jurídica pode ser a) de fato, ou b) irregular. 
 
Pessoa jurídica irregular é aquela que tem alguma irregularidade. A de fato é quando de fato atua 
como pessoa jurídica, mas na verdade não é. 
 
E a pessoa física, pode ser punida? Pode, desde que concorra, induza ou se beneficie. A lei 
anticorrupção não pode focar só na PF, tem que ter uma PJ. Na lei de improbidade é o contrário, 
tem que ter uma PF, um agente público. 
 
Artigo 1º, caput, e artigo 2º 🏼️ natureza da responsabilidade da PJ é objetiva, não se comprova 
dolo ou culpa. 
 
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Se analisa, então, a conduta, o dano e o nexo causal. Foco no nexo. 
 
 
🏼️Procedimento judicialA lei determina que o procedimento a ser adotado é o da Lei da ACP (n° 7.347/85). 
 
Não se aplica o CPC aqui. 
 
Legitimados ativos 🏼️ Ministério Público ou administração pública prejudicada. 
 
 
🏼️Acordo de leniência 
 
Existe na lei de lavagem de capitais, na lei das organizações criminosas, lei do CAD (lei anti trust) 
e na lei anticorrupção. 
 
Leniência é agir com brandura, menos rigor. 
 
Precisa ter alguma vantagem, ninguém faz uma "delação" sem vantagem. Vantagens para o 
acusado e para o estado (leniente). 
 
O estado quer 3 coisas pra fazer acordo: confissão dos ilícitos, ressarcimento do dano (isso é 
inegociável), indicação de elementos de fato ou da autoria dos outros acusados. Requisitos 
cumulativos. 
 
Para o acusado, a vantagem é: redução de até 2/3 da multa, e não haverá a publicação da 
condenação (salva a imagem da empresa). 
 
Não gera efeitos pragmáticos, há uma vantagem aparente. Gera vantagens à empresa, à 
companhia, mas não ao "delator", porque ele vai ter falar todos seus ilícitos cometidos, inclusive na 
seara penal... 
 
Na prática, esse acordo não faz o menor sentido. 
 
 
🏼️Comply 
 
Mecanismos que visam a evitar a prática de ilícitos contra o erário, ou seja, atos de corrupção. 
 
Ex: auditoria interna e externa, Código de ética instituído, alta direção da empresa incentivando e 
apoiando esses programas de ética, monitoramento dos funcionários... 
 
Qual a vantagem de ter isso? A empresa ganha atenuante na pena. 
 
Deter programas de integridade NÃO GERA A ABSOLVIÇÃO da empresa PJ acusada. 
 
Ex: tem uma PJ argentina que frauda a administrativo pública da Colombia, e o ato é praticado nos 
EUA. Se a PJ tem sede/representação/filial no brasil, pode ser punida. 
 
 
🏼️ Prescrição 
 
Em 5 anos do cometimento do fato. Se for ilícitos permanentes, a prescrição ocorre quando cessa 
o delito.pessoa jurídica, mas as ações de pessoas jurídicas pode. Mas depende 
da PJ. Normalmente se desapropria PJ ordinárias 
Ex3: prefeito que quer colocar cadeiras numa escola mas quer comprar de um fulano específico, 
mas ele deve pro INSS, e dai não pode participar da licitação... dai o prefeito diz que quer 
desapropriar as cadeiras. Art 37, inciso 21 CF -> não pode, porque violaria a licitação. Não se pode 
desapropriar bens facilmente encontrados no comércio 
 
 
• NATUREZA DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE: 
 
A propriedade pode ser adquirida de forma originária (ex: usucapião) e de forma derivada (ex: 
compra e venda). 
 
A DESAPROPRIAÇÃO É UMA FORMA DE AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA. 
 
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Ex: união quer desapropriar um imóvel da Livia, mas a Lívia comprou pela minha casa minha vida 
e tem hipoteca. A união pode intimar de oficio a caixa econômica e falar que vai desapropriar, dai a 
caixa vai pedir a parte dela, pedir que não vá tudo pra Livia. Dai do valor de indenização da Lívia 
vai se tirar esse crédito hipotecário que pertence à caixa econômica federal. 
 
 
• ESPÉCIES DE DESAPROPRIAÇÃO: 
 
1) DIRETA: aquela que respeita o procedimento legalmente estabelecido. 
 
a) Ordinária: 
 
 
a.1) Utilidade pública: (DL 3365/41) para dar comodidade a população 
 
a.2) Necessidade pública: (DL 3365/41) questões de calamidade, emergências. 
 
a.3) Interesse social: (Lei 4132/6) 
 
 
b) Extraordinária/desapropriação sanção: quando não há cumprimento da função social do 
imóvel, terreno. 
 
 
b.1) Rural/agrária: (LC 76/93) imóveis improdutivos. INCRA define o nível de produtividade 
(norte é mais produtivo que sul etc). 
 
b.2) Urbana: (Lei 10257/01, art 88º) imóveis, terrenos inutilizados. O cara tem um terreno na 
P Chagas e não constrói nada. O Município notifica compulsoriamente dizendo que o cidadão 
precisa dar um utilização para o terreno, e se ele não faz isso, o IPTU vai aumentando... dai, 
o próximo passo que pode o município tomar é desapropriar o terreno. 
 
 
2) INDIRETA: (DL 3365/41, art 41) ocorre quando o poder público, sem respeitar o procedimento 
legalmente estabelecido, toma compulsoriamente a propriedade privada, nela inserindo um 
equipamento público. O direito do cidadão resume-se a discutir a indenização sobre esse bem. 
 
NÃO CABE NADA! Nem reintegração de posse, nem reivindicatória da propriedade... só discute 
o valor do bem! PROVA DA ORDEM. 
 
Pode no máximo discutir a necessidade da desapropriação. 
 
Seria um esbulho legalizado. 
O prazo prescricional, pelo STJ, é de 10 anos. É uma ação de direito real. 
 
 
☝ 🏼️ Existem 3 diferenças entre a desapropriação ordinária e extraordinária. 
 
Na ordinária, em todas as situações, a indenização é paga em dinheiro. Na extraordinária, paga-
se com títulos da dívida pública (isso porque o motivo foi o não cumprimento da função social da 
propriedade) 
 
 
EXTRAORDINÁRIA 
 
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 URBANA RURAL 
LEGITIMIDADE 
A desapropriação só é feita pelo 
MUNICÍPIO (art 182, CF) 
A desapropriação é feita prla 
UNIÃO (art 184, CF) 
FUNDAMENTO 
Desapropriação de imóveis 
inutilizados ou subutilizados 
Desapropriação de imóveis 
improdutivos 
PAGAMENTO Por títulos * Por títulos * 
MOTIVO 
Não cumprimento da função 
social 
Não cumprimento da função 
social 
 
 
 
Plantações e construções são indenizadas em dinheiro! O terreno paga em títulos. 
 
 
ORDINÁRIA 
 
 NECESSIDADE 
PÚBLICA 
UTILIDADE PÚBLICA INTERESSE SOCIAL 
LEGITIMIDADE União, Estados e Municípios (ANEL, DNIT) 
FUNDAMENTO Necessidade pública Utilidade pública Interesse social 
PAGAMENTO Dinheiro 
 
 
 
🏼️ LEI 4132 - análise: 
 
 
Art. 1º A desapropriação por interesse social será decretada para 
promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar o seu 
uso ao bem estar social, na forma do art. 147 da Constituição Federal. 
 
 
- Ta na cara que é reforma agrária 
- Essa lei não foi recepcionada, porque só na União que pode fazer essa desapropriação 
- Pode pedir reforma agrária pela LC 76/93 
- 3 monocráticas dizendo que ela é inconstitucional - falta o plenário 
 
 
🏼️OBSERVAÇÃO: pode desapropriar a UNIÃO, os ESTADOS e os MUNICÍPIOS. 
 
União desapropria dos estados, dos municípios e dos cidadãos. 
 
Estado desapropria do município (SÓ DE SEU TERRITÓRIO) e dos cidadãos (NÃO IMPORTANDO 
ONDE ELE MORA). 
 
Município desapropria só dos cidadãos. 
 
Não pode o contrário! E não pode estado desapropriar de estado, município de município... 
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Estado pode desapropriar bens municipais de seu território. Mas quando se trata de cidadão, ele 
pode desapropriar do cidadão independente de onde ele more. 
 
 
• PROCEDIMENTO: 
 
Petição inicial 🏼️ pelos legitimados a executar a desapropriação (ver 1ª aula) 
 
Pode ter PEDIDO LIMINAR DE IMISSÃO PROVISÓRIA NA POSSE 🏼️ (a posse indireta só se 
adquire com o pagamento da justa indenização, que só se consegue com o trânsito em julgado. No 
caso de títulos, ele já vale como dinheiro, como pagamento) ---> art 15 DL 3365 
 
Propõem a inicial, comprova que preencheu os requisitos: 
 
 
a) Declarar no decreto expropriatório que trata-se de urgência 
 
b) Depositar o valor do bem 
 
 
Se cumpriu os requisitos, o juiz não pode negar! Vai ser emitido na posse. 
 
 
Art 15, § 1º - A imissão provisória poderá ser feita, independente da 
citação do réu, mediante o depósito: 
 
 
Recebe a inicial 🏼️ citação 🏼️audiência de conciliação (discutir valores etc) 🏼️ sem acordo, 
contestação 
 
O processo de desapropriação tem cognição restrita, ou seja, não podem ser discutidas questões 
de auto indagação. 
 
🏼️ O que pode ser alegado em contestação? Duas coisas: 
 
 
a) Eventual nulidade do processo (ex: isso não é caso de utilidade pública, não fui intimado 
do decreto expropriatório...) 
 
b) Indenização 
 
b.1) Valor do bem a ser desapropriado 
 
b.2) Juros e correção 
 
b.3) Direito de extensão 
 
 
Ex: não se discute demarcação de território, por ex, isso discute-se em ação própria. 
 
Ex2: A diz que o território é dele, e não de B -> discute-se em ação própria também. Mas a 
desapropriação não para. 
 
 
VALOR DO BEM 
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União oferece 100 
Cidadão quer 500 
Perícia diz que é 20 
 
 
O valor oferecido pela União não baliza os limites do processo, ou seja, em sentença o juiz pode 
entender que vale 20. Na verdade, o limite seria a perícia. Informativo 509 do STJ. 
 
 
JUROS/ CORREÇÃO 
 
Art 15-A e 15-B 
 
Ficou em 1%/mês. Norma processual que vale imediatamente. 
 
 
DIREITO DE EXTENSÃO 
 
É o direito que o cidadão tem de ver incluído na indenização o remanescente de terras que se tornou 
inaproveitável economicamente por conta de uma desapropriação parcial. 
 
"Direito de incluir o cantinho" 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pega uma terra que não tinha sido incluída, inclui, e aumenta a indenização. O requisito é a terra 
ter sido inapropriada por meio da desapropriação. 
 
 
• DESAPROPRIAÇÃO POR ZONA: 
 
Permite que o poder público desaproprie não só a área necessária para satisfazer a necessidade 
pública, mas também o entorno que se valorizará. 
 
Desapropria mais do que o necessário, porque o entorno valorizou. 
 
Crítica: as pessoas em volta deveriam pagar o tributo de contribuição de melhoria somente. 
• TREDESTINAÇÃO: 
 
Desapropria pra construir um hospital (isso que diz no decreto expropriatório), mas constrói uma 
escola. 
 
Tredestinação é dar um destino diverso ao bem daquele que foi exteriorizado do decreto 
expropriatório. 
 
Não se confunde com adestinação, que é quando não se dá destinação nenhuma para o bem. 
 
 
Destino diverso = tredestinação 
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Não dar destino = adestinação 
 
 
STJ - duas espécies de tredestinação 
 
 
a) Lícita - quando mantém o interesse público (ex: era pra serum 
hospital, mas constrói uma escola) 
 
b) Ilícita - quando não mantém o interesse público (ex: era pra ser 
um hospital, mas constrói uma praça, sendo que já tem mil praças) 
 
 
RETROCESSÃO - 3 ideias: 
 
- Se resume em perdas e danos (o bem continua com o poder público) 
- Permite ao cidadão retomar o bem 
- Pode ser os dois 
 
Somente a ADESTINAÇÃO e a TREDESTINAÇÃO ILÍCITA permitem a retrocessão! A 
tredestinação licita não permite. 
 
 
🏼️ Qual o prazo para dar destino ao bem? (Depende do fundamento do decreto) 
 
 
a) 5 anos (DL 3365/41) 
 
b) 2 anos (LC 76/93) 
 
c) Não tem prazo ( L 10257/01 estatuto da cidade) 
 
 
__________ fim desapropriação __________ 
 
 
Outras formas de intervenção na propriedade alheia: 
 
 
 
 
2️🏼️ INTERVENÇÃO RESTRITIVA 
 
a) Limitação administrativa: 
 
• É a intervenção do estado na propriedade alheia, condicionando o bem privado, de modo geral, 
unilateralmente, e SEM INDENIZAÇÃO. 
 
Ex: plano diretor - "não pode construir prédio de mais de dois andares perto de aeroporto" 🏼️ afeta 
todos, por isso não tem indenização. 
 
🏼️ Se esvazia o conteúdo econômico da propriedade (ex: prejudica o uso do bem), pode gerar 
indenização. 
 
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Em regra, a limitação administrativa não gera o direito de indenização (ex: Di Pietro). 
 
 
b) Servidão Administrativa: 
 
• Servidão administrativa trata-se da imposição unilateral feita pelo poder público, COM 
INDENIZAÇÃO, ou seja, onerosa, inserindo nesse imóvel um ônus real. Ainda, ela é sempre 
específica (ou seja, sobre um bem determinado, não pode ser geral, "sobre todo o bairro vai 
passar um gasoduto"). 
 
Servidão direito comum X servidão direito administrativo 
 
DIREITO COMUM DIREITO ADMINISTRATIVO 
Relaciona dois imóveis. 
Servidão administrativa não necessariamente 
relaciona dois imóveis 
Bilateral. Por consenso. Raríssimos casos é 
unilateral. 
Unilateral. O particular pode até concordar, mas se 
ele não concordar, vai ser imposto igual. 
Direitos reais precisam ser averbados na matrícula 
do imóvel. 
Parte da doutrina entende que não precisa averbar 
na matrícula, porque deriva de lei. Mas não é 
unânime. 
 
 
Ex: poder público impõe de forma unilateral que um duto de gás vai passar pela casa (ex: vacas) 
 
 
c) Requisição administrativa: 
 
Artigo 5º, XXV, CF. 
 
Em situações de emergência, o poder público pode, unilateralmente, requisitar um bem ou serviço 
de um particular para satisfazer a situação de emergência, indenizando se houver dano. 
 
• É unilateral, tem indenização só se houver dano, específica (sobre um bem específico), e o objeto 
da requisição é o uso de um bem ou serviço. 
 
Ex: Policial pega carro de um particular. Requisita só para USO, não para ficar com a propriedade. 
Indeniza se houver dano. 
🏼️ Emergências: situações de guerra... 
 
Dano no imóvel ou dano que a pessoa sofreu por perder o imóvel, por exemplo? Divergências. 
 
 
REQUISIÇÃO DESAPROPRIAÇÃO 
Quer o uso Quer a propriedade 
De forma temporária Permanente 
Somente se houver dano A indenização é justa e prévia 
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REQUISIÇÃO DESAPROPRIAÇÃO 
Motivo: quando houver emergência 
Motivos: necessidade pública, utilidade pública ou 
interesse social 
Busca utilizar um bem ou serviço Busca desapropriar um bem 
 
 
 
Pode a união requisitar um bem municipal/estadual? Não há resposta única... Alguns dizem que só 
pode requisitar bens particulares e não bem públicos, outros divergem, outros dizem que pode mas 
dando destinação diversa ao bem (pega escola pra montar um hospital). 
 
 
d) Ocupação temporária: 
 
O pode público, com anuência do particular, ocupa, gratuitamente, um bem privado. 
 
• É a intervenção do estado na propriedade alheia que se dá de forma bilateral, gratuita ou não 
onerosa, temporariamente, onde se pretende o uso de um bem especifico (específica), e sem 
indenização. 
 
Ex: período de votação, ocupa temporariamente uma escola. 
 
Bilateral -> tem casos em que ela é unilateral (lei das concessões e permissões, por ex). 
 
• Trabalho: 
 
- Irresponsabilidade do estado (art 71 lei 8666) 
- Estado X teixeira (não envolvia o filho) 
- Culpa concorrente da empresa de vigilância 
- Ato de 3º exclui o nexo causal -> sem responsabilidade 
- Responsabilidade subjetiva -> comprovar dolo d culpa, o que não está presente. 
- Ilegitimidade ativa -> dano moral é personalíssimo 
- Objeto não pode ser pleiteado -> impossibilidade jurídica do pedido 
- Valor da indenização 
- Prescrição (5 anos) 
- Preclusão consumativa 
- Sucumbência 
- Mérito dano moral 
- Lucros cessantes 
- Juros 
- Indenização deveria se basear na casa antiga, e não na nova 
 
 
A ocupação temporária é BILATERAL, mas com duas exceções (que serão unilaterais): 
 
 
1️🏼️ Lei 8666 (contratos administrativos) 
2️🏼️ Lei 8987/95 (concessões e permissões) 
 
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Ex: contrato administrativo de recolhimento de lixo no município. A empresa que faz o recolhimento 
do lixo não está cumprindo o contrato, ela passa só alguns dias. Má prestação. O poder público 
cancela o contrato, e como demora pra fazer outra licitação etc, o poder público faz uma ocupação 
temporária dos maquinários para o recolhimento do lixo. 
 
Serve para que o poder público possa dar continuidade a prestação de serviços público, por isso 
pode de forma unilateral. 
 
 
e) Tombamento: 
 
Livro "tombo", patrimônio do estado. 
 
Decreto Lei 25/37. 
 
• É a intervenção do estado na propriedade alheia, limitando o uso e gozo/fruição de determinado 
bem móvel ou imóvel ou de determinada região etc, a fim de proteger o patrimônio histórico, 
artístico e cultural. Quando um imóvel é tombado, fixam-se obrigações ao proprietário do bem, 
bem como, eventualmente, aos seus lindeiros (vizinhos). 
 
O que pode ser tombado? 🏼️ bem imóvel, móvel, uma região, bens imaterias (ex: receitas)... 
 
O tombamento pode gerar certas obrigações: 
 
 
1️🏼️ Obrigações positivas: fixa o dever do proprietário de conservar o imóvel, de cuidar para 
que o imóvel não seja dilapidado, e que a indenização pela possível destruição do imóvel seja 
arcada por esse proprietário, salvo se este, comprovadamente, não tiver condições ou outro 
motivo aceito pelo poder público, dai o poder público que concerta. Obrigações de fazer. 
 
2️🏼️ Obrigações negativas: tem certos tombamentos que obrigam os vizinhos a tolerar que 
se mantenha distância, por ex, pode invadir o terreno do vizinho, ou mudar as características 
do imóvel. Proibição de alterar o imóvel etc, proibir que se construa perto do imóvel tombado. 
Obrigações de não fazer, tolerar... 
 
 
• É unilateral (claro que pode ter a concordância do particular), pode ser específico ou geral (um 
bem específico X toda uma região), em regra é gratuito (não gera ônus ao estado, só gera quando 
o particular não tiver condições de custear), gera um ônus real, e tem por meta é guarnecer a 
proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural. 
 
Qual a natureza do tombamento? 🏼️ pra maioria da doutrina, tem natureza de uma servidão 
administrativa (sobre bem específico), mas também de limitação administrativa (quando sobre 
bem geral). 
 
Efeitos do tombamento 🏼️ gera um direito real. Se está tombado hoje e for penhorado amanhã, 
mantém o tombamento. Se ele quer vender, ele tem que dar preferência ao poder público 
(preempção). "Eventual alienação feita pelo proprietário do bem tombado gera o dever de dar 
preferência na aquisição ao ente público que tomou o bem". Ainda, o tombamento atinge a 
penhora, por ser mais forte (penhora e depois tombamento). Todo tombamento deve ser averbado 
na matrícula do bem, ainda mais por ser direito real! 
 
 
🏼️ Espécies de tombamento: 
 
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1️🏼️ Provisório: o poder público pode, liminarmente, no início do processo de tombamento,realizar um ato, chamado de tombamento provisório, que gerará os mesmos efeitos do 
tombamento definitivo (de cuidar etc), com exceção de um: a necessidade de averbar o 
tombamento na matrícula do imóvel. 
 
A pessoa que for comprar um imóvel provisoriamente tombado, não saberá porque não estará 
averbado, mas quando o prédio é muito velho, é melhor conferir com a Prefeitura. Ela ainda 
terá que cuidar etc, e dar preferência ao poder público para alienar. 
 
2️🏼️ Definitivo: tombamento em si, com todos os efeitos, inclusive de averbar na matrícula do 
bem. 
 
 
 
TOMBAMENTO 
COMPULSÓRIO 
TOMBAMENTO DE 
OFÍCIO 
TOMBAMENTO 
VOLUNTÁRIO 
INICIATIVA 
A iniciativa é PÚBLICA, 
do Estado. 
A iniciativa é PÚBLICA, 
do Estado. 
A iniciativa é PRIVADA 
(o particular que oferece 
um bem seu a 
tombamento). 
PROPRIEDADE 
Se dá sob uma 
propriedade PRIVADA 
(ex: casas de 
particulares). 
Se dá sob uma 
propriedade PÚBLICA 
(ex: uma praça) 
Se dá sob uma 
propriedade PRIVADA 
(ex: casas de 
particulares). 
 
 
 
O tombamento voluntário passa para a herança, mas com o tombamento. 
 
Quem pode tombar? 🏼️ a União, Estados, Municípios e DF. Somente entes federados ou entes 
políticos (administração direta) podem tombar, segundo a Lei. Os entes da administração indireta 
não podem. 
 
‼️ Diferente da desapropriação! Aqui, é cada um na sua, não tem aquilo de União tombar bens de 
Estados, Município... O tombamento é sempre sobre um bem do próprio ente que vai tombar ou do 
particular. 
 
Ex: União pode desapropriar um bem do Estado, e depois disso, que o bem já for da União, ela 
pode tombar, porque ela só pode tombar seus próprios bens ou dos particulares. 
 
_____ fim das formas de intervenção na propriedade alheia _____ 
 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL 
 
Deriva de uma situação em que as pessoas não mantém um negócio jurídico. 
 
A responsabilidade civil contratual no âmbito administrativo, pelo menos quanto aos contratos 
administrativos, está prevista no artigo 71 da Lei 8666. 
 
A base daqui é direito civil. 
 
 
🏼️Evolução: 
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 13 
 
Em uma época em que o estado era governado por senhor absoluto, concentrando os poderes de 
julgar legislar e executar na mesma pessoa, sendo o rei o governante máximo de determinado reino 
ou império, não havia a possibilidade de responsabilidade civil do estado. Nessa época, o estado 
não respondia por eventuais danos ocasionados aos particulares. Se a carruagem real atropelasse 
uma pessoa, o estado não respondia. Isso porque o rei personificava a figura de deus na terra. Por 
isso ela era coroada com benção do papa. Se o rei era a pessoa de deus na terra, e como deus não 
erra, o "rei não errava". Nesse momento, se conhecia o estado por absoluto. 
 
Hoje, isso ainda existe. Tem casos que o estado causa dano e não responde: quando for atos de 
poder, que não geram, EM REGRA, o dever de indenizar. Exemplos de ato de poder: Lei ou decisão 
judicial. 
 
Ex: empresa com benefícios fiscal. Dai o benefício é revogado. Ela não tem direito a ser indenizada 
pelos eventuais lucros cessantes que ela tiver que arcar, pois configura-se como um ato de poder 
(lei). 
 
Ex2: cara é preso por tráfico de drogas, condenado em primeira instância, mas o TJ absolveu ele 
pelo crime. O TJ diz que, basicamente, o juiz, promotor, delegado etc erraram. O cidadão promove 
ação de dano moral contra o estado por ter ficado com nome sujo. O estado não vai ser condenado, 
pois é um ato de poder (decisão judicial). 
 
Depois -> Estado responde de forma subjetiva. Quando? 🏼️ quando passa a existir acensão do 
estado de direito. Se o particular causa dano, deve indenizar, e como todos se submetiam a 
mesma lei, logo o estado também deveria. Porque o regime jurídico de ambos era o mesmo. 
 
Na França, aplica-se o código de Napoleão. E surge uma teoria para explicar a responsabilidade 
do estado -> a teoria da falta do serviço (até hoje aplicada na França, deveria ser teoria da culpa 
do serviço). A teoria dizia que o estado respondia em só 3 ocasiões: a) serviço mal prestado, b) 
serviço prestado de forma atrasada, c) serviço não prestado. Fora disso, o estado não respondia. 
 
No Brasil, essa teoria pode ser aplicada em um único caso: de responsabilidade civil por atos 
omissivos (ex: buracos na pista). 
 
Surge, após, a teoria do risco 🏼️ existem riscos normais, que são propícios a acontecer, e riscos 
anormais, que não acontecem normalmente. Bater o carro é um risco normal, pode acontecer todo 
mundo. Quem está perto de um lugar cheio de pólvora está em risco anormal, e merece mais 
proteção, em razão da equidade. Ex art 927 CC (risco profissional - anormal). 
 
E isso se aplica hoje ao estado? Hoje, em regra, o estado responde de forma objetiva (art 37, §6º 
da CF). Na França e Alemanha é diferente. 
 
 
EVOLUÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NO BRASIL: 
 
🏼️ CC/16 —> responsabilidade SUBJETIVA; 
🏼️ Lei das estradas de ferro /1933 —> responsabilidade OBJETIVA somente pra esse caso; 
🏼️ CF/46 até hoje —> responsabilidade OBJETIVA. 
 
 
RESPONSABILIDADE INTEGRAL: 
 
Baseada na teoria do risco integral. 
 
Uma clínica privada descarta uma máquina de raio x indevidamente. Um catador desmonta toda 
máquina, e acaba quebrando toda ela, e vaza um material químico. Qual a responsabilidade do 
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 14 
estado aqui? Aqui importa a questão de imputação da responsabilidade, ou seja, não importa quem 
causou, a União vai indenizar. Não importa dolo, culpa... só se discute DANO. 
 
☝ 🏼️Hoje (responde de forma integral): 
 
 
a) Dano nuclear 🏼️ só basta provar o dano. 
 
b) Leis 10.309/01 e 10.744/03 🏼️ quando houver atentado terrorista em aeronave, a União 
indeniza os familiares. Basta provar o dano. 
 
c) Dano ambiental 🏼️ divergência: 
 
Ex: joga um cigarro e pega fogo na floresta. Quem indeniza quem? 
 
c.1) O estado responde de forma objetiva pelo dano que cause. Artigo 14, §1º, da Lei 
6938/81. Quem defende é Toshio Mukai. Fundamentos: 
 
 
- Se a responsabilidade fosse integral, e não objetiva,, o estado viraria segurador 
universal; 
 
- Se fosse integral, violaria o princípio do poluidor pagador (quem polui paga); 
 
- Lendo o artigo 14, vê-se que fala em objetiva, por isso não se posse falar em integral. 
A literalidade do art 14, §1º, impõe a responsabilidade objetiva, sendo que então não 
se pode presumir responsabilidade integral. 
 
 
c.2) O estado responde em todas situações, de forma integral. STJ entendeu que, já que 
o artigo 225 da CF diz que é dever do estado proteger o meio ambiente, caso o estado 
falhe nesse dever, ele deve ressarcir eventual dano causado por eventual inadimplência 
desse dever. 
 
 
QUADRO HISTÓRICO 
 
 NÃO RESPONDE RESPONSABILIDADE 
SUBJETIVA 
RESPONSABILIDADE 
OBJETIVA 
RESPONSABILIDADE 
INTEGRAL 
QUANDO 
RESPONDE? 
Quando houver lei 
ou decisão judicial 
(atos de poder) 
Quando for ato 
omissivo 
Regra: sempre, 
salvo em casos 
excepcionais 
(demais casos) 
Em casos de: 
a) Dano nuclear 
b) Atentado 
terrorista em 
aeronave 
c) Dano ambiental 
(com divergências) 
O QUE SE 
PROVA? 
ELEMENTOS 
— 
Dolo/culpa, nexo 
causal, dano, 
conduta 
Dano, nexo causal 
e conduta 
Dano 
 
 
 
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 15 
Ex: um cidadão está na rua e um carro da brigada se aproxima em velocidade regular. O cidadão 
se atira na frente do carro e se mata. O Estado responde, sim ou não? É caso de responsabilidade 
objetiva, e tem conduta e dano, mas não tem nexo causal entre eles, porque o dano foi ocasionado 
por uma conduta do cidadão, não da brigada (estado). 
 
Se o carro estivesse em alta velocidade, dai haveria concorrência de culpa. Dai o estado iria 
responder. 
 
 
Ex2: um carioca vai para um boteco tomar chopp. Dai chega outro carioca e começa a trovar a 
mulher do outro. Dai o marido, que era policial civil, tira uma arma PRIVADA e mata o cariocamalandro. Há responsabilidade civil do estado? É caso de responsabilidade objetiva, e tem dano e 
nexo causal, mas não tem conduta, porque é arma privada, não estava em serviço. 
 
 
Ex3: cara viajando, cai num buraco com o carro e sofre um acidente. Há responsabilidade do 
estado? Ato omissivo, devendo comprovar conduta, nexo causal, dano, dolo/culpa. 
 
 
RESPONSABILIDADES SUBJETIVAS POR OMISSÃO: 
 
• Buraco na pista 
• Bueiro entupido 
• Animal na pista (culpa in vigilando) 
• Assalto na vida pública 
 
 
 
Ex4: velhinha esperando precatório, dai uma empresa falsifica a assinatura da velha como se ela 
tivesse vendido os precatórios, e a empresa cede para um terceiro de boa fé. Dai a velha entra com 
ação contra a empresa, o terceiro e o estado. É caso de responsabilidade objetiva, e tem conduta 
e nexo causal, mas não tem dano, porque não foi descontado o precatório. 
 
 
 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO: 
 
Art 37, §6º, CF. 
 
 
 
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 16 
CONDUTA NEXO DE CAUSA DANO 
Tem que ter exercício 
de uma função 
pública. Se não tem 
isso, há ausência da 
resp. do estado por 
ausência de conduta. 
Exclui o nexo causal: 
 
1) Culpa exclusiva da vítima (ou a vítima 
causa o dano ou ela se coloca em uma 
situação em que o dano era inevitável) 
 
2) Caso fortuito/força maior 
 
(raio, maremoto etc, desde que de 
surpresa) 
 
3) Ato de terceiro 
Requisitos para existir dano: 
 
1) O dano tem que ser jurídico (ter 
proteção jurídica) 
 
2) Certo (não pode ser hipotético, ou 
que possa a vir ocorrer) 
 
É possível uma indenização por 
dano incerto: "teoria da perda de 
uma chance": tiram a possibilidade 
do cidadão ter sucesso em 
determinada situação. 
 
Ex: advogado que perde o prazo 
 
3) Direto 
 
Exceção: é possível indenizar dano 
indireto: dano por ricochete. 
 
Ex: eu bato no carro na A, que bate 
no carro da B, que bate no carro da 
C. Eu tenho que indenizar todos. 
 
 
 
 
Ex: um juiz está indo pro foro trabalhar e acaba atropelando um cidadão. Ele pode demandar o 
estado? Não porque o juiz não estava no exercício da função pública. 
 
O policial de férias tem o dever de atuar, então estará exercendo função pública. 
 
 
— Fuga de preso: 
 
1) Estado responde sempre; 
2) Estado responde se ele comete um crime depois da fuga; 
3) Estado não responde se ele comete crime muito depois ou se o Estado perseguiu o preso. 
 
 
Art 37, §6º: 
 
 
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito 
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
 
🏼️Legitimidade (quem responde): 
 
- Pessoas jurídicas de direito público. 
 
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 17 
Quais? Art 41 CC. Administração direta (U, E, M, DF) e indireta (AFASE). Mas não são todas as da 
administração indireta, só as de direito público: autarquia (associações e autarquias de dir público 
podem mas possuem a mesma natureza de autarquia, e as empresas estatais são de dir privado) 
 
 
- Pessoas jurídicas de direito privado + que exercem SERVIÇO PÚBLICO. Ex: caminhão de lixo, 
ou quando um fio de telefônica cai na rua e uma pessoa toma choque. 
 
 
 
🏼️ Direito a regresso 
 
O direito de regresso, em termos de responsabilidade civil do estado, ele permite que o poder 
público promova uma ação de ressarcimento em face do agente público causador do dano. Nesta 
situação, o estado deverá provar dolo e culpa (resp subjetiva). 
 
Cidadão demanda o Estado, e o Estado pode demandar o agente público exigindo regresso. 
 
Em regra, a relação de cidadão e Estado é objetiva, mas para pedir regresso, a relação do Estado 
com o agente público é de responsabilidade subjetiva, ou seja, o Estado deve comprovar dolo/culpa. 
Não há presunção de culpa. 
 
E pode o cidadão demandar diretamente o agente públicos? Duas posições (sem definição): 
 
 
1) O STJ tem jurisprudência dizendo que pode porque a lei não veda. 
 
2) O STF diz que não pode (Min. Marco Aurelio), porque ele diz que 
só o Estado pode ser demandado, como uma garantia do agente 
público. Esse tema está em repercussão geral. 
 
 
Pode haver denunciação à lide. Estado denuncia a lide ao agente público. A denunciação a lide é 
de responsabilidade subjetiva, que tem mais coisas a provar (dolo/culpa). Isso prejudicaria a 
celeridade da ação do cidadão frente ao estado. Os tribunais entenderam que não pode 
denunciação a lide se forem duas responsabilidades diversas (objetiva e subjetiva). 
 
 
ESPÉCIES/CASOS DE RESPONSABILIDADE 
 
1º caso) 
 
a) Atos ilícitos 🏼️ fundamento = ilegalidade 
 
b) Atos lícitos 🏼️ fundamento = igualdade 
 
Ex: Lara perde a fazenda porque o poder público decide que ali é área de preservação. 
 
Ex: na frente da minha casa constróem um viaduto, e eu perdi minha vista para que todos tenham 
um tráfego melhor. Todos devem me indenizar. 
 
 
2º caso) 
 
a) Ações 🏼️ conduta ATIVA 🏼️ responsabilidade objetiva 
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 18 
 
b) Omissões 🏼️ conduta OMISSIVA 
 
b.1) Geral: ocorre quando o Estado se omite para com o dever que possui para com a todo 
mundo. Responsabilidade SUBJETIVA. 
 
Ex: cidadão na rua da praia com uma carteira gigante, dai um cara passa e rouba a capanga. 
Ele pode demandar o estado, mas na forma de responsabilidade subjetiva. 
 
 
b.2) Específica: dever do Estado para com um indivíduo específico. Responsabilidade 
OBJETIVA. 
 
Ex: MST fala que vai invadir uma fazenda, dai os policias federais vão pra fazenda e quando 
o MST chega eles não fazem nada. Se omitiram em um caso específico. Responsabilidade 
objetiva. 
 
 
 
Responsabilidade civil objetiva 
 
Conduta 🏼️ exercício de função pública 
 
Nexo causal 🏼️ conduta -> fato (caso fortuito e força maior excluem) 
 
Nexo de imputação 🏼️ agente -> conduta (desdobramento do nexo de causa) 
 
Dano 🏼️ certo, direto e jurídico 
 
 
Responsabilidade civil do TABELIÃO 
 
É um delegado de função, agente público. 
 
Agente público é gênero, e as espécies são agente político (que pode ser de cargo político eleição 
-, ou ministro do estado, secretário estadual, secretário municipal), agente administrativo (são os 
cargos públicos, empregos públicos e temporários - art 37, IX) e particular em colaboração (tem os 
requisitados, voluntários, delegado de função). 
 
O temporário e os particulares em colaboração exercem função. 
 
Não há nepotismo nos ministros do estado, secretário do estado e secretário municipal, só para os 
cargos de livre nomeação e livre exoneração (CCs). 
 
Nepotismo é até 3º grau. 
O tabelião é um delegado de função (particular em colaboração). 
 
Art. 236, CF. 
 
Lei dos registros públicos - 6015/73 🏼️ diz que a responsabilidade do tabelião é subjetiva. 
 
CF/88 art 37, §6º 🏼️ diz que a responsabilidade do tabelião é subjetiva (porque exerce função 
pública, e não serviço público, e não são pessoas jurídicas) 
 
Lei dos cartórios - lei 8935/97 🏼️ diz que o tabelião responde objetivamente. 
 
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 19 
A lei 8935/97 foi alterada, e hoje pode-se afirmar que a responsabilidade do tabelião é SUBJETIVA! 
 
Lei 6015/73 CF/88 - art 37, §6º Lei 8935/97 Atualmente 
SUBJETIVA SUBJETIVA OBJETIVA SUBJETIVA 
 
 
O tabelião pode ser notório ou registrador. 
 
E o Estado, responde junto pelo dano causado pelo tabelião? 3 posições: 
 
 
1️🏼️ O estado não responderia, a vítima só pode demandar o tabelião. Ilegitimidade do estado. 
Posição minoritária. Isso porque o artigo 236 da CF diz que o tabelião exerce função em 
caráter privado, como se o estado delegasse a um particular todos os ônus e bônus dessa 
atividade. 
 
2️🏼️ O estado responde junto com o tabelião de forma solidária. Posição também minoritária. 
Pouco explicada. Solidariedade não se presume, deriva da lei ou do contrato.Se chamaria o 
estado por políticas sociais. Não tem bons fundamentos. 
 
3️🏼️ Posição majoritária do STJ, consolidada hoje. O estado responde junto com o tabelião 
mas de forma subsidiária. Responsabilidade subsidiária. Significa que primeiro tem que 
demandar o tabelião e, se hipoteticamente ele não tiver bens, o estado pode ser demandado. 
 
 
Responsabilidade por atos comissivos (ação) e o omissivos (omissão) 
 
Ação 🏼️ responsabilidade OBJETIVA 
 
Omissão 🏼️ dever geral ou dever específico 
 
Dever geral 🏼️ ex: cidadão assaltado na rua, dever de segurança do estado para com todo 
mundo, por isso a responsabilidade é SUBJETIVA (e incide a teoria da falta do serviço). 
Advém do contrato ou lei. 
 
Dever específico 🏼️ responsabilidade OBJETIVA (estado tinha dever de agir para com uma 
pessoa específica e não agiu). Art 37, §6º. Exs: aluno e escola, milico confinado, detento, 
"pinel" (louco, manicômio) 
Responsabilidade por ato judiciais Responsabilidade por atos legislativos 
Regra: estado não responde (ato de poder) Regra: estado não responde 
Exceções: 
 
1) Erro Judiciário em processo criminal (art 630 
CPP); 
 
Juiz criminal erra. Tribunal pode fixar um título 
indenizatório a ser liquidado no cível. 
 
2) Prisão indevida (art 5º, inciso LXV, CF); 
 
3) Dolo ou fraude processual do magistrado (art 
143, CPC). 
Exceção: 
 
1) Omissão legislativa (mandado de injunção 282, 
STF); 
 
2) Lei declarada inconstitucional (pode 
eventualmente gerar direito de indenização - 1 
precedente); 
 
3) Lei de efeito concreto (📍). 
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 20 
 
 
Ato da administração = estado 
 
- Atos administrativos 🏼️ atos com unilateralidade e prerrogativas 
- Atos de gestão 🏼️ atos privados 
- Ato político ou de governo 🏼️ pode ter um controle formal 
- Ato material 
 
Normas de eficácia plena 🏼️ todos efeitos são gerados, não precisa de política pública nem nada. 
Ex: direito da propriedade. Se o CC não falasse de propriedade, as pessoas poderiam demandar 
em face do estado. 
 
Normas de eficácia Contida 🏼️ normas plenas, mas que por lei, esse âmbito de proteção pode vir a 
ser restringido. Ex: art 5º, inciso XIII. Exercício de profissão, pra ser advogado precisa ser bacharel 
em direito, ter OAB etc. 
 
Normas de eficácia limitada 🏼️ normas que "não geram efeitos". Geram apenas efeitos 
hermenêuticos e que a legislação contrarie seu conteúdo. Só tem eficácia com a edição de uma lei 
específica. Elas prevêem direitos, mas sem lei, o direito não pode ser exercido. A CF criou duas 
ações para controlar isso: mandado de injunção e ação declaratória de inconstitucionalidade por 
omissão. Art 37, §4º. Art 5º, inciso XII (intercepção das conversas telefônicas, tem lei). 
 
 
🏼️Todo ato normativo tem que ter 3 características 🏼️ abstração, generalidade e prescritividade. O 
ato administrativo, por sua vez, é concreto (ex: vai desapropriar o bem da pessoa tal). A lei de efeito 
concreto é uma lei que formalmente é lei, mas materialmente é ato administrativo. 
 
Ato administrativo -> ato jurídico unilateral (previsão legal e manifesta de vontade). 
 
Prerrogativas / atributos / características: PATI (presunção de legalidade, autoexecutoriedade, 
tipicidade - Di Pietro-, imperatividade). 
 
Todo ato administrativo tem: P e T. 
 
Pode aplicar o art. 944, § único, do CC à responsabilidade civil do Estado. Quando a vítima contribuir 
significativamente para o evento danoso, a indenização pode ser reduzida na medida de sua 
culpabilidade. 
 
"An debeatur" "Quantum debeatur" 
Conduta, nexo, dano Culpabilidade, extensão do dano... 
 
 
A culpabilidade interfere sim e muito. 
 
Aplica o art 944 mesmo diante de responsabilidade objetiva! Isso pelo quantum debeatur. Isso 
corresponde ao "quanto ela responde". 
 
 
 
PRESCRIÇÃO (das ações contra o Estado) 
 
 
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 21 
CC/16 🏼️ prescreve a ação em 20 anos 
 
DC 20910/32 🏼️ qualquer ação prescreve em 5 anos 
 
CC/02 🏼️ 3 anos 
 
 
Pelo critério temporal, valeria o CC, mas pelo critério especial, prevaleceria a norma especial, que 
é o DC 20910/32... Ficou essa controvérsia. O representativo de controvérsia acabou decidindo por 
ser 5 anos, esse é o prazo prescricional segundo o STJ. 
 
As ações indenizatórias movidas pelos particulares contra poder público é de 5 anos. O mesmo 
para ações de responsabilidade civil. 
 
Se a ação indenizatória não envolver o poder público, se for responsabilidade civil privada, será de 
3 anos. 
 
 
JUROS E CORREÇÃO 
 
1️🏼️ JUROS 
 
Tem que saber o termo inicial e a porcentagem. 
 
Quando que inicia a contagem dos juros? Do FATO, evento (súmula 54 STJ). 
 
 
Súmula 54, STJ. Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, 
em caso de responsabilidade extracontratual. 
 
 
Qual a porcentagem? 1% ao mês (art 406 CC). 
 
 
Lei que trata de juros é lei processual e vale de imediato, ou seja, pode ser aplicada em processos 
em curso. 
 
 
2️🏼️ CORREÇÃO 
 
Índice para recuperar a perda do poder aquisitivo da moeda. Recuperar perda inflacionária de um 
valor 
 
Tem que fixar o termo inicial e o índice. 
 
Quando em algum momento do processo se fixou o valor atual da indenização, é a partir dali que 
se conta a correção. 
 
Termo inicial: quando se fixou o valor atual da indenização. 
 
 
Ex: 
 
PI - 1 mil 
 
Contestação - 0 
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 22 
 
Perícia - 2 mil 
 
Sentença - 2 mil 
 
Se o juiz falar que o condena pelo valor da perícia, o valor atual é o da perícia, e começa dali a 
correção. Se falar que é o valor da PI, começa dali... 
 
 
‼️ Vale a última decisão que fixar o valor atual. Pode ser a sentença, ou a decisão que julgou o 
recurso... 
 
Atualiza-se o valor até pagar. 
 
 
Índice: IGPM-FGV, INPC... depende do magistrado, mas normalmente ele manda para a liquidação 
da sentença para ser calculado o índice. 
 
 
 
 
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA 
 
O que não for serviço público, pertence ao mercado. Na era moderna, a economia foi dividida em 4 
setores. Há divergências ainda sobre o 4º setor. 
 
1º SETOR 2º SETOR 3º SETOR 4º SETOR 
Estabelece as coisas de 
Estado, setor público, 
que não visa lucro. 
É o mercado, em que as 
relações econômicas 
visam o lucro. O lucro 
não é condenável. 
É das ONGs. Satisfazem 
necessidades sociais 
sem visar lucro. 
Economia informal. Mais 
isso não é consenso na 
doutrina. 
 
❓Pode o mercado atuar licitamente em questões de estado? A CF permite que o mercado atue 
no estado de forma licita, ou seja, Funções típicas de estado podem ser exercidas pelo mercado. 
Ex: art 175, CF, art 236, saúde e educação (ex: FMP) 
 
 
Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou 
sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, 
a prestação de serviços públicos. 
 
 
❓Pode o Estado atuar no mercado? É possível, e o texto da CF disciplina como pode fazer e 
quais os limites dessa intervenção: 
 
 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a 
exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será 
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
 
 
Ex: não podemos abrir uma rádio agora do nada, porque estaríamos usurpando uma função social. 
Precisa de autorização do Poder Público 
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 23 
 
O que é economia? É um patrimônio nacional, o mercado interno. O que não é serviço público 
pertence ao mercado. 
 
 
Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será 
incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-
econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do 
País, nos termos de lei federal. 
 
 
Transporte aéreo de passageiros É SERVIÇO PÚBLICO. Uma agência reguladora define o que é 
serviço públicos. ANEL, ANATEL... 
 
É preciso delimitar serviço públicoantes de entender o mercado. 
 
SERVIÇO PÚBLICO 🏼️ serviço público é a atividade prestada pelo Estado ou por quem lhe faça as 
vezes, submetida a um regime jurídico público (administrativo público) e que visa a satisfazer as 
necessidades sociais. 
 
Antes, havia um critério orgânico que definia serviço público, em que se entendia como aquilo que 
fosse prestado pelo estado. Mas começou a perceber que não era só o estado que prestava serviço 
público (hospital privado etc), e o estado não presta só serviço público (forças armadas). 
 
Depois, veio outro critério, o critério formal, em que serviço público é aquilo que a lei define como. 
Mas a lei não diz o que é, ela da pistas. Ex: telefonia é porque tem agência reguladora ANATEL. 
Mas e internet, por exemplo? O STJ entendeu que não é serviço público pois não estava definido 
na lei. 
 
E advocacia? Ta escrito na lei que é serviço público mas ninguém questiona a constitucionalidade 
disso, porque a advocacia é mais que privada. Logo, mesmo que a lei diga, nem sempre é 
suficiente... 
Por isso, surge o critério material, definindo serviço público como atividade que visa satisfazer o 
interesse social. Mas agora teria que definir o que seria "interesse social". 
 
 
Na verdade, serviço público é a soma dos três critérios, e o que não se encaixar ali, pertence ao 
mercado (ADI 1923, STF, art 219, CF). 
 
A CF colocou limites na intervenção do estado: 
 
 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a 
exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será 
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
 
 
A exploração econômica feita pelo estado É POSSÍVEL, e há duas formas de intervenção do estado 
na economia: 
 
 
1) DIRETA: há uma competição direta. Pode o estado competir diretamente com os demais entes? 
Pode quando for para garantir a segurança nacional ou diante de relevante interesse coletivo. 
 
 
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 24 
- Ex: Banrisul x outros bancos 
 
- Somente sociedade de economia mista e empresa pública podem atuar na economia 
de forma direta, e somente naquelas duas hipóteses do artigo 173. Uma ou outra. 
 
- Diferenças entre sociedade de economia mista e empresa pública: 
 
SEM EP 
50% + 1 do capital é público 100% do capital é público 
Só pode ser constituída por S/A Pode ser constituída por qualquer modalidade. 
Federal -> ação na justiça federal Federais -> ação na justiça federal 
 
 
- Quando o estado atuar diretamente na economia ele não poderá ter nenhum privilégio que 
não seja extensível ao setor privado. Neste caso, o estado agirá como se particular fosse. 
 
- Não pode ter concorrência desleal. Não pode, por exemplo, o estado dar mil benefícios a 
um banco do estado sendo que os outros privados não tem... eles não tem prazo em dobro, 
não se sujeitam a precatórios... 
 
 
2) INDIRETA: não concorre diretamente com o particular, mas pode: 
 
 
- Normatizar o mercado (banco central - regula todo o sistema financeiro nacional, setor de 
consórcios etc -, educação, bolsa de valores, todo setor financeiro - debentures etc) 
 
- Fiscalizar: como PROCON, CADE (questões de cartel etc) 
- Induzir (ex: extrafiscal, subvenção, incentivo) 
 
O estado pode intervir na economia apenas diante de interesse coletivo ou garantir segurança 
nacional? Não, tem a forma indireta. 
 
 
O art 173 diz que as empresas estatais deverão ter lei específica para normatiza-las. 
 
 
Art 173, § 1º - A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa 
pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que 
explorem atividade econômica de produção ou comercialização de 
bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: 
 
 
🏼️ Empresas estatais - ESPÉCIES: 
 
 
1️🏼️ Sociedade de economia mista 
 
- Maioria capital público 
 
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 25 
 
2️🏼️ Empresas públicas 
 
- Todo capital público 
 
 
3️🏼️ Subsidiárias (art 37, XX, CF) 
 
- São pessoas jurídicas autônomas criadas por uma SEM ou EP que se subordinam a empresa 
controladora 
 
 
4️🏼️ Empresas controladas 
 
- São aquelas que não foram autorizadas por lei específica mas por algum fato o estado passou a 
ser o acionista majoritário 
 
- Ex: grupo hospitalar conceição 
 
 
As 3 primeiras são autorizadas por lei, a 4 não tem lei, mas o estado por questão econômica compra 
as ações, ai vira uma empresa controlada 
 
☝ 🏼️A lei que normatiza as empresas estatais é a Lei 13393/16. 
 
Não precisa licitar se tem oportunidade de negócio (?): 
 
 
Art 28, § 3o São as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista dispensadas da observância dos dispositivos deste Capítulo nas 
seguintes situações: 
II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas 
características particulares, vinculada a oportunidades de negócio 
definidas e específicas, justificada a inviabilidade de procedimento 
competitivo. 
 
 
Tem licitação pelo art 26.... 
 
 
 
PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Seria procedimento ou processo? Pro prof, é os dois... 
 
Cada ente federado tem competência para fixar a sua lei do processo administrativo, 
exclusivamente. Dever de legislar sobre o processo administrativo. 
 
A lei mais famosa é a lei do processo administrativo federal: lei n° 9784/99. 
 
A quem se aplica essa lei? Artigos 1º e 69 da Lei. 
 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo 
administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, 
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 26 
visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao 
melhor cumprimento dos fins da Administração. 
 
Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-
se por lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os 
preceitos desta Lei. 
 
 
Se aplica à União 🏼️ administração pública direta e indireta federal. Ex: se a lei ambiental não fixa 
processo, usa esse lei 
 
A LPA é Lei geral 🏼️ se existe lei específica, a LPA F aplica-se SUBSIDIARIAMENTE (naquilo que 
a outra lei for omissa) -> mas só no âmbito da União 
 
Ex: lei 8112 prevê um processo administrativo, mas não prevê chamamento de testemunhas, dai 
se usa a LPA subsidiariamente. 
 
OBS: Estado não tem lei federal, poderia aplicar por analogia a LPA? 
 
Ausência de processo nos Estados/Municípios 🏼️ aplica-se por analogia a LPA. 
 
Ex: POA tem lei, aplica-se a lei do município. Se ela não trata de tudo, AZAR, não se aplica 
subsidiariamente porque uma é Lei federal e outra municipal. 
 
 
UNIÃO 
 
Tem lei específica de processo administrativo 🏼️ aplica-se a lei específica, subsidiariamente a LPA 
federal 
 
Não tem lei específica de processo administrativo 🏼️ aplica-se a LPA federal 
 
 
ESTADO/MUNICÍPIO 
 
Tem lei específica de processo administrativo 🏼️ aplica-se a LPA estadual/municipal, não aplica a 
LPA federal nunca, mesmo que falte algo na lei estadual/municipal 
 
Não tem lei específica de processo administrativo 🏼️ aplica-se a LPA federal por analogia 
 
 
O art 1º da lei faz uma interpretações autêntica do que é ente e órgão: 
 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo 
administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, 
visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao 
melhor cumprimento dos fins da Administração. 
 
§ 2o Para os fins desta Lei, consideram-se: 
 
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da 
Administração direta e da estrutura da Administração indireta; 
 
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
 
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 27 
 
Ter autonomia não diferencia órgãos de ente. Ente tem personalidade jurídica e capacidade 
processual, o órgão não tem personalidade jurídica e capacidade processual. 
 
Toda a administração direta (U, E, M, DF) e indireta (AFASE) sãoENTES. 
 
Ex: automóvel da assembleia legislativa bate no meu -> entro contra quem? É órgão, e pertence ao 
Estado -> logo, minha ação é movida contra o ESTADO 
 
Nunca se move ação contra ÓRGÃO! Ex: contra a secretaria de alguma coisa... 
 
Problema!!! 
 
Ex: se o ENTE viola o ÓRGÃO, não teria o que fazer, porque o órgão não tem personalidade jurídica. 
Ex: assembleia legislativa precisa demandar contra o Estado, não poderia... 
 
Por isso, surgiu a TEORIA DA PERSONIFICAÇÃO DO ÓRGÃO: 
 
Quando um órgão tem violadas as suas prerrogativas pelo ente ao qual ele pertence, nesse caso, 
se lhe da capacidade processual para defender em juízo as prerrogativas violadas. 
 
Ex: tem que ser o ENTE AO QUAL PERTENCE O ÓRGÃO. Se a União viola alguma prerrogativa 
da Câmara dos Vereadores, que pertence ao ente município, a CV não pode demandar contra a 
União, porque ela pertence ao município, só poderia demandar contra o município, caso este 
violasse alguma prerrogativa... 
 
Como se cria um ente e um órgão? 
 
DES -> CONCENTRAÇÃO 🏼️ Órgão 
DES -> CENTRALIZAÇÃO 🏼️ Ente 
 
 
🏼️ PRINCÍPIOS - art 2º 
 
Todos do art 37, CF, e outros. 
 
 
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos 
princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, 
segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
 
 
Mas o que são princípios? Institutos que auxiliam na interpretação de normas. Lembrar de três 
coisas: não é valor (faz parte do mundo dever-ser), tem caráter prescritivo (porque obriga, tem 
caráter de norma, não é um simples valor). São mais finalístico e abstratos. 
 
Destaca-se um princípio 🏼️🏼️ PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA 
 
Segurança jurídica almeja três coisas: previsibilidade, estabilidade e acessibilidade (Lei 12527/11) 
 
 
🏼️Formas de concretização da segurança jurídica: 
 
1️🏼️ Decadência - Art 54 
 
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 28 
A decadência administrativa faz com que o poder público perca o direito de anular um ato 
administrativo ilegal, desde que se implementem TODOS os três requisitos: 
 
Perde o direito de anular: 
 
1️🏼️ Se passem mais de 5 anos da prática do ato 
2️🏼️ O cidadão esteja de boa-fé 
3️🏼️ Se trata de ato administrativo benéfico (ato administrativo ampliativo) 
 
 
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos 
de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 
cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo 
comprovada má-fé. 
 
 
Ex: passado dois ano do concurso, descobre-se uma fraude de apenas um participante. Pode anular 
todo o concurso? Sim porque não se passou mais de 5 anos. 
 
Ex: passados 20 anos do concurso, o participante que fraudou é promotor, pode anula o concurso 
pra ele? Sim porque estava de má-fé. 
 
Ex: o substituto do tabelião, que diz que não pode sair porque se passaram 5 anos. Não pode isso 
porque ele sabia que estava lá de forma temporária, dai configuraria má-fé 
 
 
2️🏼️ Convalidação de atos administrativos - Art 55 
 
É um instituto que permite com que o poder público mantenha atos administrativos acometidos de 
vícios sanáveis, se preenchidos os requisitos: 
 
1️🏼️ Vícios sanáveis 
 
Dois tipos de vícios: 
 
- Competência não exclusiva 
 
- Forma probatória (a forma pode ser substancial ou probatória. Violar forma 
substancial ocasiona uma nulidade, e violar uma forma probatória ocasiona apenas 
uma irregularidade). Ex: mudaram a cor de uma placa que avisava o pardal, e isso é 
um vício na forma substancial. 
 
2️🏼️ Sem prejuízo a TERCEIRO 
3️🏼️ Sem prejuízo ao interesse público 
 
 
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao 
interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem 
defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria 
Administração. 
 
 
Art 2º, inciso XIII 
 
 
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 29 
Art 2º, XIII - interpretação da norma administrativa da forma que 
melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada 
aplicação retroativa de nova interpretação. 
 
 
Nova decisão não atinge fatos passados. 
 
 
 
Art 3º - CONTRADITÓRIO 
 
 
Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a 
Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
 
 
- Direito de ser ouvido /ciência dos atos processuais 
- Direito de "falar", se manifestar no processo 
 
Mas isso é fraco! Busca-se o contraditório forte! 
 
Julgador analisar/fundamentar todos os argumentos das partes -> isso é um contraditório 
substancial ou forte 
 
Se ele deixa de analisar algum fundamento, tem uma omissão, e cabe embargos de declaração. 
 
 
Artigo 5º - INÍCIO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Pode ser iniciado de ofício ou por provocação. De ofício pela administração pública, e por 
provocação do cidadão, em razão do direito de PETIÇÃO (dir. fundamental de provocar o poder 
público). 
 
Lei 8429 (lei de improbidade) -> não permite inicia o processe por denúncia anônima. Mas a 
jurisprudência permite, desde que tenha outros elementos de prova além da denúncia para o juiz 
se basear. 
 
O artigo 6º diz que tem que ter indicação do interessado... no caso de denúncia anônima, a 
administração pública passa a ser a interessada. 
 
Quem são os legitimados a demandar no processo administrativo? Art 9º 
 
Primeiro, diferenciar parte, representante e substituto 
 
 
 PARTE REPRESENTANTE SUBSTITUTO 
TITULAR DO DIREITO SIM ALHEIO ALHEIO 
ATUA EM NOME PRÓPRIO ALHEIO PRÓPRIO 
 
 
 
Substituto: MP 
Representante: pais com filho menor 
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 30 
 
 
Art. 9o São legitimados como interessados no processo administrativo: 
 
I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos 
ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; 
 
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou 
interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; 
 
🏼️Lembrar exemplo da canalização de água 
 
III - as organizações e associações representativas, no tocante a 
direitos e interesses coletivos; 
 
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a 
direitos ou interesses difusos. 
 
 
I - Difusos : relação fática, indeterminados, indivisível 
II - Coletivo : relação jurídica, sujeitos determinados, indivisível 
 
 
 
Artigos 11-15 - material de administrativo II (institutos do ato administrativo) 
 
Artigo 11 - COMPETÊNCIA 
 
Medida da capacidade de atuar administrativamente. Medida da possibilidade de atuação de 
determinada autoridade, estabelece os limites que sempre estarão fixados em lei. 
 
Se ela fixa um "rol de funções", ela fixa um poder-dever. 
 
Assim, a competência é irrenunciável, pois há um dever de agir, mas é transferível. Um promotor 
não pode falar que não fará juri... 
 
Mas pode haver transferência de competência, desde que seja parcial ou temporária, por meio de 
delegação (art 12 a 14) ou avocação (art 15). 
 
 
DELEGAÇÃO AVOCAÇÃO 
Envio da competência de órgãos de mesma 
hierarquia ou hierarquia diversa. 
 
Ex: promotor delega uma competência ao delegado 
Subtração da parcela da competência do superior 
ao inferior. 
 
Ex: delegado avoca para si uma competência 
originalmente do escrivão 
 
 
 
Art 13 - COMPETÊNCIAS INDELEGÁVEIS 
 
Não pode delegar decisões em recurso administrativo. Da mesma forma, não se pode delegar 
atos normativos. 
 
Comentado [5]: 
PROVA 
Comentado [6]: 
PROVA 
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 31 
Não pode a autoridade que julgou primeiramente o caso julgar também o recurso, senão não teria 
o segundo grau de jurisdição. Ainda, o inferior não pode dar normas ao superior. 
 
Também não se pode delegar competências exclusivas. Ex: caso de alteração de alíquotas por 
alguém que não seja chefe de estado (presidente, prefeito e governador), porque se dá somente 
medianteDECRETO. Ex: presidente delega para outra pessoa fazer o decreto -> não pode porque 
é competência exclusiva do chefe de estado. 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
 
II - a decisão de recursos administrativos; 
 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 
 
 
Art 22 - FORMA EM QUE OS ATOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SÃO PRATICADOS 
 
O processo administrativo segue o princípio do informalismo. Qualquer forma serve, desde que 
atinja seu fim. 
 
O princípio do informalismo informa que os atos do processo administrativo em regra não tem forma 
definida, conferindo-se mais relevância à finalidade do ato. 
 
 
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma 
determinada senão quando a lei expressamente a exigir. 
 
 
 
Art 23 - TEMPO E ESPAÇO EM QUE OS ATOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SÃO 
PRATICADOS 
 
Os atos processuais devem se dar no horário de funcionamento da repartição. 
 
Mas se estiverem no meio da realização do ato, pode prorrogar o horário (ex: audiência já começou). 
Ocorre quando o ato administrativo é interrompido pelo horário de funcionamento. Os atos ainda 
não iniciados só serão iniciados no dia seguinte. 
 
O local de realização dos atos é no órgão processante. 
 
 
Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no 
horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o 
processo. 
 
Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já 
iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento 
ou cause dano ao interessado ou à Administração. 
 
 
Ainda, em regra, os atos administrativos são escritos. Como exceção, pode ter atos verbais. Mas 
os atos do processo administrativo SEMPRE devem ser escritos! 
 
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 32 
Ex: depoimento da testemunha -> é verbal, mas é transformado em escrito para se juntar ao 
processo (termo de depoimento). 
 
 
Art 24 - PRAZO 
 
Se o juiz não fixa prazo de manifestação, a parte terá 5 dias. 
 
Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou 
autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele 
participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo 
de força maior. 
 
 
Art 42 - PARECER 
 
É uma opinião técnica de um expert. 
 
 
Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão 
consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze 
dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior 
prazo. 
 
 
3 espécies de pareceres: facultativo, obrigatório e vinculante. 
 
 FACULTATIVO OBRIGATÓRIO VINCULANTE 
MOTIVO 
O gestor público 
só quer uma 
opinião 
O gestor público tem que ouvir 
uma opinião técnica, mas não se 
vincula ao parecer. Entretanto, 
para não seguir o parecer, ele 
precisa de outro que lhe de base 
O gestor público está 
vinculado ao parecer. 
Ato complexo (soma de 
duas ou mais vontades, 
do gestor e do 
parecerista). A lei diz 
que vincula 
RESPONSABILIDADE 
Não há 
responsabilidade 
Não há responsabilidade Há responsabilidade 
 
 
 
É possível responsabilizar o parecerista que informa uma conduta que é considerada ilegal? MS 
24073 🏼️ concluíram que não há responsabilidade do parecerista 
 
Mas depois veio o MS 24584 e o MS 24631 🏼️ falam que existem 3 tipos de pareceres 
 
Mas o artigo 42 menciona responsabilização pelo ATRASO em elaborar o parecer, não pelo seu 
conteúdo... 
 
 
RECURSOS ADMINISTRATIVOS 
 
Arts. 62 e ss. 
 
Pode ser de duas ordens: recurso hierárquico próprio ou recurso hierárquico impróprio. 
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 33 
 
 
a) Recurso hierárquico próprio 
 
Baseado no poder hierárquico. Se o A negou, recorre ao superior, e assim por diante (A > B > C). 
 
 
b) Recurso hierárquico impróprio 
É o recurso interposto da decisão da mais alta autoridade de um ente da administração pública 
indireta, sendo ele dirigido ao órgão da administração direta que tutela essa entidade da 
administração indireta (entidade recorrida). 
 
Qual o vínculo entre a administração direta e indireta? De tutela, controle, fiscalização. Há 
autonomia, mas há vínculo. 
 
Ex: administração direta X indireta (INSS). A pessoa vai recorrendo a todos os superiores no INSS, 
mas se ela não consegue, ela recorre ao ministro da previdência, que é da administração direta, 
pois ele tem dever de fiscalizações. 
 
 
❓PODE REFORMATIO IN PEJUS NO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
3 posições: 
 
 
a) Não pode reformatio in pejus, porque isso inibiria as pessoas de 
buscarem seus direitos etc. Posição minoritária 
 
b) Pode ter reformatio in pejus. O fundamento está no dever de auto 
tutela. O poder público tem o dever de anular suas decisões 
erradas (sumula 473 do STF, e art 53). 
 
c) Pode ter reformatio in pejus, mas antes deve garantir a ampla 
defesa (posição do art 54). 
 
 
STJ se posiciona pela letra C. 
 
 
RETIRADA DO ATO ADMINISTRATIVO 
 
A extinção do ato administrativo pode se dar por: 
 
 FATO RETIRADA 
EXPLICAÇÃO 
O ato administrativo se extingue por um fato, e não 
vontade do poder público 
Pela prática de outro ato 
EXEMPLO 
Pode se extinguir por um evento (ex: morte) ou 
termo (parque tupã ocupa temporariamente um 
lugar) 
Autorização de uso X revogação 
da autorização 
 
 
 
5 tipos de retirada do ato administrativo. 2 importantes 🏼️ ANULAÇÃO e REVOGAÇÃO (vide artigo 
53). 
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 34 
A anulação e a revogação são produtos da autotutela administrativa. 
 
 
 ANULAÇÃO REVOGAÇÃO 
FUNDAMENTO Ilegalidade Oportunidade e conveniência 
ATO Vinculado Discricionário 
COMPETÊNCIA 
Pode ser praticado tanto pela 
administração pública quanto pelo 
Judiciário 
Só pode ser praticado pela 
administração pública 
EFEITOS Ex tunc Ex nunc 
EXEMPLO Atos ilegais DEVEM ser anulados 
Atos podem ser revogados se não 
são mais convenientes 
 
 
 
Ex: faltava 2 anos pra de aposentar, mas ele cansa, falsifica um documento e ganha a aposentadoria 
de forma ilegal (falsificou documento). Ficou 1 ano aposentado. A administração pública descobre 
e anula o ato. A partir da anulação, ele deve retornar ao trabalho. No fim, ele tem que trabalhar 3 
anos (1 que ficou aposentado + 2 que faltava pra aposentadoria) pra alcançar a aposentadoria. 
 
Ex: administração revoga um ato. Os atos feitos antes se mantêm, a revogação só atinge eventos 
futuros. 
 
 
‼️ Súmula 473 diz "o poder público PODE anular" 🏼️ esse "pode" não é uma faculdade! É uma 
permissão, porque antes não podia anular. É ato vinculado. 
 
 
🏼️A revogação não pode ter como objeto: 
 
 
a) Atos ilegais. Não se revoga atos ilegais, porque diante de atos 
ilegais a administração é OBRIGADA a anular. 
 
b) Atos vinculados. Ex: revogar aposentadoria. Não pode, porque é 
ato é vinculado. Senão o direito subjetivo seria uma faculdade da 
administração. 
 
c) Direito adquirido. Porque é garantia constitucional. 
 
 
Art 54 - DECADÊNCIA \ 
 }– Garantem segurança jurídica 
Art 55 - CONVALIDAÇÃO / 
 
 
DECADÊNCIA CONVALIDAÇÃO 
- - Até 5 anos para anular o ato 
- - Sem má fé do cidadão 
- - Ato benefício para o cidadão (não pode anular) 
- - Vício sanável (forma probatória, competência exclusiva) 
- - Sem prejuízo a terceiro 
- - Sem prejuízo ao interesse público 
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CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
 
1) Classificação 
 
QUANTO AO MOMENTO QUANTO AO OBJETO QUANTO AO ÓRGÃO 
Pode ser controle prévio, 
concomitante ou posterior à 
prática do ato 
Pode ser formal (se o ato 
respeitou a legalidade), ou 
material (mérito / ato 
discricionário) 
O controle pode ser interno e 
externo (a quem pratica o ato) 
 
 
 
Quanto ao seu objeto 
 
Pode o Judiciário controlar o mérito de atos administrativos? 2 teorias: 
 
 
a) Não pode, porque fere a separação dos

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